O Sport conquistou o acesso para a elite do futebol feminino brasileiro! Neste sábado, dia 6, no Mundão do Arruda, em Recife as Leoas venceram o Athletico Paranaense, de virada, no tempo normal, por 2 a 1, e nas penalidades, por 4 a 1, no jogo de volta das quartas do Brasileirão Feminino A2 para conquistar o acesso.
No jogo de ida, realizado no último final de semana, em Curitiba, o Athletico Paranaense fez valer o fator casa e venceu por 1 a 0, precisando de um empate para conquistar o acesso e a vaga na semifinal. Já o Sport tinha que ganhar por dois gols de diferença, para passar direto, ou por um e levar a definição para as penalidades.
Precisando vencer, o Sport começou o jogo pressionando, tentando abrir o marcador. Porém, as Leoas encontraram um Athletico Paranaense bem postado em campo, querendo segurar o empate para garantir o acesso. E o Furacão, aos 31 minutos, abriu o marcador com Duda, ficando mais perto do acesso.
O Sport voltou de olho na virada, para pelo menos levar a definição para as penalidades, e empatou aos 8 minutos do segundo tempo, com Kaline. O gol deu ânimo às Leoas, que pressionaram e viraram o marcador aos 44', com Jana.
E, com isso, a definição do acesso foi para as penalidades, onde o time mandante levou a melhor, venceu por 4 a 1 e conqusitou a classificação.
Com o resultado, o Sport conquistou o acesso para a elite do futebol feminino brasileiro em 2025 e ainda vaga na semifinal, onde vai encarar o vencedor de Bahia e JC, que jogam na segunda-feira, dia 8. Já o Athletico Paranaense planeja os próximos compromissos.
Nesta segunda-feira, dia 29 de agosto de 2022, se completam 29 da goleada da Seleção Brasileira pelo placar de 6 a 0 sobre a Bolívia, no Estádio do Arruda, em Recife. Esta vitória foi válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 94 e acabou super importante, já que marcou a retomada da Amarelinha rumo ao tetracampenato. Uma das marcas daquele jogo foi a iniciativa de o time entrar com mãos dadas dentro de campo.
Na época, a equipe comandada pelo treinador Carlos Alberto Parreira vinha sendo bastante cobrada pelo fato dos péssimos resultados e das más atuações dentro de campo durante o primeiro turno. Jogando fora de casa, o Brasil empatou em 0 a 0 com o Equador e perdeu de 2 a 0 para a Bolívia, a primeira derrota brasileira na história das Eliminatórias. Goleou a Venezuela pelo placar de 5 a 1, mas não atuou de maneira convincente, assim como no empate em 1 a 1 com o Uruguai, em Montevidéu.
Mesmo com o triunfo diante do Equador por 2 a 0, no primeiro jogo do returno das Eliminatórias, o time Canarinho foi vaiado no Morumbi, já que o futebol praticado ainda não agradava. Havia um grande movimento para a chegada de Telê Santana, lendário treinador na história do São Paulo, no comando, já que a demissão de Parreira era algo cada vez mais pedido por parte da imprensa por causa. Seu esquema, que priorizava um jogo mais defensivo, e a não convocação de um Romário que vivia um excelente momento no Barcelona, eram os motivos de toda a pressão.
Foi enfim, que naquele dia 29 de agosto de 2022, a Seleção Brasileira iria se reencontrar os Bolivianos, que faziam excelente campanha e já haviam proporcionado a primeira derrota na história da Amarelinha em um qualificatório para um Mundial, no Estádio do Arruda, em Recife. Ao contrário do clima pesado na capital paulista, o povo pernambucano recebeu a equipe Canarinho de braços abertos, fazendo uma grande festa. O ato fez com que os jogadores se sentissem mais unidos com o tamanho prestígio e reuniram forças em busca da reação.
A recepção calorosa serviu para mostrar uma mudança de postura. Como prova de união entre os jogadores, os 11 iniciais subiram ao relvado do Mundão do Arruda em fila e de mãos dadas, atitude que não era comum. A ideia, segundo foi falado, veio de Ricardo Rocha.
Em campo, a resposta veio e a Amarelinha fez um excelente primeiro tempo. Com gols de Raí, aos 12', Müller aos 19', Bebeto aos 23', Branco aos 37' e Ricardo Gomes aos 44', o Brasil foi para o intervalo vencendo por 5 a 0 do primeiro tempo.
Na etapa complementar, os brasileiros aproveitaram que os adversários voltaram entregues e ainda voltaram a balançar as redes com Bebeto, que marcou o seu segundo tento no jogo, já na marca dos 14'. A atuação foi tão boa que nem mesmo a expulsão de Dunga por conta de um chute nas costas de Carlos Borja tirou o brilho da vitória.
Este jogo marcou a grande virada da Seleção Brasileira. A equipe passou a ser menos questionada e conquistou a sua vaga para a Copa depois de bater o Uruguai pelo placar de 2 a 0, com dois gols de Romário. Chegou como favorita e venceu o título. Em contrapartida, a Bolívia, não conseguiu ter o mesmo rendimento de outrora, mas pegou o lugar do Uruguai e conseguiu ir aos Estados Unidos. Porém, a La Verde não fez uma boa campanha e foi eliminada já na primeira fase daquele Mundial.
Mas, além da força para conquistar o tetra, aquele jogo deixou uma marca. A partir daquele dia, a Seleção Brasileira passou a entrar de mãos dadas em campo em todas as partidas. O gesto acabou se tornou habitual, uma vez que se repetindo-se até a final da Copa do Mundo de 1998, disputada em solo francês, onde o Brasil perdeu para os donos da casa por 3 a 0. Vanderlei Luxemburgo, sucessor de Zagallo (coordenador técnico de Parreira em 1993 e treinador em 1998), para marcar uma nova era, fez com que a Seleção Brasileira voltasse a entrar em campo da forma habitual.
Pode até se falar que o Santa Cruz, invicto, merecia ficar com o título. Mas não dá para tirar o fato de que o que aconteceu no gramado do Mundão do Arruda, em Recife na noite desta quarta-feira, dia 5, foi histórico. Depois de um 0 a 0 no tempo normal, o Salgueiro bateu a Cobra Coral nas penalidades e conquistou o Campeonato Pernambucano de 2020. O Carcará do sertão é o primeiro time do interior do estado a levar a taça!
No primeiro jogo entre as duas equipes, realizado no Estádio Cornélio de Barros Muniz e Sá, no sertão pernambucano, o placar de 1 a 1. Um novo empate nesta quarta e o título seria definido nas penalidades e quem vencesse seria o campeão.
A partida começou equilibrada. O Santa Cruz parecia sentir falta de uma de suas principais armas quando joga no Mundão do Arruda: a sua torcida, que empurra a equipe, mas o jogo não pôde ter público por conta da pandemia de coronavírus. Com isto, o Salgueiro, do técnico português Daniel Neri, assustava sempre quando ia ao ataque.
Aos 17', Jeremias sofreu entrada por trás a centímetros da área. Os jogadores do Santa Cruz se revoltaram, pedindo pênalti, mas o árbitro só marcou falta. Aos 33', foi a vez do Carcará chegar com perigo, em chute de Renato Henrique, com a bola passando perto do gol de Maycon. No minuto seguinte, o Santa respondeu com Jeremias, e o arqueiro do Salgueiro, Tanaka, fez grande defesa. Assim, o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.
O Santa Cruz não voltou bem para a segunda etapa. Porém, o Salgueiro não foi tão ao ataque quanto no primeiro tempo. Porém, o Carcará quase abriu o placar aos 18', em cobrança do experiente Ciel, mas Maykon evitou que a Cobra Coral levasse o gol.
Depois dos 30 minutos, o Santa Cruz foi com tudo para cima, em busca do gol que daria o título, aproveitando que o Salgueiro praticamente abdicava do ataque. Aos 32', Victor Rangel teve grande chance, mas Tanaka salvou o Carcará. A Cobra Coral pressionou até o fim, mas o 0 a 0 persistiu e a definição do título do Pernambucano 2020 foi para as penalidades.
Nas cobranças, Pipico começou batendo para o Santa Cruz e fez, mas Ciel empatou para o Salgueiro. Danny Morais também balançou as redes e Alison Araçoiaba deixou igual novamente. Toti colocou a Cobra Coral novamente na frente e Dadinha fez para o Carcará. Victor Rangel mandou a bola longe do gol, mas Ranieri perdeu também, com Maykon defendendo. André perdeu mais uma para o Santa, mandando a bola no travessão e Müller Fernandes cobrou o pênalti que entra para a história do futebol pernambucano. O Salgueiro sagrou-se o primeiro campeão estadual vindo do interior!
Num dia 4 de junho como hoje, mas há 48 anos, em 1972, o Santa Cruz, tradicional clube do estado de Pernambuco e um dos mais tradicionais do Nordeste do Brasil inaugurava sua casa, um estádio que tem um dos apelidos mais sensacionais do Brasil. Nomeado como Estádio José do Rego Maciel, o caldeirão coral ficou conhecido e é chamado pela maioria das pessoas de Mundão do Arruda. A partida inaugural foi diante do Flamengo.
A construção do Arruda significou um avanço enorme para o estado de Pernambuco. Até então, tanto Aflitos quanto a Ilha do Retiro tinham capacidades pequenas e o recorde de público do futebol no estado era um clássico entre Santa e Sport que recebeu 34.546 torcedores. Além de enterrar esse recorde pra sempre, a construção do colosso do tricolor fez com que o rival Sport mexesse seus "pauzinhos" e viesse a remodelar a Ilha do Retiro, o que ocorreu mais de dez anos depois da inauguração da casa do Santinha.
O processo do nascimento do Arruda começou em 1954, com a doação do terreno por José do Rego Maciel ao Santa. Inicialmente fazendo um estádio apenas com arquibancadas de madeira, o clube conseguiu fazer com que sua torcida fizesse uma mobilização histórica através de compras de cadeiras cativas e contribuições nos anos 1960. Após isso, os torcedores ainda fizeram a "Campanha do Tijolo", doando materiais de construção e até mão de obra para a construção. Foi essencial também o auxílio do Banco do Estado de Pernambuco.
No dia da inauguração, duelaram Santa Cruz e Flamengo, num jogo protagonizado mais pelos goleiros dos dois clubes, que impediram o zero de sair do placar. Ao final do duelo, ainda não havia um primeiro gol oficial no estádio, nem por rubro-negros e nem por tricolores. Mas o "inferno" do clube Coral já havia feito história, conseguindo com 57 mil pagantes e 62 mil presentes o público que era o maior da história do futebol de Pernambuco até então.
O público pode ter sido até maior na verdade, já que os portões foram derrubados e houve invasão no local naquele dia. O primeiro gol do estádio viria depois, através do atleta Betinho. Nos anos 1980, uma remodelação do estádio, finalizada em 1982, elevou a capacidade do "Mundão" para 80 mil torcedores. Hoje, devido aos padrões de segurança o estádio recebe até 60 mil torcedores.
O maior público da história do Arruda é, segundo o Santa Cruz, em um jogo da Seleção Brasileira contra a Bolívia, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1993, onde segundo os tricolores haviam 96 mil pessoas nas arquibancadas. Oficialmente foram 75 mil pagantes. A Seleção Canarinha ainda foi responsável por um público de 90 mil pessoas, em um amistoso contra a Argentina. A maior audiência envolvendo um jogo do Santa Cruz foram os 80.203 presentes na derrota do Santa para o Náutico por 2 a 0 pelo Pernambucano de 1998.
O Arruda segue sendo até hoje um dos maiores estádios do Brasil e um dos maiores aliados do Tricolor Coral em seus jogos em casa. A torcida do Santa Cruz é marcada pela presença maciça de seu torcedor nos momentos complicados. Chegaram a haver projetos para remodelar tanto o Arruda quanto a Ilha do Retiro para a Copa do Mundo de 2014, mas foi construída a Arena Pernambuco, que acabou virando um elefante branco e gera até hoje muitas críticas.
A Seleção Brasileira entrando em campo de mãos dadas teve início no jogo contra a Bolívia
Nesta quinta-feira, dia 6 de outubro, o Brasil encara a Bolívia em mais uma rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo Rússia 2016, em Natal, no Rio Grande do Norte. O Curioso do Futebol recorda um confronto entre as duas seleções pelo Qualificatório para o Mundial de 1994, quando a Seleção Brasileira goleou os bolivianos, por 6 a 0, em um show de bola no Mundão do Arruda, em Recife, que foi muito importante para a conquista do Tetracampeonato.
O Brasil não vinha bem naquelas Eliminatórias. O primeiro turno, jogado todo fora de casa, acumulava resultados ruins e apresentações fracas, com o 0 a 0 contra o Equador, a derrota para a Bolívia por 2 a 0, em La Paz (a primeira na história da Seleção em um qualificatório para Copa do Mundo), vitória nada convincente de 5 a 1 sobre a Venezuela (a Vino Tinto era um saco de pancadas), empate em 1 a 1 com o Uruguai no Centenário.
Na abertura do segundo turno, embaixo de muitas vaias da torcida no Morumbi, que pedia a volta de Telê Santana, que fazia um belo trabalho no São Paulo, à Seleção, o Brasil venceu o Equador por 2 a 0, mas sem apresentar um bom jogo. A imprensa já pedia a demissão do técnico Carlos Alberto Parreira, que insistia em um esquema defensivo e também em não convocar o craque Romário, que estava voando no Barcelona.
Bebeto passando pela defesa boliviana
Para piorar, no dia 29 de agosto de 1993, o Brasil encararia novamente a Bolívia, o grande algoz da Seleção e que, até aquele momento, fazia uma campanha irretocável, vencendo todos os cinco jogos até então, sendo quatro em casa e um fora. Os bolivianos contavam com dois fatores importantíssimos: a, talvez, melhor geração de sua história, contando com os grandes jogadores Marco 'El Diablo' Etcheverry e Erwin 'Platini' Sanchez e a conhecida altitude de La Paz.
Mas tudo mudaria de figura naquele 29 de agosto. Logo de cara, os recifenses receberam a Seleção com muita festa, ao contrário do jogo em São Paulo. Aquilo parece que uniu o grupo de jogadores, que sentiu-se prestigiado e tirou forças de onde não havia aparecido antes. A postura mudou e foi vista antes do apito inicial: os 11 titulares entraram no gramado do Mundão do Arruda em fila e de mãos dadas, algo que não acontecia. Segundo os próprios atletas, a decisão foi tomada naquele momento, para mostrar que havia união. O gesto foi repetido em todos os jogos da Seleção até a final da Copa de 1998!
Logo nos primeiros minutos, os mais de 70 mil torcedores presentes mostraram que estava ali para empurrar a Seleção Brasileira, que fez um primeiro tempo quase perfeito. O relógio marcava 13 minutos do primeiro tempo quando a felicidade engasgada explodiu. Bebeto fez a jogada, bateu de canhota, o goleiro Carlos Trucco deu rebote, e Raí empurrou a bola para dentro. A agonia virou festa. De cabeça, Muller ampliou o marcador aos 19. Uma Bolívia aturdida, que nem de longe parecia aquela que liderava com folga o Grupo B das Eliminatórias, mal teve tempo de respirar e, três minutos depois, Bebeto bateu de chapa, por cima de Trucco.
Ricardo Rocha ganha na dividida com a defesa
Uma chuva desavisada lavou a alma brasileira, no momento em que Branco, após escanteio cobrado por Zinho, aos 35, anotou o quarto. Um minuto antes do término da etapa inicial, Ricardo Gomes ainda teve tempo para fazer o quinto, em tiro de canto batido por Bebeto. Metade do jogo bastou para aquele time de amarelo voltar a ser Brasil. Na saída para o intervalo, a expressão denunciava uma alegria esquecida nos porões da história. As arquibancadas pulsavam.
O segundo tempo nem precisava ter existido. A Bolívia voltou do intervalo entregue, mostrando que não tinha forças para esboçar qualquer tipo de reação. só Serviu apenas para Raí roubar a bola, lançar Muller e ver Bebeto, aos 13 minutos, encerrar o massacre canarinho por 6 a 0. Nem mesmo a expulsão de Dunga por um chute desleal nas costas de Carlos Borja tirou o brilho da goleada brasileira.
A partir daquele momento, a Seleção Brasileira deu uma grande reviravolta. De questionada, passou a vencer suas partidas, conseguiu a classificação para a Copa do Mundo de 1994 após uma vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, na volta de Romário ao time (os dois gols foram dele) e o Brasil entrou no Mundial como favorito e conquistou o Tetracampeonato nos Estados Unidos. Já a Bolívia, depois desta partida, caiu muito de produção, grande parte em função de no segundo turno ter feito apenas um jogo na altitude, mas, mesmo assim, desbancou o Uruguai e foi para a Copa como segundo lugar no Grupo, sendo eliminada no Mundial anda na primeira fase.
Confira os gols da partida
Ficha Técnica
BRASIL 6 x 0 BOLÍVIA
Data: 29 de agosto de 1993
Local: Estádio José do Rêgo Maciel “Mundão do Arruda” - Recife-PE
Competição: Eliminatórias da Copa do Mundo 1994.
Público: 74.090 espectadores.
Árbitro: Oscar Velásquez (Paraguai)
Assistentes: Venancio Zárate Vásquez (Paraguai) e Demesio Toledo Romero (Paraguai).
Cartões Amarelos
Brasil: Bebeto, e Dunga
Bolívia: Sandy e Peña
Cartão Vermelho
Brasil: Dunga, aos 78.
Gols
Brasil: Raí, aos 12'; Müller (cabeça), aos 19'; Bebeto, aos 23'; Branco (cabeça), aos 37' e; Ricardo Gomes (cabeça), aos 44' do primeiro tempo. Bebeto, aos 14' do segundo tempo.
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Branco; Mauro Silva, Dunga, Raí e Zinho (Palhinha); Bebeto (Evair) e Müller - Treinador: Carlos Alberto Gomes Parreira.
BOLÍVIA: Trucco; Rimba, Quinteros, Sandy e Cristaldo; Borja, Melgar, Baldivieso e Etcheverry (Juan Peña); Sánchez e Ramallo (Alvaro Peña) - Treinador: Xavier Francisco Azkargorta.
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com