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Gol de Guerrero dava Mundial de Clubes ao Corinthians há 10 anos

Por Bruno Filandra Lopes
Foto: arquivo

Lance do gol de Paolo Guerrero

O ano de 2012 foi praticamente perfeito para o Corinthians. No meio do ano, conquistou a tão sonhada Copa Libertadores. Já no fim do ano, mais precisamente em 16 de dezembro, o Timão, no Estádio Internacional de Yokohama, no Japão, derrotava o Chelsea, por 1 a 0, gol do peruano Paolo Guerrero e conquistava o segundo Mundial de Clubes da sua história.

Não existia um corintiano na face da terra que não tenha esperado por aquele momento. Alguns, inclusive, já haviam sentido o gosto de ver o Corinthians conquistar o título mundial, quase 13 anos antes. Mas era a primeira vez que a fiel acordava cedo num domingo para torcer por isso, diferente de todos seus rivais.

O alvinegro do Parque São Jorge teria pela frente o Chelsea, clube inglês campeão da Europa, que venceu o Monterrey, do México, por 3 a 1, na outra semifinal da competição. Em meio a tantas dúvidas de onde assistiria o jogo, acabei assistindo em casa com meu irmão e sua namorada. E pela Band, uma superstição, já que foi por essa emissora que assisti a conquista de 2000.

Na partida, o Chelsea quase abre o placar aos 9 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, Cahill escora de cabeça, Chicão afasta e Cahill chuta. Cássio evita o gol com as pernas. O Corinthians arrisca aos 18', num chute de longa distância de Jorge Henrique. Cech faz defesa segura. No minuto seguinte, foi a vez de Paulinho arriscar de longe. Mas a bola vai pra fora.

Aos 28', nova chance corintiana. Emerson Sheik recebe de Guerrero, chuta da meia-lua e a bola vai pra fora. Aos 37', o onze inglês cria uma chance no chute de Fernando Torres, que Cássio defende. Mas foi aos 38' a grande chance do Chelsea. Moses bate colocado e Cássio, com a ponta dos dedos, espalma pra fora. O primeiro tempo termina em 0 a 0.

Na etapa final, o Chelsea chega com perigo aos 8 minutos. Hazard avança pela área e Cássio evita a finalização. Aos 18', uma chance corintiana. Guerrero toca para Paulinho, que domina a bola e chuta pra fora. Mas foi aos 23' que o torcedor corintiano acordou quem dormia naquela manhã. Chicão toca para Paulinho, que tabela com Jorge Henrique. Danilo chega na bola, limpa a marcação e chuta. Cahill afasta a bola, ela sobe, e Guerrero de cabeça manda para o gol. 1 a 0 Corinthians.

Os meus berros e de minha cunhada se misturavam com os rojões na rua. Já alterado de cerveja, começo a andar pela sala, na ansiedade do jogo acabar logo. Mas ainda tinha tempo. Aos 29', Fernando Torres recebe pela esquerda e cabeceia pra fora. Aos 40', após bola escorada por Fernando Torres, ela bate em Alessandro e volta para o atacante do Chelsea, que chuta, e Cássio salva com a perna direita.

O Chelsea continua a pressão nos minutos finais. Aos 46', Oscar manda a bola para a área e Fernando Torres cabeceia a bola, que entra no gol. Mas antes que qualquer corintiano sofresse um ataque cardíaco, o impedimento foi sinalizado. Aos 49', após lançamento pela esquerda, Mata chuta cruzado, a bola bate na trave e sai. Foi a última chance londrina. Acabava o sofrimento do torcedor alvinegro. Pela segunda vez, o Corinthians conquistava o mundo.

Um choro compulsivo tomou conta de mim. Lembrava do rebaixamento e de tudo que o Corinthians tinha passado pra chegar até ali. Começo a receber ligações. Primeiro de um colega de trabalho, depois da avó, seguido pela mãe. A TV exibia Cássio sendo eleito o melhor jogador da partida e do campeonato. Posteriormente, Alessandro recebeu o troféu e o ergueu. Aí resolvi sair de casa.


Tudo que lembro era de encontrar amigos, conhecidos e de perder a carteira por um breve momento. O dinheiro que tinha na carteira foi torrado em comida e bebida. No meio da tarde volto pra casa e apago, só acordando no início da noite, já melhor. No Facebook, um texto agradecendo não só pelos momentos que tive com o Corinthians ao longo do ano, mas na minha vida também. 2012 foi um ano inesquecível. Para mim, para o Corinthians e para todos os corintianos.

Os 20 anos da manhã que coroou uma geração com o Penta, na decisão da Copa de 2002

Por: Emerson Gomes
Foto: arquivo

Rivaldo e Ronaldo: geniais na competição

Neste 30 de junho de 2022 completamos 20 anos da última conquista de Mundial da Seleção Brasileira, após os 2 a 0 na Alemanha no Yokohama Stadium no Japão, o mundo estava aos pés do futebol canarinho novamente. A noite no Japão e manhã no Brasil veria a conquista que coroava o talento de uma geração que vinha do vice em 1998, com Ronaldo desta vez protagonista de um final feliz.

Os brasileiros vinham de campanha perfeita,  seis vitórias, na primeira fase contra Turquia, China e Costa Rica, e mas fases finais contra Bélgica, Inglaterra e Turquia novamente. Os alemães passaram por Arabia Saudita, Camarões e empataram com a Irlanda na fase inicial e no mata mata venceram Paraguai, EUA e Coréia do Sul, todos por 1 a 0.

Os dez primeiros minutos da partida foram de extremo equlibrio, com as melhores chances brasileiras sendo em duas descidas de Kleberson. Já os alemães procuravam o centroavante Klose, mas ele estava encaixotado pelo trio de zaga formado por Felipão. Aos 18' Ronaldinho serviu ao xará Ronaldo, que tocou ao lado de Oliver Kahn. 

O ritmo da partida diminuiu, mas com o Brasil melhor. Jens Jeremies tentou de fora da área aos 40' e Kleberson, que fez um grande primeiro tempo respondeu aos 41' batendo rasteiro ao lado do gol e aos 44' acertou o travessão em lindo chute colocado. Ronaldo tentou no último lance do primeiro tempo, mas sem sucesso, intervalo de jogo com o placar zerado.

A segunda etapa começou com os alemães assustando, aos 3' a melhor chance com Oliver Neuville cobrando falta de muito longe com efeito para o goleiro Marcos desviar com a ponta dos dedos e a bola acertar a trave.

A partida seguiu equilibrada, até que aos 22' Ronaldo serve a Rivaldo que chuta, o goleiro Kahn falha, e solta a bola nos pés do artilheiro, 1 a 0 Brasil. O gol era o sétimo do camisa 9 e quebrava uma marca, desde 1974 os artilheiros de Mundial não superavam os seis gols. Mas o "fenômeno" queria mais, e aos 33' após corta luz genial de Rivaldo, ele marcou seu oitavo gol na Copa para a festa brasileira, 2 a 0.

A comemoração emocionada correndo ao banco de reservas às lágrimas era a consagração do homem que de melhor do mundo em 1997, passou pelo drama na final na França em 1998 e chegava a 2002 desacreditado por muitos, mas que trabalhou dia e noite para estar ali, vencendo o Mundial e voltando a ser o melhor jogador do planeta.


Após o gol restou aos brasileiros segurar o impeto alemão, que foi diminuindo com o passar dos minutos até que o árbitro Pierluigi Colina desse o ponto final no Mundial, fim de jogo e 2 a 0 Brasil. O grito de "É penta" invadiu a manhã das casas brasileiras.

O título foi a cereja do bolo de uma geração de grandes jogadores como Ronaldo, Rivaldo, Ribeiro Carlos, Ronaldinho, Cafú, entre outros. Desde então o Brasil não venceu mais o Mundial. Os Alemães sediaram a Copa seguinte, mas só voltariam a uma final e venceriam em 2014 em terras tupiniquins, após vingar-se do Brasil no fatídico 7 a 1 no Mineirão.

Há 10 anos, Barcelona goleava o Santos e provava que era mais que "isso tudo"

Com informações de ESPN e Lance!
Foto: arquivo

Jogadores do Barcelona comemoram enquanto os santistas ficam desolados

Um dos melhores Santos do atual século contra, talvez, o melhor Barcelona da história, ao menos o melhor da Era de Ouro comandada pelo técnico Pep Guardiola. No dia 18 de dezembro de 2011, o Peixe de Neymar perdia para o Barcelona de Messi por 4 a 0 e ficava com o vice-campeonato Mundial de Clubes.

Antes vai uma história. Após conquistar a Libertadores daquele ano, no Pacaembu, ao bater o Peñarol, a delegação do Santos desceu a serra e já na Vila Belmiro, na comemoração com os torcedores, o lateral-esquerdo Léo, um dos maiores ídolos da história do clube e o jogador com mais títulos com a camisa do Peixe, soltou a seguinte frase: "vamos ver se o Barcelona é isso tudo mesmo". No momento, a declaração já foi polêmica e, depois da final do mundial, acabou virando meme.

O Santos não conseguiu jogar e foi goleado pelo time espanhol. Anos mais tarde, em entrevista ao programa No Ar com Andre Henning, do Esporte Interativo, Léo lembrou da frase e disse não se arrepender do que disse. "O Barcelona era tudo isso mesmo, muito mais do que aquilo que eu falei. Eu tenho orgulho de falar que eu perdi para o maior Barcelona da história. O Santos fez tudo o que podia ser feito, mas pegou o melhor Barcelona de todos os tempos. Não tinha como ganhar", afirmou Léo.


Mudou o esquema - Depois de vencer o Kashiwa Reysol, na semifinal, Muricy decidiu mudar esquema. O treinador tirou Elano da equipe titular para a entrada do lateral-esquerdo Léo. O Santos jogou no esquema 3-5-2 para a decisão. A tática não funcionou.

"Que azar que eu dei, justo naquele dia! A gente tem que ver a realidade. Nós sabíamos que era muito difícil. Não estávamos enfrentando um time. Estava enfrentando uma seleção mundial. O Barcelona era brincadeira, tinha um baita treinador. Nosso time era jovem, o Neymar tinha 19 anos. Até para entrar em campo só faltou os nosso jogadores tirarem foto do Barcelona, só ficavam olhando os caras", lembrou Muricy, em entrevista ao blog do comentarista Caio Ribeiro.

Neymar jogou o Mundial acertado com o Barcelona - Neymar foi negociado pelo Santos com o Barcelona em 2013 em uma negociação bastante polêmica, que foi investigada pela Justiça Espanhola. Durante o processo, a Justiça descobriu que Neymar já tinha assinado um acordo com o Barcelona em 15 de novembro de 2011, pouco mais de um mês antes do confronto na decisão do Mundial de Clubes.


De acordo com a Justiça Espanhola, no dia 6 de dezembro de 2011, a empresa N&N (dos pais do jogador) recebeu um adiantamento de 10 milhões de Euros do Barcelona. Pelo acordo firmado, Neymar teria de devolver o valor caso optasse por defender outro clube.

O jogo - Os espanhóis iniciaram a partida em Yokohama, no Japão, pressionando muito. Com isso, não demorou para o placar ser inaugurado. Aos 16 minutos da primeira etapa, Messi saiu livre dentro da área após furada de Durval e tocou de cavadinha para marcar um golaço. Aos 23, Xavi recebeu na meia-lua e bateu colocado para ampliar.

Aos 44, ainda deu tempo de Fàbregas deixar a sua marca. Depois de boa defesa de Rafael em cabeçada à queima roupa de Thiago, a bola sobrou na medida para o meia, que só teve o trabalho de completar para a rede e sair para o abraço. Já aos 36 do segundo tempo, Messi foi acionado por Daniel Alves, driblou o goleiro e fechou a goleada. Assim, o Barcelona provou que era muito mais que aquilo tudo.

Brasil bate Espanha na prorrogação e é bicampeão do Futebol Masculino Olímpico

Por Lucas Paes
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Malcom marcou o gol do título

Pela segunda vez seguida, o Brasil conquistou a medalha de ouro no Futebol Masculino das Olimpíadas. Em um jogo nervoso e complicado, a equipe Canarinho bateu a Espanha por 2 a 1, na prorrogação e saiu com o título olímpico dos Jogos de Tóquio, em jogo ocorrido na manhã deste sábado, dia 7, no Estádio Internacional de Yokohama.

O Brasil havia passado pelo México na semifinal nos pênaltis, depois de um insosso empate em zero a zero no tempo normal. Já a Espanha, que trouxe muita gente que jogou a Eurocopa para a Olímpiada, também sofreu para bater o Japão pelo placar mínimo na prorrogação, em um jogo que foi mais difícil do que se esperava.

A Espanha começou mais ativa no jogo, com o Brasil encontrando alguma dificuldade para achar um ritmo de jogo. Aos 16', num lance confuso, rolou a primeira opotrunidade perigosa, num lance confuso na área que terminou com Diego Carlos evitando o gol espanhol. Aos 18', o Brasil quase marcou com Matheus Cunha, num chute meio travado, porém que ofereceu perigo. Aos 24', os Canarinhos criaram o lance mais perigoso do jogo, numa jogada coletiva que terminou num chute forte de Richarlison que pegou na rede pelo lado de fora.

Aos 31', Asensio tentou um bom chute colocado para boa defesa de Santos. Aos 34', Simón saiu mal do gol e acertou forte Matheus Cunha, o juiz inicialmente deu falta de ataque, mas o VAR chamou e o juiz marcou pênalti. Richarlison porém jogou longe do gol. Com o pênalti perdido, o Brasil caiu no jogo e viu a Espanha ganhar terreno, sem conseguir oferecer perigo. Só que aos poucos o time recuperou terreno e já nos acréscimos, num lance confuso, a bola sobrou para Matheus Cunha que ajeitou e mandou para as redes.

Na etapa final, o Brasil já começou pressionando e Richarlison não conseguiu concluir a jogada rápida da equipe brasuca. Pouco depois, a Espanha chegou com muito perigo, mas curiosamente um jogador do próprio time europeu tirou a bola sem querer. Aos 5', Matheus Cunha fez ótima jogada no contra-ataque e tocou para Richarlison, que cortou o defensor e chutou para defesa de Simón, numa bola que ainda bateu no travessão. Aos poucos melhorando no jogo, a Espanha empatou aos 14 minutos num golaço de Oyarzabal, de voleio. A partir daí, o jogo ficou meio travado e insosso. Aos 40', a Espanha chegou a meter uma bola na trave num lance bem esquisito. Aos 42', a Espanha meteu outra bola na trave com Bryan Gil. Sem mais gols, o jogo foi para a prorrogação.


Na prorrogação, o jogo seguiu com domínio da Fúria, mas o Brasil criou primeiro com Malcom, aos 5 minutos, chutando para fora. O Brasil pressionava e era melhor na primeira etapa no tempo extra, mas ele terminou ainda mantendo o placar de 1 a 1, com o treinador Jardine sequer mexendo no time. Na etapa final, porém, em um ótimo contra-ataque, Antony lançou, Malcom ganhou de Garcia e mandou para as redes, logo no começo.

Esse foi o segundo ouro olímpico da Seleção Brasileira nos torneios olímpicos. A obsessão verde a amarela durante muito tempo vem pela segunda vez seguida, após a conquista em casa, no Rio de Janeiro, em 2016. 

Canadá bate Suécia nos pênaltis e conquista o Ouro no Futebol Olímpico Feminino

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação Canadá Soccer

Comemoração das jogadoras do Canadá

Na noite japonesa e manhã brasileira desta sexta-feira, as seleções femininas da Suécia e do Canadá se enfrentaram no estádio Internacional de Yokohama na disputa pelo ouro do Futebol Olímpico Feminino. Com gols de Blackstenius pelo lado das suecas e Fleming pelo lada das canadenses, a equipe da América do Norte foi superior nas penalidades ao vencer por 3 a 2 e conquistou a tão sonhada medalha dourada na modalidade.

As escandinavas vinham de uma excelente sequência de vitórias, já que dos cinco jogos realizados até aqui, as suecas foram as únicas a vencer todos os seus compromissos para chegar na grande final. Do outro lado, tínhamos o Canadá, seleção que eliminou o Brasil na fase de quartas de final por 4 a 3 nas penalidades após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação e conseguiu duas vitória em toda a sua trajetória até a disputa do ouro nesta decisão.

Os minutos inicias foram marcados por muita pressão da equipe sueca. As europeias começaram mostrando muito volume de jogo, mas sua primeira finalização mais perigosa aconteceu aos 9' com Eriksson, que conseguiu uma belíssima finalização e assustou a goleira Labbé. Na marca dos 16', foi a vez de Rolfö, que conseguiu espaço para finalizar de fora da área e exigiu uma boa defesa da arqueira canadense. O time vermelho foi se soltando na partida e conseguiu a sua primeira jogada de mais perigo pelo lado da equipe da América do Norte foi aos 20' com Prince, mas o jogo acabou sendo paralisado por impedimento da camisa 15. Aos 27', Gilles arriscou uma bomba de fora da área e assustou Lindahl. 

Após algumas tentativas antes do Canadá conseguir equilibrar mais as ações, Blackstenius que recebeu um belíssimo cruzamento rasteiro pela direita, só empurrou a bola para o fundo das redes e abriu o placar para a Suécia aos na marca dos 34'. Com o gol, as escandinavas voltaram a ter mais o controle da partida e retomaram a pressão dos minutos iniciais na reta final da primeira etapa. Criaram algumas oportunidades mas acabou não conseguindo ampliar o placar. Os primeiros 45 minutos indicavam uma vitória parcial da Suécia por 1 a 0 sobre o Canadá.

Já no segundo tempo, a seleção canadense começou tentando buscar o empate logo nos minutos iniciais. Rapidamente, a equipe europeia avançou mais as suas linhas ofensivas e passou a dificultar mais as saídas de bola para evitar que o time vermelho pudesse chegar com perigo no seu campo defensivo. Quando o Canadá conseguiu escapar dessa pressão na sua defesa, conseguiu descolar um pênalti, que teve de ser revisado pelo VAR antes de ser marcado de maneira definitiva aos 64'. Na cobrança, Fleming deslocou a goleira para a esquerda e bateu no canto oposto para empatar a final.

O time da América do Norte se animou com o gol e teve dois grandes lances de perigo a meta de Lindahl, mas acabou não convertendo nenhuma delas no gol da virada. O jogo começou a ficar cada vez mais equilibrado na sua reta final e aos 78', Rolfö recebeu cruzamento da esquerda e de primeira finalizou perigosamente ao gol de Sinclair, que não teria chance alguma caso a bola tomasse o rumo do gol. Já nos minutos finais Buchanan salvou um gol em cima da linha aos 88'. O Canada teve duas grandes chances com Fleming nos acréscimos mas o gol da vitória não saiu para nenhum dos dois lados e a partida foi para a prorrogação.

Nos 15 minutos inicias do tempo extra, a primeira finalização mais perigosa foi de que arriscou finalização de Grosso, que arriscou um chute de fora da área mas a goleira Lindahl segurou firme. A resposta sueca veio imediatamente com Rolfö, que tentou uma boa finalização também de fora da área e deu trabalho para Labbé. Nos minutos finais, o Canadá teve o controle do jogo e a Suécia pouco atacou. Aos 16', foi encerrado o primeiro tempo da prorrogação com placar de 1 a 1 construído no tempo normal.

Na segunda etapa, as escandinavas tiveram uma postura diferente tentaram ter mais o controle da posse de bola no seu campo ofensivo, mas encontrava poucos espaços, já que as canadenses fechavam muito bem os espaços no meio campo e na zaga. A melhor chance do Canada acabou acontecendo com 5' em cabeçada de Huitema, que recebeu bem cruzamento pela direita de Rose, mas não conseguiu acertar o gol. A equipe europeia pressionou a canadense nos minutos finais do tempo extra mas acabou não tendo sucesso. Com isso, na marca dos 17', a prorrogação foi encerrada e o ouro foi decidido nas penalidades máximas


Nos pênaltis, as canadenses/escandinavas tiveram um melhor aproveitamento, convertendo 3 de 6 cobranças executadas. Já para escandinavas, Asllani, Anvegard, Seger e Andersson perderam as penalidades. Com isto, o Canadá conseguiu a medalha de ouro do Futebol Olímpico Feminino.

Com o empate em 1 a 1 no tempo e na prorrogação e a vitória por 3 a x2 na disputa de penalidades máximas, o time feminino da seleção canadense conquistou o Ouro Olímpico no Futebol Olímpico Feminino e consequentemente, a medalha prateada ficou para a equipe do Suécia. Na disputa do Bronze, os Estados Unidos bateram a Austrália em um jogo bastante movimentado que terminou com o placar de 4 a 3 no Karshi Stadim mais cedo. Ao final da grande decisão, o pódio ficou da seguinte maneira:

1⁰ - Canadá (Ouro)
2⁰ - Suécia (Prata)
3⁰- Estados Unidos (Bronze)

Suécia bate Austrália e avança para a decisão do Futebol Olímpico Feminino

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação Associação Sueca de Futebol

Lance do gol sueco

Austrália e Suécia entraram em campo nesta segunda-feira para decidir a última vaga pra grande disputa da medalha de ouro no Futebol Olímpico Feminino no estádio Internacional de Yokohama. A equipe escandinava conseguiu vencer o time da Oceania por 1 a 0, com gol do Rolfö no começo do segundo tempo e com isso, garantiram seu lugar na grande decisão do futebol feminino nas Olimpíadas de Tokyo 2020.

Vale lembrar que ambas as equipes já se enfrentaram na fase de grupos. Naquela oportunidade, a seleção cueca bateu a australiana pelo placar de 4 a 2 no estádio de Saitama, em partida válida pela 2ª rodada da fase inicial.

Após conseguir se classificar como uma das melhores terceiras colocadas na primeira fase e vencer a Grã-Bretanha por 4 a 3, em um jogo que precisou de prorrogação nas quartas de final, as australianas continuaram vivas na briga por um feito inédito na história do futebol feminino para o país. Do outro lado, tinha uma equipe sueca, que teve a melhor campanha geral da primeira fase e bateu o Japão pelo placar de 3 a 1 nas quartas de final, e ainda tenta mostrar toda a sua força e provar o porque pode ser considerada uma das grandes favoritas a conquistarem o ouro no futebol olímpico feminino.

O minutos iniciais de jogo foram marcados por um domínio da equipe escandinava, que pressionava as australianas no seu campo defensivo e dificultavam suas saídas de bola. Por outro lado, no quesito das finalizações, as suecas não conseguiram sequer oferecer perigos a goleira Micah. A primeira finalização das Matildas aconteceu aos 17', quando Kennedy viu que a arqueira Lindahl estava adiantada e arriscou de antes do meio campo, mas a bola passou longe da meta. Pelo lado do time de azul e amarelo, seu primeiro grande lance foi aos 23', quando a jogadora Rolfö, mesmo atrapalhada pela marcação, conseguiu avançar e executar uma boa finalização, mas a bola explodiu no travessão de Micah. Com o tempo a equipe da Oceania conseguiu se soltar um pouco mais na reta final, e quem passou a ter dificuldades para criar passou a ser o time europeu. 

Com 41', Kennedy acertou uma bela cobrança de falta pela direita e surpreendeu Lindahl, que mesmo no contrapé, conseguiu espalmar a bola para a linha de fundo. Aos 43', a Austrália conseguiu fazer o primeiro gol com Kerr, mas a árbitra da partida já havia paralisado a partida por falta de ataque antes mesmo da bola ir para o fundo das redes. As australianas aproveitaram o seu melhor momento na partida e aos 45', Yallop fez bom cruzamento da esquerda e encontrou Kerr, que se antecipou a marcação para cabecear e assustou a goleira escandinava. Pouco tempo depois dessa grande chance, o primeiro tempo foi encerrado com o placar em branco.

Já com a bola rolando pela etapa complementar, as escandinavas começaram indo para cima das australianas e abriram o placar com poucos segundos com Rolfö, que aproveitou a falha da goleira Micah após quase ser encoberta pelo quique da bola, pegou o rebote e mesmo sem ângulo, conseguiu colocar a bola no fundo do gol. A primeira chegada das Matildas no segundo tempo foi de Kerr aos 10', mais uma vez de cabeça, mas desta vez, acabou parando nas mãos de Lindahl, que caiu para fazer a defesa. 

Com a vantagem de um tento, as europeias passaram a ter mais o controle da partida e conseguiram adotar uma postura que não permitia a equipe sofrer tantos sustos no seu campo defensivo. Manteve o ritmo após o primeiro gol, mas encontrava dificuldade para furar o bloqueio australiano. Com isso, a outra grande chance criada pelas suecas foi com 18', quando Angeldal percebeu que a goleira Micah estava adiantada e tentou o gol de cobertura, mas o chute acabou saindo muito forte e a bola passou por cima do gol. As australianas foram se soltando mais na partida e chegaram a pressionar a equipe escandinava em busca do gol de empate, mas acabou não tendo sucesso. 


Já na reta final da partida, a Austrália dava muitos sinais de nervosismo e errou muitos passes nas armações das jogadas ofensivas e pecava na precisão em suas finalizações ao gol, apesar de ter mais a partida aos seus domínios. As suecas conseguiram se defender muito bem e conseguiram segurar o resultado até o fim do jogo. Nos acréscimos Asllani chegou a ampliar o placar, mas acabou sendo anulado por impedimento. Carpenter foi expulsa nos último lance por falta em chance clara e manifesta de gol, mas esse fato acabou não interferindo em nada na partida. Aos 50', o encontro entre as Matildas com as escandinavas terminou em 1 a 0 para as europeias.

Com a vitória, a Suécia vai decidir a medalha de ouro contra o Canadá, que venceu os Estados Unidos por 1 a 0 no jogo de mais cedo. A final será na manhã desta sexta-feira no Japão, 23 horas de quinta no Brasil, no Estádio Nacional de Tóquio. Já a Austrália enfrentará as norte-americanas para decidir que ficará com a medalha de bronze na quinta-feira, às 5 horas da manhã do horário de Brasília, no estádio Ibaraki Kashima.

Brasil fica no 0 a 0 com a Costa do Marfim no Futebol Masculino Olímpico

Por Victor de Andrade
Foto: divulgação COI

Claudinho na disputa

O Brasil não conseguiu vencer o seu segundo jogo no Futebol Masculino Olímpico nos Jogos de Tóquio. Tendo ficado com um jogador a menos boa parte da partida, o time canarinho encarou a Costa do Marfim, neste domingo, no Estádio Internacional de Yokohama, no Japão, e acabou empatando pelo placar de 0 a 0.

As duas seleções estrearam bem no Grupo D do Torneio de Futebol Masculino das Olímpiadas de Tóquio. A Costa do Marfim enfrentou a Arábia Saudita e venceu pelo placar de 2 a 1. Já o Brasil encarou a Alemanha, repetindo a decisão da medalha de ouro da edição anterior, e triunfou por 4 a 2.

O único lance de emoção no início do jogo foi a expulsão do volante brasileiro Douglas Luiz, aos 14 minutos, quando matou o contra-ataque fazendo falta em Dao, que estava ganhando na corrida e ficando cada vez mais perto da área. Porém, o cartão vermelho só foi confirmado após verificação do VAR.

Mesmo com um jogador a menos, a Seleção Brasileira chegava mais ao ataque. Apesar de ter mais posse de bola, os marfinenses não finalizavam tanto. Aos 32', Kessié bateu cruzado, de canhota, com força, mas Santos fez a defesa. O time canarinho respondeu aos 36', com Claudinho, em chute que desviou na defesa adversária e saiu pela linha de fundo.

Aos 42', foi a vez de Diallo Traoré testar Santos, mas o goleiro brasileiro foi bem e espalmou a bola pela linha de fundo. No minuto seguinte, Anthony respondeu para o Brasil, em bela finalização, com o arqueiro Tape fazendo boa defesa. Assim, o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.

No início da segunda etapa, a Costa do Marfim não conseguia transformar a superioridade numérica de jogadores em domínio e o Brasil, apesar de ter mais posse de bola, errava o último passe antes e não finalizava. Aos 16', Matheus Cunha, de cabeça, fez o goleiro Tape trabalhar.


Aos 30', Malcom e Martinelli, que tinham acabado de entrar, fizeram boa tabela. O primeiro invadiu a área, mas na área da decisão nem cruzou e nem chutou. No lance seguinte, Claudinho arriscou de fora e o goleiro Tape fez a defesa. Aos 34', os dois times ficaram com o mesmo número de jogadores, já que Kouassi fez falta em Martinelli, tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Aos 36', quase o Brasil abre o placar. Daniel Alves tocou para Malcom, que puxou para o meio e serviu Claudinho. De fora da área, o meia arriscou chute colocado, mas a bola foi para fora. Aos 41', Guilherme Arana arrisca e o goleiro Tape espalma. Apesar da pressão brasileira no final, a partida ficou no 0 a 0.

A última rodada do Grupo D da primeira fase do torneio acontece na próxima quarta-feira, com ambas as partidas acontecendo às 5 horas do horário de Brasília. O Brasil, primeiro, com quatro pontos e dois gols de saldo, enfrenta a Arábia Saudita, no Estádio Saitama 2002. Já a Costa do Marfim, com os mesmos quatro pontos, mas um gol de saldo, terá pela frente a Alemanha, no Estádio de Miyagi, em Rifu.

Com três de Richarlison, Brasil estreia no Futebol Masculino Olímpico vencendo a Alemanha

Foto: divulgação CBF

Richarlison marcou três vezes no primeiro tempo

O Brasil estreou com vitória no Torneio de Futebol Masculino Olímpico dos Jogos de Tóquio. Em partida realizada no Estádio Internacional de Yokohama, nesta quinta-feira, dia 22, a Seleção Brasileira fez a revanche da decisão da Rio 2016, contra a Alemanha, e venceu pelo placar de 4 a 2. O destaque foi Richarlison, que marcou três gols no primeiro tempo.

O confronto colocou frente a frente os dois finalistas do Torneio de Futebol Masculino da Olimpíada anterior, no Rio de Janeiro, em 2016, onde o Brasil levou a melhor sobre a Alemanha nas penalidades. Além disso, as duas seleções estão no Grupo D, que conta também com Costa do Marfim e Arábia Saudita.

O Brasil começou melhor o confronto. Aos 4', em contra-ataque, Matheus Cunha teve a chance de abrir o marcador, mas o chute parou nas mãos do goleiro Müller. Dois minutos depois, a abertura do placar: Matheus Cunha recebeu fora da área, brigou com a zaga alemã e tocou para Antony. Ele deu ótimo passe para Richarlison, que invadiu a área e chutou forte. O goleiro Müller defendeu, mas deu rebote, onde o camisa 10 da Seleção Brasileira não perdoou: 1 a 0.

Aos 14', quase sai o segundo, com Richarlison e Claudinho perdendo oportunidades de forma seguida. Porém, o Brasil ampliou aos 21'. Bruno Guimarães lançou Guilherme Arana, na linha de fundo. Ele ergueu a cabeça e cruzou na cabeça de Richarlison, que empurrou para as redes: 2 a 0.

Richarlison estava impossível na partida e fez o terceiro aos 29'. Matheus Cunha pegou a bola no meio, avançou e abriu para o "Pombo", do lado esquerdo do ataque. Ele dominou, ergueu a cabeça, entrou na área e bateu cruzado, de chapa, sem chance de defesa para Müller: 3 a 0 para o Brasil.

O Brasil ainda teve grande chance de ampliar o marcador aos 46 minutos, quando Daniel Alves cobrou falta na área, Matheus Cunha cabeceou, e a bola bateu no braço de Henrichs: pênalti! O próprio Matheus Cunha foi para a cobrança, mas o goleiro Müller fez a defesa. Final de primeiro tempo e 3 a 0 para a Seleção Brasileira.

No segundo tempo, a Seleção Brasileira continuou melhor, mas quem acabou marcando foi a Alemanha. Aos 11 minutos, Ritcher arriscou chute de fora da área, a bola explodiu em Nino e sobrou para Amiri. Ele pegou de primeira, com força, e a bola quicou e enganou o goleiro Santos, que não conseguiu fazer a defesa: 3 a 1 no marcador.


Mesmo com o gol sofrido, o Brasil continuou dominando e perdendo chances de ampliar a contagem, com a Alemanha, que teve Arnold expulso, raramente passando do meio-de-campo. Mas em um ataque teutônico, eles fizeram o segundo: em cruzamento pela esquerda, Diego Carlos subiu mal e Ache, de cabeça, marcou: 3 a 2 e um jogo que estava fácil ficou complicado no fim.

Mas tudo se acalmou nos acréscimos, quando Paulinho marcou o quarto gol. Aos 48', o camisa 7 da Seleção Brasileira foi lançado, invadiu a área, passou pelo marcador e acertou uma bomba no ângulo, dando números finais para a partida: 4 a 2 para o Brasil.

No outro jogo da chave, a Costa do Marfim venceu a Arábia Saudita por 2 a 1. A segunda rodada do Grupo D do Futebol Masculino Olímpico será realizada no domingo, dia 25, também no Estádio Internacional de Yokohama. Às 5h30, no horário brasileiro, a Seleção Canarinho encara a Costa do Marfim. Já às 8h30, a Alemanha tem pela frente a Arábia Saudita.

Base no São Paulo, passagem pelo Japão e River-PI: a carreira do zagueiro Felipe Barros

Foto: Victor Costa / River-PI

Felipe Barros, atualmente, defende o River do Piauí

O momento não é o ideal, mas a data é especial e inesquecível para Felipe Barros, atualmente defendendo o River do Piauí. Isso porque o zagueiro completa neste domingo (26), seis anos como atleta profissional. A estreia aconteceu no dia 26 de abril de 2014, no Japão. Na época, o jogador defendia o Yokohama FC.

Natural de Recife, Pernambuco, o atleta iniciou sua trajetória no Náutico e, logo em seguida, foi para o São Paulo, onde fez toda a sua formação de categoria de base. No tricolor paulista, o defensor ficou até 2013, antes de ir para o Japão e estrear como profissional.

“Me sinto muito feliz e realizado em poder trabalhar com o que eu mais gosto de fazer na vida. Jogar futebol sempre foi meu sonho. Não foi fácil chegar até aqui mas, felizmente, depois de muita luta e superação, consegui. Sei que ainda estou construindo a minha história no futebol. Meu foco é um passo de cada vez e muita força para vencer dia a dia. O sonho continua aqui dentro de mim, ainda quero conquistar muita coisa na carreira”, revelou o jogador de 25 anos.


Além do Japão, Felipe atuou em Portugal, antes de retornar ao Brasil em 2017. Atualmente no River do Piauí, o zagueiro, assim como toda a comunidade do futebol, vive a expectativa para o retorno dos jogos. O clube disputa nesta temporada a Copa do Nordeste, o Campeonato Piauiense e a Série D do Brasileirão.

“Temos um calendário agitado de competições e infelizmente essa questão toda do coronavírus está prejudicando. Mas é isso, não adianta querer forçar a volta dos jogos se a situação não estiver boa. Por enquanto é continuar em casa, com paciência, e trabalhando a parte física por conta própria mesmo, até as coisas voltarem ao normal”, finalizou.

Real Madrid campeão do mundo contra um valente Kashima Antlers

Real Madrid enfrentou dificuldades para vencer o Kashima Antlers (fotos: Getty Images / Fifa)

Apesar das nuances da partida, no final acabou dando a lógica. O Real Madrid conquistou a Copa do Mundo de Clubes de 2016 ao vencer o Kashima Antlers por 4 a 2, precisando da prorrogação, em partida realizada neste domingo, no Estádio Internacional de Yokohama, no Japão. Porém, o time espanhol não teve vida fácil!

Todos esperavam um passeio dos Merengues em terras japonesas. A verdade é que já na semifinal, contra o América, o Real Madrid já não teve uma grande apresentação e faltou um pouco mais de ímpeto para os mexicanos dificultarem mais o trabalho da equipe dirigida por Zidane, que naquela oportunidade poupou alguns titulares.

Já o Kashima Antlers era a grande surpresa da competição. Os japoneses passaram pelo Auckland City, da Nova Zelândia, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul, até encararem o Atlético Nacional, campeão da Libertadores de América. Os japoneses sofreram pressão no primeiro tempo, fizeram o gol inaugurou em um pênalti para lá de polêmico (que usou o recurso de vídeo, que não viu o jogador que sofreu a falta impedido), mas na segunda etapa fizeram um sonoro 3 a 0.

Na partida de hoje, o Real Madrid mostrou toda a sua força logo aos 9 minutos, com o gol de Benzema. Porém, achando que o título estava seguro, o time espanhol diminuiu o ritmo e os japoneses começaram a gostar do jogo. Aos 44 minutos, Shibasaki, após bate rebate na área, igualou o marcador.

Japoneses comemoram um dos gols no jogo

O gol antes do intervalo deu ânimo ao Kashima Antlers, que voltou para a segunda etapa acreditando que dava para conquistar o título mundial. A crença ficou perto da realidade aos 7 minutos do segundo tempo, quando depois de uma bola roubada na intermediária, o mesmo Shibasaki acertou um tiro rasteiro forte, que foi no canto direito do goleiro Keylor Navas: Kashima Antlers 2 a 1.

Com o tento sofrido, o Real Madrid acordou e chegou à igualdade no marcador oito minutos depois, quando Benzema foi derrubado dentro da área: pênalti! Cristiano Ronaldo, que estava sumido na partida, foi para a cobrança e balançou as redes: 2 a 2.

Quando a partida já estava encaminhando para os minutos finais, veio o lance que poderia ter mudado a história do jogo: Sérgio Ramos, que já tinha cartão amarelo, matou o contra-ataque japonês no meio de campo. O árbitro Janny Sikazwe, da Zâmbia, chegou a botar a mão no bolso, mas, literalmente, 'amarelou' após perceber que o jogador do Real Madrid já tinha cartão. Já imaginou uma prorrogação com o time espanhol com um atleta a menos em campo?

Porém, antes dos 30 minutos de tempo extra, o Kashima Antlers resolveu arriscar e tentar o terceiro gol e por muito pouco não conseguiu. Keylor Navas, ao menos em duas oportunidades, evitou o tento que daria o título mundial aos japoneses. Realmente faltou pouco para acontecer uma zebra em Yokohama.

Já no primeiro tempo da prorrogação, o Real Madrid, mais precisamente com Cristiano Ronaldo, que apesar do gol de pênalti, ainda estava apagado na partida, fez questão de colocar a zebra japonesa na jaula. Aos 8 e 14 do tempo extra, o craque português balançou as redes e deu números finais ao jogo: 4 a 2 para o Real Madrid, que ganhou o Mundial de Clubes mais uma vez.

Ogasawara na disputa de bola

Ficha Técnica

REAL MADRID 4 X 2 (pro) KASHIMA ANTLERS

Data: 18 de dezembro de 2016
Local: Estádio Internacional de Yokohama - Japão
Público: 68.742
Árbitro: Jenny Sikazwe (Zâmbia)
Assistentes: Jenson dos Santos (Angola) e Marwa Range (Quênia)

Cartões Amarelos
Real Madrid: Dani Carvajal e Sergio Ramos e Casemiro
Kashima Antlers: Shuto Yamamoto e Fabrício

Gols
Real Madrid: Benzema, aos 9' do primeiro tempo. Cristiano Ronaldo, aos 14' da segunda etapa e aos 8' e 14' do primeiro tempo da prorrogação.
Kashima Antlers: Shibasaki, aos 44' do primeiro tempo e aos 7' da segunda etapa.

Real Madrid: Keylor Navas; Carvajal, Sergio Ramos (Nacho), Varane e Marcelo; Modric (Kovacic), Casemiro e Kroos; Vazquez (Isco), Benzema e Cristiano Ronaldo (Morata) - Técnico: Zidenide Zidane.

Kashima Antlers: Sogahata; Nishi, Ueda, Shoji e Yamamoto; Endo (Ito), Nagaki (Akasaki), Ogasawara (Fabricio) e Shibasaki; Kanazaki e Doi - Técnico: Ishii Masatada.

O Curioso do Futebol

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