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Santos FC/FUPES vence São Caetano e conquista o ouro do futebol feminino nos Jogos Regionais

Foto: divulgação / Santos FC

O time que representou Santos nos Jogos Regionais

O Santos FC/FUPES é o grande campeão da 66ª edição dos Jogos Regionais no futebol feminino do Estado de São Paulo! Na tarde desta quinta-feira (11), o Peixe contou com um hat-trick da atacante Paola para vencer o São Caetano por 3 a 0, em São Caetano do Sul (SP), e ficar com o título com 100% de aproveitamento no torneio.

Sob comando da treinadora Julia Passero, a equipe santista entrou em campo na decisão com Karen Xavier; Nivea (Gabi Gadoti), Emily, Livia e Leidi; Raissa, Laura Valverde (Isa Morais) e Gabis (Lara); Viana, Ana Lu (Gabi Leveque) e Paola (Karol Pavalin).


No caminho até a conquista, as Sereias passaram por Mongaguá e Diadema na primeira fase. Já na semifinal, a equipe goleou Praia Grande por 5 a 0 antes de passar pelo São Caetano na finalíssima e ficar com o título.

A medalha de ouro do Brasil no futebol masculino do Pan de 1987

Com informações do Terra
Foto: arquivo

Brasileiros comemoram o título em Indianápolis

Neste sábado, dia 4, o Brasil decide a medalha de ouro do futebol masculino dos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023 contra os donos-da-casa chilenos. A última vez que a Canarinho conquistou este título foi em 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos, contra o mesmo Chile na decisão.

Em 1987, o Brasil reunia-se para a disputa do Pan-Americano de Indianápolis, nos Estados Unidos. Porém, com severos desfalques. Carlo Alberto Silva, inicialmente, se baseara no elenco que havia disputado o Pré-Olímpico em abril daquele ano para fazer a convocação.

No entanto, jogadores como Jorginho, Romário, Bebeto e Mirandinha não foram liberados por Vasco, Flamengo e Palmeiras, respectivamente. Entre lesões e atletas vetados pelos clubes, o Brasil teve apenas 11 jogadores no primeiro treino realizado nos EUA, incluindo Raí e Douglas (do Cruzeiro), que também apresentavam problemas físicos.

O time precisou de muita garra lá em Indianápolis. O Vasco não liberou jogadores, o Flamengo também boicotou. Teria só 11 jogadores, e ainda com algumas complicações. O treinador Carlos Albertoteve de chamar mais gente. Foi aí que vieram o Careca, do Cruzeiro, que jogou muito, o Washington (Fluminense), Ademir (Cruzeiro) e André Cruz (Ponte Preta).

Mesmo com os desfalques, a Seleção que seguiu para o território estadunidense contava com ótimos nomes: Além de Taffarel e Ricardo Rocha, que mais tarde seriam campeões da Copa do Mundo de 1994, estava Valdo, convocado para o Mundial do ano anterior e que depois esteve na Copa de 1990.

Outros nomes com "bagagem" de decisões eram Evair e João Paulo, que ao lado de Ricardo Rocha, chegaram à final do Campeonato Brasileiro de 1986, com o Guarani. Enquanto sobrava qualidade, faltava em quantidade. O número reduzido de jogadores proporcionou uma situação para lá de inusitada, lembrada com carinho pelo elenco brasileiro.

No dia 10 de agosto de 1987, a Seleção Brasileira estreou no Pan-Americano de Indianápolis com uma goleada por 4 a 1 sobre o Canadá, considerado o time mais frágil da competição. Em seguida, venceu por 3 a 1 a equipe de Cuba, que era fisicamente muito bem dotada, mas, como ainda é hoje, não carregava tradição no futebol.

O primeiro grande desafio, no último jogo da primeira fase, seria contra o Chile, que um mês antes tinha sido o algoz da equipe canarinho na Copa América. Com o Brasil já classificado, Carlos Alberto Silva poupou alguns jogadores e o duelo acabou sem gols. As equipes viriam a se enfrentar novamente na final da competição, mas antes, o time brasileiro teve pela frente uma verdadeira batalha nas semifinais, contra o México.

A seleção mexicana, com um time semelhante ao que havia disputado em casa a Copa do Mundo de 1986, era a favorita à conquista em Indianápolis. O duelo entre 'La Tri' e o Brasil, as duas equipes mais técnicas do torneio, porém, foi marcado pela rispidez. Ainda no primeiro tempo, Ademir e España foram expulsos. A violência continuou no intervalo, quando os jogadores encontraram-se no túnel dos vestiários e trocaram fortes agressões. A Seleção Brasileira venceu prorrogação por 1 a 0, com gol de Evair após cruzamento de Valdo, e voltou a encontrar os chilenos na decisão.


A decisão - Cerca de dois meses antes do dia 21 de agosto de 1987, quando Brasil e Chile decidiram o futebol masculino do Pan de Indianápolis, os mesmos países entraram em campo pela Copa América. Também comandada por Carlos Alberto Silva, e com nomes que se repetiam em relação ao time que estavam nos EUA - como Geraldão, Valdo, Edu Maragon, Douglas, Raí, Nelsinho e Ricardo Rocha - o escrete canarinho foi goleado por 4 a 0 pelos chilenos e eliminado na primeira fase da Copa América.

Os dois jogos ainda foram marcados por outra coincidência. Assim como a derrota acachapante em julho de 1987, em Córdoba, na Argentina, a final do Pan teve a expulsão de Nelsinho, lateral-esquerdo do São Paulo. Um filme passava na cabeça da equipe brasileira. No fim das contas, o Brasil bateu a seleção chilena por 2 a 0, com gols de Washington e Evair, ambos na prorrogação.

Há 20 anos, Brasil conquistava o seu primeiro Ouro no Futebol Feminino em Jogos Pan-Americanos

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Jogadoras comemoram o Ouro

Há 20 anos a Seleção Brasileira conquistou a sua primeira medalha de ouro no Futebol Feminino em Jogos Pan-Americanos. A partida começou no dia 14 de agosto de 2003, em Santo Domingo, na República Dominicana, mas só terminou no dia seguinte, por causa de uma forte chuva, mas com a vitória brasileira sobre o Canadá.

O Brasil não tinha participado da competição em 1999, na edição Winnipeg, no Canadá, pois os países  filiados à Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), menos o Uruguai, boicotaram o torneio. Então em 2003, foi a grande estreia da equipe feminina na competição.

A equipe brasileira caiu no grupo A, que tinha o Canadá e o Haiti. Na primeira fase, as seleções se enfrentavam, e as duas melhores campanhas passavam. Existiam dois grupos apenas, então os times que passassem já estariam na semifinal da competição.

O Brasil goleou o Haiti na estreia por 5 a 0, dando um passo importante para a classificação. O Canadá também venceu o Haiti, mas por 4 a 1, com um saldo inferior à nossa seleção. Na última rodada as duas se enfrentaram para decidir o primeiro lugar no grupo, e o Brasil goleou novamente por 5 a 0.

No grupo B, que tinha México, Argentina e Costa Rica, os dois que se classificaram foram o México, em primeiro lugar, e a Argentina, na segunda colocação. Na semifinal as seleções se cruzavam. 

Na semifinal foi um clássico, Brasil e Argentina, e em um jogo disputado, as meninas brasileiras venceram por 2 a 1, com uma grande atuação de Marta. Na outra decisão, o Canadá venceu o México por 3 a 2, e as duas equipes voltaram a se cruzar depois da goleada na fase de grupos.

A partida estava marcada para o dia 14 de agosto, às 19 horas do horário local. Mas, aos 24 minutos, o jogo estava empatado em 0 a 0, e começou uma forte chuva no Centro Olímpico Juan Pablo Duarte. Com isso, tiveram que aguardar alguns minutos, mas a chuva não parou, e tiveram que transferir para o dia seguinte. 

No dia 15, o jogo reiniciou, e o Brasil voltou bem, pressionou e criou boas chances de gols. Aos 43 minutos, Formiga abriu o placar para o Brasil, deixando as meninas mais tranquilas para retornar no segundo tempo. 


Porém, as canadenses voltaram melhor para a segunda etapa, fazendo uma forte pressão e gerando muito perigo. Depois de tanta insistência, Kiss, aos 21 minutos, empatou a partida. Com o placar igual, o jogo ficou aberto, com ambos os times tentando, mas, ao mesmo tempo, tendo uma cautela, porque qualquer erro poderia ser fatal.

A partida foi se encaminhando para a prorrogação, mas ambos os times tiveram oportunidade para matar a decisão no tempo normal, mas acabaram desperdiçando. Na época, a prorrogação era gol de ouro, então quem fizesse primeiro levava o título, ou o jogo ia para as penalidades. 

Mas a prorrogação não durou muito, com apenas um minuto, Cristiane, que entrou durante o jogo e ainda era novata na seleção, marcou para o Brasil. O gol deu o ouro para as brasileiras, que fizeram uma campanha perfeita, ganhando todos os jogos, menos a final, que foi para a prorrogação.

O Ouro da Nigéria no futebol masculino Olímpico em 1996

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

A Nigéria venceu a Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 1996

Nesta quinta-feira, dia 3 de agosto de 2023, completam-se 27 anos que a Nigéria surpreendeu o mundo ao se sagrar o primeiro país do continente africano a conquistar a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos. Este feito aconteceu contra a Argentina, com uma belíssima vitória por 3 a 2, em Athens, em Georgia, nos Estados Unidos, no ano de 1996.

Para chegar na grande decisão, os Super Falcons, tiveram uma bonita trajetória na sua campanha. Ficou com a segunda posição do Grupo D, que também tinha Brasil, Japão e Hungria, com seis pontos somados em três jogos. Nas quartas de final, eliminou o México, e nas semifinais, bateu o Brasil de Ronaldo, buscando um empate quando perdia por 3 a 1 e venceu no gol de ouro, marcado por Kanu.

Por outro lado, a Albiceleste, que contava com Diego Simeone, Hernán Crespo, Ariel Ortega e Roberto Ayala, também vinha de uma boa caminhada até a finalíssima. Ficou com a liderança da Chave A, com cinco pontos somados em três partidas. Nas quartas, tirou a Espanha, e nas semis, despachou Portugal.

Com bola rolando na decisão, a Albiceleste, que ainda buscava o seu primeiro ouro olímpico abriu o placar logo aos 3', com Claudio López. Na marca dos 28',  Babayaro empatou a partida e levou o 1 a 1 para o intervalo.

Na etapa complementar, a Argentina voltou a ficar em vantagem com gol de Crespo, batendo pênalti aos 5'. Amokachi empatou com 12' jogados de segundo tempo, e, quando todos já esperavam a prorrogação, no apagar das luzes, Amunike virou o jogo e fez o gol do ouro olímpico nigeriano.


Após esta histórica conquista, a Seleção Nigeriana voltou a disputar uma final de Jogos Olímpicos em 2008, disputados em Pequim. Desta vez, os africanos ficaram no quase ao perderem para a própria Argentina, pelo placar magro de 1 a 0.

Há 26 anos, Nigéria conquistava o Ouro no futebol masculino nas Olimpíadas de Atlanta

Por Felipe Roque
Foto: divulgação

Nigerianos com a medalha de ouro no peito

O torneio de futebol masculino das Olimpíadas de 1996, em Atlanta, nos Estados Undios, foram recheadas de estrelas no futebol que se tornariam grandes jogadores como Ronaldo, Raul e Crespo. Mas nem Brasil, nem Espanha e tampouco a Argentina foram capazes e superar a surpreendente Nigéria, que trilhou o seu caminho para ser o primeiro país africano a conquistar o ouro olímpico. Este feito está completando 26 anos neste 3 de agosto de 2022.

A preparação da Nigéria para aquele torneio não foi a ideal. O treinador holandês Jo Bonfrere se demitiu por cinco semanas por questões de pagamento e só voltou, segundo ele mesmo, porque acreditava nos jogadores daquela seleção.

O campeonato começou muito bom para os nigerianos; vitória por 1 a 0, contra Hungria. Na sequência, vitória por 2 a 0 contra o Japão e, por fim, fechou a fase de grupos perdendo para o Brasil por 1 a 0, gol de Ronaldo.

Nas quartas de final, a vitória por 2 a 0 contra o México continuou dando sequência a uma campanha surpreendente já naquele estágio da competição. A grande esperança de uma boa campanha do continente africano naquele torneio era Gana. Mas o país perdeu nas quartas de final para o Brasil por 4 a 2, com dois gols de Ronaldo. Então, um novo reencontro entre brasileiros e nigerianos foi confirmado na semifinal.

Diante de mais de 80 mil pessoas em Atlanta, o Brasil vencia por 3 a 1 faltando 20 minutos para o fim do jogo. A classificação brasileira rumo à final parecia certa. Porém, o gol de Victor Ikpeba aos 33 minutos do segundo tempo recolocou a Nigéria no jogo.

Já nos acréscimos, Kanu fez o gol que levou o jogo para a prorrogação. Naquela época, a regra do Gol de Ouro ainda valia e Kanu, com apenas quatro minutos do tempo extra, novamente marcou para a felicidade de todos os nigerianos.


Na final, mais um grande adversário sul-americano: a Argentina. O time de Hernan Crespo, Diego Simeone, Roberto Ayala e Ariel Ortega já havia eliminado Espanha e Portugal em rodadas anteriores e era o favorito para a medalha de ouro na decisão. Em duas oportunidades na partida, a seleção argentina ficou à frente do placar e obrigou os nigerianos a buscarem o empate. O jogo se encaminhava para a prorrogação até que Emmanuel Amunike conseguiu um gol improvável no último minuto do tempo regulamentar e deu a medalha à nação nigeriana.

Desde então, a seleção sub-23 da Nigéria é encarada como uma das mais fortes em torneios olímpicos. E embora não tenha vencido o campeonato olímpico de novo, conseguiu a medalha de prata em 2008, em Pequim, perdendo a revanche para a Argentina, e o bronze em 2016, no Rio de Janeiro.

Matheus Cunha cita 'gostinho diferente' em ouro da Seleção Brasileira

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Matheus Cunha comemorando o gol que abriu o marcador na final olímpica

Até horas antes da partida, Matheus Cunha não tinha presença garantida na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Recuperado de uma contratura muscular, o atacante foi a campo e foi decisivo na vitória do Brasil sobre a Espanha. Foi dele o primeiro gol no triunfo por 2 a 1, que deu à Seleção a segunda medalha de ouro de sua história.

Após o apito final, Matheus Cunha lembrou não só da sua corrida contra o tempo para estar à disposição de André Jardine, como também de todo o esforço feito para fazer parte deste projeto, desde o início.

"Muitas coisas passam na cabeça, da nossa origem. Estar na Seleção me fez abrir mão de muita coisa. Eu troquei de clube para não abrir mão de estar no Pré-Olímpico. Hoje, na Olimpíada, fazer gol em um momento tão importante... É muito gratificante. Só agradecer", recordou Matheus Cunha.

Dentro de campo, a Seleção Brasileira enfrentou um grande adversário. O primeiro gol do jogo saiu dos pés de Matheus Cunha, aos 46 minutos de jogo. Com a vantagem no placar, o Brasil foi pressionado e chegou a sofrer o empate da Espanha, antes de retomar a dianteira na prorrogação.

"Foi um jogo muito difícil, o time da Espanha tem muita qualidade. Tínhamos uma proposta até de atacá-los mais, mas por circunstâncias do jogo, a gente sofreu um pouquinho. Mas a gente tem que aprender a sofrer também. A gente é brasileiro, não tem jeito. Para chegar até aqui, a gente sofre, mas fica muito feliz depois. Porque tem um gostinho diferente", disse.

O gol de Matheus Cunha ainda selou a paz do atacante com o Estádio de Yokohama. No mesmo gramado, na estreia da Seleção na Olimpíada, contra a Alemanha, Cunha não viveu uma de suas melhores noites. Desperdiçou algumas chances e não conseguiu marcar no palco eternizado por Ronaldo na final da Copa do Mundo de 2002.

Mas o melhor estava guardado para o final. Ou para a final. Na decisão contra a Espanha, quis o destino que o atacante escrevesse seu nome na história da Seleção Brasileira, justamente em Yokohama, com a mesma camisa que Ronaldo vestia naquela decisão.


"Com a nove, do lado dele, que isso! Nem imaginava... Não tem como, cara. Esse estádio, como começou, eu, particularmente querendo dar muito mais. Perdi alguns gols no primeiro jogo, aquilo mexe com você. Mas isso só mostra o quão forte é o nosso grupo, o quanto a individualidade é sempre secundária. Cada um tem um dia para que as coisas aconteçam em prol do grupo, em prol do Brasil, é muito importante. Nesse estádio, fazer um golzinho em um momento como esse, é um gostinho diferente, sem dúvida nenhuma", comentou.

André Jardine enaltece formação de atletas do Brasil após título Olímpico

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

André Jardine comandou a equipe ao título

Sete medalhas, quatro consecutivas, dois ouros em sequência. O peso da Amarelinha vem sendo cada vez mais presente nos Jogos Olímpicos. Após a segundo título consecutivo em Tóquio 2020, o treinador da Seleção Brasileira, André Jardine, olhou para trás e exaltou o trabalho de formação do futebol brasileiro.

Aos 41 anos, o treinador já tem quase duas décadas de experiência como treinador, a maior parte do tempo trabalhando nas divisões de base. Começou em 2003 e passou dez anos na base do Internacional, outros dois na do Grêmio e mais dois na do São Paulo até assumir as Seleções sub-20 e sub-23 em 2019. Como formador de atletas, o professor se considera realizado. E não deixou de lembrar de cada um dos colegas que contribuíram para a conquista brasileira neste sábado.

“Vimos muitos deles crescerem, e vê-los hoje como jogadores de Seleção Brasileira, já almejando seu espaço na Principal, é uma realização para qualquer profissional. Deixo aqui meu parabéns a todos os treinadores que formaram essa molecada toda. Os treinadores brasileiros têm apanhado bastante e merecem um reconhecimento. Somos muito vitoriosos, muito campeões e isso é um pouco do trabalho de todo mundo”, ressaltou.

Na final deste sábado, Jardine encontrou na Espanha um grande adversário. Ciente da dificuldade que precisava superar, o técnico ressaltou a força de vontade da Seleção Brasileira, que em momento algum se deu por vencida dentro do jogo. No tempo normal, empate por 1 a 1 e um jogo de altíssimo nível.

“Uma grande final, uma grande equipe do outro lado, uma escola muito difícil de se enfrentar, que tem o controle da bola e luta para não entregá-la. Mas a gente construiu uma equipe com muita determinação, muito brio, que não desistiu em nenhum momento e queria muito conquistar esse ouro, muito mesmo. É uma alegria poder ver a realização do sonho de todos eles, do nosso, e poder trazer para o Brasil um segundo ouro consecutivo. Acho que a ficha não caiu ainda, mas a gente está muito feliz”, vibrou.


Na prorrogação, Jardine acionou Malcom no lugar de Matheus Cunha, que fez grande esforço para se recuperar de uma lesão durante a competição. O pupilo não decepcionou: aproveitou a oportunidade e marcou o gol do título. O treinador explicou a escolha por manter a equipe inicial durante o tempo regulamentar e a decisão de colocar o atacante para atuar pelo lado esquerdo.

“Para que eu faça uma substituição, ela tem que fazer muito sentido. Nos 90 minutos, senti o Cunha ainda com energia para tentar decidir o jogo, a dupla de ataque ali preocupa muito os adversários, segura muito a marcação. Mas começamos a sofrer demais com a parte defensiva, chegou uma hora em que ele já não conseguia mais fechar os espaços que precisava fechar. A entrada do Malcom foi decisiva, hoje pelo lado esquerdo. Era uma situação que já vínhamos planejando e, graças a Deus, deu tudo certo”, comemorou.

Malcom - O jogador que saiu do banco para fazer o gol que valeu o Ouro

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Malcom fez o gol que garantiu a vitória para o Brasil na prorrogação

Malcom passou 90 minutos à espera de uma oportunidade. Quando André Jardine o chamou, ao fim do tempo regulamentar, o atacante não teve dúvidas: estava ali, diante dele, a chance de entrar na história da Seleção Brasileira. Já na prorrogação, com a partida empatada em 1 a 1, o atacante recebeu lançamento de Antony. Não foi um passe dos mais fáceis, mas ele acreditou e ganhou na corrida de Vallejo, botou na frente e tirou do goleiro, para estufar a rede. Nascia ali, na perna esquerda de Malcom, o segundo ouro olímpico do Brasil.

"A gente sabia que ia ser um jogo truncado do começo ao fim, mas a gente sabia da nossa qualidade e que quem tivesse no banco ia entrar e fazer a diferença. Hoje eu fui coroado, mas poderia ser outro. Pode entrar, sair, a gente tem um método de trabalho e a gente fez por merecer esse ouro", disse um Malcom modesto após o título.

Fundamental na vitória por 2 a 1 que garantiu a conquista dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Malcom poderia não estar no grupo da Seleção Brasileira. Ele foi, literalmente, o último a chegar ao Japão. Na lista inicial, o atacante não havia sido liberado pelo Zenit. Mas, com a lesão de Douglas Augusto, viu a oportunidade de manifestar seu desejo ao clube e pedir pela liberação. Mal sabia ele que isso seria decisivo para que escrevesse o seu nome na história do futebol.

O gol de Malcom na final contra a Espanha foi o único dele em toda a competição. O atacante não foi titular em nenhum jogo, mas foi fundamental, como uma das principais opções do técnico André Jardine ao longo do torneio. Diante da Espanha, ele foi o primeiro jogador a entrar em campo, no início da prorrogação. E fez de tudo para aproveitar a oportunidade.

"A gente sabia da dificuldade da Espanha, da capacidade deles. Eles têm muita calma, e jogar sem a bola é muito difícil, ainda mais contra eles, que têm qualidade para atacar, pressionar rápido", analisou, antes de falar sobre o sentimento de dever cumprido após o ouro:


"É uma sensação única. Primeiro, agradecer a todos pelo esforço, por insistir em mim. A única coisa que eu tenho é agradecer todo o apoio, a nossa família, nos assistindo do Brasil, nos incentivando, nos apoiando. A todo o povo brasileiro... A gente merece".

Neste sábado, dia 7, o Brasil derrotou a Espanha por 2 a 1, com gols de Matheus Cunha e Malcom, e garantiu a medalha de ouro no futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a segunda de sua história.

A campanha do segundo Ouro

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Jogadores com a medalha no peito

Antes de entrar em campo em Yokohama para enfrentar a Espanha na decisão dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a Seleção Brasileira tinha na campanha motivos de sobra para confiar no bicampeonato. Invicto, o Brasil tinha dois empates, três vitórias, oito gols marcados e apenas três sofridos. Depois do triunfo por 2 a 1 sobre os espanhóis, neste sábado, dia 7, a Seleção está no lugar mais alto do pódio novamente. Vamos relembrar a trajetória do Brasil até o segundo ouro de sua história!

Fase de grupos

Brasil 4 x 2 Alemanha

O segundo título olímpico começou por onde o primeiro terminou. Em reedição da final da Rio 2016, a Seleção encarou a Alemanha na estreia em Tóquio. Tratou de aplicar, logo no primeiro tempo, uma blitzkrieg à brasileira, com direito a hat-trick de Richarlison. Com grande volume de jogo, a Canarinho criou muitas chances e poderia até ter ampliado a já extensa vantagem. A Alemanha teve ainda um jogador expulso no segundo tempo, mas cresceu na partida e descontou para 3 a 2, até que Paulinho liquidou a fatura com uma bomba no ângulo.

Brasil 0 x 0 Costa do Marfim

Na sequência, a Seleção enfrentou a Costa do Marfim e a desvantagem numérica, já que, logo aos 12 da primeira etapa, Douglas Luiz foi expulso. A partida, equilibrada até ali, ficou ainda mais acirrada. Com muita entrega da equipe, no entanto, o Brasil não só evitou sofrer gols como continuou controlando o jogo. Criou boas chances e levou muito perigo à meta marfinense, mesmo com um a menos até os 34 do segundo tempo, quando Kouassi também foi expulso.

Brasil 3 x 1 Arábia Saudita

Com a classificação já encaminhada, o Brasil foi a campo contra a Arábia Saudita em busca da liderança do grupo. E conseguiu. Propondo o jogo desde o início, como de costume, a Seleção abriu o placar logo aos 13 minutos, com gol de cabeça de Matheus Cunha. Treze minutos depois, também de cabeça, os árabes empataram com Al Amri. Os brasileiros seguiram no ataque, criando boas oportunidades. Aos 30 do segundo tempo, Daniel Alves cobrou falta na área, Bruno Guimarães deu passe de cabeça e Richarlison completou para o fundo do gol, colocando o Brasil em vantagem novamente. Aos 47, após bela jogada coletiva, o Pombo fecharia a conta: 3 a 1 e passaporte brasileiro carimbado rumo às quartas.

Quartas de final

Brasil 1 x 0 Egito

Desde o início do mata-mata, a Seleção foi com tudo para cima do Egito. A primeira chance veio logo aos cinco minutos, mas o goleiro El Shenaway impediu a finalização de cabeça de Richarlison. Aos 15, Antony quase marcou de perna esquerda. Aos 18, foi a vez de Matheus Cunha. O camisa 9 e o Pombo tiveram mais uma chance cada, assim como Douglas Luiz, mas nada de o placar se alterar. A insistência brasileira foi premiada aos 36: após boa jogada individual de Richarlison, Matheus Cunha recebeu no meio e finalizou bonito para levar o Brasil às semifinais.


Semifinal

Brasil 0 x 0 México (4 x 1 nos pênaltis)

Na reedição da final de 2012, muito equilíbrio marcou o confronto entre Brasil e México. O goleiro Ochoa parou o ataque canarinho em várias oportunidades ao longo do tempo regulamentar e da prorrogação. Já a defesa brasileira, pouco acionada, afastou os dois lances de maior perigo dos mexicanos já no fim do primeiro tempo. Aos 36 da segunda etapa, a principal chance da partida foi da Amarelinha: a cabeçada de Richarlison parou na trave, passou por trás de Ochoa e não entrou. Nos pênaltis, a atuação foi de almanaque. Uma boa cobrança de Daniel Alves abriu o placar. A defesa de Santos na primeira batida deixaram o Brasil em vantagem. Na sequência, Vásquez ainda mandou na trave e Gabriel Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier, com cobranças indefensáveis, garantiram a classificação para a grande decisão. O resto é história. E dourada.

Final

Brasil 2 x 1 Espanha

Diante de um adversário poderosíssimo, o Brasil mostrou sua força. Quando não deu na técnica, foi na raça. Quando não deu no jeito, foi na vontade. Com gols de Matheus Cunha e Malcom, a Seleção Brasileira superou a Espanha por 2 a 1 na grande final e subiu no lugar mais alto do pódio pela segunda vez na história!

Canadá bate Suécia nos pênaltis e conquista o Ouro no Futebol Olímpico Feminino

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação Canadá Soccer

Comemoração das jogadoras do Canadá

Na noite japonesa e manhã brasileira desta sexta-feira, as seleções femininas da Suécia e do Canadá se enfrentaram no estádio Internacional de Yokohama na disputa pelo ouro do Futebol Olímpico Feminino. Com gols de Blackstenius pelo lado das suecas e Fleming pelo lada das canadenses, a equipe da América do Norte foi superior nas penalidades ao vencer por 3 a 2 e conquistou a tão sonhada medalha dourada na modalidade.

As escandinavas vinham de uma excelente sequência de vitórias, já que dos cinco jogos realizados até aqui, as suecas foram as únicas a vencer todos os seus compromissos para chegar na grande final. Do outro lado, tínhamos o Canadá, seleção que eliminou o Brasil na fase de quartas de final por 4 a 3 nas penalidades após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação e conseguiu duas vitória em toda a sua trajetória até a disputa do ouro nesta decisão.

Os minutos inicias foram marcados por muita pressão da equipe sueca. As europeias começaram mostrando muito volume de jogo, mas sua primeira finalização mais perigosa aconteceu aos 9' com Eriksson, que conseguiu uma belíssima finalização e assustou a goleira Labbé. Na marca dos 16', foi a vez de Rolfö, que conseguiu espaço para finalizar de fora da área e exigiu uma boa defesa da arqueira canadense. O time vermelho foi se soltando na partida e conseguiu a sua primeira jogada de mais perigo pelo lado da equipe da América do Norte foi aos 20' com Prince, mas o jogo acabou sendo paralisado por impedimento da camisa 15. Aos 27', Gilles arriscou uma bomba de fora da área e assustou Lindahl. 

Após algumas tentativas antes do Canadá conseguir equilibrar mais as ações, Blackstenius que recebeu um belíssimo cruzamento rasteiro pela direita, só empurrou a bola para o fundo das redes e abriu o placar para a Suécia aos na marca dos 34'. Com o gol, as escandinavas voltaram a ter mais o controle da partida e retomaram a pressão dos minutos iniciais na reta final da primeira etapa. Criaram algumas oportunidades mas acabou não conseguindo ampliar o placar. Os primeiros 45 minutos indicavam uma vitória parcial da Suécia por 1 a 0 sobre o Canadá.

Já no segundo tempo, a seleção canadense começou tentando buscar o empate logo nos minutos iniciais. Rapidamente, a equipe europeia avançou mais as suas linhas ofensivas e passou a dificultar mais as saídas de bola para evitar que o time vermelho pudesse chegar com perigo no seu campo defensivo. Quando o Canadá conseguiu escapar dessa pressão na sua defesa, conseguiu descolar um pênalti, que teve de ser revisado pelo VAR antes de ser marcado de maneira definitiva aos 64'. Na cobrança, Fleming deslocou a goleira para a esquerda e bateu no canto oposto para empatar a final.

O time da América do Norte se animou com o gol e teve dois grandes lances de perigo a meta de Lindahl, mas acabou não convertendo nenhuma delas no gol da virada. O jogo começou a ficar cada vez mais equilibrado na sua reta final e aos 78', Rolfö recebeu cruzamento da esquerda e de primeira finalizou perigosamente ao gol de Sinclair, que não teria chance alguma caso a bola tomasse o rumo do gol. Já nos minutos finais Buchanan salvou um gol em cima da linha aos 88'. O Canada teve duas grandes chances com Fleming nos acréscimos mas o gol da vitória não saiu para nenhum dos dois lados e a partida foi para a prorrogação.

Nos 15 minutos inicias do tempo extra, a primeira finalização mais perigosa foi de que arriscou finalização de Grosso, que arriscou um chute de fora da área mas a goleira Lindahl segurou firme. A resposta sueca veio imediatamente com Rolfö, que tentou uma boa finalização também de fora da área e deu trabalho para Labbé. Nos minutos finais, o Canadá teve o controle do jogo e a Suécia pouco atacou. Aos 16', foi encerrado o primeiro tempo da prorrogação com placar de 1 a 1 construído no tempo normal.

Na segunda etapa, as escandinavas tiveram uma postura diferente tentaram ter mais o controle da posse de bola no seu campo ofensivo, mas encontrava poucos espaços, já que as canadenses fechavam muito bem os espaços no meio campo e na zaga. A melhor chance do Canada acabou acontecendo com 5' em cabeçada de Huitema, que recebeu bem cruzamento pela direita de Rose, mas não conseguiu acertar o gol. A equipe europeia pressionou a canadense nos minutos finais do tempo extra mas acabou não tendo sucesso. Com isso, na marca dos 17', a prorrogação foi encerrada e o ouro foi decidido nas penalidades máximas


Nos pênaltis, as canadenses/escandinavas tiveram um melhor aproveitamento, convertendo 3 de 6 cobranças executadas. Já para escandinavas, Asllani, Anvegard, Seger e Andersson perderam as penalidades. Com isto, o Canadá conseguiu a medalha de ouro do Futebol Olímpico Feminino.

Com o empate em 1 a 1 no tempo e na prorrogação e a vitória por 3 a x2 na disputa de penalidades máximas, o time feminino da seleção canadense conquistou o Ouro Olímpico no Futebol Olímpico Feminino e consequentemente, a medalha prateada ficou para a equipe do Suécia. Na disputa do Bronze, os Estados Unidos bateram a Austrália em um jogo bastante movimentado que terminou com o placar de 4 a 3 no Karshi Stadim mais cedo. Ao final da grande decisão, o pódio ficou da seguinte maneira:

1⁰ - Canadá (Ouro)
2⁰ - Suécia (Prata)
3⁰- Estados Unidos (Bronze)

Final do futebol feminino muda horário e local para fugir do calor

Foto: Real Madrid

Estádio Internacional de Yokohama recebe a decisão

A organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 mudou o horário e local da final do torneio de futebol feminino. A partida que seria disputada às 23h (de Brasília) desta quinta-feira, no Estádio Olímpico de Tóquio, foi transferida para as 9 (de Brasília) de sexta-feira, em Yokohama, mesmo palco da final masculina.

A mudança atendeu a um pedido das duas seleções, incomodadas com a necessidade de jogar sob o forte calor de Tóquio. Como o Estádio Olímpico teria provas de atletismo no horário noturno, a solução foi mudar o local do confronto. Segundo alguns levantamentos meteorológicos, as temperaturas na capital japonesa devem atingir o pico ao meio-dia e chegar aos 32 graus.

Não seria possível realizar a partida no mesmo palco, só que mais tarde, porque a instalação será usada para provas de atletismo. A alteração foi anunciada durante a entrevista coletiva pré-jogo da seleção sueca. "Não é só uma boa decisão. É uma muito, muito, muito boa decisão!", afirmou o técnico da Suécia, Peter Gerhardsson.

As canadenses também falaram sobre a alteração. "Nosso grupo é tão bom em se adaptar que sei que estaríamos prontas para o jogo às 11h. Mas é ótimo que vamos poder jogar em outro horário. Com esse clima para os dois times, vai ser um jogo muito melhor", declarou a meio-campista Ashley Lawrence.


O Canadá se classificou para a final ao vencer os Estados Unidos, depois de bater o Brasil nas quartas de final. A Suécia, por sua vez, eliminou o Japão nas quartas e a Austrália nas semifinais. As duas seleções buscam medalha de ouro inédita. O melhor resultado da Suécia é a medalha de prata no Rio-2016. Já o Canadá soma dois bronzes, em Londres-2012 e Rio-2016.

A Espanha campeã olímpica em Barcelona 1992

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Pep Guardiola sobe no meio dos poloneses: campeão olímpico em 1992

Nesta quinta-feira, dia 22, começou o Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio e a Espanha, que é considerada uma das favoritas à medalha de ouro, ficou no empate com o Egito. A única vez em que a Fúria subiu no lugar mais alto do pódio na modalidade foi em Barcelona, 1992. Com nomes como Guardiola e Luis Enrique, o time da casa bateu a Polônia na decisão em um 8 de agosto daquele ano, fazendo a festa do torcedor espanhol.

Após passar da primeira fase com 100% de aproveitamento, bater a Itália nas quartas de final e Gana nas semifinais, a Fúria foi para a final em busca da sua primeira medalha de ouro. Do outro lado, tinha a Polônia, que também vinha invicta mas não tinha o mesmo desempenho em números dos espanhóis, passou pelo Qatar nas quartas de final e goleou a Austrália nas semifinais, ia em busca da sua segunda conquista no futebol olímpico masculino. A equipe espanhola titular contava com: Toni; López, Solozábal, Abelardo, Lasa; Ferrer, Guardiola, Luis Enrique, Berges; Alfonso e Kiko.

O jogo - Para assistir a decisão, 95 mil pessoas, dentre todas o Rei Juan Carlos, foram ao estádio Camp Nou, em Barcelona. já acostumados com o peso de uma decisão olímpica, Wojciech Kowalczyk colocou a seleção polonesa na frente do marcador aos 44 minutos do primeiro tempo. Os espanhóis, que não haviam sido vazados em toda a sua trajetória até a final, só conseguiram chegar ao empate na marca dos 20 minutos, com gol de Abelardo, pouco tempo depois da chegada atrasada do Rei e da sua família ao palco da final.

Pouco tempo depois, os anfitriões chegaram a virada com gol marcado por Kiko na marca dos 27 minutos de jogo no segundo tempo. Mesmo tendo a maioria da torcida ao seu favor, a Espanha sofreria outro tento da Polônia que minutos depois de tomar a frente do placar. Desta vez, marcado por Staniek, que só havia feito um gol desde a fase de grupos.


Com a partida se encaminhando para a prorrogação, Kiko aproveitou bola rebote do goleiro polonês e empurrou a bola para o fundo das redes, colocando a seleção espanhola novamente na frente do marcador nos últimos segundos que ainda restavam de bola rolando no tempo normal. Após o apito final, a Espanha entrou em clima de festa total por conta da conquista tão esperada pelo povo. Naquele momento, a Fúria conquistaria o primeiro ouro olímpico no futebol masculino.

Futebol nos Jogos Pan-Americanos de 1975 - O ouro dividido

Por Luiz Lordello
Foto: arquivo

Seleção Brasileira do Pan de 1975: goleada por 14 a 0 e ouro dividido com o México

Em 1975, ocorria a sétima edição dos jogos Pan-Americanos, torneio marcado pela única vez na história em que houveram dois campeões. A Seleção Brasileira conquistou a medalha de ouro na modalidade de futebol masculino, ao lado dos donos da casa, o México, em partida suspensa quando estava 1 a 1. A premiação, que foi dividida com os mexicanos, após empate no tempo normal e prorrogação, decidiram 'repartir' o título, ao invés de fazer a decisão por pênaltis, fato ocorrido por uma série de fatores, mas, um dos principais, por iniciativa de brasileiros, a edição teve dois vencedores.

O palco da grande final, foi o estádio Azteca, localizado na cidade do México, que contou com mais de 100 mil torcedores, no emblemático 14 de julho de 1975, em partida que foi paralisada duas vezes durante a prorrogação. Segundo o site RSSSF.com, o jogo foi temporariamente interrompido por oito minutos durante o primeiro período do tempo extra depois que um torcedor entrou no campo com a bandeira do México. Aos três minutos da segunda etapa da prorrogação, a partida foi novamente interrompida, mas, desta vez, devido a uma falta de energia elétrica, que não conseguiu ser solucionada por um longo período.

Depois do atraso, foi anunciado que a premiação seria dividida, e os jogadores de ambas equipes receberiam as medalhas de ouro em campo. No dia seguinte, o comitê organizador (depois de consultar a FIFA) anunciou que o jogo deveria ser repetido em 29 de outubro do mesmo ano. No entanto, a delegação brasileira já havia retornado ao Brasil, como naquele período o Panamericano era disputado por atletas amadores, os brasileiros argumentaram que um novo encontro seria inviável, já que aquela edição dos Jogos Pan-Americanos já tinham oficialmente fechado. Com isso, foi decretado o título para ambas as nações.

Mesmo com a regra olímpica da competição naquela época, a amarelinha contou com nomes que fizeram sucesso no futebol, como o goleiro Carlos, o zagueiro Edinho, o meia Batista e o atacante Cláudio Adão, apesar de todos serem apenas atletas amadores na ocasião. A equipe tinha caído no Grupo D da competição, ao lado de Costa Rica, El Salvador e Nicarágua e fez as partidas no Estádio Azteca, que tinha sido palco do terceiro mundial, cinco anos antes.

Na fase de grupos, a seleção brasileira confirmou o favoritismo contra todas as equipes, em especial, diante da Nicarágua, embate emblemático marcado pela maior goleada da amarelinha, 14 a 0. O resultado histórico, fez com que o Brasil fosse para a segunda fase da competição com muita força.


Após histórica goleada, o time goleou a Bolívia (6 a 0) empatou com Argentina (0 a 0) e novamente voltou a fazer um placar dilatado, marcando 7 a 0 em Trinidad e Tobago, garantindo seu lugar na decisão, onde o empate com o México, em 1 a 1, fez com que a medalha de ouro fosse dividida. Porém, a Fifa não considera esta conquista, pois a partida não terminou, mas a Odepa, organizadora dos Jogos Pan-Americanos, conta a medalha de ouro no quadro da entidade.

A edição de 1975, foi o segundo título de ambos os times naquela oportunidade. O Brasil, já havia conquistado o torneio continental em 1963, e o México, em 1967. Depois do ouro compartilhado, as duas seleções, carregaram a medalha mais cobiçada por mais duas vezes, os brasileiros em 1979 e 1987. Já os mexicanos, em 1999 e 2011, ambos contém quatro medalhas de ouro. O maior vencedor é a Argentina, conquistando o título em sete oportunidades.

Treinador Jorge Barcellos relembra ouro da Seleção Feminina no Pan de 2007

Por Andrielli Zambonin / Kindermann
Foto: divulgação CBF

Jorge Barcellos na época em que comandava a Seleção Brasileira Feminina

A Rede Globo transmitiu no último domingo, dia 10, a final feminina do futebol nos Jogos Pan-americanos de 2007 entre Brasil e Estados Unidos. O duelo entre as grandes potências do continente terminou com uma goleada brasileira: 5 a 0 e a medalha de ouro garantida, diante de um grande público no Maracanã.

Marta comandou a seleção brasileira naquela grande vitória, com dois gols e duas assistências. Cristiane marcou duas vezes e Daniela Alves, uma. Comandando a equipe estava lá Jorge Barcellos, o atual técnico do Avaí Kindermann.

Além de uma torcida gigantesca, foi naquele momento que o futebol feminino provou que merecia muito mais atenção e mídia do que recebia. As mudanças começaram com a equipe comandada na época, por Barcellos. O primeiro técnico da Seleção Feminina a se deparar com os 72 mil pagantes, e um monte de convidados, foi o técnico Jorge Barcellos.

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"A gente jogava para mudar a história. Quando fui reconhecer o gramado, que estava bem ruim por sinal, não tinha tanta gente. Mas eu voltei mais tarde e entendi o que estava acontecendo. Aí, voltei para o vestiário e avisei a elas que não poderíamos deixar escapar. É o nosso moral que estava em jogo”, relembra.

Naquele Pan, a seleção fez uma campanha perfeita, com 33 gols marcados e nenhum sofrido. Antes de enfrentar as americanas bicampeãs mundiais e olímpicas, o Brasil derrotou Uruguai, Jamaica, Equador, Canadá e México. Marta foi a artilheira do torneio, com 12 gols.

E o desempenho da Seleção causou mudanças naquele mesmo ano. Em outubro de 2007 foi criada a Copa do Brasil feminina de futebol, que anos depois, em 2015 mais precisamente, o Kindermann levantaria a taça de campeão. Depois este campeonato foi extinto, sendo no logar criado o Campeonato Brasileiro. "Naquela seleção, havia meninas que ganhavam R$ 600 de salário. Mesmo que devagar, uma mudança começou ali", diz Barcellos.


Jorge não estava sozinho na conquista. Fazendo parte do elenco brilhante, no banco de reservas estava ela que futuramente se tornaria uma das melhores do Brasil: a goleira Bárbara. Na época com apenas 19 anos, Bárbara observava atentamente cada movimento e detalhe do jogo. Experiência que recheou seu currículo e aumentou a bagagem para futuramente assumir a posição de titular do Brasil.

“Foi uma experiência incrível. Aquela equipe era incrível e acho que viver aquele momento só me deu mais vontade ainda de conquistar o meu objetivo”, disse Bárbara. Na época, ela era integrante da equipe do Recife F.C. Atualmente no Avaí Kindermann, a atleta já deixou claro o quanto gosta da equipe de Caçador e que pretende encerrar a carreira de atleta em Santa Catarina.

O Curioso do Futebol

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