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América de André Jardine tem tira-teima contra o Toluca pelo bi do Campeão dos Campeões do México

Foto: Divulgação/ América

Tricampeã mexicana consecutiva e atual vice, equipe do brasileiro vai a Los Angeles no duelo dos campeões do Apertura e Clausura da última temporada

Neste domingo (20), o Dignity Health Sports Park, em Los Angeles, nos Estados Unidos, será o palco do encontro entre América e Toluca, os dois últimos campeões mexicanos, em duelo único valendo o título do Campeão dos Campeões. A ocasião, uma espécie de tira-teima sobre o melhor time da temporada 2024/25, dará ao técnico brasileiro André Jardine a chance de conquistar seu sétimo título à frente do América em apenas dois anos de trabalho.

O jogo também marca um reencontro carregado de significado: foi o Toluca, dos brasileiros Helinho (ex-São Paulo) e Luan (ex-Palmeiras), quem impediu o tetracampeonato mexicano consecutivo do América em maio, ao superar os comandados de Jardine na grande decisão do Clausura 2025 e encerrar um jejum de 15 anos. Agora, o confronto volta a acontecer, desta vez em terreno neutro e valendo mais uma taça, como um símbolo da hegemonia nacional.

“Será um jogo de alto nível e de enorme valor simbólico. São duas equipes vencedoras e com identidades bem definidas. Sabemos da capacidade do Toluca, da grande fase que vivem e do desafio que nos espera, mas estamos confiantes pelo que mostramos até aqui, após uma boa pré-temporada”, afirma Jardine, eleito na última semana o Treinador do Ano da Liga MX pela segunda temporada consecutiva.

O América, atual detentor do título do Campeão dos Campeões, chega embalado pela vitória por 3 a 1 sobre o Tijuana, em partida adiantada da 2ª rodada da Liga MX, na última quarta-feira (16). Os gols que levaram a equipe da capital à vice-liderança do Apertura 2025 foram marcados pelos uruguaios Rodrigo Aguirre e Brian Rodríguez (duas vezes), que teve seu nome ventilado recentemente por clubes brasileiros como Santos e Vasco.

Após a decisão deste domingo, Jardine seguirá nos Estados Unidos, onde comandará a seleção de estrelas da Liga MX no All-Star Game contra os craques da MLS, marcado para o dia 23, em Austin, no Texas. Em 2024, ele já liderou a equipe mexicana na goleada por 4 a 1 sobre o time americano. Neste ano, o treinador brasileiro terá no elenco nomes como Sergio Ramos, do Monterrey, e James Rodríguez, do León, e enfrentará Lionel Messi, astro do Inter Miami na MLS.


Títulos e premiações de Jardine no México:

Liga MX Apertura 2023
Liga MX Clausura 2024
Liga MX Apertura 2024
Campeão dos Campeões 2023-24
Supercopa da Liga MX 2024
Campeones Cup 2024
Melhor técnico da temporada 2023-2024
Melhor técnico da temporada 2024-2025

André Jardine é eleito o melhor treinador da temporada na Liga MX pela segunda vez consecutiva

Foto: divulgação

Tricampeão mexicano e presente nas últimas quatro finais com o América, treinador brasileiro ganha prêmio e inicia neste fim de semana a disputa por mais um título

Neste domingo, dia 6, o brasileiro André Jardine foi eleito pela segunda vez consecutiva o Melhor Treinador da Temporada da Liga MX. A premiação oficial da competição leva em consideração o desempenho entre junho de 2024 e junho de 2025, e é mais um reconhecimento ao trabalho do técnico que levou o América do México a estabelecer uma dinastia de títulos no país após um longo período de jejum.

Neste período, Jardine comandou o América em mais uma campanha vitoriosa ao conquistar, em dezembro de 2024, o título do Torneio Apertura 2024 - seu terceiro campeonato mexicano seguido, superando o Monterrey na decisão. Já no Clausura 2025, o time de Jardine chegou novamente à final - sua quarta consecutiva - mas dessa vez ficou com o vice-campeonato após ser batido pelo Toluca.

“É um orgulho muito grande receber novamente esse prêmio, em nome de toda a nossa comissão técnica, elenco e direção. Quem nos acompanhou sabe como foram grandes os obstáculos que enfrentamos especialmente nesses últimos dois torneios, em termos de lesões, calendário e por não podermos atuar na nossa casa, mas nós não medimos esforços para colocar o América sempre onde merece estar”, comenta o treinador de 45 anos, que está há dois anos no cargo e já é o técnico mais vencedor da história do América, com seis títulos em sua galeria.

Marcado por seu estilo de jogo ofensivo, disciplinado e de forte sentido coletivo, André Jardine rapidamente construiu grande identificação com o torcedor americanista, a ponto de, em dezembro de 2024, ter recusado uma oferta do Botafogo, atual campeão brasileiro e da Libertadores. Na temporada 2023-24, o brasileiro já havia sido premiado como o melhor treinador do ano da Liga MX, após conquistar o bicampeonato mexicano e encerrar uma seca de nove torneios do América, o que fez com que o clube da capital voltasse a disparar como o maior campeão nacional em todos os tempos.


No próximo fim de semana, André Jardine inicia a disputa pelo tetracampeonato com o América, que visita o Juárez pela primeira rodada do Apertura 2025. “Agora começamos tudo do zero, com a consciência de que o Campeonato Mexicano sempre tem pelo menos cinco ou seis fortes candidatos ao título, e o América sempre deve estar entre eles. Estamos finalizando uma pré-temporada importante e com certeza vamos lutar por mais essa conquista”, conclui Jardine, que foi campeão olímpico com a Seleção Brasileira em Tóquio, em 2021.

Técnico André Jardine fala sobre a Copa do Mundo de Clubes da FIFA

Foto: Club América / Divulgação

Equipe mexicana decide a última vaga para o Mundial neste sábado (31), em Los Angeles, contra o LAFC. Vencedor cairá no grupo do Flamengo

Atual vice-campeão nacional e com três títulos seguidos da Liga MX em quatro finais disputadas, o América do México vive uma dinastia desde a chegada do técnico brasileiro André Jardine, há pouco menos de dois anos. Contudo, a possibilidade de levar o clube, considerado o maior do México, à Copa do Mundo de Clubes da FIFA por meio de um duelo em jogo único no próximo sábado (31), diante do LAFC, em Los Angeles, tem movimentado todo o país. O treinador brasileiro fala sobre a expectativa gerada em torno do clube por este sonho.

“Cada título e cada final tem a sua história e nós vamos encarar este jogo como uma final de campeonato, sem dúvida alguma. Essa partida transcende a rivalidade local. Ela pode levar o América a um nível internacional, mundial, e isso é algo que há tempos o clube está fazendo por merecer. Vamos fazer de tudo pra colocar o América neste Mundial, este é um sonho e um objetivo muito claro de todos nós”, afirma Jardine, que tem o desafio de preparar o time para a grande decisão da temporada poucos dias após a final da Liga MX, disputada no último domingo (25), contra o Toluca.

“Viemos de uma temporada desgastante, com decisões atrás de decisões, mas vamos chegar bem para este jogo, sem dúvidas, e com o elenco muito motivado nessa disputa do Mundial. Vai ser um grande confronto”, diz. “O adversário tem muita qualidade, conta com jogadores campeões do mundo, e ainda jogam em casa, o que por si só já torna o desafio maior. Vai ser muito difícil, sabemos, mas nossa equipe sabe jogar jogos grandes”, completa o brasileiro, lembrando de nomes como Hugo Lloris e Olivier Giroud, campeões da Copa do Mundo com a França em 2018.

Com seis títulos pelo América, André Jardine já entrou para a história como o treinador mais vencedor dos 108 anos do clube, mas ainda falta um passo internacional. Eliminados da Concachampioins, como é chamada a Copa dos Campeões da Concacaf, deste ano nas quartas de final, os americanistas têm uma nova oportunidade neste play-in, uma vez que o León, campeão da competição em 2023, pertence ao mesmo grupo do Pachuca, já classificado para a disputa do Mundial, e por isso foi impedido de disputar a competição.


O América conquistou esta oportunidade por ser o time com melhor posição no ranking de confederações da FIFA para o Mundial de Clubes ao fim da edição de 2024 da Concachampions, e encara o LAFC, que se classificou como vice-campeão da edição de 2023 do torneio continental norte-americano. A partida que decide a última vaga para a Copa do Mundo de Clubes da FIFA será transmitida ao vivo pelo Sportv e pela CazeTV a partir das 23h30 deste sábado (31). A equipe classificada se juntará a Chelsea, Flamengo e Espérance, da Tunísia, no Grupo D da competição, com estreia marcada para o dia 16 de junho, em Atlanta, diante do Chelsea.

André Jardine se classifica para sua quarta final seguida com o América

Foto: Divulgação / Club América

América eliminou o Cruz Azul e brasileiro pode ser o primeiro treinador a conquistar o tetracampeonato no México

O brasileiro André Jardine segue escrevendo história no futebol mexicano. Em sua quarta Liga MX no comando do América, o treinador vai para sua quarta final consecutiva, após eliminar o arquirrival Cruz Azul em um duelo dramático pelas semifinais na noite de ontem (18), com direito a uma heroica virada americanista, já que até os 21 minutos do segundo tempo, sua equipe perdia por 2 a 0 no placar agregado. Agora, caso derrote o Toluca na decisão, Jardine pode não apenas levar o América a seu primeiro tetracampeonato na história, como também se tornará o primeiro treinador a levantar quatro troféus seguidos na Liga MX.

A derrota por 1 a 0 para o Cruz Azul na partida de ida, fora de casa, obrigava o América a vencer por um placar mínimo no Estádio Ciudad de los Deportes para avançar, já que teve a melhor campanha na primeira fase da competição. Contudo, foi o Cruz Azul, que vinha de 19 jogos de invencibilidade, que abriu o placar já no segundo tempo, com um gol do argentino Faravelli. Cumprindo suspensão, Jardine assistiu das tribunas quando seu capitão Henry Martín empatou, de pênalti, na metade da segunda etapa, e, após bolas na trave e uma massacrante pressão, o lateral colombiano Cristian Borja virou o jogo e definiu a classificação do América aos 36 minutos.

“Esse time tem o DNA de vencedor, é impressionante. Ninguém desiste jamais. Estou muito orgulhoso dos meus jogadores e de trabalhar numa instituição potente como é o América. O sonho do tetra está vivo e vamos em busca dele”, celebrou o treinador de 45 anos, que foi campeão olímpico com a Seleção Brasileira em Tóquio 2020 e passou por São Paulo e Atlético de San Luis, do México, antes de chegar ao América, em junho de 2023.

Em menos de dois anos de trabalho, Jardine já ostenta o status de ser o treinador mais vencedor da história do clube da capital, com seis títulos conquistados no período - e dentre eles, o cobiçado tricampeonato mexicano consecutivo. Em 108 anos de história, América, considerado o maior clube do país, pode ser tetracampeão pela primeira vez, um feito que apenas o arquirrival Chivas conseguiu até hoje, entre 1958 e 1962, mas comandado por dois treinadores diferentes. “Seria inimaginável antes, mas chegamos”, completa Jardine.


O América terá seu quarto adversário diferente no caminho pelo tetracampeonato. Depois das conquistas sobre Tigres, Cruz Azul e Monterrey nos primeiros três títulos, o adversário da vez é o Toluca, que vem de uma fila de 15 anos sem conquistas, e conta com os brasileiros Helinho, ex-São Paulo e Luan, ex-Palmeiras, além do experiente treinador argentino Antonio Mohamed, conhecido como "El Turco", que treinou o Atlético Mineiro em 2022, e tem longa história no país. O duelo terá nos bancos de reservas dois tricampeões mexicanos.

A equipe de Jardine se prepara para uma agenda apertada, já que as decisões da Liga MX estão marcadas para os dias 22 e 25 de maio. No dia 31, o América enfrenta o Los Angeles FC em jogo único nos Estados Unidos, em confronto que define a última vaga classificatória para o Mundial de Clubes da FIFA, em junho. Caso avance, o time mexicano jogará o torneio no Grupo D, ao lado do Flamengo, do Chelsea e do Espérance, da Tunísia.

André Jardine iguala recorde histórico da Liguilla e se aproxima do tetracampeonato inédito no México

Foto: divulgação / Club América

Treinado pelo brasileiro, América elimina o Pachuca e chega a 17 vitórias seguidas em mata-matas na Liga MX. Adversário na semifinal será o Cruz Azul

O técnico André Jardine segue escrevendo capítulos sem precedentes na história do futebol mexicano no comando do América. Ao vencer e eliminar o Pachuca nas quartas de final do Torneio Clausura 2025, na madrugada do último domingo (11), Jardine alcançou a marca de 17 confrontos de mata-mata invictos no Campeonato Mexicano, e igualou assim o recorde histórico da competição, que pertencia ao próprio América, que entre 1984 e 85 chegou à mesma sequência, mas com dois treinadores diferentes.

Mais do que uma marca expressiva, o feito reforça o impacto do treinador brasileiro desde que chegou ao comando do clube mais popular do México, em junho de 2023. Com seis títulos em menos de dois anos de trabalho, Jardine já é o técnico mais vencedor da história do América e agora busca o tetracampeonato nacional consecutivo, algo jamais alcançado por um técnico no futebol mexicano e também inédito na história do América.

O adversário nas semifinais do Clausura 2025 será o arquirrival Cruz Azul, um confronto que carrega carga emocional e narrativa de revanche para os dois lados. Nas últimas duas edições da Liga MX, o América eliminou o Cruz Azul em momentos decisivos: na final do Clausura 2024 e na semifinal do Apertura 2024, ambos sob o comando de Jardine. Em contrapartida, foi o Cruz Azul quem impôs a derrota mais dolorosa da temporada: a eliminação nas quartas de final da Concachampions 2025 em abril, interrompendo o sonho continental do América.

“Chegar a esse patamar mais uma vez é motivo de orgulho, mas ainda temos muito a conquistar antes de celebrar. Cada mata-mata tem a sua própria história, e estamos concentrados em fazer mais uma campanha digna da grandeza do América. Temos de ter muito respeito pelo Cruz Azul, uma equipe que já há alguns anos se mostra do mais alto nível, e saber que os detalhes definirão o confronto”, diz André Jardine, que antes de migrar para o futebol mexicano foi campeão olímpico com a Seleção Brasileira em Tóquio 2020.

Com promessa de estádio lotado, o jogo de ida da semifinal acontece na noite desta quinta-feira (15), às 23h (horário de Brasília), no Estadio Olímpico Universitario, com mando do Cruz Azul. O duelo, batizado no México de ‘Clásico Joven’, reúne os dois times apontados como maiores favoritos ao título e, para Jardine, será a oportunidade de seguir construindo uma das eras mais dominantes da história recente do futebol mexicano.


Os 17 jogos de mata-mata invictos do América de André Jardine na Liga MX:

1. Final do Apertura 2023 |Ida | Tigres 1x1 América

2. Final do Apertura 2023 | Volta | América 3x0 Tigres

3. Quartas de final do Clausura 2024 |Ida | Pachuca 1x1 América

4. Quartas de final do Clausura 2024 | Volta | América 1x1 Pachuca

5. Semifinal do Clausura 2024 | Ida | Guadalajara 0x0 América

6. Semifinal do Clausura 2024 | Volta | América 1x0 Guadalajara

7. Final do Clausura 2024 | Ida | Cruz Azul 1x1 América

8. Final do Clausura 2024 | Volta | América 1x0 Cruz Azul

9. Play-in do Apertura 2024 | Tijuana 2x2 América (2x3 nos pênaltis)

10. Quartas de final do Apertura 2024| Ida | América 2x0 Toluca

11. Quartas de final do Apertura 2024 | Volta | Toluca 0x2 América

12. Semifinal do Apertura 2024 |Ida | América 0x0 Cruz Azul

13. Semifinal do Apertura 2024| Volta | Cruz Azul 3x4 América

14. Final do Apertura 2024 | Ida | América 2x1 Monterrey

15. Final do Apertura 2024 | Volta | Monterrey 1x1 América

16. Quartas de final do Clausura 2025 | Ida | Pachuca 0x0 América

17. Quartas de final do Clausura 2025 | Volta | América 2x0 Pachuca

Campeão olímpico, André Jardine pode estar trocando de time no México

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: reprodução

André Jardine dirigiu o Atlético San Luis

Campeão olímpico em Tóquio com a Seleção Brasileira em 2020, o técnico André Jardine está mudando de time no México. Com oferta do América, time mais popular do país, ele pode estar deixando o Atlético San Luis.

O América procura um novo técnico depois da saída de Fernando Ortiz, que preferiu não renovar seu contrato para acertar com o Monterrey. Atualmente, o técnico brasileiro tem uma multa rescisória com o Atlético San Luis, de 2 milhões de dólares, que deve ser paga.

Em entrevista recente a imprensa mexicana, ele falou sobre o namoro que já vem tendo com o América. “Claro que eu gostaria de dirigir o América, respeitamos muito os times grandes, mas não há nada concreto. Há rumores que estamos acompanhando pela imprensa. Sigo aqui, vou ao treino e sigo com o San Luis”, despistou.


André Jardine começou a carreira de técnico na base do São Paulo e chegou a dirigir o time principal por alguns meses, entre o fim de 2018 e 2019. Depois foi para a Seleção Brasileira, antes de desembarcar no futebol do México.

Com gols de brasileiros, André Jardine leva o San Luis aos playoffs da Liga MX pela 2ª vez

Foto: Atlético de San Luis / Divulgação

O treinador André Jardine

O técnico André Jardine contou com gols dos brasileiros Vitinho e Léo Bonatini, além de Javier Güemez, para entrar definitivamente para a história do Atlético de San Luis. A categórica vitória de virada sobre o León por 3 a 1 no último domingo (07), pela repescagem da Liga Mexicana, classificou o clube potosino aos playoffs pela segunda vez em sua história - ambas com Jardine no comando, em apenas três torneios disputados pelo treinador.

“É muito mais do que jogar bem. Tivemos atitude e coragem pra jogar e pressioná-los mesmo no estádio deles", celebrou Jardine. "Quem acompanhou nossa equipe durante a competição pôde ver que sempre fomos ativos, guerreiros, e mesmo nos jogos em que os resultados não vieram, nunca deixamos de acreditar. Felicito os atletas porque sempre confiaram no trabalho e acho que podemos, sim, seguir sonhando com objetivos maiores”, concluiu o treinador brasileiro, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Tóquio 2020.

A partir da próxima quarta-feira (10), o Atletico de San Luis vai duelar em jogos de ida e volta com o poderoso América, dono da segunda melhor campanha da competição, por uma inédita vaga nas semifinais. A Liga Mexicana é composta por 18 equipes, sendo que somente as quatro primeiras seguem direto aos playoffs, na fase quartasde-final. A repescagem pela qual o San Luis passou, em jogo único fora de casa, levou outras quatro equipes à fase mais esperada do torneio.


Confira os playoffs do Clausura 23 da Liga Mexicana

Monterrey x Santos Laguna
América x Atlético de San Luis
Chivas x Atlas
Toluca x Tigres

André Jardine vive semana decisiva por novo feito histórico no México

Foto: Divulgação / @tolucafc

André Jardine dirige o Atlético de San Luis

O técnico André Jardine está a um passo de repetir campanha histórica no futebol mexicano. No próximo sábado (29), o Atlético de San Luis recebe o Atlas, em confronto direto por vaga nos playoffs da Liga MX. Uma vitória põe a equipe do brasileiro pela segunda vez entre os principais times do país, em três torneios disputados pelo treinador.

“Numa liga tão competitiva como é a do México, estamos conseguindo criar uma nova cultura no clube, mesmo diante das dificuldades contra equipes financeiramente mais fortes. Estou confiante, mesmo sabendo que o Atlas é uma grande equipe e que também briga por uma vaga”, diz o treinador, campeão olímpico.

O confronto do próximo sábado é válido pela 17ª e última rodada da fase de classificação e para chegar com chances, a equipe de San Luis teve uma campanha de recuperação: vem de três vitórias seguidas em casa – Querétaro (2x0), Mazatlan (2x1) e Juarez (2x0). A expectativa é que o torcedor esgote os mais de 25 mil ingressos colocados à venda.

“O torcedor tem nos ajudado muito quando atuamos em casa. E neste jogo, em especial, tenho certeza que o estádio vai estar com uma energia muito forte pra buscar a vaga”, confia o treinador, que conta em seu elenco com três brasileiros: o volante Rodrigo Dourado (ex-Inter), e os atacantes Vitinho (ex-São Paulo) e Léo Bonatini (ex-Cruzeiro).

Franquia do Atlético de Madrid-ESP, o San Luis disputa a principal liga mexicana desde 2019 e sua melhor colocação até então havia sido um 12º lugar, em 2020. André Jardine deixou a Seleção Brasileira Sub-20 em fevereiro de 2022 e logo em seu primeiro torneio fechou a competição na oitava posição, entre os 18 clubes da Liga MX, a melhor da história do clube.


Na contramão do futebol brasileiro, que tem cada vez mais importado técnicos de fora – hoje são nove estrangeiros entre as 20 equipes da Série A –, Jardine comenta sobre o trabalho no México, onde está faz 15 meses.

“É uma liga muito forte, rica, e que conta com jogadores de muita qualidade. Esse período aqui está sendo de muito aprendizado e experiência. Estou feliz com tudo o que vem acontecendo, e espero fazer ainda muito mais”, diz o treinador, com contrato até abril de 2024.

André Jardine enaltece formação de atletas do Brasil após título Olímpico

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

André Jardine comandou a equipe ao título

Sete medalhas, quatro consecutivas, dois ouros em sequência. O peso da Amarelinha vem sendo cada vez mais presente nos Jogos Olímpicos. Após a segundo título consecutivo em Tóquio 2020, o treinador da Seleção Brasileira, André Jardine, olhou para trás e exaltou o trabalho de formação do futebol brasileiro.

Aos 41 anos, o treinador já tem quase duas décadas de experiência como treinador, a maior parte do tempo trabalhando nas divisões de base. Começou em 2003 e passou dez anos na base do Internacional, outros dois na do Grêmio e mais dois na do São Paulo até assumir as Seleções sub-20 e sub-23 em 2019. Como formador de atletas, o professor se considera realizado. E não deixou de lembrar de cada um dos colegas que contribuíram para a conquista brasileira neste sábado.

“Vimos muitos deles crescerem, e vê-los hoje como jogadores de Seleção Brasileira, já almejando seu espaço na Principal, é uma realização para qualquer profissional. Deixo aqui meu parabéns a todos os treinadores que formaram essa molecada toda. Os treinadores brasileiros têm apanhado bastante e merecem um reconhecimento. Somos muito vitoriosos, muito campeões e isso é um pouco do trabalho de todo mundo”, ressaltou.

Na final deste sábado, Jardine encontrou na Espanha um grande adversário. Ciente da dificuldade que precisava superar, o técnico ressaltou a força de vontade da Seleção Brasileira, que em momento algum se deu por vencida dentro do jogo. No tempo normal, empate por 1 a 1 e um jogo de altíssimo nível.

“Uma grande final, uma grande equipe do outro lado, uma escola muito difícil de se enfrentar, que tem o controle da bola e luta para não entregá-la. Mas a gente construiu uma equipe com muita determinação, muito brio, que não desistiu em nenhum momento e queria muito conquistar esse ouro, muito mesmo. É uma alegria poder ver a realização do sonho de todos eles, do nosso, e poder trazer para o Brasil um segundo ouro consecutivo. Acho que a ficha não caiu ainda, mas a gente está muito feliz”, vibrou.


Na prorrogação, Jardine acionou Malcom no lugar de Matheus Cunha, que fez grande esforço para se recuperar de uma lesão durante a competição. O pupilo não decepcionou: aproveitou a oportunidade e marcou o gol do título. O treinador explicou a escolha por manter a equipe inicial durante o tempo regulamentar e a decisão de colocar o atacante para atuar pelo lado esquerdo.

“Para que eu faça uma substituição, ela tem que fazer muito sentido. Nos 90 minutos, senti o Cunha ainda com energia para tentar decidir o jogo, a dupla de ataque ali preocupa muito os adversários, segura muito a marcação. Mas começamos a sofrer demais com a parte defensiva, chegou uma hora em que ele já não conseguia mais fechar os espaços que precisava fechar. A entrada do Malcom foi decisiva, hoje pelo lado esquerdo. Era uma situação que já vínhamos planejando e, graças a Deus, deu tudo certo”, comemorou.

André Jardine lembra formação do grupo e elogia 'veteranos' da Seleção Olímpica

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Seleção Olímpica treinou em Yokohama antes da final deste sábado

Um trabalho de mais de dois anos, que chega a seu maior teste. Na véspera da final de Tóquio 2020, o técnico da Seleção Olímpica, André Jardine, lembrou um pouco do processo de formação do grupo que disputará a medalha de ouro contra a Espanha.

Em entrevista coletiva no Estádio de Yokohama, Jardine elogiou os três jogadores com mais de 24 anos do elenco: Daniel Alves, Diego Carlos e Santos, que só chegaram ao grupo já na reta final de preparação para a Olimpíada.

"A gente tem conversado sobre isso, sobre como foi importante. Os três acima da idade deram um peso à nossa equipe, um toque de experiência, de maturidade que nos faltava. A gente sofreu no Pré-Olímpico, especialmente no sistema defensivo, que é onde carece mais de experiência. Normalmente os goleiros mais jovens jogam menos, os zagueiros mais jovens têm também baixa minutagem, isso é bastante comum. A experiência só vem com o tempo, com os jogos, com jogos decisivos", lembrou, antes de falar sobre as contribuições dos três atletas:

"Falar de Dani, Santos e Diego Carlos é falar de experiência, de jogadores já firmados em seus clubes, vivendo o auge de suas carreiras. O Dani, mesmo com 38 anos, em uma forma física impressionante. E a maturidade que ele tem fala por si dentro do jogo, decisões muito corretas, muito lúcido, realmente muito experiente. E um traço de liderança nos três que ajudou muito e dá um norte aos mais jovens, um rumo a seguir".

Na semifinal contra o México, o Brasil precisou da estrela do goleiro Santos. Fundamental para o empate por 0 a 0 no tempo normal, ele ainda brilhou nos pênaltis, assegurando a classificação da Seleção Brasileira. Uma atuação digna de um goleiro que busca seu espaço na história e entre o grupo da Seleção Principal.

"Um atleta extremamente simples, com uma cabeça incrível, uma humildade incrível. passa uma serenidade, uma tranquilidade em sua postura, no seu jeito de atuar, de treinar. É um atleta de altíssimo nível. E, com certeza, quando a gente convocou ele lembrou muito da situação que o Weverton viveu na outra Olimpíada. É bastante similar, ele vem com esse apetite, com essa vontade de buscar o seu espaço. E isso é muito importante, essa motivação a mais que a gente percebe nesses jogadores, que almejam buscar seu espaço na Seleção Principal", comentou Jardine.

Além dos atletas acima de 24 anos, Jardine também recebeu um reforço e tanto para o seu ataque. Direto da disputa da Copa América, veio Richarlison, que tem idade olímpica e mostrou toda sua gana para lutar pela medalha de ouro no Japão. Artilheiro do torneio até aqui, com cinco gols marcados, o atacante tem sido peça fundamental na campanha da Seleção Brasileira.


"O Richarlison deu um peso ao ataque. É um jogador de Seleção Principal. Mesmo sendo jovem, ele dá um nível de confiança, de experiência bastante grande. Tornou nossa equipe mais potente na frente, com mais peso", avaliou Jardine.

Nesta sexta-feira, a Seleção Brasileira encerrou sua preparação para a final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. No sábado (7), Brasil e Espanha se enfrentam no Estádio de Yokohama no jogo que vale a medalha de ouro olímpica. A bola rola às 8h30 (horário de Brasília) para a partida.

André Jardine valoriza solidez defensiva da Seleção Olímpica diante do Egito

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

André Jardine cumprimentando Matheus Cunha pelo gol contra o Egito

Um grande desafio e uma grande atuação da Seleção Brasileira. Em seu primeiro jogo eliminatório na Olimpíada de Tóquio 2020, o Brasil teve bom desempenho e derrotou o Egito por 1 a 0, com gol de Matheus Cunha. Técnico da Seleção, André Jardine ficou satisfeito com o que viu em campo, especialmente pela solidez apresentada pela defesa comandada por Diego Carlos e Nino.

Em entrevista coletiva após a vitória, neste sábado (31), o treinador valorizou as experiências vividas pela Seleção ao longo do torneio e ressaltou a importância delas para a boa atuação da defesa neste jogo.

"As situações que a gente vai vivendo na competição vão nos dando algumas experiências, que a gente vai aproveitando. O próprio jogo da Costa do Marfim, onde a gente teve que defender com um a menos, nos fortaleceu muito como equipe. A adaptação que a gente teve no jogo contra a Arábia Saudita, no segundo tempo, trabalhando com uma linha de cinco", lembrou, antes de analisar a importância disso para evoluir como equipe:

"Esses pequenos ajustes vão somando, vão dando experiência, que vai nos dando a possibilidade de identificar o jeito que o adversário ataca, o jeito que o adversário joga e escolher sempre a melhor estratégia defensiva".

Se a defesa foi sólida, o ataque foi muito produtivo. Desde o minuto inicial, o Brasil conseguiu se impor dentro de campo, criando oportunidades e levando perigo ao gol do Egito, que tinha a melhor defesa da competição até o início do jogo. Para Jardine, um dos méritos da equipe foi entender que o jogo exigiria muita resiliência dos atletas, porque nem sempre as coisas dariam certo.

"Foi um jogo bastante duro, bastante difícil, contra uma seleção que se classificou com muitos méritos em uma chave muito complicada, teve resultados importantes, era a defesa menos vazada da competição. Sabíamos que seria um jogo que iria nos exigir paciência, uma mentalidade muito forte", avaliou.

Apesar de elogiar a atuação da equipe, André Jardine chamou atenção para o alto número de oportunidades desperdiçadas. A Seleção nem esperava ter tantas chances, como o próprio técnico admitiu, mas a vitória pelo placar mínimo não condisse com o que foi apresentado em campo. Nos minutos finais, o Brasil correu riscos que poderia ter evitado, como reforçou Jardine.


"Era um time perigoso nos contra ataques, com atacantes rápidos, fortes fisicamente. A gente teria que matar nas chances que tivéssemos. Sabíamos que não teríamos muitas chances no jogo. Talvez o único pecado do jogo foi não ter conseguido fazer o segundo gol, que nos daria uma tranquilidade maior. São sempre jogos muito apertados, decididos nos detalhes", admitiu.

Depois de derrotar o Egito, o Brasil enfrentará o México na próxima terça-feira (3), em jogo válido pelas semifinais da Olimpíada de Tóquio 2020.

André Jardine define substitutos e quatro novos atletas para as Olimpíadas

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo

Richarlison é o grande nome da nova lista olímpica

O técnico da Seleção Olímpica André Jardine confirmou nesta sexta-feira, dia 2, os 22 nomes que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Ele fez três substituições na lista original de 18 atletas e acrescentou mais quatro jogadores.

Richarlison (Everton), Martinelli (Arsenal) e Douglas Augusto (Paok) substituem Pedro (Flamengo), Malcom (Zenit) e Gerson (Olympique de Marseille).

Lucão (Vasco da Gama), Reinier (Borussia Dortmund), Bruno Fuchs (CSKA) e Abner (Athletico-PR) completam a lista de convocados após a FIFA e o COI liberarem a inscrição de mais quatro atletas para a disputa deste ano, excepcionalmente.
Convocados para os Jogos Olímpicos

Goleiros
Santos, Brenno e Lucão

Laterais
Dani Alves, Gabriel Menino, Arana e Abner

Zagueiros
Diego Carlos, Gabriel Magalhães, Nino e Bruno Fuchs

Meio campistas
Douglas Luiz, Bruno Guimarães, Douglas Augusto, Matheus Henrique, Claudinho e Reinier

Atacantes
Matheus Cunha, Paulinho, Antony, Martinelli e Richarlison


Atual campeão olímpico, o Brasil foi cabeça de chave no sorteio para o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos. No grupo D, a Seleção Brasileira iniciará sua trajetória olímpica em Yokohama, contra a Alemanha, no dia 22 de julho. A segunda rodada será disputada no mesmo estádio, contra a Costa do Marfim, no dia 25. O fim da fase de grupos será no dia 28 de julho, contra a Arábia Saudita, em Saitama.

André Jardine acompanha decisão do Brasileiro Sub-20

Com informações da CBF
Foto: Pedro Vale / Foto FC

André Jardine acompanha decisão do Brasileiro Sub-20 2020

O técnico da Seleção Brasileira Sub-20 e da Seleção Olímpica, André Jardine, acompanhou o primeiro jogo da decisão do Brasileiro Sub-20 entre Atlético-MG e Athletico-PR, em Belo Horizonte, na noite deste domingo, 17. O Galo venceu por 2 a 1 com gols de Júlio Cesar e Iago. Vinícius Mingotti descontou para o Furacão. O treinador gostou do que viu nos primeiros 90 minutos. 

"Muito bom o jogo. Dois times bem preparados, que mereceram chegar até a decisão. O título está em aberto e será resolvido lá em Curitiba no próximo domingo", comentou Jardine. 

Em campo, ele pode ver em ação atletas como Leo Link, Luan Patrick e Jajá, convocados recentemente para a Seleção Sub-20 e campeões do Torneio Internacional realizado em dezembro, na Granja Comary. Também foi oportunidade de observar jogadores do radar da Seleção e outros que podem virar opções. 


"Nós reiniciamos essa semana a agenda de observações para a temporada. Temos os Jogos Olímpicos e o Sul-Americano Sub-20 neste ano. As competições nacionais de base têm sido fundamentais para dar mais experiência aos atletas. São muitos confrontos de alto nível, com camisas pesadas se enfrentando. O que podemos ver são times muito bem treinados e uma competitividade muito grande em campo. Essa combinação é importante para a Seleção Brasileira", conclui Jardine. 

No início da semana, o treinador também esteve presente nos dois confrontos de volta das semifinais da Taça Libertadores da América, quando Palmeiras e Santos garantiram vaga na grande final.

Cinco novos nomes na lista da Seleção Brasileira para o Pré-Olímpico

Foto: Thaís Magalhães/CBF

Jardine teve que fazer cinco trocas na convocação original

O técnico André Jardine convocou cinco novos atletas para o grupo que representará o Brasil no Torneio Pré-Olímpico, na Colômbia. A lista definitiva para a disputa da competição, que começa no dia 18 de janeiro, foi enviada à Conmebol nesta sexta-feira (27). 

Douglas Augusto (PAOK), Bruno Tabata (Portimonense), Dodô ( Shaktar Donestk), Nino (Fluminense) e Pepê (Grêmio) substituem Douglas Luiz ( Aston Vila), Martinelli (Arsenal), Emerson (Betis), Gabriel (Lile) e Wendel (Sporting), respectivamente.

O grupo completo se apresenta no dia 3 de janeiro na Granja Comary para o período de treinos. Dois jogos preparatórios estão previstos para essa etapa, mas os adversários, dias e horários serão definidos nos próximos dias. A Seleção Brasileira embarca para a Colômbia no dia 16 de janeiro. A estreia no Pré-Olímpico será no dia 19 contra o Peru.

Convocados:

Goleiros
Cleiton - Atlético Mineiro
Ivan - Ponte Preta
Phelipe - Grêmio

Laterais direito
Dodô - Shaktar Donestk
Guga - Atlético Mineiro

Laterais esquerdo
Ayrton Lucas - Spartak Moscou
Caio Henrique - Fluminense 

Zagueiros
Nino - Fluminense
Ibañez - Atalanta
Robson Bambu - Athletico Paranaense
Walce - São Paulo

Meio campistas
Bruno Guimarães - Athletico Paranaense
Douglas Augusto - PAOK
Igor Gomes - São Paulo 
Matheus Henrique - Grêmio
Reinier - Flamengo

Atacantes
Antony - São Paulo
Bruno Tabata - Portimonense
Pepê - Grêmio
Matheus Cunha - RB Leipzig
Paulinho - Bayer Leverkusen
Pedrinho - Corinthians
Yuri Alberto - Santos

André Jardine assume Seleção Brasileira Sub-20

Com informações do site oficial da CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

André Jardine espera repetir o desempenho na base do São Paulo na Seleção Sub-20

André Jardine é o novo técnico da Seleção Brasileira Sub-20. O profissional, de 39 anos, assinou contrato com a CBF nesta quarta-feira (3). Jardine se reuniu com o Coordenador de Seleções de Base, Branco, e com o presidente eleito da CBF, Rogério Caboclo, para acertar os próximos passos do trabalho que será desenvolvido na categoria.

Multicampeão a frente de equipes de base consideradas referências no Brasil, o novo comandante da Sub-20 soma 33 títulos, entre eles o bicampeonato da Copa do Brasil Sub-20 dos anos de 2015 e 2016 (ambos de forma invicta) e a Libertadores Sub-20 de 2016, todos estes pelo São Paulo, apesar de sua experiência no profissional do tricolor não ter sido de sucesso. "Chegar na Seleção é um sonho que se realiza. O sentimento é de um grande desafio, mas me sinto preparado para esse momento", diz Jardine. 

O Presidente eleito da CBF, Rogério Caboclo, destacou o vitorioso currículo de Jardine e a experiência do treinador em comandar jovens atletas. "Escolhemos o Jardine por entender que ele é o maior especialista em base no Brasil hoje. Trabalhou por mais de 15 anos e passou do Sub-10 ao Sub-20 com excelente aproveitamento. Os seus títulos impressionam". Caboclo anunciou uma mudança no modelo de trabalho da base. "Vamos segmentar as Seleções por ano de nascimento dos atletas para dar rodagem aos jogadores de cada idade com a camisa da Seleção".

André Jardine fará parte de um trabalho inédito na base da Seleção Brasileira, que resulta na convocação de atletas Sub-16, Sub-18 e Sub-19, além das categorias oficiais, Sub-15, Sub-17 e Sub-20. A ideia é monitorar ao máximo os jovens atletas do futebol brasileiro. "Convocaremos as Seleções com a maior frequência possível para treinos e amistosos. Vamos povoar a Granja Comary com a base do Brasil", acrescentou Caboclo.

O Coordenador de Base da CBF, Branco, pontua que a chegada de André Jardine representa o início de uma nova diretriz para o futuro da base da Seleção Brasileira. "Estamos começando uma etapa importante de um processo que recolocará a nossa base no protagonismo. E a contratação deste experiente profissional é um marco deste novo ciclo", afirmou.

Formado em Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), André Jardine iniciou a trajetória como treinador na base em 2003, no Internacional. Ficou por cerca de dez anos no Colorado e passou por todas as equipes de base, conquistando 24 títulos. Em meados de 2013, o técnico foi contratado para o Sub-17 do Grêmio. Comandou o Sub-20 do tricolor gaúcho e chegou a treinar a equipe principal.

O bom desempenho despertou a atenção do São Paulo, que o contratou no primeiro semestre de 2015. Em três anos, conquistou oito títulos no time sub-20 do Tricolor: Copa Ouro, duas Copas do Brasil, três Copas RS, Libertadores da América e Campeonato Paulista da categoria, e também chegou a comandar a equipe principal do time do Morumbi.

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