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De sonho a pesadelo - Os Paulistões do Santos pós-2016

Por Lucas Paes 
Foto: Ivan Storti / arquivo / Santos FC

O Santos campeão em 2016, o último título do Peixe no Paulistão

No ano de 2026, o Santos pode completar seu 10º ano sem títulos de primeira linha, entrando em mais uma incômoda fila. O Alvinegro Praiano viveu em anos recentes os piores momentos de sua história, mas estes 10 anos sem conquistas incluem times que eram bons e fizeram grandes campanhas. Um título menor que pelo menos poderia ter  tirado o alvinegro da fila era o Paulistão, campeonato em que o Santos fez incríveis 10 finais em 11 temporadas entre 2006 e 2016 (exceção a 2008, numa campanha bem ruim). Depois disso, o Paulista virou apenas mais um pesadelo do Santos.

Neste período, o Alvinegro foi finalista apenas no recente ano de 2024, quando foi derrotado pelo algoz quase eterno Palmeiras. Mas, no geral, o campeonato que era um sonho e quase uma rotina santista virou apenas mais um dos vários pesadelos do Peixe nos últimos anos sem conquistas de títulos, excetuando é claro a Série B. 

A linha do tempo começa com 2017, quando o Santos, ainda sob o comando de Dorival Júnior no começo da competição, faz uma campanha decente na primeira fase, mas cai diante da Ponte Preta nas quartas de final, perdendo em Campinas por 1 a 0 e vencendo no Pacaembu pelo mesmo placar, porém sendo batido pela Macaca, que seria vice, nos pênaltis. No ano seguinte, a equipe já mostrava sinais de mal futebol com Jair Ventura, mas chega até as semifinais nos trancos e barrancos, sendo derrotado pelo Palmeiras, também nos pênaltis, depois de reverter o 1 a 0 sofrido na Vila Belmiro para 2 a 1. 

A trajetória mais dolorosa para o Peixe envolvendo o Paulistão certamente veio em 2019. Sob o comando de Sampaoli, que segue sendo fantasma e sombra em qualquer momento onde o Alvinegro Praiano fique sem treinador, os santistas tiveram alguns momentos instáveis no torneio, terminaram em segundo na chave, mas no mata-mata, eliminaram o Red Bull de maneira inquestionável e depois da derrota em Itaquera, atropelaram o Corinthians no Pacaembu, porém o placar de 1 a 0 levou a decisão para os pênaltis, onde Cássio salvou a vida do Timão.

O ano de 2020 trouxe a tragédia humanitária da COVID-19 e a campanha santista naquele ano foi uma das mais estranhas de sua história. Sem jogar muito bem com Jesualdo Ferreira no estadual, o Alvinegro foi eliminado nas quartas de final para a Ponte Preta, em uma atuação particularmente infeliz do goleiro Vladmir, que perderia a vaga para John na sequência do ano. A partir de 2021, começa um dos piores períodos da história alvinegra e o Paulistão foi presságio disso.

Numa campanha tenebrosa, o Santos chegou a 2021 precisando vencer um confronto direto contra o São Bento para evitar o rebaixamento para o Paulistão da Série A2, o que seria um presságio do terrível período Rueda para o clube. Em 2022, o Alvinegro Praiano voltou a necessitar de uma vitória no último jogo para não ser rebaixado, vencendo o Água Santa de virada, vivendo alguns segundos de pesadelo na Vila. No terrível ano de 2023, a campanha ruim no estadual foi um presságio, com o rebaixamento sendo evitado, ao menos no estadual, de maneira antecipada, mas o jogo valendo classificação na última rodada terminando com goleada sofrida diante do Ituano, num presságio maldito do descenso.


Nos últimos dois anos o Santos voltou a figurar de maneira decente no estado. Ano passado, surpreendeu, fez ótima campanha com Carille, chegou a final e poderia ter vencido o Palmeiras não fosse por gols perdidos principalmente por Guilherme, que jogou fora uma chance clara de empatar o jogo quando estee estava 1 a 0. Neste ano, classificação tranquila novamente, mas eliminação para o Corinthians na semifinal, sem a presença do repatriado Neymar.

Para 2026, além de ser campeão da Sul-Americana, a prioridade do Santos tem também de ser conseguir o título paulista. Apesar de ter menor importância, o estadual ajudaria a diminuir a pressão em cima do elenco e tranquilizar a equipe para o resto do ano, além, é claro, de mandar para o espaço a marca dos 10 anos sem título. Vale ressaltar que este período já é o terceiro maior do clube sem título no Paulistão. O primeiro é o de 22 anos, entre 1984 e 2006 (mas que teve as conquistas de dois Brasileirões antes) e o segundo é de 20, entre a primeira taça do Paulistão, em 1935, e a segunda, em 1955.

Futebol Olímpico Masculino: confira o retrospecto de Brasil x México

Com informações da CBF
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Em Londres, 2012, o Brasil perdeu o Ouro para o México

A rivalidade entre Brasil e México ganha mais um capítulo nesta terça-feira, dia 3 de agosto. No Estádio de Kashima, no Japão, os dois países decidem uma das vagas na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Este será o 14º confronto entre as equipes olímpicas (sub-23*) de Brasil e México. Até o momento, são cinco vitórias brasileiras, quatro empates e quatro vitórias mexicanas. Ao todo, são 14 gols marcados pelo Brasil e 11 tentos do México.

Apesar do Brasil ter o retrospecto favorável, é o México quem venceu a única partida na própria Olimpíada. Foi em Londres 2012, na final do torneio, que os mexicanos derrotaram a Seleção por 2 a 1. Agora, o Brasil tenta devolver na mesma moeda e eliminar os rivais da competição em Tóquio.

Retrospecto da Seleção Olímpica: Brasil x México

Jogos: 13
Vitórias do Brasil: 5
Empates: 4
Vitórias do México: 4
Gols do Brasil: 14
Gols do México: 11
Maior vitória: Brasil 6 x 2 México - Jogos Pan-Americanos de Chicago (1959)
Maior derrota: Brasil 0 x 2 México - Copa Ouro da Concacaf (1996)

Confira a lista de confrontos entre os times olímpicos de Brasil e México

Jogos Pan-Americanos de Chicago (1959)
Brasil 6 x 2 México

Torneio Pré-Olímpico do Peru (1960)
Brasil 2 x 1 México

Jogos Pan-Americanos da Cidade do México (1975)
Brasil 1 x 1 México

Jogo preparatório (1976)
Brasil 0 x 0 México

Jogos Pan-Americanos de Caracas (1983)
Brasil 1 x 0 México

Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (1987)
Brasil 1 x 0 México

Copa Ouro da CONCACAF (1996)
Brasil 0 x 2 México
(apenas o Brasil com time olímpico)

Copa Ouro da CONCACAF (2003)
Brasil 0 x 1 México
(apenas o Brasil com time olímpico)


Copa Ouro da CONCACAF (2003)
Brasil 0 x 1 México
(apenas o Brasil com time olímpico)

Jogos Olímpicos de Londres (2012)
Brasil 1 x 2 México

Jogo preparatório
Brasil 1 x 1 México

Jogo preparatório
Brasil 0 x 0 México

O Gazeta de Ourinhos e as goleadas sofridas no Paulista B3 em 2001 e 2002

Foto: Estevan Mazzuia / Jogos Perdidos

O Gazeta no Parque São Jorge, quando enfrentou o Corinthians B, em 2001: levou 8 a 0

Alguns clubes são conhecidos por ter retrospectos bem negativos em algumas competições estaduais, ficando com a pecha de ruins. Em São Paulo, atualmente a fama é do Atlético Mogi, que não vence um jogo desde 2017. Porém, na época em que o futebol paulista tinha seis séries, um dos times que ficou com esta fama foi o Esporte Clube Gazeta, de Ourinhos. Disputando duas das três temporadas da Série B3, a equipe levou oito das 40 maiores goleadas da história da competição, inclusive a maior delas.

Fundado em 7 de setembro de 1948, o Esporte Clube Gazeta estreou profissionalmente em 1979, disputando o quinto escalão do futebol paulista. Entre 1980 e 1982, jogou a Terceira Divisão, se licenciando em seguida. Em 2000, o clube volta às competições da FPF, mas fica apenas 18º no Grupo A da Série B2, caindo para a B3, que seria criada em 2001.

Na Série B3 de 2001, o Gazeta esteve no Grupo B e até não começou tão mal assim a competição. Até era derrotado, mas por margens pequenas, e ainda conquistava alguns pontos como os empates com o Catanduvense, Iracemapolense, Ranchariense e Elosport (alguns com vitórias nas penalidades, como previa o regulamento), além de uma vitórias sobre o Itararé, por 2 a 1, em 23 de maio, e pelo mesmo placar sobre o Catanduvense, em 29 de julho.

Porém, ao ver que não teria chances de avançar na competição, o time "tirou o pé" e as goleadas começaram a vir. A primeira foi um 4 a 1 para o Pirassununguense, em 17 de junho, e depois veio um vexame atrás do outro: 5 a 0 para o Prudentino, 5 a 1 para o Comercial de Tietê, 4 a 1 para o Vocem, 5 a 0 para o Tanabi, 6 a 0 para o Iracemapolense, 5 a 0 para o Pirassununguense, 4 a 0 para a Ranchariense, 6 a 0 para o Elosport e 8 a 0 para o Corinthians B, com o time da foto desta matéria.

Em 2001, o Gazeta acabou ficando na 13ª colocação do Grupo B, com sete pontos, já que o Catanduvense foi eliminado da competição na 22ª rodada e seus resultados foram anulados na competição. Foram 10 goleadas sofridas na temporada. Mas em 2002 teria mais.

Imagem

No ano seguinte, o Gazeta ficou no Grupo 1 e, assim como em 2001, até não começou tão mal. As derrotas eram por diferenças pequenas e ainda arrancava alguns empates, como 4 a 4 contra o Itapetininga, 2 a 2 com o Votuporanga e Tanabi. Em 16 de junho, o time de Ourinhos sofre a primeira goleada: 6 a 0 para o Itararé, mas nas rodadas seguintes vêm duas vitórias: 2 a 1 sobre o Grêmio Barueri e 1 a 0 sobre o Vocem. Parecia até que a sorte iria mudar de lado, já que nas rodadas seguintes houveram empates com a Santacruzense (2 a 2) e Itapetininga (3 a 3). Eram quatro jogos sem perder!

Até parecia que o time ia engrenar. Mas ledo engano! Foram quatro goleadas em cinco jogos! 4 a 0 para o Votuporanga, aí veio uma derrota pro 3 a 1 para o Comercial, 4 a 1 para o Tanabi, 4 a 0 para o Itararé e, na última rodada, em 25 de agosto, o maior vexame: 9 a 0 para o Grêmio Barueri, time que o Gazeta havia vencido no primeiro turno. A maior goleada da história da B3!

No fim, com os resultados do Vocem cancelados, porque foi eliminado da competição, o Gazeta ficou com oito pontos e na lanterna do Grupo 1. Com os resultados negativos nas duas temporadas, a equipe de Ourinhos não disputou competições profissionais em 2003, se licenciando e nunca mais voltando a jogar.

Brasil x Haiti - O retrospecto do confronto

Seleções de Brasil e Haiti no amistoso de 2004

O Brasil enfrenta hoje, às 20h30, no horário de Brasília, o Haiti. Este será o primeiro confronto entre os dois times em uma competição oficial em categoria principal. Nos dois jogos que já aconteceram, a Seleção Canarinho leva uma enorme vantagem.

Antes de falar dos confrontos entre as seleções principais, vale ressaltar que Brasil e Haiti se enfrentaram em 2 de setembro de 1959, nos Jogos Pan-Americanos de 1959, realizados em Chicago, nos Estados Unidos. O Brasil ganhou com um placar bem elástico: 9 a 1.

Os jogadores desfilando em cima dos tanques

No feriado de Tiradentes do ano de 1974 (21 de abril) o Brasil enfrentou o Haiti no então Estádio Hélio Prates da Silveira, que mais tarde mudaria o nome para Mané Garrincha e foi reconstruído para a Copa de 2014. Por coincidência, a partida fazia parte da preparação dos brasileiros, então campeões mundiais, para a Copa do Mundo daquele ano, que foi realizada e ganha pela Alemanha Ocidental.

O Brasil não teve dificuldades para ganhar dos haitianos. Com gols de Paulo Cezar Caju, Rivellino, Marinho Chagas e Edu, o time comandado por Zagallo fez fáceis 4 a 0, passando a impressão de que se forçasse mais, o placar seria mais dilatado.

A taça da Copa do Mundo também desfilou no dia

O confronto voltaria a se repetir 20 anos depois e seria histórica. Depois de anos de Guerra Civil e confrontos internos, o Haiti recebeu uma missão da ONU para garantir a paz no país. E foi o exército brasileiro que comandou a ação. Fazendo parte da missão, foi organizado um amistoso entre o Brasil, que também era, na época, o atual campeão do mundo, e o Haiti.

Então, no dia 18 de agosto de 2004, jogadores como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Juninho Pernambucano e Roberto Carlos foram ovacionados pelos haitianos. Os jogadores e a taça da Copa do Mundo desfilaram pelas ruas de Port-Au-Prince, capital do Haiti, na parte de cima dos tanques, fazendo a festa de quem parou para vê-los passarem.

Ronaldinho Gaúcho cercado pelos haitianos

Já no gramado artificial do Stade Sylvio Cator, os brasileiros não tomaram conhecimento dos jogadores haitianos, que pareciam mais preocupados em trocar camisas e tirar fotos com os craques brasileiros. Roger (ex-Flu, duas vezes), Ronaldinho Gaúcho (três) e Nilmar deram os números para o placar de 6 a 0 para o Brasil. Mas os haitianos nas arquibancadas comemoraram como se fosse vitória da seleção deles.

Hoje a situação mudou um pouco. A Seleção Haitiana continua fraca, mas nem tanto como 12 anos atrás. Já a Seleção Brasileira passa por um dos piores momentos de sua história. Quem será que leva o jogo de hoje?

Briosa x Jabuca - confira retrospecto do clássico

Jogo realizado em junho deste ano

Neste domingo, Portuguesa Santista e Jabaquara fazem o clássico das colônias de Santos. Apesar de o jogo ser apenas para cumprir tabela, já que a Briosa não tem mais chances de classificação e o Jabuca está garantido na próxima fase com o segundo lugar do Grupo 3 do Paulista da Segunda Divisão, a Bezinha, esta será 197ª vez que as duas equipes se enfrentarão em um dos confrontos mais tradicionais do futebol paulista.

O clássico foi realizado 196 vezes, com 81 vitórias da Portuguesa Santista, 60 do Jabaquara e 55 empates. O clube da colônia lusitana fez 361 gols, contra 293 da equipe dos espanhóis. Grandes jogadores já estiveram em campo no clássico, como Tim, Argemiro, Samarone e Gylmar. Vale ressaltar que os lusitanos fundaram a Associação Atlética Portuguesa em 1917 ao assistirem a um treino do Hespanha, iniciando uma 'rivalidade' da Península Ibérica em plena Santos da década de 10.

O primeiro confronto foi em 6 de julho de 1919, quando o Hespanha, nome do Jabaquara na época, venceu por 1 a 0. O primeiro empate aconteceu em 14 de agosto de 1921, quando a partida terminou em 1 a 1. A primeira vitória da Briosa foi em 21 de abril de 1923, com o placar de 3 a 0.

Já o primeiro jogo válido por um Campeonato Paulista foi em 19 de maio de 1929, no Estádio Ulrico Mursa, quando as duas equipes empataram em 1 a 1. No segundo turno, vitória do Hespanha por 4 a 1, no campo da Vila Macuco, em 13 de outubro. Em 1944, veio a maior goleada do Jabaquara no confronto: 6 a 1 em 24 de setembro. Já a maior goleada da Briosa veio em 1969: um 8 a 0.

Clássico em 1936

O último jogo válido pela divisão principal do Paulistão foi em 2 de julho de 1961, quando o Jabaquara, que era o mandante mesmo com o jogo realizado em Ulrico Mursa, venceu a Briosa por 3 a 1. Neste campeonato, a Portuguesa Santista foi rebaixada e voltaria ao Paulistão em 1965. Já o Jabuca foi rebaixado em 1963 e nunca mais disputou o principal certame do estado. Nas quatro divisões estaduais, o clássico só não aconteceu até hoje na Série A3.

Já o último jogo entre as duas equipes foi em 14 de junho deste ano, no primeiro turno do Grupo 3 da Bezinha, Jabaquara e Portuguesa empataram em 0 a 0, apesar do domínio da Briosa, em jogo realizado no Estádio Espanha.

Mas o clássico já teve uma decisão, no mínimo, curiosa. Em 26 de janeiro de 1996, aniversário da cidade, Portuguesa Santista e Jabaquara jogavam pela Taça Cidade de Santos na Vila Belmiro. A partida era preliminar de Santos e Grêmio, válida pelo Torneio de Verão, competição organizada pelo SBT. Briosa e Jabuca empataram em 1 a 1 e a decisão da taça foi para os pênaltis.

Após cinco penalidades para cada equipe e nenhuma perdida, a definição do resultado foi para a moedinha, o famoso cara e coroa, e o Jabaquara venceu. A organização do Torneio de Verão ficou com medo de a decisão por pênaltis demorar e atrasar o jogo de fundo, que teria transmissão ao vivo pela rede de televisão de Sílvio Santos.

O Curioso do Futebol

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