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O "Clube dos 9 a 0" da Premier League

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O United foi o primeiro a aplicar goleada

Aplicar a maior goleada da história de uma competição não é um feito pequeno. Estas situações entram para a história e marcam a trajetória do clube que consegue tal proeza, honraria para vários clubes pelo mundo. A Premier League, curiosamente, tem uma lista até larga de maiores goleadas, todas pelo mesmo placar, de 9 a 0, mas envolvendo mais de uma situação com times diferentes. No último fim de semana, o Liverpool entrou na estatística, vencendo o Bournemounth de maneira impiedosa em Anfield em grande atuação de Firmino. 

A Premier League, é importante lembrar, é a nomenclatura que o Campeonato Inglês ganhou após a modernização da antiga Football League First Division. Historicamente, as maiores goleadas ocorreram ainda na era amadora, com dois placares de 12 a 0. Primeiro, o West Bromwich contra o Darwen em 1892 e depois o Nottingham Forrest contra o time que hoje é Leicester City em 1909. Já na era Premier League, os recordes foram de vários 9 a 0.

A primeira das grandes goleadas de 9 a 0 ocorreu com o Manchester United sob a batuta de Alex Fergunson em 1995. Os Red Devils fizeram 9 a 0 sobre o Ipswich Town no dia 4 de março de 1995. Os gols foram de Roy Keane, Andy Cole (cinco vezes), dois de Hughes e um de Paul Ince. Essa goleada ficou isolada no topo por muito tempo. 

Quem igualou ela foi o Leicester City, que ainda inclusive entrou para a história do futebol inglês como um todo, já que a goleada sobre o Southampton em 2019, jogando fora de casa é a maior vitória de um visitante na história da primeira divisão inglesa e não apenas da Premier League. Nesse dia, Ayoze Pérez e Jamie Vardy com três gols tiveram dias iluminados, contando ainda com a colaboração de Maddison, Chilwell e Tielemans. 

Pouco tempo depois, não se dando por satisfeito por aparecer apenas uma vez, o Manchester United goleou por 9 a 0 de novo. Para desespero do Southampton eles foram vítimas mais uma vez em 2 de fevereiro de 2021. Os artilheiros, neste dia, num Old Trafford sem torcida em meio a pandemia, foram vários. Wan-Bissaka, Rashford, Cavani, Martial, que foi o único com dois gols, McTominay, Bruno Fernandes, Daniel James e Bednarek, contra, marcaram. 


Então, neste recente dia 27 de agosto, o Liverpool decidiu também estabelecer essa marca. Jogando em Anfield, o questionado time de Klopp, de péssimo começo na Premier League, simplesmente atropelou o Bornemounth. Os Reds contaram com grande atuação de Firmino, que marcou duas vezes e deu quatro assitências. Também fizeram com Luís Diaz, que também fez dois, Harvey Elliott, Alexander Arnold, Van Dijk, Fábio Carvalho e Mepham contra. Sentiu falta de alguém? Pois é, Salah não só não fez como inclusive perdeu ótimas chances que transformariam o placar no líder isolado. Agora, mais uma entra na conta.

A bola na rede: é o máximo no futebol

Vamos dar uma olhada aos jogos que detêm recordes do maior número de gols marcados em várias ligas locais e torneios internacionais

As partidas de futebol detentoras de recordes

Alguém dá um chute... outro sobe acima de todos os outros e consegue uma cabeçada.... um especialista executa uma punição... e o resultado é o mesmo... A bola acaba na parte de trás da rede fazendo com que a multidão suba num rugido de deleite e felicidade. O seu time marcou um gol. E isso é o máximo no futebol. Mais ainda, se alguns, ou a maioria, dos torcedores ouviram os conselhos de aposta dados pelos profissionais da indústria e embolsaram um bom retorno à sua aposta.

Quanto mais vezes a bola cruza a linha entre as traves da baliza, mais jubilosos ficam os torcedores. No entanto, isto deve ser feito "de forma justa e direta", como diz a expressão. Já discutimos sobre casos em que as circunstâncias duvidosas de uma partida em que um grande número de gols tinha sido marcado. Vejamos agora os registros da história.

Arbroath - Bon Accord: 36 - 0

Este é o jogo que detém o recorde de mais gols marcados no século anterior. Foi realizado para a Copa da Escócia em 1885/1886 e é bastante indicativo das condições da época pois Bon Accord chegou para jogar o jogo sem sequer os seus uniformes. Outro recorde para este evento foi o fato de o goleiro do Arbroath Jim Milne não ter tocado na bola nem sequer uma vez!

Samoa Americana - Austrália: 0 – 31

Este jogo detém o recorde do maior número de gols marcados para uma vitória internacional. O curioso é que não aconteceu há muito tempo atrás no tempo. Foi registrado para a rodada de qualificação da Copa do Mundo de 2002 na Oceânia. Os cangurus tiveram uma onda tão ofensiva que também marcaram mais 22 gols contra Tonga para o jogo que detém o lugar #2 na mesma categoria!

Áustria - Suíça: 7 - 5

Esta é a pontuação mais alta para um jogo realizado durante uma fase final de uma Copa do Mundo e aconteceu para a edição de 1965 do torneio. Juntamente com a vitória da Hungria sobre a Alemanha Ocidental com 8-3 e a vitória dos alemães sobre a Turquia com 7-2, é a competição que detém o histórico da média mais alta de vezes em que a bola terminou no fundo da rede por jogo.

Portsmouth - Reading: 7 – 4

É sabido que a Premier League inglesa é o palco para alguns resultados incríveis com pontuações como 7-2, ou emocionantes 5-5 empates. O jogo que detém o record data da temporada 2007/2008 e a surpresa é que 5 dos gols foram marcados após os 75 minutos do jogo!

KR Reykjavik - Feyenoord: 2 - 12

Este é o maior número de gols marcados num único jogo realizado para uma Copa Europeia e remonta à temporada de 1969/1970. No entanto, a vitória do Borussia Dortmund sobre o Legia Warsaw com 8-4 para a temporada 2016/2017, é considerada como o resultado mais impressionante da categoria, uma vez que 6 gols já tinham sido marcados antes de o relógio mostrar o 30º minuto do jogo!

Mesmo os melhores palpites de futebol não podem prever este tipo de resultado. No entanto, os apostadores seriam prudentes em prestar atenção às previsões que vão para mais de 3-4 gols de diferença entre dois lados em um confronto. Tais sugestões podem indicar jogos com pontuação alta de mais de 6 gols, o que poderia levar a grandes lucros num mercado com mais de 5 ou mesmo mais de 6 gols no total.

As grandes goleadas da Copa do Brasil

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Caiçara, do Piauí, levou a maior goleada da Copa do Brasil

A Copa do Brasil é a competição mais democrática do futebol brasileira. Ampla e envolvendo todo o país, a competição já teve campeões completamente inesperados (Santo André e Paulista, principalmente), já teve times pequenos indo muito longe, mesmo sem ganhar o título, porém já proporcionou grandes goleadas. Na última quarta-feira, vulgo ontem, dia 8, o São Paulo entrou novamente na lista das maiores aplicando 9 a 1 no simpático 4 de julho, do Piauí. Mas há outras goleadas à frente.

Uma competição que coloca muitos times de realidades diferentes se enfrentando obviamente já criou muitas goleadas. Diversas equipes já fizeram por exemplo goleadas de 7 a 0. Goleadas por 9 a 1 não são exatamente tão comuns. Como o São Paulo, na noite deste dia 8, apenas o Inter num jogo contra o Ji Paraná, válido pela Copa do Brasil de 1993, na primeira fase.

Uma lista bastante restrita na qual o Tricolor também tem um lugar são as goleadas por 10 gols de diferença. Sem muito esforço, a primeira que lembramos nessa categoria, pelo menos pensando em jogos mais recentes ocorreu há 11 anos, em 2010, quando Neymar, Robinho e companhia aplicaram sonoros 10 a 0 sobre o Naviraiense, na Vila Belmiro, em jogo inclusive que este que vos escreve estava presente. O time do Morumbi aplicou tal placar sobre o Botafogo, da Paraíba, em 2001.

Mas, o maior placar de todos os tempos na Copa do Brasil é uma exclusividade mineira. Em 28 de fevereiro de 1991, no Estádio Independência, o Atlético Mineiro pegou o Caiçara, também do estado do Piauí e aplicou sonoros 11 a 0 na equipe piauiense, depois de ganhar de apenas 1 a 0 jogando na casa do time nordestino, se classificando para a segunda fase da competição, que terminaria com o título do Criciúma, na primeira zebra da história da competição.


Naquele dia, o destaque foi do atacante Gérson Silva, que morreu prematuramente com 28 anos em 1994 e marcou cinco gols. Os outros foram de Marquinhos (2), Edu Zanelo (2) e Sérgio Araújo. O time mineiro avançou para a fase seguinte, onde acabou caindo para o Criciúma, que como já dito seria campeão daquela edição. O recorde estabelecido pelos atleticanos, porém, segue intocável e inalcançável até hoje, 30 anos depois.

O Gazeta de Ourinhos e as goleadas sofridas no Paulista B3 em 2001 e 2002

Foto: Estevan Mazzuia / Jogos Perdidos

O Gazeta no Parque São Jorge, quando enfrentou o Corinthians B, em 2001: levou 8 a 0

Alguns clubes são conhecidos por ter retrospectos bem negativos em algumas competições estaduais, ficando com a pecha de ruins. Em São Paulo, atualmente a fama é do Atlético Mogi, que não vence um jogo desde 2017. Porém, na época em que o futebol paulista tinha seis séries, um dos times que ficou com esta fama foi o Esporte Clube Gazeta, de Ourinhos. Disputando duas das três temporadas da Série B3, a equipe levou oito das 40 maiores goleadas da história da competição, inclusive a maior delas.

Fundado em 7 de setembro de 1948, o Esporte Clube Gazeta estreou profissionalmente em 1979, disputando o quinto escalão do futebol paulista. Entre 1980 e 1982, jogou a Terceira Divisão, se licenciando em seguida. Em 2000, o clube volta às competições da FPF, mas fica apenas 18º no Grupo A da Série B2, caindo para a B3, que seria criada em 2001.

Na Série B3 de 2001, o Gazeta esteve no Grupo B e até não começou tão mal assim a competição. Até era derrotado, mas por margens pequenas, e ainda conquistava alguns pontos como os empates com o Catanduvense, Iracemapolense, Ranchariense e Elosport (alguns com vitórias nas penalidades, como previa o regulamento), além de uma vitórias sobre o Itararé, por 2 a 1, em 23 de maio, e pelo mesmo placar sobre o Catanduvense, em 29 de julho.

Porém, ao ver que não teria chances de avançar na competição, o time "tirou o pé" e as goleadas começaram a vir. A primeira foi um 4 a 1 para o Pirassununguense, em 17 de junho, e depois veio um vexame atrás do outro: 5 a 0 para o Prudentino, 5 a 1 para o Comercial de Tietê, 4 a 1 para o Vocem, 5 a 0 para o Tanabi, 6 a 0 para o Iracemapolense, 5 a 0 para o Pirassununguense, 4 a 0 para a Ranchariense, 6 a 0 para o Elosport e 8 a 0 para o Corinthians B, com o time da foto desta matéria.

Em 2001, o Gazeta acabou ficando na 13ª colocação do Grupo B, com sete pontos, já que o Catanduvense foi eliminado da competição na 22ª rodada e seus resultados foram anulados na competição. Foram 10 goleadas sofridas na temporada. Mas em 2002 teria mais.

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No ano seguinte, o Gazeta ficou no Grupo 1 e, assim como em 2001, até não começou tão mal. As derrotas eram por diferenças pequenas e ainda arrancava alguns empates, como 4 a 4 contra o Itapetininga, 2 a 2 com o Votuporanga e Tanabi. Em 16 de junho, o time de Ourinhos sofre a primeira goleada: 6 a 0 para o Itararé, mas nas rodadas seguintes vêm duas vitórias: 2 a 1 sobre o Grêmio Barueri e 1 a 0 sobre o Vocem. Parecia até que a sorte iria mudar de lado, já que nas rodadas seguintes houveram empates com a Santacruzense (2 a 2) e Itapetininga (3 a 3). Eram quatro jogos sem perder!

Até parecia que o time ia engrenar. Mas ledo engano! Foram quatro goleadas em cinco jogos! 4 a 0 para o Votuporanga, aí veio uma derrota pro 3 a 1 para o Comercial, 4 a 1 para o Tanabi, 4 a 0 para o Itararé e, na última rodada, em 25 de agosto, o maior vexame: 9 a 0 para o Grêmio Barueri, time que o Gazeta havia vencido no primeiro turno. A maior goleada da história da B3!

No fim, com os resultados do Vocem cancelados, porque foi eliminado da competição, o Gazeta ficou com oito pontos e na lanterna do Grupo 1. Com os resultados negativos nas duas temporadas, a equipe de Ourinhos não disputou competições profissionais em 2003, se licenciando e nunca mais voltando a jogar.

As maiores goleadas da história da Libertadores

Por Lucas Paes

Tradicional, o Peñarol aplicou a maior goleada da história da Libertadores

Apesar de ser marcada pelos jogos complicados, pegados, decididos no detalhe, sendo que as vezes esse detalhe vem do extracampo, a Copa Libertadores também já teve algumas (muitas) goleadas bem "largas.". Veremos aqui as cinco maiores goleadas da história da competição e seu contexto na edição da Libertadores em que ocorreram.

07 de Julho de 1963 - Peñarol (Uruguai) 9 x 1 Everest (Equador) - Estádio Centenário

Empatado com algumas goleadas de oito gols de diferença, incluindo a do Santos contra o Bolívar em 2012, aparece a destruição aplicada por Spencer e cia. em cima do Everest, do Equador. Aliás, o gigante Spencer foi autor de cinco dos nove gols do Peñarol na partida. Matosas marcou outros dois, Pedro Rocha e Abbadie fizeram os outros gols do Peñarol. Gando descontou o placar. O resultado colocou os aurinegros a caminho da semifinal, onde acabariam batido pelo Boca Júniors. O Boca perderia a final para o Santos, de um tal de Pelé.

28 de fevereiro de 1962 - Santos (Brasil) 9 x 1 Cerro Porteño (Paraguai) - Vila Belmiro

O Santos de um tal de Pelé é justamente autor do quarto lugar da lista. Também válido pela primeira fase, o duelo ocorreu em 1962, diante de uma Vila Belmiro que, como até hoje é, não era muito convidativa á pelejadores de outros cantos do mundo. O tradicional Cerro Porteño descobriu isso de terrível maneira. Pepe abriu os trabalhos antes de Insfrán empatar. Porém, a partir daí foi um massacre. Coutinho, três vezes, Pepe, com outros dois, Pelé, com mais dois e Zito fecharam a conta para o Alvinegro Praiano, que rumava rumo a sua primeira aventura de sucesso na Libertadores.

11 de Março de 1970 - River Plate (Argentina) 9 x 0 Universitário La Paz (Bolívia) - Monumental de Nuñez

Em 1970, o ainda pouco exibido em terras continentais River Plate enfrentou o Universitário de La Paz pela primeira fase no Monumental e não tomou conhecimento dos bolivianos. Oscar Mas, marcou quatro vezes, sendo responsável pelo primeiro e pelo último gol do jogo. Daniel Onega fez outros três e Merlo e Montivero fecharam o marcador para os Millonarios. O River Plate foi até a semifinal naquela edição, perdendo para o Estudiantes, de La Bruja Verón, campeão da Libertadores em 1970.

22 de Março de 1971 - Peñarol (Uruguai) 9 x 0 The Strongest (Bolívia) - Estádio Centenário

Olha eles aqui de novo. O Peñarol carrega uma história gigantesca dentro de suas listras amarelas e pretas e as goleadas são partes dela. O bicho papão uruguaio apavorou pesadelos bolivianos neste jogo da primeira fase em 1971. Castronovo, cinco vezes, Corbo, com dois gols, Ermindo Onega (irmão do Daniel do jogo anterior) e Acuña marcarma os gols dessa achapante vitória. Porém, apesar do passeio, o Peñarol morreria curiosamente ainda na primeira fase naquele ano. Fica o registro porém, do chocolate aplicado em cima do aurinegro boliviano.

15 de Março de 1970 - Peñarol (Uruguai) 11 x 2 Valencia (Venezuela) - Estádio Centenário

Fechando a lista, de novo aparece o titã uruguaio. Curiosamente jogando para um público baixo, o Peñarol não tomou conhecimento do Valencia de Carabobo, da Venezuela. Aquele jogo valia pela última rodada da primeira fase e caso vencesse o time venezuelano poderia até classificar. Porém, o sonho foi logo destroçado pelo Manya. Spencer, Losada e Onega fizeram dois gols cada um. Pedro Rocha fez três e Acuña e Cáceres deixaram sua marca uma vez cada um. Os venezuelanos conseguiram marcar com Lovizutto e Roberto Salles, mas nada que mudasse o cruel e histórico destino de levarem a maior goleada da história da Libertadores, um recorde ainda não batido.

Brasil 14 x 0 Nicarágua - Uma goleada histórica no Pan de 1975

Por Victor de Andrade

A Seleção na final do Pan de 1975. Durante a campanha, uma goleada por 14 a 0
Em pé: Mauro, Batista, Edinho, Tecão, Carlos e Chico Fraga
Agachados: Rosemiro, Eudes, Luís Alberto, Cláudio Adão e Santos

Em 1975, a Seleção Brasileira conquistou a medalha de ouro no torneio de futebol masculino dos Jogos Pan-Americanos de 1975, realizados na Cidade do México. A conquista, que foi dividida com os donos da casa, após empate no tempo normal e prorrogação (decidiram 'repartir' o título, ao invés de fazer a decisão por pênaltis), teve uma campanha quase irretocável, com direito a uma histórica goleada por 14 a 0 sobre a Nicarágua.

O Brasil era representando por uma seleção amadora (a famosa regra olímpica da época), mas que contou com nomes que faria sucesso no futebol, como o goleiro Carlos, o zagueiro Edinho, o meia Batista e o atacante Cláudio Adão. A equipe tinha caído no Grupo D da competição, ao lado de Costa Rica, El Salvador e Nicarágua e fez as partidas no Estádio Azteca, que tinha sido palco do tri cinco anos antes.

A Seleção Brasileira estreou com vitória sobre a Costa Rica por 3 a 1. No jogo seguinte, nova vitória, mas desta vez contra El Salvador: 2 a 0, com gols de Cláudio Adão e Edinho. Com a classificação para a fase seguinte garantida, o técnico Zizinho resolveu fazer alguns testes na equipe para enfrentar a Nicarágua. E não é que deu certo!

No dia 17 de outubro de 1975, o Brasil entrou no gramado do Azteca com sede de gol. E coitada da Nicarágua, que havia sido goleado por El Salvador (4 a 1) e Costa Rica (5 a 1). Mal sabiam que o pesadelo seria ainda maior naquele dia.

O Brasil entrou em campo com alguns atletas que depois fariam fama no futebol brasileiro e mundial, como os já citados Edinho e Batista (que entrou no segundo tempo), Rosemiro, Marcelo Oliveira e Bianchi. Outros, como Carlos, Cláudio Adão não jogaram, apesar de serem titulares.

Um dos jogadores que foram testados nesta partida, o então atacante do Fluminense Luís Alberto, estava infernal e marcou em quatro oportunidades. Santos, do Santa Cruz e outro testado por Zizinho, Marcello, do Atlético Mineiro, e Batista, do Inter, marcaram dois cada. Rosemiro, Erivelto, Eudes e Chico Fraga completaram o placar: Brasil 14, Nicarágua 0.

O resultado foi histórico! Era a maior goleada de uma seleção brasileira em todos os tempos, com recorde sendo mantido até hoje. O resultado fez com que o Brasil fosse para a segunda etapa da competição com muita força.

Depois da histórica goleada, o time foi para a segunda fase, onde goleou a Bolívia (6 a 0) empatou com Argentina (0 a 0) e novamente voltou a fazer um placar dilatado, marcando 7 a 0 em Trinidad e Tobago, garantindo seu lugar na decisão, onde o empate com o México fez com que a medalha de outo fosse dividida. Aliás, a Fifa não considera esta conquista, pois a partida não terminou, mas a Odepa, organizadora dos Jogos Pan-Americanos, conta a medalha de ouro no quadro da entidade.

Ficha Técnica
BRASIL 14 X 0 NICARÁGUA

Data: 17 de outubro de 1975
Local: Estádio Azteca - Cidade do México - México
Árbitro: I. Calderon (Cuba)

Gols: Luís Alberto, Luís Alberto, Luís Alberto, Luís Alberto, Santos, Santos, Rosemiro, Erivelto, Eudes, Chico Fraga, Batista I, Batista I, Marcello, Marcello

Brasil: Zé Carlos; Mauro, Bianchi, Edinho e Chico Fraga; Alberto Leguelé (Batista), Eudes e Rosemiro; Luís Alberto (Marcelo Oliveira), Erivelto e Santos - Técnico: Zizinho

Nicarágua: Salvador Dubois Leiva; Silvio Aguirre Villavicencio, Francisco Hernández Tapia, Ricardo Fernández Ortiz e Edgard Flores Donaire; Victor Grausa, Maurício Cruz Girón e Armando Cuadra Serrano; Rodolfo Acevedo Molina (Maurício Rivaz Lopes), Francisco Romero Mendoza e Gustavo Sequeira Moreno.

Maiores goleadas da história do Brasileirão Feminino

Por Lucas Tavares

A maior goleada do Brasileirão Feminino é da Ferroviária: 16 a 1 no Pinheirense em 2014
(foto: Guerreiras Grenás)

O Brasileirão não é o campeonato mais cobiçado somente entre os homens. Na versão feminina da competição, o 'bicho também pega'. Apesar de ser um campeonato recente, tendo iniciado apenas em 2013, há de se destacar as sonoras goleadas que as meninas aprontam na mais importante competição nacional da modalidade.

O gol é o êxito máximo de uma partida, e já imaginou, na atualidade, um jogo de Primeira Divisão com 17 gols? Pois bem, em outubro de 2014 a Ferroviária aplicou sonoros 16 a 1 na equipe do Pinheirense, do Pará, que foi, até hoje, a maior goleada da história do campeonato.

A Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara, foi o palco desse massacre. A atacante Raquel, que também defende a seleção brasileira, marcou oito gols nesta partida, seguido de três de Adriane Nenê, dois de Rafaela Travalão e Paula, além de um de Paty. Já Pingo marcou o gol de honra do Pinheirense.

Outras goleadas parecidas a essa, com mais de 10 gols, também ocorreram ao longo desses quatro anos. O curioso é que todas realizadas no mês de setembro:

Centro Olímpico 13 x 0 Duque de Caxias em setembro de 2015
Tiradentes-PI 11 x 1 Viana-MA em setembro de 2013
São José 10 x 0 Mixto em setembro de 2015
Tiradentes-PI 10 x Vianna-MA também em setembro de 2015

Em 2016 não houve goleadas acima de 10 gols e é o que, provavelmente, não deva ocorrer em 2017. Como neste ano, houve a criação da Série A-2 e, consequentemente, a diminuição para 16 clubes no principal escalão do futebol feminino brasileiro, a competitividade e equilíbrio devem ser maiores, o que tornam goleadas como as citadas cada vez mais difíceis.

Porém, podemos esperar até setembro, para ver se 2017 será diferente do ano anterior e e se volta com a tradição das goleadas humilhantes de 10 ou mais gols durante o mês.

O Curioso do Futebol

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