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CBF anuncia saída da técnica Pia Sundhage

Foto: Carla Souza / AFP

A saída de Pia Sundhage foi anunciada nesta quarta-feira

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta quarta-feira, dia 30, o desligamento da técnica Pia Sundhage do comando da Seleção Brasileira Feminina de Futebol. A treinadora sueca assumiu a Seleção Feminina em julho de 2019.

"Encerramos a partir de hoje o trabalho de Pia com a CBF. Quero agradecer a ela e a todos aqueles que conviveram e fizeram parte da comissão técnica da Seleção Brasileira Feminina de Futebol, que participou da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023", disse o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

"Pia trouxe também, nesse período de 2019 até aqui, um trabalho que, para a CBF e para o futebol brasileiro como um todo, foi muito importante. Desejamos a ela, em seus novos desafios, todo o sucesso", complettou o mandatário da entidade que rege o futebol brasileiro.

Com Pia Sundhage, as brasileiras tiveram 36 vitórias, 12 empates e 10 derrotas em 58 jogos. Além disso, conquistaram a Copa América de 2022. Porém, a frustração nos Jogos Olímpicos de Tóquio trouxe frustração.


Posteriormente, a fraca campanha na Copa do Mundo de 2023, na qual o Brasil amargou. Nos próximos dias, a CBF irá anunciar a nova comissão técnica, que iniciará o ciclo visando os Jogos Olímpicos Paris 2024 e a próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA

Pia avalia período de preparação antes da estreia na Copa do Mundo

Com informações da CBF
Foto: Thaís Magalhães / CBF

Pia Sundhage é a treinadora da Seleção Brasileira Feminina

Foi uma longa caminhada de preparação até a chegada deste momento. Após quinze dias de trabalhos na Gold Coast, a Seleção Brasileira irá para a sua sede na primeira fase da Copa do Mundo. Faltando seis dias para a estreia, a delegação embarca, nesta terça-feira (18) para Brisbane para finalizar os últimos preparativos antes da estreia diante do Panamá, no dia 24 de julho.

A equipe brasileira desembarcou na Austrália no dia 4 de julho, de lá pra cá, o grupo contou com quatorze dias de atividades no campo do Royal Pines. Tempo suficiente para a adaptação ao fuso horário de 13h e também para ajustar a parte física e tática das jogadoras.

"Fizemos uma preparação levando em conta que as jogadoras estavam atuando em diferentes ligas no mundo, algumas nos Estados Unidos, Europa e Brasil, elas vieram de diferentes lugares. Agora todas estão no mesmo lugar e na mesma página. E essa é a real razão para estarmos aqui e as jogadoras fizeram um trabalho incrível", avaliou Pia Sundhage.

No período de preparação, a Seleção Feminina realizou dois jogos-treinos, um diante da China e o outro contra a Seleção Masculina Sub-15 de Queensland. Para Pia, esta foi uma importante oportunidade para testar algumas opções na escalação inicial das partidas.

"Tivemos um ótimo período de preparação, com muitos treinos e tentamos ao máximo ter muitos confrontos de 11 x 11. As jogadoras estão cansadas. Agora estamos prontas para começar essa Copa do Mundo", destacou.


O Brasil estreia no Mundial na próxima segunda-feira (24) diante do Panamá, em Adelaide (AUS). Na sequência, enfrenta a França, no dia 29, em Melbourne, e fecha a participação na fase de grupo contra a Jamaica, no dia 2 de agosto.

Pia Sundhage celebra conquista da Copa América

Com informações da CBF
Foto: Thaís Magalhães / CBF

Pia é jogada para cima pelas jogadoras, na comemoração do título

A noite deste sábado reservou algumas primeiras vezes à experiente treinadora Pia Sundhage. A vitória de 1 a 0 sobre a Colômbia, que garantiu à Seleção Brasileira o octacampeonato da CONMEBOL Copa América, foi o primeiro título oficial da técnica à frente da Canarinho. Além disso, a conquista fez com que Sundhage entrasse para a história como a primeira treinadora mulher campeã do torneio. Ela também comandou da primeira equipe da história a finalizar a competição sem sofrer gols.

“É sempre muito bom fazer algo que ninguém conseguiu fazer antes. Não ceder gols é impressionante e isso se deve a uma defesa sólida, com jogadoras experientes como a Tamires. Temos jogadoras mais jovens na frente da última linha e, para mim tem sido fantástico vivenciar a Copa América. Por tudo que já vi estando nos EUA, na China e na Suécia, em todas aquelas Copas e Olimpíadas, estou muito grata pela final e pela atmosfera, porque as duas equipes mereciam isso. E estou muito orgulhosa de ter vindo lá da Suécia e ganhado essa bela medalha, graças às minhas jogadoras. Muito obrigada”, comemorou.

A treinadora também analisou a partida que definiu o campeonato. Para ela, a Canarinho pode atuar melhor, mas os méritos das anfitriãs não passaram despercebidos. “Não conseguimos manter a posse no meio de campo. Elas roubaram a bola nesse setor e nós não mudamos o ponto de ataque para usar as alas e alargar o campo. A Colômbia teve 12 ou mais contra-ataques na primeira meia hora de jogo. Isso significa que estamos perdendo a bola lá na frente, quando estamos avançando, e não fazemos o balanço defensivo. A Colômbia fez um ótimo jogo e foi muito inteligente ao recuperar a bola, ir ao ataque e nos pressionar”, disse.

Final - Primeiramente, eu gostaria de agradecer a essa cidade, à Colômbia e seus torcedores, porque fizeram um ótimo jogo, um ótimo evento, ainda que nós não tenhamos jogado tão bem. Tivemos alguns problemas desde os primeiros minutos, mas tivemos o pênalti a nosso favor e conseguimos não sofrer gols da Colômbia com uma boa atuação na defesa.

Análise da atuação e dos próximos desafios - Esse jogo nos deu um ótimo ponto de partida, porque as jogadoras jovens, junto às mais experientes, como a Tamires, tiveram a chance de manter esse 1 a 0 diante de uma grande torcida. É um contexto de muita emoção e, taticamente, podemos ser melhores, mas todo jogo nos ensina e essa final foi uma ótima professora para todas nós. Se você olhar para as jogadoras mais novas, acredito que elas aprenderam algumas coisas que nos ajudarão a evoluir na preparação para a Copa do Mundo.

Brasil foi melhor do que a Colômbia? - Sim, fomos melhores, porque ganhamos o jogo de 1 a 0, e jogamos partidas anteriores que nos levaram até a final. Não acho que fizemos um jogo bonito, mas foi eficiente. A Colômbia não criou grandes chances e, enquanto isso, mantivemos o placar de 1 a 0. Acredito sim que somos a melhor equipe.


Próximos passos na evolução - O principal é o aspecto tático, especialmente quando começamos o jogo e em relação ao ataque. A defesa é sólida e fomos bem nisso durante a partida, mas precisamos ser mais táticas e ter mais capacidade de mudar essa tática. As jogadoras que vêm do banco às vezes vão bem e, em outras, não vão como queríamos. É um desafio para jogadoras mais novas, porque atletas dessa idade, principalmente as brasileiras, têm muitos sentimentos. Se jogam com base nas emoções e vão bem, é fantástico. Mas se vão mal, precisam confiar na compactação e na tática. Para melhorar isso, precisamos de jogadoras experientes e de confrontos com adversários fortes.

O dia em que Pia Sundhage balançou as redes da Seleção Brasileira

Por Edson de Lima
Foto: Arquivo

Pia Sundhage quando defendia a Seleção Sueca

A Copa do Mundo de Futebol Feminino da China em 1991 foi um divisor de águas na história da modalidade em âmbito mundial. Disputada por 16 equipes e com representantes dos 5 continentes, além da chancela e organização da FIFA. Estes foram fatores importantes para a sequência da competição que é realizada até os dias de hoje.

No que diz respeito ao futebol de nosso país, a seleção do Brasil na ocasião foi comandada por Fernando Pires (antigo zagueiro do Fluminense e clubes do futebol de Portugal) e disputou o grupo B ao lado de Japão (vitória por 1 a 0), Estados Unidos (derrota por 5 a 0) e Suécia derrota por 2 a 0), com uma campanha irregular (1 vitória e 2 derrotas) e saldo negativo de gols de menos 6. Isso posto, vamos falar especificamente sobre o jogo de despedida do Brasil nesta competição.

Brasil x Suécia - O jogo era de fundamental importância apenas para as brasileiras, já que até aquele momento a Suécia contava com uma derrota para os Estados Unidos (3 a 2) e uma vitória acachapante sobre o Japão por sonoros 8 a 0 ou seja, para avançar na Copa, o Brasil precisaria tirar um saldo altíssimo de gols.

O jogo - Em campo no dia 21 de novembro, às 15h30 no Estádio de Panyu com um público aproximado de 12 mil pessoas presentes, o técnico Fernando Pires escalou o Brasil da seguinte forma: 1 Meg, 2 Rosa, 3 Marisa (cap), 4 Elane e 6 Fanta; 13 Márcia Tafarel, 5 Marcinha (depois 15 Pretinha), 11 Cenira e 16 Doralice; 9 Adriana Alvim (depois 14 Nalvinha) e 10 Roseli.

Já o treinador Gunilla Paijkull escalou a Suécia assim: 12 Ing Marie Olsson, 13 Marie Ewrelius, 4 Camilla Fors, 17 Marie Karlsson (depois 16 Ingrid Johansson) e 18 Pamilla Larsson; 6 Malin Swedberg, 8 Susanne Hedberg, 7 Pia Sundhage e 14 Camilla Gustafsson; 11 Anneli Andelen e 15 Helen Nilsson.


Os gols da partida saíram aos 42 minutos do primeiro através de Pia Sundhage cobrando pênalti (ela terminou a Copa com 4 gols) e aos 11 minutos do segundo tempo, através de Susanne Hedberg. A Suécia avançou na competição e chegou ao terceiro lugar (na segunda fase venceu a China por 1 a 0, nas semifinais perdeu para a Noruega por 4 a 1 e na decisão do "bronze " venceu a Alemanha por 3 a 1).

Este foi o primeiro jogo em que Pia, atual treinadora da Seleção Brasileira de futebol feminino (estreou em setembro de 2019) fez contra o Brasil (ela enfrentaria novamente o Brasil na Copa do Mundo de 1995, ainda como atleta).

Após eliminação em Tóquio, Pia Sundhage projeta próximo ciclo

Com informações da CBF
Foto: Sam Robles / CBF

Pia Sundhage durante o jogo em que o Brasil foi eliminado pelo Canadá

Uma derrota doída, que serve de combustível para trabalhar por mais. Assim a técnica Pia Sundhage resumiu a eliminação da Seleção Brasileira diante do Canadá nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Para a treinadora, um ritmo de jogo mais veloz poderia ter ajudado a equipe na partida desta sexta-feira (30).

“Estou muito triste, e peço desculpas por não termos conquistado a vaga nas semifinais. Tenho que voltar e fazer melhor meu dever de casa para que a gente se saia melhor da próxima vez. Acho que o jogo foi emocionante, nós jogamos bem, mas talvez pudéssemos imprimir um ritmo mais veloz. No fim das contas, o Canadá dificultou muito as coisas para nós, e perder nos pênaltis é muito difícil”, lamentou.

Pia completa, neste mês, dois anos no comando das Guerreiras do Brasil. Para o próximo ciclo, ela vê como prioridade o desenvolvimento de dois aspectos da equipe: o físico e o psicológico.

"A mensagem que fica é que o futuro do futebol feminino brasileiro é promissor. Se o Brasil quer, e nós queremos, estar o mais alto possível no nível internacional, precisamos trabalhar duas coisas: melhorar nosso condicionamento físico, para ter a capacidade de fazer, ao fim do jogo, todas as coisas maravilhosas que somos capazes de fazer no início da partida ou de um torneio, e também um pouco do aspecto psicológico. Juntos, esses dois compõem também a força de um time. Eu acho que fomos um time bem coeso, e acho que há margem para melhora nesses setores”, admitiu.

Pia fez ainda um balanço desse período à frente da Seleção, e também apontou que tipo de habilidades as jogadoras brasileiras precisam desenvolver para conseguir um espaço na equipe. Diante da renovação do setor de meio-campo, com a despedida de Formiga das Olimpíadas, por exemplo, a técnica vê a necessidade de contar com peças que consigam contribuir tanto no ataque quanto na defesa.

“Em relação ao que nós conseguimos melhorar nesse período, acredito que nossa defesa é mais organizada do que antes. Mas é verdade que nós precisamos muito de meias que controlem o ataque. E eu gostaria de ver mais meias como a Angelina, que para mim é parte desse futuro, com qualidade nos dois lados. Quando você olha para trás e pensa na partida, talvez venha à mente: ‘podíamos ter feito mais no ataque’. Mas aí talvez não conseguíssemos ser tão consistentes na defesa. Para mim, é uma questão de equilíbrio”, disse, projetando os próximos passos para esse desenvolvimento.


“No fim das contas, nós não perdemos, mas precisamos marcar mais gols. E encontrar jogadoras criativas no meio é muito importante porque essa jogadora precisa tanto de habilidades ofensivas quanto defensivas. Precisamos acionar jogadoras como a Tamires, e dar um jeito de encontrar o caminho no último terço do campo para achar o último passe. Atualmente, nós temos essas jogadoras no Brasil, mas elas não são tão boas defensivamente e não conseguem jogar 90 minutos nesse nível que o futebol internacional exige. Mas nós temos essas jogadoras, então o meu trabalho é incentivá-las a melhorar o condicionamento físico e a organização, já que o jogo exige atacar e defender juntas”, concluiu

Com a derrota para o Canadá nos pênaltis, a Seleção Feminina dá adeus à disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A equipe agora volta suas atenções para o próximo ciclo, que inclui as disputas da Copa América e da Copa do Mundo FIFA.

Pia Sundhage enaltece força do elenco contra a Holanda e mira a liderança do grupo

Com informações da CBF
Foto: Sam Robles / CBF

Pia Sundhage durante o jogo contra a Holanda

A técnica Pia Sundhage gostou do que viu no campo do Estádio de Miyagi neste sábado (24). Em coletiva de imprensa após o empate entre Brasil e Holanda (3 a 3), ela elogiou o desempenho e a capacidade de reação da Seleção Brasileira diante da atual campeã europeia e vice-campeã mundial.

“Acho que foi um excelente jogo. Fomos ótimas no ataque, apesar de termos cedido um gol muito cedo. Estou orgulhosa do time por ter se recomposto após o gol e das jogadoras que vieram do banco, pois entraram muito bem na partida. Somamos um ponto, agora temos a última partida para dar tudo de nós e tentar ser as líderes do grupo”, disse.

A treinadora reiterou a qualidade da equipe holandesa e viu uma atuação sólida da defesa brasileira. Para Pia, o Brasil foi taticamente eficiente ao impedir as principais jogadas de ataque do repertório das adversárias. No total, a Seleção teve oito chances de finalização dentro da área; a Holanda, apenas três.

“É um pouco mais complexo do que olhar apenas se elas fizeram gols. Na verdade, é preciso pensar como elas fizeram os gols e de que forma elas não conseguiram criar chances para isso. Lembrem-se: elas jogaram a final da Copa do Mundo há apenas dois anos e são uma equipe fortíssima. Acho que, no geral, a defesa foi bem, e, no fim das contas, é necessário apenas ser um pouco mais compactas para evitar que algumas das jogadoras possam entrar no 1x1 e, em vez disso, criar situações de dois contra um”, avaliou, comentando também a forma que o ataque da Canarinho encontrou caminhos de furar o bloqueio europeu:

“Sobre a velocidade, foi interessante porque buscamos esperar um pouco e ficar com a bola. Algumas vezes, tivemos sucesso, mas não tanto nas bolas vindas de trás porque, se você olhar o modo como a Holanda se defende, não tivemos a oportunidade de jogar nas costas da última linha defensiva delas tanto quanto gostaríamos. Por outro lado, as jogadoras que vieram do banco foram muito bem nessa penetração, especialmente nos últimos 15 ou 20 minutos”, ponderou.

Uma dessas atletas foi Ludmila. Acionada no intervalo, ela dificultou a vida das defensoras holandesas explorando sua velocidade e fez a diferença. Aos 16 minutos, a atacante deixou a zagueira Van der Gragt para trás e foi derrubada na área, gerando o pênalti convertido por Marta. Na sequência, interceptou um recuo de Nowen e driblou a goleira Van Veenendaal para marcar seu primeiro gol em jogos oficiais pelo Brasil.


“Ludmila vir do banco foi um bom plano de jogo. Se você comparar ela e a Bia com Bia e Debinha, são tipos diferentes de dupla de ataque, por isso esse grupo é tão interessante do ponto de vista tático. O que eu disse a ela antes de entrar foi para penetrar atrás da última linha defensiva. ‘Vá em direção ao gol de forma aguda, simples assim. Você conhece o caminho, não precisa ser complicado’. Por isso fiquei tão feliz quando ela marcou o gol. Veio do banco e mudou um pouco o jogo. Ela vai jogar mais minutos, com certeza. Se na escalação inicial ou vindo do banco, veremos”, disse.

A Seleção deixa a cidade de Sendai e, neste domingo, treina às 19h30 (horário local) no Inage Seaside Park, em Tóquio. Na próxima terça-feira (27), as Guerreiras do Brasil encaram a Zâmbia, às 8h30 (horário de Brasília), pela última rodada do grupo F. Um empate garante a equipe nas quartas de final.

Pia Sundhage fala sobre suas expectativas para a Olimpíada

Com informações da CBF
Foto: Thaís Magalhães / CBF

Pia Sundhage fez a convocação na última sexta-feira

Os Jogos Olímpicos de Tóquio estão chegando! Nesta sexta-feira (18), a técnica da Seleção Feminina, Pia Sundhage, anunciou as dezoito atletas e quatro suplentes que irão para a Olimpíada. Após a convocação, Pia participou de uma coletiva de imprensa realizada remotamente e falou sobre a preparação para esta reta final, suas expectativas e os critérios usados para selecionar as escolhidas.

“Nessa reta final, nosso objetivo é nos organizar para fazer mais gols. É muito importante ganhar confiança nas finalizações. O foco principal é o ataque, precisamos entender como quebrar a defesa dos adversários e estabelecer uma maior conexão nas jogadas. Temos boas jogadoras e sei que vamos fazer o melhor”, declarou Pia sobre o objetivo dos próximos treinos.

Muitas jogadoras as quais apareceram na lista também estavam na Copa do Mundo de 2019. Quando questionada se esse fato foi uma estratégia, a sueca respondeu que a base do elenco será sim importante, mas seu critério principal foi escolher jogadoras com uma boa capacidade de adaptação, já que o elenco para os Jogos é reduzido. Pia também justificou a ausência da atacante Cristiane e ressaltou a importância de investir no futebol feminino para, no futuro, continuarmos tendo um bom futebol.

“Foi estratégia chamar essas jogadoras antigas, é claro que tento pensar no futuro também, mas acho importante focar no presente, no que temos agora. Hoje estamos preparadas para jogar com essas 18, mas, para o futuro precisamos de jogadoras novas, jovens, precisamos oferecer suporte para continuarmos tendo boas atletas. Estou justificando também a ausência da Cristiane, por consideração à ela, que é uma importante jogadora e esteve com a gente outras vezes. As jogadoras chamadas hoje também são muito boas e jogam um ótimo futebol, nós apenas buscamos atletas as quais conseguirão se adaptar em campo, pois só conseguimos convocar 18 jogadoras, então esse foi um dos critérios para a convocação, vamos precisar testar diferentes formações ”, explicou a técnica.

As craques Formiga e Marta foram convocadas mais uma vez e Pia ressaltou a importância da experiência dessas jogadoras para a preparação do grupo.


“Estou muito orgulhosa dessas jogadoras. A Formiga está jogando de forma encorajadora, veja por quantos grupos, treinadores ela passou, trata-se de uma atleta bastante experiente. A Marta também é muito importante, como sabem, ela foi eleita a melhor jogadora diversas vezes. Elas significam muito pra mim e para o grupo. Eu aprendo muito com as duas, inclusive penso que as mesmas têm condições de jogar por mais tempo, e espero que estejam por perto pra formar um time coeso e preparado”, disse.

Pia Sundhage também falou sobre suas expectativas para mais uma Olimpíada. A técnica reconheceu a força dos Estados Unidos, mas se mostrou confiante e disse que a Seleção está preparada.

“Qualquer coisa pode acontecer, mas sabemos que os Estados Unidos tem um bom time e será um desafio. É importante estarmos preparadas porque ninguém é invencível, nós temos chance. É preciso saber, contra qualquer adversário, que estamos prontas. Essa é a chave”, declarou Pia.

Pia Sundhage faz balanço do ano da Seleção Feminina

Foto: Mariana Sá / CBF

Pia Sundhage dirigindo a Seleção Brasileira na partida contra o Equador

O Morumbi foi palco de mais um show de futebol por parte da Seleção Feminina Principal. Na noite desta terça-feira (1º), no último compromisso do ano, a equipe de Pia Sundhage goleou o Equador por 8 a 0 em jogo preparatório no Morumbi, em São Paulo. Em entrevista coletiva após o duelo, a técnica sueca elogiou o desempenho da equipe na partida.

"Eu acho que o primeiro tempo foi muito bom e o fato de termos começado bem significa muito para as jogadoras. Se você analisar os últimos dois jogos, vai achar que este primeiro tempo foi bem melhor. A velocidade do jogo, realmente, foi um pouco melhor comparada aos primeiros duelos. Mas não é só isso, a forma como marcamos os gols também. É muito importante sabermos fazer gols de formas diferentes. Mas eu quero que elas aumentam a velocidade ainda mais", apontou. 

Com um primeiro tempo dominado por marcação alta e forte pressão, o ataque do Brasil sobressaiu. Não à toa que o primeiro gol veio ainda no minuto inicial da partida de letra da atacante Debinha. Pia destacou o desempenho da equipe e ressaltou que a Seleção mantenha a agressividade de jogo do início ao fim da partida algo, que segundo ela, não aconteceu no segundo encontro com o Equador. 

"Nós começamos o jogo com muita pressão, uma de nossas forças nesse confronto foi que mantivemos a maior posse de bola com um time bem compactado, possibilitando um jogo mais rápido. No segundo tempo, tentamos mudar, optamos por uma pressão mais baixa, mas acho que não nos saímos tão bem. Precisamos ser agressivas o tempo todo, independente se estamos fazendo muita ou pouca pressão. E isso vai ser um dos nossos objetivos para trabalhar no futuro, porque precisamos ser capazes de jogar o duelo inteiro sem ficarmos cansadas. Por isso também é tão importante saber defender de diferentes formas. Ainda teremos mais alguns encontros preparatórios para trabalhar isso e espero que a gente saia melhor nas próximas vezes", explicou.


Com a segunda vitória sobre o Equador, no Morumbi, a Seleção Brasileira Feminina encerra o calendário de 2020. Ao longo do ano, a equipe de Pia Sundhage esteve reunida em quatro oportunidades, sendo duas para jogos preparatórios e para dois períodos de treinos. Para a sueca, apesar dos acontecimentos atípicos, devido a pandemia de Covid-19, esta foi uma temporada de bons aproveitamos e aprendizados.

"Cada jogo diz algo e ensina algo no qual temos que trabalhar. Então, eu adoraria ver a continuidade dos trabalhos. Acho que já achamos a base do nosso elenco e a ideia principal de jogo. Também acredito que agora as jogadoras estão mais confortáveis e já conseguem entender o que eu e a comissão esperamos delas na Seleção Brasileira. Agora temos o recesso, mas vamos manter o contato com as jogadoras e os técnicos. O ano não foi fácil para ninguém, mas acho que funcionou. A ideia é estarmos todas juntas na mesma página", explicou.

Pia Sundhage faz primeira convocação da Seleção Brasileira Feminina

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Anúncio das convocadas foi feito na sede da CBF

A técnica da Seleção Brasileira Feminina, Pia Sundhage, anunciou nesta terça-feira (20), a lista das 23 atletas convocadas para o Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino de Seleções. Foram poucas as novidades se for comparar com a lista das jogadoras que foram à Copa do Mundo. Entre as convocadas, Yaya, do São Paulo, fará a estreia na categoria adulta.

A competição terá quatro jogos que serão disputados em rodadas duplas. O primeiro adversário do Brasil será a Argentina, na quinta-feira (29) às 21h30. Antes, às 19h, Costa Rica e Chile se enfrentam. Os dois vencedores passam automaticamente para a final. Em consequência, as duas equipes que perderem irão disputar o terceiro lugar.

Confira a lista de convocados:

Goleiras:
Aline - UD Granadilla Tenerife (Espanha)
Bárbara - Avaí/Kindermann (Brasil)

Defensoras:
Letícia Santos - FFC Frankfurt (Alemanha)
Fabiana - Internacional (Brasil)
Joyce - UD Granadilla Tenerife (Espanha)
Tamires -Corinthians (Brasil)
Kathellen - FC Bordeaux (França)
Mônica 
Erika - Corinthians (Brasil)
Bruna Benites - Internacional (Brasil)

Meio-campistas:
Thaisa - Real Madrid (Espanha)
Luana - KSPO Women Football Team (Coreia do Sul)
Formiga - Paris St Germain (França)
Yaya - São Paulo (Brasil)

Atacantes:
Andressa Alves - Roma (Itália)
Geyse - Benfica (Portugal) 
Marta - Orlando Pride (EUA)
Milene - Corinthians (Brasil)
Debinha - North Carolina Courage (EUA)
Chú - Changchun Dazhong (China)
Bia Zaneratto - Incheon Hyundai Steel Red Angels (Coreia do Sul)
Ludmila - Atlético de Madrid (Espanha)
Raquel - Sporting (Portugal)

Pia Sundhage é a nova treinadora da Seleção Brasileira Feminina

Com informações do site oficial da CBF
Foto: Cintia Barlem

CBF confirmou a contratação da sueca nesta quinta-feira

Pia Sundhage esteve nas últimas três finais olímpicas: duas medalhas de ouro e uma de prata. Seu trabalho a transformou em uma referência mundial. Na tarde desta quarta-feira (24), a CBF concluiu negociação e ela assume a partir de agora o desafio de comandar a Seleção Brasileira Feminina.

Bicampeã olímpica com os Estados Unidos, a treinadora de 59 anos estava à frente do desenvolvimento da base da Seleção Sueca e aceitou a proposta para escrever novos capítulos de sua vitoriosa história no País do Futebol. CBF e Pia firmaram um compromisso inicial de dois anos, com possibilidade de renovação por igual período.

"A escolha da Pia reflete a nova dimensão que vamos imprimir ao futebol feminino no Brasil. A partir da sua chegada, desenvolveremos um planejamento totalmente integrado entre a Seleção Principal e a base, equilibrando objetivos de curto prazo, como Tóquio 2020, com a renovação contínua dos nossos talentos. Pia reúne a experiência e o talento perfeitos para isso. É uma enorme alegria termos essa lenda do futebol feminino no nosso time. Na busca permanente por inovação e excelência, teremos pela primeira vez, uma treinadora estrangeira comandando a Seleção Brasileira Feminina", afirmou o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

Mais sobre a treinadora - Pouca gente conhece tanto o futebol feminino como Pia Sundhage. Nova técnica da Seleção Brasileira, a sueca começou sua trajetória na modalidade quando tinha apenas 17 anos. Em 1977, deu início à sua carreira como atacante no futebol sueco.

Dotada de boa técnica e um preciso poder de finalização, Sundhage foi uma das expoentes do futebol feminino. Com a camisa da Suécia, disputou a primeira Copa do Mundo da FIFA, em 1991. Também jogou a Copa de 1995 e as Olimpíadas de Atlanta, em 1996. Nestas três competições, marcou cinco gols em 13 partidas.

Ao todo, foram 144 jogos e 71 gols pela Suécia. Foi campeã da primeira edição da Euro Feminina, em 1985, e ficou com o vice dois anos depois. Depois de disputar a primeira edição dos Jogos Olímpicos da história do futebol feminino, Pia encerrou a carreira como jogadora e começou sua trajetória como técnica.

Após trabalhos como assistente, Sundhage teve a primeira oportunidade como técnica no Boston Breakers, dos Estados Unidos. Mas foi no futebol de seleções que ela mais brilhou. Antes de assumir o time dos Estados Unidos, Pia trabalhou como assistente da China na Copa do Mundo de 2007. Foi justamente naquele Mundial, em função de uma derrota por 4 a 0 para a Seleção Brasileira na semifinal, que a sueca recebeu a chance de comandar as norte-americanas.

Com os EUA, foi bicampeã olímpica, em 2008 e 2012, e vice-campeã da Copa do Mundo, em 2011. No ano em que conquistou os Jogos Olímpicos de Londres 2012, Pia foi eleita como a melhor treinadora de futebol feminino pela FIFA.

Depois desta passagem vitoriosa pela seleção dos Estados Unidos, ela aceitou um desafio e tanto: comandar a Suécia. O primeiro objetivo era a Euro de 2013, disputada em casa. A campanha parou na semifinal. Pia comandou a Suécia na Copa do Mundo do Canadá, em 2015, e surpreendeu o mundo ao eliminar Estados Unidos e Brasil (nos pênaltis) nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Na ocasião, a Suécia ficou com a prata. A última competição de Pia Sundhage no comando da seleção sueca foi na Euro de 2017, quando as escandinavas ficaram nas quartas de final. Pia Sundhage deixou o comando da Suécia depois da Euro.

Na edição deste ano do evento Somos Futebol – Semana de Evolução do Futebol Brasileiro, na sede da CBF, Pia destacou a importância da paixão que o esporte desperta em meninas e meninos em todo o mundo. Ela falou sobre a motivação para superar as barreiras até conquistar um espaço relevante no futebol.

"Adultos e crianças querem jogar futebol. Não importa se é menina ou menino. Você tentará ser muito bom. Só pensa nisso, não importa o gênero. É a mesma coisa como técnica. Para fazer isso, ao olhar a história, você vê que precisa ter vontade, ter paixão e amar o jogo. Às vezes é injusto porque existem alguns obstáculos a mais para as mulheres dentro de um ambiente masculino como o futebol. Mas, se você tem força de vontade e paixão, juntando esses dois elementos, pode fazer a diferença".

Perfil da treinadora

Nome: Pia Morror Sundhage
Nacionalidade: Suécia
Idade: 59 anos
Principais trabalhos como treinadora: Hammarby (Suécia), Boston Breakers (EUA), Kollbotn (Noruega), KIF Orebro (Suécia), China (assistente), Estados Unidos, Suécia e Suécia Sub-17
Títulos: Jogos Olímpicos de 2008 e 2012
Prêmios: Eleita a Melhor Treinadora de Futebol Feminino pela FIFA (2012)

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