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Penalidades de Ouro!!!

Neymar sai para comemorar depois do pênalti convertido que deu o título ao Brasil

O jogo pode não ter sido um primor de técnica, a seleção alemã sub-23 estava com alguns desfalques e o Brasil não conseguiu mostrar o futebol que todo mundo esperava. Porém, ninguém pode negar que foi emocionante e histórico. Finalmente a Seleção Canarinho conquistou a medalha de Ouro no Torneio de Futebol Masculino dos Jogos Olímpicos. E foi em casa e em seu palco mítico: o Maracanã.

Quem acompanha O Curioso do Futebol sabe que a equipe do site compareceu a diversos jogos do futebol olímpico, inclusive a final do Futebol Feminino, onde a Alemanha conquistou o Ouro contra a Suécia. Porém, já no caminho para o Maracanã, o clima era diferente. Era a Seleção Brasileira em campo disputando o título que falta em sua histórica, mítica e grande lista de conquistas.

Gabriel tenta tabelar com Zeca

Cheguei cedo ao Maracanã e antes do jogo a emoção já tomava conta. Além deste que vos escreve (Victor de Andrade), estavam presentes no Maracanã Fernando Martinez (do GENIAL site Jogos Perdidos) e Renato Rocha, conhecido como o Gene Simmons da alegria. Também sei de amigos que estavam lá, como Almir Moura e Leonardo Correia (ambos participaram do especial da Copa do Mundo no site), todos esperando o Ouro do Brasil.

Antes de a bola rolar, a torcida já deu as cartas de como seria sua participação durante a partida. Cantos de arquibancada de verdade, apoiando a Seleção Brasileira (o "pula, sai do chão quem é pentacampeão" empolga) e outros diminuindo o maior rival, a Argentina (o "eta, eta, eta eta, o Messi não tem Copa, quem tem Copa é o Vampeta" é hilário") ditavam o ritmo dos presentes. Todo o clima era em favor do time da camisa amarela.

Marquinhos tenta sair para o jogo

E neste clima que o jogo começou. Brasil e Alemanha chegaram à final com campanhas parecidas: cinco pontos na primeira fase e vitórias no mata-matas. Por jogar em casa e ter Neymar, a Seleção Canarinho era a favorita, mas não dava para subestimar os alemães, principalmente pelas recentes atuações em todas as categorias.

O Brasil tinha mais posse de bola, mas a Alemanha era mais objetiva. Aos 10 minutos, os germânicos quase silenciaram o Maraca. nabry foi lançado em velocidade pelo lado esquerdo, driblou Zeca com facilidade e rolou para Julian Brandt. O meia ajeitou a bola no bico esquerdo da área brasileira, trouxe para o pé direito e chutou de chapa, buscando o ângulo oposto do goleiro Weverton, mas ela explodiu no travessão.

Alemães comemoram o gol de empate

O lance acordou o Brasil. Aos 26 minutos, Neymar passou por dois marcadores e foi derrubado. Na cobrança de falta, o camisa 10, com enorme precisão, bateu de chapa, no ângulo de Horn. A bola ainda bateu no travessão, no gramado antes de balançar as redes: explosão no Maracarnã e 1 a 0 para o Brasil no Maracanã.

A vantagem brasileira fez crescer o ímpeto alemão, mas a vantagem persistiu em uma série de gols perdidos. No primeiro, Meyer cobrou falta, a bola quicou e raspou no travessão antes de sair. Logo depois, aos 31, o mesmo Meyer pegou sobra dentro da área, chutou de direita e exigiu boa defesa de Weverton. Para fechar, aos 34, Bender ganhou de Renato Augusto após falta lateral e cabeceou firme, acertando, mais uma vez, o travessão.

O Maracanã lotado

No segundo tempo, o jogo continuou com o Brasil tendo mais posse de bola, mas com a Alemanha assustando quando atacava. E o quase ninguém esperava no estádio aconteceu: aos 9 minutos, Wallace e Marquinhos, que estavam fazendo boa partida, erraram a saída de bola, Brandt aproveitou, abriu para Toljan, que cruzou na medida para Meyer. Com calma, o capitão alemão bateu rasteiro, sem chances para Weverton: 1 a 1 no placar.

Quem esperava que o gol iria calar a torcida, se enganou: se o Brasil não jogava o que esperava, a arquibancada tentava empurrar o time de todas as formas possíveis, dando um verdadeiro show. A Seleção Canarinho voltou a atacar, mas o excesso de preciosismo de Gabriel, Gabriel Jesus e Luan atrapalharam e a partida foi para prorrogação.

Jogadores comemoram o título com reza no meio de campo

O tempo extra foi mais tensão do que qualquer outra coisa, tanto que a única chance digna de nota veio com Felipe Anderson, que entrou bem na partida, no lugar de Gabigol. Aos quatro minutos do segundo tempo, ele recebeu na frente de Neymar, mas parou no goleiro.

Aí a decisão foi para os pênaltis. O nervosismo tomava conta de todos os presentes, ainda mais que nas quatro primeiras cobranças de cada lado, ninguém errou. Porém, na quinta cobrança, apareceu o goleiro Weverton. Ele acertou o lado da batida de Petersen e defendeu! Explosão no Maracanã.

Vídeo com momentos da partida

A responsabilidade do ouro estava nos pés de Neymar. O Menino da Vila, atacante do Barcelona e o grande jogador da Seleção Brasileira não decepcionou: balançou as redes, explodindo todas as emoções positivas nos torcedores.

O Brasil, pela primeira vez, tornava-se campeão olímpico no futebol masculino. O único título que a Seleção não havia conquistado. Não dá para descrever a sensação que tive naquela momento, só sei que foi genial! E com todos os amigos que conversei, os sentimentos eram os mesmos. Para um fã de futebol, ver a Seleção Brasileira conquistar um título em casa é fantástico!

As alemãs douradas do Futebol Feminino

Lance que originou o segundo gol da Alemanha na partida

A Alemanha é a mais nova campeã Olímpica de Futebol Feminino. Em jogo que foi apenas razoável no primeiro tempo, mas emocionante na etapa final, realizado nesta sexta-feira, no mítico Maracanã, no Rio de Janeiro, as germânicas bateram a Suécia por 2 a 1 e ganharam a tão sonhada medalha de ouro, o grande objetivo de um atleta de alto rendimento, na Rio 2016.

A verdade é que ambas as seleções não tiveram um caminho fácil para chegar na final. Na primeira fase, a Alemanha foi a segunda colocada no Grupo F, tendo goleado o Zimbábue, empatado com a Austrália e perdido para o Canadá. No mata-mata, vitórias contra China e canadenses deixaram as germânicas, que têm três medalhas de bronze, em sua primeira final.

A Suécia sofreu demais para conseguir estar na decisão. Na fase inicial, jogando pelo Grupo E, a Suécia foi a terceira colocada da chave, tendo vencido a África do Sul, tomado uma sonora goleada de 5 a 1 para o Brasil e um empate contra a China. No mata-mata, vitória nas penalidades contra os favoritos Estados Unidos e Brasil colocaram as suecas na final.

Suécia tenta jogada ainda na primeira etapa

O clima no Maracanã era legal, mas os assentos demoraram para ser ocupados. Parecia até que os torcedores desanimaram após a derrota do Brasil. Quem começou melhor o jogo foi a Suécia, tomando a iniciativa e chegando no ataque, mas levando pouco perigo ao gol alemão. Aos poucos, as germânicas, que eram consideradas as favoritas, equilibraram a partida. Cada time teve uma chance clara para abrir o marcador, mas as finalizações foram para fora.

Depois dos 25 minutos do primeiro tempo, o jogo ficou monótono. A bola pouco saía da meia-cancha e as duas equipes pouco atacavam. A torcida também foi atingida pelo nível da partida e resolveu fazer a famosa ola para compensar. Como houve pouquíssimas ações, o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.

Se o fim da primeira etapa foi fraca, o segundo tempo começou com a "corda toda". Logo aos 2 minutos, a Alemanha abriu o marcador. Marozsán recebeu cruzamento rasteiro na área, dominou e chutou colocado no ângulo, fazendo um golaço e explodindo a torcida alemã presente no Maracanã: Alemanha 1 a 0.

Alemãs comemoram o título

A Suécia sentiu o baque do gol sofrido e não conseguia reagir. Melhor para a Alemanha, que chegou ao segundo tempo devido à uma grande falha da zaga sueca. Aos 15, Marozsán cobrou falta com capricho e carimbou a trave. No rebote, Sembrant tentou tirar da defesa de forma apavorada e mandou contra o próprio gol, em lance inacreditável: 2 a 0 para as alemãs.

Com 2 a 0 contra, só restou para a Suécia ir para o abafa, tentando atacar mais em busca de, no mínimo, o empate para levar o jogo para o tempo extra. E elas conseguiram diminuir aos 21 minutos. Schough cruzou rasteiro e Blackstenius apareceu livre na área para finalizar.

Vídeos com momentos da histórica partida

A Suécia foi para cima, tentando, ao menos, achar o gol que levaria o gol para a prorrogação. Porém, foi a hora em que a superioridade alemã veio à tona e a equipe germânica conseguiu barrar todas as tentativas suecas e ainda assustou nos contra-ataques. Final de jogo no Maracanã e festa das alemãs, bi-campeãs mundiais e que, finalmente, conquistaram o seu primeiro ouro olímpico.

Alemanha vence Nigéria e encara Brasil na final olímpica

Jogadores alemães comemoram o primeiro gol na partida

Em uma quarta-feira de calor incomum para o meio do mês de agosto em São Paulo, a Alemanha despachou a Nigéria, vencendo por 2 a 0, na Arena Corinthians, e cravou o seu lugar na grande final do torneio olímpico de futebol masculino dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Na decisão os germânicos vão enfrentar o Brasil, que chegou na finalíssima goleando Honduras por 6 a 0.

O sol inesperado veio iluminar a despedida olímpica de O Curioso do Futebol em Itaquera. Desta vez, o ingresso apontava um outro local do estádio: ao invés de ficar atrás do gol, a localização era na lateral, na penúltima fila mais alta do estádio, ou "quase no céu (risos)". Confesso que para ver a postura tática das equipes foi melhor, mas para fotos foi ruim.

Disputa de bola no meio de campo

O jogo começou com a Alemanha, segunda colocada do Grupo C e que eliminou Portugal nas quartas, comandando as ações. Seus atacantes envolviam com facilidade a zaga adversária. A Nigéria, primeira do Grupo B e que eliminou a Dinamarca no primeiro mata-mata, tinha problemas principalmente em suas laterais.

O domínio alemão era latente e aos oito minutos eles abriram o marcador. Em uma boa trama pelo lado direito do ataque, Meyer cruzou para Klostermann completar: 1 a 0 para a Alemanha. A Nigéria estava recebendo o apoio dos brasileiros no estádio estentor buscar o empate. Pouco depois, o goleiro Horn se atrapalhou em uma saída de bola com os pés, mas Umar não conseguiu aproveitar para igualar o placar.

Nigéria tenta armar jogada na meia cancha

A tônica no primeiro tempo acabou sendo a seguinte: a Nigéria chegava com perigo quando trabalhava a bola no meio de campo. Já a Alemanha assustava quando usava as pontas, aproveitando das falhas de marcação nas laterais nigerianas. Porém, o placar não foi inalterado e os 45 minutos iniciais terminaram 1 a 0 para os germânicos.

No segundo tempo, as duas equipes caíram e produção. A Alemanha ainda chegava a assustar em contra-ataques, mas não conseguia transformar isso em gols. A Nigéria, incrivelmente, perdeu a qualidade na troca de passes no meio de campo e, com isso, não conseguiu chegar ao ataque.

Ataque da Nigéria tentando empatar

A verdade é que o jogo ficou fraco tecnicamente é nenhuma das equipes se aproximou do gol até aos 43 minutos. Em um contra-ataque, , Selke desceu pela direita e cruzou para Petersen, em posição duvidosa, marcar o segundo. "Alemanha, pode esperar, a sua hora vai chegar!"

A Nigéria decide o bronze no sábado, contra Honduras, às 13 horas, no Mineirão, em Belo Horizonte. Já Alemanha e Brasil fazem a grande final no mesmo dia, às 17h30, no Maracanã, Rio de Janeiro. É só para lembrar, as aventuras olímpicas de O Curioso do Futebol ainda não acabaram.

Vídeos com momentos da partida

Ficha Técnica

NIGÉRIA 0 X 2 ALEMANHA

Local: Arena Corinthians - São Paulo-SP
Data: quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (ARG)
Assistentes: Hernan Maidana (ARG) e Juan Pablo Belatti (ARG)

Cartões amarelos: Gnabry, Lars Bender, Ginter (ALE); Udo (NIG)

Gols
Alemanha: Klostermann, aos oito minutos do primeiro tempo, e Petersen, aos 43 minutos do segundo tempo

Nigéria: Daniel, Sincere, Shehu, Ekong, Umar (Ajayi), Ezekiel, Mikel, Umar, Udo (Saliu), Amuzie e Muhammed - Técnico : Samson Siasia.

Alemanha: Horn, Toljan, Klostermann, Ginter, Suele, Sven Bender (Proemel), Meyer (Petersen), Lars Bender, Selke, Brandt e Gnabry (Max) - Técnico: Horst Hrubesch.

Com apoio da torcida, Brasil despacha Colômbia e está na semi Olímpica

Jogadores comemoram o gol de Luan, o segundo do jogo

Jogando contra a Colômbia e a violência do time cafeeiro, a Seleção Brasileira contou com o apoio de mais de 41 mil torcedores presentes na Arena Corinthians, em São Paulo, na noite de sábado, para garantir sua vaga nas semifinais no Torneio Olímpico de Futebol Masculino, vencendo a partida por 2 a 0. É, apesar do péssimo início de competição, o Brasil deu um passo importante em busca da inédita medalha de ouro.

Como até agora vem acontecendo nos jogos do Futebol Olímpico na Arena Corinthians, O Curioso do Futebol esteve presente e pôde acompanhar um grande jogo. Aliás, foi a primeira partida da Seleção Brasileira aqui no site nestes Jogos Olímpicos e, por isso, não dá para negar que a expectativa era grande, apesar de sempre preferir o futebol alternativo.

Colômbia tenta trocar passes no meio de campo

O Brasil, que começou mal na primeira fase, mas, mesmo assim, terminou em primeiro do Grupo A, estava com diversos problemas para a partida das quartas. Vários jogadores apresentaram problemas físicos desde quarta-feira, inclusive Neymar, que foi para o jogo depois de exames médicos. Já a Colômbia se classificou para o mata-mata em segundo do Grupo B, após vencer a Nigéria por 2 a 0.

O público lotou as arquibancadas e cadeiras da Arena Corinthians. Aliás, como já se sabia que o Brasil poderia jogar neste dia, este era um dos jogos com ingressos concorridos. E a torcida não fez feio: sem aquele canto bobo "com muito orgulho, com muito amor", típico de jogos da Seleção com plateia, os presentes pareciam estar acostumados com futebol, utilizando de gritos de arquibancada e muita pressão para cima dos colombianos, o que ajudou o Brasil a conquistar o resultado.

Brasileiros cercam jogador colombiano

E logo no início do jogo deu para perceber como iriam se portar as duas equipes: o Brasil estudando o adversário e abusando das jogadas pelas laterais, com Neymar, Gabriel Jesus e Gabriel. Já a Colômbia estava apostando nos contra-ataques e cometendo faltas a todo momento, muitas delas violentas, principalmente em cima de Neymar, tentando provocar o camisa 10 e capitão brasileiro.

Mas aos 11 minutos veio o lance que passou a dar o sentido do jogo. Em falta da intermediária, Neymar aproveitou a má formação da barreira feita pelo goleiro Bonilla e fez o suficiente para que o arqueiro não alcançasse a bola e balançou as redes em Itaquera, causando uma explosão de alegria no estádio: Brasil 1 a 0.

Confusão entre as duas equipes

No segundo tempo teve mais futebol. Perdendo a partida, os colombianos resolveram tentar jogar, buscando o empate. Isto deu mais espaço para o Brasil dar seus contra-ataques, sempre levando perigo à defesa do adversário. Porém, como os dois Gabriels não estavam bem, os lances em favor dos canarinhos eram desperdiçados.

Na metade do segundo tempo, o técnico Rogério Micale trocou Gabigol por Thiago Maia. A mudança que parecia ser para trancar o time, acabou dando mais força. Renato Augusto e Neymar ficaram com mais liberdade e o jogo fluiu. Aos 38, o Brasil chegou ao segundo: Neymar rolou para Luan na intermediária. O jogador do Grêmio avançou, observou Bonilla adiantado e com categoria bateu de cobertura, marcando um lindo gol: 2 a 0 no placar e muita festa na Arena Corinthians.

Neymar parte para cima da defesa colombiana

Na semifinal e muito próximo da conquista de uma medalha, o Brasil encara agora Honduras, que eliminou a Coréia do Sul, na quarta-feira, dia 17, às 16 horas, no Maracanã. O outro embate que define o finalista será entre Alemanha e Nigéria, no mesmo dia, às 13 horas, em São Paulo, jogo que será acompanhado por O Curioso do Futebol.

Vídeos da partida

Ficha Técnica

BRASIL 2 x 0 COLÔMBIA 

Data: 13 de agosto de 2016
Local: Arena Corinthians - São Paulo-SP
Público: 41.560 pessoas
Árbitro: Cuneyt Çakir (TUR)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da TUR) 

Cartões amarelos: Neymar (BRA); Palacios, Lerma, Barrios, Preciado, Borja e Teo Gutiérrez (COL) 

Gols: Neymar, 12'/1ºT (1-0); Luan, 37'/2ºT (2-0) 

Brasil: Weverton; Zeca, Rodrigo Caio, Marquinhos e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Luan, Gabigol (Thiago Maia), Neymar e Gabriel Jesus (Rafinha) - Técnico: Rogério Micale 

Colômbia: Bonilla; Palacios, Tesillo, Balanta e Borja; Lerma, Barrios (Perez) e Roa (Rodriguez) ; Pabón, Teo Gutiérrez e Preciado (Borja) - Técnico: Carlos Alberto Restrepo

Frio, protesto e Canadá eliminando a França no Futebol Feminino Olímpico

Canadenses comemoram a classificação e francesa, deitada, fica desolada por mais uma eliminação

Na fria noite de sexta-feira, a Arena Corinthians, em São Paulo, foi palco de uma das quartas-de-final do Torneio Olímpico de Futebol Feminino. Canadá e França fizeram a revanche da decisão do bronze de Londres 2012 e novamente as canadenses levaram a melhor: ganharam de 1 a 0, com gol de Schmidt. A partida aconteceu com boa parte do público gritando "Fora Temer" logo após o tento canadense.

A partida eliminatória envolvia o primeiro colocado do Grupo F, o Canadá, única equipe com 100% de aproveitamento no Futebol Olímpico da Rio 2016, vencendo, inclusive, a Alemanha, uma das favoritas à conquista de medalha, e a França, segunda colocada do Grupo G, que apesar de causar muita expectativa, ainda não havia feito uma boa apresentação na competição.

Francesas tentam sair da defesa

Mas assim como a temperatura ambiente, o jogo começou frio, com as duas equipes se estudando. Aos poucos, o Canadá foi tendo maior volume de jogo e mostrava um pouco mais de vontade chegando, em alguns momentos, arriscar alguns chutes, mas nada que assustasse a goleira Bouhaddi. A França até parecia querer levar a decisão para os pênaltis, tamanha falta de empenho de buscar o gol.

A maioria dos 38.688 torcedores apoiava o Canadá, que foi aumentando o volume de jogo com o passar do tempo, mas sem levar muito perigo no ataque. A França, ainda apática, ajudou com que o primeiro tempo terminasse com o placar de 0 a 0.

Jogadora da França protege a bola para a saída da goleira

Na segunda etapa, o jogo melhorou, principalmente pelo fato de as francesas começarem a ter um pouco de iniciativa na partida. Porém, isso fez com que o Canadá respondesse e chegasse a seu gol aos 11 minutos. Becky recebeu a bola pela ponta direita, deu um lindo chapéu em Karchaoui e cruzou na medida para Schmidt, bateu de primeira, com o pé esquerdo, sem chances para Bouhaddi: Canadá 1 a 0.

O gol, por incrível que pareça, mudou a preferência do público. Querendo botar mais pimenta na decisão, torcendo para que o jogo fosse para a prorrogação, para ter mais emoção, as francesas receberam mais apoio a partir do gol sofrido. Também foi o ponto da partida onde foi entoado das arquibancadas um coro de "Fora Temer" por boa parte dos presentes.

Canadenses cercam saída de bola francesa

O apoio da torcida e a desvantagem no marcador acordaram as francesas que só a partir deste momento passaram a atacar com afinco. Porém, não era uma boa noite para as jogadoras de frente francesas. Apesar da pressão, elas pouco finalizavam. Só para se ter uma ideia, a melhor chance para a França foi um lance onde uma defensora canadense mandou a bola no travessão, desviando uma cobrança de falta.

Ao final dos 90 minutos e mais os acréscimos, a partida foi finalizada com o placar de 1 a 0 para o Canadá, que está em sua segunda semifinal seguida do Torneio Olímpico de Futebol Feminino e encara agora a Alemanha por uma vaga na decisão. Para a França, mais um retorno triste da equipe, depois de ter se criado muita expectativa.

Vídeo com momentos da partida

Depois de mais um dia de Futebol Olímpico, foi retornar para casa e descansar, pois a maratona de jogos ainda não acabou. E um aviso para quem acompanha O Curioso do Futebol: ainda tem muita coisa por vir dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Rio 2016 - Colômbia bate Nigéria e empate elimina Iraque e África do Sul

A Colômbia venceu a Nigéria e garantiu sua vaga nas quartas de final

Uma noite fria de quarta-feira em São Paulo para dois grandes jogos pela última rodada da fase de grupos do Torneio Olímpico de Futebol Masculino. Na Arena Corinthians, a Nigéria, que já estava classificada para as quartas de final, foi derrotada pela Colômbia por 2 a 0, também garantida na próxima etapa. No jogo de fundo, África do Sul e Iraque ficaram no empate em 1 a 1 e ambos 'morreram' abraçados na competição.

Nesta saga de futebol olímpico de O Curioso do Futebol, pela primeira vez acompanhamos jogos da modalidade pelo masculino. A expectativa de duas boas partidas era grande, pois das quatro equipes que entrariam em campo na noite, três brigavam por vaga na próxima fase e uma, a Nigéria, já estava classificada. E os times não decepcionaram.

Colombiano tenta passar pelo nigeriano

Colombianos e nigerianos entraram em campo e foram saudados por suas torcidas, que marcaram presença em bom número. Já os brasileiros, em sua maioria, torciam para a equipe de camisa verde. Aliás, os dois times tinham jogadores conhecidos do público local: a Colômbia conta com Téo Gutierrez e o ex-sãopaulino Pabón. Já o camisa 10 e capitão da Nigéria é o experiente meia Obi Mikel.

Precisando do resultado, a Seleção Cafeeira partiu para cima dos africanos, buscando os gols que lhe dariam a classificação. Já a Nigéria, com o primeiro lugar do Grupo B já garantido, jogava para o gasto e pouco assustava o gol defendido por Bonilla. Aliás, logo aos 4 minutos, a Colômbia abriu o marcador: bola enfiada na área e Téo Gutierrez mostrou o porque é considerado um jogador perigoso.

Ao fim do primeiro jogo, 2 a 0 para a Colômbia

Os colombianos continuou em cima, tentando aumentar o marcador para garantir de vez sua passagem para a segunda fase da competição. Porém, apesar de tanta insistência, o primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0 para a Colômbia.

A segunda etapa foi muito parecida com a primeira, com a equipe de camisa amarela dominando as ações. A diferença é que o gol demorou um pouco mais para sair: aos 17 minutos, Preciado invadiu a área e foi derrubado. Pênalti! Pabón foi para a cobrança e bateu forte, sem chances para Akpeyi, fazendo 2 a 0 para a Colômbia.

Iraque e África do Sul tinham chances de classificação

Após o segundo tento, os colombianos diminuíram o ritmo, já que o resultado garantia a passagem da equipe para a segunda fase do Torneio Olímpico. As Águias também não forçou muito e o placar não foi mais alterado. Final do primeiro jogo: Colômbia 2, Nigéria 0.

Na segunda partida do dia, um embate que poderia influenciar na classificação do Brasil para as quartas de final: Iraque e África do Sul, os dois times que conseguiram segurar a Seleção Canarinho. Os iraquianos chegaram no último jogo com dois pontos e uma vitória garantia a passagem para a próxima fase. Já os sul-africanos, apesar de estarem apenas com um ponto, também tinham chances.

Defesa da África do Sul afasta o perigo

O fato de ambas as equipes estarem na briga deixou o jogo emocionante e bem movimentado, com os jogadores procurando sempre o gol. O Iraque mostrou ter um time mais arrumado, porém foi a África do Sul que abriu o marcador com Motupa, aos 6 minutos. Como Brasil e Dinamarca empatavam em 0 a 0, os sul-africanos estavam se classificando e a Seleção Brasileira ficava de fora.

Mas, como o Iraque jogava melhor, logo chegou ao gol de empate: em escanteio cobrado pela direita por Adnan, aos 14 minutos, Saad Muaibi subiu mais que todo mundo e cabeceou com força, sem chances para o goleiro Khune. O gol, naquele momento, botava os iraquianos na segunda fase e desclassificava o Brasil.

Tentativa de drible do jogador sul-africano

Porém, a Seleção Canarinho começou a fazer os gols que precisava para a classificação contra a Dinamarca, na Fonte Nova, e o empate não servia nem para Iraque e nem para a África do Sul. O jogo ficou ainda mais aberto, mas com o Iraque tendo muito mais volume de jogo e chances e os sul-africanos tentando algo nos contra-ataques.

O Iraque tem mais a lamentar, já que cansou de perder chances: foram três bolas na trave, além de três chances na pequena área em que a bola foi para fora. A torcida brasileira, que foi abandonando o estádio aos poucos, torceu pelos iraquianos.

Vídeo com momentos dos dois jogos

Pela televisão, assistimos aos dois jogos da Dinamarca. Tanto no empate contra o Iraque, em 0 a 0, como na vitória contra a África do Sul, por 1 a 0, os dinamarqueses não mostraram um grande futebol e tiveram um menor volume de jogo, mesmo em seu triunfo. Por isso, arrisco a dizer: foi uma pena o Iraque ter ficado de fora da segunda fase.

E assim terminou a primeira fase do futebol nos Jogos Olímpicos. Mas a saga de O Curioso do Futebol nos jogos da modalidade ainda não terminou. Até a próxima!

Canadá se classifica e jogaço entre Alemanha e Austrália no Futebol Feminino Olímpico

Alemanha e Austrália fizeram um grande jogo, que terminou com o placar de 2 a 2

Uma grande festa! Esta frase resume o que foi a segunda rodada do Grupo F do Torneio Olímpico Rio 2016 de Futebol Feminino. A Arena Corinthians, em São Paulo, chegou ao público de 37.475 e sediou a vitória do Canadá sobre o Zimbábue, por 3 a 1, e o grande jogo entre Alemanha e Austrália, que terminou com o placar empatado em 2 a 2.

Se nos eventos no Rio de Janeiro estão reclamando da demora das filas para as entradas em estádios e ginásios, não podemos falar o mesmo na Arena Corinthians. Cheguei no local faltando poucos minutos o início do primeiro jogo, entre Canadá e Zimbábue, até achei que perderia o comecinho da partida, mas eu já estava posicionado em meu local indicado no ingresso quando o hino canadense começou a ser tocado. Em resumo, só perdi a entrada das equipes em campo, o que pelo risco que corri em chegar em cima da hora, saí na vantagem.

O Canadá resolveu o jogo contra o Zimbábue no primeiro tempo

Assim como foi na primeira rodada, a grande maioria dos presentes tinha uma preferência: o Zimbábue. Até algumas vaias eram escutadas quando as canadenses tocavam na bola. Porém, elas não sentiram a torcida contra e foram para cima e logo fizeram um placar favorável. Janine Beckie, autora do gol mais rápido na história dos Jogos Olímpicos contra a Austrália, na quarta, voltou a marcar cedo neste sábado, aos sete minutos.

Mesmo com o Zimbábue perdendo, os brasileiros apoiavam o time amarelo. Mas isto não era suficiente. Aos 19 minutos, a goleira Dzingirai comete pênalti. Sinclair foi para a cobrança e bateu sem chances para a arqueira zimbabuana. Aos 35, Beckie, novamente, balançou as redes, fazendo o Canadá ir para o intervalo vencendo por 3 a 0.

Zimbábue comemora o seu gol de honra

O segundo tempo foi fraco. O Canadá cadenciou o jogo, segurando o resultado, que dava a classificação para a segunda fase. O Zimbábue, esforçado, tentava atacar, mas barrava na falta de qualidade. O gol de honra saiu apenas aos 41 minutos. Chirandu aproveitou a saída da goleira canadense, D'Angelo, e foi esperta para dentro da área empurrar para o gol vazio: 3 a 1 e enorme festa do público, que ficou satisfeito.

Depois de uma pausa para descanso, ir ao banheiro e se alimentar, veio a partida entre a Alemanha e Austrália. E que jogo!!! As duas equipes procuraram o gol o tempo todo, além de belos dribles e defesas das goleiras. Arrisco a dizer que esta 'peleja' está entre as três melhores que O Curioso do Futebol acompanhou no ano.

A Alemanha buscou o empate no segundo tempo

Precisando do resultado, já que havia perdido para o Canadá na estreia, a Austrália partiu para cima da Alemanha, que, aparentemente, não esperava esta postura das Matildas. Aos 6 minutos, Samantha Kerr abriu o marcador para as australianas, alegrando uma boa parte dos presentes na Arena Corinthians, que torciam para a Austrália.

Com o gol sofrido, a Alemanha foi tentar o empate, mas deixou espaços em sua defesa. No último lance do primeiro tempo, Catley fez um lindo lance pela esquerda, com direito a caneta, e cruzou rasteiro para Foord balançar as redes: 2 a 0 para a Austrália e fim de primeiro tempo na Arena Corinthians.

A Alemanha voltou com tudo para o segundo tempo e diminuiu logo aos 3 minutos, com Daebritz. Depois o jogo ficou eletrizante. As alemãs tinham mais posse de bola, mas davam o contra-ataque para as australianas. Para se ter uma ideia, as Matildas tiveram, ao menos, quatro chances claras de ampliar o marcador. A goleira germânica Schult foi importantíssima, fazendo dificílimas defesas.

Vídeo com alguns momentos da partida

Quando os presentes no estádio já estavam comemorando a vitória australiana, a Alemanha jogou água no chope. Aos 43 minutos, em bola alçada na área, Bartusiak foi mais esperta que a defesa das Matildas e completou para o gol, sem chances para a goleira Williams. Final em São Paulo, Alemanha 2, Austrália 2.

Depois deste jogaço, deu até uma certa tristeza por ter que sair do estádio e pegar o caminho de casa. Porém, o futebol nestes Jogos Olímpicos ainda está no começo e muitas partidas ainda serão acompanhadas por O Curioso do Futebol. Até a próxima!

Canadá vence e Alemanha goleia pelo Grupo F do Futebol Feminino Olímpico

O Canadá abriu o placar com 13 segundos de jogo

Apesar de a Abertura Oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 ser apenas na sexta-feira, dia 5, nesta quarta, dia 3, tivemos a primeira rodada do Torneio de Futebol Feminino do maior evento esportivo do mundo. A equipe de O Curioso do Futebol esteve presente na rodada dupla realizada na Arena Corinthians, em São Paulo, e acompanhou a boa vitória do Canadá sobre a Austrália, por 2 a 0, e o 'panzer' das alemãs para cima do Zimbabwe, com sonoros 6 a 1.

A ansiedade era muito grande para esta primeira rodada. Por isso, todos os colaboradores do site aguardavam a chegada deste momento. O quórum entre amigos que são fãs de futebol era grande, pois nenhum deles queria perder esta oportunidade, ainda mais vendo duas boas seleções jogando contra, Canadá e Austrália, e a favorita Alemanha enfrentando o genial Zimbabwe.

Antes de falar dos jogos, a organização deixou a desejar. Ao contrário da Copa do Mundo, onde as informações eram conseguidas facilmente, não havia muitas placas de indicações e uma confusão entre os voluntários. Mas o pior foi uma proibição, por ordem do Comitê Olímpico Internacional.: não podia entrar com mochila ou bolsa dentro do estádio.

Canadá tentando armar jogada no meio-campo

Sabemos que o mundo vive com problemas de terrorismo e segurança é fundamental, mas esta ordem é apenas para os eventos dos Jogos Olímpicos fora do Rio de Janeiro. Em resumo, apenas nas sedes do futebol. O que teve de gente jogando a mochila fora, guardando os objetos nos bolsos, e voltando para procurar um local onde guardar o artefato 'não está escrito no gibi'. Porém, teve alguns policiais militares, usando do bom senso, já que muitos saíram de outras cidades para acompanhar as duas partidas, que fizeram uma revista minuciosa nas bolsas e mochilas e deixando entrar. Esperamos que revejam esta situação.

Bom, vamos aos jogos. Canadá e Austrália entraram no gramado da Arena Corinthians sabendo que a partida era fundamental para a classificação para as quartas. Porém, o time da terra do canguru entrou dormindo. O público ainda estava se acomodando, quando aos 13 segundos, as Matildas erraram uma troca de passes na entrada da área e Beckie, esperta, só teve o trabalho de escorar para o gol: Canadá 1 a 0.

Atrás no marcador, a Austrália foi para cima e aos 18 minutos ficou em vantagem no número de atletas em campo. A zagueira canadense Zadorsky matou o contra-ataque e foi expulsa. Com isso, as Matildas partiram para cima, mas o ataque do time amarelo parava nas mãos da goleira Labbe, que foi uma das melhores em campo.

As canadenses comemoram a vitória na estreia

Na segunda etapa, as Matildas continuaram em cima do Canadá, que mesmo com uma jogadora a menos, arriscava alguns contra-ataques. Em um deles, a defensora australiana Van Egmond cometeu pênalti. Beckie foi para a cobrança, mas a goleira Willians defendeu. Porém, o calvário da Austrália continuou e aos 35, Sinclair foi lançada sozinha, a arqueira das Matildas saiu atrasada, levou o drible da atacante canadense, que deu números finais ao jogo: Canadá 2, Austrália 0.

Para o jogo seguinte, a torcida, que já estava em festa, fazendo ola e tudo o que tinha direito, escolheu um lado: o do Zimbabwe. Uma galera alertou: "olha, é risco de outro 7 a 1" (e quase aconteceu)! Porém, a grande maioria das 20.500 pessoas que estavam na Arena Corinthians já gritava "Zimbabwe" ainda no aquecimento.

No início, o Zimbabwe complicou o jogo

Empolgadas, as zimbabwenses inciaram o jogo endurecendo para a Alemanha, que não conseguia furar a retranca da equipe da África. E o mais legal: a cada bola perdida das germânicas, a torcida comemorava. Uma tentativa de ataque então, era motivo de êxtase. Porém, aos 22 minutos, após cobrança de escanteio, Daebritz subiu mais que todas e marcou. A Alemanha, mesmo aquém do que pode jogar, ampliou aos 35. Leupolz, pela esquerda, cruzou na cabeça da centroavante Popp, que não perdoou: 2 a 0 e fim de primeiro tempo.

No segundo tempo, o Zimbabwe conseguiu o que poucos esperavam. Aos 4 minutos, Makore partiu pela direita e bateu cruzado. Almuth espalmou para dentro da área, Basopo apareceu livre e completou para as redes. Esse foi o primeiro gol de Zimbábue por competições internacionais, que fez a torcida explodir de felicidade: 2 a 1 no placar e gritos de "Eu Acredito" ecoaram as arquibancadas da Arena Corinthians. Até um indivíduo chegou a invadir o campo, mas foi tirado pelos seguranças.

Alemanha comemorando mais um gol

Porém, a alegria das zimbabwenses e da torcida durou apenas quatro minutos. Em belíssima cobrança de falta cheia de curva, Behringer aproveitou que a goleira Magwede pulou atrasada e, no popular, a "porteira abriu". Aos 32, Leupolz foi derrubada na área por Majika e árbitra Rita Gani assinalou pênalti. Behringer foi para a cobrança e a Magwede defendeu, mas no rebote a própria camisa 7 tentou mais uma vez e a goleira falhou feio.

Com 5 a 1 contra no placar, o Zimbabwe começou a se entregar em campo e a Alemanha, sem precisar fazer muito esforço, chegou ao sexto gol: aos 44, a zagueira Chibanda tentou cortar um passe, mas mandou a bola para a própria meta, marcando gol contra e definindo o placar: Alemanha 6, Zimbabwe 1.

Vídeo com momentos da rodada dupla

Depois dos dois grandes jogos, toda a galera se reuniu, bateu aquele papo e cada um foi para o seu destino. Foi uma bela rodada dupla, que não faltou emoção. Assim, é só esperar pelo sábado, com mais dois jogos pelo Torneio Olímpico de Futebol Feminino em São Paulo.

Futebol Masculino Rio 2016 - Será que desta vez o Brasil leva?

Por Lucas Paes e Victor de Andrade


Se o Futebol Feminino começa nesta quarta-feira, a o Torneio Masculino da modalidade na Rio 2016 tem início no dia seguinte, quinta-feira, dia 4. Aliás, o futebol masculino foi o segundo esporte coletivo a entrar na programação dos Jogos Olímpicos, perdendo apenas para o Pólo Aquático. a primeira disputa foi em Paris 1900, com a Grã Bretanha conquistando a medalha de ouro.

O Futebol Masculino Olímpico teve várias fases. A Grã Bretanha dominou no início, passando o bastão para o Uruguai, na década de 20, e a partir da década de 50 com os países comunistas europeus. Como os jogadores destas seleções eram amadoras oficialmente, eles disputavam com os times principais contra equipes Sub-20. Isto faz efeito no quadro de medalhas, já que a Hungria, ao lado da Grã Bretanha, é a maior vencedora, com três ouros.

Nos últimos anos, com o fim da cortina de ferro e as mudanças nas regras no Futebol Masculino Olímpico, tivemos mais uma mudança. Países africanos venceram o torneio em duas oportunidades (Nigéria, em 1996, e Camarões, em 2000), além do bi-campeonato argentino (2004 e 2008). Em Londres 2012, o México conquistou o ouro batendo o Brasil na final.

O Torneio Olímpico de Futebol Masculino em 2016 será disputado por 16 times, divididos em grupos de quatro equipes cada. Os dois melhores passam para as quartas-de-final. Jogando em casa, a Seleção Brasileira vem obcecada pelo inédito ouro, que é o “título” que falta para a Canarinho ser campeã de tudo. Porém, Argentina, Alemanha, México e Colômbia também estão entre os favoritos.

Confira os grupos e as equipes que estarão no torneio:

GRUPO A

Brasil


Dona de cinco medalhas (três pratas e dois bronzes) e uma das favoritas ao ouro, a boa equipe do Brasil vem reforçada pela presença de Neymar, o jogador mais importante do futebol mundial que estará presente nos Jogos Olímpicos. Além do atacante do Barcelona, a seleção conta com Gabigol e Gabriel Jesus, destaques de dois dos melhores times do Brasileirão, o Brasil se classificou como país sede e perdeu alguns dos seus destaques como o atacante Douglas Costa, ainda assim é um dos principais, se não o principal favorito.

África do Sul


Sem grandes destaques, a África do Sul chega ao Brasil para ao menos tentar surpreender em um grupo onde está a dona da casa, que tem tradição no esporte. O grande nome da equipe é o goleiro Khune: titular na seleção principal e capitão do time, ele defendeu a equipe tanto na histórica campanha das Confederações de 2009, quanto na Copa do Mundo de 2010.

Iraque


Provavelmente será o saco de pancadas do time. A equipe não possui jogadores muito conhecidos do grande público e não há nenhum grande destaque na equipe. Um simples ponto já seria uma surpresa. Porém, o Iraque já aprontou no futebol olímpico: em 2004, os iraquianos golearam Portugal na estreia, com Cristiano Ronaldo, e por muito pouco não beliscou uma medalha, ficando em quarto.

Dinamarca


Classificada para os Jogos através do sempre difícil Torneio Pré-Olímpico Europeu, a Dinamarca não terá tantas estrelas na Rio 2016. Entre os seus 18 jogadores, a maioria é de jovens que jogam na própria Dinamarca ou em times menores de fora do país. Os destaques ficam em Yurary Poulsen e Vigen Christensen. Talvez seja o europeu mais fraco que esteja na competição, mas como caiu em um grupo tranquilo, deve classificar.

Palpite: Brasil e Dinamarca.

Grupo B

Nigéria


Os campeões olímpicos de 1996 e vice em 2008 têm um time cheio de jogadores realmente novos (entre 18 e 20 anos) guiados pelo experiente jogador Obi Mikel. Fora ele, nenhum jogador tão conhecido entre os fãs de futebol, o que não pode nos deixar enganar, pois em 1996 nomes como Martins ainda não eram famosos e todos sabemos o resultado final.

Japão


O Japão, medalha de bronze em 1968 e quarto colocado em Londres, vem para o Brasil sem seu principal jogador: o meia Keisuke Honda do Milan. Os nipônicos perderam para os brasileiros no último amistoso antes dos jogos, por 2 a 0. A maioria dos jogadores japoneses atua na própria J-League e não há nenhum grande destaque.

Suécia


A expectativa da vinda do astro Zlatan Ibrahimovic ao Brasil foi terminada com o anúncio da aposentadoria do craque na seleção. Com isso, a Suécia, que não passa um grande momento com seu time principal, vem sem nenhum nome muito conhecido tentando surpreender mostrando sua nova geração ao mundo. Porém, o time perdeu para a Coréia do Sul, em amistoso realizado no Pacaembu, por 3 a 2. Vale ressaltar que os suecos têm uma bela história no futebol olímpico: ouro em 1948, além de bronze em 1924 e 1952.

Colômbia


Última seleção a garantir vaga no torneio (em uma repescagem contra os Estados Unidos), a Seleção Colombiana traz entre os seus jogadores o experiente atacante Teo Gutierrez e o matador Borja, do Atlético Nacional campeão da Libertadores em 2016. O time que conquistou a América ainda cedeu Perez e Bonilla (goleiro reserva do argentino Armani). A Colômbia espera fazer um grande papel na Rio 2016, esperando até a conquistar sua primeira medalha no futebol.

Palpite: Colômbia e Nigéria.

GRUPO C

México


Outra equipe que deve ir longe nessa Olimpíada, inclusive sendo uma das favoritas, o México tenta repetir o histórico feito de Londres 2012, quando surpreendeu, bateu o Brasil e levou a medalha de ouro. Peralta, destaque daquela final, ainda está no time, que ainda tem Guzman e Salcedo como destaques. Faz uma estreia que tem tudo para ser um dos melhores jogos da competição, contra a Alemanha.

Alemanha


Junto com o Brasil, a Alemanha vem para a disputa do torneio olímpico de futebol masculino como o grande favorito. Mesmo sendo o time Sub-23, os alemães contam com Meyer, Huth, Bender, Ginter e Brandt, todos destaques em seus clubes na Bundesliga, o campeonato nacional. Com todos estes destaques, não se surpreenda se o futebol alemão repetir o que fizeram em 2014: conquistar um título na terra tupiniquim.

Fiji


Se lembram do Taiti na Copa das Confederações em 2013? O Fiji no Torneio Olímpico de Futebol Masculino é mais ou menos a mesma coisa ('culpa' da Nova Zelândia que não confirma o favoritismo na Oceânia). O time não tem nenhum grande destaque e tentará evitar ser o saco de pancadas dos jogos. Se fizer um gol no Campeonato isso já é uma vitória.

Coréia do Sul


Medalha de bronze em Londres 2012, os sul-coreanos querem chegar mais longe nesta Olimpíada. O time poucos nomes conhecidos, com destaque para o atacante Hyujun, que joga no Porto, de Portugal, e já passou por alguns outros grandes do futebol europeu. A luta para se classificar será grande, já que a Coréia do Sul terá que passar por Alemanha ou México.

Palpite: Alemanha e México.

GRUPO D

Honduras


Sem grandes destaques, a seleção hondurenha está longe de ser favorita, mas tentará surpreender passando de fase num grupo onde o favoritismo é amplo para a Argentina e para Portugal, assim como fez em Londres 2012, quando chegou nas quartas-de-final. Uma vitória contra a Argélia já seria uma surpresa vindo de Honduras.

Argélia


Surpresa da Copa de 2014, a Argélia vem ao Brasil sem os grandes destaques daquele time, como o meia Feghouli. A equipe tentará surpreender, mas, a princípio, não está entre os favoritos da competição. Caso classifique, poderá haver uma reedição do confronto das oitavas da Copa de 2014 contra a Alemanha.

Portugal


Campeã da Euro e considerada uma das melhores seleções de base do Velho Continente, Portugal teve problemas para a liberação de seus jogadores para a disputa da competição, inclusive com os grandes clubes do país. O principal destaque é o atacante Mané, do Sporting. O time português é formado, em sua grande parte, com jogadores de até 21 anos.
Argentina


Uma das favoritas, a Argentina volta ao Torneio depois de ter ficado de foram em Londres 2012. A Albiceleste não terá Messi, mas contará com Lo Celso e Calleri, destaques na Libertadores com Rosário Central e São Paulo, respectivamente. Com um belo histórico no Futebol Masculino Olímpico, com dois títulos (2004 e 2008) e dois vices (1928 e 1996), a Argentina busca no Brasil mais um ouro olímpico e deve ir longe.

Palpite: Argentina e Portugal.

Confira a tabela e todas as informações do torneio aqui.

O Curioso do Futebol

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