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Jovem goleiro brasileiro é convocado para sessão de treinamentos com a seleção da Bulgária

Foto: Divulgação/Acervo Pessoal

Lucas Marques defende o CSKA 1948

O goleiro brasileiro Luca Marques, de 14 anos, foi convocado para participar de uma preparação para integrar a seleção sub-15 da Bulgária. Os treinamentos acontecerão entre os dias 10 e 13 de março, no centro de formação da seleção búlgara, em Sofia.

Filho do ex-jogador Eli Marques, que atuou no Brasil pelo Social/MG e Botafogo/SP e na sequência se transferiu para o futebol búlgaro, onde permaneceu até o final de sua carreira como meia-atacante, Luca Marques nasceu em Varna, na Bulgária.

Brasileiro com naturalidade búlgara, Luca fala pouco o português, mas tem o seu pai como sua maior inspiração para obter sucesso na carreira como jogador de futebol.

“Meu pai é o meu maior incentivador. Desde o início ele identificou que eu tinha facilidade e habilidade para atuar como goleiro. Comecei a jogar por vontade própria e hoje, com apenas 14 anos, já estou conseguindo colher os frutos do trabalho que está sendo realizado”, analisou o jogador.


Goleiro do CSKA 1948, Luca está ansioso para retornar os treinamentos com a seleção sub-15 búlgara. Esta será a segunda vez que Luca estará integrando a seleção europeia.

“Muito feliz com esse chamado e motivado em continuar fazendo um grande trabalho no meu clube e, consequentemente, na seleção. Tenho um carinho muito grande pelo Brasil, que é o país do meu pai, e também pela Bulgária, que é o país da minha mãe. Claro que atuar pela seleção pentacampeã do mundo seria um orgulho muito grande, mas defender a Bulgária também é motivo de muita honra”, finalizou o goleiro.

Há 58 anos, Pelé e Garrincha jogavam seu último jogo juntos pela Seleção

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Pelé e Garrincha atuando pelo Brasil

O futebol em tempos recentes virou território dos trios. Em anos recentes, entraram para a história tríades como MSN (Messi, Neymar e Suaréz) e BBC (Bale, Benzema, Cristiano Ronaldo). Por muito tempo, porém, o futebol foi espaço de históricas duplas, de ataque e defesa que marcaram a história do esporte, que também ainda existem nos dias atuais, mas são minoria no esporte bretão atual. Porém, uma das duplas causou durante muito tempo calafrios em quem enfrentou a Seleção Brasileira. Há 58 anos, no dia 12 de julho de 1966, Pelé e Garrincha fizeram seu último jogo juntos.

O duo do Rei com o Mané foi um verdadeiro trem imparável em suas partidas pela seleção. Juntos, Garrincha e Pelé jamais perderam com a amarelinha e foram os principais nomes de um dos períodos mais célebres do futebol brasileiro no mundo. Desde seu primeiro jogo, em 18 de maio de 1958, contra a Bulgária, até a tarde do dia 12 de julho em Goodison Park, foram 40 jogos, 35 vitórias e apenas cinco empates na conta dos dois pela amarelinha.

Naquele dia, em Goodison Park, na cidade de Liverpool, o duelo valia pela estreia da Copa do Mundo de 1966. Bicampeão, o Brasil era um dos favoritos e duelava contra a Bulgária, curiosamente o mesmo adversário de seu primeiro jogo pelo time. No primeiro tempo, mesmo sem ser exatamente brilhante, o Brasil abriu o placar com um belíssimo gol de falta do Rei do Futebol, Pelé, aos 15 minutos da primeira etapa.


No segundo tempo, foi a vez de Garrincha marcar o seu, curiosamente também num belo gol de falta, aos 18 minutos do segundo tempo, fechando o placar e garantindo a vitória brasileira em Liverpool, triunfo que seria o único na decepcionante campanha mundialista de 1966. Nos outros dois jogos do mundial, a violência dos adversário seria responsável pelo fato de que os dois não entrariam em campo, com o Brasil perdendo os dois jogos e indo embora na primeira fase.

O Brasil voltaria a ser campeão do mundo em 1970, com o conhecidíssimo esquadrão que não tinha mais Pelé e Garrincha, mas tinha um quinteto que até hoje é lembrado como poesia pelo imaginário futeboleiro (Pelé, Tostão, Jairzinho Gérson e Rivelino). Garrincha, por sua vez, se despediu na derrota por 3 a 1 para a Hungria, ainda na Copa do Mundo de 1966.

Há 57 anos, Pelé e Garrincha jogavam juntos pela última vez na Seleção Brasileira

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

A Seleção Brasileira em 1966

A Seleção Brasileira jamais perdeu qualquer partida onde Garrincha e Pelé nos vários anos em que estes dois ícones da história do futebol atuaram juntos com a camisa canarinho. Há 57 anos, no dia 12 de julho de 1966, em jogo válido pela estreia daquela Copa do Mundo, o time Canarinho venceu seu último jogo com os dois atuando juntos, em uma partida diante da Bulgária, no Goodison Park, em Liverpool, que em breve não será mais a casa do Everton.

O Brasil entrou na Copa do Mundo de 1966 como o grande favorito a conquista do terceiro título seguido. Contando com boa parte da base campeã nos dois anos anteriores, o time verde e amarelo, porém, havia passado por um processo meio complicado na convocação para a competição que acabaria por minar muito cedo a participação brasuca na competição. Na estreia, porém, o time jogou completo.

Naquele dia, o Brasil, como era de se esperar, deu pouquíssimas chances ao time búlgaro. Em cima desde o primeiro minuto do jogo, contou com um gol de Pelé para abrir o placar na partida, em um lance de bola parada. Foi o único gol do primeiro tempo, apesar do time brasileiro controlar completamente a partida diante de uma Bulgária que pouco conseguia oferecer de resistência ou de inspiração técnica.

Mesmo sem fazer exatamente um grande jogo, pelo menos considerando os padrões mostrados em 1958 e 1962, a equipe Canarinho chegou ao 2 a 0 com facilidade na etapa final contando justamente com gol de Garrincha, em outro lance de bola parada, aos 18 minutos da etapa final. A partir daí, o time brasuca só administrou a partida, mesmo mostrando um futebol de menor qualidade. Venceu com alguma tranquilidade ao fim da partida.

Aquela seria a última partida da dupla histórica de Pelé e Garrincha pela equipe brasuca. Nas partidas seguintes, a forma ruim de Garrincha acabou o tirando do segundo jogo diante da Hungria e no jogo seguinte os brasileiros pouco conseguiram fazer com Pelé sendo tirado de campo logo cedo em uma falta violenta cometida por um defensor português. Com apenas uma vitória e duas derrotas, o Brasil ficou pelo caminho na primeira fase.


Em números oficiais, Pelé e Garrincha atuaram em 30 jogos pela Seleção, com 26 vitórias e quatro empates do time brasileiro. Ainda houveram outras 10 vitórias que ocorreram em amistosos diante de combinados de regiões ou seleções ou mesmo clubes, que não contam para as estatísticas oficiais. A Copa do Mundo de 1966 foi a última competição de Garrincha na equipe, enquanto Pelé ainda faria parte do histórico selecionado campeão no México, em 1970. 

O dia em que Pelé foi para o banco e vestiu a camisa 13 no Morumbi

Foto: Divulgação CBF

Pelé, com a camisa 13 da Seleção, no banco de reservas

Pelé se consagrou para o mundo com a camisa 10 em 1958, na Suécia. Mas foi a camisa 13 a primeira que ele vestiu na Seleção Brasileira, em seu jogo de estréia, no dia 7 de julho de 1957, no Maracanã. Pelé, que estava no banco de reservas, entrou no lugar de Del Vecchio e marcou o gol do Brasil - o primeiro com a camisa da Seleção - na derrota de 2 a 1 para a Argentina.

Treze anos depois, já Rei do Futebol, Pelé voltaria a vestir a camisa 13 do Brasil. No dia 26 de abril de 1970, tendo Zagallo como treinador, Pelé ficou no banco de reservas em um amistoso contra a Bulgária, que terminou empatado em 0 a 0, na preparação para a Copa do Mundo do México .

Naquele dia, no Morumbi, o titular da posição, o número 10, foi Tostão. É ele quem conta o que aconteceu. "O Zagallo tinha convocado dois centroavantes, Roberto Miranda, que era o titular, e o Dario. Como eu seria o reserva do Pelé na Copa, ele quis ver com eu me sairia na posição. Por isso, o Pelé ficou no banco", recorda Tostão.

Na verdade, Zagallo preferia Roberto Miranda, seu jogador do Botafogo, como centroavante titular, disputando a posição com Dario, e o escalou nos três primeiros jogos assim que assumiu, substituindo João Saldanha. Tostão, que vinha de uma recuperação de um uma cirurgia no olho, seria ponta de lança e dessa forma, com a camisa 10, foi escaldo contra a Bulgária ao lado de Dario. 

"Queria ver o rendimento do Tostão, na sua verdadeira posição, como ele se sairia se precisasse substituir o Pelé, e por isso comecei o jogo com ele", explicou Zagallo, à época. Pelé entrou no segundo tempo, no finzinho, mas o jogo terminou mesmo empatado sem gols, e a Seleção Brasileira teve uma atuação muito criticada. Naquele dia 26 de abril, o Brasil jogou com Ado, Carlos Alberto Torres, Brito, Joel Camargo e Marco Antônio; Clodoaldo (Rivelino) e Gérson; Jairzinho, Dario, Tostão (|Pelé) e Paulo César Lima.


Ainda bem que três dias depois, em 29 de abril, na despedida da Seleção Brasileira antes da viagem para a o México, em jogo contra a Áustria, no Maracanã, Zagallo mudou de ideia. Ele voltou a escalar Tostão como centroavante, formando a dupla de ataque com Pelé , e o Brasil venceu por 1 a 0, gol de Rivelino. Estava montado o time que conquistaria o tricampeonato no México.

A camisa 13, novamente, na preparação para a Copa do Mundo de 1966 - Para a Copa do Mundo de 1966 foram convocados 44 jogadores que formavam quatro times nos treinamentos. Em um deles, Pelé vestiu novamente a 13 do início da carreira e aparece na foto abaixo junto aos companheiros Paulo Borges (18), Brito (14), Rinaldo (22), Parada (19) e Gérson (8).

O choro de Rashid Yekini na Copa do Mundo de 1994

Por Victor de Andrade

Yekini chorando após marcar o primeiro gol nigeriano na história das Copas: cena imortalizada

O sonho da maioria das crianças que querem ser jogadoras de futebol é disputar uma Copa do Mundo. Porém, se você é de um país que nunca foi em um Mundial, este sonho fica mais distante. Mas, você já atleta, a Seleção consegue a vaga no torneio e logo aos 21 minutos de jogo você balança as redes. Isto aconteceu com o atacante nigeriano Rashid Yekini, em 1994.

No dia 21 de junho daquele ano, no Estádio Cotton Bowl, em Dallas, nos Estados Unidos, a Nigéria fazia o seu primeiro jogo na história das Copas do Mundo contra uma forte Bulgária de Hristo Stoichkov, que ficaria em quarto naquele Mundial. Tudo levava a crer que a equipe europeia seria a favorita naquele embate, mas não foi o que aconteceu.

Com seu futebol rápido e envolvente, rapidamente a Nigéria passou a dominar o jogo. Amunike, Amokachi e Yekini envolviam os jogadores búlgaros, que não esperavam um estreante em Copas vindo daquele jeito. Tudo bem que até ali, a Bulgária nunca tinha ganho um jogo em Mundiais, mas os africanos tomavam conta da 'peleja'.

Aos 21 minutos, refletindo o que estava acontecendo na partida, a Nigéria abriu o marcador. Depois de rápida jogada pela direita, a bola foi cruzada na área e passou por quase todo mundo, menos por Rashid Yekini, que foi oportunista e balançou as redes! Era o primeiro gol dos Super Eagles na história das Copas do Mundo.

O fato foi tão importante que Rashid Yekini se agarrou nas redes e começou a chorar. A emoção tomava conta do atacante nigeriano, que até então defendia o português Vitória de Setúbal. Perguntado o porque da ação, Yekini disse que era um sonho estar na Copa do Mundo e que isto parecia ser ilusão, pois a Nigéria, até então, nunca tinha se classificado para o evento e, por isto, se emocionou.

Os melhores momentos da partida

A imagem de Yekini chorando correu o mundo e até hoje reflete o que significa a Copa do Mundo para os amantes de futebol. O nigeriano estava transformando em realidade o sonho de muita, mas muita gente que joga sua bolinha todos os dias, ao redor de todo o planeta.

Voltando ao jogo, a Nigéria continuou dominando a partida e venceu por 3 a 0, com Amokachi, aos 41' do primeiro tempo, e Amonike, aos 10' da etapa final, completando o marcador. Depois, os nigerianos perderiam para a Argentina, por 2 a 1, e venceriam os gregos por 2 a 0, passando em primeiro no Grupo D da competição. Nas oitavas, em um jogo equilibrado, os africanos foram eliminados pela Itália, de virada, com Roberto Baggio decidindo o jogo na prorrogação.

Rashid Yekini ainda defenderia a Nigéria na Copa de 1998, na França, onde a Nigéria repetiria a campanha de quatro anos antes, caindo nas oitavas de final, mas desta vez para a Dinamarca. O atacante é até hoje o maior artilheiro dos Super Eagles, com 37 gols e 58 jogos. Porém, em 2012, aos 48 anos, Yekini veio a falecer por problemas neurológicos. Mas, seja por ser o maior artilheiro, seja por ter marcado o primeiro gol de seu país em Copas, Yekini estará para sempre na história do futebol nigeriano.

A eterna Bulgária de 1994

Por Lucas Paes 

Poucos esperavam que a Bulgária conseguisse chegar à semifinais daquela Copa do Mundo

A Copa do Mundo é um torneio propenso a surpresas. Em praticamente todas as edições mais recentes do mundial tivemos algum time “azarão” que surpreendeu e foi longe, desde a alucinante e carismática Costa Rica de Bryan Ruiz, Navas, Campbell e cia. Até o Camarões de 1990. Mesmo em tempos mais antigos, tivemos exemplos como os Estados Unidos, semifinalistas em 1950 e 1930 e a Coréia do Norte, obscura pela sua realidade, porém ofensiva e sem muita preocupação com a defesa em 1966. Entre essas surpresas, uma das mais marcantes é a Bulgária, em 1994. 

Não foi a primeira copa dos búlgaros, que jogaram em 1962, 1966, 1970, 1974, 1996, a de 1994, tema deste artigo, e em 1998, a última vez. Porém, a campanha nos Estados Unidos foi especial. Só para se ter uma ideia, apenas em 1994 é que a Seleção Búlgara ganhou jogos no torneio mais importante do futebol mundial.

A classificação dos “Demônios da Europa” já é algo épico por sí só. Em um grupo das eliminatórias onde França e Suécia tinham enorme favoritismo, a Bulgária tirou a vaga da França na última rodada, numa traumática experiência que já foi tema de texto aqui no site. Assim, Stoichov e seus companheiros chegavam ao mundial.

Grande nome da geração, Stoichkov foi um dos artilheiros

O sorteio apontou que a Bulgária estaria no Grupo D, junto com Nigéria, Argentina e Grécia, o máximo que se esperava dos búlgaros era um terceiro lugar, classificando-se talvez como um dos melhores. E a estreia da equipe, no dia 21 de junho daquele ano de 1994, em Dallas, deu razão as dúvidas. Diante de um bom time nigeriano, Stoichov, Ivanov e cia. mal viram a cor da bola e levaram 3 a 0. O começo dava indícios de que o time búlgaro não ia longe. 

Apenas cinco dias depois e já com a água começando a bater no pescoço, os búlgaros foram até Chicago enfrentar a Grécia, um dos times mais fracos daquela copa. Logo com cinco minutos, Stoichov fez o primeiro, de pênalti. O camisa 8 fez o segundo já na etapa final, com 10 minutos, também em cobrança de pênalti. Lechkov e Borimirov fizeram os outros dois gols do passeio, que voltou a dar chances de vaga aos Demônios. 

Na última rodada, o Cotton Bowl de Dallas estava lotado e viu uma belíssima partida da Bulgária. Contra uma Albiceleste que sofria com a ausência do lendário Maradona, pego no exame antidoping, o primeiro gol veio em rapidíssimo contra ataque que foi finalizado por Stoichov, aos 15’ do segundo tempo. O segundo veio em um torpedo de cabeça de Sirakov, após escanteio cobrado da direita do ataque búlgaro. O grupo terminou com a liderança da Nigéria, seguida justamente pela turma de Stoichov e cia. Em terceiro, surpreendendo negativamente, a Argentina.

A Bulgária venceu, na Copa, a Argentina e a Alemanha (foto)

Nas oitavas de final, o adversário da Bulgária seria o México, que tinha entre outros o lendário goleiro Jorge Campos, dos uniformes chamativos. Num jogo de começo muito agitado, o placar já tinha se definido aos 18 minutos do primeiro tempo. Aos 6’, Stoichov, sempre ele, colocou a Bulgária na frente, em jogada bonita de contra ataque. Mas Aspe empatou para o México, de pênalti. Sem mudanças na prorrogação, a definição foi na marca da cal e o México parou duas vezes em Mihaylov, além de uma cobrança para fora e acabou derrotado por 3 a 1. 

Nas quartas de final, veio o que talvez foi o maior jogo daquele time. A adversária era nada mais nada menos que a Alemanha, atual campeã, dona de um favoritismo gigante e de um time que contava com nomes de peso como Klinsmann, Matthaus, entre outros. O histórico Giants Stadium seria palco de uma façanha. Aquele 10 de Julho colocou frente a frente equipes com ideias de jogo diferentes, o ofensivo futebol da seleção búlgara contra um time alemão extremamente competente em sua defesa. 

O jogo, porém, foi aberto, com chances para os dois lados. Mas os gols viriam só na etapa final. Logo no segundo minuto, Klinsmann sofreu pênalti e Matthaus colocou os germânicos em vantagem. Destacando-se no jogo, Hassler ainda acertaria uma bola na trave antes de sair, numa alteração que matou o Nationalelf. Aos 30’, o empate veio com uma belíssima cobrança de falta de Stoichov, um golaço. O segundo vem pouco tempo depois, com Iankov lançando para a área e o carequinha Lechkov fazendo o gol da classificação.

Os búlgaros perderam na semifinal para a Itália

O sonho do inédito título mundial, porém, morreu nas semifinais. De novo jogando no Giants Stadium, os búlgaros não foram páreo para Baggio. O lendário jogador italiano fez os dois gols da classificação azurra. Stoichov, sempre ele, fez o gol de honra da Búlgaria. Ele terminou como um dos artilheiros do torneio, com seis gols, empatado com Salenko, da Rússia. Na decisão do terceiro lugar, sem contar com seu artilheiro, a Bulgária acabou goleada por 4 a 0. Ainda assim, o quarto lugar entrou para a história do país, que jamais fez algo sequer parecido em qualquer competição. 

Com quase a mesma equipe, a Seleção Búlgara ainda jogou a Eurocopa de 1996, onde decepcionou e acabou eliminada na primeira fase, num grupo que tinha a Romênia, outra surpresa da Copa do Mundo de 1994, a França e a Espanha, que se classificaram. Em 1998, ainda com Stoichov no time, os Demônios da Europa chegaram ao seu último mundial, mas terminaram com apenas um ponto, eliminados na primeira fase. Deste então, a Bulgária nunca mais foi à uma Copa do Mundo, mostrando o tamanho do feito de Stoichov, Lechkov, Ivanov e Cia.

O Curioso do Futebol

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