O dia em que Pelé foi para o banco e vestiu a camisa 13 no Morumbi

Foto: Divulgação CBF

Pelé, com a camisa 13 da Seleção, no banco de reservas

Pelé se consagrou para o mundo com a camisa 10 em 1958, na Suécia. Mas foi a camisa 13 a primeira que ele vestiu na Seleção Brasileira, em seu jogo de estréia, no dia 7 de julho de 1957, no Maracanã. Pelé, que estava no banco de reservas, entrou no lugar de Del Vecchio e marcou o gol do Brasil - o primeiro com a camisa da Seleção - na derrota de 2 a 1 para a Argentina.

Treze anos depois, já Rei do Futebol, Pelé voltaria a vestir a camisa 13 do Brasil. No dia 26 de abril de 1970, tendo Zagallo como treinador, Pelé ficou no banco de reservas em um amistoso contra a Bulgária, que terminou empatado em 0 a 0, na preparação para a Copa do Mundo do México .

Naquele dia, no Morumbi, o titular da posição, o número 10, foi Tostão. É ele quem conta o que aconteceu. "O Zagallo tinha convocado dois centroavantes, Roberto Miranda, que era o titular, e o Dario. Como eu seria o reserva do Pelé na Copa, ele quis ver com eu me sairia na posição. Por isso, o Pelé ficou no banco", recorda Tostão.

Na verdade, Zagallo preferia Roberto Miranda, seu jogador do Botafogo, como centroavante titular, disputando a posição com Dario, e o escalou nos três primeiros jogos assim que assumiu, substituindo João Saldanha. Tostão, que vinha de uma recuperação de um uma cirurgia no olho, seria ponta de lança e dessa forma, com a camisa 10, foi escaldo contra a Bulgária ao lado de Dario. 

"Queria ver o rendimento do Tostão, na sua verdadeira posição, como ele se sairia se precisasse substituir o Pelé, e por isso comecei o jogo com ele", explicou Zagallo, à época. Pelé entrou no segundo tempo, no finzinho, mas o jogo terminou mesmo empatado sem gols, e a Seleção Brasileira teve uma atuação muito criticada. Naquele dia 26 de abril, o Brasil jogou com Ado, Carlos Alberto Torres, Brito, Joel Camargo e Marco Antônio; Clodoaldo (Rivelino) e Gérson; Jairzinho, Dario, Tostão (|Pelé) e Paulo César Lima.


Ainda bem que três dias depois, em 29 de abril, na despedida da Seleção Brasileira antes da viagem para a o México, em jogo contra a Áustria, no Maracanã, Zagallo mudou de ideia. Ele voltou a escalar Tostão como centroavante, formando a dupla de ataque com Pelé , e o Brasil venceu por 1 a 0, gol de Rivelino. Estava montado o time que conquistaria o tricampeonato no México.

A camisa 13, novamente, na preparação para a Copa do Mundo de 1966 - Para a Copa do Mundo de 1966 foram convocados 44 jogadores que formavam quatro times nos treinamentos. Em um deles, Pelé vestiu novamente a 13 do início da carreira e aparece na foto abaixo junto aos companheiros Paulo Borges (18), Brito (14), Rinaldo (22), Parada (19) e Gérson (8).
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