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Bobby Charlton, uma lenda no Manchester United

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Bobby Charlton é um dos maiores da história do United

Robert Charlton, mais conhecido como Bobby Charlton, foi um dos maiores jogadores do futebol mundial, conquistando diversos títulos e driblou a morte em 1958. O meio-campista fez praticamente sua carreira toda no Manchester United, onde é um dos maiores ídolos do clube. 

O jogador nasceu em Ashington, no Reino Unido, no dia 11 de outubro de 1937, e começou sua carreira alguns anos depois da base do United. O futebol já estava no seu sangue, pois teve três irmãos que foram jogadores, todos atuavam como zagueiro. 

Bobby subiu para o profissional em 1954, e na época o United era uma equipe mediana, que estava buscando a sua ascensão. O meio-campista era diferente de todos, tinha uma grande qualidade no passe, e um chute certeiro de longa distância, fazendo diversos gols importantes. 

A equipe na época ficou conhecida como “Busby Babes”, os bebês do técnico escocês Matt Busby. O apelido era por conta da baixa média de idade da equipe, que era apenas de 22 anos. Mesmo com um time sem tanta experiência, os jogadores mostraram muito talento e ajudaram a equipe a conquistar diversos títulos. 

Em 1955 a equipe conquistou o Campeonato Inglês, título muito importante para a ascensão do clube. Bobby foi extremamente importante para essa conquista, conseguindo dominar o meio-campo, e fazendo grandes jogos, com gols muito importantes. 

Na temporada seguinte, o time já começou conquistando a Supercopa da Inglaterra, mas não foi o único título. O Manchester conquistou o bicampeonato Inglês, mostrando de fato o crescimento do clube no cenário nacional. Em 1957, o United venceu mais uma vez a Supercopa. 

Porém, em 1958, passou por um dos momentos mais difíceis da sua vida, e uma das grandes tragédias do futebol. A equipe do United estava retornando de Belgrado, na Iugoslávia, onde o time garantiu a classificação para a semifinal da Copa dos Campeões, com um empate em 3 a 3 com o Estrela Vermelha. 

A direção da equipe fretou um avião para retornar à Inglaterra, e fez uma escala em Munique, na Alemanha Ocidental. Porém, a decolagem só conseguiu após serem feitas três tentativas, porque os motores falharam, mas a aeronave acabou desabando ainda na cerca do aeroporto, desintegrando-se em uma casa desabilitada adiante. 

O acidente acabou matando oito jovens atletas, que poderiam ter um futuro brilhante na carreira. Bobby acabou sobrevivendo, e três meses depois voltou aos gramados pelo United, que estava em fase de reconstrução, após o baque das perdas e do grave acidente. 

Bobby foi a estrela da reconstrução da equipe, e foi o meio-campista que apelidou o Old Trafford de “Teatro dos Sonhos”. A equipe voltou a ser campeã quatro anos depois, em 1962, quando venceu a Copa da Inglaterra, e foi muito importante para ajudar o clube a voltar ao caminho dos títulos. 

Na temporada de 1964-65, o jogador foi novamente fundamental para mais uma conquista do Campeonato Inglês. No ano seguinte venceu mais uma vez a Supercopa, colocando o United novamente no topo do futebol inglês, mesmo depois de anos complicados. 

Em 1966-67, o clube foi mais uma vez campeão do Campeonato Inglês, e Bobby sendo novamente o protagonista da equipe. E para não perder o costume, conquistou pela quarta vez a SuperCopa, em 1967.

Ainda em 1967, o jogador ajudou a equipe a conquistar um dos principais títulos da história do clube, que colocou o United no patamar internacional. A equipe conquistou a Liga dos Campeões da UEFA, título em que faltava na galeria do clube.


Depois desses títulos, a equipe passou por momentos difíceis, sem nenhuma conquista nas próximas temporadas. No começo da década de 70, o técnico  Matt Busby acabou deixando a equipe, o que acabou prejudicando mais ainda o desempenho do time. 

Em 1973, já na fase final de sua carreira, Bobby resolveu deixar o United, deixando o clube sendo o jogador que mais entrou em campo, com 758 partidas, e o maior artilheiro, com 249. Mesmo depois de muitos anos, Bobby ainda é o segundo maior atleta que entrou em campo, foi ultrapassado pelo galês Ryan Giggs em 2008, e o segundo artilheiro, passado pelo Wayne Rooney.

A passagem de George Best pelo Manchester United

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

George Best é um dos maiores ídolos dos Diabos Vermelhos

George Best, ex-ponta direita da Irlanda do Norte, estaria comemorando o seu 77º aniversário nesta segunda-feira, dia 22 de maio de 2023. No decorrer de sua carreira, o atleta defendeu as cores do Manchester United entre os Anos 60 e 70, teve uma excelente passagem e se tornou um dos maiores ídolos da história dos Red Devils.

Esta trajetória do jogador na equipe vermelha de Manchester começou em 1963, ano no qual passou a jogar profissionalmente. Com o decorrer do tempo, o avançado criou um vínculo muito grande com a torcida e a instituição nesse período de 11 anos em que permaneceu no clube.

Segundo o site ogol.com, George Beste disputou 470 partidas e marcou 179 gols com a camisa dos Diabos Vermelhos. Neste período de 11 anos no clube inglês, conquistou uma Liga dos Campeões (1967/68), dois Campeonatos Ingleses (1964/65 e 1966/67) e duas Supercopas da Inglaterra (1965 e 1967).

Na sequência de sua carreira, o renomado atleta da Irlanda do Norte rodou por clubes como Jewish Guild, Dunstable Town, Stockport County, Cork Celtic, Los Angeles Aztecs, Fulham, Los Angeles Aztecs, Fort Lauderdale Strikers, Hibernian, San Jose Earthquakes, Sea Bee, Hong Kong Rangers, Bournemouth, Brisbane Lions, Osborne Park Galeb e no Nuneaton Borough.


Ele encerrou a sua carreira em 1984, depois de atuar no Tobermore United. George Best veio a falecer no dia 25 de novembro de 2005, quando tinha 59 anos. O craque irlandês teve uma falência múltipla dos órgãos em decorrência de uma cirrose.

Liverpool fez história 'atropelando' o Manchester United pela Premier League

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

Um atropelo em Anfield Road

Mesmo vivendo sua melhor fase nos últimos anos, recentemente tendo saído de um jejum de títulos incômodo, o Anfield Road segue sendo um pesadelo para o Manchester United na era Jurgen Klopp. O time de Ten Hag chegou ao North West Derby, maior clássico do futebol inglês como "favorito", vivendo melhor momento, em melhor classificação contra um Liverpool que segue tentando se encontrar (e talvez tenha se encontrado finalmente.) e saiu dele com a maior goleada da história do clássico nas costas e tendo acordado de vez o rival. O dia 5 de março entrou para a história do futebol e com isso o Liverpool está mais vivo do que nunca por conta de um 7 a 0.

Os Reds chegaram a este clássico ainda sob a sombra da goleada sofrida diante do Real Madrid na Champions League dentro de seus domínios, contra um Manchester United chegando duma recente classificação diante do Barça na Europa League. Vinha numa sequência de vitórias e de bons jogos longa, com Rashford sendo talvez o melhor jogador do mundo nos três primeiros meses de 2023. Tudo indicava que o time de Ten Hag quebraria o jejum de vitórias em Anfield, mas todo esse retrospecto foi para o espaço em 90 minutos.

O resultado em si curiosamente não foi um reflexo necessariamente do que foi o jogo. No primeiro tempo, o Liverpool até teve controle territorial, mas pouco conseguiu fazer de eficaz em relação a finalização, com as chances mais perigosas sendo duas dos Red Devils, um chute de Antony e uma cabeçada perigosíssima de Bruno Fernandes, além do gol bem anulado de Casemiro. No finalzinho do primeiro tempo, quando o placar zerado parecia claro, Robertson fez linda jogada e lançou Gakpo, que abriu a noite histórica com uma linda chapada para o gol.

Os torcedores do Manchester United passarão o resto de sua semana pensando no que aconteceu no intervalo. O time de Ten Hag voltou completamente fora de rotação. Praticamente no primeiro lance do segundo tempo, a pressão vermelha engoliu a defesa do United, com a bola batendo e rebatendo, sobrando na ponta para Elliott, que passou para Salah cruzar na cabeça de Darwin Nuñez. Pouco depois, Salah fez Lisandro Martínez parecer um armador, deixou o zagueiro sentado e cruzou para Gakpo marcar e a partir daí o jogo acabou. Os Red Devils perderam o controle mental da partida e o que veio a partir daí foi consequência natural disso.

Salah transformou o resultado em goleada em mais uma bola onde os Reds ganharam na pressão, com o Egípcio fuzilando um torpedo no travessão e na rede. Depois, no quinto gol, Nuñez teve tempo de tomar um café, escrever uma tese de mestrado, se movimentar dentro da área e fazer o gol sem ser incomodado por ninguém do time visitante. O sexto veio num lance bizarro, onde a zaga do time de Manchester foi afastar e bola rebateu em Firmino e sobrou para Salah se tornar o maior artilheiro do Liverpool na Premier League com 130 gols. Ainda deu tempo de Firmino fazer o sétimo e fechar o placar histórico.


O 7 a 0 entrou para a história do futebol inglês como a maior goleada de todos os tempos do maior clássico da Inglaterra. Curiosamente, efetivamente não muda muita coisa para ambos os lados, a não ser pelo combustível que dá aos Reds na briga pela vaga no G4, que agora dista apenas três pontos do Liverpool, que, detalhe, tem um jogo a menos que o Tottenham, quarto colocado. Tudo fica aberto novamente.

No fim das contas, a impressão que fica é que nem com um equilíbrio maior entre os times o Manchester United consegue bater de frente com seu arquirrival em condições normais. Na era Alex Fergunson, mesmo no auge do desequilíbrio entre os rivais, o time do Merseyside jamais foi goleado impiedosamente pelo time do escocês. O time de Klopp, em alguns anos, já aplicou três estraçalhadas históricas no rival, uma delas dentro de Old Trafford (e que não foi um placar maior porque o time de Klopp não quis.). Enfim, a história está escrita. 

Manchester United volta a ser campeão, tira pressão da costas e dá sinal de retorno

Por Lucas Paes
Foto: AFP

O United venceu um título novamente

Se este que vos escreve voltasse no tempo e citasse para alguém que assistia o Manchester United tomar um 9 a 0 agregado de seu arquirrival na temporada passada que no ano seguinte o time voltaria a ter força, a pessoa que ouvisse daria risada de tal afirmação. O futebol, cíclico e maluco como é, porém, trouxe isso como verdade. Fazendo uma temporada absolutamente concreta, com o trabalho de Ten Hag dando frutos, o Manchester United voltou a ser campeão depois de quase seis anos ao bater o Newcastle e garantir o título da Copa da Liga Inglesa.

O título veio numa final jogada como tal. Melhor no primeiro tempo, os Red Devils abriram 2 a 0, com um gol do tarimbado Casemiro, acostumado a estes jogos e do imparável Rashford e depois segurou a pressão do ótimo time dos Magpies para ficar com a taça. Significou muito para os torcedores Red Devils, significou muito para o trabalho de Erik Ten Hag ainda que não tenha significado muito para alguns, já que a Copa da Liga é taxada por muitos como um título de menor importância. Mas taças são taças.

Não vale muito divagar neste artigo sobre o título, mas sim sobre o que resulta dele. Para começo de conversa, a exemplo do que fez o arquirrival Liverpool no ano passado, o Manchester United, em condições muito mais complicadas no campeonato inglês, pode conquistar todos os títulos possíveis na sua temporada. Faz boa campanha na Premier League, apesar de distar de Arsenal e City e, de certa forma, falhar em momentos importantes e é favorito tanto na Liga Europa quanto na Copa da Inglaterra. Além disso, o troféu solidifica rapidamente o trabalho de Ten Hag.

O Manchester United havia virado nos últimos anos, na verdade na última década, uma máquina de incinerar treinadores. Começou com Moyes, que realmente pareceu ter dado um passo maior que a perna, passou por nomes com Van Gaal e Ten Hag e nem o ídolo Solskjaer escapou. O começo do dinamarquês foi complicado. Os resultados não vieram de primeira e ainda houve uma queda de braço com Cristiano Ronaldo que rachou o grupo. No fim das contas, Ronaldo saiu, numa decisão que foi melhor para todos e Ten Hag saiu mais forte, e os frutos começaram a vir. 


Com um bom futebol, com uma base sólida e com um promissor futuro, o Manchester United, depois de diversos ensaios, parece finalmente ter voltado aos trilhos. Será uma nova força a se considerar numa Inglaterra que tem o Manchester City e o Liverpool, quase constantes nos últimos anos, o Arsenal crescendo e Tottenham e Chelsea também endinheirados, além do Newcastle. Resta saber, se dessa vez, os Glazzers não irão jogar fora o trabalho em algum devaneio comum aos donos do Manchester United. 

Manchester United e Cristiano Ronaldo rescindem contrato

Com informações do GE.com
Foto: Craig Brough / Reuters

Cristiano Ronaldo deixa o Manchester United

O Manchester United anunciou nas redes sociais que rescindiu o contrato de Cristiano Ronaldo. O clube inglês divulgou a novidade na tarde desta terça-feira, pelas redes sociais. De acordo com a publicação, a rescisão foi em comum acordo.

"Cristiano Ronaldo vai deixar o Manchester United em comum acordo, com efeitos imediatos. O clube agradece a ele por sua imensa contribuição em duas passagens por Old Trafford, marcando 145 gols em 346 partidas, e deseja a ele e sua família o melhor para o futuro. Todos no Manchester United continuam focados em continuar o progresso da equipe sob o comando de Erik ten Hag e trabalhar juntos para obter sucesso em campo", diz a nota.

A notícia foi divulgada dois dias antes da estreia de Portugal na Copa do Mundo do Catar. A seleção portuguesa terá o primeiro jogo na quinta-feira, contra Gana, às 13h (de Brasília), muito provavelmente com o atacante em campo.

Motivos para saída de Cristiano Ronaldo - Cristiano Ronaldo, de 37 anos, voltou ao Manchester United na temporada passada depois de ter atuado no clube entre 2003 e 2009, quando inclusive conquistou sua primeira Liga dos Campeões e a primeira Bola de Ouro (ambos em 2008). Apesar de não ser brilhante, CR7 teve um bom desempenho em 2021/2022, terminando como artilheiro do time com 24 gols em 39 partidas.

No entanto, no começo da atual temporada, com a chegada de Erik Ten Hag, o português perdeu espaço em meio a reformulação do time. Muito também pelo fato dele não ter participado de boa parte da pré-temporada do United, fato que começou a minar sua relação com o técnico holandês.

Para piorar, Cristiano Ronaldo ainda deixou o banco de reservas do Manchester United durante um jogo contra o Tottenham, pela Premier League. Ele já tinha ficado no banco algumas rodadas antes no clássico contra o Manchester City. A "debandada" com bola rolando irritou bastante o técnico Ten Hag, que passou a usar o jogador basicamente em partidas da Liga Europa contra rivais menos poderosos.

A gota d´água veio na semana passada, quando, em entrevista ao jornalista Piers Morgan, Cristiano Ronaldo detonou a diretoria do Manchester United e o técnico Ten Hag. Na primeira coletiva no Catar, Cristiano Ronaldo disse que "falava o que queria" e garantiu que todo esse imbróglio não prejudicará Portugal na Copa do Mundo.


Destino - Se Portugal vai ou não sofrer com essa questão, saberemos nos próximos dias no decorrer do Mundial no Catar. O que dificilmente será definido nesse período será o destino de Cristiano Ronaldo. Muito por conta do alto salário que recebe no Manchester United. Tendo contratado CR7 em um acordo de 15 milhões de euros com a Juventus em agosto de 2021, o clube inglês não buscou qualquer compensação financeira para negociar o português, com a única condição de que o interessado assumisse seu contrato, que rende nada menos do que 500 mil libras (R$ 2,9 milhões) por semana ao craque português.

Paul Scholes - Um dos maiores ídolos da história do Manchester United

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Paul Scholes estreou no Manchester United na primeira metade dos anos 90

Paul Aaron Scholes nasceu em Salford, na Inglaterra, no dia 16 de novembro de 1974, e se tornou um dos maiores jogadores da história de um grande clube inglês. O meia teve uma carreira incrível, com grandes jogos e inúmeras conquistas importantíssimas.

Tudo começou quando chegou em 1991 para jogar na categoria de base do Manchester United, ainda com apenas 16 anos. O meia ainda era muito jovem e ninguém poderia esperar o seu grande futuro defendendo a camisa da equipe, mas tudo começou acontecer com suas grandes atuações na base.

A cada dia e a cada jogo o atleta evoluía cada vez mais e começava a chamar a atenção. A partir de 1993 começou a ser convocado para a seleção de base da Inglaterra, mas acabou atuando poucas vezes.

Paul subiu para o profissional em 1994, quando atuou pela Taça da Liga e marcou dois gols, na sua estreia pelo campeonato nacional o jogador também marcou dois. O atleta tinha um grande potencial e demonstrava isso a cada partida, porém, sua concorrência era enorme, pois o United continha grandes jogadores, era uma verdadeira seleção.

No começo, o jogador era reserva, mas entrava em quase todos jogos e em 1994-95 atuou em 25 partidas e marcou sete gols, bons números para um meia de ligação que tinha apenas 20 anos. Mas em sua segunda temporada acabou recebendo mais chances e foi onde ganhou a posição.

Eric Cantona acabou sendo suspenso por nove meses e Paul o substituiu naquela temporada e conseguiu manter o mesmo nível da equipe. O meia acabou terminando a temporada com 14 gols e sendo o vice artilheiro, atrás apenas de Cantona.

O jogador ajudou a equipe a conquistar grandes títulos e o principal foi a Liga dos Campeões de 1998-99, mas infelizmente foi suspenso e não atuou na final, mas fez grandes partidas que ajudaram a equipe a chegar na grande decisão e sem ele levou o título.

O meia tinha uma visão de jogo diferenciada, conseguia achar grandes passes e desfilava sua classe nos gramados. Além de ótimos passes, Paul também chegava muito na área para finalizar e tinha uma grande finalização de média e longa distância.

Todo seu potencial foi demonstrado em campo com a camisa do Manchester United e foi o único clube que defendeu até o fim da carreira. O meia conquistou com muito méritos a sua idolatria e é amado até hoje pelos torcedores da equipe, o que mostra o seu tamanho e significado no clube.


Em 2011 ele anunciou sua aposentadoria e deixou os gramados, mas em janeiro de 2012 recebeu um pedido de Alex Ferguson, para voltar a profissão pois a equipe tinha perdido muitos jogadores da posição por conta de lesão e estava precisando do jogador, que rapidamente aceitou e voltou a atuar.

Mas ao final da temporada 2012-13 decidiu se aposentar de vez e largou o campo de vez. Paul jogou em 718 partidas, fazendo 155 gols e conquistou 27 títulos pelo Manchester United

United vence, se recupera e coloca em cheque temporada do Liverpool

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Manchester United



O Manchester United venceu a primeira partida na temporada e de quebra voltou a vencer clássicos contra o Liverpool. Jogando em Old Trafford, os Red Devils tiveram uma atuação incrível tanto ofensivamente quanto defensivamente, jogaram bem e venceram o rival por 2 a 1, num dia onde os papéis pareciam invertidos no Teatro dos Sonhos. A atuação do time de Klopp foi patética, fraca, muito abaixo do que o time poderia render e acende o sinal amarelo, já que a temporada está em cheque logo no início. Com este futebol, os Reds não chegarão a lugar algum.

Os dois times chegavam ao clássico cercados de uma necessidade imensa de vitória. Os Red Devils fizeram duas partidas abaixo da crítica no começo da Premier League e o Liverpool empatou dois jogos onde o time pareceu piorar a cada um deles. De quebra, o jogo ainda tinha os protestos contra os Glazers, donos do time da casa, que ameaçavam até a realização da partida. Tudo isso esquentava o caldeirão no pré-jogo, com de um lado um time que vinha de uma goleada por 4 a 0 para Brendford e outro que havia empatado em casa com o Crystal Palace.

Em campo, desde o início, o Manchester United deu um banho de bola. Abriu mão da posse de bola, mas tinha uma atitude muito mais vencedora e estava muito mais ligado em campo. Não a toa precisou de apenas 16 minutos para pular na frente, em um gol maravilhoso de Sancho, que deixou Milner, jogador que, a despeito de sua maravilhosa história em Anfield, não mostra mais condições de jogar em alto nível, a ver navios antes de tocar para as redes. O banho de bola continuou, pois o Liverpool terminou o primeiro tempo até conseguindo se recuperar em campo, mas sem oferecer perigo, exceto por um erro bizarro de Bruno Fernandes que quase termina em gol contra. Porém, vinha melhorando.

Mas, logo no começo do segundo tempo, os Red Devils deram a facada final. Aos sete minutos, Henderson, que teve outra atuação fraca, falhou feio, perdeu a bola e Rashford não perdoou. O 2 a 0 condizia com o que apresentava o time da casa, que só não fez o terceiro devido a atuação magistral de Alisson em dois lances de perigo. Do outro lado, os comandados de Klopp tocavam, tocavam, tocavam e pouco conseguiam fazer. O Livepool só entrou no jogo a partir do momento que Fabinho foi colocado na vaga de Henderson e principalmente depois de Fábio Carvalho fazer o time ter 11 em campo ao substituir Milner. A partir disso, os visitantes dominaram e marcaram com Salah, maior artilheiro do North West Derby, mas foi muito pouco.


Alguns recados estão claros após este jogo: o primeiro, é claro, é que é preciso que se respeite o Manchester United e que o trabalho de Ten Hag pode dar frutos já na primeira temporada, já que se viu outro time hoje. O segundo, do outro lado, é que o Liverpool precisa se coçar, precisa se mexer. O começo muito ruim já coloca em cheque a chance de título inglês (este que vos escreve pensa que as chances já acabaram), mas o perigo maior é que o time sequer consiga vaga na próxima Liga dos Campeões. 

Do lado de Anfield, sonhar com taças, diante do futebol que vem sendo apresentado é um devaneio e caso queira permanecer vencedora a FSG, que não tem lá a melhor imagem com a torcida, vai ter de abrir o bolso. Klopp já fez declarações de gosto a Barella e Bellingham e sinceramente, esta altura do campeonato os dois precisam chegar. Talvez seja necessário ainda a chegada de mais um ponta. As deficiências estão claras e alguns jogadores não tem mais a condição de atuarem no Liverpool.

Agora, o United visitará o Southampton em busca de afirmação, para seguir se recuperando rumo ao topo da tabela e o Liverpool recebe o Bournemounth em desespero pelos três pontos. Se a vitória não vier no próximo fim se semana, será necessária uma revolução dos lados do CT de AXA, pois não parece que os Mentality Monsters terão como continuar vencendo desta forma. 

Manchester United e Liverpool fazem clássico de necessitados pelos três pontos em Old Trafford

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Salah foi o destaque do último jogo em Manchester

Na tarde desta segunda-feira, mais precisamente às 16 horas, a bola rolará em mais uma edição do North West Derby, o clássico entre Manchester United e Liverpool, considerado o maior do futebol inglês. O jogo será em Old Trafford, lugar de onde os Red Devils saíram sem vencer nos últimos três confrontos pela Premier League, sendo os últimos dois com derrotas. Porém, o confronto desta segunda, se acontecer, colocará frente a frente dois times que precisam, antes de mais nada, vencerem o jogo para afastar o péssimo início de competição.

E eu vos digito se acontecer pois há uma revolta já antiga da torcida do Manchester United com a família Glazzer, proprietária do clube. Já houveram diversos protestos ao longo dos últimos anos contra eles e o clássico pela temporada 20/21 foi adiado devido a um destes. Agora, novamente os torcedores querem impedir que o North West Derby aconteça, porém se isso ocorrer é provável que o Liverpool fique com os pontos do jogo.

Se vier a acontecer, o jogo colocará de frente dois times de início surpreendentemente ruim. Maior concorrente do Manchester City na dominação recente que o time de Guardiola aprontou em terras inglesas, o Liverpool empatou as duas primeiras partidas e não apresentou um grande futebol, além de estar severamente desfalcado. O United, por sua vez, não só perdeu os dois primeiros jogos como foi goleado pelo Brendtford na segunda rodada e alguns já começam a questionar Ten Hag. 

Basicamente, o duelo representará para os dois times uma possível resposta para a crise. Clássico é clássico e tudo muda com uma vitória num jogo desta magnitude. Se vencer, o Liverpool fica a apenas três pontos do Manchester City (o que é uma conta curiosa já que o líder é o Arsenal) e não deixa o rival se afastar. Já os Red Devils dariam uma resposta a altura vencendo o rival, que possuí um trabalho já consagrado, além de jogarem o fantasma da crise para o time de Klopp, que mesmo no início de temporada, verá a situação ficar muito ruim com três jogos sem vencer.

Existe, é claro, para os mandantes, um fator de orgulho neste jogo. Durante toda a era Alex Fergunson, onde o United viveu momento claramente superior ao arquirrival, os Reds foram pouquíssimas vezes superados por placares na casa do 3 a 0 e jamais goleados de maneira impiedosa e fácil como o time de Klopp fez nos últimos dois clássicos. No 5 a 0 em Old Trafford, a surra foi tamanha que Salah e seus colegas passaram o segundo tempo basicamente tocando a bola numa enorme roda de bobo. Além disso, o jogo anterior, numa temporada onde os Reds estavam em frangalhos, terminou com o placar de 4 a 2 numa atuação primorosa de Firmino que já devia servir de alerta, mas não serviu. Outra goleada pode acionar uma bomba no ambiente em Manchester.


Muita coisa estará em jogo nesta segunda em Old Trafford, até o risco de não acontecer nada. Mais uma vez, os olhos do mundo estarão voltados para a Premier League, num clássico que pode ser o catalisador para algum dos lados, se, é claro, a bola rolar. Para quem quiser assistir, o jogo será transmitido pela ESPN, detentora dos direitos do Campeonato Inglês no Brasil. 

A curiosa amizade entre Bill Shankly e Matt Busby

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/BBC

Matt Busby e Bill Shankly

Apesar de serem clubes que possuem uma rivalidade histórica, com rixa imensa entre as próprias cidades nas quais estão sediados, Liverpool e Manchester United possuem alguns traços em comum ao longo da trajetória que levou os dois protagonistas do North West Derby a serem os maiores clubes da Inglaterra. Uma delas está na importância de um treinador para formatar todo o pensamento das respectivas instituições. Bill Shankly, no caso do time de Anfield e Matt Busby, no de Old Trafford, são grandes responsáveis pelo ethos do que são os dois times e curiosamente, ambos eram amigos.

Bill e Matt nasceram em locais muito próximos na Escócia, assim como outro lendário treinador que era Jack Stein e suas criações trouxeram valores semelhantes que extrapolavam o campo de jogo. Carismáticos, ambos tinham pensamentos enraizados no trabalho em equipe e em princípios trabalhistas ligados diretamente a comunidade de mineração de onde vieram. Assim, apesar de rivais no campo, tinham grande respeito e amizade fora dele.

Tanto Busby quanto Shankly usaram dessa filosofia para reconstruir os clubes dos quais marcaram a história. O trabalho do treinador Red Devil, porém, teve um elemento muito mais complicado, já que o United teve Old Trafford literalmente bombardeado na Segunda Guerra Mundial. Busby reconstruiu o clube, sobreviveu a tragédia aérea de Munique e trouxe dias de glórias a Manchester com um time de muitos garotos. Shankly, por sua vez, modernizou o Liverpool e montou o alicerce para que o clube virasse o dono do continente europeu durante o período Bob Paisley. 

Já no extra-campo, Shankly proferiu lindíssimas palavras em tributo a Busby, dizendo que ele era "o melhor treinador que havia", afirmando que era o "maior que já havia vivido" e não apenas que ele pensava isso. Tecia vários elogios a forma de trabalho do comandante Red Devil, afirmando que ele tanto sabia usar os jovens, como fez com os Busby Babes, quanto também tinha um alicerce nos experientes. 

Do outro lado, não é segredo para quem viveu o período que Busby ficou completamente arrasado com a morte de Bill Shankly. O tratamento dado aos treinadores pelos ex-clubes foi bem diferente na época, já que Busby tinha um assento na direção do United e Shankly acabou sendo afastado do dia a dia do Liverpool para que Paisley tivesse mais autoridade. Há quem diga que Bill partiu de coração partido com o clube. 


Décadas depois de ambos terem falecido, tanto Liverpool quanto Manchester United ainda sobrevivem sobre os alicerces do que os dois homens construíram. Provavelmente, enquanto existirem, os dois maiores clubes ingleses sempre serão reflexos da filosofia e das conquistas que foram construídas por esses dois gigantes. 

Em 1910, Liverpool venceu o United na inauguração do Old Trafford

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/Manutd.com

Liverpool e United duelaram na inauguração do Old Trafford

Poucos estádios no mundo possuem a história e a trajetória do Old Trafford, casa do Manchester United. O "Teatro dos Sonhos" é uma das maiores catedrais do futebol no planeta e carrega dentro de cada pedaço de seus muros uma história incomparável em relação a outras canchas por todo o continente europeu e pelo mundo. Curiosamente, a inauguração do estádio não foi lá uma memória feliz dos Red Devils, que perderam por 4 a 3 para o Liverpool em 19 de fevereiro de 1910.

Já uma rivalidade na época, o duelo entre Manchester United e Liverpool ainda não tinha o peso que possuí hoje pois, numa era ainda tenra do futebol ambos os clubes ainda não tinham o peso que possuem para o esporte bretão nos dias atuais. Os Reds eram apenas duas vezes campeões ingleses e o United tinha um título inglês e um da FA Cup.

Foi assim que os dois times entraram em campo naquele clássico, válido pela temporada 1909/1910. Mais de 50 mil pessoas estavam presentes nas recém inauguradas arquibancadas. Aproveitando-se do ambiente e da empolgação do torcedor, os Red Devils não tomaram muito conhecimento do Liverpool e abriram rapidamente 2 a 0 na primeira etapa. Na etapa final, o time da casa ainda abriu 3 a 0 e ficou muito perto da vitória.

Porém, o Liverpool daquela temporada não seria vice-campeão nacional a toa. Em uma reação inacreditável, os Reds, que no dia estavam de branco, contaram com uma atuação espetacular do escocês Stewart para empatarem o jogo e no finalzinho tomarem a dianteira e saírem de Manchester com a vitória, que na época valia dois pontos e não três como nos dias atuais. 


Aquela vitória não se tornaria algo comum para os Reds no clássico. Ao longo da história, o Liverpool venceu o United como visitante apenas 19 vezes, um número menor do que as 28 vitórias dos Red Devils como visitante, que, para ser justo, vieram em grande parte na era Fergunson. Nesta segunda, mais um capítulo do clássico na casa dos Red Devils.

Os jogadores que atuaram por Liverpool e Manchester United na carreira

Por Lucas Paes
Foto: AP

Owen atuou nos dois clubes recentemente

Na próxima segunda-feira, Liverpool e Manchester United farão mais uma edição do clássico de maior rivalidade do futebol inglês. Os Red Devils serão mandantes do jogo em Old Trafford, onde na última partida acabaram levando a pior goleada em toda a história do North West Derby como mandantes. Ao longo dos anos, diversos grandes jogadores atuaram pelos dois times, não a toa os dois maiores da Inglaterra, mas poucos jogaram pelos dois times e menos ainda saíram de um para o outro.

Não é uma situação tão comum ao longo de toda a história do futebol inglês. Com uma rivalidade enraizada ao extremo na cultura do futebol local, de uma cisão entre as cidades que vem de muito antes do esporte bretão existir, é muito difícil que um time permitisse a um jogador ir ao rival, ou mesmo que jogadores fizessem esta opção.

O primeiro jogador a fazer o salto entre os dois rivais é de uma época onde nenhum deles ainda tinha o tamanho que possuí hoje. Tom Chorlton, defensor que atuou pelo Liverpool entre 1904 e 1912 deixou o clube do Merseyside diretamente para o Manchester United em agosto daquele ano, atuando, porém, apenas quatro vezes pelos Red Devils, passando muito longe de sequer repetir o sucesso na época de Anfield. No ano seguinte, o ponta Jackie Sheldon, que pouco tinha conseguido fazer no United, se transferiu para o Liverpool, tendo bom desempenho durante os oito anos que jogou pelos Reds.

Na década seguinte, em 1920, o centro-avante escocês Tom Miller acabou comprado pelo Manchester United depois de passar oito anos atuando pelos Reds anteriormente. Ficou apenas uma temporada em Old Trafford e fez pouco sucesso pelos Red Devils antes de deixar o clube. No ano seguinte, o bom meia-atacante Fred Hopkin, que tinha passado bem pelo United nas duas temporadas anteriores, se transferiu ao time vermelho do Merseyside para se consagrar bicampeão inglês logo nas temporadas seguintes e fazer muita história no clube.

Em 1929 aconteceu a transferência de talvez o primeiro caso onde o jogador fez muito sucesso nos dois lados. O centro-avante Tommy Reid foi muito bem em sua passagem de três anos pelos Reds antes de sair de Anfield para Old Trafford em 1929. A partir daí, o escocês viveu outros ótimos quatro anos nos Red Devils antes de se transferir ao Oldham. Aquela seria a última transferência em algum tempo entre os dois times.

Depois disso, só em 1938, o lateral Ted Savage, que havia passado muito bem pelo Liverpool entre 1931 e 1938 acabou negociado com o Manchester United, onde acabou não repetindo o sucesso obtido no rival. Naquele mesmo ano, mas já em novembro, o zagueirão Allenby Chilton, que sequer havia jogado em Anfield, foi negociado com o United e se tornou um dos maiores ídolos da história dos Red Devils, sendo campeão inglês pelo clube.

As duas últimas transferências entre os dois clubes ocorreriam nos 20 anos seguintes. Em 1944, o defensor Thomas McNulty deixaria o Manchester United para atuar pelo Liverpool, sem obter grande sucesso em nenhum dos dois clubes. Vinte anos depois, em 1964, Phil Chinsall foi o último jogador a sair diretamente de um clube para o outro, deixando o United de Matt Busby para o Liverpool de Bill Shankly, sem conseguir no Merseyside repetir o sucesso que fizera em Old Trafford. Esta foi a última vez em que um jogador saiu de um rival a outro. Gabriel Heinze quase foi do United para o Liverpool em 2007, mas a negociação acabou não acontecendo.


Porém, além destas transferências diretas, outros três casos aconteceram de jogadores que atuaram pelos dois clubes. Peter Beardsley, que se tornaria um dos pilares de um dos melhores times dos Reds no final da década de 1980, esteve no United entre 1982 e 1983 sem fazer sucesso. Na década de 1990, Paul Ince, que havia obtido sucesso gigantesco em Old Trafford entre 1989 e 1995 viveu duas boas temporadas em Anfield entre 1997 e 1999. Por fim, o último jogador a atuar nos dois clubes foi de Michael Owen, que fez muito sucesso no Liverpool e passou alguns anos no Real Madrid antes de atuar por três temporadas pelo Manchester United, sem muito sucesso, já atrapalhado pelas lesões que acabaram com sua carreira.

Liverpool, Manchester United e a equilibrada disputa pelo posto de maior da Inglaterra

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Manchester United e Liverpool duelando nos anos 1990

Na próxima segunda-feira acontecerá mais uma vez o Northwest Derby, o clássico entre Manchester United e Liverpool, o maior da Inglaterra. O jogo em Old Trafford terá contextos dramáticos para os dois lados, curiosamente, mas este é um assunto para outro texto. Existem vários aspectos envolvidos nesta enorme rivalidade e um deles é a disputa eterna por quem é o maior time da Terra da Rainha. Talvez esta pergunta nem tenha resposta certa. 

Vou começar a parte argumentativa deste texto descrevendo desde já que este que vos escreve pensa que o maior time do país inventor do futebol seja o Liverpool. Mas, neste artigo, procurarei expor argumentos para os dois lados que farão com que fique claro o quão absurdamente equilibrada a disputa é. Diferente da Espanha, onde o titã Real Madrid atropela a competição sinistra que é o Barcelona, diferente da Alemanha, da Itália (pelo menos por lá sequer se discute o posto da Juventus), a resposta pode variar na Inglaterra.

Existem alguns argumentos que favorecem o time de Anfield Road. Para começo de conversa, os Reds foram dominantes na Inglaterra durante um bom pedaço da história do futebol no país. Considerado grande desde os anos 1930, o Liverpool renasceu sobre Bill Shankly e durante as décadas de 1970 e 1980 foi uma força dominante assustadora no futebol local. Se tornou por um abismo o maior campeão nacional, dominou o continente e provavelmente só não possuí mais Liga dos Campeões devido ao que aconteceu em Heysel e suas merecidas consequências.

A afinidade continental do time que atualmente é treinado por Klopp é certamente o que mais difere os gigantes do Merseyside do resto do país. Nem mesmo o Manchester United sob Fergunson criou tamanho nome continental como o LFC construiu durante décadas. Fama recuperada nos anos 1990 e 2000. Em jogos de competições continentais, Anfield Road parece se tornar uma mais temida ainda fortaleza, um inferno de onde equipes do tarimbo de Barcelona e Real Madrid já saíram em frangalhos. Os catalães, inclusive, nunca mais foram os mesmos depois da eliminação em Anfield em 2019. 

Em uma rivalidade tão igualitária, a afinidade dos Reds com taças continentais, que se concretizaram no dobro de conquistas de Liga dos Campeões do arquirrival, são, para este que vos escreve, o grande diferencial que separa os rivais e torna o atual time de Klopp o maior da Inglaterra. No geral, são 14 títulos internacionais contra 8 dos Red Devils. 

Porém, há sim argumentos possíveis para quem defende que o Man United seja o maior time inglês. Para começo de conversa, o clube é responsável direto e maior pela expansão absurda da Premier League e passou a dominar o país após a "criação" dela. O United se modernizou enquanto seus rivais ficaram no passado e isso se refletiu quando foram igualadas e ultrapassadas as conquistas de liga do rival de Anfield. A marca United era muito maior que a de qualquer rival até pouco tempo atrás. 


Além disso, o clube é, como já dito, o maior detentor de títulos nacionais. No geral, nenhum clube inglês possuí tantas taças nacionais quanto o ex-clube de Sir Alex Fergunson. São, no total, 58 títulos entre Premier League, FA Cup, Copa da Liga e Supercopa contra 52 do arquirrival. O United se modernizou e passou a ser o dono do futebol inglês entre 1992 e 2012, em 20 anos de um domínio assustador e absoluto. O clube também é o único da Terra da Rainha que possuí um treble perfeito com Liga dos Campeões, FA Cup e Premier League (o Liverpool tem um treble de Copas em 2001). Em resumo, o Manchester foi muito mais forte em tempos mais modernos, antes de parar no tempo e virar o que é hoje.

O fato é que a discussão só é possível pois existe um equilíbrio indiscernível entre os dois maiores times da Inglaterra. Quem quiser argumentar a favor de qual lado que seja terá seu argumento válido e isso é um dos fatores que torna tal discussão mais divertida. Este é apenas um dos aspectos que torna tão interessante um dos maiores clássicos do futebol mundial.  

Os 12 anos de Roy Keane no Manchester United

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Roy Keane em seus primeiros anos de Manchester United

O maior campeão da história do Campeonato Inglês e um dos maiores ídolos do Manchester United, completa 51 anos hoje. Roy Maurice Keane nasceu no dia 10 de agosto de 1971, em Cork, Irlanda. O volante atuou por poucas equipes e teve seu grande destaque na Inglaterra, se tornando um monstro na história da Premier League.

Keane começou sua carreira em uma equipe do futebol irlandês, mas pouco tempo depois foi contratado para atuar na Inglaterra. O volante chegou para o Nottingham Forest, ainda sem tanta bajulação, mas aos pouco foi mostrando seu grande potencial no país.

Ele atuou durante três temporadas pela equipe, fazendo 154 jogos e marcando 32 gols, mas em 1992-93, quando seu time caiu para a segunda divisão, ele acabou decidindo sair. Assim, foi contratado pelo Manchester United por 3,75 milhões de libras, um recorde de transferência entre as equipes inglesas.

Ele chegou por um pedido de Sir Alex Ferguson, o maior treinador da história do clube, que queria o meia/volante na sua equipe. O time brigava por títulos e era sempre um dos grandes favoritos a ganhar as competições nacionais e internacionais.

Em sua primeira temporada, Roy já conseguiu uma vaga de titular de sua equipe, mostrando em campo toda sua habilidade e garra. Fez 53 jogos e 8 gols, conquistando a Supertaça da Inglaterra, Taça da Inglaterra e a Premier League, uma temporada cheia de títulos.

O jogador conseguia fazer várias funções, a frente ou também como cabeça de área, mas seus melhores momentos foram como volantes, onde o jogador chegava muito forte e tinha uma boa saída de bola. A equipe do Manchester jogava por música, conseguia grandes jogos e era a principal equipe do futebol inglês.

O Manchester continuou conquistando muitos títulos e em 1997 Keane recebeu a faixa de capitão, que permaneceu com ele até 2005. Além dos títulos nacionais, em 1998-99, a equipe levantou o título da Champions League, o único de sua carreira, e em 1999 o volante foi o autor do gol na final do Mundial contra o Palmeiras, que deu a sua equipe o primeiro título na competição.

O volante, além dos títulos, participou de cenas lamentáveis, a principal delas em 2001, quando entrou violentamente no Norueguês Alf-Inge Haland, que teve que encerrar sua carreira por conta da lesão. Keane ainda disse que não se arrependeu da entrada, e que foi apenas uma vingança, pois na temporada de 1997/98 recebeu uma entrada do jogador e ficou lesionado por um período.

Mesmo com sua linda trajetória, com diversos títulos, Roy acabou saindo de uma maneira ruim da equipe inglesa. Em 2005, os dois ídolos da equipe acabaram brigando, tudo por conta que Roy criticou Alex Ferguson por abrir a concentração para familiares.


Algum tempo depois, em entrevista para a TV do clube, Roy criticou abertamente alguns companheiros, mas a matéria foi censurada, mesmo assim acabou vazando dentro do clube. Por conta das situações, Alex tirou a faixa de capitão dele, e acabou não oferecendo outro contrato ao jogador, que acabou deixando o clube para atuar no Celtics.

Roy deixou o clube por conta das crises fora de campo, mas ainda sim, como um dos maiores ídolos do Manchester United. Pela equipe inglesa foram 480 jogos e 52 gols, com vários títulos na bagagem, como: 7x Premier League, 4x Taça da Inglaterra, 4x Supertaça da Inglaterra, Champions League e Mundial de Clubes.

Cristiano Ronaldo arrisca manchar a sua história no United por migalhas de um recorde que dificilmente ele perderá

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Cristiano Ronaldo ainda segue no United, por enquanto

Que Cristiano Ronaldo é um dos jogadores mais competitivos da história (se não o mais competitivo) é inegável. O Português moldou sua carreira em quebrar marcas e se estabelecer como um dos maiores nomes da história do futebol em todos os tempos. Um dos clubes onde o português tem muita história e idolatria é o Manchester United, onde se estabeleceu de fato como um nome grande no ludopédio europeu. Atualmente, porém, o Gajo arrisca manchar sua história no clube com um movimento buscando migalhas de uma marca que dificilmente será perdida por ele.

Cristiano tem muito orgulho de ser o maior artilheiro da história da Liga dos Campeões da Europa com 140 gols, 15 a mais do que o argentino Messi, seu eterno rival em disputas da Bola de Ouro e hoje companheiro de Neymar no Paris Saint Germain. O Manchester United não disputará a Liga dos Campeões na temporada 2022/2023, tendo passado distante disso num campeonato onde sofreu por exemplo trágicas goleadas para o maior rival. Isso preocupa o camisa 7, que planeja deixar o clube para continuar na frente em seu recorde na maior competição de clubes do mundo.

Segundo muitas fontes, ele pediu para sair do Manchester United, apesar do próprio ter negado tal fato em diversas vezes. Seja por vias de uma rescisão amigável ou de uma transferência ele procura algum clube que jogue a Liga dos Campeões e inclusive chegaram a ser especuladas idas ao Chelsea e ao Sporting e, bizarramente, Atlético de Madrid. Em meio a isso, o craque não esteve presente em boa parte da pré-temporada do clube, tendo inclusive ido embora no intervalo durante o último amistoso da equipe, após ser substituído. Muitos o acusaram de uma postura não profissional e independente se é ou não isso ou se tal postura foi motivada por outras razões pessoais, é estranho para um atleta que é conhecido por seu profissionalismo.

O desespero de Ronaldo em relação a sua marca é algo até desnecessário. Mesmo estando fora da competição com Messi estando nela, dificilmente o argentino, gênio que é, marcará 15 gols na atual edição da Liga dos Campeões. La Pulga joga numa equipe onde o principal destaque é outro e está ao lado de grandes jogadores que dividirão protagonismo com ele quando o Paris necessite disso, pelo menos na teoria. Os Red Devils dificilmente ficarão dois anos sem disputar a Liga dos Campeões e este ano fora dele pode servir até para o português colocar uma Liga Europa no currículo. 

Cristiano estaria, caso realmente saísse desta forma de Manchester, arriscando toda a sua idolatria num dos maiores clubes do futebol mundial. O Lendário é adorado pelo torcedor Red Devil e ranhuras da sua suposta escolha começam já a serem sentidas na torcida, que já começa a mudar sua visão do português. Alguns torcedores já querem sua saída e muitas criticas a sua postura vem acontecendo na internet. Restará, caso realmente nada mude até o dia da estreia da Premier League, ver como as arquibancadas agirão no duelo contra o Brighton em Old Trafford.


Não resta dúvidas que o português é um dos maiores jogadores da história e que nada mudará sua trajetória com a camisa do time vermelho de Manchester. Porém, se realmente ele estiver agindo para deixar o clube, é possível que toda essa bonita relação entre ele e o United sejam manchadas para sempre, principalmente para a geração que só ouviu falar dos seus feitos, pois era ainda bebê quando ele jogava e começa agora a ver os Red Devils ao vivo. Migalhas de um recorde estabelecido talvez não valham a idolatria de um clube tão grande. 

Forlán no Manchester United, o seu início de carreira na Europa

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Diego Forlán jogou no Manchester United durante duas temporadas

Um dos grandes jogadores da história do futebol uruguaio completa 43 anos hoje. Diego Forlán Corazo, nasceu em Montevidéu, no Uruguai, no dia 19 de maio de 1979. A sua primeira passagem na Europa aconteceu entre 2002 e 2004, quando foi comprado pelo Manchester United.

O atacante que foi revelado pelo argentino Independiente, teve um início de carreira muito bom e todos já viam nele um ótimo potencial. Com 18 anos subiu para o profissional e ficou até os 22 anos na equipe, sendo vendido para o grande clubes inglês, que vivia uma época vitoriosa de sua história.

O jogador chegou como uma grande relação e brigava para se tornar titular, mas não seria tão fácil, pois a equipe inglesa tinha um excelente time, com jogadores experientes. A adaptação de Forlán não foi muito fácil, o campeonato inglês sempre foi um dos mais difícil e isso foi um problema para o atacante no início.

Nem só por conta do futebol, mas o clima da nova cidade, tudo influenciou no início do atacante no futebol europeu. O jogador chegou por 6,9 milhões de euros, uma grande quantia para a época, e isso trazia responsabilidade a Forlán, pois tinham muitas expectativas em cima dele.

A primeira temporada foi difícil para o jogador, mas mesmo assim entrou em campo várias vezes e pode ajudar a equipe em algumas partidas importantes. O atacante chegou com pedido de Alex Ferguson, o maior treinador da história do clube, e isso tem um peso maior ainda.

Mesmo sem cumprir as expectativas, na primeira temporada já foi campeão da Premier League e da Supercopa da Inglaterra de 2003. Após o seu começo instável, o jogador começou a ter uma evolução e atuou por mais partidas na sua segunda temporada, mas mesmo assim era muito difícil se tornar titular da equipe.


O jogador atuou mais vezes, mas ainda sem ser tão brilhante como o esperando, a equipe do Manchester continuou muito bem e vencendo título novamente. Dessa vez, o United ganhou a Copa da Inglaterra. Chegando no final da temporada, Forlán acabou sendo negócio com o Villarreal por 4,6 milhões de euros, acabou de desvalorizando. O atacante, que mais tarde foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, deixou o clube inglês na ocasião com 17 gols e três títulos.

Mais uma goleada do Liverpool sobre o United mostra o abismo entre os dois clubes

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

Thiago Alcântara ajudou a destroçar o Manchester United

Sequer pareceu difícil, sequer parecia que havia um time grande do outro lado tamanha a facilidade com que o Liverpool simplesmente aplicou mais uma goleada sobre o Manchester United no Campeonato Inglês. Nesta temporada, o placar agregado entre as duas equipes ficou 9 a 0 e se contarmos o último jogo entre os dois na temporada 2020/2021, os Red Devils tomaram 13 gols em três jogos contra o rival. O jogo desta terça, no Anfield, foi até fácil para o time de Klopp, que não fez sequer grande esforço para vencer por 4 a 0.

Que há uma diferença de qualidade e de elenco entre United e Liverpool não há dúvidas, apesar do que se dizia no início de temporada. A despeito de ser até questionado por gastar pouco, o Liverpool tem, no que se refere a profundidade, o melhor elenco do planeta. O Manchester United, que trouxe bons valores, incrivelmente parece regredir nesta temporada e neste momento é até provável que sequer jogue a Liga dos Campeões no ano que vem. Do outro lado, o time de Klopp compete em todas as frentes e começa a ser cada vez mais realizável a simplesmente bizarra possibilidade do time ganhar tudo.

O jogo em Anfield na verdade ditava sim tudo para uma vitória tranquila, mas situações semelhantes já terminaram em vitória do time que não era favorito, algo que aconteceu muito principalmente quando era o Liverpool o inferior. Porém, em nenhum momento, verdade seja dita, os Red Devils conseguiram ameaçar a vitória do time de Klopp. A verdade é que, jogando em casa, o time do Merseyside sequer se esforçou e venceu por 4 a 0 quase que de maneira "automática". 

O segundo tempo é um retrato assustador do que virou a rivalidade entre os dois maiores times ingleses. O Liverpool havia marcado 2 a 0 e baixou a intensidade pensando no resto da temporada. O United se assanhou e tentou sonhar com um gol, com uma reação, mas a sensação é que tudo estava ao controle e ao desejo de Thiago Alcântara, Salah, Mané e seus colegas. Em uma jogada quase automática, Diaz achou Mané e o placar ficou 3 a 0. A partir daí, uma imensa roda de bobo por vários minutos até que Jota, que havia entrado na vaga de Luís Diaz, quis participar da festa, acertou um passe maravilhoso e Salah tratou de mandar um xô pra má fase transformando o resultado em goleada. Ainda foram criadas chances sem grande esforço e se o placar terminasse 5 ou 6 a 0 não seria nenhum absurdo.

O fato é que o time de Klopp hoje sequer precisa se esforçar para vencer o Manchester United. O resultado é natural como é a diferença entre os times e principalmente entre os clubes hoje. Se os Red Devils fazem tudo errado, os Reds do Merseyside fazem tudo certo há anos, tomando novamente o topo do futebol mundial. Mesmo no ano passado, com uma defesa desfigurada e o time em frangalhos, o Liverpool bateu tranquilo o seu rival no Old Trafford por 4 a 2. A verdade é que, se jogasse realmente em sua rotação máxima, provavelmente o placar seria tão humilhante que entraria para a história do futebol como um todo.


Os comandados de Klopp seguem rumo ao seu caminho para poder fazer história e seguem sendo o melhor time do planeta, em pleno crescimento no momento decisivo da temporada. O Manchester United? Ele segue navegando sem rumo a nenhum lugar interessante, perdido, parecendo sem saber como retornar a grandeza que tanto o caracterizou com Alex Fergunson. A goleada em Anfield, fácil, tranquila e praticamente automática só reflete o que viraram os dois maiores times da Inglaterra. O melhor time do mundo contra uma equipe que nem parece saber em que lugar deveria estar. 

O Manchester United parece sofrer com um elenco que não é capaz de ser vencedor

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Cristiano Ronaldo é um dos poucos que parece entender o que é o United

Recentemente, uma notícia do jornal inglês Mirror deu conta de que existem várias insatisfações de jogadores do Manchester United com relação a nova realidade imposta por Ragnick. Apesar da informação solta pelo periódico inglês ter jeito de notícia mal feita de tablóide, algo fica claro a cada jogo que passa do gigante vermelho de Manchester: há muitos jogadores no elenco que realmente parecem não ter noção do que significa jogar pelos Red Devils. 

Apesar de ter um elenco bastante variado, com nomes bons, o Manchester United não consegue produzir um futebol digno de seus jogadores. Neste ano, reforçado por Rashford, Varane e, claro, principalmente, Cristiano Ronaldo, os diabos vermelhos não encontraram ainda um futebol digno, sofrendo inclusive uma goleada histórica para o arquirrival Liverpool. Solskjaer saiu e com ele foram embora os treinos mais parados. Isso parece incomodar os jogadores mais acomodados do elenco.

A reportagem fala sobre 11 integrantes do elenco estarem incomodados com a forma de treinos mais pesadas de Ralf Ragnick, porém algo que é fato, mesmo que a notícia do Mirror não seja, é que o alemão mexeu completamente com a calmaria que ocorria em Old Trafford. Segundo correspondentes locais, há muito mais cobranças em cima dos jogadores, muito mais intensidade e tempo de treino. O que deveria ser bom, tem incomodado parte do elenco acostumado com a rotina mais tranquila de Ole, já que Ragnick também não tem o menor tipo de pudor em fazer criticas ríspidas a quem vai mal nos treinamentos. 

A história de que um aumento na intensidade dos treinos incomoda alguns jogadores mostra claramente que qualquer um envolvido neste grupo não tem noção do que é jogar pelo Manchester United. A despeito de ser rival do time que este que vos escreve gosta na Inglaterra, os Red Devils são os antagonistas do Liverpool no país e são gigantes, um time que tem que inspirar quem seja que pise em seu centro de treinamento a tentar vencer. Se alguém é acomodado com uma situação onde o United virou piada e está abaixo dos rivais, com certeza ele está jogando no clube errado.

O trabalho de Ragnick a frente do time vermelho de Manchester claramente se foca em, além de recuperar a equipe nas competições, observar quem de fato fará parte dos planos do clube para o futuro e ninguém é intocável nesta questão. Seja Pogba, trazido a peso de ouro, seja o recém-chegado Sancho, seja o não adaptado Van Der Beek ou mesmo o lendário e ídolo do clube Cristiano Ronaldo. O gajo, por sinal, ainda que tangente as limitações de sua idade, luta e se mata dentro de campo, assim como Cavani e se um jogador deste quilate, campeão de tudo o que podemos imaginar, está lutando, ninguém pode se acomodar.


O resumo da ópera é que não adianta nada os Red Devils possuírem um elenco tão celebrado e tarimbado de nomes e estes jogadores não estarem a altura do que é jogar num time grande. Ninguém pode se acomodar quando chega numa instituição do tamanho que tem o Manchester United. Vale o mesmo para qualquer clube deste quilate, como Liverpool, Bayern, Real Madrid, Santos, Boca, São Paulo. Quem joga em um time com identidade vencedora, gigante, tem obrigação de se esforçar para estar a altura do desafio.

O comodismo seguirá condenando o outrora imbatível time que era comandado por Alex Fergunson enquanto for permitido que este rode por Old Trafford. Se um dia o United quiser voltar a ser o que já foi no passado terá que se livrar de todos os jogadores que não sejam capaz de serem vencedores, mesmo que este processo custe, como custou inclusive em outros lugares, anos de desempenho abaixo do esperado. 

Liverpool goleia United dentro do Old Trafford e dá recados claros

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

Salah outra vez foi destaque

O duelo era esperado a semana inteira, o ano inteiro, porque é o maior clássico da Inglaterra. Manchester United e Liverpool entravam em campo no Old Trafford com o mundo inteiro esperando um jogo espetacular, uma partida equilibrada com gols. Bom, os gols vieram, do Liverpool, que igualou sua maior goleada dentro da casa Red Devil, fez 5 a 0 e tornou o domingo desse dia 24 um inferno para o torcedor do seu rival. Alguns recados estão claros, dos dois lados após esse jogo. 

A partida pode ser resumida em um parágrafo. Depois da chance clara perdida por Bruno Fernandes no comecinho, o Liverpool aproveitou a bagunça absurda da defesa do time da casa para simplesmente trucidar qualquer esperança do time da casa. Keita, Jota e Salah, três vezes, fizeram os gols dos comandados de Klopp, que depois de marcarem o quinto no começo do segundo tempo, simplesmente arrefeceram o ritmo e criaram uma enorme roda de bobo no campo do teatro dos sonhos. O que se viu em Manchester foi um pesadelo para um lado e um sonho lindo para outro.

Alguns recados ficam cada vez mais claros com essa atuação espetacular do Liverpool. O primeiro é que as tantas pessoas que colocaram o time de Klopp como morto, quarta força, entre outros devaneios estão erradas. O que se viu na temporada 2020/2021 não reflete nem de perto a força do time de Merseyside, que continua sendo um dos melhores do mundo e é sim favorito a ganhar tudo o que disputa na temporada. Os Reds contrataram pouco pois começam inclusive a contar com jogadores de sua base, mas talvez precisem de alguma peça no meio de campo, meio afetado por lesões, apesar de ser o setor mais rico de opções do time, com Fabinho, Thiago, Milner, Keita, Ox, Curtis Jones e, quando puder voltar, o jovem promissor Harvey Elliot. 

Outra mensagem clara deixada por esse jogo é que neste momento, no dia 24 de outubro de 2021, nenhum jogador no planeta joga futebol melhor que Mohamed Salah. O egípcio simplesmente vive um momento absurdo, onde acerta praticamente tudo que tenta e mesmo num jogo não tão brilhante faz três gols e uma assistência e decide um clássico. Em meio a discussões sobre a renovação o grupo Fenway Sports Group, a famosa FSG, precisa entender que qualquer esforço para manter o melhor do planeta em seu time é válido e necessário. Salah merece sim ganhar até o melhor salário da Premier League, porque é o melhor jogador da Premier League, da Inglaterra e do mundo. 

Agora, do outro lado, o clássico deixou claro que o Manchester United precisa querer mais, precisa fazer mais, precisa ser mais. Os Red Devils investiram pesado, trouxeram Sancho, trouxeram de volta o ídolo Cristiano Ronaldo e até estão bem na Liga dos Campeões, mas possuem um desempenho claudicante, instável e totalmente inaceitável com o elenco que possuem. O lendário português não pode ser um problema, a defesa não pode ser exposta como é. Talvez Solskjaer não esteja a altura de comandar um time que deveria ser elite mundial. 


Resta neste domingo ao torcedor do United lamentar, a diretoria do time de Manchester repensar o planejamento e ao Liverpool festejar, sem perder o foco, mais uma atuação espetacular. Klopp já está na história, Salah já esta na história e é extremamente incrível poder testemunhar ela sendo escrita. Se o Manchester United preocupa negativamente, o Liverpool segue encantando, mostrando e marcando uma geração. O maior recado que esta goleada histórica deixou é que os dois maiores times da Inglaterra são hoje opostos distantes ainda, apesar dos reforços do lado Red Devil.

A história de Sir Bobby Charlton com o Manchester United

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Bobby Charlton dedicou quase a carreira inteira ao United

Um dos maiores clubes da Inglaterra, envolvido eternamente na discussão sobre o maior do país com o rival Liverpool, o Manchester United é um verdadeiro celeiro de craques históricos que abrilhantam a história do clube. Entre tantos gigantes que vestiram a camisa dos Red Devils, um dos maiores completa 84 anos neste dia 11 de outubro, sendo ele provavelmente o maior jogador da história do clube: Sir Bobby Charlton.

Nascido em Ashighton, Charlton tinha vários jogadores de futebol em sua família e foi descoberto por olheiros do Manchester United aos 16 anos, quando era aluno da tradicional Bedlington Academy. Parte dos lendários Busy Babes, jovens que foram alçados ao time profissional dos Diabos Vermelhos pelo lendário Matt Busby, marcou dois gols em sua estreia no time profissional e desde muito cedo começou a chamar atenção pela sua qualidade com a bola nos pés. 

Fazendo parte do primeiro time do United a jogar pela Liga dos Campeões, Charlton estava na tragédia de Munique, que tirou a vida de parte do time. Ele acabou sendo um dos sobreviventes e viveu outro processo de reconstrução no clube. Ele seguiu sendo um dos destaques do Manchester United, mas a equipe demorou a retomar os tempos de glória e bom futebol dos anos pré-Munique. Em 1966, era um dos destaques do time da Inglaterra que conquistou a Copa do Mundo de 1966, até hoje o único título grande dos Three Lions.

Já experiente, dez anos depois do desastre aéreo de Munique, Charlton foi um dos destaques do time Red Devil que levou o clube ao primeiro título continental em sua história, o segundo seguido de um time do Reino Unido e o primeiro de um time inglês na competição. Já não vivia mais seu age, mas era uma das grandes referências técnicas do time, ao lado do craque polêmico e beberrão George Best. Marcou inclusive dois gols naquela final, seus dois únicos inclusive na campanha.

Permaneceu no Manchester United até a temporada 1972/1973, quando encerrou um ciclo de 20 anos dentro do clube e se transferiu ao Preston North End. Conquistou três títulos ingleses, uma Copa da Inglaterra, quatro Supercopas da Inglaterra e uma Copa da Inglaterra de jovens, quando ainda atuava pelos times de base dos Red Devils. Foram 758 jogos e 249 gols pelo clube. Permaneceu jogando futebol profissionalmente até 1980, quando se aposentou jogando pelo Blacktown City, da Austrália.


Foi apontado com a ordem de Cavaleiro do Império Britânico ainda quando atuava profissionalmente, em 1976, ganhando desde então o título de Sir. Chegou a trabalhar como treinador no Preston North End e na diretoria do Manchester United. Há alguns anos, o clube renomeou um dos setores do Old Trafford como Sir Babby Charlton Stand, a lateral oposta a arquibancada que ganhou o nome de Sir Alex Fergunson Stand. 

Ele está de volta - Como foi a primeira chegada de Cristiano Ronaldo ao United

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/MUFC

Cristiano Ronaldo na sua primeira chegada ao United

Um dos grandes ídolos recentes da história do clube, o português Cristiano Ronaldo acertou sua volta ao Manchester United. Numa transferência que prometia virar uma novela, o Gajo já tinha deixado claro seu desejo de deixar a Juventus e Paris Saint Germain e Manchester City, este segundo com muita proximidade, eram os destinos mais próximos. Porém, numa reviravolta incrível, os Red Devils asseguraram o "retorno para a casa" de um de seus maiores ícones em todos os tempos. É a segunda vez que ele chega ao Old Trafford, a primeira foi há 18 anos e como coadjuvante de Kleberson.

Ronaldo chamou a atenção do mundo primeiro mais por seus dribles e sua habilidade jogando a serviço do Sporting, onde iniciou sua trajetória "futeboleira" em 2001. Inicialmente, o primeiro clube inglês que se interessou foi o Arsenal, com Wenger sempre gostando de jovens promessas e tentando acertar com os Leões para trazê-lo a Londres. Porém, a negociação falhou e dali há algum tempo o Sporting fez um amistoso com o Manchester United na inauguração do José Alvalade, seu novo estádio à época.

Cristiano Ronaldo simplesmente teve uma atuação espetacular na vitória do time português por 3 a 1. Então, no voo de volta a Inglaterra os jogadores dos Red Devils pediram a Fergunson que trouxesse o português ao clube. O pedido foi atendido e o Manchester United pagou um total de 15 milhões de euros para contar com a promessa portuguesa, que era na época cotada como possível substituto para David Beckham, que havia saído para o Real Madrid. 

Apesar de ser uma contratação relativamente celebrada, o Gajo não chegou a Manchester como o principal reforço do clube. Na época, tanto a imprensa da Inglaterra quanto os torcedores babavam na chegada do brasileiro Kléberson. O meia, revelação do Atlético Paranaense, havia sido um dos grandes destaques da campanha do quinto título da Copa do Mundo do Brasil e desde então era sondado por vários clubes europeus. Foi trazido ao Old Trafford como o grande reforço, ficando muito famosa a sua foto ao lado de Fergunson e de Kléberson.


Porém, dentro de campo a história foi outra. Kléberson nunca conseguiu se firmar e durou apenas duas temporadas antes de ser negociado com o Besiktas, enquanto Cristiano Ronaldo rapidamente ascendeu como um dos destaques da equipe. Habilidoso, porém sem muitos gols nos primeiros anos, o Gajo se converteu, principalmente a partir da temporada 2006/2007, num verdadeiro artilheiro que também era habilidoso e fez história sendo o destaque do título europeu da equipe no ano seguinte. Deixou o clube para ir ao Real Madrid em 2009 e o resto é uma das maiores histórias do futebol.

Agora, mais de 12 anos depois, o eterno ídolo da torcida está de volta ao clube, numa operação que segundo consta teve influência enorme de telefonemas de Alex Fergunson para aconselhá-lo em relação a não queimar sua relação com os torcedores indo ao arquirrival. Como bom aluno, Cristiano escutou seu mentor e apimentou ainda mais o que promete ser uma das temporadas mais incríveis e insanas da história do Campeonato Inglês. Se era menos cotado, o Manchester United agora tem de estar tão vivo quando o forte City, o incrível Liverpool e o campeão europeu Chelsea nessa briga. 

O Curioso do Futebol

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