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20 vezes Liverpool - Com enorme festa, Reds atropelam o Tottenham e conquistam o título inglês

Por Lucas Paes 
Foto: Divulgação/Liverpool FC 

Enorme festa em Liverpool 

O que se anunciava desde o começo de 2025 finalmente está confirmado. Pela 20ª vez em sua história, o Liverpool é campeão inglês, a segunda vez na era Premier League. A equipe do estreante Arne Slot, campeão em sua primeira temporada, goleou o Tottenham num abarrotado Anfield por 5 a 1, de virada, no início da tarde deste domingo, dia 27 e garantiu a conquista do título com 4 jogos de antecedência. O Tottenham até ofereceu resistência no início, mas sucumbiu diante de uma pressão insuportável do time vermelho, empurrado pelos torcedores em sua casa.

O Liverpool chegou precisando apenas de um empate para garantir a taça. Os Reds conquistaram essa condição após vencerem o Leicester fora de casa no último jogo, num triunfo sofrido pelo placar mínimo diante dos Foxes, já rebaixados. O gol veio do contestado Alexander Arnold, cujo a situação de permanência ou não ainda está indefinida diante de sua possível e provável ida ao Real Madrid. As coisas ficaram mais confortáveis quando o Arsenal empatou em seu estádio contra o Crystal Palace, inclusive apenas segurando esse empate graças a uma intervenção salvadora de um zagueiro quando o time visitante venceria o jogo. 

Mesmo com a condição favorável, o Liverpool começou o jogo meio devagar e acabou tomando um susto aos 13 minutos, num belíssimo gol de cabeça de Solanke que botou os Spurs na frente. Porém, a alegria visitante durou pouco, já que Diaz pouco depois empatou o jogo em um lance que inclusive teve de ser checado pelo VAR. A partir daí, o Tottenham foi amassado no resto do primeiro tempo. MacAllister, craque argentino, marcou um belíssimo gol de fora da área para virar o jogo e ainda deu tempo de Gakpo voltar as redes antes do fim do primeiro tempo.

Na etapa final, a pressão foi ainda maior. O time da casa veio com tudo e só não fez o quarto logo cedo pois Gakpo, de frente para o goleiro optou por tentar dar o gol para Salah, que cercado por três defensores não chegou na bola. A pressão continuou. Aos 17', o esperado gol do melhor jogador do time e talvez do melhor do mundo atualmente veio: em rápido contra ataque, Szoboszlai serviu Salah, que soltou um canudo no cantinho de Vicário para ampliar. Pouco depois, o quinto veio em um gol contra de Udogie. 


Aos poucos a festa foi se consumando. Até bexigas foram parar dentro de campo. Os minutos finais foram de menos pressão, mas o domínio do Liverpool ainda era enorme. Slot inclusive colocou quatro atacantes no fim do jogo. Ao fim dos 90 minutos, foi apenas o início de uma festa que deve continuar pelas próximas semanas. O Liverpool é novamente, agora empatado com o Manchester United, o maior campeão do Campeonato Inglês. 

A taça será levantada pelos Reds apenas na última rodada, diante do Crystal Palace, em Anfield. A equipe ainda enfrentará Chelsea, Arsenal, Brighton e, claro, o Palace na sequência deste final de temporada e só o tempo dirá com que tipo de foco. O Tottenham vira suas atenções para a Liga Europa, grande objetivo da temporada, onde ainda pode ser campeão. Slot é o primeiro treinador holandês campeão da Premier League.

Jurgen Klopp foi muito além do que as palavras podem descrever no Liverpool

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

Klopp claramente sentia a despedida em Anfield

 O domingo do dia 19 de maio de 2024 fica marcado como uma das datas mais tristes da história do futebol inglês e do futebol mundial. Nesta tarde inglesa e brasileira, a Premier League se despediu de Jurgen Klopp, que treinou o Liverpool em sua última partida nesta vitória/empate/derrota para o Wolverhampton por X a X. Diante de um Anfield Road lotado, o jogo ficou em segundo plano para as lindas e justas homenagens de despedida a um sujeito que é quase um Bill Shankly da era moderna. Um ser humano que virou a personalidade estampada do Liverpool.

Jurgen chegou a Anfield num cenário devastado, numa situação parecida, guardada as várias devidas proporções, ao que Shankly enfrentara no início dos anos 1960, quando pegou um clube na segunda divisão com problemas estruturais graves. Se não estava na segunda divisão, os Reds que receberam Klopp em 2015 eram um clube com falhas estruturais agudas comparados aos rivais, com um elenco que não estava sequer próximo da envergadura da instituição. Era um trabalho de reconstrução, de, como tão sabiamente descreveu o alemão, transformar os desacreditados em otimistas. 

Ao seu estilo, Klopp foi conquistando uma das torcidas mais fiéis, fanáticas e também mais machucadas do futebol. A sua primeira temporada já mostrou o lado que seus times sempre tinham de colocar o coração no jogo, o que ocorreu principalmente e notavelmente nas vitórias de 5 a 4 sobre o Norwich, num jogo normal de Premier League que foi um cartão de visitas do que estava por vir e na classificação diante do Borussia Dortmund na Europa League com uma vitória por 4 a 3 que foi uma prévia de noites épicas continentais.

O título não veio, a campanha terminou em dor na final, mas os alicerces estavam sendo firmados. Aos poucos, Klopp deu ao time a cara que tornaria a melhor equipe do mundo dali a alguns anos. Chegou Mané, Firmino se acertou, chegou, já com uma classificação de Liga dos Campeões obtidas, Mohamed Salah, que seria o grande nome ofensivo da era Klopp e se tornaria um dos maiores da história do clube. Em meio ao épico da Liga dos Campeões da temporada 2017/2018, Coutinho foi embota, mas abriu espaço para Van Dijk. A dura derrota na final para o Real Madrid abriu a porta para Alisson e assim se formou a espinha dorsal de um dos maiores times da história do futebol.

A partir da temporada 2018/2019, vencer o Liverpool virou uma tarefa para pouquíssimos privilegiados. Na Premier League, incríveis 97 pontos não foram suficientes para o título, mas o território continental, estrada tão conhecida pelo clube, virou um caminho quase tranquilo. Uma vitória diante do Bayern dentro da Alemanha começou um mata-mata que passou por uma classificação tranquila diante do Porto e um épico diante do Barcelona, uma das maiores viradas da história, que tornou o título quase protocolar diante do Tottenham. A primeira taça foi só a Liga dos Campeões.

No ano seguinte, a Premier League veio com os Reds liderando de ponta a ponta, numa campanha que parecia uma espécie de resposta na força do ódio ao City. A Liga passou perto de novo em 2022, numa temporada que quase virou um épico de uma quadrupla, mas que terminou com duas enormes tristezas ao final da Premier League e da Liga dos Campeões. As dores também foram parte da era Klopp e elas engrandeceram esses nove anos tanto quanto as vitórias. A própria temporada de despedida foi cheia de tristezas.

Porque boa parte do que Klopp foi, é e sempre será também tem a ver com as dores que vieram nesses anos. As derrotas em finais, as duas temporadas abaixo em 2020/2021 e 2022/2023, as feridas dolorosas que tornaram tão especiais os momentos de alegria e que mostraram que Klopp era também um ser humano. Derrotas que são também normais no cotidiano de um time gigante, que são o tipo de decepção que uma instituição da envergadura do Liverpool tem que possuir, a dor de um vice-campeonato e não a decepcionante e latejante rotina do ostracismo.

O citado "ser humano" Klopp é na verdade o grande motivo deste sujeito ser tão amado por tanta gente, até não torcedora do Liverpool. Jurgen tem um carisma quase incompreensível num futebol tão pasteurizado, um genuíno ar de alguém que você adoraria sentar para um churrasco. Um sujeito que mostra em todas as atitudes o seu enorme coração, seja no claro modo como conquista seus atletas, na forma como deixa suas posições humanitárias claras. Jurgen Klopp é descrito por muitos como um ser humano melhor que um treinador de futebol e ele é um dos melhores treinadores do planeta.

Anfield se despediu de Klopp com muitas homenagens e lágrimas e tamanhas honrarias só são conquistadas pelos gigantes. O alemão foi uma espécie de Bill Shankly dos nossos tempos, um respiro de sentimento num futebol tão frio e matemático e foi um privilégio assistir seu time jogar, foi um privilégio torcer para que seus times vencessem. Foi uma incrível jornada que valeu cada segundo vivido. Ao fim disso tudo, só posso, assim como tantos, usar uma frase simples em seu idioma natal para resumir algo que as palavras não são suficientes para descrever: Danke, Jurgen! 


Último confronto entre Klopp e Guardiola na Premier League entregou tudo o que se esperava

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Lance perigoso na partida

O domingo do dia 10 de março de 2024 marcou o fim de um dos maiores confrontos entre treinadores dentro da Premier League e talvez tenha marcado o último jogo entre os dois na história do esporte. Num Anfield abarrotado, Klopp e Guardiola entregaram tudo o que poderíamos esperar no duelo entre Liverpool e Manchester City pela Premier League. Um deleite de futebol intenso, técnico e de polêmicas típicas de um clássico entre dois postulantes ao título, com Klopp mostrando toda sua maestria ao fazer um time desfalcado simplesmente engolir o City na maior parte do jogo. 

O jogo valia muito para ambos os envolvidos e, para quem no fim das contas sorriu a toa com o resultado, o Arsenal. City e Liverpool duelavam diretamente pela liderança da Premier League, num confronto que poderia praticamente matar quem perdesse e que poderia deixar tudo maravilhoso para o time de Arteta em caso de empate. A história, porém, foi muito mais do que só esse aspecto.

Diante da fortaleza vermelha abarrotada, palco perfeito para os comandados de Klopp, quem não se intimidou e começou melhor foi o Manchester City, que pressionou no início, obrigou Kelleher a trabalhar e esfriou um pouco a insana torcida vermelha. Curiosamente, o Liverpool até chega a marcar um gol bem anulado num dos momentos que escapou, mas sofreu muito nos primeiros 15 minutos. A partir dali, porém, passou a dominar as ações, encurralar o time azul e, curiosamente, quando fazia isso, levou um gol de Stones numa jogada de escanteio com bobeira de marcação vermelha.

Só que a partir daí o jogo virou um atropelo vermelho. O time de Klopp passou a não deixar mais o City de Guardiola jogar como gostaria e o duelo ficou claramente incômodo para o time, que agradeceu aos céus por sair do primeiro tempo em vantagem, já que Szoboslai e Darwin perderam boas chances de empatar o duelo. O City assustou em algumas escapadas, mas na verdade estava pouco a vontade em campo. 

O panorama não mudou no segundo tempo, na verdade só piorou e muito rápido para o time do Guardiola. Sufocado desde o primeiro minuto, o City cedeu o empate aos oito minutos, numa bola mal recuada por Aké que terminou em pênalti de Ederson em Darwin Nuñez, que ainda resultou numa lesão aparentemente grave do goleiro Ederson, que saiu poucos minutos depois. MacAllister converteu o pênalti com categoria e a partir daí o Anfield desabou em cima do Manchester City, que parecia ter em campo a envergadura do time da terceira divisão de 1998 e não do multicampeão atual. 

Eram erros sucessivos, uma pressão assustadora dos Reds, que já engoliam o time de Guardiola quando Salah entrou. De Bruyne fazia uma partida muito aquém de seu talento e Haaland sequer aparecia em campo. No primeiro lance na partida, o Rei Egípcio deixou Luís Diaz sozinho e o colombiano perdeu uma chance que jamais pode ser perdida num jogo dessa magnitude. Ortega também salvou os azuis várias vezes. O Liverpool perdeu várias chances que não podem ser perdidas num jogo dessa magnitude. A verdade é que um atacante como Diogo Jota fez muita falta.

Curiosamente, num duelo de dois técnicos geniais, ambos provavelmente cometeram erros graves. Klopp tirou Darwin de um jogo onde o uruguaio não deixava a defesa citizen em paz, enquanto Guardiola simplesmente sacou De Bruyne do jogo e até passou a melhorar no meio campo, mas perdeu em criatividade. O City suportou a pressão e com o Liverpool cansado assustou, mandando duas bolas na trave, mas o lance chave do jogo ainda estava por vir. 


No último respiro da partida, a polêmica que não pode faltar num clássico desse tamanho veio. O relógio marcava quase 53 minutos do segundo tempo quando numa bola quicada na área, Doku jogou o pé numa dividida e acertou a bola, mas acertou principalmente o peito de MacAllister, num lance que, na opinião deste que vos escreve, poderia vir num livro de regras como uma definição do que é pênalti. Nem Michael Oliver marcou e nem o VAR chamou e o placar terminou empatado, para o lamento do time da casa.

O último duelo de Premier League entre Klopp e Guardiola terminou com o alemão mostrando principalmente porque esse duelo foi tão incrível. O carismático germânico fez com que um time absurdamente desfalcado fosse muito melhor que o Manchester City durante a maior parte do jogo, teve mais posse de bola, mais finalizações e deveria ter vencido o rival. O empate, porém, encerra essa história com uma igualdade digna de um confronto que valeu muito a pena para quem soube aproveitar. Quem agrade é o futebol. 

A torcida do Liverpool só tem a agradecer a Firmino, um dos maiores da história dos Reds

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Firmino fez gol em sua despedida de Anfield Road

Todo ciclo se encerra e na vida até que é bom um dia tem um fim. As duras verdades do tempo são dolorosas e na manhã deste sábado, pelo menos no horário brasileiro, um dos maiores nomes da história do Liverpool e principalmente da era atual do clube se despediu da sagrada casa vermelha. Apesar do gol de Firmino, a despedida foi melancólica, já que o empate com o Aston Villa, com uma grandiosa contribuição de uma arbitragem que no mínimo foi ruim, praticamente tirou os Reds da Liga dos Campeões do ano que vem. Nada que apague o tamanho de Bobby Firmino.

Firmino foi a engrenagem mais importante do time de Jurgen Klopp, ainda que não tenha chego na época do alemão, já que o brasuca chega ainda com Brendan Rodgers no comando. Foi sob a batuta do alemão, porém, que "Bobby" virou o jogador chave de um dos times mais celebrados da história do Liverpool em todos os seus mais de 130 anos. Firmino foi o coração e a engrenagem de um time que encantou o mundo e ganhou absolutamente tudo que disputou. 

A despedida já havia sido anunciada há algum tempo. Firmino ainda era interessante quando entrava (e diante do Aston Villa não foi diferente), mas sente que o ciclo se fechou e prefere não continuar e manchar seu legado (o que não ocorreria, pois ele era o jogador mais adorado pela torcida junto a Salah). A tristeza entre os torcedores do Liverpool no mundo todo foi imensa com o anúncio de que ele não ficaria e as cenas testemunhadas em Anfield neste sábado foram digníssimas da despedida de um ídolo. 

Firmino não deixa de ser um produto do legado que Lucas Leiva criou, abrindo as portas do Brasil para os Reds, mas será também um marco de uma aceitação cultural cada vez maior dentro dos arredores de Anfield. Com ele, as portas para a América do Sul se abrem cada vez mais e certamente graças a ele o time de olheiros do Liverpool observará a América em busca de talentos como Bobby. Este é apenas um dos aspectos onde ele mudou o clube, mas o mais importante é sua idolatria, de um tamanho digno a quem defendeu como poucos essa camisa (e de quem preferiu não cuspir em sua história no clube). 

Bobby não é celebrado em Anfield a toa. Desde os idos de 2018 é uma das camisas mais vendidas dos Reds, seja na terra dos Beatles ou no resto do mundo, sua música, criada as vésperas da final da Liga dos Campeões de 2019, era e provavelmente seguirá sendo uma das mais cantadas pela torcida, como são as de Rush, Gerrard e Dalglish. O "Si Señor" era entoado pela KOP até em jogos onde o brasileiro sequer estava relacionado, numa relação de carinho que pouquíssimos puderam experimentar com a camisa vermelha e que pouquíssimos também fizeram tanto por merecer.


Firmino está no panteão. Hoje senta na mesa de nomes como Souness, Allan Kennedy, Steven Gerrard, Ian Rush e outros gigantes como uma das maiores referências da história do Liverpool. Seu mural eternizado nas ruas de Anfield Road ficará marcado como tantos outros pelos arredores do templo sagrado vermelho. Em resumo, Firmino chegou como uma promessa brasileira e saiu de Anfield como um dos maiores, celebrados por um dos maiores clubes do universo.

Este que vos escreve, também um que foi tomado pelo sentimento de amor que o Liverpool inspira, tem apenas uma palavra por tudo que este compatriota que vestia a camisa 9 fez viver nestes oito anos com a camisa do Liverpool: Obrigado! ou melhor, OBobbygado. 

Liverpool fez história 'atropelando' o Manchester United pela Premier League

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

Um atropelo em Anfield Road

Mesmo vivendo sua melhor fase nos últimos anos, recentemente tendo saído de um jejum de títulos incômodo, o Anfield Road segue sendo um pesadelo para o Manchester United na era Jurgen Klopp. O time de Ten Hag chegou ao North West Derby, maior clássico do futebol inglês como "favorito", vivendo melhor momento, em melhor classificação contra um Liverpool que segue tentando se encontrar (e talvez tenha se encontrado finalmente.) e saiu dele com a maior goleada da história do clássico nas costas e tendo acordado de vez o rival. O dia 5 de março entrou para a história do futebol e com isso o Liverpool está mais vivo do que nunca por conta de um 7 a 0.

Os Reds chegaram a este clássico ainda sob a sombra da goleada sofrida diante do Real Madrid na Champions League dentro de seus domínios, contra um Manchester United chegando duma recente classificação diante do Barça na Europa League. Vinha numa sequência de vitórias e de bons jogos longa, com Rashford sendo talvez o melhor jogador do mundo nos três primeiros meses de 2023. Tudo indicava que o time de Ten Hag quebraria o jejum de vitórias em Anfield, mas todo esse retrospecto foi para o espaço em 90 minutos.

O resultado em si curiosamente não foi um reflexo necessariamente do que foi o jogo. No primeiro tempo, o Liverpool até teve controle territorial, mas pouco conseguiu fazer de eficaz em relação a finalização, com as chances mais perigosas sendo duas dos Red Devils, um chute de Antony e uma cabeçada perigosíssima de Bruno Fernandes, além do gol bem anulado de Casemiro. No finalzinho do primeiro tempo, quando o placar zerado parecia claro, Robertson fez linda jogada e lançou Gakpo, que abriu a noite histórica com uma linda chapada para o gol.

Os torcedores do Manchester United passarão o resto de sua semana pensando no que aconteceu no intervalo. O time de Ten Hag voltou completamente fora de rotação. Praticamente no primeiro lance do segundo tempo, a pressão vermelha engoliu a defesa do United, com a bola batendo e rebatendo, sobrando na ponta para Elliott, que passou para Salah cruzar na cabeça de Darwin Nuñez. Pouco depois, Salah fez Lisandro Martínez parecer um armador, deixou o zagueiro sentado e cruzou para Gakpo marcar e a partir daí o jogo acabou. Os Red Devils perderam o controle mental da partida e o que veio a partir daí foi consequência natural disso.

Salah transformou o resultado em goleada em mais uma bola onde os Reds ganharam na pressão, com o Egípcio fuzilando um torpedo no travessão e na rede. Depois, no quinto gol, Nuñez teve tempo de tomar um café, escrever uma tese de mestrado, se movimentar dentro da área e fazer o gol sem ser incomodado por ninguém do time visitante. O sexto veio num lance bizarro, onde a zaga do time de Manchester foi afastar e bola rebateu em Firmino e sobrou para Salah se tornar o maior artilheiro do Liverpool na Premier League com 130 gols. Ainda deu tempo de Firmino fazer o sétimo e fechar o placar histórico.


O 7 a 0 entrou para a história do futebol inglês como a maior goleada de todos os tempos do maior clássico da Inglaterra. Curiosamente, efetivamente não muda muita coisa para ambos os lados, a não ser pelo combustível que dá aos Reds na briga pela vaga no G4, que agora dista apenas três pontos do Liverpool, que, detalhe, tem um jogo a menos que o Tottenham, quarto colocado. Tudo fica aberto novamente.

No fim das contas, a impressão que fica é que nem com um equilíbrio maior entre os times o Manchester United consegue bater de frente com seu arquirrival em condições normais. Na era Alex Fergunson, mesmo no auge do desequilíbrio entre os rivais, o time do Merseyside jamais foi goleado impiedosamente pelo time do escocês. O time de Klopp, em alguns anos, já aplicou três estraçalhadas históricas no rival, uma delas dentro de Old Trafford (e que não foi um placar maior porque o time de Klopp não quis.). Enfim, a história está escrita. 

Há 130 anos, o Liverpool jogava seu primeiro jogo e vencia o Rotherham Town

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/LFCHistory

O primeiro time do Liverpool

Um dos maiores clubes da Inglaterra, o Liverpool Football Club foi fundado em 1892, se tornando o segundo time da cidade e na época com cores ainda bem diferentes do atual vermelho. O início da história dos Reds, que não eram tão Reds assim na época, porém, dentro dos campos, só ocorreu no dia 1º de setembro de 1892, em um ainda distante do que é hoje estádio de Anfield, um amistoso contra o Rotherham Town que terminou 7 a 1.

Na época, o Liverpool se preparava para a estreia na Lancashire League, que ocorreria dali a dois dias contra o Higher Walton FC. O jogo atraiu um público apenas mediano para o antigo Anfield, curiosos por ver o que o novo time da cidade, que levava o nome dela, poderia fazer na temporada que viria a começar em poucos dias.

Neste jogo, o time da casa se alinhou com Ross, Hannah, McLean, J Kelso, McQue, McBride, Wyllie, Smith, Miller, McVean, Kelvin, que era comandado por William Barclay. Segundo as reportagens da época, o jogo desde o início foi comandado pelo time do Liverpool, com McVean e Kelvin marcando os primeiros gols para abrir 2 a 0. McQue fez o terceiro de falta e ainda antes do fim do primeiro tempo Wyllie marcou duas vezes para fechar em 5 a 0.

Na etapa final, o Liverpool seguiu em cima sem dar muitas chances e espaço ao Rotterham Town. Apesar disso, o time visitante tentou pressionar buscando o gol, sem conseguir muito sucesso, com Ross atuando bem no gol. Já para a metade do segundo tempo, Miller marcou o sexto gol de um Liverpool que insistia muito em finalizações e Wyllie ainda mandou mais uma para as redes. Já no finalzinho do jogo, pouco antes do apito do juiz, Leatherbarrow fez o gol de honra dos visitantes, fechando o marcador em 7 a 1.


A vitória diante do Rotterham precedeu uma temporada onde os Reds terminariam com o título da liga de Lancashire. Na temporada seguinte, já na segunda divisão, o time do Merseyside conquistaria o título, sem conseguir, porém, se manter na primeira divisão na sua primeira tentativa. Na temporada 1896/1897, o time passaria a usar a cor vermelha que lhe caracteriza até hoje. Quatro anos depois, o primeiro título inglês. O resto, daí pra frente, é história. 

Everton vence Liverpool, quebra dois jejuns no clássico e afunda crise do rival

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

O brasileiro Richarlisson abriu o caminho para a vitória dos Toffees

O Everton conseguiu um feito enorme na tarde deste sábado, em Anfield Road. Depois de dez anos sem vencer o rival e 21 anos sem conseguir um triunfo no estádio de Anfield, os Toffees bateram o Liverpool por 2 a 0, afundando a crise dos Reds, que parecem vive num eterno calvário na Premier League, depois da temporada dos sonhos em 2019/2020.

A vitória do Everton representou muito mais que apenas três pontos. Além da quebra de dois jejuns, ela parece ser um divisor de águas na temporada de ambos os times da cidade dos Beatles. O resultado colocou os dois times encostados na tabela de classificação, mas a equipe de Ancelotti vive momento bem melhor, enquanto os comandados de Klopp chegaram ao quinto jogo seguido sem vitória em sua casa.

Este é inclusive mais um paralelo deste jogo que representou, pelo menos nesta tarde, muito mais que uma vitória azul. O Liverpool ficou três anos sem perder pela Premier League dentro de seus domínios, parecia um jejum simplesmente interminável, mas a vitória do Everton no clássico representa a quarta derrota seguida do Liverpool na Premier League e o quinto jogo seguido sem vitórias em seus estádio, já que a única não derrota desde o abalo do jejum causado pelo Burnley foi um empate no clássico contra o Manchester United.

O Everton saiu na frente cedo, com um gol de Richarlison, logo aos dois minutos. Este evento acabou configurando o resto do jogo, que somou uma tarde espetacular de Pickford à um visitante que soube sofrer em mais uma partida boa dos comandados de Klopp que termina sem os três pontos. Assim foi até o finalzinho, quando um polêmico pênalti deu o segundo gol aos azuis, na ótima cobrança de Sigurdsson. Momento histórico para o time de Ancelotti.

Mais um paralelo deste jogo é que o momento ruim do Liverpool, a ruína do intransponível time de 2019/2020 parece ter começado com um clássico também. No primeiro turno, uma entrada violenta de Pickford em Van Djik tirou o colosso holandês do resto da temporada. Uma entrada violenta de Richarlisson em Thiago Alcântara deixou o brasileiro/espanhol fora por um tempo precioso de adaptação, que parece custar-lhe ritmo nos últimos jogos. A partir daí, lesões seguidas, partidas ruins e um completo colapso psicológico parecem vitimar o atual campeão da Premier League, que se vê hoje com uma dificuldade enorme até para brigar por uma vaga na Liga dos Campeões.


Este clássico, porém, sempre foi um capítulo a parte até para o time de Klopp. Os Reds vivem um momento de reconstrução desde a chegada do alemão, que aos poucos colocou o clube de volta nos trilhos e trouxe um verdadeiro banho de confiança na torcida, transformando, como havia pedido, descrentes em crentes, no que se diz respeito ao Liverpool. Em 2019, há menos de dois anos, tudo se encaminhava para uma conquista de Premier League inédita e o fim de um jejum de quase 30 anos, até que o Everton parou Salah, Firmino e cia. Em Goodison Park e, hoje sabemos, tirou o título das mãos do Liverpool, vice-campeão com 97 pontos.

Se a ideia inicial de Klopp era transformar descrentes em crentes, se a frase da camisa de Salah contra o Barça dizia nunca desistir, é hora urgente de que o Liverpool volte aos trilhos para conseguir pelo menos evitar tragédias ainda maiores na temporada 2020/2021. Perder a vaga na Liga dos Campeões seria trágico para o qualificado elenco vermelho. Do outro lado do Rio Mersey, se não dá mais para alcançar o Manchester City, que a vitória sirva para o Everton sonhar pelo menos com uma histórica classificação a Liga dos Campeões, já que hoje isso já não parece um sonho distante.

Grobbelaar e o Liverpool - Uma história de defesas, títulos e de "ajuda" para quebrar um jejum

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Grobbelaar é um dos maiores goleiros da história dos Reds

Um dos maiores clubes de futebol do planeta, conquistando diversos títulos ao longo de sua enorme história, o Liverpool tem em sua galeria ídolos incontestáveis em diversas posições. Um deles vem das terras sul-africanas e completa 63 anos neste dia 6 de outubro. o goleiraço Bruce Grobbelaar foi o substituto de outro ídolo, o lendário Rey Clemence debaixo das traves de Anfield Road, e em sua história com o clube teve desde conquistas até uma ajuda inusitada, pelo menos na opinião dele, para quebrar o jejum de títulos ingleses.

A história do sul-africano com os Reds começa com sua contratação pelo clube em 1981. Dono da posição durante os 14 anos anteriores, Ray Clemence já mostrava sinais da idade e Bruce havia mostrado um talento promissor a serviço do Crewe Alexandra e do Vancouver Whitecaps. Aos 24 anos, chegou a Melwood com a nada grata missão de substituir o lendário arqueiro da era de ouro do clube, porém caiu rapidamente nas graças da torcida e começou seu caminho para virar lenda.

Brucie, como era apelidado pela torcida, esteve ao lado de diversas lendas vermelhas numa época onde os Reds dominavam por completo a Inglaterra e viviam se aventurando em fases agudas da Copa dos Campeões. A serviço do clube, conquistaria seis vezes o título de Campeão Inglês, três vezes a Copa da Inglaterra, três vezes a Copa da Liga, cinco vezes a Supercopa, vulgo Community Shield e, talvez o troféu mais importante de sua carreira, uma Liga dos Campeões, em 1984, onde foi destaque da conquista ao defender dois pênaltis de jogadores da Roma dentro do Estádio Olímpico da capital italiana.

Grobbelaar ficou nos Reds até 1994, quando acabou negociado, preterido para a ascensão do jovem David James ao gol vermelho. Vestiu por 628 vezes a camisa do Liverpool, sendo o nono jogador que mais jogou pelo clube. É um ídolo absoluto da torcida, sendo uma das maiores figuras da era de ouro do clube, que ocorreu entre os anos 1970 e 1990, quando o Liverpool transformou a Inglaterra numa liga onde praticamente só um time vencia. Não a toa é venerado e respeitado até hoje dentro do clube e já jogou vários jogos pelo time legends dos gigantes de Merseyside.

Figuraça do futebol e das boas histórias, Grobbelaar clama para sí, de uma maneira até engraçada, o crédito pelo fim do jejum de títulos ingleses dos Reds. Segundo ele, em 1992 ele fez um evento patrocinado pela cerveja Zambezi Lager onde um feiticeiro foi enviado com a cerveja e jogou um feitiço que ditava que o Liverpool não venceria a liga sem o goleiro, segundo o próprio Bruce o feiticeiro fez isso após, literalmente, fazer xixi em ambas as traves do Anfield Road.


Bom, coincidência ou não, o jejum começou a incomodar Groobelar e em 2014 ele tentou quebrar a maldição em um jogo noturno, porém conseguiu "tirar a água do joelho" apenas no gol do KOP, lendária arquibancada de Anfield, sendo expulso do estádio antes de "terminar o serviço". Até que durante a temporada 2019/2020, em um jogo corporativo em Anfield Road, Bruce "terminou o serviço", fazendo xixi em uma garrafa de água e jogando nos dois gols do estádio. Coincidência ou não, o jejum foi quebrado de maneira inapelável neste ano. Mais uma história para os causos do futebol.

Independente de se responsável ou não (nenhum torcedor do Liverpool vai reclamar de uma superstição que deu certo), Grobbelaar ficou na história dos Reds como um dos maiores nomes a vestir a sagrada camisa vermelha, ou no caso dele, a verde, de goleiro. Seja pelos troféus, pelas defesas, ou pela "quebra salvadora da maldição" através de um xixi nas traves.

O primeiro jogo de Gerrard como profissional

Por Lucas Paes
Foto: Mike Egerton/Empics Sport

Um jovem Gerrard em sua estreia pelo Liverpool 

O dia 30 de maio é quase como um natal para o torcedor do Liverpool, um dos maiores times do planeta. Neste dia, em 1980, nascia Steve Gerrard, considerado por muitos como o maior jogador da história do gigante inglês, símbolo de fidelidade e amor a uma camisa numa época onde os Reds distavam dos dias mais gloriosos. No dia 29 de novembro de 1998 começou a caminhada do "Capitão Fantástico" com a camisa vermelha, em um jogo pela Premier League, contra o Blackburn, em Anfield.

Gerrard foi durante seu tempo de base uma das maiores promessas que o Liverpool tinha em mãos. Chamou a atenção do clube com apenas nove anos de idade, quando já tinha uma técnica e velocidades impressionantes. Já na base vermelha, despertou o olhar de nomes históricos da instituição, ao ponto de ser destacado em um artigo de jornal escrito pela lenda Steve Heighway. Com o crescimento rápido e a atenção dada ao jovem, foi com certa expectativa que ocorreu sua estreia.

O duelo diante do Blackburn foi até tranquilo para os comandados de Gerard Houllier. Em três minutos, no primeiro tempo, os Reds definiram o jogo com gols de Paul Ince e Robbie Fowler (outro filho da cidade). No elenco vermelho, um trio de ataque muito bom com os autores dos gols e um jovem e já brilhante Owen. Ainda jogavam Carragher, outro oriundo da base vermelha e Redknapp, destaques ingleses de um time que não conseguia dar certo mesmo com bons nomes. 

A entrada do jovem Gerrard ocorreu aos 89 minutos, quando o garoto que vestia a camisa 17 na época foi ao campo no lugar do norueguês Heggem. Foram poucos minutos de ação efetivamente para Stevie G, mas o suficiente para o momento ficar na memória de um adolescente que sonhava com esse dia. Quem estava em Anfield naquele dia não sabia naquele momento, mas viu o nascimento de uma lenda.

Os Reds não viviam naquela temporada um grande momento. Há pouco tempo, Houllier havia assumido a equipe, que ainda tentava se recuperar num campeonato onde o clube terminaria na sétima posição. A entrada de Gerrard foi uma memória especial para um garoto nascido na cidade dos Beatles e torcedor fanático do atual campeão europeu, em meio a um momento não muito bom.


Gerrard entraria em campo outras 13 vezes naquela temporada, mas só marcaria seu primeiro gol pelo Liverpool no biênio seguinte. Segundo o próprio craque declarou em entrevista, ele demorou muito a se sentir "parte" do Liverpool. A partir da temporada 2000/2001, passou a ter titular constantemente na equipe de Merseyside, sendo um dos destaques da mágica temporada que terminou com uma tríplice coroa (FA Cup, Copa da Liga e Copa da UEFA). Coincidentemente, foi a temporada onde o treinador parou de escalá-lo fora do meio de campo.

O resto, a partir daí, é história. Se tornou capitão pela primeira vez em 2002, mas assumiu efetivamente a braçadeira no ano seguinte. Foi um dos grandes responsáveis pelo eterno "Milagre de Istambul", em 2005 e teve uma atuação tão boa numa final de FA Cup contra o West Ham, em 2006 que ela ganhou o nome de "Gerrard's Final.". Faltou para ele a Premier League, que deve ser conquistada por seu ex-clube neste ano de 2020. Foram 710 jogos e 186 gols pelos Reds, onde ele ficou até 2015.

Hoje Gerrard é treinador e comanda o Glasgow Rangers. Na temporada 2018/2019 ficou muito perto de ser campeão escocês, mas não conseguiu o título. Só o futuro dirá se o eterno capitão conseguirá do banco de reservas o título que lhe faltou como jogador pelo Liverpool, se é que Gerrard será um "sucessor" de Klopp. Independente disso, a lenda da camisa 8 dele jamais poderá ser apagada, já que Stevie G será eternamente um dos maiores nomes da história vermelha.

Em volta de Neymar, Seleção vence a Croácia em jogo preparatório

Por Alexia Faria

Camisa 10 voltou a campo depois de ficar parado desde fevereiro, quando se machucou
(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Na partida preparatória entre Brasil e Croácia que aconteceu em Liverpool, na Inglaterra, os brasileiros abriram a contagem regressiva em busca do hexa, com o duelo que terminou em 2 a 0 com gols de Neymar e Firmino.

Um veterano pentacampeão, com 21 participações em Copas do Mundo. Contra um adversário, praticamente um novato no mundial com apenas cinco participações, e nenhum título, mas com uma ótima campanha em 1998, quando conquistou o terceiro lugar, na sua estreia. Brasil e Croácia abriram as portas da campanha dos sonhos dos brasileiros. 

Diferentes das seleções de 2014, as duas equipes mostraram muita qualidade nos primeiros minutos de jogo. Pelo lado da Croácia Badelj é o volante entre as marcações, Rakitic e Modric são os meias centrais. Essa equipe vem para surpreender! 

E se é para surpreender, que comece nos jogos preparatórios. Passados os primeiros dez minutos, de muita qualidade em campo, Modric cobrou escanteio, e Lovren cabeceou para fora do gol de Alisson. E tem mais lances na defesa brasileira. Thiago Silva, com o domínio de bola, recebeu uma entrada dura de Kramaric na altura da canela, apenas cartão amarelo para o atacante. Será que o lance era mesmo só para amarelo? 

E a Croácia não desiste de querer abrir o placar. Apertando, seja a zaga ou o próprio goleiro brasileiro, o time croata conquista a bola, mas não tem precisão na finalização. Falando em finalização, os brasileiros só vieram fazer isso aos 22 minutos, em um lance de cobrança de falta rápida, e com Coutinho batendo da meia lua, mas por cima do gol. Empolgou? Minutos depois o menino Coutinho arrisca mais uma vez, mas foi para muito longe do gol.

Só da Brasil. Willian recebeu dentro da área e chuta cruzado, mas encontrou o lateral Vrsaljko, que tirou a bola. Willian, que estava sendo um dos favoritos a sair no intervalo para a volta de Neymar Jr. vem jogando melhor que a dupla “inho” - Fernandinho e Coutinho. Será que teremos novidades na segunda etapa? 

Em jogada individual Gabriel Jesus vinha ganhando território, até parar na falta. Mais um cartão amarelo para a Croácia, Perisic. Se os croatas estavam com dois amarelos, o primeiro do Brasil veio com Fernandinho. A primeira etapa da partida foi bem pegada, principalmente pelo da Croácia, que cometeu muitas faltas.

Sai Fernandinho, entra Neymar Jr. Desde 25 de fevereiro sem jogar, o camisa 10 brasileiro volta a campo e tem 15 dias para recuperar o ritmo perdido. 
Com cinco minutos da segunda etapa víamos outra Seleção Brasileira. A equipe estava muito melhor, e jogava mais do que no primeiro tempo. 

Alisson! Rebic cabeceou no canto esquerdo, e o goleiro brasileiro salta para espalmar. O camisa 1 vem reconquistando a confiança dos torcedores nesta segunda etapa. 

E mais teve outras mudanças. Sai Marcelo, entra Filipe Luís; Sai Gabriel Jesus, entra Roberto Firmino. E não para por aí. Marquinhos também vem a campo, no lugar de Miranda. 

E quem diria que o jogo preparatório seria tão duro assim. Aos 20 minutos do segundo tempo as equipes quase não saíam do meio de campo. Sinal que o equilíbrio entre os meio-campistas estão está funcionando. 

Se não for para voltar assim, ele nem voltaria! Neymar volta, fez a diferença e marcou um golaço! E que jogada entre Willian, Coutinho e Neymar. Com esse golaço, o estádio do “Você nunca andará sozinho” vibra com “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor!”. 

Vai mudar! Taison entrou no lugar de Willian, e Fred, no lugar de Phelippe Coutinho, que saiu vaiado. O meia atualmente joga no Barcelona, mas antes jogava no Liverpool, e essa transferência é que nem o 7 a 1 – ainda mexe com os torcedores. 

E Neymar buscava mais um gol. O camisa 10 arriscou, mas a bola passou muito perto da trave croata. Paulinho também tenta, de cabeça, mas parece que o gol anda pequeno em Liverpool. Seleção troca passes, e valoriza a posse de bola. Rob Firmino! Jogando em casa, o camisa 20 deixou, na largadinha, o gol dele. Fim de partida, Brasil 2, Croata 0. O sonho do Hexa está vivíssimo!
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