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O início de Roberto Brum no Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Roberto Brum atuando no Fluminense

Conhecido principalmente pelas passagens por Santos e Coritiba, onde teve mais sucesso, o volante carioca Roberto Brum, que completa 45 anos neste dia 7 de julho foi durante sua carreira de atleta um jogador de razoável qualidade que passou inclusive pelo futebol português durante algum tempo. Também conhecido por ser um dos mais proeminentes e vocais jogadores de religião evangélica, inclusive se envolvendo em polêmicas com isso no Peixe, o volante teve um grande início no Fluminense.

Nascido em São Gonçalo, Roberto Brum foi revelado pelo Tricolor Carioca nos anos 1990, numa época de vacas magras e de dias complicadíssimos para o time das Laranjeiras. Chegou a base do Flu com apenas 14 anos de idade e seis anos depois chegaria ao time profissional, em meio ao campeonato que levaria o Fluzão a Série C do Brasileirão nos anos 1990. 

Começando e ganhando seu espaço aos poucos, foi se tornando um pilar do Fluminense tanto no meio do terrível período que levou o time até a Série C quanto na volta aos trilhos que ocorreria já no final daquela década. É parte do time que é campeão do Brasileirão da Série C e nos anos seguintes segue sendo presença constante entre os titulares do Fluminense durante a Copa João Havelange. 


Em 2001, viveu o que foi provavelmente o maior drama de sua carreira, quando pego por doping por clostebol, substância que Roberto atribuiu ao uso de uma pomada que usou para tratar um problema na coxa. Voltou da suspensão fazendo parte do time do Fluminense que conquistou o Campeonato Carioca no ano de 2002. Foi seu último torneio pelo Fluminense, já que no segundo semestre acabaria negociado com o Coritiba.

No total, esteve em campo em 110 jogos pelo Fluminense, segundo números da Wikipedia, marcando dois gols pelo clube, que representam quase metade dos cinco que acabou marcando em sua trajetória dentro das quatro linhas. Roberto Brum esteve em atividade até 2015, quando pendurou as chuteiras atuando pelo São Gonçalo.

As passagens de Márcio Costa no Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Márcio Costa atuando no Flu

Conhecido em muitos círculos por ser um dos maiores andarilhos do futebol brasileiro, com cerca de 20 clubes diferentes ao longo da carreira, o ex-zagueiro Márcio Costa, que completa 52 anos neste dia 18 de maio ganhou status de "lenda" do futebol carioca devido a essa trajetória bastante alternativa em seus anos no futebol. Ele teve uma passagem pelo Fluminense, entre 1994 e 1997. 

Márcio passou pelo clube em épocas diferentes ao extremo. Chegou em 1994 como um bom prospecto vindo do Bragantino e atuou em boa parte da campanha do Campeonato Carioca de 1995, ajudando o Fluminense a chegar a fase final naquele primeiro momento com o clube e a conquistar o título, que seria seu único com a camisa do Tricolor Carioca ao longo de sua passagem por lá.

Durante o segundo semestre, perderia espaço na equipe tricolor e acabou antes disso ocorrer emprestado ao Flamengo, por onde acabaria atuando até o início de 1997, quando retorna de empréstimo ao Fluminense, já numa época não tão boa do Tricolor Carioca, que entraria a partir daquele ano num dos períodos mais nebulosos de sua história. 

Atua bastante na equipe durante aquele nebuloso ano de 1997, quando o Tricolor faz um péssimo Brasileirão e acaba sendo "agraciado" com um óbvio rebaixamento. Permanece no Tricolor Carioca até o fim da campanha daquele melancólico Brasileirão, se transferindo ao Corinthians no início de 1998 e encerrando definitivamente sua história no Tricolor Carioca. 


Segundo dados do portal NetFlu, Márcio Costa atuou em 100 jogos com a camisa do Fluminense, marcando apenas um gol. Andarilho, se aposentou apenas há seis anos atrás, já com seus 46 anos, atuando no CFZ, time das divisões inferiores do futebol do Rio de Janeiro. Ao longo dos seus 25 anos no futebol, vestiu mais de 20 camisas diferentes. 

A passagem do meia Nélio pelo Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Nélio em treino no Fluminense

Completando 52 anos neste dia 26 de janeiro, o ex-meia Nélio foi um dos grandes nomes do futebol carioca nos anos 1980 e 1990. Revelado pelo Flamengo já no finzinho da era de ouro do clube nos anos 1980, o jogador, que é irmão do lateral Gilberto, que jogou duas Copas pela Seleção Brasileira, conquistou diversos troféus com a camisa rubro-negra. Já no final de sua passagem pela Gávea, porém, ele passou por empréstimo pelo rival Fluminense, em 1997.

Chegou ao Fluzão para a disputa do Brasileirão daquele ano, já que perdia espaço no Flamengo, que na época contava com um bom elenco. Depois de atuar em apenas alguns jogos no rubro-negro no Cariocão e na Copa do Brasil naquele primeiro semestre, acabou então negociado com o Fluzão, para onde rumou para o segundo semestre.

Estreou diante da Lusa, num empate por 1 a 1 com o time paulista no Maracanã. Era parte de um time que pouco conseguia mostrar de positivo e diante de uma equipe limitada pouco também conseguiu fazer. No fim das contas, esteve no elenco até o final daquele Brasileirão, atuando em 12 partidas e não marcando nenhum gol. O Tricolor Carioca acabou rebaixado na penúltima posição. 

Sua última partida nas Laranjeiras foi inclusive uma das poucas vitórias do Flu naquele campeonato, quando bateu o Corinthians por 1 a 0 no Maracanã. Ao final daquele campeonato, retornou ao Flamengo, que havia chegado a fase final do Brasileirão e ficado em quarto lugar na classificação, perdendo a vaga na decisão para o Vasco na segunda fase. 


Nélio ainda atuaria por diversos clubes brasileiros, incluindo uma boa passagem pelo Atlético Paranaense e também no futebol húngaro, antes de encerrar sua carreira no Flamengo do Paiuí, em 2010, já próximo dos 40 anos. 

Corinthians vence o Fluminense na Arena e está na final da Copa do Brasil

Foto: Alexandre Schneider

Corinthians levou a melhor na Neo Química Arena

O Corinthians está na final da Copa do Brasil! O Timão fez boa partida, bateu o Fluminense por 3 a 0 na noite desta quinta, dia 15, na Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo e com isso chegou a decisão da principal competição de mata-mata do país. O resultado foi suficiente depois de Roger Guedes ajudar o time alvinegro a buscar o empate no Maracanã no primeiro jogo, que havia terminado 2 a 2.

Na primeira partida, em um tremendo jogaço no Maracanã, o Timão havia conseguido um bom resultado ao buscar o empate por 2 a 2, deixando tudo aberto para o jogo da Arena. Antes desta quinta, o alvinegro vinha de empate no clássico contra o São Paulo no Morumbi, enquanto o Flu havia vencido o Fortaleza em casa por 2 a 1, ambos os jogos no último fim de semana.

O Corinthians começou atacando e buscando o campo ofensivo, diante de uma pressão enorme da Arena lotada. Com um minuto, Renato Augusto finalizou com perigo por cima. O Tricolor respondeu numa cabeçada violenta de Árias para boa defesa de Cássio. Aos sete minutos, Roger Guedes fez boa jogada, mas chutou muito mal. Pouco depois, ele tentou de novo, mas o chute veio nas mãos do goleiro Fábio. Aos 11', foi a vez de Renato Augusto testar o goleiro que fez uma defesaça. A pressão alvinegra era imensa na primeira metade do primeiro tempo. 

Aos 22', o Flu voltou a aparecer com perigo, num chute de Matheus Martins que Cássio pegou na ponta dos dedos. O jogo era muito movimentado e de muita qualidade na Arena. Aos 33', Renato Guedes recebeu na intermediária e acertou um belíssimo chute para abrir o placar na Arena. Apesar do jogo seguir movimentado, o placar terminou mesmo apenas em 1 a 0 na primeira etapa.

Na etapa final, o Fluminense voltou já assustando Cássio num chute de Caio Paulista que o goleiro defendeu. Na sequência, Du Queiroz finalizou com perigo respondendo pelo Timão. O jogo seguiu disputado, com os dois times atacando bastante. Aos 14', o Flu chegou muito perto do empate numa falta cobrada por Árias no travessão. Aos 24', Du Queiróz perdeu ótima chance de marcar o terceiro chutando mal em lance onde Gustavo Mosquito era opção sozinho. Aos 28', foi a vez de Yuri desperdiçar num bom chute de fora da área. 


O Fluminense seguia tentando, mas perdia folego e já não acertava mais as jogadas. O Corinthians administrava o jogo se defendendo, uma estratégia arriscada que dava certo para o time da casa, que conseguia manter a vitória. No finalzinho, o Timão praticamente tocou a bola até que uma linda jogada encontrou Giuliano dentro da área e ele marcou o gol da festa e da classificação. Ainda deu tempo de Felipe Melo marcar contra aos 48 minutos e selar o placar final.

Agora, o Timão enfrentará o Flamengo na final da Copa do Brasil, em datas e horários ainda a serem oficialmente definidos pela CBF. No brasileirão, os dois times voltam a campo no domingo, dia 18. O Corinthians visita o América Mineiro no Independência, às 18h, enquanto o Fluminense faz clássico com o Flamengo, no Maracanã, às 16 horas.

O início do goleiro Cláudio no Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Cláudio no início pelo Fluminense

Estaria completando 82 anos neste dia 22 de agosto um dos grandes goleiros do futebol brasileiro nos anos 1960: o carioca Cláudio, conhecido por ser um arqueiro extremamente ágil, que compensava a baixa estatura para a posição executando defesas acrobáticas com uma elasticidade impressionante. Ídolo do Santos, onde foi titular durante um bom tempo e é considerado um dos maiores gleiros da história do clube, ele começou sua trajetória no Fluminense.

Cláudio chegou nas Laranjeiras com 20 anos, já tendo passado a juventude jogando por clubes amadores, com o Flu pensando em tornar ele o herdeiro da posição do excelente Castilho, que era dono da posição no Tricolor Carioca por muito tempo. Apesar de ter apenas 1,77m, ele foi escolhido pelo tricolor para ser um aprendiz do Castilho.

Obviamente, num time que tinha um goleiro consagrado no gol, Cláudio pouco conseguia figurar dentro de campo. Nas Laranjeiras, mais aprendia os atalhos e segredos da posição do que propriamente dito defendia a meta tricolor em jogos oficiais. Com Castilho, aprendeu questões como posicionamento, orientação defensiva e ousadia para tornar sua altura uma vantagem.

Com poucos jogos pelo Flu, atuou mais em duas passagens de empréstimo por times pequenos do futebol do estado do Rio de Janeiro, primeiro pelo Olaria e depois pelo Bonsucesso, clube onde teve mais chances ao longo de dois anos entre 1962 e 1964. Foi nesta passagem que ele chamou atenção do Santos, que o contratou ao final de 1964.


Acabou deixando as Laranjeiras sem conseguir atuar muitas vezes com a camisa do Fluminense. Sem espaço, jamais foi o sucessor do ídolo Castilho, mas acabou fazendo história na Vila Belmiro, se tornando sucessor de Gylmar e chegando inclusive até a Seleção Brasileira. Era, por exemplo, o titular de João Saldanha na preparação para a Copa do Mundo de 1970. Cláudio nos deixou precocemente em 1978, depois de encerrar a carreira por problemas de lesão. 

A história do goleiro Paulo Victor com o Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Goleiro Paulo Victor jogando no Fluminense

O Fluminense é um dos grandes times do futebol brasileiro. Lotado de nomes históricos em todas as posições, o Tricolor Carioca tem diversos grandes goleiros em sua história. Um deles é o paraense Paulo Victor, ídolo do clube, que completa 65 anos neste dia 7 de junho. O ex-arqueiro tem uma história enorme defendendo a meta tricolor e chegou inclusive na Seleção Brasileira atuando pelo time das Laranjeiras.

Paulo chegou ao Fluzão com apenas 24 anos no ano de 1981, trazido diretamente do Vitória, do Espírito Santo. Foi recebido no clube pelo histórico arqueiro da Seleção Brasileira de 1970, o ótimo Félix. Rapidamente, mostrou sua qualidade defendendo as traves tricolores, sendo alçado a posição de titular e já correspondendo em pouquíssimo tempo, se tornando um dos grandes destaques do time na época. 

Dois anos depois de se tornar titular, virou o homem que defendia o gol de um dos maiores times da história do Tricolor Carioca e do futebol brasileiro. Era o arqueiro titular do timaço do Flu que conquistaria o tricampeonato carioca entre 1983 e 1985. Além desse tricampeonato, foi também o dono da posição no título do Brasileirão conquistado pelos cariocas em 1984, num time que ficou conhecido por Romerito e, é claro, pelo casal 20, formado por Assis e Washington. 


Seu bom desempenho no Fluminense o garantiu convocações para a Seleção Brasileira a partir de 1983 e seguindo bem nas Laranjeiras, apesar de taças não virem mais, acabou sendo convocado para a disputa da Copa do Mundo de 1986, onde foi o reserva do goleiro Carlos. Seguiria atuando pelo time carioca até 1989, quando acabou sendo negociado com o America, também do Rio de Janeiro, que na época disputava campeonatos maiores.

No total, é o 16º jogador que mais vestiu a camisa do Tricolor Carioca, com 363 jogos disputados defendendo a meta do Flu. Teve uma espetacular média de gols sofridos de aproximadamente 0,9 por jogo em todos os oito anos em que jogou pelo tricolor. Paulo Victor esteve em atividade no futebol até 1994, quando pendurou as luvas jogando pelo Remo, do seu estado natal. 

Válber e a passagem pelo Fluminense no início dos anos 90

Por Lucas Paes
Foto: Juha Tamminnen

Válber no Fluzão

Completando 55 anos neste dia 31 de maio, o ex-zagueiro Válber é considerado por muitos um dos mais técnicos que o Brasil já teve em seu futebol. Um dos jogadores mais queridos por Telê Santana, que foi quem o levou ao São Paulo e quem o colocou na meia cancha, o carioca rodou por diversos clubes ao longo de sua carreira, entre eles o Fluminense, clube pelo qual teve três passagens ao longo de sua trajetória no esporte bretão.

O Fluminense foi o primeiro dos grandes do Rio de Janeiro pelo qual Válber jogou. Tendo começado a carreira no Tomazinho, passou pelo São Cristóvão e chegou as Laranjeiras em 1990, rapidamente tomou conta da defesa, sendo o zagueiro titular entre 1990 e 1991. Campeão da Taça Rio em 1990, se destacou de maneira importante naquele turno do estadual, sendo titular em praticamente todos os jogos do Fluminense na campanha, incluindo nisso a última partida, que aliás foi uma derrota para o América. Foi titular também durante o Brasileirão daquele ano, em que o Flu foi mal e ficou apenas no 15º lugar.

No ano seguinte um dos destaques da equipe que chegou até as semifinais do Brasileirão de 1991, que foi disputado no primeiro semestre daquele ano. O Tricolor Carioca ficou na terceira colocação na fase inicial e se classificou as semifinais, onde caiu para o excelente time do Bragantino, que vinha de um título estadual recente. Depois disso, se transferiu ao Botafogo, onde ficaria pouco tempo antes de jogar pelo São Paulo.

Devido a sua técnica diferenciada, Telê Santana o escalaria como meia no Tricolor Paulista, em 1992, onde seria destaque daquele time espetacular bicampeão da América e do Mundo. Seu bom futebol o levou até a Seleção Brasileira, onde inclusive jogou a Copa América de 1993 e era titular no ciclo da Copa do Mundo de 1994, mas acabou não indo aos Estados Unidos.

Retornaria ao Tricolor Carioca outras duas vezes como jogador. Em 1999, esteve no time que foi campeão da Série C do Campeonato Brasileiro, após deixar o Vasco, onde havia conquistado a Libertadores da América em 1998. Retornou novamente ao Fluminense em 2002, quando atuou em apenas quatro partidas pelo Brasileirão. 


Após pendurar as chuteiras tentou ser treinador. Sua única experiência como treinador num time profissional foi no Audax Rio, no ano de 2014. Válber ainda passou novamente pelo Fluminense na função, comandando um dos times da categorias de base do clube entre 2017 e 2020, quando acabou deixando a equipe.  

Carlos Alberto e o apelido de Pó de Arroz para o Fluminense em um 13 de maio

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Carlos Alberto "originou" o apelido

O apelido de "pó de arroz" é usado por torcedores rivais para mais de um tricolor hoje em dia, mas a origem dele se conecta ao Fluminense. O time carioca, que inclusive tem histórico de ver sua torcida usando pó de arroz para receber o time em partidas no Maracanã teve o apelido começando a pegar num dia 13 de maio, no distante ano de 1914, numa partida diante do America, em uma situação causada por provocação também a um jogador negro do time chamado Carlos Alberto. E sim, tudo isto causado por conta do racismo no futebol!

Naquele dia, no jogo disputado nas Laranjeiras, o clima não era lá tão amistoso. O Tricolor Carioca tinha em seu elenco o ponteiro Carlos Alberto, que fora jogador do America anteriormente a sua chegada no Fluzão. Dono de bons números com a camisa tricolor, ele foi alvo de várias provocações da torcida alvirrubra devido ao fato de usar pó de arroz em seu rosto. 

Criou-se desde então uma lenda de que quem obrigara Carlos Alberto a usar o pó de arroz fora a diretoria do Flu, que não gostava que o jogador destoasse do resto do elenco, formado por jogadores brancos. Porém, o uso do produto era comum entre homens da época, sendo algo como um tratamento dermatológico após se barbear. 

Sem se envergonhar do apelido, a torcida do Fluminense simplesmente o adotou e dali há alguns anos passou a utilizar o pó de arroz para receber os jogadores quando entravam em campo. O apelido acabou atravessando épocas e segue existindo até o dia de hoje. Atualmente, é mais raro testemunhar a torcida usando o produto na recepção ao time em campo, mas isso se deve muito mais as várias restrições que tem sido seguidamente impostas aos torcedores. 


É importante que se ressalte para contexto histórico que a participação de negros e das pessoas mais pobres no futebol demorou a acontecer no Brasil. Deve se dar o crédito com justiça, diga-se, ao time vascaíno dos camisas negras para que a aceitação finalmente acontecesse, mas o Cruzmaltino não foi o primeiro clube a aceitar negros e mestiços em seu elenco, já que a Ponte Preta, por exemplo, tinha Miguel do Carmo na lista de fundadores, além do Bangu ter jogadores negros antes mesmo do Vasco ter criado seu departamento de futebol. Como já citado, o próprio Flu tinha Carlos Alberto e teve outros jogadores anteriormente.

Curiosamente, a situação ocorrida com Carlos Alberto no jogo contra o America ocorreu no mesmo dia em que, precisamente 26 anos antes, a princesa Isabel havia assinado a Lei Áurea, que acabou com a escravidão no Brasil. 

A passagem do Príncipe Ivair pelo Fluminense

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ivair passou pelo Fluminense entre 1971 e 1975

Nascido em Bangu, bairro localizado na Zona Oeste do estado do Rio de Janeiro, Ivair Ferreira, popularmente conhecido como Ivair ou Príncipe, está completando 77 anos de idade nesta quinta-feira, dia 27 de janeiro de 2022. Por isso, hoje vamos relembrar a passagem do atacante pelo Fluminense.

Com apenas 17 anos, Ivair começou sua carreira como jogador de futebol profissional na Portuguesa em 1962 e se tornou um dos maiores ídolos da história do clube rubro-verde. Depois de se consagrar com a camisa da Lusa, o Príncipe continuou na capital paulista, mas para defender o Corinthians. Após disputar 77 jogos e marcar 22 gols com a camisa do Timão, o atacante chegou no Rio de Janeiro para iniciar a sua trajetória pelo Fluminense em 71.

Logo no seu primeiro ano jogando no Tricolor das Laranjeiras, foi campeão carioca, em uma partida pra lá de polêmica contra o Botafogo. Nesta mesma temporada, o Flu acabou não conseguindo ir muito bem no campeonato brasileiro e foi eliminado na primeira fase da competição.

Em 1972, Ivair foi vice campeão Carioca com o Tricolor e ajudou o Fluminense a ter uma campanha melhor em relação ao ano anterior. O clube das Laranjeiras conseguiu avançar para a segunda fase, mas acabou ficando na última colocação do Grupo 3 com o Ceará.

O ano seguinte parecia que seria muito bom para o Príncipe, já que ele fez parte do elenco do Flu que conquistou o Campeonato Carioca de 1973. Porém, o atacante acabou tendo que interromper a sua carreira por conta de um procedimento cirúrgico no joelho, e com isso, perdeu o restante do da temporada.


Até o fim de sua passagem, Ivair acabou tendo uma frequência de jogos menor por conta da sua lesão e rumou para o América-RJ por um curto período. Depois de defender as cores do Mecão, ainda jogou no Paysandu antes de se aventurar no futebol do exterior em 1975. Foi para Toronto e depois foi para os Estados Unidos, onde atuou entre 1979 a 1982.

Santos perde para o Fluminense em casa no Brasileirão sub-17

Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Duelo foi no CT Rei Pelé

O Santos voltou a perder no Brasileirão sub-17. Jogando no CT Rei Pelé, os Meninos da Vila acabaram derrotados pelo excelente time do Fluminense pelo placar de 3 a 1, na tarde deste sábado, dia 12, em jogo bastante agitado e disputado na cidade de Santos. O resultado foi ruim para os santistas na briga pela classificação a próxima fase da competição.

Quarto colocado do grupo B, o Santos vinha de vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense, jogando fora de casa, casa, no CT da Água Amarela, em Chapecó. O Fluzão, segundo colocado da chave, também vinha de vitória, por 1 a 0, no CT do Caju, contra o Athletico Paranaense.


A primeira chance do jogo foi carioca, com Artur. Melhor na partida, o time tricolor seguiu atacando. Samuca perdeu boa chance aos 22', enquanto o Alvinegro Praiano, mandante, sequer conseguia oferecer grandes ameaças ao gol do Flu.

O gol veio quase naturalmente, aos 35', num chutaço de Kennedy que encontrou o ângulo de Vitor Henrique. Kaiky ainda assustou num chute de longe, aos 43'. Pouco depois, com Alison, o Santos assustou pela primeira vez, numa cabeçada perigosíssima, mas o primeiro tempo terminou mesmo em 1 a 0 para o Fluminense.

Na etapa final, o Santos quase chegou ao empate aos quatro minutos, numa falta cobrada por Pedro que o arqueiro tricolor espalmou. A partir daí, os visitantes voltaram a controlar mais as ações e perderam boas chances aos cinco e aos 11 minutos. Aos 17', veio o segundo gol. Kennedy chutou, o goleiro santista deu rebote e Samuca ampliou o marcador.


Depois do gol, desesperado, o Santos partiu pra cima e aos 35', Alison cruzou rasteiro e Deivid diminuiu o marcador. Apesar da pressão imensa do Peixe pelo empate, quem chegou lá de novo foi o Tricolor Carioca, que de pênalti, aos 50', Arthur fechou o marcador.

Agora, o Peixão recebe o Fortaleza no próximo sábado, dia 19, as 15 horas, em jogo que deve ocorrer no CT Rei Pelé, mas ainda não há uma definição. O Tricolor Carioca, por sua vez, no mesmo horário, recebe o Corinthians, nas Laranjeiras.

A passagem de Sérgio Manoel pelo Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Juha Tamminen

Sérgio Manoel passou um ano no Fluminense

O meio-campista Sérgio Manoel, ou melhor, ex-meio-campista, completa 49 anos neste dia 2. Dono de uma qualidade interessante, ele era um ótimo reforço nos times em que atuava, onde costumava ditar o rimo da equipe, o que gerou o apelido de Motorzinho, ele foi revelado pelo Santos, mas anos 1990, passou também pelo Fluminense, clube onde ficaria uma temporada.

Sérgio Manoel chegou as laranjeiras depois de iniciar a carreira no Santos. Ele chegou ao Flu por empréstimo do Santos para ganhar experiência, para que quem sabe pudesse ganhar mais minutos no retorno a Vila Belmiro. Foi com essa intenção que chegou ao Rio de Janeiro para jogar a temporada 1992.

Apesar da qualidade, Sérgio Manoel pouco conseguiu atuar pelo Fluminense. Não teve exatamente jogos muito ruins, mas simplesmente atuou muito pouco por ser ainda muito jovem quando chegou ao Flu. Num ano onde o Tricolor das Laranjeiras não conseguiu ganhar algo, ele também acabou pouco de destacando com a camisa verde, branco e grená.

Acabou deixando o clube em 1993, depois de disputar apenas 15 jogos e marcar dois gols a serviço do Tricolor Carioca. Retornaria ao Santos, onde faria parte da ótima equipe do Brasileirão de 1993, em que o Santos morreria nos grupos semifinais da competição, deixando uma vaga na decisão escapar para o excelente time do Vitória.


Sérgio Manoel acabaria por fazer muito sucesso pelo Botafogo, onde foi campeão brasileiro em cima justamente do Santos e chegou à Seleção Brasileira. Jogou profissionalmente até o ano de 2010, quando se aposentou do futebol profissional atuando pelo Botafogo do Distrito Federal.

Santos busca empate contra o Fluminense na Vila e está muito perto da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

O jogo foi fraco na Vila Belmiro

O Santos está muito próximo da vaga na Copa Libertadores de 2021. O Peixe saiu atrás, mas buscou o empate por 1 a 1 com o Fluminense, na Vila Belmiro, na noite deste domingo, dia 21. Com o resultado, o Alvinegro Praiano está praticamente classificado a Libertadores, mas ainda depende do resultado do Red Bull Bragantino, que joga ainda neste domingo e se vencer segue na briga.

O Santos vinha de uma vitória no clássico contra o Corinthians por 1 a 0, em um jogo terrível no meio de semana. O Fluminense vinha de uma surpreendente e muito boa vitória diante do Ceará por 3 a 1, dentro do Castelão, confirmando a vaga na Libertadores.


O primeiro tempo foi, sem eufemismos, ruim. Até os 15 minutos de jogo, absolutamente nada ocorria na Vila Belmiro, foi nesse minuto que Luiz Henrique deu ótimo passe e Lucca abriu o placar para o Fluminense. O Peixe em nenhum momento foi capaz sequer de criar chances de gol. Aos 34', Fred quase fez o segundo, mas parou em João Paulo.

E nos acréscimos, já aos 50 minutos, João Paulo fez excelente defesa em tentativa de Lucca que, inclusive, já estava parada por impedimento. No resto do primeiro tempo, o duelo foi parado e sem grandes chances.

A etapa final começou tão parada quanto a primeira. Aos 16', Luan Peres pegou uma sobra na entrada da área e chutou por cima. O jogo seguiu parado, apesar das tentativas de pressão do Alvinegro Praiano, que só foi chegar de novo aos 32', num chute de longe de Felipe Jonathan que o goleiro Marcos Felipe pegou. Aos 38', Nino foi expulso por falta em Marinho. Na cobrança, Soteldo cruzou na cabeça de Jean Mota, que fez o gol de empate, que foi o resultado final.


Na última rodada, na quinta-feira, dia 25, o Santos visita o Bahia na Arena da Fonte Nova, o Fluminense encerra a competição diante do Fortaleza, no Maracanã. O Peixe segue dependendo só de si para ir à Libertadores.

Nos pênaltis, São Paulo bate Fluminense e conquista a Supercopa do Brasil sub-17

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O São Paulo conquistou o título

O São Paulo é campeão da Supercopa do Brasil sub-17. O Tricolor Paulista garantiu o título vencendo o Fluminense nos pênaltis por 4 a 2, após empate de 1 a 1 no tempo normal, na noite desta quarta, dia 10, na Arena Pantanal, em Cuiabá, no Mato Grosso. A decisão, devido ao calendário mais apertado devido a pandemia, ocorreu em jogo único.

A disputa envolvia o campeão do Brasileirão sub-17, o tricolor carioca e o campeão da Copa do Brasil sub-17, o tricolor paulista. A curiosidade é que o título são-paulino veio justamente em cima do Fluminense, que tem em sua base a considerada "Geração de Ouro" de Xerém.

Dois tricolores em campo e o equilíbrio se fez presente no primeiro tempo do confronto decisivo. Marcando pressão desde o apito inicial, o Flu aproveitou uma falha da defesa adversária e quase abriu a contagem com Kaky, mas Leandro apareceu para evitar o gol, com um minuto de jogo. A resposta do São Paulo foi rápida e certeira. Aos três, Palmberg achou ótimo passe para Caio, que tocou para João Adriano estufar as redes da Arena Pantanal: 1 a 0.

Placar aberto e o duelo seguiu movimentado. Caio, aos 18, chegou a marcar o segundo da equipe paulista, mas teve o gol anulado por impedimento. Enquanto o Fluminense foi para cima com João Neto, o camisa 9 arriscou o chute e viu a zaga afastar o perigo. Na sequência do lance, aos 19, Matheus Martins cobrou escanteio na medida para Justen empatar a partida. Três minutos depois, os cariocas tiveram a chance da virada, agora em finalização de Matheus Martins, mas novamente Leandro salvou o São Paulo.

Minutos antes do intervalo, mais uma oportunidade para cada time: Matheus Martins fez linda jogada, deixou a marcação para trás e bateu para mais uma defesa de Leandro, no rebote Kayky mandou para longe da meta desperdiçando a chance do segundo do Flu. Já o São Paulo reapareceu no ataque, aos 43, em duas finalizações de Ythallo, em ambas Cayo Fellipe brilhou debaixo do poste.

Depois das conversas nos vestiários, o Fluminense começou melhor o segundo tempo. Kayky, aos seis, teve a chance após cruzamento na área, e, aos sete, Matheus Martins arriscou da intermediária. Aos poucos, o São Paulo voltou a equilibrar as ações e, aos 15, Léo soltou uma bomba, que passou tirando tinta da trave adversária. Só que a partir daí o confronto perdeu intensidade. Já aos 38, os paulistas colocaram uma bola no travessão em arremate de Caio. E sem mais mudanças no marcador, o duelo se encaminhou para a disputa de pênaltis.


Com a bola na marca da cal, o São Paulo foi perfeito. Marquinhos, Moreira, Luizinho e Matheus Belém converteram as penalidades, enquanto Leandro defendeu uma das cobranças do Flu e ajudou o Tricolor paulista a conquistar a taça da Supercopa do Brasil Sub-17.

Agora, restará aos tricolores comemorar a conquista. Este ano, o sub-17 do Tricolor Paulista terá novamente um calendário mais preenchido, já que a Federação Paulista de Futebol voltará a realizar o Campeonato Paulista da categoria. As datas, porém, ainda serão oficialmente definidas. O Fluminense também aguardará as definições sobre as competições da categoria, em nível estadual e nacional.

O rebaixamento do Fluminense na Série B de 1998

Por Lucas Paes
Foto: Guilherme Pinto/O Globo

O Fluminense acabou rebaixado em 1998

O Fluminense passou por maus bocados no final da década de 1990. O Tricolor Carioca foi salvo de um rebaixamento á base de virada de mesa em 1996, mas no ano seguinte não resistiu à outra campanha ruim e acabou finalmente caindo à segunda divisão, terminando o campeonato na penúltima colocação, com uma terrível campanha de quatro vitórias, dez empates e 11 derrotas em 25 jogos. Mal sabia o torcedor tricolor, mas a Série B de 1998 seria outro pesadelo.

A formula de disputa daquele campeonato contribuiu muito para a surpreendente e absurda queda do Tricolor Carioca. Naquela época, os 24 times eram divididos em quatro grupos com seis equipes cada, onde partidas em turno e returno definiam os classificados à fase final e, é claro, os rebaixados. Cairiam os quatro últimos colocados e os dois piores quintos lugares entre os quatro grupos. O Fluminense estava ao lado de Juventus, Paysandu, Joinville, ABC e CRB. 

A primeira partida do Fluzão já indicava uma possível tragédia. Em pleno Maracanã, os tricolores acabaram derrotados pelo ABC por 3 a 2. Nada que não fosse possível recuperar contra o Juventus, em Osasco. Só que na segunda partida, o Tricolor Carioca perdeu de 1 a 0, em um jogo com uma enorme polêmica, já que a bola do gol juventino não entrou, em uma falha grotesca do goleiro Ronaldo, ex-Corinthians, e que era a grande contratação do Flu para a competição. Eram apenas 10 jogos e em dois o Fluminense já havia se complicado.

Na terceira rodada, desesperado por uma vitória, os cariocas pegaram o Paysandu, mas não conseguiram sair de um empate por 1 a 1 com o Papão da Curuzu. Outros dois empates, por 2 a 2, contra Joinville e CRB tornaram a situação desesperadora ao final do primeiro turno. Meio campeonato já tinha ido e o campeão brasileiro de 1984 caminhava à passos largos para um rebaixamento surpreendente.

O segundo turno até começou com uma vitória diante do Joinville, por 2 a 0, fora de casa, mas a situação ficou ainda pior com o empate de 0 a 0 com o CRB na Rua Bariri, em jogo onde o árbitro inclusive voltou atrás num pênalti marcado à favor do Fluminense. A derrota para o Paysandu no jogo seguinte deixou a situação desesperadora, até que finalmente, na antepenúltima partida, veio uma vitória, diante do Juventus, por 2 a 0, no Maracanã. 


Pouco adiantou, o empate com o ABC, fora de casa, na última rodada, selou o surpreendente e inimaginável rebaixamento do Fluminense para a Série C do Brasileirão. Numa época onde até quedas para a segunda divisão eram raras, o time de Laranjeiras desceu todas as divisões possíveis. O time até tinha nomes interessantes, como o goleiro Ronaldo e o atacante Magno Alves, mas não evitou um vexame histórico.

O Fluminense acabou disputando (e ganhando) a Série C de 1999. Porém, foi resgatado da Série B pela Copa João Havelange, gerando as piadas que surgem até hoje do "Pague a Série B". Mesmo após a saída da Unimed, que era quase um presságio do apocalipse, o Tricolor Carioca tem se segurado na primeira divisão, fazendo inclusive campanha interessante em 2020. O ano de 1998, porém, segue sendo um pesadelo que a torcida do Flu nunca mais quer viver.

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