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A passagem de Claudiomiro pelo Botafogo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Claudimiro jogou no Fogão em 75

O ex-atacante Claudiomiro Estrais Ferreira, popularmente conhecido somente como Claudiomiro, estaria comemorando o seu 74º aniversário nesta quarta-feira, dia 3 de abril de 2024, caso ainda estivesse vivo. No meio da década de 70, o centroavante, que construiu uma história muito bonita no Internacional ao longo de carreira, chegou a defender as cores do Botafogo por um ano.

Desembarcou no Rio de Janeiro em 75, logo depois de aparecer de maneira meteórica no Colorado entre 67 e 74. Entretanto, no Fogão, acabou não conseguindo repetir as suas melhores atuações no time carioca e teve grandes dificuldades de se firmar.

De acordo com o site ogol.com, o atacante disputou um total de nove partidas e marcou apenas quatro gols pela agremiação alvinegra.


Após deixar o clube de General Severiano, o atacante ainda jogou em clubes como Flamengo, Caxias, Internacional e o Novo Hamburgo. Acabou tendo que encerrar a sua carreira em 79 de maneira precoce, já que tinha apenas 29 anos de idade, mas tinha dificuldades de manter o peso.

Claudiomiro veio a falecer no dia 24 de agosto de 2018, quando foi encontrado morto na sua casa em Canoas, município localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ainda não se sabe o que causou a morte do ex-jogador.

Ladislao Mazurkiewicz e sua modesta passagem pelo Granada

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ladislao teve uma passagem modesta pelo Granada durante a década de 70

Ladislao Mazurkiewicz Iglesias, ex-goleiro uruguaio e um dos maiores ídolos da história Peñarol, clube onde foi multi-campeão, estaria celebrando o seu 79º aniversário nesta quarta-feira, dia 14 de fevereiro de 2024. No decorrer de sua carreira profissional, o arqueiro teve uma trajetória não muito brilhante pelo Granada entre a primeira e a segunda metade da década de 70.

Sua primeira e única chegada ao velho continente aconteceu depois de ser revelado nas categorias de base do Racing, clube no qual veio a se profissionalizar. Posteriormente, passou também por clubes como Peñarol e Atlético Mineiro.

Chamou a atenção da equipe espanhola, que o contratou logo depois de disputar a Copa do Mundo de 74 pela Celeste. Entretanto, o guarda redes não conseguiu conquistar o seu espaço no time titular e acabou tendo uma passagem muito modesta pelos Granadinistas. Com isso, permaneceu nos Rojiblancos Horizontales até 1976, quando retornou ao time Aurinegro de Montevidéu. 


Na sequência de sua jornada como goleiro, ainda colecionou trajetórias por clubes como o Cobreloa, o América de Cali e o Pelotas. Além disso, teve outras três idas ao Peñarol, onde fez história.

Já aposentado, Ladislao Mazurkiewicz teve problemas respiratórios e renais aos 67 anos de idade e acabou vindo a falecer em um hospital de Montevideo na madrugada do dia 2 de janeiro de 2013.

48 anos da primeira conquista de Campeonato Brasileiro do Internacional

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

O time do primeiro título brasileiro do Internacional

Há 48 anos, o Internacional conquistava o seu primeiro título do Campeonato Brasileiro, vencendo o Cruzeiro na grande final. Além disso, foi o primeiro título de um time gaúcho e da Região do Sul a ganhar a competição, dando notoriedade ao clube. 

A competição na época se chamava Copa Brasil pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos), mas que foi considerado Campeonato Brasileiro. O torneio tinha um regulamento diferente, com a participação de 42 clubes, o que dava oportunidade para diversos times. 

Os 42 times eram divididos em 4 grupos (dois com 10 clubes e dois com 11 cada), em formato de turno único, classificando os 5 primeiros colocados de cada grupo e o restante iam para a repescagem. 

Na repescagem, eram quatro grupos e passava apenas o primeiro colocado de cada chave. Na segunda fase, que continha os classificados da primeira fase, era formado por dois grupos de 10 times, e passavam os seis melhores colocados de cada chave. 

Já na terceira fase, eram dois grupos com oitos times cada, e os dois primeiros se classificavam na fase final. A partir daí começava a semifinal e final, e todos com jogos únicos. 

O Internacional foi muito constante em todo o campeonato, tanto que na primeira fase caiu no Grupo D, e passou em primeiro lugar. Já na segunda fase, ficou no Grupo 2, e novamente foi líder, mostrando toda a consistência da equipe na competição. 

Porém, na terceira fase a equipe acabou oscilando um pouco, e terminou em segundo lugar do Grupo B, o que prejudicou o time na semifinal, pois teve que enfrentar o primeiro colocado do Grupo A. 

Na semifinal, muitos diziam que era o confronto mais difícil e os favoritos à conquista da competição, pois Internacional e Fluminense fizeram grandes campanhas. 

O Fluminense decidiu em casa, pois terminou em primeiro lugar na última fase, e contou com o apoio de mais de 97 mil pessoas no Maracanã. Porém, todos viram o grande jogo do Colorado, que não se intimidou e buscou a classificação fora de casa.

Aos 33 minutos, Lula abriu o placar, e no segundo tempo, Paulo César Carpegiani marcou o segundo, fechando o placar da semifinal. O Internacional fez um jogo perfeito, que o deixou como o grande favorito à conquista, ainda mais por saber que iria atuar em casa na decisão, pois o Cruzeiro avançou à final após vencer o Santa Cruz, e o Colorado tinha uma pontuação superior. 


Já na grande final, que ocorreu no dia 14 de dezembro, no Beira-Rio, para mais de 82 mil pessoas, acabou sendo uma decisão muito tensa, o que já era de se esperar, pois eram dois times fortes fisicamente e times gaúchos sempre tiveram a tradição de marcar forte. 

Com muitas faltas e poucos lances de gols, as equipes tinham que tentar aproveitar ao máximo suas oportunidades, e foi isso que o Internacional fez. Aos 11 minutos da etapa final, Figueroa marcou o gol que deu o primeiro título do Campeonato Brasileiro para o Internacional. 

O time da decisão era formado por:  Manga; Valdir, Figueroa, Hermínio e Chico Fraga; Caçapava, Falcão e Paulo César Carpeggiani; Valdomiro (Jair), Flávio Minuano e Lula. Técnico: Rubens Minelli.

A estreia de Rivelino pelo Fluminense contra o Corinthians

Por Felipe Roque
Foto: arquivo

Rivelino estreou no Fluminense fazendo gol no Corinthians, seu ex-clbes

O futebol é um esporte mágico e apaixonante, que cria histórias e roteiros surpreendentes. A estreia de Rivelino pelo Fluminense é um desses momentos incríveis. Após se tornar ídolo e um dos maiores jogadores da história do Corinthians, Riva, que faz aniversário hoje, 1, foi jogar pelo Tricolor das Laranjeiras e, quis o destino que sua estreia acontecesse logo contra o time de Parque São Jorge, num sábado de Carnaval do Rio de Janeiro, em 8 de fevereiro de 1975.

Em uma partida amistosa no Maracanã, que contou com mais de 40 mil presentes, Rivelino vestiu, pela primeira vez, a camisa Tricolor, marcando sua estreia pelo Fluminense contra o time em que havia se tornado um ídolo, mesmo com sua saída conturbada do Alvinegro. O jogo era amigável, mas parece que Rivelino não foi avisado, pois foi sua atuação foi considerada um verdadeiro show.

Aos 25 minutos, Riva abria o marcador e fazia o segundo dele e do Fluminense aos 36 minutos. No minuto seguinte, Lance diminuía a contagem para o Timão e o primeiro tempo terminava com o placar de 2 a 1 para o Tricolor.

Na segunda etapa, Rivellino continuou com sua exibição de gala marcando seu terceiro gol aos 18 minutos. Ovacionado e aplaudido de pé pela torcida do Fluminense, Rivelino foi substituído aos 25 minutos, encerrando sua estreia pelo Tricolor. O Flu ainda faria o quarto, com Búfalo Gil, de pênalti, aos 33 minutos, fechando a goleada e avisando ao Brasil que o Fluminense daquele ano seria um time forte e competitivo.


Pelo Fluminense, Roberto Rivellino fez 158 jogos, balançando as redes em 53 oportunidades e conquistando os estaduais de 1975 e 1976. Porém, ainda em 1976, o Flu, com Rivellino em campo, seria eliminado na semifinal do Brasileirão pelo Corinthians, no dia da famosa invasão da Fiel Torcida no Maracanã, nas penalidades. Riva saiu do Tricolor das Laranjeiras em 1979 para atuar pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita, onde encerrou a carreira em 1981.

Rubens Minelli e seu tricampeonato brasileiro como treinador

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Minelli foi tricampeão brasileiro como treinador

Muito lembrado por ter sido o primeiro treinador a conquistar três títulos de Campeonato Brasileiro consecutivos, Rubens Francisco Minelli, ex-jogador e treinador, está completando 94 anos nesta segunda-feira, dia 19 de dezembro de 2022. Ele conseguiu tal feito comando o Internacional em 1975 e 1976, enquanto em 1977, foi a vez de Minelli levar o São Paulo a conquista da principal competição de âmbito nacional. Essa marca só foi ser igualada por Muricy Ramalho em 2006, 2007 e 2008, treinando o Tricolor Paulista.

A trajetória de Rubens no futebol começou quando ele atuava dentro das quatro linhas, mas acabou tendo de encerrar a sua carreira depois de sofrer uma grave fratura na perna. Sua saída para continuar trabalhando no desporto mais popular no território brasileiro foi iniciar a sua vida como treinador em times universitários já no fim da década de 50. 

Não demorou muito para Minelli chegar ao XV de Jaú, seu primeiro time profissional aparecendo na condição de técnico, e foi crescendo até 1968, quando assumiu o comando do Palmeiras. No Verdão conquistou os seus primeiros troféus: o Troféu Ramón de Carranza, vencido em uma excursão pela Europa, e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ambos em 69. 

Rumou para o Inter em 1974, depois de treinar a Portuguesa campeã paulista juntamente com o Santos em 1973 e passar rapidamente pelo Rio Preto. No comando do Colorado, Rubens começou a moldar a base do time gaúcho que, com o tempo, passaria a contar com jogadores como Falcão, Figueroa e Paulo César Capergiani. No clube de Ases Celeiro, não só fez o time jogar de um modo encantador, como foi tricampeão gaúcho em 1974, 1975 e 1976, e também bicampeão brasileiro em 1975 e 1976. 

Deixou o comando do Inter em 1976 e assumiu a vaga de treinador do São Paulo. No Tricolor Paulista, levou um time de muita vontade e determinação e que contava com Waldir Peres, Dario Pereyra, Zé Sérgio e Mirandinha no seu bom plantel. Justamente naquela edição do Brasileirão, o clube do Morumbi não entrou como o grande favorito na grande decisão, uma vez que teria de enfrentar um fortíssimo Atlético Mineiro. Porém, a equipe paulistana não se acovardou e bateu o Galo, que fez uma excelente campanha ao longo do campeonato, na disputa de pênaltis e ficou o título brasileiro de 1977.


Após treinar o Internacional e o São Paulo, Minelli comandou vários clubes até o final dos anos 1990, período em que encerrou a sua carreira de treinador. Assim que parou de ficar no banco de reservas, começou a trabalhar como diretor de futebol em algumas equipes, e posteriormente, ainda foi comentarista na televisão.

O Internacional campeão brasileiro de 1975

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Inter de 1975

O Internacional vive hoje um dos jejuns mais incômodos de títulos do Brasileirão. Recentemente, o colorado perdeu de maneira inacreditável o título de 2020 e segue desde 1979 sem ganhar a maior competição do país. Porém, para esse jejum existir, a história de títulos nacionais do Inter teve que começar em algum momento e ele ocorreu em 14 de dezembro de 1975, diante do Cruzeiro no Beira-Rio.

O Inter fez uma campanha inquestionável na maior parte da competição. Sob o comando de Rubens Minelli, o Inter foi líder de seu grupo na primeira fase, perdendo apenas um jogo, liderou também seu grupo na segunda fase e foi segundo na terceira fase atrás do Santa Cruz. Na semifinal, mandou o Fluminense para a casa em pleno Maracanã. Do outro lado, veio o Cruzeiro, que também fez uma campanha boa durante as classificatórias e enfrentou e eliminou o Santa Cruz nas semifinais.

Jogando em casa, o Inter foi para cima desde o início obrigando Raul a trabalhar. Chico Fraga assustou na primeira chance colorada e mesmo Lula foi perigoso num chute no meio do gol que foi meio traiçoeiro. Na primeira oportunidade cruzeirense, Manga parou Palinha. A Raposa também tentava atacar e Nelinho chegou a forçar Manga a fazer boa defesa num chute de fora da área. No primeiro tempo, as duas equipes atacavam bastante, mas pouco ofereciam perigo nas finalizações. 

Na etapa final, Falcão quase complicou nos primeiros minutos numa bola em que ele perdeu na intermediária. Porém, aos onze minutos do segundo tempo, Figueroa aproveitou cobrança de falta de Valdomiro e fez o primeiro gol do Inter, num tento que ficou marcado pela imagem do zagueiro chileno subindo num pedaço único de luz do sol no Beira Rio.


O Inter até teve chance de fazer mais, com Lula por exemplo perdendo um gol na pequena área. Ele também chegou a acertar um chute na trave. O lance mais perigoso do cruzeiro foi uma falta de Nelinho que Manga defendeu. No fim das contas, o Inter se defendeu bem e ganhou o título.

A conquista foi a primeira do Internacional no Brasileirão. Na época, o Colorado contava em seu elenco com jogadores espetaculares, como Falcão, Figueroa, Carpegiani e o bom goleiro Manga. O Colorado conquistaria ainda os títulos de 1976 e 1979, este último invicto, com o mesmo time base.

César Maluco - Um ídolo do Palmeiras no Corinthians

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

César Maluco durante sua passagem pelo Timão

Um dos grandes centroavantes do século passado completa 77 anos hoje. César Augusto da Silva Lemos, mais conhecido como César Maluco, nasceu no dia 17 de maio de 1945, em Niterói, Rio de Janeiro. O atacante fez uma belíssima história no Palmeiras, se tornando um dos maiores ídolos do clube, mas logo depois foi atuar no maior rival.

O centroavante ficou por oito anos no Palmeiras e se tornou um dos maiores jogadores da posição, junto com Evair. Mas em 1975, após sair do verdão, César Maluco recebeu uma proposta do Corinthians e aceitou, o que na época gerou uma certa polêmica, por conta da grande história do jogador com o clube rival.

A sua chegada melhoraria o ataque do Corinthians, pois o jogador era um dos melhores na posição, mas já não estava indo para a reta final de sua carreira, não tinha mais o arranque como era de costume do jogar, era uma das principais características do centroavante.

O jogador não conseguiu repetir o mesmo desempenho no Corinthians e isso gerou uma certa especulação, se era por conta da idade ou por sentir a pressão de jogar no maior rival. Sem grandes atuações e até mesmo perdendo pênalti, como aconteceu na sua estreia, no dia 2 de março, acabou desperdiçando o pênalti no último minuto contra o XV de Novembro de Piracicaba, pelo Campeonato Paulista.

Mesmo com as atuações discretas, o jogar continuou tendi algumas oportunidades e marcou alguns gols, mas nada que empolgasse a diretora e a fiel torcida. Chegando ao final da temporada, César Maluco acabou preferindo sair do clube e ir para outro rival do estado, dessa vez o Santos.


O centroavante deixou o Corinthians com 37 jogos, 21 vitórias, 10 empates e seis derrotas, não foi um aproveitamento ruim, mas não fez com que o jogador ficasse na equipe. Além disso, César Maluco marcou apenas oito gols, uma média baixa na carreira do atacante.

Há 64 anos, São Paulo conquistava o Campeonato Paulista debaixo de garrafadas

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo Histórico do São Paulo FC

São Paulo campeão do Campeonato Paulista de 1957 na 'Tarde de Garrafadas'

Neste dia 29 de dezembro em 2021, se completam 64 anos anos que o São Paulo se sagrou campeão paulista de 1957. Naquele ano, o Tricolor conquistou o oitavo título estadual na sua história ao vencer o Corinthians pelo placar de 3 a 1 na final. Este clássico Majestoso ficou marcado não só pelos ídolos que estavam em ação e por conta dos gols, já que houve muita confusão no Pacaembu.

Na primeira fase do campeonato, todos os 20 clubes participantes teriam de se enfrentar entre si em um único turno. Após a realização das 19 rodadas, o time da capital paulista terminou na quinta colocação da tabela de classificação com 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, somando assim 25 pontos. Com isso, foi uma das agremiações que avançariam para a Série Azul, podendo continuar na briga pelo título.

O Tricolor Paulista era comandado por Béla Guttmann, um treinador húngaro que havia chegado ao clube naquele mesmo ano. Apesar da dificuldade que o clube atravessou no início da competição, o time do Morumbi conseguiu se classificar com quatro pontos a mais que o Botafogo, 10º colocado que precisou enfrentar o Noroeste em um jogo de desempate para saber quem seguiria para brigar pelo título e quem lutaria contra o rebaixamento.

No decorrer do campeonato, diretoria ainda trouxe Zizinho por empréstimo. Apesar do atleta ter 37 anos, ainda era considerado o maior craque do futebol brasileiro na época. No dia 10 de novembro, estreou com uma vitória sobre o Palmeiras por 4 a 2. Já no segundo turno da fase decisiva, o São Paulo aplicou mais goleadas nos quatro jogos seguintes. Inclusive, uma foi sobre o Santos pelo placar de 6 a 2.

O Corinthians conseguiu manter a boa campanha na fase decisiva e sustentou sua sequência invicta de 35 jogos, que durou até a penúltima rodada. O Timão ganhou a Taça dos Invictos, em um confronto diante do Santos de maneira bastante dramática, com o gol de empate acontecendo no apagar das luzes.

Seria no dia 23 de dezembro que o campeonato ficaria embolado graças à uma vitória do Santos por 1 a 0 sobre o São Paulo na Vila Belmiro. Após isso, tanto o Tricolor quanto o Timão estavam com 28 pontos, e sendo perseguidos pelo Santos, que tinha 27. Na última rodada, os dois líderes teriam um confronto direto entre eles. Com isso, o panorama para o último jogo era o seguinte: caso são paulinos e corintianos empatassem, e o Alvinegro Praiano vencesse o Palmeiras, haveria um tríplice-empate, já que as três equipes ficariam com 29 pontos. Com isso, seria forçada uma decisão.

No dia 28 de dezembro, o Santos conseguiu fazer o seu dever de casa em goleou o Verdão pelo placar de 4 a 1. São Paulo e Corinthians entrariam  em campo no Pacaembu com os nervos aflorados de ambos os lados. Além do fato de um título estar em jogo, havia assuntos mal resolvidos dentro de campo. Na partida do primeiro turno, o lateral Alfredo Ramos do Corinthians tinha acabado de ser contratado do São Paulo e sofreu uma fratura na perna após um choque normal de jogo com Maurinho, atleta são paulino. Após isso, Luizinho e o Gino Orlando trocaram farpas até o encerramento do clássico. No dia seguinte, Gino e outros atletas tricolores foram visitar ao hospital para visitar Alfredo, mas na saída, Luizinho se encontrou com os jogadores e acertou uma tijolada na testa de Gino.

Todo aquele nervosismo típico de começo de jogo só começou a aparecer quando o São Paulo abriu o marcador, com gol de Amaury na marca dos 17' do segundo tempo. Com o placar desfavorável, o Corinthians tentou reagir mas só abriu espaços para o Tricolor Paulista ampliar Canhoteiro dois minutos depois o primeiro gol. Pouco tempo depois, Rafael acertou um belo arremate de bicicleta e diminuiu a vantagem para o alvinegro, que começou a impor uma pressão sobre o time do Morumbi.

Justamente quando o clube do Parque São Jorge parecia perto do empate, Maurinho fechou o caixão do Timão ao marcar o terceiro tento são paulino aos 34' de bola rolando. Para muitos, o último gol da partida foi irregular porque o atleta Tricolor estaria em uma suposta posição de impedimento, que não foi assinalada pelo bandeirinha inglês Lynch. Há também especulações de que o auxiliar teria provocado o goleiro Gylmar antes e depois da jogada.


No fim, São Paulo conquistou o título paulista, mas não fez a tradicional volta olímpica. O principal motivo foi pela torcida do Corinthians estar  revoltada com o lance do último gol são paulino e começar a arremessar garrafas em direção ao gramado do Pacaembu. Por isso, este episódio ficou marcado na história como "A Tarde das Garrafadas". Este foi o último campeonato que o Tricolor Paulista venceu antes do jejum de 13 anos sem ganhar nada.

As aventuras do Leeds United na Liga dos Campeões

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Este texto iniciará uma série de um texto por dia sobre algumas surpreendentes e históricas campanhas na Liga dos Campeões da Europa, que terá sua decisão no dia 29 e pode ter um campeão inédito com o Manchester City

Time do Leeds United de 1975

O Leeds United terminou neste domingo sua campanha na volta a Premier League com um honroso nono lugar na classificação, sob a batuta do Loco Bielsa. A posição não vai necessariamente significar uma competição europeia para os Whites, mas marcou para uma volta a competição depois de 17 anos. Porém, por duas vezes, o time foi muito longe na Liga dos Campeões da Europa, particularmente em 1975 e 2001.

A primeira grande aventura do Leeds United na Liga dos Campeões veio em 1970. Sob a batuta do histórico Don Revie, treinador da era mais bem sucedida do clube. Depois de ganhar seu primeiro título nacional, os Peacocks começaram a campanha mandando um 10 a 0 no Lyn, da Noruega, completando o agregado com outra goleada por 6 a 0. Na fase seguinte, foram duas vitórias tranquilas contra o Ferencváros por 3 a 0.

A campanha seguiu com partidas mais complicadas à partir das quartas, a classificação veio conra o Standard de Liege com duas vitórias simples por 1 a 0, na Bélgica e em Leeds. Só na semifinal que o fortíssimo Celtic, campeão três anos antes parou o Leeds, com uma vitória em pleno Elliand Road por 1 a 0 seguida por outra por 2 a 1, de virada, no Hampdem Park. O artilheiro da competição veio dos Whites, o ótimo Mick Jones, lenda do clube, autor de 8 gols.

Na temporada 1973/1974 veio outra conquista do título inglês, depois de batidas na trave nos anos anteriores, destronando um já forte Liverpool. Forte, o Leeds veio para a Liga dos Campeões com boa chance. A campanha dessa vez começou menos tranquila, com uma vitória por 3 a 1 sobre o Zurich em casa que quase se tornou uma eliminação com uma derrota por 2 a 1 fora. Nas oitavas, diante dos húngaros do Ujpest, duas vitórias, por 2 a 1, na Hungria e 3 a 0 em Elliand Road garantiram a vaga nas quartas.

Curiosamente, a medida que a competição afunilava, os comandados de Don Revie pareciam crescer na competição. Nas quartas, vitórias por 3 a 0 e 1 a 0 sobre o Anderlecht, em Elliand Road e na Bélgica, respectivamente. Nas semifinais, num jogo complicadíssimo, o Leeds bateu o Barcelona por 3 a 2 em Elliand Road e abriu uma vantagem crucial para a volta, no Camp Nou, onde o gol de Loringer no comecinho praticamente garantiu a vaga na final, apesar dos Culés empatarem no finalzinho. Na final, porém, os Whites não foram páreo para o Bayern, que venceu por 2 a 0, impedindo um histórico título e continuando uma dinastia dos bávaros.

Depois disso, o Leeds até voltou a jogar a Liga dos Campeões em 1992, depois de ser campeão inglês pela terceira e última vez, mas parou muito cedo. Em 2000, a equipe fez novamente uma ótima campanha, dessa vez na era Premier League, ficando no terceiro lugar e se classificando para a Liga dos Campeões. Seria uma última surpresa do clube antes do caos vivido durante boa parte dos anos 2000 e 2010 e só recuperado nos últimos tempos.


Na temporada 2000/2001, o Leeds somava em seu elenco nomes bons e consagrados no clube, como Martyn, Woodgate e Bridges com nomes jovens como um tal de Rio Ferdinand. A campanha europeia começou com uma classificação pra cima do tradicional 1860 Munich nas preeliminares, com duas vitórias apertadas por 2 a 1 e 1 a 0. Na fase de grupos, veio uma chave complicada com Milan, Barcelona e Besiktas, porém os Whites surpreenderam e passaram com 9 pontos e apenas uma derrota, para o Barça, no Camp Nou. Na segunda fase de grupos, outra classificação concreta com 10 pontos, atrás apenas dos Galácticos.

No mata-mata, nas quartas, veio um jogo complicadíssimo contra o Deportivo La Coruña, mas o Elliand Road, num ambiente sempre complicado para o visitante, ajudou o Leeds a vencer por 3 a 0. Na volta, o placar de 2 a 0 para os espanhóis não bastou e a classificação para as semifinais veio. O adversário foi o Valencia, que, diferente do La Coruña, segurou o zero em Elliand Road e em Mestalla fez 3 a 0, encerrando o sonho europeu. Desde então, a fanática torcida dos Whites espera outra campanha na Liga dos Campeões.

Futebol nos Jogos Pan-Americanos de 1975 - O ouro dividido

Por Luiz Lordello
Foto: arquivo

Seleção Brasileira do Pan de 1975: goleada por 14 a 0 e ouro dividido com o México

Em 1975, ocorria a sétima edição dos jogos Pan-Americanos, torneio marcado pela única vez na história em que houveram dois campeões. A Seleção Brasileira conquistou a medalha de ouro na modalidade de futebol masculino, ao lado dos donos da casa, o México, em partida suspensa quando estava 1 a 1. A premiação, que foi dividida com os mexicanos, após empate no tempo normal e prorrogação, decidiram 'repartir' o título, ao invés de fazer a decisão por pênaltis, fato ocorrido por uma série de fatores, mas, um dos principais, por iniciativa de brasileiros, a edição teve dois vencedores.

O palco da grande final, foi o estádio Azteca, localizado na cidade do México, que contou com mais de 100 mil torcedores, no emblemático 14 de julho de 1975, em partida que foi paralisada duas vezes durante a prorrogação. Segundo o site RSSSF.com, o jogo foi temporariamente interrompido por oito minutos durante o primeiro período do tempo extra depois que um torcedor entrou no campo com a bandeira do México. Aos três minutos da segunda etapa da prorrogação, a partida foi novamente interrompida, mas, desta vez, devido a uma falta de energia elétrica, que não conseguiu ser solucionada por um longo período.

Depois do atraso, foi anunciado que a premiação seria dividida, e os jogadores de ambas equipes receberiam as medalhas de ouro em campo. No dia seguinte, o comitê organizador (depois de consultar a FIFA) anunciou que o jogo deveria ser repetido em 29 de outubro do mesmo ano. No entanto, a delegação brasileira já havia retornado ao Brasil, como naquele período o Panamericano era disputado por atletas amadores, os brasileiros argumentaram que um novo encontro seria inviável, já que aquela edição dos Jogos Pan-Americanos já tinham oficialmente fechado. Com isso, foi decretado o título para ambas as nações.

Mesmo com a regra olímpica da competição naquela época, a amarelinha contou com nomes que fizeram sucesso no futebol, como o goleiro Carlos, o zagueiro Edinho, o meia Batista e o atacante Cláudio Adão, apesar de todos serem apenas atletas amadores na ocasião. A equipe tinha caído no Grupo D da competição, ao lado de Costa Rica, El Salvador e Nicarágua e fez as partidas no Estádio Azteca, que tinha sido palco do terceiro mundial, cinco anos antes.

Na fase de grupos, a seleção brasileira confirmou o favoritismo contra todas as equipes, em especial, diante da Nicarágua, embate emblemático marcado pela maior goleada da amarelinha, 14 a 0. O resultado histórico, fez com que o Brasil fosse para a segunda fase da competição com muita força.


Após histórica goleada, o time goleou a Bolívia (6 a 0) empatou com Argentina (0 a 0) e novamente voltou a fazer um placar dilatado, marcando 7 a 0 em Trinidad e Tobago, garantindo seu lugar na decisão, onde o empate com o México, em 1 a 1, fez com que a medalha de ouro fosse dividida. Porém, a Fifa não considera esta conquista, pois a partida não terminou, mas a Odepa, organizadora dos Jogos Pan-Americanos, conta a medalha de ouro no quadro da entidade.

A edição de 1975, foi o segundo título de ambos os times naquela oportunidade. O Brasil, já havia conquistado o torneio continental em 1963, e o México, em 1967. Depois do ouro compartilhado, as duas seleções, carregaram a medalha mais cobiçada por mais duas vezes, os brasileiros em 1979 e 1987. Já os mexicanos, em 1999 e 2011, ambos contém quatro medalhas de ouro. O maior vencedor é a Argentina, conquistando o título em sete oportunidades.

A passagem de Eusébio pelo mexicano Monterrey

Por Kauan Souza
Foto: arquivo

Eusébio fez apenas 10 jogos e um gol pelo Monterrey

Neste 25 de janeiro de 2021, o ídolo de Portugal, Eusébio, completaria 79 anos de idade se estivesse vivo. O ex-jogador, faleceu no ano de 2014, com 71 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória, teve uma passagem pelo México, em 1975, onde defendeu o Monterrey.

No futebol Eusébio iniciou sua carreira na segunda metade da década de 50 no Sporting Lourenço Marques, de seu local natal, Moçambique, e chegou ao Benfica, clube em que fez história sendo o maior ídolo e artilheiro, no fim de 1960. Na equipe portuguesa, Eusébio conquistou 11 campeonatos nacionais.

Pela seleção de Portugal, o também conhecido como Pantera Negra disputou 64 partidas, fazendo 41 gols e sendo destaque na Copa do Mundo de 1966, onde foi considerado o melhor jogador da competição. Porém, após deixar o Benfica, ele rodou a América do Norte e foi nestas em que ele passou pelo Monterrey.

Na época, já com 33 anos, Eusébio assinou com os Rayados por duas temporadas e logo foi nomeado capitão da equipe, fato só possível pela força do seu nome e pela “surpreendente” receptividade de um povo “tão acolhedor” como o mexicano.


Mesmo atuando por pouco tempo na equipe mexicana, Eusébio classificou a sua passagem como “fantástica é fenomenal”, disse o ex atacante em entrevista ao Globo Esporte em 2011. Apesar do contrato de dois anos, Eusébio acabou tendo uma rápida passagem pelo Monterrey do México, atuando em 10 partidas e marcando apenas um gol.

Além do Monterrey, o Pantera Negra, também atuou em clubes da América no Canadá e nos Estados Unidos, chegou a voltar duas vezes para Portugal, onde atuou por Beira-Mar e União de Tomar, e encerrou a sua carreira durante a temporada de 1979-80 no norte-americano Buffalo Stations.

Fio Maravilha e o dia em que ele ajudou a 'destruir' o Flamengo pelo São Cristóvão

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Fio teve boa passagem pelo São Cristóvão

Completando 75 anos neste dia 19 de janeiro, o atacante Fio Maravilha foi imortalizado por uma excelente música de Jorge Benjor. O folclórico jogador foi ídolo da torcida do Flamengo nos anos 1960 e está até hoje na lista de grandes nomes que fizeram história vestindo a camisa rubro-negra. Porém, já no final da carreira, Fio foi um terror para os flamenguistas atuando pelo São Cristóvão, em um jogo do Campeonato Carioca em 1975.

O jogo foi disputado no dia 29 de março, no Maracanã. Naquele momento, o rubro-negro já havia tropeçado em uma partida contra o Bonsucesso e precisava dos pontos, o São Cristóvão esperava uma zebra para continuar vivo na disputa. Foi assim que as duas equipes entraram no gigante carioca naquele dia de março, com a maioria esperando uma vitória tranquila dos flamenguistas.

E o duelo começou muito bem para a "nação rubro-negra". Em pouco tempo, com uma bela atuação, um jovem chamado Zico já havia ajudado os rubro-negros a abrirem 2 a 0 no placar. Parecia que a vitória seria tranquila no Maraca, com um São Cristóvão e um fio, velho conhecido da torcida rubro-negra, muito apagados. Só que no apagar das luzes do primeiro tempo, Sena diminuiu o placar. A partir daí, o segundo tempo foi outro jogo. O gol veio com assistência de Fio.

Dispensado pelo Flamengo no ano anterior, por excesso de peso, Fio simplesmente abriu a defesa rubro-negra com ótimos passes, dando outras duas assistências para os gols de Sena, aos 36' do segundo tempo e de Santos, aos 44 minutos da etapa final. Do outro lado do campo, as espetaculares defesas de Renato garantiram a sobrevivência do alvinegro na partida e a vitória no apito final.


Fio ainda passou por alguns clubes até se aposentar, em 1981, no New York Eagles. Apesar de não ter números espetaculares, acabou imortalizado pela música "Fio Maravilha", que chegou inclusive a ser entoada pelos flamenguistas no Maracanã. Depois de aposentado, ficou pelos Estados Unidos, onde inclusive operou os dentes protuberantes que eram uma característica marcante do jovem Fio, o que aliás fez com que seja quase irreconhecível.

Rubens Minelli - O primeiro tricampeão da era Campeonato Brasileiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Rubens Minelli foi tricampeão brasileiro como treinador

Em qualquer campeonato dos mais badalados do mundo, ganhar três títulos m sequência é um feito admirável para um treinador. Ao redor do mundo, nas mais diversas ligas, foram pouquíssimos os que conseguirem tal feito. O primeiro a conseguir tal feito no Brasil na era Campeonato Brasileiro (após 1971) e segundo após a unificação foi Rubens Minelli, que completa 92 anos neste dia 19 de dezembro.

Minelli chegou a jogar futebol, mas teve sua carreira interrompida por uma fratura na perna. Iniciou a trajetória como treinador em times universitários, no final da década de 1950. Pouco depois, iniciou trajetória profissional comandando o XV de Jaú e foi ascendendo na carreira até chegar ao Palmeiras, em 1968. Foi no Verdão que teve sua primeira grande conquista na carreira, quando além do Troféu Ramón de Carranza excursionando pela Europa, conquistou um título do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1969. 

Nos anos 1970, após um campeonato paulista na Lusa dividido com o Santos e uma curta passagem pelo Rio Preto, chegou ao Inter em 1974. Minelli começou a moldar um histórico time colorado que contaria com nomes como Falcão, Figueroa e Paulo César Capergiani. Em Porto Alegre, fez com que a equipe jogasse um futebol que encantou o país e ganhou em 1975 e 1976 dois títulos seguidos do Campeonato Brasileiro. 

Acabou, porém, deixando o Inter em 1976. Conquistou ainda outros três campeonatos gaúchos a serviço do Colorado. Foi para o São Paulo. No Tricolor, comandou um time que era mais voluntarioso e raçudo, contando com destaques de Waldir Peres, Dario Pereyra, Zé Sérgio e Mirandinha. Naquele Brasileirão, o Tricolor entrou como franco atirador diante de um favorito Atlético Mineiro, dono de uma campanha espetacular na competição, mas derrotou o Galo nos pênaltis e calou o Mineirão, saindo com o título brasileiro de 1977. Com essa conquista, igualou um feito que só Muricy conseguiria depois dele: conquistar três títulos brasileiros seguidos.


Minelli ainda passou por diversos clubes ao longo da carreira de treinador, que se estendeu até o final dos anos 1990. Depois de deixar o banco de reservas, passou a atuar como diretor de futebol em algumas equipes e após isso ainda foi comentarista, largando o batente apenas próximo ao ano de 2010.

A passagem do goleiro Ado pelo Atlético Mineiro

Com informações de Eugênio Moreira / Estado de Minas
Foto: arquivo

Ado defendeu o Atlético Mineiro em 1975

O goleiro Ado, que completa 74 anos neste 4 de julho de 2020, destacou-se defendendo a camisa do Corinthians por cinco anos (de 1969 a 1974, em 205 partidas) e foi reserva da Seleção Brasileira na conquista do tricampeonato mundial em 1970, no México. Mas, após brigar com o técnico Sylvio Pirillo, às vésperas da final do Paulista contra o Palmeiras, não jogou mais pelo Timão e passou a perambular pelo futebol brasileiro. Sua passagem pelo Atlético Mineiro em 1975 foi breve e não deixou saudades.

Aos 29 anos, Ado chegou ao clube em 21 de setembro, vindo do America do Rio de Janeiro, time no qual era reserva de País. Emprestado pelo Corinthians até dezembro, o goleiro deixou o Galo antes do término do contrato. “Ado decidiu abandonar o Atlético” foi a manchete do Esportes do Estado de Minas de 31 de outubro de 1975.

Sua estreia foi na derrota para o Internacional por 2 a 0, no Mineirão, em 8 de outubro, pela segunda fase do Campeonato Brasileiro – segundo o EM, Ado falhou nos dois gols do time gaúcho. No total, ele fez seis jogos pelo Galo e sofreu 12 gols, “quase todos frangos”, na definição do jornal.

Sua última partida, apenas a segunda diante da torcida, foi o empate por 3 a 3 com o Figueirense, em 29 de outubro. Por causa de contusão na mão direita, ele saiu quando o time perdia por 3 a 2, aos 30min do segundo tempo, substituído por Zolini, titular até sua chegada e anunciado pelo técnico Mussula, logo após a partida, como novo dono da camisa 1 atleticana.

Amargurado -  “Ado era a expressão exata do profissional amargurado, que se sentia ferido nos seus brios e reconhecia seus erros, sem poder explicá-los”, descreveu o jornal. “Ele estava confuso. Só tinha uma vontade: a de pedir rescisão de contrato e parar com o futebol. Ele viu nas suas três falhas a antecipação do seu fim como goleiro”.


O Corinthians, no entanto, não aceitou a devolução antecipada do goleiro. Ado continuou no Atlético, mas não voltou a jogar. Em reportagem na edição de 2 de novembro do EM, o goleiro reconheceu as más atuações e agradeceu a solidariedade de torcedores e companheiros, entre eles Zolini, após anunciar que pretendia deixar o clube. Com a eliminação do Atlético no Brasileiro, no início de novembro, Ado foi liberado, rescindindo amigavelmente o contrato. No ano seguinte, defendeu a Portuguesa.

Depois, Ado ainda teria passagens por Santos, Pelotas, Ferroviário, Fortaleza, Velo Clube, Fortaleza e Bragantino, onde encerrou a carreira profissional em 1982. Ainda no final da década de 1980, atuou na Seleção Brasileira de Masters, idealizada por Luciano do Valle.

A excursão da Briosa para Europa, Oriente Médio e África em 1975

Com a colaboração de Walter Dias
Foto: arquivo

Em pé: Joaquim Feliz, Nilson, Maurinho. Ailton Silva, Otávio, Jovenil, Lima, Bracali e Zé Ramos. Agachados: Ciaglia (diretor de Futebol), Carlos Alberto (presidente), Eduardo, Davi, Bugiu, Beibevit, Miguel, Dimas, Ezequiel e Kiko.
Portuguesa Santista em Braila, na Romênia, em 28 de setembro de 1975

Entre os anos 50 e 90, era comum os times brasileiros irem ao exterior e fazerem longas excursões. E isto não era uma primazia apenas das grandes equipes. Outros escretes também faziam vários jogos em outros continentais e muitos voltavam com muitas vitórias. A Portuguesa Santista, conhecida pela Fita Azul de 1959, em uma excursão em 1959, foi ao exterior em 1975, em uma "ronda" que passou por oito países, de três continentes, e durou dois meses.

A Briosa foi para a excursão ao fim do Campeonato Paulista, onde o time não foi bem, sendo o penúltimo, mas a competição não teve rebaixamento. Então, nada melhor do que jogos no exterior para levantar o ânimo. E o time Rubro-Verde começou a aventura no dia 23 de setembro em Constanta, na Romênia, empatando em 2 a 2 contra o time local.


A segunda partida, dois dias depois, não foi uma jornada feliz da Portuguesa: derrota por 3 a 1 para o Galatzi. Ainda na Romênia, a Briosa encarou, em 28 de setembro, o Braila. E foi neste dia que veio a primeira vitória da excursão: 2 a 1. Depois, a equipe foi até a Ásia, mais precisamente no Oriente Médio.

A delegação Rubro Verde desembarcou no Kwait para três jogos. A Briosa não teve dificuldades e triunfou em todos eles. O primeiro, em 1º de outubro, um 2 a 1 no Kwait SC. Os outros dois foram ainda mais fáceis: 3 a 0 no Arabilem Kwait, em 3 de outubro, e 4 a 0 no Salmia, dois dias depois.


Em seguida, a Portuguesa Santista voltou para a Romênia e em 8 de outubro encarou o Olimpia, em Satu Mare, perdendo por 4 a 0. A próxima escala da Briosa foi na Espanha, onde no dia 11 perdeu para o Sevilla, por 2 a 0. Ali terminava a parte europeia da excursão, que ainda tinha muito jogo pela frente.

A 'perna' mais longa da viagem da Briosa foi na África, começando na Argélia, onde no dia 14 de outubro houve um empate com a Seleção do país, em 1 a 1. Dois dias depois, mais uma partida contra o selecionado e novamente o placar foi de 1 a 1. Em seguida, a Briosa partiu para a Tunísia, onde venceu o combinado Esperance/Afrikan, por 2 a 1, em 21 de outubro.


A parada seguinte da Portuguesa Santista foi na Nigéria, onde a equipe estreou contra o Vasco local, empatando em 1 a 1 no dia 26 de outubro. Três dias depois, veio uma vitória por 3 a 1 sobre o Stationery Stone, em seguida um empate sem gols contra a Seleção de Kano, em 2 de novembro, e a última partida no país foi contra o Mighty Jet, no dia 4, onde a Briosa venceu por 2 a 1.

Depois, a equipe Rubro Verde foi para a Costa do Marfim, onde fez mais dois jogos, sendo um empate em 1 a 1 com o Asese, em 12 de novembro, e uma vitória sobre o Sporting Club, por 2 a 1, dois dias depois. A última escala da Portuguesa foi em Senegal, onde começou com uma vitória sobre o Jarraf, por 2 a 1, em 16 de novembro. Depois, uma derrota para a Seleção do país, por 1 a 0, no dia 18, e na despedida veio uma vitória sobre a Seleção de Kaulack, por 3 a 1, em 20 de novembro.


O saldo da equipe, dirigida pelo técnico Joaquim Feliz, foi o seguinte: 20 jogos, 10 vitórias, seis empates e quatro derrotas, fazendo 33 gols e sofrendo 24. David, cunhado de Pelé, foi o artilheiro da Briosa na excursão, com 10 gols, seguido de Bernardo, com 8, Miguel (6), Dimas (4), Eduardo Alex (3) e Quico (2).

Histórico, inédito e jamais igualado: o Octacampeonato Gaúcho do Inter

Fonte: Cesar Caramês/Setor de Pesquisa Histórica do Internacional
Foto: arquivo SC Internacional

O Inter foi campeão gaúcho seguidamente entre 1969 e 1976

Existe uma velha máxima que permeia o futebol gaúcho: para pensar em coisas maiores, primeiro o time tem que mandar em casa. E o Inter, que está completando 111 anos de fundação neste 4 de abril, leva este mantra muito a sério. O Colorado foi o primeiro clube a conquistar um Hexacampeonato Gaúcho. Foi em 1945, com o mágico time do Rolo Compressor. Em 2016, conquistou a marca histórica pela terceira vez.

Além disso, desde os anos 1970 não fica atrás do rival em conquistas regionais. Só estes feitos já conseguem dar a dimensão da hegemonia colorada no que se refere ao Campeonato Gaúcho. Hoje é dia de relembrar outro feito histórico e jamais igualado: o Octacampeonato Gaúcho conquistado pela equipe que encantou o Brasil durante os anos 70. No entanto, essa história começou a ser escrita na década anterior.

O Inter preparava-se para inaugurar sua nova casa. Enquanto isso, o co-irmão havia empilhado sete títulos gaúchos naquela que foi a maior sequência de títulos gaúchos até então, ultrapassando o Hexacampeonato do Rolo Compressor.


Mas a nova casa colorada traria bons frutos logo nos seus primeiros meses. Em dezembro de 1969, o time de Gainete, Pontes, Dorinho, Valdomiro e Claudiomiro impediu que o rival chegasse ao octacampeonato inédito e abriu caminho para que o Inter o fizesse.

Nos anos seguintes, o que se viu foi o surgimento e a afirmação de uma geração que marcou época. Em 1970 e 1971 manteve-se a base do time de 69, já contando com o surgimento do jovem Paulo César, o Carpegiani. Já em 1972, o grande Dom Elias Figueroa começava a ser um dos expoentes do Clube e o jovem Escurinho era promovido do time juvenil para o profissional.

O ano de 1973 viu surgir um guri franzino de madeixas cacheadas começar a trilhar seu caminho no time principal do Inter: Paulo Roberto Falcão. Sua afirmação viria em 1974, junto a craques como Manga, Cláudio, Hermínio, Vacaria, Jair e Lula, atletas que conquistariam o Campeonato Brasileiro no ano seguinte.


Por falar em 1975, esse foi o momento de igualar a histórica marca do rival. Com Flávio Minuano - ou Flávio Bicudo, como também era chamado - retornando ao Colorado e Caçapava começando sua trajetória, o Inter conquistou o heptacampeonato.

O ano de 1976 foi o da consagração. O ano da conquista do título inédito e até hoje inigualado Octacampeonato Gaúcho. O título veio com a vitória por 2 a 0 no clássico Gre-Nal, gols de Lula e Dadá. A base do time era composta por: Manga; Cláudio, Figueroa, Marinho Perez e Vacaria; Falcão, Caçapava (Jair) e Batista (Paulo César). Valdomiro, Dadá Maravilha e Lula.

Valdomiro foi o único jogador a participar de todas as oito conquistas, passando de jogador contestado a ídolo eterno do clube. O octacampeonato gaúcho marcou não só o nome de Valdomiro, mas de toda uma geração que levou o nome do Inter a plagas cada vez mais distantes.

A estreia de Rivellino pelo Fluminense

Foto: arquivo Fluminense

Rivellino comemorando um dos gols em sua estreia pelo Fluminense

Neste 1º de janeiro de 2019, o meia Roberto Rivellino completa 74 anos de vida. Um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e campeão do mundo pela Seleção em 1970, Riva foi um grande ídolo do Corinthians, mas em 1975 ele trocou o Timão pelo Fluminense e sua épica estreia foi justamente contra o antigo clube.

Apesar de ser considerado um dos maiores jogadores da história do Corinthians e ídolo da torcida, no final de 1974 houve uma injusta campanha contra Rivellino no Timão. A equipe vivia o período da fila e o craque foi acusado de não jogar tudo o que sabe na final do Paulista daquele ano, justamente contra o rival Palmeiras, que ficou com o título. Chateado, Riva acabou saindo do Timão sem levantar uma taça, fora o Torneio Rio-São Paulo, e foi vendido para o Fluminense, em uma das maiores transações da história do futebol brasileiro.

O Tricolor das Laranjeiras estava montando uma verdadeira seleção para a temporada de 1975 e a vinda de Rivellino seria a "cereja do bolo". Mas o presidente do clube, Francisco Horta, quis chamar ainda mais a atenção da contratação e acabou marcando a estreia do craque em um amistoso no dia 8 de fevereiro daquele ano, um sábado de carnaval, e justamente contra o ex-clube do "Bigode": o Corinthians.

Pois naquele sábado de Carnaval, mais de 40 mil pessoas foram ao Maracanã e viram um verdadeiro show de Rivellino, que pareceu até estar botando toda a sua mágoa para fora. Aos 25 minutos, ele abria o marcador. Ele parecia impossível naquele dia e faria o segundo aos 36'. No minuto seguinte, Lance diminuía a contagem para o Timão e o primeiro tempo terminava com o placar de 2 a 1 para o Flu.

Os gols do jogo

Na segunda etapa, Rivellino continuou com seu show. Aos 18', ele faria o terceiro dele e do Fluminense. Sairia de campo aos 25 minutos, ovacionado pelos presentes no Maracanã. O Flu ainda faria o quarto, com Búfalo Gil, de pênalti, aos 33', e aquele sábado de Carnaval ficou marcado para sempre na memória de todos que viram a partida.

No Fluminense, Roberto Rivellino faria 158 jogos e marcaria 53 gols, conquistando os estaduais de 1975 e 1976. Porém, ainda em 1976, o Flu, com Rivellino em campo, seria eliminado na semifinal do Brasileirão pelo Corinthians, no dia da famosa invasão da Fiel Torcida no Maracanã, nas penalidades, depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal. Riva sairia do Flu em 1979, indo jogar no Al-Hilal, da Arábia Saudita, onde encerrou a carreira em 1981.

O primeiro gol de Basílio pelo Timão

Com informações do site oficial do Corinthians
Foto: arquivo Corinthians

O gol contra o Comercial foi o primeiro dos 29 que Basílio marcou pelo Timão

No dia 22 de março de 1975, há 44 anos, o meio-campista Basílio marcou o primeiro gol com a camisa corinthiana. O jogador, que entrou para a história do clube do Parque São Jorge ao marcar o gol que encerrou o jejum de quase 23 anos sem títulos do Timão, balançou as redes pela primeira vez em partida contra o Comercial de Ribeirão Preto, no estádio do Pacaembu.

O confronto, que foi válido pelo Campeonato Paulista, terminou com vitória corinthiana por 2 a 1. O Corinthians entrou em campo na ocasião com Sérgio no gol; Zé Maria, Baldochi, Ademir e Wladimir na defesa; Tião, Basílio, Vaguinho no meio; Lance, César e Pita no ataque. O outro gol alvinegro na partida foi marcado por Vaguinho.

Vindo da Portuguesa de Desportos, onde profissionalizou em 1968, Basílio fez 254 jogos, marcou 29 gols e conquistou os títulos do Paulistão de 1977 e 1979. O maior feito do jogador pelo Timão foi marcar o gol da vitória sobre a Ponte Preta na terceira partida da final do Campeonato Paulista de 1977, que colocou fim ao jejum de títulos corinthiano.

Depois do Corinthians, Basílio atuou no Juventus, Nacional e Taubaté, onde encerrou a carreira em 1983. Depois, ainda foi treinador, quando dirigiu o Timão em várias oportunidades. Até hoje, Basílio, conhecido como Pé de Anjo, recebe demonstrações de eterna gratidão das mais diferentes gerações de corinthianos que o encontram na rua.

Marinho Peres no Barcelona e o problema com o serviço militar espanhol

Por Victor de Andrade
Foto: arquivo FC Barcelona

Marinho Peres não ficou mais no Barcelona pois teve problemas com o serviço militar espanhol

Johan Cruyff, Rinus Michel... toda filosofia holandesa de jogar futebol, que assombrou o mundo na Copa de 1974, realizada na Holanda, foi parar no Barcelona logo em seguida, criando uma verdadeira escola de futebol. O começo disso tudo no clube catalão teve a participação de um brasileiro logo em seu início, mas que não teve um final feliz e não foi por causa das atuações dentro de campo. Estamos falando do ex-zagueiro Marinho Peres, que hoje completa 72 anos.

Nascido em Sorocaba, Marinho Peres começou nas categorias de base do Estrada, clube atualmente extinto. Foi dispensando e acabou parando no rival citadino, o São Bento. Lá, passou a ter boas atuações e foi para a Portuguesa, em 1967. Em 1971, ele foi contratado pelo Santos e seu desempenho o levou para a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1974, onde formou a mesma dupla de zaga dos tempos de São Bento, com Luiz Pereira, e ainda foi o capitão da equipe que terminou o torneio na quarta colocação.

Depois do Mundial, chamou a atenção de vários clubes e acabou sendo contratado pelo Barcelona. A sua contratação acabou facilitada, já que o zagueiro, por ser filho de espanhóis, tinha direito à dupla cidadania e não contaria como estrangeiro na equipe. Mas, o que parecia ser uma ajuda, acabou sendo o que o atrapalhou por lá, como vamos contar mais adiante.

Marinho Peres, logo de cara, percebeu que estava trabalhando em um esquema tático que realmente era revolucionário. Quando era marcado individualmente, Cruyff recuava e atuava como defensor, trazendo o seu marcador junto. Além disso, o craque holandês, com a anuência do treinador, incentivava os zagueiros a subirem, quando isto acontecia. "Os jogadores eram marcados homem a homem, quando ele (Cruyff) não conseguia jogar, ele recuava e via como o marcador dele se movimentava. Era um time evoluído taticamente".

Marinho Peres acabou ficando apenas uma temporada em Barcelona

Apesar de estar jogando bem pelo clube catalão, um problema apareceu. O fato de ter cidadania espanhola, o que facilitou a sua contratação, acabou virando um pesadelo para Marinho Peres e o Barcelona. Mesmo com 27 anos, foi exigido que o atleta se apresentasse do Serviço Militar Espanhol, com a ameaça de ser preso. A contratação tornou-se chacota em todo o país, principalmente entre os torcedores dos rivais Real e Atlético de Madrid, obrigando o brasileiro a fugir da Espanha e de um dos maiores clubes do mundo.

"Só podiam jogar três estrangeiros na época, depois de um ano acabei sendo motivo de gozação, porque o Barcelona tinha contratado um cara para servir o exército. O Barcelona não imaginava, senão não teria me contratado. Era uma gritaria nos estádios, não deu para ficar mais. Tive que fugir, senão iria ter de trabalhar nos navios", relembra Marinho Peres.

A saída do país foi uma verdadeira aventura. "Fui em um ônibus, cheio de gente que atravessou a fronteira na França. Me pegaram em Nice, me levaram a Paris para pegar o voo para o Brasil. São coisas da vida, que passam e nos deixam emocionado. Hoje você vê que o clube é o mais desejado do mundo, e eu tive o prazer de jogar lá. Não desfrutei na época tudo isso", conta.

Marinho Peres só voltou à Espanha em 1999, na festa de 100 anos do clube catalão, isto depois de um acordo com a justiça local. Depois de toda a aventura, Marinho Peres voltou ao Brasil, onde atuou por Internacional, Galícia, Palmeiras e America do Rio. Quando encerrou a carreira, tornou-se treinador, onde teve sucesso no futebol português.

1975 - O primeiro título brasileiro do Internacional

Por Lucas Paes

 O grande time que conquistou o Brasileirão em 1975

O Internacional é protagonista de uma das maiores rivalidades do Brasil e quiçá do mundo no Grenal. O Colorado vive um dos maiores jejuns de títulos nacionais entre times grandes, mas possuí três títulos brasileiros. O primeiro desses títulos ocorreu num distante 14 de dezembro de 1975, numa final diante do Cruzeiro. Aquele título revelaria para o país jogadores como Carpegiani, Valdomiro e, é claro, Falcão. A equipe era comandada por Rubéns Minelli. 

Na primeira fase, as 42 equipes foram divididas em grupos de 10 e 11 clubes. Cada grupo jogava só entre si. O Inter liderou o grupo D, que tinha São Paulo, Vasco, Goiás, Sport, Náutico, CSA, Bahia, CEUB, Desportiva Ferroviária e Americano de Campos. Na fase seguinte, também terminou líder de uma chave que tinha o rival Grêmio, Santa Cruz, São Paulo, Flamengo, Sport, Figueirense, Goiás, América de Natal e Vasco. Na terceira fase, os colorados ficaram em segundo, atrás do Santa Cruz, num grupo que tinha Flamengo, São Paulo, Lusa, Grêmio, Sport e Náutico. A semifinal daria-se com o Inter visitando o Fluminense, no Maracanã. 

Pois naquele 7 de Dezembro, diante de quase 100 mil pessoas no Maraca, o Inter não tomou conhecimento do Fluzão e venceu por 2 a 0, gols de Lula e Carpegiani. Seu adversário, o Cruzeiro, teve vida muito mais complicada, vencendo nos últimos momentos do jogo o Santa Cruz, no Mundão do Arruda, temido estádio do Tricolor Coral recifense. A decisão se daria entre colorados e cruzeirenses, no Beira Rio. 

Diante de 82 mil pessoas, num Beira Rio que ainda tinha o universo das Coreias, que tinha uma torcida pulsante e que incentivou o Inter durante o jogo todo, o duelo foi bem complicado, já que o Cruzeiro era um ótimo time. O gol veio apenas no segundo tempo. Aos 11 minutos, o Inter teve falta para cobrar na direita de seu ataque. Waldomiro colocou com precisão na cabeça de Figueroa, o capitão, que colocou a redonda nas redes num gol que ficou conhecido na mística colorada como o “gol iluminado”. Don Elias cabeceou a bola exatamente onde habitava um solitário feixe de sol naquele lotado Beira Rio. A mística, senhores, é um patrimônio do futebol e nesse caso foi implacável. 

O Cruzeiro tentou reagir, mas não conseguiu empatar e o Inter levou o primeiro de seus três brasileiros. Ainda com a mesma base, a maior história colorada seria feita em 1979, quando foi o primeiro (e até hoje único) campeão do Brasileirão de forma invicta. O caminho para isso tudo foi aberto por Figueroa, um dos maiores ídolos da brilhante história do Inter.
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