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A passagem de Eusébio no União de Tomar

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Eusébio no União de Tomar

Nascido há exatos 80 anos, no dia 25 de janeiro de 1942, o craque português Eusébio foi talvez o maior nome do futebol do país na história, hoje é claro concorrendo por este posto com o gajo Cristiano Ronaldo. Dono de uma história absurda atuando pelo Benfica, o Pantera Negra também vestiu a camisa de outros dois clubes portugueses, sendo o último deles o União de Tomar.

Eusébio chegou ao time da pequena cidade de Tomar, que na época jogava a segunda divisão nacional, depois de passar pelo Las Vegas Quicksilver, dos EUA. Chegou no meio da temporada, em dezembro para tentar ajudar a equipe a retornar para a primeira divisão. Já experiente, o Pantera não era o mesmo dos anos dourados, quando ele e Águas apavoravam o continente europeu. 

Não teve um desempenho brilhante atuando pelo Tomar, já como físico em decadência Fez algumas boas partidas, mas distante do jogador que fora no período de ouro na Luz. Os dados de sua passagem diferem entre fontes. Algumas falam de cinco gols em nove jogos e outras de três gols em doze jogos. Estreou diante do Estoril em Nabão e na terceira partida se lesionou. A segunda informação, porém, é mais certeira e se refere a gols oficiais. 

O primeiro de seus gols veio diante do Peniche. Em fevereiro, diante do Cartaxo, marcou seus últimos dois gols no futebol português. Atuaria por lá até o fim da temporada, atuando, oficialmente, como já ressaltado, em 12 jogos e marcando três gols. Deixou o clube ao final daquela temporada, retornando novamente ao futebol dos Estados Unidos.


O último time de sua carreira foi o Buffalo Stallions, da liga de Indor Soccer dos Estados Unidos. Ele acabou nunca exercendo carreira de treinador após pendurar as chuteiras, passando como comentarista em alguns veículos. O Pantera nos deixou em 2014, devido a um ataque cardíaco, comovendo o mundo inteiro do futebol. 

A passagem de Eusébio pelo mexicano Monterrey

Por Kauan Souza
Foto: arquivo

Eusébio fez apenas 10 jogos e um gol pelo Monterrey

Neste 25 de janeiro de 2021, o ídolo de Portugal, Eusébio, completaria 79 anos de idade se estivesse vivo. O ex-jogador, faleceu no ano de 2014, com 71 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória, teve uma passagem pelo México, em 1975, onde defendeu o Monterrey.

No futebol Eusébio iniciou sua carreira na segunda metade da década de 50 no Sporting Lourenço Marques, de seu local natal, Moçambique, e chegou ao Benfica, clube em que fez história sendo o maior ídolo e artilheiro, no fim de 1960. Na equipe portuguesa, Eusébio conquistou 11 campeonatos nacionais.

Pela seleção de Portugal, o também conhecido como Pantera Negra disputou 64 partidas, fazendo 41 gols e sendo destaque na Copa do Mundo de 1966, onde foi considerado o melhor jogador da competição. Porém, após deixar o Benfica, ele rodou a América do Norte e foi nestas em que ele passou pelo Monterrey.

Na época, já com 33 anos, Eusébio assinou com os Rayados por duas temporadas e logo foi nomeado capitão da equipe, fato só possível pela força do seu nome e pela “surpreendente” receptividade de um povo “tão acolhedor” como o mexicano.


Mesmo atuando por pouco tempo na equipe mexicana, Eusébio classificou a sua passagem como “fantástica é fenomenal”, disse o ex atacante em entrevista ao Globo Esporte em 2011. Apesar do contrato de dois anos, Eusébio acabou tendo uma rápida passagem pelo Monterrey do México, atuando em 10 partidas e marcando apenas um gol.

Além do Monterrey, o Pantera Negra, também atuou em clubes da América no Canadá e nos Estados Unidos, chegou a voltar duas vezes para Portugal, onde atuou por Beira-Mar e União de Tomar, e encerrou a sua carreira durante a temporada de 1979-80 no norte-americano Buffalo Stations.

Eusébio no Beira-Mar de Aveiro e enfrentando o Benfica

Por Victor de Andrade


Eusébio, que se estivesse vivo completaria 77 anos neste 25 de janeiro de 2019, foi um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Ídolo do Benfica, onde jogou entre 1960 e 1975, ele também defendeu outros clubes portugueses. Um deles foi o Beira-Mar, de Aveiro, na temporada 1976/1977, onde chegou a até enfrentar o clube que o projetou para o planeta.

Eusébio deixou o Benfica em 1975 para jogar na North American Soccer League (NASL), a estrela liga norte-americana, para defender o Boston Minutemen. Depois, fez alguns jogos pelo Monterrey, do México, e resolveu voltar para Portugal. É claro que vários clubes o quiseram, inclusive o rival do Encarnado, o Sporting, mas Eusébio falou para o diretor do time verde de Lisboa esquecer a história e resolveu ir para Aveiro.

O craque nascido em Moçambique estrou pelo time aveirense em 11 de novembro de 1976, contra o Feirense, e já deixou o seu cartão de visitas. Deu duas assistências e teve um gol mal anulado na vitória do Beira-Mar pelo placar de 3 a 1. Mas o que marcaria mesmo a sua passagem pela equipe aurinegra seria o dia 5 de janeiro de 1977, quando o Beira-Mar teria pela frente o Benfica, em Aveiro.

Seria a primeira (e depois descobriria-se que foi a única) vez que Eusébio enfrentaria a equipe em que fez fama. “Pensei em não jogar. Só a doze minutos do começo do jogo é que decidi ir à campo”, chegou a comentar Eusébio, depois de aposentado. E Eusébio estava feliz em seu novo clube, já que rodadas antes havia feito gol contra o Sporting, em jogo que terminou empatado.

Aquela partida era válida pela 12ª rodada do Campeonato Português da temporada 1976/1977, a segunda em que o Benfica fazia sem o grande craque e, agora, tendo que jogar contra. Mas quem acabou sentindo em enfrentar sua ex-equipe foi Eusébio. O ídolo fez um jogo bem aquém do que era comum vê-lo.

A partida acabou empatada em 2 a 2, o que não foi bom para o Benfica, que perseguia o Sporting na luta pelo título. No segundo turno, Eusébio não jogou, já que voltou à América do Norte, mais precisamente no Canadá, onde foi defender o Toronto Metros-Croatia, que também jogava a NASL. Pelo Beira-Mar fez 12 jogos e marcou três gols.

Eusébio chegou a defender outro time português na carreira, o União de Tomar, da Segunda Divisão, evitando que ele enfrentasse o Encarnado novamente. O craque faleceu no dia 5 de janeiro de 2014, exatamente 37 anos depois da única vez em que enfrentou o Benfica.

Bauer – O gigante Tricolor que quase trouxe Eusébio para a Ferroviária e para o Morumbi

Por Lucas Paes


José Carlos Bauer, nascido em 21 de novembro de 1925, foi um dos mais brilhantes volantes que já vestiu a camisa do São Paulo. Um dos destaques do Brasil do “Maracanaço”, em 1950, foi capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1954 e mais tarde virou treinador. No meio de suas “andanças” pela vida de técnico, acabou encontrando como adversário da Ferroviária, que treinava, uma seleção moçambicana que tinha um tal de Eusébio entre seus jogadores, lá no distante ano de 1960, foi ai que rolo uma das histórias mais interessantes, destas que só o futebol proporciona. 

Eusébio conhecia o futebol brasileiro. Em entrevista ao programa Grandes Momentos do Esporte, da TV Cultura, nos anos 1990, citou que um dos seus ídolos na juventude era Nenê, jogador que fez parte do escrete da Portuguesa Santista da Fita Azul de 1959. Neste programa, Bauer relatou sobre a quase ida do jogador para a Ferrinha. Segundo ele, o que aconteceu era que a Locomotiva sempre vencia os jogos, mas Eusébio sempre marcava os gols moçambicanos. 

Impressionado com o talento do atacante, ele conversou com alguns colegas portugueses para levar o “garoto” Eusébio ao Brasil. Surpreendentemente, ficou tudo certo para que a transferência ocorresse, mas os dirigentes da Ferroviária não quiseram leva-lo por dificuldades que o clube passava na época. Por muito pouco, muito pouco mesmo, a camisa com que Eusébio brilhou não foi a grená do tradicional time de Araraquara, que quem sabe teria alguns troféus a mais em sua sala caso tal fato ocorresse. 

Sem esquecer de seu passado imenso no Tricolor Paulista, Bauer acabou adotando outra estratégia e também tentou convencer os dirigentes do São Paulo, quando retornou ao Brasil, a contratarem o jogador que se tornaria o Pantera. Mesmo confiando no relato do seu ídolo, a diretoria tricolor não quis gastar dinheiro com a transferência, já que os esforços do clube estavam concentrados na construção do Morumbi. Fosse a decisão diferente, quem sabe o São Paulo tivesse feito mais frente aos históricos Santos de Pelé e Palmeiras de Ademir. 

Mas Bauer teve influência na história do Pantera de qualquer forma. Bela Guttman, treinador idolatrado pela torcida encarnada, treinou o brasileiro em seu período no São Paulo, em 1957, quando Bauer já estava em fim de carreira. Anos depois, o ex-jogador contatou Bela sobre o atacante moçambicano que havia observado. O Pantera era na época jogador do Sporting de Lourenço Marques, filial direta do Sporting Lisboa e, portanto, os Leões tinham mais facilidade para traze-lo, porém o Benfica “atravessou” a negociação a pedido de seu treinador, numa história bastante polêmica. Pedido esse, provavelmente motivado pelas observações de Bauer. 

A história então, se escreveu da forma que conhecemos. Eusébio foi vestir a camisa encarnada e virou uma divindade benfiquista. Era também o rei do futebol lusitano, até aparecer um tal de Cristiano Ronaldo. Se não conseguiu trazer para a Ferrinha ou para o Tricolor, Bauer, que veio a falecer em 4 de fevereiro de 2007, acabou sendo importante para que uma das maiores uniões entre uma camisa e um jogador se formassem. Quem agradece é o futebol.

Eusébio no Sporting de Lourenço Marques

Por ironia do destino, Eusébio começou no futebol em um homônimo do principal rival do Benfica

O indiscutivelmente maior nome da história do futebol português até o surgimento de Cristiano Ronaldo foi o craque Eusébio. O atacante, na verdade, nasceu em Lourenço Marques (atual Maputo), principal cidade de Moçambique, na época colônia lusitana, em 25 de janeiro de 1942, e foi em sua terra natal que o jogador começou sua carreira.

Na época, os times moçambicanos eram, na verdade, filiais dos grandes times portugueses. Então, o garoto Eusébio, ainda entrando na adolescência, foi procurar O Desportivo, clube ligado ao Benfica, que era o time que o jogador gostava, mas não teve sucesso. Assim, familiares e amigos, sabendo do potencial dele, o encorajaram a procurar o Sporting de Lourenço Marques, que tinha parceria com o homônimo de Lisboa.

Vendo o grande potencial de Eusébio, o pessoal do Sporting de Lourenço Marques já o lançou no time principal com 15 anos. Em 1957, em seu primeiro ano na equipe, ele fez quatro partidas e marcou incríveis nove gols no campeonato local. Tá certo que o futebol moçambicano era amador, mas estava longe de ser fraco: grandes jogadores do futebol português, já naquela época, vinham da colônia africana.

E os números de Eusébio em sua terra natal só aumentavam: em 1958, 11 gols em sete partidas. No ano seguinte, 21 tentos em 11 jogos oficiais. E vale lembrar que como era amador, esses registros são apenas de campeonatos. Jogos amistosos, normalmente, não eram contados e, naquela época, alguns times europeus e sul-americanos já iam excursionar em terras africanas. É provável que estes números possam ser ainda maiores.

O Sporting de Lourenço Marques de 1960: Eusébio é o antepenúltimo agachado

Em 1960 foi o ano de ouro do atacante: 36 gols em 20 jogos, resultando nas conquistas dos campeonatos Moçambicano e do Distrital de Lourenço Marques. Seu desempenho começou a chamar a atenção de quem o via jogar na colônia portuguesa na África e o primeiro a ter o enxergado como grande jogador foi um brasileiro: Bauer.

O ex-jogador, que foi ídolo no São Paulo e defendeu a Seleção Brasileira nas Copas de 1950 e 1954, viu as qualidades em Eusébio, quando esteve em Lourenço Marques, e o indicou para o Tricolor Paulista, que desdenhou do investimento e dispensou a ideia. Então, Bauer o indicou para o técnico húngaro Béla Guttmann, que estava no Benfica e o havia dirigido no São Paulo.

Com seus informantes em Moçambique e mais a indicação de Bauer, o húngaro pediu para o Benfica contratar Eusébio. Porém, antes de chegar ao time, houve uma briga entre os dois maiores rivais portugueses: como jogava em sua filial, o Sporting já tinha tudo acertado com o jogador, mas os dirigentes benfiquistas foram mais espertos e levaram o craque, com então 17 anos, para a equipe vermelha.

A partir daí, todos sabem da história: era o principal jogador do grande Benfica dos anos 60 e da Seleção Portuguesa na Copa do Mundo de 1966, terceira colocada. Eusébio fez uma bela história no futebol mundial e faleceu no dia 5 de janeiro de 2014, deixando muita saudade, mas seu legado ao futebol português é eterno!
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