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Há 46 anos, São Paulo conquistava seu primeiro título brasileiro

Por Fábio Rocha
Foto: Arquivo

O São Paulo foi campeão de 1977 já em 1978

Há 46 anos o São Paulo conquistava o seu primeiro título de Campeonato Brasileiro. Foi em 1977, mas a competição só terminou no dia 5 de março de 1978. O tricolor fez uma uma campanha regular e teve uma final dificílima contra o Atlético Mineiro, e nos pênaltis ficou com o título. 

A competição ocorreu com 62 times, na primeira fase. Eram quatro grupos com 10 e dois com 11. Os cinco melhores passavam para a próxima fase, e os outros iam para a repescagem.

Na repescagem, as equipes foram separadas em seis grupos e apenas o primeiro colocado voltava à competição para a terceira fase. Na segunda fase, as equipes foram dividas em seis grupos, os três primeiros classificavam. Os 24 clubes que passaram foram divididos em quatro e apenas os líderes passaram para a fase final. Lembrando que todas as fases foram de turno único. 

O São Paulo fez uma competição regular, não era a melhor equipe, mas estava entre uma das melhores. O time conseguiu manter um bom desempenho durante todas as fases, jogando um futebol rápido e vertical, além de ter uma defesa muito sólida. 

O tricolor foi passando fase a fase, mantendo sempre seu padrão de jogo. A equipe paulista chegou até a fase final, de mata mata, como um dos favoritos para a conquista do título. 

A equipe chegou para a semifinal junto com o Atlético Mineiro, que era o grande favorito, Londrina e Operário. O São Paulo enfrentou o Operário e não teve muitas dificuldades, logo no primeiro jogo venceu por 3 a 0, encaminhando sua vaga para a grande final. 

No jogo de volta, o time até perdeu por 1 a 0, mas conseguiu a vaga para a grande decisão. O Atlético Mineiro também garantiu a sua vaga depois de dois jogos muito movimentados, e venceu no agregado por 6 a 4. 

Chegaram as duas melhores equipes para a final, mas o Galo tinha feito uma competição melhor, e chegou a decisão invicto.

A final era em jogo único e a equipe de melhor campanha tinha o mando de campo, por isso a decisão foi no Mineirão, em Belo Horizonte, para mais de 100 mil pessoas. A partida gerou expectativa em todo público, e a maioria acreditava na vitória do Galo. 


Porém, o tricolor chegou com seu jogo sólido, tendo uma defesa muito bem postada e apostava no seu estilo mais defensivo para ganhar a competição. A equipe paulista conseguiu controlar o forte ataque do Galo, e o jogo foi muito truncado, terminando em 0 a 0. 

Na prorrogação a partida se manteve empatada; pois a defesa tricolor fez um jogo impecável. A decisão foi para as penalidades e brilhou a estrela do goleiro Waldir Peres, sendo o herói do tricolor, dando o primeiro titulo do Campeonato Brasileiro ao São Paulo.

O time tricolor era formado por: Waldir Peres, Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor; Chicão, Darío Pereyra e Teodoro;  Viana,  Mirandinha e Zé Sérgio. Técnico: Rubens Minelli.

A passagem de Rui Rei pela Ponte Preta

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ruy Rey passou pela Ponte Preta no fim dos Anos 70

O ex-atacante Ruy Rey de Araújo, popularmente conhecido apenas como Ruy Rey, estaria completando o seu 71º ano de vida nesta quarta-feira, dia 17 de janeiro de 2024, caso ainda fosse vivo. Ao longo de sua carreira como atleta profissional, o avançado teve uma passagem marcante pela Ponte Preta em 1977, fatídico ano em que o clube campineiro quase conquistou o primeiro título paulista de sua história.

Sua trajetória pela Macaca aconteceu logo depois de defender o Flamengo, clube onde foi revelado e disputou 19 partidas. Com o manto pontepretano fez sucesso jogando ao lado de grandes nomes como Dicá, Lúcio, Marco Aurélio, Tuta, Oscar, Carlos, Jair Picerni e companhia.

Entretanto, acabou ficando marcado por ir de herói a vilão no terceiro e último confronto da final do Paulistão de 77. Isso porque, mesmo tendo feito o gol da vitória no duelo anterior, o atacante acabou sendo expulso por xingar o árbitro após uma falta cometida quando a partida tinha apenas 16 minutos de bola rolando. 


O fato acabou culminando para que o Timão vencesse a partida por 1 a 0 com gol de Basilio e saísse de uma fila de 23 anos sem conquistar nenhum título.

Após passar pela Ponte Preta, Ruy Rey ainda defendeu clubes como Corinthians, Portuguesa, América-RJ, Botafogo, Deportes Tolima, São Cristóvão-RJ, Portuguesa-RJ, Cestal Bilbao e encerrou a carreira em 89, jogando pelo Nova Cidade-RJ.

O ex-atacante veio a falecer em 14 de julho de 2020, por complicações da Covid-19.

46 anos do histórico gol de Basílio tirando o Timão da fila

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O histórico gol de Basílio tirou o Corinthians da fila em 1977

Nesta sexta-feira, dia 13 de outubro de 2023, se completam 46 anos do histórico gol de Basílio, que tirou o Corinthians de uma fila de 23 anos sem títulos. Até os dias atuais, a própria torcida corintiana considera este gol como o momento mais importante da história do clube, já que foi através do Pé-de-Anjo, que o time Alvinegro do Parque São Jorge colocava um ponto final no seu maior jejum de títulos na sua vasta história.

Na época, a torcida alvinegra estava com saudades de ver seu time levantar um troféu. Afinal, o Timão ficou um longo período sem conquistar um título. Porém, a vez da nação corintiana rever sua equipe vencendo um campeonato estava chegando.

Naquele ano, o estadual tinha um formato bem diferente do que este que conhecemos hoje. O Corinthians já havia vencido o segundo turno, que era conhecido como Taça Governador do Estado de São Paulo, mas ainda precisaria disputar a grande decisão, já que terminou na liderança do grupo F na terceira fase. Na chave E, a Ponte Preta terminou na liderança.

Após vencer o primeiro jogo por 1 a 0 e perder a segunda partida por 2 a 1 de virada, tanto Corinthians quanto Ponte Preta precisariam vencer o terceiro confronto para ficar com o título paulista. Pelo lado do clube do Parque São Jorge, tinha uma grande pressão para a conquista.

Era dia 13 de outubro de 77 e o Morumbi estava recebendo 86.677 pagantes nas arquibancadas. Foi justamente neste último embate, data e local, que Basílio, o Pé-de-Anjo, apareceu de forma contundente para levar o Estádio Cicero Pompeu de Toledo, que estava pintado de preto e branco, ao delírio.


O jogo estava muito disputado. Apesar de ter perdido Rui Rei, que foi expulso por reclamação no decorrer da partida, a Ponte Preta criava oportunidades e assustava a meta do Corinthians. Porém, com 36' de bola rolando na etapa complementar, o Timão abriu o placar. Zé Maria fez um bom levantamento na área, o Pé de Anjo cabeceou para Waguinho, que emendou uma bomba no travessão e a bola ainda sobrou no meio da grande área. Wladimir aproveitou para desviar de cabeça no rebote, mas a bola acabou parando na marcação. Na sobra, a bola finalmente parou no pé do meia, que estufou as redes do Morumbi e levou a nação alvinegra ao delírio.

A passagem de Carlos Alberto Torres pelo Flamengo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Capitão do Tri jogou no Mengão em 1977

Carlos Alberto Torres, ex-lateral direito e capitão da Seleção Brasileira tricampeã mundial em 70, estaria celebrando o seu 79º ano de vida nesta segunda-feira, dia 17 de julho de 2023, se estivesse vivo. No decorrer de sua brilhante carreira de jogador, ele teve uma rápida passagem pelo Flamengo já no fim dos Anos 70.

Esta passagem do craque defensor pelo Mengão aconteceu em 1977, depois de ser revelado pelo Fluminense e jogar também por Santos e Botafogo. Chegou ao clube rubro-negro depois da segunda trajetória do atleta pelo Tricolor das Laranjeiras.

Segundo o site ogol.com, Carlos Alberto Torres disputou 13 jogos com a camisa do Fla. Na sequência de sua carreira, o lateral ainda veio a jogar por equipes como New York Cosmos, California Surf e encerrou a carreira em 82, após a sua segunda passagem pelo Cosmos.


Aposentado, o atleta se tornou treinador e comandou o Flamengo campeão brasileiro em 1983. Depois de treinar vários times, retornou em 2001 e ficou até 2002. Faleceu no dia 25 de janeiro de 2016, em sua casa no Rio de Janeiro. O ex-jogador foi vítima de um infarto fulminante.

O chileno Mario Soto e sua passagem apagada pelo Palmeiras

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Mario Soto em 1977, durante a passagem pelo Palmeiras

Mario Soto Benavides nasceu em Santiago, no Chile, no dia 10 de julho de 1950, e foi um bom zagueiro, construindo uma linda história em seu país, chegando a jogar a Copa do Mundo de 1982. O jogador teve uma passagem pelo futebol brasileiro, mas acabou sendo apagada pelo Palmeiras em 1977.

A sua carreira começou em 1973, quando estreou pelo Magallanes, uma equipe pequena do seu país. O zagueiro mostrou um grande potencial, chamando a atenção de outras equipes, sendo procurado rapidamente, e isso o fez sair do time na temporada seguinte.

Em 1974 foi contratado pelo Unión Española, onde teve uma grande passagem, tanto que, começou a ser convocado para a Seleção do Chile. O zagueiro passou a ser chamado constantemente, e se tornou titular do seu país, fazendo grandes atuações.

O jogador vivia um grande momento, era um zagueiro muito bom, porém muito agressivo. Com seu grande desempenho pelo clube e seleção, o jogador começou a ser olhado por outros clubes sul-americanos, recebendo algumas propostas do futebol brasileiro.

Depois de três anos na equipe, o jogador resolveu aceitar novos desafios, e em 1977, veio para o Brasil. O zagueiro foi contratado pelo Palmeiras, com uma grande expectativas, pois todos imaginavam que ele fosse render o mesmo que em seu país.

Soto chegou, mas não conseguiu se adaptar, sofreu muito com o futebol brasileiro, não conseguindo atuar direito pelo Palmeiras. O jogador passou por muita dificuldade, e não conseguiu desempenhar seu melhor futebol, até porque, atuou em pouquíssimos jogos.

O jogador acabou entrando em campo em, apenas, três oportunidades, e não teve mais chances. A sua passagem pelo alviverde foi completamente apagada, não conseguiu se adaptar ao futebol brasileiro e ao clube, e depois de uma temporada deixou o país.


Em 1978 acabou sendo contratado pelo Cobreloa, onde conseguiu se tornar ídolo. O jogador teve atuação marcante contra o Flamengo em 1981, na final da Libertadores. Após perder o primeiro jogo por 2 a 1, a equipe venceu em Santiago por 1 a 0, fazendo ter um jogo de desempate.

Porém, durante o segundo jogo, o jogador estava com uma pedra ou um anel, não tem certeza sobre o objeto usado, mas foi usado para abrir o supercílios de Adílio e Lico. O Flamengo acabou perdendo Lico para a partida de volta por conta da lesão, mas acabou conquistando o título da competição.

Juary e seu grande início de carreira no Santos

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Juary surgiu no Santos com menos de 20 anos

Juary Jorge dos Santos Filho nasceu em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, no dia 16 de junho de 1959, e foi um grande atacante. O jogador teve passagens por clubes gigantes nacionais e internacionais, tendo um início de carreira empolgante no Santos, fazendo parte da primeira geração dos Meninos da Vila.

A sua trajetória no futebol começou no Pavunense FC, mas aos 14 anos chegou no Santos, onde tinha o sonho de atuar no “time de Pelé”. Quando subiu para o profissional, a equipe santista não estava muito bem, e passando por algumas dificuldades dentro de campo.

Ele fez a sua estreia no dia 27 de maio, em uma derrota para o Volta Redonda, por 3 a 0. Em seu primeiro ano, o atacante acabou não tendo muitas oportunidades, mas a equipe melhorou no segundo semestre, mas mesmo assim não foi o suficiente para brigar por títulos.

A equipe acabou passando por algumas reformulações, com chegadas de novos jogadores e a saída de alguns. No Campeonato Paulista de 1977, o time apresentou uma melhora, mas isso não foi suficiente para ganhar a competição, o que deixou os dirigentes irritados.

Mas Juary estava se destacando, mesmo com a equipe não conseguindo jogar como a diretoria e os torcedores queriam. Ainda em 1977, o Santos foi convidado para disputar a Copa Cidade de São Paulo, junto com Palmeiras, Corinthians e Atlético de Madrid.

O Santos foi para a final e enfrentou o Atlético de Madrid. Na final, um lance marcou a carreira de Juary. O zagueiro Luís Pereira, considerado um dos maiores jogadores da sua posição no Brasil, era titular da equipe espanhola, e acabou fazendo graça na frente do atacante, mas perdeu a bola e Juary marcou o gol que abriu o placar. Porém, o Atlético conseguiu virar e ficar com o título. Mas as capas dos jornais espanhóis só falavam do lance do primeiro gol, falando sobre o erro bisonho do grande zagueiro e da coragem do “menino”.

Em 1978, a equipe novamente voltou a ter irregularidades, não conseguindo brigar pelo título do Campeonato Brasileiro, e isso pressionou os jogadores. Mas no meio do ano, teve a parada para a Copa do Mundo, onde a equipe ficou concentrada para voltar melhor no segundo semestre.

A estratégia deu certo, pois a equipe conseguiu fazer um grande Campeonato Paulista, sendo campeão contra o São Paulo, com Juary sendo protagonista e terminando como o artilheiro da competição com 29 gols.

Mesmo com todos os grandes desempenhos, o jogador era criticado por um motivo: não fazer gol no Corinthians. O atacante tinha azar quando enfrentava o rival, e não conseguia marcar. Mas seu desempenho era muito bom, então acaba que a pressão amenizava para o seu lado. Em 1979 foi convocado para a Copa América, o que premiou seu início de carreira muito bom.


Juary continuou fazendo grandes jogos, mas o Santos manteve sua irregularidade e isso também o prejudicou. Por isso, em 1980, a diretoria resolveu vendo-lo para o futebol mexicano, pelo motivo de não fazer gols no Corinthians.

Mas sua história no clube não terminou aí, ele ainda voltou em 1992, depois de ter rodado pelo futebol europeu. Porém, teve uma passagem apagada e sem grandes destaques, deixando o clube no ano seguinte.

Rubens Minelli e seu tricampeonato brasileiro como treinador

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Minelli foi tricampeão brasileiro como treinador

Muito lembrado por ter sido o primeiro treinador a conquistar três títulos de Campeonato Brasileiro consecutivos, Rubens Francisco Minelli, ex-jogador e treinador, está completando 94 anos nesta segunda-feira, dia 19 de dezembro de 2022. Ele conseguiu tal feito comando o Internacional em 1975 e 1976, enquanto em 1977, foi a vez de Minelli levar o São Paulo a conquista da principal competição de âmbito nacional. Essa marca só foi ser igualada por Muricy Ramalho em 2006, 2007 e 2008, treinando o Tricolor Paulista.

A trajetória de Rubens no futebol começou quando ele atuava dentro das quatro linhas, mas acabou tendo de encerrar a sua carreira depois de sofrer uma grave fratura na perna. Sua saída para continuar trabalhando no desporto mais popular no território brasileiro foi iniciar a sua vida como treinador em times universitários já no fim da década de 50. 

Não demorou muito para Minelli chegar ao XV de Jaú, seu primeiro time profissional aparecendo na condição de técnico, e foi crescendo até 1968, quando assumiu o comando do Palmeiras. No Verdão conquistou os seus primeiros troféus: o Troféu Ramón de Carranza, vencido em uma excursão pela Europa, e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ambos em 69. 

Rumou para o Inter em 1974, depois de treinar a Portuguesa campeã paulista juntamente com o Santos em 1973 e passar rapidamente pelo Rio Preto. No comando do Colorado, Rubens começou a moldar a base do time gaúcho que, com o tempo, passaria a contar com jogadores como Falcão, Figueroa e Paulo César Capergiani. No clube de Ases Celeiro, não só fez o time jogar de um modo encantador, como foi tricampeão gaúcho em 1974, 1975 e 1976, e também bicampeão brasileiro em 1975 e 1976. 

Deixou o comando do Inter em 1976 e assumiu a vaga de treinador do São Paulo. No Tricolor Paulista, levou um time de muita vontade e determinação e que contava com Waldir Peres, Dario Pereyra, Zé Sérgio e Mirandinha no seu bom plantel. Justamente naquela edição do Brasileirão, o clube do Morumbi não entrou como o grande favorito na grande decisão, uma vez que teria de enfrentar um fortíssimo Atlético Mineiro. Porém, a equipe paulistana não se acovardou e bateu o Galo, que fez uma excelente campanha ao longo do campeonato, na disputa de pênaltis e ficou o título brasileiro de 1977.


Após treinar o Internacional e o São Paulo, Minelli comandou vários clubes até o final dos anos 1990, período em que encerrou a sua carreira de treinador. Assim que parou de ficar no banco de reservas, começou a trabalhar como diretor de futebol em algumas equipes, e posteriormente, ainda foi comentarista na televisão.

45 anos do recorde de público do Morumbi

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

A torcida corintiana invadiu o Morumbi no dia 9 de outubro de 77

Neste domingo, dia 9 de outubro de 2022, se completam 45 anos do jogo de volta da decisão do Campeonato Paulista de 1977, disputado entre Corinthians e Ponte Preta. Este duelo ficou marcado por vários fatores, sendo que um deles, foi o total de 146.082 torcedores que compareceram as arquibancadas do Morumbi e registraram o maior público da história da praça esportiva.

Na ocasião, a torcida alvinegra apareceu em massa ao estádio porque o Timão já havia triunfado na primeira partida pelo placar magro de 1 a 0 e havia muita expectativa para conquistar a competição estadual. Isso porque, o clube do Parque São Jorge vivia um jejum de 23 anos sem vencer um título importante.

Para este embate, a equipe comandada pelo treinador Oswaldo Brandão foi a campo com Jairo; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Ruço, Basílio, Luciano e Palinha; Geraldão e Romeu. Jogadores como Adãozinho e Vaguinho foram introduzidos ao longo da partida.

Do outro lado, a Macaca, que era treinada por Zé Duarte, entrou ao relvado com Carlos (que posteriormente passou pelo próprio Coringão); Jair Picerni (que viria a treinar o Timão), Oscar, Polozzi, Odirlei, Vanderlei, Marco Aurélio, Lúcio, Dicá, Rui Rei (outro atleta que se tornou atleta do time Alvinegro) e Tuta.  Aqui, Helinho e Parraga entraram no decorrer do jogo.

Este confronto terminou com vitória pontepretana pelo placar de 2 a 1. Naquela oportunidade, Vaguinho fez o gol do Corinthians, enquanto Dicá e Rui Rei anotaram os tentos da Ponte Preta. Tal resultado obrigou um terceiro embate entre estas duas equipes, que foi realizado quatro dias após o segundo duelo.


Desta vez, com um público menor (cerca de 86.677 pagantes), paulistanos e campineiros ficaram frente a frente novamente. O duelo terminou com triunfo corintiano por 1 a 0, graças ao gol marcado por Basílio. Há boatos que dizem que muitos torcedores do Timão deixaram de ir ao que acabou sendo último jogo do campeonato, por medo de uma nova derrota e a consequente perda do título, que valia muito para a equipe naquele momento.

Roger Milla, ídolo camaronês, e seu início de carreira na Europa pelo Valenciennes

Foto: arquivo

Roger Milla defendendo o Valenciennes

Um dos grandes jogadores da história da África completa 70 anos hoje. Albert Roger Mooh Miller, mais conhecido como Roger Milla, nasceu em Yaoundé, em Camarões, no dia 20 de maio de 1952. O atacante era muito, surgiu na África com grandes atuações, assim chegou na Europa e logo após foi para a Seleção Camaronesa.

O jogador saiu do seu continente com 25 anos para atuar na França, não chegou para atuar em uma grande equipe, pelo contrário, foi para uma equipe pequena e de pouca expressão, o Valenciennes, em 1977, mas isso seria uma porta de entrada para o centroavante conseguir chegar em grandes equipes.

Roger começou a se destacar em pouco tempo na França, tanto que conseguiu chegar a sua seleção. O atacante tinha um faro de gol impressionante, tinha uma qualidade fora do normal, era um grande camisa 9 e por isso foi se tornando destaque da pequena equipe Francesa.

A equipe não disputava título, isso prejudicava um pouco o grande jogador, mas ele ainda era jovem e estava apenas começando sua carreira na Europa. O centroavante sabia que com grandes atuações ele poderia chamar atenção de clubes maiores e, aí sim, conseguir se campeão.

Roger Milla ficou duas temporadas na equipe e já deixou a equipe para atuar em uma equipe de maior expressão, que era o Mônaco. Ainda não era a principal a equipe, mas ele já tinha conseguido subir um patamar com as suas grandes atuações pela equipe do Valenciennes.


Além de fazer boas atuações por clubes, o centroavante fez uma história lindíssima pela seleção, levando o Camarões a uma quartas de finais de Copa do Mundo, nenhuma seleção africana tinha conseguido até o momento. Além disso, no Mundial dos Estados Unidos ele entrou de vez para a história das Copas, se tornou o jogador mais velho a marcar um gol na competição. O centroavante marcou o gol de honra contra a Rússia, quando Camarões perdeu por 6 a 1.

Basílio e o gol que tirou o Corinthians da fila em 1977

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Basílio fez o gol que tirou o Corinthians da fila

Nascido na capital paulista neste mesmo dia em 1949, João Roberto Basílio, popularmente conhecido apenas como Basílio ou Pé-de-Anjo, está completando 73 anos de idade nesta quinta-feira, dia 4 de fevereiro de 2022. Por isso, hoje vamos relembrar o gol do título paulista de 77 marcado por ele, tirando assim o Corinthians da fila.

Na época, a torcida alvinegra estava com saudades de ver seu time levantar um troféu. Afinal, o Timão ficou 23 anos consecutivos sem conquistar um título. Porém, a vez da nação corintiana rever sua equipe vencendo um campeonato estava chegando.

Naquele ano, o estadual tinha um formato bem diferente do que este que conhecemos hoje. O Corinthians já havia vencido o segundo turno, que era conhecido como Taça Governador do Estado de São Paulo, mas ainda precisaria disputar a grande decisão, já que terminou na liderança do grupo F na terceira fase. Na chave E, a Ponte Preta terminou na liderança.

Após vencer o primeiro jogo por 1 a 0 e perder a segunda partida por 2 a 1 de virada, tanto Corinthians quanto Ponte Preta precisariam vencer o terceiro confronto para ficar com o título paulista. Pelo lado do clube do Parque São Jorge, tinha uma grande pressão para a conquista.

Era dia 13 de outubro de 77 e o Morumbi estava recebendo 86.677 pagantes nas arquibancadas. Foi justamente neste último embate, data e local, que Basílio, o Pé-de-Anjo, apareceu de forma contundente para levar o Estádio Cicero Pompeu de Toledo, que estava pintado de preto e branco, ao delírio.

O jogo estava muito disputado. Apesar de ter perdido Rui Rei, que foi expulso por reclamação no decorrer da partida, a Ponte Preta criava oportunidades e assustava a meta do Corinthians. Porém, com 36' de bola rolando na etapa complementar, o Timão abriu o placar. Zé Maria fez um bom levantamento na área, o Pé de Anjo cabeceou para Waguinho, que emendou uma bomba no travessão e a bola ainda sobrou no meio da grande área. Wladimir aproveitou para desviar de cabeça no rebote, mas a bola acabou parando na marcação. Na sobra, a bola finalmente parou no pé do meia, que estufou as redes do Morumbi e levou a nação alvinegra ao delírio.


Este gol de Basílio foi eleito pela torcida própria torcida corintiana como o tento mais importante da história do clube. Até porque foi graças ao Pé-de-Anjo que o time quebrava o maior jejum de títulos da sua vasta história.

O chute no bandeirinha que tirou Serginho Chulapa da Copa de 1978

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo



Serginho Chulapa agrediu o auxiliar e ficou 14 meses suspenso

Com 242 gols anotados em 399 partidas disputadas e maior artilheiro da história do São Paulo, Sérgio Bernardino, popularmente conhecido como Serginho Chulapa ou apenas Serginho, está completando 68 anos de idade nesta quinta-feira. Por isso, neste dia 23 de dezembro de 2021, iremos relembrar o episódio polêmico quando o jogador agrediu o auxiliar em um jogo do Tricolor Paulista.

Esse momento de muita confusão aconteceu no dia 12 de fevereiro do ano de 1978, mas ainda era uma partida válida pelo Brasileirão de 1977. Nesta data, o São Paulo estava enfrentando o Botafogo de Ribeirão Preto, no estádio Santa Cruz, localizado no interior paulista.

Naquela ocasião, Serginho marcou um gol no apagar das luzes, mais precisamente aos 45 minutos de bola rolando no segundo tempo, mas acabou sendo prontamente anulado. Nervoso por seu tento que poderia da a vitória ao time do Morumbi ter sido invalidado, o centroavante correu na direção do auxiliar Vandevaldo Rangel junto de outros companheiros de time.

Enquanto os demais jogadores do São Paulo cercavam o bandeirinha, Chulapa se posicionou atrás dos atletas tricolores que também estavam reclamando da anulação do gol, e deu um chute na canela de Vandevaldo. Logo depois da agressão, o auxiliar começou a reclamar de dor e pular em uma perna só. De pronto, os companheiros de Serginho o afastaram da confusão.

Para se eximir da culpa e negar a agressão, o artilheiro Tricolor alegou que algum torcedor teria arremessado algum objeto das arquibancadas para acertar Rangel. Porém, este argumento acabou não convencendo ao árbitro Oscar Scolfaro, que relatou a agressão na súmula, e muito menos ao Tribunal, que o puniu com 14 meses de afastamento. Esta partida entre a Pantera e o Tricolor Paulista empataram em 1 a 1, com o gol da equipe tendo sido marcado por Sócrates


Por conta deste episódio, Serginho Chulapa, que já era quase uma certeza dentre os convocados para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1978, teve de cumprir suspensão de um ano e ficou de fora do Mundial que seria disputado em solo argentino. Além disso, o atacante não pôde disputar a final do Campeonato Brasileiro de 1977 diante do Galo, na qual o clube paulista conquistou o título.

Há 44 anos, Timão vencia Ponte Preta e gritava campeão depois de quase 23 anos

Com informações do Corinthians
Foto: José Pinto / Placar

Basílio foi eternizado na história corinthiana

Há 44 anos, o Corinthians encerrava o maior jejum de sua história. Mais de 86 mil torcedores estiveram no Morumbi no dia 13 de outubro de 1977 para o terceiro jogo da decisão do Campeonato Paulista. Com gol antológico de Basílio, o Timão se sagrou campeão depois de quase 23 anos sem conquistas.

Na primeira partida da decisão, o Timão venceu a Ponte Preta por 1 a 0, com gol de Palhinha. No segundo jogo, a Fiel alcançou o recorde de público no Morumbi com mais de 146 mil pessoas e conseguiu sair na frente do adversário com gol de Vaguinho, mas sofreu a virada que forçou o terceiro e decisivo confronto.

Para a terceira partida, o Timão do treinador e ídolo Oswaldo Brandão foi a campo com: Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio, Luciano, Vaguinho, Geraldão e Romeu.

O jogo começou truncado e faltoso. Logo no início, aos 16 minutos, Rui Rei, craque da Ponte Preta, foi expulso. Apesar do Timão ter um a mais em campo, o jogo continuou com chances para os dois lados.

Na segunda etapa o Corinthians pressionou e criou mais chances, mas não conseguia sair do empate. Até os 36 minutos do segundo tempo, quando Zé Maria cobrou uma falta na área e Basílio desviou de cabeça deixando a sobra da bola nos pés de Vaguinho que chutou na trave. No rebote, Wladimir de cabeça quase marcou, mas o zagueiro da Ponte tirou a bola de cima da linha, até que sobrou para Basílio chutar de primeira e explodir a torcida corinthiana em todo o país.


Foram 22 anos e oito meses de apoio incondicional da torcida, que não à toa se chama Fiel. O gol de Basílio, um dos mais importantes da história do clube, eternizado de diversas formas pelo corinthiano, e a paixão da torcida estão eternizados na história do clube.

Há 44 anos, um Corinthians x Ponte Preta obtinha o maior público da história do Morumbi

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo Placar

Corintianos dominaram o Morumbi naquele 9 de outubro de 1977

No dia 9 de outubro de 1977, Corinthians e Ponte Preta se enfrentaram pelo segundo jogo da final do Campeonato Paulista diante de 146.082 torcedores. O público presente na decisão é o maior da história do estádio do Morumbi. Naquele dia, a Macaca levou a melhor, venceu por 2 a 1 e adiou o título do Corinthians, que na terceira partida conquistou a taça.

Na ocasião, a equipe corinthiana entrou em campo com Jairo; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Ruço, Basílio, Luciano e Palinha; Geraldão e Romeu. Adãozinho e Vaguinho entraram no segundo tempo do time comandado pelo técnico Oswaldo Brandão.

Já a Ponte Preta jogou com Carlos (que depois jogou pelo Corinthians); Jair Picerni (que foi treinador do Timão), Oscar, Polozzi, Odirlei, Vanderlei, Marco Aurélio, Lúcio, Dicá, Rui Rei (outro que atuou pelo Alvinegro depois) (Helinho) e Tuta (Parraga). O técnico era Zé Duarte.

Após vencer o primeiro confronto da final estadual daquele ano, o Timão estava próximo de encerrar o jejum de quase 23 anos sem títulos de grande importância. Empolgada, a Fiel lotou o estádio do Morumbi, esperando para comemorar a tão aguardada conquista.


O resultado esperado não veio, e a vitória da Ponte Preta por 2 a 1 levou a decisão para o terceiro jogo. Porém, o recorde de público no Morumbi foi batido. Quatro dias depois, com um público menor (muitos corintianos ficaram com medo de uma tragédia e não foram no Morumbi, que teve público de 86.677 pagantes) o eterno gol de Basílio fez a Fiel soltar o grito de campeão paulista, entalado na garganta desde 1954.

Há 44 anos, o Rei Pelé se despedia do futebol...

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Pelé, em sua despedida, sendo carregado pelos jogadores

Neste dia 1º de outubro de 2021, se completam 44 anos que o Rei Pelé pendurou as chuteiras. O último jogo do craque da camisa 10 e tri campeão do mundo com a seleção brasileira aconteceu no Giants Stadium em Nova Iorque no ano de 1977. Curiosamente, perto de completar mais um aniversário de sua despedida do desporto, o eterno ídolo do futebol brasileiro recebeu alta do Hospital Albert Einstein neste dia 30 de setembro após ficar um mês internado.

A partida amistosa entre New York Cosmos e Santos, conhecidas como as únicas equipes que o craque defendeu ao longo de sua carreira, foi uma verdadeira festa. No Alvinegro Praiano, Pelé jogou maior parte de sua carreira. Já na equipe norte-americana, o Rei passou seus últimos anos como jogador de futebol profissional. Por isso, o camisa 10 jogou a primeira metade do jogo amigável com a camisa do time nova iorquino e na segunda parte, ele trocaria de lado para defender as cores do clube que o consagrou para o mundo do futebol.

No Brasil, a TV Tupi, em conjunto com a TVS (atual SBT), retransmitiram a partida com o sinal da ABC. A narração da partida ficou por conta de Walter Abrahão, que sempre que estava no comando das transmissões de jogos do Peixe com presença de Pelé, apenas se dirigia ao Rei como "Ele".

Debaixo de uma chuva fina em Nova York, duas equipes muito boas estariam frente a frente para proporcionarem um grande espetáculo, uma vez que o mundo inteira parou para acompanhar aquela que seria a última partida do maior jogador de futebol de todos os tempos como profissional. De um lado, o Cosmos vinha com uma seleção mundial, já que além de Pelé, contava também com outro grandes atletas como Rildo, Chinaglia, Carlos Alberto Torres e Beckenbauer. Do outro, o Santos já tinha alguns jogadores que seriam a espinha dorsal do time que conquistou o título do Campeonato Paulista de 1978. Eram eles: Ailton Lira, Joãozinho e Nilton Batata.

No primeiro tempo, o Alvinegro Praiano começou melhor e conseguiu abrir o placar na marca dos 14'. O Peixe aproveitou erro grave do goleiro Messing na saída de bola com um linha de passe avançada. Reinaldo, que se encontrava sozinho, apenas arrematou para o fundo das redes do Cosmos. Já nos 42' de bola rolando na primeira etapa, a equipe da casa teve uma falta de longa distância a ser batida. Pelé pegou a bola, ajeitou-a com carinho, tomou distância e na cobrança, acertou uma finalização forte no canto esquerdo do gol defendido por Ernani para igualar o marcador. Esse ficou conhecido como o único gol do craque da camisa 10 em seu ex-time. Desta maneira, a primeira etapa foi encerrada com o empate em 1 a 1.

Já nos últimos 45 minutos minutos de carreira, o Rei trocou a camisa verde pela branca e aquela seria a última vez que o craque jogaria com o manto do time brasileiro. No final da história, o tri campeão mundial pela Amarelinha acabou não tendo sua última 'passagem' muito feliz, já que nos primeiros movimentos da etapa final, Ramon Miflin marcou o gol da virada do time norte-americano e o placar persistiu na vitória do Cosmos por 2 a 1 sobre o clube santista.

Após o apito final, a festa continuou. Pelé pegou o microfone e falou três vezes a palavra "Love", que significa 'amor' em inglês. Este ato se tornou uma música de Caetano Veloso. Era uma homenagem ao craque que se despedia do futebol aos 36 anos de idade. Após esta partida, o tri campeão mundial ainda disputou alguns jogos festivos, mas especificamente neste dia 1º de outubro de 1977, foi sua última partida como atleta profissional.


ALTA DO HOSPITAL -
Internado desde o dia 30 de agosto, Pelé recebeu alta do Hospital Albert Einstein em São Paulo. Fazendo exames de rotina de 2020 que haviam sido adiados por conta da Pandemia de Covid-19, os resultados apontaram que o ex-jogador estava com tumor no cólon direito. O ex-jogador precisou passar por um procedimento cirúrgico para a retirada do tal. A alta aconteceu exatamente um dia antes de completar 44 anos de seu último jogo de futebol como jogador de futebol profissional.

Artilheiro do Corinthians na quebra do tabu em 77, Geraldão completa 72 anos

Com informações do Corinthians
Foto: José Pinto / Placar

Foram 280 jogos e 90 gols de Geraldão pelo Timão

Um dos grandes ídolos da história do Corinthians completa mais um ano de vida neste domingo (25). O goleador Geraldo da Silva, mais conhecido como Geraldão, comemora 72 anos de idade, tendo seis deles de serviços prestados com a camisa alvinegra.

Nascido em 25 de julho de 1949 na cidade de Álvares Machado, no interior do estado de São Paulo, Geraldão deu os primeiros passos no futebol profissional pelo Botafogo paulista e se destacou no clube, sendo inclusive artilheiro do Paulistão de 1974. Na época, ele fez dupla de ataque com um jovem Sócrates na equipe de Ribeirão Preto.

O atacante chegou ao Timão em 1975 e rapidamente se adaptou ao time, sendo titular como centroavante. Dois anos depois, fez 24 gols e foi o artilheiro alvinegro na campanha do Campeonato Paulista de 1977, conquistado pelo Corinthians, colocando fim ao jejum de quase 23 anos do clube sem títulos. 


Geraldão defendeu o manto sagrado alvinegro até 1981, participando também da conquista do título paulista de 1979. Ao todo, foram 280 jogos, com 90 gols marcados. O jogador ainda defendeu Juventus, Internacional, Colorado, Mixto, Francana, Corinthians de Presidente Prudente, Itararé, União Valinhos e Garça.

Há 44 anos, Corinthians fazia seu primeiro jogo na Copa Libertadores

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo

Corinthians saiu na frente, mas cedeu o empate ao Inter em sua estreia na Libertadores de 1977

Há 44 anos, o Corinthians disputava pela primeira vez um jogo da Copa Libertadores da América. A equipe alvinegra fazia a sua estreia na competição continental de clubes em 3 de abril de 1977, no Morumbi, em São Paulo, após se classificar para o torneio sendo o vice-campeonato brasileiro do ano anterior.

Na ocasião, o Timão encarou o Internacional pela fase de grupos. Para este duelo, o treinador Oswaldo Brandão escalou o Corinthians da seguinte forma: Jairo; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo, Wladimir; Givanildo, Basílio, Palhinha; Vaguinho, Edu e Geraldão. Ruço e Lance entraram no decorrer do duelo.

No duelo, o Corinthians não demorou muito tempo para abrir o placar. Zé Maria tabelou no meio-campo e invadiu a área adversária. Após trombar com o goleiro do Internacional, o lateral direito do Timão ficou com a bola e chutou com o gol vazio aos 15 minutos. Porém, no segundo tempo a equipe do Internacional reagiu e deixou tudo igual. Aos 11 minutos da etapa final, Vacaria marcou para a equipe gaúcha colocando números finais no jogo.

Foi apenas a primeira participação alvinegra na competição. Com duas vitórias, um empate e três derrotas, o Corinthians fez apenas cinco pontos e foi o terceiro do Grupo 3, vendo o Internacional se classificar e ficando atrás do El Nacional, estando à frente apenas do Deportivo Cuenca.


O Timão voltou a disputar o torneio apenas em 1991, ao garantir a vaga depois do título brasileiro de 1990. Sua grande participação foi em 2012, quando, como campeão nacional do ano anterior, conquistou o título invicto ao derrotar o Boca Juniors na final, com um empate por 1 a 1 no jogo de ida, na Argentina, e uma vitória por 2 a 0 no Pacaembu na partida de volta.

Maradona e a sua estreia pela Seleção Argentina

Por Pablo Lisotto / La Nación / Tradução: O Curioso do Futebol
Foto: arquivo La Nación

Maradona, novo, estreando pela Seleção Argentina

Faltavam poucos minutos para as 19h30 do domingo, 27 de fevereiro de 1977. Foi então que, apenas 13 dias após o Dia dos Namorados argentino, uma história de amor começou: a de Diego Maradona e a camisa da Albiceleste.

"Maradona! Maradona! Vamos!" César Luis Menotti deveria ter chamado Diego duas vezes, que fazia o aquecimento com os companheiros de um lado da linha de limão da Bombonera. A seleção argentina já goleou a Hungria por 5 a 1 e o treinador decidiu que era o momento certo para fazer sua estreia para o garoto de 16 anos e 4 meses, que apenas 130 dias antes fizera sua estreia no primeiro Juniors argentinos. Sem saber, ele estava escrevendo um capítulo fundamental na história do futebol.

"Prepare-se para entrar". Com aquela frase curta, El Flaco conseguiu sacudir o menino. Ele se sentia confiante, mas quando ouviu o primeiro "Maradoooooo" das arquibancadas, suas pernas tremeram e a emoção o dominou. Sentira algo semelhante dias antes, quando o DT o convocou ao hotel "Los Dos Chinos", onde se concentrava a seleção principal, e lhe disse que se o jogo contra os húngaros o permitisse, ele iria colocar por alguns minutos.

“Você vai entrar pelo Luque. Faça o que sabe, tenha calma e ande pelo campo”, foi a última indicação que recebeu antes de entrar no segundo tempo de 20 minutos.

"O que ele sabe" foi exatamente o que Pelusa fez, mesmo a anos-luz de ser rebatizado de El Diego ou D10S. Naqueles poucos minutos frente aos húngaros e em tudo o que se seguiu depois, nos 91 jogos teve que defender essas cores, com as quais comemorou 34 golos. Ele sempre fez "o que sabe".

Seu primeiro contato com a bola foi quase instantâneo: Hugo Gatti arrancou do gol, Américo Gallego recebeu e passou para ele. O garoto, com um cabelo preto encaracolado que cobria a testa, capacitou René Houseman. Não era um gol, mas ajudou Diego a se livrar da ansiedade. Com o nº 19 nas costas, recebeu a primeira grande ovação de pé.

"Em cada intervenção ele justificou sua inclusão no elenco da seleção argentina. Apesar da juventude, ele tocou na bola com sabedoria e com bom senso deu passes profundos e precisos", destacou o lornal La Nación, no dia seguinte.

Os times europeus costumavam jogar esporadicamente na Argentina. A série internacional de 1977, realizada inteiramente na Bombonera (enquanto o Monumental e o Amalfitani foram remodelados para a Copa do Mundo de 1978), começou com o amistoso contra os húngaros e depois contou com a presença da Polônia (3-1), Alemanha Ocidental (1-3), Inglaterra (1-1), Escócia (1-1), França (0-0), Iugoslávia (1-0) e Alemanha Oriental (2-0).


Algum tempo depois, com as mesmas cores no peito, Diego se frustrou por ter sido excluído do time que conquistou a Copa do Mundo de 78; foi expulso por um golpe tremendo ao brasileiro Batista na Espanha 82; Ele voou para o infinito e além para vencer o salto de Peter Shilton com a Mão de Deus por 1 a 0 e se disfarçou como Mozart, Beethoven, Picasso, Dalí ou todos eles juntos para construir o gol mais bonito da história contra os ingleses do mundo Copos; levantou a Taça no México 86; chorou de impotência depois de perder a final da Itália 90; gritou para a câmera e para todo o planeta que estava mais vivo do que nunca depois do gol contra a Grécia, nos Estados Unidos 94 e, em sua última partida oficial com a camisa argentina, sorriu para a mão de uma enfermeira loira pouco antes deles cortou as pernas dele em Boston.

Como em qualquer outro romance, o caminho das rosas também teve seus espinhos. Mas nada e ninguém será capaz de romper esse relacionamento. Porque grandes amores duram uma vida inteira .

O Juventude no Brasileirão de 1977

Foto: arquivo

Em pé: Alcione, Alcir, Valmir Louruz, Edson Gaúcho, Tonhão, Vandeir e Jesus
Agachados: Jorge Anadon, Cacau, Assis, Badeco, Celso Roth e Renato Cuoco

Os jogos sob neblina no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, estarão de volta no Campeonato Brasileiro da Série A em 2021. O Juventude conquistou o acesso para a elite do futebol nacional ao vencer o Guarani, por 1 a 0, na sexta-feira. Porém, a primeira vez em que o Papo disputou o Brasileirão foi em 1977.

Muitos pensam que a primeira Série A do Juventude foi em 1995, quando o clube tinha uma forte parceria com a empresa de laticínios italiana Parmalat. Foi uma fase de ouro do Papo, que conquistou o Gaúcho de 1998 e a Copa do Brasil no ano seguinte. Porém, participação na elite foi antes, em 1977.

Depois de um quarto lugar no Gauchão, o Juventude acabou ficando com uma das 62 vagas no Brasileirão de 1977. Eram momentos diferentes do campeonato nacional, onde a frase "onde a Arena vai mal, mais um clube no nacional. Onde a Arena vai bem, mais um clube também", em alusão ao partido que os envolvidos na ditadura militar faziam parte, ficou famosa, a competição era inchada.

Mas vamos ao futebol. O Juventude ficou no Grupo A, ao lado de Avaí, Caxias, Coritiba, Dom Bosco, Grêmio, Grêmio Maringá, Internacional, Joinville e Operário de Campo Grande. O incrível é que a tabela não foi nada amistosa para o Papo, que fez os primeiros quatro jogos na competição fora de casa.

A estreia foi em 23 de outubro, com uma derrota por 2 a 0 para o Grêmio. Em seguida, o Juventude perdeu para o Operário, por 1 a 0. Ainda atuando como visitante, o Juventude venceu o Coritiba, por 2 a 1, e empatou em 0 a 0 com o rival Caxias.

Depois, veio uma sequência de três jogos em casa: vitória por 1 a 0 sobre o Avaí, empate em 2 a 2 com o Dom Bosco e derrota por 1 a 0 para o Inter. Em seguida, o Juventude atuou novamente como visitante e foi derrotado pelo Joinville, por 1 a 0. No último jogo, vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio Maringá.


Apesar do triunfo no jogo final da primeira fase, o Juventude não conseguiu avançar, pois apenas os cinco primeiros avançavam para a segunda fase e o Papo ficou em sexto. Porém, ainda havia uma segunda chance na repescagem.

O Grupo era o E, ao lado dos outros times que não avançaram na mesma chave na primeira fase. E o Papo estreou fazendo 3 a 0 no Coritiba. Depois, empatou com o Caxias, em 1 a 1, perdeu para o Avaí, por 2 a 1, e encerrou batendo o Dom Bosco, fora de casa, por 1 a 0. Porém, apenas o primeiro avançava e o Juventude ficou em segundo, vendo o rival Caxias avançando.

Ao fim, o Juventude ficou em 42º no geral, tendo feito 13 jogos, com cinco vitória, três empates e cinco derrotas. O Papo ainda disputaria a elite do Brasileirão nos anos de 1978 e 1979, voltando em 1995, em uma série que durou até 1997.

Ruy Rey e a polêmica expulsão na final do Paulistão de 1977

Foto: arquivo

Dulcídio expulsando Ruy Rey no terceiro e decisivo jogo do Paulistão de 1977

O torcedor do futebol é totalmente passional e um jogador pode passar de herói para vilão em pouco tempo. Quem sofreu com isto foi Ruy Rey, que está completando 68 anos neste 17 de janeiro, atacante da Ponte Preta na final do Paulistão de 1977, contra o Corinthians. Ele fez o gol da vitória no segundo jogo, que deixou a Macaca perto da taça, mas acabou sendo expulso no terceiro confronto, onde o Timão sagrou-se campeão.

Corinthians e Ponte Preta disputaram três jogos das finais de 77, sendo todos no Morumbi. No primeiro, em 5 de outubro, o Timão venceu por 1 a 0, gol de Palhinha, ainda no primeiro tempo. Na segunda partida, quatro dias depois, a Ponte deu o troco, vencendo por 2 a 1. Dicá abriu o placar para o time campineiro, mas Vaguinho empatou.

Porém, Ruy Rey fez a torcida da Macaca explodir de felicidade com um gol aos 38 minutos da segunda etapa, dando a vitória à Ponte Preta e deixando o time bem perto do primeiro título paulista de sua história. Ruy Rey tinha virado herói!

Porém, como dissemos no começo, o futebol pode pregar peças e Ruy Rey foi de herói a vilão de um jogo para outro. No 13 de outubro de 1977, novamente Ponte Preta e Corinthians se enfrentavam e aí veio o calvário do atacante pontepretano.

Aos 16 minutos de partida, lançado em profundidade, Ruy Rey dividiu a bola com Moisés e viu a arbitragem assinalar falta. O atacante da Ponte Preta já estava com a cabeça quente com Dulcídio Wanderley Boschillia, que o chamava de "macaquinho" como mera provocação. Inconformado com a decisão, xingou o juiz com vontade. Acabou expulso.


Com um jogador a menos, a Ponte Preta até tentou segurar a pressão corintiana. Porém aos 36' do segundo tempo, Basílio fez o gol que deu o título ao Corinthians. É claro que os torcedores pontepretanos acharam um culpado pela derrota: Ruy Rey.

Aquela expulsão mudou a carreira de Ruy Rey. Ele passou a conviver com a acusação de ter forçado o cartão vermelho para facilitar a vitória do Corinthians, time pelo qual viria a jogar meses depois. Ruy Rey sempre negou o fato, mas a fama acabou atrapalhando a carreira do jogador.

Rubens Minelli - O primeiro tricampeão da era Campeonato Brasileiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Rubens Minelli foi tricampeão brasileiro como treinador

Em qualquer campeonato dos mais badalados do mundo, ganhar três títulos m sequência é um feito admirável para um treinador. Ao redor do mundo, nas mais diversas ligas, foram pouquíssimos os que conseguirem tal feito. O primeiro a conseguir tal feito no Brasil na era Campeonato Brasileiro (após 1971) e segundo após a unificação foi Rubens Minelli, que completa 92 anos neste dia 19 de dezembro.

Minelli chegou a jogar futebol, mas teve sua carreira interrompida por uma fratura na perna. Iniciou a trajetória como treinador em times universitários, no final da década de 1950. Pouco depois, iniciou trajetória profissional comandando o XV de Jaú e foi ascendendo na carreira até chegar ao Palmeiras, em 1968. Foi no Verdão que teve sua primeira grande conquista na carreira, quando além do Troféu Ramón de Carranza excursionando pela Europa, conquistou um título do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1969. 

Nos anos 1970, após um campeonato paulista na Lusa dividido com o Santos e uma curta passagem pelo Rio Preto, chegou ao Inter em 1974. Minelli começou a moldar um histórico time colorado que contaria com nomes como Falcão, Figueroa e Paulo César Capergiani. Em Porto Alegre, fez com que a equipe jogasse um futebol que encantou o país e ganhou em 1975 e 1976 dois títulos seguidos do Campeonato Brasileiro. 

Acabou, porém, deixando o Inter em 1976. Conquistou ainda outros três campeonatos gaúchos a serviço do Colorado. Foi para o São Paulo. No Tricolor, comandou um time que era mais voluntarioso e raçudo, contando com destaques de Waldir Peres, Dario Pereyra, Zé Sérgio e Mirandinha. Naquele Brasileirão, o Tricolor entrou como franco atirador diante de um favorito Atlético Mineiro, dono de uma campanha espetacular na competição, mas derrotou o Galo nos pênaltis e calou o Mineirão, saindo com o título brasileiro de 1977. Com essa conquista, igualou um feito que só Muricy conseguiria depois dele: conquistar três títulos brasileiros seguidos.


Minelli ainda passou por diversos clubes ao longo da carreira de treinador, que se estendeu até o final dos anos 1990. Depois de deixar o banco de reservas, passou a atuar como diretor de futebol em algumas equipes e após isso ainda foi comentarista, largando o batente apenas próximo ao ano de 2010.
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