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O milagre de Berna na Copa do Mundo de 1954

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Seleção Alemã comemorando

Há 69 anos, o futebol alemão marcava um dos maiores momentos de sua história, que ficou conhecido como ‘O milagre de Berna’. No dia 4 de julho de 1954, teve a final da Copa do Mundo, que foi entre Alemanha Ocidental e Hungria, em um momento de reconstrução após a Segunda Guerra Mundial.

Era a primeira Copa com cobertura da televisão, o que dava uma expectativa maior para todos. Era tudo muito novo, ainda mais com a reconstrução após a Segunda Guerra Mundial. A Alemanha estava pegando os cacos, e vencer a competição daria uma grande felicidade ao seu povo.

A final ocorreu no dia 4 de junho, e tinha uma grande expectativa, principalmente por parte dos húngaros, que vinham de 32 jogos sem perder e sendo o grande favorito para a decisão.

Com mais de 60 mil pessoas no Estádio Wankdorf, em Berna, e todos com uma grande expectativa. Com um amplo favoritismo da Hungria, que já havia vencido os alemães na primeira fase, por 8 a 3, entraria muito confiante, e tudo parecia estar a favor dos húngaros.

A partida começou com muita pressão da Hungria, que não demorou muito para abrir o placar. Aos 6 minutos, Puskás abriu o placar, mas não parou por aí, pois logo na sequência ampliou. Aos 8 minutos, Czibor fez o segundo, o que para todos parecia estar com o título mais que garantido.

O placar era muito bom, ainda mais com um grande ínicio de jogo, mas isso não desanimou o time Alemão. A equipe não demorou muito para reagir, pois logo aos 10 minutos, diminuiu o resultado com Marlock. A partida estava muito agitada, e tudo poderia acontecer.

Houveram diversas oportunidades para ambos os lados no começo. Mas, aos 18 minutos, Rahn empatou a partida. Depois de quatro gols em menos de 20 minutos, o jogo acabou dando uma acalmada e o nervosismo tomou conta para os dois lados.

Nenhuma das equipes queriam ficar sem o título, então acabou ficando um jogo mais brigado, sem grandes oportunidades. Os torcedores, times, jornalistas e todos que acompanhavam o jogo estavam tensos, pois foi uma grande final.

Aos 40 minutos, novamente Rahn, marcou o gol que deu o título para a Alemanha. Um relato emocionante, foi a narração de Herbert Zimmermann, que marcou a história: "Acabou! Acabou! Acabou! O jogo acabou! A Alemanha bate a Hungria por 3 a 2 na final em Berna!".

A conquista foi muito comemorada, ainda mais por como aconteceu, e de todos os fatos que aconteceram foram da esfera do futebol. O povo alemão comemorou muito o título.


Campanha da equipe - A Alemanha caiu no Grupo 2, que tinha a Hungria, Turquia e Coreia do Sul. Na época era feito em outro formato, havia apenas dois jogos, que era sorteado, e as equipes não se enfrentavam entre si. Os dois com melhores campanhas passaram para o mata-mata.

A Alemanha venceu a Turquia por 4 a 1, mas acabou sendo derrotado por 8 a 3 para a Hungria. Com isso,os alemães empataram na pontuação com a Turquia, e acabou tendo uma partida de desempate, que acabou com a vitória por 7 a 2.

Nas quartas de final, a Alemanha enfrentou a Iugoslávia, e venceu com tranquilidade por 2 a 0. Na semifinal, jogou contra a Áustria, e venceu por 6 a 1, passando para a grande final.

A Batalha de Berna na Copa do Mundo de 1954

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Confusão após o fim do jogo

Neste dia 27 de junho de 2023, se completam 69 anos da histórica "Batalha de Berna", que aconteceu na Copa do Mundo de 1954. O episódio aconteceu após a eliminação da Seleção Brasileira nas quartas de final do Mundial com uma derrota para a Hungria pelo placar de 4 a 2.

Antes de tudo isso, a Amarelinha já havia disputado dois jogos. Na estreia, goleou o México por 5 a 0, enquanto na segunda partida, ficou no empate em 1 a 1 com a antiga Iugoslávia.

Alguns dias depois, foi realizado o sorteio na cidade de Berna, para que os confrontos da fase seguinte fossem definidos. Quem acabou caindo no caminho do Brasil foi a Hungria, que contava com Grocsis, Boszik, Kocsis e Czibor, mas sem o craque Puskas, que não jogou porque estava se recuperando de uma contusão.

A Seleção Brasileira começou o embate um tanto quanto desligada e saiu perdendo de 2 a 0 em apenas 10 minutos de bola rolando, com gols de Hidegkuti, aos 4', e Kocsis, na marca dos 7'. Mesmo em desvantagem, os brasileiros conseguiram enfim se acalmar em certo momento, passaram a jogar de modo mais organizado, e nos 18' jogados, Djalma Santos diminuiu com um gol de pênalti. A partir daí, a equipe Canarinho equilibrou as ações e tentou pressionar, mas o 2 a 1 prevaleceu no marcador até o intervalo.

No segundo tempo, as duas seleções conseguiram chegar ao ataque com frequência, mas sem assustar as metas. Até que aos 15', foi os húngaros ampliaram para 3 a 1, com Lantos cobrando pênalti. Nos 20' Julinho recolou o Brasil no jogo marcando o segundo e pouco depois, Didi mandou uma bola na trave. Alguns minutos depois, Nílton Santos e Boszik trocaram socos e acabaram sendo expulsos. Logo em seguida, a Amarelinha desperdiçou duas excelentes chances de empatar o jogo, e recebeu o castigo aos 42', Kocsis sacramentou a vitória europeia por 4 a 2. Não muito tempo depois, Humberto Tozzi se descontrolou: deu uma voadora em Buzánszky e foi sendo expulso.

A "Batalha de Berna" começou logo após o árbitro Arthur Ellis apitar o fim da partida. Até Puskas, que apenas assistiu ao jogo das arquibancadas, foi para o gramado e participou da confusão, provocando Pinheiro na entrada do vestiário. O zagueiro brasileiro revidou, e consequentemente, acabou envolvendo todos os outros jogadores na confusão.


Maurinho cuspiu em Lantos. Um policial que entrou no campo com o intuito de apartar a briga, levou uma rasteira de Paulo Planet Buarque, radialista brasileiro, e caiu estatelado no chão. A confusão acabou se tornando algo generalizado, já que jornalistas e dirigentes entraram na briga. O técnico brasileiro, Zezé Moreira, viu um gringo vestindo um terno correndo para o vestiário e arremessou as chuteiras que Didi havia trocado durante e estavam em suas mãos no rosto daquele que era Gustavo Sebes, que ocupava o cargo de Ministro do Esporte da Hungria.

Seleção Brasileira Feminina joga bem e vence a Hungria em amistoso internacional

Por Ricardo Pilotto
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Brasil bateu a Hungria por 3 a 1

Nesta tarde de segunda-feira, dia 11, Brasil bateu a Hungria pelo placar de 3 a 1 em um amistoso internacional realizado na Pinatar Arena Football Center, em San Pedro del Pinatar, na Espanha. Esta partida serviu de preparação para a Copa América Feminina que acontecerá no mês de julho deste ano.

Na quinta-feira da última semana, dia 7, a Seleção Brasileira jogou diante da Espanha e empatou em 1 a 1 com as europeias. Já a Seleção Húngara, que havia entrado em campo pela última vez no dia 19 de fevereiro, venceu a Polônia, em amistoso, pelo placar de 2 a 1 jogando fora de casa.

Quem teve o domínio das ações por grande parte do tempo na etapa inicial foi a Amarelinha, que depois de tanto pressionar as húngaras, abriu o placar aos 12' de bola rolando com Gabi Nunes de cabeça, aproveitando cobrança de escanteio vindo da direita feito na medida. Mesmo com a vantagem no marcador, as Guerreiras continuaram pressionando e não deixaram as europeias crescerem no jogo. 

Apenas a partir dos 34', que a equipe grená começou a se soltar mais na partida e finalizaram com algum perigo pela primeira vez no jogo apenas aos 34' jogados, com chute de Vágó que passou por cima do gol defendido pela arqueira Lorena. Depois deste momento, o Brasil voltou a tomar conta das ações e continuou criando chances, mas o primeiro tempo terminou 1 a 0 para a seleção sul-americana.

Já com bola rolando na etapa complementar, a Seleção Brasileira manteve a postura ofensiva e marcou o segundo tento na partida com Bia Zaneratto, que arriscou um belíssimo chute de fora da área e marcou um golaço aos 7'. Sem tirar o pé do acelerador, o terceiro gol veio na marca dos 15', mais uma vez com Gabi Nunes aproveitando cruzamento de Adriana e mergulhando de peixinho para colocar a bola no fundo das redes.

Quando a equipe húngara conseguiu sair mais para o jogo, Csiszár acabou sendo empurrada por Ingrid na grande área e a árbitra apontou para a marca da cal. Csiki foi quem bateu a penalidade e diminuiu a vantagem brasileira na marca dos 29'. Com 31' Debinha respondeu com excelente cobrança de falta que levou muito perigo ao gol de Bíró.

Na reta final da partida, as Guerreiras persistiram em em busca do quarto gol, e quase que aos 40', Adriana deixa o seu em um chute cruzado após belíssimo contra ataque armado. Nos acréscimos, a Amarelinha ainda pressionou, mas o jogo terminou 3 a 1 a favor da Seleção Brasileira.


O próximo jogo da Seleção Brasileira Feminina está marcado para o dia 28 de junho, quando jogará ainda mais um amistoso com a Suécia, em Estolcomo. Depois deste embate com a equipe nórdica, o Brasil estreará na Copa América Feminina contra a Argentina, no dia 9 de julho. Esta partida que abrirá a participação da Amarelinha na competição será realizada no Estádio Centenário, em Montevidéu. 

Os magiares húngaros e as três finais olímpicas em sequência

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O time húngaro da Olímpiada de 1964

Recentemente, após vencer o México nos pênaltis, o Brasil atingiu sua terceira final seguida no Futebol Masculino nas Olímpiadas. Com essa marca, os Canarinhos repetem um feito que não acontecia desde a década de 1960, quando a Hungria chegou por três vezes seguidas as finais da modalidade. Obtendo dois ouros e uma medalha de prata. A marca demorou quase 50 anos para ser igualada.

O feito dos Magiares não é exatamente inédito. Anteriormente, a Iugoslávia havia chegado a quatro finais olímpicas seguidas, ganhando uma delas. No Feminino, os Estados Unidos têm cinco finais consecutivas. Porém, as finais em sequência grande são raridades em quase todos os torneios de futebol de alto nível, onde a concorrência costuma ser grande e em casos como os Jogos Olímpicos, em quatro anos muitas coisas podem mudar. O Brasil iguala o feito húngaro com 2012, quando perdeu para o México e com 2016, quando venceu o Ouro no Rio de Janeiro sobre a Alemanha, além de, é claro, Tóquio.

Existe um contesto que permitia aos times de países socialistas chegarem tanto as decisões. Nesses países, os jogadores de futebol das seleções principais eram "amadores" e portanto podiam jogar o torneio de Futebol das Olímpiadas, enquanto as outras grandes equipes via de regra enviavam times amadores ou mesmo atletas de base ao torneio. Com isso, a situação ficava muito mais fácil para essas seleções.

Foi assim que a Hungria chegou a sua primeira final em 1964, curiosamente também em Tóquio. Contando com todos os principais jogadores, apesar da ausência de grandes nomes profissionalizados, a equipe húngara ainda distava na parte técnica de grande parte de seus adversários. Na fase de grupos, os magiares atropelaram Marrocos por 6 a 0 e fizeram uma partida espetacular contra a Iugoslávia (6 x 5) para chegarem ao mata-mata, onde bateram a Romênia por 2 a 0 e a antiga República Árabe Unida por 6 a 0 para chegar a final, onde Farkas e Bene marcaram os gols que deram o ouro a Hungria, numa vitória por 2 a 1 sobre a Tchecoslováquia.

Quatro anos depois, na Cidade do México, os Magiares bateram até com certa facilidade as equipes de El Salvador (4 x 0) e de Israel (2 x 0) na fase de grupos, onde curiosamente acabaram sofrendo contra Gana e empatando por 2 a 2 contra os africanos. No mata-mata, uma vitória sem muito brilho sobre a Guatemala por 1 a 0 sucedeu uma goleada em cima do Japão por 5 a 0 e uma goleada por 4 a 1 sobre a Iugoslávia na decisão, garantindo mais um ouro olímpico para o país no futebol.


A última decisão da sequência dos húngaros veio em Munique. Naquele ano, na fase de grupos, os Magiares estrearam goleando o Irã por 5 a 0, depois empataram com o Brasil em 2 a 2 e por último venceram os dinamarqueses por 2 a 0. Depois, a segunda fase outra vez reuniu grupos, onde vieram vitórias contra a Alemanha Oriental por 2 a 0, contra a Alemanha Ocidental por 4 a 1 e por fim um 2 a 0 no México. Na decisão, porém, o ouro ficou com a Polônia, que tinha um tal de Lato, mas que acabou decidindo o jogo com Deyna e vencendo por 2 a 1, com Varadi marcando para os húngaros.

Depois daquela derrota em 1972, a Hungria nunca mais atingiu sequer uma semifinal olímpica. Anteriormente, a geração dourada e maravilhosa de Puskas já havia conquistado a primeira medalha de ouro para o país em 1952, nos jogos de Helsinki. Agora, o Brasil tenta além de igualar o feito das finais igualar também o de medalhas, buscando seu segundo ouro em três finais.

Maradona e a sua estreia pela Seleção Argentina

Por Pablo Lisotto / La Nación / Tradução: O Curioso do Futebol
Foto: arquivo La Nación

Maradona, novo, estreando pela Seleção Argentina

Faltavam poucos minutos para as 19h30 do domingo, 27 de fevereiro de 1977. Foi então que, apenas 13 dias após o Dia dos Namorados argentino, uma história de amor começou: a de Diego Maradona e a camisa da Albiceleste.

"Maradona! Maradona! Vamos!" César Luis Menotti deveria ter chamado Diego duas vezes, que fazia o aquecimento com os companheiros de um lado da linha de limão da Bombonera. A seleção argentina já goleou a Hungria por 5 a 1 e o treinador decidiu que era o momento certo para fazer sua estreia para o garoto de 16 anos e 4 meses, que apenas 130 dias antes fizera sua estreia no primeiro Juniors argentinos. Sem saber, ele estava escrevendo um capítulo fundamental na história do futebol.

"Prepare-se para entrar". Com aquela frase curta, El Flaco conseguiu sacudir o menino. Ele se sentia confiante, mas quando ouviu o primeiro "Maradoooooo" das arquibancadas, suas pernas tremeram e a emoção o dominou. Sentira algo semelhante dias antes, quando o DT o convocou ao hotel "Los Dos Chinos", onde se concentrava a seleção principal, e lhe disse que se o jogo contra os húngaros o permitisse, ele iria colocar por alguns minutos.

“Você vai entrar pelo Luque. Faça o que sabe, tenha calma e ande pelo campo”, foi a última indicação que recebeu antes de entrar no segundo tempo de 20 minutos.

"O que ele sabe" foi exatamente o que Pelusa fez, mesmo a anos-luz de ser rebatizado de El Diego ou D10S. Naqueles poucos minutos frente aos húngaros e em tudo o que se seguiu depois, nos 91 jogos teve que defender essas cores, com as quais comemorou 34 golos. Ele sempre fez "o que sabe".

Seu primeiro contato com a bola foi quase instantâneo: Hugo Gatti arrancou do gol, Américo Gallego recebeu e passou para ele. O garoto, com um cabelo preto encaracolado que cobria a testa, capacitou René Houseman. Não era um gol, mas ajudou Diego a se livrar da ansiedade. Com o nº 19 nas costas, recebeu a primeira grande ovação de pé.

"Em cada intervenção ele justificou sua inclusão no elenco da seleção argentina. Apesar da juventude, ele tocou na bola com sabedoria e com bom senso deu passes profundos e precisos", destacou o lornal La Nación, no dia seguinte.

Os times europeus costumavam jogar esporadicamente na Argentina. A série internacional de 1977, realizada inteiramente na Bombonera (enquanto o Monumental e o Amalfitani foram remodelados para a Copa do Mundo de 1978), começou com o amistoso contra os húngaros e depois contou com a presença da Polônia (3-1), Alemanha Ocidental (1-3), Inglaterra (1-1), Escócia (1-1), França (0-0), Iugoslávia (1-0) e Alemanha Oriental (2-0).


Algum tempo depois, com as mesmas cores no peito, Diego se frustrou por ter sido excluído do time que conquistou a Copa do Mundo de 78; foi expulso por um golpe tremendo ao brasileiro Batista na Espanha 82; Ele voou para o infinito e além para vencer o salto de Peter Shilton com a Mão de Deus por 1 a 0 e se disfarçou como Mozart, Beethoven, Picasso, Dalí ou todos eles juntos para construir o gol mais bonito da história contra os ingleses do mundo Copos; levantou a Taça no México 86; chorou de impotência depois de perder a final da Itália 90; gritou para a câmera e para todo o planeta que estava mais vivo do que nunca depois do gol contra a Grécia, nos Estados Unidos 94 e, em sua última partida oficial com a camisa argentina, sorriu para a mão de uma enfermeira loira pouco antes deles cortou as pernas dele em Boston.

Como em qualquer outro romance, o caminho das rosas também teve seus espinhos. Mas nada e ninguém será capaz de romper esse relacionamento. Porque grandes amores duram uma vida inteira .

A Hungria campeã olímpica de 1952

Por Victor de Andrade

Os húngaros já eram considerados o melhor time da Europa e conquistaram a medalha de ouro

Não é novidade para ninguém que o grande time da primeira metade da década de 1950 foi a Hungria. Com uma incrível invencibilidade de 32 jogos, que começou ainda em 1950 e só foi terminar na final da Copa do Mundo de 1954, quando foram derrotados pelos alemães, os húngaros dominaram o futebol naquela época e o título mais importante foi a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos em Helsinque, em 1952.

O torneio de futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1952 foi realizado entre 15 de julho e 2 de agosto em Helsinque e em outras quatro cidades finlandesas. A grande surpresa do torneio foi a eliminação da equipe britânica logo na fase preliminar. Ainda mais surpreendente foi o rival que a derrotou, a fraca equipe de Luxemburgo. Porém, vamos falar da campanha húngara.

Os magiares, com suas grandes estrelas, como Puskas e Kócsis, já que oficialmente não eram profissionais, estrearam no dia 15 de junho, contra a Romênia, em Turku, vencendo por 2 a 1. Seis dias depois, em Lahti, os húngaros encararam a Itália, em Lahti, e venceram com certa tranquilidade: 3 a 0.

Nas quartas-de-final, todo mundo esperava que a Hungria mostrasse de vez o seu futebol poderoso, de grandes goleadas. E aconteceu! A vítima foi a Turquia, no dia 24 de julho, em Kotka. Palotas, Kócsis (duas vezes), Lantos, Puskas (também dois gols) e Bozsik marcaram sete para os magiares, sendo que Guder fez o único dos turcos: 7 a 1 e os húngaros estavam na semifinal.

Na final, contra a Iugoslávia

No jogo que definiria um dos finalistas, a Hungria foi novamente poderosa. Mesmo jogando contra a Suécia, campeã quatro anos antes e terceira colocada na Copa do Mundo de 1950, os magiares atropelaram: 6 a 0, sendo Kócsis (duas vezes), Hidegkuti, Puskás, Palotas e Lindh (contra) marcando os gols da partida.

Na decisão, a vítima húngara foi a Iugoslávia. A partida foi mais equilibrada do que nas três fazes anteriores, mas os magiares eram melhores e fizeram 2 a 0, com Puskás e Czibor marcando os gols da medalha de ouro.

A Hungria, depois da conquista olímpica, se consagraria ainda mais, ao derrotar, em 25 de novembro de 1953, a Inglaterra, em pleno Wembley, por 6 a 3. Em seguida, ainda os venceriam em Budapest por 7 a 1. Mesmo depois de perder a final da Copa do Mundo para a Alemanha Ocidental, a Hungria ficou mais dois anos invicto, sendo derrotado apenas pela Turquia, em 1956, exatamente no ano da Revolução Húngara, que acabou com o time do Hónved, que era a base da seleção e os jogadores foram atuar por vários times europeus.

A Seleções finalistas que nunca foram campeãs mundiais

Por Victor de Andrade

A Holanda é a recordista: foram três finais, 1974, 1978 (foto) e 2010, mas nunca foi campeã

A Croácia, na quarta-feira, dia 11, deu um passo importantíssimo na história do futebol ao conseguir chegar pela primeira vez a uma final de Copa do Mundo, ao vencer a Inglaterra pelo placar de 2 a 1, com o gol da vitória saindo na prorrogação. A seleção croata tornou-se a 13ª do mundo a conseguir se classificar para a decisão.

Agora, no domingo, dia 15, a partir das 12 horas, no horário de Brasília, no Luzhniki Stadium, em Moscou, iremos ver se a Croácia conquistará o seu primeiro título mundial, se juntando a Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha e França (adversária na final), ou será apenas a quinta seleção na história a chegar ao menos em uma final e nunca ter levantado a taça de campeã. Confira as outras quatro seleções que já chegaram à decisão e nunca conquistaram um título:

TCHECOSLOVÁQUIA
1934 - 1962

O time da Tchecoslováquia em 1962, que perdeu a decisão para o Brasil

A primeira seleção a figurar nesta lista não existe mais. A antiga Tchecoslováquia, hoje dividida entre Chéquia e Eslováquia, curiosamente, perdeu títulos para as únicas duas seleções que ganharam Copas seguidamente. Primeiro, os tchecos foram derrotados em 1934 pela Itália, que jogava em casa e depois ganharia o título em 1938, por 2 a 1, na prorrogação. 28 anos depois, no Chile, a Tchecoslováquia encararia o Brasil, campeão de 1958, na decisão. Apesar de terem saído na frente, os tchecos foram derrotados por 3 a 1 e nunca mais chegaram a uma final. A última participação da seleção em uma Copa do Mundo foi em 1990. Porém, tanto a Chéquia como a Eslováquia já jogaram mundiais.

HUNGRIA
1938 - 1954

Em 1954, a Hungria assombrou o mundo: só faltou o título

Após conquistar a Copa de 1934, jogando em casa, a Itália encarou outra seleção que nunca conquistou a taça em 1938, na França: a Hungria. Porém, os italianos, com um time ainda mais forte do que quatro anos antes, fez 4 a 2 nos húngaros e foi a campeã. Em 1954, na Suíça, a grande sensação do futebol mundial era a Hungria, que estava a quatro anos invicta, foi campeã olímpica em 1952, e contava com craques como Kócsis e Puskas. Porém, na decisão, a Alemanha Ocidental virou o jogo para 3 a 2, conquistou o seu primeiro título, fazendo uma das maiores surpresas da história das Copas. Depois, a Hungria nunca mais foi a mesma e seu último Mundial foi em 1986.

SUÉCIA
1958

Suécia parou no time brasileiro em 1958

A Copa do Mundo de 1958 foi realizada na Suécia e a dona da casa não fez feio. Pelo contrário! Semifinalista em 1938 e em 1950, os suecos fizeram um bom torneio e conseguiram chegar à final da Copa do Mundo. O adversário foi o Brasil, de Pelé, Garrincha e Didi, que com seu futebol envolvente, ganhou dos donos da casa por 5 a  2 e conquistaram o primeiro dos cinco títulos mundiais que detém, iniciando uma grande dinastia. Já a Suécia, entre fases e gerações, voltou à uma semifinal em 1994 e na Copa da Rússia, em 2018, caiu nas quartas de final.

HOLANDA
1974-1978-2010

Holanda em 1974 encantou o mundo, mas perdeu para a  Alemanha Ocidental

Aqui temos um caso de "tri-vice". A Holanda, devido às suas boas campanhas em Copas, é considerada por muitos uma grande seleção, mesmo sem ter um título. E tudo isto começou em 1974, sob o comando de Rinus Michels e com craques como Cruyff em campo. Porém, apesar de favorita, os holandeses perderam a final para os donos da casa, a Alemanha Ocidental, por 2 a 1, de virada. Quatro anos depois, mesmo sem Cruyff e sem dar show, a Holanda conseguiu chegar à decisão novamente, mas encarou outra dona da casa: a Argentina, que foi campeã vencendo por 3 a 1, sendo que os dois gols que deram a vitória saíram na prorrogação. Ainda tinha mais, em 2010, na África do Sul, com um time com Sneidjer e Robben, com o segundo perdendo uma grande chance ainda no tempo normal, os holandeses perderam o título para a Espanha, na prorrogação.

A Batalha de Berna - A primeira eliminação do Brasil em quartas de Copa

Com informações do site oficial da CBF

O Brasil acabou perdendo o jogo por 4 a 2 para a grande sensação do momento: a Hungria

Nesta sexta-feira, dia 6, o Brasil perdeu para a Bélgica, por 2 a 1, em Kazan, e foi eliminado nas quartas-de-final da Copa do Mundo Rússia 2018. Foi a sexta vez em que o time canarinho acabou saindo de um Mundial nesta etapa do torneio. A primeira vez que isto aconteceu foi em 1954, na Suíça, quando os brasileiros foram derrotados pela Hungria, a grande sensação do futebol naquele momento, por 4 a 2, e depois do apito final houve uma briga generalizada, fazendo com que a partida ficasse conhecida como "A Batalha de Berna".

No dia 25 de maio de 1954, a delegação partiu, em voo da PanAir, para a disputa da Copa do Mundo na Suíça. A estréia na primeira fase foi tranquila. Mais uma vez o Brasil enfrentava o México, ao qual derrotou com facilidade por 5 a 0. O segundo adversário foi a Iugoslávia, no final, empate por 1 a 1.

Para definir os adversários da segunda fase foi realizado um sorteio na cidade de Berna, aconteceu o que todos temiam. Nossa adversária, no dia 27 de junho, seria a poderosa seleção húngara de Grocsis, Boszik, Kocsis e Czibor, sem o astro Puskas, que, se recuperando de uma contusão, não disputou a partida.

A Hungria foi melhor na partida

O Brasil entrou em campo muito tenso e com 10 minutos de jogo a Hungria já vencia por 2 a 0, no primeiro gol Pinheiro perdeu o equilíbrio e escorregou, a bola sobrou para Hidegkuti, que livre marcou o primeiro gol aos 4 minutos. Passados três minutos e veio o segundo, o ataque húngaro trocou passes e Kocsis lançado em posição duvidosa cebeceou encobrindo Castilho e marcando o segundo gol.

O Brasil colocou os nervos no lugar começou a se arrumar em campo. Aos 18 minutos, Humberto Tozzi lançou Índio na área, o atacante foi derrubado po Lorant, Djalma Santos cobrou o pênalti diminuindo o placar para 2 a 1. O Brasil começou a pressionar equilibrando o jogo, mas o primeiro tempo terminou sem alterações no placar.

Veio a segunda etapa e ambas as seleções realizaram diversas jogadas de ataque sem, contudo, levar um perigo real para os goleiros. Até que, aos 15 minutos, numa disputa normal de jogo entre Pinheiro e Czibor o árbitro inglês, Arthur Ellis marcou pênalti. Lantos cobrou e aumentou para 3 a 1. Novamente o Brasil reagiu e Julinho diminuiu aos 20 minutos; logo em seguida, Didi acertou a trave do goleiro húngaro. Aos 26 minutos, Nílton Santos e Boszik trocaram socos e foram expulsos.

Em seguida o Brasil perdeu duas oportunidades de empatar a partida com Julinho e Humberto Tozzi que acertou a trave húngara. Aos 42 minutos, novamente lançado em posição duvidosa, Kocsis fechou o placar em 4 a 2. Logo depois, Humberto Tozzi perdeu a cabeça e deu uma voadora em Buzánszky, sendo expulso.

A confusão no final da partida

Mal Arthur Ellis apitou o fim do jogo, uma verdadeira batalha começou. Puskas, que assistira ao embate das arquibancadas, desceu ao gramado e provocou Pinheiro na entrada do vestiário. O zagueiro canarinho, chegado num "fuzuê", revidou e todos os jogadores se envolveram na confusão. Maurinho deu uma cusparada em Lantos. Um policial que foi correndo apartar a briga, tomou uma rasteira do radialista brasileiro Paulo Planet Buarque e caiu estatelado no gramado.

A polícia revidou e jornalistas e dirigentes acabaram se envolvendo numa confusão generalizada. O técnico Zezé Moreira viu um gringo de terno correndo em direção ao vestiário e não teve dúvidas; com as chuteiras que Didi trocara durante o jogo e estavam em suas mãos, atirou as mesmas no rosto do gringo. Posteriormente soube-se que o agredido era o ministro do Esporte da Hungria, Gustavo Sebes.

O árbitro brasileiro Mário Vianna, que já havia apitado uma partida na competição foi ao microfone de uma rádio para dizer que o árbitro inglês Arthur Ellis fazia parte de um complô comunista para classificar a Hungria. O "apitador" foi excluído da competição e a Hungria seguiu na Copa, perdendo a final para a Alemanha.

Hungria 1938: a esquecida Seleção vice-campeã

Por Alexia Faria 

Titkos abre o marcador para a Hungria na final da Copa de 1938. A Itália viraria
(foto: Popperfoto/Getty Images)

No mundo futebolístico, quando se trata de Hungria, a maioria das pessoas pensam na excelente Seleção da Copa do Mundo de 1954, que com Puskas e Kocsis, ficou invicta praticamente por quatro anos e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos dois anos antes do Mundial. Mas tempos antes, em 1938 um outro time fez história na Copa do Mundo da França, ficando também com a vice colocação. 

Com Sárosi e Zsengellér à frente do esquadrão húngaro, a equipe marcou 13 gols entre as primeiras fases e semifinal do mundial. O poder ofensivo do time conquistava quem os assistia. Logo no primeiro jogo, contra a seleção das Índias Orientais Neerlandesas (a atual Indonésia), os húngaros marcaram 6 a 0. Com gols de Kohut, Toldi, e dos futuros artilheiros Sárosi e Zsengellér, eles mostraram que iriam longe na competição.

 Os capitães Sarosi, da Hungria, e Meazza, da Itália
(foto: Popperfoto/Getty Images)

Os outros jogos não foram diferentes, e as vitórias foram garantidas. Contra a Suíça, um placar menos elástico, apenas 2 a 0 (gols dos artilheiros). Já contra a Suécia, o excesso de gols voltou à França. Com 5 a 1 no marcador a Hungria passava para a final da copa do mundo e enfrentaria ninguém menos que a atual campeã mundial, Itália. 

Os italianos buscavam o bicampeonato, enquanto os húngaros buscavam o primeiro título mundial. Na final, o poder ofensivo não foi páreo para a campeã azzurri, que marcou 4 a 2 em cima da Hungria e se consagrou mais uma vez campeã mundial.

Lance de ataque húngaro na final (foto: Keystone/Getty Images)

Naquele ano dois jogadores húngaros entraram para a Seleção da Copa. O meia Antal Szalay, e o atacante e artilheiro (com 5 gols) György Sárosi. – Outro artilheiro foi Gyula Zsengellér, também com 5 gols, mas este ficou fora do “Seleção”. 

Com a Itália na primeira colocação, com aproveitamento de 100%, a Hungria obteve 75% no campeonato. Foram 4 jogos, 3 vitórias e 1 derrota, 15 gols a favor, 5 contra, computando 10 em saldo de gols. Tempos depois, o mais próximo que a Hungria chegou do título mundial foi com o grande time de 1954.

Hungria 10 x 1 El Salvador - Em 1982, a maior goleada da história das Copas

Por Lucas Paes 

O placar apontando o placar final: 10 a 1 para os magiares

A Hungria é uma seleção de alguma tradição no cenário do futebol mundial, porém há alguns anos os Magiares vivem adormecidos em um sono que parece eterno. Em 1982, num dos últimos suspiros de sua história de certa forma brilhante, a Hungria aplicou a maior goleada da história das Copas do Mundo até os dias atuais.

A Hungria, que era considerada uma das seleções mais fortes da Europa, mesmo antes do time que encantou o mundo na primeira metade da década de 50, havia ficado de fora das Copas de 1970 e 1974, o que nunca havia acontecido via Eliminatórias (em 1930 e em 1950, os magiares não se inscreveram para a competição). Os húngaros voltaram ao Mundial em 1978, quando caíram na primeira fase, Então, em 1982, eles queriam mostrar ao mundo que estavam voltando aos seus melhores dias.

Na estreia, o time magiar encararia El Salvador, que estrearia na sua segunda Copa do Mundo na história. A primeira foi em 1970, aproveitando-se do fato do México ser o país-sede, abriu-se uma segunda vaga para a Concacaf, e a equipe se classificou. Já em 1982, com os mexicanos ficando de fora do Mundial, El Salvador e Honduras conseguiram suas vagas para a competição.

O primeiro tempo terminou "só" 3 a 0

O duelo foi no dia 15 de junho de 1982, no Nuevo Estadio, em Elche, pela primeira rodada do grupo três. No português mais claro do mundo, os húngaros já começaram o jogo praticamente colocando a bola nas redes. Aos 4 minutos, num escanteio vindo da direita do ataque magiar, Nyilasi subiu e começou o massacre. Sete minutos depois, Polaskei marcou o segundo em um contra ataque rápido. Ainda no primeiro tempo, Fazekas, de longe marcou o terceiro, um golaço por sinal.

Na etapa final, Toth precisou de cinco minutos para fazer mais um. Quatro minutos depois, Fazekas fez o quinto e o segundo dele na partida. Com quase 20 minutos jogados, Ramirez fez história em uma confusão na área marcou o único gol de El Salvador em Copas do Mundo. Porém, a alegria latina durou pouco e poucos minutos depois Kiss marcou o sexto da Hungria, mas os Magiares ainda queriam mais. 

Szentes pintou o sete aos 25’. Quatro minutos depois, Kiss fez o segundo dele no jogo e o oitavo dos Magiares Poderosos. O jogador com nome de banda ainda faria mais um pouco tempo depois. Aos 38 do segundo tempo, coube a Nyilasi, que abriu a goleada, fechá-la, também de cabeça. A história estava escrita.

O único gol de El Salvador saiu quando a Hungria já tinha feito cinco

Na sequência daquela Copa do Mundo, que ficou marcada eternamente para os brasileiros pela Tragédia do Sarriá, a Hungria foi goleada pela Argentina por 4 a 1 e empatou com a Bélgica, acabando eliminada na primeira fase. Os salvadorenhos tiveram outras duas derrotas, de 2 a 0 para a Albiceleste e 1 a 0 para os belgas e também saíram na primeira fase. 

Aquela foi a única Copa jogada por El Salvador e a penúltima jogada pela Hungria, que não vai a um mundial há 32 anos e a contagem segue, já que eles não estarão na Rússia este ano. Mas a maior goleada da história da maior competição de futebol do mundo é dos Magiares. Uma página no meio de uma bonita história que cada vez parece mais distante.

Confira os gols da partida
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