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Em La Bombonera, Palmeiras segura o 0 a 0 contra o Boca Juniors na semi da Libertadores

Foto: divulgação Conmebol

Jogoi foi na tradicional La Bombonera

No noite desta quinta-feira, dia 28, em La Bombonera, na capital argentina Buenos Aires, o Palmeiras encarou o Boca Juniors, pela partida de ida do confronto semifinal da Libertadores de 2023. Apesar da pressão do time da casa em vários momentos, o Verdão conseguiu segurar o 0 a 0.

Para chegar à semifinal, o Palmeiras eliminou o Deportivo Pereira nas quartas, goleando fora por 4 a 0 e empatando em casa em 0 a 0. Já o Boca Juniors precisou das penalidades para passar do Racing, ganhando por 4 a 1, depois de dois 0 a 0. Mas, as duas equipes vêm de jogos de seus respectivos campeonatos nacionais, com o Verdão tendo perdido para o Grêmio por 1 a 0 e o time argentino empatado em 1 a 1 com o Lanús.

O primeiro tempo de muita marcação dos dois lados teve o Boca Juniors mais próximo de ser protagonista. Com três zagueiros (Rocha, Gomez e Murilo), o Verdão buscou as jogadas diretas no ataque e não criou depois da boa chance perdida por Artur no início do confronto.

Em casa, o Boca apostou em dois centroavantes e conseguiu levar a bola com perigo para a área palmeirense. Merentiel, em desvio que passou perto da trave e depois em chute cruzado defendido por Weverton, quase fez valer a lei do ex. Cavani, duas vezes de cabeça, também ficou perto de abrir o placar, que permaneceu zerado.

No segundo tempo, o time da casa foi para cima. O Boca fez pressão e criava chances. Aos 13', Advíncula cruzou, a bola pingou na área, e Fabra apareceu nas costas da zaga palmeirense para cabecear. O goleiro Weverton saiu do gol e fez grande defesa. Na sequência, Marcos Rocha perdeu a bola na pequena área, é desarmado e o Boca Juniors chegou a balançar as redes, mas o árbitro Wilmar Roldán anulou a jogada por falta no lateral palmeirense.

Aos 23', o goleiro palmeirense salvou de novo. Barco driblou dois pela esquerda, bateu desequilibrado e Weverton espalmou. Cavani chegou com tudo na jogada, mas não alcançou a bola. O Palmeiras foi responder aos 29', com Raphael Veiga, mas Romero fez a defesa. Na reta final, o ritmo do jogo caiu e o 0 a 0 prevaleceu até o último apito do árbitro.


O jogo de volta está marcado para a próxima quinta-feira, dia 5 de outubro, às 21h30, no Allianz Parque, em São Paulo. Quem vencer estará na final. Em caso de novo empate, a definição da vaga vai para as penalidades. Antes, os times jogam pelo seus nacionais: No domingo, dia 1º de outubro, às 14 horas, em La Bombonera, em Buenos Aires, o Boca Juniors faz o superclássico contra o River Plate. No mesmo dia, só que às 18h30, o Palmeiras encara o Red Bull Bragantino no Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.

Há 60 anos, Santos fazia história e vencia Boca na Bombonera para ganhar a sua segunda Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Coutinho marca na Bombonera

O Santos vive maus bocados nos tempos atuais, mas tem lembranças incríveis neste dia 11 de setembro. Com a geração de Pelé, Pepe, Coutinho e cia, há 60 anos, em uma noite intimidadora na La Bombonera, o maior time da história do Alvinegro Praiano (e talvez da história do futebol) não se intimidou e bateu o Boca Júniors dentro de sua casa para conquistar o seu segundo título da Libertadores seguido, numa das poucas vezes onde um brasileiro vitimou os Xeneizes lá dentro.

O Santos entrou naquela Libertadores diretamente na semifinal pelo fato de ser o atual campeão da competição, diferente do Boca que jogou a competição desde o início. O Alvinegro havia batido o Botafogo na semifinal simplesmente fazendo 4 a 0 dentro do Maracanã depois de um 1 a 1 que deixou o time botafoguense de Garrincha empolgado em São Paulo. O Boca passou primeiro por um grupo com Olímpia e Universidad de Chile antes de eliminar o Peñarol nas semifinais.

Naquele dia, na Bombonera, o time azul e amarelo jogava empolgado. Na ida, no Maracanã, o time Xeneizie havia saído perdendo por 3 a 0 em questão de poucos minutos e buscou com Sanfilippo um placar de 3 a 2 que era, pelo menos na teoria, tranquilo para se reverter dentro da Bombonera. O palco estava armado para festa de uma torcida que já naqueles idos fazia do acanhado estádio um verdadeiro inferno para qualquer adversário.

E o Boca, diante de uma pressão insana da torcida, foi para cima, mas o primeiro tempo foi travado e teve pouca criatividade de ambos os lados. Os dois times sabiam jogar, mas o Boca também sabia parar o Peixe na base das faltas. No início do segundo tempo, Sanfilippo aproveitou uma bola sobrada na área e explodiu o estádio abrindo o placar para o Boca.

Só que o Peixe precisou de apenas dois minutos para jogar um silenciador na Bombonera. O time argentino errou feio na saída de bola e rapidamente ela chegou em Pelé, que recebeu e achou Coutinho livre, leve e solto para empatar a partida. A partir daí, o time alvinegro foi ligeiramente melhor em campo e já no finalzinho, aos 37 minutos da etapa final, Pelé recebeu, deu um lindo corte em dois defensores adversários e tocou no cantinho de Errea, marcando o segundo, fechando o placar e o título santista.


Ao final do jogo, se confirmou o título do Peixe, silenciando um estádio abarrotado e deixando o Boca sem o título desejado da Copa Libertadores. Aquele seria o último título continental da geração de Pelé, já que o Peixe seria eliminado nas semis em 1964 e depois optaria por fazer turnês pelo mundo, que na época davam mais dinheiro que a Libertadores. Boca e Santos possuem hoje um histórico relativamente grande de confrontos, com o time argentino devolvendo a dolorosa derrota em 2003, mas sendo eliminado pelo Peixe em 2020 e com uma vitória para cada lado nos grupos no ano seguinte.

Há 20 anos, Paysandu vencia o Boca em plena Bombonera

Com informações do GE.com
Foto: arquivo

Iarley fez o histórico gol do Papão na Bombonera

Você lembra o que estava fazendo dia 24 de abril de 2003? Alguns torcedores do Paysandu nem tinham nascido, mas outros vários estavam comemorando uma das maiores vitórias da história do time bicolor. Há exatos 20 anos, o Papão venceu o Boca Juniors em plena La Bombonera e ganhou fama na América do Sul.

Esse confronto ocorreu nas oitavas de final da Libertadores 2003. Não foi uma simples vitória, já que o Papão estava enfrentando um dos maiores campeões do continente, em um dos estádios mais temidos da América do Sul e com um jogador a menos. Mesmo assim, Iarley, aos 22 minutos do segundo tempo, cortou dois jogadores, chutou para o fundo das redes e definiu a vitória bicolor por 1 a 0.

Esse feito fica ainda maior pelo histórico de times brasileiros jogando na Bombonera. Até a Libertadores 2003, só o Santos de Pelé, em 1963, e o Cruzeiro de Ronaldo, em 1994, derrotaram o Boca no próprio estádio. Só Fluminense e Palmeiras repetiram esse feito anos depois.

"Inesquecível! Uma vitória dentro da Bombonera, diante do todo poderoso Boca Juniors. Eu tive a felicidade de marcar esse gol. Eu sou um abençoado de fazer parte dessa histórica. Um jogo que é lembrado até hoje. Falou de Libertadores, todo mundo se lembra desse jogo", disse Iarley, em entrevista à TV Liberal.

Contudo, na segunda partida contra os Xeneize, em um Mangueirão lotado, o Paysandu perdeu por 4 a 2 e a campanha do único time do Norte que disputou uma Libertadores chegou ao fim. Depois, Iarley, muito por conta do desempenho no jogo de ida, foi defender o Boca Juniors.


Campanha na Libertadores - O Bicolor Paraense fez uma campanha irretocável na primeira fase e digna de ser lembrada até hoje: seis jogos, quatro vitórias e dois empates, totalizando 14 pontos, jogando no Grupo 2 ao lado de Cerro Porteño (Paraguai), Sporting Cristal (Peru) e Universidad Católica (Chile).

Após a campanha na Liberta daquele ano, o Paysandu alcançou a 39ª colocação no ranking mundial de clubes. A campanha no campeonato continental é comemorada até hoje. O clube bicolor confeccionou uma linha de camisas para comemorar essa memória.

Racing vence o Boca Juniors, em jogo de 11 expulsos, e conquista Troféu dos Campeões da Argentina

Com informações do GE.com
Foto: divulgação Racing

Racing conquistou o Troféu dos Campeões

Dono dos títulos do Campeonato Argentino e da Copa da Liga, o Boca Juniors acabou derrotado neste domingo pelo Racing na disputa pelo Troféu dos Campeões, uma espécie de Supercopa local. O time de Avellaneda venceu em Villa Mercedes, no interior do país, por 2 a 1, com direito a prorrogação e 11 expulsões na partida, sendo oito dos Xeneizes, entre titulares, reservas e comissão técnica.

Briasco abriu o placar para os donos da casa aos 19 minutos do primeiro tempo, e Rojas deixou tudo igual pouco depois. O empate permaneceu até o fim do tempo normal, quando um jogador de cada lado recebeu cartão vermelho após confusão: Villa, do Boca, e Carbonero, do Racing.

Na prorrogação, Varela foi expulso e deixou os visitantes com um homem a mais. Aos 14 minutos do segundo tempo, Alcaraz fez o gol da vitória. Ele recebeu cartão vermelho por confusão na comemoração, assim como Advíncula. Fabra, Zambramo e Gonzalez ainda foram expulsos, totalizando sete vermelhos só para o Boca, fora o treinador Hugo Ibarra. Cabellos recebeu o terceiro vermelho dos visitantes.

O jogo terminou 2 a 1 para o Racing, e foi encerrado antes mesmo da disputa dos 10 minutos de acréscimos que a arbitragem havia dado, pois o Boca ficou reduzido a seis atletas e assim não pode continuar uma partida, pelas regras do futebol. No total, o árbitro Facundo Tello mostrou 11 vezes o cartão vermelho no campo de jogo.


O Racing , comandado por Fernando Gago, disputou o Troféu dos Campeões após ter sido vice-campeão argentino. Na última rodada, a equipe perdeu em casa para o River Plate e não aproveitou o tropeço do Boca, que empatou com o Independiente.

Com Romarinho "iluminado", Corinthians empatava com o Boca há 10 anos em La Bombonera na Libertadores do título

Por Bruno Filandra Lopes
Foto: arquivo

Lance do gol de Romarinho, que deixou o Corinthians mais perto do título

Há exatos 10 anos, em La Bombonera, em Buenos Aires, na Argentina, o Corinthians, pela primeira vez em sua história, iniciava uma decisão de título da Copa Libertadores. E com um gol de Romarinho, no final da partida, o Timão empatava com o Boca Juniors naquele 27 de junho de 2012 e ficava a uma vitória simples do seu primeiro título continental, que viria uma semana depois.

Era a final dos sonhos. Um dos principais clubes brasileiros atrás de um título inédito, contra o bicho-papão da Libertadores dos últimos anos. A decisão entre Corinthians e Boca Juniors teve a tão temida La Bombonera como o primeiro palco. Eu, novamente no Camaleão, ao ver aquela festa na entrada em campo do Boca, senti o peso daquela partida e lembrei de rivais que não conseguiram passar por eles. Resultado: bateu a tensão, resolvi beber do lado de fora e não assisti o jogo.

Logo no primeiro minuto, Riquelme cruza a bola pela esquerda e Schiavi cabeceia por cima do gol. Aos 7', Paulinho recebe a bola no meio de campo, avança e arrisca de fora da área. Orion pula pra esquerda e espalma. Aos 33', o Boca chega com perigo. Mouche recebe de Riquelme, cruza da direita e Santiago Silva finaliza de bicicleta. Alessandro afasta. O primeiro tempo termina 0 a 0.

No segundo tempo, o Boca tem sua primeira chance de gol aos 4 minutos. Riquelme recebeu na meia-lua e chuta por cima do gol de Cássio. Aos 16', nova chance do onze argentino. Riquelme avança na área, toca para Mouche, que chuta. Cássio defende. Até que aos 28', Mouche cobra escanteio. Santiago Silva cabeceia a bola desviada, Chicão afasta com a mão direita, e a bola vai para a trave. No rebote, Roncaglia finaliza. 1 a 0 Boca Juniors.

Já com bastante álcool na cachola, começo a chorar e falo sozinho, me convencendo que a Libertadores não era um campeonato pro Corinthians conquistar. Porém, quem acompanhava a partida tratou de me dar confiança, nas comemorações que vinham de dentro do bar. Aos 40', Paulinho avança com a bola, toca para Emerson Sheik, que toca para Romarinho entrando sozinho na área. O atacante chuta por cima de Orion e empata.

Vale lembrar que o então novato atacante corintiano tinha recém chegado ao Timão, vindo do Bragantino, mas já tinha mostrado o seu valor ao marcar dois gols contra o Palmeiras, dias antes daquele confronto contra o Boca Juniors em La Bombonera. Romarinho estava mesmo predestinado naquele período.


Ainda houve tempo do corintiano levar um susto. Aos 45', após cruzamento de Clemente Rodriguez pela esquerda, Viatri manda de cabeça a bola na trave. Na sobra, Cvitanich sozinho cabeceia de mal jeito pra fora. Já tinha até torcedores do Boca comemorando o gol. O jogo termina mesmo em 1x1. No dia seguinte, além da dor de cabeça, me doía o fato de ter perdido um jogo tão importante pra história do clube. Restou a mim, passar o dia vendo o feito histórico de Romarinho, além da promessa de não beber durante o segundo jogo, uma semana depois.

Santos luta, mas perde para o Boca e se complica na Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

Não deu para o Santos na Bombonera

O Santos se complicou de vez na Libertadores. Mesmo lutando, o Alvinegro Praiano acabou derrotado pelo Boca Juniors por 2 a 0, na noite desta terça, dia 27, na La Bombonera e se encontra numa situação quase irreversível na competição. É o quarto jogo seguido com derrota para os santistas no ano de 2021, sendo também o quarto consecutivo sem conseguir marcar gols. 

Em crise, o Santos havia perdido seu treinador, Ariel Holán, após a pressão aumentar depois da derrota para o Corinthians por 2 a 0, no final de semana, em plena Vila Belmiro. O Boca, por sua vez, vinha de uma vitória por 2 a 0 sobre o Huracán, fora de casa.

O Santos começou ocupando mais o campo de ataque, mas só foi oferecer mais perigo numa falta de Gabriel Pirani aos 9 minutos, que obrigou Rossi à trabalhar. O Boca não pressionava e com isso o Santos estava mais a vontade em campo. Aos 14', o Boca deu o primeiro ataque, numa bola confusa que sobrou para conclusão de Villa para defesa de João Paulo.


Aos poucos, o Boca equilibrou as ações, mas não conseguia atacar com grande perigo, como aliás nem o Peixe conseguia. Aos 25', Tevez, de muito longe, chutou por cima do gol.  Aos 42', na melhor chance do primeiro tempo, Pavón parou em uma defesaça de João Paulo. A primeira etapa terminou mesmo sem gols.

A etapa final começou com o Boca abrindo o placar, numa cobrança de escanteio, Marcos Leonardo falhou, deu condição para Tevez receber sozinho, embaixo do gol e marcar. Depois do gol, o Peixe sentiu, mas seguiu tendo até mais a posse da bola, porém sem conseguir oferecer grande perigo ao Boca, que parecia satisfeito com o placar mínimo.


O contra-ataque sobrava para o time argentino e os 14 minutos, num ótimo contra ataque, Tevez fintou Luan Peres e lançou para Villa marcar o segundo gol. A partir daí, desesperado, o Alvinegro Praiano pouco conseguiu fazer para evitar a derrota, mesmo com os Xeneizes dando a bola ao time brasileiro. Mais uma derrota para o Santos, que segue navegando em águas super turbulentas.

Agora, os Xeneizes pegam o Lánus, no domingo, às 10 horas da manhã, na Bombonera. O Santos tem um perigoso jogo contra o Bragantino, em Bragança Paulista, no sábado, em horário que, por incrível que pareça, ainda está á definir. Uma derrota pode inclusive complicar a situação do Peixe com relação à um inimaginável, porém possível, rebaixamento para a Série A2 do Paulistão.

Maradona e a sua estreia pela Seleção Argentina

Por Pablo Lisotto / La Nación / Tradução: O Curioso do Futebol
Foto: arquivo La Nación

Maradona, novo, estreando pela Seleção Argentina

Faltavam poucos minutos para as 19h30 do domingo, 27 de fevereiro de 1977. Foi então que, apenas 13 dias após o Dia dos Namorados argentino, uma história de amor começou: a de Diego Maradona e a camisa da Albiceleste.

"Maradona! Maradona! Vamos!" César Luis Menotti deveria ter chamado Diego duas vezes, que fazia o aquecimento com os companheiros de um lado da linha de limão da Bombonera. A seleção argentina já goleou a Hungria por 5 a 1 e o treinador decidiu que era o momento certo para fazer sua estreia para o garoto de 16 anos e 4 meses, que apenas 130 dias antes fizera sua estreia no primeiro Juniors argentinos. Sem saber, ele estava escrevendo um capítulo fundamental na história do futebol.

"Prepare-se para entrar". Com aquela frase curta, El Flaco conseguiu sacudir o menino. Ele se sentia confiante, mas quando ouviu o primeiro "Maradoooooo" das arquibancadas, suas pernas tremeram e a emoção o dominou. Sentira algo semelhante dias antes, quando o DT o convocou ao hotel "Los Dos Chinos", onde se concentrava a seleção principal, e lhe disse que se o jogo contra os húngaros o permitisse, ele iria colocar por alguns minutos.

“Você vai entrar pelo Luque. Faça o que sabe, tenha calma e ande pelo campo”, foi a última indicação que recebeu antes de entrar no segundo tempo de 20 minutos.

"O que ele sabe" foi exatamente o que Pelusa fez, mesmo a anos-luz de ser rebatizado de El Diego ou D10S. Naqueles poucos minutos frente aos húngaros e em tudo o que se seguiu depois, nos 91 jogos teve que defender essas cores, com as quais comemorou 34 golos. Ele sempre fez "o que sabe".

Seu primeiro contato com a bola foi quase instantâneo: Hugo Gatti arrancou do gol, Américo Gallego recebeu e passou para ele. O garoto, com um cabelo preto encaracolado que cobria a testa, capacitou René Houseman. Não era um gol, mas ajudou Diego a se livrar da ansiedade. Com o nº 19 nas costas, recebeu a primeira grande ovação de pé.

"Em cada intervenção ele justificou sua inclusão no elenco da seleção argentina. Apesar da juventude, ele tocou na bola com sabedoria e com bom senso deu passes profundos e precisos", destacou o lornal La Nación, no dia seguinte.

Os times europeus costumavam jogar esporadicamente na Argentina. A série internacional de 1977, realizada inteiramente na Bombonera (enquanto o Monumental e o Amalfitani foram remodelados para a Copa do Mundo de 1978), começou com o amistoso contra os húngaros e depois contou com a presença da Polônia (3-1), Alemanha Ocidental (1-3), Inglaterra (1-1), Escócia (1-1), França (0-0), Iugoslávia (1-0) e Alemanha Oriental (2-0).


Algum tempo depois, com as mesmas cores no peito, Diego se frustrou por ter sido excluído do time que conquistou a Copa do Mundo de 78; foi expulso por um golpe tremendo ao brasileiro Batista na Espanha 82; Ele voou para o infinito e além para vencer o salto de Peter Shilton com a Mão de Deus por 1 a 0 e se disfarçou como Mozart, Beethoven, Picasso, Dalí ou todos eles juntos para construir o gol mais bonito da história contra os ingleses do mundo Copos; levantou a Taça no México 86; chorou de impotência depois de perder a final da Itália 90; gritou para a câmera e para todo o planeta que estava mais vivo do que nunca depois do gol contra a Grécia, nos Estados Unidos 94 e, em sua última partida oficial com a camisa argentina, sorriu para a mão de uma enfermeira loira pouco antes deles cortou as pernas dele em Boston.

Como em qualquer outro romance, o caminho das rosas também teve seus espinhos. Mas nada e ninguém será capaz de romper esse relacionamento. Porque grandes amores duram uma vida inteira .

Com pênalti não marcado, Santos fica no zero com o Boca na Bombonera pela Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

Santos e Boca fizeram um clássico sul-americano na Bombonera

Está tudo igual a como começou na semifinal da Libertadores envolvendo Santos e Boca. Na noite desta quarta, dia 6 de janeiro, na La Bombonera, em Buenos Aires, as equipes não saíram do zero, com o Peixe saindo de campo se sentindo prejudicado por um pênalti não marcado sobre Marinho no segundo tempo. No geral, o jogo foi bem travado e de poucas chances para ambos os lados.

O Santos vinha de um tempinho sem jogar. A última partida alvinegra foi o empate com o Ceará no dia 27 de dezembro. O Boca, por sua vez, jogou no fim de semana, no sábado, empatando com o River Plate por 2 a 2 na Copa Diego Armando Maradona.

O primeiro tempo foi muito travado e pouco jogado. Aos 8 minutos, a primeira chance boa do jogo, com Fabra tabelando com Tevez e chutando na trave, porém em impedimento. Poyluco depois, Villa driblou Pará na área, mas chutou em cima da defesa santista. Aos 19', o Peixe finalizou a primeira, em falta de Marinho que passou longe do gol.


Aos 22', Pituca chutou de fora da área nas mãos de Andrada. O jogo a partir daí ficou mais travado, com aos 30', Marinho chutando longe do gol. Aos 42, num jogo que seguia travado, de novo Marinho tentou de longe, mas Andrada pegou bem. No último lance, o Boca teve falta perigosa, mas a cobrança de Tevez foi péssima e parou na barreira. 


A etapa final teve os Xeneizes chegando logo no começo com Salvio batendo para boa defesa de John em um minuto. O time da casa voltou pressionando, mas novamente com dificuldade na criação. O Alvinegro Praiano chegou aos 10', numa tentativa de Felipe Jonathan parada por Andrada, o lance, porém, foi parado por um toque no braço do santista. Aos 15', Sandry tentou de longe e ela passou por cima.


Pouco depois, o Peixe teve uma sequência de boas chances, primeiro com Marinho, que chutou mal e depois com Kaio Jorge, que jogou por cima do gol. Aos 23 minutos, Tevez fez linda jogada individual, mas mandou para fora. Aos 29', Marinho foi derrubado pelo zagueiro do Boca, mas Tobar não foi ao VAR e ignorou o pênalti. Depois do erro do árbitro, o jogo votou a ficar travado, até o final sem gols.

Agora, tudo se decide naa Vila Belmiro, na próxima quarta, também as 19h15. Qualquer empate com gols é dos argentinos, qualquer vitória classifica o vencedor e um empate em 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis. Porém, as duas equipes têm antes compromissos em seus campeonatos nacionais. O Santos volta a campo no domingo, as 16 horas, diante do São Paulo, no Morumbi, em duelo válido pelo Brasileirão. O Boca joga no sábado, as 21h30, contra o Argentinos Juniors, fora de casa, as 21h30.

Jogaço e tudo igual na primeira decisão superclassica

Por Lucas Paes
Fotos: Conmebol.com

Um belo jogo no La Bombonera e empate em 2 a 2 na primeira final da Libertadores 2018

Pra quem esperava um jogo violento e cheio de expulsões o primeiro duelo entre Boca e River surpreendeu. O fato é que a primeira batalha ocorrida a pouco em La Bombonera foi um jogaço aberto e cheio de gols.

Apesar do começo millonario ter sido melhor, a Bombonera é uma entidade perigosa por si só. Contra um River que tinha vantagem clara técnica e que oferecia perigosa artilharia aérea, Abila soltou dois torpedos seguidos contra Armani, que pegou a primeira mas não segurou a segunda. Mal deu para La 12 comemorar porém, já que logo na saída Pratto deixou tudo igual.

A partir daí criaram-se chances. O River perdeu uma claríssima, frente a frente com Rossi. Não se desperdiça tal chance em um jogo dessa magnitude. Benedetto havia entrado em campo já. Ainda dentro da primeira etapa, abençoado como é Dario, marcou o segundo Xeneizie, numa cabeçada espetacular, que fez pulsar La Bombonera. A etapa inicial terminava em vantagem azul e amarela.

O segundo tempo começou num ritmo mais lento que o corrido e aberto primeiro. Foram poucos lances de perigo, a maioria visitante. Até que na bola aérea, Pratto dividiu com o defensor xeneizie Izquierdoz e a redonda, vadia que é, tomou a direção das redes. Tudo igual novamente.

Ficou tudo para o segundo confronto, no Monumental de Nuñez

O jogo ficou morno a partir daí. O empate era imensamente favorável ao lado Millonario. Mais na base da raça, o Boca fez uma ocupação do campo ofensivo. O River matreiro, segurava o ótimo resultado, que lhe dava a chance de resolver no colosso do Monumental de Nunez, que deve jogar junto daqui a duas semanas.

Até que Tevez recebeu boa bola, fez linda jogada e jogou para Benedetto. A chance era imensa, cristalina e clara. Mas um desde já imenso Armani fez uma defesa que pode entrar para a história, aqueles lances que definem um torneio. Nada mais mudou em La Bombonera. Tudo continua na estaca zero.

Daqui a duas semanas, quem vencer em Nunez terá a glória do título. O empate levará a decisão para os pênaltis. Desde já, corações xeneizies e millonarios estarão sofrendo ansiedade nas duas semanas que antecedem o dia de onde o mundo nunca mais será o mesmo, ou algo do tipo.

Molhou! Final entre Boca e River é adiada devido as chuvas

Por Lucas Paes

A final foi adiada devido as torrenciais chuvas na La Bombonera (Foto: AFP)

No mundo do futebol, na última semana, praticamente só um assunto dominava as discussões que iam desde as mesas de bar até os programas esportivos. O superclássico argentino, provavelmente a maior rivalidade da América do Sul (se não a maior, pelo menos a mais famosa) acontecerá pela primeira vez numa final de Libertadores da América, na verdade, todos os olhos do mundo do futebol estavam virados para a Bombonera neste sábado. Porém, a chuva, inapelável, impiedosa e vadia que é, resolveu dar as caras em Buenos Aires e "molhou" o primeiro jogo da final, que foi adiado para a tarde de domingo, as 16h (na hora local) e 17h no horário de verão de Brasília.

O fato é que chove forte já desde ontem em Buenos Aires. Só que a situação piorou muito na manhã deste sábado. As 11h, o estado do gramado de La Bombonera era lamentável e a final estava sob risco de não ocorrer, apesar da Conmebol dizer que a partida estava confirmada e do jornalista Fernando Laurengui dizer que "Aqui não se adia nada". Mas a preocupação começava a existir, já que as chuvas torrenciais vinham desde a madrugada.

Quando parou de chover, parecia que daria para ter jogo
(Foto: Reprodução Twitter do Boca Jrs.)

Porém, duas horas depois, a chuva parou e a exemplar drenagem da Bombonera deu otimismo a situação. O gramado parecia seco, só que a alegria durou pouco, já que meia hora depois as chuvas voltaram. A esta altura dos acontecimentos, já começavam a chegar os torcedores no palco xeneizie, que pouco depois começou a receber a torcida local. Porém, a água continuava castigando o gramado da Bombonera.

As 16h24 no horário de Brasília e 15h24 no horário local, a equipe de arbitragem subiu ao campo para verificar a situação do gramado e não demorou muito para chegar a um veredito. Tomou-se a decisão de suspender a partida e joga-la no dia seguinte, as 17h no horário de Brasília, 16h no local. O que provavelmente adiará a rodada do Campeonato Argentino. A expectativa pela final continuará por mais um dia, pelo menos.

A situação na verdade causa preocupação até para o domingo, já que não há previsão da melhora do tempo em Buenos Aires. Apesar da drenagem do estádio do Boca Juniors ser uma das mais espetaculares da América do Sul, é praticamente impossível que ela suporte os níveis de chuva que vem ocorrido nos últimos dias. Portanto, a ansiedade dos torcedores de Boca e River e até de qualquer admirador do futebol pode durar mais alguns dias.

A chuva adiou o duelo para domingo, pelo menos por enquanto
(Foto: Victor Canedo)

É um balde, na verdade uma tempestade de água fria (literalmente) em toda a expectativa que foi criada para cima do já histórico e colossal confronto desta final libertadora. O adiamento joga mais tempero na flamejante panela de pressão vivida nos últimos dias em toda a terra albiceleste e principalmente em sua capital. Corações millonarios e xeneizies seguem batendo em ritmos acelerados e a ansiedade segue em níveis colossais que apenas aumentam. Até o momento em que o árbitro dê-se por iniciada a maior batalha que a humanidade já viu desde a Segunda Guerra.

O mundo do futebol segue então aguardando que se dê inicio a o que é provavelmente a maior final de um torneio continental já vista neste planeta. Só São Pedro sabe quando nossos olhos poderão finalmente ver tal evento acontecendo, fato que ainda está decidido em reunião fechada com Zeus e Éolo em algum canto perdido do Olimpo. Até então, seguiremos nós, reles mortais, aguardando o rolar da redonda num provavelmente castigado gramado de uma cancha em La Boca.

La Bombonera 1969: o terror peruano da Seleção Argentina

Por Alexia Faria

A Argentina não conseguiu vencer em La Bombonera e ficou de fora da Copa do Mundo de 1970

É raro, mas vira e mexe, alguma seleção tradicional não consegue ir bem nas Eliminatórias e fica de fora da Copa do Mundo. Na edição deste ano, na Rússia, não teremos Itália e Holanda, que sucumbiram contra seus rivais europeus. Aqui, porém, vamos contar um caso de um selecionado traducional, que ficou de fora da Copa do Mundo de 1970: a Argentina, que perdeu a vaga jogando contra o Peru em plena pressão do La Bombonera.

Vale ressaltar que anos antes,  Associação de Futebol da Argentina (AFA) sofreu algumas intervenções que envolviam mudanças em sua presidência, e no comando da Seleção. Humberto Maschio, ídolo no país, assumiu a AFA ainda no meio de 1960. O ex-jogador não tinha experiências como técnico e, por esse motivo, montou uma equipe sem os craques argentinos dos últimos anos. Com o problema político presente no país, aconteceu outra intervenção e Adolfo Pedernera assumiu o comando. Como era véspera das eliminatórias, o novo treinador preferiu não mudar a equipe.

Com esses problemas políticos, a Argentina sofreu nos seus confrontos. Ganhando apenas da equipe da Bolívia por 1 a 0, a Albiceleste tinha que vencer na última rodada das Eliminatórias para chegar ao Mundial. Porém, o adversário era a equipe comandada pelo brasileiro bicampeão mundial, em 1958 e 1962, Valdir Pereira, o Didi: a Seleção Peruana, então líder da chave e que precisava apenas do empate para voltar a disputar um Mundial, o que não acontecia desde a primeira edição, em 1930.

O local escolhido para a partida, realizada em 31 de agosto de 1969, foi “La Bombonera”, a casa do Boca Juniors, que é conhecida por ser um verdadeiro alçapão, com a capacidade de quase 50 mil pessoas. A Argentina entrou em campo com Cejas, Gallo, Perfumo, Albrecht e Marzolini; Rulli, Brindisi, Pachamé e Marcos; Yazalde e Tarabini. Já o Peru, que tinha a missão de enfrentar uma Bombonera lotada, foi escalado com Rubiños, Campos, Latorre, Chumpitaz e Risco; Challe, Cruzado, Baylón e León; Cubillas e Ramírez.

Melhores momentos da partida que levou o Peru para o Mundial no México

A equipe do brasileiro Didi marcou logo nos primeiros minutos de jogo. Oswaldo Chacito Ramírez deixou sua equipe na frente do placar por um bom período. Ainda no primeiro tempo, a Argentina conseguiu seu gol de empate, num pênalti convertido por Albrecht, porém a noite era de Ramírez. 

O peruano marcou mais um, e fez os argentinos chorarem na própria casa. O jogo terminou em 2 a 2, Rendo marcou mais um para o time anfitrião, mas a história já tinha um “final feliz”. Naquele dia, o jogador que não era considerado craque, que não estava no mesmo nível dos outros “bons” jogadores, virou o herói do país. Ramírez ficou conhecido como “Verdugo de la Bombonera” (o carrasco da Bombonera), e trilhou os primeiros passos da Seleção RojiBlanca na Copa de 70.
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