O ex-goleiro argentino Ignacio Carlos González Cavallo, popularmente conhecido como Nacho González, está comemorando o seu 52º anos de vida neste domingo, dia 17 de dezembro de 2023. No começo de sua carreira, o arqueiro defendeu as cores do Racing Club no decorrer da década de 90.
Nascido em Sarandí, o guarda-redes chegou ao time azul e branco em 1991, mesmo ano em que fez sua estreia pelo clube de Avellaneda. Permaneceu na equipe da La Academia até 1997, quando se transferiu para o Newell's Old Boys.
Além de fazer sucesso debaixo das três traves ao longo de seis temporadas, Nacho também ficou famoso por cobrar pênaltis com muita precisão. Deixou o Racing após pouco mais de 100 partidas disputadas e oito gols marcados. Alguns destes tentos, foram anotados em jogos diante de gigantes do futebol argentino, como o Boca, na Bombonera, e o River Plate, no Monumental de Nuñez.
Depois de atuar nos Leprosos, rodou em clubes como Las Palmas, Pachuca, Estudiantes de La Plata, Nueva Chicago, Unión Española e Arsenal de Sarandí. Para pendurar as luvas em 2008, voltou aos Amarillos no ano de 2006.
Borelli colecionou duas passagens pelo Racing como jogador
Jorge Horacio Borelli, ex-zagueiro argentino popularmente conhecido somente como Jorge Borelli, está celebrando o seu 59º aniversário nesta quinta-feira, dia 2 de novembro de 2023. Ao longo de sua jornada como atleta profissional, ele teve duas passagens pelo Racing Club.
A primeira, aconteceu entre 1987 e 1990, após o jogador ter sido revelado pelo Platense e passado pelo River Plate de maneira brilhante, onde conquistou Campeonato Argentino, Libertadores e Copa Intercontinental. Depois de terminar esta sua trajetória rumou para o UANL Tigres, do México, clube no qual permaneceu por um ano.
Retornou ao seu país natal em 91 e ficou em Avellaneda por mais três anos. Nesta sua segunda passagem, Borelli teve excelentes atuações e acabou sendo convocado para defender a Seleção Argentina na Copa do Mundo de 94.
Após estar na Copa do Mundo daquele ano, realizada nos Estados Unidos, onde os argentinos caíram nas oitavas, Jorge deixou o Racing e em 95, assinou contrato com o San Lorenzo. Jogou pelo time Azulgrano por duas temporadas e encerrou a sua carreira em 97.
Carlos Galván começou a carreira profissional no Racing
O ex-zagueiro argentino Carlos Alberto Galván Méndez, popularmente conhecido apenas como Carlos Galván, está comemorando o seu 50º ano de vida neste sábado, dia 28 de outubro de 2023. Antes de passar pelo futebol brasileiro, o defensor começou a carreira defendendo as cores do Racing Club, da Argentina.
Antes de se profissionalizar, o atleta albiceleste fez parte das categorias de base da La Academia no começo dos Anos 90. Foi promovido ao time principal no decorrer de 1992. Ficou no clube até o ano de 1998, em uma época ruim para o time de Avellaneda
Segundo o site ogol.com, o zagueiro disputou 17 partidas pelo time de Avellaneda. Deixou o clube argentino para se transferir para o Atlético Mineiro, onde permaneceu por um ano e foi vice-campeão brasileiro em 1999.
Na sequência de sua carreira, Carlos Galván ainda veio a defender times como Santos, Lanús, Ciudad de Murcia, Paysandu, Argentinos Juniors, Olimpia, Banfield e o Universitário de Deportes. Encerrou a sua jornada futebolística em 2013, quando estava no César Vallejo.
Julio Jorge Olarticoechea foi um grande zagueiro argentino, que teve passagem pelas duas principais equipes do país, o Boca Juniors e o River Plate. Mas além deles, o jogador jogou pelo Racing, onde foi revelado no futebol e, também, retornou ao time no final da carreira.
O zagueiro nasceu em Saladillo, em Buenos Aires, na Argentina, no dia 18 de outubro de 1958, e começou a sua carreira aos 18 anos de idade. Tudo começou em 1976, quando Julio subiu para o profissional da equipe do Racing, onde construiu uma linda história.
Julio não era um zagueiro alto, tinha apenas 1,70m, mas conseguia compensar no posicionamento, sendo muito bom pela bola aérea defensiva e ofensiva. O jogador teve um grande início de carreira no Racing, tornando-se rapidamente titular da equipe.
Com os passar dos jogos e temporadas, o jogador ganhava cada vez mais experiência, tornando-se cada vez melhor. Mesmo jovem impressionava com a sua forte liderança, dentro e fora de campo, e começava a chamar a atenção de alguns clubes do país.
O zagueiro viveu 5 temporadas no clube, sendo muito importante, um pilar defensivamente da equipe. Suas grandes atuações o levaram a receber diversas propostas dos maiores clubes do país, e acabou deixando o time do Racing em 1981.
Julio foi contratado pelo River Plate, um dos maiores clubes do país, e continuou no grande momento. O zagueiro chegou e já foi titular da equipe, tornando-se um pilar da equipe, mostrando todo seu potencial.
Pelo River, o jogador começou a ser convocado para a Seleção Argentina, onde participou de três Copas do Mundo (1982,1986 e 1990), sendo campeão em 1986 e entrando para a história do seu país.
Depois de ficar três temporadas no River, o jogador acabou sendo contratado pelo Boca Juniors, e foi atuar no maior rival. Julio ficou duas temporadas no clube, e foi vendido para o Nantes, da França, tendo a primeira oportunidade no futebol europeu.
Porém, o jogador ficou apenas uma temporada no time francês, e logo retornou ao futebol argentino. O zagueiro acertou sua volta ao país para atuar no Argentinos Juniors, mas também ficou durante uma temporada.
Em 1988, acabou acertando o seu retorno ao Racing, clube que já tinha identificação e queria voltar ao seu melhor momento no clube. O jogador foi muito bem em sua volta, fazendo grandes atuações, e conseguiu voltar a ser aquele grande jogador do começo da década de 80.
O jogador permaneceu durante duas temporadas no clube, mas depois da Copa do Mundo de 1990, acabou deixando a equipe, já caminhando para a fase final de sua carreira, pois acabou a encerrando de maneira precoce. Julio deixou o Racing para atuar no Deportivo Textil Mandiyú, onde deixou o futebol dois anos depois.
Dono dos títulos do Campeonato Argentino e da Copa da Liga, o Boca Juniors acabou derrotado neste domingo pelo Racing na disputa pelo Troféu dos Campeões, uma espécie de Supercopa local. O time de Avellaneda venceu em Villa Mercedes, no interior do país, por 2 a 1, com direito a prorrogação e 11 expulsões na partida, sendo oito dos Xeneizes, entre titulares, reservas e comissão técnica.
Briasco abriu o placar para os donos da casa aos 19 minutos do primeiro tempo, e Rojas deixou tudo igual pouco depois. O empate permaneceu até o fim do tempo normal, quando um jogador de cada lado recebeu cartão vermelho após confusão: Villa, do Boca, e Carbonero, do Racing.
Na prorrogação, Varela foi expulso e deixou os visitantes com um homem a mais. Aos 14 minutos do segundo tempo, Alcaraz fez o gol da vitória. Ele recebeu cartão vermelho por confusão na comemoração, assim como Advíncula. Fabra, Zambramo e Gonzalez ainda foram expulsos, totalizando sete vermelhos só para o Boca, fora o treinador Hugo Ibarra. Cabellos recebeu o terceiro vermelho dos visitantes.
O jogo terminou 2 a 1 para o Racing, e foi encerrado antes mesmo da disputa dos 10 minutos de acréscimos que a arbitragem havia dado, pois o Boca ficou reduzido a seis atletas e assim não pode continuar uma partida, pelas regras do futebol. No total, o árbitro Facundo Tello mostrou 11 vezes o cartão vermelho no campo de jogo.
O Racing , comandado por Fernando Gago, disputou o Troféu dos Campeões após ter sido vice-campeão argentino. Na última rodada, a equipe perdeu em casa para o River Plate e não aproveitou o tropeço do Boca, que empatou com o Independiente.
Ramón Ismael Medina Bello, mais conhecido como Ramón Medina Bello e apelidado de "El Mencho", completa hoje 54 anos. O atacante nasceu no dia 29 de abril de 1968, em Gualeguay, na Argentina. O jogador começou em um clube de sua cidade e seu primeiro time na carreira foi o Racing.
O argentino começou a atuar no profissional em 1986 e pela primeira rodada do Campeonato Nacional, o atacante fez seu primeiro em um jogo muito importante contra o River Plate, a partida terminou em 1 a 1. Com as boas atuações, ele foi entrando aos poucos na equipe e se tornou titular em pouco tempo.
A sua primeira temporada foi muito boa e começou a chamar a atenção de outros clubes. O jogador entrava nos jogos e tinha um ótimo desempenho, o que fez ele se tornar titular logo no seu primeiro ano. No início de 1987, as expectativas com o atacante eram maiores e ele continuou representando dentro de campo.
O atacante era muito brigador e se doava em campo, ajudando a equipe de todas as maneiras. O Racing não brigava muito por títulos, mas o jogador continuava se destacando em uma equipe mediana. A melhor temporada do clube e também do jogador foi no ano seguinte, onde o time argentino conseguiu levantar uma taça.
Em 1988 e seu último ano no clube, Ramón conseguiu conquistar seu primeiro título profissional que serviu para coroar a sua boa passagem pelo grande clube argentino. A equipe conquistou a Supercopa Libertadores de 1988, que foi a primeira edição do torneio que reunia clubes campeões da Libertadores.
Em 1989, Ramón recebeu uma proposta do River Plate, um dos maiores clubes da Argentina, e aceitou. Foi no Millonarios onde ele passou a receber chances na Albiceleste, indo, inclusive, para a Copa do Mundo de 1994, já quando defendia o japonês Yokohama F. Marinos. O atacante deixou o Racing com 124 jogos e 26 gols marcados, uma média baixa mas que mesmo assim chamou atenção de outros clubes. O atacante encerrou a carreira em 2005, defenendo o Juventud Unida.
Dorval, com Pelé, enfrentando o Santos pelo Racing
Dorval Rodrigues, o Dorval, maior ponta da história do Santos (entre 1956 e 1966), completaria 87 anos neste 26 de fevereiro de 2022 se estivesse vivo. Porém, ele teve algumas saídas do Peixe no período em que defendeu o Alvinegro Praiano, em uma delas, em 1964, defendeu o Racing da Argentina e chegou a enfrentar o time da Vila Belmiro.
Dorval começou no gaúcho Força e Luz e chegou no Santos em 1956. No ano seguinte, chegou a ser emprestado ao Juventus, e também ao Bangu, este segundo em 1960. Porém entre 1961 e 1964 foi o ponta-direita titular de uma das maiores equipes que este planeta já viu.
Em 1964, Dorval acabou perdendo espaço no Santos FC e foi vendido junto com Batista e Luís Cláudio para o Racing da Argentina. Chegou no país vizinho com estatus de estrela e logo virou titular no time de Avellaneda. Em 7 de maio daquele ano, aconteceu algo curioso. O Racing recebeu o Santos para um amistoso e Dorval enfrentou sua ex-equipe.
No Cilindro de Avellaneda, um “econômico” 2 a 1 só definido aos 45 minutos do segundo tempo, quando Pelé converteu um pênalti. Coutinho havia aberto o placar empatado pelo futuro santista Menotti. Dorval saiu aos 25 minutos do primeiro tempo, machucado.
Porém, Dorval ficou pouco tempo no Racing. Mas não foi por conta de atuações ruins. Pelo contrário! O clube argentino não quitou o passe do trio e Dorval acabou retornando ao Santos em 1965, ficando até 1967. O ponta-direita ainda defenderia Palmeiras, Atlético Paranaense, Carabobo da Venezuela e Saad, onde encerrou a carreira em 1972.
Depois que poarou de jogar, chegou a viver na Vila Santa Catarina, zona sul de São Paulo. Foi professor do projeto da Prefeitura do governo de São Paulo, no Campo do CDM Ferradura, localizado na rua Adelino da Fontoura, 404, Jardim Jabaquara. Depois, voltou para a Baixada Santista e era comum vê-lo na Vila Belmiro em dias de jogos. Dorval morreu no dia 26 de dezembro de 2021, aos 86 anos, na Santa Casa de Santos, onde ficou internado.
Chango começou no Boca Juniors e fez carreira no México
Alfredo Chango Moreno, ex-atacante do Boca Juniors , morreu nesta quarta-feira, dia 8, em Aguascalientes, no México, após passar por uma doença grave. A morte foi confirmada pelo Atlético San Luis, um dos clubes mexicanos em que o atacante de Santiago Del Estero, na Argentina, atuou. Ele tinha 41 anos.
“Lamentamos profundamente a sensível morte de Alfredo“ Chango ”Moreno, um jogador de futebol histórico de Potosí. Expressamos nossas mais sinceras condolências à família e amigos”, diz o breve comunicado que o clube mexicano publicou em suas redes sociais.
Há uma semana, soube-se que o ex-jogador de futebol havia se submetido a uma cirurgia de emergência de uma obstrução na vesícula biliar. Apesar da dificuldade que o quadro apresentava, os médicos pareciam ter tudo sob controle, mas no meio da operação detectaram um tumor maligno que tocava parte de seu intestino.
Ciente da situação, o clube Necaxa, onde o santiago do santiago marcou o maior número de gols em território mexicano, havia formalizado um pedido de solidariedade em suas redes sociais: a doação de sangue e plaquetas é o próximo passo de Moreno, após sua estabilização em o hospital de Aguascalientes seria um tratamento quimioterápico.
Moreno morava em Aguascalientes (México) com sua esposa e dois filhos . Lá ele passou grande parte de sua carreira no futebol depois de ter emergido no Boca, onde estreou em 1999 nas mãos de Carlos Bianchi , em uma fase de ouro para o clube. Depois de um período emprestado do Racing, ele assinou pelo mexicano Necaxa, tentou a sorte em Shandong Luneng, na China, e voltou a Xeneize em 2003.
Alfredo Moreno teve sua noite de sonho em 22 de março de 2000. Aos 20 anos, o atacante de Santiago, que na época estava substituindo um ferido Martín Palermo, marcou cinco gols na vitória que o Boca deu ao Blooming da Bolívia em La Bombonera, para a Copa Libertadores.
Em busca de maior continuidade, foi para o futebol asteca, onde foi novamente recebido pelo Necaxa. Nesse país, onde se tornou o futebolista argentino com maior número de gols marcados , teve passagens por San Luis, América, Atlas, Tijuana, Puebla, Veracruz e Celaya, clube do qual se aposentou na temporada 2017/18.
Na prévia do jogo que Xeneize empatou nesta terça-feira contra o Newell's Old Boys em La Bombonera, pelo vigésimo terceiro e penúltimo dia do torneio local, o time posou na foto do grupo tradicional com um pôster através do qual mandou "força" o futebolista santiago treinado nas divisões menores da instituição.
“Em nome de todos nós que fazemos parte da família Necaxa, lamentamos a sensível morte de nosso ex-jogador e grande amigo Alfredo David Moreno Rojas. Unimo-nos à oração enviando as nossas mais profundas condolências, estendendo-as a toda a sua agradecida família ”, expressou o Necaxa nas suas redes.
Amanhã teremos o Clássico de Avellaneda. Racing, o único hepta campeão argentino (feito realizado entre 1913 e 1919) e primeiro time argentino campeão intercontinental (1967), antes mesmo que a seleção Albiceleste (1978), enfrenta o Independiente, o maior campeão da Libertadores (7 títulos).
Avellaneda, que fica na região metropolitana de Buenos Aires, é uma das 7 cidades do mundo que possui dois campeões intercontinentais/mundiais.
As outras cidades são Milão (Inter e Milan), Madrid (Real e Atlético), Buenos Aires (Boca Juniors, River Plate e Velez Sarsfield), Porto Alegre (Internacional e Grêmio), Montevidéu (Peñarol e Nacional) e São Paulo (São Paulo e Corinthians).
Mas a curiosidade maior fica por conta da distância entre seus estádios, uma vez que, como podem observar na fotografia em epígrafe, os estádios dos históricos rivais ficam a apenas 400 metros de distância um do outro.
O Racing manda seus jogos no estádio Juan Domingos Perón, conhecido como El Cilindro. O estádio homenageia o histórico presidente argentino que adotou a política do JUSTICIALISMO. Em seu governo foi instituído o salário mínimo, o direito de voto às mulheres e consolidaram-se leis de proteção ao trabalhador.
O Independiente é dono do estádio Libertadores da América, que faz alusão ao fato de ser o grande campeão da maior competição do continente de Simon Bolívar, Che Guevara e Mercedes Sosa. Seu antigo estádio, La Doble Visera, foi destruído parcialmente para dar lugar ao moderno coliseu atual. Entretanto, as glórias ficaram no passado, no estádio que já não existe mais, como a grandeza que outrora fazia LOS ROJOS serem temidos no continente.
A equipe do Racing que conquistou a Copa Intercontinental de 1967
Em um dia como hoje, 4 de novembro, há 53 anos, o Racing tocou o céu com as mãos com um grupo de heróis campeões mundiais. Era o primeiro time argentino a conquistar a Copa Intercontinental.
"Animais". É assim que os ingleses da época chamavam os argentinos, depois do que para eles a Copa do Mundo de 1966 havia sido violenta pela Seleção Nacional. A Argentina até aquele momento não tinha títulos mundiais de clubes ou nacionais, agregava respeito aos jogadores, mas precisava confirmá-lo com troféus. E Racing foi o primeiro campeão mundial.
O Racing de José tinha acabado de vencer o torneio local com uma série invicta de 39 jogos e a mais longa Copa Libertadores da história (eles disputaram 20 jogos), derrotando o Nacional de Uruguai na final. Na frente estava o Celtic da Escócia, o primeiro time das Ilhas Britânicas a ganhar uma Copa da Europa e nada mais nada menos que o Inter de Helenio Herrera, um time fantástico e vencedor. Eles queriam conquistar o Intercontinental e surpreender o mundo, mas à frente estava o Racing.
Três jogos foram disputados para essa final. O primeiro foi em Glasgow, perante 103.000 espectadores, que terminou com uma vitória dos locais por 1 a 0. O segundo foi em Avellaneda e nessa partida dizem que foram 120.000 pessoas. O confronto dos dois jogadores mais carismáticos naquele jogo ainda é lembrado, Johnstone (o melhor jogador de futebol escocês de todos os tempos) e o quarterback Perfumo. O Racing venceu por 2 a 1, com gols de Raffo e Cárdenas.
Não houve gol do visitante, nenhuma disputa de pênaltis. Houve uma terceira e definidora festa, mais tarde chamada de "batalha de Montevidéu" . Foi disputado na capital uruguaia em 4 de novembro de 1967, que marca hoje o 51º aniversário. A equipe Pizzutti formada com Cejas, Martín, Perfumo, Basile, Chabay; Rulli, Cardoso, a tigela de Maschio; Raffo, JJ.Rodriguez e o chango Cárdenas.
O que se segue a esta história é conhecido. Foi um jogo infernal por causa de quão intenso e duro foi, até que aos 11 minutos do segundo tempo, o chute de todos os tempos de Chango acertou a rede e declarou o título histórico para um time histórico.
A cidade inteira comemorou. Os torcedores de outros clubes, famílias inteiras, todos saíram de suas casas para aplaudir a primeira grande vitória do futebol argentino. Foi a conquista de um país, representado por este time de feras, de “bichos”, que ergueu a bandeira e mudou para sempre a história do futebol.
Completando 61 anos neste 6 de janeiro de 2020, Ademir Roque Kaefer, ou simplesmente Ademir, foi um dos volantes mais importantes do futebol brasileiro. Principalmente marcado por defender Internacional e Cruzeiro, além de outras equipes, o ex-jogador tem uma passagem interessante pelo argentino Racing.
Ademir começou no futebol profissional defendendo o Toledo, do Paraná, quando tinha 17 anos. Em 1980 foi para o Internacional, onde ficou por seis anos. Após uma passagem rápida pelo Santo André, em 1986, acabou sendo contratado pelo Cruzeiro. Neste período entre Colorado e Raposa, chegou à Seleção Brasileira e teve uma vida longa no time olímpico (em uma época em que a regra era diferente da atual) tendo conquistado duas medalhas de prata (1984, em Los Angeles, e 1988, em Seul) além do ouro no Pan-Americano de Indianópolis, em 1987. Pelo time principal canarinho, fez cinco jogos.
No Cruzeiro, virou ídolo, mas em 1992 sua história mudou. Ele acabou sendo contratado pelo Racing de Avellaneda, da Argentina. “Naquela época, foi engraçado, porque renovei com o Cruzeiro por mais um ano. De repente, o presidente me liga de noite e diz que estava me vendendo para o Racing. Eu falei que não queria ir, mas a legislação não era como hoje. O presidente disse que não teve como negar, pois ele tinha dado a palavra ao Racing e ao empresário que intermediou. Eu estava empolgado com aquele timaço montado pelo Cruzeiro, com Renato Gaúcho etc, e fui à força para a Argentina. Por azar meu, naquele ano, o Cruzeiro foi bicampeão da Supercopa justamente contra o Racing. Eu estava no elenco deles e nem pude jogar, pois já tinha sido relacionado para um jogo do Cruzeiro na competição. Fiquei lá vendo o Cruzeiro comemorar e pensando: podia ter sido bi também”, disse, em entrevista ao site Superesportes, em 2018. Vale lembrar que no ano anterior, Ademir foi o destaque na campanha da Raposa no título da Supercopa.
Ademir não guarda boas lembranças da passagem dele pelo Racing. O clube estava em crise e atrasava salários. Além disto, não foi muito bem recebido pelo elenco. “Os jogadores faziam algumas brincadeiras, me chamavam de ‘brasileirito’, faziam algumas piadas. Mas é aquela coisa: quem vive em Belo Horizonte, Minas, conhece o povo, vai estranhar mesmo morar na Argentina. Minas tem o povo mais carinhoso. Lá eu morei num prédio e, durante todo o tempo na Argentina, não teve um bom dia, um boa tarde”.
O ex-jogador explica que, apesar de se achar um marcador que chegava duro, os argentinos pediam para ele entrar ainda mais forte. ”Em campo, era engraçado. Eu já achava que marcava muito. Mas lá eles pediam para eu entrar ainda mais duro, que eu chegasse mais. Sempre joguei firme, mas não gostava de ser desleal. Isso eu não gostava lá. Queriam que eu desse pancada mesmo (risos)”, lembra Ademir, que foi chamado para voltar ao Cruzeiro em agosto de 1993. “Quando ligaram e perguntaram se eu queria voltar, disse volto agora, volto correndo. No meu retorno, ainda tive a sorte de conquistar outros títulos importantes, como a Copa do Brasil de 1993”.
Ademir voltou à Raposa, onde ficou até 1995 e encerrou a carreira. Depois, fixou sua moradia em Toledo, no Paraná, e montou negócios no setor agrário, tendo terras em vários locais, inclusive no Paraguai. Os grãos produzidos são voltados para a exportação.
Nesta sexta-feira, dia 28 de abril, o ex-volante argentino e atual treinador Diego Simeone completa 47 anos de idade. Conhecido por ter sido um jogador duro, até em certos momentos violento, mas que tinha muito talento com a bola nos pés, Simeone foi ídolo por praticamente todos os times onde passou durante a carreira de jogador.
O Curioso do Futebol fez o levantamento da carreira do argentino. Confira as camisas que ele defendeu como atleta:
VELEZ SARSFIELD
Diego Simeone começou sua carreira no Velez Sarsfield, onde subiu para o time profissional com apenas 17 anos. Chamou tanta a atenção que foi vendido para o Pisa, da Itália, antes de fazer 20 anos. Pelo Velez, 'El Cholo' fez 76 jogo e 14 gols.
PISA
Chegando na Europa em uma equipe pequena, mas que na época sempre esteve na elite do Campeonato Italiano, Simeone teve problemas em seu início no Pisa, chegando por lá em 1989, mas quando teve a chance, agarrou e mostrou o seu talento. Já com passagens pela seleção argentina desde 1988, talvez o pior momento do atleta no clube italiano foi quando ficou de fora da Copa de 1990. Pelo Pisa, Simeone fez 55 jogos e seis gols.
SEVILLA
Foi no Sevilla onde Diego Simeone ganhou o status de grande ídolo. Virou um dos melhores volantes do mundo jogando pelo time espanhol, onde chegou a atuar junto de seu xará Diego Maradona. Assim como em seus dois clubes anteriores, Simeone não conquistou títulos no Sevilla. Pelo clube, fez 64 jogos e 12 gols.
ATLÉTICO DE MADRID
Não dá para falar da carreira de Simeone sem citar o Atlético de Madrid. Com a equipe, Simeone talvez esteja entre os 20 maiores do clube, ainda mais com a atual fase de treinador. Como jogador, que é o que importa por aqui, 'El Cholo' teve duas passagens: a primeira, entre 1994 e 1997, Simeone fez 98 jogos e 21 gols, tendo conquistado a Liga e a Copa do Rei na temporada 1995-1996, uma das melhores da história do clube.
INTERNAZIONALE
Simeone fez parte da grande Internazionale do final da década de 90, que também tinha estrelas como Ronaldo, Recoba, entre outros. Apesar de grande elenco, o time não ganhou muitos títulos naquela época, e Simeone, pelo clube, só conquistou a Copa da UEFA em 1998. Jogando pela Inter, 57 jogos e 11 gols.
LAZIO
A Lazio talvez seja o segundo clube onde 'El Cholo' fez mais sucesso. Foi o grande líder do time que conquistou a Série A e a Copa da Itália na temporada 1999-2000. Foram 121 jogos e 17 gols de Simeone com a camisa da Lazio, sendo um dos mais importantes atletas do time naquele momento.
RACING
Simeone sempre deixou claro que antes de se tornar jogador profissional, era torcedor do Racing e nada mais justo do que encerrar a carreira no time de coração. 'El Cholo' chegou no clube em 2005 e defendeu a equipe por um ano, fazendo 37 jogos e apenas três gols, pendurando as chuteiras logo em seguida e se tornando treinador.
SELEÇÃO ARGENTINA
De 1988 até 2002, Diego Simeone defendeu a Albiceleste. Como já foi dito anteriormente, ficou de fora da Copa de 1990, mas jogou outros três mundiais pela equipe, onde foi um dos líderes, principalmente depois da saída de Maradona. Pela Seleção Argentina, foram 106 jogos e 11 gols, além de ganhar a Copa das Confederações de 1992, as Copas América de 1991 e 1993, além da medalha de prata nas Olimpíadas de 1996.
Depois de passar por Genoa, Zaragoza e, principalmente, Internazionale e Racing, Diego Milito deixou o futebol na tarde deste sábado, aos 36 anos, com direito a um gol e uma grande festa de uma torcida que o tem como ídolo: o Racing. Milito é um símbolo de glórias e de respeito e dedicação a camisa de La Academia.
Durante a madrugada anterior à sua aposentadoria, ele havia sido pai mais uma vez, já que nasceu Morena. O dia 21 de maio é véspera do aniversário de 6 anos do que foi, provavelmente a maior atuação de sua carreira, quando ele decidiu com dois gols a final da Liga dos Campeões pela Inter, levando o time azul e preto à uma glória há muito esperada e este futuro jornalista que escreve às lágrimas.
Milito terminou a carreira sendo protagonista, com dois gols do Racing na vitória de 2 a 0 sobre o Temperley. No primeiro, bateu pênalti de forma magistral para abrir o placar e, no segundo, o goleiro até defendeu a má cobrança de Diego, mas Romero (paraguaio irmão gêmeo do atacante Corintiano) pegou o rebote e mandou para as redes. Já sem chances de título, o Racing fez pelo menos uma festa de despedida digna para “o príncipe”.
Foi importantíssimo na Internazionale
Tomado por 50 mil pessoas, o Cilindro de Avellaneda aplaudiu e festejou antes, durante e depois dos 90 minutos. Aos 22 do primeiro tempo, número com qual Milito se consagrou, sinalizadores, barulho e papéis picados marcaram uma homenagem. O centroavante disse em entrevista que se despediu da forma que queria com a camiseta que ama, que queria abraçar um por um dos torcedores presentes no Cilindro.
O Racing homenageou ele com um titulo vitalício de sócio e uma placa, Milito “homenageou” o Racing sendo uma bandeira de liderança e ganhando dois títulos argentinos, em 2001 e em 2014, os dois últimos do clube de Avellaneda que passou perto da falência no começo dos anos 2000. A Libertadores tão sonhada por ele acabou não vindo. Ano passado, o Guarani do Paraguai tirou o Racing nas quartas de final e este ano foi a vez do Atlético Mineiro eliminá-los nas oitavas de final.
Não vou contar aqui a história completa de Diego Milito, você pode conferir ela com poucos instantes de pesquisa no Google: Racing, Genoa, Zaragoza, Genoa, Inter, Racing, Seleção Argentina, etc. O jogo completo e a despedida inteira de Diego estão disponíveis no canal “Futbol para todos” do Youtube. Quero fazer um relato pessoal do porque tenho este sujeito como provavelmente meu maior ídolo no futebol.
Milito na passagem pelo Genoa
Como a maioria de minha geração, também gosto de algum time europeu além do meu no Brasil e, apesar de admirar também de Liverpool e Real Madrid, a Internazionale é o meu time europeu favorito. Foi por ela que Milito venceu os principais títulos de sua carreira e teve as melhores atuações de sua vida. Na época, em uma comunidade do finado Orkut, eu lembro de minhas palavras quando soube que ele iria vir para o lugar de Zlatan Ibrahimovic. “É sério que trouxemos um jogador do Genoa para substituir o melhor jogador do mundo (sim, eu achava isso, delírios dos 15 anos.)”.
Minha língua foi devidamente incinerada a cada gol de Milito, a cada atuação decisiva, a cada partida vencida por aquele time com alguma contribuição dele. Como esquecer os 4 a 0 diante do Milan, com atuação magistral do príncipe naquele mágico 2010. Ou da tripleta contra o mesmo Milan em 2012, mas acima de tudo pelos gols decisivos marcados por ele nos três títulos ganhos pela Inter em 2010, todos eles ganhos graças a gols de Milito.
De contestado, ele virou ídolo. Alcançou o status de um dos maiores jogadores da história da Internazionale. Poderia ter tido números maiores, mas foi atrapalhado por lesões. A gratidão da torcida da Inter com ele nunca acabou e sua despedida em 2014 foi em uma bonita festa no Giuseppe Meazza.
A passagem do argentino pelo Zaragoza
Milito é um gigante, uma lenda e acima de tudo um homem grato a quem lhe deu chance e fiel a seu time de origem, à primeira camisa que vestiu. Voltou para sua gente, voltou para o Racing para fazer história. Em tempos de cifras astronômicas no futebol, em tempos que a maioria dos jogadores brasileiros pouco se importa com os times que lhes deram a primeira chance, ele fez como diversos jogadores argentinos e voltou para o Racing para ser campeão e para terminar sua história vestindo a camisa que ele mais ama.
A atitude de Milito só fez com que eu o admirasse ainda mais. Pouco tempo antes de sua volta ao Racing, Robinho recusou o Santos que estava fazendo loucuras para trazer o “Rei das pedaladas” de volta. Ele que nunca chegou nem perto de fazer em algum clube europeu o que Milito fez pela Inter, o príncipe decidiu virar lenda: recusou o Palmeiras, que oferecia muito mais dinheiro e não ouviu a proposta do mundo árabe. Ele queria o Racing, ele queria ser campeão argentino de novo, ele pediu um salário menor, quase simbólico, para que o clube pudesse montar um time competitivo.
Primeiro gol na despedida
Eu falo de Robinho e Milito, pois o menino das pedaladas sempre foi meu maior ídolo no futebol, tirou o Santos do ostracismo e sempre que voltava para cá, vinha ganhar mais, mesmo sempre pedindo salário astronômico, voltando quando perdia visibilidade na seleção, ele vinha para o Santos e voltava a vestir a amarelinha e com ele o Peixe vencia títulos, era uma troca justa. Mas, quando o Santos precisava mais dele ele preferiu a China e o Atlético Mineiro, preferiu jogar fora a lealdade de uma torcida que o amava, preferiu desgastar uma das relações mais bonitas do futebol brasileiro.
Pois então há Diego Alberto Milito, a China nunca o tiraria do Racing, nenhum time argentino o tiraria de La Academia, ele escolheu terminar sua carreira vestindo a camisa azul e branca de Avellaneda e nada poderia mudar isso. Neste sábado ele encerrou sua trajetória da forma como sempre sonhou. Que ele sirva de lição, que hajam mais Militos, porque ainda temos esperança de que dentro do campo, vestindo nossas cores, esteja alguém que sinta o que sentimos e que sangre como sangremos por nosso clube.
O segundo tento de Milito no jogo
Por isso tudo gostaria de apenas agradecer à ele por tudo, por todos os gols comemorados na Inter, pela “doppieta” contra o Bayern e pelo gol da tranquilidade contra o Barcelona em 2010, pelos gols e pela atuação decisiva contra a Juventus em 2012, por todos os momentos mágicos e pelos gols que comemorei dele e também por ter se mostrado um gigante, por ter voltado ao clube que ama e ter se mostrado decisivo como era na campanha do título argentino de 2014, Obrigado por tudo Diego Alberto Milito!
E Facci um gol, E facci um gol, Diego Milito facci um gol, sei de la Nord que ló chiede, Diego Milto facci um gol!
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