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A apagada passagem de Bebeto no Sevilla

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Bebeto atuando no Sevilla

Conhecido principalmente pela histórica dupla que formou com o baixinho Romário na Copa do Mundo de 1994, o atacante Bebeto, que está completando 60 anos neste dia 16, foi um dos maiores nomes do futebol brasileiro enquanto esteve em atividade durante as décadas de 1980 e 1990, principalmente. Reconhecido por muitos pelos seus gols de voleio, o atacante soteropolitano não viveu só flores em sua carreira, tendo uma passagem apagada pelo Sevilla no final dos anos 1990.

Chegou ao Ramón Sanchez Pizjuán depois de fracassar em um retorno ao Flamengo pelo Flamengo no ano de 1996, não conseguindo ajudar o rubro-negro a fazer uma campanha digna naquela edição do Brasileirão. Sofrendo com a implicância da torcida devido a passagem recente pelo Vasco e não conseguindo mostrar seu melhor futebol, ele acabou negociado com o Sevilla.

Estreou no dia 16 de novembro, em uma partida em casa diante do Real Madrid onde os Palangas foram derrotados pelos Merengues por 3 a 1. Deixou o campo nos 15 minutos finais sem conseguir fazer muito para evitar a derrota. Seguiu atuando como titular nas partidas seguintes, sem conseguir mostrar um futebol parecido com o que havia o tornado ídolo do Deportivo La Coruña alguns anos antes. 


Se despediu do Ramón Sanchez Pizjuán em janeiro, após jogar apenas 70 minutos diante do Real Oviedo, sendo negociado com o Vitória, que recebia naquele período investimentos do Banco Excel. No total, esteve em campo em apenas seis partidas pelos rojiblancos, sem marcar gols pelo clube, uma marca negativa inédita em sua carreira. 

Ainda atuou profissionalmente até 2002, quando pendurou as chuteiras atuando na Arábia Saudita, pelo Al-Ittihad. Depois da passagem pelo Sevilla, ainda conseguiu se recuperar ao ponto de jogar a Copa do Mundo de 1998, quando era jogador do Botafogo, mas não era mais o mesmo atacante infernal de anos anteriores. 

A passagem de Davor Šuker pelo Sevilla

Por Felipe Roque
Foto: arquivo

Davor Šuker durante sua passagem pelo Sevilla

Davor Šuker, lendário atacante da década de 90, completa hoje, o primeiro dia do ano, 56 anos. O ex-atleta, que nasceu na Ioguslávia, mas fez história com a camisa da Seleção da Croácia, vestiu a camisa de diversos gigantes do futebol, como Real Madrid e Arsenal, mas foi no Sevilla que o atacante despontou. 

Começou a carreira em 1984, no Osijek, de sua cidade natal. Pelo modesto clube, foi artilheiro do campeonato iugoslavo de 1989, com 18 gols, chamando então a atenção de um clube maior, o Dínamo Zagreb. No clube da capital croata, um dos principais do país, foi vice-campeão em suas duas primeiras temporadas.

Aquelas acabariam sendo suas únicas temporadas no Dínamo: o campeonato terminou no período em que os croatas declaravam unilateralmente seu desmembramento da Iugoslávia, o que logo desencadearia a Guerra de Independência da Croácia, com a invasão do território pelo exército iugoslavo, controlado pelos sérvios.

O momento turbulento vivido na Croácia fez com que Šuker se transferisse ao Sevilla, da Espanha, em 1991. Em sua primeira temporada em La Liga, o croata entrou em campo em 26 oportunidades, marcando 9 gols. 


Seus gols e atuações chamavam a atenção, mas foi na temporada 93/94 que o atacante despontou: foi o vice-artilheiro do Campeonato Espanhol, com 27 gols em 43 partidas, ficando somente atrás do artilheiro Romário. 

Foi na temporada de 92/93 também que Šuker teve a honra de jogar ao lado da lenda Diego Armando Maradona, o que serviu de inspiração para o atacante. Após sua brilhante passagem pelo Sevilla, Šuker foi contratado pelo poderoso Real Madrid. Depois, passou por Arsenal, West Ham e, por último, 1860 München.

A passagem de Matías Almeyda pelo Sevilla

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo 

Almeyda no Sevilla

Hoje treinador do AEK Atenas, onde aliás conquistou o último campeonato grego, o argentino Matías Almeyda, que está chegando aos 50 anos neste dia 21, foi um brilhante volante argentino dentro de campo, uma das boas peças produzidas pela seleção local na função. Depois de um começo de carreira incrível no River, onde fez parte de uma das mais lembradas equipes que o Millonario já montou em sua história, o argentino passou com sucesso pelo na época modesto Sevilla.

Sua chegada coincidiu com a época onde os Palanganas começaram a fazer mais investimentos altos em sua equipe, que nos anos 1990 distava muito do sucesso atual que possuí o time considerado "dono" da Liga Europa. Ele chegou ao clube por um valor recorde para o futebol argentino na época de 9 milhões de euros. Chegava para um Sevilla que tentava se estabelecer em La Liga.

Dono de ótimo futebol e de grande categoria na posição de volante, Almeyda foi titular dos Blanquirrojos desde o início de sua trajetória. Estreou em uma derrota por 2 a 1 para o Zaragoza, numa temporada que se seguiria muito ruim para o time, que a despeito das ótimas atuações do volante, que inclusive o levaram a Seleção Argentina, não conseguia vencer de forma regular na competição, sofrendo muito durante o campeonato.


Presença constante em jogos do Sevilla, o argentino chamava a atenção de clubes maiores de vários polos devido ao fato de ser um dos poucos que se salvava em um time que pouquíssimo conseguia produzir de fato dentro de campo. Acabou se salvando da campanha que levou o time ao descenso na 20ª posição, num campeonato que na época tinha 22 times. Acabaria não permanecendo para a segundona, o que criou uma corrida por seus serviços.

Deixou o Sevilla ao fim da temporada 1996/1997, rumando para a Lazio, que disputava o que na época era o campeonato mais importante do planeta: a Série A italiana (algo como o que é a Premier League hoje). No total, em uma temporada no Ramón Sánchez-Pizjuán, disputou 32 jogos com a camisa rojiblanqua, sem marcar nenhum gol nesse tempo.

UEFA e CONMEBOL lançam o Desafio de Clubes 2023

Com informações da Conmebol


Como parte do acordo de cooperação UEFA e CONMEBOL, as duas confederações anunciaram a edição piloto do Desafio de Clubes: uma partida entre o vencedor da UEFA Eurocopa 2022/23, Sevilla FC (Espanha), e o vencedor da CONMEBOL Sudamericana 2022, Independiente del Valle (Equador).

O primeiro Desafio de Clubes UEFA-CONMEBOL será disputado no dia 19 de julho no estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, em Sevilha, às 22h00 (hora local). O Desafio de Clubes é um único jogo realizado em 90 minutos. Não há prorrogação, então se o placar estiver empatado no final do tempo regulamentar irá direto para os pênaltis. Os vencedores receberão uma placa e medalhas especialmente elaboradas para a ocasião. Os árbitros desta edição serão nomeados pela UEFA.

Os ingressos serão disponibilizados aos torcedores de ambos os clubes e ao público em geral através do Sevilla FC. Esta edição inaugural vai se chamar “Antonio Puerta XII” em homenagem ao ex-jogador do Sevilla que faleceu em 2007, aos 22 anos, após sofrer uma parada cardíaca.

O Desafio de Clubes faz parte da ampliação da cooperação entre UEFA e CONMEBOL, que inclui a Finalíssima, colocando os respectivos campeões femininos e masculinos da UEFA Eurocopa contra os campeões da CONMEBOL Copa América. Além da participarão do futebol feminino, do futsal e das categorias de base, haverá também intercambio de árbitros e programas de treinamento técnico.

Quem disputará o UEFA CONMEBOL Desafio de Clubes 2023? - O Sevilla FC, vencedor da UEFA Eurocopa 2022, enfrentará o Independiente del Valle, campeão da CONMEBOL Sudamericana 2022. Depois de vencer o Roma na final de Budapeste, Sevilla conquistou a UEFA Eurocopa de 2022, tornando-se assim o clube europeu com mais títulos na competição com sete troféus.

Por outro lado, o Independiente del Valle sagrou-se campeão da CONMEBOL Sudamericana 2022 ao vencer o São Paulo por 2-0, na final disputada no Mario Alberto Kempes, na cidade de Córdoba. O título significou a segunda consagração do selecionado equatoriano na disputa.

Quando e onde acontecerá o UEFA CONMEBOL Desafio de Clubes 2023? - Sevilla FC (Espanha) e Independiente del Valle (Equador) se enfrentarão no dia 19 de julho no estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, com horário a confirmar.

Qual será o sistema de disputa do UEFA CONMEBOL Desafio de Clubes 2023? - O Desafio de Clubes é um único jogo realizado em 90 minutos. Não há prorrogação, então se o placar estiver empatado no final do tempo regulamentar irá direto para os pênaltis. Os vencedores receberão uma placa e medalhas especialmente elaboradas para a ocasião. Os árbitros desta edição serão nomeados pela UEFA. Os ingressos serão disponibilizados aos torcedores de ambos os clubes e ao público em geral através do Sevilla FC.



Por que foi criado o UEFA CONMEBOL Desafio de Clubes 2023? - A partida faz parte da ampliação da cooperação entre UEFA e CONMEBOL, que inclui especialmente futebol feminino, futsal, categorias de base, bem como intercâmbio de árbitros e treinamento técnico.

Como explicou o presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, “a CONMEBOL e a UEFA resolveram levar sua cooperação a um nível estratégico superior. Somos os dois continentes com maior tradição e peso no esporte mais popular do planeta”.

Esta edição inaugural vai se chamar “Antonio Puerta XII” em homenagem ao ex-jogador do Sevilla que faleceu em 2007, aos 22 anos, após sofrer uma parada cardíaca.

Nos pênaltis, Sevilla bate Roma e é campeão da Liga Europa pela 7ª vez

Com informações da Gazeta Esportiva
Foto: Attila Kisbenedek / AFP

Sevilla levou a melhor sobre a Roma

O Sevilla conquistou sua sétima Liga Europa e se isola mais ainda como o maior vencedor do torneio. Na Puskás Arena, em Budapeste, na Hungria, nesta quarta-feira, dia 31, os espanhóis venceram a Roma nos pênaltis, por 4 a 1, após empate por 1 a 1. Com a conquista, o time espanhol acabou com a invencibilidade de Mourinho, que tinha ganhado todas as competições europeias que chegou à final até então.

O Sevilla expandiu sua liderança no ranking de maiores vencedores da Liga Europa. O clube já havia vencido a competição nas temporadas 2005/2006, 2006/2007, 2013/2014, 2014/2015, 2015/2016 e 2019/2020. Além disso, a derrota da Roma impediu o hexacampeonato continental de José Mourinho, técnico da Roma. Seria a terceira vez que o português venceria a Liga Europa, as outras duas foram com o Porto e o Manchester United.

A primeira grande oportunidade da partida saiu aos 11 minutos do primeiro tempo, com a Roma no ataque. Dybala fez bela jogada individual pela direita e, da linha de fundo, cruzou rasteiro para trás. Spinazzola apareceu livre para finalizar, porém bateu em cima do goleiro Bono, que espalmou com tranquilidade. O Sevilla não teve um bom início de jogo e apresentou dificuldades para chegar com perigo à meta italiana.

Aos 34, a Roma conseguiu abrir o placar. Mancini tocou para Dybala na entrada da área. O meia disparou até a cara do gol, de onde finalizou na saída de Bono. O goleiro passou perto de impedir o tento com os pés, mas não foi rápido o suficiente. Nos acréscimos, aos 50, o Sevilla teve sua melhor chance da primeira etapa. Rakitic soltou uma bomba de fora da área, que parou na trave direita.

A segunda etapa começou melhor para o Sevilla, que conseguiu o empate aos 9 minutos. Jesús Navas tentou o cruzamento pela direita buscando En-Nesyri dentro da área. Antes do atacante, o zagueiro Mancini, da Roma, apareceu para tentar tirar, mas pegou mal e desviou contra a própria meta.

A Roma respondeu aos 21. Após cobrança de falta, a bola ficou viva na pequena área. Desequilibrado, Abraham tentou empurrar para o gol, mas parou em uma defesa milagrosa de Bono. A defesa afastou mal e Ibañez mandou a oportunidade para a linha de fundo. Aos 29, um pênalti foi assinalado para o Sevilla, porém o árbitro foi ao VAR e voltou atrás na decisão. Com o placar empatado ao final dos 90 minutos, a partida foi para a prorrogação.


Na prorrogação, nenhuma das equipes conseguiu oferecer perigo e, com isso, o duelo foi para os pênaltis. na disputa, a Roma errou sua segunda cobrança. Mancini parou em Bono, que defendeu com os pés no lado direito. O Sevilla converteu com Rakitic e os italianos voltaram a errar, dessa vez com Ibañez. O brasileiro mandou no pé da trave esquerda. Na cobrança final, Montiel mandou pela primeira vez na trave, porém o árbitro mandou voltar, já que Rui Patrício estava adiantado. Na segunda oportunidade, o argentino mudou o canto e converteu.

A Roma volta a campo no domingo para seu último jogo oficial da temporada, contra o Spezia, pelo Campeonato Italiano. O Sevilla fará sua última partida pela La Liga também no domingo, contra o Real Sociedad.

A passagem de Nicolás Olivera pelo Sevilla

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Nicolás Olivera jogou no Sevilla por quatro anos

Andrés Nicolás Olivera, ex-jogador uruguaio, está completando o seu 46º ano de vida nesta terça-feira, dia 30 de maio de 2023. No decorrer de sua carreira, o meia defendeu o Sevilla entre o fim dos Anos 90 e começo dos Anos 2000.

Esta trajetória do jogador pelo Hispalenses aconteceu entre 1998 e 2002, depois de ser revelado no Defensor Sporting de Montevidéu, clube onde se profissionalizou, e também passar pelo Valência por um curto período. Chegou à equipe Rojiblanca em busca de mais oportunidades, já que não conseguiu ter uma sequência nos Murciélagos.

Segundo o site ogol.com, o meia disputou 45 partidas e balançou as redes adversárias em 11 ocasiões. Neste período em que esteve dentro das quatro linhas com o uniforme sevillista, conquistou a Segunda Divisão do Campeonato Espanhol da temporada 2000/01.


Na sequência de sua carreira, Nicolás Olivera ainda jogou em equipes como Real Valladolid, Córdoba, Defensor Sporting (quatro passagens), Albacete, Necaxa, Atlas, Puebla (duas passagens), Veracruz e América do México.

Juiz acaba primeiro tempo após chute e gol do Valladolid não é validado na Espanha

Com informações da CNN
Foto: Denis Doyle/Getty Images

Pezzolano reclama com a arbitragem

O Real Valladolid, time gerido por Ronaldo, dono também de 90% das ações da SAF do Cruzeiro, teve um gol anulado de forma inacreditável neste domingo, dia 14, na partida contra o Sevilla pela La Liga, o Campeonato Espanhol.

Na partida contra o Sevilla, válida pela 34ª rodada do Campeonato Espanhol, Escudero acertou um chute de fora da área e conseguiu superar o goleiro Dmitrović. No entanto, o árbitro apitou o fim do primeiro tempo no mesmo momento da finalização e anulou o gol.

A decisão do juiz causou revolta dos jogadores do time comandado pelo técnico Paulo Pezzolano, que também demonstrou indignação com o fato. Mesmo reclamando da anulação do gol, o treinador uruguaio também teve o papel de afastar os jogadores de perto do árbitro. Os atletas, nervosos, corriam risco de expulsão.

O lance - O árbitro deu quatro minutos de acréscimos no primeiro tempo. O Valladolid bateu um escanteio com 49 minutos e 56 segundos. Depois de a zaga afastar a bola inicialmente, Escudero aproveitou o rebote e conseguiu a finalização aos 50 minutos exatos, momento em que o juiz apitou o final da primeira etapa.


A partida contra o Sevilla era importantíssima para o futuro do Valladolid no Campeonato Espanhol. Lutando para se manter na Primeira Divisão, a equipe comandada por Paulo Pezzolano fica apenas um ponto acima da zona de rebaixamento após a derrota por 3 a 0.

Ronaldo Reclamou - Ronaldo foi às redes sociais para demonstrar a insatisfação com a arbitragem espanhola. O desabafo contundente do Fenômeno foi publicado logo depois da derrota por 3 a 0 para o Sevilla, pela 34ª rodada de La Liga.

“Inadmissível o que aconteceu hoje em Zorrilla! Até agora havíamos ficado calados tentando justificar nossa insatisfação através de meios oficiais, reuniões e petições, evitando fazer uma exposição pública. Mas já chega! Isso é futebol profissional e exigimos explicações. Erros dessas dimensões podem mudar uma temporada inteira”, escreveu.

40 anos da primeira decisão por pênaltis da história das Copas

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

França e Alemanha Ocidental protagonizaram a primeira decisão por pênaltis em Copas do Mundo

Nesta sexta-feira, dia 8 de julho de 2022, se completam 40 anos da primeira decisão por pênaltis na histórias das Copas do Mundo. Na ocasião, a Alemanha Ocidental e a França proporcionaram uma grande partida de futebol, válida pelas semifinais do mundial de 1982, que até hoje, tem um gosto bastante amargo para a torcida brasileira.

Um dia depois de Rossi colocar a Itália na grande final ao balançar as redes daquele grande conjunto que a Polônia tinha por duas vezes, alemães e franceses tiveram de definir quem teria o direito de disputar o título com a Squadra, que havia eliminado o Brasil naquela mesma edição. A partida foi realizada em Sevilla, às 21h, no Estádio Ramon Sanchez Pizjuan. A Alemanha Ocidental já havia conquistado dois mundiais, enquanto os franceses ainda não tinham conquistado nenhum, mas queriam mostrar para que chegaram até ali. Por isso, a perspectiva para este duelo era muito boa.

Littbarski foi o responsável pelo gol que abriu o placar aos 17' de bola rolando ao emendar um belo chute de fora da área uma bola tirada pela defesa francesa. O time dos Bleus não se abateram e conseguiram buscar o empate com Platini, exatamente nove minutos após o gol da Mannschaft. Apesar do grande volume de jogo da equipe azul durante a etapa complementar, aquela igualdade continuou no marcador até o fim do tempo regulamentar, fazendo com que o duelo e o sofrimento das agremiações se estendesse para a prorrogação.

Nos 30 adicionais, tivemos mais quatro gols. Já de início, Tresor aproveitou jogada de bola parada com um belo chute de primeira e virou o jogo. Cerca de seis minutos depois, Giresse acertou um balaço na entrada da área e para abrir dois tentos de vantagem para os germânicos e tranquilizar os Bleus para o restante do embate. Porém, quando os alemães davam sinais de muito desgaste, Rummenige recolocou o selecionado alemão ainda no primeiro tempo da prorrogação. Nos minutos iniciais da segunda etapa, Fisher, acertou uma maravilhosa meia bicicleta e levou a decisão para os pênaltis.

Já nos tiros da marca fatal, quatro das cinco primeiras foram convertidas. Pelos alemães, o Stielike não acertou o terceiro tiro, e ainda contou com a sorte de Six ter desperdiçado a oportunidade de manter seu time em vantagem. Nas alternadas, os franceses, que abriram a disputa, viram Bossis se parado pelo lendário goleiro Harald Schumacher. Hrusbech, camisa 9 germânico, balançou as redes e eliminou os Bleus. Curiosamente, este episódio aconteceu em menos de um ano do centroavante ter feito Platini sofrer ao bater a Juventus na final da Liga dos Campeões, que era conhecida como Copa Europeia na época, atuando pela equipe do Hamburgo.


Na disputa do terceiro lugar, a França perdeu para a Polônia pelo placar de 3 a 2. Já a Alemanha Ocidental, não conseguiu superar a Itália na decisão e ficou com o vice-campeonato mundial. Das edições de Copa do Mundo de 86 até hoje, outras 29 decisões de classificação foram decididas em decisões de pênaltis. 

O fato mais curioso é que, Stielike é, até hoje, o único atleta alemão a perder uma cobrança em uma disputa tiros da marca da cal. Os tetra campeões mundiais tem um aproveitamento de 94% neste tipo de decisão. A Itália, juntamente do Brasil, são as únicas seleções campeãs do mundo cobrando penalidades máximas.

O uruguaio Pablo Bengoechea e sua boa passagem pelo Sevilla

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Pablo Bengoechea com a camisa do Sevilla

Pablo Javier Pablo Javier Bengoechea Dutra, mais conhecido como Pablo Bengoechea. Dutra, conhecido também como "El Profesor", nasceu em Rivera, Uruguai, no dia 27 de junho de 1965, e se tornou um grande meio-campista. O jogador jogou nacional e internacionalmente, tendo maior destaque na Espanha, onde defendeu o Sevilla.

O jogador subiu para o profissional com 19 anos, pela equipe do Wanderers, e por lá destacou conseguindo fazer grandes jogos, chamando a atenção de times da Europa. Pablo ficou apenas duas temporadas e meia na equipe e logo já foi vendido para fora do país, deixou o Uruguai com 22 anos.

Mas antes de ser contratado, conseguiu chegar à Seleção do Uruguai, participou de poucos jogos, mas também o ajudou a ter visibilidade na Europa. Mesmo sendo chamado no ano de Copa do Mundo, em 1986, acabou não participando da competição.

E em 1987 foi contratado pelo Sevilla, chegou como uma grande promessa e tinha uma grande expectativa no atleta, mas a adaptação não era das mais fáceis e isso poderia demorar um pouco. Pablo acabou conseguindo mostrar seu talento antes do esperado, se destacando em seu início do time.

Não demorou muito para o meia se tornar um jogador fundamental para a equipe, comandando o meio campo do time do Sevilla. O seu futebol chamava a atenção, tinha uma qualidade muito boa e conseguia chegar na área para finalizar, fazendo alguns gols pela equipe.

A equipe do Sevilla não brigava por muito títulos, pois brigava com outras grandes equipes, que eram mais fortes que ela. Mas mesmo sem lutar por conquistas, Pablo conseguia mostrar diferente dos outros, suas ótimas partidas fizeram com que ele fosse chamado frequentemente para a seleção.


Pablo ficou alguns anos atuando na equipe espanhola, sempre com boas atuações e, diferente de 1986, ele foi chamado para a Copa do Mundo de 1990 e sendo importante também na seleção. Depois de 5 temporadas pela equipe do Sevilla, ele deixou a equipe para retornar ao futebol da América do Sul, mas dessa vez para atuar no Gimnasia La, da Argentina. Pablo deixou a equipe espanhola com 135 jogos e 26 gols, números ótimos da boa passagem do meia pelo futebol europeu.

A boa passagem do paraguaio Juan Agüero pelo Sevilla

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Juan Agüero atuando no Sevilla

Juan Bautista Agüero foi um dos maiores jogadores da história do futebol paraguaio. Dono de uma categoria ímpar e também de um bom faro de gol, o atacante, que completaria seus 87 anos neste dia 24 de junho, fez muita história atuando pelo Olímpia antes de desembarcar e marcar seu nome no Sevilla, sendo um dos primeiros de seu país a atuar na La Liga, nos anos 1960. 

Ele chega a Andaluzia depois de atuar durante três anos no gigante Olímpia, ainda sendo um jovem de pouco mais de 20 anos quando desembarcou nas terras espanholas. Chegou ao clube alvirrubro para jogar junto com Achúcarro, defensor que faria ainda mais história no clube andaluz, mas vinha como uma grande esperança para a instituição.

Sem nunca ser um grande artilheiro, Agüero estreou no início de 1959 e em sua terceira partida pelo Sevilla, diante do Granada, marcou seu primeiro gol. Seriam três na temporada de estreia e inúmeras contribuições através de boas jogadas feitas pelo flanco ofensivo do time. Na temporada seguinte, diante do Valladolid, faria pela primeira vez dois gols no mesmo jogo pelos Palanganas. Terminou sua primeira campanha completa pelo clube com 9 gols em 21 jogos. 

Na temporada 1960/1961 esteve longe de marcar muitos gols, fazendo apenas 4 ao longo do ano, porém balançando o barbante diante do Barça, em um empate por 2 a 2. No biênio de 1961/1962, além de voltar a uma marca razoável de gols, com 7 durante o ano, fez outro diante do Barça. Nas duas temporadas seguintes, viveu momentos conturbados e não conseguiu contribuir como fizera anteriormente. 


Sua última temporada pelos Palangas acabou culminando numa das mais marcantes em sua trajetória pelo clube. Marcou 7 gols ao longo de 26 jogos, incluindo outra vez um diante do Barcelona, que deu a vitória aos andaluzes diante dos catalães e por outras duas vezes balançou a rede em duas oportunidades no mesmo jogo. Curiosamente, seu último gol também veio diante do Barcelona, sua principal vítima na Espanha.

Vai ver por alguma superstição devido a seu prazer em marcar diante dos Culés o Real Madrid o levou para jogar pelos Merengues na temporada seguinte. No total, fez 134 jogos pelo Sevilla, marcando 36 gols, passando pelo clube num momento conturbado onde os títulos não eram comuns como são hoje. Pelo Real Madrid, seria campeão europeu, apesar de pouco jogar. Passaria ainda peo Granada, onde penduraria as chuteiras em 1967. 

No drama, nos pênaltis, Eintracht Frankfurt tira o grito do peito e é campeão invicto da Liga Europa

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/UEFA

Borré fez o gol de empate e decidiu o título nos pênaltis

O Eintracht Frankfurt soltou um grito entalado desde os anos 1970. Pela segunda vez em sua história, o tradicional clube alemão conquista o título da Liga Europa. A conquista veio nos pênaltis, vencendo o Rangers, da Escócia, por 5 a 4, depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal, em um já histórico 18 de maio, no Ramón Sanchez Pizjuán, em Sevilla. A equipe alemã fecha a campanha de forma invicta, sendo apenas o terceiro a conseguir tal feito, depois de Chelsea, em 2019 e Villareal em 2021. O Rangers perde pela segunda vez a decisão, depois da derrota para o Zenit em 2008. 

O primeiro tempo foi todo do favorito ao título da competição. Diante de uma equipe que era de uma liga mais estruturada, que vinha de vencer adversários mais fortes e que tem maior qualidade no elenco, o Rangers se limitou a defender e evitar que o time alemão criasse boas chances. O Frankfurt até chegou diversas vezes perto do gol de McGregor, mas não conseguiu efetivamente ser perigoso em nenhuma delas. Num jogo com poucas chances claras naquela primeira parte, não houve nenhuma surpresa quando o primeiro tempo terminou em zero, apesar do domínio territorial do time de branco.

Na segunda etapa, o jogo parecia ter o mesmo roteiro, com o Frankfurt novamente tendo mais a bola e tomando mais as ações, até que aos 12 minutos, o time alemão, frio, gelado, errou. A bola quicou no recuo ruim de Sow, o brasileiro Tuta escorregou, caiu e não teve mais condições de seguir em campo, viu, caído, machucado e abalado, Aribo tocar na saída de Trapp e explodir a massa azul no Ramón Sanchez Pizjuán. Depois disso, o time escocês assumiu o controle das ações, criou, se abriu e acabou caindo numa armadilha bem armada pelos tedescos. O quase gol de Kamada já devia ter ligado o alerta, mas a defesa errou, Borré apareceu no meio de dois zagueiros e empatou o jogo. Dali pra frente, muito aconteceu e nada também e o jogo acabou indo para a prorrogação.

No tempo extra, o cansaço físico e mental atrapalhou ambas as equipes, mesmo o Rangers muito mais acostumado ao martírio delas pouco conseguiu criar. Na etapa final, Davies, no lado escocês e Rustic, do lado alemão, passaram perto do gol do título. Um parou em Trapp, outro viu a bola passar do lado da trave. O Frankfurt parecia querer mais o gol no final do jogo, chegando mais vezes para evitar os pênaltis e, é claro, sair campeão. Curiosamente, a três minutos do fim, que chegou mais perto foi o Rangers, quando Kevin Trapp operou um verdadeiro milagre em chegada de Kent. No fim das contas, pênaltis. 


Tavanier abriu acertando para o Rangers. Lens deixou tudo igual para o Frankfurt. Davies deixou o time escocês na frente e Rustic também marcou, em dois pênaltis de manual. Arfield bateu outro pênalti perfeito para marcar e Kamada também fez o mesmo. Na quarta cobrança, Ramsey, conhecido pela longa passagem pelo Arsenal, perdeu, parando em Trapp e Kostic bateu bem para deixar um match-point para o time alemão. Roofe deixou o Rangers vivo, Borré, porém, predestinado, foi as redes, foi ao sonho e garantiu o segundo título da competição para o Eintracht Frankfurt. 

Clássico entre Real Betis e Sevilla é suspenso após jogador ser atingido por uma barra de plástico

Foto: EFE/J. Vidal

Joan Jórdan foi atingido por uma barra de ferro

Neste domingo, dia 15, a partida da Copa do Rei da Espanha entre Real Betis e Sevilla, clássico da Anadaluzia que ocorria no Estádio Benito Villamarín, foi suspenso após uma das cenas mais bizarras e lamentáveis que o futebol já viu acontecer, quando o jogador Joan Jórdan, do Sevilla, foi atingido por uma barra de plástico arremessada das arquibancadas do estádio do time alviverde.

O lance ocorreu aos 37 minutos do primeiro tempo, quando o Betis havia acabado de empatar o jogo com um golaço olímpico. Jórdan caminhava lamentando o gol sofrido e acabou atingido pela barra de ferro arremessada da torcida rival. Os jogadores do Sevilla abandonaram o campo instantaneamente e a maior preocupação então ficou com a questão da saúde do atleta rojiblanco, que teve um sangramento após ser atingido pela barra.

Após mais de 35 minutos de paralisação, foi determinado que o jogo seria suspenso, já que o time rojiblanco não queria retornar ao campo e haviam ainda preocupações quanto a segurança da partida. Neste momento, ainda se aguardam mais informações sobre como a Real Federação Espanhola de Futebol procederá quanto a organização do resto do jogo, se será com portões fechados, entre outras questões.

Não há maiores informações ainda sobre o estado de saúde do atleta Joan Jórdan. Não foi a primeira vez que ocorreu uma situação do tipo no futebol europeu e nem mesmo no clássico entre Bétis e Sevilla, que já teve outra paralisação anos atrás devido a arremesso de objetos em campo. Em 2007, o treinador Juande Ramos foi atingido por uma garrafa arremessada por um torcedor do Betis. 


A rivalidade entre os dois times de Sevilla é uma das maiores existentes no futebol europeu e em questão de rixa entre torcidas é provavelmente a mais ríspida da Espanha. Neste ano, ambos os times fazem grande campanha no Campeonato Espanhol, algo raro na história dos clubes.

Sevilla e Betis mostram força da Andaluzia em La Liga

Por Lucas Paes
Foto: Marcelo del Pozo/ Reuters

Betis e Sevilla estão no G4 da La Liga

Nos últimos anos, o Sevilla se tornou uma força do futebol espanhol e consolidou um domínio principalmente na Europa League, onde é o maior campeão, o que não faz com que seja surpreendente seu bom desempenho no Campeonato Espanhol desta temporada. Já o Betis, claudicante nos últimos tempos, já vinha de um bom sexto lugar em 2020/2021 e nesta temporada faz grande campeonato. Os times andaluzes, ambos da cidade de Sevilha, ocupam a segunda e a terceira colocação da La Liga, atrás apenas do absurdo Real Madrid.

Dificilmente Real Betis e Sevilla ficam bem posicionados numa mesma temporada. Ambas as equipes não são historicamente forças do futebol espanhol. Tanto rojiblancos quanto blanquiverdes possuem apenas um título nacional, no caso dos "Reis da Europa League" ele ocorreu nos anos 1950, enquanto os alviverdes ganharam nos anos 1930. Nos últimos anos, porém, o lado vermelho tem mais motivos para comemorar, quase sempre fazendo boas campanhas na La Liga.

Na temporada 2021/2022, porém, Sevilla e Betis fazem ambos grande campeonato. Os Palanganas, comandados por Lopentegui, que ocupam a vice-liderança, só estão abaixo do Real Madrid e possuem em seu elenco vários nomes de peso que ajudam a concretizar as boas partidas ao longo da La Liga. Papu Gomez, destaque da Atalanta, se juntou neste ano a jogadores do tarimbo de Rakitic, Lamela, Delaney, Montiel, Ocampos entre outros. Surpreende inclusive que a equipe tenha uma eliminação precoce na Liga dos Campeões, já que era uma das favoritas em seu grupo.

O Betis, por sua vez, não vê uma posição de G4 na liga desde que Ricardo Oliveira ainda jogava (e como jogava) por lá, na temporada 2004/2005. Os Gloriosos possuem em seu elenco nomes como Fekir, Bellerin, Joaquín, o goleirão Bravo, entre outros, que são comandados pelo consagrado chileno Manuel Pellegrini, dono de um currículo extenso, com conquistas no Manchester City, bom trabalho no Málaga, entre outros. O time venceu, por exemplo, o Barcelona dentro do Camp Nou.


A história pode muito bem ser escrita nesta temporada. Real Betis e Sevilla jamais se classificaram juntos a Liga dos Campeões, porém, o feito parece muito próximo de ambos nesta temporada e, ao que tudo indica, acontecerá. Restará agora aguardar para saber se as boas campanhas seguirão e consumarão os dois principais times da Andaluzia pela primeira vez na maior competição de clubes do planeta.

A campanha do Sevilla no título da Copa do Rei da temporada 1934-1935

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

A equipe campeã da Copa do Rei 1934/1935

Em 30 de junho de 1935, o Sevilla conquistou a Copa del Rey da temporada 1934-1935. É o primeiro título da equipe na competição em sua história. Foi uma grande campanha do clube da Andaluzia até a final diante do Sabadell, realizada na capital espanhola.

Após esperar por quatro fases eliminatórias para entrar na disputa pelo título, o time de Sevilla entrou nas oitavas de final. Seu primeiro adversário foi nada mais nada menos do que o Real Madrid, que era o atual campeão da competição. Mesmo assim, os Hispalenses não se intimidaram e venceram pelo placar de 1 a 0 na partida de ida e seguraram um empate em 0 a 0 na volta, garantindo sua passagem para a fase seguinte.

Nas quartas de final, foi a vez de enfrentar o outro clube de Madrid. Desta vez, diante do Atlético, a equipe da Andaluzia empatou em 2 a 2 jogando fora de casa. Na volta, o time Rojiblanco conquistou uma vitória sensacional em seus domínios. Na partida da volta dramática em Sevilla, a equipe local venceu o clube Colchonero pelo placar de 3 a 2 e carimbou seu passaporte para se tornar um dos quatro melhores times na competição.

Já nas semifinais foi a vez de encontrar o Osasuna. No jogo de ida, o clube Sevillista conseguiu encaminhar bastante a sua classificação ao conquistar uma vitória maiúscula pelo placar de 4 a 1 atuando diante da sua torcida. Já na volta, foi a vez dos brancos e vermelhos venceram de novo os Rojillos, mas naquela oportunidade, o triunfo foi por um placar magro de 1 a 0.

A grande decisão - No dia 30 de junho de 1935, o Sevilla estaria apenas a um degrau de conquistar a copa nacional em toda a sua história. Mas para que esse sonho se tornasse realidade após o apito final, o time da Andaluzia teria de passar pelo Sabadell, que eliminou clubes como Celta de Vigo nas oitavas, Real Betis na fase de quartas e o Levante nas semifinais. Algo que marcou bastante aquela decisão no fator extra-campo, foram as críticas que vinha da imprensa local sobre os Rojiblancos, que haviam eliminado os dois times madrilenos.


No estádio Chanmartín, localizado na cidade de Madrid, a equipe Rojiblanca conseguiu uma vitória convincente por 3 a 0 para cima dos Arlequinats. Quatro minutos após um pênalti desperdiçado por Euskalduna, o Sevilla marcou primeiro gol da partida aos 36' por Campanal, que recebeu passe de López e encobriu Arlequim Massip, goleiro do Sabadell. Já na segunda etapa, o mesmo Campanal seria o responsável pelo gol que encaminharia o título para os Sevillistas através de um chute de fora da área na marca dos 76'. Já na reta final da partida, foi a vez de Bracero receber assistência de López, anotar o terceiro e último tento da partida aos 42'. Após o fim da partida o clube de Andaluzia confirmou o título do torneio.

Naquela ocasião, o Sevilla conquistou a Copa del Rey da temporada 1934-1935 com o seguinte elenco: Alcázar, Ayuela, Bracero, Campanal I, Caro, Cortón, Deva, Eizaguirre, Epelde, Euskalduna, Fede, Guillamón, Huesa, López, Muñoz, Núñez, Palencia, Sánchez, Segura, Tache, Tejada, Torrontegui y Viri.

As camisas de Diego Maradona

Por Lucas Paes

Diego Maradona jogou por seis clubes ao longo da carreira

Recentemente o mundo do futebol foi pego de surpresa de maneira extremamente triste pela morte do lendário Diego Maradona, maior jogador argentino de todos os tempos e um dos maiores jogadores da história do futebol. D10s, como era chamado pelos "hermanos", foi um ícone do futebol e passou ao longo de sua carreira por seis clubes diferentes, além da óbvia história com a Seleção Argentina.

Seleção Argentina - 91 jogos e 34 gols

Diego pela Argentina

Diferente de outros casos, aqui começaremos pela Seleção Argentina. Dom Diego foi acima de tudo um herói de um país, de um povo, praticamente a identificação de uma população inteira dentro de um campo de futebol, a personificação do argentino em sua forma mais característica. Jogou a serviço da Albiceleste as Copas do Mundo de 1982, 1986, 1990 e 1994. Na de 1986 praticamente carregou a equipe ao segundo título mundial de sua história, fazendo dois históricos gols diante da Inglaterra, num jogo que praticamente foi uma vingança da Guerra das Malvinas. Em 1990 conseguiu fazer com que Nápoles torcesse pela Argentina contra a Itália. Infelizmente, a última imagem de 1994 ficou marcada pelo doping, nada que apague a enorme história de Diego a serviço da seleção.

Argentinos Jrs. - 166 jogos e 149 gols

Ele começou no Argentinos Jrs.

Foi jogando no Tifón de Boyacá, que sempre faz um incrível trabalho na base, que El Pibe De Oro se apresentou ao mundo. Chegou no clube aos 9 anos e já aos 16 anos era titular da equipe principal. Com 17 anos foi pela primeira vez convocado pela Seleção Argentina e polemicamente cortado da Copa do Mundo de 1978. Ficou no clube até 1981, quando realizando um sonho de infância, como fanático torcedor Xeneizie que era, foi jogar no Boca.

Boca Jrs. - 71 jogos e 35 gols

Teve duas passagens no Boca

Vestindo azul e amarelo, realizou um sonho de infância e continuou sendo o grande destaque do futebol sul-americano. Atuou em muitos amistosos, além de partidas oficiais pelo gigante de Buenos Aires. Marcou em clássicos contra o River Plate e ajudou o Boca a conquistar o Campeonato Metropolitano de 1981. Em sua última partida pelo clube, num polêmico jogo com o Velez pelas quartas do Campeonato Argentino, acabou revidando uma agressão e sendo suspenso. Antes da Copa do Mundo de 1982, foi acertada sua transferência para o Barça, por 7 milhões de dólares.

Retorna ao Boca em 1995, após jogar a Copa do Mundo de 1994 e ser novamente pego no antidoping, passando ainda como dirigente por um pequeno time argentino e chegando a ser treinador do Racing. Foi nesse período que ocorreu a conhecida tentativa do Santos de contar com Don Diego. Acabou ficando alguns anos no clube até sua aposentadoria, que ocorreu em 2001, apesar de jogar profissionalmente efetivamente até 1997. 

Barcelona - 58 jogos e 38 gols

Ficou apenas dois anos no Barça

Pelos Culés, foi a grande aposta para encerrar um período negro da história barcelonista que na realidade só viria a se encerrar no final daquela década. A diretoria trouxe vários assessores argentinos para ajudar Diego, mas aquilo acabou fechando seu ciclo e atrapalhando sua adaptação. Ainda assim, na primeira temporada, ajudou o Barça a ganhar o título da Copa do Rei com uma atuação de gala dentro do Bernabéu na final diante do Real Madrid, sendo aplaudido de pé pela torcida merengue. Foi, porém, atrapalhado por uma hepatite, uma lesão grave causada por um jogador do Athletic Bilbao e também por uma confusão que protagonizou ao final da temporada 1983/1984 quando perdeu a Copa do Rei para o time basco, que também havia tirado o título espanhol do Barça. Suspenso, acabou praticamente sendo descartado pelo clube, sendo negociado com o Napoli. Saiu da Catalunha desgostoso com uma diretoria que Maradona sentiu que não tentou o defender ou evitar sua saída.

Napoli - 259 jogos e 199 gols

Virou Deus em Nápoles

O destino, ou Deus, ou qualquer uma dessas coisas que se queira dizer, as vezes escreve certo por linhas tortas. A serviço dos Partenopei, Maradona não só fez história como virou uma entidade em mais algum lugar além das terras argentinas. Num clube que sofria com toda a questão Norte x Sul da Itália, até então um pequeno representante da principal cidade da região, Don Diego simplesmente transformou para sempre o clube. Se o Napoli hoje é um time extremamente regular, que só não ganhou scudettos recentemente devido a existência da Juventus, muito se deve a passagem de Maradona, que mudou para sempre o clube.

Diego fez de tudo em Nápoles, conquistou dois campeonatos italianos sendo protagonista, conquistou uma Copa do UEFA, enfim, botou Nápoles no mapa do futebol italiano e europeu. Foi tão grande que fez boa parte da cidade torcer contra a Itália na semifinal da Copa de 1990 diante da Argentina. Foi no clube, porém, que viveu o início da decadência, quando caiu no doping por cocaína, teve uma suspensão por provas o ligando a Camorra e uma batalha judicial garantiu sua saída do clube. Nada disso, porém, apagou a idolatria do maior jogador da história do Napoli, numa cidade que até hoje tem muros e numa torcida que até hoje tem bandeiras pintadas em homenagem ao argentino e que também parou em homenagem ao craque.


Sevilla - 29 jogos e 14 gols

Passou de maneira apagada pelo Sevilla

Vai jogar pelo Sevilla na temporada 1992/1993, onde vive altos e baixos. No geral, porém, consegue números bons a serviço do clube andaluz, mas acaba brigando com diretores e com o treinador Carlos Bilardo após descobrir que estava sendo investigado por detetives devido a sua fama com relação a vida noturna. Acaba por deixar a equipe ao fim da temporada, sem marcar muito seu nome na história da equipe.

Newell's Old Boys

No Newell's, pouco atuou

Apesar de conseguir voltar a sua boa forma, dura ainda menos jogando pelos Leprosos, muito mais devido a lesões do que qualquer outra coisa. Joga apenas cinco jogos oficiais vestindo o preto e vermelho da equipe, sem conseguir marcar gols. Deixa a equipe em 1994, entrando de vez na depressão e se afundando ainda mais no vício em cocaína.

A única conquista da La Liga do Sevilla

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O time do Sevilla campeão espanhol na temporada 1945/1946

O Sevilla virou um time conhecido recentemente pelo seu absurdo desempenho nas decisões da Liga Europa. Maiores campeões da competição, os Rojiblancos possuem seis títulos da competição, os dois primeiros ainda na época da Copa da UEFA. Porém, muito antes de desbravarem o continente em busca de campanhas continentais históricas, os andaluzes ganharam sua única La Liga na temporada de 1945/1946.

Em idos tempos onde o Real Madrid não tinha se tornado o titã que é hoje e o Bilbao dividia com o Barcelona o posto de time mais forte do país, os Palangas eram comandados pelo treinador Ramón Encinas naquela temporada e contavam em seu elenco com nomes como a lenda Juan Arza, segundo maior artilheiro da história do clube e José Campos, artilheiro da equipe naquele ano. Outra lenda presente naquele elenco foi José Maria Busto, goleiro que é o sexto jogador com mais partidas na história da instituição.

Disputado na época por apenas 14 equipes, sendo então uma competição com apenas 26 jogos, aquela edição da La Liga teve seu futuro campeão estreando com uma vitória por 2 a 1 fora de casa contra o Hércules. A regularidade acabou sendo um trunfo daquele time, que passou os 9 primeiros jogos sem conhecer a derrota, vencendo cinco deles e empatando outros quatro. Se destacou naquele primeiro momento o triunfo por 4 a 2 sobre o Athletic Bilbao, um dos favoritos. 

O equilíbrio era marca daquele campeonato e a derrota para o Barcelona, em casa, no final do primeiro turno poderia botar tudo a perder. Outro resultado que colocou dúvidas sobre os sevillistas foi a goleada sofrida para o Celta de Vigo por 4 a 0, no começo de 1946, mas aos poucos a recuperação veio, apesar da briga pela liderança deixar o Sevilla constantemente fora do topo da tabela. Neste contexto o resultado mais importante veio na penúltima rodada, quando ao vencer o Oviedo por 3 a 0, os rojiblancos assumiram novamente a liderança da competição.


A rodada final reservou um confronto que era basicamente uma final contra o Barcelona, numa jornada final que até envolvia outros protagonistas na disputa. Diante de um Camp de Les Courts completamente lotado, em território inimigo, os rojiblancos pularam na frente logo aos 7 minutos com um gol de Araújo e nem o empate de Bravo foi capaz de mudar o destino do campeonato para o Barça. O título foi para o Sevilla. 

A conquista foi durante muito tempo isoladamente o título mais importante da história dos Palangas. O clube, campeão da Copa do Rei duas vezes antes da conquista do seu primeiro (e único) campeonato, viveu longo período de ostracismo, mesmo sendo presença constante na primeira divisão e passou a se reestruturar no começo dos anos 2000. Além do domínio na Liga Europa, faz boas campanhas na Liga Espanhola, mas o segundo título segue um sonho ainda, hoje já não tão distante. Enquanto ele não acontece, os heróis de 1946 seguem em seu posto isolado na história do clube.

Com gol de bicicleta de brasileiro, Sevilla conquista a Liga Europa

Com informações da Agência Folha
Foto: Getty Images.com

Diego Carlos armando a bicicleta para o belo gol no título do Sevilla

Com um gol de bicicleta do zagueiro brasileiro Diego Carlos, 27, o Sevilla conquistou mais uma vez o título da Liga Europa. A equipe espanhola venceu a Internazionale (ITA) por 3 a 2 nesta sexta (21), em Colônia, na Alemanha. A finalização do defensor ia para fora, mas o atacante belga da equipe italiana Romelu Lukaku a desviou para a rede.

O resultado consolida ainda mais o Sevilla como especialista na Liga Europa. Foi o sexto título na competição que até 2009 se chamava Copa da Uefa. O clube é o maior vencedor da história do torneio e tem o dobro de triunfos de Liverpool (ING), Juventus (ITA), Internazionale (ITA) e Atlético de Madrid (ESP), que dividem o segundo lugar no número de troféus.

O domínio do Sevilla começou em 2006, quando ganhou pela primeira vez. Depois disso, também ficou com a taça em 2007, 2014, 2015 e 2016, antes de derrotar a Inter nesta sexta. O primeiro tempo teve maior domínio italiano, mas, como já havia acontecido nas quartas e na semifinal, os espanhóis se mantiveram no jogo e sem desperdiçar as chances que apareciam.

Nas fases anteriores, o herói foi o goleiro marroquino Yassine Bounou. Contra o Wolverhampton (ING), ele defendeu pênalti quando o placar era 0 a 0 (o Sevilla venceu por 1 a 0). Na semifinal, salvou os espanhóis em vários lances na vitória por 2 a 1 sobre o Manchester United (ING).

O esquema do técnico Julen Lopetegui bloqueou a velocidade da Internazionale e controlou o perigo representado por Lukaku, referência no ataque da Inter. Mas foi o belga quem abriu o placar ao sofrer pênalti cometido por Diego Carlos e convertê-lo aos 5 minutos.

Poderia ser o sinal de uma goleada, mas o Sevilla virou em duas bolas aéreas com cabeçadas do holandês Luuk de Jong, aos 12 e 33 minutos. Sem espaço para entrar pelo meio da área, a Inter começou também a jogar com bolas aéreas e chegou à igualdade com o uruguaio Diego Godín aos 33.


Os dois times pareceram mais preocupados com a questão defensiva na etapa final, e as chances não foram muitas. A melhor delas caiu nos pés de Lukaku, que saiu de frente para Bounou, mas não conseguiu converter.

O castigo veio logo depois, aos 29, quando Diego Carlos acertou uma bicicleta improvável na área e contou com a ajuda do artilheiro rival. Revelado pelo Desportivo Brasil, equipe formada pela empresa Traffic para revelar novos jogadores, Diego está na Europa desde 2014 e se destacou no Nantes (FRA), entre 2016 e 2019, quando foi contratado pelo Sevilla.

Há 38 anos, ocorria a primeira decisão por pênaltis da história da Copa do Mundo

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images/FIFA.com

Duelo entre franceses e alemães foi definido nos pênaltis

A Copa do Mundo de 1982 ainda é e provavelmente sempre vai ser um dos maiores pesadelos do torcedor brasileiro. Mas, muito além da tristeza de Zico, Sócrates, Falcão e cia. O Mundial da Espanha teve tardes e noites que entraram para a história das copas e teve a primeira decisão por pênaltis da competição em todos os tempos: exatamente em 8 de julho, em Sevilla, na semifinal entre França e Alemanha Ocidental.

Já depois de Rossi ter definido a vaga na final para os italianos, com dois gols sobre a ótima equipe da Polônia, a Alemanha Ocidental e a França entraram em campo para decidir quem teria a ingrata missão de pegar a Azzurra na final. O duelo foi disputado no Ramon Sanchez Pizjuan, em Sevilla as 21h daquela agradável e quente noite de verão espanhol. A Alemanha Ocidental já tinha sua tradição e era duas vezes campeã mundial, enquanto os franceses, mesmo sem títulos, tinham um nome a zelar no esporte bretão. A expectativa era de um jogaço.

O primeiro gol do duelo veio aos 17', quanto Littbarski bateu de fora da área a bola afastada pela defesa francesa e mandou para o fundo das redes, abrindo o marcador. Os Bleus não tardaram a buscar o ataque e empataram em pênalti convertido por Michel Platini, nove minutos depois do gol tedesco. O resultado persistiu durante os 90 minutos, mesmo com a pressão francesa no segundo tempo, levando o jogo para a prorrogação, onde as duas equipes seguiriam tentando chegar a decisão.

Na prorrogação, mais gols: logo no começo, Tresor aproveitou cobrança de falta e bateu de primeira para as redes. Seis minutos depois, um torpedo de Giresse da entrada da área deixou a situação dos Bleus tranquila no jogo. Eram dois gols de vantagem e os germânicos pareciam mortos. Só pareciam. Rummenige diminuiu o marcador ainda no primeiro tempo da prorrogação e logo no começo do segundo tempo, Fisher, em um belo gol de meia bicicleta, empatou o jogo novamente. Com a igualdade, a decisão seria nos pênaltis.


Nas penalidades, as primeiras cinco cobranças de cada lado tiveram um erro e quatro acertos. Pelo lado alemão, Stielike não marcou a terceira cobrança, enquanto na seguinte dos Bleus, Six perdeu a chance de manter seu time em vantagem. Nas alternadas, os Bleus, que haviam começado cobrando, viram Bossis parar no lendário Harald Schumacher. O destino colocou a vaga alemã nos pés de Hrusbech, que marcou e mandou os franceses para a casa. O camisa 9 germânico naquela noite foi, menos de um ano depois, capitão da equipe responsável por outra tristeza para Platini, quando o Hamburgo vence a Juventus que o Francês jogava na final da Liga dos Campeões (na época a Copa Européia).

A França ainda sofreria mais naquela Copa do Mundo, perdendo a decisão do terceiro lugar para o ótimo time da Polônia pelo placar de 3 a 2. A Alemanha Ocidental, por sua vez, não seria páreo para a Itália na decisão, perdendo por 3 a 1 para Altobelli, Marco Rossi, Zoff e cia. Já a Copa do Mundo teve, de 1986 para frente, outras 29 decisões de classificação na marca da cal. A curiosidade fica por cima do desempenho exatamente da Alemanha, vencedora da primeira decisão: o erro de Stielike é, até hoje, o único jogador germânico a desperdiçar uma cobrança numa decisão por pênaltis. O país quatro vezes campeão mundial tem aproveitamento de 94º nesse tipo de decisão. Já Brasil e Itália seguem sendo as únicas seleções campeãs mundiais em decisões por pênaltis.

A passagem de Moacir pelo Sevilla

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo Sevilla

Moacir em jogo pelo Sevilla

Completando 50 anos neste dia 21, Moacir foi durante sua carreira de jogador um bom volante que teve passagens marcantes principalmente por Atlético Mineiro e Corinthians. Dono de boa qualidade, chegou a passar pela Seleção Brasileira no início da década de 1990 e seu futebol chegou a chamar atenção da Europa também. Foi assim que jogou pelo Atlético de Madrid e depois pelo Sevilla, onde teve uma passagem um pouco mais interessante.

Depois de ir muito bem nos primeiros quatro anos de sua carreira no Galo, Moacir despertou atenção do Atlético de Madrid, que o contratou. Porém, não conseguiu ir bem nos Colchoneros, voltando ao Brasil para jogar pelo Corinthians. No Timão, chegou a ir bem e acabou conseguindo uma vaga para voltar ao Futebol Europeu, o que fez ainda em 1994, no mês de julho, sendo contratado por três temporadas pelo Sevilla.

Há quem diga que a transferência pode ter alguma influência do próprio presidente do Atlético de Madrid na época, já que Jesus Gil y Gil ttinha negócios em Marbella, cidade que patrocinava o Sevilla na época. Jesus inclusive foi prefeito de Marbella entre 1991 e 2002. A história, porém, é mais um dos infinitos contos do futebol que não podem ser comprovados e apenas comentados. O fato é que sua saída do futebol espanhol pouco durou, já que logo retornou a La Liga.

O fato que se conhece é até relativamente simples. Moacir ainda tinha vínculos com o Atlético de Madrid quando jogou três meses no Corinthians. Posto isso, os Colchoneros, interessados no argentino Diego Simeone, que jogava nos Palangas, proporam uma troca direta entre jogadores, com Moacir deixando o Corinthians após apenas três meses e ingressando no elenco dos rojiblancos.


Pelo Sevilla, inicialmente permaneceria três anos, mas acabou ficando apenas uma temporada e meia. No time andaluz, teve um pouco mais de sucesso que no Atlético, conseguindo jogar mais e ter algumas partidas melhores. Acabou retornando ao Brasil porém no iníco do ano de 1996, quando veio jogar pelo Internacional de Porto Alegre.

Sua passagem pelo Sevilla tem uma história relativamente engraçada hoje, mas que quase terminou um tragédia. Na época uma promessa do futebol holandês, Tarik Oulida foi contratado pelo time espanhol, onde acabaria sofrendo uma lesão grave que quase acabou sua carreira. Porém sofreu um acidente muito mais perigoso numa festa na casa de Moacir, quando acabou até parando no hospital.

A história conta o seguinte: a casa de Moacir em Sevilla tinha uma piscina daquelas com trechos mais rasos e mais fundos. Oulida viu Moacir pular de cabeça em um trecho mais fundo e acabou tentando fazer o mesmo no lado em que estava, que era mais raso. Acabou batendo a cabeça e se machucando bastante. Hoje o holandês conta a história a risadas, mas no momento foi um enorme susto para todos os presentes na festa. 

Foram 34 jogos e dois gols pelo Sevilla, em uma temporada e meia jogando pelo clube andaluz. Segundo Moacir, um fator decisivo para que jogasse mais na segunda passagem, foi que o time tinha uma caracteristica de mais toque de bola e menos lançamento, sendo treinado por Luis Aragonés, o mesmo treinador que criou as bases do sucesso da Seleção Espanhola entre 2008 e 2012, baseada justamente em muito toque de bola. Moacir passaria por Inter, Galo, Lusa, Flamengo, Tokyo Verdy, Ituano e Uberaba antes de se aposentar, no ano de 2003.

As camisas de Diego Simeone


Nesta sexta-feira, dia 28 de abril, o ex-volante argentino e atual treinador Diego Simeone completa 47 anos de idade. Conhecido por ter sido um jogador duro, até em certos momentos violento, mas que tinha muito talento com a bola nos pés, Simeone foi ídolo por praticamente todos os times onde passou durante a carreira de jogador.

O Curioso do Futebol fez o levantamento da carreira do argentino. Confira as camisas que ele defendeu como atleta:

VELEZ SARSFIELD


Diego Simeone começou sua carreira no Velez Sarsfield, onde subiu para o time profissional com apenas 17 anos. Chamou tanta a atenção que foi vendido para o Pisa, da Itália, antes de fazer 20 anos. Pelo Velez, 'El Cholo' fez 76 jogo e 14 gols.


PISA


Chegando na Europa em uma equipe pequena, mas que na época sempre esteve na elite do Campeonato Italiano, Simeone teve problemas em seu início no Pisa, chegando por lá em 1989, mas quando teve a chance, agarrou e mostrou o seu talento. Já com passagens pela seleção argentina desde 1988, talvez o pior momento do atleta no clube italiano foi quando ficou de fora da Copa de 1990. Pelo Pisa, Simeone fez 55 jogos e seis gols.


SEVILLA


Foi no Sevilla onde Diego Simeone ganhou o status de grande ídolo. Virou um dos melhores volantes do mundo jogando pelo time espanhol, onde chegou a atuar junto de seu xará Diego Maradona. Assim como em seus dois clubes anteriores, Simeone não conquistou títulos no Sevilla. Pelo clube, fez 64 jogos e 12 gols.


ATLÉTICO DE MADRID


Não dá para falar da carreira de Simeone sem citar o Atlético de Madrid. Com a equipe, Simeone talvez esteja entre os 20 maiores do clube, ainda mais com a atual fase de treinador. Como jogador, que é o que importa por aqui, 'El Cholo' teve duas passagens: a primeira, entre 1994 e 1997, Simeone fez 98 jogos e 21 gols, tendo conquistado a Liga e a Copa do Rei na temporada 1995-1996, uma das melhores da história do clube.


INTERNAZIONALE


Simeone fez parte da grande Internazionale do final da década de 90, que também tinha estrelas como Ronaldo, Recoba, entre outros. Apesar de grande elenco, o time não ganhou muitos títulos naquela época, e Simeone, pelo clube, só conquistou a Copa da UEFA em 1998. Jogando pela Inter, 57 jogos e 11 gols.


LAZIO


A Lazio talvez seja o segundo clube onde 'El Cholo' fez mais sucesso. Foi o grande líder do time que conquistou a Série A e a Copa da Itália na temporada 1999-2000. Foram 121 jogos e 17 gols de Simeone com a camisa da Lazio, sendo um dos mais importantes atletas do time naquele momento.


RACING


Simeone sempre deixou claro que antes de se tornar jogador profissional, era torcedor do Racing e nada mais justo do que encerrar a carreira no time de coração. 'El Cholo' chegou no clube em 2005 e defendeu a equipe por um ano, fazendo 37 jogos e apenas três gols, pendurando as chuteiras logo em seguida e se tornando treinador.


SELEÇÃO ARGENTINA


De 1988 até 2002, Diego Simeone defendeu a Albiceleste. Como já foi dito anteriormente, ficou de fora da Copa de 1990, mas jogou outros três mundiais pela equipe, onde foi um dos líderes, principalmente depois da saída de Maradona. Pela Seleção Argentina, foram 106 jogos e 11 gols, além de ganhar a Copa das Confederações de 1992, as Copas América de 1991 e 1993, além da medalha de prata nas Olimpíadas de 1996.
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