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A história de Sergio Daniel Martínez no Boca

Por Lucas Paes 
Foto: Arquivo

"Manteca" Martinez é um gigante da história Xeneize

O Boca Juniors é considerado por muitos como o maior clube da América do Sul. Dono de vários títulos internacionais, além da força colossal que tem dentro da Argentina, o clube azul e amarelo de La Bombonera foi durante algum tempo um verdadeiro bicho-papão para os times brasileiros e recentemente chegou a final da Libertadores novamente. Diversos nomes fizeram história com a camisa xeneize e um deles é o de Sérgio Daniel "Manteca" Martínez, uruguaio que completa 55 anos neste dia 15 e é um dos maiores artilheiros da história do clube.

Martínez chegou ao Boca em meio a uma ascensão rápida que teve em sua carreira. Artilheiro prolífico, ele surgiu na base do Defensor Sporting e já ajudou a equipe a conquistar o campeonato uruguaio em 1987, ficando por lá por quatro anos até desembarcar no Peñarol em 1991. Durou apenas uma temporada no Carbonero antes de ser negociado com o Boca, no ano de 1992.

Não demorou para se encaixar na equipe de La Bombonera. Matador praticamente imparável, Martínez vitimou vários clubes na caminhada do Boca rumo ao título argentino do Apertura de 1992. No Clausura, foi vice-artilheiro do campeonato, apesar de não conseguir ajudar o time azul e amarelo a conquistar o título. No ano seguinte, foi o artilheiro do time na conquista da Copa Oro da Conmebol, marcando dois gols naquele torneio de tiro curto.

Seguiu como um prolífico artilheiro no Boca naquele início de década de 1990, num período onde os xeneizes não viviam seu melhor momento, muitas vezes vendo outros rivais conquistarem os principais títulos, principalmente o River Plate, que formava uma geração de ouro naquele momento. Ainda assim, Martínez seguia marcando gols em profusão, terminando sempre em boa posição na artilharia dos campeonatos que disputava.


Permaneceu no clube até o meio de 1997, quando acabou negociado já experiente com o Deportivo La Coruña, encerrando seu ciclo com mais um artilharia, no torneio Clausura daquele ano. No total, em seus cinco anos atuando com a camisa do Boca, marcou 87 gols em 132 jogos, o que o credencia como o sétimo maior artilheiro da história xeneize. Curiosamente, seria substituído por um tal de Martin Palermo na função. 

Martínez ainda passaria pelo La Coruña e pelo Nacional antes de pendurar as chuteiras relativamente cedo, com apenas 32 anos, no ano de 2001. Além da história com o Boca, Martínez foi também o jogador responsável pelo pênalti decisivo do título da Copa América de 1995 do Uruguai, conquistado em cima do Brasil. 

Nos pênaltis, diante do Palmeiras, Romero é heroi e classifica o Boca para a final da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/CONMEBOL

Mais uma disputa entre Boca e Palmeiras

O Boca Juniors está na decisão da Libertadores contra o Fluminense. O time argentino venceu o Palmeiras nos pênaltis por 4 a 2, depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal, em jogo disputado na noite desta quinta, dia 5, no Allianz Parque e com isso conquistou a classificação para a decisão. Os Xeneizes voltam a decisão depois de 5 anos de ausência, desde a derrota para o arquirrival River Plate em 2018 e tenta se tornar o maior campeão com sete conquistas.

Na primeira partida, o placar de 0 a 0 em La Bombonera deixou tudo aberto, com o time alviverde segurando a pressão Xeneize. No final de semana, o Palmeiras acabou derrotado pelo Red Bull Bragantino fora de casa por 2 a 1, resultado que tirou o time da vice-liderança do Brasileirão. O Boca foi derrotado no Superclássico para o River dentro da Bombonera por 2 a 0 no final de semana. 

O jogo começou mais estudado entre as duas equipes, com o Palmeiras aos poucos tentando tomar mais a iniciativa, inclusive finalizando com perigo aos 14', num chute de Gabriel Menino que Romero pegou em dois tempos. O Boca, porém, segurava bem as pontas em São Paulo. Fora isso, o jogo era de pouquíssimas chances no Allianz Parque. Na primeira vez em que acertou um ataque, o time Xeneize saiu na frente aos 22', numa ótima jogada do ex-palmeirense Merentiel, que rolou para Cavani abrir o placar em São Paulo. 

O Palmeiras sentiu o golpe e passou a ter mais dificuldades ainda em conseguir criar lances de gol no Allianz Parque. O lance mais perigoso depois do gol foi do Boca, num chutaço de Barco que Weverton pegou. O Boca chegou a marcar o segundo aos 46', mas o lance foi bem anulado por impedimento já no campo. O primeiro tempo terminou com vantagem azul e amarela. 

Na etapa final, o Verdão tentou voltar pressionando e ocupava o campo de ataque do time argentino, que se defendia muito bem, como fez em toda a Libertadores. Aos 12 minutos, o time palmeirense teve suas duas chances mais perigosas no jogo, em uma linda enfiada de Endrick para Mayke parar em Romero e na sequência num torpedo de Veiga que o goleiro argentino pegou. Aos 26', Romero slavou o Boca mais uma vez numa cabeçada violenta de Rony. Na sequência, o Palmeiras empatou num míssil de Piquerez, que contou com a colaboração do até então herói Romero para empatar.

Depois do gol, apesar da pressão palmeirense, o Boca fez o que lhe é peculiar: não deixar o jogo rolar durante a maior parte do tempo. O árbitro, porém, deu apenas cinco minutos de acréscimo em São Paulo. Já nos acréscimos, Romero salvou um gol certo de Rony de bicicleta. Na sequência, Cavani teve ótima chance, mas entregou na mão de Weverton. O jogo terminou em empate que levou a decisão aos pênaltis. 

Nos pênaltis, o Boca abriu batendo com Cavani, que parou em Weverton, mas Romero devolveu o favor pegando o pênalti de Raphael Veiga. Valdez bateu a segunda do Boca e fez e Gomez parou em Romero. Valentini ampliou a vantagem do time argentino, que foi diminuída por Kevin, Figal marcou para o Boca, dando o "matchpoint" ao time argentino, mas Piquerez acertou um torpedo no gol. Fernandez teve a chance de definir e classificou o Boca. 


Agora, o Boca Juniors vai enfrentar o Fluminense na final da Libertadores, no Maracanã, no dia 4 de novembro, em horário que ainda vai ser definido oficialmente pela Conmebol. Muito antes disso, no final de semana, o Palmeiras recebe o Santos, em jogo que ocorrerá na Arena Barueri devido a shows que ocorrerão no Allianz Parque, no domingo, dia 8, às 16 horas, enquanto o Boca volta a campo na terça, dia 10, quando visita o Belgrano pelo Campeonato Argentino. 

As camisas de Diego Maradona

Por Lucas Paes

Diego Maradona jogou por seis clubes ao longo da carreira

Recentemente o mundo do futebol foi pego de surpresa de maneira extremamente triste pela morte do lendário Diego Maradona, maior jogador argentino de todos os tempos e um dos maiores jogadores da história do futebol. D10s, como era chamado pelos "hermanos", foi um ícone do futebol e passou ao longo de sua carreira por seis clubes diferentes, além da óbvia história com a Seleção Argentina.

Seleção Argentina - 91 jogos e 34 gols

Diego pela Argentina

Diferente de outros casos, aqui começaremos pela Seleção Argentina. Dom Diego foi acima de tudo um herói de um país, de um povo, praticamente a identificação de uma população inteira dentro de um campo de futebol, a personificação do argentino em sua forma mais característica. Jogou a serviço da Albiceleste as Copas do Mundo de 1982, 1986, 1990 e 1994. Na de 1986 praticamente carregou a equipe ao segundo título mundial de sua história, fazendo dois históricos gols diante da Inglaterra, num jogo que praticamente foi uma vingança da Guerra das Malvinas. Em 1990 conseguiu fazer com que Nápoles torcesse pela Argentina contra a Itália. Infelizmente, a última imagem de 1994 ficou marcada pelo doping, nada que apague a enorme história de Diego a serviço da seleção.

Argentinos Jrs. - 166 jogos e 149 gols

Ele começou no Argentinos Jrs.

Foi jogando no Tifón de Boyacá, que sempre faz um incrível trabalho na base, que El Pibe De Oro se apresentou ao mundo. Chegou no clube aos 9 anos e já aos 16 anos era titular da equipe principal. Com 17 anos foi pela primeira vez convocado pela Seleção Argentina e polemicamente cortado da Copa do Mundo de 1978. Ficou no clube até 1981, quando realizando um sonho de infância, como fanático torcedor Xeneizie que era, foi jogar no Boca.

Boca Jrs. - 71 jogos e 35 gols

Teve duas passagens no Boca

Vestindo azul e amarelo, realizou um sonho de infância e continuou sendo o grande destaque do futebol sul-americano. Atuou em muitos amistosos, além de partidas oficiais pelo gigante de Buenos Aires. Marcou em clássicos contra o River Plate e ajudou o Boca a conquistar o Campeonato Metropolitano de 1981. Em sua última partida pelo clube, num polêmico jogo com o Velez pelas quartas do Campeonato Argentino, acabou revidando uma agressão e sendo suspenso. Antes da Copa do Mundo de 1982, foi acertada sua transferência para o Barça, por 7 milhões de dólares.

Retorna ao Boca em 1995, após jogar a Copa do Mundo de 1994 e ser novamente pego no antidoping, passando ainda como dirigente por um pequeno time argentino e chegando a ser treinador do Racing. Foi nesse período que ocorreu a conhecida tentativa do Santos de contar com Don Diego. Acabou ficando alguns anos no clube até sua aposentadoria, que ocorreu em 2001, apesar de jogar profissionalmente efetivamente até 1997. 

Barcelona - 58 jogos e 38 gols

Ficou apenas dois anos no Barça

Pelos Culés, foi a grande aposta para encerrar um período negro da história barcelonista que na realidade só viria a se encerrar no final daquela década. A diretoria trouxe vários assessores argentinos para ajudar Diego, mas aquilo acabou fechando seu ciclo e atrapalhando sua adaptação. Ainda assim, na primeira temporada, ajudou o Barça a ganhar o título da Copa do Rei com uma atuação de gala dentro do Bernabéu na final diante do Real Madrid, sendo aplaudido de pé pela torcida merengue. Foi, porém, atrapalhado por uma hepatite, uma lesão grave causada por um jogador do Athletic Bilbao e também por uma confusão que protagonizou ao final da temporada 1983/1984 quando perdeu a Copa do Rei para o time basco, que também havia tirado o título espanhol do Barça. Suspenso, acabou praticamente sendo descartado pelo clube, sendo negociado com o Napoli. Saiu da Catalunha desgostoso com uma diretoria que Maradona sentiu que não tentou o defender ou evitar sua saída.

Napoli - 259 jogos e 199 gols

Virou Deus em Nápoles

O destino, ou Deus, ou qualquer uma dessas coisas que se queira dizer, as vezes escreve certo por linhas tortas. A serviço dos Partenopei, Maradona não só fez história como virou uma entidade em mais algum lugar além das terras argentinas. Num clube que sofria com toda a questão Norte x Sul da Itália, até então um pequeno representante da principal cidade da região, Don Diego simplesmente transformou para sempre o clube. Se o Napoli hoje é um time extremamente regular, que só não ganhou scudettos recentemente devido a existência da Juventus, muito se deve a passagem de Maradona, que mudou para sempre o clube.

Diego fez de tudo em Nápoles, conquistou dois campeonatos italianos sendo protagonista, conquistou uma Copa do UEFA, enfim, botou Nápoles no mapa do futebol italiano e europeu. Foi tão grande que fez boa parte da cidade torcer contra a Itália na semifinal da Copa de 1990 diante da Argentina. Foi no clube, porém, que viveu o início da decadência, quando caiu no doping por cocaína, teve uma suspensão por provas o ligando a Camorra e uma batalha judicial garantiu sua saída do clube. Nada disso, porém, apagou a idolatria do maior jogador da história do Napoli, numa cidade que até hoje tem muros e numa torcida que até hoje tem bandeiras pintadas em homenagem ao argentino e que também parou em homenagem ao craque.


Sevilla - 29 jogos e 14 gols

Passou de maneira apagada pelo Sevilla

Vai jogar pelo Sevilla na temporada 1992/1993, onde vive altos e baixos. No geral, porém, consegue números bons a serviço do clube andaluz, mas acaba brigando com diretores e com o treinador Carlos Bilardo após descobrir que estava sendo investigado por detetives devido a sua fama com relação a vida noturna. Acaba por deixar a equipe ao fim da temporada, sem marcar muito seu nome na história da equipe.

Newell's Old Boys

No Newell's, pouco atuou

Apesar de conseguir voltar a sua boa forma, dura ainda menos jogando pelos Leprosos, muito mais devido a lesões do que qualquer outra coisa. Joga apenas cinco jogos oficiais vestindo o preto e vermelho da equipe, sem conseguir marcar gols. Deixa a equipe em 1994, entrando de vez na depressão e se afundando ainda mais no vício em cocaína.

O Futebol no Cinema - Heleno, o filme sobre o craque dos anos 40

Por Lucas Paes

No filme, o ator Rodrigo Santoro fez o papel de Heleno de Freitas

O filme “Heleno”, lançado em 2012, dirigido por José Henrique Fonseca, conta a história de Heleno de Freitas, ídolo do Botafogo nos anos 40 e um dos maiores jogadores da história do futebol sul-americano. Fora de campo, conhecido pelo lado boêmio e mulherengo, teve uma vida de certa forma autodestrutiva, morrendo com apenas 39 anos, num hospício, em Barbacena (Minas Gerais), por consequência da Sífilis. 

A história começa com Heleno (Rodrigo Santoro) já no hospício observando vários recortes de jornal, rasgando-os e comendo-os (um hábito que adquiriu com a piora de seu estado mental, gradual em sua carreira) e tendo recordações da época de jogador, meio que em flashbacks, um estilo que seria usado por toda a película, que é filmada em preto e branco.

Tanto o lado mulherengo, quanto o lado explosivo, a doença e os vícios de Heleno são mostrados ainda no começo do filme, através de cenas com várias mulheres diferentes que ele leva para cama, brigas com amigos em um jogo de futebol na praia, as bebidas e o uso do Éter. A doença é mostrada em consulta ao médico do Botafogo, que ressalta que Heleno deveria se cuidar.

O diretor do filme, José Henrique Fonseca, com Rodrigo Santoro

Outra mostra do forte temperamento de Heleno é quando ele é o responsável pela perda do campeonato carioca, desperdiçando uma penalidade máxima contra o Fluminense. Além de brigar com boa parte do grupo, ele também quebra quase todo o vestiário, machucando feio as mãos devido à vários socos nas paredes. 

A força da relação dele com a Estrela Solitária era tão grande, que ele quase briga com o presidente, por vende-lo ao Boca Juniors, da Argentina, que pagou a maior cifra registrada para um clube brasileiro por um jogador, na época. Enquanto está em Buenos Aires, ele deixa seu melhor amigo Alberto cuidando de Silvia, sua namorada.

A passagem pelo Boca é rápida. Voltando ao Rio de Janeiro, acaba brigando com a namorada, ao descobrir que ela decidiu se casar com seu antigo melhor amigo. Para piorar as coisas, Carlito Rocha, presidente do Botafogo, decide não o aceitar de volta. Ele acaba indo ao Vasco, onde seria campeão carioca.

Cartaz do filme

Sua saída de São Januário acaba sendo problemática, ele ameaça o treinador com um revolver e é instantaneamente expulso do clube. O enredo volta a mostrar ele no hospício, por um pequeno período. Depois, a história faz outro flashback para Barranquilla em 1950, em sua passagem pelo Júnior.

Em 1953, pouco antes de encerrar a carreira, Heleno descobre que está gravemente doente, com a Sífilis tendo avançado bastante. Ele implora aos médicos pela última chance, para poder jogar no Maracanã. Mais uma vez, usando de sua linha de tempo misturada, o enredo volta a mostrar uma sequência dele já no hospício, misturada a memórias de quando ele pisou no Maracanã, pelo América, na forma de um sonho. A história se encerra com Heleno, nos seus dias finais, a caminho de bater um pênalti, misturado a uma narração de Rodrigo Santoro sobre a vida do jogador. 

No geral, a película usa de uma linha do tempo bagunçada para mostrar a história do auge e queda de Heleno de Freitas, como se todo o enredo fosse um flashback do próprio jogador em seus dias finais de vida. Um interessante resgate da história de um gigante do futebol que, à exemplo de outros, se perdeu fora de campo.

Elenco

Rodrigo Santoro – Heleno
Aline Morais – Silvia
Angie Cepeda – Ilma
Othon Bastos – Alberto
Marcel Adnet – Locutor da partida onde Heleno perde o pênalti.



As camisas de Heleno de Freitas


O polêmico atacante Heleno de Freitas, provavelmente o maior craque brasileiro no período da Segunda Guerra Mundial, na década de 40, teve uma relação de amor e ódio com os clubes que defendeu durante a sua carreira. O jogador passou pelo amador do Fluminense, mas foi estrear como profissional no Botafogo.

Profissionalmente, Heleno de Freitas atuou de 1940 até 1953, quando fez o seu único jogo pelo América e também no Maracanã. Com histórias de belos gols, brigas, casos amorosos e muita história na noite carioca, O Curioso do Futebol fez um levantamento dos times que ele defendeu ao longo da vitoriosa, mas conturbada carreira.

BOTAFOGO


Após sair brigado do Fluminense, pois não davam a grande chance de estrear pelo profissional, o atleta foi levado ao Botafogo, clube que ele também havia defendido como amador (descoberto por Neném Prancha), por João Saldanha. No Fogão foi onde ele mais brilhou, sendo artilheiro do Carioca de 1942, mas não conquistou títulos pela equipe da Estrela Solitária. Fez mais de 200 gols jogando com a camisa do clube.


BOCA JUNIORS


Em 1948, cansado da vida boêmia do atleta, a diretoria do Botafogo negociou o jogador com o Boca Juniors. Em Buenos Aires, ele jogou pouco e ficou um bom tempo no banco de reservas, mas em 17 jogos marcou em sete oportunidades. Cansado da suplência e de jogar pouco, resolveu voltar ao Brasil para tentar uma vaga na Copa de 1950.


VASCO DA GAMA



Em 1949, Heleno de Freitas reforçou o já excelente "Expresso da Vitória", como ficou conhecido a equipe do Vasco. Porém, as constantes brigas com o técnico Flávio Costa o fizeram ficar de fora da Copa do Mundo de 1950. Mesmo assim, Heleno fez 19 gols em 24 partidas pelo time da Colina, conquistando o único Campeonato Carioca de sua carreira.


JUNIOR BARRANQUILLA


Decepcionado por não disputar a Copa do Mundo e, consequentemente, não jogar no Maracanã, Heleno aceita o convite para defender o Junior Barranquilla na famosa Liga Pirata Colombiana, que pagava salários altíssimos. Porém, mais uma vez o jogador arrumou confusões e resolveu voltar ao Brasil ao final de 1950.


SANTOS


O Santos queria uma grande estrela para incomodar o trio de ferro da capital paulista, em 1951, e Heleno estava sem clube: parceria perfeita? Não! Heleno nem chegou a jogar pelo Alvinegro Praiano, mas foi apresentado como estrela e fez muitas confusões, principalmente com o técnico Aymoré Moreira, chegando a dizer que "Aymoré bom era o biscoito". Depois de uma briga com o treinador, Heleno foi tirado da Vila Belmiro a força, literalmente.


AMÉRICA


Heleno, na verdade, queria era jogar no Maracanã e para isso, aceita o convite do América, em 1953. Já doente de sífilis, o jogador não era mais o mesmo. Porém, ele realizou o sonho de jogar no gigante estádio, mas foi expulso aos 35 minutos do primeiro tempo. Foi a única partida que fez pelo Diabo e a última da carreira. Ainda tentou voltar a jogar pelo Flamengo, mas a doença já atacava o genial e genioso atacante.


SELEÇÃO BRASILEIRA


Heleno jogou pela Seleção Brasileira entre 1944 e 1948, fazendo 18 jogos e marcando 19 gols. O destaque fica por conta do Campeonato Sul-Americano de 1945, realizado no Chile, quando ele foi artilheiro da competição, que o Brasil ficou em segundo, com seis tentos. O jogador também disputou a edição de 1946 do torneio, disputado na Argentina.

Copa Libertadores - Semifinais definidas


Com a eliminação do mexicano Pumas, que perdeu para o Independiente del Valle, nos pênaltis, ontem, ficaram definidas as semifinais da Copa Libertadores de 2016. A equipe equatoriana vai enfrentar o tradicional Boca Juniors. Já no outro embate, o São Paulo FC vai encarar os colombianos do Atlético Nacional de Medellin.

Porém, os confrontos não aconteceram logo na próxima semana. Devido à realização da Copa América do Centenário, que começa na próxima semana, nos Estados Unidos, as semifinais da Libertadores terão início apenas no mês de julho. Porém, como é de praxe, O Curioso do Futebol não vai 'fugir da raia' e, como aconteceu nas outras fases da competição, e faz o prognóstico da fase.


INDEPENDIENTE DEL VALLE (EQU) X BOCA JUNIORS (ARG)

Jogadores do time equatoriano comemoram a classificação

É o confronto entre a maior surpresa da competição até o momento e a camisa mais pesada entre os quatro classificados. Não é uma situação tão fácil de fazer um prognóstico, já que o Independiente del Valle vem derrubando todos eles. Porém, os argentinos estão jogando bem e conseguiram passar, com dificuldades, pelo Nacional do Uruguai, que vinha complicando a vida de muitos times.

Palpite de O Curioso do Futebol: acreditamos que, desta vez, a camisa vai pesar e o Independiente del Valle vai ficar no meio do caminho. Dá Boca Juniors.

Tevez é o destaque do Boca


SÃO PAULO (BRA) X ATLÉTICO NACIONAL (COL)

Maicon comemora o gol da classificação Tricolor

Lembra que em praticamente todas as Libertadores tem um time que começa mal, classifica na fase de grupos na 'bacia das almas' e vai avançando? Pois é, neste ano esta equipe é o São Paulo. Porém, o Tricolor encara agora a melhor equipe da competição, o Atlético Nacional, de Medellin, que espera voltar à uma final da competição, o que não acontece desde 1995, quando os colombianos perderam o título para o Grêmio.

Palpite de O Curioso do Futebol: parece que os filmes de 2008 e 2014 se repetem em 2016. Um time que joga fechado, sem tanto brilho, mas com eficiência. Edgardo Bauza leva o São Paulo para a final.

Atlético Nacional tem a melhor campanha da competição

Copa Libertadores e as quartas de final - Vai pegar fogo!


Nesta semana, ficaram definidos os confrontos das quartas de final da Copa Bridgestone Libertadores 2016. Dois brasileiros (São Paulo e Atlético Mineiro) e argentinos (Boca Juniors e Rosario Central), mais um colombiano (Atletico Nacional), uruguaio (Nacional), equatoriano (Independiente Del Valle) e mexicano (Pumas) vão a campo entre os dias 11 e 24 de maio, decidindo as vagas na semifinal da competição.

Vamos conferir os confrontos e os palpites de O Curioso do Futebol:

SÃO PAULO (BRA) X ATLÉTICO MINEIRO (BRA)

Este confronto garante um brasileiro na semifinal da competição. O São Paulo, finalmente, apresentou um bom futebol no primeiro jogo contra o Toluca, vencendo por 4 a 0, depois de uma primeira fase fraca, animando a torcida. Já o Atlético Mineiro tem hoje o melhor elenco do futebol brasileiro e contra com o centroavante argentino Lucas Pratto iluminado.

Palpite de O Curioso do Futebol: como na Libertadores sempre tem um time que vai mal no começo e depois surpreende, o São Paulo deve passar.


NACIONAL (URU) X BOCA JUNIORS (ARG)

É o confronto entre as camisas mais pesadas. São nove taças da Libertadores em campo. O Boca Juniors vem apresentando um belo futebol, com o craque Carlitos Tevez em boa fase. Já o Nacional vem mostrando sua força, principalmente fora de casa, onde não perdeu nenhuma partida. Além disso, vem sendo o carrasco dos brasileiros.

Palpite de O Curioso do Futebol: apesar de estar jogando bem, o Boca vai enfrentar problemas jogando em Montevidéu e o Nacional segura a pressão em La Bombonera. Passa o Bolso.


ROSARIO CENTRAL (ARG) X ATLÉTICO NACIONAL (COL)

Duas equipes que vê apresentando um belo futebol durante a competição, enchendo os olhos de que acompanha a Libertadores. O Rosario Central passou em primeiro em um grupo difícil (com Nacional e Palmeiras) e eliminou o bom time do Grêmio, vencendo os dois jogos. Já os colombianos também fazer uma belíssima campanha, apresentando uma defesa sólida e ataque matador.

Palpite de O Curioso do Futebol: é, talvez, o confronto mais parelho destas quartas. Por ter um time mais equilibrado, o Atlético Nacional deve classificar.


INDEPENDIENTE DEL VALLE (EQU) X PUMAS (MEX)

A maior surpresa da Copa Libertadores, o Independiente Del Valle quer continuar avançando na competição. Porém, o Pumas vem apresentando um bom futebol e conta com a força de sua torcida no México para cravar sua vaga na semifinal.

Palpite de O Curioso do Futebol: apesar de o Independiente querer continuar 'aprontando', os equatorianos devem ficar pelo caminho. O Pumas deve ir para a semifinal.

Confira as datas e horários dos jogos:

JOGOS DE IDA

Quarta-feira (11 de maio)
21h45 – São Paulo x Atlético-MG

Quinta-feira (12 de maio)
19h30 – Nacional (URU) x Boca Juniors (ARG)
21h45 – Rosario Central (ARG) x Atlético Nacional (COL)

Terça-feira (17 de maio)
21h45 – Independiente del Valle (EQU) x Pumas (MEX)

JOGOS DE VOLTA

Quarta-feira (18 de maio)
21h45 – Atlético-MG x São Paulo

Quinta-feira (19 de maio)
19h15 – Boca Juniors (ARG) x Nacional (URU)
21h45 – Atlético Nacional (COL) x Rosario Central (ARG)

Terça-feira (24 de maio)
21h45 – Pumas (MEX) x Independiente del Valle (EQU)
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