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SescTV lança curtas do CINEFOOT

Foto: divulgação

Babu Santana no curta "A culpa é do Neymar"

De 2 de novembro a 7 de dezembro, o SescTV exibirá, todas as quintas-feiras, a partir das 22h, filmes de uma seleção de 10 curtas-metragens escolhidos a partir de edições do Cinefoot - Festival de Cinema de Futebol. A curadoria foi realizada por Antônio Leal, idealizador da competição. O Cinefoot é o primeiro festival de cinema latino-americano que reúne produções audiovisuais sobre o universo do futebol. Desde a sua criação, em 2010, já foram exibidos mais de 450 filmes que abordam a paixão nacional sob uma ampla variedade de perspectivas, desde suas dimensões esportivas até suas facetas sociais, culturais, comportamentais e humanas.

2/11, às 22h - A abertura da programação fica por conta do curta-metragem “A8” (25 min.), com direção de Lucio Branco. O filme apresenta um monólogo que enfatiza, quer seja no campo ou em qualquer outro contexto, a consciência como método fundamental. Afonsinho, com uma visão panorâmica semelhante à exigida por sua posição, não se limita a enxergar apenas seus companheiros de equipe no campo. Ele reconhece que, para um jogo acontecer, é necessário até mesmo um adversário. Como herdeiro das camisas de ícones como Zizinho e Didi, ele valoriza o talento individual, mas também aprecia o papel do jogador que "carrega o piano", pois sabe que uma performance solo não é possível sem um coletivo unido. Em A8, não existe a noção de um único dono da bola, ressaltando a importância do trabalho em equipe e do entendimento do jogo como um todo.

9/11, às 22h - Na quinta seguinte, dia 9 de novembro, é a vez do curta ”NA MARCA DA CAL” (23 min.), com direção de Fábio Marcelino. O espectador conhecerá a história de aproximadamente 300 árbitros pertencentes ao quadro da Federação Mineira de Futebol que estão em busca de realizar o sonho de apitar jogos de futebol profissional. Para alcançar esse objetivo, eles dedicam seu tempo e esforço ao circuito de competições do futebol amador em Belo Horizonte e na região metropolitana. Homens e mulheres, esses árbitros se deslocam pelas cidades, atuando em campos de terra batida e espaços comunitários que servem como centros de lazer e convívio, muitas vezes localizados em vilas e favelas. Apesar da pressão e, em diversos casos, a violência, seguem trabalhando, driblando a poeira, marcando impedimentos, validando gols e legitimando resultados.

16/11, às 22h - Em 16 de novembro, o filme “TRÊS NO TRI” (14 min.), dirigido por Eduardo Souza Lima, mostra a Copa do Mundo no México em 1970, quando Pelé marcou o gol que virou o jogo contra a Tchecoslováquia, desempenhando um papel fundamental na campanha que levou a seleção brasileira a conquistar o tricampeonato. Esse momento icônico foi capturado por Orlando Abrunhosa, tornando-se a imagem mais reproduzida em todo o mundo. No entanto, essa não foi a única grande realização do fotógrafo. No mesmo dia, logo na sequência, será exibido “A CULPA É DO NEYMAR” (11 min.), dirigido por João Ademir. No curta, Túlio, um jovem comum do subúrbio, começa a torcer pelo Santos, time do seu ídolo Neymar. Para seu pai, um botafoguense fanático, essa mudança de lealdade é vista como uma traição que não pode ser perdoada.

23/11, às 22h - Na semana seguinte, dia 23 de novembro, será exibido o filme “EU JOGADORA, UM AUTORRETRATO DO FUTEBOL FEMININO NO BRASIL” (18 min.), dirigido por Edson de Lima, Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento. A produção busca responder a alguns questionamentos: o que pensa a primeira mulher a ter sido técnica da seleção brasileira de futebol feminino? O que sentem duas atletas olímpicas que abriram caminho para a atual geração? E quais são os sonhos de duas revelações da modalidade? No mesmo dia, também estreia o título “BOCA DE FOGO” (9 min.), com direção de Luciano Pérez Fernández. Na cidade de Salgueiro (PE), os torcedores de futebol na arquibancada, enfrentam o sol e o desconforto em busca das emoções dos jogos de futebol locais. Eles acompanham, pelo rádio, o peculiar comentarista Boca de Fogo, que lança seus comentários com sua voz poderosa e dicção inconfundível, tornando mais eletrizante cada lance das disputas.

30/11, às 22h - Já o curta “SOCCER BOYS” (14 min.), que vai ao ar dia 30 de novembro, mostra jogadores do Beescats Soccer Boys em meio à disputa pela Taça da Diversidade. Eles falam sobre sua relação com o futebol e refletem sobre a relação do esporte e a discriminação sexual no Brasil. O filme é dirigido por Carlos Guilherme Voguel. No mesmo dia, “TRÊS CORES E OUTRAS MAIS” (14 min.), com direção de Frederico Franco e Rafael de Campos, conta a história de Serginho, um torcedor fervoroso. Desde os anos 70, frequenta estádios e luta contra os preconceitos com coragem em torno da primeira torcida LGBTQIA+ do Brasil.


7/12, às 22h - Em “A COPA DOS REFUGIADOS” (13 min.), o futebol é uma linguagem universal, capaz de romper barreiras e unir povos. Realizada desde 2014, em São Paulo, a Copa de Integração dos Refugiados se propõe a chamar a atenção dos brasileiros para o cotidiano de refugiados e imigrantes, sobreviventes da maior crise humanitária desde a 2ª Guerra Mundial. Já na produção "OS BOIAS-FRIAS DO FUTEBOL” (15 min.), são retratados os sonhos e as incertezas de dois jogadores da Série C do Campeonato Estadual do Rio, a divisão mais operária do futebol carioca. A direção de ambos os curtas é de Luciano Pérez Fernández.

Sylvester Stallone como goleiro no filme Fuga para a Vitória

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Sylvester Stallone interpretou Robert Hatch no filme Fuga para a Vitória

Sylvester Gardenzio Stallone, renomado ator, roteirista e diretor americano, está celebrando o seu 77º aniversário nesta quinta-feira, dia 6 de julho de 2023. No decorrer de sua brilhante carreira no Cinema, ele interpretou Robert Hatch no filme Fuga para a Vitória, lançado no começo dos Anos 80.

Nesta película, que estreou em 1982, simboliza como era a vida dos prisioneiros aliados que foram internados num campo de prisão nazista, no período da Segunda Guerra Mundial. Neste local, o major Karl von Steiner, interpretado por Max Von Sydow, que era um ex-jogador da seleção alemã na história, organiza uma partida entre a Alemanha e uma seleção dos prisioneiros aliados. 

Este time foi liderado por John Colby, personagem de Michael Caine, um militar inglês que era um conhecido jogador de futebol que ficou responsável por treinar aquela equipe.

O enfrentamento com os alemães veio a ser realizado no Estádio Colombes, perto de Paris. Neste jogo, todos os nazistas, exceto Steiner, fazem de tudo para saírem de campo vitoriosos e propagar a guerra. Enquanto isso, os jogadores aliados tentavam planejar uma fuga no intervalo.


Junto de Stallone, que foi muito bem interpretando goleiro Hatch do time dos Aliados, o renomado ator Michael Caine, teve papel importante, interpretando o capitão John Colby. Nesta filmagem, jogadores renomados do futebol mundial também fizeram participação especial. O principal foi o eterno Rei Pelé, que incorporou o cabo Luis Fernández.

Morre Djalma Limongi Batista, premiado cineasta de 'Asa Branca'

Com informações da Folha de São Paulo
Foto: arquivo

Djalma Limingi Batista dirigiu Asa Branca

Morreu nessa terça-feira, aos 75 anos, o cineasta e professor Djalma Limongi Batista, autor dos filmes "Asa Branca: Um Sonho Brasileiro", premiado no Festival de Gramado de 1981 e que tem o futebol como pano de fundo. A morte foi confirmada por um amigo próximo do cineasta, que estava em São Paulo.

Nascido em Manaus, Batista lecionou direção de atores e realização no curso de cinema da Fundação Armando Alvares Penteado. Sua estreia no cinema se deu com o curta "Um Clássico, Dois em Casa, Nenhum Jogo Fora", de 1968, uma das primeiras obras brasileiras a retratar uma relação homossexual nas telonas.

Também dirigiu o documentário de curta-metragem "Porta do Céu", de 1973, e o experimental "Hang-Five", de 1975. Em paralelo, trabalha como fotógrafo e colabora com o diretor teatral Flavio Império na criação dos cenários para peças.


Seu primeiro longa-metragem é celebrado com os prêmios de melhor direção e melhor ator coadjuvante para Walmor Chagas no Festival de Brasília, além da estatueta de melhor ator para Edson Celulari, que fazia seu primeiro papel no cinema, como um jogador de futebol que sai de um pequeno time paulista e vai até a Copa do Mundo.

Depois de "Brasa Adormecida" e antes de "Bocage, o Triunfo do Amor", Djalma dirigiu ainda, em 1991, sua versão da peça "Calígula", do francês Albert Camus, no teatro.

Pelé no cinema

Com informações de Gabriel Santana / Santos FC
Foto: reprodução

Pelé e Renato Aragão nas gravações de "Os Trapalhões e o Rei do Futebol"

Além de ser o atleta do século e o maior jogador da história do futebol, o Rei Pelé também fez carreiras fora do esporte. Participou de diversas campanhas publicitárias, teve participação na política brasileira, compôs músicas, virou personagem de quadrinhos e teve uma grande carreira no cinema.

Em 1962, no ano em que o Rei conquistou dois títulos mundiais, um pelo Santos e outro pela Seleção Brasileira, foi lançado o primeiro filme em sua homenagem, “O Rei Pelé”. O Atleta do Século teve algumas aparições durante o filme, como ele mesmo. Alguns de seus companheiros de Santos também participaram do longa: Zito, Pepe, Tite, Pagão, Dorval, Lima, Maneco e Vasconcelos, além do técnico Lula e o presidente Athié Jorge Coury.

O filme foi baseado num livro de Pelé com coautoria de Benedito Ruy Barbosa, com diálogos escritos por Nélson Rodrigues, que aparece no filme como ele mesmo, e narração de Lima Duarte.

O seu primeiro filme desencadeou uma série de convites e participações no cinema. Em alguns casos, participou como ele mesmo, e em outros, como um personagem.

Em entrevista concedida no ano de 2011, Pelé afirmou que interpretava desde criança, e tinha como referência os atores Juanquito, Oscarito e Grande Othelo.

Além da carreira nas telas de cinema, o Rei Pelé também virou personagem de histórias em quadrinhos. O convite partiu do desenhista Maurício de Sousa, o criador da Turma da Mônica, em 1976. Ele criou a “Turma do Pelezinho”, tendo sua primeira edição lançada em agosto de 1977. As revistas continuaram sendo publicas até dezembro de 1986, e desde então, foi publicada apenas ocasiões especiais, como em 1990, por ocasião do aniversário de 50 anos do Pelé.

Confira abaixo, uma lista de documentários e filmes com participações do Rei do Futebol:

O Rei Pelé (1962)
O primeiro filme contando a história do Rei.

Brasil verdade (1964)
União de quatro documentários com comentários de Pelé.

O Barão Otelo no barato dos bilhões (1971)
Ainda no decorrer de sua carreira, Pelé participou pela primeira vez de um filme como um personagem, como “Dr. Arantes”.

A Marcha (1972)
Como “Chico Bondade”, Pelé foi um escravo liberto que tenta ajudar companheiros na fuga dos senhores de engenho.

Passe Livre (1974)
No documentário que homenageia o ex-meia Afonsinho, que desafiou o regime militar, o Rei deu o seu depoimento.

Isto é Pelé (1974)
Documentário produzido e divulgado assim que Pelé anunciou sua saída do Santos.

Os Trombadinhas (1979)
Além de atuar, Pelé também contribuiu com o roteiro. Ele interpreta personagem que tenta ajudar a encerrar a desigualdade social.

Fuga para a vitória (1981)
Produzido nos Estados Unidos, é um dos filmes mais conhecidos que o Rei participou. Como prisioneiro Luis Fernández, o Rei atuou ao lado de nomes como Michael Caine e Sylvester Stallone. No longa, vários detentos desafiam o exército nazista para uma partida de futebol.

A vitória do mais fraco (1983)
Mais uma vez a convite de John Houston, mesmo diretor de “A Fuga para a Vitória”, Pelé vive um dos responsáveis por tentar salvar um orfanato.

Pedro Mico (1985)
Como ator principal, o Rei vive um ladrão de joias que acaba fugindo da polícia e descobre, por acaso, a história de Zumbi dos Palmares.

Os Trapalhões e o Rei do Futebol (1986)
Produzido para comemorar os 20 anos dos Trapalhões, Pelé vive o repórter esportivo Nascimento, ao lado de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

Hotshot (1987)
Pelé participa como um grande orientador de um jogador de futebol americano, que tem o sonho de se tornar um grande atleta.

Primeiro de Abril, Brasil (1988)
O filme relembra a história da ditadura militar no Brasil, com uma breve participação do Rei.

Pelé Eterno (2004)
Documentário mais conhecido sobre a carreira do Rei do Futebol, que além de lindas imagens de sua carreira, conta com depoimentos de Pelé e de uma série de outros atletas.


Once in a Lifetime (2006)
O documentário realizado em homenagem ao New York Cosmos, contou com a essencial presença do Rei.

Pelé: O Nascimento de uma Lenda (2017)
A produção americana até o momento é a ultima obra lançada em homenagem ao Rei. O filme conta o começo de Pelé e aborda a Copa do Mundo de 1958.

Pelé (2021)
Outro documentário, desta vez produzido pela Netflix e comercializado via streaming.

"O Casamento de Romeu e Julieta" e a rivalidade entre Corinthians e Palmeiras


O Casamento de Romeu e Julieta é um filme brasileiro de 2005, do gênero comédia romântica, dirigido por Bruno Barreto, com roteiro baseado na peça teatral Romeu e Julieta, de William Shakespeare, mas usando a rivalidade entre Corinthians e Palmeiras como pano de fundo.

Após pequena introdução, a história vem a se passar a partir do ano de 1999. Alfredo Baragatti é um palmeirense fanático, que faz tudo por seu time do coração. Sua filha, Julieta, foi batizada não em referência ao romance de William Shakespeare, e sim pela junção dos nomes de dois ex-jogadores do Palmeiras: Julinho e Echevarrieta. Educada desde cedo para também ser fanática pelo time, é a capitã do time de futebol feminino do Palmeiras, além de já ter sido eleita musa do clube.

Romeu, por sua vez, é líder da torcida corintiana, tradicionalmente o maior rival do Palmeiras. Ele é um oftalmologista viúvo, que mora com seu filho único Zilinho e sua avó, por quem foi criado após ter perdido os pais em um trágico acidente de avião. A avó de Romeu é uma corintiana fanática, e assim educou o neto e, por conseguinte, o bisneto. Zilinho é um jovem descolado e sonhador que namora uma jovem aprendiz de mágica, Joana. Em um Derby Paulista, Julieta conhece Romeu, se impressionando quando ele, sozinho, inflama os demais torcedores corintianos a continuarem a apoiar o time após sair perdendo para o rival; a reação dá certo e o Corinthians consegue empatar. Volta a vê-lo na saída do clássico, e se encanta com o cavalheirismo dele em carregar a avó, fatigada.

Após a partida, porém, Julieta tem a desagradável notícia de que os conselheiros do Palmeiras optaram por desativar a equipe de futebol feminino do clube, e que seu próprio pai, um dos conselheiros, nada tinha feito para impedir. Irritada, ela atira na lareira da casa a faixa de musa palmeirense. Seu pai imediatamente retira a faixa das chamas, fazendo com que acidentalmente elas machuquem um dos olhos da filha. Ela então volta a encontrar, casualmente, Romeu, que é o médico que lhe atende. Ele também se encanta pela moça e a química entre os dois se desenvolve rapidamente, programando um encontro naquele mesmo dia.

No encontro, ambos trocam informações de suas vidas pessoais, o que naturalmente inclui futebol. Antes que Romeu se declarasse corintiano, Julieta afirma que vem de uma família fanática pelo Palmeiras e que os pais jamais aceitariam uma relação dela com um torcedor rival. Ele, então resolve fingir ser palmeirense para que ela não perca o encanto por ele. Julieta nota a mentira, pois consegue avistar um chaveiro dele com o distintivo do Corinthians, mas resolve disfarçar, gostando da atitude de Romeu. Todavia, as duas primeiras noites de amor dos dois não dão certo porque Romeu não consegue deixar de se abalar com as inúmeras referências ao Palmeiras no quarto de Julieta. Ela então lhe revela que já sabia da realidade, dando-lhe um preservativo da marca Corinthians, o que finalmente faz com que eles consumam a relação.

Romeu, porém, aceita continuar fingindo-se de palmeirense para agradar aos sogros, a quem é finalmente apresentado. Consegue convencer Alfredo, tendo passado bom tempo estudando a história do clube rival. A sogra, todavia, já conhecia Romeu dos tempos de faculdade, e lembra-se que ali ele demonstrava diariamente seu amor pelo Corinthians. Mas, convencida por Julieta, resolve manter a encenação, que passa a se mostrar cada vez mais angustiante para Romeu, que tem de encarar um novo clássico lutando para não demonstrar seu sofrimento com a derrota de 0 x 3 do time que torce de verdade. Após a partida, ele é visto pela família, a quem assegurara que ficaria em casa por não sentir-se bem, entre os rivais. Desgostosa, a avó o deserda.

Os vínculos com a família de Julieta se estreitam cada vez mais com a notícia de que ela engravidou. Romeu, com isso, sente-se mais confortável para revelar a verdade a Alfredo, mas, ao formular uma introdução para tal, acaba tendo suas palavras interpretadas pelo sogro como quem foi-lhe pedir a mão da filha em casamento. Romeu então perde a coragem e ainda tem de ver um eufórico Alfredo fazendo com que ele se tornasse sócio do clube; desta forma, o genro poderia acompanhá-lo juntamente com os demais conselheiros do Palmeiras na viagem da diretoria à Tóquio, para assistir pessoalmente o jogo contra o Manchester United válido pela Copa Intercontinental daquele ano.

O Palmeiras, para alívio de Romeu, perde o jogo (e o título). Na volta do Japão, ele, que por conta do acidente aéreo que matara seus pais, jamais se sentia confortável em um avião, resolve finalmente fazer a revelação a um sofrido Alfredo após a aeronave entrar em forte turbulência. O sogro não reage nada bem, assim como os demais passageiros palmeirenses. Para não ser linchado, Romeu se refugia até o pouso no Brasil na cabine dos pilotos. Sua situação é noticiada em televisão, acabando por ser acompanhada pelas duas famílias. Ele consegue fugir da horda de palmeirenses furiosos e se reconcilia com sua família. Os Baragatti, por sua vez, passam por crises: Alfredo é licenciado compulsoriamente do conselho do Palmeiras e, não aceitando mais a relação da filha, insinuando inclusive que não permitiria que Romeu participasse da criação da criança esperada por Julieta, faz com que ela opte por deixar a casa e ir morar com o amado.


Ela o faz quando o pai está fora de casa. Ao deparar-se com a situação, Alfredo vai imediatamente ao prédio de Romeu para buscar à força a filha, armando grande confusão com a família deste e com outros moradores do edifício. Envergonhada, sua esposa revela-lhe na frente de todos que sempre detestou futebol e a forma que o marido priorizava o clube à própria família. Alfredo é deixado sozinho. Desconsolado, ele ouve, sem que Romeu perceba, este pedindo a São Jorge ajuda na situação, pois ama Julieta demais. Resolve então aceitá-lo.

O filme encerra-se com as duas famílias em paz, com Julieta conseguindo ainda formar um time de futebol feminino que leva as cores dos dois clubes: o preto do Corinthians, o verde do Palmeiras e o branco de ambos. No fim, ocorre a cena que faz jus ao título, com ela e Romeu casando-se em cerimônia que, além de reunir os familiares, conta com metade das poltronas da igreja formada por torcedores corintianos, e outra por palmeirenses, com cada grupo estendendo suas faixas e abençoando a união.

'Febre de Bola' e a vida de torcedor fanático pelo Arsenal

Com informações do Medium
Foto: divulgação


Não como a versão chinfrim, piegas e norte-americana (que fala sobre baseball, com Jimmy Fallon e Drew Barrymore), o filme Febre de Bola ou Fever Pitch, de 1997, retrata uma parte da vida de um professor chamado Paul Ashworth, interpretado por Colin Firth e fanático pelo Arsenal. Como poucas obras do cinema, o filme fala bastante sobre futebol e é norteado por ele para contar a história de um meio-romance com uma colega de trabalho de Paul, Sarah Hughes (Ruth Gemmell). Diferentemente de qualquer romance, a história de Sarah e Paul quase se perde em meio à paixão pelos Gunners, o que torna o enredo interessantíssimo.

Para começo de conversa, o filme foi baseado no livro homônimo de Nick Hornby, lançado em 1992. A obra de Hornby é autobiográfica, mas isso não impediu que o diretor David Evans adaptasse um pouco essa questão para facilitar a narrativa. Esqueçamos essa parte e falemos do que realmente importa aqui: o filme.

Você já deve ter visto várias tentativas de romancear o amor de um homem por um time, num longa-metragem. Mas quantos desses foram fiéis em datas, personagens, cronologia e respeito aos clubes? Dá até para contar nos dedos. Marvellous é um deles, mas vou falar deste em especial nos próximos dias. Voltemos a Paul Ashworth, um professor de inglês desleixado, fanático pelo seu Arsenal e que vive em 1988. Ao lado de seu fiel amigo Steve (Mark Strong), o protagonista vive a ansiedade de um título inglês dos Gunners na temporada 1988–89, em pleno reinado do Liverpool do lendário Kenny Dalglish, que já ocupava o cargo de jogador-treinador.

O enredo apresenta Paul e Sarah, nova professora do colégio, de uma forma ríspida. Ela é toda recatada, dedicada, rígida e autoritária, ao contrário de Paul, que prefere ser amigo dos seus alunos e não parece impor tanta disciplina em classe. Ele também treina o time juvenil da escola, que disputa competições interescolares. Nesse intervalo, o filme mostra como é que o rapaz virou torcedor do Arsenal, ainda garoto, graças a uma ideia do seu pai, que separado da mãe de seus filhos, tenta encontrar uma atividade para ficar perto das crianças. Uma delas foi ir ao Highbury, antigo estádio dos Gunners.

As constantes viagens no tempo mostram a relutância de Paul em ir ao estádio, visto que ele não gostava de futebol. No entanto, bastaram alguns minutos de arquibancada para que o menino fosse contaminado com o clima e a fantasia que só o esporte pode proporcionar. Deste momento (1968) em diante, ele passou a frequentar o Highbury, comprando o season ticket do clube, quase sempre quando o pai estava em Londres. Mas nem isso impediu que ele virasse um torcedor assíduo com o passar dos anos.

A fila - O Arsenal, então, passou a encarar um certo jejum de títulos. De 1971 em diante, o time não conseguia vencer campeonatos, e mesmo repleto de ídolos como Liam Brady (o preferido de Paul), as glórias passavam longe. Nessa angústia, Paul começa a se envolver com Sarah, que desde o início o considera um bobalhão e panaca que faz qualquer coisa por futebol. Certamente você já deve ter ouvido isso de alguma namorada ou de algum parente que não aprecia esse mundo. Bem, azar o deles.

A vida de Paul então começa a ser um constante conflito de interesses. Mesmo com Sarah aderindo aos poucos ao Arsenal e se interessando pelo clube, o seu parceiro parece não largar a corda da relação com o time para lhe dar atenção. Em várias cenas, chega a ser triste como ele simplesmente ignora os pedidos ou a presença dela para ouvir notícias ou acontecimentos ligados aos Gunners. Aliás, quem nunca deixou a comida esfriar na mesa porque estava entretido com um lance de perigo na TV?

Pois bem, o que diferencia Paul dos demais, talvez até você mesmo que esteja lendo, é o fato dele sempre colocar o Arsenal como principal motor do seu cotidiano. Se o time vai mal, ele fica mal, se o time vai bem, ele fica bem. E claro, estamos falando de um período de jejum da equipe, que de longe, lembra a aflição da torcida arsenalista nos dias de hoje. Paul tem o talento de disseminar o fanatismo pelo Arsenal em seu círculo social. É uma das grandes marcas do longa.


Antes que eu estrague alguma surpresa ou dê algum spoiler, é preciso dizer: esse fanatismo cego pelo clube chega a assustar. Alguém que dedica toda a sua vida a um time, por maior que seja o amor, acaba perdendo pequenas nuances da vida, como viagens, jantares e outros momentos ao lado de alguém. É impossível não torcer para os dois, ao mesmo tempo que há o desejo de repreender Paul pelo seu comportamento juvenil em relação a Sarah.

A parte compreensível do dilema do personagem, é que não é das coisas mais fáceis explicar para alguém que não gosta de futebol, que você prefere ficar em casa nas quartas-feiras à noite ou nos domingos à tarde, para ver qualquer jogo que esteja passando na TV. Bem aventurados os que possuem uma parceira igualmente fanática, tema no qual sou suspeito para opinar. Quem não tem a mesma sorte, precisa ter muito jogo de cintura para não deixar um interesse dominar o outro.

Sabendo disso, assista ao filme e descubra como é que Paul conseguiu encontrar um meio-termo para abraçar os dois amores da sua vida. E veja até onde você iria para manter aquecida a paixão pelas cores que você aprendeu a venerar desde menino.

"Desafio de um Campeão" e a amizade entre um jogador de futebol e um professor


Primeiro longa dirigido por Leonardo D’Agostini, “Desafio de um Campeão” é, em suma, o retrato dessa convivência intensa entre homens de temperamentos, visões de mundo e idades tão diferentes. O filme italiano envolve um jogador de futebol e um professor.

Christian é um jogador de futebol extremamente talentoso e imprevisível. Após sua última confusão, o presidente de sua equipe decide designar um tutor pessoal para ajudá-lo a controlar seu temperamento. Valério é um professor tímido e solitário, exatamente o oposto do campeão. Muitas brigas acontecerão entre os dois no começo, mas logo o relacionamento deles mudará para melhor.

Um famoso jogador de futebol de sucesso está com a vida desiquilibrada e é afastado para procurar ajuda. No entanto, um tímido professor é designado para ajudar o atleta e ambos são muito diferentes. Uma amizade improvável florescerá do esforço das duas parte

O filme tem as participações de Andrea Carpenzano, Anita Caprioli, Camilla Semino, Daniel Chiacchieretta, Ludovica Martino, Mario Sgueglia, Massimo Popolizio e Stefano Accorsi. A direção do longa ficou por conta de Leonardo D'Agostini.

Ferro despreza os compromissos assumidos com o professor, fica perplexo quando não é reconhecido como estrela e não gosta que as pessoas toquem nele. O filme se sai bem ao explorar o ridículo que há em todo esse esnobismo.

Outro acerto se revela quando as câmeras vão a campo. Ao contrário do boxe, por exemplo, é difícil encenar uma partida de futebol, já que são inúmeras e imprevisíveis as situações de jogo, com muita gente envolvida. D’Agostini opta, muitas vezes, pela fragmentação das imagens, alcançando um resultado satisfatório. Além de carismático, o ator Andrea Carpenzano demonstra familiaridade com o esporte, o que também ajuda.


A certa altura do filme, os comentários irônicos e as cenas de futebol vão para segundo plano. Vem à tona uma narrativa adocicada, que provoca um efeito de banalização. O saldo é positivo, no entanto. Sabemos que o cinema contemporâneo italiano está distante dos dias de glória. Nesse sentido, “Desafio de um Campeão” é uma boa surpresa. Ou um belo gol.

"45 do Segundo Tempo" mistura amizade com futebol

Com informações do Omelete
Foto: divulgação


Armadilhas da nostalgia à parte, é fato que guardamos na adolescência muitas das experiências formativas não só de nossa identidade adulta, mas também de nossas frustrações. O frescor da juventude é sempre ampliado pela liberdade das muitas possibilidades que, com o passar do tempo, vão naturalmente se esvaindo. Por isso, é traiçoeiro usar aquilo que poderia ter sido, mas não foi, como refúgio do hoje.

45 do Segundo Tempo, filme do diretor Luiz Villaça (De Onde Eu Te Vejo), usa uma trama de resgate de amizade como base para uma sensível mensagem de carpe diem que, justamente, confronta esse escapismo saudosista. Sensível e reflexivo, o longa parte do humor do inusitado para mergulhar num crescendo emocional muito humano e verossímil, desembocando em dramas recorrentes do cotidiano moderno. Em sua estrutura e em seu conteúdo, a produção emula a jornada de retorno do fantástico para a realidade, mas propõe que esse processo de despertar não precisa ser só uma ruptura dolorosa.

Quem incorpora essa ideia é Pedro (Tony Ramos), um caótico dono de restaurante muito orgulhoso de suas heranças italianas, que se vê em crise, velho e solteirão, quando seus negócios parecem ruir de vez. Entendendo que não há mais razão para viver, ele decide escolher um bom dia para cometer suicídio — se tudo der certo, com o Palmeiras sendo campeão brasileiro de futebol — e avisa dois amigos de 40 anos atrás com quem acabou se reunindo por causa de uma reportagem: Ivan (Cássio Gabus Mendes), um advogado de figurões endinheirados, e Mariano (Ary França), um padre em crise de fé.

A surpresa com as escolhas de carreira de ambos, o primeiro um idealista militante antissistema, e o segundo um boca-suja de primeira linha, só não supera a estranheza de um reencontro tão tardio. Quando revê os amigos pela primeira vez, Pedro ainda os trata como se fossem os mesmos garotos com quem jogava bola no tradicional colégio paulistano Dante Alighieri. Os dois, envergonhados pela dissonância entre quem eram e quem se tornaram, meio que seguem o fluxo, abraçando a farsa na esperança de que isso baste para mudar os planos do suicida.

Apesar dos anos de distância, é quase simbiótica a forma com que todo esse ciclo de falsidade acaba aproximando o trio novamente, complementado na desonestidade de Pedro consigo mesmo. Mais do que tentar convencer Ivan e Mariano de que está tão resoluto quanto tranquilo com a decisão de encerrar a própria vida, o personagem de Ramos quer convencer a si mesmo de que não está tomado por desespero, tristeza e solidão. E de que a tentativa de um último contato com duas pessoas que o marcaram não é um pedido de socorro, mas um convite à curtição.

Assim, disfuncional, o trio parte em um mergulho num passado irreal, visivelmente manchado pela vista turva do saudosismo, mas que ironicamente os força a encarar de maneira ainda mais dolorosa tudo que há de errado no agora. 45 do Segundo Tempo veste a nostalgia de fuga, mas a revela como alerta. Ao lançarem um olhar exageradamente romântico sobre o ontem, Pedro, Ivan e Mariano veem o hoje se tornar tão insuportável que apenas duas respostas lógicas surgem dessa dor: a ressignificação ou a morte. Como um deles já fez sua escolha de forma antecipada, a decisão restaria só aos outros dois.


E é aí que o roteiro, assinado por Villaça e Leonardo Moreira, revela sua maior força: a injeção saudável de um certo cinismo no típico idealismo romântico das comédias dramáticas. Se 45 do Segundo Tempo conforta e inspira com uma mensagem bonita, como é de praxe no gênero, não é sem reconhecer que parte da beleza da vida está nas dores que suportamos e nos erros que superamos, mas que é direito do ser humano fazer sobre isso o seu próprio juízo de valor — podendo até escolher pôr um fim a este ciclo. Ao invés de estabelecer um confronto direto com a questão, posicionando o viver a sofrer como um estado compulsório do ser, o filme opta por retrucá-la com um lembrete: ninguém precisa passar por tudo sozinho e, enquanto o apito não soar, ainda há tempo para mudar o jogo.

O filme "Penalidade Máxima" e o futebol numa prisão inglesa


Um astro do futebol inglês é acusado de manipulação de resultados, se aposenta e ainda depois é preso por agredir policiais. Na cadeia, acaba montando um time para jogar contra os guardas. Este é o enredo de "Penalidade Máxima" (Mean Machine), filme de 2001.

Danny Meehan (Vinnie Jones) é um verdadeiro ídolo do futebol inglês. Capitão do seu time e dono de carros possantes, ele aproveita ao máximo seu dinheiro e sua fama. Entretanto, Danny perde tudo o que conquistou em sua carreira após ter sido acusado de manipular o resultado de um jogo, tendo sido expulso do time por tal atitude.

Para piorar ainda mais a situação, ele é condenado a três anos de prisão por ter agredido um policial quando estava bêbado. Sensibilizado com a situação, o Governador (David Hemmings) consegue fazer com que Danny fique em uma penitenciária que esteja sob sua administração, onde propõe que Danny treine o time de guardas local para que ele seja o campeão da liga nacional.

O filme, que foi lançado no dia seguinte ao Natal de 2001, é uma co-produção entre norte-americanos e ingleses, com direção de Barry Skolnick, roteiro de Tracy Keenan Wynn e foi distribuído mundialmente pela Paramount Home.


O filme é uma adaptação de uma produção estadunidense de 1974, o "Golpe Baixo" (The Longest Yard), estrelado por Burt Reynolds e que tinha como pano de fundo o Futebol Americano, ao invés do Futebol Associado. Essa película de 1974 teve um remake em 2005, com Adam Sandler fazendo o papel principal.

"À Procura de Eric" colocou Cantona nas telonas

Com informações do Crítica de Cinema
Foto: divulgação


Assistir a um filme associado a algum esporte dá um medo danado. Ainda mais se a competição em questão for o futebol. Em “À Procura de Eric” temos o ex-futebolista francês Eric Cantona como um personagem de destaque. Entretanto, o nome de Ken Loach na direção vai contra a maré e poucas vezes se prende para sequências onde uma partida de futebol ou mesmo os feitos de Cantona em campo se tornam a protagonista.

O prestigiado jogador aqui faz ele mesmo e aparece como um conselheiro imaginário de Eric Bishop (Steve Evets, excelente), o verdadeiro protagonista de “À Procura de Eric”. Trabalhando como carteiro, sua vida não poderia estar pior. Se arrependeu de abandonar sua primeira esposa Lily e a filha recém-nascida Sam e atualmente convive com os enteados (papéis de Gerard Kearns e Stefan Gumbs) de seu segundo casamento, jovens indisciplinados que jamais o respeitam.

O aparecimento de Sam (Lucy-Jo Hudson) com um bebê agitará a vida de Eric. Ela está se preparando para o TCC de sua faculdade e precisa do apoio de Eric e Lily (Stephanie Bishop) para que cuidem de sua filha. Como ainda está apaixonado por Lily, Eric não sabe como encarar esta situação.

Com uma filmografia extensa que inclui títulos conhecidos como “Ventos da Liberdade”, “Pão e Rosas”, “Terra e Liberdade” e “Uma Canção Para Carla”, o britânico Ken Loach transforma “À Procura de Eric” em seu trabalho mais acessível. Não que Loach faça aqui um filme leve. Pelo contrário, a situação de Eric toma rumos dramáticos inesperados.


Há aqui um diferencial, que é o bom uso que faz do que há de melhor no futebol. E nem estamos falando de vitória, mas do processo de se criar o time ideal. No caso de honesto Eric Bishop, uma caravana de amigos com máscaras de Eric Cantona que amedrontarão um perigoso traficante que ameaça um dos seus filhos.

Título Original: Looking for Eric
Ano de Produção: 2009
Direção: Ken Loach
Elenco: Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop, Gerard Kearns, Stefan Gumbs, Lucy-Jo Hudson, Cole Williams, Dylan Williams, Matthew McNulty, Laura Ainsworth e John Henshaw

"Meu Mundial" - Filme uruguaio conta a história de jovem promessa

Com informações do Senta Aí
Foto: divulgação


O futebol é uma paixão não apenas nacional, mas internacional. Ele é amado e admirado em todo mundo, contudo mais energicamente – e loucamente, diga-se de passagem – na América Latina. O Brasil pode ser um desses exemplos, com o fato de brigas, pelo lado negativo, e torcidas gigantescas, pelo positivo, existirem. No Uruguai essa história não é diferente e isso foi muito do vivido pelo jogador Daniel Baldi. Baldi, em busca de contar um pouco dessa história sobre a força do futebol, criou o livro Mi Mundial, nunca publicado no país. Agora, a adaptação ganha as telas dos cinemas contando a história sobre o sonho do pequeno Tito (Facundo Campelo).

Em Meu Mundial: Para Vencer Não Basta Jogar, filme uruguaio de 2017, acompanhamos a história do garoto, com muita habilidade, na qual quer viver de futebol. Ele acaba por não conseguir se dar bem nos estudos, além de sofrer algumas retaliações do pai Ruben para seguir estudando (Néstor Guzzini). Após passar em um teste de um clube de maior expressão e em uma cidade grande, Tito deixa tudo para trás, inclusive sua grande amiga e romance Florencia (Candelaria Rienzi). O garoto, porém, agora terá que começar a lidar com o peso do sucesso e das responsabilidades, colocando a família em conflito.

Apesar as boas intenções narrativas dramáticas, o filme parece muitas vezes deslocado dos seus pensamentos propostos. A direção de Carlos Andrés Morelli acerta ao trazer um universo bastante realista, tratando o futebol como um sonho quase inalcançável (o início com o contra-luz da bola demonstra bem isso). Entretanto, esse mesmo fator parece se perder na facilidade e velocidade das conquistas de Tito. Com 1h42min poderia existir um tempo maior dessa sua trajetória, não levando tudo com a maior facilidade do mundo nas sequências. O roteiro, assim, transforma os dramas – bem consolidados a prióri – em repetitivos e até piegas, em determinado momento.

Mesmo sendo para a família, é interessante como o longa não tem medo de abordar os seus conflitos diretamente. Nesse sentindo, é interessante que toda a encenação de Morelli se proponha aos embates de pensamento constantes. Enquanto um lado visa uma mistura de um futuro profissional e uma boa educação, o outro apenas tem a visão financeira da situação toda. A figura do olheiro Rolando (Roney Villela) talvez seja a mais impactante nesse sentido. Ao oferecer um futuro melhor par a família, com um grande problema financeiro a ponto de não conseguir pagar aluguel, ele parece benevolente em suas atitudes. Quando sua faceta de apesar olhar para o dinheiro é colocada de frente, a obra joga as dicussões para primeiro plano, sem medo algum.

Esses elementos, sobrepostos, acabam jogando ainda mais diretamente toda uma trama voltada para uma certa falta de cuidado temático. Tudo parece ser 8 ou 80, sem uma verdadeira busca por balancear cada novo enfrentamento decorrente de causos anteriores. Por isso, a situação na qual ocorre para gerar o clímax, acaba sendo um pouco forte demais. Ela faz até sentido com tudo que está acontencendo, todavia a forma na qual é lidada pela direção de Carlos acaba sempre olhando em torno de uma moralidade e mudança de pensamento. Talvez haja uma falta maior de deixar a narrativa respirar por ela mesma.


Meu Mundial: Para Vencer Não Basta Jogar é um filme interessante e até bem diferentes de longas na qual retratam o futebol diretamente. Ele busca uma abordagem mais interessada em explorar a dramaticidade do seu enredo do que em tratar sobre uma diversão do esporte. Nesse sentido, é uma obra proposta para uma história universal, sobre pertencimento e sobre sucesso. Com o futebol sendo tratado como esses temas na América Latina, nada maior onipresente nas vidas daqui. Se os Estados Unidos lida com a fama sobre atores e músicos, essa dificuldade é trazida no Uruguai para o esporte. O futebol é presente de um jeito diferente em nossa existência. E essa produção retrata isso.

Museu do Futebol recebe a 13ª edição do Cinefoot - Festival de Cinema de Futebol


Depois de dois anos longe do público, o Cinefoot está de volta aos espaços culturais! Entre os dias 18 e 20 de novembro, já em clima de Copa do Mundo, o Museu do Futebol recebe a 13ª edição do único festival de cinema de futebol do Brasil, que vai marcar o reencontro com os amantes da modalidade após dois anos de evento online devido à pandemia. As sessões de exibição dos filmes serão gratuitas, no auditório da instituição da Secretaria da Cultura e Economia Criativa de São Paulo.

Para esta edição, o eixo conceitual do Cinefoot será “Reencontrar, vibrar e jogar juntos”, que reflete o atual momento de reconexão do público com os mais diversos ambientes, entre eles as salas de cinema e os estádios, mas sem deixar de oferecer ao público uma programação virtual especial. Dos 27 títulos em competição, 14 são brasileiros e 13 internacionais, com representantes da Argentina, Itália, França, Espanha, México, Reino Unido, Iran, Espanha, além de coproduções Alemanha/Suíça, Alemanha/Palestina, Alemanha/Jordânia e Brasil/Reino Unido.

Durante os três dias de evento, a parte da manhã será reservada para as sessões dente de leite, com filmes para o público infantil. Já na parte noturna acontecem as sessões competitivas, com filmes inscritos e selecionados pela curadoria do CineFoot.

No sábado, às 16h, haverá uma sessão dedicada ao futebol feminino, com debate em seguida. E no domingo, no dia da Abertura da Copa do Mundo, será realizada uma sessão especial com a exibição de curtas-metragens sobre a criação da camisa da seleção brasileira, como um "esquenta" para o primeiro jogo do Mundial, que será entre Catar e Equador e terá transmissão ao vivo no Museu do Futebol. (Confira a programação completa abaixo).

E para completar o passeio, os participantes poderão visitar as exposições do Museu do Futebol. Nos dias 19 e 20, a entrada será gratuita. Atualmente, a instituição conta com a exposição temporária “22 em Campo - 100 anos de futebol e modernismo no Brasil” e com a mostra principal, que relata, ao longo de 15 salas, como a modalidade chegou ao país e se tornou uma identidade nacional.

SERVIÇO

13ª edição do Cinefoot
Data: De 18 as 20 de novembro (Sexta a Domingo)
Local: Auditório do Museu do Futebol*
Valor: Gratuito

*Sujeito à lotação


PROGRAMAÇÃO

18/11

9h às 13h - Sessão Dente de Leite (filmes para o público infantil)
19h - Sessão Competitiva 1
20h30 - Sessão Competitiva 2

19/11

9h às 13h - Sessão Dente de Leite
16h - Sessão Futebol Feminino com debate
18h - Sessão Competitiva 3
20h30 - Sessão Homenagem: exibição do filme inédito "Canindé 50", do diretor Cristiano Fukuyama.

20/11

9h às 11h - Sessão Dente de Leite
12h - Sessão Especial - Abertura da Copa do Mundo 2022: exibição de curtas-metragens sobre a criação da camisa da seleção brasileira

Quando Milton Gonçalves fez Waldemar de Brito em filme sobre Pelé

Com informações do Blog do Torcedor
Foto: divulgação

Milton Gonçalves no lançamento do filme "Pelé - O Nascimento de Uma Lenda"

Morreu nesta segunda-feira, 30 de maio, o ator Milton Gonçalves, aos 88 anos. O ator, que tinha uma carreira vasta na dramaturgia brasileira, fez vários papéis importantes na televisão e cinema, entre eles Waldemar de Brito no filme "Pelé - O Nascimento de uma Lenda".

O filme estreou em 2017 e foi dirigido por Jeff e Michael Zimbalist. A obra contava a história do Rei do Futebol até a sua glória. Milton Gonçalves interpretava Waldemar Brito, o ex-jogador que descobriu e revelou Pelé.

Durante divulgação do filme, no programa Redação SporTV, Milton Gonçalves enalteceu Pelé. "Assistam ao filme e vejam o que a gente pode realizar quando tem vontade, quando alguém tem coragem, vontade, garra e quer fazer. Uma das pessoas importantes da história do meu país é o Edson Arantes do Nascimento, o Pelé", disse o ator na época.

Flamenguista - Ele também ficou conhecido pelo seu amor ao Flamengo, time do coração. Tanto que chegou a declarar o seu eterno amor ao rubro-negro durante ao vivo durante um Fla-Flu transmitido na TV. Na ocasião, em 2009, declamou trechos do texto do jornalista Artur da Távola, que apontava o orgulho de ser Flamengo.


Milton Gonçalves morreu nesta segunda-feira, 30 de maio, aos 88 ano de idade, no Rio de Janeiro. De acordo com a TV Globo, ele faleceu às 12h30. Ele já sofria de problemas de saúde após sofrer um AVC em 2020. Milton nasceu em Minas Gerais em 1933. Ele trabalhava na Globo desde 1965.

CINEFOOT recebe inscrições para a sua 13ª edição em 2022


O CINEFOOT-Festival de Cinema de Futebol está com inscrições abertas para a sua versão 2022 até 16 de junho. O único festival de cinema do Brasil e pioneiro na América Latina dedicado à temática do futebol, adentra o gramado para a sua edição número 13 seguindo firme na sua missão de abrir espaços para a difusão da cinematografia futebolística mundial com amplo destaque para a produção brasileira.

O 13˚ CINEFOOT acontecerá em novembro, às vésperas da Copa do Mundo, no clima que irá anteceder o mundial do Catar. E irá disponibilizar ao público uma programação pautada pela rica diversidade audiovisual que o esporte mais popular do planeta oferece dentro e fora das quatro linhas.


O CINEFOOT 13 aceita trabalhos produzidos em qualquer suporte, gênero ou formato e não há restrições quanto ao ano de realização da obra. Sua programação inclui mostras competitivas internacionais, mostras especiais, debates, homenagens, dentre outras atividades.

Regulamento e inscrições através do site www.cinefoot.org.

Edson Celulari e a estreia no cinema como o jogador "Asa Branca"

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Edson Celulari com Garrincha durante as gravações de 'Asa Branca'

Um dos melhores atores brasileiro completa hoje 64 anos. Edson Francisco Celulari, que nasceu em Bauru, no estado de São Paulo, no dia 20 de março de 1958, criou fama encenando, principalmente, na televisão. Porém, o artista também trabalhou no cinema e sua estreia nas telonas foi com o filme "Asa Branca: Um Sonho Brasileiro", onde ele foi o protagonista fazendo o papel de um jogador de futebol.

O filme foi lançado em 1981, contando a história de um jogador que nasceu em uma cidade pequena e conseguiu conquistar seus sonhos. Edson interpretou o jogador e ganhou o prêmio de Melhor Ator pelo Festival de Brasília. A atuação gerou muita repercussão, pois era uma pessoa jovem e que estava iniciando sua carreira.

O filme se passa pelo jogador, que nasceu no interior da cidade de São Paulo, de origem humilde. Ele iniciou sua carreira por um clube do interior do seu estado e o jogador fez uma grande campanha, chamando a atenção de alguns clubes importantes do futebol brasileiro.

Após sua ótima passagem pelo clube do interior, o jogador foi contratado para um clube tradicional e continuou com as boas atuações. Com o seu futebol de alto nível, o atleta passou a ser chamado para a Seleção Brasileira e foi jogar a Copa do Mundo. Entretanto, a vida dele mudou por conta do dinheiro, fama e mulheres.


O filme foi dirigido por Djalma Limongi Batista e além de Edson, tinha alguns atores consagrados como Walmor Chagas e Eva Wilma. O filme se passa na década de 60 e 70, uma época de ouro do futebol brasileiro, ainda mais com a estrela Pelé, que era referência no futebol Mundial. Após o filme e o prêmio, Edson Celulari se deu bem na profissão e passou a ser protagonista como ator em várias novelas e filmes.

A história da cultura Afro-Brasileira sendo contada pelas lentes de uma câmera e pelo jogo com a bola

Foto: divulgação

Cena de uma 'pelada' em Olinda

Em um Brasil pluricultural, influenciado pela quantidade de correntes migratórias que recebeu ao longo da história e com 56% da população que se declara negra (entre pretos e pardos), surge o projeto Gondwana Futebol & Cultura que usa o poder universal do futebol para produzir conteúdos relacionados com a América Latina e África. E foi em busca de contar essas histórias, que a equipe vai apresentar esta narrativa num cenário que une cinema, cultura e futebol.

O curta-metragem “Gondwana, A Bola Conecta” estreia no dia 20 de novembro, às 20h, no canal do Facebook e Youtube Gondwana Futebol & Cultura. A exibição ficará mais três dias no ar, 21, 27 e 28/11 como mais um ato cultural e histórico ao Mês da Consciência Negra. Durante 23 minutos são apresentadas imagens sobre a influência da cultura Africana na Bahia (Barra, Candeal, Pelourinho, Rio Vermelho e Ribeira) e também em Pernambuco (Lagoa do Carro, Olinda e Recife). Tudo pelas lentes de uma câmera e pelo jogo com a bola.

“Trabalhei durante 10 anos com futebol e cultura dentro de um Museu. Então, pensei! Por que não entender da nossa cultura e história afro-brasileira através do esporte que está em todos os lugares do Brasil. Nos vídeos apresentamos relatos de vida, arte, música, gastronomia, sociedade e o futebol como tema central. Um dos objetivos é chegar na área da educação, mostrar para crianças e adolescentes conteúdos da nossa história, ”diz Mônica da Silva, diretora do curta-metragem.

A narrativa dos lugares é contada pelo olhar da jornalista e fotógrafa brasileira, Mônica da Silva, e do facilitador esportivo chileno Sebastián Acevedo, que saíram de São Paulo com uma bola e uma câmera, ferramentas que usam no dia a dia para se conectarem com as pessoas.

“Foi a minha primeira vez na Bahia e Pernambuco. E como chileno, percebi o quanto a bola nos aproxima sem falarmos o mesmo idioma. Joguei com diversas pessoas muito talentosas, nas quadras, nas ruas, de pés descalços nas praias e campos de terra. Foi então que eu percebi o que faz do futebol brasileiro ser tão único, é por conta dessa mistura cultural”, conta Sebastián Acevedo, produtor do curta.

“A cultura brasileira de uma maneira geral bebeu muito sobre aquilo que é a África na sua essência, do seu povo, dos seus ritos, dos seus mitos”, ressalta Vensam Iala, de Guiné Bissau, idealizador de Visto África.

Além de Vensam, outras pessoas participam do documentário: como Dinho, o pescador que joga o Baba na praia; Alla, o artesão das ruas do Rio Vermelho que trata o futebol como um ato de amor; o jogador e capoeirista do Candeal, Danilo, que relaciona o jogo com a ginga; as Meninas Olindenses que dão um show de empoderamento nos gramados do Olindão; o garoto Heverttony que brinca com a bola na quadra de Lagoa do Carro; os Meninos do Bonsucesso que dançam com a pelota de pés descalços no campo de terra e o jogador Henrique do Cokada FC que finaliza dizendo “O futebol está no sangue” .

Mônica e Sebastián se conectaram com dois projetos sociais que estão em lugares de influência africana. Visitaram uma das comunidades mais antigas de Salvador, o Candeal, local que respira arte, música e futebol. A Escolinha Mulekada conta com a participação de aproximadamente 200 crianças e adolescentes, entre 4 e 17 anos, cujo objetivo é desenvolver trabalhos sociais e educacionais por meio da bola.

Já em Olinda, Pernambuco, conheceram o Raízes FC, time de matriz africana que surgiu a partir do projeto Maracatu do Terreiro de Pai Adão. Eles ensinam percussão, dança e futebol para cerca de 80 participantes, entre 5 e 17 anos. Os criadores da escolinha viajaram para a Nigéria em 2013 na busca de histórias de suas famílias, que chegaram ao Brasil em 1875. “Aí você mostra para as crianças e adolescentes que o presente delas está cheio de passado, está cheio da presença dos ancestrais”, diz Diana Mendes, historiadora e ex-coordenadora do Centro de Referência do Museu do Futebol em São Paulo.

A equipe Gondwana F&C está em busca de apoiadores, parceiros e patrocinadores para que possam avançar com o projeto e gerar impacto social, econômico e cultural. Entre os objetivos, fazer um fotolivro, produzir uma Série no Brasil em 2022 e na sequência por países da América Latina e África. Além de oferecerem oficinas de fotos e futebol que permitam desenvolver pensamento crítico e outras habilidades.

O curta-metragem “Gondwana, A Bola Conecta” é uma produção independente, de 23 minutos, gravado de câmera celular e profissional, nos idiomas português, espanhol, francês e inglês, com edição e montagem do documentarista Cristiano Fukuyama.

Abaixo as redes para mais informações:

Teaser do curta-metragem

Onde tudo começou? - Mônica e Sebastián se conheceram na cidade de São Paulo, no Museu do Futebol, localizado no Estádio do Pacaembu. Ambos descobriram um sonho em comum: viajar pelo mundo usando o poder transformador da bola e a magia da câmera para conhecer, integrar e empoderar culturas. Por isso planejaram, por mais de um ano, um projeto que servirá de ponto de partida para converter seus conteúdos em uma série a partir de 2022.


Por que o nome Gondwana? - Gondwana foi um supercontinente que existiu ao sul da linha do Equador, por volta de 200 milhões de anos, durante o período triássico, que inclua a junção de terras dos atuais continentes da Antártida, América do Sul, África, Índia, Austrália, Nova Zelândia, Madagascar, Nova Guiné, Nova Caledônia, além das Ilhas Seicheles.

O nome escolhido para o projeto representa um ponto de encontro entre a cultura latinoamericana e africana.

Parcerias nas Exibições - O curta-metragem “Gondwana, A Bola Conecta” também será exibido nas páginas do Facebook e Youtube: Acervo da Bola, África em Livros, Ataque Marketing, Feminismo Negro no Esporte, Inajar de Souza - Futebol de Várzea, Mídia Ninja, Ludopédio, Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Plana Vivências e Revista Gambiarra: Jornalismo, Cultura e Ativismo.

André Gonçalves sendo Garrincha no cinema

Por Fabio Rocha
Foto: divulgação

André Gonçalves com a camisa do Botafogo

O ator André Gonçalves, completa hoje 45 anos. Nascido em Natal no dia 16 de Novembro de 1975, o rapaz conseguiu se destacar no mundo cinematográfico, e um dos seus grandes trabalhos ocorreu no início do século, quando representou Manuel dos Santos, o famoso Garrincha, no filme "Garrincha - Uma Estrela Solitária"

A película é baseada no livro "Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha", do escritor e jornalista Ruy Castro. André, representou o ator principal, o Garrincha, o craque que teve uma carreira linda no Botafogo e na Seleção Brasileira. O filme foi direcionado por Milton Alencar, produzido por Jorge Moreno e roteirizado por Rodrigo Campos.

A obre cinematográfica foi lançada no dia 18 de fevereiro de 2005, que mostra a vida de um dos melhores atletas que o país teve, Garrincha. "O anjo das pernas tortas" teve uma vida de glórias e tragédias, tanto dentro de campo como fora, e isso é mostrado em seu filme. A obra mostra o craque e também o cara humilde e analfabeto do interior.

Além de André, que representou Garrincha, Taís Araújo foi Elza Soares, que também teve participação no filme. Na obra conta as histórias do atleta com outros famoso como Elza, Iraci, Sandro Moreyra e Nilton Santos, que viveram com o jogador de futebol e fizeram parte da sua vida pessoal como profissional.

André, que nasceu em Natal foi criado no Parque Arará e na Vila do João, favelas do Rio de Janeiro. O ator passou por momentos complicados na sua infância, principalmente por conta dos problemas de sua mãe, mas graças a isso se mudou para a Baixada Fluminense, local onde foi descoberto pelo diretor Roberto Bontempo, e estreiou, em 1989, no meio televisivo na Rádio Bandeirantes.


Após sua estreia, o ator conseguiu engrenar no mundo cinematográfico e participou de alguns filmes e novelas, além da segunda edição do reality show "Casa dos Artistas". E em 2011 ganhou seu único prêmio na carreira que foi o "Prêmio Extra de TV" de melhor coadjuvante.

"BarceLusa - O Filme" será lançado em 28 de novembro

Arte: divulgação


"BarceLusa - O Filme", documentário produzido pelo Acervo da Bola e que contará a conquista do Campeonato Brasileiro da Série B de 2021 pela Portuguesa de Desportos tem data de estreia confirmada. Ele será lançado em 28 de novembro, domingo, às 11 horas, no auditório do Museu do Futebol, em São Paulo.

A informção foi dada por Luiz Nascimento, um dos diretores do filme, junto com Cristiano Fukuyama, através de suas mídias sociais. "Os ingressos serão distribuídos a partir das 10 horas, por ordem de chegada. Separe a máscara, a camisa da Lusa e vem com a gente!", escreveu nascimento.
A história - O time gostou, a torcida abraçou, a imprensa repercutiu e as redes sociais bombaram. O apelido BarceLusa fez um título brasileiro da Série B ser destaque em todo o país e até mesmo no exterior! Em uma campanha fantástica, com apenas três derrotas em 38 jogos, conquistando o acesso com seis rodadas de antecedência, e marcando incríveis 82 gols, a Lusa de 2011 foi inesquecível.

A equipe foi comprada ao campeão espanhol, europeu e mundial naquela temporada: o Barcelona. Jorgiola, Xavi Antônio, Ananiesta e Lionedno Messi foram alguns dos apelidos dos jogadores. Mas quem criou o termo BarceLusa? Onde o apelido surgiu pela primeira vez? Como bombou tão rapidamente? Os diretores Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento vão atrás dessas respostas em "BarceLusa – O Filme".


A equipe - Tendo Jorginho como treinador, a Portuguesa, mesmo tendo chegado ao mata-mata do Paulistão daquele ano, sendo eliminada pelo São Paulo, entrou desacredita no Brasileiro Série B, mas o time foi ganhando corpo e dominou o campeonato como poucas vezes foi visto. A forma de jogar foi comparada à do Barcelona de Guardiola, o "time do momento" no mundo, e por isso ganhou o apelido de Barcelusa. O título acabou sendo consequência da maravilhosa campanha.

O Museu do Futebol fica no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. O endereço é Praça Charles Miler, s/n, em São Paulo. Apesar de "BarceLusa - O Filme" estrear apenas em 28 de novembro, você pode conferir o teaser da obra, com trechos de algumas entrevistas já realizadas. Você pode conferir o teaser abaixo:

Teaser da obra

Quando Gerard Butler interpretou o herói de uma das maiores zebras da história das Copas

Ricardo Pilotto
Foto: divulgação

Gerard Butler, como Frank Borghi, em cena do filme

Neste sábado, dia 13 de novembro de 2021, o renomado ator Gerard James Butler, popularmente conhecido apenas como Gerard Butler, está completando 53 anos de idade. Por isso, hoje relembraremos quando o mesmo interpretou Frank Borghi, herói de uma das maiores zebras da histórias da Copas, no filme The Game of Their Lives (Duelo de Campeões).

O longa tem como foco maior a vitória da seleção dos Estado Unidos sobre a Inglaterra no dia 29 de junho de 1950. Porém, antes mesmo de toda a encenação da partida, mostra como foi todo o processo de seleção para escolher os jogadores que representariam o time norte-americano. Um grupo de garotos de uma pequena cidade chamada St. Louis tinham como objetivo disputarem a Copa do Mundo que seria disputada no Brasil.

Destaca um pouco da personalidade de cada personagem e também da ênfase ao fato de todos aqueles que jogariam pela equipe norte americana eram amadores. Inclusive Frank Borghi, interpretado por Gerard Butler, era um 'catcher' do St. Louis Cardinals, time de Beisebol em que jogava, antes de perceber que poderia ser goleiro.

Durante o período de treinos, Borghi junto de vários outros rapazes que jogariam o Mundial souberam de um teste e tiveram de passar por todo este processo para conquistarem seu lugar na equipe. Com boas apresentações, conseguiram o direito de representar os Estados Unidos na Copa do Mundo no Brasil.

Simulando o jogo fatídico contra a seleção inglesa na segunda rodada da Copa do Mundo no dia 29 de junho de 1950, Butler incorpora muito bem o personagem, encenando as duas importantíssimas defesas que Borghi fez pra conseguir impedir que jogadores como Stanley Mortensen e Tom Finney colocassem a equipe do velho continente à frente do placar.

Graças ao gol marcado por Joe Gaetjens aos 38 minutos do primeiro tempo, a zebra foi decretada no estádio Independência. Ao final da partida, mostra Butler, como Borghi, festejando a vitória heroica e mais inesperada da história das copas.


Mesmo que a seleção norte americana não tenha conseguido a classificação para a próxima fase, o simples fato de um time amador ter vencido um confronto diante da Inglaterra, que era uma potência do futebol, foi o suficiente para que toda a história fosse contada de maneira emocionantee condizente com tudo o que aconteceu.

Gerard Butler era, de certa forma, o ator mais conhecido do filme. Dois anos depois de fazer o papel do herói de uma das maiores zebras da história das Copas, fez o famoso filme 300, interpretando o principal personagem.

Cinefoot anuncia filmes selecionados para as mostras competitivas para a sua 12ª edição

Foto: divulgação

A trinca de troféus do festival

O CINEFOOT, único festival de cinema de futebol do Brasil e pioneiro na América Latina, confirma a realização da 12ª edição, de 2 a 9 de dezembro, de forma online e gratuita para todo o Brasil, e anuncia a seleção de convocados para as mostras competitivas.

Dos 29 títulos em competição, 11 são brasileiros e 18 internacionais, com representantes da Espanha, Chile, Portugal, Reino Unido, Colômbia, Turquia, França, Egito, Estados Unidos, Itália, Noruega, além de coproduções Argentina/Espanha, Alemanha/Suíça, Bélgica/França e México/Espanha, compondo um expressivo mosaico do melhor do cinema mundial de futebol.

Conheça a seleção das mostras competitivas do CINEFOOT-12, que acontecerá de 2 a 9 de dezembro, no formato online, com acesso inteiramente gratuito para todo o território brasileiro, na plataforma INNSAEI.TV.

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS:

- ALGO MAIS QUE UMA PAIXÃO. Dir. Carlos Troncoso (Espanha);
- DAYDREAM BELIEVERS. Dir. Chris Johnson (Reino Unido);
- EM BUSCA DA HISTÓRIA DO CRUZEIRO. Dir. Gustavo Nolasco e André Amparo (Brasil);
- HISTÓRICAS. Dir. Grace Lazcano e Javiera Court (Chile);
- INVICTOS - O TÍTULO DA LUSA NA COPINHA DE 1991. Dir. Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento (Brasil);
- NEM NAS BOAS, NEM NAS MÁS. Dir. Walter Carnevale (Espanha/Argentina);
- O VICE DE OURO. Dir. Nícollas de Oliveira (Brasil);
- RAYADOS 75. Dir. Fernando Kalife (México/Espanha)
- TIME DE FÁBRICA. Dir. Sérgio Azevedo (Brasil).

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS:

- A GLÓRIA É DELAS. Dir. Yohana Scaranare e Angelo Martins (Brasil);
- AGORA PODEMOS MORRER EM PAZ. Dir. Arnaud Guez (Bélgica/França);
- ALEFA DAGO. Dir. Arthur Bourgogne, Antoine Brandalac e Jo Raharijim (França);
- BOLA F.C. Dir. Raúl San Roman (Espanha);
- CAMPEÃO. Dir. Hugo de la Riva (Espanha);
- CARTA AO MAGRÃO. Dir. Pedro Asbeg (Brasil);
- CHUTEIRAS. Dir. Abdullah Sahin (Turquia);
- DOHA. Dir. Farzad Samsami (Noruega);
- ERA UMA VEZ NO CAFÉ. Dir. Noha Adel (Egito);
- INTERVALO. Dir. Bernabé Rico (Espanha);
- MANOTAUROS: UMA HISTÓRIA DE RAÇA. Dir. Thalison Marques (Brasil);
- MENINAS FALAM SOBRE FUTEBOL. Dir. Paola Sorrentino (Itália);
- MOACYR BARBOSA. Dir. Emílio Domingos (Brasil);
- NA TRAVE. Dir. André Sodré (Brasil);
- O GOLEIRO SOLITÁRIO. Dir. Andre Andreev (Estados Unidos);
- O JOGO. Dir. Roman Hodel (Alemanha/Suíça);
- ONDE É A PARTIDA? Dir. César Augusto Romero (Colômbia);
- O PENTA. Dir. Israel Branco (Brasil);
- UM JOGO DESCONHECIDO. Dir. Maria Inês Pedroso (Portugal);
- VÁRZEA NOSSA DE CADA DIA. Dir. Fábio Marcelino (Brasil).


CINEFOOT-FESTIVAL DE CINEMA DE FUTEBOL

DE 2 A 9 DE DEZEMBRO
ONLINE E GRATUITO PARA TODO O BRASIL NA INNSAEI.TV
CONECTADOS PELA MAGIA DO CINEMA DE FUTEBOL
Proxima  → Inicio

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