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Há 58 anos, Pelé e Garrincha jogavam seu último jogo juntos pela Seleção

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Pelé e Garrincha atuando pelo Brasil

O futebol em tempos recentes virou território dos trios. Em anos recentes, entraram para a história tríades como MSN (Messi, Neymar e Suaréz) e BBC (Bale, Benzema, Cristiano Ronaldo). Por muito tempo, porém, o futebol foi espaço de históricas duplas, de ataque e defesa que marcaram a história do esporte, que também ainda existem nos dias atuais, mas são minoria no esporte bretão atual. Porém, uma das duplas causou durante muito tempo calafrios em quem enfrentou a Seleção Brasileira. Há 58 anos, no dia 12 de julho de 1966, Pelé e Garrincha fizeram seu último jogo juntos.

O duo do Rei com o Mané foi um verdadeiro trem imparável em suas partidas pela seleção. Juntos, Garrincha e Pelé jamais perderam com a amarelinha e foram os principais nomes de um dos períodos mais célebres do futebol brasileiro no mundo. Desde seu primeiro jogo, em 18 de maio de 1958, contra a Bulgária, até a tarde do dia 12 de julho em Goodison Park, foram 40 jogos, 35 vitórias e apenas cinco empates na conta dos dois pela amarelinha.

Naquele dia, em Goodison Park, na cidade de Liverpool, o duelo valia pela estreia da Copa do Mundo de 1966. Bicampeão, o Brasil era um dos favoritos e duelava contra a Bulgária, curiosamente o mesmo adversário de seu primeiro jogo pelo time. No primeiro tempo, mesmo sem ser exatamente brilhante, o Brasil abriu o placar com um belíssimo gol de falta do Rei do Futebol, Pelé, aos 15 minutos da primeira etapa.


No segundo tempo, foi a vez de Garrincha marcar o seu, curiosamente também num belo gol de falta, aos 18 minutos do segundo tempo, fechando o placar e garantindo a vitória brasileira em Liverpool, triunfo que seria o único na decepcionante campanha mundialista de 1966. Nos outros dois jogos do mundial, a violência dos adversário seria responsável pelo fato de que os dois não entrariam em campo, com o Brasil perdendo os dois jogos e indo embora na primeira fase.

O Brasil voltaria a ser campeão do mundo em 1970, com o conhecidíssimo esquadrão que não tinha mais Pelé e Garrincha, mas tinha um quinteto que até hoje é lembrado como poesia pelo imaginário futeboleiro (Pelé, Tostão, Jairzinho Gérson e Rivelino). Garrincha, por sua vez, se despediu na derrota por 3 a 1 para a Hungria, ainda na Copa do Mundo de 1966.

Os 90 anos de Garrincha

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Garrincha passando por um dos "joões"

Se a obra de arte requer beleza e harmonia em sua expressão maior, o legado de Garrincha não deixa dúvidas: ele foi um dos gênios do futebol-arte. Ousado, inventivo, arisco, provocador, o craque marcou a história do esporte com seus dribles, seus gols e seu protagonismo na conquista de dois Mundiais para o Brasil: em 1958 e 1962.

Nascido no interior do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 1933, Garrincha completaria 90 anos neste sábado. Não seria exagero dizer que a data poderia marcar o aniversário do futebol, tal a grandeza e especificidade do personagem.

Ao lado de Pelé, Garrincha figura até hoje em manuais, pesquisas, compêndios e milhares de textos nas mais diversas línguas como um dos expoentes do futebol. A dupla perfeita, por sinal, jamais perdeu um jogo atuando pela Seleção Brasileira.

"O Garrincha é uma das grandes estrelas da história do futebol. O Anjo das Pernas Tortas merece ser sempre lembrado pelos seus feitos e conquistas dentro de campo. Ele e Pelé formaram a maior dupla do futebol mundial", afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

"Os dribles desconcertantes e as jogadas fascinantes do Garrincha estão gravadas no coração dos apaixonados pelo futebol no mundo inteiro. A CBF faz questão de lembrar do aniversário desses fora de série e vai sempre reverenciar esse grande gênio do futebol brasileiro", acrescentou Ednaldo.

Manuel Francisco dos Santos foi o maior driblador do futebol. Suas pernas tortas, ao contrário do que poderia se supor, na verdade desequilibravam os adversários, quando ele avançava com o controle da bola.


Com a Seleção, disputou também o Mundial de 1966. Defendeu a Seleção Brasileira por 10 anos. Fez 60 jogos e conseguiu a incrível marca de 52 vitórias e sete empates. Só sofreu uma derrota. Marcou ao todo 17 gols com a camisa amarelinha, cinco deles em Copas do Mundo.

O jogador fez bela carreira no Botafogo, onde jogou 614 vezes e marcou 245 gols. Faleceu precocemente aos 49 anos em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose hepática.

Há 57 anos, Pelé e Garrincha jogavam juntos pela última vez na Seleção Brasileira

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

A Seleção Brasileira em 1966

A Seleção Brasileira jamais perdeu qualquer partida onde Garrincha e Pelé nos vários anos em que estes dois ícones da história do futebol atuaram juntos com a camisa canarinho. Há 57 anos, no dia 12 de julho de 1966, em jogo válido pela estreia daquela Copa do Mundo, o time Canarinho venceu seu último jogo com os dois atuando juntos, em uma partida diante da Bulgária, no Goodison Park, em Liverpool, que em breve não será mais a casa do Everton.

O Brasil entrou na Copa do Mundo de 1966 como o grande favorito a conquista do terceiro título seguido. Contando com boa parte da base campeã nos dois anos anteriores, o time verde e amarelo, porém, havia passado por um processo meio complicado na convocação para a competição que acabaria por minar muito cedo a participação brasuca na competição. Na estreia, porém, o time jogou completo.

Naquele dia, o Brasil, como era de se esperar, deu pouquíssimas chances ao time búlgaro. Em cima desde o primeiro minuto do jogo, contou com um gol de Pelé para abrir o placar na partida, em um lance de bola parada. Foi o único gol do primeiro tempo, apesar do time brasileiro controlar completamente a partida diante de uma Bulgária que pouco conseguia oferecer de resistência ou de inspiração técnica.

Mesmo sem fazer exatamente um grande jogo, pelo menos considerando os padrões mostrados em 1958 e 1962, a equipe Canarinho chegou ao 2 a 0 com facilidade na etapa final contando justamente com gol de Garrincha, em outro lance de bola parada, aos 18 minutos da etapa final. A partir daí, o time brasuca só administrou a partida, mesmo mostrando um futebol de menor qualidade. Venceu com alguma tranquilidade ao fim da partida.

Aquela seria a última partida da dupla histórica de Pelé e Garrincha pela equipe brasuca. Nas partidas seguintes, a forma ruim de Garrincha acabou o tirando do segundo jogo diante da Hungria e no jogo seguinte os brasileiros pouco conseguiram fazer com Pelé sendo tirado de campo logo cedo em uma falta violenta cometida por um defensor português. Com apenas uma vitória e duas derrotas, o Brasil ficou pelo caminho na primeira fase.


Em números oficiais, Pelé e Garrincha atuaram em 30 jogos pela Seleção, com 26 vitórias e quatro empates do time brasileiro. Ainda houveram outras 10 vitórias que ocorreram em amistosos diante de combinados de regiões ou seleções ou mesmo clubes, que não contam para as estatísticas oficiais. A Copa do Mundo de 1966 foi a última competição de Garrincha na equipe, enquanto Pelé ainda faria parte do histórico selecionado campeão no México, em 1970. 

O último gol da carreira de Garrincha

Com informações do GE.com
Foto: Joster Barbosa/Arquivo pessoal

Garrincha, após o jogo, com repórteres e fãs

Em 22 de março de 1972, há exatos 51 anos, no estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto, Garrincha, atuando pelo Olaria contra o time da casa, o Comercial, balançou as redes pela última vez como profissional.

A partida era amistosa. Na época, o Olaria aproveitou a presença de Mané em seu elenco e fez um tour pelo Brasil. A cidade do interior paulista ficou com o privilégio de ver o craque, então com 38 anos, por 90 minutos, e ainda fazer um gol na Joia, apelido do estádio comercialino.

O Bafo vencia o jogo por 2 a 0, mas o clube carioca diminuiu com Fernando e chegou ao empate com Garrincha, já no segundo tempo. O lance ainda está bem vivo na memória de quem, das arquibancadas da Joia, acompanhou a visita ilustre do Mané a Ribeirão Preto e presenciou o feito histórico.

Depois de uma falta, Paschoalin, goleiro do Comercial na época, rebateu, foi uma falta difícil. O Garrincha fez o gol de rebote. Foi um gol histórico, colocou também o Comercial na história. O carisma de Garrincha, bem demonstrado na foto, ajuda a explicar o tamanho do ídolo para o futebol brasileiro. Naquela noite, há 50 anos, o “Anjo Torto” que tantas vezes subverteu a lógica, conseguiu mais uma vez, ao fazer um gol que até a torcida adversária comemorou.

Em 2012, o ex-goleiro Fernando Paschoalin, que sofreu o último gol de Garrincha, deu entrevista ao Esporte Espetacular e recordou com orgulho ter feito parte do episódio histórico ao futebol brasileiro. "O Garrincha não parecia ser jogador, uma pessoa famosa. Hoje, eu fico feliz de ter tomado um gol dele. Ele tinha a condição técnica dentro de si, mas já não tinha corpo para aquilo. Mas o pouquinho que ele fez, foi o bastante para podermos rever o que ele tinha feito", disse Paschoalin, que morreu em 25 de abril de 2017 por complicações de uma cirurgia bariátrica.


Garrincha se despediu do futebol em 7 de setembro de 1972, em um amistoso entre Olaria e Caldense. Em 1973, uma partida festiva foi organizada no Maracanã, entre a seleção brasileira e um combinado estrangeiro. Mané Garrincha morreu em 1983, aos 49 anos, vítima do alcoolismo. Seu legado, porém, prossegue na viva memória de quem aprecia o futebol.

Há 40 anos, Garrincha, o "Anjo das Pernas Tortas", nos deixava

Com informações do Botafogo
Foto: arquivo

Garrincha brilhou no Botafogo e na Seleção Brasileira

Manuel dos Santos nasceu dia 18 de outubro de 1933, em Pau Grande (RJ). Ponta-direita de dribles desconcertantes, jogou no Botafogo de 1953 a 1965. Estreou no Botafogo Campeonato Carioca de 1953, marcando pênalti o gol de empate com o Bonsucesso, que vencia por 2 a 1. Considerado o mais habilidoso jogador de futebol de todos os tempos, dono de uma incrível capacidade de driblar sempre para o mesmo lado, ele é até hoje o símbolo máximo da Estrela Solitária.

O curioso é que, após ser rejeitado no Vasco e no São Cristóvão, por causa de suas pernas tortas e do desvio na coluna lombar, Garrincha foi treinar no Botafogo. Em sua primeira jogada, pôs a bola entre as pernas do lendário Nilton Santos e acabou contratado a pedido do próprio lateral.

Pelo Botafogo, disputou 612 partidas e marcou 245 gols. Conquistou três Campeonatos Cariocas (57, 61 e 62) e dois Torneios Rio-São Paulo (62 e 64). Titular da Seleção Brasileira da Copa de 58, além de ter sido o principal responsável pela conquista do bicampeonato mundial no Chile (62), Garrincha detém até hoje a impressionante marca: perdeu apenas uma das 61 partidas que fez com a camisa do Brasil. Pela Seleção, disputou 60 jogos, marcando 17 gols.


Vítima de cirrose hepática, morreu no Rio, dia 20 de janeiro de 1983. Em 1998, foi escolhido, em votação de jornalistas do mundo inteiro, para a seleção de todos os tempos da Fifa. Garrincha teve passagens discretas por Corinthians, Portuguesa (RJ), Atlético Júnior, da Colômbia, Flamengo e Olaria. Seus principais títulos: Copa do Mundo (1958 e 1962), Campeonato Carioca (1957, 1961 e 1962) e Rio-São Paulo (1962, 1964 e 1966).

Garrincha - O Anjo das Pernas Tortas por 45 minutos no Cruzeiro

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Garrincha jogou pelo Cruzeiro em 1973

Um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro completaria 89 anos hoje. Manoel Francisco dos Santos, mais conhecido como Garrincha, nasceu em Magé, no Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 1933. O jogador fez história em diversos clubes, mas tem uma história curiosa com o Cruzeiro, pelo qual o jogador fez uma partida.

O Garrincha já tinha encerrado sua carreira, em 1972, e já não era mais o mesmo jogador dos seus grandes momentos. Mas, mesmo assim, ainda era muito amado e todos paravam para vê-lo, por isso em 30 de janeiro de 1973 ele foi convidado para participar de um jogo e nessa partida ocorreu uma história curiosa.

O Cruzeiro estava disputando a Taça Minas Gerais com a sua equipe principal, mas acabou recebendo uma proposta para participar de um jogo festivo contra o Democrata, que comemoraria os 35 anos da emancipação política de Governador Valadares.

O jogador foi convidado para ser a principal atração do jogos e acabou mobilizando a torcida e as pessoas que gostavam do jogador. Garrincha tinha sido chamado para jogar pelo Democrata e os torcedores da equipe estavam completamente entusiasmados para o jogo, mesmo não valendo nada.

Porém, nesse momento a história começou a ficar confusa e algumas coisas mudaram. Porém, o técnico do Pantera, disse que não usaria Garrincha porque o jogador não tinha feito nenhum treino com a equipe, mas há um outro lado nessa história.

Há boatos que alguns dirigentes da equipe teriam dito que não pagariam para o jogador atuar pelo time e por isso acabou não sendo escalado pelo técnico. Porém, como a principal atração, o jogador não podia ficar de fora da partida pois os torcedores iriam ficar bravos e frustados.

Sabendo disso, os organizadores começaram pensar uma outra maneira que encaixar o ex-jogador na partida e isso ocorreu. Uma pequena comitiva foi até o hotel onde a equipe cruzeirense estava e fez uma breve reunião para colocar o atacante no time.

Os dirigentes cruzeirenses aceitaram na hora, não houve nenhuma negativa e tudo acabou dando certo para os organizadores. A partida ocorreu e Garrincha entrou em campo com a camisa da Seleção Brasileira para fazer um suspense, logo em sua entrada foi ovacionado pelos torcedores.


Quando o atleta tirou a camisa e entregou para Luizinho, capitão da equipe do Democrata, e os torcedores viram para qual time ele jogador houve uma vaia para os dirigentes do seu clube, pois ocorreu uma grande frustração, já que as rádios divulgaram que o atleta jogaria pelo Pantera.

Garrincha jogou apenas o primeiro tempo e mesmo já estava aposentado e fora de ritmo, fez dois cruzamentos que resultaram em dois gols de Evaldo, ambos de cabeça. O meia Aender fez o terceiro do jogo. A partida acabou terminando 3 a 0 para o Cruzeiro é essa foi a única partida que o grande atacante fez defendo a equipe mineira.

50 anos do último jogo oficial de Garrincha

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Garrincha dias antes de seu último jogo oficial

Nesta terça-feira, dia 23 de agosto de 2022, se completam 50 anos da última partida oficial de Garrincha. Naquele tempo, o atacante defendia as cores do Olaria Atlético Clube e participou do duelo diante do Botafogo, clube que o consagrou.

Naquela época, o 'Anjo das Pernas Tortas', já tinha 39 anos de idade e estava no final de sua carreira como jogador profissional. Tinha na sua bagagem duas Copas do Mundo com a Seleção Brasileira, além de também ter passagens por diversos cubes e construído muita história no futebol do nosso país.

Era um jogo de terceiro turno do Campeonato Carioca de 1972 e o Olaria enfrentaria a equipe do Botafogo. A partida foi realizada no Maracanã, para 2.126 presentes nas dependências do estádio e teve uma renda total de Cr$ 10.826,00.

O duelo foi movimentado, com boas chances de gol no decorrer do tempo. Porém, a rede só foi ser balançada por Ferreti, na marca dos 35 minutos de bola rolando na etapa complementar. Garrincha foi substituído no decorrer do jogo, dando lugar para Carlos Antônio.


No total, o ponta direita disputou um total de oito partidas com a camisa do Olaria e só conseguiu balançar as redes em uma oportunidade. No dia 7 de setembro de 1972, ainda houve um amistoso entre o time carioca com a Caldense. Porém, esta data acabou não sendo muito boa, já que a equipe olariense acabou derrotada por 1 a 0.

39 anos depois, Elza Soares morre em um 20 de janeiro, como o ex-marido Garrincha

Com informações do Splash UOL
Foto: arquivo

Elza Soares e Garrincha

Elza Soares morreu na tarde desta quinta-feira, aos 91 anos, de causas naturais. A morte da cantora aconteceu exatos 39 anos depois de Mané Garrincha, ex-marido da artista, que também morreu no dia 20 de janeiro, mas de 1983. Os dois viveram um relacionamento conturbado entre 1962 e 1982.

Eles se conheceram alguns meses antes da Copa do Mundo de 1962, durante um treino do Botafogo, time no qual Garrincha jogava à época. No entanto, o jogador era casado e Elza namorava o músico Milton Banana.

Depois de alguns meses vivendo o romance escondido, Garrincha se separou da então esposa e, em 1966, Crioula e Neném - apelido do casal - se casaram. Dez anos depois, nasceu o primeiro filho dos dois, Manoel Francisco dos Santos Júnior, conhecido como Garrinchinha.

O jogador, que era alcoólatra, havia prometido que, caso Elza engravidasse de um menino, ele pararia de beber. No entanto, pouco tempo depois do nascimento do filho, a cantora flagrou o então marido alcoolizado e segurando Garrinchinha ainda bebê apenas por uma perna.

Após diversos episódios de agressões físicas e verbais, traições e crises de ciúmes por parte de Garrincha, o casamento dos dois chegou ao fim depois de 16 anos juntos. No processo de separação, Elza abriu mão de receber pensão do ex-marido e entrou na justiça apenas para brigar pela guarda do filho, que foi favorável à cantora.

No dia 20 de janeiro de 1983, Garrincha morreu em decorrência de uma cirrose hepática. Depois do conturbado relacionamento, Elza Soares nunca mais se casou. Em 2014, Elza admitiu ter sentido saudade do ex-namorado. O motivo? A goleada por 7 a 1 sofrida pelo Brasil contra a Alemanha, na semifinal da Copa.


"Foi triste. Chorei muito, fiquei louca. Nunca senti tanta saudade do Mané [Garrincha] como nesse dia. Não só da pessoa, mas do jogador que jogou por chuteiras e bandeiras, do grande jogador que morreu pobre. Você coloca um vídeo do Mané, você não quer tirar. Aqueles dribles dele... Em 1962, o Mané ganhou a Copa. Você vai à Suécia e vê que eles têm verdadeira loucura por ele."

André Gonçalves sendo Garrincha no cinema

Por Fabio Rocha
Foto: divulgação

André Gonçalves com a camisa do Botafogo

O ator André Gonçalves, completa hoje 45 anos. Nascido em Natal no dia 16 de Novembro de 1975, o rapaz conseguiu se destacar no mundo cinematográfico, e um dos seus grandes trabalhos ocorreu no início do século, quando representou Manuel dos Santos, o famoso Garrincha, no filme "Garrincha - Uma Estrela Solitária"

A película é baseada no livro "Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha", do escritor e jornalista Ruy Castro. André, representou o ator principal, o Garrincha, o craque que teve uma carreira linda no Botafogo e na Seleção Brasileira. O filme foi direcionado por Milton Alencar, produzido por Jorge Moreno e roteirizado por Rodrigo Campos.

A obre cinematográfica foi lançada no dia 18 de fevereiro de 2005, que mostra a vida de um dos melhores atletas que o país teve, Garrincha. "O anjo das pernas tortas" teve uma vida de glórias e tragédias, tanto dentro de campo como fora, e isso é mostrado em seu filme. A obra mostra o craque e também o cara humilde e analfabeto do interior.

Além de André, que representou Garrincha, Taís Araújo foi Elza Soares, que também teve participação no filme. Na obra conta as histórias do atleta com outros famoso como Elza, Iraci, Sandro Moreyra e Nilton Santos, que viveram com o jogador de futebol e fizeram parte da sua vida pessoal como profissional.

André, que nasceu em Natal foi criado no Parque Arará e na Vila do João, favelas do Rio de Janeiro. O ator passou por momentos complicados na sua infância, principalmente por conta dos problemas de sua mãe, mas graças a isso se mudou para a Baixada Fluminense, local onde foi descoberto pelo diretor Roberto Bontempo, e estreiou, em 1989, no meio televisivo na Rádio Bandeirantes.


Após sua estreia, o ator conseguiu engrenar no mundo cinematográfico e participou de alguns filmes e novelas, além da segunda edição do reality show "Casa dos Artistas". E em 2011 ganhou seu único prêmio na carreira que foi o "Prêmio Extra de TV" de melhor coadjuvante.

88 anos de Mané Garrincha

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Garrincha em ação pela Seleção Brasileira

Ele poderia ser só folclore. O homem de pernas tortas que desafiava a física com a bola nos pés e driblava adversários com maestria e elegância. Mas foi gênio. Palpável, visível. Por vezes, inacreditável. Foi incrível. O maior de todos os dribladores no futebol. Pela mão do poeta virou anjo. De apelido inspirado em um pássaro comum a seu lugar de origem, o distrito de Pau Grande, em Magé, região metropolitana do Rio de Janeiro, Garrincha ou Manuel Francisco dos Santos completaria 85 anos de idade nesta quinta-feira, dia 28 de outubro.

Ídolo do Botafogo Futebol Clube, o ponta-direita atrevido e irreverente encantou o mundo com a camisa da Seleção Brasileira e dividiu com Pelé, o Rei do Futebol, o protagonismo em muitas partidas. Com os dois juntos em campo, a equipe Canarinho nunca perdeu.

Garrincha foi bicampeão do mundo (58 e 62), sendo destaque nas duas campanhas. Ainda disputou um terceiro mundial em 1966. Foram 10 anos defendendo as cores verde e amarela. Fez 60 jogos. Venceu 52 vezes, empatou sete e só perdeu uma. Marcou 17 gols, sendo cinco deles em Copas do Mundo.

No mundial do Chile, em 1962, Garrincha foi um dos grandes nomes da equipe brasileira, marcando quatro gols importantes, dois nas quartas de final, contra a Inglaterra (3 a 1), e dois na semifinal, contra os donos da casa (4 a 2). Garrincha faleceu aos 49 anos em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose hepática.

O último gol pela Seleção - O primeiro jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, ficou marcado na história. Em razão de várias circunstâncias, que estavam longe de serem previstas à época. Naquele 12 de julho de 1966, no Estádio Goodison Park, em Liverpool, o Brasil venceu a Bulgária por 2 a 0, com gols de Pelé e Garrincha.


O torcedor brasileiro assistiu, então, à despedida do Gênio das Pernas Tortas da Seleção Brasileira. Neste jogo, Garrincha fez também o seu último gol com a camisa amarela. Jogou, igualmente, a última partida com Pelé no ataque. Com os dois em campo, o Brasil jamais foi derrotado. A Seleção Brasileira jogou com Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Altair, e Paulo Henrique; Denílson e Lima; Garrincha, Alcindo, Pelé e Jaiirzinho.

Elza Soares e Garrincha - Um casal que marcou época

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Elza Soares e Garrincha

A musicista Elza Soares é uma das maiores personalidades femininas da história da música brasileira, latina e mundial. A cantora e compositora, que completa 91 anos neste dia 23 de junho, tem um longo histórico de concertos por todos os locais do planeta, incluindo o Rock in Rio em Lisboa e é inquestionavelmente um dos maiores nomes do samba. Na juventude, a cantora teve um conturbado e duradouro relacionamento com o craque Garrincha.

A cantora, nascida no Rio de Janeiro na época em que ainda era capital federal, viveu uma vida cheia de amarguras e emoções conflitantes, além de diversas lutas e batalhas. Pobre na juventude, trabalhou em diversas funções antes de se tornar cantora, perdeu vários filhos, um deles recém nascido e outro para a fome, além de ela e Garrincha terem perdido um filho para um acidente de carro com apenas 9 anos de idade em 1986. A história entre ela e o craque das pernas tortas é apenas mais um dos conturbados capítulos de sua vida.

O primeiro casamento de Elza ocorreu com apenas doze anos, com um amigo de seu pai conhecido como Alaordes, que foi uma obrigação imposta pelo pai dela para "recuperar a honra" após sofrer abuso sexual. Sofreu neste matrimônio com violência doméstica e perdeu um dos filhos que teve para a fome. Seu marido acaba morrendo de tuberculose quando Elza tinha 21 anos.

A história entre ela e o Mané começa muitos anos depois, em 1962, quando já percorria carreira pela música, se conheceram e se tornaram amantes em meio ao casamento do craque brasileiro com Nair, namorada da adolescência. Em 1963, em meio a um ultimato da cantora, Garrincha se separa e passa a viver com Elza, com o casamento ocorrendo em 1966. Ambos viveram a partir de então sob ameaças constantes que causaram diversas mudanças e problemas para a cantora inclusive na sua carreira musical. Antes do casamento, em 1964, foram inclusive atacados pelo DOPS, orgão repressivo da ditadura militar.


O relacionamento entre os dois era bastante conturbado. Apesar da luta de Elza Soares, Garrincha nunca se livrou da bebedeira, que abreviaria sua carreira e sua vida, mesmo prometendo que o faria caso ela lhe desse um filho homem. Com o Mané, ela também sofria de violência doméstica e as brigas eram também constantes. Em meio as também comuns ameaças, se mudaram várias vezes, inclusive indo morar na Itália.

O casamento entre os dois acabou terminando em 1982, em meio a traições cometidas pelo jogador, seus problemas com bebida e as brigas que aconteciam. Um ano depois, o craque faleceu devido a cirrose hepática. Em 1986, Elza viveria mais uma tragédia relacionada ao ídolo botafoguense, quando seu filho Garrinchinha faleceu em um acidente automobilístico com apenas 9 anos de idade. A cantora, que conviveu com a depressão e até problemas com drogas após a perda do filho, só voltou a ter um relacionamento mais sério em 2002.

O Corinthians ganhando do São Paulo em 1966 com Garrincha fazendo gol

Por Raoni David / FPF
Foto: reprodução ESPN Brasil

Garrincha atuando pelo Corinthians contra o Tricolor. Marcou um dos gols do Timão

Manoel Francisco dos Santos fez apenas um gol em competições oficiais vestindo a camisa do Corinthians. Em 19 de março de 1966 ele marcava na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo no clássico ‘Majestoso’ válido pelo Torneio Rio-SP daquela temporada. Ao todo, foram dois gols em 13 jogos. Os números, porém, pouco importam quando se trata de Garrincha, o ‘anjo das pernas tortas’.

Natural de Pau Grande, distrito de Magé, no Rio de Janeiro, ponta direita driblador, mágico e encantador, Garrincha iniciou a sua trajetória e construiu toda a sua história com a camisa do Botafogo, onde atuou entre 1953 e 1965. Neste período sua estrela transcendeu à solitária botafoguense e, pelos feitos com a camisa da Seleção Brasileira, virou ídolo nacional.

Importantíssimo na conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil, em 1958, na Suécia, foi fundamental no bicampeonato em 1962, no Chile. Sem Pelé, machucado desde a partida contra a Tchecoslováquia, Garrincha tomou para si o protagonismo da Seleção Brasileira. Com vasto repertório -fez gol de pé direito, esquerdo e dois de cabeça, algo incomum na carreira-, firmou-se como um dos grandes ídolos do país, entrando para a história do futebol brasileiro e mundial.

Salvador da Fiel? - Era este homem que o Corinthians contratava -quatro anos mais tarde- na esperança de quebrar o jejum de títulos que persistia desde a conquista do Campeonato Paulista de 1954, ano do IV Centenário de São Paulo. Desde o brilho na última Copa, porém, Garrincha sofria com contusões. Suas pernas tortas, exaltadas a cada drible, lhe custariam forte sobrecarga nos joelhos. Especialmente o esquerdo, perna de apoio para fintas e chutes.

Era preciso tratamento longo e intensivo para ter o craque ao menos com 70% de sua condição, algo que imaginavam fosse suficiente para que desequilibrasse. Mas a euforia da torcida corintiana pela chegada do ídolo deu lugar a ansiedade pela sua estreia e, consequentemente, pressão sobre comissão técnica e o próprio jogador, que pediu para atuar, contra o Vasco e seus adversários velhos conhecidos. No dia 2 de março, o time carioca venceu o Corinthians por 3 a 0, em pleno Pacaembu e péssima atuação de Garrincha. Tudo ficou pior no segundo jogo, sete dias depois: 5 a 1 para o Botafogo no Maracanã.


Os gols de Garrincha - Os dois primeiros jogos arrefeceram os ânimos, mas Garrincha ainda daria esperança em alguns. No dia 13 de março marcou na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em amistoso no Mineirão. Seis dias mais tarde, no Pacaembu, fez seu grande jogo com a camisa corintiana. Diante do bom time do São Paulo, que fazia boa campanha no torneio interestadual, Garrincha fez o primeiro gol alvinegro na vitória por 2 a 0 no clássico Majestoso. Seu único gol em competição oficial pelo time que se rebatizou desde a sua chegada.

Timão! - Empolgados com a chegada do ídolo, os corintianos cunharam o apelido ‘timão’ para a equipe montada pela diretoria naquela temporada. Garrincha fez mais alguns poucos jogos, mais perdeu do que ganhou jogando pelo ‘Timão’, mas brilhante como sempre foi, o apelido despretensiosamente dado ao time por sua causa, persiste até hoje.

Sem Garrincha, o Corinthians só voltaria a ser campeão em 1977 e após a passagem pelo time do Parque São Jorge, o ‘anjo das pernas tortas’ a ‘alegria do povo’, como ficou conhecido nos tempos em que brilhou no Maracanã, perambulou por diversas equipes -inclusive o Flamengo- até encerrar a carreira no Olaria do Rio de Janeiro, em 1972. Faleceu nove anos depois, em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose hepática, no Rio de Janeiro.

Há 53 anos, Garrincha marcava primeiro gol pelo Corinthians

Com informações do site oficial do Corinthians
Foto: arquivo Corinthians

O jogo contra o Cruzeiro talvez tenha sido o melhor de Garrincha pelo Timão

Nesta quarta-feira, dia 13 de março, o primeiro gol de Garrincha pelo Corinthians completa 53 anos. Naquele 13 de março de 1966, em duelo válido pelo Quadrangular de Belo Horizonte, o Timão enfrentou o Cruzeiro no Mineirão, naquele que talvez tenha sido o melhor jogo dele pela equipe de Parque São Jorge.

Os jogadores que iniciaram o duelo pelo Corinthians foram: Marcial, Maciel, Ditão, Galhardo e Édson Cegonha; Dino Sani, Nair e Tales; Garrincha, Flávio e Gilson Porto. Rivellino e Ney entraram durante o jogo. O comandante corinthiano na ocasião foi o eterno Oswaldo Brandão.

Em um jogo bastante disputado, o primeiro tempo terminou em 0 a 0. Aos 11 minutos da segunda etapa, Tales abriu o marcador para o Corinthians. Com Tostão cobrando pênalti, o Cruzeiro empatou. O Timão não desistiu e voltou a atacar a equipe mineira. Aos 36, faltando nove para o fim do tempo regulamentar, Garrincha marcou o primeiro gol pelo Alvinegro e deu números finais ao jogo: 2 a 1.

Considerado o maior jogador brasileiro de todos os tempos depois de Pelé, Manoel dos Santos, o Garrincha, balançava o corpo para um lado, ameaçava sair pelo outro e acabava sempre enganando os marcadores. Foi assim, à base de dribles e de um espetáculo individual jamais repetido na história do futebol, que ele se consagrou como bicampeão mundial pela Seleção Brasileira em 1958 e 1962.

Apesar de toda a fama, Garrincha não teve uma boa passagem pelo Corinthians. Já com problemas físicos e ter sido envolvido na maior transação do futebol brasileiro até então, o Anjo das Pernas Tortas fez apenas 13 jogos e só marcou mais um gol, além deste que é tema desta matéria, com a camisa do Timão.

Garrincha em 1962 - Indiscutível!

Com informações do site oficial da CBF
Foto: arquivo Fifa

Garrincha foi o grande nome na Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile

Na Copa do Mundo de 1958, em gramados suecos, o mundo já assistira sem muito entender aquele jogador improvável, de dribles que pareciam previsíveis, fazer os adversários, um a um, de tolos para chegar à linha de fundo e consagrar Vavá com cruzamentos tão violentos quanto precisos.

Era Garrincha, o gênio da ponta-direita, um jogador que fazia por um lado do campo - e driblando sempre na mesma direção - o que muitos outros tentavam de várias formas sem conseguir o mesmo brilho.

Como explicar a genialidade de um jogador que não se cuidava fisicamente, não gostava de assistir a futebol, mas sim de jogar, principalmente as peladas de pés descalços no campo de terra batida com os companheiros do distrito de Pau Grande.

O Garrincha que, mesmo já campeão do mundo, continuava a embarcar numa longa e cansativa viagem de trem desde Pau Grande até General Severiano, no bairro do mesmo nome para treinar no seu Botafogo. Simples, parecia não levar o futebol muito a sério, era como se mesmo os maiores clássicos fossem uma continuidade das peladas com os amigos.

À Copa do Mundo do Chile, chegou no auge da forma. Com ele e Pelé no ataque, formado ainda por Didi, Vavá e Zagalo, seria difícil impedir o bicampeonato do Brasil. Nosso time era cheio de craques e muito superior aos adversários.

Só que Pelé ficou fora de combate logo no segundo jogo. Parecia ser o que Garrincha esperava para assumir de vez a responsabilidade, ser definitivamente o senhor da bola e dos caminhos que levariam a Seleção Brasileira ao título.

Ele exagerou. Marcou gols de cabeça, que não era o seu forte; marcou gol de falta, fez gol com a perna esquerda. Destruiu todos os sistemas defensivos montados para anulá-lo e ainda foi expulso na semifinal contra o Chile, outro fato estranho à sua carreira. Logo ele que sofria marcação severa, às vezes na forma de pontapés, mas não revidava nunca.

Por uma muito bem orquestrada manobra de bastidores, não foi suspenso e entrou na final contra a Tchecoslováquia. Estava febril, não desequilibrou como até então fizera, e sequer jogou bem. Não precisava. Garrincha já era o dono da Copa do Mundo de 1962, o seu melhor jogador, aquele que fez o mundo se render ao futebol de exceção do maior ponta-direita da história.

Há 60 anos, Pelé e Garrincha estreavam em uma Copa do Mundo

Por Victor de Andrade

A primeira vez do Brasil com Pelé e Garrincha em uma Copa do Mundo

O dia 15 de junho é muito especial para a Seleção Brasileira. Foi nesta data, em 1958, na Suécia, que Pelé e Garrincha estreavam em uma Copa do Mundo, mais precisamente na partida contra a União Soviética. Esta dupla é, talvez, a maior do time canarinho, já que com os dois em campo, o Brasil nunca perdeu uma partida.

Aos 17 anos, Pelé, que já encantava os fãs brasileiros, ficara de fora dos primeiros jogos em virtude de uma lesão sofrida ainda no período de preparação. Já Garrincha foi preterido pelo treinador Vicente Feola depois de fazer uma peripécia em um amistoso contra a Fiorentina: com a bola praticamente na linha do gol, o anjo das pernas tortas preferiu dar mais um drible antes de finalizar.

Sem Pelé e Garrincha em campo, o Brasil estreou contra a Áustria e venceu por 3 a 0, com Dida  e Mazola como titulares. No segundo jogo, Vavá foi quem ocupou o posto de Dida no empate sem gols contra a Inglaterra, já que Pelé seguia sem condição de jogo e Garrincha preterido.

Garrincha já estreou dando o 'cartão de visitas' ao adversário

Foi então na terceira rodada, contra a União Soviética, que a dupla escreveria a primeira página de sua rica história na Copa do Mundo. Frente aos soviéticos, Vicente Feola escalou Pelé e Garrincha nos lugares de Joel e Mazola. Zito também entrou na equipe. O estádio Nya Ullevi, em Gotemburgo, foi o palco da partida.

Dizem que foram os primeiros 20 minutos mais eletrizantes da história do futebol mundial Pelé e, principalmente, Garricha, tornaram a vida dos soviéticos, que eram temidos por todos, um "inferno". Ambos tiveram atuações destacadas na vitória brasileira por 2 a 0, com gols de Vavá em jogadas do ponta direita do Botafogo. E assim começou a história dos dois.

O primeiro gol de Pelé em Copa do Mundo sairia na partida seguinte, contra País de Gales, no dia 19. Ele marcou aos 21 do segundo tempo o único gol da partida válida pelas quartas de final. O Rei voltaria a balanças as redes contra a França, na semifinal, e Suécia, na decisão, ambas vencidas apor 5 a 2. Foram três gols contra franceses e mais dois diante dos anfitriões no jogo do primeiro título brasileiro. O camisa 10 do Santos também participou dos mundiais de 1962, 1966 e 1970, totalizando 14 partidas e 12 gols em Copa do Mundo.

Pelé disputa bola no alto contra zagueiro soviético

Já Garrincha, apesar e não ter balançado as redes na Copa de 1958, foi importantíssimo na campanha do primeiro título, fazendo diversas assistências para gols. Quatro anos depois, no Chile, com a contusão de Pelé no segundo jogo, diante da Tchecoslováquia, foi o grande nome do Brasil no bicampeonato, marcando quatro gols. Já jogador do Corinthians, o anjos das pernas tortas também participou da Copa de 1966.

A dupla marcou época no futebol mundial, já que era temida por todos os adversários. Era muita habilidade, técnica e improviso juntos. Não é a toa que com Pelé e Garrincha em campo juntos, o Brasil nunca foi derrotado.

Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro - O Futebol de Chico Buarque

Por Victor de Andrade

Garrincha, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro: os ídolos de Chico Buarque

Um dos maiores compositores da música brasileira e grande escritor, com livros lançados pelo mundo inteiro, Chico Buarque de Holanda é um dos baluartes vivos da cultura do país. Nascido no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1944, Chico nunca escondeu de ninguém uma de suas maiores paixões: o Futebol!

Torcedor do Fluminense, Chico Buarque sempre demonstrou que acompanhava o esporte de perto, chegando a, inclusive, ter ídolos em outras equipes. Além disso, já um compositor famoso, montou o seu próprio time, o Politheama (que em grego significa "muitos espetáculos). Na verdade, o Politheama era um time de botão em que Chico transformou em uma equipe de amigos.

Chico Buarque, com a camisa do Portuários, de Santos, ao lado de Pagão

O Politheama sempre faz amistosos por todo o Brasil, transformando, em parte, o sonho de criança do compositor em realidade: de ser jogador de futebol. O time tem até hino, composto pelo próprio Chico Buarque. Aliás, ele é o camisa 9 da equipe, número usado pelo seu grande ídolo: Pagão.

Mas a relação de Chico Buarque com o Futebol não pára por aí. Em 1989, ele compôs e gravou uma música em homenagem à modalidade, com o nome da própria. Nela ele descreve alguns lances que sempre acontecem nos jogos, comparando-as a uma arte, como por exemplo:
♪ ♫♩ ♪♫ ♬ Para aplicar uma firula exata
Que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental ♪ ♫♩ ♪♫ ♬
O final da música escancara de vez a paixão de Chico Buarque pelo futebol. É onde ele fala de seus ídolos, aqueles que formavam a linha de ataque de seu time de futebol de botão, onde sonhava jogar com todos eles. Eram o ponta-direita botafoguense Garrincha, o meia tricolor e depois botafoguense Didi, o centroavante santista e maior ídolo de Chico, Pagão, o Rei Pelé e o habilidoso ponta--esquerda são-paulino Canhoteiro.
♪ ♫♩ ♪♫ ♬ Para Mané para Didi para Mané

Mané para Didi
para Mané para Didi para
Pagão para Pelé e Canhoteiro ♪ ♫♩ ♪♫ ♬
É, não dá para negar. Chico Buarque caminhou sempre lado a lado com o futebol.

Conheça a música

Documentário sobre Garrincha no Corinthians estreia na ESPN nesta quarta

Com informações do ESPN.com.br

Foram 13 jogos e apenas dois gols de Garrincha com a camisa do Timão

Um ídolo desacreditado. Um clube desesperado por um título. Garrincha e Corinthians não tinham razão para se aproximar em janeiro de 1966. Mesmo assim, apertaram as mãos e se uniram para tentar dar a volta por cima.

A história desse "casamento", que durou apenas uma temporada, rendeu um título e o apelido "Timão" ao Corinthians, é tema do documentário "Garrincha do Timão", uma co-produção entre ESPN e Canal Azul.

A primeira exibição na TV ocorrerá nesta quarta-feira, dia 21 de fevereiro, na ESPN, às 21h (de Brasília). Desde 20 de janeiro, a obra está disponível no WatchESPN. A direção e o roteiro são dos jornalistas Helvidio Mattos e Rafael Valente.

Garrincha fazendo os exercícios

Apesar de já terem se passado 50 anos, a história foi pouco explorada e o documentário apresenta detalhes pouco ou nada conhecidos, com depoimentos de Elza Soares, José Trajano, Juarez Soares, entre outros.

A história - Há pouco mais de 50 anos o "Anjo das pernas tortas", bicampeão do mundo pela seleção brasileira e protagonista especialmente da conquista em 1962, surpreendeu o público do Rio de Janeiro ao anunciar que não pretendia prosseguir no Botafogo, até então seu único clube em 13 anos no futebol.

Os joelhos do mais famoso ponta-direita do futebol mundial já não eram os mesmos. As gingadas e o famoso drible, capazes de ludibriar até o mais hábil marcador, também não. Mas ele ainda era Garrincha.


Veja o trailer do documentário

O Corinthians, cuja glória maior naqueles tempos era o título do Campeonato Paulista de 1954, ano de celebração do quarto centenário de fundação de São Paulo, também já estava distante de seus melhores momentos.

Não conseguiu ganhar nenhum troféu relevante após aquela glória. Viu o Palmeiras e especialmente o Santos de Pelé, do qual virou a vítima preferida, dominarem o futebol local e nacional.

O Corinthians, então, encontrou na contratação do jogador de 32 anos a chance de ser campeão novamente. Da mesma forma, Garrincha viu no clube paulista a possibilidade de retomar a carreira, chegar à Copa do Mundo de 1966 e brilhar. Foi nesse contexto que o casamento entre eles aconteceu e surpreendeu o mundo do futebol.

Garrincha no Carnaval: o destaque negativo de 1980

Por Alexia Faria

Garrincha, quase inconsciente, no carro alegórico da Mangueira no Carnaval de 1980

Que futebol e carnaval é uma paixão nacional dos brasileiros, isso não temos dúvidas. Mas quando acontece um encontro dos dois, a expectativa para que tenha um final feliz são enormes. Porém, vamos contar um fato onde a mistura dos dois colocou para a sociedade o problema de um dos maiores craques da história do futebol brasileiro: Mané Garrincha.

Em 1980, a escola de samba Estação Primeira de Mangueira, uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro, com o tema "Coisas Nossas" colocou as paixões brasileiras na avenida da Sapucaí. Em um dos seus carros daquele desfile era sobre o futebol, que obviamente é uma espécie de 'produto que o brasileiro fez evoluir'. Nele, vinha um homem sem expressão, e quase sem entrosamento com a plateia. Quem era ele? O craque Garrincha.

O craque mostrava que não estava bem de saúde

O alegria do povo, que encantava o País em campo com a camisa do Botafogo e da Seleção Brasileira, amargou seus admiradores naquela noite de 17 de fevereiro de 1980, na Avenida Marquês de Sapucaí (ainda sem a estrutura fixa que viraria o Sambódromo). Quem acompanhou o desfile não reconhecia aquele homem que nem em pé ficou.

A sua decadência ficou visível naquele dia. E em meio a tristeza e alegria pelo momento de homenagem da verde e rosa, Mané era apenas um humano “robotizado”. Após várias internações por alcoolismo e dopado por medicamentos, aquele era o atual anjo das pernas tortas.

Mangueira ficou apenas na oitava colocação

Foram 90 minutos de desfile, o mesmo tempo de uma partida de futebol. O eterno camisa 7 não conseguiu encantar os brasileiros naquela partida. Dopado, ele chegou a perguntar “E aí, o pessoal gostou?”. Mesmo sem condições para o evento, declarou: “Tá tudo bem, tá tudo ótimo!”.

O desfile foi uma espécie de despedida melancólica do "Anjo das Pernas Tortas" para o público que sempre o admirou dentro de campo. A Mangueira também não foi bem, ficando apenas em oitavo entre 10 escolas competidoras (houve um tríplice empate na frente e Beija Flor, Imperatriz Leopoldinense e Portela dividiram o título). Quase três anos depois, em 20 de janeiro de 1983 Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, faleceu no Rio de Janeiro aos 49 anos, em decorrência do alcoolismo.

Garrincha no Olaria em 1972


Neste 28 de outubro, Manuel Francisco do Santos, conhecido mundialmente por Mané Garrincha, completaria 84 anos se estivesse vivo. Talvez o maior driblador de todos os tempos do futebol, Garrincha foi ídolo no Botafogo e na Seleção Brasileira. Mas aqui vamos recordar o seu fim de carreira, para ser mais preciso o seu último clube, o Olaria em 1972.

Garrincha fez parte do grande esquadrão da Estrela Solitária entre os anos 1953 e 1965, conquistando títulos, fama e vaga na Seleção Brasileira, onde foi campeão do mundo em 1958 e 1962. Porém, o craque tinha um problema sério com o álcool, o que passou atrapalhar seu rendimento em campo depois da Copa do Mundo do Chile.

Garrincha, o primeiro agachado, com o Olaria

Apesar disso, em 1965, ele foi negociado com o Corinthians, na então maior transação do futebol brasileiro. Não foi bem no Timão e depois tentou jogar no Vasco (conheça a história) e Flamengo (aqui relato da passagem dele pelo Rubro Negro), sem sucesso. No final de 1969, após exibições pelo Novo Hamburgo, do Rio Grande do Sul, Garrincha parou de jogar.

Porém, em 1972, deram, ao menos, uma última oportunidade ao "Anjo das Pernas Tortas". Empresários ligados ao Olaria resolveram levar Mané Garrincha para o clube suburbano. A estreia do camisa 7 foi em pleno Maracanã, onde mais de 50 mil pessoas viram o empate em 1 a 1 do Olaria em cima do Flamengo. O craque foi discreto, mas chegou a dar um de seus famosos dribles.

Garrincha, com a camisa do Olaria, sendo homenageado por Zagallo

Com Mané Garrincha no clube, o Olaria resolveu aproveitar a oportunidade e levantar um dinheiro a mais, saindo para excursionar pelo Brasil. Em um destes jogos, mais precisamente em 23 de março de 1972, o Azulão da Bariri enfrentou o Comercial, no José de Palma Travassos, em Ribeirão Preto. O empate em 2 a 2 ficou marcado pelo último gol de Garrincha como profissional.

O último jogo de Garrincha foi em 7 de setembro de 1972, em Poços de Caldas. Porém, não foi um dia feliz para Mané: o Olaria acabou sendo goleado pela Caldense por 5 a 1. A curta passagem de Garrincha pelo Olaria acabou tendo como retrospecto oito jogos e apenas um gol marcado.

Matéria da Rede Globo sobre a passagem de Garrincha no Olaria

Em 1972, mais de 130 mil pessoas foram até o Maracanã, na despedida de Garrincha. O jogo foi entre um combinado brasileiro (com base do time tri-campeão em 1970, mais Mané), contra um time formado por jogadores de diversos lugares do mundo. Foi a última vez que o povo viu ele em campo. Garrincha acabou falecendo em 20 de janeiro de 1983, com 48 anos, vítima de cirrose hepática.

58 anos de Garrincha e Pelé na Seleção

Fonte: Gerência de Memória da CBF

Com os dois em campo, a Seleção Brasileira nunca foi derrotada

Garrincha e Pelé, os dois maiores gênios do futebol, tiveram uma trajetória brilhante na Seleção Brasileira. Jamais, escalados juntos, perderam um jogo com a camisa do Brasil, no período de 18 de maio de 1958 a 12 de julho de 1966. 

O retrospecto da Seleção Brasileira com os dois gênios em campo é quase perfeito. Foram 40 partidas, com 36 vitórias e quatro empates. Juntos, marcaram 55 gols: Pelé, 44, e Garrincha, 11. O time canarinho fez 120 gols.

Garrincha e Pelé estrearam - e se despediram - na Seleção Brasileira com duas vitórias sobre o mesmo adversário: a Bulgária. O primeiro jogo foi no dia 18 de maio de 1958, no Pacaembu, em amistoso preparatório para a Copa do Mundo da Suécia. O Brasil venceu por 3 a 1, com dois gols de Pelé e um de Pepe. 

BRASIL 3 x 1 BULGÁRIA

Agachados, Garrincha (o primeiro) e Pelé (o penúltimo)
faziam o primeiro jogo juntos pela Seleção

Data: 18 de maio de 1958. 
Competição: Amistoso.
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (Brasil).
Público: não divulgado.
Árbitro: Esteban Marino (Uruguai).

Gols: 0:1 Todor Diev, aos 7; 1:1 Pelé, aos 48; 2:1 Pelé, aos 60; 3:1 Pepe, aos 72. 

BRASIL: Gilmar (Corinthians-SP), De Sordi (São Paulo-SP), Mauro (São Paulo-SP), Jadir (Flamengo-RJ) depois Orlando Peçanha (Vasco-RJ) e Nílton Santos (Botafogo-RJ); Roberto Belangero (Corinthians-SP) e Moacir (Flamengo-RJ); Garrincha (Botafogo-RJ), Mazzola (Palmeiras-SP) depois Gino (São Paulo-SP), Pelé (Santos-SP) e Canhoteiro (São Paulo-SP) depois Pepe (Santos-SP). Técnico: Vicente Ítalo Feola.

BULGÁRIA: Dervenski, Kiril Rakarov, Ivan Milanov Dimitrov, Stefan Boskov e Manol Manolov; Metodi Nesterov (Arsov) e Tudor Diev; Hristo Iliev (Ivan Petrov Dimitrov), Panaiyot Panaiotov, Nikola Kovatchev e Kroum Ianev (Spiro Debarski). Técnico: Stojan Ormandzhiev e Krum Milev

A despedida foi no dia 12 de julho de 1966, em jogo válido pela Copa do Mundo da Inglaterra. Vitória de 2 a 0, gols de Pelé e Garrincha. Foi a estreia e única vitória do Brasil no torneio.

BRASIL 2 x 0 BULGÁRIA

No último jogo com os dois juntos, também contra a Bulgária

Data: 12 de julho de 1966.
Competição: Copa do Mundo.
Local: Goodison Park Stadion, em Liverpool (Inglaterra).
Público: 52.487 pagantes.
Árbitro: Kurt Tschencher (Alemanha Ocidental).

Gols: 1:0 Pelé, aos 15; 2:0 Garrincha, aos 63.

BRASIL: Gilmar (Santos-SP), Djalma Santos (Palmeiras-SP), Bellini (São Paulo-SP), Altair (Fluminense-RJ) e Paulo Henrique (Flamengo-RJ); Denílson (Fluminense-RJ) e Lima (Santos-SP); Garrincha (Corinthians-SP), Alcindo (Grêmio-RS), Pelé (Santos-SP) e Jairzinho (Botafogo-RJ). Técnico: Vicente Ítalo Feola.

BULGÁRIA: Gheorghe Naidenov, Alex Shalamanov, Dimitar Penev, Ivan Kutzov e Boris Gaganelov; Dobromir Jetchev e Stoyan Kitov; Dinko Dermendjev, Gheorghe Asparukhov, Dimitar Yakimov e Ivan Kolev. Técnico: Rudolf Vytlacil.

O último jogo do Mané (sem Pelé) marcou sua única derrota. Garrincha disputou 60 partidas pela Seleção. Foram 52 vitórias, sete empates e uma derrota. Marcou 17 gols. Foi bicampeão do mundo (58/62), vários títulos, um currículo impressionante que terminou com a marca da única derrota com a camisa amarela, exatamente na sua despedida.

No dia 15 de julho de 1966, no segundo jogo da Copa do Mundo da Inglaterra, o Brasil perdeu para a Hungria por 3 a 1 (Pelé, contundido, não jogou). Tostão marcou o gol da Seleção Brasileira. Garrincha vestiu pela última vez a camisa da Seleção Brasileira. 

BRASIL 1 x 3 HUNGRIA

Garrincha, o sexto, antes de seu último jogo pela Seleção

Data: 15 de julho de 1966.
Competição: Copa do Mundo.
Local: Estádio Goodison Park, em Liverpool (Inglaterra).
Público: 57.000 pagantes.
Árbitro: Kenneth Dagnall (Inglaterra).

Gols: Ferenc Bene, aos 2; Tostão, aos 14; Janas Farkas, aos 64; Kalman Meszoly (pênalti), aos 73.

BRASIL: Gilmar (Santos-SP), Djalma Santos (Palmeiras-SP), Bellini (São Paulo-SP), Altair (Fluminense-RJ) e Paulo Henrique (Flamengo-RJ); Lima (Santos-SP) e Gérson (Botafogo-RJ); Garrincha (Corinthians-SP), Alcindo (Grêmio-RS), Tostão (Cruzeiro-MG) e Jairzinho (Botafogo-RJ). Técnico: Vicente Ítalo Feola.

HUNGRIA: Joszef Gelei, Beno Kaposzta, Kalman Meszoly, Sandor Matrai e Gustav Szepesi; Ferenc Sipos e Imre Mathesz; Ferenc Bene, Florian Albert, Janas Farkas e Gyula Rakosi. Técnico: Lajos Baroti.
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