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Geoff Hurst e seu começo no West Ham

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Geoff escreveu uma linda história nos Hammers

O lendário ex-atacante inglês Geoffrey Charles Hurst, campeão do mundo em 66, está comemorando 82 anos de vida nesta sexta-feira, dia 8 de dezembro de 2023. No começo de sua trajetória como jogador, o avançado escreveu uma belíssima história no West Ham United, clube onde atuou entre o fim dos anos 50 e início da década de 70.

Essa sua passagem pelos Hammers começou em 58, depois de jogar nas categorias de base dos Irons. Com seu espaço já conquistado no elenco, ajudou o time da capital a vencer os títulos da FA Cup em 1964 e da European Cup Winners' Cup no ano seguinte.

Suas grandes atuações lhe renderam, em meio à toda esta caminhada, um espaço na Seleção Inglesa. Logo no início de sua trajetória pelo selecionado, conquistou a Copa do Mundo de 66, sediada na Terra da Rainha. Inclusive, foi ele o grande responsável pelo único título Mundial do English Team, marcando um hat-trick na vitória por 4 a 2 sobre a Alemanha Ocidental, na grande decisão.


Ao todo, Geoff disputou pouco mais de 500 partidas pelo time londrino em todos estes anos. É, até os dias de hoje, um dos 10 jogadores que mais jogaram pela equipe.

Na sequência de sua carreira, Hurst ainda rodaria por clubes como Stoke City, Cape Town, West Bromwich, Cork Celtic e Seattle Sounders, até se aposentar em 1979, quando jogava no Telford United.

A passagem de Alcindo pelo Santos

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Alcindo passou pelo Peixe no início dos Anos 70

Nascido em Sapucaia do Sul, cidade localizada no estado do Rio Grande do Sul, o ex-atacante Alcindo Martha de Freitas, estaria completando o seu 78º aniversário nesta sexta-feira, dia 31. Muito conhecido por ser o maior artilheiro da história do Grêmio e um dos maiores goleadores em Grenais, o avançado chegou a atuar pelo Santos entre 1972 e 1973.

Após iniciar sua trajetória futebolística atuando no Aimoré, de São Leopoldo, defender a equipe juvenil do Lansul, jogar no time de aspirantes do Internacional, Alcindo foi contratado pelo Colorado quanto tinha 13 anos. Já no final dos anos 50, acabou sendo dispensado do clube vermelho e branco por solicitar ajuda de custo para poder ir treinar. Posteriormente, apareceu nas categorias de base do Grêmio, chegou a ser emprestado ao Sport Club Rio Grande em 1963, e voltou ao Imortal Tricolor para se apresentar já como profissional. 

Foi depois de formar uma excelente dupla de ataque com João Carlos Severiano, que Alcindo chegou ao Santos em 1972, convidado pelo saudoso Carlos Alberto Torres. Vale lembrar que nesta época, o Peixe ainda tinha o eterno Rei Pelé no seu elenco.

Com a camisa do Alvinegro Praiano, o atacante disputou um total de 95 partidas de 1972 a 1973. Neste período e número de jogos, o gaúcho balançou as redes adversárias em 45 oportunidades, segundo o site ogol.com.


Na sequência de sua carreira, Alcindo ainda defendeu Jalisco, America-MEX, teve uma terceira passagem pelo Grêmio e encerrou a sua história dentro das quatro linhas em 1980, após jogar pela Francana. Em 2016, por conta de complicações da diabetes, o ex-atacante veio a falecer no dia 27 de agosto de 2016, aos 71 anos de idade, na capital gaúcha.

O último gol da carreira de Garrincha

Com informações do GE.com
Foto: Joster Barbosa/Arquivo pessoal

Garrincha, após o jogo, com repórteres e fãs

Em 22 de março de 1972, há exatos 51 anos, no estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto, Garrincha, atuando pelo Olaria contra o time da casa, o Comercial, balançou as redes pela última vez como profissional.

A partida era amistosa. Na época, o Olaria aproveitou a presença de Mané em seu elenco e fez um tour pelo Brasil. A cidade do interior paulista ficou com o privilégio de ver o craque, então com 38 anos, por 90 minutos, e ainda fazer um gol na Joia, apelido do estádio comercialino.

O Bafo vencia o jogo por 2 a 0, mas o clube carioca diminuiu com Fernando e chegou ao empate com Garrincha, já no segundo tempo. O lance ainda está bem vivo na memória de quem, das arquibancadas da Joia, acompanhou a visita ilustre do Mané a Ribeirão Preto e presenciou o feito histórico.

Depois de uma falta, Paschoalin, goleiro do Comercial na época, rebateu, foi uma falta difícil. O Garrincha fez o gol de rebote. Foi um gol histórico, colocou também o Comercial na história. O carisma de Garrincha, bem demonstrado na foto, ajuda a explicar o tamanho do ídolo para o futebol brasileiro. Naquela noite, há 50 anos, o “Anjo Torto” que tantas vezes subverteu a lógica, conseguiu mais uma vez, ao fazer um gol que até a torcida adversária comemorou.

Em 2012, o ex-goleiro Fernando Paschoalin, que sofreu o último gol de Garrincha, deu entrevista ao Esporte Espetacular e recordou com orgulho ter feito parte do episódio histórico ao futebol brasileiro. "O Garrincha não parecia ser jogador, uma pessoa famosa. Hoje, eu fico feliz de ter tomado um gol dele. Ele tinha a condição técnica dentro de si, mas já não tinha corpo para aquilo. Mas o pouquinho que ele fez, foi o bastante para podermos rever o que ele tinha feito", disse Paschoalin, que morreu em 25 de abril de 2017 por complicações de uma cirurgia bariátrica.


Garrincha se despediu do futebol em 7 de setembro de 1972, em um amistoso entre Olaria e Caldense. Em 1973, uma partida festiva foi organizada no Maracanã, entre a seleção brasileira e um combinado estrangeiro. Mané Garrincha morreu em 1983, aos 49 anos, vítima do alcoolismo. Seu legado, porém, prossegue na viva memória de quem aprecia o futebol.

Daniel Bertoni e seu início de carreira no Quilmes da Argentina

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

Daniel Bertoni comemorando gol pelo Quilmes

Ricardo Daniel Bertoni Buckle, nasceu na Bahia Blanca, na Argentina, no dia 14 de março de 1955, e se tornou campeão do mundo pela Seleção Argentina. O jogador teve passagens por grandes clubes, principalmente na Europa, e teve bons momentos ao lado de Maradona.

O jogador teve seu início de carreira na Argentina, por uma equipe mediana do país. Tudo começou em 1971, no Quilmes Atlético Clube, um time de Buenos Aires. Ainda muito jovem, o meia-atacante conseguiu ganhar rapidamente seu espaço, mostrando ter um grande potencial.

O jogador tinha uma qualidade impressionante, conseguia dar um ritmo muito bom ofensivamente, e ainda pisava na área para finalizar. Tinha uma classe atuando, era um grande jogador, e por isso virou um promessa do seu país.

Duas grandes atuações com 16 anos, chamaram a atenção de grandes times do país, que começaram a ir atrás do jovem, pois sabiam que ele ia ter um grande futuro pela frente. O meia conseguiu ter um belo início, e a cada partida ia amadurecendo mais.

É claro, que na primeira temporada, não se tornou titular absoluto, mas entrava muito bens nos jogos. Mas no seu segundo ano, prestes a fazer 17 anos, o jogador conseguiu ganhar a sua vaga e mostrou mais ainda seu potencial. A sua ótima temporada, consolidou o que todos já sabiam, a sua saída da equipe.


No final da temporada de 1972, o jogador recebeu diversas propostas de times grandes da Argentina. Bertoni resolveu aceitar a do Independiente, e por lá fez uma linda história. Após sua passagem pelo clube, o jogador foi trilhar seu futuro na Europa, com passagem na Itália e em três clubes do futebol Italiano.

Além disso, fez parte da Copa do Mundo de 1978, onde se consagrou campeão do Mundo. Também estava no elenco da Copa de 1982, mas acabou ficando de fora do bicampeonato em 1986, mesmo atuando junto com o Maradona no Napoli.

50 anos do histórico 6 a 0 do Botafogo sobre o Flamengo

Com informações do Torcedores.com
Foto: arquivo

Naquele 15 de novembro de 1972, o Botafogo fez 6 a 0 no Flamengo

Maracanã 15/11/1972. O Mario Filho recebeu apenas 46.279 torcedores, pouco em se tratando de Maracanã, clássico regional e anos setenta – quando os públicos foram os maiores da história, o juiz Arnaldo César Coelho não imaginava quantas vezes apontaria para o meio de campo, com um detalhe: apenas para gols de um único time. Naquele dia, que se completa 50 anos, o Botafogo atropelaria o Flamengo por 6 a 0. E era aniversário do Rubro Negro!

Estamos na vigésima rodada, era uma quarta-feira, e o Flamengo estava a dois dias do seu aniversário, mal sabia a torcida o presente que receberia. O time da gávea tinha o técnico Zagallo, o goleiro Renato, e jogadores como Rodrigues Neto, Fio Maravilha, Zanata; o Botafogo era treinado por Sebastião Leônidas, estava com o goleiro Cao, e tinha atletas como Osmar Guarnelli, Marinho Chagas, Nei Conceição.

A partida é iniciada, a zaga do Flamengo resolveu não aparecer, Jairzinho acordou inspirado, porque logo aos quinze minutos, ele entra livre e chuta forte 0 a 1, aos trinta e cinco, o Flamengo ataca, Botafogo desarma, cria contra-ataque, Zequinha cruza, o argentino Fischer emenda de primeira 0 a 2, não demorou muito, aos quarenta e um, Chiquinho falha, Fischer cabeceia e cai. Renato fica parado vendo a bola entrar, inacreditável 0 a 3.

Segundo tempo, todos tinham a dúvida, será que o Flamengo vai reagir? Ou o Botafogo continuará no massacre? A segunda opção é a afirmativa correta, até os vinte e três o Flamengo segurou, quando em um levantamento na área, Fischer faz um corta-luz, Jairzinho mata no peito e chuta rasteiro 4 a 0, Fischer é elogiado sem parar pela imprensa, caminhávamos para o final do jogo, parecia que o placar seria aquele, mas não, o Botafogo queria mais, aos trinta e oito Zequinha faz um passe à meia altura e Jairzinho completa de calcanhar 5 a 0, mas a humilhação seria maior ainda, aos quarenta e três, Renato larga a bola, Ferreti aproveita o vacilo e faz 6 a 0.

O Juiz apita, para alívio dos Flamenguistas. O narrador Doalcey Camargo brincava dizendo que tinha terminado o estoque de piada, segundo os botafoguenses, parece que houve uma conspiração com o Canal 100, o qual possuía as imagens desse jogo, pois, elas nunca mais foram exibidas, ou estão escondidas.


O mais engraçado de toda essa história, é que durante nove anos, a torcida do Botafogo exibia a faixa com o placar toda vez que jogavam Botafogo e Flamengo, Zico dizia que não aguentava mais olhar aqueles dizeres durante os clássicos. No campeonato carioca de 1981, o Flamengo abriu 3×0 no primeiro tempo, Zico conta que chegou ao vestiário e disse: “Hoje é a nossa chance” e o placar acabou 6×0 para o Flamengo, lavando a alma da torcida, e com certeza, os flamenguistas não viriam mais à faixa, o mais interessante é que Jairzinho estava nos dois 6 a 0 (no ano de 1981, ele estava prestes a encerrar a carreira), mas que os flamenguistas tiveram que aguentar nove anos de gozação, isso tiveram. No campeonato brasileiro de 1985, o Flamengo venceu o Botafogo por 6 a 1.

50 anos do último jogo oficial de Garrincha

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Garrincha dias antes de seu último jogo oficial

Nesta terça-feira, dia 23 de agosto de 2022, se completam 50 anos da última partida oficial de Garrincha. Naquele tempo, o atacante defendia as cores do Olaria Atlético Clube e participou do duelo diante do Botafogo, clube que o consagrou.

Naquela época, o 'Anjo das Pernas Tortas', já tinha 39 anos de idade e estava no final de sua carreira como jogador profissional. Tinha na sua bagagem duas Copas do Mundo com a Seleção Brasileira, além de também ter passagens por diversos cubes e construído muita história no futebol do nosso país.

Era um jogo de terceiro turno do Campeonato Carioca de 1972 e o Olaria enfrentaria a equipe do Botafogo. A partida foi realizada no Maracanã, para 2.126 presentes nas dependências do estádio e teve uma renda total de Cr$ 10.826,00.

O duelo foi movimentado, com boas chances de gol no decorrer do tempo. Porém, a rede só foi ser balançada por Ferreti, na marca dos 35 minutos de bola rolando na etapa complementar. Garrincha foi substituído no decorrer do jogo, dando lugar para Carlos Antônio.


No total, o ponta direita disputou um total de oito partidas com a camisa do Olaria e só conseguiu balançar as redes em uma oportunidade. No dia 7 de setembro de 1972, ainda houve um amistoso entre o time carioca com a Caldense. Porém, esta data acabou não sendo muito boa, já que a equipe olariense acabou derrotada por 1 a 0.

Amarildo, o Possesso, na Roma

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Amarildo ficou uma temporada na Roma

Um dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro completa 83 anos hoje. Amarildo Tavares Silveira nasceu no dia 29 de julho de 1939, em Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro. O atacante começou em um clube de sua cidade e se transformou em um dos principais jogadores do século passado, conquistando grandes títulos e recebeu o apelido de possesso após a grande Copa do Mundo que fez em 1962. Já na tenmporada 1971-1972, ele defendeu a Roma.

O atacante passou por grandes times, passou pelo Flamengo, não tendo muitas chances e quase desistiu de sua carreira, mas depois foi para o Botafogo e se tornou ídolo da equipe carioca. Pelo Fogão, o jogador foi chamado para a Seleção Brasileira e conseguiu carregar a equipe junto com seu companheiro de time Garrincha, conquistando a Copa do Mundo de 1962.

Amarildo já chamava a atenção de todos nacionalmente, sua habilidade era impressionante, era um atacante rápido e que tinha muita categoria na hora de finalizar, marcando mais gols pelo Botafogo. Depois que ganhou a Copa chamou a atenção de mais clubes internacionais e foi vendido para a Itália.

O seu primeiro clube na Itália foi o Milan e por lá teve mais sucesso, conseguiu atuar em mais partidas sendo titular, foi muito importante para a equipe e ficou por quatro temporadas na equipe. Depois do Milan, o atacante foi contratado pela Fiorentina, mais uma equipe Italiana e por lá ficou três temporadas.

Já no seu final de carreira, não estava mais no auge, não conseguia reproduzir as mesmas atuações do passado. Mesmo não estando na sua melhor fase, o jogador continuou no futebol Italiano, foi contratado por mais uma equipe gigante do país, dessa vez foi a Roma, para jogar a temporada 1971-1972.

O jogador chegou para ser titular na equipe, que precisava de um jogador rápido e matador dentro da área, por isso chegou na grande equipe. Ele se tornou titular, mas não tinha mais o físico de alguns anos atrás e não aguentava por muito tempo, mas conseguiu fazer algumas boas partidas.


Amarildo ficou apenas uma temporada na Roma, pois não conseguiu se manter em alto nível, o atacante entrou em campo em 33 partidas e marcou dez gols, são bons números, mas mesmo assim não foi o suficiente para ele continuar no futebol italiano.

Logo quando terminou seu contrato na Itália, o atacante retornou ao Brasil e assinou com mais uma equipe carioca, dessa vez com o Vasco. Amarildo não se manteve no mesmo nível e atuou poucas vezes pela equipe vascaína, logo depois se aposentou dos gramados.

Coutinho e sua passagem pelo Bangu

Foto: arquivo

Coutinho fez apenas seis jogos pelo Bangu

Neste domingo, dia 11 de junho de 2022, um dos maiores gênios da área estaria completando 79 anos: Antônio Wilson Honório, o genial Coutinho! Ele, que é ídolo do Santos, também defendeu outros clubes, como o Bangu, em 1972.

Nascido em Piracicaba, Coutinho teve uma rápida passagem pelo XV até ser levado ao Santos, em 1957. No ano seguinte, antes de completar 15 anos, estreou no profissional do Peixe, sendo até hoje o jogador mais novo a entrar em campo pela equipe principal do Alvinegro Praiano. No clube do litoral paulista, virou um mito, fazendo parte de um dos melhores times da história, conquistando tudo o que era possível no futebol.

No auge, foi convocado para a Seleção Brasileira, onde foi campeão do mundo em 1962. Porém, no meio da década de 60, passo a sofrer com o peso e isto fez com que ele não fosse mais titular incontestável do Santos, alternando partidas magníficas com tempos sem atuar. Em 1968, foi emprestado ao Vitória e em 1969 para a Portuguesa. Voltou ao Peixe em 1970, convencido por João Saldanha de que se entrasse em forma, iria para a Copa do Mundo. Porém, ele não emagreceu e nem o treinador chegou ao Mundial, substituído por Zagallo.

Coutinho saíria pela segunda e definitiva vez do Santos e foi para o México, onde defendeu o Atlas, em 1971. Também sofrendo com o peso, jogou pouco e veio para o Brasil, quando o Bangu o fez uma oferta e ele aceitou! O camisa 9 defenderia o time do Castor!

Aquele Bangu na década de 70 já era diferente do time da segunda metade dos anos 60, campeão carioca de 1966 e que fazia frente aos quatro grandes do Rio de Janeiro. Porém, a chegada de Coutinho ao Alvirrubro era uma esperança de que ele entrasse em forma e pudesse desfilar seu talento pelos gramados de estádios como o Maracanã.

Porém, o velho problema que Coutinho teve nos seus times anteriores também aconteceu no Bangu. Por estar acima do peso, e isto era nítido, o centroavante tinha constantes problemas com lesão, principalmente muscular, e poucas vezes podia estar à disposição para ir aos jogos.

A passagem de Coutinho pelo Bangu acabou sendo rápida: foram apenas seis partidas e três gols marcados. A média de vezes que ele balançou a rede é até interessante, 0,5 gol por jogo, mas a verdade é que Coutinho, com 29 anos, parecia um ex-jogador que insistia em não encerrar a carreira.


Depois que deixou o Bangu, Coutinho ainda defenderia o Saad, onde encerrou a carreira em 1963. Depois que pendurou as chuteiras, virou treinador, tendo passado por várias equipes, mas com um detalhe: ele emagreceu e voltou a ter o peso de seu auge no Santos.

Coutinho faleceu em sua casa, no município de Santos, no dia 11 de março de 2019 aos 75 anos, em decorrência de complicações causadas por diabetes, que já havia causado a amputação de três dedos do seu pé esquerdo.

Sertãozinho comemora os 50 anos do seu primeiro título de nível estadual

Por Asssessoria Sertãozinho FC
Pesquisa: Luciano André
Foto: acervo pessoal Luciano André

O time campeão em 1971

O Sertãozinho comemora neste sábado, dia 5, o 50º aniversário de seu primeiro título paulista do futebol profissional. Com time formado quase inteiramente por jogadores da cidade e da região, o Touro dos Canaviais levantou a taça ao vencer o Rio Claro pela Segunda Divisão do estadual (atual Série A3).

Para a grande final, o torneio contou com duas partidas no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a famosa Rua Javari, em São Paulo. O campeonato teve início em 1971, mas só terminou em 1972. Os dois jogos terminaram com vitória Grená por 1 a 0. No primeiro confronto, em 27 de fevereiro, Antoninho marcou para o Touro. No segundo duelo, em 5 de março, o gol foi de Luiz Carlos Guatelli.

Reconhecimento - No dia 29 de maio de 2017, a Federação Paulista de Futebol (FPF) reconheceu o Sertãozinho Futebol Clube como um dos maiores ganhadores da Série A3 do Campeonato Paulista. A notícia publicada no site da entidade deixou os torcedores sertanezinos eufóricos.


A primeira conquista do Touro foi na competição de 1971, um ano após ser profissionalizado. Já em 2004, o Grenazão venceu o Mirassol por 3 a 0 e registrou seu segundo título pelo terceiro escalão do futebol paulista. O tricampeonato veio em 2016 contra o Rio Preto. O Sertãozinho venceu o Jacaré por 2 a 0, em casa, no primeiro duelo da decisão, mas foi superado no segundo pelo placar de 2 a 1, no Anísio Haddad.

O resultado garantiu o troféu ao Grenazão.

A passagem de Sicupira pelo Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo


Sicupira jogou um Brasileirão no Corinthians

Barcímio Sicupira Júnior, mais conhecido pelo sobrenome Sicupira foi, dentro de campo, um dos grandes jogadores da história do futebol paranaense. Completando 77 anos neste dia 10, o meio-campista foi durante sua carreira um dos maiores, se não o maior ídolo da história do Athletico Paranaense, mas ficou conhecido ao longo de sua trajetória como "Rei das Bicicletas". Em 1972, chegou por empréstimo ao Corinthians.

O Timão, que na época amargurava ainda um jejum de títulos, tinha em seu elenco nomes como Rivellino, Zé Maria, Ado e outros bons jogadores. A chegada de Sicupira adicionou ainda mais qualidade ao bom elenco do time. Eles entraram como um dos favoritos na disputa daquele Campeonato Brasileiro, que era a competição que o paranaense disputaria.

Estreou já em Outubro, numa época onde o Brasileirão era mais curto do que atualmente, pelo menos em datas. Como era uma de suas marcas registradas, começou sua trajetória no Corinthians marcando gol, diante da Lusa, no Pacaembu. O jogo terminou empatado em 1 a 1, no distante dia primeiro de outubro daquele ano de 1972.

Na segunda partida pelo Timão, jogando contra o Santa Cruz, no Mundão do Arruda, marcou um dos três gols alvinegros diante do Tricolor Coral, num eletrizante empate por 3 a 3. Seguiu sendo titular do time e tendo contribuições importantes, porém só voltaria a marcar gol em Novembro, em uma vitória por 3 a 0 sobre o ABC, em Natal. Naquele momento a primeira fase entrava nos seus momentos decisivos.


Seu gol mais importante pelo Alvinegro do Parque São Jorge, porém, veio na partida diante do Ceará, no Pacaembu. Precisando da vitória para se garantir nas semifinais, os corintianos sofreram, mas o gol de Sicupira garantiu a vaga do time na semifinal da competição. Lá, o Corinthians acabaria parando no Botafogo, que venceu o Timão,  por 2 a 1, no Maracanã.

Deixou o clube paulista ao fim do Campeonato Brasileiro. Atuou num total de 22 partidas pelo Corinthians, marcando quatro gols. Voltaria a atuar pelo Athletico Paranaense, onde se aposentou em 1975, com apenas 31 anos. Ainda é, até hoje, o maior artilheiro da história do Furacão, com 156 gols marcados pelo clube.

Dicá na Portuguesa de Desportos

Foto: arquivo histórico

Dicá, pela Portuguesa de Desportos, em jogo contra o Santos

Oscar Salles Bueno Filho, ou simplesmente Dicá, um dos maiores ídolos da história da Ponte Preta, está completando 73 anos neste 13 de julho de 2020. Suas ligação com a Nêga Véia é gigante, mas ele defendeu outras equipes paulistas, como a Portuguesa de Desportos, entre 1972 e o início de 1977.

Nascido em Campinas, Dicá começou a jogar futebol em um time montado por seu próprio pai. Não demorou muito, olheiros da Ponte Preta observaram o garoto e o levaram para o clube em 1963. Três anos depois, com 19 anos, estreava pelos profissionais. Seu talento logo chamou a atenção de grandes equipes e desembarcou no Santos, por empréstimo, em 1971. Porém, no ano seguinte voltou ao clube que o revelou, mas não ficaria muito tempo.

Ainda em 1972, Dicá mudou de camisa e pela quantia de 370 mil cruzeiros foi apresentado na Associação Portuguesa de Desportos. Na Lusa, o meia não conseguiu jogar de imediato o suficiente para convencer o técnico Otto Glória. Na suplência em boa parte da competição, Dicá fez parte do elenco que faturou o título paulista de 1973.

Com o técnico Oto Glória, viveu um verdadeiro inferno sem nunca reclamar. Em 1972 a Lusa era um time em ascensão, mas ele caiu na desgraça de Oto Glória, que preferia a combatividade de Basílio ao jogo cerebral de Dicá. O técnico sentia prazer em ser cruel com o craque campineiro. Quando escalava, costumava dizer nas preleções – “Você vai entrar. Mas fique sabendo: se jogar mal, sai logo, logo”. E Dicá nunca reclamou. Mesmo nos momentos mais cruciais de sua vida, Dicá sempre se mostrava tranquilo e sem reclamar de nada.


Mas o bom campineiro foi subindo de produção e foi peça importante na campanha do vice-campeonato paulista de 1975. Naquela final contra o São Paulo do catimbeiro goleiro Waldir Peres, Dicá perdeu um dos únicos pênaltis de sua carreira.

Dicá permaneceu na Portuguesa de Desportos até os primeiros meses de 1977, quando acertou seu pronto retorno para o Moisés Lucarelli. Mais experiente, Dicá foi o grande comandante do time em 1977, período em que formou o tripé de meia-cancha ao lado de Vanderlei e Marco Aurélio, fazendo parte da melhor equipe da história da Ponte Preta. Mas isto é tema para um outro artigo.

O outro Milésimo de Pelé, apenas com seus gols no Santos

Com informações do Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo Santos FC

O gol mil de Pelé apenas pelo Santos aconteceu em 2 de julho de 1972

A imprensa brasileira destacava campanha do piloto Émerson Fittipaldi, que caminhava para mais um título mundial na Fórmula 1, e não deu oa devida atenção a mais um feito incomparável de Pelé: na vitória de 2 a 0 sobre a Universidad Unam, em Chicago, em 2 de julho de 1972, o Rei do Futebol chegava a mil gols apenas em jogos pelo Santos.

O gol histórico ocorreu aos 44 minutos do primeiro tempo, e aos três minutos do segundo Pelé já fez mais um, definindo a vitória santista sobre a equipe mexicana. Aos 31 anos o camisa 10 de ouro ainda estava no auge e somava oito gols nas últimas três partidas do Santos nos Estados Unidos.


O jogo fez parte de uma excursão que começou em 26 de maio, em Tóquio, com a vitória de 3 a 0 sobre a Seleção Japonesa. Pelé, duas vezes, e Jáder marcaram os gols santistas admirados pelo público de 65 mil pessoas que lotou o Estádio Olímpico, entre eles a família imperial japonesa.

Depois do Japão o Santos se apresentou em Hong Kong, Coréia do Sul, Tailândia, Austrália, Indonésia, Estados Unidos, Canadá e México. Foram 17 vitórias consecutivas, que deram ao clube a cobiçada Fita Azul, prêmio aos clubes brasileiros com as mais longas excursões invictas no exterior.


Como se sabe, Pelé fez 1.282 gols em sua carreira, em uma época de grandes torneios e confrontos internacionais tão ou mais importantes do que os jogos de competições federadas. Se hoje o Santos e o futebol brasileiro são tão conhecidos e admirados no mundo, o talento, o carisma e a ousadia de Pelé têm muito a ver com isso.

O menino que sacudiu o complexo de vira-latas - O jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, que usava óculos de lentes grossas e não enxergava bem à distância, curiosamente foi o primeiro a perceber a real dimensão daquele menino de 17 anos que tinha desmontado a defesa do América carioca em um domingo de Maracanã, 26 de fevereiro de 1958, quatro meses antes da Copa da Suécia.


Habilidoso, endiabrado, irresistível, Pelé marcou quatro gols na vitória santista por 5 a 3 pelo Torneio Rio-São Paulo. Nelson Rodrigues, à época colunista de Manchete Esportiva, produziu uma crônica imortal na edição de 8 de março de 1958, intitulada “A Realeza de Pelé”. Nela, o insuperável e visionário cronista afirmava:
Verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais.
Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis.
O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento.
Põe-se acima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés com uma lambida docilidade de cadelinha. Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível na formação de qualquer escrete. Na Suécia, ele não tremerá de ninguém.
Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e mesmo insolente que precisamos. Sim, amigos – aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os adversários uns pernas de pau.
Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. Os outros é que tremerão diante de nós.

Hoje, faz falta ao futebol brasileiro essa confiança insolente de se sentir o melhor do mundo. Não se diria que faltam Reis Pelés nos nossos campos, pois seria pedir demais, mas nem mesmo príncipes, duques, marqueses e condes andam por aqui. Perdeu-se a nobreza da mais popular arte brasileira. Da mesma forma, faz muita falta, atrás dos teclados, quem possa enxergar o futebol com a mente lúcida e o coração aberto, como mestre Nelson Rodrigues.

Há 48 anos, Santa Cruz inaugurava o Mundão do Arruda

Por Lucas Paes
Foto: arquivo Santa Cruz FC

Imagens do duelo entre Santa Cruz e Flamengo

Num dia 4 de junho como hoje, mas há 48 anos, em 1972, o Santa Cruz, tradicional clube do estado de Pernambuco e um dos mais tradicionais do Nordeste do Brasil inaugurava sua casa, um estádio que tem um dos apelidos mais sensacionais do Brasil. Nomeado como Estádio José do Rego Maciel, o caldeirão coral ficou conhecido e é chamado pela maioria das pessoas de Mundão do Arruda. A partida inaugural foi diante do Flamengo.

A construção do Arruda significou um avanço enorme para o estado de Pernambuco. Até então, tanto Aflitos quanto a Ilha do Retiro tinham capacidades pequenas e o recorde de público do futebol no estado era um clássico entre Santa e Sport que recebeu 34.546 torcedores. Além de enterrar esse recorde pra sempre, a construção do colosso do tricolor fez com que o rival Sport mexesse seus "pauzinhos" e viesse a remodelar a Ilha do Retiro, o que ocorreu mais de dez anos depois da inauguração da casa do Santinha.


O processo do nascimento do Arruda começou em 1954, com a doação do terreno por José do Rego Maciel ao Santa. Inicialmente fazendo um estádio apenas com arquibancadas de madeira, o clube conseguiu fazer com que sua torcida fizesse uma mobilização histórica através de compras de cadeiras cativas e contribuições nos anos 1960. Após isso, os torcedores ainda fizeram a "Campanha do Tijolo", doando materiais de construção e até mão de obra para a construção. Foi essencial também o auxílio do Banco do Estado de Pernambuco.

No dia da inauguração, duelaram Santa Cruz e Flamengo, num jogo protagonizado mais pelos goleiros dos dois clubes, que impediram o zero de sair do placar. Ao final do duelo, ainda não havia um primeiro gol oficial no estádio, nem por rubro-negros e nem por tricolores. Mas o "inferno" do clube Coral já havia feito história, conseguindo com 57 mil pagantes e 62 mil presentes o público que era o maior da história do futebol de Pernambuco até então.

O público pode ter sido até maior na verdade, já que os portões foram derrubados e houve invasão no local naquele dia. O primeiro gol do estádio viria depois, através do atleta Betinho. Nos anos 1980, uma remodelação do estádio, finalizada em 1982, elevou a capacidade do "Mundão" para 80 mil torcedores. Hoje, devido aos padrões de segurança o estádio recebe até 60 mil torcedores.


O maior público da história do Arruda é, segundo o Santa Cruz, em um jogo da Seleção Brasileira contra a Bolívia, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1993, onde segundo os tricolores haviam 96 mil pessoas nas arquibancadas. Oficialmente foram 75 mil pagantes. A Seleção Canarinha ainda foi responsável por um público de 90 mil pessoas, em um amistoso contra a Argentina. A maior audiência envolvendo um jogo do Santa Cruz foram os 80.203 presentes na derrota do Santa para o Náutico por 2 a 0 pelo Pernambucano de 1998. 

O Arruda segue sendo até hoje um dos maiores estádios do Brasil e um dos maiores aliados do Tricolor Coral em seus jogos em casa. A torcida do Santa Cruz é marcada pela presença maciça de seu torcedor nos momentos complicados. Chegaram a haver projetos para remodelar tanto o Arruda quanto a Ilha do Retiro para a Copa do Mundo de 2014, mas foi construída a Arena Pernambuco, que acabou virando um elefante branco e gera até hoje muitas críticas.

Há 47 anos, São José viajava quase 500km para comemorar título do acesso Paulista

Por Ruben Fontes Neto / FPF
Foto: Alberto Simões

O EC São José, antecessor do atual São José EC, comemorava o título de 1972 já em 1973

Em 13 de maio de 1973, o EC São José conquistava o título da Primeira Divisão (atual Série A2). O torneio, válido pela temporada de 1972, marcou o último título da equipe alvinegra, que deu origem ao atual São José EC, em 1976. A partida decisiva foi disputada em Garça, distante quase 500km de São José dos Campos.

20 equipes disputaram o torneio, que teve início em 20 de agosto de 1972. Após divisão em quatro grupos, o EC São José esteve na Série D, que era nomeada Sylvio Binari e jogou contra Saad, Estrela de Piquete e Santo André FC, tendo duas vitórias, dois empates e duas derrotas, que lhe renderam a classificação em segundo lugar (o Saad foi o líder).

A segunda fase contou com oito equipes, novamente divididos em grupos. São José e Saad se juntaram a Velo Clube e Vasco de Americana, que foram os dois melhores da Série C (Belfort Duarte). Curiosamente, porém, as fases foram disputadas com cinco meses de diferença, já que a primeira fase foi encerrada em outubro de 1972 e a nova só começou em março de 1973.

Imagem

O grupo foi bem equilibrado, mas prevaleceu a força de mandante do São José, que foi o único time a conseguir vencer as três partidas que fez em casa, além de ter um empate com o Saad fora. Com isso, somou sete pontos, contra seis de Saad e Vasco e cinco do Velo Clube.

E foi mais uma vez com uma grande atuação dentro do Martins Pereira que a equipe de São José dos Campos colocou a mão na taça. No dia 6 de maio, contra o Garça, vitória por 3 a 0 com gols de Dandô, Xavier e Pedroso (contra).

No jogo de volta, o time joseense segurou o resultado e fez a festa da torcida que viajou quase 500km para acompanhar aquele que seria o último título da equipe com a denominação de EC São José. Antes, em 1964 e 1965, o time havia sido campeão do quarto e terceiro nível do futebol paulista, respectivamente.

Apesar do título, o EC São José não disputou a elite estadual uma vez que a Lei do Acesso havia sido suspensa. Já em 1976, o time tinha situação financeira instável e precisou se transformar. Surgiu então o São José Esporte Clube, trocando o alvinegro pelo azul, amarelo e branco e a Formiga pela Águia.


Confira como foi a campanha do título do EC São José e a ficha técnica do jogo decisivo:

1ª Fase
20/08/72: EC São José 2x0 Estrela
27/08/72: Santo André FC 1x1 EC São José
03/09/72: EC São José 1x0 Saad
24/09/72: Estrela 1x0 EC São José
01/10/72: EC São José 0x0 Santo André FC
15/10/72: Saad 2x0 EC São José

2ª Fase
18/03/73: Vasco 2x0 EC São José
25/03/73: EC São José 1x0 Saad
01/04/73: Velo Clube 3x0 EC São José
08/04/73: EC São José 2x1 Vasco
15/04/73: Saad 0x0 EC São José
22/04/73 EC São José 2x0 Velo Clube

Final
06/05/1973: EC São José 3x0 Garça
13/05/1973: Garça 0x0 EC São José

Local: Estádio Frederico Platzecke, em Garça
Árbitro: Milton Jorge

Garça: Chiquinho, Ari, Brito, Pedroso e Abegar; João Luiz e Grilo; Maurilio, Cláudio, Pulga (Ramalho) e Mário César (Rogério). Técnico: Francisco Valeriano

EC São José: Mário, Carioca, Marião, Alemão e Pedro Rodrigues; Dandô e Zé Carlos; Xavier, Marco Antonio, Carlinhos (Fernandinho) e Pepe. Técnico: Jorge Pinto de Souza

Cláudio Adão e seu início no Santos FC

Foto: Arquivo Histórico / Santos FC

Cláudio Adão defendeu o Santos entre 1972 e 1976

Qual a principal função de um centroavante? Fazer gols, não é mesmo? E ao longo de toda a sua carreira, Cláudio Adão soube balançar as redes adversárias. E há exatos 44 anos, o ex-centroavante fazia o seu último tento pelo Santos, clube onde foi revelado.

Apesar de ser natural de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, Cláudio Adão iniciou a sua trajetória no Santos, clube que defendeu de 1972 a 1976. Pelo clube da Baixada Santista, fez parte do elenco na conquista do Campeonato Paulista de 1973.


Dono de grande presença de área, o ex-jogador marcou pela última vez com a camisa do clube que o revelou no dia 25 de abril de 1976, em confronto válido pelo Campeonato Paulista. O duelo aconteceu na tradicional Rua Javari e Cláudio Adão fez o tento santista no empate por um gol diante do Juventus.

Após se despedir do Santos, rodou por vários clubes do futebol mundial. Do Alvinegro, transferiu-se ao Flamengo, onde foi campeão carioca em 1978 e 1979. No ano seguinte, voltou a vencer o estadual carioca, mas pelo Fluminense.


Cláudio Adão ainda defenderia o Botafogo e Vasco, antes de se transferir para o Benfica (POR) e, posteriormente, para o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. De volta ao Brasil, retornou ao Flamengo para depois atuar por Botafogo, Bangu, Portuguesa, Cruzeiro e Corinthians.

Em 1990, atuou no futebol peruano, quando defendeu o Sport Boys. O Nordeste foi o próximo destino e Cláudio Adão defendeu o Bahia e Ceará. Entre os clubes, jogou pelo Campo Grande (RJ). Antes de pendurar as chuteiras, retornou ao Peru e vestiu as cores do Deportivo Pesquero e Deportivo Sipesa. Fazedor de gols, passou por Rio Branco-ES e Volta Redonda, time de sua cidade natal, até encerrar a sua trajetória pela Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo.


Ainda tentou dar continuidade como técnico de futebol, mas não obteve o mesmo êxito à beira de campo como colecionou dentro da grande área. A sua última experiência aconteceu em 2018, quando treinou o Mixto, do Mato Grosso. Ao todo, Cláudi Adão coleciona 862 gols na carreira nos 27 times que atuou.

Histórico, inédito e jamais igualado: o Octacampeonato Gaúcho do Inter

Fonte: Cesar Caramês/Setor de Pesquisa Histórica do Internacional
Foto: arquivo SC Internacional

O Inter foi campeão gaúcho seguidamente entre 1969 e 1976

Existe uma velha máxima que permeia o futebol gaúcho: para pensar em coisas maiores, primeiro o time tem que mandar em casa. E o Inter, que está completando 111 anos de fundação neste 4 de abril, leva este mantra muito a sério. O Colorado foi o primeiro clube a conquistar um Hexacampeonato Gaúcho. Foi em 1945, com o mágico time do Rolo Compressor. Em 2016, conquistou a marca histórica pela terceira vez.

Além disso, desde os anos 1970 não fica atrás do rival em conquistas regionais. Só estes feitos já conseguem dar a dimensão da hegemonia colorada no que se refere ao Campeonato Gaúcho. Hoje é dia de relembrar outro feito histórico e jamais igualado: o Octacampeonato Gaúcho conquistado pela equipe que encantou o Brasil durante os anos 70. No entanto, essa história começou a ser escrita na década anterior.

O Inter preparava-se para inaugurar sua nova casa. Enquanto isso, o co-irmão havia empilhado sete títulos gaúchos naquela que foi a maior sequência de títulos gaúchos até então, ultrapassando o Hexacampeonato do Rolo Compressor.


Mas a nova casa colorada traria bons frutos logo nos seus primeiros meses. Em dezembro de 1969, o time de Gainete, Pontes, Dorinho, Valdomiro e Claudiomiro impediu que o rival chegasse ao octacampeonato inédito e abriu caminho para que o Inter o fizesse.

Nos anos seguintes, o que se viu foi o surgimento e a afirmação de uma geração que marcou época. Em 1970 e 1971 manteve-se a base do time de 69, já contando com o surgimento do jovem Paulo César, o Carpegiani. Já em 1972, o grande Dom Elias Figueroa começava a ser um dos expoentes do Clube e o jovem Escurinho era promovido do time juvenil para o profissional.

O ano de 1973 viu surgir um guri franzino de madeixas cacheadas começar a trilhar seu caminho no time principal do Inter: Paulo Roberto Falcão. Sua afirmação viria em 1974, junto a craques como Manga, Cláudio, Hermínio, Vacaria, Jair e Lula, atletas que conquistariam o Campeonato Brasileiro no ano seguinte.


Por falar em 1975, esse foi o momento de igualar a histórica marca do rival. Com Flávio Minuano - ou Flávio Bicudo, como também era chamado - retornando ao Colorado e Caçapava começando sua trajetória, o Inter conquistou o heptacampeonato.

O ano de 1976 foi o da consagração. O ano da conquista do título inédito e até hoje inigualado Octacampeonato Gaúcho. O título veio com a vitória por 2 a 0 no clássico Gre-Nal, gols de Lula e Dadá. A base do time era composta por: Manga; Cláudio, Figueroa, Marinho Perez e Vacaria; Falcão, Caçapava (Jair) e Batista (Paulo César). Valdomiro, Dadá Maravilha e Lula.

Valdomiro foi o único jogador a participar de todas as oito conquistas, passando de jogador contestado a ídolo eterno do clube. O octacampeonato gaúcho marcou não só o nome de Valdomiro, mas de toda uma geração que levou o nome do Inter a plagas cada vez mais distantes.

Mazurkiewicz no Atlético Mineiro

Foto: arquivo Atlético Mineiro

Foram 89 partidas com a camisa do Galo, entre 1972 e 1974

Quando se fala que o futebol de clubes do Brasil era muito mais forte nas décadas de 60 e 70, se comparado mundialmente, tem gente que não acredita. Os grandes jogadores do país raramente iam jogar em outros centros e as agremiações ainda contratavam boa parte dos atletas que se destacavam nas seleções dos vizinhos. Um exemplo claro foi quando o Atlético Mineiro foi buscar, em 1972, o goleiro uruguaio Ladislao Mazurkiewicz, um dos maiores do mundo naquele momento.

Nascido em 14 de fevereiro de 1945, na cidade de Piriápolis, famoso balneário uruguaio, já no Rio da Prata, era filho de pais poloneses, iniciou sua carreira no futebol pelo Peñarol do Uruguai, onde se profissionalizou em 1965. Reserva do então titular Luis Maidana, Mazurkiewicz estreou como titular numa partida contra o Santos, de Pelé, válida pelas semifinais da Copa Libertadores da América, em 1965. Acreditando em uma derrota certa, os uruguaios se surpreenderam quando terminaram o jogo com uma vitória por 2 a 1. Eleito como o melhor em campo, aquela noite marcou o início da carreira desse goleiro que se tornou uma lenda viva no futebol.

No ano seguinte, foi convocado para a Copa do Mundo de 1966, realizada na Inglaterra. Mesmo novo para um goleiro, virou um dos grandes nomes do Peñarol, conquistando diversos títulos. Em 1970, foi o titular da meta uruguaia no Mundial realizado no México. A Celeste foi a terceira colocada e Mazurkiewicz escolhido o melhor jogador da posição.

Em 1972, chegou ao Atlético Mineiro, nos tempos de Dario, Lôla, Vantuir e outros, mas sua contratação não foi fácil! Teve sua vinda a Belo Horizonte recheada por problemas. O então presidente do Atlético, Nelson Campos, por pouco dispensou o jogador por cause da mudança de valores, sugerida pelos empresários do jogador, no momento da assinatura do contrato, na Sede de Lourdes. O impasse com a diretoria permaneceu durante o dia todo. Os cartolas exigiam que o Atlético assumisse uma dívida do Peñarol com o jogador, motivo de sua briga com a equipe. O presidente se recusou e pediu à imprensa que fosse noticiado a desistência da contratação.

Mazurkiewicz, entretanto, demonstrou grande vontade de vestir a camisa alvinegra e as negociações continuaram positivamente. As negociações voltaram a se complicar quando o jogador exigiu que o Atlético assumisse o pagamento de seu imposto de renda. O dirigentes atleticanos, furiosos, encerraram a reunião pela segunda vez. Dizem que Nelson Campos já estava no carro, quando ouviu o chamado de um funcionário que informou que o uruguaio havia aceitado a proposta final. Já era noite quando tudo se resolveu. Veio assumir a camisa 1 do Galo, sendo vaiado, no aeroporto de Montevidéu, por uma multidão de torcedores uruguaios que o acusavam de "traidor".

E o goleiro não decepcionou o esforço da diretoria. Durante seu tempo no Galo, o goleiro mostrou os prodigiosos reflexos, sua segurança, o extraordinário oportunismo somado à frieza que aumentavam a confiança absoluta dos companheiros. "Foi uma época inesquecível." , lembra o jogador.


Mazurkiewicz chegou ao Galo um ano após à conquista do Campeonato Brasileiro. Estreou com a camisa do Atlético Mineiro em 5 de março de 1972, pela terceira rodada da fase de grupos Copa Libertadores da América, daquele em uma partida no Mineirão, contra o Olimpia do Paraguai. Mazurkievicz foi bem e evitou a derrota atleticana, sendo um dos responsáveis pelo 0 a 0.

Porém, apesar de ter caído no gosto da torcida, não teve muita sorte. O Galo não conseguiu repetir a façanha, até hoje, de ganhar novamente o Brasileirão. Já o Mineiro foi, nas temporadas em que o uruguaio jogou pelo Atlético, dominado pelo Cruzeiro. Em resumo: o goleiro não conquistou títulos com a camisa do Galo, fazendo 89 partidas e sofrendo 67 gols, sendo sua última partida um clássico contra o Cruzeiro, em 8 de setembro de 1974, que terminou em empatada em 1 a 1.

O goleiro foi à Copa do Mundo de 1974 como atleta do Galo e depois transferiu-se para o Granada, da Espanha. Também passou por Cobreloa e América de Cali, antes de retornar ao Peñarol em 1981, clube no qual encerrou a carreira. No dia 2 de janeiro de 2013, o ex-goleiro faleceu na capital uruguaia. Há alguns dias estava internado por complicações respiratórias e chegou a ficar em coma induzido

Gérson, o Canhotinha de Ouro, no São Paulo FC

Foto: arquivo São Paulo FC

Gérson jogou de 1969 à 1972 pelo Tricolor

Um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, ídolo em sua passagem pelo São Paulo FC, comemora 79 anos neste 11 de janeiro de 2020. Gérson, o Canhotinha de Ouro, marcou época no Tricolor entre 1969 e 1972 e está em festa hoje. E cada são-paulino deveria comemorar com ele.

Contratado na gestão de Laudo Natel, quando o clube terminava de construir o estádio do Morumbi, Gérson chegou ao São Paulo com a responsabilidade de acabar com 13 anos de "fila" - a equipe não conquistava títulos desde 1957, quando venceu o Campeonato Paulista.

O meia fez parte de um pacote de contratações do Tricolor, custeado com o excedente pós-finalização do Morumbi. Com a construção encerrada, o clube tinha dinheiro em caixa e partiu para a montagem de um time forte. "Só com a casa pronta que vamos mobiliá-la", dizia o presidente Laudo Natel, que trouxe também Pedro Rocha, Pablo Forlán, Toninho Guerreiro, Edson Cegonha, entre outros.

Gerson fez parte do time que atuou no jogo de comemoração da inauguração final do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, em 25 de janeiro de 1970, contra o Porto. No mesmo ano, defendeu a seleção brasileira na campanha vitoriosa da Copa do Mundo de 1970, no México, marcando inclusive um gol na final contra a Itália.


Ao voltar para o clube, ajudou a equipe a finalmente acabar com o jejum de títulos ao sagrar-se Campeã Paulista de 1970. De quebra, o bicampeonato estadual veio no ano seguinte, junto do vice-campeonato brasileiro no ano de estreia da competição.

Em 1972, Gérson se transferiu para o Fluminense, deixando o São Paulo pronto para um novo patamar em relação a títulos. O bem humorado ex-jogador, que fez imortalizar a frase "você gosta de levar vantagem em tudo, certo?", falada em um comercial de cigarros e foi popularizada como a 'Lei de Gérson', também trabalhou como comentarista.

Os europeus que alcançaram a glória na Libertadores

Por Tiago Cardoso

Rudzky, Mircoli e Jozic: europeus campeões da Libertadores antes de Marí e Jesus

A Liga dos Campeões da Europa durante toda sua história sempre teve times campeões com sul-americanos em seus elencos, e isto se deve ao poderio econômico de seus clubes, que permite a contratação dos melhores jogadores do nosso continente, mesmo nos primórdios da competição, quando o argentino Di Stéfano e o brasileiro Canário já empilhavam taças pelo poderoso Real Madrid. 

Entretanto, em 59 anos de história apenas três europeus haviam conquistado a Libertadores da América e subvertido a lógica geoeconômica até a heroica conquista do Flamengo no sábado, dia 23 de novembro, onde mais dois campeões atravessaram o Atlântico para brilharem nas terras de Simon Bolívar: o espanhol Pablo Marí e o treinador português Jorge Jesus.


O primeiro europeu campeão da Libertadores da América foi o tcheco Christian Rudzky, o qual chegou à Argentina aos 15 anos de idade. Rudzky fez parte do elenco do Estudiantes de la Plata nas conquistas de 1969 e 1970, respectivamente o bi e o tri da equipe pincharrata. Na Europa, Rudzky jogou no Hannover, da Alemanha.

O segundo europeu a conquistar a Libertadores da América foi o italiano Dante Mircoli, o qual conquistou a máxima glória de nosso continente em 1972 pelo Independiente, a primeira das quatro traças que os Rojos conquistaram consecutivamente, um recorde até hoje inigualável. Mircoli, que nasceu em Roma na capital italiana, naturalizou-se argentino e jogou em times como Sampdoria e Catania. 

Em 1991, o treinador croata Mirko Jozic conduziu o Colo Colo à sua glória máxima, a conquista da Libertadores de 1991, a única vencida por um time chileno na história. O croata havia sido o treinador da extinta Iugoslávia campeã da Copa do Mundo sub 20 de 1987 . Em razão do grande trabalho exercido pelo time mais popular do Chile, foi alçado à condição de treinador da seleção daquele país no biênio 1994/1995.


Deste modo, com a conquista do Flamengo, do zagueiro espanhol Pablo Marí e do treinador português Jorge Jesus, são cinco europeus campeões da Libertadores da América em toda história, três jogadores e dois treinadores. Entretanto, no que tange aos jogadores de linha há uma diferença entre Pablo Marí e os outros dois campeões: Marí foi contratado de um clube europeu, o La Coruña, e começou sua carreira no Velho Continente, ao passo que o tcheco Rudzky e o italiano Mircoli vieram jovens à Argentina, onde começaram suas carreiras em Estudiantes de la Plata e Independiente, respectivamente. 

Quem sabe o exemplo do Flamengo torne mais comum de agora em diante a presença de profissionais do Velho Continente em terras sulamericanas, uma vez que passaram-se vinte e oito anos sem um europeu campeão da Libertadores, e tratando-se de jogadores de linha o hiato foi maior: 47 anos. 

Toninho Guerreiro - O pentacampeão paulista

Fotos: arquivos Santos FC e São Paulo FC

Toninho emendou cinco títulos estaduais seguidos entre as passagens por Santos e São Paulo

Um dos maiores centroavantes que o Brasil teve nas décadas de 60 e 70, Toninho Guerreiro marcou época vestindo as camisas de Santos e São Paulo. Seus gols por ambas as equipes que ele atingiu uma marca que nenhum outro jogador da história do futebol profissional paulista conseguiu: ser pentacampeão estadual, pois ele emendou um tri do Peixe com um bi do Tricolor.

Antonio Ferreira nasceu no dia 10 de agosto de 1942, em Bauru. Ele chegou a Santos em 1962, aos 20 anos, depois de disputar o Campeonato Paulista pelo Noroeste, de sua cidade natal, e anotado 17 gols. Toninho estreou pelo Peixe em 16 de fevereiro de 1963, contra o Vasco da Gama, no Maracanã. A partida, válida pelo Torneio Rio-São Paulo, terminou empatada em 2 a 2, com dois golaços de Pelé.

Porém, aquela era a época do auge da dupla Pelé e Coutinho e ninguém imaginava que o centroavante vindo de Bauru iria conquistar seu espaço. Porém a raça demonstrada nos treinos, que o fez ganhar a alcunha de "Guerreiro", os gols que fazia quando tinha chance e queda da forma física de Coutinho fizeram com que Toninho tornasse a nova dupla de ataque de Pelé no Peixe.

Fez dupla com Pelé no Santos FC

Assim, a partir da segunda metade dos anos 60, ele se tornou o camisa 9 do Santos e começaria a atingir uma interessante marca. Bicampeão paulista em 1964 e 1965, Toninho Guerreiro virou um dos grandes do Peixe no tricampeonato de 1967, 1968 e 1969.

A última partida de Toninho Guerreiro no Santos ocorreu em 24 de junho de 1969, quando marcou também um de seus gols mais importantes. Ao aproveitar o rebote do goleiro após uma falta cobrada por Pelé, Toninho Guerreiro fez o gol solitário que deu o título da Recopa Mundial ao Santos diante da Inter de Milão, no Estádio San Siro.

O técnico João Saldanha o convocou para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa de 1970, no México. No entanto, ele foi cortado daquela seleção que apresentou o melhor futebol entre todas as Copas. O motivo alegado foi uma sinusite. Segundo os médicos da seleção, ele teria problemas com a elevada altitude do México. Porém, há uma tese de que o presidente mineiro Emilio Garrastazu Médici, na época da ditadura militar, pressionou para que Dario, do Atlético, fosse convocado. Zagallo teria cedido e trocou os centroavantes. Toninho jogou duas partidas pela seleção canarinho em 1969 e marcou quatro gols.

Depois do Santos, Toninho Guerreiro foi para o São Paulo, que estava em uma fila desde 1957, muito por causa da construção do Morumbi, e com seu estádio já concretizado, queria voltar aos títulos. O Tricolor Paulista "foi às compras" e trouxe diversos jogadores para fortalecer o seu elenco, como o meia Gerson e o próprio Toninho. A equipe ficou com um time forte.

Foi importantíssimo no São Paulo

E agora vem a marca interessante: Já tricampeão pelo Santos, ele foi peça importantíssima do São Paulo, que conquistou os Paulistas de 1970 e 1971, fazendo com que o centroavante atingisse uma marca pessoal fenomenal: na era profissional, ele é o único jogador pentacampeão estadual. Em sua ótima passagem pelo São Paulo FC, Toninho atuou em 170 jogos (80 vitórias, 51 empates, 39 derrotas) e marcou 85 gols.

O jogador deixou o São Paulo em 1972, depois de ser artilheiro do Campeonato Paulista pela terceira vez. Com 31 anos, teve breve passagem pelo Flamengo e pelo Operário de Mato Grosso do Sul antes de encerrar a carreira em 1974, pelo Noroeste de sua cidade natal.

Toninho Guerreiro faleceu de derrame cerebral, na Capital Paulista, em 26 de janeiro de 1990, aos 47 anos. No Alvinegro Praiano, time que vestiu a camisa em 368 oportunidades, ele marcou 279 gols, o que o coloca como o quarto artilheiro da história do clube, atrás apenas de Pelé, Pepe e Coutinho.
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