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O fim do tabu! Há 55 anos o Corinthians derrotava o Santos depois de 11 anos no Paulistão

Com informações do 3º  Tempo e Meu Timão
Foto: arquivo

Paulo Borges comemorando um dos gols

Há 55 anos, o Corinthians derrotava o Santos por 2 a 0 e encerrou um tabu incômodo de 11 anos sem vencer o rival em duelos válidos pelo Campeonato Paulista. O jogo aconteceu no dia 6 de março de 1968, no estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu.

O Timão permaneceu de 3 de novembro de 1957, quando empatou com o Santos por 3 a 3, até a noite de 6 de março de 1968 sem vencer o Peixe, totalizando 22 confrontos no certame estadual.

No dia, 43.977 torcedores pagantes estiveram no estádio do Pacaembu. A partida era válida pelo primeiro turno do Campeonato Paulista. Diferente do que é reproduzido por alguns, o grande tabu da época não englobava todas as competicões, já que nesse período o time venceu o Santos em quatro outras ocasiões: pelo Rio-São Paulo em 1958, 60 e 61, além de ter vencido na Taça São Paulo em 1962. Sem vitória alguma o Timão ficou de 16 de junho de 1962 a 6 de março de 1968.

O Corinthians foi a campo com Diogo; Osvaldo Cunha, Ditão, Luís Carlos e Maciel; Édson Cegonha, Rivellino, Buião, Paulo Borges, Flávio e Eduardo para encarar o Santos. Lula, que foi técnico do Peixe por vários anos, era o treinador do Timão naquela noite.

Na ocasião em que o tabu foi quebrado, o Corinthians contou com os reforços de Paulo Borges, Buião e Eduardo. Tinha em seu banco de reservas o técnico Lula, que ironicamente dirigiu o Santos na imensa maioria das partidas em que o Alvinegro do Parque São Jorge não conseguiu derrotar o Alvinegro Praiano.


No primeiro tempo, o jogo terminou sem gols. Mas na etapa final, com grande atuação de Luiz Carlos Galter, o Timão venceu por 2 a 0 com gols de Paulo Borges e Flávio. A torcida comemorou a vitória como se fosse um título. E deixou o Pacaembu cantarolando "um, dois, três, o Santos é freguês".

Em 1968, Atlético Paranaense vencia Santos em maior público da Vila Capanema

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O jogo entre Furacão e Santos

Recentemente, o Athletico Paranaense, em mais um momento histórico, se classificou para a sua segunda final de Libertadores na história. O Furacão recentemente se tornou uma força incontestável do futebol brasileiro, já ameaçando entrar no grupo dos grandes desde o começo dos anos 2000. Porém, o rubro-negro sempre foi popular dentro do Paraná e em 1968, no dia 8 de setembro a torcida rubro-negra conseguiu uma marca até hoje não superada, quando estabeleceu o maior público do Estádio Dorival de Britto, a Vila Capanema. 

O jogo era válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o antigo brasileirão e colocava a frente o time que era conhecido como campeão de tudo contra o Atlético que sonhava com voos mais altos em relação ao futebol nacional. Com o atrativo da visita do time de Pelé, que já tinha muita torcida no Paraná e o mando de outro time sempre popular dentro de seu estado, a Vila Capanema recebeu 24.303 torcedores naquele dia.

Dentro de campo, o forte Santos veio com tudo e pulou na frente com gol do sempre artilheiro Toninho Guerreiro. Zé Roberto deixou tudo igual para o Furacão e Gildo acabou marcando o gol da virada. O terceiro gol foi um momento histórico, quando Madureira fez linda jogada, driblou o goleiro santista e mandou a bola para as redes mesmo com dois alvinegros em cima da linha.

O Peixe ainda conseguiria diminuir com um gol de Edu, mas a vitória e a festa foram da maioria paranaenses, num dia que ficou marcado na memória dos torcedores rubro-negros. O fim do jogo marcou a vitória do Furacão, que acabou pouco adiantando ao fim da competição, já que os atleticanos ficaram apenas no meio de tabela. O Santos sairia campeão.


O Athletico tem a interessante marca de ser dono dos recordes de todos os estádios de Curitiba. Além da Vila Capanema, o Couto Pereira (67 mil torcedores diante do Flamengo em 1983) e, obviamente, a Arena da Baixada (40 mil torcedores diante do Júnior Barranquilla em 2018), uma marca interessante e motivo de orgulho para a torcida do atual finalista da Libertadores.

Quando a Rainha Elizabeth se curvou ao Rei Pelé no "palácio" Maracanã

Foto: arquivo

Elizabeth II entrega troféu ao Rei do Futebol

Morreu hoje aos 96 anos a rainha Elizabeth 2ª do Reino Unido. A monarca faleceu no Castelo de Balmoral, na Escócia. A chefe de Estado do reino mais famoso do mundo chegou a se curvar, uma vez, para outro rei: Pelé, o do futebol. Isto foi no ano de 1968, no Maracanã, para mais de 100 mil pessoas.

O ano era 1968, marcado pela Primavera de Praga, pelo auge da Guerra do Vietnã e da Guerra Fria, por protestos estudantis ao redor do mundo, pelo assassinato de Martin Luther King, pelos protestos dos Panteras Negras na Olimpíada do México e pelo surgimento do movimento hippie, entre outros fatos históricos. No Brasil, a ditadura militar já ensaiava seus movimentos mais cruéis, mas o país viveu uma tarde de enorme alegria naquele 10 de novembro.

Jogavam a seleção carioca, com Gerson como destaque, e a paulista, de Pelé. Durante muitas décadas, o amistoso entre os escretes dos principais estados do país foi uma grande atração. A Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip já haviam passado por Recife, Salvador, Brasília, São Paulo, Campinas e Campinas antes de encerrarem sua primeira e única visita juntos ao Brasil no Rio de Janeiro. A missão diplomática real tinha como objetivo estreitar relações com brasileiros e chilenos e ampliar a influência britânica no continente. O afago em Pelé certamente contribuiu para o objetivo.

Conta-se que partiu da própria Elizabeth II, que dois anos antes vira de perto o camisa 10 sofrer com a truculência dos rivais na Copa do Mundo da Inglaterra, o desejo de ver o rei Edson Arantes do Nascimento no Maracanã. O duelo entre cariocas e paulistas foi organizado justamente com este propósito, e valia não apenas um afago da rainha, mas um prêmio de 1 milhão de cruzeiros.

A seleção carioca, com seu tradicional uniforme azul, entrou em campo com Félix, Moreira, Brito, Leônidas e Paulo Henrique; Carlos Roberto, Gérson e Paulo César; Nado, Jair e Roberto; a paulista, com sua camisa listrada em preto e branco, com detalhes vermelhos na gola, jogou com Picasso, Carlos Alberto, Jurandir, Dias e Rildo; Clodoaldo, Rivelino e Pelé; Paulo Borges, Toninho e Abel.

Diante das presenças ilustres nas cadeiras de honra do Maracanã, Pelé marcou o seu, o 900º de sua carreira (o milésimo viria no ano seguinte, no mesmo estádio, contra o Vasco). A seleção paulista venceu o jogo por 3 a 2: Toninho e Carlos Alberto Torres marcaram os outros gols, enquanto Roberto e Paulo Cezar Caju, então ídolo do Botafogo, descontou para os anfitriões.

Com a vitória, deu-se o tão aguardado encontro entre Pelé e Elizabeth, com Philip e o presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), João Havelange, ao lado. Ao ser apresentada ao camisa 10, a Rainha teria dito, segundo os jornais da época. “Eu sei. Já o conheço de nome e me sinto muito feliz em cumprimentá-lo.”

Esta, no entanto, não foi a primeira presença de Philip em um estádio brasileiro. Seis anos antes, em 1962, desta vez sem a presença da esposa, o duque de Edimburgo assistiu à partida entre Santos, de Pelé, e Palmeiras, no Pacaembu. Mesmo não sendo um grande fã de futebol, ele certamente curtiu o espetáculo: 5 a 3 para o Peixe, com dois gols do Rei.


Lamento de Pelé - O mundo se despediu nesta quinta-feira da Rainha Elizabeth II, monarca mais longeva da história do Reino Unido, aos 96 anos. Nas redes sociais, o Rei Pelé lamentou o falecimento da britânica. Os dois se encontraram em 1968, em um amistoso realizado no Maracanã.

"Sou um grande admirador da Rainha Elizabeth II desde a primeira vez que a vi pessoalmente, em 1968, quando ela veio ao Brasil testemunhar nosso amor pelo futebol e conheceu a magia do Maracanã lotado. Alguns anos depois, generosamente ela me condecorou com a Ordem do Império Britânico, a mais alta honraria do país", começou Pelé.

"Seus feitos marcaram gerações. Este legado durará para sempre. Neste dia triste, compartilho essa memória com todos vocês e envio a minha mensagem de carinho e minhas preces para a família real britânica e a todos amigos do Reino Unido", completou o ex-jogador.

A partida se deu entre as seleções paulista e carioca, e na época, Elizabeth II já estava há 16 anos no reinado. Pelé, por sua vez, já era uma estrela do futebol e tinha duas Copas do Mundo na bagagem. O Rei do Futebol também compartilhou a imagem do encontro.

O técnico Zezé Moreira e os seus dois títulos uruguaios pelo Nacional

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Zezé Moreira foi um dos grandes treinadores brasileiros

Um dos grandes treinadores do século passado completa 24 anos da sua morte. Alfredo Moreira Júnior, mais conhecido como Zezé Moreira, que nasceu no dia 16 de outubro de 1908 e morreu no dia 10 de abril de 1998. O técnico e ex-jogador fez grande história no Brasil, mas também no Uruguai, ganhando dois títulos nacionais pelo Nacional.

A primeira passagem dele pelo Uruguai foi em 1963, quando ele saiu do Palestino foi para o Nacional e lá fez história. No primeiro ano, o técnico já conseguiu conquistar o elenco e mudar a filosofia do grupo. O time tinha um comportamento ofensivo, diferente da essência uruguaia.

Em 1963 o técnico conquistou seu primeiro título Nacional no Uruguai, com 15 vitórias, um empate e duas derrotas, mas mesmo com o bom trabalho ele deixou o clube. Zezé saiu do clube e ficou sem time por um ano,. até assumir o Vasco. O técnico ficou três temporadas no Brasil e logo depois retornou ao Uruguai.

Em 1968 ele voltou ao clube pelo qual fez história, mas também queria continuar o bom trabalho que deixou. Ele conseguiu, voltou e ajeitou o time, fazendo uma boa equipe para a competição Nacional novamente.

A equipe ajeitada pelo treinador conseguiu grandes resultados, começou o campeonato muito bem, mas não conseguiu o título. Na segunda temporada, o técnico manteve a equipe e sua forma de jogar e isso ajudou o elenco a fazer  um campeonato mais regular.


Em 1969, o técnico fez o time manter a regularidade por mais tempo e com isso conseguiu conquistar o título Nacional mais uma vez. Zezé manteve a base do time e trouxe alguns reforços pontuais para poder melhorar o time e com isso conquistou muito bem o título, de forma invicta, com 16 vitórias e quatro empates.

Há 54 anos, Corinthians encerrava tabu contra o Santos pelo Paulistão

Foto: arquivo

Comemoração em um dos gols

Há exatos 54 anos, o Corinthians venceu o Santos por 2 a 0 no estádio do Pacaembu e colocou fim a um período de 11 anos sem vencer o rival pelo Campeonato Paulista. No dia 06 de março de 1968, diante de 43.977 pagantes, o Corinthians enfrentou a equipe da Vila Belmiro pelo primeiro turno no campeonato estadual.

Comandada pelo técnico Lula, a equipe corinthiana entrou em campo com um onze inicial formado por: Diogo; Osvaldo Cunha, Ditão, Luís Carlos e Maciel; Édson Cegonha, Rivellino, Buião, Paulo Borges, Flávio e Eduardo.

Depois de um primeiro tempo truncado, a segunda etapa reservou o melhor para a Fiel. Aos 13 minutos, Paulo Borges acertou um chutaço de fora da área e fez explodir o Pacaembu. Atrás no placar, o Santos de Pelé passou a pressionar o Timão.

Mas o ímpeto dos visitantes foi contido aos 31 minutos. Flavio recebeu a bola dentro da área, cortou o marcador arrumando a bola pra perna direita e bateu com força. Corinthians 2x0 Santos e fim do tabu em campeonatos estaduais. De 1957 a 1968, o Corinthians ficou sem derrotar o rival da baixada santista pela competição estadual.


Diferente do que muitos acham, o tabu da equipe corinthiana contra o Santos perdurava apenas pelo Campeonato Paulista. Neste período, o Timão derrotou o rival em quatro oportunidades. Em 1958, 1960 e 1961, o Timão venceu o Santos pelo Torneio Rio-São Paulo e em 1962 pela Taça São Paulo. Assim, o período em que Corinthians ficou sem vencer o Santos independentemente da competição, foi apenas de 16 de junho de 1962 a 6 de março de 1968.

Quando o Rei do Futebol encontrou a Rainha da Inglaterra no "Palácio" Maracanã

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Rainha Elizabeth II e o Rei Pelé

Em 10 de novembro de 1968, o Maracanã recebeu duas realezas ao mesmo tempo. No jogo entre Seleção Carioca e Paulista, vencido pelo time bandeirante por 3 a 2, a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, que estava visitando o Rio de Raneiro, encontrou-se com Pelé, o Rei do Futebol. Neste dia, o "Maior do Mundo" acabou virando um "Palácio".

O time paulista tinha como espinha dorsal o Santos, e até o uniforme se assemelhava a equipe do Peixe, já os Cariocas aturanram todos de azul. Logo no início da partida percebia que os jogadores estavam levandando a série, e não apenas como um amistoso.

O primeiro gol saiu logo no começo da partida, com uma falha da zaga do time carioca, e a bola sobrou para Pelé que tocou para o Toninho abrir o placar. E os jogadores foram comemorar em frente a tribuna onde a Rainha estava. O Rei não deixaria de marcar o dele em um jogo tão especial para ele, e marcou após um passe de Rildo, na conta oficial seria o gol 900 do jogador.

A equipe carioca não deixou barato também, e conseguiu diminuir o placar após uma furada do Jairzinho, o "Furacão do Botafogo", e sobrou para Roberto finalizar e marcar. O time paulista mesmo vencendo queria mais, e conseguiu, Carlos Alberto Torres deu um belo passe para Ademir da Guia, que tocou para Toninho, mas o atacante sofreu falta enfrente a área. O futuro lateral do capitão do tri, bateu a falta e mandou para o fundo das redes, ampliando a vantagem, mas no próprio jogo o lateral foi expulso após uma falta em Paulo Cesar Caju.

Na própria falta sofrida, Caju cobrou e dominou para a seleção carioca, mas não adiantou muito, pois o jogo terminou 3 a 2 para os Paulistas. Quando acabou o jogo, Pelé e Gerson foram para as tribunas de honra cumprimentar a Rainha e levantar o troféu de vencendor. O protocolo foi alterado nesta partida, o troféu que iria ser entregue pelo presidente da CBD, na época João Havelange, deixou para que Elizabeth II entregasse para os capitães.


Com um público de aproximadamente 100 mil pessoas, junto com a visita ilustre da rainha, puderam ver um grande espetáculo de futebol. Os jornais da época informaram que o Rei Pelé estava um pouco fora de forma, mas isso não o impediu de fazer uma bom jogo.

As finais do Palmeiras na Copa Libertadores

Por Kauan Sousa
Foto: arquivo

O Palmeiras na final da Libertadores de 1961, contra o Peñarol

Na tarde do próximo sábado, dia 30, o Palmeiras disputará a sua quinta final da Libertadores da América. O time palmeirense vai em busca do segundo título, em jogo contra o Santos, no Maracanã. As outras aparições do Palmeiras na final da competição foram em 1961, 1968, 1999, ano em que foi campeão e 2000.

O ano de 1961 foi marcado pela presença de um clube brasileiro na final da Libertadores pela primeira vez, o Palmeiras enfrentou o uruguiao Peñarol, campeão do ano anterior. Na primeira partida, o time uruguaio venceu por 1 a 0 e na partida de volta as equipes ficaram no empate por 1 a 1, decretando assim o Peñarol bicampeão da América, contra um Palmeiras que contava com craques como o goleiro Valdir de Morais, Djalma Santos e Juninho Botelho.

Em 1968, em sua segunda final da Libertadores, após eliminar o Peñarol na semifinal, o Palmeiras perdeu o título para o Estudiantes da Argentina. No jogo de ida sendo disputado na Argentina, o time da casa venceu por 2 a 1, na volta a partida aconteceu no Pacaembu e o Palmeiras venceu por 3x1 com dois gols marcados por Tupãzinho e um por Rinaldo. Como a regra era diferente da atual, aconteceu uma nova partida de desempate em campo neutro, dessa vez o jogo foi no Uruguai e a equipe Argentina venceu por 2 a 0, tornando-se campeã daquela edição.

Campeão - Em 1999, após bater duas vezes na trave, enfim o Palmeiras foi campeão da Libertadores. Campeão da Copa do Brasil no ano anterior, o Palmeiras se classificou para disputar a competição. Comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o alviverde passou da primeira fase como vice líder, atrás do seu rival Corinthians. Nas oitavas de final, eliminou o Vasco e nas quartas, eliminou o Corinthians, após cada um ter vencido uma partida por 2 a 0, levando assim a decisão para os pênaltis, com um destaque para o Goleiro Marcos. Na semifinal foi a vez de eliminar o River Plate da Argentina.

Na final o Verdão enfrentou o Deportivo Cali, da Colômbia. No jogo de ida os colombianos venceram por 1 a 0 e na volta o Palmeiras venceu por 2 a 1, assim levando a decisão para os pênaltis e sendo campeão. O time campeão tinha em seu elenco grandes nomes como Marcos, Roque Júnior, Júnior, Zinho, César Sampaio, Alex, Evair.


No ano seguinte, o Palmeiras voltou a disputar a final da Libertadores pela quarta vez. Em busca do bicampeonato, o alviverde passou da primeira fase na liderança de seu grupo, eliminou o Peñarol nas oitavas de final, em disputa de pênaltis, nas quartas de final deixou o Atlas do México pelo caminho e o Corinthians na semifinal, mais uma vez nos pênaltis. Na final o sonho do Bi, ficou pelo caminho após dois empates contra o Boca Juniors é uma derrota nos pênaltis, no estádio do Morumbi.

Agora, pela quinta vez na final, o Palmeiras buscando o segundo título da Libertadores, enfrentando o Santos, neste sábado, dia 30, às 17 horas, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em partida única. Em caso de empate no tempo normal, haverá prorrogação e, se insistir a igualdade, a definição do campeão será nas penalidades

Os títulos estaduais do Piauí EC

Foto: Ademir Danilo / Revista Placar

Os campeões de 1985 - Em pé: Cícero, Sansão, Toreca, Ari, Galloti e Raimundo
Agachados: Catita, Sima, Xavier, Geraldo José e Hélio Baiano

Neste 15 de agosto de 2020, o Piauí Esporte Clube, agremiação que leva o nome de seu estado está completando 72 anos de fundação. O Enxuga Rato tem cinco títulos piauienses em sua história, o tetracampeonato entre 1966 e 1969 e o último em 1985.

Sem dúvidas que a maior era do Piauí foi nos anos 60. Antes, uma equipe que não fazia frente aos grandes do estado, em 1960 foi vice-campeão, repetindo o feito em 1961. Porém, o melhor viria na segunda metade da década.

Em 1966 conquistou o primeiro título de Campeão Piauiense, sob a presidência de Pedro Rocha e direção técnico de Ênio Silva, além do diretor de Futebol Reinaldo Ferreira, derrotando o Flamengo nas finais. Vitória por 4 a 0 e empate de 1 a 1.


O time campeão: Batista; Tuica; Nonato II; Aluísio e Chico; Nonato Leite e Pila; Quinha, Carrinho (Barbosa), Dunga e Sanega. O campeão Manuelzinho estava contundido e não jogou as finais. Mas o Piauí ainda continuaria a marcar sua história no futebol local.

Nos anos de 1967, 1968 e 1969, o Piauí conquistou mais três títulos de campeão. Era um legítimo tetracampeão e o penta ficou por um tris, já quem em 1970 foi vice-campeão. Ainda na década de 60, conquistou grandes vitórias na Taça Brasil e no Torneio Nordestão.

Na década de 70 e no início dos 80, o Enxuga Rato entrou em uma decadência. Porém, tudo mudaria em 1985. Sob a Presidência de João Gualberto Franco, o Piauí montou um grande time, com nomes que ficaram conhecidos, como o de Sima, o grande artilheiro da história do futebol estadual, chamado por muitos de "O Pelé do Piauí".


Pois naquele ano o Piauí, mesmo tendo perdido a final do Torneio Início, nos pênaltis, para o Flamengo, foi passando por todos os adversários e na final bateu o mesmo Flamengo e ficou com o título, o primeiro desde o tetracampeonato, 16 anos depois.

Depois do título de 1985, o Piauí nunca mais conseguiu repetir o feito. Foi vice em 1987, 2005 e 2014, além de outras boas campanhas, ficando entre os quatro primeiros. Porém, a torcida ainda tem fé que um título estadual voltará para as mãos do Enxuga Rato.

Em 1968, Gérson marcava o gol 1000 da Seleção Brasileira

Por Lucas Paes
Foto: arquivo

Gerson foi o autor do gol 1000 da Seleção Brasileira

A Seleção Brasileira é provavelmente a maior expressão do futebol no mundo inteiro. Conhecidos pelo jogo bonito, maiores campeões da Copa do Mundo e donos de uma tradição impar no esporte, os Canarinhos já escreveram diversas páginas na história do esporte bretão. No dia 12 de junho de 1968, há exatos 52 anos, o Brasil marcava diante do Uruguai, em uma vitória por 4 a 0, no Maracanã, em jogo válido pela Copa Rio Branco, o milésimo gol da Canarinho.

O duelo foi disputado no Maracanã, onde 18 anos antes a mesma Celeste Olímpica havia protagonizado o episódio mais triste da história do futebol brasileiro. Naquele dia, porém, a partida decidia a Copa Rio Branco, um torneio amistoso entre uruguaios e brasucas disputado esporadicamente entre 1931 e 1976. Treinador por Aymoré Moreira, os canarinhos eram favoritos naquele dia.

E os brasileiros sequer demoraram para pular a frente. Aos 8 minutos, Jairzinho, o Furacão, deu um passe espetacular para Paulo Borges marcar o gol, frente a frente com Bozzano. O primeiro tempo, porém, terminou apenas com esse gol, deixando o jogo apreensivo para a segunda etapa, que poderia mostrar uma reação do Uruguai.

Só que a etapa complementar foi um completo atropelo do Brasil. Logo aos 4', Rivelino cobrou falta e mandou uma bomba, Bozzano deu rebote e Tostão tocou para o gol vazio. O terceiro e histórico gol, o milésimo da Seleção Brasileira, surge numa linda jogada coletiva que começou com o próprio Gérson, o Canhotinha de Ouro, que usava a camisa 10 naquele dia, recebeu de Paulo Borges, tabelou e recebeu frente a frente com o arqueiro celeste, tocando com categoria no cantinho e ampliando o marcador para 3 a 0. O feito histórico ocorreu já aos 38', perto do final da partida.


Ainda deu tempo de fazer mais um. Aos 44 do segundo tempo, Gérson, em dia iluminado, colocou na área e o sempre matador Jairzinho marcou o quarto e último gol do duelo. Com o resultado, o Brasil foi campeão da Copa Rio Branco de 1968. A vitória foi apenas mais uma das várias goleadas que o futuro campeão mundial de 1970 aplicaria naquele período, uma época de ouro para o futebol brasileiro, que se refletia em campo.

Autor do milésimo da seleção, Gérson ainda seria um dos pilares do eterno tricampeonato dois anos depois. Aquele foi um dos 13 gols que o canhotinha marcou pela seleção. A marca era apenas um presságio do quanto aquela equipe faria ainda na história do esporte bretão, desde o Maracanã até o México.

Santos FC - O primeiro time a usar estrelas no Brasil

Por Gabriel Santana / Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: divulgação Santos FC

As duas estrelas acima do escudo do Santos passaram a ser usadas a partir de 1968

As duas maiores conquistas da história do Santos são os títulos que correspondem ao Bicampeonato Mundial de 1962 e 1963. Esses troféus são os que mais brilham em nosso lindo museu, o Memorial das Conquistas. Eles possuem luz própria, como as estrelas. E em 1968, cinco anos após o bi mundial, eles foram eternizados no uniforme santista exatamente como as estrelas, brilhando acima do escudo com as suas próprias luminosidades.

No dia 23 de maio as estrelas foram introduzidas no uniforme pela primeira vez, em um amistoso festivo diante do Boca Juniors, da Argentina. E no dia 26 de maio, oficialmente, elas estavam na camisa santista na partida diante do América de São José do Rio Preto, pelo Campeonato Paulista.


O festivo jogo entre Santos e Boca Juniors aconteceu na Vila Belmiro, e serviu também para comemorar o bicampeonato paulista de 1967/1968. Antes da partida foram entregues as faixas de bicampeão, além de um desfile de bandas e a apresentação do novo uniforme, com as duas estrelas acima do escudo. O Peixe acabou perdendo a partida por 1 a 0, gol de Rojas.

Três dias depois o Santos entrou em campo novamente, dessa vez pelo Campeonato Paulista de 1968, já com o título assegurado na rodada anterior. O Alvinegro enfrentou o América no Estádio Mario Alves Mendonça, em São José do Rio Preto, e acabou derrotado por 3 a 1.


Toninho Guerreiro marcou o único tento santista, e Marco Aurelio, Cabinho e Gildo anotaram para a equipe do interior. O Alvinegro, escalado pelo técnico Antoninho, entrou em campo com Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo (Geraldino); Mengálvio e Negreiros (Orlando); Kaneko, Douglas, Toninho e Edu.

Estrelas pioneiras - No Brasil não há nenhum registro de que algum clube tenha utilizado estrelas nos uniformes homenageando títulos antes das duas estrelas em alusão ao bicampeonato mundial do Santos. Após o Peixe “lançar moda”, outros clubes fizerem o mesmo na década de 1970.


A Seleção Brasileira também só começou a utilizar as estrelas acima do escudo da CBF depois do Santos. Em alguns amistosos, no segundo semestre de 1968, a Seleção canarinho passou a usar duas estrelas em homenagem ao bi mundial conquistado em 1958 e 1962. Em 1971 a Seleção passou a usar, oficialmente, três estrelas, em homenagem ao tricampeonato mundial conquistado em 1970.

Vitória de virada sobre o Palmeiras garantia ao Santos bi paulista em 1968

Por Gabriel Santana, do Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo SFC

Pelé conduzindo a bola no jogo realizado no Parque Antarctica

Em um domingo, 19 de maio de 1968, mesmo faltando três rodadas para o fim do campeonato, o Santos venceu o Palmeiras por 3 a 1, de virada, em pleno Parque Antarctica, e conquistou o décimo primeiro título estadual de sua história, mantendo a hegemonia na década de 1960.

Para levantar o troféu naquela rodada o Peixe dependia de sua vitória e do tropeço do Corinthians, o segundo colocado. O alvinegro da capital realmente foi derrotado, pelo Botafogo, em Ribeirão Preto, por 1 a 0, e os santistas puderam comemorar a conquista no Parque Antarctica.

O time corintiano foi o que mais se aproximou de disputar o título com o Peixe. Chegou a quebrar um tabu de 11 anos ao vencer o Clássico Alvinegro por 2 a 0, mas no segundo turno a equipe santista deu pouca chance ao rival. Ao final da última rodada o Santos terminou com 11 pontos à frente do vice-campeão.


O jogo do título - Dirigido pelo técnico Antoninho, o Santos foi a campo com Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Lima e Clodoaldo; Toninho, Douglas, Pelé e Edu. Já o adversário, formou assim: Maidana, Djalma Santos, Baldochi, Minuca e Jorge; Julio Amaral e Zequinha; Suingue, China, Cabral (Moraes) e Gildo, comandados pelo técnico Alfredo González.

O primeiro tempo iniciou com o time da Vila Belmiro em cima dos donos da casa. Criou diversas oportunidades para abrir o marcador logo no inicio, mas não concluiu a gol, e o primeiro tempo terminou 0 a 0.

No início do segundo, o Palmeiras surpreendeu e marcou logo a um minuto, com China. O time de Vila Belmiro não se incomodou com o tento sofrido e teve uma rápida reação. Edu, em uma linda cobrança de falta deixou tudo igual, aos 9 minutos.


O Alvinegro continuou em cima da equipe da casa, e aos 15 minutos virou o marcador. Pelé fez uma magistral jogada e colocou a bola no fundo das redes do goleiro Maidana. Aos 21 minutos, Toninho Guerreiro marcou o terceiro gol do Santos.

Arbitrada por Roberto Goicochea e perante 16 176 pagantes, o Peixe faturou seu 11º título paulista. Dos nove campeonatos paulistas mais recentes, ou seja, desde 1960, o Santos havia sido campeão em sete oportunidades (1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967 e 1968), mostrando toda a sua supremacia no período.

Superioridade absoluta - O peixe disputou 26 partidas na competição. Venceu 22, empatou uma e perdeu apenas três. Teve o ataque mais positivo, com 71 gols, contra 46 do Corinthians, a defesa menos vazada (22, contra 28 do vice) e o melhor saldo de gols (49, contra 18).


Toninho Guerreiro foi o autor de 19 gols, sendo o artilheiro do Peixe na campanha (o artilheiro do campeonato foi Téia, da Ferroviária, com 20 gols). Pelé fez 17 gols, Edu e Douglas outros nove, Carlos Alberto Torres marcou sete, Negreiros, Lima e Clodoaldo foram responsáveis por dois gols cada, e Rildo e Kaneko marcaram um gol cada um. Ainda houve dois gols contra a favor do Peixe, marcados por Fernando (São Bento) e Severo (América).

Joel Camargo foi o único que participou de todas as 26 partidas disputadas pelo Santos. Destaque também para Cláudio, Ramos Delgado, Rildo, Lima e Edu, que fizeram 25 jogos.

Ao todo foram utilizados 24 jogadores. Além dos citados, os seguintes atletas entraram em campo na vitoriosa campanha: Douglas Franklin, Negreiros, Abel Verônico, Oberdan, Wilson, Mengálvio, Orlando Peçanha, Geraldino, Luís Werneck, Almiro, Pepe, Gylmar e Laércio.


Nova geração - Da equipe bicampeã do mundo em 1962-1963, os dois únicos titulares na campanha do Paulista de 1968 eram Pelé e Lima. Pepe, Mengálvio e Gylmar ainda estavam no elenco, mas não eram frequentes nas partidas.

Atletas novos, como Joel Camargo, Edu, Douglas Franklin, Clodoaldo, Negreiros e Kaneko foram peças fundamentais na campanha vitoriosa. Aliados a Cláudio Mauriz, Ramos Delgado, Rildo, Carlos Alberto Torres, Toninho Guerreiro e Abel, um novo elenco estava sendo consolidado para também deixar seu nome na história do Alvinegro mais famoso do mundo.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Mengálvio afirmou que a “molecada” era realmente muito boa e que o Santos ficaria bem servido nos próximos anos.

A boa passagem de Sanfilippo pelo Bahia

Sanfilippo teve passagem muito boa pelo Bahia

Completando 85 anos neste dia 4 de maio, José Sanfilippo foi um dos maiores atacantes que a Argentina já produziu em suas "canteras." Dono de grande poder de finalização e de grande habilidade, foi rei no San Lorenzo, onde é um dos, se não o maior jogador da história do Ciclón. Já no final de sua carreira, em 1968, Sanfilippo veio jogar no Brasil, primeiro pelo Bangu e depois uma grande passagem pelo Bahia.

O atacante argentino não teve boa passagem pelo Bangu e acabou desembarcando em Salvador para tentar fazer os gols para o Tricolor. Caiu rapidamente nas graças da torcida, mostrando muita qualidade e grande faro de gol mesmo já com idade avançada. Foi apenas no ano de 1970 que ele conseguiu ajudar o Bahia a conquistar um título, fazendo inclusive três gols na final diante do Itabuna.

No ano seguinte, ajudou novamente o Bahia a conquistar o campeonato estadual, mas teve uma frustração com a presidência do clube, que lhe havia prometido o cargo de técnico. Ídolo da torcida, acabou deixando o clube para voltar ao San Lorenzo. Ficou apenas com a conquista de dois campeonatos baianos, mas marcou seu lugar no coração do torcedor do Bahia.

No total, jogou 71 jogos e marcou 48 gols pelo tricolor baiano. Ainda passaria novamente pelo San Lorenzo antes de encerrar a carreira de jogador. Acabou não virando treinador como planejado após se aposentar, ao contrário do que havia planejado. Chegou a jogar novamente ainda no final da década de 1970 pelo Atlético San Miguel.

Já mais velho, em 2010, Sanfilippo voltou a aparecer como treinador dos atacantes do San Lorenzo. Pouco depois chegou a ser treinador do Deportivo La Punta, das divisões inferiores da Argentina. Hoje, aos 85 anos, vive um merecido descanso, ficando para sempre na memória das torcidas da maioria dos times que jogou, incluindo nisso o Bahia.

Toninho Guerreiro - O pentacampeão paulista

Fotos: arquivos Santos FC e São Paulo FC

Toninho emendou cinco títulos estaduais seguidos entre as passagens por Santos e São Paulo

Um dos maiores centroavantes que o Brasil teve nas décadas de 60 e 70, Toninho Guerreiro marcou época vestindo as camisas de Santos e São Paulo. Seus gols por ambas as equipes que ele atingiu uma marca que nenhum outro jogador da história do futebol profissional paulista conseguiu: ser pentacampeão estadual, pois ele emendou um tri do Peixe com um bi do Tricolor.

Antonio Ferreira nasceu no dia 10 de agosto de 1942, em Bauru. Ele chegou a Santos em 1962, aos 20 anos, depois de disputar o Campeonato Paulista pelo Noroeste, de sua cidade natal, e anotado 17 gols. Toninho estreou pelo Peixe em 16 de fevereiro de 1963, contra o Vasco da Gama, no Maracanã. A partida, válida pelo Torneio Rio-São Paulo, terminou empatada em 2 a 2, com dois golaços de Pelé.

Porém, aquela era a época do auge da dupla Pelé e Coutinho e ninguém imaginava que o centroavante vindo de Bauru iria conquistar seu espaço. Porém a raça demonstrada nos treinos, que o fez ganhar a alcunha de "Guerreiro", os gols que fazia quando tinha chance e queda da forma física de Coutinho fizeram com que Toninho tornasse a nova dupla de ataque de Pelé no Peixe.

Fez dupla com Pelé no Santos FC

Assim, a partir da segunda metade dos anos 60, ele se tornou o camisa 9 do Santos e começaria a atingir uma interessante marca. Bicampeão paulista em 1964 e 1965, Toninho Guerreiro virou um dos grandes do Peixe no tricampeonato de 1967, 1968 e 1969.

A última partida de Toninho Guerreiro no Santos ocorreu em 24 de junho de 1969, quando marcou também um de seus gols mais importantes. Ao aproveitar o rebote do goleiro após uma falta cobrada por Pelé, Toninho Guerreiro fez o gol solitário que deu o título da Recopa Mundial ao Santos diante da Inter de Milão, no Estádio San Siro.

O técnico João Saldanha o convocou para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa de 1970, no México. No entanto, ele foi cortado daquela seleção que apresentou o melhor futebol entre todas as Copas. O motivo alegado foi uma sinusite. Segundo os médicos da seleção, ele teria problemas com a elevada altitude do México. Porém, há uma tese de que o presidente mineiro Emilio Garrastazu Médici, na época da ditadura militar, pressionou para que Dario, do Atlético, fosse convocado. Zagallo teria cedido e trocou os centroavantes. Toninho jogou duas partidas pela seleção canarinho em 1969 e marcou quatro gols.

Depois do Santos, Toninho Guerreiro foi para o São Paulo, que estava em uma fila desde 1957, muito por causa da construção do Morumbi, e com seu estádio já concretizado, queria voltar aos títulos. O Tricolor Paulista "foi às compras" e trouxe diversos jogadores para fortalecer o seu elenco, como o meia Gerson e o próprio Toninho. A equipe ficou com um time forte.

Foi importantíssimo no São Paulo

E agora vem a marca interessante: Já tricampeão pelo Santos, ele foi peça importantíssima do São Paulo, que conquistou os Paulistas de 1970 e 1971, fazendo com que o centroavante atingisse uma marca pessoal fenomenal: na era profissional, ele é o único jogador pentacampeão estadual. Em sua ótima passagem pelo São Paulo FC, Toninho atuou em 170 jogos (80 vitórias, 51 empates, 39 derrotas) e marcou 85 gols.

O jogador deixou o São Paulo em 1972, depois de ser artilheiro do Campeonato Paulista pela terceira vez. Com 31 anos, teve breve passagem pelo Flamengo e pelo Operário de Mato Grosso do Sul antes de encerrar a carreira em 1974, pelo Noroeste de sua cidade natal.

Toninho Guerreiro faleceu de derrame cerebral, na Capital Paulista, em 26 de janeiro de 1990, aos 47 anos. No Alvinegro Praiano, time que vestiu a camisa em 368 oportunidades, ele marcou 279 gols, o que o coloca como o quarto artilheiro da história do clube, atrás apenas de Pelé, Pepe e Coutinho.

Tim e o titulo argentino invicto com o San Lorenzo em 1968

Por Lucas Paes

Elba de Pádua Lima, o Tim, marcou a história do San Lorenzo com um titulo nacional invicto

A Argentina e o Brasil são, no futebol, países intimamentes ligados por uma rivalidade fortíssima dentro das quatro linhas. Imensos expoentes do futebol sul-americano, prezando ambos pelo jogo bonito, porém de formas diferentes, como diferenças entre o Tango e o Samba. Só que as vezes, quando há um comandando um time no país do outro, a música tem uma nota refinada, como o bater de um bumbo junto a nota de um violino. Logo depois do sucesso de Osvaldo Brandão no Independiente, foi a vez de Tim, histórico jogador da Seleção Brasileira, entrar na história do San Lorenzo. 

Parte da primeira grande Seleção Brasileira em Copas do Mundo, que jogava um futebol encantador nos idos de 1938, Tim foi tão grande como técnico como foi como jogador. Porém, sua maior conquista não viria em terras tupiniquins. Em 1967, foi contratado pelo San Lorenzo para fazer com que o que havia sobrado do bom time dos "caras sujas" conseguisse tirar o Ciclón da fila. Até então, os cuervos tinham apenas três títulos na era profissional, tendo um curioso tabu de conquistarem um título a cada 13 anos. Tim seria responsável por mudar isso de maneira histórica.

Junto a Albrech, zagueiro de imensa categoria defensiva e excelente batedor de pênaltis e Telch, meia parte do time dos caras sujas, existiam nomes como o bom goleiro Buttice, Rodolfo Fischer, que seria artilheiro da equipe, Sergio Villar, lateral uruguaio que chegou naquele ano e virou praticamente uma divindade do Ciclón, entre outros. Tim tornaria o bom time um verdadeiro esquadrão, que iniciaria tempos gloriosos no San Lorenzo. Prezando pela relação honesta com seus jogadores e menos rigoroso que Brandão, marcou a vida de muitos daquele time.

O Metropolitano de 1968 teve formula curiosa. Onze times em cada grupo, turno e returno dentro dos grupos e duas datas de jogos intergrupos, geralmente clássicos (San Lorenzo e Huracán e River e Boca, por exemplo, estavam separados). O San Lorenzo abriu a campanha metendo 5 a 1 no Atlanta, fora de casa e mostrando a que viria. Foram 14 vitórias e oito empates na primeira fase, incluindo vitórias contra o Boca em La Bombonera (2x1), goleadas contra Ferro Carril e Atlanta e uma vitória aguda para cima do Racing por 3 x 0. Depois desses números, veio a semifinal contra o River Plate.

Tim comemora com seus atletas em Nuñez

Jogada no Cilindro de Avellaneda, a semifinal viu uma partidaça do Ciclón diante dos Millonarios. A vitória do time de Boedo veio por 3 a 1, antes de enfrentar na decisão o Estudiantes de La Plata, onde figurava La Bruja Verón, pai de Juan Sebastian Verón e outro craque da família. Na final, disputada no Monumental, foi de La Bruja o gol de abertura do marcador do bom time Pincharrata. Veglio deixou tudo igual ja na metade do segundo tempo. A virada veio com um chute espetacular de Fischer de longe, que deu a taça ao San Lorenzo. 

Foi o primeiro título invicto da história do Campeonato Argentino na era profissional. Tim acabou deixando o San Lore pouco depois da conquista, após uma sequência ruim de resultados. Porém, isso não manchou a história que ele havia construído no Gasómetro. Tim foi o segundo e último brasileiro campeão argentino como treinador. Algo que Jorge Sampaoli que fazer o inverso, um argentino sendo campeão brasileiro.

51 anos da "lambreta" do Kaneco

Com informações do Centro de Memória e Estátistica do Santos FC
Foto: reprodução Jornal A Tribuna

Kaneco reproduzindo o lance para o Jornal A Tribuna

Dos dribles que entraram para a história do Santos, um dos mais lembrados ocorreu em uma noite de sábado, 9 de março de 1968, quando o ponta-direita Kaneco protagonizou um dos mais lances mais bonitos realizados na Vila Belmiro.

O Santos já vencia o Botafogo de Ribeirão Preto por 2 a 0, quando, aos seis minutos do segundo tempo, o jovem descendente de japoneses, nascido no Rio de Janeiro, avançou pela direita e aplicou uma carretilha, ou lambreta, em Carlucci, lateral da equipe do interior. Na sequência da jogada, Kaneco tocou para Toninho Guerreiro marcar, de calcanhar, o terceiro gol santista da noite.

A partida terminou com o placar de 5 a 1 para o Santos, com três gols de Toninho, um de Pelé e um de Negreiros. Márcio fez o gol do Botafogo. Apenas 5.227 pessoas viram a goleada e a carretilha de Kaneco na Vila Belmiro.

Além da imortal jogada do terceiro gol, Kaneco participou diretamente dos outros dois gols do goleador Toninho: do segundo e do quarto tento do Alvinegro. Em um deles, Kaneco sofreu pênalti, e no outro realizou outra bela jogada para o centroavante finalizar sem chances para o goleiro.

O incrível lance de Kaneco

A partida contra o time de Ribeirão Preto foi a sétima do Santos no Campeonato Paulista daquele ano. Ao final do certame, o Alvinegro sagrou-se mais uma vez campeão paulista, conquistando o décimo-primeiro título estadual de sua história.

O ponta-direita Alexandre de Carvalho Kaneco atuou pelo Santos nos anos de 1968 e 1970, totalizando 17 partidas. Seu único gol pelo Peixe foi marcado no dia 27 de março de 1968, o segundo da goleada de 5 a 2 sobre o São Paulo, no Morumbi. Kaneco faleceu em Santos em 18 de abril de 2017, aos 70 anos, vítima de câncer.

O Botafogo campeão da Taça Brasil de 1968

Por Diely Espíndola

A decisão contra o Fortaleza, que deu o título de campeão da Taça Brasil ao Botafogo
(foto: acervo Rui Moura)

É de concordância nacional que o Botafogo da década de 60 foi um dos maiores times que o Brasil já viu em campo. Nomes como os de Garrincha, Nilton Santos e Didi são alguns dos que compõem os registros históricos da época nos arquivos do Glorioso e na memória dos torcedores. Foi na década de 60 que o clube conquistou o seu primeiro título nacional, a Taça Brasil de 1968, décima e última edição da competição que seria uma das mais expressivas da era de ouro do Botafogo. O interessante porém, é que ainda que a edição seja a de 1968, a competição só terminaria oficialmente em 1969. 

A competição contava com os campeões estaduais pelo Brasil, o que significava que a cada ano a Taça Brasil só poderia ser disputada após o fim das competições regionais. Em 1968 o calendário de jogos sofreu uma alteração que atrasaria o cronograma das federações estaduais, o que causou um atraso na disputa da competição nacional, que só começaria em agosto. No entanto, muitas das competições estaduais ainda não haviam acabado, e seus campeões ainda não haviam sido definidos. O que foi o caso do Botafogo, que só estrearia na Taça Brasil em dezembro. 

Ainda que tardia, a participação do Botafogo na competição foi gloriosa. No jogo de estreia o Alvinegro enfrentou o Metropol no Maracanã, e o placar foi de 6 a 1 para o Botafogo. Seria o começo de uma longa e cansativa, porém vitoriosa jornada para o Glorioso.



À época, não existia disputa por pênaltis. Caso em dois jogos não houvesse vantagem de uma das equipes, era forçado um terceiro jogo. Na primeira fase, o Botafogo encarou o catarinense Metropol e venceu o primeiro jogo. Na segunda partida, o Fogão foi derrotado por 1 a 0, e o último e decisivo jogo deveria ser, pelo regulamento, no mesmo estádio do segundo jogo, a casa do Metropol.

O calendário porém determinava que o jogo seria numa quarta à noite, e o estádio não tinha condições de iluminação para uma partida noturna. A Confederação Brasileira de Desportos, que organizava a competição, determinou que o jogo deveria acontecer em Florianópolis, longe de Criciúma, cidade do Metropol, que não aceitou jogar longe de sua torcida. Após meses de impasse de datas e locais entre CBD e Metropol, a confederação determinou que o jogo deveria acontecer no Rio de Janeiro. 

O Botafogo entrava em campo com desfalques, tendo alguns de seus jogadores em amistoso pela Seleção, e para dificultar a partida acontecia sob forte chuva. Aos 15 minutos da segunda etapa o árbitro encerrou a partida por considerar que não havia condições de jogo. O placar estava em 1 a 1, resultado que por saldo de gols classificava o Botafogo. No entanto a partida não teve validade por não ter sido encerrada, e deveria ser remarcada. Mas o Metropol não esperou a nova data e voltou para Santa Catarina, mas a caminho de casa descobriu que a CBD havia remarcado a partida para o dia seguinte, no Rio de Janeiro, e por W.O o Botafogo se classificava para a fase final da Taça Brasil. O próximo adversário do Glorioso seria o Cruzeiro, e o vencedor enfrentaria o Náutico. Na outra chave, Palmeiras enfrentaria o Fortaleza, e o vencedor enfrentaria o Santos.

Reportagem sobre o título

Mas devido a tantos adiamentos e confusões de calendário, Palmeiras e Santos se retiraram da competição, o que classificaria automaticamente o Fortaleza para a final. Para que isto não acontecesse, a CBD mexeu nas chaves e transformou os jogos em semi finais, sendo Botafogo x Cruzeiro e Náutico x Fortaleza. Botafogo e Fortaleza foram os classificados para final, que agora seriam disputadas em ida e volta. 

No primeiro jogo, empate em 2 a 2. O Botafogo novamente perdia importantes peças de seu elenco para a seleção. Mas como os botafoguenses dizem, “se não é sofrido não é Botafogo”. O alívio só viria mesmo na última partida. 

No jogo de volta, em outubro de 1969, o Botafogo mostrou na prática porque era um dos maiores clubes do país. O Alvinegro sofreu dois pênaltis não marcados e perdeu um de seus craques, Jairzinho, para uma lesão. Ainda assim, o Glorioso venceu o Fortaleza por 4 a 0, e com toda tranquilidade e superioridade, o Botafogo sem deixar dúvidas de seu merecimento, se sagrava o grande campeão da Taça Brasil.

Em 1968, a Rainha da Inglaterra 'curvou-se' ao Rei do Futebol

Por Lucas Paes

Rainha Elizabeth II e Pelé: nobres em suas áreas

A Inglaterra é o país inventor do futebol. Assim como no Brasil e em diversos outros países, o esporte entra em diversas camadas da sociedade e no caso dos ingleses até na nobreza. Em 1968, surpreendendo ao mais desavisados, a Rainha Elizabeth II teve como um de seus pedidos, ao vir ao Rio de Janeiro, conhecer o Rei Pelé.

Apesar de não ser exatamente fanática, a Rainha tem lá sua admiração e respeito pelo esporte bretão. Em 1968, Pelé já era uma celebridade mundial e tinha fãs em diversos locais do mundo. Para atender ao pedido real, as federações paulista e carioca organizaram um amistoso entre as seleções dos dois estados.

Foi com esse contexto que o príncipe Phillip e a rainha Elizabeth II conheceram o Maracanã naquele 10 de Novembro. O time paulista era baseado no Santos FC enquanto os cariocas tinham a espinha dorsal no Botafogo. As 85 mil pessoas presentes ao Maracanã foram privilegiadas com um jogaço, o que era esperado antes mesmo de a bola rolar.

Cenas da partida

A equipe paulista venceu por 3 a 2. Segundo fontes da época, o Rei do Futebol estava fora de forma, mas marcou um dos gols. Já no finzinho do jogo, o eterno Capitã Carlos Alberto Torres cedeu a faixa para Pelé, para que o atleta do século pudesse receber a taça das mãos reais. 

Após o jogo, o rei Pelé acabou sendo "coroado" com o troféu pela rainha Elizabeth II, que está viva até hoje, sendo a que mais tempo ficou no cargo em toda a história do Reino Unido. Aquela não foi a única honraria dele com a Inglaterra. Em 1997, ele recebeu a medalha de Cavaleiro do Império Britânico, o que o tornaria Sir Pelé (ou Edson), caso ele fosse nascido em terras inglesas.

De herói à carrasco - Jogo do quebra tabu colocou Lula na história do Corinthians

Por Lucas Tavares

Lula no banco, dirigindo a equipe corintiana. Responsável pelo tabu e pelo fim dele

Na próxima segunda-feira, dia 6, completam 49 anos da vitória histórica do Corinthians sobre o Santos no estádio do Pacaembu. O jogo foi marcante, pois a equipe alvinegra da Capital não ganhava do então time de Pelé havia 11 anos (22 partidas), e foi apelidado “jogo do quebra tabu”. Com gols de Paulo Borges e Flávio, o Timão bateu o Santos por 2 a 0, em partida válida pelo primeiro turno do Campeonato Paulista de 1968.

Entre diversos protagonistas do jogo, um que se estivesse vivo, completaria 95 anos exatamente ontem, dia 1º de março, o técnico do Corinthians Luiz Alonso Pérez, o Lula (1922-1972). Extremamente competente, conseguiu derrotar o então time do momento. Porém, lembramos que o mesmo comandante foi o que formou justamente o grande time do Santos, com Pelé e Cia., entre 1955 e 1966, no possivelmente maior time do Santos de todos os tempos.

Será que a experiência dirigindo a equipe santista tenha ajudado Lula a derrotar seu ex-time? Será que com suas dicas, o zagueiro Luís Carlos Galter anulou a principal arma do Santos, Pelé? Será que os gols feitos foram dicas do técnico, sobre falhas da equipe santista? Fato é que 10 anos de Vila Belmiro fizeram com que ele aprendesse os caminhos mais curtos até a pequena área do goleiro Cláudio.

O fim do tabu foi noticiado pela imprensa

De herói à carrasco, Lula virava destaque na quebra do tabu que ele mesmo ajudou a construir. Especula-se que Lula deixou o Santos após desentendimento com Pelé, boato não confirmado. Pouco valorizado na época, o fez subir a Serra e ir parar no Parque São Jorge. Não conseguiu títulos, mas entrou para a história do Timão após esse jogo.

Para quem pensa que foi moleza, se engana. A partida estava empatada até os 13 minutos do 2º tempo, até que então, com um belo chute pela esquerda, o atacante Paulo Borges abriu o placar no clássico. E aos 31 minutos, em uma rebatida da zaga, Flávio fecha a conta com um tiro firme para vencer o goleiro santista. Após isso, o time apenas esperou o árbitro argentino Roberto Goicochea encerrar o jogo para comemorar. A torcida invadiu o campo e os jogadores foram tratados como heróis, como se tivessem ganho um título, todos seguiam gritando “com Pelé e Edu, quebramos o tabu”.

Mesmo com a quebra do tabu contra o Peixe, o Timão ainda ficaria mais um tempo sem conquistar um título, que só viria no famoso Paulistão de 1977. Já o Santos... bem, mesmo perdendo aquele jogo para o Corinthians, o time conquistaria o estadual de 1968.

Flávio e Paulo Borges: os autores dos gols

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 X 0 SANTOS FC

Data: 6 de março de 1968
Local: Estádio do Pacaembu - São Paulo (SP)
Público: Não disponível
Renda: NCr$ 153.390,50
Árbitro: Roberto Goycochea (Argentina)

Gols
Corinthians: Paulo Borges, aos 13', e Flávio, aos 31'

Corinthians: Diogo; Osvaldo Cunha, Ditão, Luís Carlos (Clóvis) e Maciel; Édson Cegonha e Rivelino; Buião, Paulo Borges, Flávio e Eduardo - Técnico: Lula

Santos: Cláudio; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Joel (Oberdã) e Rildo; Lima e Negreiros; Kaneko, Toninho, Pelé e Edu - Técnico: Antoninho.

Galícia campeão baiano de 1968


Galícia, campeão baiano de 1968. Em pé: Dudinha, Roberto Oliveira,  Haroldo, Touro, Josias e Nelinho. Agachados: Nélson Leal, Chiquinho, Valtinho, Carlinhos Gonçalves e Telê.

O Campeonato Baiano na década de 1960 era um dos estaduais mais disputados do Brasil. Ao contrário dos dias atuais, onde praticamente Bahia e Vitória brigam pelo título, com algumas surpresas como o Colo-Colo de Ilhéus e o Bahia de Feira de Santana, naquela época vários times chegavam no certame com chances de título.

O Bahia dominou o início da década, ainda com a base do time campeão da Taça Brasil de 1959. Mas Ypiranga, conseguiu ser vice-campeão, Vitória, Leônico e Fluminense de Feira brigavam pelos títulos. Além destes clubes, o personagem deste post também levantou uma taça em 1968: o Galícia.

Clube da colônia galega de Salvador, o Galícia havia sido campeão em 1937 e o tricampeonato entre 1941 e 1943. A fila era longa, mas em 1967, o clube chegou a colocar a mão na taça. Campeão do primeiro turno. A equipe teve duas chances para vencer a competição, mas perdeu a decisão do segundo turno e do campeonato para o Bahia. Porém, este vice-campeonato credenciou o Galícia para ser um dos favoritos no ano seguinte. A torcida estava esperançosa, acreditando que o título viria depois de 25 anos.

Para o Campeonato Baiano de 1968, 14 times estavam na disputa, divididos, na primeira fase, em dois grupos de sete equipes. Os quatro melhores de cada lado iriam para um octogonal final, onde seria decidido o campeão.

Alguns dos jogadores campeões

No Grupo A ficaram Bahia, Botafogo, Conquista, Colo-Colo, Fluminense, Leônico e Vitória de Ilhéus. O Galícia ficou no Grupo B, ao lado de Bahia de Feira, Flamengo de Ilhéus, Itabuna, São Cristóvão, Vitória e Ypiranga.

Apesar do favoritismo, o Galícia ficou atrás do Vitória no primeiro turno, mas garantiu a vaga na fase final da competição com a terceira melhor campanha no geral. No Grupo B, além das duas equipes, classificaram Itabuna e Bahia de Feira. Já no Grupo A, passaram Bahia, Vitória de Ilhéus, Conquista e Fluminense de Feira.

No Octogonal, a situação se inverteu. Com vários jogos realizados em rodada dupla na Fonte Nova, o Galícia dominou a classificação, sendo seguido sempre pelo Fluminense de Feira e o Vitória. Mas quis o destino que na última rodada Galícia e Fluminense de Feira, primeiro e segundo colocados, se enfrentassem.

O Galícia estava com 18 pontos e apenas uma derrota em todo o octogonal. Já o Flu de Feira tinha apenas um ponto a menos. O jogo foi nervoso, com o Fluminense tentando a qualquer custo um golzinho, que lhe daria o título. Porém, o Galícia foi forte na defesa, conseguiu segurar o 0 a 0 e garantir o título.

Este foi o último título estadual da primeira divisão do Galícia, que só voltaria a decidir o título baiano nos anos de 1980, 1982 e 1985. Mas os seus torcedores guardam na memória a conquista da Taça de 1968,

Mais uma da grande equipe do Galícia

Ficha Técnica

Galícia 0 x 0 Fluminense 

Data: Domingo, 15 de setembro de 1968 
Local: Estádio Otávio Mangabeira, Salvador 
Juiz: Enivaldo Magalhães 
Renda (NCr$): 75.978,00
Público: 19.930 pagantes
Galícia: Dudinha; Roberto, Nelinho, Haroldo (Helio Nailon) e Touro; Josias e Chiquinho Nelson, Carlinhos,Ouri e Ricardo - Técnico: Enaldo Rodrigues.

Fluminense: Mundinho; Ubaldo, Sapatão, Mario Braga e Nico;Chinezinho e Merrinho; Messias (Veraldo), Pinheirinho, Delorme e Noel.

Garrincha no Flamengo

Na entrada em campo no jogo contra o Vasco

Após a Copa de 1966 e de sua saída do Corinthians, Garrincha tentou, sem sucesso, emplacar em várias equipes. Uma dessas tentativas teve início no final de 1968 e foi em um dos rivais do clube onde Mané brilhou, o Botafogo. É, o Anjo das Pernas Tortas passou pelo Flamengo.

Sua estreia pelo Rubro Negro foi no Maracanã, no dia 30 de novembro de 1968. E o cenário para o 'debut' era digno para o astro: o Clássico dos Milhões, Flamengo e Vasco, válido pela Taça Roberto Gomes Pedrosa. Porém, a estreia de Mané não foi feliz para o seu então novo clube e o Fla perdeu para a equipe de São Januário por 2 a 0. Ainda em 1968, no dia 10 de dezembro, Garrincha esteve em campo no empate em 2 a 2 contra o Atlético Mineiro.

Enfrentando o América

Durante a virada do ano, o Flamengo fez uma verdadeira operação para deixar Garrincha em forma, mas Mané conseguia dar suas escapolidas. O primeiro gol do jogador pelo Rubro Negro saiu em 19 de janeiro de 1969, em um empate em 2 a 2 contra o América. O Anjo das Pernas Tortas saiu do banco de reservas e fez um belo gol de falta.

Após o jogo contra o América, o Flamengo viajou para uma excursão passando pelo Suriname, Norte e Nordeste do Brasil. Foi nesta excursão que aconteceu os últimos gols de Garrincha pelo Rubro Negro. Ele marcou um tento nas vitórias contra Fast Club (2 a 0), Paysandu (3 a 0) e ABC (2 a 1).

Canal 100 que fala do Garrincha no Flamengo

Mesmo com os gols, o rendimento do jogador era aquém do esperado. Não era raro Garrincha ser visto bebendo durante a viagem, e isso prejudicava demais o seu desempenho. Além disso, Mané sofria problemas físicos, que já o perseguia desde os tempos de Corinthians, e ficava cada vez mais nítido que sua saída do clube da Gávea era questão de tempo.

Garrincha entrou em campo pela última vez com a camisa do Flamengo no jogo contra o Campo Grande. Depois ainda tentou jogar por vários clubes. Sua última chance com um número razoável de jogos foi no Olaria, em 1972. No total, Mané fez 20 jogos pelo Rubro negro, marcando quatro vezes, com 12 vitórias, quatro empates e o mesmo número de derrotas.
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