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Há 58 anos, Pelé e Garrincha jogavam seu último jogo juntos pela Seleção

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Pelé e Garrincha atuando pelo Brasil

O futebol em tempos recentes virou território dos trios. Em anos recentes, entraram para a história tríades como MSN (Messi, Neymar e Suaréz) e BBC (Bale, Benzema, Cristiano Ronaldo). Por muito tempo, porém, o futebol foi espaço de históricas duplas, de ataque e defesa que marcaram a história do esporte, que também ainda existem nos dias atuais, mas são minoria no esporte bretão atual. Porém, uma das duplas causou durante muito tempo calafrios em quem enfrentou a Seleção Brasileira. Há 58 anos, no dia 12 de julho de 1966, Pelé e Garrincha fizeram seu último jogo juntos.

O duo do Rei com o Mané foi um verdadeiro trem imparável em suas partidas pela seleção. Juntos, Garrincha e Pelé jamais perderam com a amarelinha e foram os principais nomes de um dos períodos mais célebres do futebol brasileiro no mundo. Desde seu primeiro jogo, em 18 de maio de 1958, contra a Bulgária, até a tarde do dia 12 de julho em Goodison Park, foram 40 jogos, 35 vitórias e apenas cinco empates na conta dos dois pela amarelinha.

Naquele dia, em Goodison Park, na cidade de Liverpool, o duelo valia pela estreia da Copa do Mundo de 1966. Bicampeão, o Brasil era um dos favoritos e duelava contra a Bulgária, curiosamente o mesmo adversário de seu primeiro jogo pelo time. No primeiro tempo, mesmo sem ser exatamente brilhante, o Brasil abriu o placar com um belíssimo gol de falta do Rei do Futebol, Pelé, aos 15 minutos da primeira etapa.


No segundo tempo, foi a vez de Garrincha marcar o seu, curiosamente também num belo gol de falta, aos 18 minutos do segundo tempo, fechando o placar e garantindo a vitória brasileira em Liverpool, triunfo que seria o único na decepcionante campanha mundialista de 1966. Nos outros dois jogos do mundial, a violência dos adversário seria responsável pelo fato de que os dois não entrariam em campo, com o Brasil perdendo os dois jogos e indo embora na primeira fase.

O Brasil voltaria a ser campeão do mundo em 1970, com o conhecidíssimo esquadrão que não tinha mais Pelé e Garrincha, mas tinha um quinteto que até hoje é lembrado como poesia pelo imaginário futeboleiro (Pelé, Tostão, Jairzinho Gérson e Rivelino). Garrincha, por sua vez, se despediu na derrota por 3 a 1 para a Hungria, ainda na Copa do Mundo de 1966.

Os gols de Jairzinho em Copas do Mundo pela Seleção Brasileira

Por Emerson Gomes
Foto: Reprodução

Jairzinho comemora gol na decisão de 70

Neste 25 de dezembro, dia de Natal, é aniversário de um dos grandes craques da história do futebol brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro nesta mesma data em 1944, Jair Ventura Filho, mais conhecido pelo apelido de Jairzinho, está completando 79 anos. Atleta de múltiplas qualidades e funções no ataque, o Furacão do Tri como ficou conhecido tem uma bela história na seleção, e em forma de gols relembraremos na data de hoje.

Jair estreou em Copas do Mundo em 1966, em uma campanha que todos gostariam de esquecer. O Brasil foi mal, e o Furacão não marcou nenhum gol, e viu a seleção ser eliminada após três partidas. Após a Copa, uma grave lesão ainda ameaçou a carreira do atacante, após fratura e uma refratura no seu retorno ao futebol, ele seria o primeiro atleta a submeter-se a um enxerto ósseo na derradeira tentativa para que ele voltasse a andar de maneira plena. O ponta, porém, voltou no segundo semestre de 1967 e desafiando até aos médicos, voltou a atuar em alto nível.

No Mundial de 1970, os brasileiros queriam apagar a má impressão deixada quatro anos antes, e com um elenco recheado de craques, a campanha foi arrebatadora. Na estreia, Jair marcou o terceiro e quarto gols da vitória sobre a Tchecoslováquia por 4 a 1. No segundo jogo, jogo difícil diante da Inglaterra, decidido com gol de Jairzinho, 1 a 0. No terceiro desafio, 3 a 2 sobre a Romênia, com o Furacão marcando o segundo para o Brasil.

Viriam as quartas de final, e o Furacão passou a ser decisivo e letal. Bola na rede fechando triunfo por 4 a 2 sobre o Peru. Na semi, o gol do desempate em vitória por 3 a 1 sobre o Uruguai. Na decisão, o terceiro gol do Brasil em goleada de 4 a 1 contra a Itália. Além de campeão, Jair foi o segundo colocado na artilharia da Copa de 70, com três gols a menos do que o alemão Gerd Müller. Mas o atleta teve uma marca até hoje não alcançada, marcando gol em todas as partidas de uma Copa do Mundo.


Mais experiente, Jair atuou ainda na Copa de 1974, em função diferente da ponta-direita que sempre foi sua melhor posição. Atuando como centroavante, o atleta ainda era muito útil e após duas partidas em branco, o Furacão abriu o placar nos 3 a 0 contra o Zaire, trilhando o caminho da classificação. Na segunda fase, Jair ainda marcou na vitória sobre a Argentina por 2 a 1, totalizando dois gols na campanha em que a Amarelinha terminou na quarta posição. 

Em 1974, ele se transferiu do Botafogo para o Cruzeiro para ser campeão da Libertadores de 1976. O Furacão defendeu a Portuguesa da Venezuela, o Noroeste de Bauru (SP), o Jorge Wilstermann (Bolívia), e o 9 de Outubro do Equador. Em 1981 retornou ao Botafogo onde encerrou a carreira de jogador.

O Bangu campeão carioca de 1966

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Alvirrubro conquistou o Campeonato Carioca de 1966

Neste mesmo dia em 1966, o Bangu se sagrou Campeão Carioca pela segunda vez em toda a sua história. O primeiro, havia sido em 1933, diante do Fluminense, em pleno Maracanã. Porém, 33 anos depois, o Bangu tornou a dar a volta olímpica diante da nação flamenguista.

O Alvirrubro conseguiu encaminhar a vitória logo na primeira etapa com uma vantagem de 2 a 0, através dos gols de Ocimar e Aladim. Aos três minutos do segundo tempo, foi a vez de Paulo Borges balançar as redes rubro-negras pela terceira vez no jogo.

Entretanto, a partida acabou não terminando após o tempo regulamentar. Isso porque, quando o confronto chegou a marca dos 26 minutos do houve uma grande confusão dentro do gramado. Após uma briga pesada entre Ladeira, atacante Banguense, e Paulo Henrique, lateral do Mengão, Almir Pernambuquinho ainda apareceu no entreveiro em meio a muitos socos e pontapés de atletas das duas equipes.


Esta confusão acabou obrigando o árbitro a entrar em ação e distribuir cartões vermelhos aos atletas. Este fato fez o duelo terminar de maneira antecipada, por falta de jogadores em campo.

Ao todo, o Flamengo teve cinco atletas 5 expulsos, enquanto o Bangu teve quatro. Com isso, o Bangu conquistou ali o seu segundo e último título estadual em seus 119 anos de história.

Elias Figueroa e sua passagem pelo Santiago Wanderers

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Elias Figueroa jogou no Santiago Wanderers por uma temporada

O ex-zagueiro chileno Elías Ricardo Figueroa Brander, popularmente conhecido apenas como Elias Figueroa, está comemorando o seu 77º ano de vida nesta quarta-feira, dia 25 de outubro de 2023. Ao decorrer da sua carreira, o atleta teve uma passagem não muito longa pelo Santiago Wanderers na segunda metade da década de 60.

Antes de chegar ao clube da capital chilena, o jogador já havia atuado como profissional no Unión La Calera, em 1964. Chegou aos Caturros em 1965 e permaneceu até o ano seguinte.

Conquistou o seu lugar no time titular e jogou com bastante regularidade ao longo da única temporada que jogou no Porteños. Segundo o site o ogol.com, Elias disputou 54 partidas, mas deixou a equipe sem conquistar nenhum título.


Na sequência de sua trajetória como jogador, Figueroa ainda jogou em clubes como Peñarol, Internacional, Palestino e Fort Lauderdale Strikers. Encerrou a carreira em 1982, depois de defender as cores do Colo Colo.

A história do goleiro Ubirajara com o Bangu

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ubirajara atuando no Bangu

Ubirajara Gonçalves Mota, que ficou mais conhecido na época que atuou pelo Flamengo como Ubirajara Mota, foi um dos bons goleiros formados no futebol brasileiro durante as décadas de 1950 e 1960. Dono de boa estatura e conhecido pelos ótimos reflexos, o carioca, que completaria 88 anos neste dia 4, tem entre os clubes que jogou uma grande história defendendo a meta do Bangu, onde fez parte inclusive de um time campeão do Campeonato Carioca.

Ubirajara começou no futebol no Deodoro Atlético Clube em 1950 e já em 1952 era goleiro da base do Bangu, chegando ao time de aspirantes no ano seguinte e estreando profissionalmente em 1956, quando substituiu Ernani, goleiro também conhecido do time de Moça Bonita. Entre idas e vindas aos aspirantes, se efetivou no time profissional alvirrubro a partir do ano de 1959, quando pegou a titularidade da meta.

Ubirajara fez parte de vários times fortes do alvirrubro, que já tinha na época a presença do lendário bicheiro Castor de Andrade em suas diretorias. Conta-se inclusive um causo onde o bicheiro entrou com revólver em campo após um pênalti marcado contra o Bangu, que depois teve um marcado a seu favor no mesmo jogo. Com o passar dos anos, Ubirajara não só era goleiro titular como capitão alvirrubro.

Em 1966, viveu seu grande momento com a camisa do time, quando era o goleiro titular do excelente time que conquistou aquele Campeonato Carioca. Aquele campeonato, inclusive, terminou devido a uma briga generalizada causada pelos dois times. O Flamengo já perdia de 3 a 0 a aquela altura e a bem da verdade não possuía qualquer chance de reverter o revés na decisão, que caminhava inclusive para uma goleada do Castor.


Essa conquista fez inclusive com que Ubirajara fosse parte da enorme comitiva de 47 jogadores que a CBD levou para a Copa do Mundo de 1966, mas acabou sendo cortado da lista final. Ubirajara deixou o Bangu em 1969, após 533 jogos defendendo a meta do time, sendo até hoje o recordista de atuações pelo clube. É m dos maiores ídolos da história do clube. Foi negociado com o Botafogo. 

Ele ainda atuou pelo Flamengo depois antes de pendurar as luvas e passar a trabalhar no ramo empresarial no resto de sua vida. Ubirajara nos deixou em 2021, aos 85 anos, devido a causas naturais do envelhecimento. 

A Inglaterra campeã da Copa do Mundo em 1966

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Inglaterra campeã da Copa do Mundo 1966

A Inglaterra inventou o futebol nos anos 1800 e a pura realidade é que nunca conseguiu ser uma força constante no futebol de seleções. O English Team só tem um título oficial ao longo de sua história e ele foi conquistado há exatos 57 anos, num abarrotado estádio de Wembley, diante da Alemanha Ocidental, quando os Three Lions conquistaram a Copa do Mundo, jogando dentro de sua casa numa vitória cercada de polêmicas.

A Inglaterra chegou a aquela Copa do Mundo como uma das favoritas, mas a grande força de quem se esperava muito era a atual bicampeã, a Seleção Brasileira. O English Team tinha nomes como Bobby Moore, Charlton, Hurst, Callaghan, Hunt e o goleiraço Gordon Banks. Comandado por Alf Ramsay, o English Team tinha grandes expectativas por jogar dentro de sua casa. 

A equipe inglesa, porém, não teve um grande começo. Jogando em Wembley, o time da casa ficou apenas no zero com o Uruguai em sua estreia. Na segunda rodada, gols de Charlton e Hunt garantiram a vitória diante do México, também em Wembley e também venceu a França pelo mesmo placar no Estádio de Wembley, com dois do matador Hunt. 

No mata-mata, que contava com o desfalque do Brasil, eliminado após a bagunça que foi a preparação e todo o aspecto que envolveu aquele mundial, o time da casa pegou a Argentina e sofreu muito no jogo das quartas de final, vencendo por 1 a 0 com um gol solitário de Hurst (não Hunt) a apenas 12 minutos do fim do jogo. Na semifinal, os ingleses tiveram pela frente a forte seleção portuguesa e venceram por 2 a 1, graças a atuação primorosa de Charlton, que fez os dois gols do English Team. Eusébio fez o gol luso.


Na decisão, quem pulou a frente foi a Alemanha, com Haller, logo aos 12 minutos. A Inglaterra não demorou muito a empatar, com um gol de cabeça de Hurst. Peters fez o segundo aos 33' do segundo tempo, porém, a um minuto do fim, Weber empatou. Na prorrogação, aconteceu um dos lances mais polêmicos da história do futebol, quando o bandeirinha confirmou gol no chute de Hurst que não tinha entrado, aos seis minutos. Sem conseguir sucesso na pressão, os alemães viram ainda Hurst marcar mais um para garantir a taça.

O título é até hoje o único da Seleção Inglesa no futebol profissional masculino. Recentemente, o English Team perdeu para a Itália em casa a chance de sua primeira Eurocopa. Atualmente, apesar de ter um dos times mais fortes do planeta, os Three Lions ainda não conseguiram igualar os feitos dos heróis de 1966. 

Há 57 anos, Pelé e Garrincha jogavam juntos pela última vez na Seleção Brasileira

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

A Seleção Brasileira em 1966

A Seleção Brasileira jamais perdeu qualquer partida onde Garrincha e Pelé nos vários anos em que estes dois ícones da história do futebol atuaram juntos com a camisa canarinho. Há 57 anos, no dia 12 de julho de 1966, em jogo válido pela estreia daquela Copa do Mundo, o time Canarinho venceu seu último jogo com os dois atuando juntos, em uma partida diante da Bulgária, no Goodison Park, em Liverpool, que em breve não será mais a casa do Everton.

O Brasil entrou na Copa do Mundo de 1966 como o grande favorito a conquista do terceiro título seguido. Contando com boa parte da base campeã nos dois anos anteriores, o time verde e amarelo, porém, havia passado por um processo meio complicado na convocação para a competição que acabaria por minar muito cedo a participação brasuca na competição. Na estreia, porém, o time jogou completo.

Naquele dia, o Brasil, como era de se esperar, deu pouquíssimas chances ao time búlgaro. Em cima desde o primeiro minuto do jogo, contou com um gol de Pelé para abrir o placar na partida, em um lance de bola parada. Foi o único gol do primeiro tempo, apesar do time brasileiro controlar completamente a partida diante de uma Bulgária que pouco conseguia oferecer de resistência ou de inspiração técnica.

Mesmo sem fazer exatamente um grande jogo, pelo menos considerando os padrões mostrados em 1958 e 1962, a equipe Canarinho chegou ao 2 a 0 com facilidade na etapa final contando justamente com gol de Garrincha, em outro lance de bola parada, aos 18 minutos da etapa final. A partir daí, o time brasuca só administrou a partida, mesmo mostrando um futebol de menor qualidade. Venceu com alguma tranquilidade ao fim da partida.

Aquela seria a última partida da dupla histórica de Pelé e Garrincha pela equipe brasuca. Nas partidas seguintes, a forma ruim de Garrincha acabou o tirando do segundo jogo diante da Hungria e no jogo seguinte os brasileiros pouco conseguiram fazer com Pelé sendo tirado de campo logo cedo em uma falta violenta cometida por um defensor português. Com apenas uma vitória e duas derrotas, o Brasil ficou pelo caminho na primeira fase.


Em números oficiais, Pelé e Garrincha atuaram em 30 jogos pela Seleção, com 26 vitórias e quatro empates do time brasileiro. Ainda houveram outras 10 vitórias que ocorreram em amistosos diante de combinados de regiões ou seleções ou mesmo clubes, que não contam para as estatísticas oficiais. A Copa do Mundo de 1966 foi a última competição de Garrincha na equipe, enquanto Pelé ainda faria parte do histórico selecionado campeão no México, em 1970. 

George Cohen, campeão do mundo em 1966, morre aos 83 anos

Com informações da AFP
Foto: arquivo

George Cohen na época em que defendeu a Seleção Inglesa

Campeão mundial com a Inglaterra em 1966, o lateral-direito George Cohen faleceu aos 83 anos de idade, anunciou nesta sexta-feira (23) o Fulham, clube que o ex-jogador defendeu por anos. "Todos no Fulham estão profundamente tristes ao saber da morte de um dos nossos maiores jogadores - e um cavalheiro - George Cohen", escreveu o clube de Londres em seu site.

Com 37 partidas pela Seleção Inglesa, Geroge Cohen foi titular em todos os jogos da Inglaterra na conquista de seu único título mundial, quando o país disputou a Copa do Mundo em casa em 1966, vencendo a Alemanha na decisão, em Wembley.

Ídolo do Fulham, o defensor jogou durante toda a sua carreira no clube de Londres. Foram 459 partidas entre os anos de 1956 e 1969, antes de uma lesão no joelho provocar sua aposentadoria no futebol. Uma estátua em sua homenagem foi inaugurada diante do estádio Craven Cottage em 2016.


Com a morte de Cohen, apenas dois titulares da conquista mundial de 1966 estão vivos, Geoff Hurst, de 81 anos, autor de três gols na final histórica contra a Alemanha (4-2), e Bobby Charlton, ídolo do Manchester United de 85 anos, sobrevivente de um acidente aéreo e um dos maiores artilheiros dos 'Red Devils Vermelhos' e da seleção inglesa.

Alfredo González - O argentino que comandou o Bangu no título carioca de 1966

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Alfredo González comandou o Bangu em 1966

Alfredo González nasceu em Bolívar, Buenos Aires, na Argentina, no dia 11 de novembro de 1915, e se tornou jogador e treinador de futebol. O argentino fez boa parte da sua história no futebol brasileiro, atuando e treinando grandes times, se tornando campeão em vários clubes e conquistou o título carioca pelo Bangu no dia 18 de dezembro de 1966.

Como treinador, Alfredo conseguiu ganhar um título importante pelo Bangu em 1966. O treinador já tinha conquistado títulos por outros clubes no futebol brasileiro como o Internacional, Santa Cruz e Náutico. Todos foram títulos estaduais e ele já tinha uma grande experiência no futebol brasileiro.

Depois do título no Náutico, que ocorreu em 1966 também, o treinador decidiu voltar para o Rio de Janeiro depois de alguns anos e para treinador o Bangu. Como jogador, ele teve passagens por grandes clubes no estado carioca e iria retornar para dirigir um novo time.

Ele voltou exatamente para comandar o time no campeonato estadual em busca de mais um título no seu currículo. O Bangu não era um dos grandes favoritos, mas corria por fora e tinha um time muito bem montado, com nomes não tão conhecidos, porém se entendiam dentro de campo.

O time tinha boas peças e com a chegada do técnico argentino, tudo começou a fluir mais naturalmente. A primeira fase da equipe foi muito boa, fez grandes jogos e tinha um grande poderio ofensivo, tanto que, foi o time que teve o melhor saldo de gols desta fase. O Bangu conseguiu mostrar toda sua força e acabou em segundo lugar na primeira, atrás apenas do Flamengo, que venceu uma partida a mais e não sofreu nenhuma derrota.

A segunda fase também teve como os principais destaques o Flamengo e o Bangu, que continuaram protagonizando grandes jogos. Os dois times brigaram rodada a rodada em busca do título e nas últimas rodadas se enfrentaram para decidir o campeão da competição.

As duas equipes se mantiveram na ponta o tempo todo e por isso chegaram na rodada final brigando pelo título. Em um jogo único, os dois se enfrentaram e quem ganhasse se tornaria campeão da competição. A partida conteve momentos muito tensos, mesmo antes da bola rolar.

Na véspera da decisão, Almir jogador do Flamengo deu uma entrevista polêmica dizendo que não haveria volta olímpica no Maracanã, apenas se o Flamengo vencesse. As coisas faladas pelo jogador rubro-negro não pegou muito tempo e esquentou os nervos de ambos os times para a final.

A partida aconteceu no dia 18 de dezembro de 1966, no Maracanã, para mais de 140 mil pessoas. A partida foi muito pegada, mas o Bangu mandou no jogo e decidiu a partida rapidamente, fazendo três a zero é só esperando os minutos passar para comemorar seu segundo título estadual.


Porém, aos 26 minutos do segundo tempo, já com o Bangu vencendo por 3 a 0, Almir começou a agredir os jogadores adversários e a partida acabou virando um pancadaria, o que acabou manchando um pouco a grande decisão. Após foda briga, o juíz expulsou 5 jogadores do Flamengo e 4 do Bangu e por isso teve que enxere-se a grande decisão.

O Bangu levou o título para casa, mas não conseguiu dar a volta olímpica por conta da confusão. A equipe campeã contou com Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim, com o comando de Alfredo González.

Há 56 anos, Palmeiras conquistava o seu 15º Campeonato Paulista e impedia tri do Santos de Pelé

Com informações da Gazeta Esportiva
Foto: arquivo

O Palmeiras campeão de 1966

Dono de uma história recheada de títulos, o Palmeiras comemora aniversário de mais uma conquista especial nesta segunda-feira. Há exatos 56 anos, a Primeira Academia, de Ademir da Guia e companhia, assegurava o título do Campeonato Paulista de 1966.

A conquista ficou marcada, entre outras coisas, por ter impedido o tricampeonato consecutivo do Santos de Pelé, que já havia levantado a taça estadual em 1964 e em 1965. Pouco anos antes, o Alvinegro Praiano já havia faturado o tri consecutivo entre 1960 e 1962, tendo a sequência interrompida justamente pelo Palmeiras em 1963.

Liderados por um Ademir da Guia já mais experiente, os palmeirenses tiveram uma campanha sólida e chegaram ao 15º título paulista da história do clube. Assim, o Verdão se tornava o maior vencedor da história do torneio na época.

Em formato de pontos corridos, o Campeonato Paulista de 1966 foi disputado por 15 equipes. O Palmeiras chegou na reta final da competição comandado pelo técnico Mário Travaglini. Embalado por resultados positivos, o Verdão goleou o Comercial por 5 a 1, em duelo da antepenúltima rodada, no dia 7 de dezembro.

O título poderia vir com uma vitória simples no clássico contra o Corinthians, na rodada seguinte, no dia 11, mas a equipe rival levou a melhor. Ainda assim, a conquista foi sacramentada com antecedência, no dia seguinte.

Para evitar o título palmeirense, o Santos de Pelé precisava vencer a Portuguesa, em duelo disputado no Pacaembu. Contudo, a Lusa levou a melhor e venceu por 1 a 0. Com esse resultado, o Verdão não poderia mais ser ultrapassado pelo Alvinegro Praiano e ficou com o título paulista daquele ano.


Na rodada final, o Palmeiras recebeu as faixas em um clássico contra o São Paulo. Em campo, a equipe ainda fechou a campanha com chave de ouro, ao aplicar uma vitória por 3 a 0 sobre o Tricolor Paulista. Naquela conquista, o Palmeiras disputou 28 partidas e teve 20 vitórias, três empates e cinco derrotas. Foram 65 gols marcados e 31 gols sofridos.

Geoff Hurst e os três gols na final da Copa do Mundo de 1966

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Geoff Hurst foi o grande jogador da final da Copa do Mundo de 1966

Geoffrey Charles Hurst, mais conhecido como Geoff Hurst, nasceu em Ashton-under-Lyne, Reino Unido, no dia 8 de dezembro de 1940, fazendo história no futebol inglês e principalmente pela sua seleção. O atacante foi o herói do único título mundial inglês e também o único na história da competição a marcar três gols na decisão.

O atacante iniciou sua carreira profissional em 1959, com apenas 18 anos, atuando pelo West Ham, clube no qual ficou grande parte de sua carreira. Hurst desde o início já era convocado para a categoria de base da seleção, começou pelo sub-16 em 1959 e foi só progredindo,

O jogador fazia sucesso no futebol inglês, sendo uma grande estrela da sua equipe e mostrando todo seu potencial. Hurst decidiu grandes jogos pelo West Ham e ia a cada jogo se firmando mais no profissional. Em 1963, o atacante começou a ser chamado para a equipe profissional da seleção e começou a fazer parte do ciclo para a Copa do Mundo de 1966.

Hurst se firmou no time titular e se tornou a principal esperança de gol da seleção inglesa. A Copa de 1966 aconteceu na Inglaterra e todos tinham uma grande expectativa, pois a equipe tinha um bom time e entraria como uma das favoritas da competição.

Na primeira fase, a Inglaterra estava no Grupo A junto com Uruguai, México e França. Os ingleses se classificaram em primeiro lugar na chave, com duas vitórias e um empate. Nas quartas de finais, a Inglaterra enfrentou a Argentina e a partida foi muito complicada. O jogo foi muito pegado e sem grandes chances para os dois times, porém, na oportunidade que teve, Hurst conseguiu se decidir e marcou o gol da vitória aos 32 minutos do segundo tempo.

Já na semifinal, o time enfrentou Portugal, que seria uma partida complicada, pois o seu adversário tinha o artilheiro da competição e o melhor jogador do campeonato, que era o Eusébio. Porém, a Inglaterra conseguiu fazer um ótimo jogo, abrindo o placar na primeira etapa e consolidando a vitória no segundo tempo, garantiu a classificação para a decisão.

Na grande decisão, a Inglaterra enfrentou a Alemanha Ocidental, no Estádio Wembley, em Londres, com um público superior a 96 mil pessoas. A final foi muito agitada e com um grande equilíbrio, a Alemanha saiu na frente com Haller aos 12 minutos.

Logo na sequência a Inglaterra empatou com Hurst e o jogo ficou muito equilibrada. As duas equipes tiveram chances durante toda a final, mas algumas vezes ficaram com medo de arriscar. Aos 33 minutos, Peters virou a partida para os ingleses, mas aos 44 minutos, a Alemanha conseguiu o empate com Weber e levou o jogo para a prorrogação.


A prorrogação gerou uma grande polêmica e muitos dizem que mudou o rumo da decisão. Aos 6 minutos, Hurst chutou e a bola bateu no travessão, mas acabou quicando exatamente sobre a linha e o árbitro assinalou o gol para a Inglaterra. Com a desvantagem no placar, a Alemanha teve que se expor e isso prejudicou a equipe.

Com os alemães se expondo, a partida ficou com muitos espaços para a Inglaterra, que conseguiu aproveitar. Já no segundo tempo da prorrogação, aos 15 minutos, Hurst conseguiu um feito histórico, marcou mais um gol, consolidando o título e se tornando o primeiro e único jogador a marcar um hat-trick na final da Copa do Mundo.

Os jogos e gols de Jairzinho em Copas do Mundo pela Seleção Brasileira

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo


Jairzinho foi artilheiro da seleção marcando gols em todos os jogos

Nascido no Rio de Janeiro nesta mesma data em 1944, Jair Ventura Filho, mais conhecido pelo apelido de Jairzinho, está completando 77 anos de vida neste dia 25 de dezembro. Por este motivo, vamos relembrar os gols de um dos maiores ídolos da torcida do Botafogo pela São Brasileira em Copas do Mundo. O ponta de lança disputou os três mundiais que aconteceram entre 1966 e 1974.

Quando foi convocado pela primeira vez para defender o Brasil em uma Copa do Mundo, Jairzinho já estava com 22 anos e jogando muito bem com a camisa do Botafogo. Porém, a Seleção Brasileira não conseguiu fazer uma boa campanha e acabou sendo eliminada na fase de grupos da edição de 1966, sediada na Inglaterra. O time Canarinho, que defendia o título de campeão mundial em 1962, jogou três partidas. Estreou com uma vitória por 2 a 0 sobre a Bulgária, mas acabou saindo da competição após perder para Hungria e Portugal, ambos por 3 a 1. O jovem Jair não conseguiu balançar as redes adversárias nesta curta trajetória da equipe na competição.

Na Copa seguinte, a Amarelinha teria que dar uma resposta para toda a torcida brasileira e provar que aquela eliminação precoce no mundial de 1966 havia sido apenas um acidente de percurso. Desta vez, o torneio aconteceria no México e Jairzinho finalmente conseguiria brilhar com a camisa da Seleção.

Em 1970, ano do tricampeonato mundial do time Canarinho, Jairzinho foi o grande grande artilheiro da equipe ao marcar sete gols em seis jogos, três à menos do que Gerd Müller, que anotou 10 em toda a competição. Sua melhor marca no torneio foi logo na estreia, quando o Brasil enfrentava a Tchecoslováquia no estádio Jalisco, localizado em Guadalajara. O Furacão da Copa balançou as redes seleção europeia duas vezes. Nos confrontos diante de equipes como Inglaterra, Romênia, Peru, Uruguai e Itália, o atacante fez um gol.


O último mundial do Furacão da Copa defendendo o Brasil foi em 1974, quando o torneio foi disputado na Alemanha. Jairzinho passou a jogar fora de sua posição de origem, e atuou como centroavante. Com isso, o atacante não conseguiu repetir exatamente os mesmos números atingidos da edição anterior, mas ainda sim marcou três vezes em toda a competição. Nesta edição, a Amarelinha chegou até a disputa do 3º e 4º lugar, mas acabou sendo derrotado pela Polônia por um placar magro de 1 a 0.

Juntando os mundiais de 1966, 1970 e 1974 que Jairzinho defendeu a Seleção, o atleta participou de 16 jogos. No total, marcou 9 gols com a camisa do time Canarinho e foi um dos grandes responsáveis pela conquista do tricampeonato do Brasil em 1974.

Há 55 anos, Bangu conquistava seu segundo e último título carioca

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Jogadores do Bangu dando a volta olímpica em 1966

Há 55 anos o Bangu se consagrava campeão carioca pela segunda vez e foi a última que o clube venceu a competição. Em um campeonato muito regular, o Alvirrubro foi premiado com o título, vencido em um jogo conturbado contra o Flamengo no Maracanã no dia 18 de dezembro de 1966.

Com mais de 140 mil pessoas no Maraca, a pressão estava enorme, pois na Véspera do jogo, o jogador do Flamengo chamado Almir declarou que não haveria volta olímpica alguma no Maracanã, a menos que fosse do Rubro-Negro. E mesmo com o título do Bangu, o time não conseguiu dar a volta olímpica.

Aos 26 minutos do segundo tempo, o Bangu já vencia o jogo por 3 a 0, e o próprio Almir, sabendo que o título já estava praticamente nas mãos do adversário, começou a bater nos jogadores banguenses e acabou gerando uma pancadaria envolvendo os atletas.

Por conta da pancadaria, o árbitro Airton Vieira expulsou cinco jogadores do Flamengo e quatro do Bangu, tendo que encerrar a partida. A briga acabou manchando a grande final, e mais ainda os atletas Rubro-Negro. O título alvi-rubro carioca tem um valor muito grande, pois foi a última vez que um time não pertencente ao G-4 do Rio (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco) foi campeão Carioca.

Tirando a parte da pancadaria, quem foi ao estádio também viu o baile que o time do Bangu deu, vencendo o jogo por 3 a 0 e se sagrando campeão. Ocimar, Aladim e Paulo Borges (artilheiro do campeonato com 16 gols) foram os autores dos gols da partida. A campanha do alvi-rubro foi muito boa, no turno classificatório ficou em segundo lugar, apenas atrás do Flamengo. E no Turno final ficou em primeiro, a frente do Rubro-Negro com uma vantagem de 4 pontos.


O time do Bangu que disputou a final tinha: Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim. Foi esse o último time campeão carioca pelo Bangu. Aliás, uma curiosidade: campeão em 1933 e 1966, o Bangu chegou a fazer uma campanha sobre 1999, contratando até o já veterano Renato Gaúcho. Mas não deu certo.

Leivinha e sua passagem pela Portuguesa

Foto: arquivo

Leivinha defendeu a Lusa entre 1966 e 1971

João Leiva Campos Filho, o Leivinha, nasceu dia 11 de setembro de 1949, na cidade de Novo Horizonte (SP). Foi um meia habilidoso, que está na história do Palmeiras dos tempos da Academia, da Seleção, por ter marcado o milésimo gol da Seleção Brasileira, do Atlético de Madri, onde ganhou o apelido de “Príncipe”. Conhecido como um dos maiores cabeceadores do futebol brasileiro, ele começou a fazer sucesso na Portuguesa.

Esse é Leivinha que nasceu em Novo Horizonte, mas foi criado em Lins, onde iniciou sua trajetória no futebol, jogando pela Linense em 1965. E não demorou para receber oportunidades na equipe principal. Aos 15 anos já era um jogador profissional. As boas atuações do jovem geraram interesse do futebol da capital.

No ano seguinte, Leivinha foi contratado pela Portuguesa de Desportos. Foi uma surpresa para ele, afinal, ainda tinha 17 anos e um de profissionalismo. Quem o contratou foi o diretor Jorge Margy, que Leivinha o considera como um pai, pois lhe deu todo apoio quando chegou na capital paulista. Chegou ao Canindé em 16 de setembro de 1966. Fez um treino entre os titulares e marcou dois gols. Quatro dias depois, estava assinando o contrato com a Lusa por Cr$ 30 milhões e recebendo luvas de Cr$ 5 milhões.

Sua estréia com a camisa da Portuguesa, aconteceu no dia 12 de outubro de 1966, pelo Campeonato Paulista, na vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo. Estava começando a surgir o ataque ie-ie-ie com Ratinho, Leivinha, Ivair e Estéfano. Seu primeiro gol na Lusa foi marcado em 10 de novembro de 1966, no empate de 4 a 4 contra o Comercial de Ribeirão Preto. Dia 10 de junho de 1967, foi convocado pelo técnico Aymoré Moreira para integrar a seleção brasileira que iria disputar a Copa Rio Branco, mas não chegou a se apresentar porque precisou ser operado das amígdalas.


Em 1968, sob o comando de Aymoré Moreira, a Portuguesa realizou uma excursão pela Europa, tendo Leivinha como artilheiro com 12 gols, sendo que o mais bonito, foi o gol que marcou contra a Fiorentina, da Itália, no empate de 1 a 1. Sua última partida pela Portuguesa, aconteceu no dia 6 de setembro de 1970, quando a Lusa perdeu para o São Bento de Sorocaba, pelo Campeonato Paulista daquele ano. No dia 25 de fevereiro de 1971, foi vendido ao Palmeiras. Sua estréia com a camisa alviverde de Parque Antártica, foi no dia 14 de março de 1971, quando o Palmeiras goleou o Guarani por 4 a 0, pelo Paulistão daquele ano.

Há 55 anos, Brasil perdia de 3 a 1 para Portugal e era eliminado da Copa do Mundo

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Eusébio foi o grande destaque da partida e de Portugal na Copa do Mundo de 1966

Nesta segunda-feira, dia 19 de julho de 2021, completam-se 55 anos da trágica derrota por 3 a 1 do Brasil para Portugal no estádio Goodison Park em Liverpool, em partida válida pela última rodada da primeira fase do Mundial de 1966. Este fracasso traria uma grande pressão para cima da Seleção Brasileira na Copa de 1970.

Após vencer a Bulgária pelo placar de 2 a 0 na estreia da Copa do Mundo e perder para a Hungria pelo placar de 3 a 1, a equipe canarinho foi ao embate diante dos portugueses precisando de um triunfo para poder se classifica para a fase seguinte. Já a seleção portuguesa, que venceu os húngaros por 3 a 1 e a equipe búlgara por 3 a 0, foi para a partida com a classificação encaminhada para as quartas de final.

A Seleção Brasileira teve muitas dificuldades na partida e acabou sendo presa fácil para o time português, que contava com Eusébio, um dos maiores jogadores da história da seleção de Portugal. O primeiro gol dos europeus saiu aos 15 minutos em uma falha do goleiro Manga, que não conseguiu segurar a bola levantada em cruzamento do craque da Seleção das Quinas e ainda colocou a bola na cabeça de Antônio Simões, que desviou para o fundo das redes do Brasil.

Neste jogo, Pelé teve de encarar uma fortíssima marcação e sofreu muitas faltas duras. Por conta de duas entradas desproporcionais no mesmo lance, o camisa 10 da Amarelinha teve que deixar o gramado carregado. A imagem do craque brasileiro saindo de campo se tornou um retrato da história das copas. A partir deste momento, o craque brasileiro teria que partir para o sacrifício e ficar em campo, uma vez que a equipe não poderia mais fazer alterações.

Ainda aos 27' da primeira etapa, Coluna fez levantamento na área em jogada de bola parada, Torres conseguiu vencer a zaga brasileira subindo mais alto e e desviando para Eusébio, que mesmo marcado por Orlando, tocou de cabeça para o fundo das redes e ampliou o placar para a equipe lusa.

O tento brasileiro aconteceria apenas aos 25 minutos do segundo tempo com gol de Rildo, que invadiu a área e chutou no canto rasteiro esquerdo sem dar chances para o goleiro José Pereira fazer a defesa. Por conta da vitória da Hungria por 3 a 1 diante da Bulgária na partida simultânea ao confronto entre Portugal e Brasil, a Amarelinha tinha uma missão muito difícil: fazer 4 gols nos pouco mais de 20 minutos de jogo que ainda restavam.


Já nos minutos da partidas, o goleiro da seleção brasileira Manga ainda conseguiria fazer duas grandes defesas em finalizações do "Pantera Negra" Eusébio para impedir o terceiro tento luso. Mas aos 40 minutos, o craque português levou a melhor e conseguiu bater o arqueiro do Brasil ao acertar um belo chute. Ali, Portugal jogava a última pá de cal e despachava a seleção brasileira de volta para casa.

Ao final da partida, com o revés de 3 a 1, a até então bicampeã mundial Brasil se despedia de forma precoce da competição. Pelo outro lado, a Seleção Portuguesa chegou até as semifinais, mas acabou sendo eliminada pela anfitriã Inglaterra. Na disputa de terceiro lugar, contra a União Soviética, os lusos venceram por 2 a 1 e ficaram com um lugar no pódio da Copa. É até hoje o melhor desempenho histório de Portugal em um Mundial.

A passagem de Alfredo Di Stéfano pelo Espanyol

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Di Stéfano fez duas temporadas pelo Espanyol

Neste dia 4 de julho de 2021, Alfredo Stéfano Di Stéfano estaria completando 95 anos de idade se estivesse vivo. No fim de sua carreira como jogador de futebol profissional, o atacante argentino, que também atuou nas seleções colombiana e espanhola, jogou por duas temporadas na equipe do Espanyol de Cornellà de Barcelona.

Após ser revelado pelo River Plate e passar por clubes como Huracán (emprestado pelo River), Millionarios (na Liga Pirata Colombiana) e Real Madrid, clube que defendeu por 11 anos, Di Stéfano chegou ao Espanyol para jogar as suas últimas temporadas como atleta na metade de 1964. Neste período em que se transferiu para a equipe da Catalunha, o já experiente atleta já tinha 38 anos de idade.

Em seu primeiro ano defendendo as cores do time dos Pericos, o Di Stéfano atuou em 24 partidas na temporada 1964-1965 e contribuiu com a equipe marcando sete gols durante toda a campanha. Nesta edição do Campeonato Espanhol, a tabela colocou justamente um confronto entre Espanyol e Real Madrid na primeira rodada, com a partida acontecendo no Estádio Sarriá, em Barcelona. Nesta oportunidade, o time Merengue saiu vitorioso após o apito final com o placar de 2 a 1. No segundo turno, quando seu time iria ao Santiago Bernabéu para novamente enfrentar o time de Madrid no dia 3 de janeiro de 1965, Di Stéfano foi desfalque por conta de lesão. Ao final do campeonato, o Espanyol terminou na 11ª colocação na tabela de classificação e conseguiu se manter na elite do futebol espanhol.

Já no dia 17 de outubro de 1965, no campeonato nacional da edição 1965-1966, o atleta mais uma vez não enfrentou seu ex-time no mesmo Santiago Bernabéu, já que sua mão estava imobilizada por conta de uma nova lesão. Di Stéfano já tinha 39 anos de idade e já estava em sua última temporada como jogador de futebol profissional. Atuou em 23 partidas e fez 4 gols durante toda a campanha do Campeonato Espanhol e a equipe encerrou a temporada mais uma vez no meio da tabela de classificação, mas desta vez o Espanyol ficou 12º posto após a realização das 38 rodadas.


No total de toda a sua passagem pelo Espanyol de Barcelona, La Saeta Rubia somou 60 jogos e marcou 14 gols, juntando amistosos e partidas oficiais com a camisa do clube catalão. Ao final da temporada 1965-1966, Alfredo anunciou sua aposentadoria como jogador de futebol profissional com 39 anos de idade. Após encerrar a sua carreira de atleta, continuou trabalhando com futebol e se tornou treinador.

Foi então que, já fora do mundo futebolístico, Alfredo Di Stéfano foi vítima de um ataque cardíaco sofrido no dia 7 de julho de 2014, aos 88 anos de idade no Hospital Gregorio Marañón, localizado na cidade de Madrid. Até os dias de hoje, Don Alfredo é considerado um dos melhores futebolistas da história.

Os títulos estaduais do Piauí EC

Foto: Ademir Danilo / Revista Placar

Os campeões de 1985 - Em pé: Cícero, Sansão, Toreca, Ari, Galloti e Raimundo
Agachados: Catita, Sima, Xavier, Geraldo José e Hélio Baiano

Neste 15 de agosto de 2020, o Piauí Esporte Clube, agremiação que leva o nome de seu estado está completando 72 anos de fundação. O Enxuga Rato tem cinco títulos piauienses em sua história, o tetracampeonato entre 1966 e 1969 e o último em 1985.

Sem dúvidas que a maior era do Piauí foi nos anos 60. Antes, uma equipe que não fazia frente aos grandes do estado, em 1960 foi vice-campeão, repetindo o feito em 1961. Porém, o melhor viria na segunda metade da década.

Em 1966 conquistou o primeiro título de Campeão Piauiense, sob a presidência de Pedro Rocha e direção técnico de Ênio Silva, além do diretor de Futebol Reinaldo Ferreira, derrotando o Flamengo nas finais. Vitória por 4 a 0 e empate de 1 a 1.


O time campeão: Batista; Tuica; Nonato II; Aluísio e Chico; Nonato Leite e Pila; Quinha, Carrinho (Barbosa), Dunga e Sanega. O campeão Manuelzinho estava contundido e não jogou as finais. Mas o Piauí ainda continuaria a marcar sua história no futebol local.

Nos anos de 1967, 1968 e 1969, o Piauí conquistou mais três títulos de campeão. Era um legítimo tetracampeão e o penta ficou por um tris, já quem em 1970 foi vice-campeão. Ainda na década de 60, conquistou grandes vitórias na Taça Brasil e no Torneio Nordestão.

Na década de 70 e no início dos 80, o Enxuga Rato entrou em uma decadência. Porém, tudo mudaria em 1985. Sob a Presidência de João Gualberto Franco, o Piauí montou um grande time, com nomes que ficaram conhecidos, como o de Sima, o grande artilheiro da história do futebol estadual, chamado por muitos de "O Pelé do Piauí".


Pois naquele ano o Piauí, mesmo tendo perdido a final do Torneio Início, nos pênaltis, para o Flamengo, foi passando por todos os adversários e na final bateu o mesmo Flamengo e ficou com o título, o primeiro desde o tetracampeonato, 16 anos depois.

Depois do título de 1985, o Piauí nunca mais conseguiu repetir o feito. Foi vice em 1987, 2005 e 2014, além de outras boas campanhas, ficando entre os quatro primeiros. Porém, a torcida ainda tem fé que um título estadual voltará para as mãos do Enxuga Rato.

Quando a Perdigão conquistou o Catarinense de 1966

Foto: arquivo
Com informações da Folha de Videira

Em pé: Pelé, Galego, Odenir, Osvaldo, Cigano, Cauby, Adi, Nilson, Arrepio, Pipe e Darcy
Agachados: Melão, Carioca, Zinho, Richetti, Serramalte, Barros, Valter e Torrado

Na história do futebol brasileiro não é raro um clube ser fundado por funcionários de alguma empresa e a agremiação acabar levando o nome da mesma. Em Santa Catarina, durante a fase dos grandes frigoríficos, também aconteceu este fenômeno e uma dessas equipes acabou tendo sucesso: a Perdigão conquistou o estadual de 1966.

A história da Sociedade Esportiva Perdigão havia iniciado em 1964 quando um grupo de apaixonados por futebol, encabeçados por Flávio e Fioro Brandalise se reuniu nas dependências da Perdigão para deliberar sobre a formação de uma nova equipe, que durou apenas cinco temporadas (1965 a 1969), mas gravou seu nome na história do futebol catarinense.

A primeira competição foi o campeonato municipal diante de tradicionais equipes do município, como Alvorada, Floresta e a Associação Atlética Videirense, que há muitos anos vencia o citadino. A conquista foi de maneira invicta, credenciando a Perdigão a disputar o campeonato catarinense daquele ano, integrando o zonal Oeste. As rudimentares rodovias, a maioria de terra, não foram obstáculo para a equipe de Videira. A delegação rubra viajava em duas Kombi. e chegou à quarta colocação do estadual.

A boa colocação na competição de estreia motivou o grupo e diretoria. Em 1966 nova conquista no municipal e mais uma vez a vaga no estadual. No Grupo B (Oeste) além, da Perdigão estavam: Comercial (Joaçaba), Sadia (Concórdia), Guarani (Xaxim), Vasco da Gama (Caçador), Guaycurus (Concórdia), Cruzeiro (Joaçaba) e Atlético (Chapecó). A Perdigão terminou em primeiro, com o Comercial em segundo, garantindo os dois para o quadrangular final diante de Almirante Barroso (Itajaí) e o Metropol (Criciúma), que era o grande bicho-papão no Estado (campeão cinco vezes na década de 60).


A primeira fase do estadual foi disputada no ano de 66, mas o quadrangular final iniciou apenas no dia 12 de março de 1967 quando a Perdigão recebeu o Almirante Barroso e fez 3 a 0 sem chances ao adversário. No dia 19 o jogo que foi considerado chave por todos os jogadores do elenco. A Perdigão foi até Criciúma enfrentar o Metropol e saiu de lá com um heróico 0 a 0. No dia 26 novo jogo no Luiz Leoni e mais uma vitória por 3 a 0, desta vez diante do Comercial.

Na abertura do returno do quadrangular final a Perdigão foi a Itajaí, mas voltou de lá com uma derrota por 2 a 0, recolocando o Barroso na disputa pelo título. No dia 09 de abril Videira parou para assistir o confronto diante do Metropol. Funcionários da Perdigão foram dispensados para acompanhar a partida e cerca de 12.000 pessoas foram ao Estádio Municipal Luiz Leoni ver a vitória por 2 a 0.

Na última rodada a Perdigão jogava no Estádio Oscar Rodrigues da Nova, em Joaçaba diante do Comercial, enquanto que em Criciúma se enfrentavam Metropol e Almirante Barroso. O scratch videirense liderava o quadrangular e dependia apenas de si para levantar o caneco.


O jogo começou movimentado e logo 11 minutos do primeiro tempo Barra Velha abriu o marcador para os joaçabenses, mas Zinho, artilheiro do estadual naquele ano, deixou tudo igual aos 43 do primeiro tempo. No segundo tempo muito equilíbrio e jogo duro até que Barra Velha, cobrando pênalti, fez o segundo do Comercial aos 24 minutos da etapa final. A apreensão tomou conta do elenco ao final do jogo, pois diferentemente dos dias atuais a comunicação não era tão ágil assim e não se sabia o resultado do outro confronto.

Lá em Criciúma Gama fez 1 a 0 para o Metropol aos cinco minutos de jogo, mas aos seis Ubirajara deixou tudo igual. A pressão do Almirante Barroso seguiu durante todo o jogo, mas a defesa do Metropol parecia intransponível. Aos 40 minutos da etapa final, em um contra-ataque, Idésio marcou o gol da vitória dos criciumenses e, consequentemente, o gol que garantiu o campeonato catarinense de 1966 para a Sociedade Esportiva Perdigão.

O Corinthians ganhando do São Paulo em 1966 com Garrincha fazendo gol

Por Raoni David / FPF
Foto: reprodução ESPN Brasil

Garrincha atuando pelo Corinthians contra o Tricolor. Marcou um dos gols do Timão

Manoel Francisco dos Santos fez apenas um gol em competições oficiais vestindo a camisa do Corinthians. Em 19 de março de 1966 ele marcava na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo no clássico ‘Majestoso’ válido pelo Torneio Rio-SP daquela temporada. Ao todo, foram dois gols em 13 jogos. Os números, porém, pouco importam quando se trata de Garrincha, o ‘anjo das pernas tortas’.

Natural de Pau Grande, distrito de Magé, no Rio de Janeiro, ponta direita driblador, mágico e encantador, Garrincha iniciou a sua trajetória e construiu toda a sua história com a camisa do Botafogo, onde atuou entre 1953 e 1965. Neste período sua estrela transcendeu à solitária botafoguense e, pelos feitos com a camisa da Seleção Brasileira, virou ídolo nacional.

Importantíssimo na conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil, em 1958, na Suécia, foi fundamental no bicampeonato em 1962, no Chile. Sem Pelé, machucado desde a partida contra a Tchecoslováquia, Garrincha tomou para si o protagonismo da Seleção Brasileira. Com vasto repertório -fez gol de pé direito, esquerdo e dois de cabeça, algo incomum na carreira-, firmou-se como um dos grandes ídolos do país, entrando para a história do futebol brasileiro e mundial.

Salvador da Fiel? - Era este homem que o Corinthians contratava -quatro anos mais tarde- na esperança de quebrar o jejum de títulos que persistia desde a conquista do Campeonato Paulista de 1954, ano do IV Centenário de São Paulo. Desde o brilho na última Copa, porém, Garrincha sofria com contusões. Suas pernas tortas, exaltadas a cada drible, lhe custariam forte sobrecarga nos joelhos. Especialmente o esquerdo, perna de apoio para fintas e chutes.

Era preciso tratamento longo e intensivo para ter o craque ao menos com 70% de sua condição, algo que imaginavam fosse suficiente para que desequilibrasse. Mas a euforia da torcida corintiana pela chegada do ídolo deu lugar a ansiedade pela sua estreia e, consequentemente, pressão sobre comissão técnica e o próprio jogador, que pediu para atuar, contra o Vasco e seus adversários velhos conhecidos. No dia 2 de março, o time carioca venceu o Corinthians por 3 a 0, em pleno Pacaembu e péssima atuação de Garrincha. Tudo ficou pior no segundo jogo, sete dias depois: 5 a 1 para o Botafogo no Maracanã.


Os gols de Garrincha - Os dois primeiros jogos arrefeceram os ânimos, mas Garrincha ainda daria esperança em alguns. No dia 13 de março marcou na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em amistoso no Mineirão. Seis dias mais tarde, no Pacaembu, fez seu grande jogo com a camisa corintiana. Diante do bom time do São Paulo, que fazia boa campanha no torneio interestadual, Garrincha fez o primeiro gol alvinegro na vitória por 2 a 0 no clássico Majestoso. Seu único gol em competição oficial pelo time que se rebatizou desde a sua chegada.

Timão! - Empolgados com a chegada do ídolo, os corintianos cunharam o apelido ‘timão’ para a equipe montada pela diretoria naquela temporada. Garrincha fez mais alguns poucos jogos, mais perdeu do que ganhou jogando pelo ‘Timão’, mas brilhante como sempre foi, o apelido despretensiosamente dado ao time por sua causa, persiste até hoje.

Sem Garrincha, o Corinthians só voltaria a ser campeão em 1977 e após a passagem pelo time do Parque São Jorge, o ‘anjo das pernas tortas’ a ‘alegria do povo’, como ficou conhecido nos tempos em que brilhou no Maracanã, perambulou por diversas equipes -inclusive o Flamengo- até encerrar a carreira no Olaria do Rio de Janeiro, em 1972. Faleceu nove anos depois, em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose hepática, no Rio de Janeiro.

Os times profissionais nos 70 anos de Cubatão


A cidade de Cubatão completa 70 anos de emancipação político-administrativa neste 9 de abril de 2019. No futebol, a cidade sempre foi um celeiro de atletas, foi de lá que surgiram nomes como Pita, Claudio Adão e Milton Cruz. Porém, no profissionalismo, o município nunca teve grande destaque e em três oportunidades houveram tentativas de se ter um representante em competições da Federação Paulista de Futebol, mas em ambas não se teve continuidade.

O futebol de Cubatão teve seu auge no amador nas décadas de 60 e 70, quando times como o Comercial Santista e o EC Cubatão faziam frente aos melhores times na categoria, chegando a, inclusive, ter títulos regionais. Porém, ambos os clubes nunca se arriscaram no profissionalismo, deixando a cargo de AA Guimarães, em 1966, AA Cubatense, em 2005, e Real Cubatense, em 2017, as tentativas. Ambos jogaram apenas um ano e sempre no quarto escalão do estado. Vamos ver como foram as participações:

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA DOS GUIMARÃES
Campeonato Paulista da Terceira Divisão de 1966
Quarto escalão do futebol estadual

Equipe que disputou o campeonato em 1966
(foto: acervo Jair Siqueira)

Em 1966, a Federação Paulista de Futebol resolveu incentivar a profissionalização dos clubes no estado, principalmente em cidades que não estavam nas divisões acima. Com isto, a Terceira Divisão de 1966, equivalente ao quarto escalão do estado, teve o incrível número de 78 participantes! Entre eles estava a Associação Atlética dos Guimarães, de Cubatão, que havia sido fundada dois anos antes e resolveu se arriscar no profissionalismo, mesmo não sendo a grande equipe amadora da cidade na época.

A verdade é que o Guimarães não foi tão bem na competição. A inexperiência de se envolver no futebol profissional, mas a bagunça do próprio campeonato não fez tão bem ao Alviverde cubatense.  O título da competição ficou com o CA Ferroviário, de Araçatuba.

O Guimarães ainda disputou um torneio, no mesmo ano, contra as outras equipes da Baixada que jogaram a divisão, que eram o São Paulo de Itanhaém, São Paulo de São Vicente, Vila Souza e Itapema, ambos de Guarujá. O Guimarães até aplicou uma bela goleada de 5 a 0 sobre o time de Itanhaém, mas o título foi do São Paulo de São Vicente. Depois, a AA Guimarães nunca mais se arriscou no futebol profissional, indo jogar nos torneios amadores da cidade. Atualmente, o clube está inativo e sua sede abandonada.

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA CUBATENSE
Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2005
Quarto escalão do futebol estadual

A Cubatense no jogo contra o Jabaquara, em Cubatão
(foto: Fernando Martinez/Jogos Perdidos)

Depois de 39 anos, Cubatão voltou a ter uma equipe disputando um campeonato profissional. Com o apoio do governo municipal, que havia sido reeleito no ano anterior, foi fundada a Associação Atlética Cubatense, que se filiou à Federação Paulista de Futebol, adequou o Poliesportivo Roberto Dick e disputou a Segunda Divisão Estadual, equivalente ao quarto estágio, em 2005.

A Cubatense, que estava no Grupo 4, formado por times da Baixada, Vale do Ribeira, ABC e Capital, até que no início brigou pela zona de classificação, tendo vitórias importantes, como contra o São Bernardo FC, fora de casa, por 1 a 0, mas derrotas para os "vizinhos" Jabaquara e AD Guarujá tiraram qualquer chance de classificação. A despedida foi honrosa: venceu o Barcelona Capela por 2 a 1 como visitante.

O clube se licenciou na Federação Paulista de Futebol no ano seguinte, depois mudou de sede e nome, passando a se chamar Itapevi FC, indo para a cidade da grande São Paulo. Disputou competições até 2012 e novamente se licenciou.

ATLÉTICO REAL CUBATENSE
Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2017
Quarto escalão do futebol estadual

A equipe que venceu o São José, fora de casa, por 3 a 1
(foto: Victor de Andrade)

Mais doze anos e um novo representante do município no futebol paulista. O Atlético Real Cubatense se filiou em 2016, mas oficialmente sendo de Santos. Cubatão não tinha (como atualmente não tem) um local apto para receber partidas oficiais e a saída do novo clube foi se registrar na cidade vizinha, atuando no Estádio Espanha, do Jabaquara Atlético Clube.

A equipe esteve no Grupo 4 e teve certas dificuldades, como uma goleada por 6 a 0 sofrida para o Mauaense. Porém, uma vitória fora, por 3 a 1, sobre o São José, colocou a equipe na briga e ela chegou na última rodada com chances de classificação e estava passando de fase até aos 43' do segundo tempo, quando levou a virada do União Mogi e deixou a vaga na fase seguinte da competição escapar.

O Real Cubatense é o clube da cidade que teve o melhor papel em uma competição da FPF, quando chegou ao mata-mata do Sub-20 da Segunda Divisão Paulista. Depois o clube se licenciou, mas segue ativo, disputando competições de base da Copa Ouro da Associação Paulista de Futebol (APF) e ainda tenta voltar ao futebol profissional.
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