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Diretoria do Bangu divulga nota manifestando insatisfação com desempenho da equipe

Foto: Wandré Silva / @wandre_fotografia

Bangu perdeu no sábado para o Duque de Caxias

Depois da derrota para o Duque de Caxias, por 1 a 0, em pleno Moça Bonita, na noite de sábado, dia 24, pelo Cariocão A2 2025, a diretoria do Bangu tomou uma atitude inesperada, divulgando uma nota nas redes sociais manifestando sua insatisfação com o desempenho da equipe, principalmente nos jogos em casa.

Confira a nota:
"A diretoria do Bangu Atlético Clube vem a público manifestar sua insatisfação com o desempenho recente da equipe, especialmente pelas duras derrotas sofridas dentro de casa. Resultados como os que presenciamos não condizem com a história e a tradição do nosso clube, e tampouco serão tratados com normalidade.

Estamos cientes da responsabilidade que temos com a nossa apaixonada torcida e com o legado centenário do Bangu. Por isso, informamos que mudanças no elenco serão promovidas nos próximos dias. O momento exige reconstrução, comprometimento e entrega total em campo. Todo e qualquer desempenho abaixo do esperado será cobrado com a seriedade que o momento exige.

Reiteramos, no entanto, nossa confiança no trabalho do técnico Alfredo Sampaio. Acreditamos na sua capacidade de conduzir essa transição com firmeza e coerência. As alterações serão feitas a partir de decisões técnicas, sempre com o objetivo de fortalecer o grupo e recolocar o Bangu no caminho das vitórias.

A diretoria"


Campanha - O Bangu, que neste ano já foi rebaixado no Cariocão Série A e, pelo regulamento do futebol do Rio de Janeiro, joga a A2 na mesma temporada, até teve um bom início na divisão de acesso estadual, vencendo o Olaria, fora de casa, por 2 a 0.

Porém, em seguida, o time que é dirigido pelo experiente treinador Alfredo Sampaio, teve dois jogos em Moça Bonita e, diante de seu torcedor, não teve bons resultados: derrotas para o São Gonçalo, na quarta-feira, dia 21, por 2 a 0, e neste sábado, para o Duque de Caxias, por 1 a 0.


Zagueiro Felipe Soares celebra vitória do Bangu contra o Audax Rio

Foto: Alexandre Durão/Bangu AC

Felipe Soares foi novamente titular do Bangu na primeira vitória da equipe no Carioca

Na noite do último domingo (04), o Bangu visitou o Audax Rio e conquistou a sua primeira vitória no Campeonato Carioca. O alvirrubro venceu por 1 a 0, gol de Anderson Lessa. Com o triunfo, o Bangu chegou aos 4 pontos ganhos e respirou na tabela de classificação. O time ocupa a 10ª colocação. Titular da equipe, o zagueiro Felipe Soares celebrou a vitória e destacou a importância de sair com o resultado positivo.

“O nosso time já vinha fazendo bons jogos, mas, infelizmente, o resultado não estava acontecendo. Na partida contra o Audax, conseguimos fazer um bom jogo, todo o time esteve bem e conquistamos a vitória. Esses três pontos são muito importantes para a gente, porque traz mais confiança para todo o time”, disse.

Na próxima quarta-feira (07), o Bangu terá novamente um adversário direto na tabela. A equipe enfrentará o Volta Redonda. O Voltaço é o 9º colocado, com 7 pontos ganhos. Caso consiga a vitória, o alvirrubro encostou na equipe do interior e ficará com a mesma pontuação do adversário. Felipe Soares destacou a importância de mais um resultado positivo e afirmou que o time tem evoluído.


“Vamos ter mais um duelo direto pela frente, dessa vez, vamos jogar em casa e temos que fazer valer o nosso mando de campo. Essa última vitória, com certeza, será importante, mas precisamos entrar ligados e buscar o resultado. Acredito que estamos evoluindo, temos feito bons jogos e agora vamos em busca de mais uma vitória”, concluiu.

De volta ao Brasil, zagueiro Felipe Soares avalia adaptação e projeta evolução no Bangu

Foto: Alexandre Durão/Arquivo Atleta

Titular nos dois primeiros jogos do Bangu no Carioca, defensor estava na Europa

Com passagem nas categorias de base do Corinthians e grande experiência atuando no futebol europeu, o zagueiro Felipe Soares chegou ao Bangu no início da temporada e tem se consolidado na defesa do time. Felipe foi titular nas duas primeiras partidas da equipe no Carioca. O defensor falou sobre os primeiros jogos e revelou que tem se adaptado muito bem na volta ao futebol brasileiro.

“Foram dois jogos bem difíceis, adversários qualificados e que nos trouxeram grandes dificuldades. Passei um período jogando na Europa, as minhas últimas três temporadas foram lá, então tem uma diferença no estilo de jogo e no clima também. Por isso, acredito que é um período de readaptação ao futebol brasileiro, mas eu creio que já estou bem adaptado e, com certeza, o time todo vai evoluir”, disse.

O Bangu vem de dois resultados ruins, contra Portuguesa e Botafogo. Na próxima rodada, o Alvirrubro terá pela frente o Nova Iguaçu, na próxima quarta-feira (24). Felipe falou sobre a preparação para a partida e projetou a evolução do Bangu no Carioca.


“Vamos enfrentar uma grande equipe, que tem bons jogadores e que vai nos trazer dificuldades. Mas, acredito na força do nosso time e precisamos dar uma resposta positiva nessa partida contra o Nova Iguaçu. Acredito que o nosso grupo vai evoluir nos próximos jogos e vamos entrar no caminho das vitórias”, concluiu.

O Bangu campeão carioca de 1966

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Alvirrubro conquistou o Campeonato Carioca de 1966

Neste mesmo dia em 1966, o Bangu se sagrou Campeão Carioca pela segunda vez em toda a sua história. O primeiro, havia sido em 1933, diante do Fluminense, em pleno Maracanã. Porém, 33 anos depois, o Bangu tornou a dar a volta olímpica diante da nação flamenguista.

O Alvirrubro conseguiu encaminhar a vitória logo na primeira etapa com uma vantagem de 2 a 0, através dos gols de Ocimar e Aladim. Aos três minutos do segundo tempo, foi a vez de Paulo Borges balançar as redes rubro-negras pela terceira vez no jogo.

Entretanto, a partida acabou não terminando após o tempo regulamentar. Isso porque, quando o confronto chegou a marca dos 26 minutos do houve uma grande confusão dentro do gramado. Após uma briga pesada entre Ladeira, atacante Banguense, e Paulo Henrique, lateral do Mengão, Almir Pernambuquinho ainda apareceu no entreveiro em meio a muitos socos e pontapés de atletas das duas equipes.


Esta confusão acabou obrigando o árbitro a entrar em ação e distribuir cartões vermelhos aos atletas. Este fato fez o duelo terminar de maneira antecipada, por falta de jogadores em campo.

Ao todo, o Flamengo teve cinco atletas 5 expulsos, enquanto o Bangu teve quatro. Com isso, o Bangu conquistou ali o seu segundo e último título estadual em seus 119 anos de história.

O início de Aladim no Bangu

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Aladim teve um grande início no Bangu

Aladim Luciano, ex-ponta esquerdo conhecido popularmente apenas como Aladim, está completando o seu 77º aniversário nesta terça-feira, dia 10 de outubro de 2023. Ele surgiu no time juvenil do tradicional Bangu de forma meteórica no começo dos Anos 60 e ganhou moral com o técnico Moacir Bueno.

Seu primeiro jogo como profissional foi no Torneio Início do campeonato carioca de 63, quando o clube de “Moça Bonita” empatou com o América em 1 a 1 no tempo normal e depois levou a melhor na disputa de pênaltis.

Convocado para atuar junto com grandes estrelas no selecionado carioca, o atacante de beirada ficou totalmente deslumbrado com aquele novo momento de sua carreira. Até porque, passou de 10 para 180 cruzeiros recebidos por mês.

De 63 a 66, Aladim foi comandado por grandes treinadores; como Denoni Alves, Gentil Cardoso, Martim Francisco, Plácido Monsores, Tim, Zizinho e o argentino Alfredo Gonzáles. Este último, foi grande mentor do elenco que se sagrou campeão carioca em 1966.

No dia 30 de janeiro de 1981, a revista Placar divulgou que o Botafogo chegou a ter interesse na contratação de Aladim. Entretanto, Admildo Chirol,  preparador físico do clube Alvinegro, se posicionou completamente contra a aquisição do jogador por considerá-lo um “cachaceiro”. Essa imagem distorcida que Chirol criou a respeito do jovem só aconteceu porque viu Aladim tomando um chope com uma garota em São Conrado.


Por fim, Aladim ficou nas fileiras do Bangu até o fim de setembro de 70, acabou sendo vendido para o Corinthians. Segundo o site “bangu.net”, o ponta disputou 198 compromissos pelo Banguzão e marcou 64 gols. Ao todo, participou de 84 vitórias, 51 empates, 63 derrotas do Alvivrrubro.

Márcio Rossini e sua passagem pelo Bangu

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Márcio Rossini em seus tempos de Bangu

Márcio Antônio Rossini, conhecido somente como Márcio Rossini, teve uma boa carreira como zagueiro, passando por diversos clubes grandes do futebol brasileiro. O jogador se destacou e chegou a seleção, mas no seu auge foi para o Bangu, que surpreendeu muita gente na época. 

O zagueiro nasceu em Marília, em São Paulo, no dia 20 de setembro de 1960, e sua carreira no futebol começou a deslanchar aos 15 anos, quando chegou para as categorias de base do Marília. Não demorou muito para subir para o profissional, e conseguir se destacar na equipe. 

Aos 18 anos subiu para o profissional, em 1978, e já chegou como capitão, uma grande moral no clube. O zagueiro era muito forte fisicamente, sendo muito inteligente no seu posicionamento, ganhando a maioria das disputas contra os atacantes. 

Depois de dois anos no profissional, o jogador foi contratado pelo Santos, por 3,5 milhões de cruzeiros. Em 1980 chegou na equipe santista, mas demorou para se firmar no clube, ficando a primeira temporada no banco de reservas, mas no ano seguinte começou a ganhar seu espaço. 

Depois de tornar-se titular, o jogador conseguiu se destacar, chamando a atenção de todos, e começou a ser convocado para a seleção brasileira. Rossini estava começando a viver seu auge no Peixe, sendo titular absoluto do clube, conquistando o título do Campeonato Paulista de 1984. 

Mas após cinco anos no Santos, acabou tomando uma decisão que chocou a todos na época. Rossini decidiu deixar a equipe e foi contratado pelo Bangu, que tinha feito uma boa temporada em 1985, sendo vice-campeão estadual e nacional. 

Mas todos entendiam que seria uma regressão em sua carreira, mas o zagueiro aceitou a proposta e foi para o Bangu. Em 1986, a equipe carioca, dirigida por Castor de Andrade, investiu bastante e contratou nomes como Neto, Mauro Galvão, Paulinho Criciúma e Rissini, além de manter boa parte do elenco da temporada anterior. 


Pela equipe carioca, o jogador acabou ficando sem brigar por grandes títulos e acabou adquirindo a fama de zagueiro violento, dando entradas muito fortes e sendo expulso algumas vezes. 

Acabou pegando mal essa sua fama, e o jogador acabou levando o apelido de “Márcio, o malvado”. Antes de ser contratado, em 1985, em um jogo entre Bangu e Flamengo, Zico sofreu uma entrada desleal, que quase o tirou da Copa do Mundo de 1986, e muitos falam que foi o Rossini, mas ele ainda não estava na equipe, e o autor da jogada na verdade foi o Marcio Nunes.

Rossini não conquistou nenhum título no Bangu, ficou por três temporadas no clube, atuando em 183 jogos. Em 1989, acabou se transferindo para o Flamengo, onde ficou pouquíssimo tempo e logo retornou ao Santos.

A história do goleiro Ubirajara com o Bangu

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ubirajara atuando no Bangu

Ubirajara Gonçalves Mota, que ficou mais conhecido na época que atuou pelo Flamengo como Ubirajara Mota, foi um dos bons goleiros formados no futebol brasileiro durante as décadas de 1950 e 1960. Dono de boa estatura e conhecido pelos ótimos reflexos, o carioca, que completaria 88 anos neste dia 4, tem entre os clubes que jogou uma grande história defendendo a meta do Bangu, onde fez parte inclusive de um time campeão do Campeonato Carioca.

Ubirajara começou no futebol no Deodoro Atlético Clube em 1950 e já em 1952 era goleiro da base do Bangu, chegando ao time de aspirantes no ano seguinte e estreando profissionalmente em 1956, quando substituiu Ernani, goleiro também conhecido do time de Moça Bonita. Entre idas e vindas aos aspirantes, se efetivou no time profissional alvirrubro a partir do ano de 1959, quando pegou a titularidade da meta.

Ubirajara fez parte de vários times fortes do alvirrubro, que já tinha na época a presença do lendário bicheiro Castor de Andrade em suas diretorias. Conta-se inclusive um causo onde o bicheiro entrou com revólver em campo após um pênalti marcado contra o Bangu, que depois teve um marcado a seu favor no mesmo jogo. Com o passar dos anos, Ubirajara não só era goleiro titular como capitão alvirrubro.

Em 1966, viveu seu grande momento com a camisa do time, quando era o goleiro titular do excelente time que conquistou aquele Campeonato Carioca. Aquele campeonato, inclusive, terminou devido a uma briga generalizada causada pelos dois times. O Flamengo já perdia de 3 a 0 a aquela altura e a bem da verdade não possuía qualquer chance de reverter o revés na decisão, que caminhava inclusive para uma goleada do Castor.


Essa conquista fez inclusive com que Ubirajara fosse parte da enorme comitiva de 47 jogadores que a CBD levou para a Copa do Mundo de 1966, mas acabou sendo cortado da lista final. Ubirajara deixou o Bangu em 1969, após 533 jogos defendendo a meta do time, sendo até hoje o recordista de atuações pelo clube. É m dos maiores ídolos da história do clube. Foi negociado com o Botafogo. 

Ele ainda atuou pelo Flamengo depois antes de pendurar as luvas e passar a trabalhar no ramo empresarial no resto de sua vida. Ubirajara nos deixou em 2021, aos 85 anos, devido a causas naturais do envelhecimento. 

A passagem de Mauro Galvão pelo Bangu

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Mauro Galvão atuou no Bangu 

Hoje afundado em divisões inferiores do futebol nacional e lutando inclusive para fazer campeonatos bons no Cariocão, o Bangu já foi um dos times "pequenos" de mais sucesso no futebol brasileiro, principalmente na década de 1980. Os investimentos do bicheiro Castor de Andrade fizeram com que o clube chegasse no topo. Uma das contratações da época dourada do time de Moça Bonita foi Mauro Galvão, que completa 61 anos neste dia 19.

Mauro Galvão chegou ao Bangu saindo do Inter, de onde havia iniciado a carreira e passado anos jogando. O zagueiro havia acabado de integrar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986 e acabou convencido por Capergiani e por Castor de ir ao clube para participar do ambicioso projeto de ser campeão do Brasileirão de 1986.

Mauro Galvão foi titular do time que distou da sonhada conquista, ficando apenas na segunda fase da competição e vendo ainda o rival América chegar a semifinal da competição, sendo eliminado pelo campeão São Paulo. Foi titular do time durante a maior parte da competição, mas a campanha frustrou todos os envolvidos, já que o Bangu havia sido vice-campeão do Brasileirão apenas um ano antes, perdendo o título para o Coritiba.


Em 1987, foi parte do time que conquistou Taça Rio, tendo ficado com a terceira colocação ao final do Campeonato Carioca. Seguiu como titular dos alvirrubros durante a Copa União daquele ano, quando o time acabou eliminado nas semifinais do seu módulo para o Guarani. Ao final daquele ano, foi junto com Marinho e Paulinho Criciúma para o Botafogo.

No total, em duas temporadas em que vestiu a camisa do Bangu, Mauro Galvão esteve em campo em 68 jogos, marcando um total de três gols pelo clube. Ele esteve em atividade até o ano de 2001, quando pendurou as chuteiras jogando pelo Grêmio. 

Morre Rodrigo Pitta, lateral ex-Vasco e Bangu e filho do empresário Reinaldo Pitta

Foto: arquivo

Rodrigo Pitta durante sua passagem pelo Bangu

Morreu no sábado, dia 17, o ex-lateral direito e empresário Rodrigo Pitta, aos 45 anos. Ele, que foi vítima de câncer, jogou no Vasco da Gama e Bangu. Ele era filho do agente de jogadores Reinaldo Pitta, que trabalhou com Ronaldo Fenômeno. A informação foi dada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ).

Rodrigo Pitta chegou no Vasco da Gama em 1995, depois de uma passagem pelo Tio Sam, clube que disputava as divisões de acesso do Rio de Janeiro, quando foi colocado na lateral-direita. Pelo clube cruzmaltino, o jogador ficou três temporadas na categorias Sub-20, mas não conseguiu ser aproveitado pelo time profissional, que em 1997 foi campeão brasileiro, dirigido por Antônio Lopes.

Em 2000, chegou no Bangu. Porém, Rodrigo Pitta foi fazer sua estreia profissional pelo Alvirrubro apenas em 2001, quando tinha 24 anos. Até 2002, último ano da carreira como jogador, ele somou apenas três jogos pelo time do Castor, de acordo com o site O Gol.


Quando abandonou a carreira de jogador, se juntou ao pai Reinaldo Pitta e passou a ser empresário de jogadores. Agenciando atletas, participou de algumas negociações importantes, como a que levou o atacante Alex Teixeira para o Shakhtar Donetsk. Nesta área, tornou-se um dos maiores do país.

Alfredo González - O argentino que comandou o Bangu no título carioca de 1966

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Alfredo González comandou o Bangu em 1966

Alfredo González nasceu em Bolívar, Buenos Aires, na Argentina, no dia 11 de novembro de 1915, e se tornou jogador e treinador de futebol. O argentino fez boa parte da sua história no futebol brasileiro, atuando e treinando grandes times, se tornando campeão em vários clubes e conquistou o título carioca pelo Bangu no dia 18 de dezembro de 1966.

Como treinador, Alfredo conseguiu ganhar um título importante pelo Bangu em 1966. O treinador já tinha conquistado títulos por outros clubes no futebol brasileiro como o Internacional, Santa Cruz e Náutico. Todos foram títulos estaduais e ele já tinha uma grande experiência no futebol brasileiro.

Depois do título no Náutico, que ocorreu em 1966 também, o treinador decidiu voltar para o Rio de Janeiro depois de alguns anos e para treinador o Bangu. Como jogador, ele teve passagens por grandes clubes no estado carioca e iria retornar para dirigir um novo time.

Ele voltou exatamente para comandar o time no campeonato estadual em busca de mais um título no seu currículo. O Bangu não era um dos grandes favoritos, mas corria por fora e tinha um time muito bem montado, com nomes não tão conhecidos, porém se entendiam dentro de campo.

O time tinha boas peças e com a chegada do técnico argentino, tudo começou a fluir mais naturalmente. A primeira fase da equipe foi muito boa, fez grandes jogos e tinha um grande poderio ofensivo, tanto que, foi o time que teve o melhor saldo de gols desta fase. O Bangu conseguiu mostrar toda sua força e acabou em segundo lugar na primeira, atrás apenas do Flamengo, que venceu uma partida a mais e não sofreu nenhuma derrota.

A segunda fase também teve como os principais destaques o Flamengo e o Bangu, que continuaram protagonizando grandes jogos. Os dois times brigaram rodada a rodada em busca do título e nas últimas rodadas se enfrentaram para decidir o campeão da competição.

As duas equipes se mantiveram na ponta o tempo todo e por isso chegaram na rodada final brigando pelo título. Em um jogo único, os dois se enfrentaram e quem ganhasse se tornaria campeão da competição. A partida conteve momentos muito tensos, mesmo antes da bola rolar.

Na véspera da decisão, Almir jogador do Flamengo deu uma entrevista polêmica dizendo que não haveria volta olímpica no Maracanã, apenas se o Flamengo vencesse. As coisas faladas pelo jogador rubro-negro não pegou muito tempo e esquentou os nervos de ambos os times para a final.

A partida aconteceu no dia 18 de dezembro de 1966, no Maracanã, para mais de 140 mil pessoas. A partida foi muito pegada, mas o Bangu mandou no jogo e decidiu a partida rapidamente, fazendo três a zero é só esperando os minutos passar para comemorar seu segundo título estadual.


Porém, aos 26 minutos do segundo tempo, já com o Bangu vencendo por 3 a 0, Almir começou a agredir os jogadores adversários e a partida acabou virando um pancadaria, o que acabou manchando um pouco a grande decisão. Após foda briga, o juíz expulsou 5 jogadores do Flamengo e 4 do Bangu e por isso teve que enxere-se a grande decisão.

O Bangu levou o título para casa, mas não conseguiu dar a volta olímpica por conta da confusão. A equipe campeã contou com Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim, com o comando de Alfredo González.

A passagem de Pedro Rocha pelo Bangu

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Pedro Rocha teve uma passagem pelo Bangu no fim da carreira

Nascido no Uruguai, mas naturalizado brasileiro, o ex-meio campista Pedro Virgilio Rocha Franchetti, popularmente conhecido apenas como Pedro Rocha, estaria completando 80 anos de idade neste sábado caso estivesse vivo. Já no final de sua carreira, ele chegou a ter uma rápida passagem pelo Bangu em 1980, época em que o clube de Moça Bonita tinha o bicheiro Castor de Andrade como seu patrono.

Antes de chegar ao Alvirrubro, o atleta já havia sido ídolo no São Paulo nos anos 70, após ser revelado pelo Peñarol. Veio para o Banguzão já com 37 anos e já na reta final de sua carreira. Porém, Castor de Andrade resolveu investir alto ao pagar um quarto de hotel em Copacabana. Além disso, pagou um salário de cerca de um milhão de cruzeiros para o craque.

Pedro Rocha correspondeu as expectativas em campo ao ajudar o Bangu a ganhar o Torneio Comitê de Imprensa, participando apenas do 1º Turno do Campeonato Carioca. Neste curto período em que jogou pela equipe alvirrubra carioca, disputou um total de 13 partidas e balançou as redes adversárias em cinco oportunidades.

A passagem de Pedro Rocha pelo Bangu não foi mais extensa porque o jogador uruguaio entrou em atrito com o patrono do clube. Ele reclamou que Castor de Andrade não sabia comandar o time, algo que foi rebatido logo pelo cartola//bicheiro. A solução acabou sendo a saída do atleta do time Alvirrubro.


Depois disso, ainda rumou para o futebol da Arábia Saudita para aproveitar o restante de sua trajetória como jogador de futebol profissional. No oriente médio, recebeu em petrodólares. Pedro Rocha veio a falecer em 2 de dezembro de 2013, aos 70 anos, um dia antes de fazer o seu 73º aniversário. Neste período, residia na capital paulista

Uma transferência feita pelo jogo do bicho em 1988

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Quatro jogadores saíram do Bangu ao Botafogo

O jogo do Bicho é um dos jogos de apostas mais populares e difundidos da cultura brasileira, apesar de ser ilegal. Várias piadas são feitas com a modalidade e inclusive muita gente já fez sua vida em torno deste modo ilegal de apostar. O futebol nos anos 1980, principalmente no Rio de Janeiro, eram muito afetado por bicheiros que eram praticamente donos de alguns times cariocas, se destacando principalmente a relação Castor de Andrade - Bangu. Foi assim que em Marinho, Cláudio Adão, Mauro Galvão e Paulo Criciúma se tornaram jogadores do Botafogo.

O jogo do Bicho surgiu num contexto de crise econômica que afetava profundamente os comerciantes no Brasil no final dos anos 1890. Para aumentar a frequência de visitantes no Zoológico do Rio de Janeiro, o Barão João Batista Viana criou um jogo onde você tentava adivinhar o animal que estaria coberto por uma cortina e ganharia prêmios se acertasse. Aos poucos, o jogo se espalhou por toda a cidade, que virou a capital do jogo do Bicho. 

O futebol entra nisso com Castor de Andrade. O famoso bicheiro carioca passou a ter influência dentro do alvirrubro desde os anos 1960 e foi inclusive importante e decisivo na conquista do título carioca de 1966. Também foi crucial na campanha do vice-campeonato do Brasileirão de 1985, perdido diante do Coritiba, em jogo disputado no Maracanã e decidido nos pênaltis em favor do time coxa-branca. Castor também tinha grande influência no carnaval, onde era patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel e ajudou a fundar a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIERJ). No auge de seu império, tinha sob seu dinheiro policiais, juízes, funcionários públicos e até políticos.

Porém, erros de arbitragens crassos contra o Bangu nas finais do Brasileiro e Carioca (essa contra o Fluminense) de 1985 e também no triangular decisivo do estadual de 1987, além da confusa semifinal contra o Sport, no Módulo Amarelo da Copa União do mesmo ano, fizeram com que Castor tirasse parte do investimento no futebol e voltasse mais suas atenções ao Carnaval, botando ainda mais grana na Mocidade Independente de Padre Miguel. E nisto chega a famosa negociação com o Botafogo.

A transação envolvendo os quatro jogadores do Bangu para o Botafogo ocorreu em 1988. Emil Pinheiro, que na época era diretor do Botafogo (se tornaria presidente pouco tempo depois) também tinha seu dinheiro vindo do jogo do Bicho. Assim, resolveu arriscar uma tentativa de reforçar o Glorioso conversando com Castor de Andrade. Segundo contam relatos da época, por algum motivo, Castor estava precisando de dinheiro. Então, Emil fez a proposta, daria 100 mil dólares a Castor, mas queria os passes de Mauro Galvão, Cláudio Adão, Paulo Criciúma e Marinho. Castor topou a troca.

A negociação ocorreu já na calada da noite no restaurante Cabana da Serra, que ficava na estrada entre Grajaú e Jacarepaguá. Ambos chegaram em seus carros de luxo e estavam cercados por seguranças armados até os dentes. Castor, experiente e sempre desconfiado chamou um especialista para contar as notas e garantir que os 100 mil fossem verdadeiros. Com tudo confirmado, a negociação foi fechada e os jogadores foram contratados pelo Fogão. 

Há uma outra versão, dita por alguns estudiosos do jogo do bicho, que além desse dinheiro, pois eram jogadores bastante valiosos no mercado brasileiro, houve uma negocição fora do futebol. Emil teria cedido a Castor alguns pontos de venda de jogo do bicho na zona sul do Rio de Janeiro

Os reforços deram resultados rapidamente no Fogão. O Glorioso foi bicampeão carioca em 1989 e 1990, quebrando um jejum que já durava mais de 20 anos. A torcida sabia que o dinheiro vinha do jogo do Bicho, mas pouco se importava devido ao sucesso obtido pelo clube. Emil ainda seria presidente do Botafogo entre 1991 e 1992, neste último ano sendo vice-campeão brasileiro.

Já o Bangu começa ali a entrar no "limbo" do futebol. Em 1988, disputa pela última vez a elite do Brasileirão, sendo rebaixado. O último brilho sob o comando de Castor de Andrade foi em 1993, onde chegou a sonhar com o título carioca, administrado pelo também bicheiro Carlinhos Maracanã. Mas foi neste ano que houve a primeira prisão da cúpula do Jogo do Bicho e faltou grana na reta final. Em compensação, no Carnaval foi um sucesso. A Mocidade, que tinha apenas dois títulos (1979 e 1985), conquistou mais três na fase de investimentos de Castor: 1990, 1991 e 1996.


Já pelos lados da Estrela Solitária, em 1993 Emil briga com diretores e vai para o America, onde monta um time forte para os padrões do Sangue já naquela época, mas que dentro de campo não deu certo. O Botafogo teve uma temporada ruim, mesmo com a conquista da Copa Conmebol, pois no Brasileiro ficou várias rodadas sem vencer, segurando a lanterna. A partir de 1994, a família Montenegro, fundadora do Ibope, assume o Fogão, que recupera sua força e, no ano seguinte, conquista o polêmico título do Brasileirão em 1995.

O jogo do bicho hoje já não tem mais influência praticamente nenhuma no futebol carioca e brasileiro como um todo, sendo mais presente dentro das Escolas de Samba do Carnaval. Atualmente, tramita já há alguns anos nas casas do legislativo brasileiro um projeto para legalizar os jogos de azar no Brasil, porém nenhuma posição foi tomada oficialmente pelos candidatos a presidência no pleito de 2022 com relação a esse tema. 

Coutinho e sua passagem pelo Bangu

Foto: arquivo

Coutinho fez apenas seis jogos pelo Bangu

Neste domingo, dia 11 de junho de 2022, um dos maiores gênios da área estaria completando 79 anos: Antônio Wilson Honório, o genial Coutinho! Ele, que é ídolo do Santos, também defendeu outros clubes, como o Bangu, em 1972.

Nascido em Piracicaba, Coutinho teve uma rápida passagem pelo XV até ser levado ao Santos, em 1957. No ano seguinte, antes de completar 15 anos, estreou no profissional do Peixe, sendo até hoje o jogador mais novo a entrar em campo pela equipe principal do Alvinegro Praiano. No clube do litoral paulista, virou um mito, fazendo parte de um dos melhores times da história, conquistando tudo o que era possível no futebol.

No auge, foi convocado para a Seleção Brasileira, onde foi campeão do mundo em 1962. Porém, no meio da década de 60, passo a sofrer com o peso e isto fez com que ele não fosse mais titular incontestável do Santos, alternando partidas magníficas com tempos sem atuar. Em 1968, foi emprestado ao Vitória e em 1969 para a Portuguesa. Voltou ao Peixe em 1970, convencido por João Saldanha de que se entrasse em forma, iria para a Copa do Mundo. Porém, ele não emagreceu e nem o treinador chegou ao Mundial, substituído por Zagallo.

Coutinho saíria pela segunda e definitiva vez do Santos e foi para o México, onde defendeu o Atlas, em 1971. Também sofrendo com o peso, jogou pouco e veio para o Brasil, quando o Bangu o fez uma oferta e ele aceitou! O camisa 9 defenderia o time do Castor!

Aquele Bangu na década de 70 já era diferente do time da segunda metade dos anos 60, campeão carioca de 1966 e que fazia frente aos quatro grandes do Rio de Janeiro. Porém, a chegada de Coutinho ao Alvirrubro era uma esperança de que ele entrasse em forma e pudesse desfilar seu talento pelos gramados de estádios como o Maracanã.

Porém, o velho problema que Coutinho teve nos seus times anteriores também aconteceu no Bangu. Por estar acima do peso, e isto era nítido, o centroavante tinha constantes problemas com lesão, principalmente muscular, e poucas vezes podia estar à disposição para ir aos jogos.

A passagem de Coutinho pelo Bangu acabou sendo rápida: foram apenas seis partidas e três gols marcados. A média de vezes que ele balançou a rede é até interessante, 0,5 gol por jogo, mas a verdade é que Coutinho, com 29 anos, parecia um ex-jogador que insistia em não encerrar a carreira.


Depois que deixou o Bangu, Coutinho ainda defenderia o Saad, onde encerrou a carreira em 1963. Depois que pendurou as chuteiras, virou treinador, tendo passado por várias equipes, mas com um detalhe: ele emagreceu e voltou a ter o peso de seu auge no Santos.

Coutinho faleceu em sua casa, no município de Santos, no dia 11 de março de 2019 aos 75 anos, em decorrência de complicações causadas por diabetes, que já havia causado a amputação de três dedos do seu pé esquerdo.

Ferj realiza encontro de gerações do Bangu

Com informações da Ferj
Foto: Úrsula Nery / Agência Ferj

Várias gerações que passaram pelo Bangu

Casa do futebol do Rio de Janeiro, a FERJ promoveu nesta segunda-feira, dia 30, um encontro de gerações de jogadores do Bangu: de Dé, o Aranha, passando por Arturzinho ao goleiro Wagner. O almoço foi regado à resenha, risadas e emoção.

"Eu tinha que pagar para viver isso. Obrigado, meu Deus, por estar aqui nesse momento. Obrigado ao Bangu, ao presidente Rubinho, aos meus companheiros. Quanta alegria", disse Dé, que teve relembrada a história do gelo:

"É verdade. Foi em 1969. Estávamos ganhando do Flamengo, de 1 a 0, mas levando um calor daqueles. Três bolas na trave. O empate ia sair. Aí, um jogador nosso caiu. O massagista entrou em campo e o juiz gritou para ele sair. Quando passou do meu lado, eu coloquei a mão no balde e peguei um gelo. Só que vieram umas pedras coladas. O jogo reiniciou e o Reyes dominou a bola. Eu peguei a pedra e taquei. Acertei a bola. O Reyes ficou sem entender nada. A bola escapou, arranquei e fiz o gol", contou o ex-atacante.

Recepecionados pelo presidente da FERJ, Rubens Lopes, os jogadores contaram passagens e gols pelo Alvirrubro. E assistiram a um vídeo, editado pela entidade, com lances e entrevistas históricas. "Olha lá! Tem gol meu", brincou Marcão, ex-volante do Bangu e ídolo do Fluminense.


Arturzinho, meia habilidoso e de baixa estatura, não poderia ter escapado das brincadeiras ao ter visto os gols de cabeça que marcou. "Nem pulou, hein, Artur. Teve até que se abaixar", disse Eduardo.

Além deles, estiveram no encontro Joãozinho, Wagner, Sorato, Edilson, os goleiro Alex e Eduardo Allax, Julinho, Léo, Leônidas e seu Ulisses (funcionário do Bangu). "Isso aqui é a casa do futebol. Que muitos encontros, como este, se repitam", disse o presidente da Federação, Rubens Lopes.

Morre Almiro, ex-atacante de Mixto, Santos, Bangu e Vitória

Com informações do Terceiro Tempo
Foto: reprodução

Almiro estava com 74 anos

Morreu na última quarta-feira (9), aos 74 anos, o ex-atacante Almiro, que atuou no Santos Futebol Clube ao lado de Pelé entre 1966 e 1970, e também no Mixto, Bangu e Vitória. Ele tinha problemas de saúde e fazia hemodiálise há algum tempo, além de ter perdido a visão.

Cuiabano nascido em 28 de fevereiro de 1948, Almiro Antônio Gonçalves residia em Salvador (BA) e estava aposentado devido ao seu problema de visão.

História - Almiro nasceu no dia 28 de fevereiro de 1948, e era natural de Cuiabá (MT). Ele foi atacante do Santos FC de janeiro de 1966 até junho de 1970, morava em Salvador (BA) e lá foi um bom guia turístico-receptivo em ônibus que conduzindo os visitantes em tours pelas históricas ruas da capital baiana. Mas acabou se aposentando por falta mínima de visão.

Mesmo com sua deficiência visual, descrevia como ninguém tudo sobre Salvador, onde viveu e jogou por anos e anos. E como o itinerário era sempre o mesmo, ele se tornou um dos mais competentes guias turísticos de lá. E observem abaixo que o currículo de Almiro, que escaneamos para aqui publicar, foi redigido pelo próprio ex-atacante do Santos com a ajuda do equipamento que auxilia os deficientes visuais a escrever. À época da carta (2001) Almiro ainda tinha por volta de 20% de visão. O percentual foi descendo até sua situação atual de cegueira quase total.

Almiro estava aposentado desde 1998 devido aos citados problemas visuais. Ele morava no bairro Ribeira, na Península de Itapagipe, "atrás do bairro do Bonfim, dos dois cartões postais mais lindos da Bahia, no berço da cidade de Salvador com suas praias lindas e casarões seculares?, escreveu o próprio Almiro.


Falando inglês, espanhol e italiano, que aprendeu em cursos profissionalizantes, ele sempre se lembrava do dos times onde jogou: Mixto EC de Cuiabá-MT (1965), Santos FC (de 65 a 70), Bangu AC (de 70 a 71), EC Vitória de Salvador (de 71 a 74) e no Vitória de Guimarães de Portugal (de 1974 a 1981), onde encerrou a carreira.

Almiro era casado e pai de dois filhos. Ele começou a perder a visão ao receber uma cotovelada no rosto num jogo do Vitória de Setúbal, de Portugal, e um time da então Tchecoslováquia, em 1980, pela Copa da Uefa. Por isto encerrou a carreira no time português.

Moisés e sua ligação com o Bangu

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Moisés foi jogador e treinador do Bangu ao longo de sua trajetória futebolística

Nascido na cidade de Resende, localizada no estado do Rio de Janeiro, Moisés Mathias de Andrade, popularmente conhecido apenas como Moisés ou por seu apelido de Xerife, estaria completando 74 anos de idade neste domingo se estivesse vivo. Por isso, hoje vamos vamos relembrar o forte laço que o defensor teve com o Bangu no fim de sua carreira de jogador profissional e no início de sua trajetória como treinador.

Depois de ser revelado pelo Bonsucesso, Moisés defendeu Flamengo, retornou ao seu clube de origem e ainda passou por Botafogo, Vasco, Corinthians, Paris Saint-Germain, voltou para o Mengão e se transferiu para o Fluminense. Depois de defender as cores do Tricolor Carioca em 1979, Xerife rumou para o Bangu no ano de 1980.

Na equipe alvirrubra, o zagueiro jogou um total de 36 partidas entre 1980 e 1983. Encerrou sua carreira como jogador de futebol aos 35 anos de idade e continuou trabalhando com o esporte, mas fora das quatro linhas.

Braço direito de Castor de Andrade, um cartola brasileiro que chegou até a ser chamado de "Dono do Bangu" na época em que o clube era conhecido como "o esquadrão da malandragem", Moisés se tornou treinador logo após pendurar as chuteiras e conseguiu fazer um grande trabalho no comando técnico do time.

Exercendo uma função diferente daquela que tinha, Xerife foi responsável pela grande ascensão e a boa apresentação do Bangu tanto no cenário estadual quanto nacional. Sob seu comando, o Alvirrubro conseguiu grandes feitos.


Em 1985, o Bangu foi vice-campeão brasileiro de 1985, ao perder o título para o Coritiba, e também do Cariocão no mesmo ano, sendo superado apenas pelo Fluminense, que levou a principal competição nacional daquele ano. Em 1993, na sua segunda passagem como comandante do Alvirrubro, levou o Bangu ao quarto lugar do Campeonato Carioca

Foi então, que no dia 26 de agosto de 2008, Moisés veio a falecer. O Xerife foi vítima de um câncer no pulmão com 60 anos anos de idade.

A passagem de Cabralzinho pelo Bangu

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Cabralzinho atuando pelo Bangu

Carlos Roberto Ferreira Cabral, mais conhecido pelo apelido de Cabralzinho, é famoso na baixada santista por ter comandado o Santos na fatídica campanha do Brasileirão de 1995. Muito antes de ser treinador, porém, o santista que completa 77 anos neste dia 2 de janeiro foi um bom jogador de meio-campo, formado no próprio time de Vila Belmiro. Uma das passagens de mais destaque de sua trajetória, porém, foi no Bangu.

Ele chegou ao clube carioca após passagem boa pelo São Bento, de Sorocaba, onde fez parte de uma campanha histórica na divisão de acesso do Paulistão. Castor de Andrade presenteou ele com uma lancha para convence-lo à jogar no time carioca. Era uma das grandes esperanças do bom time de Moça Bonita para buscar o título do campeonato estadual, tão sonhado na época pelo conhecidíssimo Castor de Andrade.

Nos dois primeiros anos, apesar de boas atuações do meia atuando pelo Bangu, o título escapou. Em 1964, Cabralzinho acabou atuando pouco, afetado por lesões. Tinha feito um grande torneio início, mas acabou atrapalhado pelos problemas físicos. Em 1965 atuou mais, mas viu o título escapar do Castor na final, ficando com o vice-campeonato. 

Em 1966, Cabralzinho faria aquele que seria o grande ano de sua carreira (o grande ano também da história do Bangu). O alvirrubro de Moça Bonita fez espetacular campanha naquele ano e o meia nascido em Santos particularmente estava inspirado. Marcou gols em diversas partidas, ficando na vice-artilharia do time, com 11 gols, cinco atrás do ótimo Paulo Borges, que terminou com 16. Foi um dos destaques do título, que terminou com uma surra de 3 a 0 sobre o Flamengo no Maracanã lotado, com direito a jogo terminando antes devido a confusões. 


Ainda atuaria por mais um ano no Bangu, seguindo com ótimas partidas pela equipe. Em 1967, atuou pelo Houston Stars numa época onde o Bangu "emprestou" seu time para o clube norte-americano, sendo esta quase uma turnê do time carioca nos EUA. Deixou oficialmente Moça Bonita naquele ano, indo jogar pelo Fluminense. Segundo dados do Bangu.net, foram 111 jogos e 37 gols do meia atuando pelo clube. Atuou profissionalmente até 1971, quando pendurou as chuteiras jogando pelo Flamengo. 

Há 55 anos, Bangu conquistava seu segundo e último título carioca

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Jogadores do Bangu dando a volta olímpica em 1966

Há 55 anos o Bangu se consagrava campeão carioca pela segunda vez e foi a última que o clube venceu a competição. Em um campeonato muito regular, o Alvirrubro foi premiado com o título, vencido em um jogo conturbado contra o Flamengo no Maracanã no dia 18 de dezembro de 1966.

Com mais de 140 mil pessoas no Maraca, a pressão estava enorme, pois na Véspera do jogo, o jogador do Flamengo chamado Almir declarou que não haveria volta olímpica alguma no Maracanã, a menos que fosse do Rubro-Negro. E mesmo com o título do Bangu, o time não conseguiu dar a volta olímpica.

Aos 26 minutos do segundo tempo, o Bangu já vencia o jogo por 3 a 0, e o próprio Almir, sabendo que o título já estava praticamente nas mãos do adversário, começou a bater nos jogadores banguenses e acabou gerando uma pancadaria envolvendo os atletas.

Por conta da pancadaria, o árbitro Airton Vieira expulsou cinco jogadores do Flamengo e quatro do Bangu, tendo que encerrar a partida. A briga acabou manchando a grande final, e mais ainda os atletas Rubro-Negro. O título alvi-rubro carioca tem um valor muito grande, pois foi a última vez que um time não pertencente ao G-4 do Rio (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco) foi campeão Carioca.

Tirando a parte da pancadaria, quem foi ao estádio também viu o baile que o time do Bangu deu, vencendo o jogo por 3 a 0 e se sagrando campeão. Ocimar, Aladim e Paulo Borges (artilheiro do campeonato com 16 gols) foram os autores dos gols da partida. A campanha do alvi-rubro foi muito boa, no turno classificatório ficou em segundo lugar, apenas atrás do Flamengo. E no Turno final ficou em primeiro, a frente do Rubro-Negro com uma vantagem de 4 pontos.


O time do Bangu que disputou a final tinha: Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim. Foi esse o último time campeão carioca pelo Bangu. Aliás, uma curiosidade: campeão em 1933 e 1966, o Bangu chegou a fazer uma campanha sobre 1999, contratando até o já veterano Renato Gaúcho. Mas não deu certo.

Aos 85 anos, morre o ex-goleiro Ubirajara

Com informações do GE
Foto: arquivo

Ubirajara estava com 85 anos e morreu de causas naturais

Faleceu neste domingo o ex-goleiro Ubirajara Gonçalves Motta, aos 85 anos. Com passagens marcantes por Flamengo, Botafogo e Bangu, ele morreu de causas naturais e será enterrado no fim da tarde no cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Revelado pelo Bangu, onde jogou de 1959 até 1968 e foi campeão carioca em 1966 último título do Alvirrubro. Ubirajara chegou a fazer parte da pré-lista de jogadores convocados para Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Contratado pelo Botafogo em 1968, ficou marcado por lance na final do Carioca de 1971, vencida pelo Fluminense.

Em um Maracanã com quase 150 mil pessoas, Ubirajara foi deslocado por Marco Antônio ao sair do gol para cortar cruzamento em lance onde Lula fez o gol do título tricolor. Ao longo dos anos, o lance foi muito lembrado pela falta não assinalada.


Em 1972, Ubirajara se transferiu para o Flamengo, onde chegou a marcar gol, no Estádio Luso Brasileiro, e se aposentou. Já após abandonar os gramados, foi presidente da Fugap (Fundação de Garantia do Atleta Profissional), quando organizou a despedida de Garrincha.

Em Diadema, Bangu bate o já classificado Santo André e avança no Brasileirão Série D

Foto: Caio Almeida / Bangu AC

Vitória contra o classificado Santo André garantiu o Bangu na próxima fase

O Bangu está na próxima fase do Brasileirão Série D de 2021. Enfrentando o já classificado Santo André, no Estádio Distrital do Inamar, em Diadema, na tarde deste sábado, dia 4, o Alvirrubro venceu por 2 a 1 e garantiu a quarta colocação do grupo A7 da competição. Na próxima fase, o Ramalhão vai encarar o Caxias e o time do Castor vai ter pela frente o Joinville.

Segundo colocado do Grupo A7, com 21 pontos, e já garantido na próxima fase da competição, o Santo André vinha de uma vitória sobre o Boavista, por 2 a 0, fora de casa. Já o Bangu, quarto colocado, com 16 pontos, dependia só de si para avançar e em seu último jogo venceu o São Bento, em Moça Bonita, por 1 a 0.

Precisando vencer para se classificar, o Bangu foi para cima e abriu o marcador com 20 segundos de jogo. O time Alvirrubro saiu jogando, voltou a bola para defesa de depois de belo lançamento de Denilson, Rochinha saiu sozinho na cara do goleiro e balançou as redes no Inamar.

O Bangu continuou melhor no jogo e fez o segundo aos 27'. Renatinho dominou a bola na direita, olhou para a área e fez o cruzamento na cabeça de Luís Araújo, que não perdoou e marcou: 2 a 0 para o Alvirrubro de Moça Bonita e assim terminou o primeiro tempo.

No segundo tempo, debaixo de neblina forte, o Santo André voltou melhor e diminuiu aos 18 minutos. Depois de bela jogada pela direita, Will recebeu a bola na área e rolou para David Ribeiro bater de chapa e marcar. Depois do gol do Ramalhão, a visibilidade no estádio ficou ruim, as duas equipes diminuíram o ritmo e o jogo acabou com vitória do Bangu pelo placar de 2 a 1.


Com o resultado, o Santo André, que ficou com a segunda colocação do Grupo A7, com 21 pontos, vai encarar o Esportivo de Bento Gonçalves, terceiro do Grupo A8, na próxima fase da competição. Já o Bangu, quarto da chave, com 19 pontos, vai ter pela frente o Joinville, que foi o líder do A8. As datas, horários e locais das partidas ainda serão confirmadas pela CBF.
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