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Ídolo do Santos, Coutinho faria 80 anos

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Coutinho foi ídolo do Peixe

“Coto de gente”. Um apelido carinhoso dado pela mãe, que jamais imaginaria o tamanho que seu pequeno alcançaria no futuro, pegou de vez. Antônio Wilson Honório, o Coutinho, foi um dos gigantes do futebol brasileiro. Ídolo do Santos, ele completaria 80 anos neste dia 11 de junho.

A ascensão do atacante foi tão rápida quanto sua velocidade em campo: aos 14 anos estreou pelo Peixe, aos 15 virou titular, aos 16 começou sua dupla histórica com Pelé, aos 18 foi convocado para a Seleção Brasileira, e, aos 19 se tornou campeão da Libertadores e Mundial.

Sua inteligência foi celebrada até pelo Rei do Futebol. Juntos, dentre outros títulos, conquistaram cinco Brasileiros, quatro Copas Rio-São Paulo, duas Libertadores e seis Campeonatos Paulistas pelo Peixe. “Coto” foi responsável por 368 gols em 457 partidas com a camisa santista.

“Ele era muito mais calmo do que eu. Sabia quando se deslocar, quando tocar na bola e quando chutar. Nunca fez um lance errado. Às vezes eu pensava em uma jogada e, sem que lhe dissesse nada, ele a executava”, disse Pelé.

Pelo Brasil, foram 16 jogos e sete gols. Titular da Seleção antes da Copa de 1962, com apenas 18 anos, Coutinho foi inscrito com a camisa 9. Duas semanas antes, se lesionou e acabou não conseguindo atuar na competição, mas esteve no grupo campeão do mundo.

Conhecido como "Rei da Pequena Área", o atacante dividiu com sua histórica dupla, Pelé, o protagonismo no reinado da Vila Belmiro. A semelhança era tão grande que os dois eram confundidos. Para se diferenciar, o camisa 9 arriou as meias e colocou uma faixa branca no braço. Em suas entrevistas, reforçava sempre a inteligência de seu companheiro.

"Éramos dois jogadores inteligentes. Não se joga bola só com as pernas, mas com a cabeça. As pernas são só para completar uma jogada que você já raciocinou. Todos os gols feitos por Pelé e Coutinho foram criados com inteligência", relatou em entrevista ao site oficial do Santos.

Uma lenda dentro dos campos. Fora deles, Antônio. Pai de três filhos, avô, companheiro... não há quem tenha críticas a qualquer uma das várias funções exercidas por Coutinho. "Construímos muitas coisas juntos, mas a nossa família foi nossa maior conquista. Tenho orgulho de tudo que vivemos em 55 anos de casados... Que ele possa receber meus parabéns em forma de oração", lembra Vera Lúcia, ex-esposa do jogador.


As palavras de Rosângela Cleiry e Amanda Paola, filhas de Coutinho, ajudam a entender o amor da família pelo pai. "Coutinho para muitos. Para nós, é apenas nosso pai. Foi o melhor que poderíamos ter tido, em quantas vidas tivéssemos. Ele faz muita falta para todos nós. Os dias sem ele são tristes. Hoje seria especial, com festa e pagode, porque ele sempre gostou disso. Mas tenho certeza que fará uma festa onde estiver", contam.

Os 75 anos vividos foram suficientes para marcar história em qualquer pessoa que tivesse contato com Antônio - ou Coutinho. Samba, alegria, cerveja, família... os céus comemoram. Antes da festa, porém, é a hora da nove e da dez se encontrarem novamente. Após tanto tempo, a tabela inteligente será reeditada. Desta vez, sem restrições, lesões e nada para atrapalhar. Celebrem sempre os Reis da Vila.

Coutinho e sua passagem pelo Bangu

Foto: arquivo

Coutinho fez apenas seis jogos pelo Bangu

Neste domingo, dia 11 de junho de 2022, um dos maiores gênios da área estaria completando 79 anos: Antônio Wilson Honório, o genial Coutinho! Ele, que é ídolo do Santos, também defendeu outros clubes, como o Bangu, em 1972.

Nascido em Piracicaba, Coutinho teve uma rápida passagem pelo XV até ser levado ao Santos, em 1957. No ano seguinte, antes de completar 15 anos, estreou no profissional do Peixe, sendo até hoje o jogador mais novo a entrar em campo pela equipe principal do Alvinegro Praiano. No clube do litoral paulista, virou um mito, fazendo parte de um dos melhores times da história, conquistando tudo o que era possível no futebol.

No auge, foi convocado para a Seleção Brasileira, onde foi campeão do mundo em 1962. Porém, no meio da década de 60, passo a sofrer com o peso e isto fez com que ele não fosse mais titular incontestável do Santos, alternando partidas magníficas com tempos sem atuar. Em 1968, foi emprestado ao Vitória e em 1969 para a Portuguesa. Voltou ao Peixe em 1970, convencido por João Saldanha de que se entrasse em forma, iria para a Copa do Mundo. Porém, ele não emagreceu e nem o treinador chegou ao Mundial, substituído por Zagallo.

Coutinho saíria pela segunda e definitiva vez do Santos e foi para o México, onde defendeu o Atlas, em 1971. Também sofrendo com o peso, jogou pouco e veio para o Brasil, quando o Bangu o fez uma oferta e ele aceitou! O camisa 9 defenderia o time do Castor!

Aquele Bangu na década de 70 já era diferente do time da segunda metade dos anos 60, campeão carioca de 1966 e que fazia frente aos quatro grandes do Rio de Janeiro. Porém, a chegada de Coutinho ao Alvirrubro era uma esperança de que ele entrasse em forma e pudesse desfilar seu talento pelos gramados de estádios como o Maracanã.

Porém, o velho problema que Coutinho teve nos seus times anteriores também aconteceu no Bangu. Por estar acima do peso, e isto era nítido, o centroavante tinha constantes problemas com lesão, principalmente muscular, e poucas vezes podia estar à disposição para ir aos jogos.

A passagem de Coutinho pelo Bangu acabou sendo rápida: foram apenas seis partidas e três gols marcados. A média de vezes que ele balançou a rede é até interessante, 0,5 gol por jogo, mas a verdade é que Coutinho, com 29 anos, parecia um ex-jogador que insistia em não encerrar a carreira.


Depois que deixou o Bangu, Coutinho ainda defenderia o Saad, onde encerrou a carreira em 1963. Depois que pendurou as chuteiras, virou treinador, tendo passado por várias equipes, mas com um detalhe: ele emagreceu e voltou a ter o peso de seu auge no Santos.

Coutinho faleceu em sua casa, no município de Santos, no dia 11 de março de 2019 aos 75 anos, em decorrência de complicações causadas por diabetes, que já havia causado a amputação de três dedos do seu pé esquerdo.

A apagada passagem de Coutinho pela Lusa

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Coutinho passou pela Lusa

Antônio Wilson Vieira Honório, mais conhecido pelo apelido de Coutinho é sabidamente um dos maiores jogadores da história do Santos. O atacante, uma lenda do futebol brasileiro, que faria 78 anos neste dia 11, tem sua carreira muito ligada aos dias vividos no Alvinegro Praiano, mas não jogou só no Peixe. Já mais experiente, em 1969, passou pela Lusa.

Coutinho chegou ao Canindé depois de uma passagem apagada pelo Vitória, da Bahia, numa época onde já não conseguia ser o mesmo de sua juventude. Chegou a equipe rubro-verde para a disputa do Campeonato Paulista de 1969, tentando reforçar o time para justamente poder bater de frente com o Santos, seu antigo time, grande favorito e ao Palmeiras, sempre adversário complicado.

Mas, a passagem de Coutinho na Lusa foi apagada. Acabou atuando apenas em três jogos ao longo do primeiro turno daquele Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, numa vitória do Verdão por 2 a 0 sobre a Lusa, no empate sem gols contra a Ferroviária, no Canindé e na vitória por 3 a 2 sobre o América em Sâo José do Rio Preto, quando marcou seu único gol pela Lusa, o segundo do jogo.


Acabou deixando o Canindé ainda naquele ano, retornando ao Santos onde também não teve espaço. As lesões esvaiam o talento de um dos mais fantásticos atacantes daquela década e fariam com que Coutinho encerrasse prematuramente a carreira com apenas 30 anos, depois de passar pelo Saad, de São Caetano do Sul.

Coutinho seguiu depois do fim de sua carreira trabalhando como treinador, onde chegou a passar por alguns clubes, sem grande sucesso. Teve mais relevância trabalhando nas categorias de base da equipe santista, onde foi responsável por ajudar a revelar nomes como Robinho e Neymar. Coutinho faleceu em 2019, aos 75 anos, vítima de complicações após uma amputação.

A trajetória de Coutinho na Seleção Brasileira

Por Lucas Paes

Coutinho com a amarelinha

O Santos é uma fábrica massiva de produção de craques de futebol. O Alvinegro Praiano tem a formação de atletas como uma marca registrada, usada pelo marketing do clube diversas vezes e revelando jogadores que já salvaram os santistas em vários momentos de sua história. Neste dia 11 de junho, completaria 77 anos um dos mais famosos "produtos" da fábrica alvinegra: o atacante Coutinho.

Formado nos juvenis do Peixe, Coutinho estreou com a camisa do time de Vila Belmiro quando tinha apenas 14 anos, no ano de 1958 e pouco depois passou a formar com Pelé uma das duplas mais famosas da história do esporte bretão. As tabelinhas entre o Rei e o Gênio da Pequena Área viraram marca registrada do ataque quase poesia daquele time do Santos (Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.). Com apenas 16 anos, o atacante foi pela primeira vez convocado pela Seleção Brasileira, em 1960. Estreou contra o Uruguai, fora de casa, no dia 7 de julho de 1960.

Seu primeiro gol com a Amarelinha vem em 1961, em amistoso contra o Paraguai, quando os Canarinhos vencem por 2 a 0, no dia 30 de abril. Pouco depois, no dia 5 de maio, marca duas vezes diante do mesmo Paraguai, em outro amistoso. Na época o Brasil não disputou eliminatórias pois estava classificado como atual campeão mundial. Foi o titular da amarelinha durante toda a preparação para a Copa do Mundo de 1962.

Marcou outra vez diante dos paraguaios, dessa vez no ano de 1962, nume goleada por 6 a 0, as vésperas da copa daquele ano. Depois, fez outro gol contra o País de Gales, em outro amistoso preparatório para o mundial. Porém, uma lesão as vésperas da disputa no Chile o deixou no banco de reservas, onde viu a sua seleção ganhar pela segunda vez o torneio mais importante do futebol mundial.


Depois da Copa do Mundo, marcaria seu último gol pela Seleção Brasileira, em amistoso diante da Alemanha Ocidental, em Hamburgo, no ano de 1963. No total, Coutinho disputou 15 jogos com a amarelinha, marcando seis gols. Atrapalhado por problemas com o peso, encerrou a carreira precocemente, não sem fazer história vestindo a camisa do Santos. Pelé dizia que o "Pé de Vidro" era melhor que o Rei dentro da área e que sua frieza era algo surreal.

A lenda santista ainda trabalhou como treinador até 1995 e sempre esteve ligado a observação de talentos e até aconselhamento de jovens promessas da base santista. O eterno craque deixou o plano das lendas terrenas para jogar no time do céu no dia 11 de março de 2019, já sofrendo de várias complicações causadas por ser diabético.

Santos de Pelé, Coutinho e Pepe conquistava Paris em 1960

Por Gabriel Pierin / Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo

O trio de craques do Santos FC dos anos 60

O Santos venceu pela primeira vez o Torneio de Paris em 9 de junho de 1960, uma quinta-feira à noite. Com o trio Pelé, Coutinho e Pepe no auge, os santistas jogaram para um público de 40 mil pessoas que lotou o Parc des Princes e viu o Racing de Paris ser goleado por 4 a 1.

O Torneio de Paris era um dos principais eventos de pré-temporada da época. Formado com equipes de prestígio internacional, na sua edição de 1960 participaram o Santos, os franceses Stade de Reims e Racing Paris, e o CSKA Sofia, da Bulgária.


Na partida de estreia, dia 7, o Alvinegro enfrentou o Stade de Reims no Parc des Princes, em Paris. Campeã francês em 1959/60, vice-campeão europeu na temporada 1958/59 e base da Seleção da França que chegou à semifinal da Copa de 1958, o Stade contava com grandes jogadores em seu elenco, como o goleiro Dominique Colonna, o defensor Robert Jonquet e os atacantes Jean Vincent, Raymond Kopa e Roger Piantoni.

Sem dar bola para o currículo do adversário, o Santos começou avassalador. Coutinho abriu o marcador com um minuto de jogo. O segundo gol, aos cinco, foi uma obra-prima. A pintura começou com um chute de Pelé na trave. Dorval recuperou a bola na linha de fundo e tocou para Mengálvio, que tentou o drible e foi bloqueado. A bola encontrou Pelé e mais cinco defensores à sua frente. O Rei driblou um a um e tocou na saída do goleiro, para aplausos dos torcedores.

Com 2 a 0 atrás no placar, o Stade de Reims foi pra cima. Aos oito minutos o time francês diminuiu com Piantonini, mas a comemoração durou pouco. Coutinho voltou a marcar dois minutos depois. Nos acréscimos da primeira etapa, Piantonini fez outro e o Stade encostou novamente no marcador.


As equipes voltaram para o segundo tempo com a mesma disposição. Para a alegria da torcida francesa, o artilheiro Piantonini fez o terceiro e empatou o jogo. O estádio Parc des Princes foi à loucura e a pressão dos 40 mil torcedores sobre os santistas aumentou. A euforia durou até os 19 minutos, quando Coutinho desempatou. Pepe marcou mais um aos 38 minutos, fechando o marcador em 5 a 3.

Na noite de quinta-feira, 9 de junho, 40 mil torcedores lotaram o Parc des Princes para assistir à final entre Santos e Racing, que vencera o CSKA na semifinal por 2 a 0.

O Santos jogou a decisão com Laércio, Calvet (depois Getúlio), Mauro e Zé Carlos; Formiga e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite). O Racing apresentou Tailander, Tibari (Guillot), Lelong, e Marche; Marcel e Herbin; Grillet, Tocna, Ujlaki, Senac e Heutte.

A iniciativa do jogo partiu da equipe de Paris. Laércio, muito exigido nos primeiros minutos, chegou a receber atendimento médico depois de um choque com um atacante francês. A paralisação foi providencial. O time do Racing esfriou e o Santos, finalmente, entrou no jogo.


Aos 23 minutos Coutinho abriu a contagem. O atacante arriscou um chute de longa distância e a bola encontrou o ângulo direito. Pouco depois, começou a chover na Cidade Luz, dificultando a troca de passes. O Racing se recuperou do gol e voltou a ameaçar a meta santista. O africano Topka perdeu oportunidades e Laércio seguia fazendo grandes defesas.

Mais técnico, o Santos conseguiu manter a vantagem no primeiro tempo. Após o intervalo, o time voltou com mais disposição. Pelé tabelou com Coutinho e marcou aos nove minutos, ampliando a vantagem santista. Aos 15, Getúlio entrou no lugar de Calvet.

Aos 21 minutos a jogada seguia em ritmo lento pela esquerda quando Pelé jogou a bola entre as pernas do marcador, arrancou, esticou na esquerda para Pepe chutar forte e rasteiro no canto do goleiro Tailander.

Perdendo de 3 a 0, o Racing foi pra cima. Aos 28 minutos, Getúlio cometeu falta em Guillot. O mesmo francês fez a cobrança e Ujlaki desviou de cabeça, diminuindo o placar.


Aos 43 minutos Coutinho voltou a marcar. Dessa vez foi o centroavante que acelerou uma jogada depois de dar um drible na intermediária, passou a Pelé e recebeu na área, para enfiar o pé direito na bola, entre três marcadores, e fazer o quarto e último gol do Santos. Depois de brilhar na sua primeira excursão na Europa, em 1959, o Alvinegro Praiano voltava a triunfar no velho continente conquistando o prestigiado Torneio de Paris.

O Santos jogava o fino e para muitos já era o melhor do mundo, título que oficialmente só obteria no ano seguinte. O detalhe é que Coutinho, artilheiro do time no Torneio de Paris, com cinco gols, só completaria 17 anos dois dias depois da final. Pelé tinha apenas 19 anos e Pepe, o veterano do trio atacante, 25.

O primeiro gol de Coutinho pelo Santos FC em jogo oficial

Com informações da FPF
Foto: arquivo

Coutinho fez o seu primeiro gol pelo Santos com apenas 15 anos

Santos e Portuguesa, duas das equipes mais tradicionais do futebol paulista, sempre fizeram grandes confrontos ao longo da história. E um deles é especial para um dos maiores jogadores santistas: em 21 de abril de 1959, Coutinho marcava o seu primeiro em jogo oficial pelo clube da Baixada Santista em vitória diante da Portuguesa, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Rio-São Paulo.


Natural de Piracicaba, Antonio Wilson Vieira Honorio, simplesmente Coutinho, despontou para o futebol com a camisa do Santos. No dia 21 de abril de 1959, em confronto válido pelo Roberto Gomes Pedrosa, o Torneio Rio-São Paulo, o ex-jogador marcou o seu primeiro gol oficial pelo Alvinegro.

O feito histórico aconteceu no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e Coutinho foi diretamente o responsável pela vitória santista, por 2 a 0, já que o jovem atleta, antes de completar 16 anos, na época foi o autor dos dois tentos.


Foi o primeiro gol dos 370 gols que Coutinho fez pelo Santos ao longo de sua trajetória de mais de uma década defendendo as cores do clube da Baixada Santista. Tais números colocam Coutinho como o terceiro maior artilheiro santista, atrás apenas de Pelé (1091) e Pepe (403).

Pelo Santos, Coutinho formou um dos quintetos mais famosos do futebol mundial ao lado de Dorval, Mengálvio, Pelé e Pepe. Ao lado de seus companheiros, foi bicampeão mundial e da Libertadores, seis vezes campeão brasileiro, sete vezes campeão paulista e quatro vezes vencedor do Torneio Rio-São Paulo. Coutinho faleceu em sua casa, em Santos, no dia 11 de março de 2019, aos 75 anos, em decorrência de complicações causadas por diabetes.

O que já disseram sobre Coutinho

Foto: arquivo Santos FC

Coutinho brilhou com a camisa do Santos FC

Foi em Piracicaba, cidade do Interior de São Paulo, a 178 quilômetros da capital, que 11 de junho de 1943, um domingo de outono, veio ao mundo um garoto que seria um dos melhores centroavantes que o futebol já viu. No batismo, recebeu o nome Antônio Wilson Honório, mas, como era pequenininho e a mãe o chamava de coto de gente, virou Coutinho, aquele nascido para ser o Rei da Pequena Área, o parceiro ideal do Rei Pelé.

Seu estilo de jogo era tão marcante, que atraia grandes comentários de jornalistas, amantes da bola, companheiros e até adversários. Confira o que já disseram sobre Coutinho:
Coutinho é um provocador de oportunidades, de onde nascem os gols, às vezes dele próprio, mas, em maior número, gols de seus companheiros. Porque Coutinho, sem um centavo de egoísmo, procura ser útil aos colegas, certo que o todo e a unidade são os componentes da força geradora dos triunfos. - Adriano Neiva, o De Vaney, jornalista e escritor
Coutinho foi o goleador que jogou mais bonito, pois ele colocava a bola fora do alcance do goleiro, de mansinho, sem que ela tocasse na rede. Era um fenômeno. - Zito, bicampeão mundial do Santos e da Seleção Brasileira
Coutinho toureava os zagueiros como ninguém, com habilidade de dar um toque para tirar o marcador da jogada. Era ele de um lado e o beque de outro, em curtíssimo espaço dentro da área. Ele não precisava de muito para driblar. Se não fizesse o gol com a categoria de sempre, iria municiar Pelé, que devolvia com precisão. Daí surgiram as famosas tabelinhas. - Orlando Duarte, jornalista e escritor
O toque sutil e inteligente, o passe certo na corrida ou lançamento em bola parada, a deslocação sem bola, ou a melhor colocação para recebê-la; o gol “envenenado”, capaz de desmoralizar o melhor goleiro do mundo, como os muitos que surgiram à sua frente, fizeram de Coutinho um dos mais requisitados atacantes do futebol mundial. A França ainda lembra com carinho seu estilo, os torcedores do Benfica sempre perguntam por ele, os de todo mundo lamentam que Coutinho tenha abandonado nossos estádios tão cedo, deixando as imortais lembranças do seu futebol arte. - Constantino Ranieri, jornalista
Nós viajávamos muito juntos, jogávamos juntos e conhecemos um pouco do mundo e das diferentes culturas. Mas o que eu tenho que agradecer a ele é que 50% dos gols que eu fiz no Santos foram em parceria com ele. Na tabela e no fato de ele me conhecer. Nessa vida, ninguém faz nada sozinho, se não tivesse parceiros à altura, nada aconteceria. - Pelé
Coutinho faleceu em Santos, após sofrer um infarto em decorrência de diabetes e hipertensão arterial, em 11 de março de 2019. O velório foi realizado no Salão de Mármore do Santos e o carro funerário, com seu corpo, percorreu as ruas laterais da Vila Belmiro, sendo muito aplaudido pelos torcedores em sua última passagem pelo estádio que tantas vezes apreciou sua arte e sua frieza diante dos goleiros.

A primeira vez do inesquecível ataque do Santos FC

Com informações de Gabriel Santana, do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: Arquivo Santos FC

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe atuaram juntos pela primeira vez em 19 de abril de 1960

O dia 19 de abril de 1960 entrou para a história do futebol mundial. Em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo, o Santos enfrentou a Portuguesa de Desportos, no Pacaembu, e empatou em 2 a 2, depois de terminar perdendo o primeiro tempo por 1 a 0. O público mal chegou a 800 pessoas. Mas o mais importante não foi nada disso.

Naquele jogo, aparentemente sem maiores destaques, as menos de mil pessoas presente ao Pacaembu presenciaram a estreia do quinteto que formou o melhor ataque da história do futebol, conhecido como “o ataque dos sonhos”: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Curiosamente, nenhum dos cinco assinalou algum gol na partida. Zito e Ney Blanco, aos 20 e 22 minutos do segundo tempo, foram os responsáveis por balançar as redes do adversário, virando o jogo para o Santos, até que Odorico empatasse aos 30 minutos.

Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe começaram a partida, e Mengálvio entrou no decorrer do jogo, no lugar de Ney Blanco. O time santista, comandado pelo técnico Lula, jogou com Laércio; Feijó, Mauro e Zé Carlos; Calvet (Formiga) e Zito; Dorval, Ney (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe.

O ataque dos sonhos atuou em 97 partidas, entre o período de 1960 a1966. Juntos, os cinco craques conquistaram todos os títulos possíveis e protagonizaram espetáculos mundo afora. A última vez em que entraram em campo ocorreu em 9 de janeiro de 1966, na Costa do Marfim, quando o Santos goleou o Stad Club Abidjan por 7 a 1, com dois gols de Coutinho, dois de Pelé, dois de Pepe e um de Lima.

Coutinho - a lenda do gênio da pequena área e das tabelinhas com o Rei Pelé

Por Lula Terras

Coutinho - um grande ídolo do Santos FC

O combalido futebol brasileiro viveu momentos de grandes perdas, durante esta semana, que foi a morte de Antônio Wilson Vieira Honório, o nosso Coutinho, o maior centro avante do Santos FC, e também do ex-dirigente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, que ganhou notoriedade, pelo seu estilo todo peculiar de defender seu clube do coração, ao ponto de já ter sua página cativa na história do futebol brasileiro. 

Para mim, a perda mais sentida foi de Coutinho que, teve o privilégio de ser reverenciado, não como súdito do Rei Pelé, e sim seu parceiro, e que encantou o mundo com suas tabelinhas geniais. Sua forma fria e incisiva de atuar dentro da pequena área o coloca como um gênio naquele setor do campo e ídolo de outros grandes artilheiros do futebol brasileiro, caso de Romário e Casagrande, que se manifestaram publicamente, lamentando a perda. 

Os números alcançados por Coutinho são dignos da fama que alcançou, dentro do clube. Foram 368 gols marcados em 457 jogos disputados entre 1958 a 1970. Números que o colocam como o 3º maior artilheiro, na história do clube, atrás apenas, de Pelé, com 1091, e Pepe, com 403 gols. 

Já aposentado do futebol, Coutinho também deixou registrados alguns comentários ácidos sobre o futebol brasileiro, que foram amplamente explorados pela imprensa especializada. Uma vez perguntado se continuava a acompanhar o futebol, sem rodeios disse que não. E, na televisão só quando o jogo for bom, senão muda de canal. Este era Coutinho, o ídolo de todos aqueles que amam o melhor do futebol brasileiro.

Coutinho e seus 'causos' como treinador do Jabaquara

Por Victor de Andrade
Foto: Tática Assessoria

Coutinho foi o treinador do Jabaquara no ano de 2005

Na última segunda-feira, dia 11, faleceu um dos maiores centroavantes da história: Coutinho. Dono de uma precisão invejável, ele marcou época e fez parte do grande Santos dos anos 60, que conquistou o mundo, e ficou conhecido como o maior parceiro de Pelé. Após encerrar a carreira de jogador, o Gênio da Pequena Área foi treinador de pouco sucesso e seu último clube foi o Jabaquara, onde em uma mistura de muito conhecimento, superstições e questionamentos, a passagem dele pelo Leão da Caneleira, em 2005, rendeu muitos 'causos'.

Eu, atualmente com 40 anos, não pude acompanhar Coutinho como jogador, mas conheço bem a sua história. As primeiras memórias que tenho deste grande cara trabalhando com o futebol foi assumindo a equipe profissional do Santos FC interinamente, sendo o treinador campeão paulista sub-17 de 1994 pelo Peixe e também dirigindo outras equipes pequenas. Porém, em 2005, tendo acabado de me formar como jornalista, pude acompanhar de perto aquele time do Jabaquara.

O Rubro Amarelo disputava o Campeonato Paulista da Série B, o que equivalia à quarta divisão. Era o primeiro ano da junção das Séries B1 e B2 (a B3 já havia sido extinta ao final de 2003) e o Jabaquara, que tinha uma parceria com o Litoral FC, de Pelé, resolveu contratar Coutinho como treinador, após dois anos com Paulo Robson à frente da equipe. O grande mito do futebol, a partir dali, começou a colecionar algumas histórias pitorescas.

"Coloca o Barueri!"

Apesar do bom início, qualquer queda de rendimento dentro de campo fazia com que as críticas das arquibancadas ecoassem. Os abnegados torcedores do Jabaquara não aceitavam a equipe naquela situação e poderia ser qualquer um que não seria poupado. Isto até causava certos bate-bocas, já que alguns pediam para respeitar a história de Coutinho, o que era repreendido fortemente por outros, já que a crítica era para ele como treinador e não por sua história. Porém, apesar disso, Coutinho era de escutar a voz das arquibancadas, como na história que vou descrever abaixo.

O Jabaquara enfrentava o Palestra no 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, e perdia por 3 a 2. O treinador do Leão só tinha feito duas substituições e a partida se encaminhava para o final, quando uma voz ecoava da arquibancada: "Coutinho, coloca o Barueri!". Era Emerson Ortunho, dos Jogos Perdidos, fervoroso torcedor do Jabuca. E ele insistia, pedindo para utilizar o jogador que estava no banco de reservas.

Quando Emerson já estava perdendo a voz, Coutinho levantou do banco de reservas, olhou para ele e o torcedor aproveitou e mandou: "coloca o Barueri. Ele é Bom!". O treinador pegou de surpresa todos e respondeu: "é mesmo! O Barueri!". Coutinho tratou de chamar o jogador solicitado, ele entrou na partida, mas o Jabaquara não reverteu a situação: 3 a 2 para o Palestra.

O uniforme está dando sorte

Como falei acima, apesar desta derrota para o Palestra, fora de casa, o Jabaquara vinha bem na competição e brigava com o São Bernardo FC pela ponta da tabela. O Leão da Caneleira vinha usando a sua tradicional camisa amarela nos jogos em que atuava no Estádio Espanha. Porém, a diretoria do clube mandou confeccionar lindos uniformes, com a camisa sendo listrada em amarelo e vermelho, como na época em que o clube chamava Hespanha.

O Jabaquara iria estrear o uniforme novo e o roupeiro do clube ajeitou todas as camisas no vestiário, como de praxe. Estava tudo certo para a nova camisa ir a campo, mas só esqueceram de avisar ao Coutinho. Quando ele, com sua indefectível toalha de rosto em um dos ombros, entrou no vestiário e viu as camisas novas, mandou: "o que é isto? Estamos bem na competição, a camisa amarela está dando sorte. Não vamos trocar!". E lá foi o roupeiro ter que recolher as camisas novas e trazer de volta as amarelas.

"Se a bola passar da linha já é gol"

Todos os jogadores que trabalharam com Coutinho são unânimes em dizer que ele tentava passar tudo aquilo que aprendeu jogando para eles. Era contando o que ele passou nos gramados ou explicando alguns lances nos treinamentos. Quem contou esta história foi o meia Dedé, que depois virou treinador do Real Cubatense, quando trabalhamos juntos.

O Jabaquara tinha um centroavante, André, que era goleador (brigou pela artilharia do certame, inclusive), mas que em muitos momentos era afobado na área e sempre batia no gol com chutes fortes, sendo que alguns acabavam não indo no alvo. Coutinho, que era conhecido por sua grande precisão nos chutes, que muitas vezes preferia colocar do que chutar forte, disse:

"Na área, muitas vezes, não é necessário chutar forte. A precisão é muito melhor que a força. Você não precisa estufar as redes. Se a bola passar da linha já é gol!". Isto acabou se tornando um ensinamento que o grande Coutinho deixou para todos daquele elenco.

Após ter sido o segundo colocado do Grupo 4 do Campeonato Paulista da Série B de 2005, atrás do São Bernardo FC, o Jabaquara acabou sendo eliminado na segunda fase da competição, onde esteve no Grupo 6, ao lado de São Carlos, Palmeirinha e Campinas.

Não tem tabelinha - Perdemos Coutinho

Por Lucas Paes
Foto: arquivo Santos FC

Coutinho e Pelé imortalizaram a tabelinha no futebol e formaram uma dupla genial

O Santos Futebol Clube, vejam só, um time de uma cidade média do litoral de São Paulo, fugiu do seu destino e de suas limitações geográficas nos anos 1960 para se tornar um gigante do futebol mundial. Em discussões, é citado por muitos como o maior time do Brasil. Independente de qualquer coisa, o Alvinegro Praiano teve, durante a década de 1960, um dos melhores esquadrões que o futebol já vi. Entre esses craques, de um ataque que virou quase poesia, existia uma dupla que assombrava os piores pesadelos de defensores pelo mundo todo: Pelé e Coutinho. 

O Rei do Futebol dispensa apresentações. Nossa majestade fez chover em uma Final de Copa do Mundo aos 17 anos e tornou a camisa do Santos um dos maiores símbolos de futebol arte do planeta bola. Com Coutinho, Pelé teve sua maior parceria, praticamente inventando para o mundo a jogada da tabelinha, tantas vezes feitas por esses dois tanto em jogos pelo Santos como em jogos pelo Brasil. O futebol aprendeu a ser arte de muitas formas, uma delas foi em quadros pintados pela genialidade de Coutinho e de Pelé. 

A bola, com certeza, chora em alguma rede balançada pelas camisas brancas sacras que tomaram o planeta de assalto. A pequena área, tão bem habitada por caras como Romário e Ronaldo, sente agora o vazio da ausência de um professor dentro daquele espaço. O futebol, esporte tão popular, tão gigante, tão imenso, perde uma de suas maiores entidades sagradas, o Brasil, país onde o futebol é tão essencial e importante à cultura e a vida, perde um de seus mais pródigos filhos. 

Dorval, Megálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Quase poético, certamente histórico. Não teremos tabelinhas hoje, faz se silêncio nos campos do país e sentem o vazio diversas pequenas áreas pelo mundo. Coutinho, o futebol só tem a agradecer por todos os serviços prestados por você, pelo tanto que você e Pelé ajudaram este esporte a se tornar a religião que é hoje. Agora o Gênio da Pequena Área vai virar oficialmente uma lenda e irá para o sagrado campo dos deuses deste esporte. Descanse em paz lenda, o futebol te agradece.

Coutinho - Um gênio que vai deixar saudade!

Por Victor de Andrade
Foto: arquivo Santos FC

Luto! Coutinho, um gênio do futebol, nos deixou

Na noite desta segunda-feira, dia 11 de março, o mundo do futebol foi surpreendido com a notícia de que Antônio Wilson Vieira Honório, o grande centroavante Coutinho, faleceu. Ele, que estava com 75 anos foi um dos maiores centroavantes da história do futebol brasileiro, ídolo do Santos FC e, reconhecidamente, o maior parceiro de Pelé dentro das quatro linhas.

Coutinho nasceu em Piracicaba, no dia 11 de junho de 1943. Ele estreou no Santos em 1958, quando tinha apenas 14 anos. É até hoje o atleta mais jovem a atuar pelo time profissional do Peixe.. Ele defendeu o time até 1967 e depois entre 1969 e 1970.

No Santos, ele fez parte do time que conquistou o mundo, formando a famosa linha de ataque com Dorval, Mengálvio, Pelé e Pepe. Foi campeão paulista em 1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1967, venceu cinco vezes a Taça Brasil, de 1961 a 1965, as Libertadores e os Mundiais de Clubes de 1962 e 1963, alem de diversos torneios mundo afora.

Pela Seleção Brasileira fez 15 jogos e marcou seis gols, além de ter sido campeão na Copa do Mundo de 1962, apesar de não ter entrado em campo. Além do Santos, ele defendeu o Vitória, Portuguesa, Club Atlas, do México, Bangu e o Saad de São Caetano, onde encerrou a carreira em 1973.

Coutinho também teve uma carreira como treinador, com passagens pelo Santos, na base, onde conquistou o Paulista Sub-17 de 1994, e profissional, Valeridoce, Comercial de Ribeirão Preto, Aquidauana, Santo André, São Caetano, Bonsucesso e seu último clube foi o Jabaquara, quando o mesmo era gerido por uma empresa de Pelé.

Coutinho tinha diabetes, doença que levou à amputação de três dedos do pé esquerdo, e em janeiro foi internado em Santos com uma pneumonia. O Curioso do Futebol muita força aos familiares, amigos e fãs deste gênio da área.

Coutinho marcava três gols em clássico paulista em 1966

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC

Coutinho marcou três gols contra o Corinthians em 1966 (foto: arquivo Santos FC)

No dia 08 de outubro de 1966, o Santos FC vencia o Corinthians pelo placar de 3 a 0, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, em partida do Campeonato Paulista, assistida por 48.975 espectadores. O Peixe foi dirigido pelo técnico Antônio Fernandes, que substituía o técnico efetivo Luiz Alonso Perez, o Lula, que na partida do dia 14/09, vencida pela Portuguesa de Desportos por 2×0, na Vila Belmiro, junto com o goleiro Laércio, tentaram agredir o bandeirinha da partida.

O que tornou a vitória santista no Pacaembu diferenciada se deu ao fato dos três gols santistas terem sido marcados pelo centroavante Antônio Wilson Honório, o fenomenal Coutinho. O Peixe nesse dia formou com Laércio; Carlos Alberto, Oberdan, Haroldo e Lima; Zito e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Edu. No time adversário, estreava o ponta-direita Mané Garrincha.

Coutinho estava machucado, recuperando-se de uma lesão, no dia anterior ao clássico, o centroavante estava lavando o carro em frente ao Estádio Urbano Caldeira, o técnico Lula, conversando com ele afirmou que “Vou precisar de sua presença em campo na partida de amanhã, mesmo você não estando 100% fisicamente, pois o Corinthians não tem medo de Pelé, não. Eles tem medo de você”. Coutinho, o Príncipe da Vila, foi para o sacrifício e jogou plantado dentro da área adversária e marcou os três gols da vitória santista, para a alegria dos técnicos Antoninho e Lula.

O comentarista Mário Moraes, da Rádio Tupi comentou: “Isso é impressionante. Coutinho fez uma coisa que nem Pelé conseguiu na vida: Jogou 90 minutos de baixo de chuva, saiu com o uniforme molhado, sim, porque não jogava de guarda-chuva, mas saiu com a chuteira, as meias, o calção e a camisa tudo limpo. Ele praticamente não tocou na bola e por isso, não dividiu com nenhum zagueiro adversário. Foi o pior homem em campo, ou seja, o Santos FC jogou com dez jogadores. Mas ele resolveu a partida”.

Curiosidades - Em sua infância na cidade de Piracicaba, o garoto Antônio Wilson Honório, era chamado por sua mãe de Coutinho, o apelido Coutinho, foi dado pelo radialista Ernani Franco. Contra o Corinthians Paulista, ele jogou exatas 16 partidas no período de 1959 a 1970, vencendo 11, empatando 3 e sofrendo duas derrotas, ambas no Torneio Rio-São Paulo, o craque santista marcou 13 gols, contra o adversário da capital. Em partidas válidas pelo Campeonato Paulista, jogando pelo Santos FC, ele nunca foi derrotado pelo time da Arena Itaquera.

Coutinho, um grande ídolo do Santos FC

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC

Coutinho foi um dos grandes que vestiram a camisa do Santos FC

No dia 11 de junho de 1943, nascia na cidade paulista de Piracicaba, Antônio Wilson Honório, o Coutinho, um ser humano que é eterno nos corações dos torcedores do Alvinegro da Vila Belmiro. Foi um centroavante de apurada qualidade técnica, um craque de raciocínio rápido e frio, precioso nos arremates todos sempre leves e certeiros. Formou com o Rei Pelé uma dupla de atacantes que até hoje não foi superada no cenário não só do futebol nacional como mundial.

Foi o parceiro ideal do Rei, os quais eternizaram nos gramados a famosa tabelinha. Dentro da área era só tranquilidade e eficiência, um gênio no domínio da bola e feitura de gols. Quando iniciou sua carreira na equipe principal santista, o centroavante titular era o seu amigo Paulo César de Araújo, o Pagão que segundo Coutinho, foi um dos maiores jogadores que ele viu jogar no futebol brasileiro.

Coutinho é o jogador mais jovem a atuar na equipe principal do Santos FC, sua estreia ocorreu no dia 17 de maio de 1958, em Goiânia quando o Peixe venceu a equipe do Sírio-Libanês por 7 a 1 em partida amistosa com um gol de sua autoria nessa goleada, tinha na época 14 anos e 11 meses de idade. Com a camisa santista jogou 457 partidas tendo marcado 368 gols, no período de 1958 a 1967 e 1969 a 1970 é o 3º maior artilheiro do clube em toda a história.

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe
A linha de ataque do Santos na Seleção

Por ter-se contundido às vésperas do certame deixou de ser o titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1962, no Chile, e perdido o posto para Vavá. Na Seleção jogou 13 partidas e marcou 6 gols. A última vez em que vestiu a gloriosa camisa praiana foi no dia 21 de novembro de 1970 no Parque Antártica em partida válida pela Taça de Prata e foi um empate sem gols diante do América do Rio de Janeiro com o Peixe formando com: Cejas (Agnaldo); Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel Camargo e Turcão; Clodoaldo e Léo Oliveira; Árlem, Edu (Coutinho), Pelé e Abel. O técnico era Antônio Fernandes, o Antoninho.

Os problemas com o peso o fizeram encerrar a carreira muito cedo. Porém, depois de parar de jogar, por ironia do destino, não teve mais problemas com a balança. Atualmente, com 75 anos, mantém o peso de seu auge como jogador. Coutinho também foi treinador, campeão paulista sub-17 em 1994, com o Santos, e dirigiu a equipe principal do clube, como interino, em algumas oportunidades.

Coutinho, atualmente, mantendo sua forma

Coutinho era um craque de bola! Veja a opinião de membros da crônica esportiva e ex-companheiros sobre ele:
“O toque sutil e inteligente, o passe certo na corrida ou lançamento em bola parada, a deslocação sem bola, ou a melhor colocação para recebê-la; o gol “ envenenado” capaz de desmoralizar o melhor goleiro do mundo, como os muitos que surgiram à sua frente, fizeram de Coutinho um dos mais requisitados atacantes do futebol mundial. A França ainda lembra com carinho seu estilo: os torcedores do Benfica sempre perguntam por ele, os de todo mundo lamentam que Coutinho tenha abandonado nossos estádios tão cedo, deixando as imortais lembranças do seu futebol arte”. (Constantino Ranieri)”.
“Coutinho é um provocador de oportunidades, de onde nascem os gols, às vezes dele próprio, mas, em maior número, gols de seus companheiros. Porque Coutinho, sem um centavo de egoísmo, procura ser útil aos colegas, certo que o todo e a unidade são os componentes da força geradora dos triunfos”. (De Vaney). 
“Coutinho foi o goleador que jogou mais bonito, pois ele colocava a bola fora do alcance do goleiro, de mansinho, sem que ela tocasse na rede. Era um fenômeno”. (Zito). 
“Coutinho toureava os zagueiros como ninguém, com habilidade de dar um toque para tirar o marcador da jogada. Era ele de um lado e o beque de outro, em curtíssimo espaço dentro da área, Ele não precisava de muito para driblar. Se não fizesse o gol com a categoria de sempre, iria municiar Pelé, que devolvia com precisão. Dai surgiram as famosas tabelinhas”. (Orlando Duarte). 
“Nós viajávamos muito juntos, jogávamos juntos e conhecemos um pouco do mundo e das diferentes culturas. Mas o que eu tenho que agradecer a ele é que 50% dos gols que eu fiz no Santos foram em parceria com ele. Na tabela e no fato de ele me conhecer. Nessa vida, ninguém faz nada sozinho, se não tivesse parceiros à altura, nada acontece, entende?”. (Pelé).

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe - A primeira vez juntos

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe: o quinteto que assombrou o mundo do futebol

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Esta era a linha de ataque do Santos FC nos anos 60, time que assombrou o mundo, conquistou tudo o que era possível e considerado por muitos a melhor equipe da história. Aliás, falar o nome deles, nesta ordem, entra nos ouvidos dos fãs de futebol como se fosse uma música da melhor qualidade.

E o que este cinco grandes jogadores têm haver com o dia 19 de abril de 1960? Nesta data, no Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo, o Peixe encarava a Portuguesa de Desportos, pelo Torneio Rio-São Paulo. Essa partida é histórica pois foi nela que jogaram juntos pela primeira vez Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, ataque esse que ficaria imortalizado no futebol mundial como sendo o “Ataque dos Sonhos”.

Também há uma outra explicação. O Santos iniciou a partida com Dorval, Ney Blanco, Coutinho, Pelé e Pepe. Na segunda etapa, Ney Blanco deu lugar a Mengálvio, escrevendo uma grande página na história do futebol mundial, fazendo com que os cinco grandes craques atuassem juntos pela primeira vez.

Os cinco novamente juntos, em 2008

Por incrível que pareça, o Santos não ganhou esta partida, que terminou com o placar de 2 a 2, e nenhum dos cinco gigantes marcaram. Nesse jogo histórico, os tentos santistas foram marcados por Zito e Ney Blanco, que deu lugar a Mengálvio durante a partida. Aliás, o Alvinegro da Vila Belmiro, dirigido por Luiz Alonso Perez, o Lula, formou com Laércio; Feijó, Mauro e Zé Carlos; Calvet (Formiga) e Zito; Dorval, Ney Blanco (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe.

A última vez em que entraram em campo juntos com a camisa santista foi no dia 09 de janeiro de 1966 na vitória por 7 a 1 diante do Stad Club Abidjan na Costa do Marfim. Esse quinteto maravilhoso jogou junto, por praticamente seis anos, em 97 partidas.

50 anos da última vez do grande ataque do Peixe

O quinteto que 'botou medo' nos adversários na década de 60

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Esta linha de frente do Santos Futebol Clube na década de 60, que ao escalá-la soa até como música, marcou época no futebol mundial, sendo temida por todos os times ao redor do planeta. Pois neste 9 de janeiro de 2016 está completando 50 anos que estes cinco craques entraram em campo juntos.

No dia 09 de janeiro de 1966 o Santos FC, em mais uma de suas inúmeras e costumeiras viagens ao exterior, vencia a equipe do Stad Club Abidjan jogando na cidade do mesmo nome na Costa do Marfim, no continente africano pelo placar de 7 a 1 com Pelé (2), Pepe (2), Coutinho (2) e Lima marcando os tentos do Peixe sendo que um dos gols marcados pelo ponta-esquerda Pepe foi olímpico.

Foram 99 jogos com os cinco em campo juntos

O onze praiano formou com: Gilmar (Cláudio); Carlos Alberto, Mauro (Oberdan),Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio (Zito); Dorval, Coutinho (Toninho), Pelé e Pepe(Abel). O técnico era Luiz Alonso Perez, o Lula.

Mas, o que realmente marcou essa goleada foi o fato de que pela última vez jogavam juntos iniciando a partida, aquele que é tido como “O Ataque dos Sonhos” e é considerado pela imprensa esportiva mundial como o melhor ataque que um time de futebol já teve na história do futebol universal. O ataque inesquecível era composto por: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, que jogaram juntos iniciando os jogos em 99 partidas conquistando 71 vitórias, empatando 09 e perdendo 19 partidas.

Eles também atuaram juntos pela Seleção Brasileira

A estreia desse quinteto iniciando a partia aconteceu no ano de 1960 no dia 21 de abril no empate em 1 a 1 diante do São Paulo pelo Torneio Rio-São Paulo no Pacaembu, com Coutinho marcando o gol santista que formou com: Laércio; Feijó, Mauro e Zé Carlos; Dalmo e Zito; Dorval (Sormani), Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite). O técnico era Luiz Alonso Perez, o Lula.

Dorval jogou 612 partidas no período de 1956 a 1967 marcando 198 gols, Mengálvio jogou 371 partidas no período de 1960 a 1969 marcando 28 gols, Coutinho jogou 457 partidas no período de 1958 a 1970 marcando 370 gols, Pelé jogou 1116 partidas no período de 1956 a 1974 marcando 1091 gols e o ponta-esquerda Pepe que jogou 750 partidas no período de 1954 a 1969 marcando 405 gols.

* Levantamento feito por Guilherme Guarche, coordenador do Centro de Memória e Estatística do Santos Futebol Clube, e publicado no site do clube com texto de André Mendes.
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