Mostrando postagens com marcador Castor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Castor. Mostrar todas as postagens

Zagueiro Felipe Soares celebra vitória do Bangu contra o Audax Rio

Foto: Alexandre Durão/Bangu AC

Felipe Soares foi novamente titular do Bangu na primeira vitória da equipe no Carioca

Na noite do último domingo (04), o Bangu visitou o Audax Rio e conquistou a sua primeira vitória no Campeonato Carioca. O alvirrubro venceu por 1 a 0, gol de Anderson Lessa. Com o triunfo, o Bangu chegou aos 4 pontos ganhos e respirou na tabela de classificação. O time ocupa a 10ª colocação. Titular da equipe, o zagueiro Felipe Soares celebrou a vitória e destacou a importância de sair com o resultado positivo.

“O nosso time já vinha fazendo bons jogos, mas, infelizmente, o resultado não estava acontecendo. Na partida contra o Audax, conseguimos fazer um bom jogo, todo o time esteve bem e conquistamos a vitória. Esses três pontos são muito importantes para a gente, porque traz mais confiança para todo o time”, disse.

Na próxima quarta-feira (07), o Bangu terá novamente um adversário direto na tabela. A equipe enfrentará o Volta Redonda. O Voltaço é o 9º colocado, com 7 pontos ganhos. Caso consiga a vitória, o alvirrubro encostou na equipe do interior e ficará com a mesma pontuação do adversário. Felipe Soares destacou a importância de mais um resultado positivo e afirmou que o time tem evoluído.


“Vamos ter mais um duelo direto pela frente, dessa vez, vamos jogar em casa e temos que fazer valer o nosso mando de campo. Essa última vitória, com certeza, será importante, mas precisamos entrar ligados e buscar o resultado. Acredito que estamos evoluindo, temos feito bons jogos e agora vamos em busca de mais uma vitória”, concluiu.

Zagueiro do Bangu, Victor Oliveira completa uma década como jogador profissional

Foto: Alexandre Durão / Bangu AC

Victor Oliveira defende o Bangu

O ano de 2024 começou de uma forma especial para o zagueiro Victor Oliveira, de 29 anos. Contratado como reforço do Bangu após dois anos no futebol tailandês, o defensor completa nesta temporada uma década desde que foi promovido da base para o profissional e, então, revelado pelo Atlético Goianiense.   

Nascido no estado do Pará, Victor se mudou para Goiânia para se juntar às categorias de base do Goiás, primeiro, e depois do Atlético, iniciando assim sua jornada pelos campos de futebol. Foi pelo segundo que ele fez sua primeira partida na equipe principal, em 2014, quando tinha apenas 19 anos, em uma partida válida pelo Campeonato Goiano. 

Ainda em 2014, atuou em outras 25 partidas pelo Atlético-GO e marcou dois dois gols, chamando a atenção de times tradicionais do futebol brasileiro, como o Fluminense, clube para o qual se transferiu um ano após. Pelo Tricolor das Laranjeiras foram 15 partidas, sendo 11 como titular, durante as disputas do Campeonato Carioca, Copa do Brasil e Série A do Campeonato Brasileiro. 

Desde então, no Brasil, teve passagem por Joinville, Tombense, Paysandu, Figueirense, Sampaio Corrêa, Santa Cruz e Barra. Enquanto isso, no exterior, vestiu as camisas do Sheriff, da Moldávia – onde chegou a disputar a UEFA Europa League de 2017 – e do Krabi FC e RAJ Pracha FC, da Tailândia, ambas em 2023. 


Agora, Victor Oliveira tem a oportunidade de seguir escrevendo sua jornada no Bangu Atlético Clube. É lá que ele espera se destacar em um dos estaduais mais fortes do país para continuar atuando em alto nível nos próximos anos.

De volta ao Brasil, zagueiro Felipe Soares avalia adaptação e projeta evolução no Bangu

Foto: Alexandre Durão/Arquivo Atleta

Titular nos dois primeiros jogos do Bangu no Carioca, defensor estava na Europa

Com passagem nas categorias de base do Corinthians e grande experiência atuando no futebol europeu, o zagueiro Felipe Soares chegou ao Bangu no início da temporada e tem se consolidado na defesa do time. Felipe foi titular nas duas primeiras partidas da equipe no Carioca. O defensor falou sobre os primeiros jogos e revelou que tem se adaptado muito bem na volta ao futebol brasileiro.

“Foram dois jogos bem difíceis, adversários qualificados e que nos trouxeram grandes dificuldades. Passei um período jogando na Europa, as minhas últimas três temporadas foram lá, então tem uma diferença no estilo de jogo e no clima também. Por isso, acredito que é um período de readaptação ao futebol brasileiro, mas eu creio que já estou bem adaptado e, com certeza, o time todo vai evoluir”, disse.

O Bangu vem de dois resultados ruins, contra Portuguesa e Botafogo. Na próxima rodada, o Alvirrubro terá pela frente o Nova Iguaçu, na próxima quarta-feira (24). Felipe falou sobre a preparação para a partida e projetou a evolução do Bangu no Carioca.


“Vamos enfrentar uma grande equipe, que tem bons jogadores e que vai nos trazer dificuldades. Mas, acredito na força do nosso time e precisamos dar uma resposta positiva nessa partida contra o Nova Iguaçu. Acredito que o nosso grupo vai evoluir nos próximos jogos e vamos entrar no caminho das vitórias”, concluiu.

Márcio Rossini e sua passagem pelo Bangu

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Márcio Rossini em seus tempos de Bangu

Márcio Antônio Rossini, conhecido somente como Márcio Rossini, teve uma boa carreira como zagueiro, passando por diversos clubes grandes do futebol brasileiro. O jogador se destacou e chegou a seleção, mas no seu auge foi para o Bangu, que surpreendeu muita gente na época. 

O zagueiro nasceu em Marília, em São Paulo, no dia 20 de setembro de 1960, e sua carreira no futebol começou a deslanchar aos 15 anos, quando chegou para as categorias de base do Marília. Não demorou muito para subir para o profissional, e conseguir se destacar na equipe. 

Aos 18 anos subiu para o profissional, em 1978, e já chegou como capitão, uma grande moral no clube. O zagueiro era muito forte fisicamente, sendo muito inteligente no seu posicionamento, ganhando a maioria das disputas contra os atacantes. 

Depois de dois anos no profissional, o jogador foi contratado pelo Santos, por 3,5 milhões de cruzeiros. Em 1980 chegou na equipe santista, mas demorou para se firmar no clube, ficando a primeira temporada no banco de reservas, mas no ano seguinte começou a ganhar seu espaço. 

Depois de tornar-se titular, o jogador conseguiu se destacar, chamando a atenção de todos, e começou a ser convocado para a seleção brasileira. Rossini estava começando a viver seu auge no Peixe, sendo titular absoluto do clube, conquistando o título do Campeonato Paulista de 1984. 

Mas após cinco anos no Santos, acabou tomando uma decisão que chocou a todos na época. Rossini decidiu deixar a equipe e foi contratado pelo Bangu, que tinha feito uma boa temporada em 1985, sendo vice-campeão estadual e nacional. 

Mas todos entendiam que seria uma regressão em sua carreira, mas o zagueiro aceitou a proposta e foi para o Bangu. Em 1986, a equipe carioca, dirigida por Castor de Andrade, investiu bastante e contratou nomes como Neto, Mauro Galvão, Paulinho Criciúma e Rissini, além de manter boa parte do elenco da temporada anterior. 


Pela equipe carioca, o jogador acabou ficando sem brigar por grandes títulos e acabou adquirindo a fama de zagueiro violento, dando entradas muito fortes e sendo expulso algumas vezes. 

Acabou pegando mal essa sua fama, e o jogador acabou levando o apelido de “Márcio, o malvado”. Antes de ser contratado, em 1985, em um jogo entre Bangu e Flamengo, Zico sofreu uma entrada desleal, que quase o tirou da Copa do Mundo de 1986, e muitos falam que foi o Rossini, mas ele ainda não estava na equipe, e o autor da jogada na verdade foi o Marcio Nunes.

Rossini não conquistou nenhum título no Bangu, ficou por três temporadas no clube, atuando em 183 jogos. Em 1989, acabou se transferindo para o Flamengo, onde ficou pouquíssimo tempo e logo retornou ao Santos.

A história do goleiro Ubirajara com o Bangu

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ubirajara atuando no Bangu

Ubirajara Gonçalves Mota, que ficou mais conhecido na época que atuou pelo Flamengo como Ubirajara Mota, foi um dos bons goleiros formados no futebol brasileiro durante as décadas de 1950 e 1960. Dono de boa estatura e conhecido pelos ótimos reflexos, o carioca, que completaria 88 anos neste dia 4, tem entre os clubes que jogou uma grande história defendendo a meta do Bangu, onde fez parte inclusive de um time campeão do Campeonato Carioca.

Ubirajara começou no futebol no Deodoro Atlético Clube em 1950 e já em 1952 era goleiro da base do Bangu, chegando ao time de aspirantes no ano seguinte e estreando profissionalmente em 1956, quando substituiu Ernani, goleiro também conhecido do time de Moça Bonita. Entre idas e vindas aos aspirantes, se efetivou no time profissional alvirrubro a partir do ano de 1959, quando pegou a titularidade da meta.

Ubirajara fez parte de vários times fortes do alvirrubro, que já tinha na época a presença do lendário bicheiro Castor de Andrade em suas diretorias. Conta-se inclusive um causo onde o bicheiro entrou com revólver em campo após um pênalti marcado contra o Bangu, que depois teve um marcado a seu favor no mesmo jogo. Com o passar dos anos, Ubirajara não só era goleiro titular como capitão alvirrubro.

Em 1966, viveu seu grande momento com a camisa do time, quando era o goleiro titular do excelente time que conquistou aquele Campeonato Carioca. Aquele campeonato, inclusive, terminou devido a uma briga generalizada causada pelos dois times. O Flamengo já perdia de 3 a 0 a aquela altura e a bem da verdade não possuía qualquer chance de reverter o revés na decisão, que caminhava inclusive para uma goleada do Castor.


Essa conquista fez inclusive com que Ubirajara fosse parte da enorme comitiva de 47 jogadores que a CBD levou para a Copa do Mundo de 1966, mas acabou sendo cortado da lista final. Ubirajara deixou o Bangu em 1969, após 533 jogos defendendo a meta do time, sendo até hoje o recordista de atuações pelo clube. É m dos maiores ídolos da história do clube. Foi negociado com o Botafogo. 

Ele ainda atuou pelo Flamengo depois antes de pendurar as luvas e passar a trabalhar no ramo empresarial no resto de sua vida. Ubirajara nos deixou em 2021, aos 85 anos, devido a causas naturais do envelhecimento. 

Estádio de Moça Bonita, do Bangu, deverá ter iluminação a partir de 2024

Foto: arquivo

O Estádio de Moça Bonita

O presidente do Conselho Diretor do Bangu Atlético Clube, Jorge Varela, anunciou na segunda-feira, dia 17, durante as comemorações dos 119 anos de fundação da agremiação, a inauguração da iluminação no estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, o Moça Bonita, para 2024.

"Agradecemos ao vereador Felipe Boró, por todo apoio e suporte que nos deu para que esse projeto fosse para frente. À Prefeitura do Rio de Janeiro, através do prefeito Eduardo Paes, ao Secretário Municipal de Esportes, Guilherme Schleder e ao presidente da Rio Luz, Paulo Cezar dos Santos", disse a nota publicada pelo clube.

As tratativas vinham desde o ano passado. O Bangu estava alinhando os últimos detalhes junto à Prefeitura do Rio e também a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) para que o local volte a receber partidas oficiais à noite, o que não acontece desde 2017.


Em setembro, o Bangu revelou, via redes sociais, ter concretizado o projeto de remodelação de Moça Bonita, incluindo uma nova iluminação para o estádio. Além de jogos do próprio Alvirrubro, o estadio normalmente recebe partidas de torneios como as séries B1 e B2 do Estadual (respectivamente 3ª e 4ª divisões), além de ter sido palco, por exemplo, da final da Taça das Favelas.

A passagem de Mauro Galvão pelo Bangu

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Mauro Galvão atuou no Bangu 

Hoje afundado em divisões inferiores do futebol nacional e lutando inclusive para fazer campeonatos bons no Cariocão, o Bangu já foi um dos times "pequenos" de mais sucesso no futebol brasileiro, principalmente na década de 1980. Os investimentos do bicheiro Castor de Andrade fizeram com que o clube chegasse no topo. Uma das contratações da época dourada do time de Moça Bonita foi Mauro Galvão, que completa 61 anos neste dia 19.

Mauro Galvão chegou ao Bangu saindo do Inter, de onde havia iniciado a carreira e passado anos jogando. O zagueiro havia acabado de integrar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986 e acabou convencido por Capergiani e por Castor de ir ao clube para participar do ambicioso projeto de ser campeão do Brasileirão de 1986.

Mauro Galvão foi titular do time que distou da sonhada conquista, ficando apenas na segunda fase da competição e vendo ainda o rival América chegar a semifinal da competição, sendo eliminado pelo campeão São Paulo. Foi titular do time durante a maior parte da competição, mas a campanha frustrou todos os envolvidos, já que o Bangu havia sido vice-campeão do Brasileirão apenas um ano antes, perdendo o título para o Coritiba.


Em 1987, foi parte do time que conquistou Taça Rio, tendo ficado com a terceira colocação ao final do Campeonato Carioca. Seguiu como titular dos alvirrubros durante a Copa União daquele ano, quando o time acabou eliminado nas semifinais do seu módulo para o Guarani. Ao final daquele ano, foi junto com Marinho e Paulinho Criciúma para o Botafogo.

No total, em duas temporadas em que vestiu a camisa do Bangu, Mauro Galvão esteve em campo em 68 jogos, marcando um total de três gols pelo clube. Ele esteve em atividade até o ano de 2001, quando pendurou as chuteiras jogando pelo Grêmio. 

A passagem de Neto pelo Bangu em 1986

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Neto jogou no Bangu em 1986

Trabalhando atualmente como comentarista na TV Bandeirantes, José Ferreira Neto, popularmente conhecido como Neto, está completando 56 anos de idade nesta sexta-feira, dia 9 de setembro de 2022. Enquanto atuava dentro de campo, ele chegou a defender as cores do Bangu Atlético Clube por um curto período em 1986.

Nascido em Santo Antônio de Posse, cidade localizada na Região Metropolitana de Campinas,  Neto começou jogando na equipe juvenil da Ponte Preta, mas ainda jovem, rumou para as categorias de base do Guarani, onde se destacou e estreou como profissional em 84, quando tinha apenas 17 anos. Permaneceu no Bugre por dois anos.

Foi então, que em 86, Castor de Andrade e Carlinhos Maracanã, bicheiros que bancavam o clube de Moça Bonita, decidiram investir e venceram a corrida para contratar o atleta que atraia o interesse de grandes equipes do futebol brasileiro. Na época, o Alvirrubro conseguia competir de igual pra igual com os grandes do estado carioca. Além disso, o Banguzão havia sido vice brasileiro e carioca no ano anterior, mas acabou sendo prejudicado pela arbitragem em ambas as finais.

Essa curta passagem de Neto pelo time carioca aconteceu já no segundo semestre daquele ano. Segundo o site ogol.com, o meio campista disputou um total de 16 partidas com a camisa branca e vermelha. Balançou as redes em apenas uma oportunidades.


Depois do Banguzão, o atleta ainda passou por clubes como São Paulo, Guarani (duas vezes), Palmeiras, se tornou ídolo no Corinthians, Millonarios, Atlético Mineiro, Santos, Matsubara, Araçatuba e chegou a retornar ao Timão. Posteriormente, Osan IndaiatubaPaulista e encerrou a sua carreira Deportivo Italia, atualmente conhecido como Deportivo Petare, da Venezuela, em 99.

Coutinho e sua passagem pelo Bangu

Foto: arquivo

Coutinho fez apenas seis jogos pelo Bangu

Neste domingo, dia 11 de junho de 2022, um dos maiores gênios da área estaria completando 79 anos: Antônio Wilson Honório, o genial Coutinho! Ele, que é ídolo do Santos, também defendeu outros clubes, como o Bangu, em 1972.

Nascido em Piracicaba, Coutinho teve uma rápida passagem pelo XV até ser levado ao Santos, em 1957. No ano seguinte, antes de completar 15 anos, estreou no profissional do Peixe, sendo até hoje o jogador mais novo a entrar em campo pela equipe principal do Alvinegro Praiano. No clube do litoral paulista, virou um mito, fazendo parte de um dos melhores times da história, conquistando tudo o que era possível no futebol.

No auge, foi convocado para a Seleção Brasileira, onde foi campeão do mundo em 1962. Porém, no meio da década de 60, passo a sofrer com o peso e isto fez com que ele não fosse mais titular incontestável do Santos, alternando partidas magníficas com tempos sem atuar. Em 1968, foi emprestado ao Vitória e em 1969 para a Portuguesa. Voltou ao Peixe em 1970, convencido por João Saldanha de que se entrasse em forma, iria para a Copa do Mundo. Porém, ele não emagreceu e nem o treinador chegou ao Mundial, substituído por Zagallo.

Coutinho saíria pela segunda e definitiva vez do Santos e foi para o México, onde defendeu o Atlas, em 1971. Também sofrendo com o peso, jogou pouco e veio para o Brasil, quando o Bangu o fez uma oferta e ele aceitou! O camisa 9 defenderia o time do Castor!

Aquele Bangu na década de 70 já era diferente do time da segunda metade dos anos 60, campeão carioca de 1966 e que fazia frente aos quatro grandes do Rio de Janeiro. Porém, a chegada de Coutinho ao Alvirrubro era uma esperança de que ele entrasse em forma e pudesse desfilar seu talento pelos gramados de estádios como o Maracanã.

Porém, o velho problema que Coutinho teve nos seus times anteriores também aconteceu no Bangu. Por estar acima do peso, e isto era nítido, o centroavante tinha constantes problemas com lesão, principalmente muscular, e poucas vezes podia estar à disposição para ir aos jogos.

A passagem de Coutinho pelo Bangu acabou sendo rápida: foram apenas seis partidas e três gols marcados. A média de vezes que ele balançou a rede é até interessante, 0,5 gol por jogo, mas a verdade é que Coutinho, com 29 anos, parecia um ex-jogador que insistia em não encerrar a carreira.


Depois que deixou o Bangu, Coutinho ainda defenderia o Saad, onde encerrou a carreira em 1963. Depois que pendurou as chuteiras, virou treinador, tendo passado por várias equipes, mas com um detalhe: ele emagreceu e voltou a ter o peso de seu auge no Santos.

Coutinho faleceu em sua casa, no município de Santos, no dia 11 de março de 2019 aos 75 anos, em decorrência de complicações causadas por diabetes, que já havia causado a amputação de três dedos do seu pé esquerdo.

Ferj realiza encontro de gerações do Bangu

Com informações da Ferj
Foto: Úrsula Nery / Agência Ferj

Várias gerações que passaram pelo Bangu

Casa do futebol do Rio de Janeiro, a FERJ promoveu nesta segunda-feira, dia 30, um encontro de gerações de jogadores do Bangu: de Dé, o Aranha, passando por Arturzinho ao goleiro Wagner. O almoço foi regado à resenha, risadas e emoção.

"Eu tinha que pagar para viver isso. Obrigado, meu Deus, por estar aqui nesse momento. Obrigado ao Bangu, ao presidente Rubinho, aos meus companheiros. Quanta alegria", disse Dé, que teve relembrada a história do gelo:

"É verdade. Foi em 1969. Estávamos ganhando do Flamengo, de 1 a 0, mas levando um calor daqueles. Três bolas na trave. O empate ia sair. Aí, um jogador nosso caiu. O massagista entrou em campo e o juiz gritou para ele sair. Quando passou do meu lado, eu coloquei a mão no balde e peguei um gelo. Só que vieram umas pedras coladas. O jogo reiniciou e o Reyes dominou a bola. Eu peguei a pedra e taquei. Acertei a bola. O Reyes ficou sem entender nada. A bola escapou, arranquei e fiz o gol", contou o ex-atacante.

Recepecionados pelo presidente da FERJ, Rubens Lopes, os jogadores contaram passagens e gols pelo Alvirrubro. E assistiram a um vídeo, editado pela entidade, com lances e entrevistas históricas. "Olha lá! Tem gol meu", brincou Marcão, ex-volante do Bangu e ídolo do Fluminense.


Arturzinho, meia habilidoso e de baixa estatura, não poderia ter escapado das brincadeiras ao ter visto os gols de cabeça que marcou. "Nem pulou, hein, Artur. Teve até que se abaixar", disse Eduardo.

Além deles, estiveram no encontro Joãozinho, Wagner, Sorato, Edilson, os goleiro Alex e Eduardo Allax, Julinho, Léo, Leônidas e seu Ulisses (funcionário do Bangu). "Isso aqui é a casa do futebol. Que muitos encontros, como este, se repitam", disse o presidente da Federação, Rubens Lopes.

A passagem de Cabralzinho pelo Bangu

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Cabralzinho atuando pelo Bangu

Carlos Roberto Ferreira Cabral, mais conhecido pelo apelido de Cabralzinho, é famoso na baixada santista por ter comandado o Santos na fatídica campanha do Brasileirão de 1995. Muito antes de ser treinador, porém, o santista que completa 77 anos neste dia 2 de janeiro foi um bom jogador de meio-campo, formado no próprio time de Vila Belmiro. Uma das passagens de mais destaque de sua trajetória, porém, foi no Bangu.

Ele chegou ao clube carioca após passagem boa pelo São Bento, de Sorocaba, onde fez parte de uma campanha histórica na divisão de acesso do Paulistão. Castor de Andrade presenteou ele com uma lancha para convence-lo à jogar no time carioca. Era uma das grandes esperanças do bom time de Moça Bonita para buscar o título do campeonato estadual, tão sonhado na época pelo conhecidíssimo Castor de Andrade.

Nos dois primeiros anos, apesar de boas atuações do meia atuando pelo Bangu, o título escapou. Em 1964, Cabralzinho acabou atuando pouco, afetado por lesões. Tinha feito um grande torneio início, mas acabou atrapalhado pelos problemas físicos. Em 1965 atuou mais, mas viu o título escapar do Castor na final, ficando com o vice-campeonato. 

Em 1966, Cabralzinho faria aquele que seria o grande ano de sua carreira (o grande ano também da história do Bangu). O alvirrubro de Moça Bonita fez espetacular campanha naquele ano e o meia nascido em Santos particularmente estava inspirado. Marcou gols em diversas partidas, ficando na vice-artilharia do time, com 11 gols, cinco atrás do ótimo Paulo Borges, que terminou com 16. Foi um dos destaques do título, que terminou com uma surra de 3 a 0 sobre o Flamengo no Maracanã lotado, com direito a jogo terminando antes devido a confusões. 


Ainda atuaria por mais um ano no Bangu, seguindo com ótimas partidas pela equipe. Em 1967, atuou pelo Houston Stars numa época onde o Bangu "emprestou" seu time para o clube norte-americano, sendo esta quase uma turnê do time carioca nos EUA. Deixou oficialmente Moça Bonita naquele ano, indo jogar pelo Fluminense. Segundo dados do Bangu.net, foram 111 jogos e 37 gols do meia atuando pelo clube. Atuou profissionalmente até 1971, quando pendurou as chuteiras jogando pelo Flamengo. 

Há 55 anos, Bangu conquistava seu segundo e último título carioca

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Jogadores do Bangu dando a volta olímpica em 1966

Há 55 anos o Bangu se consagrava campeão carioca pela segunda vez e foi a última que o clube venceu a competição. Em um campeonato muito regular, o Alvirrubro foi premiado com o título, vencido em um jogo conturbado contra o Flamengo no Maracanã no dia 18 de dezembro de 1966.

Com mais de 140 mil pessoas no Maraca, a pressão estava enorme, pois na Véspera do jogo, o jogador do Flamengo chamado Almir declarou que não haveria volta olímpica alguma no Maracanã, a menos que fosse do Rubro-Negro. E mesmo com o título do Bangu, o time não conseguiu dar a volta olímpica.

Aos 26 minutos do segundo tempo, o Bangu já vencia o jogo por 3 a 0, e o próprio Almir, sabendo que o título já estava praticamente nas mãos do adversário, começou a bater nos jogadores banguenses e acabou gerando uma pancadaria envolvendo os atletas.

Por conta da pancadaria, o árbitro Airton Vieira expulsou cinco jogadores do Flamengo e quatro do Bangu, tendo que encerrar a partida. A briga acabou manchando a grande final, e mais ainda os atletas Rubro-Negro. O título alvi-rubro carioca tem um valor muito grande, pois foi a última vez que um time não pertencente ao G-4 do Rio (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco) foi campeão Carioca.

Tirando a parte da pancadaria, quem foi ao estádio também viu o baile que o time do Bangu deu, vencendo o jogo por 3 a 0 e se sagrando campeão. Ocimar, Aladim e Paulo Borges (artilheiro do campeonato com 16 gols) foram os autores dos gols da partida. A campanha do alvi-rubro foi muito boa, no turno classificatório ficou em segundo lugar, apenas atrás do Flamengo. E no Turno final ficou em primeiro, a frente do Rubro-Negro com uma vantagem de 4 pontos.


O time do Bangu que disputou a final tinha: Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim. Foi esse o último time campeão carioca pelo Bangu. Aliás, uma curiosidade: campeão em 1933 e 1966, o Bangu chegou a fazer uma campanha sobre 1999, contratando até o já veterano Renato Gaúcho. Mas não deu certo.

Em Diadema, Bangu bate o já classificado Santo André e avança no Brasileirão Série D

Foto: Caio Almeida / Bangu AC

Vitória contra o classificado Santo André garantiu o Bangu na próxima fase

O Bangu está na próxima fase do Brasileirão Série D de 2021. Enfrentando o já classificado Santo André, no Estádio Distrital do Inamar, em Diadema, na tarde deste sábado, dia 4, o Alvirrubro venceu por 2 a 1 e garantiu a quarta colocação do grupo A7 da competição. Na próxima fase, o Ramalhão vai encarar o Caxias e o time do Castor vai ter pela frente o Joinville.

Segundo colocado do Grupo A7, com 21 pontos, e já garantido na próxima fase da competição, o Santo André vinha de uma vitória sobre o Boavista, por 2 a 0, fora de casa. Já o Bangu, quarto colocado, com 16 pontos, dependia só de si para avançar e em seu último jogo venceu o São Bento, em Moça Bonita, por 1 a 0.

Precisando vencer para se classificar, o Bangu foi para cima e abriu o marcador com 20 segundos de jogo. O time Alvirrubro saiu jogando, voltou a bola para defesa de depois de belo lançamento de Denilson, Rochinha saiu sozinho na cara do goleiro e balançou as redes no Inamar.

O Bangu continuou melhor no jogo e fez o segundo aos 27'. Renatinho dominou a bola na direita, olhou para a área e fez o cruzamento na cabeça de Luís Araújo, que não perdoou e marcou: 2 a 0 para o Alvirrubro de Moça Bonita e assim terminou o primeiro tempo.

No segundo tempo, debaixo de neblina forte, o Santo André voltou melhor e diminuiu aos 18 minutos. Depois de bela jogada pela direita, Will recebeu a bola na área e rolou para David Ribeiro bater de chapa e marcar. Depois do gol do Ramalhão, a visibilidade no estádio ficou ruim, as duas equipes diminuíram o ritmo e o jogo acabou com vitória do Bangu pelo placar de 2 a 1.


Com o resultado, o Santo André, que ficou com a segunda colocação do Grupo A7, com 21 pontos, vai encarar o Esportivo de Bento Gonçalves, terceiro do Grupo A8, na próxima fase da competição. Já o Bangu, quarto da chave, com 19 pontos, vai ter pela frente o Joinville, que foi o líder do A8. As datas, horários e locais das partidas ainda serão confirmadas pela CBF.

Bangu vence o São Bento, entra no G-4 e complica rival na briga por classificação no Brasileirão Série D

Com informações do GE
Foto: Caio Almeida / Bangu AC

Jogo foi realizado em Moça Bonita, no Rio de Janeiro

O Bangu venceu o São Bento por 1 a 0, na tarde deste sábado, no estádio Moça Bonita, no Rio de Janeiro, em partida válida pela 13ª e penúltima rodada da primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro. O resultado colocou o Alvirrubro no G4 do Grupo A7 e praticamente eliminou o time sorocabano da competição.

Era jogo de vida ou morte para as duas equipes, que precisavam ganhar para manter chances de classificação. O Bangu vinha de uma derrota para o Cianorte, por 2 a 0, fora de casa. Já o São Bento encarou a Inter, em Limeira, e venceu por 2 a 0.

Por estar jogando em casa e precisando vencer, o Bangu se lançou ao ataque logo nos primeiros instantes da partida. Porém, apesar do volume de jogo e de muita vontade, o time da casa pecava na hora do último passe. Já o São Bento tentava jogar no erro do adversário, mas sem sucesso. Com isto, o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.

O Bangu voltou ainda melhor no segundo tempo e o gol da vitória do time carioca foi marcado por Rocinha, aos 33 minutos do segundo tempo. O atacante acertou um belo chute no canto do goleiro Cleber Alves para dar a vitória aos donos da casa.


Na última rodada da primeira fase da competição, o São Bento vai encarar o Boavista, no Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba. Já o Bangu vai até o Estádio Distrital do Inamar, em Diadema, para encarar o Santo André. Os dois jogos serão no próximo sábado, dia 4 de setembro, às 15 horas.

Há 36 anos, Ado perdia o pênalti e a chance de fazer o Bangu campeão brasileiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ado perdeu o pênalti decisivo no jogo entre Bangu e Coritiba

O Brasileirão de 1985 teve uma das finais mais alternativas da história do futebol brasileiro. Num dia 31 de julho como hoje, o Coritiba se sagrou campeão brasileiro em cima do bom time do Bangu, numa decisão que surpreendeu o país todo, mas levou todas as torcidas do Rio ao Maracanã para torcer pelo simpático time de Castor de Andrade. Naquele dia, o meia Ado perdeu o pênalti que deu o título ao Coxa na decisão.

Coritiba e Bangu chegaram a final depois de campanhas contundentes ao longo do campeonato, com Bangu, Brasil de Pelotas e Coritiba chegando a fase final junto ao Atlético Mineiro, deixando pelo caminho times como o Flamengo. Na semifinal, o Bangu deixou o Brasil pelo caminho, enquanto o Verdão derrubou o Atlético Mineiro. A decisão, em jogo único, ocorreu no Maracanã, devido a campanha melhor do Bangu.

Os alvirrubros, porém, saíram atrás naquele dia, com um gol de Índio para os paranaenses, num Maraca tomado por 91 mil torcedores que em sua maioria eram torcedores dos gigantes cariocas. Lulinha empatou o jogo para o time "da casa", explodindo a massa de intrusos que incentivava o Bangu naquele dia. Tenso, o jogo seguiu empatado até seu final, mesmo na prorrogação, apesar da pressão do time carioca, num resultado que levou a decisão do título do Brasileirão de 1985 para os pênaltis.

Nas cinco primeiras cobranças de cada lado, uma verdadeira aula de ambos os times e gols. Na sexta, porém, o destino foi cruel com Ado, um dos maiores jogadores da história do Bangu, que chutou para fora o pênalti que o atormentaria para o resto da vida. O paraibano chorou inconsolável e se sentiu em dívida com a torcida do time, uma dívida que possivelmente Ado sinta até os dias atuais, mesmo mais de 30 anos depois do jogo.

Várias foram as entrevistas em que Ado falou sobre o ocorrido. Na época, ele pediu para ser negociado pois "não conseguiria mais encarar a torcida do Bangu". Segundo ele, em outra entrevista dada anos depois ao Sportv, o sentimento foi que "não tinha dado as pessoas o que esperavam dele". Declarou já também que "não se perdoa até hoje" pelo pênalti perdido. O erro é uma marca triste na trajetória de mais de 200 jogos dele com o Bangu, que com certeza é muito maior que o penal desperdiçado. 

Talvez o mais triste é que o meia alvirrubro fez quase tudo certo. Viu o goleiro do Coritiba cair para um lado e jogou no outro, porém o cruel destino quis que a bola fosse para fora. Ao Coxa, com o acerto de Gomes depois, a festa do título, mais importante da história do clube até hoje. Ao Bangu, uma tristeza nunca superada de um time que nunca mais conseguiu alçar um voo tão alto. O fato é que Ado se "sentia em dívida" mesmo em 2019, quando comandou o clube numa campanha histórica no Campeonato Carioca, como declarou em entrevista ao Extra. Dizendo que o desejo dele era "conquistar um título com o Bangu" e que deixava de dormir pois sentia que a "responsabilidade era sua"


O Coritiba, que não tem nada a ver com isso, até hoje lembra aquele título, sonhando com dias melhores novamente. O Verdão vê o arquirrival Athletico, antes tão distante para baixo, hoje tão distante para cima. A campanha na Série B é ótima, mas o time parece nunca conseguir se manter na Série A, enquanto o Furacão, recente campeão da Copa do Brasil e da Sul-Americana, segue incomodando no alto. No Alto da Glória, a inspiração de 1985 é o sonho de momentos mais gloriosos que parecem tão longe.

Em Moça Bonita, Portuguesa perde de virada para o Bangu pelo Brasileirão Série D

Por Victor de Andrade
Foto: Dorival Rosa / Portuguesa

A Lusa abriu o marcador no primeiro tempo, mas levou a virada na segunda etapa

Na tarde deste sábado, dia 10, no Estádio de Moça Bonita, no Rio de Janeiro, o Bangu enfrentou a Portuguesa de Desportos pelo Campeonato Brasileiro da Série D de 2021. A Lusa saiu na frente no primeiro tempo, mas o Alvirrubro crescer na segunda etapa, virou o marcador e venceu por 2 a 1. Foi a primeira vitória do time carioca na competição.

Vice-líder do Grupo A7, com nove pontos, a Portuguesa vem de uma vitória em casa, contra o São Bento, pelo placar de 2 a 0. Já o Bangu é o lanterna da chave, com dois pontos, e vem de uma derrota para o Madureira, por 1 a 0.

O jogo começou com os visitantes jogando melhor. Aos 12', Maykinho teve boa chance pra abrir o marcador para a Lusa. Mesmo sendo pressionado, o Bangu conseguia atacar e aos 21' teve oportunidade, com Luis Araújo.

A Portuguesa dominava as ações e abriu o marcador aos 37 minutos. Dheimeson ligou com Maykinho, que serviu Tito. O jogador da Lusa foi até a linha de fundo e cruzou para Raphael Luz, que de chapa marcou 1 a 0 para o time Rubro-Verde. Antes do fim da primeira etapa, Maykinho quase ampliou, mas a partida foi para o intervalo com o placar mínimo para os visitantes.

O Bangu voltou com tudo no segundo tempo e quase empatou aos 3 minutos, quando a defesa da Lusa bateu cabeça e por pouco não marcou contra. Aos 31', após boa tabela, Oliveira teve a chance para empatar o duelo, mas mandou a bola para fora.


De tanto insistir, o Bangu chegou ao empate aos 34 minutos. Em bola cruzada, Caio Cézar foi oportunista e mandou a bola para o fundo das redes: 1 a 1 em Moça Bonita. O gol deu ânimo ao Alvirrubro, que foi para cima e virou aos 41', em belíssimo chute de Luís Augusto. Assim, o Bangu venceu por 2 a 1.

As duas equipes voltam a jogar no próximo sábado, dia 17. Às 17 horas, no Estádio Major Levy Sobrinho, o Bangu tem pela frente a Inter de Limeira. Já no Canindé, em São Paulo, às 19 horas, a Portuguesa enfrenta o Boavista.

Zózimo - Um ídolo do Bangu

Com informações do Memórias do Esporte
Foto: Getty Images

Zózimo foi o grande ídolo do Bangu no período pré-título de 1966

Zózimo Alves Calazans nasceu dia 19 de junho de 1932, na cidade de Plataforma (BA). Faleceu dia 17 de julho de 1977. Foi um zagueiro elegante que atuou nos anos 40, 50 e 60. Começou sua carreira jogando no São Cristóvão, depois foi para o Bangu do Rio de Janeiro. Aos 16 anos fez um teste na equipe carioca e foi aprovado. Zózimo era mais que inteligente: andava com elegância, tanto no gramado como na rua.

Ainda hoje é um dos maiores ídolos do clube de Moça Bonita, um clube que já teve grandes jogadores, como por exemplo; Domingos da Guia, Ademir da Guia, Paulo Borges, Fidelis, Jaime, Ocimar, Cabralzinho, Mário Tito, Aladim e tantos outros. Mas infelizmente hoje, o Bangu caiu no ostracismo e está ameaçado até de perder sua sede para uma igreja evangélica. Zózimo permanece como a lembrança de um tempo distante de orgulho em vermelho e branco.

Corria o ano de 1932 quando ele nasceu. Para os mais desavisados (que somos quase todos nós, simples mortais) era mais um menino, dentre tantos outros. Mas o tempo foi passando e o menino se distinguia dos demais: bom de bola, bom de escola, era a alegria de todos os que com ele tomavam contato. Corria o ano de 1948 quando ele apareceu no São Cristóvão: bom físico, bom nível cultural, talhado para a posição de armador, mistura de pensamento e ação, cabeça e pé em harmonia para um tratamento perfeito que a pelota merecia.

Quis o destino que o Bangu passasse a ser o seu lar. Era então o ano de 1950. E o Brasil acordou para a sua genialidade. E seu nome passou a ser uma constante, cada vez que era necessário fazer a escolha dos melhores. Em cada seleção convocada, invariavelmente estava o seu nome. Não mais como armador, mas como quarto zagueiro, posição a que tinha se dedicado. Ao contrário da maioria dos jogadores da época, o seu desenvolvimento não se fazia apenas em relação aos pés: desenvolvia-se culturalmente, ficava tão alegre ao receber uma aprovação nos diversos cursos que frequentava quanto ao receber os aplausos dos torcedores a cada nova boa jogada.

Jogava de cabeça erguida como os grandes craques. A bola estava sempre nos seus pés, sob controle. Ele a encarava e sabia sempre o que estava fazendo. Seus companheiros de time entendiam o recado de um simples olhar. Elegante ao andar normalmente pelas ruas, ao enfrentar os adversários e principalmente ao tratar a bola.

Na equipe carioca de Moça Bonita, ficou por longos 16 anos, mas apesar da longividade, não conseguiu conquistar nenhum título nesta equipe, mesmo jogando ao lado de grandes craques, como foi aquela equipe do Bangu de 1956, que tinha a seguinte formação; Aparecido, Ladeira, Gavilan, Zózimo e Edson; Mário Tito e Décío Esteves; Dorival, Zizinho, Mário e Nivio. Porem, com seu jeito clássico de jogar, foi convocado para a seleção brasileira e lá, conquistou os dois únicos títulos que teve em sua carreira, ou seja, os mundiais de 1958 e 1962.

Com a camisa do Bangu não conseguiu nenhum titulo, mas foi campeão do Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro, em 1957, e do Torneio de Nova Iorque, em 1960, quando o alvirrubro goleou times como Sampdoria (ITA) e Sporting (POR). No entanto, seria para sempre seu maior ídolo.


Na época em que defendia o Bangu, Zózimo foi convocado para as Copas do Mundo de 1958 e 1962, sendo que na segunda foi titular e sagrou-se bicampeão. Em 1964, já com a idade avançada, foi negociado com um clube do interior paulista. Na época Zózimo foi jogar na Esportiva de Guaratinguetá. Ainda defenderia Flamengo, Fluminense, Portuguesa, Sport Boys do Peru, Porvenir Miraflores e CD Águila.

Nos últimos dias de vida, Zózimo tinha como meta a formação de novos jogadores. Talvez tentasse achar, dentre as centenas de garotos que passavam pelas suas mãos, alguém que tivesse o seu estilo. Talvez ainda não tivesse atentado para o fato de que estava à procura de alguma coisa muito difícil de achar, pois a reunião de tantas qualidades em uma única pessoa não acontece todos os dias: são exceções que a natureza não teria fôlego para fabricar em série. No dia 17 de julho de 1977 o destino o levou, depois de um trágico acidente automobilístico.

Bangu fica na bronca e ironiza derrota para o Flu com ‘garfo’ na web

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: reprodução


O Bangu não ficou nada contente com a derrota para o Fluminense por 1 a 0, no último sábado, pela quarta rodada do Campeonato Carioca. Tanto é que o clube usou as redes sociais para ironizar o revés com a foto de um ‘garfo’, indicando a má intenção da arbitragem em campo.

A principal reclamação do Bangu é em relação ao gol de Jean Carlos que foi anulado aos 12 minutos do segundo tempo. O Bangu entende que o gol foi legal, contrariando a decisão do auxiliar dentro de campo.

O Bangu postou nas redes sociais a foto de um garfo com a seguinte descrição:

“Garfo é um utensílio culinário utilizado pela civilização ocidental moderna para a alimentação. Serve principalmente para segurar alimentos rígidos e levá-los à boca, mas tb se usa na cozinha para segurar os produtos e cozinhar, por exemplo, batatas ou cenouras cozidas, em purê”, postou o clube.


Com o revés, o Bangu ficou com quatro pontos e na oitava colocação. O time voltará a campo na quarta-feira para enfrentar o Madureira, às 15h30, em Conselheiro Galvão.

As polêmicas do título carioca de 1985 do Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Fluminense ganhou o campeonato de maneira polêmica em 1985

O ano de 1985 foi marcante para o Bangu, que tinha um ótimo time e fez a melhor campanha de sua história no Brasileirão, perdendo a final da competição para o Coritiba. Porém, o tradicional clube alvirrubro teve outra chance de título, no final daquele ano, numa época onde os estaduais eram decididos em dezembro, numa final de Carioca diante do Fluminense, exatamente no dia 18 daquele mês, no Maracanã. A arbitragem de José Roberto Wright, porém, traz polêmicas até hoje. 

Aquele duelo no Maracanã valia pela última rodada do triangular final da competição, que envolvia o campeão da Taça Guanabara (Fluminense), o campeão da Taça Rio (Flamengo) e o time com melhor campanha acumulada (Bangu). Naquele último jogo, apenas o Bangu e o Flu tinham chance de título. O Castor, inclusive, entrava em campo com a vantagem do empate. 

O duelo teve um balde de água gelada em cima do Fluminense, que tinha apoio da maioria dos 88 mil torcedores presentes: aos 4 minutos, Marinho, craque daquele time do Bangu marcou de cabeça o primeiro gol da partida. O drama ia para o lado tricolor, que precisava virar o jogo. E no primeiro tempo, mesmo com apoio total da torcida, não conseguiu marcar algum gol, mantendo-se o placar de 1 a 0.

É fato que o Flu inclusive reclamou um pênalti no segundo tempo, na primeira grande polêmica do jogo, quando um zagueiro do Bangu cortou com a mão um chute de Renê. Right interpretou o toque como não pênalti. Partindo pra cima, porém, o Pó de Arroz empatou aos 18 minutos do segundo tempo, com Romerito, craque daquele time tricolor e virou com o talismã Paulinho, que, vindo do banco, marcou um belíssimo gol de falta. Jair reclamou bastante, mas claramente empurrou Washington na disputa de bola pelo alto.


A maior polêmica da arbitragem veio já nos acréscimos. Cláudio Adão foi lançado em clara condição de marcar o gol, ultrapassou Vica que desesperadamente derrubou Adão um pênalti claro que Wright ignorou e causou uma enorme polêmica e reclamação, com três expulsões de jogadores do alvirrubro e trocas de agressões entre o árbitro e o segurança do dirigente Castor de Andrade. No fim das contas, o Flu ficou com o tricampeonato.

Wright argumentou depois em entrevista que havia acabado o jogo e por isso não deu o pênalti. A questão toda acabou amplificada pelo fato do árbitro e ex-comentarista ser torcedor tricolor e até ter atuado como dirigente do Fluzão anos depois. O fato é que ficou a marca de um título ganho de forma polêmica, para não usar outro termo, pelo time das Laranjeiras.

Juan Felipe faz balanço positivo do Bangu no Carioca e já projeta a Série D

Foto: divulgação Bangu AC

Juan Felipe foi um dos responsáveis pela boa campanha do Bangu no Cariocão 2020

O Bangu encerrou com vitória sua participação na edição 2020 do Campeonato Carioca ao superar a Cabofriense pelo placar de 1 a 0, na tarde desta quarta-feira, em Moça Bonita. Mesmo sem a conquista da classificação para as semifinais da Taça Rio, o meia Juan Felipe fez um balanço positivo da campanha da equipe na competição estadual.

“O Bangu montou um elenco de qualidade e visava chegar pelo menos entre os quatro em um dos turnos, mas a paralisação do campeonato por causa da pandemia de covid-19 acabou atrapalhando um pouco. De qualquer maneira, qualifico nossa campanha como boa, pois fizemos bons jogos e mantivemos o clube na divisão principal. O saldo é favorável”, analisou.

Foco na Série D - Contratado no início do ano, Juan acertou em maio a prorrogação do seu contrato até o término da temporada, o que o coloca como um dos principais nomes da tradicional equipe de Moça Bonita para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D.


“Ainda não sabemos quando a competição terá início, mas a partir de agora nosso foco já está na Série D. Vamos fazer uma preparação forte e a torcida pode ter a certeza que vamos lutar para conquistar a promoção”, finalizou o camisa 10 alvirrubro.
Proxima  → Inicio

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações