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Pepe - 90 anos do legado do 'Canhão da Vila'

Com informações de Heloisa Helena, do Memorial das Conquista
Foto: arquivo

Pepe em ação pelo Peixe

No dia 25 de fevereiro de 1935 nascia um dos maiores ídolos da história santista. José Macia, o lendário Pepe, honrou o manto alvinegro, o único usado pelo jogador, ao vencer diversos títulos com o Santos FC e conquistar o carinho e gratidão eterna dos torcedores.

O início - O futebol esteve presente na vida de Pepe desde cedo. Aos 7 anos começou a praticar o esporte nas equipes do bairro onde morava, o Comercial FC e o Mota Lima, junto com seu irmão Mário. Mas sua trajetória no Santos se iniciou, quando o goleiro Cobrinha, seu companheiro de time no infantil do São Vicente AC e também atleta do infantil do Santos, o chamou para fazer um teste no clube, quando tinha 16 anos. No dia 4 de maio de 1951, Pepe foi aprovado pelo técnico Salu e começava assim sua forte ligação com as cores branco e preto.

Em relação a esse momento de sua vida, Pepe comentou: “O Salu foi o responsável por ser meu olheiro, me observou no treinamento do Santos lá do Infantil. Observou que eu era bom de bola e mandou fazer a minha inscrição. Fiquei todo feliz. Cheguei em casa e falei: “Puxa mãe, sou jogador do Santos, já fiz a minha inscrição, já vou poder ver os Jogos do Santos de graça, porque já tenho a minha carteirinha de atleta”.

A estreia - Aos 19 anos, no dia 23 de maio de 1954, em uma partida diante do Fluminense, no Pacaembu, válida pelo torneio Rio-São Paulo, entrou no lugar de Boca, substituto do seu colega de time em São Vicente, Del Vecchio. O resultado não foi favorável ao Peixe, que acabou derrotado por 2 a 1.

O Campeonato Paulista de 1955 é um marco para Pepe, pois na última partida do certame, o jogador tem seu primeiro grande momento como atleta profissional. Em uma Vila Belmiro com 8.500 pessoas presentes, Pepe marcou o gol do desempate aos 65 minutos de jogo contra o Taubaté e assinalou seu nome no gol do título do segundo Campeonato Paulista do Alvinegro.

A partir daí o talento de Pepe era cada vez mais notado e sua determinação foi vista em cada título que o jogador conquistou com o Peixe. Ao todo foram 25 títulos oficiais, sendo 11 Campeonatos Paulistas, seis Campeonatos Brasileiros, duas Taças Libertadores da América, dois Mundiais Interclubes e quatro Torneios Rio-São Paulo, tornando-se o jogador com mais títulos por um único clube.

Em 1963, no Campeonato Mundial, o Santos sofreu uma derrota de 4 a 2 no primeiro jogo, venceu o segundo jogo com o mesmo placar com dois gols de Pepe, e no terceiro jogo em uma cobrança de Pênalti conquistou o mundo pela segunda vez. Questionado sobre esse glorioso triunfo, Pepe comentou: “Puxa vida, não era fácil. Tínhamos sido campeões paulista, brasileiro, sul-americano e nos sagramos campeões mundiais também. Eu fui muito importante. Nós estávamos perdendo o jogo 2 a 0, acabamos ganhando de 4 a 2 e eu marquei dois gols de falta. E passei a ser conhecido. Eu já era um jogador com algum nome, né? Mas passei a ser conhecido não só no Brasil inteiro, mas no mundo inteiro, porque já tinha o efeito da televisão que passava os jogos para outros países, né? E todos passaram a conhecer que o Santos tinha uma “pontinha” esquerdo muito bom”.

Brilhante cobrador de faltas, ganhou o apelido de “Canhão da Vila” por seu potente chute de esquerda. Também entre seus feitos, está a conquista do Prêmio Belfort Duarte, honra concedida ao atleta por nunca ter sido expulso em nenhuma partida em toda sua carreira como jogador. Sobre esse prêmio, Pepe citou: “Olha, eu recebi o Prêmio Belfort Duarte e Disciplina, que não é fácil, né? Porque eu tive uma carreira bonita, não só no Santos, como nas Seleções Paulista e Brasileira. Nunca fui expulso de campo e ganhei o prêmio que poucos jogadores conseguiram. Como jogador, eu fiz 750 jogos no Santos, 40 na seleção brasileira, 40 e pouco na seleção paulista. E nunca fui expulso. Era muito disciplinado e acatava os juízes. Todos os juízes tinham uma consideração muito boa comigo. Sabiam que se tivesse jogo violento, eu enfrentava e não tinha medo. Eu era um ponta veloz e chutador”.

Despedidas - No dia 19 de março de 1969, Pepe usou o manto alvinegro pela última vez como jogador. Em uma partida válida pelo Campeonato Paulista, substituiu Douglas no triunfo sobre o América de São José do Rio Preto por 2 a 1.

Porém, sua despedida dos gramados ocorreu no dia 3 de maio, quando o jogador deu uma volta olímpica no gramado da Vila Belmiro concretizando um momento emocionante e inesquecível para os torcedores. Nessa ocasião quando encerrava 15 anos de uma carreira de cheia de glórias, recebeu homenagens como uma placa referente ao seu legado no Santos, do presidente Athiê Jorge Coury, onde estava escrito: “Muito obrigado do Santos, da torcida e de todos os esportistas do Brasil”.
Sobre a despedida e seus futuros passos Pepe comentou: “Foi uma etapa que eu venci, parei de jogar com 34 anos, podia até jogar um pouco mais… então, apareceu essa chance de começar uma nova carreira como treinador e eu fiquei firme. O Santos me queria, via que eu tinha possibilidades e aí começou tudo”.

Carreira como treinador - Pepe construiu uma longa trajetória como treinador, iniciando sua carreira em 1969 nas categorias de base do Santos. Pouco tempo depois, passou a atuar como auxiliar técnico do time principal e, em 1972, teve sua primeira oportunidade no comando da equipe.

No ano seguinte, liderou o elenco na conquista do Campeonato Paulista, que marcou seu primeiro título como técnico e também o último troféu da carreira de Pelé. Ao todo, teve cinco passagens pelo Santos, dirigindo a equipe em 371 partidas, o que o torna o terceiro treinador com mais jogos no comando do clube.

Também comandou outros clubes como São Paulo (onde ganhou o Campeonato Brasileiro de 1986), Inter de Limeira (onde ganhou o Campeonato Paulista também de 1986), Atlético Mineiro, São José, Náutico, Al Sadd, Fortaleza, Boavista, Seleção Peruana, Verdy Kawasaki, Portuguesa, Guarani, entre outros.

Pepe é o maior vencedor do Campeonato Paulista com 13 títulos conquistados (11 como jogador e 2 como treinador); maior vencedor do Campeonato Brasileiro com sete títulos conquistados (seis como jogador e um como treinador); jogador que mais atuou com a camisa do Santos em jogos oficiais, com 750 jogos e é o segundo maior artilheiro do Santos, com 405 gols.


Sobre ser reconhecidamente um ídolo no futebol brasileiro, Pepe disse: “Eu me sinto muito feliz, porque todo lugar que eu vou, todo mundo me conhece. No Brasil, até no exterior também, pelo que eu fiz no futebol, mas principalmente por ter jogado no Santos, na Seleção Brasileira. Por ter sido o 11, na época que jogava o maior de todos os tempos, o Edson Arantes de Nascimento, o Pelé. Jogava muito, nunca mais aparece um jogador igual a ele”.

Pepe foi um atleta com uma bagagem que qualquer jogador se orgulharia de ter: ganhou diversos títulos nacionais, continentais e mundiais. Marcou gols em finais; atuou como técnico no clube que o revelou; recebeu e recebe até hoje o carinho da torcida e se tornou ídolo inquestionável do clube, deixando seu legado marcado na história santista.

Pepe - 88 anos de glórias do Canhão da Vila

Por Guilherme Guarche, do Centro de Memória do Santos FC
Foto: Arquivo

Pepe é um dos maiores ídolos da história do Santos

“Sempre digo que sou o maior artilheiro humano do Santos. Setecentos e quarenta e um jogos, marquei quatrocentos e três gols. O Pelé é um ET e não conta”. A frase é sensacional e repetida diversas por Pepe, um dos maiores e mais importantes jogadores da história do Peixe.

Nascido em Santos, no dia 25 de fevereiro de 1935, no mesmo ano em que o Santos conquistou seu primeiro título Paulista, José Macia pode ser considerado o mais santista de todos os santistas. Iniciou sua carreira jogando em São Vicente, cidade vizinha a Santos, onde morou durante a juventude. Chegou para as categorias de base do único clube que defendeu como jogador, em 1951, junto com Del Vecchio.

Um dos mais famosos Meninos da Vila, Pepe ganhou destaque desde a base. Em 1955, em seu segundo ano de profissional, foi autor do gol do título na vitória sobre o Taubaté, trazendo à Vila Belmiro uma conquista que não vinha há vinte anos e que deu início a um período inigualável de glórias.

Dono de grande potência nos chutes com a perna esquerda, ganhou o apelido de “Canhão da Vila”. Foram vários gols de falta, pênalti ou arremates fortes e certeiros. Chegou à Seleção Brasileira, mas lesões em momentos-chaves impediram-no de disputar ao menos uma partida de Copa do Mundo. Ainda assim, ganhou dois títulos Mundiais, ainda que Interclubes, sendo protagonista: em 1962 marcou gol na goleada em Lisboa, sobre o Benfica, e em 1963 suas bombas mudaram a história da decisão diante do Milan. É dele também o recorde de mais títulos com a camisa do Santos, com vinte e seis conquistas.


Depois de pendurar as chuteiras, passou a ter cargos na comissão técnica do Santos até assumir de vez o posto de treinador. Era o comandante do último título de Pelé no Peixe, o Paulistão de 1973. São treze títulos do Paulistão, somando as carreiras de jogador e treinador.

Nesse dia 25 de fevereiro, Pepe comemora 88 anos de uma vida de muitas glórias.

Pepe diz que esperava ver de novo o sorriso de Pelé e lamenta perda

Com informações do GE.com
Fotos: arquivo

Uma das últimas aparições dos dois juntos

Um dos maiores parceiros de Pelé no Santos, o ex-ponta Pepe lamentou nesta quinta-feira a perda do grande amigo, que morreu nesta tarde em São Paulo. Aos 87 anos, José Macia divulgou um vídeo gravado por sua família em que diz que torcida para voltar a ver o Rei do Futebol "com seu sorriso alegre e bom humor constante".

"O mundo inteiro sabia da gravidade da doença do Pelé, mas principalmente nós, os mais chegados e mais íntimos, tínhamos mais contato com ele e com seus famíliares, e tínhamos também a esperança que o quadro se revertesse e que o Rei da Bola, o maior de todos, voltasse ao nosso contato com seu sorriso alegre e seu bom humor constante. Mas não foi possível, e Pelé nos deixou".

Pelé e Pepe na época em que jogavam juntos

O Canhão da Vila, um dos maiores parceiros do Rei do Futebol, ainda completa. "Com ele, a lembrança eterna do maior futebolista de todo o sempre. Descanse em paz, Rei Pelé, meu grande amigo. O futebol está de luto", finalizou.


Bicampeão da Libertadores e do Mundo em 1962 e 1963 junto de Pelé, Pepe sempre se classificou como "o maior artilheiro humano da história do Santos". Ele marcou 405 gols em 750 jogos pelo Peixe. Pelé, a quem Pepe dizia "ser um ET", marcou 1.091 vezes com a camisa do Santos.

O Canhão da Vila foi companheiro de time do Rei do Futebol entre 1956 e 1969, quando se aposentou. O ponta-esquerda havia estreado no time principal do Santos em 1954, dois antes da chegada do camisa 10. Em 1973 Pepe foi treinador de Pelé no Peixe, quando sagraram-se campeões paulistas.

Pepe divulgou vídeo falando sobre a morte de Pelé

Pepe tornando-se campeão brasileiro como treinador pelo São Paulo no dia de seu aniversário

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

Pepe em 1986 teve o seu grande ano como treinador

Um dos grandes ponta-esquerda do futebol brasileiro completa hoje 87 anos. José Macia, mais conhecido como Pepe, nasceu em Santos, no dia 25 de fevereiro de 1935, e fez uma carreira brilhante no Santos. Como treinador, teve uma temporada de 1986 brilhante, conquistando o Paulistão, pela Inter de Limeira, e o Brasileirão, pelo São Paulo, no dia de seu aniversário de 52 anos, já em 1987.

Na temporada de 1986, o treinador estava dirigindo a Inter de Limeira e fez uma campanha espetacular, se tornando Campeão Paulista. Com a saída de Cilinho do comando do tricolor, Pepe foi chamado para dirigir a equipe e aceitou. O grande jogador conseguiu acertar o time e começou a dar bons frutos logo no início.

Na primeira fase, o São Paulo estava no Grupo A e conseguiu passar com tranquilidade. O tricolor liderou com tranquilidade, ficando a frente do Internacional. Em 10 jogos a equipe conseguiu sete vitórias e três empates, ficando com 17 pontos e o Colorado com 14 pontos.

Na segunda fase, o torneio começou a ficar mais complicado. O tricolor ficou no Grupo I e dessa vez não conseguiu ficar na liderança, a equipe ficou atrás do Palmeiras por um ponto de diferença. O São Paulo em 16 jogos, venceu sete, empatou 7 e perdeu duas, foram as primeiras derrotas da equipe na competição.

A equipe de Pepe estava ajustada para a fase final da competição, que iria começar o mata-mata. Na reta final do Brasileirão, o São Paulo eliminou a Inter de Limeira, Fluminense e América, até chegar a grande final contra o Guarani, que na época era uma grande potência do futebol paulista.

A final ocorreu em dois jogos, o primeiro no Morumbi, para mais de 86 mil pessoas, o São Paulo empatou com o Guarani em 1 a 1, após sair atrás do placar com gol do Evair e chegou ao empate com o gol de Careca.


A partida que decidiu o Brasileirão de 1986, ocorreu no dia 25 de fevereiro de 1987, dia do aniversário do técnico Tricolor. Em uma partida muito agitada e com vários gols no Brinco de Ouro, a partida terminou 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação o jogo ficou alucinante. O jogo terminou em 3 a 3 e foi para as penalidades, com o São Paulo se tornando Campeão e Pepe sendo o maior campeão da competição com sete títulos, seis como jogador e um como treinador.

Pepe 86 anos - O multicampeão

Por Victor de Andrade
Foto: Folha de São Paulo

Pepe está completando 86 anos

Quando se fala em lenda viva do futebol não dá para esquecer de José Macia. Pepe, que completa 86 anos neste 25 de fevereiro de 2021, tem uma longa história ao lado do Santos FC como jogador e treinador. Porém, nesta segunda carreira, tem vários trabalhos de sucesso, o que o faz ainda mais ser multicampeão.

Só para se ter uma ideia, Pepe é a pessoa com mais títulos na história do Santos Futebol Clube, 27, uma a mais do que Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé. Só para ver a importância dele na história do Peixe e do futebol mundial.


Como jogador do Santos, único clube que atuou na carreira, Pepe conquistou dois Mundiais, duas Libertadores, cinco Taças Brasil, um Robertão, uma Supercopa Sul-Americana, quatro Rio-São Paulo e mais 11 Campeonatos Paulista.

Como jogador, as taças não param por aí. Pepe defendeu também a Seleção Brasileira, sendo bi-campeão do Mundo em 1958 e 1962, duas Taças do Atlântico, duas Copas Rocca, duas Taças Bernardo O'Higgins e mais duas Taças Oswaldo Cruz.

Quando pendurou as chuteiras, em 1969, Pepe virou treinador, primeiro nas categorias de base do Santos e, em seguida, no time principal do Peixe, onde em 1973 foi campeão paulista, seu primeiro título na nova função. Como técnico, José Macia trabalhou em outros clubes, continuando com a fama de multicampeão.


Pepe foi campeão cearense em 1985, pelo Fortaleza, paulista em 1986, pela Inter de Limeira, e brasileiro, no mesmo ano, pelo São Paulo. Em 1988, novamente pela Inter de Limeira, foi campeão da Série B do Brasileiro, título repetido em 1995, pelo Atlético Paranaense.

O treinador ainda foi campeão japonês, na temporada 1991/1992, na era pré J-League, dirigundo o Yomiuri, atual Verdy Tokyo. Além de bons trabalhos no mundo árabe, na Portuguesa Santista, no Paulistão 2003, além de ter sido treinador da Seleção Peruana em 1989. Em resumo, uma carreira vitoriosa!

Santos de Pelé, Coutinho e Pepe conquistava Paris em 1960

Por Gabriel Pierin / Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo

O trio de craques do Santos FC dos anos 60

O Santos venceu pela primeira vez o Torneio de Paris em 9 de junho de 1960, uma quinta-feira à noite. Com o trio Pelé, Coutinho e Pepe no auge, os santistas jogaram para um público de 40 mil pessoas que lotou o Parc des Princes e viu o Racing de Paris ser goleado por 4 a 1.

O Torneio de Paris era um dos principais eventos de pré-temporada da época. Formado com equipes de prestígio internacional, na sua edição de 1960 participaram o Santos, os franceses Stade de Reims e Racing Paris, e o CSKA Sofia, da Bulgária.


Na partida de estreia, dia 7, o Alvinegro enfrentou o Stade de Reims no Parc des Princes, em Paris. Campeã francês em 1959/60, vice-campeão europeu na temporada 1958/59 e base da Seleção da França que chegou à semifinal da Copa de 1958, o Stade contava com grandes jogadores em seu elenco, como o goleiro Dominique Colonna, o defensor Robert Jonquet e os atacantes Jean Vincent, Raymond Kopa e Roger Piantoni.

Sem dar bola para o currículo do adversário, o Santos começou avassalador. Coutinho abriu o marcador com um minuto de jogo. O segundo gol, aos cinco, foi uma obra-prima. A pintura começou com um chute de Pelé na trave. Dorval recuperou a bola na linha de fundo e tocou para Mengálvio, que tentou o drible e foi bloqueado. A bola encontrou Pelé e mais cinco defensores à sua frente. O Rei driblou um a um e tocou na saída do goleiro, para aplausos dos torcedores.

Com 2 a 0 atrás no placar, o Stade de Reims foi pra cima. Aos oito minutos o time francês diminuiu com Piantonini, mas a comemoração durou pouco. Coutinho voltou a marcar dois minutos depois. Nos acréscimos da primeira etapa, Piantonini fez outro e o Stade encostou novamente no marcador.


As equipes voltaram para o segundo tempo com a mesma disposição. Para a alegria da torcida francesa, o artilheiro Piantonini fez o terceiro e empatou o jogo. O estádio Parc des Princes foi à loucura e a pressão dos 40 mil torcedores sobre os santistas aumentou. A euforia durou até os 19 minutos, quando Coutinho desempatou. Pepe marcou mais um aos 38 minutos, fechando o marcador em 5 a 3.

Na noite de quinta-feira, 9 de junho, 40 mil torcedores lotaram o Parc des Princes para assistir à final entre Santos e Racing, que vencera o CSKA na semifinal por 2 a 0.

O Santos jogou a decisão com Laércio, Calvet (depois Getúlio), Mauro e Zé Carlos; Formiga e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite). O Racing apresentou Tailander, Tibari (Guillot), Lelong, e Marche; Marcel e Herbin; Grillet, Tocna, Ujlaki, Senac e Heutte.

A iniciativa do jogo partiu da equipe de Paris. Laércio, muito exigido nos primeiros minutos, chegou a receber atendimento médico depois de um choque com um atacante francês. A paralisação foi providencial. O time do Racing esfriou e o Santos, finalmente, entrou no jogo.


Aos 23 minutos Coutinho abriu a contagem. O atacante arriscou um chute de longa distância e a bola encontrou o ângulo direito. Pouco depois, começou a chover na Cidade Luz, dificultando a troca de passes. O Racing se recuperou do gol e voltou a ameaçar a meta santista. O africano Topka perdeu oportunidades e Laércio seguia fazendo grandes defesas.

Mais técnico, o Santos conseguiu manter a vantagem no primeiro tempo. Após o intervalo, o time voltou com mais disposição. Pelé tabelou com Coutinho e marcou aos nove minutos, ampliando a vantagem santista. Aos 15, Getúlio entrou no lugar de Calvet.

Aos 21 minutos a jogada seguia em ritmo lento pela esquerda quando Pelé jogou a bola entre as pernas do marcador, arrancou, esticou na esquerda para Pepe chutar forte e rasteiro no canto do goleiro Tailander.

Perdendo de 3 a 0, o Racing foi pra cima. Aos 28 minutos, Getúlio cometeu falta em Guillot. O mesmo francês fez a cobrança e Ujlaki desviou de cabeça, diminuindo o placar.


Aos 43 minutos Coutinho voltou a marcar. Dessa vez foi o centroavante que acelerou uma jogada depois de dar um drible na intermediária, passou a Pelé e recebeu na área, para enfiar o pé direito na bola, entre três marcadores, e fazer o quarto e último gol do Santos. Depois de brilhar na sua primeira excursão na Europa, em 1959, o Alvinegro Praiano voltava a triunfar no velho continente conquistando o prestigiado Torneio de Paris.

O Santos jogava o fino e para muitos já era o melhor do mundo, título que oficialmente só obteria no ano seguinte. O detalhe é que Coutinho, artilheiro do time no Torneio de Paris, com cinco gols, só completaria 17 anos dois dias depois da final. Pelé tinha apenas 19 anos e Pepe, o veterano do trio atacante, 25.

O primeiro gol da carreira de Pepe

Por Luiz Minici / FPF

Pepe fez 403 gols com a camisa do Santos

A maioria dos amantes do futebol está ciente de que Pelé é o maior artilheiro da história do Santos Futebol Clube. Mas após o “Rei do Futebol”, quem lidera a contagem de maiores goleadores santistas? Pepe, lendário ponta-esquerda, é o segundo da lista alvinegra e o primeiro de seus 403 gols pelo clube foi marcado no dia 13 de abril de 1955, há exatos 65 anos, em um empate do Santos, com o Palmeiras, em 4 a 4, no Pacaembu, pelo Rio-São Paulo daquele ano.

Com 403 gols, Pepe é o segundo maior artilheiro da história do Santos, atrás apenas de Pelé. Tais números sempre foram motivo de alegria para José Macia, o Pepe. “Eu sou o maior artilheiro da história do Santos, porque o Rei não conta, ele é de outro mundo”, disse o ex-jogador ao site oficial do Santos.


Mas quando foi o primeiro gol oficial de Pepe pelo clube? Em 1955, na disputa do Torneio Rio-São Paulo, o ex-ponta abriu o placar no estádio do Pacaembu, em São Paulo, no “Clássico da Saudade”, diante do Palmeiras. Foi o início de uma trajetória alegre para os torcedores do Santos.

Naquela oportunidade, o campeão do Torneio Rio-São Paulo foi a Portuguesa, que venceu justamente o Palmeiras, vítima do primeiro gol de Pepe pelo Santos. A competição era disputada por pontos corridos e os dois finalistas tiveram que disputar dois jogos extras. Os lusitanos venceram o segundo confronto, por 2 a 0, ficando com a taça após empate por 2 a 2 no embate inicial. O Santos, de Pepe, terminou na quinta posição, com 10 pontos.


Ao todo, o ex-jogador defendeu a camisa do Santos por 741 vezes, no período de 1954 a 1969. Em sua carreira, coleciona a marca de ser o maior vencedor da história do Campeonato Paulista, com 13 títulos, sendo 11 como jogador do Santos, um como técnico do Santos e outro como técnico da Inter de Limeira.

Pela Seleção Brasileira, Pepe esteve nos elencos dos títulos das Copas do Mundo de 1958 e 1962, mas não atuou por conta de lesões sofridas antes dos dois mundiais.

Pepe e Pep - Como José Macia influenciou Guardiola

Por Lucas Paes


Pepe treinou o Al Ahli em 2004 (Foto: Divulgação/Santos FC)

José Macia, o Pepe, é um dos maiores jogadores já produzidos pela eterna fábrica de craques que é o futebol brasileiro, um dos principais filhos da casa santista. O "maior artilheiro humano" do Santos, já que segundo o próprio Pelé era de Saturno, que teve também uma longa carreira como treinador completa 85 anos neste dia 25. Pepe passou por diversos clubes na casamata e um deles marcou a carreira do que é hoje um dos melhores treinadores do mundo, o revolucionário Pep Guardiola, que teve Pepe como seu penúltimo treinador na carreira de futebolista, no Al-Ahli, do Catar, em 2004.

Um bom jogador na sua época, Guardiola é idolo do Barcelona e conquistou diversos titulos pelos Culés, antes de se tornar treinador da equipe catalã e reformular a maneira de se jogar futebol no mundo. Em 2004, já na parte final de sua carreira como futebolista, Guardiola chegou ao Al Ahly, que na época era treinado por Pepe, foi nessa troca de experiências que vieram ideias que influenciaram o jogo que os times de Guardiola praticariam alguns anos depois.


O na época meio-campista espanhol já era desde sempre um jogador muito ligado a parte tática do jogo. Além de jogar bem, Guardiola sempre usou em sua carreira um bom conhecimento tático para se destacar dentro das equipes que jogou, principalmente no Barcelona, onde teve também grande influência das ideias de Johan Cruyff. Admirador assumido do futebol brasileiro, Guardiola aproveitou o tempo com Pepe como treinador para tentar entender como funcionava o Santos de Pelé. O volante espanhol criou uma boa amizade com Pepe.

Conseguindo aos poucos uma intimidade maior com o treinador brasuca, Guardiola passava horas e horas conversando com Pepe sobre como funcionava o Santos de Pelé. Segundo o lendário atacante santista, Pep se interessava principalmente sobre como funcionava o sistema 4-2-4, quais eram os papéis feitos por Zito e Mengálvio dentro de um time que era extremamente ofensivo. Dentro daquele time do Santos, os dois eram incumbidos da marcação, já que os atacantes pouco voltavam nessa época para ajudar na recomposição e não se tinha ainda ideias da marcação-pressão e do jogo posicional que marcam o futebol atual. Eram, afinal, outros tempos.

Guardiola nos tempos de Al Ahli

Em 2011, quando o Barcelona impôs ao Santos uma derrota histórica no Mundial de Clubes, Pep Guardiola citou que inspirava o jogo de seu time no que o Brasil fazia em idos tempos do futebol. O Santos de Pelé foi citado como uma das influências do que era na época o melhor treinador do Planeta. Decupando o sistema tático do time de Guardiola, ideias como o jogo ofensivo e a troca de passes com qualidade parecem ter inspiração diretas em times que vão desde o Santos de Pelé até o Brasil da Copa do Mundo de 1982, ambas equipes em que Guardiola assumidamente se inspira.

Contador de histórias, Pepe costuma presentear com orgulho episódios de sua longa vida dentro do futebol. Se muito ou pouco, é dificil ter certeza, mas o fato é que com certeza as conversas de Guardiola com o ex-santista influenciaram nas ideias de jogo do treinador que revolucionou o futebol mundial no final da década de 2000. Como um eterno processo de renovação, o futebol trás ideias passadas para o jogo presente e com certeza há algo de Brasil, de Santos, de Pepe, dentro do universo das ideias de Guardiola.

A primeira vez do inesquecível ataque do Santos FC

Com informações de Gabriel Santana, do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: Arquivo Santos FC

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe atuaram juntos pela primeira vez em 19 de abril de 1960

O dia 19 de abril de 1960 entrou para a história do futebol mundial. Em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo, o Santos enfrentou a Portuguesa de Desportos, no Pacaembu, e empatou em 2 a 2, depois de terminar perdendo o primeiro tempo por 1 a 0. O público mal chegou a 800 pessoas. Mas o mais importante não foi nada disso.

Naquele jogo, aparentemente sem maiores destaques, as menos de mil pessoas presente ao Pacaembu presenciaram a estreia do quinteto que formou o melhor ataque da história do futebol, conhecido como “o ataque dos sonhos”: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Curiosamente, nenhum dos cinco assinalou algum gol na partida. Zito e Ney Blanco, aos 20 e 22 minutos do segundo tempo, foram os responsáveis por balançar as redes do adversário, virando o jogo para o Santos, até que Odorico empatasse aos 30 minutos.

Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe começaram a partida, e Mengálvio entrou no decorrer do jogo, no lugar de Ney Blanco. O time santista, comandado pelo técnico Lula, jogou com Laércio; Feijó, Mauro e Zé Carlos; Calvet (Formiga) e Zito; Dorval, Ney (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe.

O ataque dos sonhos atuou em 97 partidas, entre o período de 1960 a1966. Juntos, os cinco craques conquistaram todos os títulos possíveis e protagonizaram espetáculos mundo afora. A última vez em que entraram em campo ocorreu em 9 de janeiro de 1966, na Costa do Marfim, quando o Santos goleou o Stad Club Abidjan por 7 a 1, com dois gols de Coutinho, dois de Pelé, dois de Pepe e um de Lima.

Pepe - O Canhão da Vila faz 84 anos

Por Guilherme Guarche e Gabriel Santana, do Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo Santos FC

Pepe fez mais de 400 gols com a camisa do Santos FC

Nesta segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019, o artilheiro terráqueo do Santos, o ponta-esquerda José Macia, o amado Pepe, completa 84 anos de uma vida intimamente ligada ao Santos. O herói do Peixe nasceu em uma segunda-feira, na rua João Pessoa, Centro de Santos, mesma rua em que o clube tinha sido fundado 23 anos antes. E nasceu em 1935, ano em que o Santos se tornou campeão paulista pela primeira vez.

Como se sabe, o time ficou 20 anos sem ser campeão estadual de novo. E quando conseguiu, em 1955, adivinhe quem fez o gol do título, na vitória de 2 a 1 sobre o Taubaté, na Vila? Sim, ele mesmo, Pepe, com um dos seus famosos "canhões".

E depois de viver todo o período mágico do time e abandonar o futebol, em 1969, após defender apenas o Santos e sem nunca ter sido expulso de campo, Pepe iniciou uma brilhante carreira de técnico. Seu primeiro título importante foi o Paulista de 1973, dirigindo, adivinhe, o mesmo Alvinegro Praiano de sempre.

O atacante de gols decisivos, como os dois, de falta, na lendária virada sobre o Milan, iniciou sua carreira em São Vicente, onde morou durante a juventude. Lá jogou no São Vicente e foi trazido para o Santos no início dos anos 50 pelo seu amigo Calunga, goleiro de um time infantil chamado Cobrinha.

Com 741 jogos e 403 gols marcados com a camisa santista, Pepe é o segundo artilheiro do time, atrás apenas de Pelé. Como técnico, comandou a equipe praiana em 371 oportunidades, com 176 vitórias, 112 empates e 83 derrotas. É o terceiro técnico que mais vezes dirigiu o Santos, atrás apenas de Lula e Antoninho.

Em tempo - Testes e pesquisas comprovaram que nenhum outro jogador chutou tão forte como Pepe. Mesmo a bola de capotão, que ficava ainda mais pesada com a umidade, não impedia a extrema potência dos seus chutes. Daí o apelido O Canhão da Vila.

A primeira partida de Pepe no Santos FC

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: arquivo Santos FC


No dia 23 de maio de 1954, o Menino de Ouro do Santos FC, José Macia, o Pepe, fazia a primeira partida na equipe principal do Peixe. Foi na derrota diante do Fluminense, em partida valida pelo Torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu, entrando no lugar de Boca que houvera substituído Del Vecchio, com Vasconcelos fazendo o tento de honra santista que foi a campo com: Barbosinha; Hélvio e Feijó; Urubatão, Formiga e Zito; Tite, Walter, Álvaro (Hugo), Vasconcelos e Del Vecchio (Boca/Pepe). O técnico era Giuseppe Otina.

Pepe, um atleta modelo, ganhou o Troféu Belfort Duarte, por nunca ter sido expulso de campo, foi o jogador que mais títulos paulistas conquistou pelo Peixe (11 vezes) e, de quebra, foi também campeão estadual em 1973, como do técnico do Alvinegro Praiano tendo dirigido a equipe em 371 oportunidades vencendo 176 empatado 112 e perdido 83 partidas. Na equipe principal do Santos FC ele jogou 741 partidas e marcou 403 gols pelo Alvinegro mais famoso do mundo.

Curiosidade - Pepe, que era chamado pelo jornalista Antônio Guenaga de “Espanhol”, nasceu em Santos, no dia 25 de fevereiro de 1935 na rua João Pessoa, 255, numa segunda-feira de Carnaval. A mudança para São Vicente ocorreu quando ele tinha 7 anos e foi lá que começou sua brilhante carreira jogando no Comercial FC e também no Mota Lima antes de jogar no Continental calunga, de onde veio para o Santos trazido pelo goleiro Cobrinha, que jogava no Santos.

Observações - Pepe fez seu primeiro teste para jogar no infantil do Santos no dia 04 de maio de 1951. O técnico era Salustiano da Costa Lima, o popular Salu da bandinha, nesse primeiro treino, Pepe fez um golaço. Na época tinha 16 anos e 02 meses. O time infantil era muito fraco e não fez boa campanha. Cobrinha, era o goleiro do São Vicente Atlético Clube, que na época defendia o infantil praiano.

Pepe recebendo o prêmio Belfort Duarte

Com informações do Santos FC

Pepe foi o único atleta do Santos a receber a honraria (foto: arquivo Santos FC)

João Evangelista Belfort Duarte foi um entusiasta do futebol nos primórdios da modalidade no Brasil. Rodou o país divulgando o esporte que veio da Inglaterra, colocando em prática as regras, divulgando campeonatos e fundando times. Além disto, era um entusiasta do jogo limpo, o famoso Fair Play.

Em 1945, mais precisamente no dia 16 de agosto, o Conselho Nacional do Desporto resolveu criar um prêmio para um jogador que atingisse no mínimo 200 jogos, em um prazo de 10 anos, sem ser expulso e deu o nome ao mesmo de "Prêmio Belfort Duarte". Vários atletas conquistaram o prêmio, entre eles José Macia, o Pepe.

No dia 21 de setembro de 1967, o eterno “Canhão da Vila, José Macia, o querido Pepe recebia da Confederação Brasileira de Desportos o diploma Belfort Duarte e uma medalha de prata. Esse diploma foi ofertado ao craque santista pois durante sua trajetória como futebolista nunca foi expulso de campo. Pepe jogou pelo Santos FC 741 partidas desde a primeira no dia 23 de maio de 1954.

Além da medalha de prata e do diploma o craque Pepe também recebeu uma carteirinha que lhe concede entrada gratuita em qualquer campo no Brasil. Depois de ter sido extinta essa premiação, em 1981, o prêmio voltou a ser concedido pela CBF, a partir de 1995, a entidade no entanto, fez uma alteração: somente jogadores aposentados poderiam requerer o prêmio.

O Prêmio Belfort Duarte tornou-se, a partir de 2008, uma premiação de futebol criada pela Rede Globo, destinada anualmente ao jogador mais bem disciplinado do Campeonato Brasileiro de Futebol. Porém, isto durou apenas dois anos e seu atual detentor é Gilmar, que fez apenas 9 faltas em 21 jogos atuando pelo Náutico em 2009. Mas, juntando todas as fases da premiação, Pepe foi o único atleta do Santos a conquistá-la.

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe - A primeira vez juntos

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe: o quinteto que assombrou o mundo do futebol

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Esta era a linha de ataque do Santos FC nos anos 60, time que assombrou o mundo, conquistou tudo o que era possível e considerado por muitos a melhor equipe da história. Aliás, falar o nome deles, nesta ordem, entra nos ouvidos dos fãs de futebol como se fosse uma música da melhor qualidade.

E o que este cinco grandes jogadores têm haver com o dia 19 de abril de 1960? Nesta data, no Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo, o Peixe encarava a Portuguesa de Desportos, pelo Torneio Rio-São Paulo. Essa partida é histórica pois foi nela que jogaram juntos pela primeira vez Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, ataque esse que ficaria imortalizado no futebol mundial como sendo o “Ataque dos Sonhos”.

Também há uma outra explicação. O Santos iniciou a partida com Dorval, Ney Blanco, Coutinho, Pelé e Pepe. Na segunda etapa, Ney Blanco deu lugar a Mengálvio, escrevendo uma grande página na história do futebol mundial, fazendo com que os cinco grandes craques atuassem juntos pela primeira vez.

Os cinco novamente juntos, em 2008

Por incrível que pareça, o Santos não ganhou esta partida, que terminou com o placar de 2 a 2, e nenhum dos cinco gigantes marcaram. Nesse jogo histórico, os tentos santistas foram marcados por Zito e Ney Blanco, que deu lugar a Mengálvio durante a partida. Aliás, o Alvinegro da Vila Belmiro, dirigido por Luiz Alonso Perez, o Lula, formou com Laércio; Feijó, Mauro e Zé Carlos; Calvet (Formiga) e Zito; Dorval, Ney Blanco (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe.

A última vez em que entraram em campo juntos com a camisa santista foi no dia 09 de janeiro de 1966 na vitória por 7 a 1 diante do Stad Club Abidjan na Costa do Marfim. Esse quinteto maravilhoso jogou junto, por praticamente seis anos, em 97 partidas.

O 'Canhão da Vila' na Seleção Brasileira

Por Mateus Dannibale


José Macia, ou como todos conhecem Pepe, nasceu em 1935 na cidade de São Vicente, no litoral Paulista, e se destacou no mundo do futebol por fazer parte do quinteto mágico do Santos Futebol Clube, que era formado por Dorval, Mengálvio, Coutinho Pelé e Pepe, conquistando diversos títulos. Porém, o autoproclamado maior artilheiro humano do Peixe (com 405 gols. Segundo ele, Pelé não conta, pois era de outro planeta) tem uma linda história com a Seleção Brasileira.

Com a camisa amarela, o craque fez 40 jogos e marcou 22 vezes, muito ajudado pelo seu chute poderoso e, por isso era conhecido como o "Canhão da Vila Belmiro". Sua primeira covocação para vestir a amarelinha foi em 1956, quando tinha 21 anos, em um jogo contra a Seleção da Argentina, em Avellanada, que terminou com o placar de 0 a 0. A partir deste confronto, Pepe passou a ser presença constante na Seleção.

40 jogos e 22 gols com a 'amarelinha'

A maior goleada do time canarinho com Pepe em campo foi em 23 de março de 1957, em um jogo contra a Colômbia, pelo Campeonato Sul-Americano, em Lima, no Peru. O Brasil, dirigido por Oswaldo Brandão, venceu por 9 a 0, sendo que o Canhão marcou cinco vezes no embate.

Pepe era titular da equipe de Vicente Feola para a Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Porém, o ponta esquerda contundiu o tornozelo, após sofrer um chute por trás, no último amistoso da Seleção antes da competição, vitória contra a Internazionale de Milão por 4 a 0. O craque continuou no elenco campeão, mas viu Zagallo ser titular.

Em 1962, infelizmente a história se repetiu. Pepe era o titular de Aymoré Moreira para a Copa do Mundo do Chile, mas se machucou em um amistoso contra o País de Gales, com vitória do Brasil por 3 a 1, no Pacaembu. Novamente ele esteve no elenco campeão, mas novamente não entrou em campo.

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. O quinteto do Santos na Seleção

Pepe ainda permaneceu sendo convocado para a Seleção Brasleira até 1963. Seu último jogo com a camisa da amarelinha foi em 19 de maio, em um amistoso contra Israel, em Tel-Aviv. O time canarinho venceu por 5 a 0 e Pepe entrou no decorrer do jogo, no lugar exatamente de Zagallo. Além das duas Copas do Mundo, Pepe venceu com a Seleção a Taça do Atlântico (1956 e 1960), Copa Rocca (1957 e 1963), Taça Bernardo O'Hinggs (1961) e Taça Osvaldo Cruz (em 1961 e 1962).

Pepe foi um dos melhores jogadores de futebol que o mundo já conheceu e pela Seleção Brasileira possuí uma grande história e, por isso, é considerado um dos maiores jogadores que a amarelinha já teve em mais de 100 anos.

A última partida de Pepe como jogador do Santos FC

Com informações de Guilherme Guarche, coordenador do Centro de Memória e Estatística do Santos FC

Pepe em ação - um dos maiores pontas esquerdas da história do futebol

No dia 03 de maio de 1969, perante um público de 22.810 espectadores, o eterno Menino de Ouro do Santos FC, José Macia, o Pepe, dava adeus ao futebol ao se despedir do torcedor santista dando uma volta olímpica no gramado de Vila Belmiro antes da partida Santos FC e Palmeiras, e que foi vencida pelo time da capital por 1 a 0. Nessa mesma partida ocorreu a estreia do zagueiro Djalma Dias com a camisa santista.

Nesse dia histórico em que se despediu da torcida santista sem atuar o ponta-esquerda Pepe foi homenageado pela diretoria santista recebendo do presidente Athié Jorge Coury uma placa alusiva a sua passagem pelo clube no qual disputou 741 partidas e marcou 403 gols no período de 1954 a 1969 na equipe principal, os dizeres da placa “Muito obrigado do Santos, da torcida e de todos os esportistas do Brasil”. Nesse dia em que Pepe pendurou as chuteiras, o time praiano formou com: Cláudio; Carlos Alberto, Djalma Dias, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Joel Camargo; Manoel Maria, Douglas (Abel), Pelé e Edu. O técnico era Antônio Fernandes, Antoninho.

Curiosidade - Pepe estreou no time santista no dia 23/05/1954 em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo diante do Fluminense que venceu por 2 a 1 no Estádio do Pacaembu com Vasconcelos marcando o tento de honra do Peixe que formou com: Barbosinha; Hélvio e Feijó; Urubatão, Formiga e Zito; Tite, Walter, Álvaro (Hugo), Vasconcelos e Del Vechio (Boca, depois Pepe). O técnico era Giuseppe Ottina. Antes dessa partida no time principal Pepe jogou no time misto na Vila Belmiro na vitória por 4 a 1 diante do Amparo no dia 09/12/1953 com gols de Ayala, Maneca e dois gols do garoto Pepe.

1986 – O grande ano de Pepe como treinador

Por Lucas Paes

Pepe dirigindo a Inter campeã paulista. Depois, ainda venceria o Brasileirão pelo Tricolor

No sábado, dia 25, uma das maiores lendas do futebol e do esporte brasileiro fez aniversário: o lendário atacante e treinador José Macia, o Pepe completou 82 anos. O “maior artilheiro humano” da história do Santos FC, como ele mesmo diz, conseguiu, trabalhando como treinador, ganhar a admiração e o respeito de outras torcidas. Em 1986, viveu seu melhor ano na função, ganhando até as páginas da história de um rival do Alvinegro Praiano.

Pepe começou aquele ano trabalhando na Internacional de Limeira, um clube do Interior de São Paulo, que iniciou o campeonato almejando não mais que ser o melhor equipe entre os pequenos. Só que, em um time que tinha um Kita absolutamente inspirado, fazendo gols de todas as formas, as vitórias começaram a acontecer e o Leão começou a alçar voos mais altos. Aquela formação outros nomes, como Lê, Gilberto Costa (atual treinador do Jabaquara) e Tato, ganharia fama pelo estado.

No primeiro turno, a Inter ficou com a sexta colocação, algo que não caiu muito bem pelos lados de Limeira, já que a equipe pensava em brigar, no mínimo, com clubes como Guarani e Portuguesa. Na segunda etapa da competição, porém, foi líder disparado e se classificou com duas rodadas de antecedência. Uma curiosidade negativa foi que, na última rodada, sofreu a segunda maior goleada daquele torneio, levando 5 a 1 do São Paulo no Morumbi.

Paulistão de 1986: Inter de Limeira vence favorito Palmeiras

Na semifinal, o adversário foi o Santos, campeão do primeiro turno, que foi vencido duas vezes: 2 a 0, em plena Vila Belmiro, e 2 a 1, no Limeirão. Na final veio o Palmeiras: no primeiro jogo, em casa, um empate sem gols. No segundo, no Morumbi, vitória alvinegra por 2 a 1, gols de Kita e Tato, com Amarildo descontando para o Verdão. A Inter era campeã paulista e a festa tomou conta de Limeira, pela primeira vez um time do Interior levantava o caneco em São Paulo.

No segundo semestre, Pepe assumiu o São Paulo, no lugar de Cilinho, que tinha sua espinha dorsal formada nas categorias de base e um Careca voando no ataque. Naquele Brasileirão de regulamento complicado, o Soberano liderou seu grupo na primeira fase, foi segundo colocado da chave da segunda fase e avançou ao mata-mata.

Nas oitavas, o adversário foi o time onde José Macia havia feito história como treinador: a Internacional de Limeira, que conseguiu derrotar o Tricolor por 2 a 1 no Limeirão, mas, no Morumbi, uma vitória por 3 a 0 classificou os “Menudos” de Careca e Cia. Nas quartas, o Fluminense, que venceu no Maracanã por 1 a 0, mas acabou sucumbindo na segunda partida com gols de Muller e Careca: 2 a 0 para o São Paulo e vaga nas semifinais garantida. 

São Paulo e Guarani, em 1986: uma das finais mais emocionantes

Por fim, nas semifinais, vitória por 1 a 0 sobre o América do Rio de Janeiro em casa e um empate por 1 a 1 no Maraca garantiram o São Paulo na final do campeonato, contra um fortíssimo Guarani, que complicou muito aquela decisão. O primeiro jogo terminou com empate de 1 a 1, na Capital Paulista. O segundo jogo foi, talvez, a maior final da história do Campeonato Brasileiro.

Num Brinco de Ouro abarrotado, dois gols logo no começo da partida deixaram a decisão empatada em 1 a 1: Nelsinho mandou contra o próprio patrimônio e abriu o placar para o Bugre, mas Bernardo empatou. O resultado persistiu até o final. Na prorrogação, Pita fez o segundo do Tricolor Paulista logo de cara, mas Boiadeiro e João Paulo colocaram o alviverde campineiro na frente. Quando o empate já parecia improvável, depois de vários acréscimos, Careca fez um golaço e deixou tudo igual.

Nos pênaltis, vitória são paulina por 4 a 3 e o segundo título brasileiro garantido. Pepe agora estava na história de dois grandes do estado. O “Canhão da Vila” ainda conquistou outros títulos como treinador, até fora do Brasil (foi campeão japonês pelo Verdy Yomiuri Kawasaki). Além de campanhas históricas como o terceiro lugar, no Paulista de 2003, com a Briosa. Ele deixou a carreira de técnico em 2006, seu último clube foi a Ponte Preta.

50 anos da última vez do grande ataque do Peixe

O quinteto que 'botou medo' nos adversários na década de 60

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Esta linha de frente do Santos Futebol Clube na década de 60, que ao escalá-la soa até como música, marcou época no futebol mundial, sendo temida por todos os times ao redor do planeta. Pois neste 9 de janeiro de 2016 está completando 50 anos que estes cinco craques entraram em campo juntos.

No dia 09 de janeiro de 1966 o Santos FC, em mais uma de suas inúmeras e costumeiras viagens ao exterior, vencia a equipe do Stad Club Abidjan jogando na cidade do mesmo nome na Costa do Marfim, no continente africano pelo placar de 7 a 1 com Pelé (2), Pepe (2), Coutinho (2) e Lima marcando os tentos do Peixe sendo que um dos gols marcados pelo ponta-esquerda Pepe foi olímpico.

Foram 99 jogos com os cinco em campo juntos

O onze praiano formou com: Gilmar (Cláudio); Carlos Alberto, Mauro (Oberdan),Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio (Zito); Dorval, Coutinho (Toninho), Pelé e Pepe(Abel). O técnico era Luiz Alonso Perez, o Lula.

Mas, o que realmente marcou essa goleada foi o fato de que pela última vez jogavam juntos iniciando a partida, aquele que é tido como “O Ataque dos Sonhos” e é considerado pela imprensa esportiva mundial como o melhor ataque que um time de futebol já teve na história do futebol universal. O ataque inesquecível era composto por: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, que jogaram juntos iniciando os jogos em 99 partidas conquistando 71 vitórias, empatando 09 e perdendo 19 partidas.

Eles também atuaram juntos pela Seleção Brasileira

A estreia desse quinteto iniciando a partia aconteceu no ano de 1960 no dia 21 de abril no empate em 1 a 1 diante do São Paulo pelo Torneio Rio-São Paulo no Pacaembu, com Coutinho marcando o gol santista que formou com: Laércio; Feijó, Mauro e Zé Carlos; Dalmo e Zito; Dorval (Sormani), Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite). O técnico era Luiz Alonso Perez, o Lula.

Dorval jogou 612 partidas no período de 1956 a 1967 marcando 198 gols, Mengálvio jogou 371 partidas no período de 1960 a 1969 marcando 28 gols, Coutinho jogou 457 partidas no período de 1958 a 1970 marcando 370 gols, Pelé jogou 1116 partidas no período de 1956 a 1974 marcando 1091 gols e o ponta-esquerda Pepe que jogou 750 partidas no período de 1954 a 1969 marcando 405 gols.

* Levantamento feito por Guilherme Guarche, coordenador do Centro de Memória e Estatística do Santos Futebol Clube, e publicado no site do clube com texto de André Mendes.
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