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Há 67 anos, o Rei do Futebol estreava pela Seleção Brasileira

Com informações do G1 Santos
Foto: arquivo

Mesmo estreando na Seleção Brasileira com derrota, Pelé marcou gol

O domingo (7) marca 67 anos da estreia de Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, pela Seleção Brasileira. O primeiro jogo dele com a amarelinha foi contra a Argentina em 1957, em jogo que terminou em 2 a 1 para o outro país, no dia 7 de julho de 1957, no Maracanã.

Com Pelé, o Brasil conquistou três das cinco copas do mundo. O Atleta do Século morreu aos 82 anos, em 29 de dezembro de 2022 em decorrência de um câncer.

Certa vez, em entrevista sobre a estreia pela Seleção, Pelé disse: " Quando meu pai [Dondinho] falou que eu tinha sido convocado para defender a seleção eu sorri e dei uns passos como sambista, achando que era brincadeira dele. Mas quando ele falou: Não brinca por que é verdade, eu quase chorei de alegria".

A data que marca a estreia do maior jogador de futebol da história poderia ser de dupla celebração, com a conquita do Brasil às semifinais da Copa America, mas, a equipe comandada por Dorival Jr, acabou eliminada pelo Uruguai nos pênaltis, na noite de Sábado (6), nos EUA.


Alguns fatos marcantes do Rei no Maracanã:

1957: aos 16 anos, estreou com a camisa da seleção brasileira e marcou um gol;

1961: marcou um golaço contra o Fluminense, driblando oito adversários; o feito deu origem à expressão "gol de placa", usada até hoje para definir belos gols;

1968: Pelé recebe a taça simbólica das mãos da rainha da Inglaterra, Elizabeth 2, após amistoso entre as seleções paulista e carioca, vencida por SP;

1969: marcou, de pênalti contra o Vasco, seu time do coração, o milésimo gol da carreira;

1971: aos 31 anos, se despediu da seleção brasileira.

Um ano sem o Rei!

Com informações do UOL Esporte
Foto: arquivo

O Rei

A morte de Pelé completa um ano. Mas desde 29 de dezembro de 2022, quando o Rei deu seu último suspiro, a sensação de eternidade do maior jogador de futebol da história ganhou elementos que foram desde homenagens ao longo de toda a temporada até um verbete de dicionário.

Pelé foi objeto de homenagens em diversos eventos, como o prêmio The Best, da Fifa. Houve um minuto de silêncio nos jogos da Libertadores e do Brasileirão. No primeiro amistoso da seleção brasileira no ano, todos os jogadores usaram o nome Pelé nas costas. O Brasil, no entanto, perdeu para o Marrocos.

No dicionário, Pelé virou significado de: "Que ou aquele que é fora do comum, que ou quem em virtude de sua qualidade, valor ou superioridade não pode ser igualado a nada ou a ninguém". Pelé também virou nome de estádio em países, como Cabo Verde, Colômbia, Ruanda, Guiné-Bissau e Panamá. Resultado de uma campanha da Fifa.

Pelé ganhou um mausoléu em Santos e foi motivo da criação de uma Sala do Trono no Memorial do Santos. O Rei virou nome do troféu dado ao melhor atleta olímpico do ano, dado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

No Legislativo, o Rei dá nome a uma medalha concedida pela Câmara dos Deputados a quem promove atividades esportivas voltadas a pessoas de baixa renda ou em vulnerabilidade social. A Câmara ainda aprovou que 19 de novembro seja o Dia do Rei Pelé. A data escolhida é a do milésimo gol.

A taça do Paulistão, por exemplo, ganhou uma coroa em homenagem a Pelé. Logo no ano em que o Santos não ganhou títulos e, inclusive, foi rebaixado no Brasileirão pela primeira vez. Tudo isso no futebol profissional. Mas, como todas as taças da FPF no ano tinham uma coroa, uma delas foi parar sim na Vila Belmiro: o do título do Paulistão Sub-12.

Nas contas da Fifa, Neymar passou Pelé no número de gols pela seleção brasileira. Mas as lesões e a transferência para a Arábia Saudita mostraram que a distância entre a relevância de um para o outro na história da amarelinha ficou ainda mais significativa.


O lado Edson - No âmbito pessoal, os herdeiros de Pelé ainda estão à espera da divisão dos bens do Rei. Mas pelo menos a Justiça de São Paulo já determinou que o testamento deixado por Pelé seja respeitado e cumprido.

A viúva Márcia Aoki herdará 30% dos bens. Outros 60% serão divididos entre os filhos; e os 10% restantes, compartilhados entre os filhos de Sandra Regina, a filha que o Rei não reconheceu, já falecida.

"Ainda estamos cuidando da questão do inventário, temos advogados para resolver. O mais importante é que a família está unida, os irmãos estão unidos e o exercício está sendo feito da maneira mais natural possível. É uma burocracia, infelizmente, que tem que acontecer", disse Edinho.

Canal Brasil faz homenagem a Pelé no dia em que se completa um ano de sua morte

Foto: reprodução

"A Marcha", protagonizado pelo jogador, será exibido na TV pela primeira vez

O Canal Brasil abre espaço em sua grade na sexta, dia 29, a partir das 15h50, para exibir uma homenagem a Pelé. No dia em que se completa um ano da morte do Rei, vão ao ar filmes que contam com o jogador no elenco e documentários com detalhes de suas maiores conquistas. Entre os longas selecionados para a maratona, está "A Marcha", que chega à TV pela primeira vez e encerra a programação especial às 20h35. No filme, dirigido por Oswaldo Sampaio, Pelé vive Chico Bondade, um ex-escravizado que, após a alforria, lidera um movimento contra a escravidão. A produção de 1972 conta também com Paulo Goulart e Nicette Bruno no elenco.

O documentário "Isto É Pelé" abre a mostra às 15h50 e conta a história do jogador desde o início de sua carreira no esporte, aos 17 anos. No filme, dirigido por Eduardo Escorel e Luiz Carlos Barreto, o craque conta sobre sua trajetória e relembra partidas e gols que marcaram sua carreira e o futebol brasileiro. Em seguida, às 17h, vai ao ar "Solidão - Uma Linda História de Amor", de Victor di Mello, que é o último trabalho de Pelé nos cinemas e traz o jogador no papel de amigo do personagem de Tarcísio Meira. Às 18h35, será exibido "Pelé Eterno", de Anibal Massaini Neto, que narra a vida do rei do futebol por meio de imagens de arquivo e depoimentos de colegas, ex-jogadores e celebridades da época.

Considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos e um dos esportistas mais populares do mundo, Edson Arantes do Nascimento colecionou recordes, títulos e, sobretudo, gols. Pelé balançou as redes 1283 vezes e é o maior artilheiro da história do futebol. O jogador é o único a ganhar três Copas do Mundo e o mais jovem a vencer o torneio, com apenas 17 anos. Apelidado de Rei do futebol, ele nasceu em Minas Gerais, na cidade Três Corações, e morreu no dia 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, em São Paulo.

Homenagem ao Pelé (25')
Horário: Sexta, 29/12, a partir de 15h50

Isto É Pelé (1974) (75')
Horário: Sexta, 29/12, às 15h50
Direção: Eduardo Escorel e Luiz Carlos Barreto
Classificação: 10 anos
Sinopse: Documentário que narra a vida de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, contando sua carreira de 17 anos de futebol. Ao lado do gênio Pelé, são focalizadas as grandes conquistas do futebol brasileiro, com ênfase nas Copas do Mundo de 1958 e 1970.

Solidão - Uma Linda História de Amor (1989) (94')
Horário: Sexta, 29/12, às 17h
Direção: Victor di Mello
Classificação: 14 anos
Sinopse: Pedro, um pobre imigrante português vem ao Brasil para tentar mudar de vida, mas acaba se envolvendo com a contravenção. Ele se apaixona pela mulher de um dos seus melhores amigos e se casa com ela, que logo após também o trai. Pedro então cai numa grande solidão, até reencontrar uma mulher arrependida na praia.


Pelé Eterno (2004) (120')
Horário: Sexta, 29/12, às 18h35
Direção: Anibal Massaini Neto
Classificação: Livre
Sinopse: A vida do “rei do futebol” Pelé é mostrada através de depoimentos de ex-jogadores, amigos e celebridades importantes da época. Seguindo uma ordem cronológica, são exibidos vários de seus gols, principais jogadas e fatos que marcaram sua carreira.

A Marcha (1972) (120')
INÉDITO
Horário: Sexta, 29/12, às 20h35
Direção: Oswaldo Sampaio
Classificação: 14 anos
Sinopse: Uma grande marcha de protesto de escravos fugidos é um episódio da história de Chico Bondade e de Boaventura, que já haviam se tornado legendários por missões difíceis e ousadas.

Há 49 anos, o Rei Pelé de despedia do Santos FC

Com informações do Santos FC
Foto: arquivo

Pelé ajoelhado no gramado da Vila Belmiro: uma cena icônica!

A imagem do Rei Pelé ajoelhado no centro do gramado do estádio Urbano Caldeira é uma das mais vistas quando o assunto é a carreira do eterno Rei Pelé. Essa foto que já entrou para a história, mostrando o Rei de braços abertos e chorando, entristecendo não só os 20.258 espectadores nas arquibancadas da Vila Belmiro como também os esportistas de todo mundo que a assistiram naquela noite de quarta-feira, 2 de outubro de 1974.

Foi a última partida oficial do Rei com a camisa do Santos, depois de 18 anos defendendo as cores do Alvinegro mais famoso do mundo. Era o adeus do melhor jogador de futebol de todos os tempos. O adversário do Santos naquela partida histórica foi a Ponte Preta que foi derrotada pelo placar de 2 a 0, com gols de Cláudio Adão e Geraldo contra, a favor do Peixe.

O time praiano que jogou com camisas alvinegras era dirigido pelo técnico Elba de Pádua Lima, o Tim, o mesmo técnico que tentou levar para o Bangu o garoto Pelé, quando o menino tinha apenas 14 anos, e não teve sucesso na empreitada porque dona Celeste a mãe do menino não autorizou sua saída para jogar no time do Rio de Janeiro. Tim escalou o Peixe com: Cejas, Wilson Campos, Vicente, Bianchi e Zé Carlos; Léo Oliveira e Brecha, Da Silva, Cláudio Adão, Pelé (Gilson) e Edu.

Durante a semana a cidade de Santos recebeu muitos jornalistas, ávidos em presenciar a despedida do Atleta do Século, de várias partes, não só do Brasil como de todo o mundo. Só se falava no derradeiro jogo do craque santista.

E foi exatamente aos 20 minutos do primeiro tempo que Pelé pegou a bola e sem que ninguém esperasse, ele se ajoelhou no meio do círculo central, abriu os braços e disse adeus ao futebol. Na sequência se levantou e cercado de repórteres e fotógrafos deu a volta olímpica com a camisa na mão correndo e chorando para os vestiários do Santos, saindo depois em um carro da Polícia Militar que o esperava na parte externa do estádio. No lugar do Rei entrou Gílson, o popular beija-flor.

Desde a primeira vez em que vestiu a camisa do time principal do Peixe no dia 7 de setembro de 1956, em Santo André na vitória pelo placar de 7 a 1, até a partida contra a Ponte Preta, foram 1116 apresentações com 1091 gols marcados só pelo Alvinegro. Ao todo o Rei jogou em sua fantástica carreira 1365 partidas com 1282 gols marcados.

Pelé foi o artilheiro máximo no Campeonato Paulista nos anos de 1957 até 1965, depois em 1969 e por último em 1973. No ano de 1958 o Rei marcou 58 gols no certame regional um recorde.


Pela Seleção Brasileira Pelé jogou 113 partidas e assinalou 95 gols. É tricampeão mundial pela Seleção Brasileira tendo participado de quatro mundiais (1958/62/66 e 1970).

Depois da despedida do Santos, Pelé voltaria ao futebol profissional em 1975 jogando nos Estados Unidos pela equipe do New York Cosmos onde atuaria até o dia 1º de outubro de 1977.

Os principais títulos do Rei no Santos:

Bicampeão Mundial Interclubes nos anos de 1962/63
Bicampeão da Taça Libertadores nos anos de 1923/63
Campeão Brasileiro nos anos de 1961/62/63/64/65 e 1968
Campeão da Recopa Sulamericana em 1968
Campeão da Recopa Mundial em 1969
Campeão do Torneio Rio-São Paulo nos anos de 1959/63/64
Campeão Paulista nos anos de 1958/60/61/62/64/65/67/68/69 e 1973.

Vereador Adriano Piemonte exibe na Câmara de Santos camisa do primeiro gol de Pelé

Foto: Comunicação Adriano Piemonte

Piemonte (dir) ao lado de Aarão Alves, filho de Manoel Maria e afilhado do Rei do Futebol, com as camisas usadas por Pelé e Zaluar no dia 7 de setembro de 1956 

7 de setembro é uma data importante para todo brasileiro, que comemora a independência do Brasil. Mas para os amantes do futebol ela é ainda mais especial. Foi neste dia que, em 1956, Pelé marcou o primeiro dos 1091 gols que assinalou pelo Santos FC, na vitória por 7 a 1 sobre o Corinthians de Santo André.

Para celebrar a ocasião, o vereador Adriano Piemonte (União Brasil) exibiu no plenário da Câmara Municipal de Santos, durante sessão ordinária realizada na última terça-feira, dia 5, a camisa usada pelo Rei do Futebol no amistoso disputado na cidade do ABC Paulista, quando o craque falecido em dezembro passado tinha apenas 15 anos de idade.

“Na quinta-feira, comemoramos os 67 anos do primeiro gol de Pelé e foi uma honra exibir a camisa usada por ele e também a do Zaluar, goleiro do Corinthians de Santo André que ao longo da vida sempre se orgulhou de ter sofrido o primeiro gol do Rei do Futebol. Quero agradecer ao Senhor Pérsio Nicoletti, dono de um extraordinário acervo que inclui essas duas peças, por nos ter dado o privilégio de apreciar essas valiosas camisas”, declarou Piemonte, que em 2022 e 2023 foi o treinador do Jabaquara no Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Exposição no Museu Pelé - Antes da sessão da Câmara, os uniformes ficaram expostas no gabinete de Adriano Piemonte. Durante todo o dia, o espaço recebeu inúmeras visitas dos demais vereadores, seus assessores e funcionários da casa, que aproveitaram a ocasião para posar para fotos ao lado dos trajes.


Treinador de futebol e filho de Manoel Maria, companheiro de elenco e um dos grandes amigos de Pelé, Aarão Alves não perdeu a oportunidade para fazer um registro das camisas durante sua presença na sede do legislativo santista. Ele é afilhado do Rei.

De acordo com o informado por Pérsio Nicoletti, todo seu acervo poderá ser visto futuramente no Museu Pelé. A data da exposição ainda será definida pela direção do equipamento localizado no bairro do Valongo, no Centro Histórico de Santos.

Biografia mostra faceta emocionante de Edson, o homem simples por trás do Rei do Futebol


O ano de 2022 estava prestes a se encerrar quando a notícia da morte de Pelé, aos 82 anos, abalou o mundo. A comoção em torno do maior astro que o futebol já viu deixou uma certeza: a de sua imortalidade. Em Pelé, O Rei Visto de Perto, primeira biografia publicada após a morte de Edson Arantes do Nascimento, o jornalista Maurício Oliveira faz um relato panorâmico da trajetória do Rei, acrescido de impressões e lembranças pessoais dos contatos que teve com ele.

Autor de mais de 30 livros e especialista em temas históricos, o escritor publica agora, no lançamento da Matrix Editora, trechos inéditos de uma entrevista feita com Pelé em 2013 para um projeto editorial. Na época, o trabalho envolveu, também, conversas com pessoas ligadas à trajetória do jogador que consolidou o futebol brasileiro e moveu uma legião de fãs. Muitos, talvez, desconheçam o Edson, o Dico, o homem simples e suas memórias.

Os destaques da conversa com Pelé trazem à tona o ser humano, aquele que atende ligação do filho em frente ao jornalista e mostra pulso firme ao negar um pedido; o pai falando em relação às filhas fora do casamento e sobre os motivos para não ter contato com uma delas; a criança atingida pela catapora no dia em que ganhou uma bola e chorou abraçada ao objeto por uma semana, até se recuperar; o menino que treinou sem parar e aprendeu a usar ambas as pernas no futebol, dica do pai, Dondinho, também jogador, a quem admirava demais.
A primeira coisa que fiz ao encontrar Pelé foi transmitir esses recados. Eu disse que, quando as pessoas sabiam que eu iria encontrá-lo, sempre mandavam um abraço pro Pelé. ‘Não me pergunte como, mas até o Biro-Biro!’, completei, sorrindo. A resposta dele, em tom melancólico, me surpreendeu: – Pois é. Pro Pelé todo mundo manda abraço, mas pro Edson ninguém manda. Evidenciava-se, assim, a faceta dramática da célebre cisão de si mesmo em duas personas. (Pelé, O Rei Visto de Perto, pág. 28)
O prefácio da obra é do ex-jogador Clodoaldo, o Corró, parceiro no Santos e na Seleção Brasileira. Ele recorda do respeito, carinho e atenção de Dico - apelido de infância de Edson -, com seus admiradores. A humildade do Rei o acompanhou durante toda a jornada, pois sabia a importância da equipe e sempre foi um jogador de grupo. “Algumas vezes, ao longo da vida, eu disse pra ele o quanto o amava e perguntei se ele tinha noção de tudo o que ele havia feito, se ele sabia o tamanho imenso que tinha para o mundo”, declara.


A narrativa de Pelé, O Rei Visto de Perto desperta emoção mesmo em quem não teve a oportunidade de acompanhar a carreira dessa grande estrela do esporte. Mostra o anônimo por trás de obras voltadas à educação de crianças e ao amparo de idosos e o homem comum em visitas a pacientes em hospitais, a pedido de amigos. É o resgate da trajetória fenomenal do atleta reconhecido mundialmente e também um retrato do homem que irá continuar a inspirar pessoas no mundo todo.

Ficha técnica

Título: Pelé, O Rei Visto de Perto
Autor: Maurício Oliveira
Editora: Matrix Editora
ISBN: 978-65-5616-318-5
Formato: 16x1x23cm
Páginas: 160
Preço: R$ 40,00
Onde encontrar: Matrix Editora e Amazon

Sobre o autor - Nascido em 1972, no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor Maurício Oliveira é autor de mais de 30 livros, a maior parte sobre temas históricos, como Amores Proibidos na História do Brasil; Garibaldi, Herói dos Dois Mundos; Patápio Silva, o Sopro da Arte; e Toma Lá, Dá Cá – Como a troca de favores moldou a sociedade e o jornalismo no Brasil. É também autor de diversos livros-caixinha da Matrix Editora, como Puxa-Conversa Futebol, Escrita Criativa e Exercícios de Virtudes (os dois últimos em parceria com Juliana De Mari). Tem mestrado em História Cultural e doutorado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Capa do livro

Primeiro livro sobre Pelé após sua morte detalha encontro com John Lennon

Com informações da Agência Estado
Foto: reprodução

Pelé e John Lennon

Dias depois da morte de Pelé, em 29 de dezembro do ano passado, o jornalista e escritor Maurício Oliveira reuniu o material que tinha sobre o Rei do Futebol e não havia usado para o primeiro de seus livros sobre o jogador, acrescentou novas informações e, em 15 dias, escreveu o primeiro livro publicado após a morte do maior jogador de futebol de todos os tempos.

Publicado pela editora Matrix, “Pelé, o Rei Visto de Perto” (editora Matrix Editora, 160 página, R$ 40,00) foi lançado neste mês. Trata-se de um relato panorâmico da trajetória do Rei, acrescido de impressões e lembranças pessoais dos três encontros que Oliveira teve com o eterno camisa 10 do Santos e da seleção brasileira em 2013 para a produção de um primeiro projeto editorial.

Conversas inéditas - O escritor aproveitou essas conversas com o Rei e com pessoas do entorno dele, como o barbeiro Didi, Pepe e Clodoaldo, que assina o prefácio, para escrever em duas semanas a obra que já chegou às livrarias físicas e à Amazon.

“É um livro baseado nas minhas lembranças”, resume o autor. “Tive essa vontade de registrar essas lembranças de uma figura tão importante e ao mesmo tempo prestar uma homenagem. Quem ler o livro vai entender de cabo a rabo como foi a trajetória dele de uma forma bem panorâmica, até porque o futebol era assim na época.”

Os bastidores dos encontros de Oliveira com Pelé, diz o autor, são os pilares da construção da narrativa, como a prosaica conversa que tiveram sobre o desafio de educar filhos adolescentes e a captação de detalhes curiosos. Um deles, bem à moda antiga, diz respeito ao modelo ultrapassado do celular de Pelé à época da terceira e última entrevista, em 2013.

“Fiz essa reconstrução da carreira dele bem panorâmica com passagens da minha própria experiência”, afirma o jornalista. “Por exemplo, o Pepe estava cortando cabelo no Didi, barbeiro eterno do Pelé. Os dois me contaram 56 anos depois que foi exatamente ali que eles conheceram o Pelé.”

Encontro ilustre - O livro mostra traços da personalidade em campo e fora dele do Rei do Futebol, construída com contornos do pai, João Ramos do Nascimento, o Dondinho, e da mãe, Maria Celeste Arantes, a dona Celeste. Dondinho era “solto”, pouco dado a rigores. Celeste, hoje com 100 anos, sempre foi rigorosa e exigia da família que as regras fossem cumpridas.

Também detalha histórias curiosas, como o encontro de Pelé com John Lennon em uma escola de idiomas em Nova York. O cantor estudava japonês e o atleta, inglês. “Imagine um aluno comum na escola vendo esse encontro?”, pergunta, aos risos, o autor. “O John Lennon contou que na Copa de 1966 os Beatles queriam fazer um show na concentração da seleção brasileira, mas o supervisor da seleção (Carlos Nascimento) não deixou”, recorda-se ele.

Nascimento, um sujeito ríspido e conservador, apelidado pela imprensa de “homem mau da seleção”, achava que os Beatles eram “muito cabeludos”. “Esse bando de cabeludos não vai entrar aqui, não!”, determinou o supervisor da seleção à época.


Outra passagem - Outra passagem da obra retrata como Pelé salvou a vida do famoso fotógrafo Sebastião Salgado na África, em 1994. Oliveira escreve que o episódio é a melhor síntese da universalidade do Atleta do Século.

Salgado estava às margens de um rio na fronteira entre Ruanda e Tanzânia quando foi abordado por um grupo de tutsis, então em conflito com os hutus, apoiados pela França. O fotógrafo foi confundido com um francês e passou a gritar desesperadamente que era brasileiro. Só conseguiu convencer os tutsis porque gritou “Pelé” repetidas vezes. “Ele disse que só se salvou por causa disso. Até falou sobre futebol com os tutsis”, comenta o escritor.

A orelha do livro é assinada pelo empresário Abílio Diniz, “em mais uma demonstração de como o Pelé une gente de diferentes segmentos”, considera Oliveira. A obra tem trechos selecionados de respostas dadas por Pelé durante as entrevistas sobre infância, fama, racismo, Santos e política, entre outros assuntos, e é encerrada com as capas dos principais jornais do mundo, incluindo a do Estadão, no dia seguinte à morte do Rei.

Um mês sem Pelé: viúva do Rei escreve carta e diz que "queria uns minutos a mais"

Com informações do GE.com
Foto: arquivo pessoal

Márcia Aoki e Pelé

Viúva de Pelé, Marcia Aoki escreveu uma carta aberta neste domingo, exatamente um mês depois da morte do Rei do Futebol, em 29 de dezembro de 2022. Em postagem no perfil de Pelé, Márcia agradece pelo carinho recebido no último mês.

Ela também diz que queria ter tido "uns minutos a mais" ao lado do marido. "Queria alguns minutos a mais de troca de olhares. Alguns dias a mais para brincarmos com a nossa filhota, Cacau", diz trecho da carta publicada.

Márcia Aoki casou com Pelé em 2016 e foi a última companheira do Rei. Ela esteve presente em todos os momentos da internação do ídolo no Hospital Albert Einstein, em novembro passado, e recebeu apoio de toda a família no período.

Veja abaixo a íntegra da carta:
"Dar adeus a quem amo e me acostumar a não ter mais ao lado a razão da minha vida, seu amor repleto de carinho, humor único e sua cumplicidade, levará tempo...

Queria alguns minutos a mais de troca de olhares. Alguns dias a mais para brincarmos com a nossa filhota, Cacau!

Me pego esperando você me dizer: 'Márcia, amor, bom dia! Olha que lindo o mar hoje...'

Apesar de saber que este é um destino inevitável para todos nós, para mim a constatação que esse momento chegou é o sentimento de um espaço vazio, de ausência, que me pressiona o peito.

Mas há também um outro sentimento, o de forte gratidão por poder dividir a minha dor com o mundo inteiro. Recebemos milhões de mensagens de afeição e solidariedade, que encheram os nossos corações de conforto e paz.

Quero agradecer a todos os fãs que ainda prestam suas homenagens até agora. Também, ao Santos Futebol Clube e a cidade de Santos, que nos acolheu tão bem neste momento tão desafiador.

Dividir a vida com o Edson foi uma história real de um amor único. Dividir o amor de Pelé com vocês, também. Este amor nunca morrerá e continuará entre nós. Eternamente.

Com carinho

Márcia Aoki - viúva de Pelé"

Terceiro casamento -
Márcia Aoki foi a terceira esposa de Pelé. A primeira, Rose, foi casada com Pelé entre os anos 60 e 70 e é mãe de Kelly Cristina, Edinho e Jennifer. De 1994 a 2008, o Rei do Futebol foi casado com Assíria Seixas Lemos, com quem teve Joshua e Celeste. Além dos filhos frutos dos matrimônios, Pelé teve Flávia Cristina, que foi reconhecida espontâneamente, e Sandra Regina, cuja paternidade foi reconhecida apenas na Justiça.

Pachuca faz série de homenagens a Pelé e inaugura trono em seu estádio no México

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação

Trono inaugurado no Estádio Hidalgo, a casa do Pachuca

Em mais uma série de homenagens a Pelé, o Pachuca, clube mexicano, inaugurou um trono em alusão ao Rei do Futebol em seu Estádio Hidalgo. Além disso, no confronto com o Puebla, os jogadores entraram em capo com a camisa amarela da seleção brasileira com o número 10, semelhante ao modelo utilizado na Copa do Mundo de 1970.

A homenagem póstuma ao Rei do Futebol, falecido no último dia 29 de dezembro, foi feita pelo presidente do clube, Jesús Martínez, e pelos jogadores. O trono está localizado logo abaixo do camarote, onde os membros da Fifa são recepcionados no Estádio.

Antes da estreia do Pachuca na temporada, o brasileiro recebeu uma série de homenagens. Cerca de uma hora antes do início da partida, momentos da carreira de Pelé foram projetados no céu do estádio por meio do uso de drones. Balões brancos também foram lançados pela torcida, além de um minuto de silêncio ter sido respeitado.

O trono permanente, localizado na tribuna de honra do estádio, se assemelha aos utilizados por membros da realeza e conta com a assinatura de Pelé em sua estrutura. A série de homenagens feitas pelo Pachuca se justifica pela importância que o jogador teve no clube mexicano. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o clube agradece a Pelé. “Em cada canto de nossa instituição, você deixou sua luz e sua magia para sempre.”


Durante o velório de Pelé, realizado na última semana em Santos, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, fez um pedido para que todos os países-membros da entidade batizassem ao menos um estádio em cada país em homenagem ao Rei do Futebol. Até o momento, Cabo Verde, Timor Leste e Colômbia aderiram ao movimento.

Primeiro jogo do Santos após a morte de Pelé é marcado por homenagens

Por Felipe Roque
Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC

Deivid comemorou gol com a marca de Pelé: o soco no ar!

A despedida do Rei Pelé não foi fácil para os brasileiros, mas os mais sentidos foram os santistas. Após fazer história com a camisa do Peixe, o velório de Edson Arantes do Nascimento aconteceu na Vila Belmiro e durou 24 horas, com a presença de mais de 230 mil pessoas, dentre elas, jogadores do Sub-20, do elenco profissional e ídolos do clube.

O jogo entre Santos x São Raimundo, que marcou a estreia dos Meninos da Vila na Copinha, foi palco de diversas homenagens ao maior jogador da história. O Peixe, dias antes do falecimento de Pelé, adicionou uma coroa em seu escudo, que será usada nos uniformes do time e o Sub-20 foi o primeiro a usar o uniforme com a novidade. Antes mesmo da partida, dava pra ver diversas camisas número "10" sendo utilizadas nas arquibancadas, junto com várias faixas e bandeiras com o nome do Rei.

O momento mais emocionante foi o "Minuto 10", no primeiro tempo, quando o árbitro interrompeu a partida para o estádio inteiro aplaudir o Rei Pelé. A torcida santista também aproveitou o momento para cantar músicas em homenagem ao camisa 10, dentre elas a famosa "Mil gols, só Pelé".


Na comemoração dos gols, Deivid e Fernandinho também encontraram um jeito de deixar sua lembrança ao Pelé fazendo o famoso movimento do imortal soco no ar, o que repercutiu em todo o país. O Peixe bateu o São Raimundo por 3 a 1, com gols de Deivid, Fernandinho e Paulo César na estreia da Copinha e busca o quarto título na competição.

Pelé é homenageado por Mauricio de Sousa nas redes sociais

Foto: reprodução

Pelé e Pelezinho

O desenhista Mauricio de Sousa já havia divulgado algumas homenagens ao seu amigo Pelé. Uma delas é um texto sobre como ele convenceu Pelé a publicar o personagem Pelezinho, que remetia à sua infância, enquanto o jogador achava que o personagem deveria ser adulto e com alguns superpoderes.

Os filhos de Pelé, Kelly e Edinho, crianças na época, foram consultadas e acabaram votando a favor de que o Pelezinho deveria ser pequeno, e assim ficou decidido. Então, o personagem baseado no Rei do Futebol veio às publicações como criança.

Agora, Mauricio publicou um desenho do Pelé adulto junto com o Pelezinho criança, com a seguinte frase: "Toda vez que uma criança brincar com uma bola vamos lembrar de Pelé". É possível conferir a publicação pelo Instagram do desenhista, por meio do link: https://www.instagram.com/mauricioaraujosousa/.


Outros jogadores - Pelé não foi o único jogador que virou personagem em quadrinhos. Ronaldinho Gaúcho, no meio da primeira década de 2000, chegou a ter gibi lançado pela Maurício de Sousa Produções. O próprio desenhista chegou um esboço para Maradona. No penta, em 2002, ele fez o Ronaldo e no título da Libertadores do Santos, em 2011, desenhou o Neymar.

Pelé é enterrado em cerimônia reservada para família e amigos

Com informações do UOL e GE.com
Foto: Felipe Zito / GE.com

Caixão de Pelé na entrada do local onde foi sepultado

Pelé foi enterrado na tarde desta terça-feira, dia 3, no primeiro andar do Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, em cerimônia reservada para familiares e amigos. O mausoléu do Rei do Futebol foi pensado para se tornar um ponto turístico de Santos e terá 200m² de espaço cobertos por um tapete de grama sintética.

O caixão de Pelé chegou ao Memorial após cortejo por Santos depois do término do velório. O percurso foi de cerca de 15 quilômetros: saiu da Vila Belmiro, pegou a orla de Santos, passou pela casa de Dona Celeste, mãe do Rei, e voltou para o cemitério.

O velório foi realizado na Vila Belmiro, casa do Santos, e durou 24 horas, das 10h de ontem às 10h de hoje. Cerca de 230 mil pessoas passaram pelo velório. Autoridades e personalidades do futebol compareceram ao velório ontem, como os presidentes da Fifa, da Conmebol e da CBF, além de jogadores e ex-jogadores do Santos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi hoje pela manhã ao velório e chegou cerca de uma hora antes do término da cerimônia. Entre os campeões mundiais pela seleção brasileira, compareceram apenas dois ex-volantes: Clodoaldo (Copa de 1970) e Mauro Silva (Copa de 1994).

O Memorial onde Pelé foi enterrado é o primeiro e maior cemitério vertical do mundo, segundo o Guinness Book.

Edinho agradeceu - Edinho, filho de Pelé, agradeceu às homenagens ao pai depois de todas as cerimônias em Santos. O corpo do Rei do Futebol foi sepultado na Memorial Necrópole Ecumênica, após o velório que durou um dia na Vila Belmiro e o cortejo de cerca de três horas e meia pelas ruas da cidade do litoral paulista.


"Só queria aproveitar em nome da minha família agradecer a todo mundo, a todo amor, a todo carinho, a todo respeito. É agradecer, o sentimento maior de toda a família é gratidão, junto com a dor. Mas é gratidão, então muito obrigado a todos. É um momento difícil, todos sabem, mas é uma honra e um orgulho muito grande. Mais uma vez obrigado. Agora ele vai descansar", afirmou.

As homenagens dos jogadores da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1970 para Pelé

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Brasil que jogou a Copa do Mundo de 1970

Poucos times são tão presentes no imaginário de quem gosta de futebol quanto a Seleção Brasileira que foi campeã da Copa do Mundo de 1970, conquistando o terceiro título canarinho. O escrete amarelo e verde de um time incrível virou quase um intangível de divindades no imaginário das pessoas com alguma justiça pelo incrível futebol praticado pelo time brasuca. Recentemente, o mundo do futebol perdeu seu maior ícone, o Rei Pelé e diversos companheiros do Atleta do Século deram depoimentos sobre a perda do homem Edson.

Paulo César Caju declarou que recebeu a notícia "com muita tristeza" e definiu que teve o "privilégio e o prazer" de se tornar campeão do Mundo em 1970 ao lado do Rei com "apenas 20 anos". E definiu que tinha uma relação "muito afetiva" com o Rei do Futebol, já que sua mãe era de três corações e amiga da família do camisa 10. E ainda definiu que a relação foi ainda maior quando se tornou profissional e foi convocado em 1969 pela primeira vez, quando passou a fazer "excursões pelo mundo inteiro" com ele.

O canhota de ouro Gerson começou sua declaração exaltando que: "quem viu viu e aprendeu e quem não viu não verá outro igual", além de citar que "o mundo está de luto e o futebol de luto eterno". Finalizou desejando que Pelé descanse em paz, o chamando ainda de "querido amigo". Companheiro de Gerson na meia-cancha, Clodoaldo, ídolo do Santos, que era muito amigo do Rei, declarou que havia sido um "privilégio jogar com ele". e que havia ficado ainda mais próximo de Pelé após o fim da carreira de ambos. Clodoaldo ainda completou, num aspecto mais pessoal, que "ninguém está preparado" para a morte de um amigo, por mais que se saiba que pode acontecer.

Colega de ataque do maior de todos os tempos, Tostão disse que o dia da morte de Pelé era um "dia muito triste" e que ele foi "o maior de todos os tempos". O ex-cruzeirense ainda ressaltou que ele sempre "atendia a todos com um sorriso aberto" que "teve a honra de jogar ao seu lado" e que "todas as gerações vão lembrar dele". Ainda mandou um abraço a toda a família do Rei do Futebol. Tostão, não custa lembrar, era o destaque do Cruzeiro que destronou o Santos do Rei na Taça Brasil de 1966, com grande atuação do futuro colega de seleção. Outro colega de ataque, Rivellino foi breve e direto em uma rede social: "O maior jogador do mundo não vai existir outro. Obrigado por existir na minha vida. Você não morreu. Você é eterno. A bola está em pranto"

Companheiro de ataque de Pelé e talvez curiosamente o artillheiro do Brasil na Copa do Mundo de 1970, Jairzinho disse que foi "privilegiado por poder jogar com o maior da história". Disse que "não dava nem para descrever" o que foi o Atleta do Século. Além disso, o Furacão de 1970 comentou que tinha "lembranças maravilhosas por ter jogado com ele", que havia ensinado muito nos dez anos jogando juntos e também como adversários. Completou dizendo ainda que "Pelé é um professor, principalmente para ele".

Reserva daquele potente ataque, o grande Dadá Maravilha escreveu nas redes sociais que "o mundo está de luto. o Rei que encheu nossos corações de alegria, infelizmente nos deixou!". ainda ressaltou o legado de Pelé e agradeceu pela convivência: "O maior de todos, um gênio, uma lenda, agora descansará em paz, ao lado dos craques que estão no céu! Pelé Eterno!! Seu legado será para sempre!! Obrigado por tudo meu ídolo!"

Goleiro reserva do time campeão do mundo no México, Ado, que também jogou no Santos, fez questão de ir ao Albert Einstein. Disse que "nunca viu ele dar uma bronca em ninguém", que sempre ficava calmo e pedia calma aos companheiros e que a única vez em que agrediu alguém foi diante do Uruguai na semifinal daquela Copa, procurando ressaltar o cavalheirismo de Pelé como atleta. Ado contou também sobre um episódio curioso, quando o camisa 10 usou o violão, que também gostava de tocar, para matar um escorpião que andava sobre a cortina. Também contou sobre o choque e a tristeza causadas pela notícia do falecimento de Pelé.

Zé Maria, um dos laterais do time de 1970, disse que a "convivência com o Rei foi espetacular". Ressaltou que além do atleta, Pelé também era uma pessoa incrível e que "procurava sempre aconselhar os mais jovens" (Zé Maria tinha apenas 20 anos em 1970). Falou também que a morte dele era "uma tristeza imensa" e desejou que "Deus o receba de braços abertos e que conforte sua família, amigos e fãs". Encerrou agradecendo ao seu ex-colega de Seleção Brasileira: "Obrigado, Pelé! Descanse em paz, Rei!".


Treinador daquele time, Zagallo, que também foi colega de Pelé no título da Copa do Mundo de 1958, declarou com muita emoção que "meu maior companheiro se foi" e que levaria com ele o sorriso de Pelé: "Meu maior parceiro se foi e é com esse sorriso que guardarei você comigo. Amigo de tantas histórias, vitórias e títulos e que deixa um legado eterno e inesquecível. A pessoa que parou o mundo diversas vezes. A pessoa que fez da camisa 10 a mais respeitada. Um brasileiro que defendeu nosso País em todo o mundo. Hoje o mundo, chorando, para e se despede do maior de todos. Do Rei do Futebol. Obrigado por tudo". Fechou ainda declarando que: "Você é eterno. Eu te amo."

Velório de Pelé termina sob aplausos e emoção

Com informações do UOL Esporte
Foto: divulgação Conmebol

Bandeiras de Pelé

O velório de Pelé terminou com aplausos e emoção na manhã desta terça-feira, dia 3, na Vila Belmiro, casa do Santos. O caixão com o Rei do Futebol segue por cortejo em Santos antes de ser enterrado no Memorial Necrópole Ecumênica, também em Santos, em cerimônia para amigos e familiares.

O velório foi aberto ao público às 10h de ontem e durou pouco menos de 24 horas. Torcedores enfrentaram até três horas de fila na noite de ontem para se despedir do Rei do Futebol. O último da fila entrou na Vila às 9h48 de hoje. Cerca de 230 mil pessoas passaram pelo velório.

O caixão foi fechado sob aplausos e com muita emoção da viúva de Pelé, Márcia Aoki. Autoridades e personalidades do futebol compareceram ao velório ontem, como os presidentes da Fifa, da Conmebol e da CBF, além de jogadores e ex-jogadores do Santos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi hoje pela manhã ao velório e chegou cerca de uma hora antes do término da cerimônia. Todos os filhos vivos de Pelé estiveram na despedida: Kely, Edinho, Jennifer, Joshua, Celeste e Flávia.


Pelé morreu na última quinta-feira (29), aos 82 anos. Segundo o atestado de óbito registrado em um cartório de São Paulo, o Rei do Futebol morreu por quatro causas: insuficiência renal, insuficiência cardíaca, broncopneumonia e adenocarcinoma de cólon.

Mais de 150 mil pessoas visitam a Vila Belmiro para dar adeus a Pelé

Com informações da Folha de São Paulo
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

As filas e a Vila Belmiro

Mais de 150 mil pessoas compareceram ao velório de Pelé, até a manhã desta terça-feira (3), no estádio da Vila Belmiro, em Santos. A informação é do clube praiano. O Rei do futebol morreu no último dia 29, e o velório terminará às 10h desta terça. Após cortejo, o corpo será enterrado em cerimônia fechada no cemitério Memorial Necrópole Ecumênica.

Famílias inteiras aproveitaram a noite agradável em Santos, com 21ºC as 23h desta segunda para se despedir de Pelé. Neste horário, a fila tinha 2,3 km e cerca de 3 horas de espera, mais que o dobro da hora do almoço. A extensão foi medida pela reportagem.

A família do casal Fabrício e Giovana Reobol, que foi com os filhos Lucca, 14, e Sofia, 10, levou três horas para conseguir passar ao lado do corpo do Rei do futebol no gramado da Vila. Eles iniciaram a caminhada na rua Carvalho de Mendonça, entre os canais 1 e 2, passando pela avenida Senador Pinheiro Machado, ruas Álvares Cabral, Pedro 1º, Guaianases, avenida Bernardino de Campos e rua Tiradentes, até chegar ao zigue-zague de quatro voltas em frente ao estádio.

"Somos torcedores e sócios do clube, estamos sempre no estádio", afirmou o pai, que aos 47 anos nunca viu Pelé jogar, mas sabe da importância do ex-jogador para o clube e para a cidade de Santos, na qual são moradores.

Ao contrário da fila em sol escaldante durante o dia, com temperatura de 30ºC e pessoas de várias partes do Brasil e do mundo, a maioria à noite era de moradores da cidade. É o caso da família de Anderson Oliveira, 38, que chegou ao fim da fila na rua Carvalho de Mendonça às 22h50, sabendo que só voltariam para casa durante a madrugada. "É pelo amor pelo Santos e pelo Pelé", afirmou Oliveira, que fazia parte de um grupo de seis pessoas, entre elas duas meninas, de 10 e 16 anos.

Ao mesmo tempo que a fila tomava conta da calçada no Canal 1, uma multidão fazia o sentido oposto pelo asfalto entre os carros atrás do fim da fila. O trânsito na movimentada Bernardino de Campos teve de ser interrompido por causa da grande circulação de pessoas. Na aglomeração havia muitos integrantes de torcida organizada com cantos de guerra, inclusive, contra o argentino Maradona, morto em 2020.

À tarde o público foi estimado em 27 mil pessoas. Mas policiais militares ouvidos informalmente pela reportagem na noite desta segunda calculam que mais de 50 mil passaram pela Vila Belmiro desde às 10h, quando o velório começou.


Entre famosos que aproveitaram o fim da noite e início da madrugada de terça (3) para se despedir de Pelé, estavam o cantor Supla, torcedor santista, e Marquinhos, guitarrista e vocalista da banda Charlie Brown Jr, que nasceu em Santos.

Após o encerramento do velório nesta terça (3), haverá um cortejo fúnebre, que sairá pelas ruas do município e pelo canal 6, onde mora a mãe de Pelé, dona Celeste. Depois, seguirá para o cemitério vertical Memorial Necrópole Ecumênica, com previsão de chegada às 12h. O sepultamento deve ocorrer às 14h, reservado apenas para familiares.

Soteldo fala sobre responsabilidade de usar a camisa 10 de Pelé

Com informações do Terra
Foto: divulgação

Soteldo é o atual camisa 10 do Santos

Atual camisa 10 do Santos, Yeferson Soteldo compareceu ao velório de Pelé nesta segunda-feira, na Vila Belmiro. Na chegada ao evento, o atacante falou sobre a responsabilidade de assumir o histórico número do Peixe, que foi eternizado pelo Rei.

"Muita responsabilidade e respeito que tenho por esse número, por ele, pelo que foi para o futebol. Vou seguir representando, como sempre faço. Na verdade, agora mais, para dar alegria a todos os santistas e comemorar o Pelé", comentou.

O venezuelano ainda comentou a possível aposentadoria da camisa 10 do Alvinegro Praiano após a morte de Pelé. A ideia partiu da família do ex-jogador, mas o presidente Andres Rueda já indicou que isso não deve acontecer.

"Falaram [sobre aposentar a camisa 10], mas eu estava tranquilo, porque é o Rei e quem ia decidir é ele. Estou muito feliz também que não vai aposentar, porque é por eles [santistas] e porque gosto do 10 também. Mas, agora a responsabilidade vai ser muito maior. Bola para frente", finalizou.

O elenco do Santos, que estava de folga até esta segunda-feira, se reapresenta no CT Rei Pelé para a retomada da pré-temporada na tarde desta terça-feira. De noite, o grupo viaja para Atibaia, no interior de São Paulo.


O velório de Pelé começou às 10 horas (de Brasília) e segue até às 10 horas de terça-feira, quando será realizado um cortejo pelas rodas da cidade de Santos antes do sepultamento.

Maior ídolo da história do Santos, Pelé morreu no dia 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, após complicações de um câncer no cólon. O ex-jogador lutava contra o tumor desde setembro de 2021, quando passou por uma cirurgia para sua retirada e estava se tratando no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O Rei vestiu a camisa do Peixe por 18 anos. Foram 1116 apresentações com 1091 gols marcados. Ao longo de toda carreira, foram 1365 partidas e 1282 bolas na rede.

Infantino chega ao velório e pede estádios com nome de Pelé a todos os países

Com informações do GE.com
Foto: Bruno Giufrida / GE.com

Gianni Infantino chegando na Vila Belmiro

O presidente da Fifa Gianni Infantino chegou à Vila Belmiro para o velório do Rei Pelé, que começa nesta segunda-feira às 10h. Além de destacar a importância do ídolo para o esporte, o dirigente afirmou que vai pedir a todos os países membros da Fifa para nomear ao menos um estádio em homenagem ao ex-jogador.

"Com muita emoção, tristeza, mas também com sorriso porque ele nos deu muitos sorrisos. Como Fifa, vamos homenagear o "Rei" e pedimos para que o mundo inteiro respeite um minuto de silêncio. Vamos pedir para que todos os países do mundo tenham pelo menos um estádio com o nome do Pelé para que as crianças saibam a importância dele", afirmou Infantino.

Além de Infantino, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e da Conmebol, Alejandro Domínguez, também já estão no estádio do Santos Futebol Clube para se despedir do maior jogador da história do futebol mundial. O chefe da principal entidade do futebol brasileiro lembrou da vez que viu Pelé em campo.

"Inesquecível, eu tinha 13 anos, mas desde os 9 já ouvia os feitos do Pelé. Era muito difícil ter televisão naquele período, mas a gente ouvia no rádio. O Santos foi jogar em Ilhéus conta a seleção de ilhéus e eu pedi ao meu pai que me levasse para o jogo. É um momento que eu jamais vou esquecer. O Santos venceu por 3 a 1 e ele fez o terceiro gol. A torcida ia a loucura sempre que o Pelé pegava na bola. Acho que todo mundo era Santos, mesmo sendo ilheense", contou Ednaldo.


O velório do Rei Pelé acontece nesta segunda-feira a partir das 10h e durará 24h até que o sepultamento aconteça na próxima terça-feira. A cerimônia será aberta a todos os fãs dentro do gramado da Vila Belmiro, estádio santista em que o ídolo jogou.

Fãs já fazem fila para o velório de Pelé desde as primeiras horas do dia

Com informações do UOL Esporte e GE.com
Foto: reprodução

Já há pessoas na fila

Os fãs de Pelé começaram a chegar na Vila Belmiro, em Santos cerca de quatro horas antes do início do velório, que será aberto ao público a partir das 10h (de Brasília) e durará 24 horas. Quase 100 pessoas já estavam na fila por volta das 6h30.

Saulo Duarte, Emílio Carmo e Antônio da Paz foram os três primeiros a chegar para o velório de Pelé. Nenhum deles faz questão do posto de primeiro da fila. O principal motivo de estarem ali com antecedência, dizem eles, é a paixão pelo tricampeão mundial com a seleção brasileira.

Três ausências certas para o velório de Pelé são as dos ídolos eternos Edu, Pepe e Mengálvio. Edu está no Sul e não chegará em tempo de se despedir do Rei. Mengálvio foi diagnosticado com covid-19, enquanto Pepe ainda está muito abalado com a morte do Rei e não irá por motivo emocional. Neymar Pai confirmou presença no velório. Há a expectativa pela vinda do próprio Neymar também.


O velório de Pelé vai durar 24 horas. Irá das 10h desta segunda-feira até as 10h de terça, quando o caixão partirá em cortejo pela cidade. A cerimônia será aberta ao público, e a expectativa é de um grande fluxo de pessoas na Vila.

O enterro será na Memorial Necrópole Ecumênica, que fica a menos de 1km do estádio, próximo ao canal 1. O traslado, porém, vai ser maior e inclui passagem pelo canal 6, onde vive dona Celeste, mãe de Pelé, que tem 100 anos de idade.

Corpo de Pelé chega à Vila Belmiro com homenagens de fãs e torcedores

Com informações da Folha de São Paulo
Foto: Bruno Santos / Folhapress

Carro fúnebre em frente à Vila Belmiro

Segunda-feira, 2 de janeiro, 3h57, o corpo de Pelé chegou à cidade que lhe deu fama. O Rei fez na madrugada a sua última viagem à vila mais famosa do mundo. O craque morreu em São Paulo, na tarde da última quinta-feira (29), após passar um mês internado no Hospital Israelita Albert Einstein.

O caixão com o corpo de Pelé deixou o hospital às 2h04 com destino à Vila Belmiro, estádio que viu nascer o craque e lhe mostrou para o mundo. Quatro batedores em motocicletas Harley Davidson abriram caminho para o carro funerário até a via Anchieta. Dali em diante carros das polícias Civil, Militar e Rodoviária, e da Tropa de Choque escoltaram o Rei.

O percurso de quase 90 km pela Serra do Mar foi feito em uma hora e 53 minutos. Um quarteirão antes do estádio, na rua Princesa Isabel, integrantes de torcidas organizadas do Santos soltaram fogos de artifício em homenagem ao eterno camisa 10. Com bandeiras e aplausos, pelo menos 50 pessoas acompanharam o carro até a frente do local, onde fãs já se concentram na fila para as despedidas.

O carro com o corpo do craque foi diretamente para a Vila Belmiro, onde será velado a partir das 10h desta segunda-feira (2). Os portões estarão abertos ao público e o acesso será pelos portões 2 e 3, com saída pelos portões 7 e 8.

Na manhã de terça-feira (3), chegará ao fim o momento de despedidas ao Rei. O corpo será levado em cortejo pelas ruas de Santos até o cemitério Memorial Necrópole Ecumênica. O sepultamento será reservado apenas para familiares, previsto para acontecer às 14h de terça.


Devido ao alto fluxo de autoridades, convidados e fãs do Rei do Futebol, toda a solenidade acontecerá com rígido protocolo de segurança. A Polícia Militar já informou que vai destacar agentes do Comando de Policiamento da Capital, do Policiamento Metropolitano, do Policiamento do Interior-6 (Santos), do Policiamento de Choque, do Policiamento Rodoviário, do Policiamento de Trânsito, do Comando de Aviação da PM e do Corpo de Bombeiros.

Drones colocam Pelé no céu de Santos na virada do ano

Com informações do UOL Esporte
Foto: divulgação

Homenagem à Pelé foi feita com drones

A Prefeitura de Santos fez um show com 80 drones neste sábado, na praia do Gonzaga, durante a comemoração da virada do ano. As luzes formaram algumas imagens que remetiam a Pelé, incluindo um jogador com uma bola, Pelé com o troféu e o símbolo do Santos.

O show aconteceu na praia do Gonzaga sobre o palco montado próximo ao Canal 2. A homenagem ao ex-jogador que morreu na última quinta-feira (29) emocionou moradores e turistas, que aplaudiam a cada desenho e cantarolavam músicas sobre o Atleta do Século 20.

As imagens formadas por luzes contaram ao público a história do ídolo mundial desde sua origem na cidade Três Corações (MG) até a chegada ao Santos Futebol Clube e suas conquistas mundo afora. O hino do Santos FC foi tocado momentos antes do espetáculo na Praia do Gonzaga, onde aconteceria o show de drones que, na verdade, pôde ser visto de outras praias da cidade.


Pelé morreu na última quinta-feira, em São Paulo, e será velado por 24 horas a partir de segunda-feira, às 10 horas (de Brasília), na Vila Belmiro. O evento será aberto ao público, que terá acesso ao estádio pelos portões 2 e 3.

Na terça, depois das 10 horas, haverá um cortejo fúnebre pelas ruas de Santos, passando pelo Canal 6, onde reside a mãe do ex-jogador, dona Celeste, antes do sepultamento, reservado a familiares, no Memorial Necrópole Ecumênica.
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