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Marinho Chagas e sua passagem pelo São Paulo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Marinho Chagas atuou pelo Tricolor no início da década de 80

Francisco das Chagas Marinho, ex-lateral esquerdo conhecido também como Marinho Chagas, estaria comemorando o seu 72º ano de vida nesta quinta-feira, dia 8 de fevereiro de 2024. No decorrer de sua carreira profissional, o defensor teve uma passagem pelo São São Paulo no começo da década de 80.

Quando chegou ao clube do Morumbi em 81, já tinha uma certa experiência. Afinal, havia colecionado trajetórias, tantos por clubes brasileiros quanto por equipes do exterior. Os dois últimos times do atleta, antes de iniciar a sua trajetória de dois anos pelo Tricolor, foram o New York Cosmos e Fort Lauderdale Strikers, ambos dos Estados Unidos.

Vestindo a camisa são paulina, fez parte do elenco que conquistou o Paulista logo na sua primeira temporada e ainda foi eleito Bola de Prata da revista Placar. Defendeu o São Paulo em 85 oportunidades e conseguiu marcar quatro gols, mesmo não tendo essa como a sua principal característica.

Ainda no Tricolor, foi campeão Paulista de 1981, mas fez parte da equipe que perdeu os títulos para o Corinthians nos dois anos seguintes, sendo vice campeão em ambos os casos, deixando o Tricolor Paulista em 1983.


Na sequência de sua carreira, Marinho Chagas ainda defendeu equipes como Bangu, Fortaleza, América de Natal, Los Angeles Heat e encerrou a sua jornada dentro das quatro linhas no BC Harlekin Augsburg, da Alemanha. O ex-jogador veio a falecer em 2014, em decorrência de uma hemorragia digestiva alta.

Há 40 anos, Grêmio conquistava o Mundial de Clubes no Japão

Com informações do Grêmio
Foto: arquivo

O Grêmio campeão do mundo em 1983

Há exatos 40 anos, no dia 11 de dezembro de 1983, o mundo se curvava aos pés do Grêmio. No início de uma tarde fria, no Estádio Nacional de Tóquio, no Japão, começo da madrugada no Brasil, a bola rolava para o maior jogo dos 80 anos do Tricolor.

O Brasil parou para acompanhar o jogo pela TV. O grande Campeão da Copa Libertadores da América representava o Continente contra os poderosos europeus do Hamburgo, alemães que havia superado a Juventus da Itália na decisão da Champions League daquele ano.

O Tricolor não era o favorito, mas jogando com garra e técnica, mostrou o futebol gaúcho para o mundo. O jovem Renato Portaluppi, habilidoso e obstinado, entortou os alemães e marcou os dois gols da vitória gremista que aconteceu na prorrogação.


O apito final, deu início à festa. Um clube de arrabalde, surgido no longínquo ano de 1903, tornava-se a maior agremiação de futebol do planeta colocando Porto Alegre e o Rio Grande do Sul no mapa do futebol mundial. Há 40 anos, uma equipe inesquecível conquistava o maior título da história do Grêmio. Um dia que segue na memória de quem viveu aquela noite mágica.

A passagem de Gabriele Oriali pela Internazionale

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Oriali dedicou grande parte de sua carreira à Inter de Milão

Gabriele Oriali, ex-meio campista italiano campeão do mundo em 82, comemora o seu 71º aniversário neste sábado, dia 25 de novembro de 2023. No decorrer de sua jornada futebolística, o atleta defendeu as cores da Inter de Milão em grande parte da sua carreira, tendo uma passagem pelos Nerazzurri entre a década de 70 e o começo dos Anos 80.

Começou a sua trajetória dentro do clube nas categorias de base da Beneamata em 1966 e foi promovido para o time principal quatro anos depois. Não demorou muito para vingar na equipe e conseguir seu espaço entre os titulares.

Participou de um total de 45 partidas em competições europeias e marcou três gols pela Internazionale. Esteve no elenco que foi vice campeão da Liga dos Campeões e 71/72 para o Ajax. 

Oriali também ficou marcado na história por uma memorável atuação em um Derby della Madonnina, disputado no dia 25 de outubro de 81. Na ocasião, Gabriele não só marcou o gol que deu a vitória aos azuis e pretos, mas também exigiu que Mauro Tassotti, zagueiro do Milan, levasse trinta pontos tenham sido dados no rosto. Naquela temporada, a Inter de Milão venceu o seu maior rival nos dois turnos, algo que só veio a se repetir em 2007. 


Em após 13 anos de serviços prestados, se transferiu para a Fiorentina, onde se aposentou quatro temporadas depois. Deixou a Internazionale após 327 jogos disputados e fez 35 gols. Conquistou quatro títulos, sendo eles dois da Serie A (1970-71 e 1979-80) e outros dois da Coppa Italia (1977-78 e 1981-82).

Os 40 anos da primeira Libertadores do Grêmio

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Hugo de León levantando a Taça

O Grêmio é uma das forças brasileiras mais reconhecidas dentro da América do Sul quando o assunto são competições internacionais e principalmente Libertadores. Temido, o time porto alegrense é um dos quatro brasileiros que possuem três títulos dentro da maior competição de clubes da América do Sul. Toda essa tradição começou há 40 anos, no dia 28 de julho de 1983, quando o Imortal conquistou sua primeira "Copa".

Na época, o Grêmio, que havia recentemente sido campeão do Campeonato Brasileiro em 1981, conquistou a classificação para o maior torneio de clubes do continente devido ao vice-campeonato do Brasileirão de 1982, que foi conquistado pelo Flamengo. Numa época de formatação diferente dos grupos, o Tricolor estava com Flamengo, Blooming e Bolivar na chave 2.

A equipe estreou empatando com o Flamengo no Olímpico. Depois, o Tricolor bateu tanto Blooming quanto Bolivar fora de casa e contou com outras duas vitórias sobre os bolivianos em Porto Alegre para chegar a última rodada classificado. Ainda assim, venceu o Flamengo com alguma tranquilidade no Maracanã por 3 a 1, diante dum estádio as moscas com a eliminação flamenguista.

Depois, nos grupos das semifinais, tarefas mais duras para os gremistas. Contra Estudiantes e América de Cali, O Tricolor venceu os dois em casa, com uma derrota intercalada para o time colombiano no meio dos dois compromissos. O empate por 3 a 3 diante do Estudiantes no último jogo, somado ao empate dos argentinos com o América pouco depois, acabou por classificar o Imortal a final da competição, diante do Peñarol. 

Na decisão, no Centenário, mesmo o jogo violento e a experiência uruguaia não afetaram o ótimo time gremista. Tita abriu o placar após escanteio de Tarcísio aos 12 minutos. Morena até deixou tudo igual, mas o Grêmio segurou bem o empate e inclusive teve chances de vencer em Montevidéu. Saiu, porém, com um empate. Assim, o time foi precisando vencer na volta.

Na volta, diante de um Olímpico completamente abarrotado, o Grêmio pulou na frente logo cedo, com Caio, aproveitando cruzamento de Tita e tocando para o gol vazio, com nove minutos de jogo. A partir daí, o Tricolor pressionou, mas desperdiçou várias chances. Na metade final do segundo tempo, em meio a pressão, Ramos cobrou falta e Morena, de novo, marcou de cabeça o gol de empate. Sete minutos depois, Renato teve uma bola na lateral, levantou ela e cruzou na cabeça de César, que botou para a rede e explodiu o Olímpico de novo. Apesar da pressão Manya no final, o placar terminou em 2 a 1.


No meio da festa do título, ficou famosa a foto de De León sangrando, o que não ocorreu durante a partida, mas sim já após o jogo, quando o uruguaio se feriu sozinho com a taça. Aquele seria o primeiro dos três títulos do Grêmio na competição, com o segundo vindo doze anos depois e o terceiro já em 2017. Comandante em 1983, Valdir Espinoza também seria essencial na conquista de 2017, como homem forte dentro do futebol do clube. A conquista também consagrou Renato Portaluppi, até hoje o maior jogador da história gremista.

Há 40 anos, Garrincha, o "Anjo das Pernas Tortas", nos deixava

Com informações do Botafogo
Foto: arquivo

Garrincha brilhou no Botafogo e na Seleção Brasileira

Manuel dos Santos nasceu dia 18 de outubro de 1933, em Pau Grande (RJ). Ponta-direita de dribles desconcertantes, jogou no Botafogo de 1953 a 1965. Estreou no Botafogo Campeonato Carioca de 1953, marcando pênalti o gol de empate com o Bonsucesso, que vencia por 2 a 1. Considerado o mais habilidoso jogador de futebol de todos os tempos, dono de uma incrível capacidade de driblar sempre para o mesmo lado, ele é até hoje o símbolo máximo da Estrela Solitária.

O curioso é que, após ser rejeitado no Vasco e no São Cristóvão, por causa de suas pernas tortas e do desvio na coluna lombar, Garrincha foi treinar no Botafogo. Em sua primeira jogada, pôs a bola entre as pernas do lendário Nilton Santos e acabou contratado a pedido do próprio lateral.

Pelo Botafogo, disputou 612 partidas e marcou 245 gols. Conquistou três Campeonatos Cariocas (57, 61 e 62) e dois Torneios Rio-São Paulo (62 e 64). Titular da Seleção Brasileira da Copa de 58, além de ter sido o principal responsável pela conquista do bicampeonato mundial no Chile (62), Garrincha detém até hoje a impressionante marca: perdeu apenas uma das 61 partidas que fez com a camisa do Brasil. Pela Seleção, disputou 60 jogos, marcando 17 gols.


Vítima de cirrose hepática, morreu no Rio, dia 20 de janeiro de 1983. Em 1998, foi escolhido, em votação de jornalistas do mundo inteiro, para a seleção de todos os tempos da Fifa. Garrincha teve passagens discretas por Corinthians, Portuguesa (RJ), Atlético Júnior, da Colômbia, Flamengo e Olaria. Seus principais títulos: Copa do Mundo (1958 e 1962), Campeonato Carioca (1957, 1961 e 1962) e Rio-São Paulo (1962, 1964 e 1966).

O início de Marco van Basten no Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Marco van Basten jogou no Ajax entre 1982 e 1987

Natural da cidade de Utrecht, Marcel "Marco" van Basten, muito conhecido por ser um dos maiores jogadores da história do futebol holandês, está completando 58 anos de idade nesta segunda-feira, 31. Em seu tempo de atleta, ele defendeu apenas dois times: em deles, foi o Ajax, clube que o consagrou para o futebol mundial.

Tudo começou quando o pai, que foi jogador e incentivava seus filhos a seguirem o mesmo caminho. Por gostar muito de futebol, Van Basten, para se aperfeiçoar, tinha o costume de descrever, através de desenhos, algumas jogadas dos seus grandes ídolos, dentre eles, Johan Cruijff a Didier Six. E foi justamente no Ajax, do próprio Crujiff, que ele estreou em 1982.

Seu primeiro aparecimento dificilmente poderia ser melhor. Isso porque, ele entrou em campo durante a partida, no lugar de Cruijff e fez um gol. Aos poucos, essa troca passou a ser frequente, e com o tempo, o garoto ganhou o carinho dos torcedores do Ajax e também da Seleção da Holanda, na qual debutou no ano de 1983.

Com uma grande noção de posicionamento, postura imponente e muito elegante, velocidade e um grande espírito coletivo, além de também ter um enorme faro de gol como característica. Logo na sua primeira temporada como atleta profissional, Marco ajudou o time de Amsterdam a conquistar a Eredivisie. Naquela época, outros dois fatores já eram evidentes: uma era sua amizade com Frank Rijkaard, e a outra, a sua fragilidade exposta em suas pernas longas e também de poucos músculos, algo que foi notado pelos zagueiros adversários rapidamente.

No decorrer do tempo, Van Basten foi se irritando com o zagueiros adversários pelas fortes divididas e passou a "revidar" as pancadas que levava. Numa dessas, levou a pior quando sofreu a sua primeira lesão mais séria no tornozelo, em um jogo válido pelo Campeonato Holandês. Depois disso, passou a usar arma da humilhação perante os rivais, como se fosse uma "revanche".

Ainda no Ajax, venceu o campeonato e a copa nacional na sua segunda temporada e a última de Cruijff como atleta dos Godenzonen. A terceira vez que ganhou a Eredivisie foi em 1985, e no ano seguinte, ficou marcado por duas vitórias, sendo elas, a nova conquista na Copa Holandesa e a volta de Johan Cruijff, mas como treinador. Na temporada 1986/87, exatamente quatorze anos depois de conquistar o seu último título de Copa dos Campeões da UEFA, o Ajax ficou muito perto de ficar um troféu de âmbito continental, já que o time da capital neerlandesa chegou na  decisão da Recopa Europeia, que era considerada a segundo taça interclubes mais cobiçada no continente. Pouco antes da bola começar a rolar na final, que seria disputada diante do Lokomotive Leipzig, time da Alemanha Ocidental, teve de ouvir a pesada frase de Cruijff: "se você não vencer, eu destruo você". Van Basten não se intimidou, balançou as redes na marca dos 21' da primeira etapa e levou os Amsterdammers à gloria.


Esta conquista acabou sendo o seu ápice no Ajax, clube onde se sagrou como o maior goleador do campeonato nacional desde 84. Isso fez com que o Milan, um clube gigante do futebol italiano que vinha passando por um momento de reconstrução após dois rebaixamento para a Serie B lá no começo da década de 80, resolveu contratá-lo.

Com isso, se despediu do time holandês com 174 partidas disputadas e 154 gols anotados neste período de cinco anos. Depois de ter pendurado as chuteiras em 93, Marco van Basten chegou a voltar ao clube de Amsterdamm, mas para assumir o cargo de treinador, assim como Cruijff, um de seus maiores ídolos.

Julio Olarticoechea e sua história na Seleção Argentina

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Olarticoechea defendeu a Seleção Argentina nos anos 80

Julio Jorge Olarticoechea, conhecido mundialmente apenas como Julio Olarticoechea, está completando 64 anos de idade nesta terça-feira, 18. Enquanto era jogador profissional, o zagueiro jogou pela Seleção Argentina no anos 80.

Natural de Saladillo, cidade localizada na província de Buenos Aires, Olarticoechea começou a defender a Albiceleste em 1982, quando disputou a sua primeira Copa do Mundo. Foi a partir deste ano, que o defensor foi ganhando mais oportunidades e passou a ser convocado frequentemente.

Sua outras participações em competições de Seleções aconteceram nos anos seguintes, estando no elenco que disputou a Copa América de 83. Em 1986, fez parte da Albiceleste campeã da Copa do Mundo, seu único título pela Seleção.

Na temporada seguinte, jogou a sua última competição sul-americana. Já o seu último mundial foi em 1990, copa na qual a Argentina ficou com o vice campeonato ao perder para a Itália na grande decisão.

Segundo o site ogol.com, Julio Olarticoechea disputou um total de 27 partidas com a camisa da Seleção Argentina entre 82 e 90. Em todo este período, participou de três Mundiais (1982, 1986, 1990) e duas Copas América (1983, 1987).

Além da Albiceleste, o defensor, que foi revelado pelo Racing Club, também atuou em clubes como o River Plate, Boca Juniors, Nantes, Argentinos Juniors ao longo de sua carreira. Se aposentou em 1992, após jogar Deportivo Textil Mandiyú, da Argentina.


Mesmo já tendo pendurado as chuteiras, o ex-zagueiro voltou a prestar serviços para a Seleção de seu país. Isso porque, a AFA precisava de um treinador para as Olimpíadas de 2016, sediada no Brasil, e escolheu Olarticoechea para assumir o comando da equipe.

Milton Cruz e sua passagem pelo Nacional do Uruguai entre 1980 e 1983

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Milton Cruz defendeu o Nacional entre 1980 e 1983

A Baixada Santista revelou grandes atacantes, mas nem todos começaram no Santos ou em outros times da cidade. Um exemplo disso é Milton Cruz. O atacante nasceu em Cubatão, no dia 1º de agosto de 1957 e completa 65 anos hoje. O jogador passou por grandes clubes na América do Sul, fazendo sucesso em alguns deles, como no Nacional do Uruguai.

Milton Cruz começou a sua carreira no juvenil do São Paulo, se tornando destaque da equipe de base do tricolor paulista. Em 1977, o atacante subiu para o profissional como uma jovem promessa, que poderia ter um futuro muito bom no clube, mas infelizmente a concorrência era com outros craques.

O atacante não conseguia se tornar titular da equipe, pois brigava com Serginho Chulapa pela vaga na equipe e Chulapa estava em uma fase espetacular, marcando vários gols e sendo protagonista com o tricolor. Por conta da falta de espaço no time, percebendo que não iria ser titular, acabou aceito uma proposta de outra equipe.

Em 1980, Milton da Cruz, como era chamado no Uruguai, chegou para se tornar referência no ataque do Nacional do Uruguai, mas não conseguiu se adaptar logo de cara, acabou demorando um pouco mais para entrar no ritmo da equipe. O Nacional ganhou títulos importantes naquele ano como a Libertadores, Campeonato Nacional e a Copa Intercontinental, mas o atacante pouco jogou naquela temporada.

O jogador teve problemas para mostrar seu grande talento. Todos já diziam que era uma grande decepção, mas as coisas começaram a mudar algum tempo depois. Em 1982, ele já começou a fazer grandes jogos e a grande temporada em Montevidéu ainda estava por vir.

Em 1983, já na sua terceira temporada no Uruguai, o atacante conseguiu mostrar todo seu potencial, voltou diferente para aquele ano, demonstrando muito mais interesse e vontade do que nos anos anteriores. Por conta disso, conseguiu ter mais chances e acabou se tornando titular da equipe.

Milton Cruz fez uma grande temporada, conseguindo se consolidar na equipe e finalmente chamando a atenção de todos de forma positiva. Por conta das grandes atuações, acabou trazendo olhares de outras equipes para ele, e no final da temporada, o atacante recebeu uma proposta do Internacional.


O atacante resolveu atravessar a fronteira e acertar com a equipe gaúcha, pois via que era uma grande chance de deslanchar em sua carreira. Pelo Colorado, defendeu a Seleção Brasileira medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. Ainda jogou por Sport, Catuense, Náutico, Botafogo e futebol japonês. Quando parou, ficou conhecido por trabalhar na Comissão Técnica do São Paulo.

A passagem de Michael Laudrup pelo Brøndby

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Michael Laudrup defendeu o Brondby por uma temporada

Michael Laudrup, maior craque da história do futebol dinamarquês, está completando 58 anos de idade desta quarta-feira, dia 15. Em seu tempo de jogador, atuava como meio campista e defendeu a equipe do Brøndby no começo da sua carreira.

Nascido em Frederiksberg, Laudrup chegou a ser sondado pelo Ajax, que era um time muito forte na década de 70, quando ainda era jovem. Porém, seu pai não permitiu que ele saísse do país tão cedo e por isso, ele jogou nas categorias de base do Brøndby e Kjøbenhavns.

Após se profissionalizar na equipe da capital, retornou para a equipe azul e amarelo do subúrbio de Copenhagen, onde jogou uma temporada. Segundo dados do site ogol.com, Laudrup defendeu as cores do Brondby em 38 oportunidades e balançou as redes 23 vezes.


Quando seu vínculo terminou com o Brøndby, Michael Laudrup ainda passou por clubes como Juventus, Lazio, Barcelona, Real Madrid, Vissel Kobe e encerrou a sua carreira no Ajax em 1998. Aposentado, ainda trabalhou pelo clube da capital dinamarquesa como treinador entre 2002 e 2006.

A primeira passagem de Parreira pela Seleção Brasileira

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Parreira comandando o Brasil em 1983

Completando 79 anos neste dia 27 de fevereiro, Carlos Alberto Parreira é, sem sombra de dúvidas um dos grandes treinadores da história do futebol brasileiro. Campeão do mundo com a Seleção, ele tem diversas conquistas por vários clubes e foi muito vitorioso em sua trajetória, em seus mais diversos trabalhos. Em 1983, esteve pela primeira vez a frente da Seleção Brasileira, na Copa América daquele ano.

Parreira, inicialmente preparador físico, iniciou sua carreira na casa mata em 1969, ainda muito jovem, comandando a seleção de Gana. Sua primeira passagem no comando do Brasil se deu após um longo trabalho na Seleção do Kuwait, onde ficou entre 1978 e 1983. Em 1983, foi contratado para comandar o Brasil na Copa América daquele ano.

Como se fora uma eliminatória, a edição do torneio de 1983 teve jogos de ida e volta no mata-mata e uma primeira fase onde o time mandante realmente jogava em seu país. O Brasil de Parreira deu na primeira fase a maior goleada do torneio, ao golear o Equador por 5 a 0 em Goiânia. A Seleção não chegou a empolgar muito mas foi chegando e nas semifinais tirou o Paraguai com dois empates, passando no sorteio.

Na decisão, o time de Parreira não foi páreo para o Uruguai. O Brasil acabou derrotado por 2 a 0 em Montevidéu, num tomado Centenário e apesar do gol de Jorginho no Maracanã, no jogo de volta, levou um gol de Aguilera no finalzinho e viu o título ir para a Celeste Olímpica dentro da Fonte Nova, em Salvador.


Deixou o comando da Seleção após a Copa América, sendo substituído por Edu Antunes, e foi o Fluminense. Por lá, foi campeão do Brasileirão em 1984, com um dos melhores times da história do futebol brasileiro. Voltou ao comando da Canarinho em 1991, quando levou a equipe a Copa do Mundo de 1994, que seria o maior título da carreira de Parreira. Se aposentou do futebol em 2014, após o 7 a 1 da Alemanha no Brasil, naquela Copa do Mundo. 

Moisés e sua ligação com o Bangu

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Moisés foi jogador e treinador do Bangu ao longo de sua trajetória futebolística

Nascido na cidade de Resende, localizada no estado do Rio de Janeiro, Moisés Mathias de Andrade, popularmente conhecido apenas como Moisés ou por seu apelido de Xerife, estaria completando 74 anos de idade neste domingo se estivesse vivo. Por isso, hoje vamos vamos relembrar o forte laço que o defensor teve com o Bangu no fim de sua carreira de jogador profissional e no início de sua trajetória como treinador.

Depois de ser revelado pelo Bonsucesso, Moisés defendeu Flamengo, retornou ao seu clube de origem e ainda passou por Botafogo, Vasco, Corinthians, Paris Saint-Germain, voltou para o Mengão e se transferiu para o Fluminense. Depois de defender as cores do Tricolor Carioca em 1979, Xerife rumou para o Bangu no ano de 1980.

Na equipe alvirrubra, o zagueiro jogou um total de 36 partidas entre 1980 e 1983. Encerrou sua carreira como jogador de futebol aos 35 anos de idade e continuou trabalhando com o esporte, mas fora das quatro linhas.

Braço direito de Castor de Andrade, um cartola brasileiro que chegou até a ser chamado de "Dono do Bangu" na época em que o clube era conhecido como "o esquadrão da malandragem", Moisés se tornou treinador logo após pendurar as chuteiras e conseguiu fazer um grande trabalho no comando técnico do time.

Exercendo uma função diferente daquela que tinha, Xerife foi responsável pela grande ascensão e a boa apresentação do Bangu tanto no cenário estadual quanto nacional. Sob seu comando, o Alvirrubro conseguiu grandes feitos.


Em 1985, o Bangu foi vice-campeão brasileiro de 1985, ao perder o título para o Coritiba, e também do Cariocão no mesmo ano, sendo superado apenas pelo Fluminense, que levou a principal competição nacional daquele ano. Em 1993, na sua segunda passagem como comandante do Alvirrubro, levou o Bangu ao quarto lugar do Campeonato Carioca

Foi então, que no dia 26 de agosto de 2008, Moisés veio a falecer. O Xerife foi vítima de um câncer no pulmão com 60 anos anos de idade.

Roberto Bettega, um ídolo sete vezes campeão italiano pela Juventus

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Roberto Bettega teve uma passagem de 13 anos pela Juventus de Turim

Nascido na cidade de Turim neste mesmo dia em 1950, Roberto Bettega, está completando 71 anos de idade nesta segunda-feira, 27. Por isso, vamos relembrar a passagem de 13 anos do atacante italiano pela Juventus, que aconteceu entre 1970 e 1983.

Herdando o amor de seu pai pela Vecchia Signora, Roberto começou a jogar futebol desde os 10 anos de idade. Naquele momento, o jovem se dividia entre a escola e o desporto, mas grande parte da sua juventude, se passou nos campos que o time treinava. Coincidentemente, ele morava muito perto do local.

Nos seus 18 anos de idade, Bettega já mostrava muita qualidade e com isso, os comandantes da Juventus decidiram que o garoto já tinha conseguido fazer o suficiente para dar início a sua carreira como jogador profissional. Para ganhar mais experiência, Roberto foi, por empréstimo, para o Varese, que se encontrava na segunda divisão do futebol italiano.

Comandado por Nils Liedholm, ele ajudou o time da Lombardia a conquistar o acesso para a elite do futebol da Itália marcando 13 gols na Serie B e sendo o artilheiro da competição. Por este motivo, voltou para a Juve, onde estreou com a camisa alvinegra ainda em 1970. Segundo o atacante, essa sua passagem pelo Varese foi muito importante e destaca o quão bom foi trabalhar com Liedholm, já que foi com este treinador, que ele conseguiu melhorar seus cabeceios.

No momento em que foi mandado de volta à Turim, o time bianconeri estava passando por um processo de renovação e com isso, chegaria para jogar junto de Claudio Gentile e Franco Causio. Na primeira temporada deste importante processo, a Juventus terminou na quarta colocação do campeonato italiano. Bettega foi uma peça importantíssima para o time ao marcar 13 gols pela equipe na competição.

Já antes da temporada 1971-1972, Giampiero Boniperti assumiu a presidência do clube e decidiu continuar apostando na juventude do elenco. Contratou o treinador tcheco Cestmir Vycpálek para comandar o time e teve resultado, uma vez que a Vecchia Signora conseguiu conquista o campeonato nacional. Apesar do excelente começo de campanha, fazendo 10 gols em14 partidas, Roberto acabou pegando uma tuberculose que o deixou afastado por oito meses dos gramados. Por este motivo, o atacante perdeu toda a segunda parte da Serie A e uma parte da temporada seguinte.

No mês de setembro de 72, ele voltou a atuar com a camisa bianconeri, mas sem aquele brilho de antes. Mesmo assim, conseguiu conquistar mais um campeonato italiano pelo clube de Turim e ajudou a levar o time para a sua primeira final de Liga dos Campeões da história, atuando junto com José Altafini, jogador ítalo-brasileiro. No dia 30 de maio de 1973, a equipe italiana acabou sendo derrotada pelo Ajax pelo placar magro de 1 a 0 em Belgrado.

Em 1976, o presidente bianconeri trouxe Giovanni Trapattoni, que vinha com a ideia de priorizar aquele futebol fisicamente forte. Comprando esta ideia, Fabio Capello foi moeda de troca para a vinda de Romeo Benetti, que jogava no Milan. Além disso, Anastasi foi outro atleta envolvido em uma negociação, dessa vez com a Internazionale. Para ocupar seu posto, Roberto Boninsegna foi o outro atleta adquirido pelo time de Turim. A partir daquele momento, começava um ciclo de muitas conquistas que quase durou uma década.

No auge da carreira, Bettega foi mais uma vez fundamental para a Juventus, que fez uma campanha histórica no campeonato nacional. O atacante italiano anotou 17 gols e contribuiu muito para que a Vecchia Signora fosse somasse 51 dos 60 pontos disputados na competição. De quebra, fez parte do elenco que trouxe o primeiro título internacional à galeria bianconera ao bater o Athletic Bilbao na grande decisão da Copa da UEFA da temporada 1976-1977. Inclusive, Roberto fez gol na final.

Por conta de sua grande coleção de grandes atuações e um grande número de gols marcados, Bettega se tornou um jogador de confiança de Enzo Bearzot, que comandava a seleção italiana. Antes mesmo da Copa do Mundo de 1978, o atacante conseguiu balançar as redes adversárias em 16 oportunidades nos 19 jogos que participou e ajudou a Juve a conseguir fazer mais uma campanha histórica no Campeonato Italiano, mas o grande nome da equipe foi Paolo Rossi, que era uma revelação no futebol da Itália na época e mais tarde faria dupla com Roberto no mundial em que a Nazionale perdeu a disputa do terceiro lugar para o Brasil. Ainda em 78, Bobby Gol ficou na quarta colocação da Bola de Ouro da France Football.

Nos dois anos seguintes, os 'scudetti' ficaram com Milan e Internazionale. Por conta disso, Bettega acabou tendo que se sentir satisfeito com o título da Copa Itália e a artilharia do Campeonato Italiano. O clube de Turim só voltou a conquistar a principal competição do país em 1981, quando Trapattoni apostou em Liam Brady, um treinador vindo da Irlanda. Prejudicado pelo esquema utilizado pelo comandante, o artilheiro bianconeri anotou apenas cinco tentos em toda a temporada.

O ano seguinte para Bettega e para a Vecchia Signora estava sendo perfeita, já que o clube liderava a tabela de classificação do campeonato italiano e fazia uma bela campanha na Liga dos Campeões da Europa. Mas foi na fase de oitavas de final diante do Anderlecht da Bélgica, que Roberto acabou sofrendo uma grave lesão no joelho em uma forte trombada com o goleiro Jacky Munaron. Por isso, ficou afastado por um longo tempo e perdeu resto do campeonato. Além do clube de ver seu time ser eliminado, perdeu a Copa de 1982, que foi conquista pela Seleção Italiana.

Quando esteve apto novamente na temporada 1982-1983, a Juve tinha Platini centralizado, Boniek com a 11 estampada nas costas e Rossi como o camisa 9. Bettega já estava prestes a completar 33 anos e teve de ficar no banco de reservas bianconeri por algum tempo. Em certo momento, Trapattoni percebeu que Penna Bianca poderia jogar mais atrás. Mesmo atuando mais recuado, o atacante foi muito bem e foi muito importante para que a Juventus chegasse a mais uma decisão de Liga dos Campeões, mas desta vez seria diante do Hamburgo. Seu último jogo usando a camisa alvinegra em campo foi justamente nesta derrota para o clube alemão.

Após encerrar o seu vínculo com a Vecchia Signora, foi atuar na Liga Norte-Americana. Lá, o atacante defendeu o Toronto Blizzard do Canadá, clube onde ficou até 1984. Depois disso, se aposentou.


No geral, Roberto Bettega fez 481 jogos oficiais pela Juventus e marcou 178 gols ao longo desses 13 anos. É o quarto jogador que mais atuou pela Vecchia Signora e o terceiro maior artilheiro da história do clube, ficando atrás de Del Piero, com 262 e Boniperti, que fez 182. Assim que encerrou sua carreira como jogador de futebol profissional, foi convidado para ocupar o cargo de vice-presidente do time de Turim pela família Agnelli em 1994. Ele aceitou e exerceu tal função até 2006, quando se envolveu no Calciopoli. Assim que foi absolvido, voltou para a diretoria do clube no mês de dezembro de 2009.

O furto da Taça Jules Rimet em 1983

Por Ricardo Pilotto
Foto: Divulgação

Taça Jules Rimet furtada em 19 de dezembro de 1983

Nesta segunda-feira, dia 20 de dezembro de 2021, se completam 38 anos que a Taça Jules Rimet foi roubada do prédio da CBF. Este troféu havia sido conquistado pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, edição na qual a Amarelinha se sagrou tricampeã mundial.

Cerca de 17 anos atrás, a taça já havia sido roubada em Londres, e foi achada alguns dias após o ocorrido por Pickles, um cachorro. Porém, dessa vez, o troféu foi furtado da sede da Confederação Brasileira de Futebol e causou um grande espanto na nação, já que aquele objeto era considerado um símbolo de "orgulho nacional".

A taça tinha cerca de 3,8 quilos de ouro e poderia valer aproximadamente 18 milhões de cruzeiro, equivalente a mais de R$ 189 mil nos dias atuais. Com a polícia se movimentando a procura do objeto e os jornais, tanto nacionais quanto internacionais, noticiando o que aconteceu, o pânico do que havia sido feito com aquele ícone que representava um tricampeonato mundial.

Os envolvidos no furto do troféu foram: Sérgio Pereira Ayres, popularmente conhecido como Sérgio Peralta, era representante do Clube Atlético Mineiro na CBF e foi o mentor de tudo; Francisco José Rocha Rivera, ou Chico Barbudo, que foi um dos invasores; José Luiz Vieira da Silva, ou Luiz Bigode, que ajudou no roubo e Juan Carlos Hernandez, um ourives argentino que derreteu a taça. Além destes nomes, Antônio Setta, também conhecido como Broa, era um dos maiores arrombadores do Rio de Janeiro e tinha experiência com esse tipo de furto.

Furto - Sérgio Pereira Ayres (Sérgio Peralta), mentor do roubo, já sabia de tudo do prédio da CBF e também tinha acesso ao local onde estava a taça. Em um jogo de cartas com Antônio Setta (Broa) no Bar Vila Verde, Peralta propôs o roubo, mas acabou sendo prontamente negado. Alguns dias após esse episódio, Sérgio chamou Francisco Rivera (Chico Barbudo), que após uma longa conversa, aceitou todos os termos. Em conjunto, José Luiz Vieira da Silva (Luiz Bigode), amigo de Francisco também entrou no esquema.

Tendo o mapa desenhado por Peralta, Chico Barbudo foi personificar um jornalista, pedindo para ir até o nono andar e entrevistar o presidente da instituição Giulite Coutinho, mas acabou sendo barrado pela secretária da CBF, Sônia Mecare. Foi então, que às 21 horas do dia 19 de dezembro de 1983, Chico Barbudo e Luiz Bigode invadiram o prédio. Eles renderam João Batista Maia, vigia que tinha 55 anos de idade e sobem para furtar a taça. Com a chave da sala onde se encontrava o troféu, eles efetuaram o roubo e depois se encontraram com Sérgio Peralta, que estava com os outros comparsas do lado de fora aguardando os dois para fugir do local.

No dia 20 de dezembro, às investigações de resgate ao “orgulho nacional” foram iniciadas. No entanto, achar os criminosos parecia uma missão muito mais do que difícil, já que nenhuma das suspeitas pareciam ser concretas para que fossem feitas as acusações. Mal se sabia que apenas um delator poderia dar uma luz para que os responsáveis fossem encontrados.

Toda essa história passou a mudar quando Antônio Setta, denunciou Sérgio Peralta, mas acabou não sendo levado a sério pelas autoridades. Apesar disso, os agentes passaram a investigar Peralta depois de mais uma busca frustrada. Somente no 25 de janeiro do ano seguinte, Sérgio foi preso. Peralta só confessou o que cometeu tal crime depois de ter sido torturado pelos mesmo polícias que haviam batido em Luiz Bigode. Por outro lado, Chico Barbudo teve aproximadamente 2,5 quilos de joias de ouro confiscados de sua casa, mas não foi agredido em momento algum.


No mês de março em 1988, o trio foi a julgamento e condenado a 9 anos de cadeia. Carlos Hernandez, argentino que derreteu a taça, pegou uma penalizado por três anos. Ele fugiu para a França no mesmo ano, e lá, teve de cumprir sete anos de prisão por tráfico de drogas. Depois disso, nunca mais foi encontrado.

Chico Barbudo conseguiu a apelação de sua pena e quando estava em liberdade, acabou sendo assassinado por cinco homens no dia 28 de setembro no ano de 1989. Sérgio Peralta chegou a ser detido em 13 de julho de 1994, ganhou sua liberdade condicional no mês de setembro de 1998 e em agosto de 2003, sofreu um infarto fulminante e morreu.

Luiz Bigode, que atualmente mora no Rio de Janeiro, ficou preso em Bangu até ser solto em 1998. Por fim, Antônio Setta veio a falecer no dia 3 de dezembro de 1985 após sofrer um acidente de carro próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas. Um fato que causou grande suspeita de ter sido uma queima de arquivos, é que este ocorrido foi justamente no dia em que Broa teria uma audiência para depor.

Em 1983, Democracia Corinthiana era bicampeã Paulista

Com informações do Corinthians
Foto: José Pinto / Placar

O time do Corinthians bicampeão paulista em 1983

Nesta terça-feira, dia 14, a conquista do 19º título do Campeonato Paulista pelo Corinthians completa 38 anos. Com um time que contava com diversos ídolos como Wladimir, Sócrates, Zenon, Biro-Biro entre outros, o Timão derrotou o São Paulo por 2 a 1 no placar agregado da decisão de 1983 e conquistou o bicampeonato durante uma das fases mais importantes da história do clube, a Democracia Corinthiana.

Durante a primeira e a segunda fase de grupos, o Corinthians já demonstrava sua força e se confirmava como um dos favoritos à conquista do título. Foi o time que mais venceu com 19 vitórias, e somou um total de 50 pontos na primeira fase, além de liderar seu grupo na segunda fase com nove pontos em seis partidas.

Na semifinal, o Timão enfrentou o arquirrival Palmeiras e se classificou para a finalíssima com o placar agregado de 2 a 1. Após passar pelo rival alviverde, o Timão encararia outro grande rival na final: o São Paulo, mesmo adversário do título conquistado no ano anterior.

Na primeira partida da decisão, realizada no estádio do Morumbi, o Alvinegro derrotou o São Paulo pelo placar de 1 a 0, com gol de um dos jogadores mais influentes da época, Sócrates. O jogo de volta, também no Morumbi, terminou empatado pelo placar de 1 a 1, e o autor do gol não poderia ser outro jogador, que não o mesmo Sócrates.


Com o placar agregado de 2 a 1, o Timão conquistou seu 19º título paulista, se firmando como um dos maiores vencedores do campeonato. Além disso, esse foi o bicampeonato estadual do Corinthians em uma das épocas mais importantes da história, a Democracia Corinthiana, em que os jogadores conquistaram o direito de participação política dentro do clube.

A passagem de José Luis 'Tata' Brown pelo Atlético Nacional

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

'Tata' Brown em seus tempos de Atlético Nacional

Neste dia 11 de novembro de 2021, José Luis Brown, também conhecida como Tata, estaria completando 65 anos de idade nesta quinta-feira se ainda estivesse vivo. Por este motivo, vamos relembrar a passagem do zagueiro argentino campeão do mundo em 1986 pelo colombiano Atlético Nacional, de Medellín, entre 1983 e 1984.

Após ser revelado pelo Estudiantes de la Plata e jogar no time argentino por oito anos, Tata chegou ao clube verde e branco no ano de 1983. Sua vinda ao clube colombiano aconteceu para dar continuidade ao 'Processo Zubeldíano', ex-treinador da equipe que havia falecido em janeiro de 1982. A partir daquele momento, o atleta se juntava a uma equipe que já tinha grandes nomes.

Vale lembrar que o clube já contava com jogadores como Lorenzo Carrabs, Guillermo La Rosa, Sergio Santín, Pedro Sarmiento, César Cueto, Sapuca e Hernán Darío Herrera. Comandado pelo treinador uruguaio Luis Cubilla, este elenco era considerado como o time dos sonhos.

Um fato que ajudou o argentino a se dar bem no futebol colombiano foi de não ter demorado para se adaptar com a cidade, seu time e nem com seus companheiros de equipe. Mostrava muita força, disposição, garra nos 90 minutos de jogo e muita concentração. Além ajudar se companheiros com grandes atuações na defesa, houve momentos em que José Luis era colocado no ataque para dar uma força no setor ofensivo.

Em uma partida que acontecia na cidade de Bogotá diante do Santa Fe, o Atlético Nacional estava perdendo pelo placar de 2 a 0. O treinador Cubilla fez uma alteração que mudou até a função de Tata. Com a entrada de Luis Fernando Suárez no lugar de Guillermo La Rosa, o zagueiro passou a jogar mais avançado e no final, o resultado foi positivo. Jose Luis marcou um gol e deu duas assistências para Sapuca, levando seu time a uma heroica vitória pelo placar 3 a 2 de virada.

As suas descidas ao campo ofensivo eram sempre perigosas, mesmo que fosse um defensor. Sempre que seu time tinha um lance de bola parada, era motivo de muitas expectativas, já que era um de seus pontos mais fortes. Outro ponto que fez o atleta se destacar com a camisa dos Verdolagas era o fato de impor muito respeito aos rivais, que sentiam a tamanha disposição e determinação de Tata ao disputar uma bola, mesmo em jogadas mais difíceis de conseguir ter êxito.

Enquanto esteve na Colômbia, honrou a camisa verde e branca. Acabou não conseguindo conquistar nenhum título nesse período em que defendeu o Rei de Copa, mas sempre mostrou que todas as suas virtudes poderiam ajudar a equipe constantemente, principalmente nos clássicos contra Millionários e Santa Fe.

Assim que encerrou o seu vínculo com o Atlético Nacional de Medellín, atuou em clubes como Boca Juniors, Deportivo Español, Brest e Murcia. Encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional após defender as cores do Racing em 1989. Entre todas estas passagens, José Luis Brown fez parte da Seleção Argentina comandada por Maradona em toda a campanha do título da Copa do Mundo de 1986, disputada no México.


Continuou trabalhando com futebol por mais alguns anos e treinou times como Almagro, Blooming, Atlético Rafaela, Ben Hur, Ferro Carril e a Seleção Argentina. Terminou sua trajetória futebolística depois de estar no comando técnico do Ferro Carril pela segunda vez em 2013.

Foi então, que no dia 12 de agosto de 2019, José Luis Brown veio a falecer. Tata foi diagnosticado com Alzheimer, doença que afeta a memória. Chegou a ser internado em uma clínica localizada em La Plata, mas acabou não resistindo e morreu aos 62 anos de idade.

Pedrinho - O lateral que virou meia no Catania

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Pedrinho, pelo Catania, em jogo contra a Fiorentina

Nesta sexta-feira, dia 22 de outubro de 2021, Pedro Luis Vicençote, popularmente conhecido Pedrinho, está completando 64 anos de idade. O lateral-esquerdo, que fez sucesso com as camisas do Palmeiras, entre 1977 a 1980, e também do Vasco da Gama, de 1981 até 1983, chegando a ser reserva da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, teve uma grande passagem pelo italiano Catania, entre 1983 e 1986, jogando como meia.

Antes de aparecer como grande destaque, o lateral esquerda chegou a jogar em um dos time amadores da Portuguesa, mas acabou sendo dispensado. Acabou dando certo no Palmeiras, onde estreou como profissionalem 1977 e chegando à Seleção Brasileira dois anos depois. Em 1981, desembarcou no Vasco e no ano seguinte foi um dos 22 convocados para a Copa do Mundo na Espanha.

Depois de perceber que suas chances de jogar na Seleção Brasileira diminuíam cada vez mais mesmo tendo sido reserva da boa equipe da Amarelinha na Copa de 1982, Pedrinho optou por ir para a Itália e defender as cores do Catania, que em 1983 se encontrava nada mais nada menos do que na Série B, correspondente a segunda divisão do campeonato nacional, mesmo time do também brasileiro Luvanor. No clube dos Elefantes, o lateral-esquerdo precisou passar por um processo de adaptação.

Por conta de algumas de suas fortes características serem a boa marcação e o excelente apoio nos momentos ofensivos, o brasileiro sentiu uma grande diferença ao chegar na Europa. No futebol italiano, Pedrinho teve sérios problemas de se encontrar com o sistema de marcação e também não podia ajudar a equipe ofensivamente com tanta frequência.

Percebendo suas dificuldades para aproveitar seus pontos principais nos tempos de Palmeiras e Vasco da Gama, Pedrinho solicitou para que fosse escalado com mais frequência no meio de campo, como acontecia com Júnior, que se encontrava no Torino. Essa era a única condição para que o brasileiro renovasse o seu contrato com o time azul e vermelho em 1984.

Com seu pedido sendo aceito, o atleta passou da lateral esquerda para o meio. Jogando no posicionamento solicitado, Vicençote colecionou boas partidas e viu suas chances de voltar a usar a camisa da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986 voltarem a crescer, o que acabou não acontecendo. Como consequência, o atleta se tornou um grande ídolo da torcida do Catania.


Mais tarde, ganhou ainda mais fama por ser "Garoto Propaganda" de uma fábrica de colchões e também por fazer participações em programas esportivos tanto no rádio quanto na televisão local com bastante frequência durante o período em que esteve na Itália. Morava sozinho em um apartamento muito confortável localizado na Praia das Pedras, muito perto do centro da cidade de Catania.

Após encerrar o seu vínculo com o clube italiano, Pedrinho voltou pro Brasil para ter a sua segunda passagem pelo Vasco em 1986. Assim que concluiu seu segundo ciclo com o time Cruzmaltino ao final do ano, foi para o Bangu em 1987, equipe que onde deu um ponto final em sua carreira como jogador de futebol profissional em 88. Depois que parou de jogar, continuou trabalhando com futebol, mas como empresário de atletas. Inclusive, foi representante do Edmundo.

A rápida passagem de Cláudio Adão pelo Benfica

Foto: arquivo

Cláudio Adão só jogou amistosos pelo Benfica

Um dos grandes centroavantes da história do futebol brasileiro, Cláudio Adão está completando 66 anos neste 2 de julho de 2021. Tendo defendido boa parte dos grandes times do país, além de mais um punhado de equipes, em 1983 ele teve uma passagem rápida pelo Benfica.

Nascido em Volta Redonda, mas tendo vindo para Cubatão ainda jovem, Cláudio Adão começou no Santos e chegou a ser chamado de "o novo Pelé". Apesar da comparação impossível, o centroavante fez muitos gols por onde passou.

Depois de um ano defendendo o Al-Ain, dos Emirados Árabes, Cláudio Adão desembarcou no português Benfica, no segundo semestre de 1983. Vale ressaltar que aquela não era a primeira experiência no futebol europeu, já que em 1980 ele jogou pelo Áustria Viena.

Cláudio Adão foi contratado pelo presidente do Benfica à época, Fernando Martins, para atuar na equipe portuguesa. No entanto, pouco tempo depois, chegou também o técnico sueco Sven-Goran Eriksson. E isto acabou minando as chances do artilheiro no Encarnado.

Cheio de moral por ganhar a Copa da Uefa no ano anterior com o Gotemburgo, Eriksson chegou espanando e dispensou todos brasileiros do elenco, entre eles, Claúdio Adão, que ficou apenas dois meses no clube disputando apenas amistosos.


A passagem pelo atacante pelo Benfica foi tão rápida que ainda em 1983 ele conseguiu a liberação do clube e voltou para o Brasil, para jogar pelo Flamengo, time que já tinha defendido entre 1977 e 1979. Nesta segunda passagem pelo Rubro Negro, Cláudio Adão conquistou o Campeonato Brasileiro.

Depois, o artilheiro continuou mudando de clube, fazendo jus à fama de "Cigano da Bola". Cláudio Adão ainda atuaria no exterior em mais duas oportunidades, sendo ambas no Peru: em 1990, no Sport Boys, e em 1994, no Deportivo Sipesa. Ele pendurou as chuteiras em 1996, atuando pelo Volta Redonda. Depois, ainda tentou uma carreira de treinador, que não teve muito sucesso.

Em 1983, o Brasil conquistava a Copa do Mundo Sub-20 pela primeira vez

Foto: Fifa.com

A Seleção Brasileira Sub-20 campeã mundial em 1983

Há 37 anos, no dia 19 de junho de 1983, a Seleção Brasileira Sub-20 foi pela primeira vez campeã do mundo. A Seleção Brasileira, que tinha Jair Pereira como técnico, venceu a Argentina por 1 a 0, gol de Geovani, na final disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México.

Geovani, que era jogador do Vasco, foi o herói do título com o gol marcado aos 39 minutos e escolhido pela FIFA com a Bola de Ouro, o melhor jogador da Copa do Mundo. Daquela geração, saíram três jogadores que seriam campeões do mundo 11 anos depois nos Estados Unidos: Dunga, Bebeto e Jorginho.

Campanha - O Brasil estreou na competição, pelo Grupo D no dia 4 de junho, no Jalisco, em Guadalajara, mesmo estádio onde a seleção principal fez a maior parte dos jogos na Copa do Mundo de 1970. A Holanda foi a adversária e a Canarinho acabou empatando em 1 a 1. Been abriu o marcador para o time laranja e Geovani empatou para os brasileiros.

Dois dias depois, o Brasil voltava ao Jalisco e, desta vez, venceu a Nigéria, com certa tranquilidade, por 3 a 0. Gilmar Popoca, Marinho Rã e Geovani fizeram os gols brasileiros. O último jogo da primeira fase foi contra a União Soviética, também em Guadalajara, no dia 9 de junho. Agapov, contra, e Geovani abriram 2 a 0 para os canarinhos e Litovchenko diminuiu para os soviéticos.

Como primeiro da chave, o Brasil continuou no Jalisco, nas quartas, onde encarou a Tchecoslováquia, em 12 de junho, e goleou por 4 a 1, levando um susto no início, com o gol de Dostal, mas Dunga, Bebeto e Geovani, duas vezes, colocaram a Canarinho na semifinal.

A vaga na decisão veio em 15 de junho, no Estádio Tecnológico, em Monterrey, onde a Coreia do Sul saiu na frente, com o gol de Kim Jong-Boo, aos 14 minutos. Porém, aos 22', Gilmar Popoca fez o gol de empate e Marinho Rã, aos 36' da segunda etapa, colocou o Brasil na final.


Na decisão, a grande rival Argentina. O jogo foi no Azteca, na capital mexicana, no dia 19 de junho. A partida foi difícil, com ambas as equipes tendo chances de gol. Porém, aos 39 minutos do primeiro tempo, Geovani fez o gol do título da Seleção Brasileira, o primeiro das cinco Copas do Mundo Sub-20 que a Canarinho conquistou.

Os campeões - Aloísio, Adalberto, Boni, Brigatti, Demétrio, Demétrio, Dunga, Gilmar Popoca, Guto, Heitor, Hugo, Jorginho, Geovani, Mauricinho, Marinho Rã, Paulinho e Régis.

A segunda e não tão feliz passagem de Otto Gloria pela Seleção Portuguesa

Foto: arquivo Federação Portuguesa de Futebol

A segunda passagem de Gloria pela Seleção Portuguesa nem de perto lembrou a campanha de 1966

Em 9 de janeiro de 2020 está completando 103 anos do nascimento do ex-treinador brasileiro Otto Gloria, que faleceu em 4 de setembro de 1986. O técnico é conhecido pelo título paulista com a Lusa, em 1973, os títulos no futebol português, a brilhante campanha com a Seleção de Portugal na Copa do Mundo de 1966, onde ficou no terceiro lugar, e a conquista da Copa Africana das Nações em 1980, dirigindo a Nigéria. Mas Otto Gloria coleciona alguns trabalhos de pouco sucesso, como a segunda passagem pelo selecionado lusitano, entre 1982 e 1983.

Otaviano Martins Gloria nasceu no Rio de Janeiro, em 9 de janeiro de 1917. Seu grande salto na carreira como treinador aconteceu em 1951, dirigindo o Vasco. Depois de um passagem pelo America, foi para Portugal em 1954 e fez grandes trabalhos. Na Europa, além da famosa campanha com a Seleção Portuguesa em 1966 e os trabalhos com os clubes lusitanos, Otto Gloria passou também por Olympique de Marselha e Atlético de Madrid.

Entre idas e vindas de Portugal e Brasil, ele trabalhou no Monterrey, no fim da década de 70, e na já citada Seleção Nigeriana, quando o título africano reacendeu um profissional que já parecia estar em fim de carreira. Assim, a Federação Portuguesa de Futebol, por causa da nostalgia da Copa de 1966 e a recém conquista, resolveu chamá-lo novamente para comandar o selecional lusitano. Otto Gloria já estava com 65 anos.

O time lusitano não tinha voltado à uma Copa do Mundo desde a passagem dele, em 1966. A reestreia do treinador brasileiro junto à Seleção Portuguesa aconteceu no dia 22 de setembro de 1982, contra a Finlândia, em Helsinki, pela Eliminatórias da Euro. E o começo foi bem, com uma vitória por 2 a 0 fora de casa. A segunda partida, em 10 de outubro, contra a Polônia, em Lisboa, também pelas Eliminatórias da Euro, também teve resultado positivo: 2 a 0 para Portugal.

A Seleção Lusitana só entraria em campo em 1983 e se o reinício de Otto Gloria foi positivo, o ano seguinte não seguiria a tendência. Portugal fez dois amistosos em fevereiro, perdendo por 3 a 0 para a França, em Guimarães, no dia 16, e vencendo a Alemanha Ocidental, então atual vice-campeã do mundo, por 1 a 0, em Lisboa. Esta seria o último triunfo de Otto Gloria comandando os portugueses.


Em 13 de abril, em Coimbra, se preparando para a volta das Eliminatórias da Euro, Portugal não passou de um empate com a Hungria, em 0 a 0. 14 dias depois, veio a partida que colocou Otto Gloria em cheque: os lusitanos sofreram uma goleada por 5 a 0 para a União Soviética, em Moscou. A gota d'água aconteceu em um amistoso no dia 8 de junho, em Coimbra, quando os portugueses sofreram outra goleada: 4 a 0 para o Brasil.

E a seleção de seu país natal acabou sendo o algoz. Reclamando da falta de colaboração dos grandes clubes do país, que muitas vezes restringiam a liberação dos jogadores, e a falta de empenho dos cartolas da Federação, que não resolviam a situação, Otto Gloria pediu demissão e deixou a Seleção Portuguesa, aquela que em passagem anterior tinha sido o seu trabalho de ouro.

Otto Gloria ainda trabalharia mais uma vez no Vasco, ainda em 1983, tentando salvar o clube, que vinha mal no Campeonato Carioca. Assim como na Seleção Portuguesa, o treinador não conseguiu impor o seu sistema e teve problemas de relacionamento com o elenco, deixando o cargo após o fim do estadual, em seu último trabalho como treinador. Em 4 de setembro de 1986, aos 69 anos de idade, não resistiria a uma insuficiência renal aguda e viria a falecer.

Em 1983, Corinthians conquistava bi-campeonato paulista

Com informações do Corinthians
Foto: José Pinto

A equipe do Corinthians campeã paulista em 1983

Neste sábado (14), a conquista do 19º título do Campeonato Paulista pelo Corinthians completa 36 anos. Com um time que contava com diversos ídolos como Wladimir, Sócrates, Zenon, Biro-Biro entre outros, o Timão derrotou o São Paulo por 2 a 1 no placar agregado da decisão de 1983 e conquistou o bicampeonato durante uma das fases mais importantes da história do clube, a Democracia Corinthiana. 

Durante a primeira e a segunda fase de grupos, o Corinthians já demostrava sua força e se confirmava como um dos favoritos à conquista do título. Foi o time que mais venceu com 19 vitórias, e somou um total de 50 pontos na primeira fase, além de liderar seu grupo na segunda fase com nove pontos em seis partidas.


Na semifinal, o Timão enfrentou o arquirrival Palmeiras e se classificou para a finalíssima com o placar agregado de 2 a 1. Após passar pelo rival alviverde, o Timão encararia outro grande rival na final: o São Paulo, mesmo adversário do título conquistado no ano anterior. 

Na primeira partida da decisão, realizada no estádio do Morumbi, o Alvinegro derrotou o São Paulo pelo placar de 1 a 0, com gol de um dos jogadores mais influentes da época, Sócrates. O jogo de volta, também no Morumbi, terminou empatado pelo placar de 1 a 1, e o autor do gol não poderia ser outro jogador, que não o mesmo Sócrates.


Com o placar agregado de 2 a 1, o Timão conquistou seu 19º título paulista, se firmando como um dos maiores vencedores do campeonato. Além disso, esse foi o bicampeonato estadual do Corinthians em uma das épocas mais importantes da história, a Democracia Corinthiana, em que os jogadores conquistaram o direito de participação política dentro do clube.
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