Mostrando postagens com marcador 1984. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1984. Mostrar todas as postagens

Jorginho deixa comando de clube da Tailândia mesmo sem perder um único jogo

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: divulgação / Buriram United

Jorginho dirigindo o Buriram United

O experiente técnico Jorginho terá que buscar um novo clube para trabalhar, mesmo depois de uma passagem sem uma única derrota pelo futebol tailandês. O brasileiro deixou o comando do Buriram United após rescindir seu contrato em comum acordo com o clube.

Ao todo foram nove jogos, com uma série invicta de sete vitórias e dois empates que culminou no título tailandês e na classificação da equipe para a semifinal da Copa da Liga da Tailândia, da qual acabou não participando. Apesar da curta experiência no Buriram, Jorginho diz ter aprovado o tempo que passou no clube.

“Foi maravilhoso ser treinador do Buriram nesse tempo que estive aqui. Fico muito feliz pelo título que conquistamos, saio de forma invicta, com 17 gols marcados e apenas cinco gols sofridos nesses nove jogos, sendo um deles pela Copa da Liga. Entramos num acordo para rescindir o contrato simplesmente por termos formas completamente diferentes de pensar e de lidar com o futebol. Agradeço a todo grupo de trabalho, comissão técnica e demais profissionais do staff, aos jogadores, que foram fantásticos, à cidade e à torcida, que só me apoiou nesse período”, comentou Jorginho.


Jorginho começou no futebol como lateral-direito no America e vestiu a camisa de gigantes como Flamengo, Bayern de Munique, São Paulo, Vasco, Fluminense e Boca Juniors, onde encerrou a carreira como atleta.

Como técnico, registra uma longa lista de clubes que comandou, incluindo Goiás, Figueirense, Flamengo, Ponte Preta, Bahia, Atlético Goianiense e três passagens pelo Vasco, último time que treinou antes de se aventurar no futebol tailandês.

Há 40 anos, Johan Cruyff encerrava sua brilhante carreira vencendo e gol

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Último jogo oficial de Cruyff completa 40 anos

Há 40 anos, um dos maiores jogadores e personagens da história do esporte, Hendrik Johannes “Johan” Cruyff fazia sua última partida na carreira, depois de uma temporada brilhante. O atacante é considerado um dos maiores atletas e brilhou durante muitos anos, conquistando títulos e fazendo gols decisivos. 

O jogador nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no dia 24 de março de 2016, e começou a sua carreira pelo Ajax. No clube holandês fez muita história, é considerado um dos maiores ídolos, se não, o maior, pois conquistou todos os títulos possíveis pelo clube. 

O jogador passou por diversos times em sua carreira, brilhando em todos, sendo muito decisivo e artilheiro. Depois do Ajax foi para o Barcelona, Los Angeles Aztecs, Washington Diplomats, Levante, novamente Washington Diplomats, e retornou ao Ajax em 1981. 

O seu retorno foi muito especial para o clube, pois o jogador já estava caminhando para a fase final da sua carreira. Cruijff foi se adaptando a cada momento e equipe, mas sempre sendo decisivo e importante, conquistando títulos por onde passou. 

Na sua volta para o Ajax não foi diferente, novamente o atacante conquistou títulos importantes. Porém, depois de duas temporadas, Cruijff acabou deixando a equipe após conquistar o segundo título seguido do campeonato holandês, por conta que a diretoria do clube não queria pagar o que ele estava pedindo e pela idade. 

Esse fato acabou mexendo muito com Cruijff, que acabou sendo contratado pelo Feyenoord, um dos maiores rivais do Ajax. O atacante queria dar a volta por cima depois do ocorrido e chegou muito bem a equipe, fazendo uma grande parceria com o jovem Ruud Gullit. 

A parceria deu muito tempo e a equipe voltou a atuar muito bem, coisa que não acontecia na década de 1980. O clube estava sem ganhar alguns anos, mas com a chegada de Cruijff em 1983, as coisas mudaram, e o time voltou a ser protagonista.

Foi uma grande temporada de toda equipe, mas em especial para Cruijff, que conseguiu se despedir dos gramados em alto nível. O time conquistou a Eredivisie, pelo terceiro ano consecutivo o atacante levantava o troféu, e também a Copa dos Países Baixos. 


Os títulos ficaram marcado na história e muitos colocaram como uma vingança do atacante. Cruijff foi extremamente decisivo nas duas conquistas, mostrando que ainda tinha potencial e que o Ajax acabou perdendo deixando o atleta livre no mercado. 

O seu último jogo de sua carreira ocorreu em 13 de maio de 1984, contra o PEC Zwolle, pela Eradivisie. A equipe venceu por 2 a 1, com Cruijff sendo novamente importante marcando um gol naquela partida, encerrando com muito brilhantismo a sua belíssima carreira. 

O feito do atacante naquela temporada foi muito grande, pois esses dois títulos foram os únicos da década de 1980 da equipe. Pelo clube, Cruijff fez 44 jogos e marcou 13 gols.

Arturzinho e sua trajetória no Vasco

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Arturzinho atuou no Vasco em 1984

Nesta segunda-feira, dia 13 de maio de 2024, Artur dos Santos Lima, ex-jogador popularmente conhecido pela sua alcunha de Arturzinho, está comemorando 68 anos de idade. No decorrer de sua longeva carreira como atleta, o meio campista teve uma curta, mas muito memorável passagem pelo Vasco da Gama em 1984.

Chegou ao Cruzmaltino ostentando a fama de 'Rei Artur', apelido recebido quando ainda atuava com a cores do Bangu. Apesar de ter visto o seu time perder o título do Campeonato Brasileiro daquele ano para o Fluminense, foi uma peça importante para o elenco durante toda a campanha, Afinal, acabou sendo um dos artilheiros daquela edição com 14 tentos marcados. Ficou atrás de ninguém menos do que Roberto Dinamite, que balançou as redes em 16 oportunidades.

Seu grande rendimento no Vascão lhe rendeu muitas coisas boas. Entre elas, uma chance de jogar pela Seleção Brasileira. 


De acordo com o site Netvasco.com, o meia disputou um total de 28 jogos e marcou 16 gols pelo clube de São Januário. Ainda naquele ano, se transferiu para o Corinthians, onde permaneceria até 85.

Posteriormente, Arturzinho ainda deu sequência a sua carreira profissional jogando por clubes tradicionais do futebol brasileiro. Anunciou a sua aposentadoria em 97, após passar pelo Fluminense.

Parreira comandante do título do Brasileiro de 1984 pelo Fluminense

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Parreira nos anos 80

Carlos Alberto Gomes Parreira, mais conhecido como Parreira, foi um dos grandes técnicos da história do futebol brasileiro, conquistado diversos títulos, inclusive uma Copa do Mundo em 1994. O treinador nunca escondeu seu time de coração, que é o Fluminense, e pelo tricolor carioca também levantou títulos, como o Campeonato Brasileiro de 1984. 

Parreira nasceu no Rio de Janeiro, no dia 27 de fevereiro de 1943, se formou em Educação Física e começou no futebol em 2006, como preparador físico no São Cristóvão de Futebol e Regatas. 

Depois de um ano no clube, foi chamado pela Seleção de Gana para ser treinador, sua primeira experiência na beira do gramado. Parreira ficou dois anos em Gana, ganhou experiência e retornou ao Brasil em 1969, para novamente ser preparador físico, mas dessa vez no Vasco. 

Após isso, foi chamado para ser preparado da Seleção Brasileira em 1970, participando do tricampeonato mundial. Ainda fazendo parte da comissão técnica, esteve no Fluminense, o seu time de coração, e foi onde teve sua primeira oportunidade como técnico no Brasil. 

Em 1975, seu primeiro ano como treinador do tricolor carioca, o técnico levantou o título do Campeonato Carioca. Mesmo com a conquista acabou deixando o comando técnico do clube, ficando sem trabalhar como treinador durante quase três anos. 

Parreira voltou a beira do gramado em 1978, quando foi chamado para ser treinador da Seleção do Kuwait. Em 1983 foi chamado para ser técnico da Seleção Brasileira, a sua primeira passagem, mas não foi tão bem e deixou o Brasil, e no ano seguinte voltou ao Fluminense. 

Em 1984 retornou ao comando técnico do Fluminense, e fez uma grande temporada. O técnico formou um bom time, que atuava muito bem, sendo sólido defensivamente e muito rápido ofensivamente, conseguindo ser muito seguro durante o jogo.

A equipe passava uma segurança para seus torcedores, e fez um grande Campeonato Brasileiro de 1984, sendo muito regular durante toda a competição e liderando em praticamente todas as fases. 


A equipe chegou muito forte para o mata-mata, e era considerada uma das favoritas. Nas quartas de finais eliminou o Coritiba com muita tranquilidade, já na semifinal pegou o Corinthians e teve mais dificuldade, porém conseguiu a classificação para a final. 

Na grande decisão, o time enfrentou seu rival Vasco da Gama, um confronto importante para o estado do Rio de Janeiro. O Maracanã estava lotado os dois jogos e presenciou uma grande final, com o Fluminense vencendo o primeiro jogo por 1 a 0 e segurando o empate na volta, conquistando o seu segundo título do Campeonato Brasileiro. 

A equipe era formada por: Paulo Vítor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Renato; Jandir, Delei (Renê) e Assis; Romerito, Washington (Wilsinho) e Tato. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

A trajetória de Getúlio pelo Fluminense

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Getúlio defendeu o Flu entre 1984 e 1985

O ex-lateral direito Getúlio Costa de Oliveira, conhecido também apenas como Getúlio, comemora o seu 70º aniversário nesta segunda-feira, dia 26 de fevereiro de 2024. No fim de sua brilhante carreira como jogador, o defensor teve uma boa passagem de dois anos pelo Fluminense no decorrer da década de 80.

Sua chegada ao Tricolor das Laranjeiras aconteceu em 1984, depois de ter feito sucesso vestindo a camisa do Atlético Mineiro, onde foi revelado e atuou profissionalmente por sete temporadas, e no São Paulo, clube no qual jogou durante seis anos. Em meio à tudo isso, o atleta ainda teve uma  trajetória sem muito brilho pela Seleção Brasileira entre 75 a 81.

Ficou no Flu até 85, já perto de anunciar a aposentadoria. Porém, antes de anunciá-la, o atleta ainda teve uma trajetória de duas temporadas pelo futebol norte-americano.


Ao todo, foram 35 partidas e marcou dois gols com a camisa do clube carioca. Em campo, o lateral participou de dezenove vitórias, nove empates e sete derrotas. Foi reserva de Aldo durante a campanha vencedora do Tricolor no Brasileirão de 84.

Cilinho e os 'Menudos do Morumbi'

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Cilinho comandou os 'Menudos do Morumbi' nos Anos 80

Otacílio Pires de Camargo, ex-treinador popularmente conhecido apenas como Cilinho, estaria completando 85 anos de idade nesta sexta-feira, dia 9 de dezembro de 2024, caso ainda estivesse vivo. À beira do campo, teve uma trajetória muito bonita e passou por clubes tradicionais do futebol brasileiro, mas se destacou mesmo comandando o São Paulo no decorrer da década de 80.

Logo que chegou ao cargo técnico do Tricolor em 84, fez uma reformulação total no elenco Tricolor. Neste processo de mudança, alguns jogadores consagrados como Waldir Peres, Serginho Chulapa, Zé Sérgio, Humberto, Almir, Paulo César Capeta, Getúlio e Heriberto saíram do clube e abriram espaços para os jovens brilharem.

Foi neste período, que surgiram os 'Menudos do Morumbi'. Silas, Muller, Sidney, Márcio Araújo e Nelsinho conseguiram ter sequência e se firmaram no time titular. A maior surpresa foi a contratação do experiente Paulo Roberto Falcão, que apesar de já ter sido eleito "Rei de Roma",  não conseguiu encantar Cilinho e foi reserva de Márcio Araújo.

Além de dar chances à atletas em início de carreira, Cilinho também tinha uma grande visão para indicar contratações. Afinal, jogadores encomendados por ele, como o lateral direito Zé Teodoro, o volante Bernardo e o ponta direita Mário Tilico, tiveram boa trajetória pelo clube.


O comandante ainda dirigiu o São Paulo campeão Paulista de 87, em cima do Corinthians. Na decisão, Cilinho escalou o Tricolor com Gilmar Rinaldi; Zé Teodoro, Adilson, Darío Pereyra e Nelsinho; Bernardo, Silas e Pita; Muller, Lê e Edivaldo.

Ao longo de sua passagem como treinador são paulino, foram 243 partidas à frente do time profissional. Sob seu comando, o Tricolor teve 108 triunfos, 85 empates e 50 revés, de acordo com o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa.

39 anos da 'defesa de placa' de Rodolfo Rodrigues na Vila Belmiro

Com informações do Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo

O 'gigante' Rodolfo Rodrigues

A definição de goleiro maior que o gol do atacante Tarciso do América de Rio Preto tem um duplo sentido. Tradicionalmente o torcedor vai ao estádio para ver gol, o clímax do futebol, mas com Rodolfo Rodriguez em campo, as atenções dos torcedores se viravam para a meta por um outro significado, ele fazia parte do espetáculo! Sim, tinha gente que ia mais para ver as defesas de Rodolfo do que os gols!

Em um dos lances mais emblemáticos aconteceu no dia 14 de Julho, um sábado, na Vila Belmiro, quando o arqueiro protagonizou uma das mais fantásticas seqüências de defesas da história do futebol. Rodolfo Rodriguez faz uma série incrível de defesas contra o América de Rio Preto, que viraram referência toda vez que se fala em grande lance de goleiros.

Confira a defesa

Foram cinco defesas consecutivas no total, enquanto a defesa do Santos assistia inerte aos milagres do guerreiro uruguaio. Foram chutes de por Mazola, Tarciso e Toninho. O atacante Tarcísio, do América, declarou estupefato: Rodolfo era “maior que o gol”.

Para Rodolfo Rodríguez, o couro da bola parecia conter o desenho da face do CÃO e os três paus que defendia eram o céu que deveria permanecer imaculado. Ele, claro, fazia o papel do DEUS com o papel de salvar a Vila Belmiro do Mal. O uruguaio foi um monstro no gol do Santos.
Revista Placar


Em 18 de Julho de 2010, Rodolfo ganhou a primeira Defesa de Placa da história do futebol, entregue por Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Santos Futebol Clube. Hoje, o “gringo” reside na cidade de Durazno, no Uruguai. Lá, um dos melhores goleiros do Peixe, cria gado da raça Hereford e tem mais de 5 mil cabeças de gado em sua bonita fazenda.

A chegada de Maradona ao Napoli

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Maradona chegou no Napoli em 1984

Nesta sexta-feira, dia 30 de junho de 2023, se completam 39 anos que o eterno craque argentino Diego Armando Maradona tinha sua chegada ao Napoli anunciada. A partir daquele momento em que passou a atuar no futebol italiano, se tornou um ídolo para a torcida do clube de Napoles entre as décadas de 80 e 90.

Esta transferência aconteceu depois que Dieguito optou por deixar o Barcelona após dois anos e respirar novo ares. Rumou para a equipe Azzurri em 1984, período em que o clube só tinha títulos de divisões inferiores e dois troféus de Coppa Italia. 

Com o tempo, a sua vinda trouxe resultados e a agremiação Napolitana conseguiu conquistar dois Campeonatos Italianos (1986–87 e 1989–90); uma Copa da Itália (1986–87); uma Copa da UEFA (1988–89) e uma Supercopa da Itália (1990) com o camisa 10 argentino. Além disso, Maradona foi artilheiro do Campeonato Italiano com 15 gols e da Copa da Itália com 8 gols na temporada 1987–88.


O vínculo entre Diós e o Napoli se encerrou em 1991. Àquela altura, o atleta havia disputado 259 partidas pelo clube e marcado 115 gols ao longo deste trajetória pelo time Azzurri, segundo o site ogol.com. Depois de jogar pelo Partenopeo, Dieguito ainda jogou em clubes como Sevilla, Newell's Old Boys e se aposentou depois de Boca Juniors, em 1997.

O início de Marco van Basten no Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Marco van Basten jogou no Ajax entre 1982 e 1987

Natural da cidade de Utrecht, Marcel "Marco" van Basten, muito conhecido por ser um dos maiores jogadores da história do futebol holandês, está completando 58 anos de idade nesta segunda-feira, 31. Em seu tempo de atleta, ele defendeu apenas dois times: em deles, foi o Ajax, clube que o consagrou para o futebol mundial.

Tudo começou quando o pai, que foi jogador e incentivava seus filhos a seguirem o mesmo caminho. Por gostar muito de futebol, Van Basten, para se aperfeiçoar, tinha o costume de descrever, através de desenhos, algumas jogadas dos seus grandes ídolos, dentre eles, Johan Cruijff a Didier Six. E foi justamente no Ajax, do próprio Crujiff, que ele estreou em 1982.

Seu primeiro aparecimento dificilmente poderia ser melhor. Isso porque, ele entrou em campo durante a partida, no lugar de Cruijff e fez um gol. Aos poucos, essa troca passou a ser frequente, e com o tempo, o garoto ganhou o carinho dos torcedores do Ajax e também da Seleção da Holanda, na qual debutou no ano de 1983.

Com uma grande noção de posicionamento, postura imponente e muito elegante, velocidade e um grande espírito coletivo, além de também ter um enorme faro de gol como característica. Logo na sua primeira temporada como atleta profissional, Marco ajudou o time de Amsterdam a conquistar a Eredivisie. Naquela época, outros dois fatores já eram evidentes: uma era sua amizade com Frank Rijkaard, e a outra, a sua fragilidade exposta em suas pernas longas e também de poucos músculos, algo que foi notado pelos zagueiros adversários rapidamente.

No decorrer do tempo, Van Basten foi se irritando com o zagueiros adversários pelas fortes divididas e passou a "revidar" as pancadas que levava. Numa dessas, levou a pior quando sofreu a sua primeira lesão mais séria no tornozelo, em um jogo válido pelo Campeonato Holandês. Depois disso, passou a usar arma da humilhação perante os rivais, como se fosse uma "revanche".

Ainda no Ajax, venceu o campeonato e a copa nacional na sua segunda temporada e a última de Cruijff como atleta dos Godenzonen. A terceira vez que ganhou a Eredivisie foi em 1985, e no ano seguinte, ficou marcado por duas vitórias, sendo elas, a nova conquista na Copa Holandesa e a volta de Johan Cruijff, mas como treinador. Na temporada 1986/87, exatamente quatorze anos depois de conquistar o seu último título de Copa dos Campeões da UEFA, o Ajax ficou muito perto de ficar um troféu de âmbito continental, já que o time da capital neerlandesa chegou na  decisão da Recopa Europeia, que era considerada a segundo taça interclubes mais cobiçada no continente. Pouco antes da bola começar a rolar na final, que seria disputada diante do Lokomotive Leipzig, time da Alemanha Ocidental, teve de ouvir a pesada frase de Cruijff: "se você não vencer, eu destruo você". Van Basten não se intimidou, balançou as redes na marca dos 21' da primeira etapa e levou os Amsterdammers à gloria.


Esta conquista acabou sendo o seu ápice no Ajax, clube onde se sagrou como o maior goleador do campeonato nacional desde 84. Isso fez com que o Milan, um clube gigante do futebol italiano que vinha passando por um momento de reconstrução após dois rebaixamento para a Serie B lá no começo da década de 80, resolveu contratá-lo.

Com isso, se despediu do time holandês com 174 partidas disputadas e 154 gols anotados neste período de cinco anos. Depois de ter pendurado as chuteiras em 93, Marco van Basten chegou a voltar ao clube de Amsterdamm, mas para assumir o cargo de treinador, assim como Cruijff, um de seus maiores ídolos.

Claudio Ranieri e seu final de carreira como jogador no Palermo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Claudio Ranieri fez suas duas últimas temporadas como jogador no Palermo

Claudio Ranieri nasceu no dia 20 de outubro de 1951, em Roma, na Itália, foi jogador e se tornou um técnico vitorioso. Como atleta, Claudio não conquistou títulos e nem teve passagem por grandes times, apenas pela equipe pelo qual foi revelado.

O lateral surgiu na verdade como ponta-atacante, mas na base da Roma ele foi transformado em lateral. Claudio atuava nos dois lados, tinha facilidade com os dois pés, mas não teve uma grande carreira como jogador, passou por clubes menores, tirando a Roma, e não conquistou títulos.

Mesmo não estando em grandes equipes, Claudio sempre ajudou por onde passou, fazendo grande atuações e sendo destaque dos times, ainda mais por ser um jogador polivalente, menos na Roma, pois atuou apenas seis vezes na equipe principal. Após a Roma, onde comçou em 1973, o lateral foi contratado pelo Catanzaro, em 1974, um time pequeno da Itália.

Por lá, o jogador ficou grande parte da sua carreira, atuando na segunda divisão e ajudando sua equipe a subir duas vezes seu time à elite do campeonato nacional. Depois do Catanzaro, o jogador foi contratado pelo Catania, em 1982, equipe em qual ficou apenas duas temporadas.

Já na fase final de carreira, o lateral foi contratado por uma equipe de mais nome, porém em uma fase complicada, que foi o Palermo, em 1984. O time brigava para subir e quando estava na elite tinha foco para permanecer, não sonhava com grandes alçadas na competição.

Porém, o lateral foi muito útil na equipe, ajudando o Palermo e completamente o sistema defensivo da equipe. Claudio era peça que faltava no time italiano, que conseguiu voltar à elite do futebol nacional mais uma vez. Em um momento final de sua carreira, o lateral não atuava em todos os jogos, pois já não aguentava mais a intensidade.


Claudio ficou duas temporadas no Palermo, atuando 40 vezes, e logo depois se despediu dos gramados, mas não por muito tempo. Em 1986 deixou a vida como atleta, mas no mesmo ano e no segundo semestre, o ex-jogador assumiu o Vigor Lamezia como técnico.

João Paulo e sua passagem pelo Flamengo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

João Paulo quando defendeu o Flamengo

Um dos ótimos atacantes do século passado, completa 65 anos hoje. João Paulo de Lima Filho, mais conhecido como João Paulo ou Papinha da Vila, nasceu em São João de Meriti, RJ, no dia 15 de junho de 1957. O ponta direita passou por grandes clubes no Brasil, fazendo história em alguns deles, ganhando e participando de ótimas equipes, entre elas o Flamengo.

O jogador deslanchou no Santos e por lá fez história, fez parte de um grande time e disputou campeonatos, conquistou o Paulista de 1978, na primeira geração dos Meninos da Vila,, o que o ajudou a chegar na Seleção Brasileira. Acabou não tendo muitos jogos pela Amarelinha, mas foi convocado algumas vezes enquanto atuava pelo Peixe. Mas acabou deixando o clube após o Paulistão de 1983.

Antes do estadual, João Paulo acabou perdendo o Campeonato Brasileiro de 1983 para o Flamengo, mesmo com a derrota foi destaque da competição e por isso chamou atenção. Com o fim da competição, o Rubro-negro fez uma proposta para o ponta direito, que acabou aceitando e deixou o Santos.

O jogador chegava ao Flamengo como uma grande contratação, que ajudaria a equipe na Libertadores do ano seguinte. Logo quando chegou garantiu a vaga na equipe titular, mas as coisas não foram como imaginavam para a equipe e o jogador. Ele não conseguiu manter o mesmo desempenho do Santos e passou por dificuldades.


No Rubro-negro a pressão era maior e isso também prejudicou o atleta na nova equipe, mas não tiveram muito tempo com ele. João Paulo não conseguiu ajudar a sua equipe na competição internacional e nem na nacional. Chegando no segundo semestre de 1984, ele acabou deixando o clube, com 40 jogos e quatro gols.

O atacante foi contratado pelo Corinthians e todos tinham uma preocupação, por causa do seu ligamento com o Santos, mas acabou dando muito certo no Timão. Ainda chegou a jogar no Palmeiras e no futebol japonês antes de encerrar a carreira.

Torneio Heleno Nunes, o título nacional esquecido do Inter na década de 80

Por Tiago Cardoso
Foto: Arquivo

Ademir com a taça do Torneio Heleno Nunes

Em 1984, para preencher o calendário dos clubes que ficaram de fora da terceira fase do Campeonato Brasileiro, que era disputado no primeiro semestre, a Federação Paulista de Futebol resolveu criar um torneio, o qual levou o nome do general Heleno Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, falecido no começo daquele ano. O torneio recebeu a chancela da entidade máxima do futebol tupiniquim e contou com gigantes como Atlético Mineiro, São Paulo, Palmeiras, Botafogo e Cruzeiro. Além do Guarani de Campinas, que seria vice-campeão nacional dois anos depois, e Bahia, que seria campeão brasileiro em 1988, justamente contra o Inter. Completavam o grupo de dez times os tradicionais Santa Cruz e Sport Recife, ambos de Pernambuco. Sport e Guarani vieram da segunda divisão daquele ano, onde já estavam eliminados, e participaram em razão de um pedido do presidente da CBF Giulite Coutinho.

Após uma reunião entre Giulite Coutinho, presidente da CBF, e Armando Ferrentini, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, acertou-se a realização do torneio. Na reunião, ficou definido que a CBF, além de oferecer um troféu ao campeão, também ajudaria nas passagens.

A tradicional revista Placar, à época, se referiu ao certame como “campeonato de consolação” aos desclassificados da Taça de Ouro (ou Copa Brasil), como era chamado o campeonato nacional naquele ano. Na verdade, o torneio corrigia um erro da CBF que organizara o campeonato de forma que possibilitou a queda precoce de clubes tradicionais do futebol nacional. A CBF, inclusive, teve que doar 60 milhões de cruzeiros para cada clube, pois a média de público no torneio era baixíssima, levando a pouca arrecadação com bilheteria. Aliás, a média só não foi pior, pois, na terceira rodada, Palmeiras e São Paulo levaram 55 mil pessoas para assistir o clássico no Pacaembu. Assim mesmo, somente 12 mil pessoas pagaram ingresso, uma vez que o restante se beneficiou de uma campanha da empresa Ray-O-Vac, a qual bancou o evento e liberou o ingresso a quem comparecesse no estádio com uma pilha de sua fabricação ou trajasse amarelo, a cor da embalagem do produto, o que lembrou, em razão do mar de camisas amarelas, os comícios da campanha ‘Diretas Já’, movimento político que lutava pela redemocratização do país, que naquele mês completava 20 anos de ditadura militar. Neste mesmo dia, no Beira Rio, o Inter vencia o Cruzeiro pelo placar de 1x0 diante de 5.178 pessoas, assumindo a liderança do torneio para não mais largar. O gol foi marcado pelo ponta Paulo Santos aos 37 minutos do segundo tempo. Jair, que voltava ao clube que o revelou após passagem histórica pelo Peñarol do Uruguai, onde foi campeão mundial, foi o melhor em campo.

No Campeonato Brasileiro, o Inter ficara na última colocação do grupo E, atrás de Portuguesa e Flamengo, classificados, e Brasil de Pelotas que também deu adeus ao certame.

No dia 15 de abril, num domingo, os dez times iniciaram a disputa, onde todos jogavam contra todos. O Inter estreou na Fonte Nova, em Salvador, onde perdeu de virada para o Bahia, naquela que seria sua única derrota no torneio. O Inter até saiu vencendo com gol de Dunga, logo no primeiro minuto. Mas Osni, que seria o artilheiro da competição com 5 gols, de pênalti empatou no começo do segundo tempo. Robson virou o jogo para o time baiano. O uruguaio Ruben Paz, craque colorado da época, foi expulso aos 37 minutos do segundo tempo, diante de um público de apenas 2.616 pessoas na imensidão das arquibancadas da Fonte Nova.

Na segunda rodada, com gol de Paulo Santos, o Inter bateu o Atlético em pleno Mineirão. O time mineiro, que contava com o zagueiro Luisinho, parte da lendária seleção Brasileira de 1982, era treinado por ninguém menos que Rubens Minelli, treinador que conduziu o Inter ao bicampeonato brasileiro em 1975/76. Na terceira rodada, para um público de apenas 1.164 pessoas no Beira Rio, o Inter venceu o fortíssimo São Paulo que contava com a histórica dupla de zaga Oscar e Daryo Pereira. O atacante Kita abriu o placar no primeiro minuto de jogo, e o lateral direito do São Paulo Gualberto marcou contra aos 7 minutos da segunda etapa, definindo o placar.

Após vitória sobre o Cruzeiro na quarta rodada, o Inter recebeu o Palmeiras no estádio Olímpico, em Cascavel, no Paraná, onde jogou para seu maior público no certame: 19.412 pessoas. Cascavel, onde residem muitos torcedores colorados, os quais podiam assistir o seu clube de coração na sua cidade, e o fato de o jogo ser no feriado de 1º de maio, impulsionou a presença do público. O Inter saiu na frente do marcador com Kita, aos 7 minutos do segundo tempo, vencendo o goleiro Leão, o qual seria o treinador do Colorado 15 anos depois no jogo que livraria o Inter do rebaixamento justamente contra o mesmo Palmeiras. O gol que livraria o Inter do rebaixamento no campeonato brasileiro em 1999 foi marcado por Dunga, o qual esteve em campo no jogo em Cascavel. O Palmeiras conseguiu empatar com o zagueiro Vagner aos 39 minutos do segundo tempo.

Na sexta rodada, o Inter foi a Campinas enfrentar o Guarani da revelação Neto, então prestes a completar 18 anos. O atacante Roberto do Guarani abriu o placar para o time da casa aos 40 minutos do primeiro tempo. No minuto seguinte, o meia Milton Cruz empatou para o Inter. Ademir, aos 32 minutos do segundo tempo, virou o placar para o time colorado. Mas, aos 35 minutos do segundo tempo, Roberto, novamente, empatou para o time campineiro. Na sétima rodada, o Inter foi ao estádio Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, enfrentar o Botafogo, e novamente ficou no empate. Milton Cruz anotou para o Inter aos 14 minutos do segundo tempo. Mas Amarildo, que saíra do banco de reservas, empatou no fim do segundo tempo.

Após três empates seguidos, o Inter foi a Recife, onde enfrentou o Sport na Ilha do Retiro, goleando pelo placar de 4x0. Silvinho, Paulo Santos, Milton Cruz e Kita anotaram os gols colorados.

Numa época em que a vitória valia dois pontos, o Inter chegava a última rodada com 11 pontos. O Bahia, vice-líder, o outro time com chances de títulos, havia conquistado 9 pontos, mas tinha dois jogos para disputar. O time baiano precisava vencer o Cruzeiro para tentar superar o Inter no saldo de gols, caso o Inter vencesse o Santa Cruz. Entretanto, o Bahia, que estava vencendo até os 44 minutos do segundo, cedeu o empate ao Cruzeiro. Na partida entre Bahia e Cruzeiro, disputada na Fonte Nova, um fato inusitado ocorreu. Oito jogadores do Cruzeiro foram expulsos, tendo que o árbitro Paulo Celso Bandeira encerrar o jogo aos 45 minutos do segundo tempo, pois o time mineiro não contava com o número mínimo de jogadores -7 de acordo com a regra. Os jogadores cruzeirenses foram expulsas, pois estavam impedindo uma cobrança de pênalti do Bahia. Anteriormente, o jogador Palhinha do Cruzeiro já havia sido expulso.

Entretanto, mesmo que o Bahia vencesse, não poderia mais alcançar o Inter. Pois, no dia 17 de maio de 1984, numa quinta-feira, após vitória sofrida pelo placar de 2x1 sobre o Santa Cruz, o Inter se sagrou campeão do Torneio Heleno Nunes. Diante de 4.152 pessoas no Beira Rio, o Inter abriu o placar logo cedo, aos 7 minutos do primeiro tempo, com Jair. Porém, no começo do segundo tempo, logo aos 12 minutos, Cristóvão, que jogaria no rival Grêmio três anos depois, empatou. O gol do título só veio aos 41 minutos do segundo tempo, no apagar das luzes, com Paulo Santos, que anotou seu quarto gol na competição, dividindo a artilharia do time com Milton Cruz, que também marcou 4 gols. Ambos terminaram como vice-artilheiros do torneio, atrás apenas de Osni, do Bahia, que anotou um gol a mais.

No jogo do título, o Inter foi a campo com Gilmar; Alves, Aluísio, Mauro Galvão e André Luís; Dunga, Jair e Mário Sérgio; Paulo Santos, Milton Cruz e Silvinho. O treinador Otacílio Gonçalves, durante o jogo, colocou Beto no lugar de Aluísio e Sílvio no lugar de Milton Cruz.

Em 9 jogos na campanha do título, o Inter venceu 5 partidas, empatou 3 e perdeu apenas 1. Foram 15 gols marcados e 7 sofridos. Paulo Santos e Milton Cruz, vice-artilheiros do certame, marcaram 4 gols; Kita marcou 2 gols; e Dunga, Ademir, Kita, Ruben Paz e Silvinho contribuíram com um gol cada na campanha vitoriosa. Salienta-se que algumas fontes creditam o segundo gol do Inter na vitória contra o São Paulo, pela 3ª rodada do torneio, a Ruben Paz, outras atribuem gol contra ao lateral Gualberto do time paulista.

Dez dias depois do título do Inter, o Fluminense, num Maracanã com mais de 128 mil pessoas, conquistava o Campeonato Brasileiro, o campeonato dos que cruzaram a segunda fase e não precisaram organizar um torneio para preencher calendário.

Sem compromissos e com o time ingressando no estadual apenas na segunda fase, no mês de agosto, 11 jogadores do elenco colorado foram convocados para a seleção Brasileira Olímpica, onde levaram o Brasil pela primeira vez a uma final do torneio. A derrota para a França na final garantiu a medalha de prata à ‘SeleInter”, como ficou conhecida, que foi até a conquista do ouro em 2016, a melhor campanha da seleção Brasileira em Olimpíadas, junto às medalhas de prata de 1988 e 2012. Entretanto, antes de representar a seleção Brasileira com 11 jogadores nas Olimpíadas, o Inter excursionou ao Japão, e 13 dias após a conquista, fazia seu primeiro jogo na Copa Kirin, a qual conquistou após vencer o Toulouse da França nas semifinais e a seleção da Irlanda na final.


A taça do Torneio Heleno Nunes foi entregue apenas no dia 20 de agosto, três meses depois da conquista e nove dias após o retorno dos 11 jogadores do Inter que representaram a seleção Brasileira em Los Angeles, nas Olimpíadas, quando o Inter recebeu o Independiente da Argentina para um amistoso (2x2 o placar), que naquele ano havia faturado sua sétima e derradeira Libertadores da América sobre o rival do Inter, Grêmio, o que torna o clube de Avellaneda até hoje insuperável em títulos na maior competição do continente.

Apesar do fracasso de público do Torneio Heleno Nunes, espanta o fato de o Inter não pleitear junto à CBF o caráter oficial desta conquista esquecida do clube, que apesar de ser um torneio secundário, teve organização da Federação Paulista de Futebol e a “benção” da CBF, que ofereceu o troféu. O Internacional, que dominou o futebol nacional nos anos 1970 com três títulos do Campeonato Brasileiro, lembra muito das duas derrotas nas finais do certame nacional em 1987 e 1988, onde fora batido por Flamengo e Bahia, respectivamente, e esquece do torneio secundário, mas oficial e nacional conquistado em 1984.

A passagem de José Luis 'Tata' Brown pelo Atlético Nacional

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

'Tata' Brown em seus tempos de Atlético Nacional

Neste dia 11 de novembro de 2021, José Luis Brown, também conhecida como Tata, estaria completando 65 anos de idade nesta quinta-feira se ainda estivesse vivo. Por este motivo, vamos relembrar a passagem do zagueiro argentino campeão do mundo em 1986 pelo colombiano Atlético Nacional, de Medellín, entre 1983 e 1984.

Após ser revelado pelo Estudiantes de la Plata e jogar no time argentino por oito anos, Tata chegou ao clube verde e branco no ano de 1983. Sua vinda ao clube colombiano aconteceu para dar continuidade ao 'Processo Zubeldíano', ex-treinador da equipe que havia falecido em janeiro de 1982. A partir daquele momento, o atleta se juntava a uma equipe que já tinha grandes nomes.

Vale lembrar que o clube já contava com jogadores como Lorenzo Carrabs, Guillermo La Rosa, Sergio Santín, Pedro Sarmiento, César Cueto, Sapuca e Hernán Darío Herrera. Comandado pelo treinador uruguaio Luis Cubilla, este elenco era considerado como o time dos sonhos.

Um fato que ajudou o argentino a se dar bem no futebol colombiano foi de não ter demorado para se adaptar com a cidade, seu time e nem com seus companheiros de equipe. Mostrava muita força, disposição, garra nos 90 minutos de jogo e muita concentração. Além ajudar se companheiros com grandes atuações na defesa, houve momentos em que José Luis era colocado no ataque para dar uma força no setor ofensivo.

Em uma partida que acontecia na cidade de Bogotá diante do Santa Fe, o Atlético Nacional estava perdendo pelo placar de 2 a 0. O treinador Cubilla fez uma alteração que mudou até a função de Tata. Com a entrada de Luis Fernando Suárez no lugar de Guillermo La Rosa, o zagueiro passou a jogar mais avançado e no final, o resultado foi positivo. Jose Luis marcou um gol e deu duas assistências para Sapuca, levando seu time a uma heroica vitória pelo placar 3 a 2 de virada.

As suas descidas ao campo ofensivo eram sempre perigosas, mesmo que fosse um defensor. Sempre que seu time tinha um lance de bola parada, era motivo de muitas expectativas, já que era um de seus pontos mais fortes. Outro ponto que fez o atleta se destacar com a camisa dos Verdolagas era o fato de impor muito respeito aos rivais, que sentiam a tamanha disposição e determinação de Tata ao disputar uma bola, mesmo em jogadas mais difíceis de conseguir ter êxito.

Enquanto esteve na Colômbia, honrou a camisa verde e branca. Acabou não conseguindo conquistar nenhum título nesse período em que defendeu o Rei de Copa, mas sempre mostrou que todas as suas virtudes poderiam ajudar a equipe constantemente, principalmente nos clássicos contra Millionários e Santa Fe.

Assim que encerrou o seu vínculo com o Atlético Nacional de Medellín, atuou em clubes como Boca Juniors, Deportivo Español, Brest e Murcia. Encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional após defender as cores do Racing em 1989. Entre todas estas passagens, José Luis Brown fez parte da Seleção Argentina comandada por Maradona em toda a campanha do título da Copa do Mundo de 1986, disputada no México.


Continuou trabalhando com futebol por mais alguns anos e treinou times como Almagro, Blooming, Atlético Rafaela, Ben Hur, Ferro Carril e a Seleção Argentina. Terminou sua trajetória futebolística depois de estar no comando técnico do Ferro Carril pela segunda vez em 2013.

Foi então, que no dia 12 de agosto de 2019, José Luis Brown veio a falecer. Tata foi diagnosticado com Alzheimer, doença que afeta a memória. Chegou a ser internado em uma clínica localizada em La Plata, mas acabou não resistindo e morreu aos 62 anos de idade.

Pedrinho - O lateral que virou meia no Catania

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Pedrinho, pelo Catania, em jogo contra a Fiorentina

Nesta sexta-feira, dia 22 de outubro de 2021, Pedro Luis Vicençote, popularmente conhecido Pedrinho, está completando 64 anos de idade. O lateral-esquerdo, que fez sucesso com as camisas do Palmeiras, entre 1977 a 1980, e também do Vasco da Gama, de 1981 até 1983, chegando a ser reserva da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, teve uma grande passagem pelo italiano Catania, entre 1983 e 1986, jogando como meia.

Antes de aparecer como grande destaque, o lateral esquerda chegou a jogar em um dos time amadores da Portuguesa, mas acabou sendo dispensado. Acabou dando certo no Palmeiras, onde estreou como profissionalem 1977 e chegando à Seleção Brasileira dois anos depois. Em 1981, desembarcou no Vasco e no ano seguinte foi um dos 22 convocados para a Copa do Mundo na Espanha.

Depois de perceber que suas chances de jogar na Seleção Brasileira diminuíam cada vez mais mesmo tendo sido reserva da boa equipe da Amarelinha na Copa de 1982, Pedrinho optou por ir para a Itália e defender as cores do Catania, que em 1983 se encontrava nada mais nada menos do que na Série B, correspondente a segunda divisão do campeonato nacional, mesmo time do também brasileiro Luvanor. No clube dos Elefantes, o lateral-esquerdo precisou passar por um processo de adaptação.

Por conta de algumas de suas fortes características serem a boa marcação e o excelente apoio nos momentos ofensivos, o brasileiro sentiu uma grande diferença ao chegar na Europa. No futebol italiano, Pedrinho teve sérios problemas de se encontrar com o sistema de marcação e também não podia ajudar a equipe ofensivamente com tanta frequência.

Percebendo suas dificuldades para aproveitar seus pontos principais nos tempos de Palmeiras e Vasco da Gama, Pedrinho solicitou para que fosse escalado com mais frequência no meio de campo, como acontecia com Júnior, que se encontrava no Torino. Essa era a única condição para que o brasileiro renovasse o seu contrato com o time azul e vermelho em 1984.

Com seu pedido sendo aceito, o atleta passou da lateral esquerda para o meio. Jogando no posicionamento solicitado, Vicençote colecionou boas partidas e viu suas chances de voltar a usar a camisa da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986 voltarem a crescer, o que acabou não acontecendo. Como consequência, o atleta se tornou um grande ídolo da torcida do Catania.


Mais tarde, ganhou ainda mais fama por ser "Garoto Propaganda" de uma fábrica de colchões e também por fazer participações em programas esportivos tanto no rádio quanto na televisão local com bastante frequência durante o período em que esteve na Itália. Morava sozinho em um apartamento muito confortável localizado na Praia das Pedras, muito perto do centro da cidade de Catania.

Após encerrar o seu vínculo com o clube italiano, Pedrinho voltou pro Brasil para ter a sua segunda passagem pelo Vasco em 1986. Assim que concluiu seu segundo ciclo com o time Cruzmaltino ao final do ano, foi para o Bangu em 1987, equipe que onde deu um ponto final em sua carreira como jogador de futebol profissional em 88. Depois que parou de jogar, continuou trabalhando com futebol, mas como empresário de atletas. Inclusive, foi representante do Edmundo.

O título olímpico da França no Futebol Masculino em 1984

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Time francês que ganhou a medalha de ouro na Olímpiada de 1984

Recentemente, a França, que levou um time completamente alternativo para a Olímpiada de Tóquio, venceu sua primeira partida diante da África do Sul por 4 a 3 num jogo muito complicado. O jogador mais conhecido dos Bleus na edição atual é o atacante Gignac, carrasco do Palmeiras no Mundial de Clubes pelo Tigres. Em 1984, a equipe francesa venceu o título olímpico na disputa em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Naquele ano, pela primeira vez foi permitido aos times da Conmebol e da UEFA levarem jogadores profissionais que não tivessem atuado por suas seleções em Copas do Mundo. Uma curiosidade é que o Brasil, por exemplo, levou o time inteiro do Inter, que cedeu sua equipe titular para a disputa dos jogos. A França tinha vários jogadores locais, porém nenhum nome exatamente muito conhecido do grande público.

Mas houve um fato que não dá para deixar de passar em branco. Boa parte dos países da Cortina de Ferro deu o troco no boicote liderado pelos Estados Unidos em Moscou 1980 e não foi para Los Angeles 1984. Com isto, as seleções que dominavam o futebol olímpico até então, como Hungria, União Soviética, Polônia, Alemanha Oriental e outros não mandaram delegação, deixando o caminho livre para quem ia para os torneios anteriores com atletas de base.

Os Bleus, no grupo A com Noruega, Catar e o Chile, estrearam em Annapolis no dia 29 de julho contra o Catar. O duelo, numa belíssima partida, terminou empatado por 2 a 2, gols de Garande e Xuereb para os franceses e Al-Mohamedi marcando os dois dos cataris. Dois dias depois, eles bateram a Noruega por 2 a 1, com dois gols de Brisson para os Bleus e Ahlsen para os noruegueses, em Boston. Fecharam a fase de grupos empatando com o Chile por 1 a 1, em Annapolis, com Santis marcando para a Roja e Lemoult empatando para os europeus. França e Chile terminaram com 4 pontos, mas os franceses terminaram a frente pelos gols marcados.

No mata-mata, no dia 5 de agosto, no famosíssimo Rose Bowl, em Pasadena, no dia 5 de agosto, a França enfrentou o Egito e venceu por 2 a 0 numa bela atuação de Xuereb, que marcou dois gols na vitória de 2 a 0 em cima dos africanos. Com isso, veio a classificação para enfrentar a Iugoslávia nas semis, num dos jogos mais duros até então.


Disputada no dia 8 de agosto, a semifinal, no Rose Bowl, foi um dos jogos mais absurdos daquela olímpiada. Na prorrogação, a França venceu por 4 a 2, na prorrogação, com gols de Bijotat, Jeannol, Lacombe e Xuereb. Cvetkovic e Deveric fizeram os gols iugoslavos. A decisão seria contra o Brasil, num jogo complicado contra a Amarelinha, que queria o inédito ouro.

Disputada de novo no Rose Bowl, a final foi no dia 11 de agosto e bastante disputada. O time francês, porém, decidiu o jogo em cinco minutos na segunda etapa, primeiro com um gol de Brisson, aos 10' e depois com o artilheiro Xuereb, aos 15'. A França saiu com o ouro e com um dos artilheiros, justamente Xuereb, com cinco gols, junto a Deveric e Cvetkovic, da Iugoslávia. Este é até hoje o único ouro olímpico do futebol masculino para os franceses, que tentam novamente em 2020, apesar do time mais fraco.

Júnior no Torino - Onde o lateral começou a virar o maestro

Foto: arquivo

Júnior com a camisa do Torino

Nesta terça-feira, dia 29 de junho, Leovegildo Lins da Gama Júnior, ou simplesmente Júnior, está completando 67 anos. Um dos maiores ídolos da história do Flamengo, o ex-lateral-esquerdo e meia também atuou no futebol italiano e um dos clubes que ele defendeu na 'terra da bota' foi o Torino.

Nascido em João Pessoa, na Paraíba, Júnior foi novo para o Rio de Janeiro e começou jogando na praia, pelo Juventude. Também teve passagem pelo futsal, defendendo o Sírio Libanês. Em 1973, foi para o Flamengo, onde passou a atuar mais sério pelo campo e onde virou ídolo. Atuou na meia e lateral-direita até se firmar na esquerda. Chegou também à Seleção Brasileira, onde disputou a Copa do Mundo de 1982.

Depois do Mundial, o mercado do futebol italiano foi aberto e teve um boom de jogadores estrangeiros e Júnior foi um deles, chegando no Torino em 1984. Por aproximadamente 2 milhões de dólares, o time italiano adquiriu o lateral brasileiro, de 30 anos, para ser a principal peça de seu time.

Com uma idade mais avançada, Junior pediu para ser deslocado para atuar mais avançado, preservando-se mais para poder continuar sua carreira por mais tempo. Passou a ser chamado também de Leo Junior e virou o Maestro, assim como ficou conhecido no Brasil no fim da carreira.

E foi assim, atuando no meio de campo, que logo no ano de sua estreia, conduziu o time de Turim ao vice-campeonato italiano. Ele marcou sete gols e foi, ao lado do meio-campista Giuseppe Dossena, o maestro do time treinado por Luigi Radice. Não a toa ele foi eleito o melhor jogador daquele campeonato, que contava com jogadores do quilate de Maradona, Platini, Rummenigge, Falcão e Zico (os dois brasileiros já de despedida).

O primeiro ano de Júnior na Itália, apesar da idolatria da torcida do time de Turim, teve também algumas turbulências sérias. Ele sofreu racismo em duas oportunidades. O primeiro caso aconteceu em um duelo contra o Milan, onde foi insultado durante toda a partida no San Siro, sendo ainda alvo de mais xingamentos e cusparadas quando saía do estádio ao lado de seus parentes. Na outra ocasião, sofreu com torcedores da Juventus que levaram ao dérbi faixas ofensivas ao jogador, mencionando principalmente a cor de sua pele. Como resposta, a torcida do Torino levou cartazes de apoio, com os dizeres "Melhor negro do que juventino".


Em seu segundo ano pelo clube, Júnior manteve seu futebol de alto nível, sendo novamente a principal peça de um Torino que chegou ao quarto lugar da Serie A. Júnior foi para a Copa do Mundo de 1986, no México, e na Seleção também foi deslocado para a meia.

Em 1987, alguns desentendimentos com o treinador Luigi Radice o fizeram ser negociado com o Pescara, que tinha acabado de subir para a Série A. Em 1989, voltou para o Brasil, onde defendeu novamente o Flamengo. Jogou o 'fino da bola' em 1992, ajudando o Rubro Negro a conquistar o Brasileirão. Encerrou a carreira no ano seguinte, teve algumas oportunidades como treinador e atualmente é comentarista.

Contra o Santos da Jamaica, em 1984, o último jogo de Sócrates pelo Timão

Com informações de A Gazeta Esportiva
Foto: arquivo

Sócrates se despediu do Corinthians em um jogo na Jamaica

A despedida de Sócrates do Corinthians completa 37 anos nesta quarta-feira. No dia 10 de junho de 1984, o Timão realizou um amistoso contra o Santos, da Jamaica, no Estádio Nacional de Kingston e perdeu por 2 a 1. O autor do único gol da equipe brasileira foi justamente o camisa 8, que balançou as redes pela última vez com a camisa do Alvinegro.

O gol de Sócrates foi o primeiro da partida. No entanto, os jamaicanos buscaram a virada, com gols de Donovan Downer e Thompson, e evitaram o triunfo do Corinthians na despedida de um dos grandes ídolos de sua história.

O Corinthians foi a campo com Carlos; Ronaldo, Paulo, Juninho, Aílton, Biro-Biro, Sócrates, Luís Fernando (Dicão), Ataliba (Gallo), Casagrande e Eduardo Amorim (Wágner). Hélio Maffia era o treinador da equipe.

Magrão, como era conhecido por conta de seu porte físico, disputou um total de 297 partidas pelo Alvinegro, somando 172 gols e participando de três conquistas do Campeonato Paulista, nos anos de 1979, 1982 e 1983.

Além dos feitos dentro de campo, Sócrates ficou conhecido por seu engajamento político. O ex-jogador teve participação ativa no movimento "Diretas Já", em 1980, que clamava por eleições diretas para a Presidência da República. O ídolo do Timão também foi um dos idealizadores da "Democracia Corinthiana".


Sócrates faleceu aos 57 anos no dia 4 de dezembro de 2011. A data ficou marcada na história do Corinthians. Afinal, além a perda de uma importante figura de sua história, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro após um empate em 1 a 1 contra o Palmeiras.

Zé Sérgio no Santos FC

Foto: Revista Placar

Zé Sérgio ficou dois anos no Santos

Um dos grandes pontas-esquerdas revelados no futebol brasileiro, Zé Sérgio está completando 64 anos neste 8 de março de 2021. Ídolo no São Paulo, ele teve uma boa passagem pelo Santos, ainda que já sofria com lesões, entre 1984 e 1986.

José Sérgio Presti nasceu em São Paulo e começou no Futsal, antes de ir para o Futebol de Campo, iniciando no Tricolor Paulista, onde se profissionalizou em 1976, com 19 anos. Muito habilidoso e rápido, Zé Sérgio logo tornou-se um dos grandes atletas do futebol brasileiro, chegando à Seleção e sendo considerado o melhor jogador do país em 1980.


Porém, Zé Sérgio começou a sofrer com lesões e de titular nas Eliminatórias, ficou de fora da convocação final para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Em 1984, mesmo sendo ídolo no Tricolor, a diretoria do São Paulo o negociou com o Santos.

E no início pelo Peixe, Zé Sérgio recuperou o seu bom futebol, sendo uma das peças fundamentais no título do Paulistão de 1984, fazendo, inclusive, a jogada do gol do título, marcado por Serginho Chulapa, que foi o seu companheiro também no São Paulo.

O bom futebol de Zé Sérgio conquistava novos fãs. Inclusive, um garoto japonês das categorias de base do Santos, que passou a considerar o ponta esquerda como sua maior inspiração: Kazu Miura. Por isso até Zé Sérgio acabou indo para o Japão anos depois.


Apesar do bom início pelo Santos, Zé Sérgio, com o passar do tempo, passou a sofrer novamente com as lesões e em 1986 foi negociado com o Vasco, onde ficou até 1987. No ano seguinte, foi para o Japão, quando o futebol no país asiático ainda era amador, ficando no Hitachi até 1991, quando encerrou a carreira. Voltaria ao clube japonês em 1995, já se chamando Kashiwa Reysol, já profissionalizado, sendo técnico.

A carreira de treinador seguiu, com ele trabalhando nas categorias de base do São Paulo e da Ponte Preta. No time campineiro, chegou a dirigir o time principal algumas vezes, entre 2012 e 2013, como interino. Atualmente, comanda a sua própria escolinha.

Enéas no Palmeiras

Com informações do UOL
Foto: arquivo

No Palmeiras, Enéas marcou 28 gols em 93 partidas

No dia 27 de dezembro de 1988 o mundo do futebol perdia um de seus grandes talentos: Enéas. Um dos maiores jogadores da história da Portuguesa, se não for o maior, e com passagem pelo futebol italiano, o atacante defendeu o Palmeiras entre 1981 e 1984, quando vivia com problemas em seu joelho.

Nascido em São Paulo, no dia 18 de março de 1954, Enéas de Camargo começou no futebol já na Portuguesa de Desportos, onde foi lançado na equipe profissional com apenas 17 anos. era um jogador que às vezes "dormia" em campo. Mas todos sabiam que Enéas era talento puro. Era ótimo finalizador e capaz de jogadas geniais, que muitas vezes decidiam uma partida.

A diretoria da Portuguesa sempre criou vários obstáculos para negociá-lo, por isso, talvez, Enéas não tenha tido mais chances na seleção brasileira. Aliás, com a camisa canarinho, o meia-atacante realizou sete jogos e marcou dois gols. Em 1979, ele teve seu passe negociado com o Bologna, da Itália. No Velho Continente, Enéas não conseguiu brilhar, foi para a Udinese, onde nem jogou, e em 1981 acabou desembarcando no Palmeiras.

Com um filho pequeno, dificuldades de adaptação e uma lesão no joelho, Enéas preferiu retornar ao Brasil a permanecer na Itália, onde não seria aproveitado pela Udinese. E ele retornou para ser reforço do Palmeiras, que tentava acabar com o jejum de títulos desde o Paulista de1976.

Ao todo, marcou 28 gols em 93 partidas, mas o Palmeiras não conseguiu nenhum título. Seu último jogo pelo clube foi a derrota para o Corinthians na semifinal do Paulista de 1983, quando foi reserva e entrou após o intervalo.


A saída do Palmeiras em baixa acabou fazendo de Enéas um andarilho da bola no fim de carreira, com passagens por XV de Piracicaba, Juventude, Desportiva, onde conquistou seu último título no Campeonato Capixaba de 1986, além do Ponta Grossa e da Central Brasileira de Cotia, seu último clube, na terceira divisão paulista.

Em 22 de agosto de 1988, sofreu um grave acidente de carro na Avenida Cruzeiro do Sul, em São Paulo, e foi internado, em coma, com uma luxação na coluna cervical. Morreria quatro meses depois, em 27 de dezembro, aos 34 anos, vítima de uma broncopneumonia.

A estreia de Maradona pelo Napoli

Foto: arquivo

Maradona mudou a história do Napoli, mas estreou pelo clube com uma derrota

A relação de torcida e ídolos no futebol é marcante. E há exatos 36 anos iniciava-se uma dessas grandes histórias. Em 16 de setembro de 1984, no Estádio Marcantonio Bentegodi, em Verona, o Napoli fazia o seu primeiro jogo no Campeonato Italiano, temporada 1984/195, contra o Hellas Verona, e perdia por 3 a 1. Porém, com a camisa 10 do time italiano estreava Diego Armando Maradona, e marcava o início de uma nova era para a equipe do sul do país da bota.

Depois de começar no Argentino Juniors e ter chegado no Boca Juniors em 1981, foi contratado pelo Barcelona meses depois, já com a fama de ser um dos maiores jogadores do mundo. No Barça, teve altos e baixos, e com as frequentes discussões com importantes diretores do clube e as brigas dentro de campo desgastaram a imagem de Maradona na Espanha. A solução foi negociá-lo com o Napoli.

Por valores recordes, "El Pibe de Oro" deixou a Catalunha e foi para Nápoles. Apesar de ter uma torcida apaixonada, o Napoli, até então, era uma equipe que buscava sucesso, mas ainda não tinha um scudetto. A esperança de todos era que com Maradona, a equipe desse esse salto de qualidade.


Porém, na primeira temporada não foi o que aconteceu. Na estreia, a derrota por 3 a 1 para o Hellas Verona. E não estranhe, o adversário do primeiro jogo de Maradona do Napoli tinha uma grande equipe na ocasião e conquistou o Campeonato Italiano naquela temporada, até hoje o único do Hellas Verona.

Porém, em meio a altos e baixos, a temporada 1984/1985 do Napoli acabou sendo mediana. Com 10 vitórias, 13 empates e sete derrotas, a equipe ficou apenas na oitava colocação. No campeonato seguinte, os napolitanos deram uma ligeira melhorada, subindo para o terceiro posto.

Porém, os que apostavam que Maradona mudaria a história no Napoli estavam certos. Na temporada 1986/1987 veio o tão sonhado scudetto, o que foi repetido em 1989/1990, com dois vice-campeonatos no meio. Além disso, Maradona ajudou o Napoli na conquista da Copa Itália de 1986/87, da Supercopa da Itália de 90 e da Copa da Uefa da temporada 1988/89.

Maradona sendo apresentado no Estádio San Siro

Todo este sonho terminou em 24 de março de 1991, quando se despediu do time italiano com uma derrota por 4 a 1 para a Sampdoria, partida na qual marcou o gol de honra de sua equipe. O craque argentino vivia com problemas com drogas, acusados em exames anti-dopping, e foi para o Sevilla, da Espanha. "El Pibe de Oro" disputou 259 jogos pelo Napoli e fez 115 gols.
Proxima  → Inicio

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações