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Wamberto e sua passagem pelo Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Walberto jogou no Ajax entre 1998 e 2004

O ex-atacante maranhense Wamberto de Sousa Campos, conhecido popularmente apenas como Wamberto, está comemorando o seu 49º aniversário nesta quarta-feira, dia 13 de dezembro de 2023. Ao longo de sua trajetória profissional, o avançado chegou a defender as cores de vários clubes do futebol europeu após ser revelado no Sampaio Corrêa.

Uma destas equipes foi o Ajax, que contou com seus serviços entre o da década de 90 e o início dos Anos 2000. Sua chegada ao clube de Amsterdam foi concretizada na temporada 1998-99. Logo de cara, recebeu a carinhosa alcunha de “Wampie”.

Permaneceu nos Godenzonen até 2004, ano no qual se transferiu para o futebol belga. Encerrou seu vínculo com a equipe da capital holandesa após 111 partidas disputadas e 30 gols marcados, bons números para o jogador brasileiro.


Além disso, fez parte de três títulos da Eredivisie em 1995, 1996 e 1998, uma Supercopa Holandesa em 1995 e uma Copa dos Países Baixos em 1998. Na sequência de sua carreira, ainda veio a jogar por outros clubes do velho continente até se aposentar em 2010, quando jogava pelo KFC Olympia Wilrijk, da Bélgica.

A passagem de Cristian Chivu pelo Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Chivu teve uma boa trajetória pelo futebol holandês

O romeno Cristian Eugen Chivu, ex-zagueiro e lateral esquerdo romeno popularmente conhecido somente como Cristian Chivu, celebra o seu 43º aniversário nesta quinta-feira, dia 26 de outubro de 2023. Ao longo de sua jornada como jogador profissional, o defensor teve uma boa passagem pelo Ajax entre o fim dos Anos 90 e início dos Anos 2000.

Chegou ao Ajax em 1999, depois de chamar a atenção do clube holandês atuando pelo Universitatea Craiova, clube de sua terra natal. Naquele mesmo ano, foi convocado para jogar pela seleção Sub-20 da Romênia.

No clube de Amsterdam, Chivu ganhou uma boa reputação no setor defensivo. Ronald Koeman, que treinava os Godenzonen, apostou na capacidade de liderança e no talento do romeno dentro das quatro linhas, nomeando Chivu como capitão do time em 2001. 

Liderado por Cristian, o a equipe reinou na Eredivisie por algumas temporadas, tendo companhias de jogadores como van der Vaart e Ibrahimović ainda jovens. No ano seguinte, o defensor foi crucial na respeitável campanha na Liga dos Campeões em 2002, quando o time chegou até as quartas de final.


Em 2003, recebeu sondagens de vários times, sendo um deles a Roma, clube onde se transferiu por 18 milhões de Euros. Encerrou o seu vínculo com a equipe holandesa após 142 partidas disputadas e 13 gols marcados de acordo com o site ogol.com.

Antes de se aposentar, o romeno ainda veio a atuar pela Internazionale de Milão entre 2007 e 2014.

Zlatan Ibrahimovic e sua passagem pelo Ajax

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ajax foi o primeiro clube que Ibrahimovic defendeu fora da Suécia

Zlatan Ibrahimovic, considerado o maior jogador sueco da história do futebol, foi e ainda é um grande personagem, mas sempre representou dentro de campo, sendo um excelente centroavante. Com passagens por diversos clubes, o jogador fez muito sucesso por onde passou, e no Ajax não foi diferente. 

O jogador nasceu em Malmo, na Suécia, no dia 3 de outubro de 1981, e começou no esporte aos 10 anos, quando chegou ao FBK Flaag. Aos 13 anos, assinou com o grande clube da sua cidade natal, o Malmo, e pensou diversas vezes em abandonar o futebol por causa de divergências com os treinadores. 

Desde de jovem, Zlatan mostrava a sua personalidade forte, sempre tentando impor o seu jeito. o jogador rodou por alguns clubes na categoria de base até retornar ao Malmo, quando fez um contratado com determinação de acabar os seus estudos. 

Aos 18 anos, o jogador chegou ao profissional da equipe, e mesmo muito jovem ganhou a vaga de titular. Zlatan mostrava personalidade dentro de campo, sendo muito forte fisicamente, se impondo na defesa adversária, além da grande habilidade e da elasticidade, que chamava a atenção. 

Em sua primeira temporada (1999-00) foi muito importante para o clube, sendo o grande protagonista da equipe no acesso à primeira divisão do campeonato nacional. Depois de grandes atuações, o treinador do Arsenal, Arsène Wenger, pediu a contratação do jovem para a diretoria. 

Porém, a diretoria resolveu convidá-lo para um período de testes, para que assim fosse feita uma avaliação. A resposta que a diretoria teve do atleta foi: “Zlatan não faz testes”, mostrando novamente toda sua personalidade. 

Com a negativa do Arsenal, o jogador permaneceu no Malmo por mais um temporada, continuando as grandes atuações. Em 2001, o técnico do Ajax, Leo Beenhakker, pediu a sua contratação, e a diretoria do clube foi em busca do centroavante. 

O Ajax contratou Zlatan por 18 milhões de euros, o que fez dele o jogador sueco mais caro da história. Porém, o centroavante não conseguiu ter uma adaptação rápida, e acabou sofrendo muito para ter espaço, muito por causa do seu comportamento. 

Em uma partida contra o Groningen, Zlatan deu um soco no pescoço do adversário, e tomou uma suspensão de cinco jogos. O jogador acabou passando a primeira temporada praticamente no banco, sem grandes chances, e a imprensa desportiva da sueca denominou-o como “jogador mais sobrevalorizado”, o que não agradou o atleta e fez o jogador ter uma péssima relação com a imprensa de seu país. 

Mas em sua segunda temporada, as coisas mudaram, principalmente por causa da chegada do treinador Ronald Koeman, que ajudou o atleta a se desenvolver rapidamente. O técnico foi muito importante para a mudança de chave do centroavante no Ajax.

Aos poucos entendeu o que o treinador pedia e foi ganhando mais espaço, até se tornar titular da equipe. Na final da Copa dos Países Baixos de 2002, o jogador marcou o gol de ouro, aos 3 minutos da prorrogação, contra o Utrecht, dando o título ao Ajax. 


Com o gol na final, Zlatan ganhou moral na torcida e dentro de campo, firmando seu nome como titular absoluto. Na mesma temporada, a equipe também foi campeão neerlandês, com o centroavante sendo importante, fazendo gols em partidas decisivas. 

Em sua terceira e última temporada (2003-04), o jogador continuou sendo importante, e começou a chamar a atenção de grandes clubes do futebol europeu. Zlatan foi extremamente importante na conquista da Eredivisie, fazendo gols importantíssimos.

Depois de dois anos em altíssimo nível, o jogador recebeu propostas de alguns clubes e acabou aceitando o da Juventus. Zlatan deixou o Ajax após 110 partidas e 48 gols.

A passagem de Johan Neeskens no Ajax

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Neeskens no Ajax

A Holanda teve no começo dos anos 1970 uma das seleções mais brilhantes da história do futebol, que para o azar do esporte não ganhou a Copa do Mundo. Boa parte da alma desse time foi construída no espetacular time que o Ajax montou nos anos 1970, que contava com a base daquela equipe brilhante que encantou o mundo em 1974 e 1978. Além do sempre lembrado Cruyff, o outro grande nome daquele time foi o meia Neeskens, que completa 72 anos neste dia 15 e teve ótima passagem no Ajax. 

Johan chegou ao Ajax observado por Rinus Michels, fazendo um grande campeonato na lateral direita pelo RCH. Foi por lá inclusive que ele começou sua passagem pelo time da capital dos Países Baixos, endo basicamente titular em toda a campanha da Liga dos Campeões de 1970/1971, inclusive na final da Liga dos Campeões diante do Panathinaikos. Já se tornou titular na equipe desde o começo de sua passagem.

A partir da temporada 1971/1972 passou a jogar mais no meio-campo, posição onde se consagraria e viraria um dos maiores jogadores da história do futebol. Já na temporada seguinte foi destaque de um time dos Godenzonen que ganhou um triplete. Contribuiu com várias partidas espetaculares para que o gigante de Amsterdam vencesse tudo que lhe era possível naquela temporada. 


Na temporada seguinte, seguiu sendo destaque de um time que mais uma vez levantou mais de um título na temporada, com as conquistas da Liga dos Campeões e do Campeonato Holandês. Curiosamente, sua melhor temporada individualmente pelo clube terminou sem nenhuma grande conquista, quando ele marcou 15 gols nos 33 jogos que fez no biênio de 1973/1974, que ainda assim foram insuficientes para ganhar a Liga dos Campeões ou o Campeonato Holandês. Suficientes, porém, para ir a Copa do Mundo. 

Em 1974, encerrou sua passagem pelo Ajax, curiosamente indo junto a Rinus Michels e seu colega Cruyff para o Barcelona. Foram 150 jogos com a camisa dos Godenzonen, com 35 gols marcados ao longo de quatro anos no clube da capital holandesa. Foram 10 títulos conquistados em seu período no clube, uma média altíssima de três conquistas por temporada. 

A passagem de Nwankwo Kanu pelo Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Nwankwo Kanu jogou no Ajax nos Anos 90

Nwankwo Christian Nwosu Kanu, ex-atacante nigeriano, está celebrando o seu 47º ano de vida nesta terça-feira, dia 1º de agosto de 2023. No decorrer de sua carreira, o jogador africano defendeu as cores do Ajax entre o começo e o meio dos Anos 90.

Esta passagem do centroavante pelos Godenzonen aconteceu entre 1993 e 1996, depois de ser revelado pelo Federation Works em 91, e jogar também no Iwuanyanwu Nationale, atualmente conhecido como Heartland Football Club, no ano seguinte. Chegou ao clube de Amsterdam após se destacar na Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 93 pela Seleção da Nigéria.

Nas quatro temporadas em que vestiu a camisa do time holandês, viveu grandes momentos dentro em campo. Segundo o site ogol.com, o artilheiro nigeriano disputou 74 partidas e balançou as redes adversárias em 27 ocasiões. Conquistou três Eredivisie (1993–94, 1994–95 e 1995–96); uma Supercopa da UEFA (1995); uma Copa Intercontinental (1995) e uma Liga dos Campeões da UEFA (1994–95).


Logo depois de deixar os Amsterdammers, Nwankwo ficou muito conhecido pela conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 96, torneio no qual a Nigéria despachou a favorita Seleção Brasileira na semifinal. Na ocasião, os africanos estavam perdendo por 3 a 1, chegaram ao empate e venceram no gol de ouro. Kanu foi o grande destaque e marcou dois gols na partida. A Nigéria foi a medalha de ouro, batendo a Argentina na decisão.

Na sequência da sua trajetória por clubes, o centroavante ainda veio a jogar em equipes como Internazionale, Arsenal e West Bromwich. Encerrou sua jornada profissional em 2012, depois de jogar por seis anos no Portsmouth, da Inglaterra.

Dennis Bergkamp e seu começo pelo Ajax

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Dennis Bergkamp durante sua passagem pelo Ajax

Dennis Nicolaas Maria Bergkamp, nasceu em Amsterdã, no dia 10 de maio de 1969, e foi um dos grandes jogadores do final do século passado da Holanda. O atacante teve passagens por grandes clubes, sendo artilheiro por onde passou e conquistando títulos. E o primeiro deles foi o Ajax.

A sua carreira começou quando chegou com 11 anos para a categoria de base do Ajax, um dos principais clubes do país. Dennis sempre foi um grande destaque quando criança, mostrando a cada ano sua evolução, sendo uma das grandes promessas da Holanda.

Aos 17 anos, ele estreou no profissional, quando Johan Cruijff, o melhor jogador de todos os tempos da Holanda, o colocou em campo na partida contra o Roda JC Kerkrade no dia 14 de dezembro de 1986, e a equipe venceu por 2 a 0.

O seu primeiro gol aconteceu no dia 22 de fevereiro de 1987, em uma goleada por 6 a 0 sobre o HFC Haarlem. Mas ainda naquela temporada, não tinha seu espaço garantido, entrava em alguns jogos, tanto que atuou 23 vezes e marcou apenas dois gols. Nesta temporada a equipe ainda conquistou o título da Copa da Holanda, a primeira conquista do jogador como profissional.

Com o tempo o jogador passou a ganhar mais espaço e foi atuando cada vez melhor. Era muito jovem ainda e estava em um processo de crescimento, e isso traz momentos de oscilações, mas Bergkamp conseguiu lidar muito bem.

O jogador foi a cada temporada melhorando e evoluindo até se tornar o principal atacante da equipe. Em 1989 foi onde Bergkamp começou a ter o maior destaque, quando ajudou a equipe a conquistar o título do Campeonato Neerlandês, uma conquista importantíssima.


Bergkamp passou a ser o grande artilheiro do time a partir de 1990, sendo considerado a revelação do país e ganhou outros prêmios individuais. Em 1990–91, 1991–92 e 1992–93 ele foi o artilheiro da Eredivisie, e em 92 e 93 foi o jogador do ano.

Em 1991-92 o artilheiro conquistou mais um troféu importante, dessa vez foi a Liga Europeia. Após esses grandes anos pelo Ajax, Bergkamp chamou a atenção de vários clubes pela Europa, e decidiu deixar o clube em 1993.

Após várias investidas de diversos clubes, o atacante resolveu aceitar a proposta da Internazionale. Bergkamp fez 239 jogos e marcou 122 gols pelo Ajax, se tornando um dos grandes ídolos do clube.

A passagem de Benni McCarthy pelo Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Benni jogou no Ajax no início da carreira

Nascido na Cidade do Cabo, na África do Sul, Benedict Saul McCarthy, muito conhecido apenas como Benni McCarthy, está completando 45 anos de idade neste sábado, dia 12. Nos primeiros anos de sua carreira profissional, o atacante defendeu as cores do Ajax, da Holanda.

A trajetória de McCarthy começou quando se destacou no Seven Stars já muito jovem. Com isso, em 1997, acabou sendo contratado pelo Ajax, que é um dos principais clubes do futebol holandês e também no âmbito continental.

Já na sua primeira temporada no clube de Amsterdam, foi campeão da Eredivisie, contribuindo com nove gols marcados em dezesseis partidas disputadas, e também ajudou a equipe a conquistar a Copa KNVB. Em 1998/99, seu último ano na equipe, tornou a fazer parte do elenco que venceu o bicampeonato seguido do segundo principal torneio do futebol doméstico.

Segundo o site ogol.com, Benedict Saul McCarthy, que também defendeu a Seleção de seu país na maior parte da sua trajetória, disputou um total de 48 jogos pelos Amsterdammers e marcou um 21 gols pela equipe ao longo desta passagem.


Ainda depois de jogar pelo Ajax, Benni McCarthy ainda defendeu clubes como o Celta de Vigo, FC Porto, Blackburn Rovers e o West Ham United. Encerrou a sua carreira como jogador de futebol no Orlando Pirates, da África do Sul, em 2013.

O início de Marco van Basten no Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Marco van Basten jogou no Ajax entre 1982 e 1987

Natural da cidade de Utrecht, Marcel "Marco" van Basten, muito conhecido por ser um dos maiores jogadores da história do futebol holandês, está completando 58 anos de idade nesta segunda-feira, 31. Em seu tempo de atleta, ele defendeu apenas dois times: em deles, foi o Ajax, clube que o consagrou para o futebol mundial.

Tudo começou quando o pai, que foi jogador e incentivava seus filhos a seguirem o mesmo caminho. Por gostar muito de futebol, Van Basten, para se aperfeiçoar, tinha o costume de descrever, através de desenhos, algumas jogadas dos seus grandes ídolos, dentre eles, Johan Cruijff a Didier Six. E foi justamente no Ajax, do próprio Crujiff, que ele estreou em 1982.

Seu primeiro aparecimento dificilmente poderia ser melhor. Isso porque, ele entrou em campo durante a partida, no lugar de Cruijff e fez um gol. Aos poucos, essa troca passou a ser frequente, e com o tempo, o garoto ganhou o carinho dos torcedores do Ajax e também da Seleção da Holanda, na qual debutou no ano de 1983.

Com uma grande noção de posicionamento, postura imponente e muito elegante, velocidade e um grande espírito coletivo, além de também ter um enorme faro de gol como característica. Logo na sua primeira temporada como atleta profissional, Marco ajudou o time de Amsterdam a conquistar a Eredivisie. Naquela época, outros dois fatores já eram evidentes: uma era sua amizade com Frank Rijkaard, e a outra, a sua fragilidade exposta em suas pernas longas e também de poucos músculos, algo que foi notado pelos zagueiros adversários rapidamente.

No decorrer do tempo, Van Basten foi se irritando com o zagueiros adversários pelas fortes divididas e passou a "revidar" as pancadas que levava. Numa dessas, levou a pior quando sofreu a sua primeira lesão mais séria no tornozelo, em um jogo válido pelo Campeonato Holandês. Depois disso, passou a usar arma da humilhação perante os rivais, como se fosse uma "revanche".

Ainda no Ajax, venceu o campeonato e a copa nacional na sua segunda temporada e a última de Cruijff como atleta dos Godenzonen. A terceira vez que ganhou a Eredivisie foi em 1985, e no ano seguinte, ficou marcado por duas vitórias, sendo elas, a nova conquista na Copa Holandesa e a volta de Johan Cruijff, mas como treinador. Na temporada 1986/87, exatamente quatorze anos depois de conquistar o seu último título de Copa dos Campeões da UEFA, o Ajax ficou muito perto de ficar um troféu de âmbito continental, já que o time da capital neerlandesa chegou na  decisão da Recopa Europeia, que era considerada a segundo taça interclubes mais cobiçada no continente. Pouco antes da bola começar a rolar na final, que seria disputada diante do Lokomotive Leipzig, time da Alemanha Ocidental, teve de ouvir a pesada frase de Cruijff: "se você não vencer, eu destruo você". Van Basten não se intimidou, balançou as redes na marca dos 21' da primeira etapa e levou os Amsterdammers à gloria.


Esta conquista acabou sendo o seu ápice no Ajax, clube onde se sagrou como o maior goleador do campeonato nacional desde 84. Isso fez com que o Milan, um clube gigante do futebol italiano que vinha passando por um momento de reconstrução após dois rebaixamento para a Serie B lá no começo da década de 80, resolveu contratá-lo.

Com isso, se despediu do time holandês com 174 partidas disputadas e 154 gols anotados neste período de cinco anos. Depois de ter pendurado as chuteiras em 93, Marco van Basten chegou a voltar ao clube de Amsterdamm, mas para assumir o cargo de treinador, assim como Cruijff, um de seus maiores ídolos.

Márcio Santos e sua passagem decepcionante no Ajax

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Márcio Santos chegou em um Ajax badalado, mas não foi bem na Holanda

Um dos pilares da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, entrando para a seleção da competição, completa 53 anos. Márcio Roberto dos Santos, mais conhecido como Márcio Santos, nasceu no dia 15 de setembro de 1969, em São Paulo, e se tornou um grande zagueiro.

O jogador iniciou sua carreira em uma equipe pequena do seu estado, o Novorizontino, mas logo depois já foi para times grandes do Brasil. O zagueiro passou por Internacional e Botafogo, até ir para o futebol Europeu em 1992, para jogar no Bordeaux, da França.

Márcio ficou dois anos na França e depois da sua grande Copa do Mundo, acabou se destacando muito e alguns times maiores tentaram a sua contratação. A Fiorentina que estava voltando da segunda divisão conseguiu a contratação do jogador, porém, por lá ele acabou sucumbindo junto com o time.

Mesmo com uma temporada ruim, o zagueiro ainda estava em alta pelo que tinha feito na França e na Seleção, por isso o Ajax, no meio de 1995, o contratou. A equipe holandesa vivia anos de muitas conquistas, havia ganho no ano anterior a Champions League e Mundial de Clubes, além de ficar sem perder muitos jogos.

A equipe era formada por grandes jogadores, era praticamente uma seleção, porém aquela geração já estava em seu final na equipe. Mesmo assim, o zagueiro atuou com Kluivert, Davids, Seedorf, Overmars, Litmanen, Reizeger, os irmãos de Boer e o Rikjard em final de carreira.

Tinha tudo pra dar certo e seu início foi muito positivo na equipe, ganhando elogios da mídia local e do treinador. Porém as coisas começaram a mudar quando o jogador foi convocado em outubro para um amistoso pela seleção brasileira. Na partida, Márcio acabou se lesionando e voltou sem poder jogar no Ajax.

O atleta teve que ficar por seis meses fora dos gramados e isso fez com que ele perdesse espaço. Em sua volta não conseguiu se firmar no time titular e acabou tendo problemas com o técnico Louis van Gaal, que era uma das grandes estrelas daquela equipe.


Por conta de toda a situação, já se sabia que o atleta não ficaria para a próxima temporada na equipe holandesa. Mesmo assim, ele atuou em algumas partidas ainda e no seu último jogo acabou sendo expulso com 17 segundos de jogo, pois acabou perdendo a bola e teve que segurar o jogador do PSV que ficaria na cara do gol.

Chegando ao final da temporada, o atleta acabou não permanecendo mesmo na equipe holandesa e acabou decidindo voltar ao futebol brasileiro. Em 1997 ele volta para atuar no Atlético Mineiro e depois rodou por outros clubes até encerrar a carreira na Portuguesa Santista, em 2004.

A passagem de Finidi George pelo Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Finidi defendeu o Ajax por três temporadas

Finidi George, conhecido também como George Finidi, está completando o seu 51º aniversário nesta sexta-feira, dia 15 de abril de 2022. Por este motivo, hoje vamos relembrar a passagem do ala pelo Ajax, que aconteceu entre os anos de 1993 e 1996.

Nascido em Port Harcourt, que além de ser uma capital, é considerada a maior cidade do estado de Rivers, localizada na Nigéria, Finidi defendeu três clubes de seu país antes de rumar para a Europa. Em 89, jogou no Calabar Rovers. No ano seguinte, atuou pelo Nacional de Iwuanyanwu e de 91 a 93, esteve nos Tubarões.

Foi então, que na metade de 1993, George chegou a Holanda para defender o AFC Ajax. Junto com ele, foi o seu compatriota Nwankwo Kanu. Naquele momento, ambos ainda jovens, chegavam a uma equipe que já contava com grandes nomes do futebol como van der Sar, Overmars, Davids, Blind, Seedorf, Rijkaard, Litmanen, Kluivert, além dos irmãos De Boer. Todas esta peças estavam sendo orquestradas por ninguém mais ninguém menos do que Louis van Gaal, que levou o clube de Amsterdam ao topo do mundo em pouco tempo.

O processo de adaptação do ala com o time holandês foi mais rápido do que se imaginava. Marcou quatro gols em 27 jogos disputados e ajudou os Godenzonen a conquistar Eredivisie daquela temporada. Nos dois anos seguintes, Finidi voltou a ser uma peça importante para que a equipe da capital holandesa também conquistasse a principal competição nacional. Além disso, atuando como titular, jogou algumas finais seguidas. Inclusive, a final da UEFA Champions League da temporada 94-95, que acabou sendo vencida pelo clube de Amsterdam na final sobre o Milan.


Assim que saiu do Ajax, ainda defendeu equipes como o Real Betis, Mallorca e Ipswich Town. Depois de sua segunda passagem pelos Piratas, encerrou sua carreira como jogador de futebol profissional em 2004, com 33 anos de idade.

Aron Winter e seu início de carreira vitoriosa no Ajax

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Aron Winter no Ajax

Um dos grandes volantes neerlandês completa hoje 55 anos. Aron Mohamed Winter, nasceu no dia 1 de março de 1967 em Paramaribo, no Suriname. O jogador chegou para jogar na categoria de bases do Ajax e subiu para a equipe profissional em 1986, a partir de sua estreia o grande jogador começou a fazer história no clube.

Em 1986, o jogador estreou no profissional contra o FC Utrecht, o volante entrou no lugar de Frank Rijkaard. A partida terminou em 3 a 0 para o Ajax e o último gol do jogo foi do Winter. Mesmo sem espaço em seu primeiro ano, o garoto já impressionava a todos por seu estilo de jogo.

Em 1987, ele ganhou a titularidade da equipe, se tornando uma das peças chaves da equipe. Em seu início, o Ajax não estava vivendo um bom momento, pois seu rival PSV estava comandando o futebol holandês na época, então não conseguia conquistar títulos relevantes, mas isso começou a mudar.

Na temporada de 1988, a equipe continuou sem conquistar nenhum título, mas o jogador continuou com moral no time. A partir da próxima temporada, 1999, tudo mundo. O Ajax conseguiu bater seu rival, após grande temporada, a equipe foi campeão neerlandês. Foi um campeonato muito difícil, e o time de Winter terminou com um ponto a frente na liderança.

Na temporada de 1990, o Ajax novamente passou em branco, mas na temporada seguinte foi recompensado com o grande título de Winter pelo clube. Em 1991, a equipe holandesa conseguiu o grande feito na Europa de ser campeão da Copa da Uefa, se tornando o grande título da primeira passagem do jogador pelo clube.


Após a temporada vencedora, o jogador saiu da equipe e se transferiu para o futebol italiano, que na época era referência na Europa. Winter foi atuar na Lazio, um grande time naquele momento e também fez história por lá.

Inter e Liverpool farão duelo de gigantes na pesada quarta-feira da Liga dos Campeões

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/UEFA

O último confronto ocorreu em 2008

As oitavas de final da Liga dos Campeões, além desta terça-feira, terão jogos na quarta, dia 16, onde reserva os embates mais pesados destas oitavas de final, seja por peso histórico ou por peso do confronto. Inter e Liverpool, gigantes em seus países, duelam na mesma fase e no mesmo dia em que Ajax e Benfica e Manchester e Atlético de Madrid. Um dia pesadíssimo da principal competição de clubes do Velho Mundo.

RED BULL SALZBURG X BAYERN: o Bayern tem uma das melhores linhas ofensivas do planeta e é capaz de decidir um jogo em poucos minutos. O gigante alemão terá pela frente o Red Bull Salzburg, bom time que chega pela primeira vez ao mata-mata como time da gigante dos energéticos. É difícil imaginar que o Bayern não passe com duas goleadas, pois o time alemão é muito superior ao seu adversário austríaco, que já foi mais longe do que se esperava.

BENFICA X AJAX: outro classificado do grupo do Bayern, o Benfica se aproveitou da terrível fase do Barcelona para ir as oitavas de final eliminando o time catalão. Porém, a equipe lisboeta possui diversas fragilidades nítidas e terá pela frente um adversário que pratica um dos melhores, se não o melhor futebol do planeta. O Ajax parece jogar por música e por poesia e deve atropelar o tradicional time português sem dificuldades. Os Gondozen são um dos favoritos ao título europeu e não será surpresa se levarem a quinta orelhuda.

ATLÈTICO DE MADRID X MANCHESTER UNITED: o duelo entre ingleses e espanhóis é provavelmente o outro grande confronto aberto dessas oitavas de final. Ambos os times atravessam fases ruins, porém possuem elencos estrelados e capazes de render em uma competição de mata-mata. De um lado, os Red Devils levam a campo o homem Champions League Cristiano Ronaldo, que sozinho já causa calafrios em colchoneros. Do outro, o Atleti tem o bom e velho futebol lutador de Simeone, jogando como um time de Libertadores na Liga dos Campeões. Não dá para apontar favoritos, por bem ou por mal.


INTERNAZIONALE X LIVERPOOL: sem sombra de dúvidas este é o maior confronto desta fase em relação ao tamanho de cada um dos clubes. O maior time da Inglaterra (ou segundo, caso você considere o United) enfrenta a gigante e atual campeã italiana Inter. Os dois times voltam a se enfrentar depois de 14 anos, quando o Liverpool eliminou uma favorita Inter em 2008. Desta vez, porém, é difícil imaginar que os comandados de Inzaghi possam fazer frente ao colossal time de Klopp, talvez o melhor  da história dos Reds. Os ingleses são favoritos, porém tem de prestar máxima atenção e jogar com máxima intensidade para não terem uma tensa surpresa no San Siro.

Imagens da semana

Por Kauan Sousa

Mais uma semana movimentada no futebol brasileiro e mundial. Teve semifinais da Champions League, Ariel Holan pedindo demissão do Santos, títulos nacionais da Inter de Milão (que não vencia a 10 anos) e Ajax, além de invasão em protesto dos torcedores do Manchester United. Confira.

Manchester City sai na frente na semifinal da Champions


O time inglês venceu o PSG por 2 a 1 na partida de ida da semifinal da Champions League, jogando fora de casa. Com a vitória o City fica muito próximo da sua primeira final na história da competição. Na outra semifinal, em jogo na Espanha, o Real Madrid empatou em 1 a 1 com o Chelsea.

Coletiva de Andres Rueda anunciando o pedindo de demissão de Ariel Holan no Santos


Ainda no início da madrugada de segunda-feira, dia 26 de maio, os setoristas do Santos FC foram surpreendidos com o aviso de entrevista coletiva do presidente do clube, Andres Rueda, pela manhã. O motivo: o pedido de demissão do treinador Ariel Holan após a derrota para o Corinthians, no último domingo.

Inter de Milão é campeã italiana


Com a vitória contra o Crotone no sábado e o empate do Atalanta neste domingo, a Inter de Milão se sagrou campeã do campeonato italiano neste domingo. Faltando quatro rodadas para o fim da competição a Inter abriu 13 pontos de vantagem em relação a segunda colocada Atalanta. Com apenas 12 pontos em disputa a equipe milanesa conquistou seu 19º título em sua história.

Ajax é campeão holandês


Neste domingo o Ajax conquistou o campeonato holandês pela 35ª vez. Faltando três rodadas para o fim da competição, o time de Amsterdã venceu o FC Emmen por 4 a 0, chegou a 79 pontos, 15 a mais do que o vice líder PSV, com nove possível e faturou o título.

Torcida do Manchester United protesta dentro do estádio 


Os torcedores do time de Manchester invadiram o Old Trafford pra protestar horas antes do clássico contra o Liverpool. A manifestação foi feita para pedir a saída da família Glazer do comando do clube. Por conta das medidas de segurança o jogo foi adiado.

Muito prazer: Ajax!

Por Lucas Paes

O Ajax da era Johan Cruyff é um dos maiores esquadrões da história do futebol

O futebol, como esporte e fenômeno cultural de massa é uma das coisas mais importantes do mundo. A mais importante entre as menos importantes, já diria o dito popular. Existem alguns times que tiveram importância enorme para que o futebol fosse o jogo que é hoje, desde o Santos de Pelé ao revolucionário Barcelona de Guardiola. Um desses times, o Ajax de Amsterdã, apresentou-se hoje aos mais novos. Pois sem o time que eliminou a Juve nesta terça, em Turim, o futebol não seria o mesmo. 

O feito desse time de garotos, que envergam um peso colossal na camisa que vestem e têm honrado com maestria é enorme. Depois de 22 anos, os Godenzonen estão novamente nas semifinais da Liga dos Campeões. Graças ao talento e ousadia de nomes como De Jong, De Ligt, Zyidch, Dolberg e a dose de ousadia e brasilidade de David Neres. Ten Hag recebe as bençãos de Rinus Michels e Cruyff, de onde eles estejam, para armar um dos times mais interessantes do mundo. É bonito ver esse Ajax jogar. Intrépido e destemido, cresce diante de gigantes.

Angariando uma simpatia semelhante a um time aurinegro que alguns anos atrás encantou a Europa, o Ajax pode ser uma "zebra" no ponto de vista das cifras enormes que sucumbiram diante de seu futebol, mas a camisa e a história são tão pesaadas quanto as dos titãs que ele deixou pelo caminho. A geração mais nova e até a dos nascidos nos anos 1990, como este que vos escreve talvez não tenha noção do tamanho dos Godonzen. Pois bem senhores, este é o Ajax Amsterdã.

Um verdadeiro simbolo do futebol e certamente um dos times mais importantes para a história do esporte, foi na sua base que surgiu boa parte da Laranja Mecânica de 1974, incluindo a lenda Cruyff, que, tanto como jogador quanto como treinador, revolucionou o modo de se pensar futebol. Sem a lendária equipe do Ajax dos anos 1970, muitos dos maiores times da história não existiriam.

A escola do trato carinhoso da bola, somado ao talento, jogo ofensivo e a disciplina tática gerou reflexos que duram até hoje. De certa forma, times como o Brasil de 1982, o Barça de 1992 (treinado por Cruyff), o São Paulo de Tele Santana, entre outros tantos, beberam da fonte de conceitos que o Ajax criou. Além disso, o clube de Amsterdã tem uma filosofia de formação que nunca parou de render frutos e que em 1995 trouxe outro titulo europeu a equipe. Hoje, boa parte do time é formado na base. 

Não é nem preciso ir tão longe. A maior revolução recente no futebol mundial veio por Pep Guardiola, um discípulo de Cruyff. A "forma Barcelona" de jogar é inspiradissima nos conceitos da Laranja Mecânica, ainda que não beba dessa fonte somente. Mas é possível afirmar que sem Cruyff não existiria Guardiola, que modernizou um trabalho de padronização de forma de jogo que já vinha de Johan e que é um dos princípios da formação de jogadores do Ajax.

Por fim, o mais óbvio, não podemos esquecer que o gigante que despertou, pelo menos por enquanto, hoje, tem quatro titulos da Liga dos Campeões, dois mundiais, Recopa Européia, Copa da Uefa... A lista é imensa. A história do Ajax não pode ser desprezada e ignorada. Se apenas provisoriamente ou de uma vez, estamos vendo um titã de volta a seu lugar. Esse, meus caros amigos jovens que talvez não conhecessem é o Ajax, um dos maiores e mais importantes times do mundo.

Vitória do Ajax sobre o Willem II na bela Amsterdam Arena

Por Marcos Coimbra

O Ajax enfrentou o Willem II na Amsterdam Arena e venceu por 3 a 1

Olá pessoal! Olha eu aqui de novo para falar de mais um jogo em minha segunda excursão futebolística pela Europa. Depois de estar na Itália e ter visto a Roma jogar no Estádio Olímpico, a experiência realizada em plena véspera de Natal, dia 24 de dezembro, foi na Holanda, mais precisamente na Amsterdã Arena. O Ajax venceu o Willem II, de virada, por 3 a 1, em bela partida do ex-são-paulino David Neres.

Mas antes de falar do jogo, vamos contar como foi a experiência de estar neste belo local. A Amsterdam Arena talvez seja o primeiro estádio feito com a atual filosofia de entretenimento no futebol. Inaugurado em 1996, ele foi pioneiro na questão de ter lojas de conveniência, praticamente um shopping, assentos confortáveis, arquitetura moderna e acesso fácil ao transporte público. E, apesar de já ter passado 21 anos de sua inauguração, posso garantir que a Amsterdam Arena está entre os melhores estádios do mundo.

Torcida do Ajax marcou presença

Aliás, já digo de antemão que provavelmente foi a melhor experiência que tive ao ver um jogo de futebol na vida. É incrível como tudo funciona perfeitamente. Primeiro, você tem uma estação do Metrô na porta do estádio e eu que saí do Centro da cidade, cheguei ao local com muita facilidade. Do lado de fora da Amsterdam Arena, há um excelente complexo comercial, com lojas, cinema e lanchonetes. Realmente é um conceito que só agora estão pensando em fazer no Brasil.

A estrutura dentro da Amsterdam Arena continua em alto nível. Diversas lanchonetes, banheiros completos, limpos e que no final da partida ainda estão intactos. Até parece que ninguém usou. É incrível como tudo é muito bem cuidado.

Poucos apoiadores do Willem II

Bom, vamos ao jogo: o primeiro tempo foi um bom jogo, com o Ajax, que estava sendo comandado pela primeira vez por Michael Reiziger, ainda como interino, tentando impor o seu ritmo. Porém, o Willem II mostrava ser um time aguerrido, que estava conseguindo travar as investidas do ataque do time local, que conta com o ex-são-paulino David Neres e Justin Kluivert, filho do famoso ex-centroavante holandês Patrick Kluivert.

Os gols só saíram no segundo tempo e para a infelicidade dos torcedores, o Willem II abriu o marcador aos 7 minutos, com Fran Sol. Uma pena que pouquíssimos adeptos do time visitante estavam presentes, pois este seria um belo momento de festa para o time de Tilburgo, que conquistou o Holandês em três oportunidades, sendo a última em 1955.

Um dos melhores estádios do mundo

Porém, mesmo atrás no marcador, a torcida continuou apoiando o Ajax, que chegou ao empate aos 18', em belo chute colocado, de fora da área, de Justin Kluivert. Mais oito minutos e o time da casa virou: David Neres fez belíssima jogada, invadiu a área, deu um drible desconcertante no marcador e só rolou para Dolberg balançar as redes.

E ainda teve mais: aos 35 minutos, após boa troca de passes, David Neres recebeu a bola entre a defesa do Willem II e, na cara do goleiro, bateu e saiu para o abraço. Final de jogo na Amsterdam Arena e vitória do Ajax por 3 a 1. E eu saí feliz de mais um jogo no Velho Continente e se preparando para mais!

As camisas de Clarence Seedorf


Mais um grande jogador do futebol holandês nascido no Suriname, ex-colônia dos Países Baixos na América do Sul, Clarence Seedorf marcou época em todos os times em que passou. Nascido dia 1º de abril de 1976, em Paramaribo, o futebol deste craque esteve longe de ser uma mentira. Pelo contrário!

Surgiu no Ajax, onde fez parte do time que dominou a Europa em meados dos anos 90 e que foi a base da Seleção Holandesa na Copa de 1998, depois jogou por Sampdoria, Internazionale, Milan, Botafogo, além é claro da Laranja Mecânica. Confira as camisas que Seedorf defendeu na carreira:

AJAX


Subiu para o time principal do Ajax em 1992, tornando-se o atleta mais novo a vestir a camisa da equipe na história. Fez parte da geração que dominou o futebol europeu em 1995 e que, depois, seria base da Seleção Holandesa por muitos anos. Apesar de muito novo, chamava a atenção pela frieza e calma dentro de campo. Foi vendido à Sampdoria depois de conquistar todos os títulos possíveis pelo clube, ainda com 19 anos. Pelo Ajax, fez 90 jogos e 11 gols.


SAMPDORIA


Seedorf teve uma rápida passagem pelo clube italiano, de apenas um ano. Apesar de não ter conquistado títulos pelo time de Gênova, seu futebol chamou a atenção de vários clubes e ele acabou indo para o Real Madrid ao fim da temporada. Pela Samp, foram 34 jogos e quatro gols.


REAL MADRID


Apesar de todos saberem que era um grande jogador, foi no Real Madrid que Seedorf transformou-se em um craque mundial. Nos quatro anos de time merengue, confundia os adversários, pois marcava, armava e finalizava com maestria. Pelo Real Madrid, conquistou um título espanhol e um europeu. No total, foram 158 jogos e 20 gols pelo time.


INTERNAZIONALE


Seedorf desembarcou em Milão em 2000, primeiramente para jogar pela Inter. Para a falar a verdade, talvez tenha sido a passagem onde ele teve menos sucesso em toda a sua carreira, apesar que isto está longe de ter atuado mal. Pela Inter, não conquistou nenhum título, mas fez 92 jogos e 14 gols, tendo ido jogar no rival Milan em 2002.


MILAN


Ídolo. Esta é uma palavra que pode resumir a passagem de Clarence Seedorf pelo Milan, mesmo tendo vindo da rival Internazionale. Foram 10 anos de clube, onde ele fez 432 jogos e 62 gols, conquistando duas UEFA Champions League e dois campeonatos italianos, fora os outros títulos de menor expressão. Saiu do clube em 2012, para atender um pedido da esposa. Voltou em 2014 para o clube para ser o treinador da equipe.


BOTAFOGO


Seedorf é casado com a brasileira Luviana que sempre pediu para eles morarem no Brasil. Sempre houve diversos boatos de que ele viria para o Corinthians, mas no meio de 2012, Seedorf desembarcou no Rio de Janeiro, para jogar no Botafogo. Pelo Fogão, o holandês conquistou o Campeonato Carioca de 2013 e foi o principal jogador do time que conseguiu a vaga na Libertadores de 2014. Foram 81 jogos e 24 gols com a camisa do time da Estrela Solitária.


SELEÇÃO HOLANDESA


Seedorf estreou pela Laranja Mecânica em 1994, com apenas 18 anos. Seu ápice na Seleção foi a Copa do Mundo de 1998, onde foi um dos destaques da equipe que, se não conquistou o título, talvez jogasse o futebol mais vistoso daquele mundial. Em 2002, a Holanda ficou de fora da Copa e em 2006, apesar de ter jogado todas as Eliminatórias, abdicou de jogar o torneio "para dar chance aos mais novos", segundo palavras do próprio jogador. Pela Seleção, fez 87 jogos e 11 gols.

O Fogão com a 'pele' do La Coruña

Botafogo teve que usar o uniforme do time da cidade

Na década de 90, era muito comum as melhores equipes brasileiras serem convidadas para disputar torneios de pré-temporada pelo exterior, principalmente na Europa. E com o Botafogo, campeão brasileiro de 1995, não foi diferente. O clube da Estrela Solitária foi chamado para diversas competições.

O Botafogo iniciou o ano de 1996 bem, conquistando a Taça Cidade Maravilhosa, onde disputaram os oito times da primeira divisão estadual da época sediados na capital fluminense. Porém, a continuação para a equipe não foi muito boa. Depois de um início claudicante na Taça Libertadores, o Fogão foi eliminado pelo Grêmio nas oitavas de final. Já no Carioca, o time não chegou à final.

Mas antes do início do Brasileirão, o Botafogo faria uma série de disputas de taças no Brasil e exterior. Antes de sair do país, o Glorioso faturou a Copa Rio-Brasília sobre o Vasco; na sequência embarcou para o Japão, onde conquistou a Copa Nippon Ham contra o Cerezo Osaka; passou pela Rússia e ganhou o Torneio Presidente da Rússia em final com o espanhol Valencia. A última escala seria em La Coruña, para a disputa da tradicional Taça Teresa Herrera.

Além do Botafogo, disputariam a competição a Juventus de Turim, o Ajax e o time da casa, o Deportivo La Coruña. Inicialmente convidado com pompa, o Botafogo foi surpreendido com o tratamento recebido pela organização do torneio. A cota alvinegra por partida era de 50 mil reais, cinco vezes inferior à da Juventus e seis vezes à do holandês Ajax; a delegação dos clubes europeus foi hospedada no hotel mais caro da região enquanto a do Botafogo ficou em um de três estrelas; e todas as equipes ganharam dez bolas idênticas às que seriam usadas na competição, menos os botafoguenses que receberam duas, e diferentes.

Jogadores do Fogão comemorando
com a camisa do Deportivo

Em campo, o Glorioso mostrou que não era um coadjuvante. Na estreia, uma semifinal, o Alvinegro despachou o anfitrião Deportivo La Coruña por 2 a 1. E foi para a decisão contra a forte Juventus, que havia eliminado o Ajax – atual campeão intercontinental e campeão europeu do ano anterior, por expressivos 6 a 0.

Antes da bola rolar para a grande final, entre Botafogo e Juventus, alvinegros do Brasil e da Itália se desentenderam. Tudo começou quando os botafoguenses não aceitaram um pedido dos italianos, que queriam que o limite de substituições na final fosse aumentado de três para cinco. Em represália a Juventus se agarrou ao regulamento que dava ao clube mais antigo o direito de escolher o uniforme das equipes. E como o juiz implicou com a camisa reserva do Bota, preta com mangas listradas, o time carioca foi obrigado a usar o uniforme azul e branco emprestado pelo La Coruña – que seria usado até o fim do jogo, sem direito a troca no intervalo, pois não haviam extras.

A situação humilhante serviu de motivação para os jogadores alvinegros, que fizeram frente ao campeão europeu – e ainda garantiu o apoio dos torcedores espanhóis presentes, que torceram com ardor para a Estrela Solitária. Atrás do placar nada menos do que quatro vezes, o time correu atrás do empate em todas, levou a partida para os pênaltis e conquistou o título.

O primeiro gol da Juve veio aos 23 minutos do primeiro tempo: Del Piero cruzou da direita e Vieri, vencendo a zaga rival, concluiu de cabeça. Na frente, os italianos controlavam as ações no meio-de-campo com tranquilidade, impedindo que os brasileiros criassem, e levaram a vantagem para a etapa final. Mas logo no início do segundo tempo Wilson Goiano recebeu de França, na direita, e fez belo lançamento para Túlio Maravilha, desmarcado como sempre, marcar: 1 a 1.

Os italianos retomaram a dianteira aos 30 minutos, quando Di Livio entrou na área sem marcação, correu até a linha de fundo e tocou para trás, achando Amoruso livre: 2 a 1 para a Juventus. Só que na jogada seguinte o Botafogo conseguiu um escanteio, e após corte da defesa rival França emendou um chute forte, sem defesa, da entrada da área: 2 a 2, resultado que levou a partida para a prorrogação.

A partida foi movimentada e o placar terminou em 4 a 4

O Glorioso voltou a ficar atrás do placar logo aos cinco minutos do tempo extra. Em contra-ataque, Amoruso recebeu livre pela esquerda, entrou na área e fez: 3 a 2. E mais uma vez os insistentes botafoguenses empataram, quando no final da etapa Peruzzi não conseguiu segurar forte cobrança de falta de Souza – a bola bateu no peito do goleiro, na cabeça do lateral Ferrara, que marcava Túlio, e entrou. Marco Aurélio, perto do lance, saiu em comemoração como se o ponto fosse dele, só que o árbitro não deu o gol nem para Marco Aurélio nem para Ferrara, mas para Túlio Maravilha. Após o jogo o ídolo, com raiva dos italianos, afirmaria que empurrou a bola com a mão, mas as câmeras confirmaram que o gol foi contra. Só Túlio mesmo para inventar que fez um gol “roubado”.

Quando todos já esperavam a disputa de pênaltis a Juventus voltou à frente. A defesa do Bota errou a linha de impedimento e Amoruso, mais uma vez, aproveitou ótimo passe: 4 a 3, a três minutos do fim. E quando todos já não esperavam uma disputa de pênaltis, Túlio recebeu no último lance da partida, entrou pelo meio de dois rivais e saiu na cara do gol, sendo calçado. Pênalti claro que o próprio converteu: 4 a 4.

Nas penalidades, Wágner brilhou. Defendendo chutes de Amoruso e Di Livio, o goleirão foi fundamental nos humilhantes 3 a 0 (sim, os rivais não fizeram um único gol!) que garantiram mais uma taça para o Glorioso. E uma coincidência curiosa acabou destacada na imprensa: como em 1994, brasileiros levavam a melhor sobre italianos nos pênaltis.

Melhores momentos da eletrizante partida

Ficha técnica

Botafogo 4 x 4 Juventus-ITA

Competição: Troféu Teresa Herrera – Final
Data: 10 de agosto de 1996
Local: Estádio Municipal de Riazor
Público: 10.000 (estimado)

Botafogo: Wágner, Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Grotto e Jefferson; Souza, Otacílio, Marcelo Alves (Marcos Aurélio) e França (Zé Carlos); Sorato (Mauricinho) e Túlio Maravilha - Técnico: Ricardo Barreto.

Juventus: Peruzzi, Ferrara, Torricelli, Porrini e Montero; Jugovic, Di Livio e Deschamps; Vieri (Boksic), Del Piero (Amoruso) e Padovano (Ametrano) - Técnico: Marcello Lippi.

Árbitro: Antonio Jesús López Nieto (ESP).

Gols: Vieri aos 23/1ºT; Túlio aos 6/2ºT, Amoruso aos 30/2ºT e França aos 31/2ºT; Amoruso aos 5/1ºTP; Túlio aos 15/1ºTP, Amoruso aos 12/2ºTP e Túlio aos 15/2ºTP.

Pênaltis: Botafogo 3-0 Juventus (Wilson Goiano, Gottardo e Souza)

Expulsões: Torricelli, Montero e Otacílio.

* Com informações do site Fogao.net.
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