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A passagem do holandês Marc Overmars pelo Willem II

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Willem II teve Marc Overmars

Marc Overmars foi um dos grandes jogadores holandeses, passando por grandes times do futebol mundial e conquistando títulos importantes. O ponta-esquerda fez muito sucesso no Ajax, mas antes de chegar na equipe passou pelo Willem II, onde ganhou muito destaque. 

O jogador nasceu em Emst, nos Países Baixos, no dia 29 de março de 1973, e com cinco a anos começou a jogador futebol. Ficou na categoria de base do SV Epe por quase uma década, e depois foi para Go Ahead Eagles, onde foi lançado para o profissional. 

Depois de dois anos na categoria de base do clube, o jogador foi para o time profissional em 1990, mas acabou tendo um pouco de dificuldade na sua adaptação. Marc sofreu um pouco para se encaixar, principalmente por conta do ritmo do jogo, e atuou poucas vezes durante a temporada. 

Em busca de mais minutos no profissional, o jogador foi para o Willem II, uma equipe mediana do futebol holandês. No clube conseguiu rapidamente mostrar seu potencial, sua rapidez e seus chutes precisos começaram a chamar a atenção de todos. 

A cada partida o ponta-esquerda mostrava mais sua habilidade, ganhando muito destaque no cenário nacional. Marc aproveitou muito bem a sua velocidade, e ajudou a sua equipe na criação das jogadas, sendo uma peça importante para o elenco. 


Com seus bons jogos, o jogador começou a chamar a atenção dos grandes clubes do país, que começaram a sondar o atleta. Marc era uma das grandes promessas do futebol holandês, e por recebeu muitas propostas durante a temporada, sendo muito difícil a sua permanência no Willem II. 

Com o final da temporada, o jogador acabou sendo negociado com o Ajax, onde conseguiu escrever uma belíssima história, ganhando muitos títulos importantes em sua passagem. Marc atuou 31 vezes e marcou um gol pelo Willem II, ganhando muito destaque para chegar às grandes equipes já sequência da sua carreira.

Brasileiro André Ramalho completa 100 jogos pelo PSV

Com informações do GE.com
Foto: divulgação

André Ramalho está na terceira temporada no PSV

A goleada de 5 a 2 do PSV sobre o Ajax, no último domingo (29), pelo Campeonato Holandês, entrou para a galeria de momentos especiais vividos por André Ramalho em sua já marcante trajetória pelo clube. A sexta vitória em oito jogos contra o arquirrival marcou o seu 100º jogo pelos Camponeses e, de quebra, ainda manteve a equipe com 100% de aproveitamento na competição.

Em sua terceira temporada pelo clube, o atleta já é uma referência do elenco, dentro e fora de campo. Ídolo do PSV, foi titular 84 vezes, marcou quatro gols, deu quatro assistências e conquistou cinco títulos: duas Copas da Holanda (2022 e 2023) e três Supercopas Nacionais (2021, 2022 e 2023). Além disso, conta com um ótimo aproveitamento de 74,6%, com 69 vitórias, 17 empates e 14 derrotas.

”Como disse, alcançar uma marca como essa, de 100 jogos pelo PSV, um dos maiores times do mundo, por si só, já é uma satisfação enorme. Conseguir isso com uma goleada sobre o nosso maior rival, então, é ainda mais significativo. Só tenho a agradecer a todos. O carinho do pessoal do clube, da torcida e, claro, da minha família, são fundamentais para a minha trajetória não somente aqui, mas durante toda a minha carreira. Espero poder viver muitos outros momentos especiais vestindo essa camisa”, ressaltou.

Depois de 10 rodadas, o PSV é o líder isolado do Holandês, sendo o único time que permanece sem perder um ponto sequer no torneio nacional dentre as principais ligas europeias. Tal desempenho, inclusive, está próximo do alcançado na temporada 2018/19, quando a equipe chegou a obter 13 triunfos em sequência, mas, no final, perdeu o título para o Ajax.

”A gente teve mais uma demonstração da força do nosso grupo. Independentemente da situação dos dois times, sabíamos que não seria um jogo fácil, afinal, quase todo clássico é equilibrado. Tivemos dificuldades no primeiro tempo e fomos para o vestiário em desvantagem, mas o mister (Peter Bosz) corrigiu os erros no intervalo e fizemos uma segunda etapa quase perfeita. Nosso início no Holandês é realmente incrível, mas não podemos relaxar. É continuar trabalhando e, se possível, manter essa sequência de vitórias o máximo possível para conquistarmos o nosso objetivo, que é o título”, finalizou o camisa 5.


Na Europa, além dos cinco títulos pelo PSV, André Ramalho já levantou outras 11 taças pelo Red Bull Salzburg. Foram seis títulos da Bundesliga (2013/14, 2014/15, 2017/18, 2018/19, 2019/20 e 2020/21) e mais cinco da Copa da Áustria (2013/14, 2014/15, 2018/19, 2019/20, 2020/21).

Após derrota para o Utrecht, Ajax segue afundado em grande crise

Por Lucas Paes
Foto: Reuters

O Ajax é o vice-lanterna da Eredivisie

Nunca em sua história o Ajax teve um começo de temporada tão ruim. O gigante time holandês, que há poucos anos encantou a Europa e quase chegou na decisão da Liga dos Campeões, além de ter de fato avançado para os mata-matas europeus nos últimos anos. Todo esse momento positivo parece ter colapsado e os Gondenzonen vivem o pior início de temporada de toda a sua trajetória. O maior time dos Países Baixos venceu na estreia em 12 de agosto e desde então, há mais de dois meses, não sabe o que é vitória na Eredivisie.

O Ajax viveu mudanças significativas em seu departamento de futebol nos últimos tempos. Erik Ten Hag, mentor do time semifinalista da Liga dos Campeões e que fez com que o tradicional clube voltasse a encantar o mundo com seu futebol deixou Amsterdã e foi treinar o Manchester United. Além do treinador, o clube perdeu Overmars na direção de futebol, depois de confissão de assédio contra funcionárias do clube. Desde então, as coisas degringolaram por lá.

Na temporada passada, o time perdeu a hegemonia no campeonato nacional para o Feyenoord, que fez um grande campeonato, além de não conseguir fazer uma campanha digna na Europa, caindo novamente na primeira fase da Liga dos Campeões depois de muito tempo e foi embora logo nos primeiros playoffs da Liga Europa. Na Copa da KNVB, perdeu o título para o PSV. 

Nesta temporada, além dos playoffs de classificação para os grupos, nem na Liga Europa o Ajax consegue obter alguma vitória. Efetivamente, a competição é responsável pelo último triunfo do time no geral, quando bateu o Ludogorets por 4 a 1 fora de casa, em 24 de agosto. Na fase de grupos, empates com Marseille e AEK se somam a péssima campanha na Eredivisie, que chegou a um terrível choque de realidade com a derrota deste fim de semana para o Utrecht no finalzinho do jogo. A próximo partida é diante do Brighton, sensação do futebol inglês há alguns anos, na Europa League, fora de casa. Outra provável derrota.


O Ajax ainda tem jogos adiados no campeonato nacional, tendo duas partidas a menos que a maioria dos concorrentes, mas mesmo assim a campanha é terrível. Com uma vitória, dois empates e quatro derrotas, os Joden tem apenas um pontinho a mais que o lanterninha Volendam. É difícil imaginar que o clube seja de fato rebaixado ao fim da temporada, mas a situação não parece melhorar e a torcida já começa a ficar apavorada com os rumos que a temporada toma. 

Pelo menos por enquanto, Maurice Steijn segue no comando do clube, tendo inclusive reclamado dos reforços contratados no começo da temporada. O tempo urge pela recuperação e a próxima partida no campeonato nacional é só um confronto contra o líder PSV em Eindhoven. Restará acompanhar para ver até onde a crise levara o Ajax e se ela conseguirá chegar ao ponto de uma vergonha histórica.

A passagem de Johan Neeskens no Ajax

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Neeskens no Ajax

A Holanda teve no começo dos anos 1970 uma das seleções mais brilhantes da história do futebol, que para o azar do esporte não ganhou a Copa do Mundo. Boa parte da alma desse time foi construída no espetacular time que o Ajax montou nos anos 1970, que contava com a base daquela equipe brilhante que encantou o mundo em 1974 e 1978. Além do sempre lembrado Cruyff, o outro grande nome daquele time foi o meia Neeskens, que completa 72 anos neste dia 15 e teve ótima passagem no Ajax. 

Johan chegou ao Ajax observado por Rinus Michels, fazendo um grande campeonato na lateral direita pelo RCH. Foi por lá inclusive que ele começou sua passagem pelo time da capital dos Países Baixos, endo basicamente titular em toda a campanha da Liga dos Campeões de 1970/1971, inclusive na final da Liga dos Campeões diante do Panathinaikos. Já se tornou titular na equipe desde o começo de sua passagem.

A partir da temporada 1971/1972 passou a jogar mais no meio-campo, posição onde se consagraria e viraria um dos maiores jogadores da história do futebol. Já na temporada seguinte foi destaque de um time dos Godenzonen que ganhou um triplete. Contribuiu com várias partidas espetaculares para que o gigante de Amsterdam vencesse tudo que lhe era possível naquela temporada. 


Na temporada seguinte, seguiu sendo destaque de um time que mais uma vez levantou mais de um título na temporada, com as conquistas da Liga dos Campeões e do Campeonato Holandês. Curiosamente, sua melhor temporada individualmente pelo clube terminou sem nenhuma grande conquista, quando ele marcou 15 gols nos 33 jogos que fez no biênio de 1973/1974, que ainda assim foram insuficientes para ganhar a Liga dos Campeões ou o Campeonato Holandês. Suficientes, porém, para ir a Copa do Mundo. 

Em 1974, encerrou sua passagem pelo Ajax, curiosamente indo junto a Rinus Michels e seu colega Cruyff para o Barcelona. Foram 150 jogos com a camisa dos Godenzonen, com 35 gols marcados ao longo de quatro anos no clube da capital holandesa. Foram 10 títulos conquistados em seu período no clube, uma média altíssima de três conquistas por temporada. 

Com espera de seis anos, Feyenoord volta a conquistar o título holandês

Por Lucas Paes
Foto: NESimages/Herman Dingler/DeFodi Images/Icon sport

Feyenoord é campeão holandês novamente

Uma das histórias mais legais do futebol europeu na temporada 2022/2023 foi premiada com a taça. Depois de uma campanha inquestionável, jogando um grande futebol e mostrando muita qualidade durante todo o ano, o Feyenoord voltou a ser campeão holandês depois de 6 anos. A equipe venceu o Go Ahead Eagles por 3 a 0, num abarrotado The Kuip e abriu nove pontos para o PSV, suficientes para a conquista com duas rodadas de antecedência. Da última vez, a espera do Feyenoord havia durado quase 20 anos, desta vez foram apenas seis temporadas.

A conquista é, de certa forma, resultado da coragem para manter um trabalho. O Feyenoord fez uma boa temporada em 2021/2022 e quase voltou a conquistar um troféu continental, perdendo a final da primeira edição da Conference League para a Roma. A despeito de algumas desconfianças, a diretoria decidiu por manter Ane Slot no cargo e o treinador retribuiu a confiança conquistando a taça. 

O grande destaque e maestro da conquista dentro de campo foi o meio-campista holandês de origem turca Orkun Kökçu, produto da base do Stadionclub. Apesar de apenas 22 anos, Kokçu foi o capitão do time e conduzia a máquina azeitada de Slot tanto defensiva quanto ofensivamente. Na frente, contou com a fase goleadora espetacular do mexicano Giménez, que fez 15 importantes gols ao longo da competição e é o grande artilheiro da equipe. Um deles, inclusive, saiu na vitória diante do Go Ahead Eagles.

O bom time de Roterdã tem em seu elenco um dos coadjuvantes de luxo sendo brasileiro: o ex-Coritiba Igor Paixão faz um grande campeonato holandês e hoje também marcou um dos gols, aliás, um golaço, que fechou o placar da vitória do título. Igor provavelmente começará a aparecer no radar de diversos clubes que possuem mais dinheiro no futebol europeu, mostrando como sempre que a Eredvisie é uma excelente escolha para um jogador que queira desenvolvimento em sua carreira. 


Até o momento, a campanha do campeão é espetacular. Em 32 jogos, são 24 vitórias, sete empates e apenas uma derrota, números espetaculares e dignos de times como Manchester City e Liverpool. Campeão, o Feyenoord agora terá pela frente jogos contra o Emmen, fora de casa e o Vitesse, em casa. A conquista foi a 16ª da história do clube de Roterdã, que é o terceiro maior campeão da Eredivisie, atrás de Ajax e PSV.  

Ruud Gullit e seu começo espetacular na pequena equipe do Haarlem da Holanda

Foto: arquivo

O então garoto Ruud Gullit no Haarlem

Um dos grandes jogadores do mundo na década de 80, completa 60 anos hoje. Ruud Dil, mas que pediu para ser chamado de Ruud Gullit, nasceu no dia 1 de setembro de 1962, em Amsterdã, na Holanda. O meia era um atleta perfeito, conseguia fazer praticamente todas as posições do meio pra frente, pisando na área com muita qualidade.

Tudo começou em uma equipe de bairro em Amsterdã, até ser descoberto pelo Haarlem, uma equipe pequena no país. Gullit chegou em 1979, fazendo sua estreia ainda com 16 anos, na época foi o jogador mais jovem a entrar em campo na Eredivisie.

Com apenas 5 jogos, o meia não conseguiu fazer muita coisa e não evitou o rebaixamento da equipe naquela temporada. Porém, todos percebiam seu grande potencial e atuar na segunda divisão poderia fazer bem ao jogador, pois ele atuaria em um nível mais baixo e conseguiria ganhar uma boa experiência.

A diferença técnica dele para os outros era evidente, ele conseguia decidir os jogos com muita tranquilidade para o Haarlem. O time não passou sufoco para ser campeão da segunda divisão, acabou vencendo com sobras e o atleta com 17 anos sendo protagonista da campanha.

Todo seu protagonismo chamou a atenção de todos no país, até mesmo da Seleção Holandesa. Todo mundo começou a ficar de olho no atleta e era questão de tempo para ele sair da pequena equipe para poder atuar em algum time grande, da Holanda ou da Europa.

A única dúvida que restava, era como o meia ia se sair atuando na elite do futebol holandês, mas isso foi respondido na temporada seguinte, quando o Haarlem voltou à primeira divisão. A campanha foi histórica e novamente com o jogador sendo o grande protagonista.


Com Gullit decidindo muitos jogos, o Haarlem conseguiu pela primeira vez em sua história uma vaga para um torneio internacional, conseguindo se classificar para a Copa da UEFA. Por causa da boa campanha, o jovem acabou sendo chamado para atuar pela sua seleção, uma premiação a sua grande temporada feita pela equipe.

Já era óbvio que o atleta não ficaria para a próxima temporada no clube, depois das últimas duas grandes temporadas pelo Haarlem e não deu outra. Em 1982, Feyenoord chegou com uma boa proposta e acabou contratando o ótimo atleta. Gullit deixou a equipe com 91 jogos e 32 gols, ótimos números para o grande atacante mundial.

O início de Zenden no PSV

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zenden atuando pelo PSV

Completando 46 anos neste dia 15 de agosto, o ex-meia holandês Boudewijn Zenden foi um dos nomes da posição que surgiu no futebol neerlandês nos anos 1990. Polivalente dentro de campo, ele rodou por diversos clubes ao longo de sua trajetória, alguns deles titãs como o Barcelona, o Chelsea e o Liverpool. Sua trajetória no esporte bretão começa no PSV Eindhoven, um dos mais tradicionais times de seu país natal.

Zenden começou a jogar futebol no MSV, time de sua cidade natal Maastricht e acabou chegando aos Boeren com apenas 11 anos de idade, já entrando nas categorias de formação do time da Philips. Aos poucos foi ascendendo nas categorias da equipe, vendo das arquibancadas o time campeão europeu no final da década de 1980. Em 1994 acaba sendo alçado ao time principal, alçado por Aad de Mos.

Passa a atuar por um time que tinha, entre outros destaques, um tal de Ronaldo como centro-avante. Precisa de três jogos para ganhar espaço e já começar a jogar entre os titulares. No final daquele ano, em uma partida diante do Waaljvick, faz seus primeiros gols pelo clube, marcando os dois do empate em casa do PSV. Marca naquela temporada ainda diante de Roda, NAC Breda e Twente.

Se consolida na temporada seguinte como titular da equipe, marcando inclusive uma tripleta em uma goleada por 7 a 1 para cima do Groningen. Chega naquele ano a marcar inclusive diante do Barcelona, na Liga Europa, em um jogo que terminou com derrota em casa do PSV. Termina a temporada com oito gols. Ganha seu primeiro título naquela temporada, com o time sendo campeão da KNVB Cup, a Copa da Holanda. 

Na temporada 1996/1997 ele é uma peça essencial na conquista da Eredivisie, onde o PSV faz grande campanha e desbanca tanto Ajax quanto o Feyenoord na busca pela taça. No final daquela temporada, seu bom futebol é recompensado com uma convocação para a Seleção Holandesa, a qual representa pela primeira vez numa vitória diante de San Marino, em 30 de abril. 


Fez sua última temporada pelo time de origem no biênio 1997/1998. O PSV não conquistaria nenhum título, mas Zenden teria um desempenho muito positivo, marcando 13 gols, incluindo dois nos dois clássicos contra o Ajax. Ao final daquela temporada acaba negociado com o Barcelona, após a chegada de Van Gaal ao clube catalão. 

No total, Zenden esteve em campo em 134 partidas nos quatro anos em que passou pelo PSV, marcando 35 gols ao longo de sua passagem. Jogador de Copa do Mundo pela Holanda, este em atividade no futebol até a temporada 2010/2011, quando pendurou as chuteiras atuando pelo Sunderland, na Premier League. 

O início de Van Nistelrooy no Den Bosch

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Nistelrooy no Den Bosch

Completando 46 anos neste primeiro dia de julho de 2022, o ex-atacante Van Nistelrooy foi um dos mais brilhantes camisas 9 dos anos 1990 e 2000 produzidos pelo futebol holandês enquanto jogou profissionalmente. Dono de grandes marcas atuando com as camisas de Manchester United e Real Madrid, o holandês começou sua brilhante trajetória no esporte bretão no modesto Den Bosch, das divisões inferiores dos Países Baixos.

Nascido na pequena Oss, Nistelrooy chegou ao Den Bosch aos 15 anos de idade, após passar pela formação de dois outros clubes em sua infância. Por lá, passou dois anos completando sua formação nas equipes de base dos Dragões Azuis e Brancos. Aos 17 anos, foi alçado ao time profissional, na temporada 1993/1994.

Foi bem discreto, porém, na sua temporada de estreia, atuando em apenas duas vezes no time profissional e seguindo jogando mais pelas divisões de base. Na sua segunda temporada no time profissional, quando recém completara 18 anos, fez seus primeiros gols e atuou em mais partidas, terminando o biênio 1994/1995 com 6 gols em 17 jogos. 


Depois de passar algumas dificuldades em sua terceira temporada pelo clube, Nistelrooy finalmente conseguiu mostrar seu valor no biênio 1996/1997. Com apenas 20 anos, liderou a equipe do Den Bosch numa boa campanha na segundona da Holanda e acabou marcando 12 gols na temporada, números que o colocaram como o décimo artilheiro da segunda divisão. O Heereven viu potencial no jovem e o contratou ao fim da temporada.

No total, ficou por mais de seis anos entre as divisões de base e o profissional do Den Bosch. Em 71 jogos pela equipe principal, marcou 20 gols que o permitiram chamar a atenção de times maiores do futebol holandês. Até hoje, a modesta equipe azul e branca é mais conhecida por revelar Ruud do que pelos feitos que conseguiu dentro de campo. 

Estádios sem público causam conflito entre clubes, liga e governo na Holanda

Por Lucas Paes
Foto: ESPN.nl

Estádios na Holanda estão sem público novamente

Uma das maiores mudanças causadas pela pandemia da COVID-19 no planeta foram as medidas impostas para diminuir a circulação das pessoas. Isso afetou terrivelmente o futebol, que passou a ter jogos sem público, o que deixou a situação financeira de diversos clubes precária ou em crise. Em meio a ascensão da variante ômicron, alguns países voltaram a fechar os portões de seus estádios, ainda que seja uma medida bem pouco usada. Um deles, a Holanda, vive uma imensa crise entre seus times, a liga e o governo, já que há temor de um colapso financeiro do futebol local.

Já prevenindo problemas com a nova variante, a Holanda voltou a ordenar o fechamento dos estádios no mês de novembro, o que causou inclusive um jogo, ou melhor, um espetáculo do Ajax sem público na Liga dos Campeões. Porém, a maioria dos países, com exceção da Alemanha e, neste momento, da Bélgica, não adotaram o fechamento total dos estádios. Dessa vez, porém, tanto os clubes quanto a primeira e segunda divisão holandesas reagiram. 

Em uma nota oficial soltada no dia 14 de janeiro, a Eredvisie e a Erstedivisie ressaltaram que em todos os momentos seguiram as recomendações do governo, mas que "os limites foram ultrapassados". Segundo as instituições, a temporada 2020/2021, jogada quase que inteiramente diante de estádios vazios, causou um prejuízo milionário e não há mais condições dos clubes arcarem com suas despesas sem a presença de torcedores nos estádios. 

As ligas reforçaram que já "mostraram ser capazes de fazerem jogos com porcentagens de públicos reduzidas de maneira segura se necessário", executando essas ações de maneira "responsável e segura". De fato, os Países Baixos já tiveram porcentagens reduzidas de público antes de liberarem o público por completo. As ligas também reclamaram do ritmo lento em que as respostas governamentais têm sido dadas em meio a pandemia. 

A nota continua com um recado claro e direto aos órgãos de governo: "Nós não podemos mais jogar sem público. Na última temporada, isso causou uma perda de milhões de Euros e o prejuízo a longo prazo é incalculável.". Além disso, foi reforçado que a competividade no continente europeu é muito forte e que isso está afetando a qualidade do futebol europeu. Outro ponto reforçado foi o fato de que outros países mantiveram estádios parcialmente abertos, com exceção, como já dito, de Bélgica e Alemanha. 

Por fim, as duas ligas deixaram claro que "cada clube discutirá com o prefeito da cidade como as ações poderão ser coordenadas" e que "o público precisará voltar sem falta até o dia 28 de janeiro". Foi reforçado também que os clubes querem ser parte da solução e dialogar com o ministério do esporte e com o governo central do país para chegar num denominador comum. 


A situação holandesa abre os olhos do mundo para uma possibilidade que pode se estender para outros lugares. A falta de público nos estádios em um período estendido novamente poderá causar enormes prejuízos ao funcionamento das ligas e do futebol como um todo. Na verdade, a situação é muito pior no macro, já que a consequência econômica de lockdowns será terrível para o futuro, o que tem feito sim com que governos hesitem em fechamentos totais. 

Restará agora aguardar cenas dos próximos capítulos na terra da Laranja Mecâcnica. O fato é que mesmo diante da ômicron a maioria dos países manteve o público em seus jogos, sendo com porcentagem reduzida ou total. Restará saber também o quanto o resultado da ação holandesa tomará no resto do futebol mundial.  

A história dos gêmeos Van de Kerkhof com o PSV Eindhoven

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Os irmãos Ven de Kerkhof no PSV

Irmãos fazendo sucesso no futebol não são necessariamente um fato raro. Casos existem por todo o planeta, como os Laudrups, os Militos, Raí e Sócrates, entre outros tantos. Nos Países Baixos, porém, tivemos um caso que não é exatamente comum, quando os irmãos gêmeos Willy e René Van de Kerkhof, que completam 70 anos neste dia 16, fizeram enorme sucesso durante mais de uma década jogando juntos pelo PSV Eindhoven, um dos grandes clubes daquele país. 

Willy e René nasceram em Helmond e jogaram juntos desde a juventude no Twente, onde iniciaram suas trajetórias no futebol profissional em 1970. Willy, que ficou conhecido pelo apelido Billy, era meia e René era ponta esquerda. Ambos mostraram ótimo futebol no Twente e em 1973 o futebol deles chamou atenção do PSV, que levou ambos para Eindhoven.

A primeira temporada de estreia da dupla nos Boeren garantiu a presença dos gêmeos na Seleção Holandesa que foi vice-campeã da Copa do Mundo de 1974. Porém, naquele ano, o PSV levou apenas a Copa da Holanda, sendo campeão nacional na temporada 1974/1975. Na temporada seguinte, os irmãos ajudaram a equipe a garantir o bicampeonato, ainda que o desempenho de ambos tenha caído naquele segundo biênio.

Tanto Willy quanto René seguiram nos anos seguintes atuando pelo PSV, mas viram Ajax e Feyenoord recuperarem o "domínio" sob o futebol nacional. Porém, o futebol de ambos os irmãos, que ajudou o clube a levar o título da Copa da UEFA de 1978, foi suficiente para que fossem novamente a Copa do Mundo em 1978,  outra em que a Laranja Mecânica ficou com o vice. Seguiram atuando em alto nível no PSV, ainda que os títulos nacionais não viessem novamente.

Foi somente em 1983, depois de 10 anos de parceria vestindo o listrado do PSV que René acabou fechando com o Apollon Smyrnis, da Grécia. Foram, pela parte do ponta, 317 jogos e 95 gols pelos Lampen. O irmão permaneceria em Eindhoven até 1988, quando se aposentou após fazer parte da equipe que conquistou o primeiro e até hoje único título europeu da história dos Rood-witten, conquistado inclusive na temporada anterior a chegada de Romário a equipe. 


Willy, considerado um dos 125 melhores jogadores da história pelo Rei Pelé, fez 485 jogos e 64 gols vestindo a camisa do PSV, além de conquistar outros três títulos nacionais na década de 1980 e mais uma Copa da Holanda. René, por sua vez, também considerado um excelente jogador, esteve em atividade até 1989, quando encerrou a carriera no FC Eindhoven, outro time da cidade que sequer chega perto do tamanho do PSV. 

A história está escrita na Holanda - Ajax faz 13 a 0 no Venlo

Por Lucas Paes
Foto: Agência BSR

Jogadores do Ajax comemoram um de seus gols

No futebol, muitas vezes, a diferença entre uma equipe e outra causa goleadas históricas. Um placar de 4 a 0, 5 a 0 ainda é algo mais corriqueiro, comum até em duelos onde as equipes teoricamente são de nível semelhante. Nesses casos, não é preciso nem ir muito longe, basta lembrar de casos como o Manchester City recentemente fazendo 4 a 0 no Liverpool, as diversas goleadas recentes do Barcelona no Real Madrid ou mesmo o 4 a 0 do Santos em cima do Flamengo no Brasileirão passado. Neste dia 24 de outubro de 2020, na Holanda, porém, se viu a história ser escrita: o Ajax aplicou simplesmente sonoros 13 a 0 em cima do Venlo.

O jogo sequer foi disputado na Amsterdam Arena, para que se tenha ideia. O duelo foi no acanhado De Koel, estádio do modesto, porém relativamente tradicional VVV Venlo, que tem como fato interessante na sua história justamente o seu curioso nome. Pelo prognóstico, já se esperava uma vitória até tranquila dos Godenzonen e até mesmo uma goleada, mas o placar de 13 a 0 configura a maior saraivada de gols da história da Eredivisie, divisão principal do Campeonato Holandês, além de ser a primeira vez na história da competição onde um time marca 13 gols numa única partida.

O confronto em si mostrou todo o repertório de jogadas do Ajax, que finalizou 45 vezes na partida e em 13 delas a bola foi as redes. O placar não foi maior inclusive devido a uma atuação interessante de Van Crooy, que defendeu diversas finalizações e evitou que o placar chegasse até a conta de duas dezenas. O histórico marcador foi facilitado pela expulsão de Kum, que simplesmente deu uma voadora no brasileiro Antony, ex-jogador do São Paulo. A porteira, que já estava aberta com um primeiro tempo que terminou em 4 a 0, escancarou após esse fato.

Para quem ficou curioso, os gols foram de Traoré (5), Ekkelenkamp (2), Huntelaar (2), Tadic, Antony, Bling e Martinez. O jovem Lassina Traoré, autor de cinco gols, assumiu com a atuação de gala o topo da artilharia da Eredivisie. No campeonato, o Ajax lidera com 15 pontos, mas espera a partida do seu rival PSV, que pode assumir a liderança caso vença, já que tinha 13 pontos até este sábado.


Goleadas com dois dígitos no placar são coisas raras, dádivas do esporte bretão que não costumam ocorrer nem mesmo em duelos de copas nacionais, onde as vezes um time da primeira divisão enfrenta um da quarta, quinta, ou no caso inglês até da oitava. No Brasil, foram poucos exemplos até hoje, sendo o 10 a 1 do Corinthians no Tiradentes e o 10 a 0 do Santos no Naviraiense os mais "conhecidos". É mais raro ainda que aconteça um placar dessa magnitude entre times da principal divisão de um país, onde na teoria se tem um jogo minimamente nivelado. No futebol europeu, então, rareiam mais ainda exemplos semelhantes, apesar do Bayern ter chamado a atenção recentemente num amistoso de pré-temporada onde enfiou um 20 a 2. Esses motivos tornam o feito do Ajax tão imenso e já tão histórico.

Apesar dos gigantes de Amsterdam serem protagonistas de muitas páginas históricas do futebol, além de, em grande parte, responsáveis pelo jogo ser como conhecemos hoje, é difícil imaginar que esta goleada mude alguma coisa para a equipe na temporada 2019/2020. O Ajax caiu num grupo complicado na Liga dos Campeões, onde estão as forças quase sobrenaturais de Liverpool e Atalanta e não tem mais a inspiração do incrível time que só não chegou na final da Liga dos Campeões ano passado por um dia endiabrado de Lucas Moura. Mas, se não vai mudar o panorama da temporada, mantendo apenas a já esperada briga pelo título na Eredivisie, fica pelo menos como mais um registro desse enorme livro de feitos dos Godenzonen: além de todos os outros recordes, a maior goleada da história da primeira divisão holandesa agora também é do Ajax.

A histórica passagem de Júlio Cruz pelo Feyenoord

Por Lucas Paes
Foto: Proshot/VICE

Júlio Cruz fez duas temporadas mágicas no Feyenoord

Completando 46 anos neste dia 10 de outubro, o centroavante Júlio Ricardo Cruz foi uma referência em boa parte dos clubes pelo que passou devido a vontade e gols marcados. O argentino se tornou ídolo das torcidas de Internazionale e Bologna, no caso dos Nerazzurri principalmente por causa dos gols contra a Juve. Mas, a ascensão do "Jardineiro" começou em terras holandesas, numa excelente passagem pelo Feyenoord.

Júlio chegou a Roterdã em 1997, após uma excelente temporada jogando pelo River Plate. Rapidamente, caiu nas graças da fanática torcida do "Orgulho do Sul". Seus gols vieram rapidamente e o tornaram instantaneamente a referência técnica da equipe, que acabou ficando apenas na quarta posição na Eredivisie, apesar dos 14 gols do "Jardineiro.".

Na temporada seguinte, porém, Júlio entrou definitivamente na história do clube. Marcando 15 gols durante o Campeonato Holandês, foi peça chave na conquista do título, que veio de maneira até tranquila, com uma vantagem de 15 pontos pra cima do surpreendente Willem II, vice-campeão naquela temporada. Aos poucos, o argentino chamava atenção de centros maiores da Europa, principalmente do na época badaladíssimo futebol italiano.


Marcou 18 gols na temporada seguinte pelo time de Roterdã, o que representou seu recorde vestindo a camisa do clube. Aos poucos, começava a chamar atenção de diversos outros clubes da Europa. Chegou a começar a temporada 2000/2001 pelo Feyenoord, mas acabou negociado com o Bologna, indo jogar na época no que era a maior liga do mundo, o Campeonato Italiano. Finalizou sua passagem por Roterdã com 50 gols marcados em 106 jogos, ficando marcado na memória dos torcedores.

Do Bologna, Cruz ascenderia para seus maravilhosos anos vestindo o azul e preto da Inter de Milão, onde seria referência em anos duros e presença constante em campo na era de ouro do clube nos anos 2000. Deixou a Inter na temporada anterior ao triplete, em 2009. Passou ainda pela Lazio antes de se aposentar do futebol, em 2010.

A carreira de Louis Van Gaal como jogador

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Van Gaal atuando pelo Sparta Rotterdam

Completando 69 anos neste dia 8 de agosto, Louis Van Gaal é um dos mais conhecidos e célebres treinadores do futebol mundial. Entusiasta do jogo ofensivo, o holandês conquistou diversas taças nos clubes onde passou, ficado marcado principalmente por seus anos comandando o Barcelona, o Bayern e, é claro, o Ajax, onde ganhou praticamente todos os títulos possíveis. Antes de se tornar treinador, porém, Van Gaal também fez carreira como um bom meio campista.

A trajetória de Van Gaal dentro das quatro linhas começa no Ajax, onde chegou a segunda equipe no início da década de 1970. Porém, pelos Gondozen, nunca conseguiu entrar em campo, já que na época sofria com a concorrência dos maiores nomes da história do clube dentro de campo. Acabou transferido ao futebol belga, onde foi jogar pelo Royal Antwerp. Inicialmente um reserva, teve boa participação na temporada de 1975/1976, onde jogou 25 jogos e fez seis gols. Depois da temporada seguinte, deixou o Campeonato Belga para voltar a Eredivisie, onde jogaria pelo Telstar. Fez 57 jogos e 11 gols pelo time da Antuérpia.

Ficou apenas uma temporada na equipe do Telstar. Naquele biênio 1977/1978, a equipe acabou rebaixada para a segunda divisão na lanterna da competição. Ele atuou em 25 partidas e marcou um gol. Ao fim daquele período, se transferiu para o Sparta Rotterdam, onde viveria os melhores momentos de sua carreira como atleta e viraria ídolo do clube.


Foram oito temporadas vestindo a camisa dos Kasteelheren. Por lá, fez partes de equipes que chagaram em algumas vezes as semifinais da KNVB Cup, além de jogar duas edições da Copa da UEFA. No total, jogou 261 jogos e marcou 26 gols pelo time de Roterdã, ficando na história como um dos grandes nomes do clube. Ao final da temporada 1985/1986, deixou o Sparta rumo ao AZ Alkmaar. Por lá, jogou 17 jogos e não marcou nenhum gol. No total, jogou 360 jogos e marcou 38 gols como atleta.

No AZ, começou a trabalhar como auxiliar técnico, o que o levaria a se tornar treinador e em 1991 começar sua carreira na casamata no Ajax, onde ganharia quase todos os títulos possíveis e ficaria mundialmente reconhecido como um grande treinador. Hoje, Van Gaal curte a aposentadoria, anunciada em 2019.
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