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Brasileiros vibram com confirmação de título holandês do PSV

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: PSV/Divulgação

Comemoração do PSV

Os próximos dias serão de muita festa para André Ramalho e Mauro Júnior, além dos seus companheiros e dos torcedores do PSV espalhados pela cidade de Eindhoven e por toda a Holanda. Isso porque, o que já era esperado há algumas semanas, se confirmou neste domingo (5). Contando com mais uma boa atuação dos dois jogadores brasileiros, o clube conquistou a Eredivisie pela 25ª vez em sua história ao bater o Sparta Roterdã, por 4 a 2, levando os fãs que lotaram o Philips Stadium a loucura.

“Sabíamos que o título estava muito próximo, mas faltava a confirmação oficial. Nada melhor do que ela ter vindo em campo, com outra ótima atuação e diante da nossa torcida, que, mais uma vez, fez uma linda festa nas arquibancadas e agora vai fazer por todo o país. Merecemos demais essa conquista. O grupo todo está de parabéns por essa campanha incrível e histórica que estamos fazendo. Esse é o meu sexto troféu aqui. Todos são especiais, mas, pelo nosso desempenho coletivo e o meu individual, esse terá um lugar especial guardado na minha memória. Agora é comemorar e, nos dois jogos finais, buscar os recordes possíveis”, vibrou André Ramalho.

“Estou sem palavras para descrever a alegria que é voltar a conquistar a Eredivisie, o principal campeonato da Holanda, com o PSV. Valeu a luta e a dedicação de todos. Não é por acaso que já conseguimos fazer história, alcançando vários recordes com essa campanha incrível, e que podemos e vamos fazer de tudo para alcançar outros nos jogos que nos restam. Mas, antes, vamos comemorar muito porque merecemos demais”, exaltou Mauro Júnior.

Com 87 pontos, o PSV não pode mais ser alcançado pelo vice-líder Feyennord, que soma 75 e só irá disputar mais três jogos.

Campanha histórica - Fato é que a campanha do PSV no Campeonato Holandês 2023/24 ficará marcada como uma das melhores da história da competição. Campeão após seis temporadas, com duas rodadas de antecedência, os Camponeses alcançaram alguns recordes históricos e ainda podem confirmar outros nas duas partidas restantes.

Com 100% de aproveitamento no primeiro tuno, a equipe igualou o próprio recorde da Eredivisie do maior número de vitórias consecutivas no início da competição: 17, alcançado na edição 1987/88. Além disso, o time já alcançou o recorde de 18 atuações sem ser vazado, superando os 17 da temporada 2007/08.

Mais pontos - Com 87 pontos e podendo chegar aos 93, os Camponeses estão a um ponto de alcançar o seu próprio recorde. Foram 88, na temporada 2014/15, quando acumulou 29 vitórias, um empate e quatro derrotas.

Já o recorde geral, desde que o triunfo passou a representar três pontos, é do Ajax, com 89 somados, na edição 1997/98. Ou seja, uma vitória já basta para o PSV superar o número do rival. Na temporada 1971/72, o Ajax, com 30 vitórias, três empates e somente uma derrota, conquistou 63 pontos, o que, no sistema de três pontos, equivaleria a um total de 93.

Maior saldo de gols - Até aqui, na atual edição, o PSV acumula 28 vitórias, três empates e somente uma derrota. Além disso, ainda ostenta o melhor ataque, com 107 gols, e a defesa menos vazada, com apenas 19 tentos sofridos.

Com 88 de saldo, está próximo de ultrapassar a melhor marca, que pertence ao arquirrival Ajax, que, na edição de 1997/98, terminou com 90.

Maior número de vitórias em uma mesma edição do Holandês - Caso vença os dois jogos restantes, o PSV também pode se igualar ao Ajax, que, por duas vezes, conseguiu chegar ao recorde de 30 triunfos em uma mesma edição da Eredivisie. Isso ocorreu já faz bastante tempo, nas temporadas 1971/72 e 1972/73.

André Ramalho – Líder do elenco e um dos brasileiros com mais jogos pelo PSV - Referência dentro e fora das quatro linhas, André Ramalho está encerrando sua terceira temporada no PSV. Até aqui, disputou 126 jogos pela equipe, fato que o coloca como o quarto brasileiro com mais atuações pelo clube, atrás apenas de Marcelo (136), Romário (148) e Gomes (181).

Titular em 107 oportunidades, o defensor já marcou seis gols, deu cinco assistências e conquistou, agora seis títulos. Além da Eredivisie, foram duas Copas da Holanda (2022 e 2023) e três Supercopas Nacionais (2021, 2022 e 2023).

Além disso, conta com um ótimo aproveitamento de 76,1%, com 89 vitórias, 21 empates e somente 16 derrotas. André Ramalho, que, nesta temporada, já disputou 44 partidas, sendo 37 como titular, fez três gols e deu uma assistência, tem contrato com o PSV até o fim de junho e após o término da competição irá discutir com o clube e o seu empresário o melhor para o seu futuro.

Mauro Júnior – Forte ligação com o PSV e referência do elenco - Agora bicampeão da Eredivisie, Mauro Júnior possuí forte ligação com o PSV. Tudo começou quando, ainda com 14 anos, passou por um período de testes no clube. Na época, ainda retornou ao Desportivo Brasil, mas, assim que atingiu a maioridade, foi contratado pelo time europeu.

Logo em sua estreia, Mauro Júnior ganhou os holofotes ao balançar as redes, tornando-se o segundo brasileiro a conseguir tal feito pelo PSV, após Ronaldo, em 1994. Por dois anos, atuou tanto na equipe principal como no time B e conquistou o Holandês 2017/18, com uma participação significativa. Foram 15 jogos, um gol e quatro assistências.

Após um ano emprestado ao Heracles, retornou aos Camponeses, na temporada 2020/21, e se firmou com boas atuações e versatilidade, atuando nas duas laterais e no meio de campo.

Na atual temporada, o jogador viveu período de reafirmação, reconquistando o espaço no time após superar problemas físicos, sendo, inclusive, eleito para a seleção do Holandês do último mês de abril. Até aqui, atuou em 19 duelos e fez um gol.


Ao todo, Mauro Júnior já fez 123 jogos pelo PSV, fato que o coloca, ao lado de Alex, como o quinto atleta brasileiro que mais defendeu os Camponeses. Além disso, já marcou oito gols, deu 14 assistências e ajudou o clube a conquistar seis títulos: duas Eredivisie, duas Supercopa e duas Copas da Holanda.

Ranking dos brasileiros com mais jogos pelo PSV

1º) Gomes – 181 jogos
2º) Romário – 148 jogos
3º) Marcelo – 136 jogos
4º) André Ramalho – 126 jogos
5º) Mauro Júnior e Alex – 123 jogos

Romário e sua passagem pelo PSV Eindhoven

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Baixinho fez sucesso no PSV

O ex-atacante e atual senador Romário está completando 58 anos de idade nesta segunda -feira, dia 29 de janeiro de 2024. Enquanto atuava dentro das quatro linhas, se tornou um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, já que fazia muito sucesso pelas equipes que defendia. Seu primeiro clube do exterior ao longo de toda a sua carreira foi PSV Eindhoven, clube onde é idolatrado e reverenciado até os dias de hoje.

O Baixinho chegou ao clube holandês por US$ 6 milhões de dólares estadunidenses, sendo a contratação brasileira mais cara efetuada por um clube estrangeiro. A transferência, inclusive, ultrapassou o custo da venda de Zico para a Udinese, da Itália, por US$ 4 milhões de dólares em 83.

O craque brasileiro teve um excelente contrato junto ao time de Eindhoven: recebia um salário de US$ 1 milhão de dólares por temporada mais mordomias, US$ 1 milhão de dólares de luvas, casa com vários quartos e todos os empregados que fossem precisos, equipamento de som e vídeo da marca Philips, carro Opel GSI, 10 passagens aéreas por ano para viajar da Holanda ao Brasil, live arbítrio para fazer propaganda em qualquer lugar no mundo, contrato publicitário junto a Philips no Brasil, curso de inglês e holandês para ele e sua esposa na época Mônica Santoro, intérprete e cursos em faculdades holandesas. Além de tudo isso, caso seu passe fosse vendido por mais de US$ 3,7 milhões de dólares para qualquer outra agremiação, ele poderia receber até 15% de tudo que ultrapassasse o valor. Guus Hiddink, treinador do PSV na época, esteve no Brasil para marcar presença no período de todas estas negociações.

Debutou pela equipe neerlandesa no dia 30 de outubro de 88, quando o PSV bateu o Twente por 3 a 0. Em sua temporada de estreia no clube, foi artilheiro e campeão, tanto do Campeonato quanto da Copa nacional. Na Copa dos Campeões da UEFA, enfrentou o Real Madrid, que viria a ser seu rival alguns anos depois. Fez gols nos gois confrontos, mas quem avançou às semifinais foi o time Merengue, na prorrogação. Esteve na perda do título do Mundial Interclubes, partida na qual ele faz o empate contra o Nacional a quinze minutos do encerramento. A finalíssima jogo foi para a prorrogação, o PSV chegou a virar o jogo, mas leva o gol no último minuto dos 30 adicionais.

Na disputa de pênaltis, ele até converteu a cobrança dele, mas não foi o suficiente para impedir o triunfo uruguaio por 7 a 6. Na Supercopa Europeia, Romário e Companhia perdeu o título para o belgas do Mechelen.

Na temporada 1989/90, Romário foi mais uma vez artilheiro da Eredivisie, tornou a conquistar a Copa nacional e se tornou o primeiro brasileiro convocado para jogar uma Copa do Mundo representando um time holandês. Entretanto, o brasileiro sofreu uma lesão no tornozelo faltando três meses Mundial defendendo o PSV acaba o privando de jogar pela Amarelinha. Sem poder contar com o Baixinho na reta final do Campeonato, os Boeren perderam o campeonato por apenas um ponto para a equipe do Ajax, e comprovou a declaração do atacante, que certa vez falou que "o PSV dependia de dele, e que todos sabiam que o time não conseguia jogar sem sua presença".

De fato sua importância era tanta, que a diretoria o desculpou mesmo depois de receber fotos de Romário disputando animadas partidas de futebol de areia no Rio de Janeiro. A atitude aborreceu os dirigentes porque antes de ir ao seu país natal, o brasileiro havia sido liberado pelo PSV para tratar da sua lesão.

O Baixinho mostrou uma belíssima recuperação após a contusão, e em 1990/91, voltou a ser artilheiro e campeão da Eredivisie, com um gosto especial para a torcida dos Rood-witten: o PSV, que era considerado como a terceira força do futebol neerlandês empata, em número de títulos do Campeonato Holandês com o Feyenoord, que foi ultrapassado em 1991/92, com o bicampeonato consecutivo do clube de Eindhoven.


A temporada de 92–93, na qual o Feyenoord se iguala novamente ao PSV com a conquista da Eredivisie, foi a primeira que Romário não conquistou nenhum título no cenário holandês. Mesmo assim, o fato de ter sido artilheiro da Copa dos Campeões da UEFA, com o PSV sendo o último na fase de grupos, chamou a atenção de grandes clubes do futebol espanhol. Primeiramente, o Valência tentou o contratar a pedido de Guus Hiddink, seu ex-treinador em Eindhoven, mas ninguém menos do que Johan Cruijff, que comandava o Barcelona, convenceu a diretoria a levar o craque para a equipe Blaugrana.

Os catalães no fim acabaram sendo convencidos a comprar Romário, desembolsando um total de US$5 milhões de dólares estadunidenses. Romário deixou o PSV depois de marcar 165 gols em 167 partidas disputadas. Mesmo que a trajetória do brasileiro na Holanda seja pouco lembrada, foi no clube neerlandês que Romário conquistou mais títulos oficiais. Sua fama fez com que em 2013 fosse feito um documentário em homenagem a ele. O título era: "Romário, samba in Eindhoven".

Brasileiro André Ramalho completa 100 jogos pelo PSV

Com informações do GE.com
Foto: divulgação

André Ramalho está na terceira temporada no PSV

A goleada de 5 a 2 do PSV sobre o Ajax, no último domingo (29), pelo Campeonato Holandês, entrou para a galeria de momentos especiais vividos por André Ramalho em sua já marcante trajetória pelo clube. A sexta vitória em oito jogos contra o arquirrival marcou o seu 100º jogo pelos Camponeses e, de quebra, ainda manteve a equipe com 100% de aproveitamento na competição.

Em sua terceira temporada pelo clube, o atleta já é uma referência do elenco, dentro e fora de campo. Ídolo do PSV, foi titular 84 vezes, marcou quatro gols, deu quatro assistências e conquistou cinco títulos: duas Copas da Holanda (2022 e 2023) e três Supercopas Nacionais (2021, 2022 e 2023). Além disso, conta com um ótimo aproveitamento de 74,6%, com 69 vitórias, 17 empates e 14 derrotas.

”Como disse, alcançar uma marca como essa, de 100 jogos pelo PSV, um dos maiores times do mundo, por si só, já é uma satisfação enorme. Conseguir isso com uma goleada sobre o nosso maior rival, então, é ainda mais significativo. Só tenho a agradecer a todos. O carinho do pessoal do clube, da torcida e, claro, da minha família, são fundamentais para a minha trajetória não somente aqui, mas durante toda a minha carreira. Espero poder viver muitos outros momentos especiais vestindo essa camisa”, ressaltou.

Depois de 10 rodadas, o PSV é o líder isolado do Holandês, sendo o único time que permanece sem perder um ponto sequer no torneio nacional dentre as principais ligas europeias. Tal desempenho, inclusive, está próximo do alcançado na temporada 2018/19, quando a equipe chegou a obter 13 triunfos em sequência, mas, no final, perdeu o título para o Ajax.

”A gente teve mais uma demonstração da força do nosso grupo. Independentemente da situação dos dois times, sabíamos que não seria um jogo fácil, afinal, quase todo clássico é equilibrado. Tivemos dificuldades no primeiro tempo e fomos para o vestiário em desvantagem, mas o mister (Peter Bosz) corrigiu os erros no intervalo e fizemos uma segunda etapa quase perfeita. Nosso início no Holandês é realmente incrível, mas não podemos relaxar. É continuar trabalhando e, se possível, manter essa sequência de vitórias o máximo possível para conquistarmos o nosso objetivo, que é o título”, finalizou o camisa 5.


Na Europa, além dos cinco títulos pelo PSV, André Ramalho já levantou outras 11 taças pelo Red Bull Salzburg. Foram seis títulos da Bundesliga (2013/14, 2014/15, 2017/18, 2018/19, 2019/20 e 2020/21) e mais cinco da Copa da Áustria (2013/14, 2014/15, 2018/19, 2019/20, 2020/21).

Boudewijn Zenden e seu início no PSV Eindhoven

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Boudewijn Zenden começou a carreira profissional no PSV Eindhoven

Boudewijn Zenden, ex-jogador holandês, está celebrando o seu 47º ano de nesta terça-feira, dia 15 de agosto de 2023. O atleta deu o pontapé inicial na sua carreira jogando pelo PSV Eindhoven no começo dos Anos 90.

Todo este vínculo do neerlandês com os Boeren se concretizou entre 1993 e 1998. Antes de ingressar ao time principal com apenas 17 anos de idade, Boudewijn já havia se destacado nas categorias de base dos Rood-witten.

Mesmo jovem, conquistou a vaga de Peter Hoekstra na temporada 1995/96 e se tornou uma das peças fundamentais da equipe, ao lado do experiente Jan Wouters. Depois de fazer outro ano repleto de grandes atuações no clube neerlandês, foi convocado pela Laranja Mecânica para disputar a Copa do Mundo de 98. Pouco tempo após do Mundial, Zenden, junto de Phillip Cocu, se transferiu para o Barcelona.


Segundo o site ogol.com, Boudewijn Zenden disputou 127 partidas com a camisa vermelha e branca de Eindhoven e balançou as redes adversárias em 35 ocasiões. Neste período em que defendeu o PSV, conquistou duas Johan Cruyff Shield (1996 e 1997), uma Eredivisie (1996/97) e uma KNVB Cup (1995–96), além de ter sido eleito o Jogador Jovem Holandês do Ano em 1997.

Na sequência de sua carreira, assim que deixou o Barça, o atleta holandês ainda veio a defender clubes como Chelsea, Middlesbrough, Liverpool e Olympique de Marseille. Encerrou a sua jornada profissional em 2011, depois de jogar no Sunderland.

Ronaldo Fenômeno e sua passagem goleadora no PSV da Holanda

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ronaldo no PSV

Um dos maiores jogadores da história do futebol mundial completa 46 anos hoje. Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo, Ronaldo Fenômeno ou simplesmente Fenômeno, nasceu no dia 22 de setembro de 1976, no Rio de Janeiro, e se tornou um dos maiores atacantes da história. Na Europa, essa história começou no PSV.

O atacante começou muito jovem, logo aos 16 anos já estava estreando na equipe profissional do Cruzeiro, clube no qual foi revelado. Ronaldo decidia os jogos para a Raposa e se destacava mundialmente. Já tinham várias equipes de olho no garoto e tentando a sua contratação.

No meio da temporada de 1994, após a Copa do Mundo, onde Ronaldo, apesar de não ter entrado em campo, foi campeão com a Seleção Brasileira, quando abre o mercado da bola europeia, o PSV da Holanda teve que desembolsar 6 milhões de dólares para contratar o atacante brasileiro. Pensando no valor podemos achar pouco para o que vemos atualmente, mas na época era um altíssimo valor.

O atacante chegou na Holanda com apenas 18 anos e com uma expectativas, já que havia disputado a Copa do Mundo de 1994, desbancando o experiente atacante Evair. Todos estavam de olhos no jovem, pois ele tinha tudo para brilhar e ser uma estrela mundial.

Ronaldo foi se adaptando com tranquilidade ao país e ao jeito de sua equipe jogar, tanto que se tornou titular da equipe rapidamente. O único problema era que ele não falava a língua e isso acabou o prejudicando um pouco na adaptação, mas mesmo assim fez sucesso.

Porém, o seu sucesso não agradava a todos, inclusive a mídia local, que acabou criando um “rival”, que era dois meses mais velho para ver quem atuava mais. O jogador era o Patrick Kluivert, do Ajax, mas não deu para o atacante holandês, pois Fenômeno era de outro planeta.

O atacante brasileiro terminou o campeonato nacional daquele ano com 30 gols, 12 gols a mais do que o holandês. Mesmo assim não foi o suficiente para ajudar sua equipe a ser campeão, o título acabou ficando com o rival Ajax, que também conquistou a Liga dos Campeões. O PSV acabou ficando em terceiro colocado.

Com o fim da temporada, alguns clubes continuaram sondando o atleta, pois seu alto rendimento só melhorava. A Inter de Milão ficou perto de contratar o jogador, mas acabou não conseguindo e ele permaneceu na equipe holandesa por mais uma temporada.

Na sua segunda e última temporada, algumas coisas começaram a dar errado para o atacante. O jogador teve sua carreira marcada por algumas lesões, principalmente no seu joelho, e tudo começou já no meio da temporada de 1995-96, quando ele teve que fazer uma cirurgia em fevereiro de 1996, após inflamação nos joelhos e calcificação no direito.

Os médicos recomendaram uma recuperação lenta, porém em abril o atacante já estava ficando à disposição, mas por enquanto ficava no banco da equipe. O técnico Dick Advocaat impôs uma reserva para Ronaldo, que por sua vez não gostou da atitude.


O atacante estava ficando cada vez mais bravo com as atitudes e na Final da Copa dos Países Baixos foi o pingo final na situação. O técnico colocou Ronaldo apenas nos últimos 15 minutos e já com o título praticamente ganho da competição.

Chegando ao final da temporada, o atacante foi convocado para as Olimpíadas de Verão de 1996 e depois não retornou mais à equipe holandesa. Por conta da situação, Ronaldo preferiu sair e aceitou a boa proposta do Barcelona. O Fenômeno deixou o PSV com altos mineiros, ele fez 57 jogos e 54 gols nas duas temporadas no clube.

O início de Zenden no PSV

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zenden atuando pelo PSV

Completando 46 anos neste dia 15 de agosto, o ex-meia holandês Boudewijn Zenden foi um dos nomes da posição que surgiu no futebol neerlandês nos anos 1990. Polivalente dentro de campo, ele rodou por diversos clubes ao longo de sua trajetória, alguns deles titãs como o Barcelona, o Chelsea e o Liverpool. Sua trajetória no esporte bretão começa no PSV Eindhoven, um dos mais tradicionais times de seu país natal.

Zenden começou a jogar futebol no MSV, time de sua cidade natal Maastricht e acabou chegando aos Boeren com apenas 11 anos de idade, já entrando nas categorias de formação do time da Philips. Aos poucos foi ascendendo nas categorias da equipe, vendo das arquibancadas o time campeão europeu no final da década de 1980. Em 1994 acaba sendo alçado ao time principal, alçado por Aad de Mos.

Passa a atuar por um time que tinha, entre outros destaques, um tal de Ronaldo como centro-avante. Precisa de três jogos para ganhar espaço e já começar a jogar entre os titulares. No final daquele ano, em uma partida diante do Waaljvick, faz seus primeiros gols pelo clube, marcando os dois do empate em casa do PSV. Marca naquela temporada ainda diante de Roda, NAC Breda e Twente.

Se consolida na temporada seguinte como titular da equipe, marcando inclusive uma tripleta em uma goleada por 7 a 1 para cima do Groningen. Chega naquele ano a marcar inclusive diante do Barcelona, na Liga Europa, em um jogo que terminou com derrota em casa do PSV. Termina a temporada com oito gols. Ganha seu primeiro título naquela temporada, com o time sendo campeão da KNVB Cup, a Copa da Holanda. 

Na temporada 1996/1997 ele é uma peça essencial na conquista da Eredivisie, onde o PSV faz grande campanha e desbanca tanto Ajax quanto o Feyenoord na busca pela taça. No final daquela temporada, seu bom futebol é recompensado com uma convocação para a Seleção Holandesa, a qual representa pela primeira vez numa vitória diante de San Marino, em 30 de abril. 


Fez sua última temporada pelo time de origem no biênio 1997/1998. O PSV não conquistaria nenhum título, mas Zenden teria um desempenho muito positivo, marcando 13 gols, incluindo dois nos dois clássicos contra o Ajax. Ao final daquela temporada acaba negociado com o Barcelona, após a chegada de Van Gaal ao clube catalão. 

No total, Zenden esteve em campo em 134 partidas nos quatro anos em que passou pelo PSV, marcando 35 gols ao longo de sua passagem. Jogador de Copa do Mundo pela Holanda, este em atividade no futebol até a temporada 2010/2011, quando pendurou as chuteiras atuando pelo Sunderland, na Premier League. 

Favoritos se enfrentam nas alternativas quartas da UEFA Conference League

Por Lucas Paes
Arte por O Curioso do Futebol

Confrontos da Conference League

A mais alternativa das competições do futebol europeu está afunilando e chegou as quartas de final. A recém criada UEFA Conference League dá a chance de protagonismo à alguns times diferentes no velho continente, mas chega as suas quartas de final com um confronto entre os dois grandes favoritos e com outro deles, se passar das quartas, enfrentando-se nas semifinais. O sonho do campeão diferente, porém, ficou meio complicado, já que boa parte dos times que chegaram é minimamente conhecido no continente.

O sorteio da Conference League foi o último numa manhã de sexta-feira que teve já os sorteios da Liga dos Campeões e da Europa League. Nos dois casos tivemos partidas interessantes e a terceira competição de clubes da UEFA não foge da raia e também tem bons jogos,

BODO/GLIMT X ROMA: é o terceiro confronto entre os dois times na competição, já que se enfrentaram na fase de grupos. Atual campeão norueguês, um campeonato que possuí um calendário muito semelhante ao do Brasileirão, começando em abril e terminando em novembro, o Bodo chegou a enfiar 6 a 1 nos Giallorossi na fase de grupos. Porém, o favoritismo do confronto é agora da Roma, que vive momento relativamente bom na temporada e tem um time melhor. O time italiano é favorito inclusive ao título e decidirá o confronto em casa. O vencedor enfrentará Leicester City ou PSV nas semis. 

LEICESTER CITY X PSV EINDHOVEN: confronto entre dois favoritos ao título, o duelo entre ingleses e holandeses bota frente a frente duas equipes favoritíssimas. Os Foxes não estão bem na Premier League deste ano e buscam na Conference League um prêmio de consolação que é ao mesmo tempo um inédito título continental para a equipe de Brendan Rodgers. Se priorizar a competição, a equipe tem certo favoritismo diante de um bom time do PSV, que disputa ponto a ponto com o Ajax o título nacional na Eredvisie e que vê na Conference a chance de uma glória continental. O bônus para os holandeses é que o confronto será decidido em Eindhoven, mas é importante levar um placar reversível para a volta.

FEYENOORD X SLAVIA PRAGA: genuinamente um dos confrontos mais equilibrados e portanto mais interessantes destas quartas, o duelo entre o tradicionalíssimo time holandês e o vice-líder do campeonato da República Checa, atual tricampeão no país, bota frente a frente um time que não se vê mais vivo no seu campeonato nacional e tem na Conference League uma salvação para temporada e outro que pode embalar um título nacional e um continental inédito no mesmo ano. Há um ligeiro favoritismo para o lado do Feyenoord, muito mais pelo nome que possuí, mas é perfeitamente plausível que o Slavia passe. O duelo será decidido em Praga e o vencedor enfrentará Marseille ou PAOK nas semis.


OLYMPIQUE DE MARSEILLE X PAOK SALÔNICA: um dos confrontos mais diferentes desta fase, coloca frente a frente o time mais tradicional da França contra uma das forças do futebol grego. O duelo é tão interessante fora quanto dentro de campo, já que coloca nas aquibancadas as duas torcidas mais quentes do duelo, com a sensacional Gate 21 do PAOK frente a Commando Ultras do Marseille. Dentro de campo, os franceses tem ligeiro favoritismo, mas o time grego tem suas qualidades e pode surpreender, principalmente porque decide no caldeirão que é o Toumba, seu estádio. Se trouxer um bom resultado para a Grécia, o PAOK pode sim tirar o Marseille, mas o favoritismo é francês. 

Romário e a grande passagem pelo PSV Eindhoven, onde até hoje é ídolo

Foto: arquivo

Romário é um dos maiores jogadores da história do PSV

Neste 29 de janeiro de 2022, o ex-atacante e atual senador Romário está completando 56 anos. Um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, ele fez muito sucesso por onde passou. Em seu primeiro time no exterior, o PSV Eindhoven, virou ídolo.

Romário transferiu-se para o PSV por US$ 6 milhões de dólares estadunidenses, sendo na época a mais cara contratação brasileira por um clube estrangeiro ultrapassando a que era até então a maior que havia sido a de Zico que foi vendido para a Udinese, da Itália, por US$ 4 milhões de dólares em 1983.

Romário teve realmente um mega contrato; além do salário de US$ 1 milhão de dólares por temporada com mordomia, US$ 1 milhão de dólares de luvas, uma casa com vários quartos e todos os empregados necessários, equipamento de som e vídeo da Philips, um carro Opel GSI, 10 passagens aéreas por ano entre Holanda e Brasil, liberdade para fazer qualquer publicidade no mundo inteiro, contrato publicitário com a Philips do Brasil, curso de inglês e holandês para ele e sua esposa Mônica Santoro, um intérprete, cursos em faculdades locais e se seu passe fosse vendido por mais de US$ 3,7 milhões de dólares para outro clube, ele teria direito a 15% de tudo que excedesse a esse valor. O técnico da equipe neerlandesa, Guus Hiddink, veio pessoalmente ao Brasil para participar das negociações.

Estreou pelo clube em 30 de outubro de 1988 na partida PSV 3 x 0 Twente. Na sua primeira temporada no clube foi artilheiro, campeão do Campeonato Holandês e da Copa dos Países Baixos. Na Copa dos Campeões da UEFA, encarou pela primeira vez um futuro rival, o Real Madrid. Marca na duas partidas, mas são os espanhóis quem avançam, na prorrogação, para as semifinais. Ele perde o Mundial Interclubes, em que ele empata a partida contra os uruguaios do Nacional a quinze minutos do fim; o jogo vai para a prorrogação, com virada do PSV, que sofre o empate no último minuto do tempo extra. Ele converte a sua cobrança na decisão por pênaltis, mas o adversário vence nela por 7–6. Já na Supercopa Europeia, o título é perdido após a equipe vencer os belgas do Mechelen por apenas 1 a 0 em casa, após perder por 0 a 3 fora.

Na temporada de 1989-90, Romário é novamente artilheiro da Eredivisie e volta a ganhar a Copa nacional e torna-se ainda o primeiro brasileiro chamado para uma Copa do Mundo atuando por uma equipe dos Países Baixos — todavia, uma lesão no tornozelo ocorrida a três meses do torneio pelo próprio PSV praticamente o priva de jogar o mundial. Sem ele nas rodadas finais, o PSV perdeu o campeonato por um ponto para o Ajax, dando certa razão a uma declaração de seu principal atacante: "O PSV depende de mim. Todos sabem que a equipe não tem condições de jogar sem Romário". De fato, sua importância era tal que a diretoria o perdoou mesmo após um pequeno escândalo, em que fotos suas disputando animadas partidas de futebol de areia no Rio de Janeiro chegaram ao clube — Romário havia conseguido ser liberado pelo PSV com a desculpa de tratar o problema no tornozelo.

O Baixinho recupera-se bem da lesão e, na temporada de 1990–91, é novamente artilheiro e campeão da Eredivisie, com um sabor especial para a torcida: o PSV, até então a terceira força do futebol neerlandês iguala, em número de títulos no campeonato, o Feyenoord, ultrapassado na de 1991–92, com um bicampeonato seguido da equipe de Eindhoven.


A temporada de 1992–93, em que o Feyenoord ganha e se iguala momentaneamente ao PSV, é a primeira de Romário na Holanda em que ele não fatura títulos; ainda assim, sua artilharia na Copa dos Campeões da UEFA, mesmo com o PSV caindo em último na fase de grupos, impressiona os grandes clubes da Espanha, Valência tenta contratar o jogador a pedido de Guus Hiddink que nesse momento estava como treinador do clube espanhol, porém, um holandês em especial: Johan Cruijff, que na época treinava com sucesso o Barcelona conseguiu com que a diretoria do clube contratasse o artilheiro.

O clube espanhol é convencido a comprar Romário, fazendo-o por US$5 milhões de dólares estadunidenses. Romário despediu-se do PSV com um total de 165 gols marcados em 167 jogos. Embora sua passagem por ele geralmente seja pouco lembrada, o clube de Eindhoven foi o que Romário mais conquistou títulos oficiais, sua fama foi tão grande que em 2013 foi feito um documentário em homenagem a ele, com o título: Romário, samba in Eindhoven.

A passagem de Guus Hiddink como jogador do PSV

 Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Hiddink atuando no PSV

Recentemente aposentado do futebol, o ex-treinador de grande sucesso e jogador de um pouco menos de glórias Guus Hiddink viveu muita coisa dentro do esporte bretão. Completando 75 anos neste dia 8, ele teve muitos troféus conquistados como treinador nos mais diversos clubes e seleções, passando muito perto de levar o Chelsea à um inédito título europeu, mas principalmente fazendo sucesso como treinador do PSV. Antes disso, porém, ele também atuou dentro de campo pelo clube de Eindhoven.

Meio campista focado principalmente na marcação, evelado e tendo relativo sucesso pelo De Graasfchap, onde foi campeão da segunda divisão holandesa, ele acabou despertando interesse do PSV, que o contratou no início da temporada 1970/1971. Era, apesar de tudo, um período glorioso de um dos rivais do PSV, o Ajax, que montava naquele momento o que era o maior time de toda a sua história, que dominaria inclusive o futebol europeu.

Em sua primeira temporada no PSV, veio mais do banco de reservas do que propriamente dito do time titular. Num dos jogos onde jogou os 90 minutos, marcou um gol na vitória diante do NAC Breda por 3 a 0. Naquele ano, o PSV ficou distante do título holandês, conquistado curiosamente pelo Feyenoord, em uma disputa acirradíssima com o Ajax. Não avançaram também na Copa e na Recopa Européia.

Na temporada seguinte, quando começava a ter um pouco mais de espaço na equipe, após atuar em 12 jogos ao longo do ano, acabou se lesionando e ficando de fora de muitos jogos, perdendo o fim do biênio e não conseguindo mais recuperar seu espaço dentro do time. Naquele ano, o PSV não passou de novo nem perto das disputas pelo título da Liga ou da Copa. Hiddink deixou o PSV para retornar ao De Graasfchap em 1972. Foram 36 jogos e um gol pelo clube.


Acabaria fazendo muito mais sucesso pelo time de Eindhoven na área técnica. Como treinador, levou o PSV a seis títulos holandeses, quatro títulos da Copa da KNVB e ainda comandou o clube na maior conquista da história, quando levaram a Liga dos Campeões em 1988. Teve duas passagens, nos anos 1980 e entre 2002 e 2006. Se aposentou recentemente do futebol após passar pela seleção de Curaçao.

A história dos gêmeos Van de Kerkhof com o PSV Eindhoven

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Os irmãos Ven de Kerkhof no PSV

Irmãos fazendo sucesso no futebol não são necessariamente um fato raro. Casos existem por todo o planeta, como os Laudrups, os Militos, Raí e Sócrates, entre outros tantos. Nos Países Baixos, porém, tivemos um caso que não é exatamente comum, quando os irmãos gêmeos Willy e René Van de Kerkhof, que completam 70 anos neste dia 16, fizeram enorme sucesso durante mais de uma década jogando juntos pelo PSV Eindhoven, um dos grandes clubes daquele país. 

Willy e René nasceram em Helmond e jogaram juntos desde a juventude no Twente, onde iniciaram suas trajetórias no futebol profissional em 1970. Willy, que ficou conhecido pelo apelido Billy, era meia e René era ponta esquerda. Ambos mostraram ótimo futebol no Twente e em 1973 o futebol deles chamou atenção do PSV, que levou ambos para Eindhoven.

A primeira temporada de estreia da dupla nos Boeren garantiu a presença dos gêmeos na Seleção Holandesa que foi vice-campeã da Copa do Mundo de 1974. Porém, naquele ano, o PSV levou apenas a Copa da Holanda, sendo campeão nacional na temporada 1974/1975. Na temporada seguinte, os irmãos ajudaram a equipe a garantir o bicampeonato, ainda que o desempenho de ambos tenha caído naquele segundo biênio.

Tanto Willy quanto René seguiram nos anos seguintes atuando pelo PSV, mas viram Ajax e Feyenoord recuperarem o "domínio" sob o futebol nacional. Porém, o futebol de ambos os irmãos, que ajudou o clube a levar o título da Copa da UEFA de 1978, foi suficiente para que fossem novamente a Copa do Mundo em 1978,  outra em que a Laranja Mecânica ficou com o vice. Seguiram atuando em alto nível no PSV, ainda que os títulos nacionais não viessem novamente.

Foi somente em 1983, depois de 10 anos de parceria vestindo o listrado do PSV que René acabou fechando com o Apollon Smyrnis, da Grécia. Foram, pela parte do ponta, 317 jogos e 95 gols pelos Lampen. O irmão permaneceria em Eindhoven até 1988, quando se aposentou após fazer parte da equipe que conquistou o primeiro e até hoje único título europeu da história dos Rood-witten, conquistado inclusive na temporada anterior a chegada de Romário a equipe. 


Willy, considerado um dos 125 melhores jogadores da história pelo Rei Pelé, fez 485 jogos e 64 gols vestindo a camisa do PSV, além de conquistar outros três títulos nacionais na década de 1980 e mais uma Copa da Holanda. René, por sua vez, também considerado um excelente jogador, esteve em atividade até 1989, quando encerrou a carriera no FC Eindhoven, outro time da cidade que sequer chega perto do tamanho do PSV. 

A passagem de Marcelo Ramos pelo PSV Eindhoven

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Marcelo Ramos passou uma temporada no time holandês

Marcelo Silva Ramos, popularmente conhecido apenas como Marcelo Ramos, está completando 48 anos de idade nesta sexta-feira, dia 25 de junho de 2021. O jogador, um dos grandes ídolos da história do Cruzeiro, teve passagem pelo PSV Eindhoven da Holanda na temporada 1996-1997.

Procurando um substituto para Ronaldo que era um ídolo do clube e havia sido contratado pelo Barcelona ao final da temporada 1995-1996, o PSV Eindhoven escolheu Marcelo Ramos, revelado nas categorias de base do Bahia e que estava sendo um dos destaques do Cruzeiro para ser o seu novo camisa 9 para o segundo semestre de 1996. Para substituir seu compatriota, o centroavante teria uma missão muito difícil: fazer com que a torcida da equipe holandesa não sentisse tanta falta de Ronaldo.

Apesar da grande expectativa criada, o centroavante que chegou para ocupar o posto que era de Ronaldo acabou não indo tão bem. Marcelo fez 26 partidas com a camisa vermelha e branca. Contribuiu para a equipe vencedora do título nacional marcando 12 gols em toda a temporada 1996-1997.

Fez parte do elenco que conquistou o campeonato holandês da temporada 1996-1997 com uma diferença de quatro pontos em relação ao segundo colocado, além dos títulos da Supercopa dos países baixos em 1996 em cima do Ajax com uma vitória por 3 a 0 e em 1997, seria bicampeão, mas desta vez diante o triunfo foi do Roda JC por 3 a 1. Ambas as partidas foram disputadas na antiga Amsterdam Arena, hoje conhecida como Johan Cruijff Arena.

Após o término de mais uma edição da Eredivisie e o clube levar o 14º troféu de campeão holandês para Eindhoven, Marcelo Ramos se despediu da equipe em 1997. Naquele mesmo ano, o atleta ainda retornaria ao Cruzeiro, conquistaria a Taça Libertadores da América. No final do ano, disputaria o mundial interclubes, mas perderia a final para o Borussia Dortmund pelo placar de 2 a 0.


Antes de se aposentar, o centroavante ainda jogaria em clubes como Nagoya Grampus do Japão, São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Vitória, Bahia, Athletico Paranaense e muitos outros times ao longo de sua carreira, além de retornos ao Cruzeiro. Foi enfim, que no ano de 2012, Marcelo Ramos encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional após o fim de sua passagem pelo Ypiranga do Rio Grande do Sul.

Romário no PSV Eindhoven

Foto: arquivo PSV Eindhoven

O PSV foi o clube onde Romário conquistou mais títulos em sua carreira

Romário de Souza Faria, que está completando 53 anos neste 29 de janeiro de 2019, foi um dos maiores atacantes de todos os tempos. O "Baixinho" marcou época em todos os times pelo qual passou em sua carreira e também na Seleção Brasileira. Uma destas equipes onde virou ídolo foi no PSV Eindhoven, da Holanda.

O atacante já era o grande destaque do Vasco da Gama, sendo artilheiro em várias competições e confirmou isto com suas atuações no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1988, em Seul, na Coreia do Sul. O PSV, que tinha acabado de conquistar a Copa dos Campeões da Europa, foi em busca dos destaques daquela competição: o próprio Romário e o zambiano Kalusha Bwalya.

As negociações entre PSV, Vasco e Romário foram interessantes. Até o treinador da equipe holandesa, Guus Hiddink veio participar das conversas. O clube carioca o vendeu por US$ 6 milhões, a maior transação envolvendo um time brasileiro até então e o atleta passou a receber um belo salário (cerca de US$ 1 milhão por ano, alto para a época) e várias mordomias, que ia desde um belo conjunto de equipamentos de som e imagem da Phillips (dona do clube), carro e luvas.

Estreou pelo clube em 30 de outubro de 1988 na partida PSV 3 a 0 Twente. Na sua primeira temporada no clube foi artilheiro, campeão do Campeonato Neerlandês e da Copa dos Países Baixos. Na Copa dos Campeões da UEFA, encarou pela primeira vez um futuro rival, o Real Madrid. Marca na duas partidas, mas são os espanhóis quem avançam, na prorrogação, para as semifinais. Ele perde o Mundial Interclubes, em que ele empata a partida contra os uruguaios do Nacional a quinze minutos do fim; o jogo vai para a prorrogação, com virada do PSV, que sofre o empate no último minuto do tempo extra. Ele converte a sua cobrança na decisão por pênaltis, mas o adversário vence nela por 7–6. Já na Supercopa Europeia, o título é perdido após a equipe vencer os belgas do Mechelen por apenas 1–0 em casa, após perder por 0–3 fora.

Na temporada de 1989-90, Romário é novamente artilheiro da Eredivisie e volta a ganhar a Copa nacional e torna-se ainda o primeiro brasileiro chamado para uma Copa do Mundo atuando por uma equipe dos Países Baixos — todavia, uma lesão no tornozelo ocorrida a três meses do torneio pelo próprio PSV praticamente o priva de jogar o mundial. Sem ele nas rodadas finais, o PSV perdeu o campeonato por um ponto para o Ajax, dando certa razão a uma declaração de seu principal atacante: "O PSV depende de mim. Todos sabem que a equipe não tem condições de jogar sem Romário". De fato, sua importância era tal que a diretoria o perdoou mesmo após um pequeno escândalo, em que fotos suas disputando animadas partidas de futebol de areia no Rio de Janeiro chegaram ao clube — Romário havia conseguido ser liberado pelo PSV com a desculpa de tratar o problema no tornozelo.

O Baixinho recupera-se bem da lesão e, na temporada de 1990-91, é novamente artilheiro e campeão da Eredivisie, com um sabor especial para a torcida: o PSV, até então a terceira força do futebol neerlandês iguala, em número de títulos no campeonato, o Feyenoord, ultrapassado na de 1991-92, com um bicampeonato seguido da equipe de Eindhoven. A temporada de 1992-93, em que o Feyenoord ganha e se iguala momentaneamente ao PSV, é a primeira de Romário na Holanda em que ele não fatura títulos; ainda assim, sua artilharia na Copa dos Campeões da UEFA, mesmo com o PSV caindo em último na fase de grupos, impressiona os grandes clubes da Espanha, Valência tenta contratar o jogador a pedido de Guus Hiddink que nesse momento estava como treinador do clube espanhol, porém, um holandês em especial: Johan Cruijff, que na época treinava com sucesso o Barcelona conseguiu com que a diretoria do clube contratasse o artilheiro.

O clube espanhol é convencido a comprar Romário, fazendo-o por 4,5 milhões de dólares estadunidenses. Romário despediu-se do PSV com um total de 165 gols marcados em 167 jogos. Embora sua passagem por ele geralmente seja pouco lembrada, o clube de Eindhoven foi o que Romário mais conquistou títulos oficiais.

As camisas de Arjen Robben

Por Lucas Paes 


Um dos maiores ídolos do Bayern de Munique, jogador de grandes partidas pela Seleção Holandesa, Robben é conhecido até hoje pelo seu mortal pé esquerdo, que faz a jogada mais manjada do mundo, mas que quase ninguém consegue parar. O jogador, que completa 35 anos neste dia 23 de janeiro de 2018, passou por diversos clubes na carreira e neste texto vamos lembrar suas passagens. 

Groningen


Começou a carreira no final do ano de 2000, no dia 3 de dezembro, em empate com o RKC Waaljwick pela Eredvisie. Em sua primeira temporada fez 18 jogos e dois gols pelo Exército Verde Branco. Na temporada 2001/2002, despontou, marcando 10 gols em 34 jogos. Acabou, ainda em 2001, contratado pelo PSV, que pagou 4,2 milhões de Euros e deixou ele por empréstimo no Groningen. No final da temporada 2001/2002, desembarcou em Eindhoven. 

PSV Eindhoven


Nos dois anos seguinte, Robben e Kezman formariam uma dupla mortal no PSV. No total, Robben marcaria 21 gols em 70 jogos pelo time vermelho e branco de Eindhoven. Foi campeão de um Campeonato Holandês e uma Supercopa da Holanda pelo PSV. Também foi parte importante na boa campanha do time na Copa da UEFA de 2003/2004, quando acabou parando nas quartas de final. Na Euro de 2004, apesar de não marcar gols, foi responsável pelo pênalti decisivo da decisão contra a Suécia nas quartas de final. Ao final da temporada 2003/2004, o Chelsea contratou o jogador pagando 22 milhões de dólares. 

Chelsea


Nos Blues, sua primeira temporada acabou atrapalhada por lesões, mas sua velocidade e qualidade impressionavam. Na temporada 2005/2006, jogou mais e ajudou o Chelsea a conquistar o bicampeonato inglês. Em campos europeus, acabava sempre parando com os Blues no Liverpool, indigesto problema para o Chelsea naqueles anos. Ao final da temporada 2006/2007, depois de 104 jogos e 18 gols pelo Chelsea, acabou contratado pelo Real Madrid. 

Real Madrid


Apesar da expectativa, nem Robben nem seu compatriota Sneijder conseguiram atingir o máximo de seus potenciais no Real. Atrapalhado por lesões, Robben jogou apenas 65 vezes em dois anos pelo Madrid, marcando apenas 13 gols. Apesar disso, fez parte do grupo campeão espanhol em 2007/2008. Ao final da temporada 2008/2009, tanto ele quanto Sneijder acabaram negociados e Robben foi parar no Bayern de Munique, por 25 milhões de Euros. 

Bayern de Munique


Segundo Robben, a decisão de ir ao Bayern foi a mais acertada de sua vida. Assim como o compatriota Sneijder, que se encontrou rapidamente em Milão, Robben caiu rapidamente nas graças do torcedor. No Bayern, passou a mostrar uma face mais artilheira. Na primeira temporada, levou o time à final da Liga dos Campeões da Europa, onde acabou derrotado pela Inter, justamente de seu compatriota Sneijder. Viveu inferno pessoal em 2012, quando numa final de Liga dos Campeões decidida em Munique, perdeu um pênalti que poderia ter dado o titulo ao Bayern na prorrogação. Finalmente, em 2013, marcou o gol do título nos minutos finais da decisão diante do Borussia Dortmund. 

No ano em que completa 10 anos pelo Bayern, Robben decidiu que deixará o clube ao final da temporada, ainda não sabendo o que fará com a carreira. Ídolo da torcida e do clube, Robben entrou em campo 309 vezes pelos bávaros e marcou 143 gols até aqui. Tem diversos títulos em Munique, entre eles oito Bundesligas, uma Liga dos Campeões e um Mundial. Sem dúvida nenhuma, já esta marcado com tinta dourada na seleta página de ídolos do Bayern. 

Seleção Holandesa


É presença constante na Laranja Mecânica desde bem cedo em sua carreira. Jogou a Euro de 2004, mas começou a se destacar verdadeiramente depois. Entre 2003 e 2017 jogou 96 vezes com a Holanda, marcando 37 gols. É parte do time que perdeu a Copa do Mundo de 2010, onde é de certa forma considerado responsável pela derrota, já que perdeu dois gols frente à frente com Casillas. Em 2014, viveu sua vingança pessoal com a Espanha, destroçando a Fúria na marcante goleada de 5 a 1, que Salvador testemunhou na inesquecível Copa do Mundo de 2014. Robben passou à ser capitão da seleção em 2015, mas, nos últimos anos, a Holanda decepcionou sequer chegando a Eurocopa e à Copa do Mundo. Ao final da eliminatória da Copa de 2018, aposentou-se da Laranja Mecânica. De longe, vê a renovada Holanda chegar a semifinal da Nations League da UEFA.
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