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Com início avassalador, Leicester mostra que queda para a Championship parece ter sido um acidente

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Leicester City FC

O Leicester é líder da Championship

O Leicester City foi protagonista do que foi até o momento a maior zebra desportiva do século XXI, quando ganhou uma Premier League que ninguém esperava que fosse para os Foxes na temporada 2015/2016, mas aquele aguerrido e bom time venceu. Desde então, o time esteve bem em várias temporadas na Premier League, ficando inclusive próximo de ir para a Liga dos Campeões. Porém, depois da pandemia, a equipe entrou numa espécie de crise que se consumou com o surpreendente rebaixamento na temporada passada, que a julgar pelo início de temporada é apenas um acidente de percurso. 

A equipe manteve uma parte do elenco que era bem qualificado até para a própria Premier League e para a Champioship tinha um nível que já era esperado que a campanha fosse de briga pelo acesso. O início da campanha das raposas, porém, é digno do que City e Liverpool fazem na primeira divisão, vencendo 10 dos 11 jogos possíveis até aqui na competição. Agora, a expectativa é se o time vai além de tudo ser campeão da competição.

O início de temporada do Leicester é iluminado. A única derrota na Champioship foi para o Hull City no começo de setembro e a outra no todo da temporada foi para o Liverpool na Copa da Liga, em Anfield, em jogo onde realmente a equipe não era favorita. Na segundona inglesa, a equipe de Enzo Maresca, porém é praticamente imbatível e caminha a passos largos para voltar sem dificuldades para a primeira divisão novamente. 

Os destaques do time da cidade do "centro" da Inglaterra no momento são o meia Dewsbury-Hall, o zagueiro Faes, o atacante Iheanacho e o veterano e ídolo da torcida Vardy, que voltou a ter bom relacionamento com as redes na Champioship e divide a artilharia da equipe justamente com seu companheiro de ataque. Nomes como Winks e Ricardo Pereira não surpreendem, já que também iam bem na época da Premier League.


No que se refere a classificação, neste momento, o Leicester já abriu 10 pontos de distância em realação ao terceiro colocado Preston North End, uma distância muito boa mesmo num começo de competição. Quem acompanha de perto o ritmo das raposas é o também tradicionalíssimo Ipsiwch Town, que não joga a primeira divisão desde 2002. Se as coisas se mantiverem desta maneira até dezembro, as duas equipes devem fazer um duelo eletrizante no Boxing Day, em 26 de dezembro.

É provável que o campeão inglês de 2016 retorne a primeira divisão após apenas um ano de ausência, restará apenas ver se será com uma campanha histórica ou se a equipe oscilará e talvez nem seja campeã. Os Foxes já haviam entrado como favoritos ao acesso e ao título e vão honrando esse favoritismo a cada rodada. Ao fim da temporada, talvez, a Champioship tenha um novo maior campeão, já que o Leicester está empatado nessa posição com, veja só, o Manchester City. Pelo menos até maio.

O sucesso sem precedentes do Leicester City na temporada 2015/16 da Premier League


Na época, ninguém esperava que o Leicester City chegasse ao topo da Premier League durante a temporada 2015/16, pois em todos os clubes nunca havia alcançado tanto sucesso. De fato, apenas as melhores dicas vindas dos analistas e preditores de apostas esportivas mais profissionais poderiam prever que eles seriam capazes de vencer alguns dos times mais fortes e bem preparados que a Inglaterra tem a oferecer.

Fundo

Durante a temporada 2014/15, o The Foxes terminou no 14º lugar na Liga, com apenas 6 equipes abaixo deles, e com os suspeitos de sempre Chelsea, Manchester City, Arsenal e Manchester United mantendo os 4 primeiros lugares. Naquela temporada o Leicester teve 11 vitórias, 8 empates e 19 derrotas; e eles tiveram uma das fugas mais surpreendentes do rebaixamento, ao bater o Queens Park Rangers a uma polpa, marcando 5 gols e sofrendo apenas 1.

Nigel Pearson era seu treinador desde 2008, depois por divergências com a liderança do clube acabou deixando em 2010; ele então retornou perto do final de 2011 e liderou a equipe a partir de então, mas em 2015 uma série de problemas de relações públicas começou a se acumular nos ombros de Nigel e o clube acabou decidindo que continuar a relação de trabalho não seria mais possível. Ele foi assim substituído por Claudio Ranieri, que já havia levado o Chelsea a muitas vitórias, já que os liderou do ano 2000 até 2004.

Início de uma história lendária

O início da temporada foi mais do que gentil com o Leicester, que derrotou primeiro o Sunderland por 4 a 2 e o West Ham por 1 a 2, e depois empatou com o Tottenham por 1 a 1. Ao longo de toda a temporada, The Foxes teve apenas 3 derrotas, duas das quais foram compreensivelmente contra o Arsenal, que primeiro os derrotou por 2-5 e depois novamente por 2-1; os Gunners terminariam em segundo lugar naquela temporada. No geral, o Leicester jogou 38 partidas, venceu 23 e outras 12 foram empates. Destaca-se que empataram duas vezes com o Manchester United, ambas as partidas terminaram empatadas por 1 a 1, e também empataram com o Chelsea por 1 a 1 logo no final da competição; na verdade, parecia que, se eles não conseguiam se defender completamente dos adversários mais perigosos que precisavam enfrentar para chegar ao topo, eles poderiam pelo menos conseguir mantê-los à distância empatando. Eles derrotaram o Tottenham por 0 a 1, apesar de terem empatado com eles por 2 a 2 durante uma partida pela FA Cup, os Lily Whites retribuiriam os Foxes vencendo-os por 0 a 2 na referida competição. O Leicester também demonstrou sua força ao derrotar o Man City em seu próprio território com um desmoralizante 1-3, os Sky Blues terminaram assim em quarto lugar, com Tottenham e Arsenal acima deles, e Leicester City reinando supremo acima de tudo. Dizer que a equipe, os fãs e a mídia estavam em êxtase seria um eufemismo. Até o primeiro-ministro do Reino Unido na época, David Cameron, fez um tweet parabenizando o clube, e a Premier League o reconheceu como uma das maiores e mais inesperadas histórias que teve em toda a sua história. De qualquer forma, o inglês sempre entregou quando se trata de futebol e, a menos de um mês da Copa do Mundo de 2022, eles devem entregar grandes espetáculos mais uma vez.

O "Clube dos 9 a 0" da Premier League

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O United foi o primeiro a aplicar goleada

Aplicar a maior goleada da história de uma competição não é um feito pequeno. Estas situações entram para a história e marcam a trajetória do clube que consegue tal proeza, honraria para vários clubes pelo mundo. A Premier League, curiosamente, tem uma lista até larga de maiores goleadas, todas pelo mesmo placar, de 9 a 0, mas envolvendo mais de uma situação com times diferentes. No último fim de semana, o Liverpool entrou na estatística, vencendo o Bournemounth de maneira impiedosa em Anfield em grande atuação de Firmino. 

A Premier League, é importante lembrar, é a nomenclatura que o Campeonato Inglês ganhou após a modernização da antiga Football League First Division. Historicamente, as maiores goleadas ocorreram ainda na era amadora, com dois placares de 12 a 0. Primeiro, o West Bromwich contra o Darwen em 1892 e depois o Nottingham Forrest contra o time que hoje é Leicester City em 1909. Já na era Premier League, os recordes foram de vários 9 a 0.

A primeira das grandes goleadas de 9 a 0 ocorreu com o Manchester United sob a batuta de Alex Fergunson em 1995. Os Red Devils fizeram 9 a 0 sobre o Ipswich Town no dia 4 de março de 1995. Os gols foram de Roy Keane, Andy Cole (cinco vezes), dois de Hughes e um de Paul Ince. Essa goleada ficou isolada no topo por muito tempo. 

Quem igualou ela foi o Leicester City, que ainda inclusive entrou para a história do futebol inglês como um todo, já que a goleada sobre o Southampton em 2019, jogando fora de casa é a maior vitória de um visitante na história da primeira divisão inglesa e não apenas da Premier League. Nesse dia, Ayoze Pérez e Jamie Vardy com três gols tiveram dias iluminados, contando ainda com a colaboração de Maddison, Chilwell e Tielemans. 

Pouco tempo depois, não se dando por satisfeito por aparecer apenas uma vez, o Manchester United goleou por 9 a 0 de novo. Para desespero do Southampton eles foram vítimas mais uma vez em 2 de fevereiro de 2021. Os artilheiros, neste dia, num Old Trafford sem torcida em meio a pandemia, foram vários. Wan-Bissaka, Rashford, Cavani, Martial, que foi o único com dois gols, McTominay, Bruno Fernandes, Daniel James e Bednarek, contra, marcaram. 


Então, neste recente dia 27 de agosto, o Liverpool decidiu também estabelecer essa marca. Jogando em Anfield, o questionado time de Klopp, de péssimo começo na Premier League, simplesmente atropelou o Bornemounth. Os Reds contaram com grande atuação de Firmino, que marcou duas vezes e deu quatro assitências. Também fizeram com Luís Diaz, que também fez dois, Harvey Elliott, Alexander Arnold, Van Dijk, Fábio Carvalho e Mepham contra. Sentiu falta de alguém? Pois é, Salah não só não fez como inclusive perdeu ótimas chances que transformariam o placar no líder isolado. Agora, mais uma entra na conta.

UEFA Conference League chega as semifinais com único italiano sobrevivente e confrontos interessantes

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/UEFA

O troféu da Conference League

Além da Champions League e da Europa League, outro campeonato chegando em sua fase decisiva é a recém criada UEFA Conference League. Montada com o intuito de dar chances a times mais periféricos de sonharem com troféus europeus, a competição chegou a sua fase semifinal com confrontos com cara de Copa da UEFA (e até de Liga dos Campeões) entre times tradicionais incluindo no pote dois campeões europeus. A competição também é a única com um italiano sobrevivente, a Roma e tem confrontos interessantes. Os jogos serão nesta quinta-feira, dia 28.

ROMA X LEICESTER CITY: dois dos grandes favoritos ao título, os dois chegam com a Conference League como prêmio de consolação numa temporada abaixo do esperado. A Roma dificilmente irá a Liga dos Campeões do ano que vem e ainda briga por competições europeias na Série A, enquanto os Foxes decepcionaram e ficaram apenas no meio de tabela da Premier League, sem grandes aspirações além da Conference, que aliás é um prêmio de consolação após má campanha na Liga Europa para os ingleses.

Não há como apontar um favorito neste jogo. O time inglês não joga um grande futebol em 2022, mas possui ótimos nomes e um bom trabalho, podendo perfeitamente conquistar a competição. A Roma também tem um time interessante e chega com o peso de ter em seu currículo da Taça das Cidades com Feiras, considerada equivalente a Copa da UEFA e Liga Europa. A equipe italiana tem vantagem de decidir em casa, mas o jogo promete boas emoções. 

FEYENOORD X OLYMPIQUE DE MARSEILLE: o duelo envolve dois campeões europeus, o Feyenoord em 1970 e o Marseille em 1993. O time de Sampaoli será o vice-campeão no Campeonato Francês e chega na fase decisiva da Conference League após decepcionar na Liga Europa. Fez boas partidas no mata-mata da competição e conta com bons jogadores em seu elenco, sonhando assim com a possibilidade de mais uma taça continental para se somar ao seu glorioso histórico. 


Já o Feyenoord não conquistou nenhum troféu na temporada e tem na Conference League a sua chance de ouro. O time holandês, a despeito de ser hoje uma espécie de terceira força do futebol local, é tradicionalíssimo e inclusive foi o último do país a conquistar um título continental com a Liga Europa, na época Copa da UEFA de 2002. Terá, porém, que enfrentar o Velódrome lotado na partida decisiva para seguir sonhando com mais um título para sua galeria.

A Conference League, assim como a Liga Europa, é transmitida no Brasil pelos canais ESPN. Os dois jogos ocorrerão neste dia 28 às 16 horas. A decisão da Conference League será em Tirana, na Albânia.  

Favoritos se enfrentam nas alternativas quartas da UEFA Conference League

Por Lucas Paes
Arte por O Curioso do Futebol

Confrontos da Conference League

A mais alternativa das competições do futebol europeu está afunilando e chegou as quartas de final. A recém criada UEFA Conference League dá a chance de protagonismo à alguns times diferentes no velho continente, mas chega as suas quartas de final com um confronto entre os dois grandes favoritos e com outro deles, se passar das quartas, enfrentando-se nas semifinais. O sonho do campeão diferente, porém, ficou meio complicado, já que boa parte dos times que chegaram é minimamente conhecido no continente.

O sorteio da Conference League foi o último numa manhã de sexta-feira que teve já os sorteios da Liga dos Campeões e da Europa League. Nos dois casos tivemos partidas interessantes e a terceira competição de clubes da UEFA não foge da raia e também tem bons jogos,

BODO/GLIMT X ROMA: é o terceiro confronto entre os dois times na competição, já que se enfrentaram na fase de grupos. Atual campeão norueguês, um campeonato que possuí um calendário muito semelhante ao do Brasileirão, começando em abril e terminando em novembro, o Bodo chegou a enfiar 6 a 1 nos Giallorossi na fase de grupos. Porém, o favoritismo do confronto é agora da Roma, que vive momento relativamente bom na temporada e tem um time melhor. O time italiano é favorito inclusive ao título e decidirá o confronto em casa. O vencedor enfrentará Leicester City ou PSV nas semis. 

LEICESTER CITY X PSV EINDHOVEN: confronto entre dois favoritos ao título, o duelo entre ingleses e holandeses bota frente a frente duas equipes favoritíssimas. Os Foxes não estão bem na Premier League deste ano e buscam na Conference League um prêmio de consolação que é ao mesmo tempo um inédito título continental para a equipe de Brendan Rodgers. Se priorizar a competição, a equipe tem certo favoritismo diante de um bom time do PSV, que disputa ponto a ponto com o Ajax o título nacional na Eredvisie e que vê na Conference a chance de uma glória continental. O bônus para os holandeses é que o confronto será decidido em Eindhoven, mas é importante levar um placar reversível para a volta.

FEYENOORD X SLAVIA PRAGA: genuinamente um dos confrontos mais equilibrados e portanto mais interessantes destas quartas, o duelo entre o tradicionalíssimo time holandês e o vice-líder do campeonato da República Checa, atual tricampeão no país, bota frente a frente um time que não se vê mais vivo no seu campeonato nacional e tem na Conference League uma salvação para temporada e outro que pode embalar um título nacional e um continental inédito no mesmo ano. Há um ligeiro favoritismo para o lado do Feyenoord, muito mais pelo nome que possuí, mas é perfeitamente plausível que o Slavia passe. O duelo será decidido em Praga e o vencedor enfrentará Marseille ou PAOK nas semis.


OLYMPIQUE DE MARSEILLE X PAOK SALÔNICA: um dos confrontos mais diferentes desta fase, coloca frente a frente o time mais tradicional da França contra uma das forças do futebol grego. O duelo é tão interessante fora quanto dentro de campo, já que coloca nas aquibancadas as duas torcidas mais quentes do duelo, com a sensacional Gate 21 do PAOK frente a Commando Ultras do Marseille. Dentro de campo, os franceses tem ligeiro favoritismo, mas o time grego tem suas qualidades e pode surpreender, principalmente porque decide no caldeirão que é o Toumba, seu estádio. Se trouxer um bom resultado para a Grécia, o PAOK pode sim tirar o Marseille, mas o favoritismo é francês. 

O início de Gary Lineker no Leicester City

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Lineker quando defendeu o Leicester City

Gary Winston Lineker, nascido na cidade de Leicester, está completando 61 anos de idade neste dia 30 de novembro de 2021. Por isso, nesta terça-feira, vamos relembrar o início da carreira do centroavante defendeu a equipe de sua cidade natal, o Leicester City.

Após passar sua pré-adolescência com o coração indeciso entre o futebol e o críquete, Lineker chegou até a praticar a disputar o primeiro esporte na escola. Era uma grande admirador de David Gower, que jogava na equipe de Leicestershire e era nada mais nada menos do que o capitão da seleção inglesa de críquete.

Apesar de levar jeito para o esporte e ter sido capitão do time da escola na mesma modalidade, Gary sempre era lembrado na escola por focar muito no futebol. Segundo o próprio, um de seus boletins diziam que o fato dele se concentrar demais na vida futebolística e menos nos estudos, não ganharia nada na vida com isso. Porém, esse fato não fez com que Lineker desistisse de se tornar um atleta.

Entrou para a equipe das categorias de base do Leicester em 1976, mas sua estreia aconteceu apenas no dia 1º de janeiro de 1979, quando os Foxes receberam o Oldham Athletic no estádio Filbert Street, antiga casa do clube, e venceram o confronto pelo placar de 2 a 0. Nesta mesma temporada, o jovem de 18 anos de idade marcou apenas um gol em sete partidas que jogou.

Com mais espaço dentro da equipe, Lineker foi peça importante para a conquista da Segunda Divisão do Campeonato Inglês em 1980. Com mais tempo para mostrar serviço em relação ao ano anterior, o centroavante disputou 20 partidas e anotou três tentos na temporada.

Sob comando de Jock Wallace, era mais do que esperado que o atacante conseguisse conquistar ainda mais espaço no time por conta do acesso à elite do futebol inglês na temporada anterior. Mas, o conjunto da equipe acabou não funcionando como se acreditava e com uma média 21,78 anos de idade, o clube fez uma péssima campanha no campeonato nacional. Terminou na 21ª posição da tabela e retornou rapidamente para a Segunda Divisão. Além de tudo isso, Gary disputou somente 10 jogos, já que precisou disputar posição com jogadores como Jim Melrose, Alan Young e Steve Lynex.

Com mais espaço e tempo, o jovem atacante passou a ter o seu faro de gol ainda maior, uma vez que entrou em campo 47 vezes com a camisa do Leicester e conseguiu balançar as redes adversárias em 19 oportunidades. Apesar dos Foxes não terem conquistado o acesso para a primeira divisão do futebol inglês, Lineker ajudou a levar a equipe para as semifinais da FA daquela temporada. Além de Gary, o time também contava com outros nomes como Ian Wilson, John O’Neill, Paul Ramsey, Andy Peake e Kevin McDonald.

Na temporada 1982-1983, foi ainda mais fundamental para a equipe. Demonstrando boa fase e uma pontaria certeira, ajudou a levar o Leicester City de volta à elite. Não satisfeito com sua marca no ano anterior, chamou ainda mais atenção já na temporada seguinte, com 26 tentos marcados em 46 partidas jogadas. Ali também marcava o início da parceria de Lineker com Alan Smith, que juntos marcar 97 gols pelos Foxes até 1985. Nesta edição do campeonato inglês, o Leicester terminou a competição no 15º posto, conseguindo assim se manter na elite do futebol nacional.

Por conta da grande coleção de boas atuações da sua dupla, a torcida do Leicester já começava a se preparar para aquele triste momento de se despedir do craque, até porque, a temporada 1984-1985, seria a última de Lineker com a camisa dos Foxes. Para os fãs, as boas atuações fariam com que os maiores clubes da Inglaterra despertassem seus interesses no atleta.


Em seu último ano com a camisa azul, Gary foi o maior artilheiro da primeira divisão do futebol inglês marcando 24 gols no campeonato. Totalizou 29 tentos anotados, já que também balançou as redes adversárias em partidas válidas por outra competições que o clube disputou ao longo da temporada. Suas principais vítimas foram Manchester United, Liverpool, Newcastle e Aston Villa. Os Red Devils sofreram dois gols do craque e o Villa levou três em uma goleada dos Foxes pelo placar de 5 a 0 no mês de outubro de 1985.

Assim que teve seu longo e belo vínculo com o Leicester City finalizado, foi para a cidade de Liverpool, mas para defender o Everton, que era o atual campeão inglês. Nos Toffes, jogou uma temporada e foi vice-campeão nacional, perdendo o título e oportunidade de conquistar um título da primeira divisão para os Reds. Mais tarde ainda passaria por clubes como Barcelona, Tottenham Hotspur e Nagoya Grampus, além de disputar duas Copas do Mundo (1986 e 1990) e duas Euros (1988 e 1992). Foi no futebol japonês, que Lineker encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional.

Campeão da Copa da Inglaterra, o Leicester segue sua planejada ascensão

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Leicester City FC

Jogadores do Leicester comemoram o título da FA Cup

O Leicester City é, sem sobra de dúvidas, protagonista do título mais surpreendente da história do futebol mundial. Sob o comando de Cláudio Ranieri, com Mahrez, Vardy, Okazaki, Kanté e outros tantos simpáticos nomes, os Foxes sairam de uma temporada de escape do rebaixamento para um histórico título da Premier League. Desde então, o clube virou protagonista na Inglaterra e aos poucos vem se estabelecendo no topo. Na tarde deste último sábado, dia 14, mais uma vez eles entraram para a história, com o inédito título da Copa da Inglaterra.

Um time pequeno com alguma tradição, o Leicester City teve como grandes destaques em sua história o goleiraço Gordon Banks e o ótimo Lineker. Porém, nem eles foram capazes de trazer o clube ao patamar mais alto do futebol inglês. Há alguns anos, o bilionário tailandês Vichai Srivaddhanaprabha comprou o clube com o projeto de fazer com que a equipe se tornasse pelo menos constante na primeira divisão. O título inglês, porém, acelerou um processo que poderia demorar, mas aconteceria.

Desde a temporada 2015/2016 e mais ainda desde a chegada de Bredan Rodgers, os Foxes saíram de um time campeão de presença esperada no meio de tabela para uma equipe forte, consolidada e que briga por vagas em competições europeias e títulos. O trabalho do ex-treinador do Liverpool, a quem uma Premier League escapou literalmente por um escorregão nos Reds, consolida de vez a construção iniciada por Vichai, que faleceu há alguns anos num acidente de avião e causou imensa comoção na cidade. 

Rodgers já havia brigado na temporada 2019/2020 por vaga na Liga dos Campeões, a perdendo de forma surpreendente no fim do campeonato, num torneio onde por muito tempo os Foxes foram os perseguidores mais próximos do bizarro Liverpool de Klopp. Neste ano, o Leicester segue disputando a vaga na Liga dos Campeões e fez uma campanha forte e concreta na FA Cup, chegando a final com merecimento.

Hoje, o jogo contra o Chelsea, num Wembley com mais de 20 mil pessoas, foi extremamente disputado e equilibrado, porém, um chute espetacular de Tielemans deu ao Leicester City a inédita FA Cup, já perdida pelo clube em outras quatro oportunidades. O Chelsea até chegou a marcar um gol de empate, que foi corretamente anulado pelo VAR. 


A nova taça, porém, deixa um claríssimo recado no futebol inglês, uma mensagem que deve sim saltar aos olhos em tempos onde um clubinho da elite quis destruir a estrutura do futebol europeu: o Leicester não está onde está a toa e não deve sair do "topo" tão cedo. Histórias como a deles, da Atalanta e de outros times que trabalham para chegar onde estão merecem ser premiadas, diferente da medíocre Juventus de Pirlo e Agnelli, que precisou de um verdadeiro assalto contra a Inter para se manter viva na briga pela Liga dos Campeões. A história dos gigantes é bonita e merece sim ser respeitada, mas ninguém tem o direito de simplesmente ignorar trabalhos que tornam coadjuvantes em protagonistas.

O Leicester City é um trabalho que colhe frutos, um time que tem em Schmeichel, não mais apenas o filho do goleiro do United, mas o maior ídolo dos Foxes, em Jamie Vardy, adorável anti-herói, em Maddison, em tantos outros nomes, jogadores interessantes, um elenco competente e que pode alçar voos mais longos. Um time que hoje causa muito mais temor e respeito do que o quebrado e incompetente Arsenal, do que o próprio Liverpool, claudicante nesta temporada, do que o Manchester United que não sabe se volta. Os Foxes, com muito merecimento, são campeões da Copa da Inglaterra e com muito merecimento seguirão no topo, para o desespero de quem acha que o futebol se resume a um clubinho de gigantes.

Variante do coronavírus faz times ingleses virarem problema logístico para a UEFA

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

O Liverpool teve de mandar seu jogo contra o Liverpool na Hungria

Mais de um ano depois do primeiro caso, em Yuhan, na China, o coronavírus segue sendo um pesadelo no mundo inteiro, deixando um rastro de sangue inimaginável nos tempos atuais. Varrendo a Europa, o vírus, como naturalmente ocorre, passa por modificações ao longo do tempo que continua correndo e um dos temores é que essas mudanças anulem as vacinas. Tal medo tem tornado os jogos de times ingleses na Liga dos Campeões e na Liga Europa um desafio logístico enorme para a UEFA.

A Inglaterra, mais especificamente o Reino Unido, são sabidamente um dos países que pior manejou a pandemia. Não a toa, uma das variantes perigosas do vírus surgiu em seu território e fez o país, que começava a sair do lockdown, com presença até de torcida nos estádios em jogos de futebol, simplesmente parar novamente. Atualmente, poucos países no mundo, e, é claro, na União Europeia, não estão com restrições de voos vindos das terras britânicas.

Como era de se imaginar, a Alemanha, um dos países que melhor conseguiu manejar a situação da pandemia, na medida do possível, é um dos locais que impedem de maneira mais restrita a entrada de britânicos. A partir do momento que o Liverpool pegou o RB Leipzig na Liga dos Campeões, isso se tornou um problema para a UEFA, que se viu novamente com um enorme imbróglio logístico. Tamanha situação fez com que a partida entre as duas equipes acabasse marcada para a Hungria e o jogo da volta deverá ser também fora de Liverpool.

As legislações alemãs inclusive podem causar problemas caso se insista na volta do confronto em Liverpool. A Alemanha exige uma quarentena de 10 dias para qualquer um que venha do Reino Unido e se isso fosse exigido do RB Leipzig, seriam diversas partidas onde a equipe jogaria desfacelada. O bom senso provavelmente fará com que o jogo da volta ocorra fora de Anfield, à menos que a situação mude até o dia 10 de março.

A situação já provocou mudanças em partidas das oitavas da Liga dos Campeões e do mata-mata da Liga Europa. Não foi só o Leipzig que terá seu jogo na Puskas Arena, em Budapeste. O Borussia Monchengladbach fará o primeiro jogo contra o Manchester City em terras húngaras. Nesta quinta-feira, dia 18, Benfica e Arsenal duelaram no Olímpico de Roma pela Liga Europa.


É claro que há casos onde as partidas são mantidas em seus locais originais. Isso ocorre, por exemplo, com o duelo entre Atlético de Madrid e Chelsea, com a Espanha abrindo uma exceção aos jogadores dos Blues. Na Liga Europa, Real Sociedad e Manchester United (Anoeta), Wolfsberger e Tottenham (Worheerse Stadium) e Slavia Praga x Everton (Eden Arena) ocorreram nos locais originalmente marcados. Isso se deve, é claro, à diferença de posturas adotadas com cada país com relação ao Reino Unido.

Enquanto se afunilam as brigas pelas vagas nas fases finais dos campeonatos europeus, fica a questão sobre quais outros desafios logísticos a UEFA enfrentará devido ao vírus nessa Liga dos Campeões e nessa Liga Europa. Resta aguardar e torcer para que o pesadelo causado pela pandemia seja ao menos reduzido. Obviamente, não só pelo futebol, mas também, e muito, para que ele volte á ser o que sempre foi.

Gordon Banks – Um grande ídolo do Leicester City

Por Lucas Paes 
Fotos: LCFC.com

Gordon Banks, a primeira grande estrela do Leicester City

Completando 81 anos neste dia 30 de dezembro de 2018, Gordon Banks é um dos goleiros mais conhecidos da história do futebol inglês e quiçá da história do futebol mundial pela defesa protagonizada por ele em uma cabeçada de Pelé. Mas, muito antes de Jamie Vardy e Rihad Mahrez tomarem a Inglaterra de assalto, muito antes de Lineker aparecer para o mundo vestindo azul, Banks foi o primeiro ídolo que ultrapassou as fronteiras de Leicester pelos Foxes, sendo talvez o primeiro grande ídolo do Leicester City que tomou proporções gigantes na carreira. 

Banks surgiu no Chesterfield, um time pequeno da Inglaterrra. Depois de chamar a atenção, foi contratado pelo Leicester City em 1959. Lá, tinha concorrência para jogar, incluindo o escocês John Anderson, que jogava na seleção do seu país. Aos poucos foi ganhando espaço, principalmente devido a lesão de MCLaren, que era o titular. Mesmo com os Foxes não tendo lá uma grande defesa na competição, ele se dedicava muitos nos treinos, tentando evoluir seus pontos fracos. Na sua segunda temporada pelo clube, em 1961, chegou a pegar um pênalti em um jogo da Recopa Européia contra o Atlético de Madrid. Aos poucos, crescia na admiração do torcedor do Leicester. 

Em ação pelo Leicester City

Na temporada 1962-63, o Leicester ficou perto de ganhar o campeonato inglês e fazer um “Double”, já que avançou longe também na FA Cup. Em um jogo onde eliminaram o Liverpool, Banks teve atuação espetacular, evitando que os Reds vencessem mesmo finalizando 34 vezes. Mas com Banks quebrando o dedo num duelo com o West Brom Albion, o time acabou perdendo tanto a FA Cup quanto o Campeonato Inglês. Na temporada seguinte, apesar do time ir mal no campeonato, os Foxes levaram o título da Copa da Liga Inglesa. O primeiro e único que Banks ganharia no clube. O primeiro grande título do time azul e branco. Ele foi conquistado em uma final de ida e volta contra o West Ham United. Na temporada seguinte, eles chegaram de novo a final, mas perderam para o Manchester City. 

Em 1966, após mais uma temporada boa pelo Leicester, Banks foi convocado para defender a Inglaterra na Copa do Mundo, onde o English Team foi campeão, jogando em casa. Ele foi um dos destaques do time. Apesar de campeão do mundo, ele acabou virando reserva pois surgia um tal de Peter Shilton, outro gigante goleiro que o Leicester formaria. A diretoria do clube foi direta em negociar o goleiro. Diversos clubes surgiram com interesse e um dos mais claros foi só o Liverpool, de Bill Shankly. Naquele período os Reds começavam a montar a estrutura de sua dominação mundial e por pouco Banks não foi o goleiro do Liverpool naquele período áureo, mas Shankly não conseguiu convencer a diretoria do clube à gastar muito dinheiro em Banks, que era um goleiro. 

Jogando a final da Copa da Liga pelo Stoke City

Acabou indo parar no Stoke City, um time de meio de tabela no Campeonato Inglês, encerrando assim sua gigante passagem pelo Leicester. Foram 356 partidas pelos Foxes. Curiosamente, no Stoke, ganharia novamente uma Copa da Liga Inglesa, no ano de 1972. Era jogador dos Potteres também, quando fez a monumental defesa em cabeçada de Pelé na Copa do Mundo de 1970. Banks encerraria sua carreira em 1978, no Forth Lauderdale Strikes, da NASL.

Leicester City - Uma das histórias mais incríveis do futebol em 2016

Por Lucas Paes

O Leicester City surpreendeu todos e conquistou o título

A Premier League é considerada por muitos o melhor campeonato nacional do mundo, pois possui gigantes do futebol do naipe de Manchester United, Liverpool e Arsenal, ricos emergentes como o já consolidado Chelsea e o em plena ascensão Manchester City, além de tradicionais como Aston Villa, Southampton, Tottenham, Everton. Porém, este ano o triunfo foi de um time pequeno e que quase caiu na temporada anterior.

A história do Leicester City no campeonato inglês de 2015/16 é digna de um filme de um bom diretor cruzando várias histórias paralelas até culminar na conquista do titulo da Liga. De Ranieri a Vardy, cada um tem alguma história curiosa ou de superação até todos juntos chegarem ao título inglês desta temporada.

Schmeichel é um dos pilares da equipe

O time fez um esforço descomunal pra escapar do rebaixamento na temporada 2014/15, fugindo na última rodada apenas. Quando o clube trouxe Claudio Ranieri e nenhum reforço muito conhecido para o elenco, além de perder jogadores do naipe do argentino Cambiasso, muita gente apostou no Leicester como rebaixado.

Pois essas pessoas acabaram “quebrando a cara”! Em dezembro, as raposas inglesas assumiram a liderança da Premier League e desde então não saíram mais da briga pela taça. Claudio Ranieri, tido como ultrapassado, acaba protagonizando a maior façanha de sua carreira. Mas, afinal, quem é o Leicester City e como ele chegou ao titulo da liga mais difícil do mundo?

Um pouco da história do Leiceister

Time campeão da FA Cup em 1963

Também conhecidos como Foxes (raposas), o Leicester City foi fundado em 1884 por alunos de uma escola chamada Wyggeston. Seis anos depois, se associou a Football Association e desde esta data até o ano de 2002 mandou seus jogos no Fillbert Street Stadium. Naquele ano, o Leicester mudou-se para o Fillbert Way, que recebeu o nome de King Power Stadium devido a compra dos naming rights pela patrocinadora do clube. Com capacidade de 32 mil pessoas, o estádio recebe jogos até da Seleção Inglesa.

Os maiores títulos do Leicester City, até esta segunda-feira, eram as três conquistas da Copa da Liga Inglesa em 1963, 1997 e 2000. Fora isso, o time havia conquistado diversos títulos de divisões inferiores do Campeonato Inglês: com sete títulos, são os maiores campeões da segunda divisão junto com o Manchester City. 

Investimento

Vichai Srivaddhanaprabha, o empresário mecenas do Leicester

O investimento do time vem do empresário tailandês Vichai Srivaddhanaprabha, dono da King Power e que possui fortuna de mais de 2 bilhões de dólares segundo a Forbes. Desde que chegou ao clube, o empresário planejava levar o Leicester aos cinco primeiros lugares na Premier League. Só não esperava que isso acontecesse tão rápido.

Só a vaga na Liga dos Campeões já seria um feito louvável, mas a admirável campanha que levou o time à conquista da Premier League pode ter parte da explicação na distribuição das cotas de televisão do Campeonato Inglês. Em tempos onde se discute fortemente este assunto no Brasil, onde há uma diferença exorbitante entre o que recebem Corinthians e Flamengo e o que recebem times como Santa Cruz e Chapecoense, a Premier League tem 50% do total dos valores de TV distribuídos igualmente entre todos os 20 clubes em cada edição. Outros 25% vão pela audiência e outros 25% pela colocação.

Outro fator que ajuda a entender a questão econômica do Leicester tem a ver com o investimento do dono do time. Como na Inglaterra os times possuem donos, o fato de ter um endinheirado pode ser até mais importante do que a distribuição de cotas de TV da Premier League. Times como Manchester City e Chelsea tiveram toda a sua ascensão graças aos proprietários dos clubes. Mas a moeda pode ter um lado ruim também, já que caso haja problemas maiores com as finanças, o clube pode até sumir. Maior campeão europeu na Inglaterra, o Liverpool passou por um polêmico processo de venda quando Hicks e Gillet tiveram uma briga com a New England Sports Venue pela propriedade do clube.

Claudio Ranieri

Ranieri conquistou sua primeira liga

O treinador do clube possui uma história incrível. Ranieri como jogador passou a maior parte da carreira no Cantazaro, um time pequeno da Itália, mas treinou times como Internazionale, Roma, Atlético de Madrid, Valência, Juventus, entre outros. O italiano jamais havia ganhado uma Liga Nacional, sendo considerado, por isso, um azarão.

Mas grande parte do sucesso dos Foxes passa por Ranieri. Desde a forma de jogar, até a ligação que o treinador criou com o time, com a cidade e com a torcida. Se a município de Leicester esteve tão junto ao time nesta temporada, se o prefeito da cidade prometeu batizar ruas com nomes dos jogadores do Leicester, muito disso tudo se deve a Claudio Ranieri.

Jogadores

Jamie Vardy: de operário ao English Team

Desde o goleiro, que é filho do mais famoso goleiro dinamarquês da história, até o atacante, que tinha ido trabalhar na indústria, são várias histórias diferentes, todas culminando no histórico titulo deste ano.

Kasper Schmeichel passou por diversos times da Inglaterra quando era jogador do Manchester City, mas se firmou no Leicester. Morgan está no time desde 2012. Huth chegou do Stoke com muita gente tendo considerado que seu fim havia chegado. Kanté veio de um time recém promovido na França. Mahrez veio da terceira divisão francesa para virar destaque do time. Mas, a história mais incrível é a de Vardy.

Jamie Vardy foi trabalhador industrial durante boa parte de sua carreira, pois conseguiu destaque tardiamente. Passou pela oitava divisão inglesa e agora, aos 29 anos, foi eleito o melhor jogador da Premier League e fez seu primeiro gol pela seleção inglesa com um toque de letra diante da Alemanha, no Estádio Olimpico de Berlim. Definitivamente, a vida de Vardy mudou de um operário para se tornar o principal jogador do país.

A confirmação da história

Chelsea buscou empate e, por tabela, deu título ao Leicester

A confirmação do título veio na 36ª rodada com o empate entre Chelsea e Tottenham, os Spurs abriram 2 a 0 com gols de Kane e Son mas o Chelsea empatou com Cahill e um golaço de Eden Hazard acertando um chutaço no ângulo. Com o resultado o Leicester City é campeão inglês na temporada 2015/2016.
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