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Brasileiros vibram com confirmação de título holandês do PSV

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: PSV/Divulgação

Comemoração do PSV

Os próximos dias serão de muita festa para André Ramalho e Mauro Júnior, além dos seus companheiros e dos torcedores do PSV espalhados pela cidade de Eindhoven e por toda a Holanda. Isso porque, o que já era esperado há algumas semanas, se confirmou neste domingo (5). Contando com mais uma boa atuação dos dois jogadores brasileiros, o clube conquistou a Eredivisie pela 25ª vez em sua história ao bater o Sparta Roterdã, por 4 a 2, levando os fãs que lotaram o Philips Stadium a loucura.

“Sabíamos que o título estava muito próximo, mas faltava a confirmação oficial. Nada melhor do que ela ter vindo em campo, com outra ótima atuação e diante da nossa torcida, que, mais uma vez, fez uma linda festa nas arquibancadas e agora vai fazer por todo o país. Merecemos demais essa conquista. O grupo todo está de parabéns por essa campanha incrível e histórica que estamos fazendo. Esse é o meu sexto troféu aqui. Todos são especiais, mas, pelo nosso desempenho coletivo e o meu individual, esse terá um lugar especial guardado na minha memória. Agora é comemorar e, nos dois jogos finais, buscar os recordes possíveis”, vibrou André Ramalho.

“Estou sem palavras para descrever a alegria que é voltar a conquistar a Eredivisie, o principal campeonato da Holanda, com o PSV. Valeu a luta e a dedicação de todos. Não é por acaso que já conseguimos fazer história, alcançando vários recordes com essa campanha incrível, e que podemos e vamos fazer de tudo para alcançar outros nos jogos que nos restam. Mas, antes, vamos comemorar muito porque merecemos demais”, exaltou Mauro Júnior.

Com 87 pontos, o PSV não pode mais ser alcançado pelo vice-líder Feyennord, que soma 75 e só irá disputar mais três jogos.

Campanha histórica - Fato é que a campanha do PSV no Campeonato Holandês 2023/24 ficará marcada como uma das melhores da história da competição. Campeão após seis temporadas, com duas rodadas de antecedência, os Camponeses alcançaram alguns recordes históricos e ainda podem confirmar outros nas duas partidas restantes.

Com 100% de aproveitamento no primeiro tuno, a equipe igualou o próprio recorde da Eredivisie do maior número de vitórias consecutivas no início da competição: 17, alcançado na edição 1987/88. Além disso, o time já alcançou o recorde de 18 atuações sem ser vazado, superando os 17 da temporada 2007/08.

Mais pontos - Com 87 pontos e podendo chegar aos 93, os Camponeses estão a um ponto de alcançar o seu próprio recorde. Foram 88, na temporada 2014/15, quando acumulou 29 vitórias, um empate e quatro derrotas.

Já o recorde geral, desde que o triunfo passou a representar três pontos, é do Ajax, com 89 somados, na edição 1997/98. Ou seja, uma vitória já basta para o PSV superar o número do rival. Na temporada 1971/72, o Ajax, com 30 vitórias, três empates e somente uma derrota, conquistou 63 pontos, o que, no sistema de três pontos, equivaleria a um total de 93.

Maior saldo de gols - Até aqui, na atual edição, o PSV acumula 28 vitórias, três empates e somente uma derrota. Além disso, ainda ostenta o melhor ataque, com 107 gols, e a defesa menos vazada, com apenas 19 tentos sofridos.

Com 88 de saldo, está próximo de ultrapassar a melhor marca, que pertence ao arquirrival Ajax, que, na edição de 1997/98, terminou com 90.

Maior número de vitórias em uma mesma edição do Holandês - Caso vença os dois jogos restantes, o PSV também pode se igualar ao Ajax, que, por duas vezes, conseguiu chegar ao recorde de 30 triunfos em uma mesma edição da Eredivisie. Isso ocorreu já faz bastante tempo, nas temporadas 1971/72 e 1972/73.

André Ramalho – Líder do elenco e um dos brasileiros com mais jogos pelo PSV - Referência dentro e fora das quatro linhas, André Ramalho está encerrando sua terceira temporada no PSV. Até aqui, disputou 126 jogos pela equipe, fato que o coloca como o quarto brasileiro com mais atuações pelo clube, atrás apenas de Marcelo (136), Romário (148) e Gomes (181).

Titular em 107 oportunidades, o defensor já marcou seis gols, deu cinco assistências e conquistou, agora seis títulos. Além da Eredivisie, foram duas Copas da Holanda (2022 e 2023) e três Supercopas Nacionais (2021, 2022 e 2023).

Além disso, conta com um ótimo aproveitamento de 76,1%, com 89 vitórias, 21 empates e somente 16 derrotas. André Ramalho, que, nesta temporada, já disputou 44 partidas, sendo 37 como titular, fez três gols e deu uma assistência, tem contrato com o PSV até o fim de junho e após o término da competição irá discutir com o clube e o seu empresário o melhor para o seu futuro.

Mauro Júnior – Forte ligação com o PSV e referência do elenco - Agora bicampeão da Eredivisie, Mauro Júnior possuí forte ligação com o PSV. Tudo começou quando, ainda com 14 anos, passou por um período de testes no clube. Na época, ainda retornou ao Desportivo Brasil, mas, assim que atingiu a maioridade, foi contratado pelo time europeu.

Logo em sua estreia, Mauro Júnior ganhou os holofotes ao balançar as redes, tornando-se o segundo brasileiro a conseguir tal feito pelo PSV, após Ronaldo, em 1994. Por dois anos, atuou tanto na equipe principal como no time B e conquistou o Holandês 2017/18, com uma participação significativa. Foram 15 jogos, um gol e quatro assistências.

Após um ano emprestado ao Heracles, retornou aos Camponeses, na temporada 2020/21, e se firmou com boas atuações e versatilidade, atuando nas duas laterais e no meio de campo.

Na atual temporada, o jogador viveu período de reafirmação, reconquistando o espaço no time após superar problemas físicos, sendo, inclusive, eleito para a seleção do Holandês do último mês de abril. Até aqui, atuou em 19 duelos e fez um gol.


Ao todo, Mauro Júnior já fez 123 jogos pelo PSV, fato que o coloca, ao lado de Alex, como o quinto atleta brasileiro que mais defendeu os Camponeses. Além disso, já marcou oito gols, deu 14 assistências e ajudou o clube a conquistar seis títulos: duas Eredivisie, duas Supercopa e duas Copas da Holanda.

Ranking dos brasileiros com mais jogos pelo PSV

1º) Gomes – 181 jogos
2º) Romário – 148 jogos
3º) Marcelo – 136 jogos
4º) André Ramalho – 126 jogos
5º) Mauro Júnior e Alex – 123 jogos

Romário e sua passagem pelo PSV Eindhoven

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Baixinho fez sucesso no PSV

O ex-atacante e atual senador Romário está completando 58 anos de idade nesta segunda -feira, dia 29 de janeiro de 2024. Enquanto atuava dentro das quatro linhas, se tornou um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, já que fazia muito sucesso pelas equipes que defendia. Seu primeiro clube do exterior ao longo de toda a sua carreira foi PSV Eindhoven, clube onde é idolatrado e reverenciado até os dias de hoje.

O Baixinho chegou ao clube holandês por US$ 6 milhões de dólares estadunidenses, sendo a contratação brasileira mais cara efetuada por um clube estrangeiro. A transferência, inclusive, ultrapassou o custo da venda de Zico para a Udinese, da Itália, por US$ 4 milhões de dólares em 83.

O craque brasileiro teve um excelente contrato junto ao time de Eindhoven: recebia um salário de US$ 1 milhão de dólares por temporada mais mordomias, US$ 1 milhão de dólares de luvas, casa com vários quartos e todos os empregados que fossem precisos, equipamento de som e vídeo da marca Philips, carro Opel GSI, 10 passagens aéreas por ano para viajar da Holanda ao Brasil, live arbítrio para fazer propaganda em qualquer lugar no mundo, contrato publicitário junto a Philips no Brasil, curso de inglês e holandês para ele e sua esposa na época Mônica Santoro, intérprete e cursos em faculdades holandesas. Além de tudo isso, caso seu passe fosse vendido por mais de US$ 3,7 milhões de dólares para qualquer outra agremiação, ele poderia receber até 15% de tudo que ultrapassasse o valor. Guus Hiddink, treinador do PSV na época, esteve no Brasil para marcar presença no período de todas estas negociações.

Debutou pela equipe neerlandesa no dia 30 de outubro de 88, quando o PSV bateu o Twente por 3 a 0. Em sua temporada de estreia no clube, foi artilheiro e campeão, tanto do Campeonato quanto da Copa nacional. Na Copa dos Campeões da UEFA, enfrentou o Real Madrid, que viria a ser seu rival alguns anos depois. Fez gols nos gois confrontos, mas quem avançou às semifinais foi o time Merengue, na prorrogação. Esteve na perda do título do Mundial Interclubes, partida na qual ele faz o empate contra o Nacional a quinze minutos do encerramento. A finalíssima jogo foi para a prorrogação, o PSV chegou a virar o jogo, mas leva o gol no último minuto dos 30 adicionais.

Na disputa de pênaltis, ele até converteu a cobrança dele, mas não foi o suficiente para impedir o triunfo uruguaio por 7 a 6. Na Supercopa Europeia, Romário e Companhia perdeu o título para o belgas do Mechelen.

Na temporada 1989/90, Romário foi mais uma vez artilheiro da Eredivisie, tornou a conquistar a Copa nacional e se tornou o primeiro brasileiro convocado para jogar uma Copa do Mundo representando um time holandês. Entretanto, o brasileiro sofreu uma lesão no tornozelo faltando três meses Mundial defendendo o PSV acaba o privando de jogar pela Amarelinha. Sem poder contar com o Baixinho na reta final do Campeonato, os Boeren perderam o campeonato por apenas um ponto para a equipe do Ajax, e comprovou a declaração do atacante, que certa vez falou que "o PSV dependia de dele, e que todos sabiam que o time não conseguia jogar sem sua presença".

De fato sua importância era tanta, que a diretoria o desculpou mesmo depois de receber fotos de Romário disputando animadas partidas de futebol de areia no Rio de Janeiro. A atitude aborreceu os dirigentes porque antes de ir ao seu país natal, o brasileiro havia sido liberado pelo PSV para tratar da sua lesão.

O Baixinho mostrou uma belíssima recuperação após a contusão, e em 1990/91, voltou a ser artilheiro e campeão da Eredivisie, com um gosto especial para a torcida dos Rood-witten: o PSV, que era considerado como a terceira força do futebol neerlandês empata, em número de títulos do Campeonato Holandês com o Feyenoord, que foi ultrapassado em 1991/92, com o bicampeonato consecutivo do clube de Eindhoven.


A temporada de 92–93, na qual o Feyenoord se iguala novamente ao PSV com a conquista da Eredivisie, foi a primeira que Romário não conquistou nenhum título no cenário holandês. Mesmo assim, o fato de ter sido artilheiro da Copa dos Campeões da UEFA, com o PSV sendo o último na fase de grupos, chamou a atenção de grandes clubes do futebol espanhol. Primeiramente, o Valência tentou o contratar a pedido de Guus Hiddink, seu ex-treinador em Eindhoven, mas ninguém menos do que Johan Cruijff, que comandava o Barcelona, convenceu a diretoria a levar o craque para a equipe Blaugrana.

Os catalães no fim acabaram sendo convencidos a comprar Romário, desembolsando um total de US$5 milhões de dólares estadunidenses. Romário deixou o PSV depois de marcar 165 gols em 167 partidas disputadas. Mesmo que a trajetória do brasileiro na Holanda seja pouco lembrada, foi no clube neerlandês que Romário conquistou mais títulos oficiais. Sua fama fez com que em 2013 fosse feito um documentário em homenagem a ele. O título era: "Romário, samba in Eindhoven".

Ronaldo Fenômeno e sua passagem goleadora no PSV da Holanda

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ronaldo no PSV

Um dos maiores jogadores da história do futebol mundial completa 46 anos hoje. Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo, Ronaldo Fenômeno ou simplesmente Fenômeno, nasceu no dia 22 de setembro de 1976, no Rio de Janeiro, e se tornou um dos maiores atacantes da história. Na Europa, essa história começou no PSV.

O atacante começou muito jovem, logo aos 16 anos já estava estreando na equipe profissional do Cruzeiro, clube no qual foi revelado. Ronaldo decidia os jogos para a Raposa e se destacava mundialmente. Já tinham várias equipes de olho no garoto e tentando a sua contratação.

No meio da temporada de 1994, após a Copa do Mundo, onde Ronaldo, apesar de não ter entrado em campo, foi campeão com a Seleção Brasileira, quando abre o mercado da bola europeia, o PSV da Holanda teve que desembolsar 6 milhões de dólares para contratar o atacante brasileiro. Pensando no valor podemos achar pouco para o que vemos atualmente, mas na época era um altíssimo valor.

O atacante chegou na Holanda com apenas 18 anos e com uma expectativas, já que havia disputado a Copa do Mundo de 1994, desbancando o experiente atacante Evair. Todos estavam de olhos no jovem, pois ele tinha tudo para brilhar e ser uma estrela mundial.

Ronaldo foi se adaptando com tranquilidade ao país e ao jeito de sua equipe jogar, tanto que se tornou titular da equipe rapidamente. O único problema era que ele não falava a língua e isso acabou o prejudicando um pouco na adaptação, mas mesmo assim fez sucesso.

Porém, o seu sucesso não agradava a todos, inclusive a mídia local, que acabou criando um “rival”, que era dois meses mais velho para ver quem atuava mais. O jogador era o Patrick Kluivert, do Ajax, mas não deu para o atacante holandês, pois Fenômeno era de outro planeta.

O atacante brasileiro terminou o campeonato nacional daquele ano com 30 gols, 12 gols a mais do que o holandês. Mesmo assim não foi o suficiente para ajudar sua equipe a ser campeão, o título acabou ficando com o rival Ajax, que também conquistou a Liga dos Campeões. O PSV acabou ficando em terceiro colocado.

Com o fim da temporada, alguns clubes continuaram sondando o atleta, pois seu alto rendimento só melhorava. A Inter de Milão ficou perto de contratar o jogador, mas acabou não conseguindo e ele permaneceu na equipe holandesa por mais uma temporada.

Na sua segunda e última temporada, algumas coisas começaram a dar errado para o atacante. O jogador teve sua carreira marcada por algumas lesões, principalmente no seu joelho, e tudo começou já no meio da temporada de 1995-96, quando ele teve que fazer uma cirurgia em fevereiro de 1996, após inflamação nos joelhos e calcificação no direito.

Os médicos recomendaram uma recuperação lenta, porém em abril o atacante já estava ficando à disposição, mas por enquanto ficava no banco da equipe. O técnico Dick Advocaat impôs uma reserva para Ronaldo, que por sua vez não gostou da atitude.


O atacante estava ficando cada vez mais bravo com as atitudes e na Final da Copa dos Países Baixos foi o pingo final na situação. O técnico colocou Ronaldo apenas nos últimos 15 minutos e já com o título praticamente ganho da competição.

Chegando ao final da temporada, o atacante foi convocado para as Olimpíadas de Verão de 1996 e depois não retornou mais à equipe holandesa. Por conta da situação, Ronaldo preferiu sair e aceitou a boa proposta do Barcelona. O Fenômeno deixou o PSV com altos mineiros, ele fez 57 jogos e 54 gols nas duas temporadas no clube.

Romário e a grande passagem pelo PSV Eindhoven, onde até hoje é ídolo

Foto: arquivo

Romário é um dos maiores jogadores da história do PSV

Neste 29 de janeiro de 2022, o ex-atacante e atual senador Romário está completando 56 anos. Um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, ele fez muito sucesso por onde passou. Em seu primeiro time no exterior, o PSV Eindhoven, virou ídolo.

Romário transferiu-se para o PSV por US$ 6 milhões de dólares estadunidenses, sendo na época a mais cara contratação brasileira por um clube estrangeiro ultrapassando a que era até então a maior que havia sido a de Zico que foi vendido para a Udinese, da Itália, por US$ 4 milhões de dólares em 1983.

Romário teve realmente um mega contrato; além do salário de US$ 1 milhão de dólares por temporada com mordomia, US$ 1 milhão de dólares de luvas, uma casa com vários quartos e todos os empregados necessários, equipamento de som e vídeo da Philips, um carro Opel GSI, 10 passagens aéreas por ano entre Holanda e Brasil, liberdade para fazer qualquer publicidade no mundo inteiro, contrato publicitário com a Philips do Brasil, curso de inglês e holandês para ele e sua esposa Mônica Santoro, um intérprete, cursos em faculdades locais e se seu passe fosse vendido por mais de US$ 3,7 milhões de dólares para outro clube, ele teria direito a 15% de tudo que excedesse a esse valor. O técnico da equipe neerlandesa, Guus Hiddink, veio pessoalmente ao Brasil para participar das negociações.

Estreou pelo clube em 30 de outubro de 1988 na partida PSV 3 x 0 Twente. Na sua primeira temporada no clube foi artilheiro, campeão do Campeonato Holandês e da Copa dos Países Baixos. Na Copa dos Campeões da UEFA, encarou pela primeira vez um futuro rival, o Real Madrid. Marca na duas partidas, mas são os espanhóis quem avançam, na prorrogação, para as semifinais. Ele perde o Mundial Interclubes, em que ele empata a partida contra os uruguaios do Nacional a quinze minutos do fim; o jogo vai para a prorrogação, com virada do PSV, que sofre o empate no último minuto do tempo extra. Ele converte a sua cobrança na decisão por pênaltis, mas o adversário vence nela por 7–6. Já na Supercopa Europeia, o título é perdido após a equipe vencer os belgas do Mechelen por apenas 1 a 0 em casa, após perder por 0 a 3 fora.

Na temporada de 1989-90, Romário é novamente artilheiro da Eredivisie e volta a ganhar a Copa nacional e torna-se ainda o primeiro brasileiro chamado para uma Copa do Mundo atuando por uma equipe dos Países Baixos — todavia, uma lesão no tornozelo ocorrida a três meses do torneio pelo próprio PSV praticamente o priva de jogar o mundial. Sem ele nas rodadas finais, o PSV perdeu o campeonato por um ponto para o Ajax, dando certa razão a uma declaração de seu principal atacante: "O PSV depende de mim. Todos sabem que a equipe não tem condições de jogar sem Romário". De fato, sua importância era tal que a diretoria o perdoou mesmo após um pequeno escândalo, em que fotos suas disputando animadas partidas de futebol de areia no Rio de Janeiro chegaram ao clube — Romário havia conseguido ser liberado pelo PSV com a desculpa de tratar o problema no tornozelo.

O Baixinho recupera-se bem da lesão e, na temporada de 1990–91, é novamente artilheiro e campeão da Eredivisie, com um sabor especial para a torcida: o PSV, até então a terceira força do futebol neerlandês iguala, em número de títulos no campeonato, o Feyenoord, ultrapassado na de 1991–92, com um bicampeonato seguido da equipe de Eindhoven.


A temporada de 1992–93, em que o Feyenoord ganha e se iguala momentaneamente ao PSV, é a primeira de Romário na Holanda em que ele não fatura títulos; ainda assim, sua artilharia na Copa dos Campeões da UEFA, mesmo com o PSV caindo em último na fase de grupos, impressiona os grandes clubes da Espanha, Valência tenta contratar o jogador a pedido de Guus Hiddink que nesse momento estava como treinador do clube espanhol, porém, um holandês em especial: Johan Cruijff, que na época treinava com sucesso o Barcelona conseguiu com que a diretoria do clube contratasse o artilheiro.

O clube espanhol é convencido a comprar Romário, fazendo-o por US$5 milhões de dólares estadunidenses. Romário despediu-se do PSV com um total de 165 gols marcados em 167 jogos. Embora sua passagem por ele geralmente seja pouco lembrada, o clube de Eindhoven foi o que Romário mais conquistou títulos oficiais, sua fama foi tão grande que em 2013 foi feito um documentário em homenagem a ele, com o título: Romário, samba in Eindhoven.

A passagem de Marcelo Ramos pelo PSV Eindhoven

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Marcelo Ramos passou uma temporada no time holandês

Marcelo Silva Ramos, popularmente conhecido apenas como Marcelo Ramos, está completando 48 anos de idade nesta sexta-feira, dia 25 de junho de 2021. O jogador, um dos grandes ídolos da história do Cruzeiro, teve passagem pelo PSV Eindhoven da Holanda na temporada 1996-1997.

Procurando um substituto para Ronaldo que era um ídolo do clube e havia sido contratado pelo Barcelona ao final da temporada 1995-1996, o PSV Eindhoven escolheu Marcelo Ramos, revelado nas categorias de base do Bahia e que estava sendo um dos destaques do Cruzeiro para ser o seu novo camisa 9 para o segundo semestre de 1996. Para substituir seu compatriota, o centroavante teria uma missão muito difícil: fazer com que a torcida da equipe holandesa não sentisse tanta falta de Ronaldo.

Apesar da grande expectativa criada, o centroavante que chegou para ocupar o posto que era de Ronaldo acabou não indo tão bem. Marcelo fez 26 partidas com a camisa vermelha e branca. Contribuiu para a equipe vencedora do título nacional marcando 12 gols em toda a temporada 1996-1997.

Fez parte do elenco que conquistou o campeonato holandês da temporada 1996-1997 com uma diferença de quatro pontos em relação ao segundo colocado, além dos títulos da Supercopa dos países baixos em 1996 em cima do Ajax com uma vitória por 3 a 0 e em 1997, seria bicampeão, mas desta vez diante o triunfo foi do Roda JC por 3 a 1. Ambas as partidas foram disputadas na antiga Amsterdam Arena, hoje conhecida como Johan Cruijff Arena.

Após o término de mais uma edição da Eredivisie e o clube levar o 14º troféu de campeão holandês para Eindhoven, Marcelo Ramos se despediu da equipe em 1997. Naquele mesmo ano, o atleta ainda retornaria ao Cruzeiro, conquistaria a Taça Libertadores da América. No final do ano, disputaria o mundial interclubes, mas perderia a final para o Borussia Dortmund pelo placar de 2 a 0.


Antes de se aposentar, o centroavante ainda jogaria em clubes como Nagoya Grampus do Japão, São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Vitória, Bahia, Athletico Paranaense e muitos outros times ao longo de sua carreira, além de retornos ao Cruzeiro. Foi enfim, que no ano de 2012, Marcelo Ramos encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional após o fim de sua passagem pelo Ypiranga do Rio Grande do Sul.
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