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Campeã em 1991, Sampdoria é rebaixada à 3ª divisão na Itália

Com informações da Placar
Foto: Divulgação/U.C. Sampdoria

Torcida tentou 'empurrar' o time

Campeã italiana em 1991, a Sampdoria vive um verdadeiro calvário em sua história. Rebaixada à segunda divisão nacional em 2023, a equipe da região da Ligúria sofreu mais um duro golpe nesta terça-feira, 13, ao ser rebaixada para a Série C, equivalente a terceira divisão. O novo descenso foi confirmado com o empate sem gols com a Juve Stabia em confronto atrasado pela 34ª rodada, o último do campeonato.

Com apenas 41 pontos somados, o time terminou o torneio na 18ª colocação, ficando como o primeiro entre os rebaixados, ao lado de Cittadella, 39, e Cosenza, 34.

Jogando fora de casa, a Samp escaparia da queda caso vencesse sua partida ou mesmo os concorrentes diretos tropeçassem. As vitórias de Salernitana, Frosinone e Brescia espantaram a possibilidade.


A campanha teve apenas oito vitórias em 38 jogos disputados, além de 17 empates e 13 derrotas, um aproveitamento de apenas 35,9% dos pontos. Nos últimos seis jogos, o time foi dirigido por Alberigo Evani, ex-auxiliar técnico da seleção italiana e treinador das seleções de base desde 2011.

Além da Serie A em 1991, a Sampdoria tem no currículo quatro títulos de Copa da Itália e uma Supercopa da Itália. A equipe ainda chegou a uma final da Liga dos Campeões, em 1992, vencida pelo Barcelona por 1 a 0.

Seedorf e a destacada passagem pela Sampdoria

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Seedorf em ação pela Sampdoria

Clarence Seedorf foi um dos grandes meio-campistas do futebol mundial, fez história por onde passou, principalmente pelo futebol italiano. O jogador era muito habilidoso e tático, conseguindo se adaptar rapidamente a Itália, quando foi contratado pela Sampdoria. 

O jogador nasceu em Paramaribo, Suriname, no dia 1 de abril de 1976, porém acabou se naturalizado holandês. Começou no futebol na base de times pequenos da Holanda, até conseguir chegar no Ajax, clube em qual foi revelado para o futebol. 

Em 1992, no início da temporada europeia, o meio-campista fez a sua estreia pelo profissional do Ajax, sendo o jogador mais jovem a jogar pelo time principal da equipe, com apenas 16 anos e 242 dias. Mesmo muito jovem, mostrava muito amadurecimento e categoria, o que o torna uma grande promessa do país. 

Em pouco tempo tornou-se uma peça importante para a equipe, ganhando destaque no cenário do futebol europeu. Muito novo, começou a receber sondagens de algumas equipes, que viam no atleta muito potencial para o futuro. 

Em 1995, ainda com 19 anos, recebeu uma boa proposta da Sampdoria, onde iria atuar no futebol italiano, que na década de 90 era o mais forte do mundo. Com uma grande possibilidade de crescimento na carreira, Seedorf aceitou a proposta. 

Chegou com boas expectativas, mas também como uma dúvida para todos, por conta de ser muito jovem. Porém, rapidamente o meio-campista conseguiu entrar no time e se transformar no principal atleta do elenco, fazendo grandes partidas. 


Com sua grande categoria e um potencial gigantesco, alguns clubes começaram a olhar cada vez mais para o atleta. A sua rápida adaptação surpreendeu a todos, ainda por ele ser tão jovem e se tornar a estrela daquele elenco. 

Mesmo sem nenhuma conquista, o jovem ganhou muito destaque, tanto que em 1996 começou a ser convocado para a sua seleção. Ao fim da temporada, o jogador recebeu propostas de grandes times, e acabou aceitando a do Real Madrid. 

Pela Sampdoria foram 34 jogos e 4 gols, indo atuar no futebol espanhol, mas rapidamente voltou a Itália, mas dessa vez para atuar na Internazionale e depois no Milan, fazendo uma bonita história por ambos os clubes.

A passagem de Ariel Ortega pela Sampdoria

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ortega jogou na Samp no fim da década de 90

Ariel Arnaldo Ortega, ex-meio campista argentino conhecido popularmente apenas como Ariel Ortega, está completando 50 anos de idade nesta segunda-feira, dia 4 de março de 2024. No fim da década de 90, quando ainda estava no começo de sua carreira como atleta profissional, o meia teve uma passagem de um ano pela Sampdoria.

Ariel desembarcou em Gênova com o intuito de suprir a saída de ninguém menos do que Juan Sebastian Verón, que fez uma belíssima temporada em 97/98 e acabou sendo vendido para a equipe do Parma. Mesmo sendo contratado para substituir o seu compatriota, o jogador argentino foi escalado para jogar junto de Vincenzo Montella no ataque pelo técnico Luciano Spalletti e foi muito bem na linha de frente.

Tanto é, que El Burrito fez oito gols no decorrer de toda a Serie A, sendo um deles, um bonito golaço de cobertura em cima da Internazionale e uma cobrança de falta magistral numa partida contra a Juventus. Além de ajudar o time balançando as redes, El Nuevo Canilla ainda ajudou a Samp dando diversas assistências para seu companheiro de ataque. 

Mesmo se dando bem com Montella no setor ofensivo, a Blucerchiati não terminou o Campeonato Italiano com boa campanha e acabou sendo rebaixada para a Segunda Divisão.


O descenso acabou sendo decisivo para que o argentino não permaneceu no clube. Seu destino foi o Parma, onde mais uma vez substituiria Verón.

De acordo com o site ogol.com, o meio campista disputou 27 partida pelo clube de Gênova na temporada 98/99 e fez oito gols.

Roberto Mancini e sua passagem histórica pela Sampdoria

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Mancini teve uma excelente passagem pela Samp como jogador

O ex-atacante italiano e atual treinador da Seleção da Arábia Saudita Roberto Mancini, comemora o seu 59º ano de vida nesta segunda-feira, dia 27 de novembro de 2023. Em sua carreira como jogador, o avançado teve uma longeva passagem pela equipe da Sampdoria entre o começo dos Anos 80 e a reta final da década de 90.

No Blucerchiati, fez uma excelente dupla de ataque com Gianluca Vialli no decorrer desta sua sua trajetória na equipe. A parceria dos dois compatriotas fez com que a agremiação de Gênova fizesse sucesso, tanto no cenário nacional, quanto no internacional.

Além disso, a dupla Mancini-Vialli passou a ser reconhecida como "os gêmeos do gol". Na edição da Serie A de 1990-91, ambos brilharam: Mancini anotou 12 tentos, enquanto Vialli fez 19. Ao longo desta campanha, a Doria teve apenas três revés.

De acordo com o site ogol.com, Mancini disputou um total de 566 partidas e marcou 171 gols pela Samp. Conquistou quatro Copas da Itália (1984–85, 1987–88, 1988–89 e 1993–94); uma Recopa Europeia (1989–90); um Campeonato Italiano (1990–91) e uma Supercopa da Itália (1991).


Na sequência de sua carreira como jogador profissional, Roberto ainda veio a defender a Lazio de 97 a 2001, e o Leicester City. Aposentado, se tornou treinador e já colecionou passagens pelos cargos técnicos de equipes como Fiorentina, Lazio, Internazionale, Manchester City, Galatasaray, Internazionale e Zenit. 

Após encerrar a sua trajetória por clubes, passou a trabalhar em Seleções. A sua primeira experiência foi na Seleção Italiana, onde ganhou a Eurocopa de 2020. Posteriormente, assumiu o comando da Arábia Saudita, onde se encontra hoje.

Catê e sua passagem pela Sampdoria, da Itália

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Catê em sua passagem pela Sampdoria

Marcos Antônio Lemos Tozzi, mais conhecido como Catê, foi um bom atacante, conquistou o mundo com o São Paulo em 1992. O jogador teve passagens por diversos clubes grandes brasileiros e, também, chegou a atuar no futebol europeu, quando foi contratado pela Sampdoria e defendeu o time italiano no fim dos anos 90.

O jogador nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, no dia 7 de novembro de 1973, e começou a sua carreira no Guarany, clube de sua cidade natal. Catê era muito rápido e habilidoso, e rapidamente chamou a atenção de grandes times, sendo negociado com o Grêmio. 

Com poucos jogos já mostrava todo seu potencial, e era uma das grandes promessas do futebol brasileiro no começo da década de 90. Em 1992 foi contratado pelo São Paulo, comandado por Telê Santana, mas no clube não conseguiu se firmar como titular. 

Pelo tricolor foi um “reserva de luxo”, entrando quase sempre no segundo tempo, e sendo sempre importante, ajudando a equipe a conquistar grandes títulos. O seu apelido de Catê veio por causa que o jogador insistia para os seus companheiros que era um “jogador de categoria”, e isso acabou pegando. 

Em 1994 o jogador acabou sendo emprestado para o Cruzeiro, onde teve mais oportunidades, e acabou retornando rapidamente ao tricolor. Em 1996 foi contratado pela Universidad de Chile, uma grande equipe do país, e por lá conquistou o Torneio “Apertura” de 1997. 

Em 1997 retornou ao São Paulo, onde teve uma curta passagem, e em 1998 foi contratado pela Sampdoria, da Itália, o que seria uma grande oportunidade para a sua carreira. 

O jogador tentou abraçar de todos os jeitos a oportunidade, mas teve muitas dificuldades de adaptação, e seu estilo de jogo não conseguia se adaptar a forma dos italianos, Na época a liga era a mais forte do mundo, e os times contavam muito com a força física e marcação pegada. 


Catê já tinha um estilo mais leve e de velocidade, por isso teve muitas dificuldades no país, jogando poucos jogos e na maioria entrava no segundo tempo, sendo novamente um “reserva de luxo”, porém dessa vez menos utilizado. 

Por causa da falta de minutos na Itália, o jogador acabou resolvendo retornar ao Brasil no final do ano de 1999, desta vez para atuar no Flamengo, outra grande equipe do futebol brasileiro.

Infelizmente, no dia 27 de dezembro de 2011, Catê acabou batendo seu carro de frente com um caminhão, em uma rodovia, na altura de Ipê, e acabou não resistindo. Na época, estava em processo de formação para ser treinador.

Vujadin Boškov - O treinador do único scudetto da Sampdoria

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Vujadin Boškov em sua época de treinador da Sampdoria

Vujadin Boškov nasceu em Begeč, na Sérvia, no dia 16 de maio de 1931, e acabou falecendo em Novi Sad, no dia 27 de abril de 2014. Boškov foi um meio-campista, mas após encerrar sua carreira se tornou treinador, e teve passagens por grandes time, conquistando grandes conquistar e entrando para a história de alguns clubes.

Na sua carreira como jogador teve passagem por apenas três clubes, e um deles foi a Sampdoria, que como atleta não conseguiu desempenhar muita coisa, mas não sabia o que o destino o aguardava, pois como treinador teve uma belíssima passagem e entrou para a história do clube.

Assim que encerrou sua carreira como jogador, Boškov começou uma nova etapa na sua vida, que seria como treinador. Ele passou por diversos clubes, alguns muito importantes e gigantes, como o Real Madrid, que era uma das ou até mesmo a maior potência do continente.

Conseguiu conquistar títulos em diversos clubes como treinador, e estava construindo uma bela carreira como treinador. Mas, ainda não tinha chego na melhor parte, que foi quando conseguiu entrar para a história, com um título super importante pela equipe do Sampdoria.

Depois de alguns anos da sua passagem como jogador, Boškov retornou a equipe italiana para ser treinador. O time não era uma potência no país, mas com o seu comando virou muito competitivo, e começou a bater de frente com os grandes times da Itália.

Ele chegou na equipe em 1986, e já conseguiu mudar o espírito do time rapidamente. Boškov colocou uma identidade no clube, e a cada jogo os atletas evoluíram. Nas primeiras temporadas, a equipe não conquistou nenhum título, mas com o decorrer do tempo as conquistas vieram naturalmente, com o grande trabalho feito na beira do gramado pelo Boškov.

Em 1987/88, o time conquistou seu primeiro título sob o comando de Boškov, a Taça da Itália. Na temporada seguinte, conseguiu conquistar o bicampeonato da competição. O time se fortalecia cada vez mais, e mostrava uma grande força para almejar mais títulos.

A equipe começou a entrar para a história com as conquistas, e ainda em 1988/89, o time ganhou a Taça Europa. As conquistas deixava cada vez mais forte o clube, que ganhou moral e o medo dos seus rivais. No ano seguinte veio a principal conquista do treinador com o clube, e até mesmo da história da Sampdoria. Em 1990/91, a equipe comandada pelo Boškov, fez uma excelente campanha, sendo muito regular e forte, tendo grandes jogadores que ajudaram a decidir a favor da equipe.


Era uma equipe muito forte, mas também com muita qualidade, que conseguia impor vários tipos de jogo, não apenas a força física. O clube que já vinha de bons momentos, conseguiu elevar mais ainda seu potencial, com belas exibições e levantando o scudetto, título do Campeonato Italiano. Boškov ficou marcado na história do clube, após conquistar o primeiro e único título italiano do clube. O treinador conseguiu marcar seu nome e, com certeza, é um dos maiores nomes da Sampdoria.

Após a grande conquista na temporada, no ano seguinte 1991/92, a equipe bateu na trave na conquista da Champions League, o que seria certamente a maior título da história do clube. Porém, infelizmente, o time acabou perdendo a final para o Barcelona, na prorrogação. Com a perda do título, o treinador deixou a equipe, pois estava recebendo diversas propostas de outros clubes. E após o vice-campeonato, Boškov foi contratado pela Roma.

A passagem de Walter Zenga pela Sampdoria

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Zenga jogou na Sampdoria por duas temporadas

Nascido em Milão, o ex-goleiro italiano Walter Zenga está completando 63 anos de idade nesta sexta-feira, dia 28. Muito lembrado por sua longa trajetória com a camisa da Internazionale, o arqueiro teve uma passagem de duas temporadas pela Sampdoria nos Anos 90.

Esta sua 'breve' trajetória pelo clube Blucerchiati aconteceu quando Zenga já tinha 34 anos de idade. Antes de sua chegada à equipe de Gênova, o guarda redes já colecionava passagens por agremiações como a Inter de Milão, onde jogou nas categorias de base e se profissionalizou, Salernitana, Savona e Sambenedettese.

Segundo o site ogol.com, Walter Zenga defendeu a Samp em 41 oportunidades entre 1994 e 1996. Neste período de duas temporadas, o goleiro acabou tendo vários problemas físicos, e consequentemente, não teve muita continuidade.


Na sequência de sua carreira, o arqueiro ainda jogou no Padova por um ano e encerrou a sua trajetória futebolística em 1999, depois de atuar no New England Revolution, na Major League Soccer, dos Estados Unidos por duas temporadas.

A história de Enrico Chiesa com a Sampdoria

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo 

Enrico Chiesa passou algumas vezes pela Samp

Completando 52 anos neste dia 29 de dezembro, o ex-atacante Enrico Chiesa foi dentro de campo mais um de vários bons jogadores que o futebol italiano revelou durante os anos 1980 e 1990. Nascido em Genoa, criado na cidade e uma das figuras mais proeminentes do local, o ex-atleta tem uma ligação grande com a Sampdoria, clube pelo qual passou em três oportunidades durante a sua carreira como atleta profissional.

O começo da trajetória de Chiesa no esporte bretão se deu na Samp. Foi revelado pelos Blucerchiati no final da década de 1980, aprendendo muito com aquele timaço que ganhou o título da Recopa Europeia. Pouco jogou em sua primeira estadia no clube, sendo emprestado e rodando por algumas outras equipes naquele primeiro momento, sem conseguir atuar em muitas partidas. 

Retornou para o Luigi Ferraris em 1992 e mais uma vez não teve uma temporada de grande destaque. Era titular da equipe em diversos jogos naquele biênio, mas marcou apenas um gol durante todo aquele ano. Acabou negociado com o Modena, onde finalmente conseguiria engrenar melhor sua carreira, acabando por retornar a Sampdoria dois anos depois, na temporada 1995/1996. 

Sua terceira passagem pela Sampdoria foi a de maior sucesso. Naquele ano, marcou 22 gols e foi o vice-artilheiro do Campeonato Italiano, levando a sua equipe a uma honrosa posição no meio de tabela da classificação. Seu bom futebol acabou tornando inviável sua permanência na Doria, com vários clubes mais protagonistas na época vindo atrás dele e por fim ele acabou sendo negociando com o Parma. 


Enrico Chiesa acabou terminado suas três passagens na Sampdoria com 23 gols em 55 jogos pelo clube. Curiosamente, o futebol parece estar nos genes de sua família, já que seu filho Federico, de 25 anos, hoje é jogador da Juventus, tendo ido a Vechia Signora numa transferência bem polêmica na época, deixando a Fiorentina. Já Enrico esteve em atividade no esporte bretão até 2010, quando pendurou as chuteiras jogando no Figline. 

A passagem de Silas pela Sampdoria

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Silas atuou uma temporada na Samp

Paulo Silas Prado Pereira, mais conhecido pelo sobrenome Silas, foi dentro de campo um meio-campista de boa qualidade que passou por diversos clubes entre os anos 1980 e 2000. Ele chegou a jogar inclusive na Seleção Brasileira, onde atuou inclusive em duas Copas do Mundo. Em 1991, seu futebol acabou chamando a atenção da Sampdoria, potência da época na Itália, que o contratou do Cesena.

Silas estava no Cesena depois de ter passagem interessante no Sporting e ter jogado no Uruguai por um curto período por uma questão jurídica. Chegou a Samp como uma aposta do time de Gênova que tentava manter o reinado depois de ganhar o campeonato italiano, numa época onde só três estrangeiros poderiam atuar em cada time da Série A, que era o campeonato nacional mais forte do mundo de maneira disparada.

Silas, porém, não conseguiu mostrar na Samp seu melhor futebol. Até atuava bastante, sendo titular em boa parte do campeonato, mas ganhou uma infeliz fama de azarado pois parecia nunca conseguir vencer quando jogava pela Doria. Foi inclusive "exorcizado" num ritual feito por outro companheiro de time, mas isso pouco adiantou para evitar que a Samp terminasse a Série A apenas na sexta colocação. 

Naquele ano, a equipe genovesa avançou bem na Liga dos Campeões, mas naquela competição o brasuca pouco conseguiu atuar pela equipe, vendo os companheiros avançarem do banco de reservas. Atuou em 4 jogos na competição continental, onde os Blucerchiati avançaram até a decisão e acabaram derrotados pelo Barcelona na prorrogação. 


Acabou deixando a Sampdoria ao fim da temporada 1991/1992, sendo negociado com o Internacional. No total, pela equipe, atuou em 43 jogos e marcou cinco gols, sem deixar muitas saudades na torcida. Silas esteve em atividade como jogador profissional até 2003, quando se aposentou atuando pela Inter de Limeira. 

A passagem de Lippi na Sampdoria

Por Lucas Paes

Marcelo Lippi é um dos maiores da história da Sampdoria

A Itália tem como uma marca do seu futebol a tradição de ter defensores espetaculares. Mais recentemente, tivemos Cannavaro, Nesta, Maldini. Ainda hoje, temos os ótimos Bonnucci e Chiellini. Nos anos 1970, aquele que seria um dos grandes treinadores da história do futebol italiano acabou mostrando um bom futebol pelo país vestindo a camisa de um time que na época estava distante das glórias. Foi o período em que Marcelo Lippi, que completa 72 anos neste dia 11, desfilou seu futebol pela Sampdoria.

Nascido e criado em Viareggio, no litoral da bota, Lippi começou a jogar como líbero pela Samp aos 21 anos. Passou primeiro por um empréstimo para o Savona, antes de estrear e assumir a titularidade da Sampdoria. Ficaria vários anos no time, mas não conseguiria conquistas muitos títulos, já que a Samp sofria na época com a concorrência de Juventus, Inter e outros times que apareciam esporadicamente, como Bologna e Cagliari, além de não viver um momento muito bom.

Na verdade, em seus 10  anos pelo clube, mais ajudou a evitar rebaixamentos da Samp que qualquer outra coisa. Na temporada 1973/1974, ficou a apenas dois pontos de cair. Na temporada de 1976/1977, depois de diversos anos sofrendo, nem seus esforços defensivos bastaram para evitar o rebaixamento dos Blucerchiatti. Sem conseguir ajudar a equipe a voltar para a Série A, Lippi deixou a Sampdoria ao final da temporada 1978/1979. Foram dez anos de serviços prestados ao clube, com 274 jogos e cinco gols.


Antes de encerrar a carreira, passaria por Pistolese e Lucchese, ajudando o Pistolese a subir para a Série A pela primeira vez em sua história, antes de encerrar a carreira, aos 34 anos. A despeito de mostrar qualidade e bons jogos como defensor, Lippi acabou nunca convocado pela Squadra Azzurra, apesar dos dez anos jogando em alto nível na Samp. A dificuldade de conseguir bons resultados com a Doria talvez tenha sido decisiva para que nunca fosse convocado.

Ainda teria outro novo início pela Sampdoria, quando começou sua carreira de treinador nos juvenis do clube, no ano de 1982, ficando até o ano de 1985, quando foi para o Pontedera. A partir daí, começou uma carreira de treinador que teve seu apogeu em 2006, quando ele foi campeão da Copa do Mundo comandando a Seleção Italiana, pela qual só havia conseguido jogar na base. Era, até recentemente o comandante da Seleção da China, mas acabou deixando o cargo em Novembro de 2019.

O início de brilho de Pagliuca na Sampdoria

Por Lucas Paes
Foto: imagephotoagency.it

Pagliuca começou a brilhar defendendo as redes do melhor time da história da Sampdoria

Gianluca Pagliuca é um dos melhores goleiros que a Itália já produziu. Guardião das traves italianas nas Copas do Mundo de 1994 e 1998, o ex-arqueiro foi um dos melhores que passou pela posição, em uma época onde o Calcio vivia seu auge. O ex-atleta completará 53 anos neste dia 18 de dezembro, de uma trajetória de páginas gloriosas em diversos clubes, que começou no maior esquadrão que os torcedores da Sampdoria tiveram o privilégio de ver.

Jogou durante boa parte da base no Bologna, de sua terra natal, antes de chegar a Sampdoria, em 1987. Foi campeão de um torneio de base pela equipe de Gênova, o Torneio de Viareggio, onde suas atuações convenceram o presidente da Sampdoria à comprar o jogador em definitivo. Já na segunda temporada pela Samp, começou a se destacar, sendo o goleiro titular durante boa parte da campanha do título da Copa Itália da temporada 1987/1988, quando ajudou na conquista da taça.


Na temporada seguinte, assumiu a meta titular da equipe, que novamente conquistaria a Copa Itália. Aquilo era apenas o início da trajetória gloriosa pela Sampdoria. Pagliuca acabou sendo colocado como titular por Boskov, principalmente depois de boas atuações na final da Copa Itália de 1987/1988. Já na temporada seguinte, foi crucial para ajudar a Samp à levar os títulos da Recopa Européia e o segundo titulo seguido da Copa Itália. Ajudou a equipe à chegar também à final da Recopa Européia, onde o Barcelona acabou vencendo a decisão. A perda da taça, porém, não mudou a moral que Pagliuca ganhava aos poucos na equipe.

Um compilado de defesas de Pagliuca pela Samp

Seria, porém, na temporada 1990/1991 em que o Gato di Caslechio realmente assumiria o posto de principal goleiro da Itália de maneira definitiva. Ele foi crucial para a conquista do Scudetto pelos Bluecerchiati. Particularmente, o arqueiro foi essencial na partida que foi praticamente uma final antecipada, quando a Sampdoria bateu a Inter no San Siro e ele defendeu um pênalti de Mattaus, além de fazer diversas defesas espetaculares durante a partida. Sua temporada valeu a nomeação como melhor goleiro de 1991 pela IFFHS e um lugar entre os 30 melhores jogadores na Bola de Ouro.

Na temporada de 1991/1992, Pagliuca ajudou a Samp a quase alcançar um sonho histórico com a conquista da Liga dos Campeões. A equipe foi finalista da competição e vendeu de maneira muito cara a derrota ao Barcelona. Aquele não seria exatamente o fim da era de ouro da Sampdoria, mas os títulos passaram à ser um pouco mais escassos depois dali. Pagliuca ainda ajudaria na conquista da Copa Italia na temporada de 1993/1994. Aquele troféu marcaria sua despedida de Gênova, já que na temporada seguinte seria comprado pela Inter, por um valor recorde de 7 milhões de euros.


Terminou sua passagem pela Sampdoria com 286 jogos, 198 deles pela Série A, tornando o goleiro o recordista de partidas na posição com os Blucerchiati. Suas defesas e os títulos garantiram um lugar como um dos maiores ídolos da história da equipe azul e branca de Gênova. Curiosamente, conquistou muito mais títulos na Samp do que na Inter, onde foi o goleiro de uma época de "vacas magras", mesmo marcando história no clube.

A Sampdoria campeã italiana em 1991

Por Lucas Paes
Fotos: arquivo Sampdoria

Jogadores comemoram o título, o único scudetto conquistado na história da Sampdoria

Em um dos desvios do mundo da Bola imprevisível, a Série A Italiana virou um torneio de um time só nos últimos tempos. Mas nem sempre foi assim, pois durante boa parte da história, a Liga Italiana era considerada a mais forte do planeta, principalmente nos anos 1980 e 1990. Neste período, não só os times grandes ganhavam títulos, como alguns pequenos incomodavam demais e até levavam o Scudetto para casa. Foi assim em 1991, quando a surpreendente Sampdoria levou o título da Série A. 

A transformação da Samp começa com a chegada de Paolo Montovani a frente do clube. Com seus milhões, o magnata ajudou no trabalho espetacular que a Samp teria entre o final dos anos 1980 e o meio dos anos 1990 nas montagens de suas equipes. Antes de mais nada porém, havia na casamata o comandante Vladmir Boskov, mente por trás daquele time sensacional dos genoveses. Ele assumiu o time que já havia conquistado uma histórica Copa Itália, com duas lendas em seu ataque: Mancini e Vialli. 

Antes daquela temporada mágica na Série A, o time empilhou alguns títulos de Copa Itália. A contratação de Toninho Cerezo deu uma nova cara a equipe, que era veloz e contava com a chegada de Toninho como elemento surpresa. A equipe, que já contava com nomes como o de Cerezo, Mancini, Vialli, Vierchowood, se reforçou com as chegadas de Kantanec e Lombardo, montando a base da equipe que levaria o Scudetto para a casa. Na temporada anterior, uma mostra enorme de força ao vencer a Recopa Europeia em cima do Anderlecht.

Gianluca Vialli e Roberto Mancini formavam uma grande dupla

Bem organizado, rápido e mortal no ataque, com os “gêmeos” Vialli e Mancini, a equipe de Genova. Em casa, o time jogava pra cima de seus adversários, não a toa acabou vencendo 13 de seus 17 jogos nos seus territórios. Já fora, a equipe era mais cautelosa e contida, porém eficiente. Tomou apenas oito gols jogando longe do Luigi Ferraris, uma estatística impressionante até para os dias atuais. 

O início da Samp foi avassalador. O time se manteve invicto por nove jogos, neste meio tempo, empate com a Juventus em Turim, vitória sobre o Milan em pleno San Siro e goleada pra cima do Napoli dentro do San Paolo. A partir dali, a equipe decaiu, porém acabou vencendo a Inter, fora de casa e a Roma, em casa, antes do fim do primeiro turno, terminando a parte inicial do campeonato na quarta colocação, dois pontos atrás da líder Inter, numa época em que o triunfo valia apenas dois pontos. 

Só que o começo do segundo turno foi avassalador. O time venceu 8 jogos nas primeiras 9 partidas do returno, incluindo ai vitória diante da Juve e goleada pra cima do Napoli, por 4 a 0. Os Blucerchiati assumiram a liderança na 25ª rodada. E pareciam predestinados, já que mesmo quando tropeçavam, viam seus concorrentes também vacilarem. A partida mais decisiva do título, talvez, tenha vindo na 31ª rodada, no San Siro, diante da Inter. Naquele dia, os Nerazzurri sucumbiram diante de Vialli e Mancini, que deram a vitória a Samp por 2 a 0. Eram quatro pontos de vantagem à três rodadas do fim, só um desastre tirava o título da Sampdoria.

Toninho Cerezo era a experiência no meio de campo

A conquista veio na penúltima rodada, em casa, diante do Lecce, com gol brasileiro, inclusive. A equipe de Genova venceu por 3 a 0, com gols de Mannini, Toninho Cerezo e Vialli. Ao fim das 34 rodadas, foram 20 vitórias, onze empates e apenas três derrotas. Vialli foi artilheiro da liga, com 19 gols, Mancini fez 12. A Samp marcou 57 e sofreu 24. Foi uma campanha absolutamente inquestionável e um título para a história. 

Apesar de perder a Copa para a Roma, a equipe venceu a Supercopa e fez um feito enorme na temporada seguinte, quando abriu as asas na principal competição europeia e com excelente campanha chegou a final da competição, sendo, porém, derrotada pelo Barcelona. Apesar disso, é impossível negar o tamanho daquele time para a história da Samp, que conquistou os maiores títulos de sua história naquele período. O clube inclusive está desde 1995 sem ganhar sequer um título, o que mostra o tamanho daqueles anos.

As camisas de Clarence Seedorf


Mais um grande jogador do futebol holandês nascido no Suriname, ex-colônia dos Países Baixos na América do Sul, Clarence Seedorf marcou época em todos os times em que passou. Nascido dia 1º de abril de 1976, em Paramaribo, o futebol deste craque esteve longe de ser uma mentira. Pelo contrário!

Surgiu no Ajax, onde fez parte do time que dominou a Europa em meados dos anos 90 e que foi a base da Seleção Holandesa na Copa de 1998, depois jogou por Sampdoria, Internazionale, Milan, Botafogo, além é claro da Laranja Mecânica. Confira as camisas que Seedorf defendeu na carreira:

AJAX


Subiu para o time principal do Ajax em 1992, tornando-se o atleta mais novo a vestir a camisa da equipe na história. Fez parte da geração que dominou o futebol europeu em 1995 e que, depois, seria base da Seleção Holandesa por muitos anos. Apesar de muito novo, chamava a atenção pela frieza e calma dentro de campo. Foi vendido à Sampdoria depois de conquistar todos os títulos possíveis pelo clube, ainda com 19 anos. Pelo Ajax, fez 90 jogos e 11 gols.


SAMPDORIA


Seedorf teve uma rápida passagem pelo clube italiano, de apenas um ano. Apesar de não ter conquistado títulos pelo time de Gênova, seu futebol chamou a atenção de vários clubes e ele acabou indo para o Real Madrid ao fim da temporada. Pela Samp, foram 34 jogos e quatro gols.


REAL MADRID


Apesar de todos saberem que era um grande jogador, foi no Real Madrid que Seedorf transformou-se em um craque mundial. Nos quatro anos de time merengue, confundia os adversários, pois marcava, armava e finalizava com maestria. Pelo Real Madrid, conquistou um título espanhol e um europeu. No total, foram 158 jogos e 20 gols pelo time.


INTERNAZIONALE


Seedorf desembarcou em Milão em 2000, primeiramente para jogar pela Inter. Para a falar a verdade, talvez tenha sido a passagem onde ele teve menos sucesso em toda a sua carreira, apesar que isto está longe de ter atuado mal. Pela Inter, não conquistou nenhum título, mas fez 92 jogos e 14 gols, tendo ido jogar no rival Milan em 2002.


MILAN


Ídolo. Esta é uma palavra que pode resumir a passagem de Clarence Seedorf pelo Milan, mesmo tendo vindo da rival Internazionale. Foram 10 anos de clube, onde ele fez 432 jogos e 62 gols, conquistando duas UEFA Champions League e dois campeonatos italianos, fora os outros títulos de menor expressão. Saiu do clube em 2012, para atender um pedido da esposa. Voltou em 2014 para o clube para ser o treinador da equipe.


BOTAFOGO


Seedorf é casado com a brasileira Luviana que sempre pediu para eles morarem no Brasil. Sempre houve diversos boatos de que ele viria para o Corinthians, mas no meio de 2012, Seedorf desembarcou no Rio de Janeiro, para jogar no Botafogo. Pelo Fogão, o holandês conquistou o Campeonato Carioca de 2013 e foi o principal jogador do time que conseguiu a vaga na Libertadores de 2014. Foram 81 jogos e 24 gols com a camisa do time da Estrela Solitária.


SELEÇÃO HOLANDESA


Seedorf estreou pela Laranja Mecânica em 1994, com apenas 18 anos. Seu ápice na Seleção foi a Copa do Mundo de 1998, onde foi um dos destaques da equipe que, se não conquistou o título, talvez jogasse o futebol mais vistoso daquele mundial. Em 2002, a Holanda ficou de fora da Copa e em 2006, apesar de ter jogado todas as Eliminatórias, abdicou de jogar o torneio "para dar chance aos mais novos", segundo palavras do próprio jogador. Pela Seleção, fez 87 jogos e 11 gols.
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