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A passagem de José Luis 'Tata' Brown pelo Atlético Nacional

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

'Tata' Brown em seus tempos de Atlético Nacional

Neste dia 11 de novembro de 2021, José Luis Brown, também conhecida como Tata, estaria completando 65 anos de idade nesta quinta-feira se ainda estivesse vivo. Por este motivo, vamos relembrar a passagem do zagueiro argentino campeão do mundo em 1986 pelo colombiano Atlético Nacional, de Medellín, entre 1983 e 1984.

Após ser revelado pelo Estudiantes de la Plata e jogar no time argentino por oito anos, Tata chegou ao clube verde e branco no ano de 1983. Sua vinda ao clube colombiano aconteceu para dar continuidade ao 'Processo Zubeldíano', ex-treinador da equipe que havia falecido em janeiro de 1982. A partir daquele momento, o atleta se juntava a uma equipe que já tinha grandes nomes.

Vale lembrar que o clube já contava com jogadores como Lorenzo Carrabs, Guillermo La Rosa, Sergio Santín, Pedro Sarmiento, César Cueto, Sapuca e Hernán Darío Herrera. Comandado pelo treinador uruguaio Luis Cubilla, este elenco era considerado como o time dos sonhos.

Um fato que ajudou o argentino a se dar bem no futebol colombiano foi de não ter demorado para se adaptar com a cidade, seu time e nem com seus companheiros de equipe. Mostrava muita força, disposição, garra nos 90 minutos de jogo e muita concentração. Além ajudar se companheiros com grandes atuações na defesa, houve momentos em que José Luis era colocado no ataque para dar uma força no setor ofensivo.

Em uma partida que acontecia na cidade de Bogotá diante do Santa Fe, o Atlético Nacional estava perdendo pelo placar de 2 a 0. O treinador Cubilla fez uma alteração que mudou até a função de Tata. Com a entrada de Luis Fernando Suárez no lugar de Guillermo La Rosa, o zagueiro passou a jogar mais avançado e no final, o resultado foi positivo. Jose Luis marcou um gol e deu duas assistências para Sapuca, levando seu time a uma heroica vitória pelo placar 3 a 2 de virada.

As suas descidas ao campo ofensivo eram sempre perigosas, mesmo que fosse um defensor. Sempre que seu time tinha um lance de bola parada, era motivo de muitas expectativas, já que era um de seus pontos mais fortes. Outro ponto que fez o atleta se destacar com a camisa dos Verdolagas era o fato de impor muito respeito aos rivais, que sentiam a tamanha disposição e determinação de Tata ao disputar uma bola, mesmo em jogadas mais difíceis de conseguir ter êxito.

Enquanto esteve na Colômbia, honrou a camisa verde e branca. Acabou não conseguindo conquistar nenhum título nesse período em que defendeu o Rei de Copa, mas sempre mostrou que todas as suas virtudes poderiam ajudar a equipe constantemente, principalmente nos clássicos contra Millionários e Santa Fe.

Assim que encerrou o seu vínculo com o Atlético Nacional de Medellín, atuou em clubes como Boca Juniors, Deportivo Español, Brest e Murcia. Encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional após defender as cores do Racing em 1989. Entre todas estas passagens, José Luis Brown fez parte da Seleção Argentina comandada por Maradona em toda a campanha do título da Copa do Mundo de 1986, disputada no México.


Continuou trabalhando com futebol por mais alguns anos e treinou times como Almagro, Blooming, Atlético Rafaela, Ben Hur, Ferro Carril e a Seleção Argentina. Terminou sua trajetória futebolística depois de estar no comando técnico do Ferro Carril pela segunda vez em 2013.

Foi então, que no dia 12 de agosto de 2019, José Luis Brown veio a falecer. Tata foi diagnosticado com Alzheimer, doença que afeta a memória. Chegou a ser internado em uma clínica localizada em La Plata, mas acabou não resistindo e morreu aos 62 anos de idade.

José Luis Brown - O homem que abriu o caminho para o segundo mundial da Argentina

Por Lucas Paes

Brown abriu o caminho para a vitória da Argentina

O futebol argentino perdeu nesta segunda, dia 12 de agosto, um de seus nomes históricos. José Luiz Brown, idolo do Estudiantes de La Plata e titular do título da Copa do Mundo de 1986 pela Argentina, foi desarmar atacantes em outro plano. Aos 62 anos, agora, encontrará nomes como Di Stefano, Stabile, Sivori, entre outros, no time do outro lado da vida. Entre suas maiores contribuições para o futebol estará marcado para sempre o gol contra a Alemanha, primeiro da final da Copa do Mundo de 1986. Ironicamente, nos deixa por uma doença com nome do seu descobridor, um alemão, o terrível mal de Alzheimer.

Brown acabou titular naquela equipe por acaso. Convocado para a reserva, entrou no lugar de Passarella, que teve problemas estomacais. Abriu o caminho para fazer história. Marcado pela firmeza defensiva, Brown ajudou a Albiceleste a avançar até a final da Copa do Mundo. Depois de passar em primeiro lugar num grupo com Itália, Bulgária e Coréia do Sul, passaram também por Uruguai, Inglaterra e pela sensação Bélgica para chegar a decisão contra a Alemanha, a primeira das três decisões entre as duas seleções.

A final foi disputada no eterno e histórico Estádio Azteca, na Cidade do México e os albicelestes não demoraram muito para sair na frente. Não demorou muito para que Brown fizesse história. Aos 23 minutos de jogo, Maradona fez linda jogada e tocou para Cuciufo, que tomou entrada forte de Felix Magath. Na cobrança de falta, Burruchaga colocou na área e Brown subiu mais alto que toda a defesa germânica para abrir o placar. Seria o único gol do zagueiro pela seleção. Não seria preciso muito mais que isso. 

Os gols da final da Copa do mundo de 1986

Mas, o duelo, obviamente, não morreu nisso. No segundo tempo, viria mais um gol dos sul-americanos. Maradona, o homem que carregou os argentinos até aquela final, tocou para Héctor Henrique, que achou um passe maravilhoso para Valdano entrar cara a cara com Schumacher e ampliar o marcador, num lindo gol coletivo argentino. O título ficava muito mais próximo dos argentinos e das mãos abençoadas de Maradona. Mas o destino é louco e a Alemanha era naquela época o time que "jogava um esporte parecido com futebol", como dizia o filósofo.

A reação germânica veio em poucos minutos. Primeiro, Rummenige contou com falha da defesa albiceleste, em cobrança de escanteio, para diminuir, aos 29'. O empate veio sete minutos depois, em outra cobrança de escanteio, em que a bola sobrou para Voller marcar o gol do empate. Mal deu tempo, porém, dos alemães comemorarem, pois três minutos depois Maradona aprontou uma assistência espetacular para Burruchaga, que avançou e tocou na saída de Schumacher para dar números finais ao jogo e o título a Argentina. Tudo começou no gol de Brown.

Brown passou como jogador pelo Estudiantes, onde atuou durante doze anos, entre 1975 e 1983, Atlético Nacional, Boca, Deportivo Español, Brest, Murcia e Racing Club de Avellaneda. Pela Argentina, jogou 36 vezes e marcou um único gol, justamente o que abriu o caminho para o segundo título da Argentina. Ainda foi treinador, sem ter muito sucesso na empreitada no banco de reservas, terminando sua carreira na casamata em 2013, no Ferro Carril.
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