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A passagem de Palhinha pelo Atlético Mineiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Palhinha jogou no Galo no início dos Anos 80

O ex-atacante e treinador Vanderlei Eustáquio de Oliveira, popularmente conhecido pela sua alcunha de Palhinha, estaria completando 74 anos de idade nesta terça-feira, dia 11 de junho de 2024, se ainda estivesse vivo. No decorrer de sua carreira como atleta, o avançado, que foi um ídolo no Cruzeiro e no Corinthians nos Anos 70, teve uma passagem muito boa pelo Atlético Mineiro entre 80 e 81.

Na época de sua chegada, o Galo já tinha um elenco repleto de grandes craques como João Leite, Reinaldo, Cerezo, Chicão e Éder. Encaixou muito bem no time e participou de momentos memoráveis da história do clube Alvinegro de Belo Horizonte.

Entre eles, esteve presente no bicampeonato mineiro de 80/81 e também no vice Brasileiro de 80. Ainda em 81, foi um dos cinco jogadores expulsos do lado atleticano no polêmico jogo da Libertadores contra a equipe do Flamengo, disputado no Serra Dourada.

Deixou o Atlético Mineiro naquele mesmo ano, após ter disputado 77 partidas e marcado 27 gols pelo clube. Logo em seguida, partiu para o Santos, onde jogou apenas 11 partidas ao longo de 82.


Entre 83 e 84, atuou no Vasco e em 85, voltou a sua terra natal para encerrar a sua carreira no América Mineiro. Logo após pendurar as chuteiras, se tornou treinador e chegou a comandar vários times, sendo um deles o Galo, em 87.

Em julho, Palhinha foi internado em um hospital por conta de uma infecção, mas acabou não resistindo, e faleceu no dia 17 de julho do ano passado.

A passagem de Nunes no Monterrey do México

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Nunes atuou no Monterrey por um ano

Nesta segunda-feira, dia 20 de maio de 2024, o ex-atacante João Batista Nunes de Oliveira, conhecido apenas como Nunes, celebra 70 anos de vida. No decorrer de sua carreira o avançado sergipano teve uma rápida passagem pelo futebol mexicano, onde atuou pelo Monterrey entre o fim da década de 70 e início dos Anos 80.

Revelado pelo Confiança, o artilheiro atuou pelo time dos Rayados na temporada 1979/80. Ele foi contratado pela equipe Albiazul quando defendia as cores do Fluminense.

No clube de Nuevo León teve dificuldades para conquistar o seu espaço no time titular. De acordo com o site ogol.com, o brasileiro disputou apenas seis partidas pela equipe, mas pôde retribuir marcando seis gols.


Deixou o Monterrey em 80 para conseguir finalmente realizar o sonho de vestir a camisa do Flamengo como jogador profissional. Inclusive, foi no Mengão que Nunes conquistou os títulos mais importantes da sua carreira, e com isso, é considerado como um dos grande ídolos da torcida rubro-negra até os dias de hoje.

O atacante anunciou a sua aposentadoria em 91, quando jogava no Flamengo-MG. Após pendurar as chuteiras, se tornou treinador.

Grzegorz Lato e sua passagem pelo KSC Lokeren

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Lato defendeu o Lokeren por duas temporadas

O ex-meio campista polonês Grzegorz Bolesław Lato, popularmente conhecido apenas como Grzegorz Lato, está completando 74 anos de idade nesta segunda-feira, dia 8 de abril de 2024. No começo da década de 80, o meia teve uma passagem de duas temporadas pela equipe do KSC Lokeren, clube do futebol belga que abriu falência em 2020.

Sua chegada a este novo clube aconteceu em 1980, depois de atuar pelo Stal Mielec, clube onde se profissionalizou e atuou por 18 anos. Permaneceu no time da Bélgica até 82, quando se transferiu para o CF Atlante, do México.


De acordo com o site ogol.com, Lato disputou 64 partidas com a camisa do Lokeren. No decorres de todo este período, marcou 12 gols pela equipe da Bélgica.

Na sequência de sua carreira, além de jogar no futebol mexicano, onde encerrou a sua trajetória como atleta, ainda chegou a atuar pelo Polonia Hamilton e por um time de masters na cidade de Hamilton, Ontario.

A rápida e importante passagem de Aílton Lira pelo São Paulo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Aílton Lira durante sua passagem pelo São Paulo em 1980

Aílton Lira da Silva foi um jogador dos anos 70 e 80, considerado por muitos um dos melhores cobradores de falta e pênalti do nosso país. O meia-esquerda passou por grandes times e fez sucesso pelo futebol paulista, principalmente pelo Santos e depois uma rápida passagem pelo São Paulo. 

O jogador nasceu em Araras, em São Paulo, no dia 19 de fevereiro de 1951, começando a sua carreira aos 16 anos de idade pela Ponte Preta. O meia teve um início muito promissor, que acabou se concretizando no futuro, mostrando muita habilidade. 

Ele estreou em 1967 pela Macaca e acabou deixando o clube em 1972, após conseguir se destacar. Foi contratado pela Caldense, ficando na equipe até 1976, onde ganhou muita experiência e chamou a atenção de grandes clubes do futebol brasileiro. 

Em 1976 foi contratado pelo Santos, e seria a grande oportunidade na carreira do jogador. Lira chegou para um dos times mais vencedores daquele momento, que era temido mundialmente, e não sentiu o peso da camisa, conseguindo fazer grandes atuações e se encaixando muito bem na equipe. 

A sua passagem pelo Santos foi muito boa, tendo grandes atuações e ajudando o clube em diversos jogos. Após 182 jogos e 37 gols marcados pelos Peixe em três temporadas, Lira acabou sendo negociado com o São Paulo por 6,9 milhões de cruzeiros. 

Chegou no tricolor em 1980 com muitas expectativas, já que vinha em um grande momento pelo rival. Rapidamente entrou no time e foi muito bem, ganhando a confiança da comissão e dos torcedores, mostrando que sua contratação foi bem feita. 


Foi muito importante durante o Campeonato Paulista de 1980, onde ajudou o tricolor a conquistar o título, sendo decisivo durante toda a campanha. Porém, mesmo vivendo um bom momento no clube, Lira acabou sendo negociado, ainda no mesmo ano, com o Al Nasser. 

A questão financeira foi muito importante na negociação e acabou tirando o jogador do tricolor. A sua passagem pelo clube contou com 29 partidas (12 vitórias, 13 empates e 4 derrotas) e marcou nove gols.

A passagem de Gabriele Oriali pela Internazionale

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Oriali dedicou grande parte de sua carreira à Inter de Milão

Gabriele Oriali, ex-meio campista italiano campeão do mundo em 82, comemora o seu 71º aniversário neste sábado, dia 25 de novembro de 2023. No decorrer de sua jornada futebolística, o atleta defendeu as cores da Inter de Milão em grande parte da sua carreira, tendo uma passagem pelos Nerazzurri entre a década de 70 e o começo dos Anos 80.

Começou a sua trajetória dentro do clube nas categorias de base da Beneamata em 1966 e foi promovido para o time principal quatro anos depois. Não demorou muito para vingar na equipe e conseguir seu espaço entre os titulares.

Participou de um total de 45 partidas em competições europeias e marcou três gols pela Internazionale. Esteve no elenco que foi vice campeão da Liga dos Campeões e 71/72 para o Ajax. 

Oriali também ficou marcado na história por uma memorável atuação em um Derby della Madonnina, disputado no dia 25 de outubro de 81. Na ocasião, Gabriele não só marcou o gol que deu a vitória aos azuis e pretos, mas também exigiu que Mauro Tassotti, zagueiro do Milan, levasse trinta pontos tenham sido dados no rosto. Naquela temporada, a Inter de Milão venceu o seu maior rival nos dois turnos, algo que só veio a se repetir em 2007. 


Em após 13 anos de serviços prestados, se transferiu para a Fiorentina, onde se aposentou quatro temporadas depois. Deixou a Internazionale após 327 jogos disputados e fez 35 gols. Conquistou quatro títulos, sendo eles dois da Serie A (1970-71 e 1979-80) e outros dois da Coppa Italia (1977-78 e 1981-82).

A chegada de Falcão na Roma em 1980

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Falcão no Coliseu

Há 43 anos Paulo Roberto Falcão era anunciado como a nova contratação da Roma, da Itália. Lembrando que na época não era muito comum transações internacionais, mas o jogador foi contratado por US$ 4 milhões junto ao Inter, uma quantia gigantesca pelo volante brasileiro para o momento.

O volante que nasceu em Abelardo Luz, em Santa Catarina, no dia 16 de outubro de 1953, começou sua carreira no Internacional. O jogador era forte fisicamente e colocava uma intensidade muito forte no meio-campo, tomando conta da posição e mostrando todo seu potencial.

Desde jovem, Falcão nunca se intimidou, mostrando toda sua classe e categoria no meio-campo. O volante era um grande marcador, passar por ele era um desafio, mas, também, se destacava na saída de bola, tinha habilidade, diferente dos volantes clássicos da época.

As suas ótimas atuações chamaram a atenção de muita gente, tanto que, não demorou muito para ser convocado para a Seleção Brasileira. Em 1972 já fazia parte do Brasil Sub-23, e em 1973 foi quando subiu para o profissional do Internacional. Três anos depois, foi quando teve sua oportunidade da seleção principal.

Após sua convocação para a seleção, o jogador começou a ser olhado por outros continentes, pois estava encantando as suas atuações. O jogador mostrava muita classe e jogava de ‘terno’. Após sete anos no Internacional, Falcão começou a receber diversas propostas, e estava difícil a diretoria colorada segurá-ló.

Em 1980, recebeu algumas propostas, mas aceitou o da Roma, pois era uma grande oportunidade, e foi anunciado no dia 25 de julho. Mesmo com suas atuações e convocações para a seleção, o jogador não era muito conhecido pelos torcedores e pela mídia, tanto que, Zico e Rivellino foram especulados no clube antes do volante.

Mesmo sem ser muito conhecido, Falcão chegou sendo muito importante para o elenco, ganhando a posição de titular rapidamente. O volante, em sua primeira temporada, já ajudou o time a conquistar a Copa da Itália.

Na temporada seguinte, a equipe acabou não conquistando nenhum título, mas fez uma temporada regular, com Falcão mantendo suas ótimas atuações. Em 1982-83, foi a principal temporada do volante pelo clube, onde o clube fez grandes jogos e teve uma grande conquista.

A Roma conquistou o ‘Scudetto’, que é o Campeonato Italiano. O título foi muito importante para o clube, que não o conquistava desde 1942, e foi muito comemorado por todos. Falcão teve uma participação muito boa, sendo o dono do meio-campo da equipe.


Na temporada seguinte, veio mais um título, novamente a Copa da Itália, mostrando a força da equipe em mata-mata. Após essa temporada, Falcão foi para seus últimos meses no clube, onde acabou não conquistando nenhum título.

Com o fim da temporada de 1984-85, após algumas desavenças com o presidente do clube, Dino Viola, Falcão resolveu deixar a equipe e voltar para o futebol brasileiro. O volante foi contratado pelo São Paulo.

Na equipe italiana, o jogador foi o mais remunerado do campeonato nacional, recebendo mais de mil milhões de liras por ano. Falcão atuou em 153 jogos e marcou 29 gols.

Juary e seu grande início de carreira no Santos

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Juary surgiu no Santos com menos de 20 anos

Juary Jorge dos Santos Filho nasceu em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, no dia 16 de junho de 1959, e foi um grande atacante. O jogador teve passagens por clubes gigantes nacionais e internacionais, tendo um início de carreira empolgante no Santos, fazendo parte da primeira geração dos Meninos da Vila.

A sua trajetória no futebol começou no Pavunense FC, mas aos 14 anos chegou no Santos, onde tinha o sonho de atuar no “time de Pelé”. Quando subiu para o profissional, a equipe santista não estava muito bem, e passando por algumas dificuldades dentro de campo.

Ele fez a sua estreia no dia 27 de maio, em uma derrota para o Volta Redonda, por 3 a 0. Em seu primeiro ano, o atacante acabou não tendo muitas oportunidades, mas a equipe melhorou no segundo semestre, mas mesmo assim não foi o suficiente para brigar por títulos.

A equipe acabou passando por algumas reformulações, com chegadas de novos jogadores e a saída de alguns. No Campeonato Paulista de 1977, o time apresentou uma melhora, mas isso não foi suficiente para ganhar a competição, o que deixou os dirigentes irritados.

Mas Juary estava se destacando, mesmo com a equipe não conseguindo jogar como a diretoria e os torcedores queriam. Ainda em 1977, o Santos foi convidado para disputar a Copa Cidade de São Paulo, junto com Palmeiras, Corinthians e Atlético de Madrid.

O Santos foi para a final e enfrentou o Atlético de Madrid. Na final, um lance marcou a carreira de Juary. O zagueiro Luís Pereira, considerado um dos maiores jogadores da sua posição no Brasil, era titular da equipe espanhola, e acabou fazendo graça na frente do atacante, mas perdeu a bola e Juary marcou o gol que abriu o placar. Porém, o Atlético conseguiu virar e ficar com o título. Mas as capas dos jornais espanhóis só falavam do lance do primeiro gol, falando sobre o erro bisonho do grande zagueiro e da coragem do “menino”.

Em 1978, a equipe novamente voltou a ter irregularidades, não conseguindo brigar pelo título do Campeonato Brasileiro, e isso pressionou os jogadores. Mas no meio do ano, teve a parada para a Copa do Mundo, onde a equipe ficou concentrada para voltar melhor no segundo semestre.

A estratégia deu certo, pois a equipe conseguiu fazer um grande Campeonato Paulista, sendo campeão contra o São Paulo, com Juary sendo protagonista e terminando como o artilheiro da competição com 29 gols.

Mesmo com todos os grandes desempenhos, o jogador era criticado por um motivo: não fazer gol no Corinthians. O atacante tinha azar quando enfrentava o rival, e não conseguia marcar. Mas seu desempenho era muito bom, então acaba que a pressão amenizava para o seu lado. Em 1979 foi convocado para a Copa América, o que premiou seu início de carreira muito bom.


Juary continuou fazendo grandes jogos, mas o Santos manteve sua irregularidade e isso também o prejudicou. Por isso, em 1980, a diretoria resolveu vendo-lo para o futebol mexicano, pelo motivo de não fazer gols no Corinthians.

Mas sua história no clube não terminou aí, ele ainda voltou em 1992, depois de ter rodado pelo futebol europeu. Porém, teve uma passagem apagada e sem grandes destaques, deixando o clube no ano seguinte.

Paulistão 1979 - O primeiro título de Sócrates e Biro-Biro pelo Timão

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Timão venceu o Paulistão de 1979

Nesta sexta-feira, dia 10 de fevereiro de 2023, se completam 43 anos que o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista de 1979. Na ocasião, o time Alvinegro do Parque São Jorge tinha uma equipe repleta de craques, como Sócrates e Biro-Biro, que inclusive, ganharam o seu primeiro título com a camisa corintiana naquela temporada.

Dois anos depois a quebra de dar fim ao longo jejum de quase 23 anos sem vencer um campeonato sequer, o Timão montou um time muito forte para disputar o Campeonato Paulista de 1979. Apesar do elenco contar com jogadores como Amaral, Palhinha, Wladimir, Sócrates e Zé Maria, a caminhada até o 17º troféu foi marcado por muita dificuldade. 

Naquela época, o campeonato estadual era mais longo e regulamento era muito confuso, mas acabou sendo simplificado. Todas as 20 agremiações foram colocadas em quatro chaves de maneira igual para que as equipes pudessem se enfrentar em partidas de ida e volta em 38 rodadas. 

Após esse período, os três melhores de cada grupo estariam classificados para a segunda fase, onde as 12 equipes seriam divididas em dois grupos de seis, com turno único disputado. Por fim, os dois melhores dessas últimas chaves se classificariam para as semifinais.

Até então, o Palmeiras, que na época era comandado por Telê Santana, era o favorito ao título, uma vez que o Verdão havia tido a melhor campanha nos dois turnos. Entretanto, Vicente Matheus, o então Presidente do Timão, conseguiu fazer uma manobra para frear o clube alviverde e dar mais mais chances para o Coringão. 

Isso aconteceu, porque o mandatário não aceitou o fato da Federação Paulista de Futebol ter marcado uma rodada dupla já perto do fim do campeonato a ser realizada no dia 11 de novembro de 1979, na qual Corinthians e Ponte Preta se enfrentariam, e depois Palmeiras e Guarani estariam frente a frente. Na ocasião, ele alegou que a Fiel torcida do Corinthians era maior e dava mais receita do que as outras três agremiações juntas. 

Assim, time alvinegro da capital provocou a paralisação do campeonato ao entrar na Justiça. A Macaca, que duelaria com o Timão na segunda fase, entrou com recursos e medidas cautelares na Justiça querendo os dois pontos por W.O. No final, os mesmo acabaram sendo cedidos e a Ponte Preta ficou com a vitória pelo placar magro de 1 a 0.


Em janeiro de 1980, o Paulistão foi retomado. Neste período, o Palmeiras, que jogaria com o Corinthians nas semifinais, já havia perdido aquela sequência e o embalo de outrora. Na ida, houve empate em 1 a 1, e na volta, o Timão venceu por 1 a 0, com gol de Biro Biro, que levou o clube alvinegro a grande decisão.

Reeditando a mesma final de dois anos atrás, Coringão e Ponte estiveram frente a frente em três oportunidades. No dia 3 de fevereiro daquele anos, Palhinha foi as redes e os corintianos levaram a melhor: 1 a 0. No segundo encontro, ninguém conseguiu tirar o 0  do marcador. Já na terceira e decisiva partida, realizada no dia 10 de fevereiro, Sócrates e Palhinha decidiram, o Corinthians venceu por 2 a 0, venceu o seu 17º título estadual naquela oportunidade.

Há 43 anos, Frank Sinatra brilhava no maior palco do futebol brasileiro, o Maracanã

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo / O Globo

Frank Sinatra brilhou no Maracanã

Francis Albert Sinatra, mais conhecido como Frank Sinatra, nasceu em Nova Jersey, 12 de dezembro de 1915, falecendo na Califórnia, no dia 14 de maio de 1998. Ele foi um cantor, ator e produtor estadunidense, considerado um dos maiores de todos os tempos. E há 43 anos veio para o Brasil, quando teve um dos seus maiores públicos.

Frank começou a sua carreira em 1935, ainda sem sucesso, que só chegou em em 1943, quando se tornou um artista solo e assinou contrato com a gravadora Columbia. Após isso, sua carreira deslanchou e se tornou um dos mais famosos do mundo.

Por volta de 1950, Frank deu uma tranquilizada em sua carreira e ficou um pouco esquecido, trabalhando como artista de residência, fazendo parte do grupo Rat Pack. Frank atuou em um filme em 1953, onde fez muito sucesso e ganhou o prêmio na categoria “Melhor Ator Coadjuvante”.

O ingresso para o show

Após o grande momento no filme, Frank voltou a lançar grandes álbuns, que foram muito elogiados por críticos. Mas você deve estar se perguntando, qual é a ligação de Frank com o Brasil? E, agora, vem a resposta.

Em 1967 fez uma das suas mais famosas colaborações com Tom Jobim, um músico-compositor famosíssimo brasileiro, um dos maiores do nosso país. Mas não para por aí, o artista veio para o Brasil e parou o estado do Rio de Janeiro, trazendo milhares de pessoas ao estádio mais famoso do país.

Em 1980, Frank veio ao Brasil para fazer uma grande apresentação e trouxe muito público. O Maracanã recebeu o grande artista, um grande privilégio para o nosso país, fazendo com que um músico pisasse e para-se um dos maiores estádios do mundo.


O show aconteceu no dia 26 de dezembro de 1980, trazendo mais de 140 mil pessoas ao estádio. O maior público da história do estádio, sem ser em um jogo de futebol e um dos maiores públicos da história do cantor. Foi uma grande festa!

Alcides Ghigghia, o carrasco do Brasil na Copa do Mundo de 50, usava ele, o cantor e um líder religioso para uma famosa frase sobre o Maracanã: “Apenas três pessoas calaram o Maracanã. Frank Sinatra, o Papa e eu”. O Papa João Paulo II também veio visitar o país em 1980, mas em julho.

A passagem de Pedro Rocha pelo Bangu

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Pedro Rocha teve uma passagem pelo Bangu no fim da carreira

Nascido no Uruguai, mas naturalizado brasileiro, o ex-meio campista Pedro Virgilio Rocha Franchetti, popularmente conhecido apenas como Pedro Rocha, estaria completando 80 anos de idade neste sábado caso estivesse vivo. Já no final de sua carreira, ele chegou a ter uma rápida passagem pelo Bangu em 1980, época em que o clube de Moça Bonita tinha o bicheiro Castor de Andrade como seu patrono.

Antes de chegar ao Alvirrubro, o atleta já havia sido ídolo no São Paulo nos anos 70, após ser revelado pelo Peñarol. Veio para o Banguzão já com 37 anos e já na reta final de sua carreira. Porém, Castor de Andrade resolveu investir alto ao pagar um quarto de hotel em Copacabana. Além disso, pagou um salário de cerca de um milhão de cruzeiros para o craque.

Pedro Rocha correspondeu as expectativas em campo ao ajudar o Bangu a ganhar o Torneio Comitê de Imprensa, participando apenas do 1º Turno do Campeonato Carioca. Neste curto período em que jogou pela equipe alvirrubra carioca, disputou um total de 13 partidas e balançou as redes adversárias em cinco oportunidades.

A passagem de Pedro Rocha pelo Bangu não foi mais extensa porque o jogador uruguaio entrou em atrito com o patrono do clube. Ele reclamou que Castor de Andrade não sabia comandar o time, algo que foi rebatido logo pelo cartola//bicheiro. A solução acabou sendo a saída do atleta do time Alvirrubro.


Depois disso, ainda rumou para o futebol da Arábia Saudita para aproveitar o restante de sua trajetória como jogador de futebol profissional. No oriente médio, recebeu em petrodólares. Pedro Rocha veio a falecer em 2 de dezembro de 2013, aos 70 anos, um dia antes de fazer o seu 73º aniversário. Neste período, residia na capital paulista

André Catimba e sua passagem pelo Argentino Juniors, fazendo dupla com Maradona

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

André Catimba e Maradona

Carlos André Avelino de Lima, mais conhecido como André Catimba, nasceu em Salvador, no dia 30 de outubro de 1946, e se tornou um grande atacante, principalmente com passagens por equipes do nordeste. O jogador teve uma grande oportunidade na carreira, quando atuou ao lado de Maradona no Argentinos Junior, em 1980.

O atacante começou sua carreira passando por algumas equipes pequenas, até chegar no Vitória, que é uma das principais equipes do futebol nordestino, e por lá ele ficou alguns anos e fez história. Após alguns anos no Vitória, o jogador se transferiu para o futebol paulista, para atuar no Guarani.

André ficou apenas um ano em São Paulo e logo depois para o Rio Grande do Sul, onde fez uma linda história e se tornou um ídolo para a torcida do Grêmio. O atacante ficou alguns anos e depois deixou o clube para voltar ao futebol nordestino, mas dessa vez para atuar no Bahia.

No Bahia o jogador não teve uma passagem muito feliz, até porque ficou sem receber alguns meses e não teve grandes momentos pela equipe. O empresário uruguaio Juan Figer perguntou para o atleta se ele gostaria de jogar no Argentino Juniors, já que não estava recebendo no Bahia.

O atacante aceitou a proposta e foi morar em Buenos Aires, para fazer dupla de ataque com um grande jovem jogador, que estava se destacando no futebol argentino e tinha um grande potencial, esse atleta era Maradona. Ainda muito jovem, com apenas 20 anos, o craque já tinha grandes atuações e todos já o via com um grande futuro.

Logo quando chegou, André já se deu muito bem com Maradona, os dois se tornaram amigos dentro do clube. O atacante brasileiro em todas as entrevistas sempre falava bem do jogador e do jeito leve e irreverente de ser, ainda sem maldade alguma e sem vícios.

André até diz que o jogador não falava muito, mas entrava em campo e decidia. A dupla fez alguns jogos e se deram bem dentro de campo, os dois tinham um bom entrosamento dentro e fora de campo. Porém, não teve só coisas boas na Argentina. André também afirma em algumas entrevista que morar em Buenos Aires não é fácil, pois naquela época sofria muito racismo e não gostava de morar no país, isso foi um dos grandes motivos dele não continuar na equipe.


Tanto que, em uma partida, o jogador acabou sofrendo racismo e o único jogador que o defendeu foi Maradona, seu grande companheiro e amigo no clube. A sua passagem acabou sendo curta por conta de algumas coisas, a principal foi os casos de racismo.

Após uma temporada, André deixou o clube e voltou para o futebol brasileiro, mas deixou bons amigos e uma boa convivência entre os diretores do clube. O atacante voltou para atuar no Pinheiros e depois rodou por alguns clubes até encerrar sua carreira. Infelizmente, no ano passado, no dia 28 de julho de 2021, o grande atacante nos deixou. A causa não foi divulgada pela família, apenas informaram seu falecimento.

Milton Cruz e sua passagem pelo Nacional do Uruguai entre 1980 e 1983

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Milton Cruz defendeu o Nacional entre 1980 e 1983

A Baixada Santista revelou grandes atacantes, mas nem todos começaram no Santos ou em outros times da cidade. Um exemplo disso é Milton Cruz. O atacante nasceu em Cubatão, no dia 1º de agosto de 1957 e completa 65 anos hoje. O jogador passou por grandes clubes na América do Sul, fazendo sucesso em alguns deles, como no Nacional do Uruguai.

Milton Cruz começou a sua carreira no juvenil do São Paulo, se tornando destaque da equipe de base do tricolor paulista. Em 1977, o atacante subiu para o profissional como uma jovem promessa, que poderia ter um futuro muito bom no clube, mas infelizmente a concorrência era com outros craques.

O atacante não conseguia se tornar titular da equipe, pois brigava com Serginho Chulapa pela vaga na equipe e Chulapa estava em uma fase espetacular, marcando vários gols e sendo protagonista com o tricolor. Por conta da falta de espaço no time, percebendo que não iria ser titular, acabou aceito uma proposta de outra equipe.

Em 1980, Milton da Cruz, como era chamado no Uruguai, chegou para se tornar referência no ataque do Nacional do Uruguai, mas não conseguiu se adaptar logo de cara, acabou demorando um pouco mais para entrar no ritmo da equipe. O Nacional ganhou títulos importantes naquele ano como a Libertadores, Campeonato Nacional e a Copa Intercontinental, mas o atacante pouco jogou naquela temporada.

O jogador teve problemas para mostrar seu grande talento. Todos já diziam que era uma grande decepção, mas as coisas começaram a mudar algum tempo depois. Em 1982, ele já começou a fazer grandes jogos e a grande temporada em Montevidéu ainda estava por vir.

Em 1983, já na sua terceira temporada no Uruguai, o atacante conseguiu mostrar todo seu potencial, voltou diferente para aquele ano, demonstrando muito mais interesse e vontade do que nos anos anteriores. Por conta disso, conseguiu ter mais chances e acabou se tornando titular da equipe.

Milton Cruz fez uma grande temporada, conseguindo se consolidar na equipe e finalmente chamando a atenção de todos de forma positiva. Por conta das grandes atuações, acabou trazendo olhares de outras equipes para ele, e no final da temporada, o atacante recebeu uma proposta do Internacional.


O atacante resolveu atravessar a fronteira e acertar com a equipe gaúcha, pois via que era uma grande chance de deslanchar em sua carreira. Pelo Colorado, defendeu a Seleção Brasileira medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. Ainda jogou por Sport, Catuense, Náutico, Botafogo e futebol japonês. Quando parou, ficou conhecido por trabalhar na Comissão Técnica do São Paulo.

Leão e sua passagem pelo Vasco entre 1978 e 1980

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Leão ficou dois anos no Vasco

Um dos maiores goleiros do futebol brasileiro completa 73 anos hoje. Emerson Leão, nasceu em Ribeirão Preto, no dia 11 de julho de 1949, e se tornou um grande jogador e também treinador. Como atleta, ele teve passagens por grandes clubes do futebol brasileiro e se tornou um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, mas na sequência teve uma passagem sem brilhantismo pelo Vasco.

O seu primeiro time foi o Comercial, de Ribeirão Preto, e depois foi para o Palmeiras, onde permaneceu por alguns anos, se tornando o segundo jogador com mais jogos pelo clube, atrás apenas de Ademir da Guia. Depois de dez anos, ele deixou o clube após disputar a Copa do Mundo de 1978, e foi para o Vasco da Gama.

Todos tinham uma grande expectativa, pois Leão era um dos principais goleiros do futebol brasileiro, se não o melhor, então todos tinham uma expectativas altíssima no novo jogador vascaíno. Logo quando chegou já se tornou titular, nem precisou brigar por posição, pior a sua já era garantida no momento de sua contratação.

A equipe do Vasco naquele momento não vivia em um bom momento, mas mesmo assim Leão preferiu ir para o clube. A equipe estava em um processo de melhora para poder brigar por títulos e Leão era uma peça fundamental na renovação do elenco para conseguir os objetivos.

O goleiro era um grande líder, um cara forte no vestiário e tinha uma forte liderança perante o grupo. O Leão fez boas partidas, mas não foi o suficiente para ajudar o clube a ganhar títulos, a equipe brigava com outros grandes times, e por isso acabou ficando sem levantar taças.


O Leão ficou no Vasco até 1980 e não conquistou nenhum título. Foi vendido para o Grêmio, que no mesmo ano conseguiu ser campeão Gaúcho e no ano seguinte campeão Brasileiro pelo clube. Ainda rodou pelo Corinthians, voltou para o Palmeiras e encerrou a carreira no Sport, onde estreou como treinador e levou o time à final do Módulo Amarelo da Copa União de 1987. Já na final do Brasileirão o técnico era Jair Picerni.

A passagem de Cláudio Adão pelo futebol peruano

Por Felipe Roque
Foto: arquivo

Cláudio Adão foi artilheiro do Peruano de 1990, defendendo o Sport Boys, com 31 gols

Muito se conhece sobre o futebol apresentado por Cláudio Adão, que completa 67 anos neste 2 de julho de 2022, em território brasileiro, principalmente jogando ao lado de Pelé no Santos, em 1972, e pelos diversos títulos conquistados no Flamengo, além das passagens por quase todos os times grandes brasileiros, além de defender times em destaque, como o Bangu dos anos 80. Porém, pouco é falado de sua atuação no exterior, como na passagem rápida dele pelo Benfica, e também em solo peruano, onde defendeu o Sport Boys, em 1990, e o Deportivo Sipesa, no ano de 1994, sendo artilheiro do nacional na primeira passagem.

Após uma boa passagem pelo Corinthians, com 13 gols em 32 jogos, Cláudio Adão partiu para novos desafios e foi parar no futebol peruano, para atuar pelo Sport Boys. No campeonato daquele ano, ‘Los Rosados’ fizeram uma ótima campanha, sendo vice-campeões do torneio nacional.

Cláudio Adão teve uma importante participação para o time rosado de El Callao. O brasileiro foi o artilheiro do campeonato, com 31 gols, se tornando o segundo jogador a mais balançar as redes em um Campeonato Peruano na história.

Após sua passagem pelo Sport Boys, Cláudio Adão retornaria ao futebol brasileiro, onde passou por Bahia, Campo Grande, Ceará, Santa Cruz e Volta Redonda. Em 1994, voltou a respirar ares peruanos, atuando pelo Deportivo Sipesa.

Entretanto, já em final de carreira, não teve muito sucesso como em sua primeira passagem pelo país. O clube ficou em quinto lugar no campeonato nacional e o atacante brasileiro não conseguiu se destacar, não ficando nem entre os cinco artilheiros do torneio.


O atacante voltou ao Brasil para atuar até o ano de 1996, se aposentando no Volta Redonda, clube de sua cidade natal. Depois de pendurar as chuteiras, Cláudio Adão fez sucesso no futebol de areia e teve alguns trabalhos como treinador, tanto em times no Brasil como no Peru, comandando o Sport Boys, clube em que havia sido artilheiro sete anos antes.

A passagem de Luís Pereira pelo Flamengo

Por Lucas Paes
Foto: arquivo

Luís Pereira atuando no Flamengo

Completando 73 anos neste dia 21 de junho, o zagueirão Luís Pereira era dentro de campo uma das grandes referências da posição nascidas no Brasil. Dono de imensa categoria, além do excelente jogo defensivo, o ídolo palmeirense foi um dos primeiros casos de sucesso de jogadores brasucas na la Liga e virou ídolo também no Atlético de Madrid. Após retornar da Espanha, jogou pelo Flamengo.

Luís chegou ao rubro-negro numa época onde o Mengão montava um dos maiores times de toda a sua história, a equipe que dali há algum tempo faria o Liverpool de Kenny Dalglish ser batido como se fosse um Madureira no Cariocão. Porém, Luís chegou antes desse periodo e passou a atuar pelo clube a partir do Campeonato Carioca de 1980, no segundo semestre.

Estreou diante do Fluminense no Maracanã em 14 de setembro. Jogou alguns jogos durante a campanha daquele Cariocão, mas já não conseguia mostrar o mesmo futebol que havia exibido em seus anos pelo Palmeiras e pelo Atlético de Madrid. Discreto, pouco conseguiu atuar, mas exibiu grande nível em alguns lances e algumas partidas durante sua passagem pelo rubro-negro.


O Flamengo decepcionou no Campeonato Carioca de 1980 e em 1981 acabou também não conseguindo o título do Brasileirão, mas Luiz não ficou até o fim da campanha. Sequer chegou a atuar na Libertadores, fazendo seu 34º e último jogo pelo clube numa derrota por 3 a 1 para o Botafogo em 1981. Acabou por retornar ao Palmeiras. 

No total, em sua discreta passagem pelo rubro-negro, Luís atuou em 34 partidas e marcou um gol. Ele esteve em atividade dentro de campo até o ano de 1994, quando se aposentou atuando pelo São Bento, já com 45 anos de idade.

Roberto Dinamite - "A volta do maior de todos" com cinco gols em 1982

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Roberto Dinamite fez os cinco gols do Vasco em seu retorno

Há 42 anos, o dia 4 de maio de 1980 ficou conhecido pelos vascaínos como "A volta do maior de todos". O maior ídolo do Gigante da Colina, Roberto Dinamite, voltava ao seu clube de coração, por onde já era considerado ídolo e tinha uma moral gigantesca com todos que viviam no ambiente do clube. E o detalhe: retornou marcando cinco gols em uma vitória contra o Corinthians.

O jogador teve uma carreira de 22 anos como jogador profissional e 21 anos foram jogados pelo Vasco. Apenas na temporada de 1979 que ele foi atuar na Espanha pelo Barcelona, mas acabou não dando muito certo na Europa, não conseguiu se adaptar como era de se esperado.

Com o sua passagem ruim no clube espanhol, o atacante voltou ao Brasil para jogar novamente pelo Vasco. O retorno de Dinamite já era muito celebrado e após o seu jogo de reestréia pelo Gigante da Colina ficou muito mais celebrado, o ídolo voltou decidindo um jogo de forma surreal.

Em uma partida valida pelo Campeonato Brasileiro de 1980, o Vasco enfretou o Corinthians, partida que gerava muita expectativa por tudo que estava acontecendo fora dos gramados pelos vascaínos. O jogo passou das expectativas e deixou o torcedor completamente alucinado com o que viu.

Roberto Dinamite fez uma das suas melhores partidas com a camisa do Vasco, o jogo terminou 5 a 2 para o Gigante da Colina e dos cinco gols feitos, todos foram do atacante Roberto Dinamite, que deixou todos assustado com aquela partida feita pelo ídolo vascaíno.


Com o retorno, Dinamite apenas colocou mais ainda seu nome na história do clube, se tornando o maior jogador do Vasco, o eterno camisa 10. O atacante participou de 1110 jogos pelo clube, apenas ele, Pelé e Rogério Ceni conseguiram essa marca no futebol brasileiro. Além da alta quantidade de jogos, foram a quantidade de gols, Dinamite marcou 708 gols uma média de 0,640 por jogo.

Marcello Lippi e seu último momento como jogador no Pistoiese

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

Marcelo Lippi atuando pelo Pistoiese

O ex-jogador e grande ex-técnico italiano completa hoje 74 anos. Marcello Lippi, nasceu no dia 11 de Abril de 1948 em Viareggio, na Itália. O zagueiro teve uma carreira tão longa como jogador, mas fez história na Sampdoria e seu último time foi o pequeno Pistoiese.

O jogador chegou ao clube em 1980 para ajudar o clube a disputar pela primeira vez a Série A. A equipe trouxe alguns jogadores experientes para fazer uma boa campanha e tentar ficar na elite. O zagueiro já estava na fase final de sua carreira e não conseguiu render o esperado, mas mesmo assim teve alguns jogos importantes que ajudaram a equipe.

O começo na competição foi muito bom, a equipe até chegou a ganhar o clássico local contra a Fiorentina na 13° rodada e parou em sexto lugar. Mas após a vitória tudo desandou no time e as coisas mudaram drasticamente, o Pintoiese passou a não vencer mais nenhuma partida.

O restante foi sofrido para a equipe, que saiu de sexto lugar para a zona de rebaixamento. No segundo turno a equipe ficou revezando entre a lanterna e a vice-lanterna. O time não conseguiu ficar na elite e foi novamente para a segunda divisão.

Em 1981 seria a última temporada de Marcello como jogador. Ele fez algumas partida, ajudando o time na segunda divisão, mas a equipe não fez novamente uma boa temporada. Com o final do ano, o zagueiro preferiu deixar os gramados e seguir na sua nova carreira, dessa vez como treinador.


Marcello viveu o auge da sua vida como treinador, com passagens por grandes times na Itália, até chegar na seleção italiana. E foi pela seleção que ele viveu um dos melhores momentos na sua profissão, quando em 2006 ele levou o seu país ao título da Copa do Mundo.

Moisés e sua ligação com o Bangu

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Moisés foi jogador e treinador do Bangu ao longo de sua trajetória futebolística

Nascido na cidade de Resende, localizada no estado do Rio de Janeiro, Moisés Mathias de Andrade, popularmente conhecido apenas como Moisés ou por seu apelido de Xerife, estaria completando 74 anos de idade neste domingo se estivesse vivo. Por isso, hoje vamos vamos relembrar o forte laço que o defensor teve com o Bangu no fim de sua carreira de jogador profissional e no início de sua trajetória como treinador.

Depois de ser revelado pelo Bonsucesso, Moisés defendeu Flamengo, retornou ao seu clube de origem e ainda passou por Botafogo, Vasco, Corinthians, Paris Saint-Germain, voltou para o Mengão e se transferiu para o Fluminense. Depois de defender as cores do Tricolor Carioca em 1979, Xerife rumou para o Bangu no ano de 1980.

Na equipe alvirrubra, o zagueiro jogou um total de 36 partidas entre 1980 e 1983. Encerrou sua carreira como jogador de futebol aos 35 anos de idade e continuou trabalhando com o esporte, mas fora das quatro linhas.

Braço direito de Castor de Andrade, um cartola brasileiro que chegou até a ser chamado de "Dono do Bangu" na época em que o clube era conhecido como "o esquadrão da malandragem", Moisés se tornou treinador logo após pendurar as chuteiras e conseguiu fazer um grande trabalho no comando técnico do time.

Exercendo uma função diferente daquela que tinha, Xerife foi responsável pela grande ascensão e a boa apresentação do Bangu tanto no cenário estadual quanto nacional. Sob seu comando, o Alvirrubro conseguiu grandes feitos.


Em 1985, o Bangu foi vice-campeão brasileiro de 1985, ao perder o título para o Coritiba, e também do Cariocão no mesmo ano, sendo superado apenas pelo Fluminense, que levou a principal competição nacional daquele ano. Em 1993, na sua segunda passagem como comandante do Alvirrubro, levou o Bangu ao quarto lugar do Campeonato Carioca

Foi então, que no dia 26 de agosto de 2008, Moisés veio a falecer. O Xerife foi vítima de um câncer no pulmão com 60 anos anos de idade.

Nelinho no Grêmio em 1980

Foto: Correio do Povo

Nelinho em ação na estreia pelo Grêmio, contra o Esportivo de Bento Gonçalves

Um dos maiores laterais-direitos da história do futebol brasileiro, conhecido por ter um chute fortíssimo, Manoel Rezende de Matos Cabral, o Nelinho, está completando 70 anos neste 26 de julho de 2020. Ídolo nos dois maiores clubes de Belo Horizonte, Cruzeiro e Atlético, o jogador teve uma passagem curta, mas vitoriosa, pelo Grêmio, em 1980.

Nelinho começou no America, em 1970. Em seguida, foi para o exterior, onde defendeu o Barreirense, de Portugal, e o Deportivo Anzoátegui, da Venezuela. Voltou ao Brasil em 1972, defendendo Bonsucesso e Remo. Em 1973, chegou ao Cruzeiro, onde sua carreira decolou. Na Raposa, virou ídolo e chegou à Seleção Brasileira, sendo titular na Copa de 1978, marcando um gol antológico na decisão de terceiro lugar, contra a Itália.

Em 1980, o Grêmio estava em busca do bi-campeonato Gaúcho e tinha um belo time, com nomes como os de Leão, Dirceu, Paulo Isidoro e Baltazar. A diretoria do Tricolor foi até Minas Gerais e convenceu o Cruzeiro de emprestar Nelinho por um período de apenas três meses, para a reta final do estadual.


A estreia de Nelinho não foi muito positiva. Não é que ele tenha jogado mal, mas o Grêmio enfrentou o Esportivo de Bento Gonçalves, no Olímpico, e não passou de um 0 a 0. E um detalhe: neste jogo, o Tricolor jogou de branco e o time da serra com uma camisa branca e listras finas azuis.

Depois, o Grêmio de Nelinho obteve duas vitórias (Guarany de Bagé e São Paulo de Rio Grande) e um empate (Brasil de Pelotas) até o primeiro Grenal do lateral. Porém, em 19 de outubro, no Beira-Rio, o Inter levou a melhor e venceu pelo placar de 1 a 0.

A derrota mexeu com os brios dos jogadores do Grêmio e com Nelinho em campo, o Tricolor não perdeu mais. O jogo seguinte foi um 6 a 0 contra o São Borja, onde o lateral marcou os seus dois únicos gols pelo time. Em seguida, mais duas vitórias (Novo Hamburgo e Inter de Santa Maria) e um empate contra o Juventude.


Em seguida, outro Grenal, no Olímpico, em 5 de novembro, mas o placar ficou em branco. Mas na reta final do Gauchão, o Grêmio não vacilava contra os pequenos e as vitórias vinham: 1 a 0 no São Borja, 6 a 0 no Novo Hamburgo, 2 a 0 no Inter de Santa Maria e 1 a 0 no Juventude.

No dia 23 de novembro, mais um Grenal, mas desta vez no Beira-Rio. Mas mesmo com um empate em 0 a 0, o Grêmio confirmou o título estadual, o bi-campeonato. Mesmo sem vencer um clássico, Nelinho levantou uma taça em seu pouco tempo no Tricolor.

A despedida de Nelinho pelo Grêmio foi em um amistoso contra o Flamengo, no Olímpico, em 30 de novembro, que terminou com o placar de 0 a 0. Assim, o lateral voltava ao Cruzeiro para a temporada de 1981. Em 1982, ele trocaria a Raposa e iria para o Galo, onde também foi muito bem e encerrou a carreira em 1987.

Enéas - O cometa do Bologna

Foto: Arquivo Bologna

Enéas em ação pelo Bologna: apenas uma temporada no time italiano

Um dos maiores jogadores da história da Portuguesa de Desportos, Enéas de Camargo, ou simplesmente Enéas, completaria 66 anos neste 18 de março de 2020. O ídolo rubro-verde jogou no exterior, sendo um dos primeiros a atuar no futebol italiano após a abertura das fronteiras para jogadores estrangeiros: foi defender o Bologna.

Lançado em 1972 na Portuguesa, Enéas foi um dos grandes destaques da maior fase da história do clube, sendo importante nas conquistadas da Taça São Paulo e Paulistão, em 1973, e Taça Governador do Estado, em 1976. Em 1980, depois de quase de 400 jogos e 179 gols pelo time Rubro Verde, ele deixou a Lusa e desembarcou na Itália, no meio de 1980, mais precisamente no Bologna.

O time italiano, aproveitando-se do fato da volta da liberação de estrangeiros no campeonato, foi em busca de Enéas por causa do seu protagonismo na Lusa e sua facilidade de deixar os companheiros na cara do gol. Com estes predicados, logo ele caiu nas graças da torcida, que o apelidou de "Cometa".

Nos primeiros jogos, Enéas foi muito bem e encheu os olhos do torcedor do Bologna. Porém, após algumas rodadas, pareceu que o feitiço acabou. Com a chegada da virada do ano, o craque teve problemas de adaptação ao rígido inverno europeu. Além disso, ele teve problemas com o esquema tático, passou a perder espaço na equipe e começou a ter saudades da família, que ficou no Brasil.

No segundo turno da Série A italiana, Enéas teve uma lesão e ficou fora de 10 partidas. Com isto, perdeu de vez espaço na equipe e, nas poucas chances que teve, vivia de lampejos, pouco lembrando os anos na Lusa ou até mesmo os primeiros jogos na Itália.


Com tudo isto, mais os desentendimentos com o treinador Luigi Radice, que não gostava da vida que ele vivia fora de campo, ele deixou o Bologna, sendo envolvido em uma troca com a Udinese, que mandou Herbert Neumann. Porém, a vida de Enéas no novo clube italiano foi ainda mais rápida. Sem entrar em campo com a camisa da Udinese, em julho de 1981, por uma quantia considerável de 50 milhões de cruzeiros, Enéas voltou ao futebol paulista para defender a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Chegou no Verdão com uma lesão no joelho, o que limitou as suas apresentações logo na chegada. Mesmo assim, ficou no Palestra Itália por mais três anos. Depois, ele ainda passou por XV de Piracicaba (SP), Ponta Grossa (PR), Juventude (RS), Desportiva (ES) e a Central Brasileira de Cotia (SP), seu último time.

Em 22 de agosto de 1988, sofreu um grave acidente de carro na Avenida Cruzeiro do Sul, em São Paulo, e foi internado, em coma, com uma luxação na coluna cervical. Morreria quatro meses depois, em 27 de dezembro, aos 34 anos, vítima de uma broncopneumonia. Ele deixou saudade nos torcedores da Lusa e dos fãs de futebol.
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