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A ótima passagem de Cafu pela Roma

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Cafu quando defendeu a Roma

Um dos maiores laterais do futebol mundial e brasileiro, Marcos Evangelista de Morais, conhecido como Cafu, conquistou seu sucesso na Europa atuando pela Roma, ganhando muito destaque e reconhecimento na Itália, e depois acabou sendo negociado com o Milan. 

O lateral-direito nasceu em Itaquaquecetuba, em São Paulo, no dia 7 de junho de 1970, e começou a sua carreira atuando na base do Nacional, depois foi para a Portuguesa, até chegar no São Paulo, clube pelo qual foi revelado em 1989.

Foram alguns anos atuando com a camisa tricolor, fazendo grandes jogos e conquistando muitos títulos pelo clube. Depois de cinco anos jogando pelo São Paulo e já tendo convocações para a Seleção Brasileira, foi vendido para o Zaragoza, da Espanha, após o título da Copa do Mundo em 1994, no qual ainda era reserva.

Porém, acabou não conseguindo ter muito sucesso na equipe, ficando apenas uma temporada e atuando apenas em 17 partidas. No meio do semestre de 1995, o jogador retornou ao Brasil, para atuar no Juventude, que era patrocinado pela Parmalat, a mesma patrocinadora do Palmeiras.

Por causa de uma cláusula com o São Paulo, o jogador não poderia voltar para o Brasil e atuar diretamente em um rival, por causa disso acabou tendo que passar pelo Juventude. A sua passagem pelo Palmeiras foi muito boa, fez parte da equipe campeã paulista conhecida pelo ataque de mais de 100 gols na competição. 

Foram um ano e meio atuando pelo clube em alto nível, por causa disso começou a receber novas propostas da Europa. No início da temporada europeia, a Roma ofereceu uma boa proposta e Cafu se transferiu para o futebol italiano. 

O seu estilo se casou muito bem com o da equipe, pois Cafu tinha muita força física e sempre foi muito importante taticamente. Além isso, o lateral era muito diferente tecnicamente, ajudando o time na parte ofensiva, por isso o lado direito ficou muito forte. 


O jogador foi ganhando muito destaque atuando pela Roma, fazendo jogos excelentes, ajudando muito a equipe. Cafu ganhou o apelido Il Pendolino ('o trem expresso') dos torcedores, sendo muito ovacionado no estádio a cada jogo. 

A sua melhor temporada pelo clube foi em 2000-01, quando a equipe conseguindo conquistar o Scudetto, que é o título nacional do futebol italiano, e na época a liga mais forte do mundo. Cafu foi um dos grandes destaques do time durante a campanha. 

O jogador permaneceu no clube até o final da temporada de 2002-03, foram quase 8 anos atuando pela Roma, fazendo 219 jogos e marcando 8 gols, além de um título conquistado. Em 2003, Cafu foi contratado pelo Milan.

Zagueiro sofre mal súbito e interrompe partida entre Udinese e Roma pelo Italiano

Com informações da Agência Estado
Foto: reprodução

Ndicka passou mal durante jogo do Italiano

O zagueiro Evan Ndicka, da Roma, sofreu um mal súbito neste domingo durante o duelo com a Udinese, pela 32ª rodada do Campeonato Italiano. O jogador caiu no gramado e foi atendido por paramédicos, que o direcionaram até o hospital. Com isso, o jogo acabou sendo suspenso.

“Após um mal súbito sofrido por Evan Ndicka em campo, Udinese x Roma foi suspenso. O jogador está consciente e foi transportado ao hospital para exames. Vamos Evan, estamos todos com você”, publicou a Roma em suas redes sociais.

Segundo a “Sky Sport”, o primeiro eletrocardiograma apresentou um quadro preocupante, que fará com que o jogador continue internado em Udine. Ainda segundo o jornal, a delegação da Roma está se organizando para permanecer na cidade para dar apoio ao zagueiro.

Evan Ndicka caiu no gramado aos 27 minutos do segundo tempo, quando foi rapidamente socorrido pelos médicos da partida. De acordo com o “Corriere Dello Sport”, o pedido para o jogo ser suspenso partiu do técnico De Rossi, após o mesmo ver o estado do seu atleta no vestiário. A Udinese aceitou o pedido prontamente, assim como a equipe de arbitragem.


Ainda segundo as informações, o pronto atendimento foi essencial para que o zagueiro deixasse o estádio lúcido e fazendo um sinal positivo. Evan Ndicka aguarda os resultados dos próximos exames para definir os próximos passos de sua carreira.

Eusebio Di Francesco e sua boa passagem pela Roma

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Di Francesco teve uma grande passagem pela Roma

Eusebio Luca Di Francesco, ex-meia italiano conhecido apenas como Eusebio Di Francesco, está celebrando o seu 54º ano de vida nesta sexta-feira, dia 8 de setembro de 2023. Ao longo de sua carreira, o atleta teve uma boa trajetória pela Roma entre o fim dos Anos 90 e começo dos Anos 2000.

Antes de se tornar jogador do clube Giallorrossi, o meia já havia colecionado passagens pelas categorias de base e no time profissional do Empoli, e jogado também Lucchese e Piacenza. Foi jogando no time Biancorrossi, que o futebolista consegui se destacar e acabar sendo contratado pela Lupa em 97.

Na Roma, ele teve a oportunidade de dividir o vestiário lendas romanistas como Aldair, Gabriel Batistuta. Vincenzo Montella, Francesco Totti e , Damiano Tommasi. Nos seus dois primeiros anos de clube, conseguiu se espaço no time titular, que ficou na 4ª e na 5ª posições do Campeonato Italiano, respectivamente, mas acabou sendo eliminado na fase de quartas de final da Copa Uefa da temporada 1998-99. 

No primeiro ano de Capello na capital, Di Francesco também tinha lugar entre os 11 iniciais e pôde ajudar os Luppi a ficar em 6º da Serie A e avançar aos mata-matas da Copa Uefa e da Coppa Italia. Indo muito bem no clube, chegou a receber oportunidades frequentes de defender a Azzurra, mas não conseguiu garantir o seu espaço.


Na temporada 2000-01, que acabou sendo a última de Eusebio pelos Giallorrossi tinha de tudo para ser melancólica, uma vez que o meia disputou apenas cinco jogos e foi titular em apenas uma ocasião. Entretanto, já perto de completar 32 anos, Eusebio teve a felicidade de conquistar pode comemorar o seu único titulo como jogador e encerrou o seu ciclo no clube após disputar 129 jogos e marcar 16 gols.

Depois de aposentado, o ex-atleta voltou a Roma, mas para assumir o cargo de treinador. Comandou os Lupetti entre 2017 e 2019.

A chegada de Falcão na Roma em 1980

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Falcão no Coliseu

Há 43 anos Paulo Roberto Falcão era anunciado como a nova contratação da Roma, da Itália. Lembrando que na época não era muito comum transações internacionais, mas o jogador foi contratado por US$ 4 milhões junto ao Inter, uma quantia gigantesca pelo volante brasileiro para o momento.

O volante que nasceu em Abelardo Luz, em Santa Catarina, no dia 16 de outubro de 1953, começou sua carreira no Internacional. O jogador era forte fisicamente e colocava uma intensidade muito forte no meio-campo, tomando conta da posição e mostrando todo seu potencial.

Desde jovem, Falcão nunca se intimidou, mostrando toda sua classe e categoria no meio-campo. O volante era um grande marcador, passar por ele era um desafio, mas, também, se destacava na saída de bola, tinha habilidade, diferente dos volantes clássicos da época.

As suas ótimas atuações chamaram a atenção de muita gente, tanto que, não demorou muito para ser convocado para a Seleção Brasileira. Em 1972 já fazia parte do Brasil Sub-23, e em 1973 foi quando subiu para o profissional do Internacional. Três anos depois, foi quando teve sua oportunidade da seleção principal.

Após sua convocação para a seleção, o jogador começou a ser olhado por outros continentes, pois estava encantando as suas atuações. O jogador mostrava muita classe e jogava de ‘terno’. Após sete anos no Internacional, Falcão começou a receber diversas propostas, e estava difícil a diretoria colorada segurá-ló.

Em 1980, recebeu algumas propostas, mas aceitou o da Roma, pois era uma grande oportunidade, e foi anunciado no dia 25 de julho. Mesmo com suas atuações e convocações para a seleção, o jogador não era muito conhecido pelos torcedores e pela mídia, tanto que, Zico e Rivellino foram especulados no clube antes do volante.

Mesmo sem ser muito conhecido, Falcão chegou sendo muito importante para o elenco, ganhando a posição de titular rapidamente. O volante, em sua primeira temporada, já ajudou o time a conquistar a Copa da Itália.

Na temporada seguinte, a equipe acabou não conquistando nenhum título, mas fez uma temporada regular, com Falcão mantendo suas ótimas atuações. Em 1982-83, foi a principal temporada do volante pelo clube, onde o clube fez grandes jogos e teve uma grande conquista.

A Roma conquistou o ‘Scudetto’, que é o Campeonato Italiano. O título foi muito importante para o clube, que não o conquistava desde 1942, e foi muito comemorado por todos. Falcão teve uma participação muito boa, sendo o dono do meio-campo da equipe.


Na temporada seguinte, veio mais um título, novamente a Copa da Itália, mostrando a força da equipe em mata-mata. Após essa temporada, Falcão foi para seus últimos meses no clube, onde acabou não conquistando nenhum título.

Com o fim da temporada de 1984-85, após algumas desavenças com o presidente do clube, Dino Viola, Falcão resolveu deixar a equipe e voltar para o futebol brasileiro. O volante foi contratado pelo São Paulo.

Na equipe italiana, o jogador foi o mais remunerado do campeonato nacional, recebendo mais de mil milhões de liras por ano. Falcão atuou em 153 jogos e marcou 29 gols.

O volante Lima e sua passagem pela Roma

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Lima está completando 52 anos

Francisco Govinho Lima, mais conhecido como Lima, nasceu em Manaus, no dia 17 de abril de 1971, e teve passagens por alguns clubes gigantes do futebol nacional e internacional. O volante chegou a ser contratado como uma boa expectativa para o meio de campo da Roma no início dos anos 2000.

O jogador começou sua carreira em em 1990, atuando pelo Ferroviário, uma equipe do nordeste. Por lá, o volante ficou quatro anos, tendo um empréstimo nesse tempo para o Sul América e logo depois foi para uma equipe gigante do futebol brasileiro.

Em 1994 foi contratado pelo São Paulo, uma equipe que vivia um grande momento, levantou títulos importantes, e que enxergou no volante uma grande opção para o meio-campo. O jogador chamava a atenção pela sua raça e seu porte físico, pois conseguia manter a intensidade por muito tempo.

Pelo São Paulo participou do título da Libertadores em 1994, mas também ficou marcado por um momento ruim, que acabou nem sendo sua culpa. Ele causou a eliminação do tricolor da Copa do Brasil de 1996, porque foi escalado de forma irregular.

O jogador começou a rodar por alguns clubes, já tinha sido emprestado duas vezes pelo São Paulo, mas depois de 1996 foi para a Europa. O volante passou por algumas equipes menores no outro continente, mas teve boas atuações em alguns deles.

Em 2001, a Roma desembolsou 3,7 milhões de libras pelo volante, que chegava para ser um jogador importante no meio-campo do time italiano. Lima tinha uma grande expectativa em suas costas, até porque seu porte físico combinava com o futebol italiano, que na época tinha a liga mais forte do mundo.

Em seu primeiro ano, ajudou a equipe a conquistar a Supercopa Italiana, mas o atleta não conseguiu manter um grande desempenho e acabou ficando algumas partidas no banco. Porém, era muito utilizado, principalmente no segundo tempo ou quando o clube mesclava o time para alguma partida.


O jogador ficou muito tempo por lá, sendo importante quando entrava, pois conseguia ajudar a equipe. Lima acabou não conseguindo conquistar a titularidade absoluta, mas sempre foi um cara fundamental no vestiário e nos momentos em que estava em campo.

Pelo clube italiano fez 88 jogos em três temporadas, sempre sendo um cara importante e muito útil para a equipe. Em 2004 acabou deixando o time para atuar no Lokomotiv Moscou, e depois ficou rodando por alguns clubes pelo mundo.

Atacante da Seleção Italiana sofre grave acidente de carro e tem fratura exposta na costela

Com informações da TV Cultura
Foto: reprodução redes sociais

Ciro Immobile teve uma fratura exposta na costela

O atacante Ciro Immobile, da Lazio e da Seleção da Itália, sofreu um violento acidente de carro neste domingo (16) nas imediações do estádio Olímpico, em Roma. O jogador de 33 anos foi levado a um hospital e teve diagnosticada uma fratura exposta na costela e um trauma na coluna vertebral. Em nota, o clube italiano que Immobile passa bem.

“A equipe médica da Lazio informa que, hoje, na sequência de um acidente de automóvel, o atleta Ciro Immobile sofreu um trauma de distensão da coluna vertebral e uma fratura exposta da costela direita. As condições atualmente são boas. O jogador permanece sob observação no departamento de medicina de emergência”, informou o comunicado da equipe biancoceleste.


O acidente aconteceu após Immobile chocar seu carro em um bonde na Ponte Matteotti. Além de Immobile, sete pessoas ficaram feridas e foram transportadas ao hospital. Entre elas, duas filhas do atacante, que sofreram apenas alguns arranhões.

Immobile disse, segundo o jornal La Gazzetta Dello Sport, que o culpado pelo acidente foi o bonde por ter ultrapassado o sinal vermelho. A polícia já está investigando o caso.

A passagem de Iván Helguera pela Roma

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Iván Helguera não teve uma grande passagem pela Roma

Nascido em Santander, na Espanha, Iván Helguera Bujía, ex-zagueiro e volante, está completando 47 anos de idade nesta terça-feira, dia 28. Antes de ficar conhecido por fazer parte do Real Madrid Galático, o defensor e meio campista chegou a jogar pela Roma alguns anos antes.

Revelado nas categorias de base do Racing de Santander, Iván se profissionalizou atuando pelo Albacete em 1996. Permaneceu nos Albacetistas até 1997, ano no qual chegou ao futebol italiano para defender as cores da Roma.

Na equipe Giallorossi, o defensor e meio campista não conseguiu ter uma passagem muito marcante. Segundo o site ogol.com, Helguera disputou um total de 10 partidas com a camisa da La Lupa ao longo da temporada 1997-1998.


Após atuar na Roma, o atleta ibérico ainda atuou no Espanyol de Barcelona até 1999 e logo se transferiu para o Real Madrid, clube onde ficou até 2007. Seu último ano atuando como jogador de futebol profissional foi em 2008, quando defendia o Valência.

A passagem de Di Biagio pela Roma

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Di Biagio na Roma

Completando 51 anos neste dia 3 de junho, o italiano Luigi Di Biagio era, dentro de campo, um dos volantes de maior firmeza que passou pelo futebol italiano nos anos 1990 e 2000. Foi um andarilho em sua carreira como futebolista e vestiu algumas camisas bem pesadas ao longo dos quase 20 anos em que esteve nos gramados. Um dos grandes momentos de sua carreira ocorreu em sua passagem pela Roma, no meio da década de 1990.

Di Biagio chegou aos Giallorrossi em 1995, trazido direto do Foggia, onde teve boa passagem. Ainda era bastante jovem na época e chegava com desconfiança pois havia começado na base do rival eterno da Roma, a Lazio, onde pouco conseguiu jogar. Na Roma, porém, conseguiria atuar bastante e marcar seu nome na história do clube vermelho e laranja da capital. 

Rapidamente já tomou lugar de titular no meio campo da Roma. Era um elo de segurança para uma defesa que tinha qualidade e a primeira engrenagem de um ataque que também tinha bons jogadores, incluindo um Totti em começo de carreira. Um de seus dois gols veio para dar a vitória aos romanos contra a Inter, na última rodada daquele campeonato italiano.

Seguiu sendo um dos pilares de sustentação do time nas temporadas seguintes, mas viveu um momento especial no biênio 1997/1998. Naquele ano, além de dar uma sustentação defensiva muito interessante ao meio de campo defensivo, ainda se aventurou ofensivamente e marcou 10 gols ao longo da temporada, ficando em boa posição na artilharia do time. Foi o ano mais goleador de toda a sua carreira na Série A. Seu desempenho lhe garantiu um lugar na Copa do Mundo de 1998, onde foi um dos convocados da Seleção Italiana.


Na temporada seguinte, viveu seu último ano pelos Giallorrossi fazendo novamente uma boa temporada, regularmente com boas atuações. Ao final daquele biênio, acabou sendo negociado com a Internazionale. No total, vestiu por 140 vezes a camisa romanista, marcando 20 gols neste período, incluindo alguns contra Milan e Inter. Di Biagio esteve em atividade no futebol até 2007, quando pendurou as chuteiras atuando pelo Ascoli. 

A boa passagem de Paulo Sérgio pela Roma

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Paulo Sérgio atuando na Roma

Completando 53 anos neste dia 2 de junho, o ex-atacante Paulo Sérgio foi dentro de campo um rápido e habilidoso jogador que atuava pelos flancos do campo via de regra municiando jogadores de ataque dos times onde jogava. Entre as diversas boas passagens que teve em sua carreira dentro das quatro linhas, viveu dois bons anos jogando pela Roma, no final da década de 1990, época onde o futebol italiano era a elite do mundo.

Ele chegou aos Giallorrossi depois de uma passagem marcante de muitos anos pelo Bayer Leverkusen, time que de certa forma abriu as portas da Bundesliga aos atletas brasileiros. Seu bom futebol nas terras tedescas chamou a atenção de clubes da badalada Série A e na época quem acabou pagando sua multa rescisória e com isso o tirando de Leverkusen foi a Roma, time da capital italiana que começava a arquitetar uma das grandes equipes de sua história.

Não precisou de adaptação na Itália. Já em sua primeira temporada, mostrou o bom futebol que lhe caracterizou na Alemanha. Fez com um promissor jovem chamado Francesco Totti uma dupla infernal naquela Série A. Seu primeiro gol foi acontecer apenas em novembro diante da Udinese na Copa Itália, mas foi um tento que emplacou uma sequência de quatro jogos seguidos marcando gol. Balançou a rede no derby diante da Lazio na Coppa e ainda fez gol também em uma goleada histórica de 5 a 0 sobre o Milan. A equipe da capital terminou a Série A na quarta posição.


No biênio seguinte, seguiu como um dos grandes destaques da equipe, marcando alguns gols importantes e principalmente sendo um ótimo criador de jogadas para Totti finalizar. Nesta temporada, acabou marcando pelo menos um gol em todos os três gigantes da Série A, incluindo o da vitória sobre o futuro campeão Milan. 

Deixou a capital italiana ao fim da temporada 1998/1999, sendo negociado com o Bayern de Munique. No total, foram 77 jogos vestindo a camisa giallorrossa e 26 gols marcados. Na Baviera, Paulo faria história e estaria num dos maiores times de toda a trajetória gigantesca bávara, sendo inclusive campeão europeu.  

Alcides Ghiggia e sua grande passagem pela Roma

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ghiggia em sua passagem pela Roma

O autor do gol do título da Copa do Mundo de 1950, no famoso Maracanaço, completaria hoje 95 anos de vida. Alcides Ghiggia, ponta, nasceu no dia 22 de dezembro de 1926 em Montevidéu, no Uruguai, e faleceu no dia 16 de julho de 2015 (no aniversário do título). O jogador teve passagens por grandes clubes na carreira, tanto no seu país nacional, atuando pelo Penarol, e pela Itália, onde jogou pela Roma e Milan.

Depois do grande jogo de sua carreira, que é conhecido até hoje, o jogador passou a ter mais reconhecimento, merecido, por seu grande futebol. E três anos depois, foi contratado pela Roma, que havia acabado de subir após sua única passagem pela segunda divisão, e precisava de um grande jogador para formar um time que pudesse brigar. Ao lado de Giacomo Losi e do brasileiro Dino da Costa, eram os melhores jogadores do elenco, e tentavam ajudar o clube no caminho das vitórias.

Ghiggia, era um ponta atual jogando na década 1950, ele se preocupava muito em recompor a linha defensiva, ajudando a equipe, mas que tinha uma habilidade fora do comum. Diferente dos atletas antigos, ele era um cara que ajudava na criação de jogadas, com muitos cruzamentos pelo lado do campo, e com isso acaba não se sobressaindo em número de gols.

Na sua primeira temporada pelo clube, o jogador não precisou de muito tempo para se adaptar, e logo caiu nas graças da torcida. Criando muitas oportunidades para o time, começava a chamar a atenção. O ponta marcou quatro gols em seu primeiro ano na Itália.

Com a boa temporada, foi chamado para jogar a Copa do Mundo de 1954, o que poderia ser algo históricos, pois ele seria o primeiro jogador de fora do Uruguai a ser convocado, mas isso não ocorreu, pois a Roma não liberou o atleta.

Nos 8 anos jogando pelo clube (1953-1961), a melhor Roma foi a de 1955, e o jogador novamente teve destaque. O clube foi terceiro lugar do Campeonato Italiano, sendo que era algo muito difícil, pois tinha que bater a trinca de Juventus, Internazionale e Milan, mas os giallorossi conseguiram brigar na parte de cima.


A partir da sua quarta temporada pelo clube, o ponta se tornou capitão e começou a ser convocado para atuar pela seleção italiana. Ghiggia já começava a viver um momento de caminhar para o final de sua carreira, e começou a ter uma liderança muito grande dentro do clube.

Já nas suas últimas temporadas no clube, Ghiggia começou a perder espaço para Alberto Orlando. Mesmo não sendo titular absoluto, o ponta ainda pode desfrutar de um grande momento na Roma. Em seu último ano de clube, o jogador ajudou o time, junto a Juan Alberto Schiaffino, a conquistar a Taça da Cidade com Feiras, precursora da Copa UEFA, e depois da Liga Europa da UEFA. Já com 35 anos, Ghiggia saiu do clube e acabou se transferindo para o Milan.

A boa passagem de Toninho Cerezo pela Roma

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Toninho Cerezo jogou três anos na Lupa

Neste feriado de 21 de abril completa 66 anos um dos grandes jogadores brasileiros da meia cancha. Muito mais que um mero vilão em 1982, Toninho Cerezo era em campo dono de uma imensa categoria e técnica e não a toa virou ídolo no Galo e na Sampdoria. Entre essas duas estadias, ainda que não à ponto de ser ídolo, teve uma boa passagem pela Roma, na era de ouro dos giallorossi.

Cerezo chegou à Roma em 1984, já experiente e vindo direto do Atlético Mineiro, clube de seu coração, por onde havia feito muito. Curiosamente, chegou a capital italiana para compor elenco, sendo uma reposição para Carlo Ancelotti e acabou jogando mais do que deveria devido às lesões do futuro treinador campeão europeu por Milan e Real Madrid. 

Em Roma, chegou à um time que novamente avançou na Copa Itália e ajudou a equipe a ser campeã da competição em 1984. No mesmo ano, a equipe romanista chegou a final da Liga dos Campeões e acabou derrotada nos pênaltis, em casa, pelo Liverpool, num dos dias mais dolorosos da história dos Giallorossi. Naquele primeiro ano no clube, Toninho jogou muitos jogos, em alguns até no sacrifício, atuando em 41 partidas e marcando 9 gols.

Curiosamente, não conseguiu reduzir o desempenho nas temporadas seguintes, sendo peça de reposição nos biênios de 1984/1985 e 1985/1986. Era um reserva de luxo, que costumava entrar e fazer boas partidas. Porém, em 1986, acabou sendo importantíssimo para a conquista de mais uma Copa Itália para os romanistas. A equipe havia perdido o primeiro jogo da final para a Sampdoria, em Gênova, mas reverteu o resultado no apagar das luzes para um 2 a 0 na capital italiana, com um gol de Cerezo. 


Acabou sendo negociado com a Sampdoria após o fim da temporada 1985/1986. Pela Loba, atuou em 87 partidas e marcou 18 gols, segundo números do portal Ogol. Curiosamente, a Samp, adversária que levou o gol do título da Copa Itália de Cerezo e para onde o brasuca foi, seria o time no qual o meia se tornaria ídolo, sendo até hoje venerado no Luigi Ferraris como uma das grandes figuras históricas do clube.

O ex-meia Vágner na Roma

Por Kauan Sousa
Foto: arquivo

Vágner teve poucas chances na Roma

Neste dia 19 de março, o ex-meio-campista, que também chegou a atuar como lateral-direito, Vágner completa 48 anos de idade. O ex-jogador, conhecido por ter defendido Santos, Vasco da Gama e São Paulo, teve uma passagem pelo futebol italiano, mais precisamente pela Roma, entre 1997 e 1998.

Vágner iniciou sua carreira em 1989, no Arapongas, clube do interior do Paraná e passou pelo Paulista e o União São João antes de chegar no Santos, em 1995. No time da Vila Belmiro, o ex-jogador se destacou jogando ao lado de Giovanni, Jamelli e Robert, sendo vice-campeão brasileiro em 1995. Dois anos depois, ainda defendendo o Peixe, acabou chamando a atenção do Roma.

Naquela época, o Campeonato Italiano ainda era considerado o mais forte do mundo, seja no jogo, como economicamente, mas não com tanta força como nos anos 80 e primeira metade da década 90, já que naquela época começava a sofrer a concorrência do futebol espanhol.

Na equipe italiana, chegou em um time com estrelas como Totti, Aldair, Cafu e companhia. Apesar de muito técnico e habilidoso, acabou não sendo muito aproveitado. No clube, atuou apenas 16 jogos e não marcou nenhum gol.

Com um contrato de três anos no Roma, após uma temporada na Itália, Vágner foi emprestado ao Vasco da Gama em 1998. No clube carioca, participou da maior conquista da história do clube, o da Copa Libertadores daquele ano.


Após a passagem pelo Vasco da Gama, o ex-jogador de personalidade forte foi para o São Paulo, também emprestado pela Roma. Em seguida, o time italiano o negociou com o Celta de Vigo, da Espanha, e em 2005, com 31 anos de idade se aposentou do futebol, por conta de uma lesão. Em 2010 virou diretor do Londrina, sendo essa sua última experiência com o futebol.

Rivalidade no futebol: conheça alguns dos maiores clássicos do mundo

Foto: Pixabay

Emoção no estádio diante de grandes clássicos

Clássico é clássico e vice-versa. A famosa frase atribuída ao ex-jogador de futebol Jardel, que até hoje nega a autoria do jargão folclórico no futebol, não poderia resumir de maneira melhor a importância desses jogos. 

São partidas que param cidades, estados e até mesmo países. A rivalidade come solta e, em certas ocasiões, medidas extra de segurança precisam ser aplicadas para conter a emoção de alguns torcedores mais exaltados. 

Tem briga histórica em final de campeonato, rixa política e econômica que divide uma nação, clubes do mesmo país, localizados em continentes diferentes, que fazem um derby intercontinental de tirar o fôlego e muito mais. 

Quer saber de quem estamos falando? Então veja abaixo uma lista com alguns dos maiores clássicos do mundo. 

Liverpool x Manchester United 

A enorme rivalidade no futebol também faz parte da história dos supertorcedores ingleses e é claro que o país que inventou o esporte não poderia ficar de fora dessa lista. São diversos clássicos que dividem o país, mas o grande destaque fica por conta da batalha campal entre Liverpool e Manchester United. 

Conhecido como North West Derby, o clássico existe desde 1894 e envolve uma rixa que vai muito além do que apenas o esporte, já que as duas cidades, Manchester e Liverpool, também ficaram conhecidas por disputas comerciais no noroeste inglês.

Torcida do Liverpool

Fenerbahçe x Galatasaray 

Fenerbahçe e Galatasaray protagonizam um derby único e extremamente acirrado. Os dois clubes estão localizados na Turquia, na cidade de Istambul, mas ficam geograficamente separados pelo estreito de Bósforo: o Fenerbahçe pertence ao continente asiático e o Galatasaray ao europeu. 

A rivalidade entre as equipes é tamanha que o clássico fez com que o McDonald´s alterasse a sua fachada, que possui as mesmas cores do escudo do Galatasaray, no estabelecimento que fica a 100 metros do estádio do Fenerbahçe. 

Boca Juniors x River Plate 

Com uma tradição gigantesca no mundo da bola, a Argentina conta com aquele que, para muitos, é considerado como o maior clássico de futebol de todos os tempos: Boca Juniors x River Plate. 

A rivalidade envolve nada mais, nada menos, do que os dois clubes com o maior número de conquistas no campeonato nacional e também com as maiores torcidas do país. 

Para se ter uma ideia do que é um Boca x River, a partida decisiva da final da Copa Libertadores da América de 2018, disputada entre as duas equipes, aconteceu do outro lado do Oceano, no estádio Santiago Bernabéu, em Madrid. 

O motivo? Evitar o confronto entre os torcedores rivais na cidade de Buenos Aires. 

Barcelona x Real Madrid 

Um clássico que envolve assuntos políticos e econômicos. De um lado, a riqueza de uma grande capital europeia, representada pela camisa do Real Madrid. Do outro lado, o poder do povo catalão, com sua política separatista, simbolizado pelo Barcelona. 

Adicione ainda o fato de os dois clubes pertencerem à elite do futebol mundial, colecionando muitos dos títulos mais importantes do mundo. Pois bem, esse é o El Clasico, presente no topo do ranking de todas as listas que envolvem as maiores rivalidades futebolísticas do mundo. 

Palmeiras x Corinthians 

Existem diversos clássicos de tirar o fôlego no futebol brasileiro. No entanto, Palmeiras x Corinthians ganha um protagonismo especial no quesito repercussão e é considerado por muitos como o maior do Brasil. 

O derby paulista já decidiu Torneio Rio-São Paulo, Campeonato Brasileiro e Paulistão, estadual que ficou marcado na história após as famosas embaixadinhas de Edilson Capetinha causarem uma confusão generalizada nos gramados. 

O clássico que para o país também marcou duas edições da Copa Libertadores da América, torneio mais importante para os clubes sul-americanos. É muita rivalidade envolvida ao longo dos anos. 

Roma x Lazio 

Imagina se existisse um estádio de futebol que recebesse jogos de dois clubes rivais da mesma cidade, não seria uma loucura? Pois é exatamente isso o que acontece com o Estádio Olímpico, casa da Roma e também da Lazio. 

Os dois clubes dividem o mesmo campo, mas o “companheirismo” acaba por aí, já que o Derby Della Capitale é conhecido como um dos mais importantes, e cheio de rivalidade, da Itália.

A passagem de Fábio Júnior pela Roma

Por Lucas Paes
Foto: LaPresse

Fábio Júnior passou com pouco destaque pela Roma

Completando 43 anos neste dia 20 de novembro, o atacante Fábio Júnior teve em sua carreira passagens interessantes principalmente por Cruzeiro, Atlético Mineiro e América Mineiro, os três grandes times de Belo Horizonte. Começando a carreira na Raposa, depois de mostrar uma qualidade promissora, acabou despertando interesse da Roma, que o contratou em 1999 acreditando ter encontrado outro Ronaldo.

Ele chegou aos giallorossi depois do clube desembolsar 15 milhões de dólares para comprar seu passe do Cruzeiro, onde tinha passado com muito destaque. Porém, com o treinador Zeman não querendo ter o atacante, já que se interessava pela contratação de Shevchenko, Fabietto, apelido que ganhou na capitale, sofreu nos primeiros meses de Roma. Jogou, naquela metade final da temporada 1998/1999 apenas 9 jogos e marcou três gols, isso já no fim da temporada. 

Um dos problemas que enfrentou foi também o excesso de otimismo e até confiança que mostrava em suas entrevistas, chegando inclusive a afirmar ser o melhor atacante brasileiro em atividade na Europa. Na temporada 1999/2000, esperava-se que conseguisse mais chances com Capello, mas não conseguiu corresponder as expectativas. Depois de mais uma temporada, 14 jogos e 3 gols, com essas partidas vindo do banco, acabou que o treinador pediu para que ele fosse negociado.


Acabou voltando ao Brasil por empréstimo para o Cruzeiro, deixando a equipe romanista. Passaria por empréstimo por vários clubes, incluindo os portugueses do Vitória de Guimarães antes de voltar ao Brasil e acertar com o Galo, após o fim de seu contrato com a Lupa. Foram 23 jogos e apenas cinco gols vestindo a camisa romanista.

Segundo Fábio Júnior, anos depois, em uma entrevista, lhe faltou paciência para esperar uma oportunidade e aprender mais dentro da equipe romana, já que era constantemente convocado para a Seleção Brasileira mesmo na reserva da Roma. Passou por vários clubes antes de encerrar a carreira no Villa Nova, em 2016.

Capello, Montella e um Scudetto para a Roma

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo


Fábio Capello e Vicenzo Montella foram figuras cruciais no último título italiano romanista

A Roma é um clube tradicional da capital italiana, mas que costuma sofrer com grandes intervalos de tempo entre suas conquistas. Já há alguns anos, perdeu espaço em solo nacional para a Juventus, que transforma a Itália praticamente num feudo de suas conquistas. Os Giallorossi conquistaram seu último título italiano na temporada de 2000/2001, com grande contribuição de Capello e Montella, que aniversariam neste dia 18.

Capello já tinha história com a Lupa como jogador, já que havia passado pelo clube no final de década de 1960 e ganhado uma Coppa Itália. O futebol de Capello chamou a atenção da Juve, clube para onde foi e viveu os melhores momentos de sua carreira dentro das 4 linhas. Em 2001, Capello já era um treinador experiente que estava há dois anos na Roma, após conquistar títulos com Milan e Real Madrid. 

Vincenzo Montella é por sua vez um dos maiores ídolos da Roma. Ótimo atacante, com faro implacável de gols, jogou muita bola numa época onde a Série A era uma verdadeira mina de ouro do futebol mundial. A parceria com Capello rendeu 21 gols em sua primeira temporada vestindo a camisa do clube da capital. Mas, para o ano do título italiano, o treinador decidiu reforçar o ataque e trouxe Batistuta, a partir daí começou um conflito com "Il Avionninno", chamado assim pela sua comemoração de gol.


Devido a baixa estatura, durante o campeonato, Capello optava por deixar Montella no banco, mas o centro-avante sempre entrava e dava conta do recado. O camisa 9 já havia marcado um dos gols do título da Supercopa da Itália. Apesar da opção por Del Vecchio no ataque duarante a série A, Montella acabou sendo tão importante quanto Batistuta na conquista do título, marcando um total de 18 gols naquela temporada, ficando atrás apenas do argentino na artilharia. O italiano tinha um cacoete de marcar gols em jogos graúdos, como os derbys com a Lazio e jogos contra Inter, Juventus e adversários de tal quilate.

A Roma venceu o Scudetto em uma acirradíssima disputa contra a Juventus e a Lazio. Se a Águia, arquirrival do time de Capello, perdeu força, a Juve seguiu na disputa até o último suspiro. Os dois confrontos diretos terminaram empatados, o que favoreceu um pouco a Loba. No jogo do título,  diante do Parma, no Olímpico, Montella mostrou toda a importância que tinha, marcando o segundo gol sobre o time em que jogava Buffon na época, num jogo que terminaria 3 a 1. 13 dos seus 18 tentos naquele biênio vieram na Série A. 

Os gols do jogo do título diante do Parma

Capello seguiu comandando a Roma até a temporada 2003/2004, quando deixou a capital e acertou a ida para a Juventus de Turim. Já Montella seguiria na Roma até a temporada de 2008/2009. No total, o atacante fez 101 gols em 258 jogos, tendo sua média atrapalhada por suas últimos temporadas no clube, onde já não tinha o mesmo futebol. Ainda assim, tanto ele quanto Don Fábio são ídolos da torcida romanista, figuras marcadas na história de um time que valoriza muito cada gota de suor e de sangue derramadas a cada conquista.

A passagem de Andrade pela Roma

Por Lucas Paes

Andrade passou pela Roma em 1988

Um dos principais jogadores da era de ouro do Flamengo, Andrade completa neste dia 21 de abril 63 anos. Além da sua época como jogador rubro-negro, o ex-volante ainda foi treinador e campeão brasileiro na área técnica com o time da gávea. Em 1988, após doze anos de serviços prestados a camisa rubro-negra, Andrade foi transferido para a Roma.

O campeonato italiano era na época o torneio mais forte do mundo. Com a política de ter apenas três estrangeiros por equipe, ficou famoso por ter grandes jogadores atuando por equipes menores, sendo Zico talvez o caso mais notável em seus anos na Udinese. É claro que nem todos se adaptavam ao torneio e infelizmente para Andrade ele foi um dos casos onde o jogador não se adaptou ao estilo de jogo praticado na bota.

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O volante brasileiro pouco conseguiu atuar pela Lupa, jogando apenas 17 vezes e não marcando nenhum gol. Acabou deixando a equipe Giallorossa ao final da temporada 1988/1989, sem conseguir deixar muitas saudades na equipe romanista. Retornou ao Brasil para jogar no arquirrival do Flamengo, o Vasco da Gama.

Andrade perambulou pelos campos até o ano de 1999, quando se aposentou, jogando pelo Bangu. Além de atuar por clubes, tendo algum destaque também em passagem pelo Athletico Paranaense, além de Vasco e Flamengo, atuou 13 vezes com a camisa da Seleção Brasileira, marcando um gol, em um amistoso contra a Áustria em 1988.


Apesar do título pelo rubro-negro, Andrade não conseguiu nenhum outro grande sucesso na carreira de treinador, passando por diversos clubes menores, sendo seu último trabalho no Petrolina, em 2017, quando decidiu dar uma pausa na carreira na "casamata" para criar uma empresa de distribuição de água. 

Júlio Sérgio e sua passagem pelo futebol italiano

Por Lucas Paes
Fotos: Getty Images


Júlio Sérgio atuando pela Roma 

Completando 41 anos neste dia 8, o atual treinador e ex-goleiro Júlio Sérgio ficou marcado no futebol brasileiro principalmente pela sua passagem pelo Santos, saindo do banco e sendo importante durante a lesão de Fábio Costa no Brasileirão de 2002. Depois da passagem pelo Peixe, Júlio passou por Juventude e América de Rio Preto antes de chegar à itália, para defender a Roma.

A jornada de Júlio pela Roma não foi exatamente simples. Inicialmente terceira opção, amargou bons anos no banco antes de ter a chance de atuar pelo time titular da Loba. Quando conseguiu atuar, caiu nas graças da torcida com boas atuações e grandes defesas. Conquistou dois títulos pela equipe romana, sendo duas Copas Itália, ambas, porém, como o terceiro goleiro da equipe, praticamente sem jogar.

Passou a ser "titular" da Roma apenas na temporada 2009/2010, curiosamente uma das mais tristes para os romanistas, que, mesmo depois de vencerem o confronto direto com a Inter já no final do campeonato italiano, viram o Scudetto escapar para os Nerazzurri e ainda acabaram derrotado pelos interistas na final da Copa Itália. Júlio, porém, acabou ganhando notoriedade com atuações sensacionais nos derbys contra a Lazio, incluindo a defesa de um pênalti no segundo turno, em vitória de virada da Roma por 2 a 1, quando o jogo estava 1 a 0 para os laziales. Começou a temporada 2010/2011 como titular, mas uma lesão o afastou das traves. Porém, no jogo em que se lesionou, teve de se manter em campo mesmo machucado, ganhando o respeito do torcedor giallorrosso.

Julio Sergio também passou pelo Lecce na Itália

Porém, acabou perdendo espaço depois da compra da Roma por donos americanos em 2011. Na temporada 2011/2012, acabou emprestado ao Lecce, onde começou como titular, mas acabou tendo lesão mais séria no joelho e acabou jogando apenas 11 partidas. Não conseguiu ajudar a evitar o rebaixamento de sua equipe. Retornou a Roma e, sem receber oportunidades, encerrou sua passagem de forma amigável, rescindindo com a equipe ao final de 2013. Ainda passou pelo Comercial em 2014, em curto período, antes de aposentar-se. 

Hoje, investe na carreira de treinador. Seu último trabalho foi pelo Linense, de onde saiu na série A2 deste ano. Além do trabalho como treinador, Júlio também tem uma empresa na area financeira, onde ele trabalha como agente de investimentos. 

Como Falcão se tornou o oitavo Rei de Roma

Por Lucas Paes


O oitavo rei de Roma, o divino. A Roma nunca se esquecerá de Paulo Roberto Falcão


Roma é uma terra histórica. Segundo a lenda da mitologia, a cidade foi fundada pelo semi-deus Remo, filho de Marte (Ares), que foi seu primeiro rei. Berço da república, do senado e de diversos conceitos que atravessaram a história e mudaram a humanidade, cidade da invenção do aqueduto, sede do império mais glorioso da história, enfim, a Cidade Eterna. No futebol, porém, Roma, assim como Paris, nunca teve um time de proporção a sua história no futebol mundial. Lazio e Roma distam dos titãs Inter, Milan e Juventus, mas no lado Vermelho e Laranja da cidade, um brasileiro foi condecorado por sua gente, como numa república, um rei, como numa monarquia. Este é Paulo Roberto Falcão, que completa 66 anos neste 16 de outubro de 2019.

A ascensão do brasuca ao trono se deu de forma curiosa. Falcão não chegou a Itália como um jogador super conhecido. Ao contrário de caras como Zico, mesmo fazendo parte de um dos maiores esquadrões do futebol brasileiro, ele não chegou a Itália como uma estrela. Pouco importou, como tantas histórias mitologias, foi de onde ninguém esperava que veio o herói. Como tantas lendas, se marcou na história do clube romano, criou sua marca na cidade. Como tantos, venceu guerras, derrubou inimigos, virou quase um deus. Fez isso, porém, sem derramar sangue, sem causar mortes, fez isso com a bola no pé. E me diga, caro leitor, que meio há de virar eterno melhor que com a bola nos pés?


Desconhecido, rapidamente conquistou o coração do torcedor romanista. Estreou em amistoso contra seu Internacional, de onde havia sido comprado por um milhão e meio de dólares, em jogo que terminou empatado. A torcida não se empolgou muito, já que promessas eram de nomes como Zico e Rivelino. Nada que o tempo não mudasse. Já em sua primeira temporada, ajudou a equipe a conquistar o título da Copa Itália. Sua visão de jogo diferenciada, sua classe e seus passes rapidamente conquistaram a torcida romanista. Desfilava como um imponente general que deixava ajoelhados e incrédulos seus rivais. Ao mesmo tempo, era como um auxiliar que deixava a escultura praticamente pronta para entrar na história, restando apenas os toques finais. Quando necessário, também desmontava jogadas como um escudo que salva a vida de um soldado. Em última análise, um rei que ajudava a fazer de sua corte mais forte.

E assim se fez reinado. Se fez a Itália, que não via o Giallorosso no ponto mais alto da Acrópole ser de novo admirado por todos. Por toda a Itália, em 1983, se soube que a Roma era o melhor time. Sem conquistar o scudetto desde 1942, foi com Falcão, Cerezo, Conti, Ancellotti, entre outros nomes de grande peso que o grito romanista ecoou novamente pelo país. Naquela temporada, 16 times disputavam o Scudetto e a Roma ficou acima da Juve e da Inter, ficando a 4 pontos dos bianconeros e a 5 dos nerazzurri, em época que a vitória dava dois pontos. Foram 16 vitórias, 11 empates e três derrotas. 47 gols marcados e apenas 21 sofridos. O rei esteve no trono diante de seus adversários em 27 daquelas 30 batalhas. Marcou um total de 7 gols. Os romanistas ficaram no topo da tabela desde a décima rodada até a última. 

Ai foi a vez de outros exércitos crescerem o olho e tentarem tirar o rei da cidade eterna. A Internazionale, um dos titãs do futebol italiano, que já havia sentido seu poder, chegou perto ao fim da temporada do Scudetto. Diz-se a lenda que houve até intervenção papal para que Falcão ficasse em Roma. João Paulo II, era, afinal, um torcedor romanista. Se verdade ou não, não sabemos, e espero que nunca saibamos, pois essa é a graça das lendas. Porém, jamais vimos Falcão vestir o azul e preto da Inter, ele preferiu manter-se fiel aos que o elegeram o rei.

O sonho quase se tornou ainda maior, com aspectos de império, no ano seguinte, quando a Roma enfileirou exércitos adversários pela Europa, até chegar a decisão, diante de seu coliseu, o Olimpico de Roma, contra o fortíssimo exército de Liverpool. Ali, não houve como evitar a derrota. Os romanistas lutaram, foram até os pênaltis, quando curiosamente o rei não teve um ato muito nobre e deixou de ir a forra nos pênaltis. A Roma acabou não sendo páreo para o titã vermelho das terras inglesas, mas a idolatria do Rei de Roma não foi esquecida. Infelizmente, naquele momento, seria sim abalada. As vezes, o futebol com a dor nos faz lembrar que somos, apesar de tudo, humanos. As vezes até um rei falha.

Ainda assim, a temporada da tristeza na Liga dos Campeões não foi só de lágrimas. A Copa Itália mais uma vez ficou com a equipe Giallorrossa. Num ano em que a competição tinha fase de grupos e depois mata-mata, os romanistas foram enfileirando mais uma vez adversários até decidirem o título e vencerem o Hellas Verona na final, em dois jogos. O primeiro, empate, em Verona. O segundo, uma vitória por 1 a 0, em Roma, que serviu para anestesiar um pouco a imensa dor da derrota na final da Liga dos Campeões. Para Falcão, seria um êxtase final antes do fim de seu reinado.

Lances de Falcão vestindo a camisa da AS Roma

Na temporada 1984/1985, um problema crônico no joelho começou a atrapalhar de vez sua carreira. Ferido, o Rei de Roma só pode estar junto de seu exército em quatro batalhas. Curiosamente, o futebol é um campo da vida onde um rei pode mandar menos que um mero vassalo da diretoria, um vassalo com poder de decisão dentro do clube. Discordâncias entre Dino Viola e Falcão, que culminaram em o jogador ir aos EUA sem autorização dos médicos do clube para uma operação no joelho, acabaram findando o reinado do brasileiro. Foram, no total 128 jogos e 26 gols com a camisa giallorrossa. Números suficientes para dar a Falcão o lugar na eternidade. Lugar esse que talvez Dino Viola não tenha.

Apesar da decisão ser, na época, provavelmente a melhor possível para evitar o desgaste de Falcão e de sua idolatria com a Roma, foram muitos anos até que o time vermelho e laranja da cidade eterna encontrasse outro capaz de carregar as massas de volta ao Olimpico. Seria só com Totti, mais de 15 anos depois, que Roma voltaria a viver seus dias de glória no futebol, voltaria a viver o protagonismo no mundo. Talvez nem tanto rei, mas capitão, independente de tudo, tem seu lugar na eternidade. A Falcão, a eterna gratidão e idolatria de quem ocupa até hoje o maior trono no coração do torcedor romanista. Afinal, independente de circunstâncias, de batalhas, a história consagra os reis como eterno e, no que se trata de Associazione Sportiva Roma, Falcão é, sem dúvida, um rei eterno.

A estreia de Totti na Roma

Por Lucas Paes

Francesco Totti em seu início pela Roma

Há pouquíssimo tempo deixamos de ter a presença da bandeira romanista Francesco Totti, que completa 43 anos neste 27 de setembro de 2019, vestindo a camisa Giallorossa da Roma. O eterno camisa 10 e capitão romanista começou sua caminhada no time de maneira tímida , em 28 de março de 1993, aos 16 anos, em um duelo fora de casa com o Brescia. Ali começava o brilho de uma das maiores estrelas do futebol italiano e mundial.

Naquele dia, uma Loba que ficaria apenas no meio de tabela, nona colocada, vencia o vice-lanterna da competição por 2 a 0, em um Mario Rigamonti já consternado com a situação do Brescia. O treinador Vujadin Boskov decidiu colocar o jovem Totti, de 16 anos, faltando poucos minutos para se encerrar o duelo. A história estava escrita, ainda que ninguém lá soubesse. Os três minutos que Francesco ficou em campo naquele dia não seriam comparáveis a uma história de 24 anos que viria depois.

Totti só começaria a ir bem na temporada seguinte. A Roma naquele dia teve seus dois gols marcados por Cannigia e Sinisa Mihajlovic, dois grandes craques de uma época onde o futebol brilhava na Serie A. Hagi, Raduceu e Sabau, três romenos que jogariam a Copa do Mundo de 1994 estavam no Brescia. Mesmo os times mais "fracos" tinham seus craques, numa era onde somente três estrangeiros jogavam em cada time.

Totti por sua vez só ganharia chances maiores com Carlo Mazzoni na casamata. Jogou apenas mais um jogo naquela temporada, também com poucos minutos. O verdadeiro despertar do capitano viria apenas lá para 1995, quando passou a jogar mais adiantado no campo. Apesar de que a temporada de 1993/1994 já reservaria os primeiros jogos como titular, quando a Roma lutou incessantemente contra o rebaixamento. 

Ao fim daquela temporada, a Roma terminou na décima colocação, enquanto o Brescia foi rebaixado. A partir da temporada 1993/1994, Totti começaria a trilhar o caminho da eternidade romanista. Felizardos os torcedores que puderam ver o inicio dessa historia, eterna como a cidade de Roma. História de quase 800 jogos e 307 gols, em 24 anos de serviços prestados aos romanistas.

Renato Gaúcho na Roma

Fotos: arquivo Roma

Renato Gaúcho com o alemão Ruddi Völler

Renato Gaúcho, como jogador, acumula grandes passagens por Grêmio e Flamengo, onde é ídolo, uma de muito sucesso pelo Fluminense, além de times onde jogou bem, como Cruzeiro (em poucos meses) e Botafogo (onde acabou se queimando por causa de um churrasco com o centroavante Gaúcho, então no Flamengo, logo após a derrotado do Fogão para o rival no primeiro jogo da decisão do Brasileiro de 1992). Porém, há alguns fracassos na carreira do craque, como sua ida ao Atlético Mineiro e a mais conhecida delas: sua grande chance na Europa, na Roma.

Renato Gaúcho havia se consolidado como o grande atacante atuando no futebol brasileiro. Depois do polêmico corte para a Copa do Mundo de 1986, ele virou o grande jogador do Flamengo, mesmo com Zico no time, mas este em fim de carreira. Suas arrancadas e gols alegravam os torcedores flamenguistas e ele foi peça fundamental na conquista do módulo verde da Copa União de 1987.

Após o Campeonato Carioca de 1988, o Flamengo vendeu Renato Portaluppi para a Roma, da Itália, conhecido paradeiro de jogadores brasileiros de sucesso, por US$ 2,7 milhões. Além dele, o Rubro Negro também vendeu o meia Andrade para o time italiano. A chegada do Renato ao futebol italiano foi cercada de expectativa. O treinador Nils Liedholm comparou Renato com o craque holandês Ruud Gullit, afirmando que Renato era o "Gullit branco". Mas o que parecia ser uma transação de sucesso, acabou fracassando.

Renato Gaúcho até começou bem. Ele marcou três gols nos cinco primeiros jogos da Roma na Coppa da Itália. Porém, o que parecia ser sucesso, acabou se tornando fracasso. O único gol que Renato marcou, fora os três já citados, foi contra o Nuremberg, pela Copa da Uefa. Pela Série A Italiana, foram 23 jogos e nenhum gol.

No banco, com Andrade

Vários fatores fizeram com que Renato Portaluppi não desse certo na Roma. Primeiro, inclusive com acusações de companheiros, ele vivia nas noitadas. Por causa disto, jogadores como Massaro e Giannini, sobre o qual disse não ter condições de jogar na terceira divisão do futebol brasileiro, eram acusados de fazerem boicote ao brasileiro. Além disto, Andrade, que poderia dar uma força à Renato, estava pior ainda: fez apenas nove jogos e era acusado de lento demais por quem acompanhava o futebol italiano.

Com tudo isto, no meio de 1989, Renato Portaluppi, que completa 57 anos neste 9 de setembro de 2019, acabou voltando ao Flamengo, pensando na Copa do Mundo de 1990, já que se estivesse atuando pouco, não seria lembrado por Sebastião Lazaroni. Ele até acabou sendo convocado, mas foi pouquíssimo utilizado no Mundial.
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