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"Canto por Ti Corinthians" celebra paixão pela música e pelo Timão

3ª edição do festival de música retorna depois de dez anos e receberá inscrições a partir de 16 de abril

O Corinthians é muito mais do que um clube de futebol; é uma fonte inesgotável de inspiração para artistas e compositores. Desde os clássicos dos anos 60 até os sucessos contemporâneos, o Timão tem inspirado gerações com sua história e paixão. Rita Lee, Gilberto Gil, Paulinho Nogueira, Carlinhos Vergueiro, Toquinho, Adoniran Barbosa, Rolando Boldrin, Rapin Hood foram alguns dos inúmeros artistas que criaram canções inspirados no Timão. É dentro desse espírito que o projeto retorna, como uma celebração da música brasileira em homenagem ao clube mais amado do Brasil.

Após um hiato de dez anos, o festival de música corinthiana 'Canto Por Ti Corinthians' está de volta para a sua 3ª edição. O evento retorna com a sua missão de unir a paixão pelo Timão, por meio da música. As inscrições estarão abertas a partir de 16 de abril e se estenderão até julho, oferecendo aos compositores a oportunidade de fazerem parte deste evento único. As canções precisam ser inéditas e seguir o regulamento disponível no site oficial https://www.corinthians.com.br/.

Idealizado por Raul Corrêa da Silva, Juca Novaes e Flávio Ferrari Jr. (in memorian), o projeto "Canto por Ti Corinthians" convida compositores de todos os gêneros a expressarem sua devoção ao Corinthians através da música. Desde o choro e o samba até o rock e o rap, todas as vertentes musicais são bem-vindas, desde que estejam envoltas na paixão pelo clube.

O projeto promete duas noites eliminatórias de pura emoção, com 24 músicas concorrentes e shows de artistas consagrados que são apaixonados pelo Corinthians. Além da emoção de competição e da apresentação, os participantes concorrem a uma premiação em dinheiro, totalizando R$ 27.000,00, com destaque para os prêmios de R$ 10.000,00 para o primeiro lugar, R$ 7.000,00 para o segundo lugar, R$ 5.000,00 para o terceiro lugar e R$ 5.000,00 para o melhor intérprete. Para se inscrever, basta enviar a ficha de inscrição, a gravação e a letra da música para o e-mail do festival, que será divulgado na data de lançamento do projeto.

Lançamento do projeto - No dia 16 de abril, terça-feira, às 19h10, o projeto "Canto por Ti Corinthians" será oficialmente lançado em uma emocionante festa. O evento, que contará com a presença de personalidades e autoridades do Corinthians, será marcado por momentos únicos de celebração da história alvinegra.

Durante o evento, os troféus e memórias do clube serão expostos, criando um memorial que permitirá ao público interagir com algumas das conquistas mais emblemáticas, incluindo o histórico Campeonato Paulista de 1977 e os títulos da Copa do Brasil, Brasileirão, Supercopa, Libertadores e Mundial. Além disso, alguns jogadores que participaram dessas conquistas estarão presentes, proporcionando aos fãs a oportunidade única de conversar e interagir com os ídolos que fizeram história.


O evento também será uma homenagem a Flávio Ferrari Jr. e contará com a presença da banda do Maestro Sergio Bello, responsável por criar os arranjos musicais que darão vida às canções durante os shows do festival. Artistas convidados terão a chance de se apresentar, enquanto o lançamento oficial do festival será realizado, marcando o início de uma jornada emocionante de música e paixão pelo Corinthians.

Ficha Técnica

Idealizadores do Festival: Raul Corrêa da Silva e Flávio Ferrari Jr. (in memorian).
Direção Geral: Raul Corrêa da Silva (diretor do Departamento Cultural do SCCP).
Direção Técnica e Artística: Juca Novaes.
Coordenação de Produção e Apresentação: Gil Latoreira.
Direção Musical: Maestro Sérgio Bello.
Produtor Cultural: Denis Moraes.

Há 43 anos, Frank Sinatra brilhava no maior palco do futebol brasileiro, o Maracanã

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo / O Globo

Frank Sinatra brilhou no Maracanã

Francis Albert Sinatra, mais conhecido como Frank Sinatra, nasceu em Nova Jersey, 12 de dezembro de 1915, falecendo na Califórnia, no dia 14 de maio de 1998. Ele foi um cantor, ator e produtor estadunidense, considerado um dos maiores de todos os tempos. E há 43 anos veio para o Brasil, quando teve um dos seus maiores públicos.

Frank começou a sua carreira em 1935, ainda sem sucesso, que só chegou em em 1943, quando se tornou um artista solo e assinou contrato com a gravadora Columbia. Após isso, sua carreira deslanchou e se tornou um dos mais famosos do mundo.

Por volta de 1950, Frank deu uma tranquilizada em sua carreira e ficou um pouco esquecido, trabalhando como artista de residência, fazendo parte do grupo Rat Pack. Frank atuou em um filme em 1953, onde fez muito sucesso e ganhou o prêmio na categoria “Melhor Ator Coadjuvante”.

O ingresso para o show

Após o grande momento no filme, Frank voltou a lançar grandes álbuns, que foram muito elogiados por críticos. Mas você deve estar se perguntando, qual é a ligação de Frank com o Brasil? E, agora, vem a resposta.

Em 1967 fez uma das suas mais famosas colaborações com Tom Jobim, um músico-compositor famosíssimo brasileiro, um dos maiores do nosso país. Mas não para por aí, o artista veio para o Brasil e parou o estado do Rio de Janeiro, trazendo milhares de pessoas ao estádio mais famoso do país.

Em 1980, Frank veio ao Brasil para fazer uma grande apresentação e trouxe muito público. O Maracanã recebeu o grande artista, um grande privilégio para o nosso país, fazendo com que um músico pisasse e para-se um dos maiores estádios do mundo.


O show aconteceu no dia 26 de dezembro de 1980, trazendo mais de 140 mil pessoas ao estádio. O maior público da história do estádio, sem ser em um jogo de futebol e um dos maiores públicos da história do cantor. Foi uma grande festa!

Alcides Ghigghia, o carrasco do Brasil na Copa do Mundo de 50, usava ele, o cantor e um líder religioso para uma famosa frase sobre o Maracanã: “Apenas três pessoas calaram o Maracanã. Frank Sinatra, o Papa e eu”. O Papa João Paulo II também veio visitar o país em 1980, mas em julho.

Gal Costa e a "70 Neles!" - A música da Copa do Mundo de 1986

Com informações do IG
Foto: reprodução

Gal Costa tinha 77 anos

Os fãs de música foram surpreendidos na manhã desta quarta-feira, dia 9, com a notícia da morte da cantora Gal Costa, uma das vozes mais famosas do Brasil. Em 1986, ela cantou a música que embalou a torcida na Copa do Mundo: "70 Neles!".

A Copa do Mundo não é resumida somente as disputadas dentro dos gramados. Artistas de todo o país buscam emplacar o "Hit da Copa". Poucos conseguiram, como foi o caso da cantora Gal Costa. Em 1986, a cantora emplacou a música "70 Neles!". Nela, a cantora tentava recuperar o espírito vitorioso do tricampeonato, já que o torneio voltava a ser realizado no México.


Composto por Antônio Edgard Gianullo e Vicente de Paula Salvia, o tema não levou o Brasil ao título. O país caiu nas quartas-de-final, após ser derrotado pela França nos pênaltis, porém, a canção ficou marcada para sempre, assim como outros grandes hits.

Vale lembrar que o elenco da Copa de 1986 gravou um disco inteiro. Em "O mundo é verde-amarelo", além da música de Gal Costa, também se destacou a canção "Mexe, coração", apresentada pelo mascote Araken. Gal Costa nasceu em 26 de setembro de 1945 em Salvador e foi uma das maiores cantoras da história da música brasileira.

A música de Gal Costa que embalou a torcida em 1986

O disco 70 Neles!

A história de Samuel Rosa com o Rockgol

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Samuel Rosa atuando no Rockgol

Neste dia 15 de julho completa 56 anos um dos maiores nomes da música brasileira como um todo. Vocalista do Skank, Samuel Rosa tem ligações enraizadas no futebol. Cruzeirense fanático e assumido, o mineiro criou um dos hinos mais famosos sobre o esporte na música brasileira, a música "Uma partida de futebol". Além disso, Samuel foi um dos maiores jogadores da história do Rockgol, antigo campeonato de músicos da MTV Brasil.

O Rockgol foi um torneio disputado entre músicos e bandas entre 1995 e 2008, tendo outras três edições entre 2011 e 2013. O Skank era uma das bandas com melhor time no torneio, sempre envolvidos em disputas de título, seja contra CPM 22, Rappa e outras que tiveram bom desempenho ao longo da história do programa."

"Jogador" de grande categoria e capacidade na competição, Já na primeira edição Samuel Rosa, que nas edições com transmissão de Paulo Bonfá e Marco Bianchi era chamado de Quentin Tarantino, devido à semelhança com o polêmico cineasta, ajudou o Skank a chegar ao título da competição. Nas edições seguintes, a exceção de 1997, sempre foi com sua banda pelo menos até a semifinal do torneio, até garantir sua segunda taça no ano de 1999, num time que tinha ainda membros do Dead Lion e do Baia Rock. Foi vice-campeão nas duas edições seguintes.

Apesar de Samuel seguir jogando em alto nível nas edições seguintes, em muitas não deu sorte nas combinações dos times e como um guerreiro solitário acabou não conseguindo levar o Skank a outro título na competição. Demoraria mais de uma década para que voltasse a protagonizar um time finalista e isso ocorreu em 2011, quando o programa já era apresentado por Marcelo Adnet. O Skank garantiu a taça num time que tinha ainda membros da banda Sabonetes, do Tihuana, além de Emicida e Toni Platão. 


A última edição do Rockgol ocorreu em 2013, quando a MTV Brasil deixou de pertencer a antiga dona e se tornou um canal fechado anos depois. Samuel, segundo uma publicação em uma rede social, possuí 58 gols e é o maior artilheiro do torneio junto ao baterista Japinha, ex-CPM 22. Seguimos aguardando que a MTV atual volte com o campeonato para que o vocalista do Skank volte a exibir sua maestria dentro dos campos.

De novo? São Caetano promete novidades com MC Livinho

Foto: Léo Lima / AD São Caetano

MC Livinho e o presidente do São Caetano, Manoel Sabino Neto

Será que o funkeiro Mc Livinho está planejando tentar novamente o futebol profissional? O cantor se reuniu neste sábado, dia 17 de julho, com o presidente do São Caetano, Manoel Sabino Neto, e com o diretor Mauricio Reigado. O clube, nas mídias sociais, prometeu novidades com ele. Vale lembrar que o time do ABC Paulista vai disputar a Copa Paulista, que começa em setembro.

"Nosso presidente Sabino e nosso diretor Maurício Regado receberam MC Livinho. Vem Novidades aí. Aguardem!" disse a nota publicada nas mídias sociais do clube junto com as fotos que MC Livinho tirou com os dirigentes do Azulão.

Tentativa - Em março de 2020, pouco antes da parada do futebol devido à pandemia de coronavírus, o Audax chegou a registrar MC Livinho no BID da CBF como atleta profissional. A notícia foi dada em primeira mão por O Curioso do Futebol, em 7 de março, e foi trend topics do Twitter.

O Audax chegou a marcar a apresentação do atleta para o dia 10 de março. Porém, na manhã do dia em que o cantor seria apresentado, o empresário dele, Rodrigo Oliveira, disse que a ideia havia sido abortada. MC Livinho alegou as datas marcadas de shows e o vazamento da notícia para desistir de jogar profissionalmente. Curiosamente, grande parte destes shows foram desmarcados por conta da Covid-19.


Mc Livinho - Oliver Decesary dos Santos, mais conhecido como MC Livinho, é um dos cantores de funk mais conhecidos do país, com sucessos como "Bem Querer", "Tudo de Bom", "Cheia de Marra" e "Fazer Falta". Ele se destaca por jogar bem mlehor que muitos artistas e chegou a participar do time de Futebol Society do Audax. Além disso, sempre participa de jogos beneficentes de fim de ano que contam com jogadores e ex-atletas e costuma ter atuações melhores do que outros artistas.

Copa Paulista - A Copa Paulista de 2021 está marcada para começar em 14 de setembro e contará com a presença de 17 equipes. O São Caetano está no Grupo 4, ao lado de Portuguesa, Juventus, Taubaté e Atibaia e estreia na competição contra a Lusa, em 17 de setembro.

Elza Soares e Garrincha - Um casal que marcou época

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Elza Soares e Garrincha

A musicista Elza Soares é uma das maiores personalidades femininas da história da música brasileira, latina e mundial. A cantora e compositora, que completa 91 anos neste dia 23 de junho, tem um longo histórico de concertos por todos os locais do planeta, incluindo o Rock in Rio em Lisboa e é inquestionavelmente um dos maiores nomes do samba. Na juventude, a cantora teve um conturbado e duradouro relacionamento com o craque Garrincha.

A cantora, nascida no Rio de Janeiro na época em que ainda era capital federal, viveu uma vida cheia de amarguras e emoções conflitantes, além de diversas lutas e batalhas. Pobre na juventude, trabalhou em diversas funções antes de se tornar cantora, perdeu vários filhos, um deles recém nascido e outro para a fome, além de ela e Garrincha terem perdido um filho para um acidente de carro com apenas 9 anos de idade em 1986. A história entre ela e o craque das pernas tortas é apenas mais um dos conturbados capítulos de sua vida.

O primeiro casamento de Elza ocorreu com apenas doze anos, com um amigo de seu pai conhecido como Alaordes, que foi uma obrigação imposta pelo pai dela para "recuperar a honra" após sofrer abuso sexual. Sofreu neste matrimônio com violência doméstica e perdeu um dos filhos que teve para a fome. Seu marido acaba morrendo de tuberculose quando Elza tinha 21 anos.

A história entre ela e o Mané começa muitos anos depois, em 1962, quando já percorria carreira pela música, se conheceram e se tornaram amantes em meio ao casamento do craque brasileiro com Nair, namorada da adolescência. Em 1963, em meio a um ultimato da cantora, Garrincha se separa e passa a viver com Elza, com o casamento ocorrendo em 1966. Ambos viveram a partir de então sob ameaças constantes que causaram diversas mudanças e problemas para a cantora inclusive na sua carreira musical. Antes do casamento, em 1964, foram inclusive atacados pelo DOPS, orgão repressivo da ditadura militar.


O relacionamento entre os dois era bastante conturbado. Apesar da luta de Elza Soares, Garrincha nunca se livrou da bebedeira, que abreviaria sua carreira e sua vida, mesmo prometendo que o faria caso ela lhe desse um filho homem. Com o Mané, ela também sofria de violência doméstica e as brigas eram também constantes. Em meio as também comuns ameaças, se mudaram várias vezes, inclusive indo morar na Itália.

O casamento entre os dois acabou terminando em 1982, em meio a traições cometidas pelo jogador, seus problemas com bebida e as brigas que aconteciam. Um ano depois, o craque faleceu devido a cirrose hepática. Em 1986, Elza viveria mais uma tragédia relacionada ao ídolo botafoguense, quando seu filho Garrinchinha faleceu em um acidente automobilístico com apenas 9 anos de idade. A cantora, que conviveu com a depressão e até problemas com drogas após a perda do filho, só voltou a ter um relacionamento mais sério em 2002.

Agnaldo Timóteo - Um apaixonado que fez loucuras pelo Botafogo

Foto: divulgação Botafogo FR

Agnaldo Timóteo com o ex-jogador Paulo César Caju e a camisa do Botafogo na mão

Faleceu na manhã deste sábado, dia 3 de abril, aos 84 anos, o cantor Agnaldo Timóteo, vítima do covid-19. O artista foi hospitalizado no último dia 18 de março e não resistiu às complicações da doença. Mas uma das maiores paixões dele era o Botafogo.

Mineiro de Caratinga, Agnaldo era torcedor fanático do Botafogo. O clube utilizou suas redes sociais para se despedir o artista. “Com muita dor, o Botafogo lamenta a morte de Agnaldo Timóteo, cantor e compositor brasileiro, botafoguense apaixonado. O Clube deseja conforto aos amigos e familiares neste momento difícil”, escreveu.

Agnaldo Timóteo era tão fanático pelo Botafogo que já cometeu uma loucura em nome do time. No Brasileirão de 1984, o cantor invadiu o gramado de São Januário para cornetar a equipe e, especialmente, o atacante Cláudio Adão. O jogador havia acabado de perder o pênalti que manteria o time vivo na competição e o alvinegro foi derrotado e eliminado pelo Operário de Campo Grande.

O Botafogo precisava de uma vitória, mas acabou derrotado por 1 a 0 e eliminado da competição nacional, causando a revolta no então deputado federal, eleito com a sigla do PDT pelo estado do Rio de Janeiro.

"O Botafogo perdeu o jogo para o Operário de Várzea Grande no Rio e está fora da Taça Brasil. Inconformado com o pênalti que Cláudio Adão perdeu, o deputado Agnaldo Timóteo invadiu o campo, paralisou o jogo e foi advertir o jogador. Tudo feito com a complacência do árbitro Edson Alcântara", narrou Léo Batista no VT da matéria.

"O árbitro não podia me prender. Eu era deputado! (gargalhada)", se divertiu Timóteo ao comentar a cena em um programa de televisão, anos depois do acontecido.

Outros "causos" com o Botafogo acompanharam a vida de Timóteo, como a vez em que parou na frente da extinta TV Tupi, na Urca, para brigar com comentaristas que criticavam o Alvinegro. Na porta, esbarrou com seguranças que lhe pediram autógrafos e acabou se acalmando. O cantor estava nervoso com as críticas aos jogadores do clube que serviam à seleção comandada pelo também alvinegro João Saldanha.


Certa vez, no Espírito Santo, na década de 60, decidiu acertar sua agenda de shows para voltar a tempo de um clássico entre o Bota e o Flamengo. Mas a chuva na Rio-Bahia fez o veículo atolar, e ele mesmo, à época uma estrela, desceu dos conhecidos tamancos para empurrar o ônibus de volta. Deu certo, e o Glorioso bateu o rival.

Velório de Garrincha - Em tempos difíceis para o Glorioso, Agnaldo Timóteo chegou a ajudar financeiramente o clube. Além de pagar "bicho" e outras contas para as divisões de base, também custeou o velório e o enterro de Mané Garrincha, maior jogador da história do Botafogo e um dos gigantes da seleção brasileira. Em Magé, onde nasceu o craque, a lápide que leva a mensagem "Aqui descansa em paz aquele que foi a alegria do povo" foi pensada e paga pelo cantor.

Israel de Jesus ou do Carmo? O pagodeiro que foi um esboço de treinador

Por Lucas Paes
Arte: O Curioso do Futebol

Discos de Israel de Jesus e suas fases como treinador e empresário

Existem diversas origens para treinadores de futebol. Muitos são ex-jogadores, talvez a maioria deles, outros surgem das escolas e faculdades de educação física, de onde surgem conhecimentos diferentes e hoje existem até projetos de formação na função. Já tivemos jornalistas, como Vicente Feola, na Seleção Brasileira e mesmo Paulo Calçade, da ESPN Brasil, que por um curto período "treinou" o Brasílis para uma reportagem no canal. Uma das histórias mais malucas de treinadores é de Israel de Jesus, ou seria do Carmo? Um músico que tentou a sorte na "casamata".

Israel de Jesus era, na verdade Israel do Carmo, às vezes Israel du Carmo ou até Macarrão do Banjo, apelido pelo qual ficou conhecido no pagode paulista, tendo feito parte de alguns grupos, entre eles uma das primeiras formações do Katinguelê. Depois lançou alguns discos solos e já na década de 1990 se converteu evangélico, já como Israel do Carmo, e chegou a gravar CDs gospel.

Israel do Carmo não teve o mesmo sucesso como tantos outros músicos do gênero no Brasil, principalmente naquela onda dos anos 90, onde até o grupo no qual participou estourou nas paradas. Porém, o nome dele era bem conhecido no meio do pagode. Muitos de seus trabalhos podem ser encontrados no Mercado Livre. Mas, no ano de 2003, ele criou um "novo nome", Israel de Jesus, fundou uma empresa esportiva, a Futura Esportes, se arriscou no futebol e assumiu a Portuguesa Santista.

O compromisso firmado com a empresa consistia nela assumir as dívidas da Briosa, que eram cerca de 80 mil reais na época, em troca de comandar o departamento de futebol da equipe rubro-verde. Vindo de uma campanha brilhante no Campeonato Paulista, a Portuguesa Santista viu Israel desmontar completamente o ótimo time de Pepe e trazer novos nomes, o mais conhecido era o goleiro Yamada, ex-Corinthians, para buscar um acesso inédito na Série C do Brasileirão daquele ano.

Clipe de "Vem Comigo"

Com uma tática que prometia ser revolucionária chamada de "Roleta Russa", onde os jogadores não tinham posição fixa e buscavam jogar com passes e movimentações para confundir o adversário, o treinador pretendia revolucionar o "burocrático" futebol da época. A tentativa incluía ainda treinos secretos e outras convicções diferenciadas, tudo com o objetivo de mudar o esporte bretão como conhecíamos. Nos vestiários, ele tocava banjo e cavaquinho para o grupo.

Israel de Jesus acabou sendo derrotado nas duas primeiras rodadas e, sob risco, alterou um pouco a forma de jogar para o terceiro jogo, onde conseguiu uma vitória. No fim, a campanha trágica terminou com a Briosa na última colocação da chave. Observando que o projeto não daria certo, a Briosa entrou em litígio com a Futura Esportes e chegou a ter dois times diferentes se preparando para o Paulistão 2004, antes da situação se resolver em favor dos rubro-verdes.

Depois de alguns anos, Israel de Jesus surgiu novamente no futebol, dessa vez comandando o futebol da tradicional Matonense. Na equipe, outra vez fez péssima campanha, causando uma cena bizarra em um jogo contra o Nacional onde duas equipes entraram em campo pelo time de Matão, causando uma confusão que acabou terminando com briga generalizada e a polícia em campo, prendendo inclusive o próprio Israel.


Depois disso, Israel de Jesus tentou investir em um reality show, que também acabou não dando certo e assumindo em 2008 a Portuguesa Londrinense, que acabou vencendo um jogo, empatando outros três e perdendo onze partidas no estadual daquele ano, terminando obviamente rebaixada.

No meio de sua aventura pelo futebol, ele "voltou" a ser Israel du Carmo, lançou o clip "Vem Comigo" e ainda ele foi veiculado no Vídeo Show, da Rede Globo. Como Israel de Jesus, ele ainda tentou ser empresário, inclusive trabalhando em Portugal, comandando a Europe Sports Group, e, desde então, não se ouviu mais falar sobre Israel de Jesus no futebol, já que a carreira do folclórico técnico aparentemente "não deu samba".

A ligação de Steve Harris com o futebol

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Harris atuando em um jogo beneficente pelo time do Iron Maiden

Qualquer um que goste de rock ou metal conhecerá o nome de Steve Harris. Lendário músico das quatro cordas, o baixista do Iron Maiden, que completa 65 anos neste dia 12 é também um apaixonado por futebol. Torcedor fanático do West Ham, clube que inclusive adesiva um de seus baixos mais conhecidos e famosos, o líder da "Donzela" tem uma ligação de longa data com o esporte bretão, que segue viva até os dias de hoje.

Nascido em Leytonstone, próxima à Londres, Harris cresceu acompanhando o West Ham tanto no estádio como por rádio e televisão e aspirava ser um jogador profissional. Curiosamente, chamou atenção de olheiros do seu clube de coração e acabou entrando nas categorias de base dos Hammers. Na juventude, porém, quando inclusive começava a chegar na idade de se tornar um profissional da bola, conheceu o rock e viu na música o caminho de sua vida, abandonando, pelo menos em nível mais alto, a carreira de boleiro.

Quando foi para a música, Harris queria inicialmente ser baterista. Sem espaço para uma bateria em casa, porém, acabou optando pelo baixo e se descobriu autodidata no instrumento. Era influenciado principalmente pelos Beatles e nos anos 1970 participou de uma banda chamada Dipsy Kiss, antes de montar o Iron Maiden. O resto, a partir daí, é história.

A ligação com o futebol, porém, nunca acabou de fato. Harris jogava diversas "peladas" entre turnês e chegou a jogar com outras bandas através do time do Iron Maiden, que sempre incluiu integrantes e parte da equipe da banda. Na maioria das viagens, sempre paravam para um futebolzinho, o que rendia histórias interessantes, como por exemplo a vez em que o Foo Fighters "completou" o time do Iron Maiden em uma vez onde as bandas se encontraram.

O esporte bretão passou a ser usado inclusive pelo Maiden para diversas coisas, incluindo videoclipes (Holy Smoke), divulgação de materiais e venda de merchan. Há muitos anos, a gigante banda de metal inglesa vende uniformes de futebol e nessa brincadeira já vendeu inclusive camisas paródias de seleções, incluindo nisso o Brasil. Já houveram também pôsteres de divulgação com o futebol como tema. O esporte também apareceu na própria capa do "Virtual XI", como já detalhamos em uma matéria. O CD também tinha uma das camisas de futebol mais marcantes da banda.


Tudo que envolve o Iron Maiden tem o dedo de Harris e essa relação com o futebol sem dúvida é um desses aspectos. Mas, a maior prova da ligação do músico com o esporte vem num de seus instrumentos. Um dos mais famosos dos baixos dele, um Fender Precision branco, tem um escudo do West Ham adesivado no corpo. O músico sempre usa este baixo em shows e clipes, de forma que já foi possível visualizar a alusão aos Hammers em vários shows.

O futebol e a música muitas vezes se conectam e Steve Harris sempre será um dos maiores exemplos disto. Provavelmente, enquanto o brilhante baixista inglês viver ele respirará o West Ham na mesma intensidade que respira o Iron Maiden. Como diz o lema da banda, inspirado no próprio lema do time: Up The Irons, seja o Maiden, ou os Hammers.

As marchas dos campeões: os hinos dos clubes de futebol no Brasil

Por Alysson Siqueira
Foto: divulgação

Lamartine Babo é o autor dos hinos dos times do Rio de Janeiro

Das histórias de conquistas gloriosas, passando pelos sonhos de futuras vitórias e culminando nas declarações de amor eterno, os hinos dos clubes de futebol brasileiros são um capítulo instigante da música e do esporte no país. Compositores desconhecidos e de renome nacional se dedicaram a estas criações. O autor do hino atual do Grêmio Foot Ball Porto Alegrense é ninguém menos que Lupicínio Rodrigues. Lamartine Babo é autor dos hinos de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo, ou seja, dos quatro clubes de maior apelo popular do Rio de Janeiro. Até mesmo o português Roberto Leal entrou para essa história assinando o hino da Portuguesa de Desportos.

“Vamos todos cantar de coração”, “Até a pé nós iremos”, “Sou tricolor de coração”, “Salve o Corinthians, o campeão dos campeões”, “Salve o Tricolor Paulista”, “Agora quem dá bola é o Santos”, “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”, são frases que foram se tornando célebres a cada conquista acumulada pelos clubes. Mas o que pouca gente sabe, é que muitos desses hinos só surgiram depois de anos de história do clube.

Os hinos dos clubes cariocas, por exemplo, foram compostos por Lamartine Babo na década de 1940 como marchinhas em homenagem a cada um deles. O sucesso foi tão grande, que logo substituíram os hinos originais. Histórias parecidas têm os hinos do Grêmio, do Santos, do São Paulo e tantos outros que, após um fato marcante de suas histórias, ganharam uma composição festiva que, em questão de algum tempo, foi adotada como hino.

Independentemente dos textos dos hinos, essas composições musicais também expressam valores culturais da região e do tempo em que foram criadas. As marchinhas de Lamartine Babo carregam a estética das marchas carnavalescas da época em que foram criadas, agregando a síncope rítmica do samba com a marcação da marcha militar de origem europeia. Já dentre os hinos dos clubes do sul do país há uma certa predominância da marcha militar. É assim com as músicas de Grêmio, Atlhetico Paranaense e do Internacional de Porto Alegre, esta última já com algumas características de marcha carnavalesca. Em São Paulo, observamos uma mistura de influências. Os hinos do São Paulo e do Palmeiras têm estilo europeu, enquanto os do Corinthians e do Santos são típicas marchas-rancho. Os clubes da região Nordeste também utilizam ritmos brasileiros, como o hino do Sport de Recife que é um frevo. Enfim, são tantas as características regionais dos hinos dos clubes de futebol, que o tema suscita um estudo mais completo.


Mas para além do retrato da cultura local, os estilos musicais escolhidos para representar os clubes em seus hinos, parecem estar afinados com o estilo de jogo de cada time. Embora o futebol, de maneira geral, esteja trilhando um caminho em que a força física tem predominado sobre o que costumamos chamar de futebol arte, o estilo de jogo aguerrido característico dos clubes do Sul parece ser movido pelas marchas militares, enquanto o estilo mais leve e alegre dos times cariocas poderia muito bem ser jogado ao som de marchinhas de carnaval. Certamente teremos uma discussão interdisciplinar neste ponto, mas antes disso deixo a proposição de que cada clube marcha e joga conforme a sua própria música, mas no final de cada campeonato só vai tocar um hino: o do campeão.

Autor: Alysson Siqueira é mestre em Música e professor da Área de Linguagens Corporal e Cultural do Centro Universitário Internacional Uninter

Moraes Moreira e seu fanatismo pelo Flamengo e Zico

Foto: reprodução
Com informações do Terra

Uma das capas de disco de Moraes Moreira: vestindo a camisa do Flamengo

A música brasileira foi surpreendida na manhã desta segunda-feira, dia 13, com a notícia do falecimento do cantor e compositor Moraes Moreira, que estava com 72 anos, de enfarto, no apartamento onde morava no Rio de Janeiro. Flamenguista fanático, o músico tinha Zico como um grande ídolo e gravou as músicas “Vitorioso Flamengo” e “Saudades do Galinho”.

Torcedor roxo do Rubro-Negro, Moraes Moreira deu uma entrevista em 2016, ao SporTV, revelando seu carinho pelo time carioca. Nascido no interior da Bahia, em Ituaçu, ele afirmou ser simpático ao Bahia, mas ama o Flamengo por influência das transmissões de jogos do Rubro-Negro, feitas através do rádio.

"Eu ouvia as rádios Globo, Tupi, Mayrink Veiga, lá do interior. Conheci o Rio de Janeiro, Laranjeiras, tudo, conheci antes, lá. Eu sou Flamengo, não sou Bahia, nem Vitória. Sou simpático ao Bahia", disse, em participação nos "Extra Ordinários", antigo programa do "SporTV".


"Meus amigos eram Zico, Paulo César Caju, Afonsinho. Jairzinho e Brito jogaram no time dos Novos Baianos. Eu fiz quatro ou cinco músicas para o Zico. Os Novos Baianos misturavam futebol e música, era a tradução dos Novos Baianos. Música e futebol eram os amores da nossa vida", lembrou ele, que ainda dedicou música para ao craque quando ele foi negociado com a Udinese.

Em 1990, no disco "Moraes e Pepeu" (que ele fez em parceria com Pepeu Gomes", a expectativa por um título da Seleção Brasileira voltou a ser tema de música. Ambos gravaram "Brasil Campeão", música que falava sobre o Mundial da Itália e depositava fichas em craques como Bebeto, Romário e Careca.

O futebol também rendeu um dueto entre Moraes Moreira e seu filho Davi Moraes. No especial "Casa de Brinquedos", exibido pela Rede Globo em 1983, os dois interpretaram "A Bola", música de Toquinho e Mutinho. A letra reunia jogadores de várias décadas como Nilton Santos, Garrincha, Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho, Sócrates, Zico e Falcão.

"Saudades do Galinho"

Clube - Em suas mídias sociais, o Flamengo lamentou a morte de seu ilustre torcedor. "O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente a morte do músico e ilustre rubro-negro Moraes Moreira. Muita força aos familiares e amigos neste momento tão triste.O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente a morte do músico e ilustre rubro-negro Moraes Moreira. Muita força aos familiares e amigos neste momento tão triste", disse a nota.

O cantor Fábio e as vinhetas das transmissões esportivas da Rádio Globo

Foto: reprodução Vimeo

Fábio cantando Stella, a música que foi a inspiração para as vinhetas da Rádio Globo

Está completando 74 anos neste 9 de fevereiro de 2020 o cantor paraguaio, mas radicado no Brasil, Juan Senon Rolón, conhecido pelo nome artístico Fábio. Cantor de hits nos anos 60 e 70 e grande amigo de Tim Maia, a quem ajudou muito no início de carreira, ele tem uma grande relação com as transmissões esportivas no radiofônicas brasileiras. As vinhetas da Rádio Globo são baseadas em uma música que ficou conhecida na voz dele.

Nascido em Horqueta, no Paraguai, Fábio veio para o Brasil em busca de sucesso. Chegou a compor para Wanderley Cardoso, usando Juanito como nome. Em 1966, foi convencido por Carlos Imperial a mudar o nome artístico para Fábio.

Nessa época conheceu Tim Maia, que havia morado um tempo nos Estados Unidos, e o apresentou à soul music, Fábio ouviu Tim cantar "Wonderfull World" de Sam Cooke e ficou bastante impressionado com estilo, até então o cantor estava habituado com canções paraguaias e o iê-iê-iê. 


A música Stella, cantada por Fábio

Seu primeiro single foi a canção psicodélica "Lindo Sonho Delirante" (LSD), composta em parceria com Carlos Imperial, a canção, gravada com a banda The Fevers, inspirada em Lucy in the Sky with Diamonds, dos Beatles, que faz alusão ao LSD, a capa do compacto simples trazia as Letras "LSD" logo acima do nome da canção, além de "Lindo Sonho Delirante", o compacto trouxe a canção "Reloginho".

Estourou nas paradas de sucesso com Stella, gravada em 1969 e composta em parceria com Paulo Imperial (irmão de Carlos Imperial). A música iniciava com o próprio nome e um eco, algo como "Stellaaaaaaaa". No refrão, era a mesma coisa. E foi este trecho da canção que fez Fábio se envolver com o futebol brasileiro.


O cantor conta que o diretor da Rádio Globo na época, Mario Luiz, não queria executar a canção por causa da concorrência com a Tamoio. Mas ao ver o enorme sucesso teve que dar o braço a torcer e ainda teve uma ideia para contra-atacar. Pediu que Fábio gravasse o nome da rádio e dos principais times do país com o mesmo efeito sonoro da música que estava estourada.

Como na época tudo era feito de forma muito informal e sem assinatura de contratos, Fábio fez as gravações da expressão 'Rádio Globo', além de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Pouco depois, gravou o nome de mais de vinte equipes brasileiras, incluindo os quatro grandes de São Paulo. E não cobrou nada por isso.

"A música Stella estourou nas paradas de sucesso no verão de 69, concorrendo com a música da Gal Costa, o iê-iê-iê romântico. O diretor Mário Luiz era muito centralizador, um 'bam bam bam' da época, um ditador da história e não queria rodar a música", conta Fábio ao UOL Esporte.

O áudio deste vídeo tem as vinhetas gravadas por Fábio, além de outras

"Ele me chamou um dia na Rádio Globo e disse: você vai gravar cinco coisas: as palavras Rádio Globo, Flamengo, Vasco e Botafogo e Fluminense. Eu vou usar durante um tempo e vou tocar a sua música. Eles lançaram a vinheta num Maracanã lotado, foi o maior upgrade da história. O mundo esportivo mudou depois daquilo, foi a minha voz ecoando por décadas", disse.

De lá para cá, as vinhetas com o som do eco se tornaram o principal símbolo da Rádio Globo, especialmente nas transmissões esportivas. Ao longo desses anos, o amigo famoso Tim Maia percebeu o sucesso da vinheta e chegou à conclusão que Fábio estava sendo prejudicado por não receber qualquer tipo de pagamento. Ele então o aconselhou várias vezes a buscar seus direitos.

Em 2009, Fábio resolveu atender as reivindicações do amigo Tim, que havia falecido 13 anos antes, entrou em contato com a emissora e pediu R$ 150 mil pelas vinhetas. Como negaram, ele entrou com uma ação para reivindicar os direitos autorais e a utilização irregular de sua voz. O processo ainda na Justiça, mas o cantor espera entrar em acordo com o Grupo Globo.

O 'Até a pé nós iremos' de Lupicínio Rodrigues

Foto: arquivo Grêmio
Com informações do Blasting News

Bandeira da torcida homenageando Lupicínio Rodrigues

Neste 16 de setembro de 2019, completam-se 105 anos do nascimento do compositor e sambista gaúcho Lupicínio Rodrigues. Apesar de ser apaixonado pela música, Lupicínio era também fanático por futebol e nutria uma enorme paixão pelo Grêmio, tanto que ele é o autor do hino do clube, que se inicia com a célebre frase "Até a pé nós iremos".

Nascido em Porto Alegre, Lupicínio Rodrigues tentou se arriscar no esporte mais popular do país. Segundo o livro “Almanaque do Lupi”, lançado pelo jornalista e pesquisador Marcello Campos no ano passado, Lupi era um meia sem grande talento, mas que adorava participar das pedalas no bairro Ilhota, em Porto Alegre, onde nasceu e cresceu.

Ele chegou também a integrar algumas equipes amadoras do período, mas foi na Música que encontrou sua vocação. Porém, sua paixão pelo futebol continuava. Mesmo afrodescendente, ele escolheu o Grêmio, time então da elite, em detrimento ao Internacional, que era conhecido como o time do povo.

O compositor explicou como escolheu o Grêmio na coluna "Roteiro de um Boêmio", no jornal "Última Hora", onde publicou o artigo "Porque sou gremista", em 1963:

A história que ele escreve lhe era contada por seu pai e remetia a 1907, quando "uma turma de mulatinhos" decidiu criar um time de futebol, o Rio-Grandense. Foi o Internacional quem votou contra o ingresso dos "mulatinhos" na liga de clubes. Em represália, eles decidiram torcer pelo Grêmio. E criaram a uma dissidência, mais tarde chamada de Liga dos Canela Preta.

A demora do tricolor em aceitar jogadores negros teria sido motivada, diz Lupicínio, "porque em seus estatutos constava uma cláusula que dizia que ele perderia seu campo, doado por uns alemães, caso aceitasse pessoas de cor em seus quadros".

O compositor

Porém, Lupicínio Rodrigues deixou sua marca na história do Grêmio em 1963, quando compôs o hino do clube, que é considerado um dos mais bonitos do Brasil:

Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
50 anos de glória
Tens imortal tricolor
Os feitos da tua história
Canta o Rio Grande com amor
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo e que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
Nós somos bons torcedores
Sem hesitarmos sequer
Aplaudiremos o Grêmio
Aonde o Grêmio estiver
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
Lara o craque imortal
Soube seu nome elevar
Hoje com o mesmo ideal
Nós saberemos te honrar
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver

O hino do Grêmio

O hino do surgiu para o compositor de forma curiosa, como recorda o livro. Em 1953, o tricolor gaúcho enfrentaria o Cruzeiro. No mesmo dia, motoristas, cobradores e motorneiros realizava uma greve, o que dificultava a chegada até a Baixada, antigo estádio do Grêmio. Inspirado pela situação, Lupi criou o refrão que ficou eternizado na alma dos torcedores gremistas: "até a pé nós iremos". O compositor foi gremista até morrer, em 1974, à beira dos 60 anos

Roberto Leal e a Portuguesa de Desportos

Foto: Rodrigo Faber/G1

Roberto Leal protesto contra o STJD no rebaixamento da Lusa em 2013

Faleceu na madrugada deste domingo, dia 15, em São Paulo, o cantor português radicado no Brasil Roberto Leal aos 67 anos. Conhecido por sucessos como Bate o Pé, a partir da década de 70, ele tem uma relação enorme com a Portuguesa de Desportos tendo, inclusive, composto o atual hino do clube.

Antônio Joaquim Fernandes, que adotou o nome artístico de Roberto Leal, veio para o Brasil, com sua família, em 1962, quando tinha 11 anos. Um ano mais tarde, foi assistir, com o irmão, um jogo da Lusa contra o Guarani e logo se apaixonou pelo time Rubro-Verde, o adotando como sua equipe do coração. E a relação entre o então garoto e o clube passou a ser forte.

Roberto Leal passou a frequentar as dependências da Portuguesa de Desportos e ir aos jogos da equipe. Mesmo depois de atingir o sucesso, no ano de 1971, com Arrebita, o cantor continuou acompanhando a Lusa. Inclusive, tendo ido ao Morumbi na final do Paulista de 1973, onde o time Rubro Verde conquistou o título, dividido com o Santos. O cantor, por exemplo, participou dos protestos dos torcedores contra o STJD em 2013, que em um rolo envolvendo Fluminense, Flamengo e Portuguesa, acabou rebaixando o time rubro verde no Brasileirão daquele ano.

Mas o que talvez mais marque a relação entre Roberto Leal e a Portuguesa de Desportos é uma música, que tornou-se hino do time. Na verdade, a Lusa até já tinha um hino, que ao contrário das composições de boa parte das agremiações, que exaltam a grandeza e as conquistas, falava mais de um clube receptivo, de família. A letra, dos autores Archimedes Messina e Carlos Leite Guerra era assim:

Você faz parte de uma grande família
Que muito pode se orgulhar
éa família unida e muito amiga
Da Portuguesa querida
Muitas obras vai realizar
Pelo esporte brasileiro rubro verde espetacular
Esportivo
Recreativo
Clube de Tradição
É o clube da amizade
orgulho da cidade
O clube do coração
Viva a Lusa
Viva a Lusa
Clube Esportivo Social
Portuguesa de Desportos
Orgulho do esporte nacional.

Conheça o hino antigo

Pois bem, Roberto Leal, ouvindo os torcedores na tradicional festa junina do clube, percebeu que eles até achavam o hino bonito, mas que eles queriam algo mais forte, que também exaltasse a grandeza da Lusa. Pois ele foi lá e criou a seguinte letra, em parceria com Márcia Lúcia:

Vamos à luta, ó campeões,
Hão de vibrar os nossos corações.
Da tua glória, toda a certeza.
Que tu és grande, Ó Portuguesa.
Vamos à luta, ó campeões,
Há de brilhar a cruz de teus brasões,
E tua bandeira verde encarnada,
Que é a luz de tua jornada.
Vitória é a certeza
Da tua força e tradição
Em campo, ó Portuguesa,
Pra nós és sempre o time campeão.

O hino composto por Roberto Leal

Ele sempre cantava a música nos encontros no clube e os torcedores a entoavam. Quando os diretores perceberam que a música estava na boca das pessoas, resolveram fazer uma assembleia no clube e oficializaram o hino que ele criou. E a música de Roberto Leal ficou para sempre na história da Portuguesa de Desportos.

Em boa fase no Japão, Anderson Lopes ganha música da torcida do Consadole Sapporo

Foto: divulgação Consadole Sapporo

Anderson Lopes vem sendo um grande desta do Consadole Sapporo no ano

Se tem alguém com moral entre os torcedores do Consadole Sapporo, esse alguém é o atacante Anderson Lopes. O brasileiro coleciona números positivos pelo clube japonês. São 14 participações para gol nos 17 jogos disputados, já balançou as redes 12 vezes e tem média de 0,71, quase um gol por partida. Sem contar que é o artilheiro da equipe no Campeonato Japonês e na temporada 2019.

A grande fase rendeu, além dos gols e do bom desempenho na temporada, um carinho especial dos torcedores do clube. Isso porque o jogador, de 25 anos, ganhou uma música em sua homenagem, cantada pela torcida em todos os jogos. A letra traz palavras de incentivo e apoio ao atacante. Numa tradução, seria algo como: “Vamos Anderson Lopes, correr Anderson Lopes, Anderson matador”.

Quando soube da música, o atacante se mostrou bastante surpreso e feliz com o reconhecimento do trabalho. “É raro de acontecer isso no Japão. Já joguei outras duas temporadas aqui no país e sei que geralmente a torcida faz uma música depois de pelo menos três anos de clube, quando acaba criando uma boa identificação. Fiquei bem surpreso porque eu cheguei no clube nesse início de ano e receber esse tipo de homenagem é muito especial. Um torcedor falou para mim que iria fazer essa música e quando ouvi no estádio, todos cantando, não acreditei. Foi incrível, uma sensação difícil até de descrever”, contou o atleta, que já acumula 98 jogos no futebol asiático. Além do Consadole Sapporo, Anderson Lopes já defendeu o Sanfrecce Hiroshima, também do Japão, e o FC Seoul, da Coréia do Sul.

Torcida cantando música para Anderson Lopes

Focado em manter o bom momento para a sequência da temporada, o atacante espera que o time suba na tabela. “Estamos na briga, trabalhando jogo a jogo para subir mais na tabela. Nesse momento estamos em 6ª mas bem próximos do vice-líder. Ainda tem muita coisa pela frente, nosso time vem fazendo um bom trabalho na temporada e com certeza temos condições de crescer mais”, concluiu.

Música 'Jogadeira' pode contribuir com o futebol feminino brasileiro

Por Lula Terras
Foto: Bianca Cruz Ferreira/Dibradoras

Gabi Kivitz e Cacau são as cantoras do 'hit' que embala a Seleção Brasileira Feminina

O reconhecimento do futebol feminino, no Brasil, ganha novo fôlego com a realização do Mundial na França, que mostra outra realidade em outros países, onde a modalidade tem apoio de autoridades, empresários e até torcedores apaixonados. Um dos motivos pode ser o sucesso da música Jogadeira, composta por duas atletas, com o objetivo de ser cantada pelo grupo durante a ida para os estádios, durante a Copa. 

Se no Brasil existem grandes dificuldades para o seu crescimento, com exceção de alguns clubes que investem na modalidade, caso do Santos, com elenco principal e categoria de base, em outros países, esse apoio existe. Nos Estados Unidos que é a maior potencia, o futebol feminino, assim como as demais modalidades esportivas, conta com o apoio de Ligas fortes e do oferecimento de bolsas de estudos, para estudar em grandes Universidades. Esta Copa, na França, vem mostrando que, em outros países com menor tradição esportiva que o Brasil, o apoio é forte e existe, caso do Canadá, Austrália, Alemanha entre outros. 

Também a rainha Marta se mostra grande batalhadora pela causa. Ela não mede esforço para recolocar o nosso futebol feminino, entre as grandes potências mundiais, que já rendeu grandes conquistas, com destaque para os Jogos Pan-americanos de Santo Domingo e República Dominicana, em 2003 (medalha de ouro); Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007 (medalha de ouro); Jogos Pan-americanos de Toronto-Canadá, em 2015 (2015); e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016 (4º lugar). 

No que diz respeito à bola rolando, o Brasil está longe de conseguir o status de grande potência no futebol feminino e o pior. Corre o sério risco de a modalidade cair de vez no ostracismo. Apesar de contar com muitas jogadoras talentosas, existe a triste possibilidade, das principais atletas, não participarem da próxima Copa do Mundo Feminina, prevista para 2023, em local ainda a ser definido pela FIFA. São elas: A rainha Marta, com 33 anos, a artilheira Cristiane, com 34, e Formiga, com 41anos, recordista mundial em participações em Copas, com sete participações. 

Por ironia do destino, a música Jogadeira, que faz este tipo de cobrança, embora de forma irônica, vem se tornando no grande hit musical da Copa, entre os brasileiros. A música ganhou contornos mais amplos,quando a jogadora Cristiane que fez três gols,na vitória contra a Jamaica, pediu que fosse cantada, no programa Fantástico, da Rede Globo. Hoje, a exemplo de outros hinos compostos durante as Copas do Mundo, a Jogadeira tem tudo para entrar para registro da história esportiva.

Jogadoras tocando na saúda do ônibus (foto: reprodução SporTV)

Para mim, o ponto alto da música está, justamente, em seu refrão, aonde vai o recado para os contrários ao desenvolvimento da modalidade. O refrão diz: “Qual é, qual é, futebol não é para mulher? Eu vou mostrar prá você, Mané, joga a bola no meu pé”. A jogadora do Corinthians, Cacau, e a ex-jogadora Gabriela Kivitz são as autoras da música.

Vamos torcer para que, a Jogadeira seja o divisor de águas do nosso futebol feminino, que sensibilize dirigentes de clubes, federações estaduais e empresários, que gostam de investir no esporte. Torçamos para que eles olhem com mais carinho para a modalidade, que os bons frutos, certamente virão.

O reconhecimento do futebol feminino, no Brasil, ganha novo fôlego com a realização do Mundial na França, que mostra outra realidade em outros países, onde a modalidade tem apoio de autoridades, empresários e até torcedores apaixonados. Um dos motivos pode ser o sucesso da música Jogadeira, composta por duas atletas, com o objetivo de ser cantada pelo grupo durante a ida para os estádios, durante a Copa. 

Se no Brasil existem grandes dificuldades para o seu crescimento, com exceção de alguns clubes que investem na modalidade, caso do Santos, com elenco principal e categoria de base, em outros países, esse apoio existe. Nos Estados Unidos que é a maior potencia, o futebol feminino, assim como as demais modalidades esportivas, conta com o apoio de Ligas fortes e do oferecimento de bolsas de estudos, para estudar em grandes Universidades. Esta Copa, na França, vem mostrando que, em outros países com menor tradição esportiva que o Brasil, o apoio é forte e existe, caso do Canadá, Austrália, Alemanha entre outros. 

Também a rainha Marta se mostra grande batalhadora pela causa. Ela não mede esforço para recolocar o nosso futebol feminino, entre as grandes potências mundiais, que já rendeu grandes conquistas, com destaque para os Jogos Pan-americanos de Santo Domingo e República Dominicana, em 2003 (medalha de ouro); Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007 (medalha de ouro); Jogos Pan-americanos de Toronto-Canadá, em 2015 (2015); e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016 (4º lugar).

Veja o clip da música que vem embalando a Seleção Brasileira Feminina

No que diz respeito à bola rolando, o Brasil está, atualmente, longe das grande potência no futebol feminino, já esteve muito mais perto, e o pior: corre o sério risco de a modalidade cair de vez no ostracismo. Apesar de contar com muitas jogadoras talentosas, existe a triste possibilidade, das principais atletas, não participarem da próxima Copa do Mundo Feminina, prevista para 2023, em local ainda a ser definido pela FIFA. São elas: A rainha Marta, com 33 anos, a artilheira Cristiane, com 34, e Formiga, com 41 anos, recordista mundial em participações em Copas, com sete participações. 

Por ironia do destino, a música Jogadeira, que faz este tipo de cobrança, embora de forma irônica, vem se tornando no grande hit musical da Copa, entre os brasileiros. A música ganhou contornos mais amplos,quando a jogadora Cristiane que fez três gols,na vitória contra a Jamaica, pediu que fosse cantada, no programa Fantástico, da Rede Globo. Hoje, a exemplo de outros hinos compostos durante as Copas do Mundo, a Jogadeira tem tudo para entrar para registro da história esportiva. 

Para mim, o ponto alto da música está, justamente, em seu refrão, aonde vai o recado para os contrários ao desenvolvimento da modalidade. O refrão diz: “Qual é, qual é, futebol não é para mulher? Eu vou mostrar prá você, Mané, joga a bola no meu pé”. A jogadora do Corinthians, Cacau, e a ex-jogadora Gabriela Kivitz são as autoras da música. 

Vamos torcer para que, a Jogadeira seja o divisor de águas do nosso futebol feminino, que sensibilize dirigentes de clubes, federações estaduais e empresários, que gostam de investir no esporte. Torçamos para que eles olhem com mais carinho para a modalidade, que os bons frutos, certamente virão.

O New Order e a Seleção Inglesa na música "World In Motion"

Por Raphael Balco

Cena do clipe, com o vocalista do New Order e o amistoso entre Inglaterra e Brasil

A Copa do Mundo, que na edição de 2018, realizada na Rússia, começou na quinta-feira, dia 14, e sempre envolve corações de todos os fãs de futebol, inclusive de artistas. E em 1990, na edição que foi organizada na Itália, a banda inglesa de rock e música eletrônica New Order compôs a canção "World in Motion", que foi feita para embalar a seleção de seu país durante o torneio.

Mas, logo de cara, houve controvérsias. O nome, oriundo do refrão original, seria "E Is for England", mas a Federação Inglesa, preocupada com supostas referências subliminares ao ecstasy (droga que começara a ganhar popularidade na época, com a ascensão da vertente acid house da música eletrônica) vetou o nome. E assim, a canção ficou como "World in Motion".

A música, que possui uma versão alterada da famosa narração de Kenneth Wolstenholme (refeita pelo próprio) da final da Copa de 1966, realizada na Inglaterra e a única que foi ganha por eles, contou também com vocais de jogadores da Seleção Inglesa, como John Barnes e Paul Gascoigne, que participam do refrão e do coro ao final da música. Um rap incidental do próprio Barnes (que nasceu na Jamaica) precede o coro.

Expressando outra preocupação da Federação Inglesa de Futebol, o hooliganismo, a letra de Barnes contém os trechos "but you must get to the line" ("mas você deve seguir na linha") e "we ain't no hooligans" ("nós não somos hooligans"). A Copa foi sediada na Itália, e em provável referência a isso uma palavra italiana foi usada na canção, arrivederci ("adeus").

Confira o clipe da música

No clipe da música, foram usadas cenas do amistoso em que a Inglaterra ganhou do Brasil por 1 a 0, em 28 de março de 1990, no Wembley, gol de Gary Lineker, que havia sido artilheiro da Copa do Mundo anterior. Porém, no segundo tempo da partida, o árbitro da Alemanha Oriental, Klaus Perchel, não deu um gol legal de Müller ou, ao menos, marcou pênalti, já que o jogador inglês Stuart Pearce tirou a bola, que já havia ultrapassado a linha, com a mão.

Já na Copa, a Inglaterra parou nas semifinais, frente à futura campeã Alemanha, e terminou em quarto lugar, sua segunda melhor campanha em Copas do Mundo, perdendo apenas para o título de 1966. Além disso, a música é demais!

Santos terá encontro "Cantos de Futebol - A Copa da Mundo e os Hinos Homéricos"

O futebol tem muito material épico e seus cantos lembram os hinos homéricos

Tendo como inspiração a Copa do Mundo e o universo “dramático” do futebol, o Lobo Estúdio oferece a partir do dia 13, véspera da abertura do Mundial de Seleções, a oficina literária “Cantos de Futebol: A Copa do Mundo e os Hinos Homéricos”. Serão dois encontros, nos dias 13 e 20 de junho, quarta-feira, das 19 às 22 horas.

O objetivo da atividade é fazer os participantes criarem textos poéticos em homenagem a atletas, times e seleções, assim como na era arcaica grega se faziam hinos aos deuses e deusas do Olimpo. Os encontros serão ministrados pelo jornalista e mestre em História Social Alessandro Atanes. Informações pelo telefone (13) 99766-2506. A inscrição vale R$ 50,00.

O objetivo da atividade é fazer os participantes criarem textos poéticos em homenagem a atletas, times e seleções da mesma forma como eram feitos os hinos, em uma época antes mesmo de a poesia ser escrita. Dos hinos ao futebol, a condução é feita pela própria matéria-prima épica e dramática dos esportes. O material épico do futebol é vastíssimo: hinos oficiais e cantos das torcidas, o cerimonial entre capitães, troca de flâmulas, bandeiras e brasões, minuto de silêncio, os grandes jogos e os gols que ficaram na história.

Os 33 Hinos Homéricos que restaram até hoje receberam esse nome por terem sido compostos na mesma estrutura de versos em que Homero compôs a “Ilíada” e a “Odisseia”. “A ideia, para usar uma metáfora do futebol, é adotarmos a estrutura narrativa dos hinos como um esquema tático, uma disposição inicial, uma forma de organizar as jogadas, ficando o drible e a jogada de efeito para a habilidade e o trabalho de cada participante”, comenta Atanes.

Alguns tão antigos quanto a “Ilíada” (Homero viveu em torno do século VIII antes de Cristo), eles eram decorados e cantados de geração em geração, em diversas ocasiões no mundo arcaico, entre as quais festas públicas e privadas, homenagens a deusas e deuses do Olimpo e disputas esportivas, como ainda hoje nas aberturas de grandes eventos como as Olimpíadas.

O jornalista Alexandre Atanes comanda o encontro

Prática - Praticar o estilo dos hinos como experiência de escrita, com suas regras próprias, é uma oportunidade para autores e autoras treinarem outras vozes literárias como um afastamento de si ou mesmo trabalhar o estilo próprio em outra chave de escrita. Para quem tenha por profissão ou necessidade de se expressar por meio da escrita, o exercício colabora para que sejam desenvolvidas estratégias textuais para apresentar uma ideia, conceito ou argumento. “É um treino para a nossa capacidade retórica, útil para debates, currículos e piadas”, comenta Atanes.

Currículo - Alessandro Atanes, jornalista e mestre em História Social, é autor de “Esquinas do Mundo: Ensaios sobre História e Literatura a partir do Porto de Santos” (Facult, 2013). Pesquisa e escreve sobre as relações entre ficção e sociedade. Está à frente da oficina “Conheça Santos por meio da Literatura” e do curso “História e Literatura na América Latina”. Realizou também a oficina “Da memória à ficção: a cidade como ferramenta narrativa”, na qual a matéria-prima foram memórias pessoais dos participantes.

Serviço
Cantos de Futebol – A Copa do Mundo e os Hinos Homéricos
Quando: 13 e 20 de junho (quartas-feiras), das 19 às 22 horas.
Local: Lobo Estúdio, Rua Luiz de Camões, 12, Vila Mathias.
Inscrições e informações: (13) 99766-2506.
Valor: R$ 50,00.
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