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A ligação de Steve Harris com o futebol

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Harris atuando em um jogo beneficente pelo time do Iron Maiden

Qualquer um que goste de rock ou metal conhecerá o nome de Steve Harris. Lendário músico das quatro cordas, o baixista do Iron Maiden, que completa 65 anos neste dia 12 é também um apaixonado por futebol. Torcedor fanático do West Ham, clube que inclusive adesiva um de seus baixos mais conhecidos e famosos, o líder da "Donzela" tem uma ligação de longa data com o esporte bretão, que segue viva até os dias de hoje.

Nascido em Leytonstone, próxima à Londres, Harris cresceu acompanhando o West Ham tanto no estádio como por rádio e televisão e aspirava ser um jogador profissional. Curiosamente, chamou atenção de olheiros do seu clube de coração e acabou entrando nas categorias de base dos Hammers. Na juventude, porém, quando inclusive começava a chegar na idade de se tornar um profissional da bola, conheceu o rock e viu na música o caminho de sua vida, abandonando, pelo menos em nível mais alto, a carreira de boleiro.

Quando foi para a música, Harris queria inicialmente ser baterista. Sem espaço para uma bateria em casa, porém, acabou optando pelo baixo e se descobriu autodidata no instrumento. Era influenciado principalmente pelos Beatles e nos anos 1970 participou de uma banda chamada Dipsy Kiss, antes de montar o Iron Maiden. O resto, a partir daí, é história.

A ligação com o futebol, porém, nunca acabou de fato. Harris jogava diversas "peladas" entre turnês e chegou a jogar com outras bandas através do time do Iron Maiden, que sempre incluiu integrantes e parte da equipe da banda. Na maioria das viagens, sempre paravam para um futebolzinho, o que rendia histórias interessantes, como por exemplo a vez em que o Foo Fighters "completou" o time do Iron Maiden em uma vez onde as bandas se encontraram.

O esporte bretão passou a ser usado inclusive pelo Maiden para diversas coisas, incluindo videoclipes (Holy Smoke), divulgação de materiais e venda de merchan. Há muitos anos, a gigante banda de metal inglesa vende uniformes de futebol e nessa brincadeira já vendeu inclusive camisas paródias de seleções, incluindo nisso o Brasil. Já houveram também pôsteres de divulgação com o futebol como tema. O esporte também apareceu na própria capa do "Virtual XI", como já detalhamos em uma matéria. O CD também tinha uma das camisas de futebol mais marcantes da banda.


Tudo que envolve o Iron Maiden tem o dedo de Harris e essa relação com o futebol sem dúvida é um desses aspectos. Mas, a maior prova da ligação do músico com o esporte vem num de seus instrumentos. Um dos mais famosos dos baixos dele, um Fender Precision branco, tem um escudo do West Ham adesivado no corpo. O músico sempre usa este baixo em shows e clipes, de forma que já foi possível visualizar a alusão aos Hammers em vários shows.

O futebol e a música muitas vezes se conectam e Steve Harris sempre será um dos maiores exemplos disto. Provavelmente, enquanto o brilhante baixista inglês viver ele respirará o West Ham na mesma intensidade que respira o Iron Maiden. Como diz o lema da banda, inspirado no próprio lema do time: Up The Irons, seja o Maiden, ou os Hammers.

Em 1998, o time do Iron Maiden enfrentava o Benfica

Por Lucas Paes 

Steve Harris cumprimenta o goleiro Bento, capitão dos veteranos do Benfica

Na turnê do “Virtual XI”, em 1998, o Iron Maiden usou do futebol como forma de divulgação dos shows e passou a fazer jogos em todas as cidades onde a banda tocava. A decisão de incluir o esporte na temática do disco veio devido a Copa do Mundo de 1998 e na capa do CD há o desenho de um jogo de futebol que parece muito com Brasil x Inglaterra. Neste contexto, no dia 20 de maio de 1998, quando a turnê passava por Portugal, o time do Iron Maiden enfrentou o Benfica, no Estádio da Luz, em Lisboa. 

Uma das maiores bandas de Heavy Metal de toda a história, a “Donzela” tem longa ligação com o esporte bretão. Com o baixista e líder Steve Harris sendo apaixonado por futebol, tendo inclusive jogando na base do West Ham quando jovem e possuindo um adesivo dos Hammers em um de seus baixos, a banda diversas vezes tem lançamentos de produtos relacionados ao esporte, incluindo até mesmo uma linha de camisas de futebol, que pode ser encontrada no site oficial do Maiden. Além disso, o clipe de Holy Smoke, do álbum “No Prayer for the Dying” se passa em parte num campo de futebol. Em 1998, o álbum “Virtual XI”, já citado no primeiro parágrafo, tinha fotos dos membros da banda com camisas esportivas da banda, um produto de sucesso que começou a ser vendido naquela época e dura até hoje. 

O único integrante músico do Iron Maiden a jogar naquela tarde em Lisboa foi Steve Harris, que vestia a camisa 11. O resto do time era formado por ex-jogadores como Ian Bishop e membros do staff da Donzela. O desempenho do time até ali tinha sido bom, já que não havia perdido nenhuma das partidas disputadas. Porém, os times enfrentados até ali eram formados por jornalistas, fãs da banda e convidados, nunca por um verdadeiro time de futebol, mesmo que de veteranos.

Lance da partida entre Maiden e Benfica

Mas em Lisboa não houve chances para o Iron. Com uma equipe de veteranos benfiquistas que tinha nomes como o lendário Eusébio e o brasileiro Mozer, os Encarnados aplicaram sonoros 10 a 1. No primeiro tempo, o placar foi de “apenas” 3 a 0. No segundo tempo a porteira abriu e o time português fez mais sete gols. Entre os gols lusitanos, três foram do brasileiro Mozer, que jogou no ataque. Apesar disso, o momento mais marcante daquela tarde foi o gol do Iron Maiden, marcado num chute da entrada da área de um dos membros do staff da banda. 

O Benfica teve como titulares Bento; Bastos Lopes, Rui Pereira, Hernani, Padinha; Adolfo, Zé Luis, Scheu, Eusébio; Mozer e Chalana, com Nuno, Sanches, Miguel Bento, Teixeira, João Gonçalves e Baião no banco. Já o Maiden alinhou com Jeff Lovel; Jonh Shakeshaft, Ray Freeman, Squelch Wilson, Richie Martin; Geen Wilkie, Ian Bishop, Neil Webb, Mark Abery; Tommy Newton e Steve Harris. No banco ainda figuravam Chris Rowlatt, Graham Lamb e Manu da Silva. 

O público, baixo devido à partida acontecer numa tarde de quarta-feira, foi de quase duas mil pessoas. A renda foi toda revertida para uma instituição que ajudava crianças necessitadas na região de Mandragoa, em Lisboa, capital portuguesa. 

Reportagem da época sobre a partida

A turnê do Virtual XI foi uma das mais fracassadas da história do Iron Maiden, num álbum que já tinha feito um sucesso bastante limitado, sendo o pior da história da banda nas paradas inglesas desde o início. Com as tensões entre o vocalista Blaze Bayley e o resto dos integrantes já num nível altíssimo ao final da tour, as coisas caminharam para a volta de Bruce Dickinson, que acabou acontecendo no ano seguinte. E o Iron Maiden continuou fazendo os seus jogos.

Rock e Futebol - Iron Maiden e o Virtual XI

Em pé: Pearce, Asprilla, Harris, Gascoigne, Bayley e Wright.
Sentados: McBrain, Murray, Vieira, Gers e Overmars. 
Este era o time do Iron Maiden no Virtual XI 

O rock e o futebol muitas vezes se cruzaram. Muitos músicos do estilo são fãs do esporte bretão e, por isso, deixam transparecer essa paixão em seus discos. Um dos casos mais claros está no Virtual XI, o 11º disco de estúdio do Iron Maiden.

Steve Harris, baixista, principal compositor e líder da banda de heavy metal britânica, uma das maiores no estilo, é torcedor do West Ham United e até chegou a jogar nas categorias de base do clube londrino. O músico sempre deixou transparecer seu fanatismo pela sua equipe do coração. Um exemplo disso é que o baixo que ele toca nos shows tem o escudo do West Ham.

Capa do disco

A banda já havia utilizado o futebol no clip de Holy Smoke, música do álbum No Prayer For The Dying (1990), além de alguns jogos de futebol em algumas visitas. Porém, não passou disso. Então, no disco de estúdio 11 (número da camisa que ele gosta de usar), o Virtual XI, lançado em 1998, o baixista resolveu colocar temáticas sobre futebol na arte do álbum. Logo na capa, no canto esquerdo baixo, é possível ver uma ilustração de uma partida entre Brasil e Inglaterra.

Mas é no encarte onde há claras citações de futebol. As fotos dos membros da banda na época, Blaze Bayley (vocalista), Dave Murray, Janick Gers  (guitarristas) e Nicko McBrain (baterista), além do próprio Steve Harris, são com uma camisa de futebol do próprio Iron Maiden. A camisa fez tanto sucesso, que a cada turnê, é lançado um novo modelo.

Detalhe do jogo de futebol na capa

Mas além dos cinco músicos, o time do Iron Maiden ganhou alguns reforços para completar o onze inicial da equipe. Nas fotos do encarte, aparecem Marc Overmars, Ian Wright, Faustino Asprilla, Patrick Vieira, Stuart Pearce e Paul Gascoigne, formando o timaço da 'Donzela de Ferro'.

Apesar de toda essa temática legal sobre futebol, o Virtual XI é um dos discos com menor aceitação pelos fãs da banda. A culpa não foi da modalidade esportiva. Longe disso! Também não foi o caso de o Iron Maiden ter feito um som mais comercial. O problema estava na voz. Isso mesmo!

Os cinco membros da banda com a camisa do time Iron Maiden

Na primeira metade da década de 90, Bruce Dickinson deixou o Iron Maiden para seguir carreira solo. A banda acabou recrutando Blaze Bayley, ex-Wolfsbane. O primeiro disco dele pela 'Donzela', The X-Factor, com uma temática sombria, deixou os fãs em dúvida, dando voto de confiança, perdido após o início da turnê. No segundo disco gravado por Blaze, o Virtual XI, a paciência dos seguidores e críticos da imprensa especializada acabou e o disco recebeu inúmeras avaliações baixas.

A turnê promocional do disco também teve o futebol envolvido. Os músicos se espalharam pelo mundo, falando sobre o novo álbum e, quase sempre, visitavam os times de futebol da cidade. Aqui no Brasil, Dave Murray e Nico McBrain foram ao CT Rei Pelé, do Santos Futebol Clube. Quem gostou disso foi o goleiro Zetti, que aproveitou a deixa para que a dupla de guitarristas autografassem seus discos da banda.

Harris e seu baixo com o escudo do West Ham

Já na turnê de shows, Steve Harris fez questão que em cada país que a banda visitasse, um jogo de futebol fosse organizado. Como citado anteriormente, o Iron Maiden até já promovia estas partidas, mas na Virtual XI tour ela foi intensificada. Os shows passaram pelo Brasil, tendo São Paulo (com este que vos escreve presente) e Curitiba com os concertos principais. O ponto negativo foi o cancelamento do show em Campinas, que seria no Brinco de Ouro da Princesa, devido às fortes chuvas que caíram na cidade no dia.

Gers e Murray visitando o CT do Santos

Com todas as críticas negativas para o disco e a fraca performance de Blaze Bayley nos shows, o futebol não conseguiu segurar o vocalista na banda. Ao final da Virtual XI Tour, o Iron Maiden anunciava a volta de Bruce Dickison ao comando do microfone, além do retorno de Adrian Smith, fazendo com que a banda ficasse com três guitarristas.
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