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A despedida de Nílton Santos do Botafogo em 1964

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Nilton Santos se despediu do Botafogo e do futebol em 1964

Poucos jogadores na história do futebol tiveram um impacto tamanho como o lateral Nílton Santos. Bicampeão do mundo com a Seleção Brasileira, a "Enciclopédia da Bola", que completaria 98 anos neste dia 16 de maio, é um dos maiores nomes da história do esporte bretão no Brasil e na verdade no mundo inteiro. Dono de uma carreira enorme, ele se despediu do Botafogo (e do futebol) em 1964, num jogo diante do Flamengo.

Nílton Santos teve toda a sua carreira dentro dos campos ligada ao clube da Estrela Solitária. Nascido no Rio de Janeiro, o lateral começou no clube relativamente tarde, com 23 anos, em 1948, mas desde seu primeiro momento já mostrou sua qualidade para poder ser titular do time. Já no ano seguinte era presença regular na Seleção Brasileira e inclusive era parte do elenco da tristeza do Maracanazzo em 1950. Havia se despedido da Seleção em 1962.

Seu jogo de despedida veio no 12 de dezembro de 1964, numa partida diante do Flamengo, no Maracanã. Naquele dia, o Maior do Mundo (pelo menos na época) recebeu incríveis 88 mil torcedores para ver a despedida do ícone alvinegro. Mas, a partida também era válida pelo campeonato carioca, onde inclusive o Flamengo tinha ainda certas aspirações. 

Dentro de campo, o jogo foi bastante equilibrado, com as duas equipes criando chances interessantes ao longo dos 90 minutos. Ambos os goleiros, Manga e Marcial tiveram de trabalhar durante o jogo em chances criadas pelo alto e pelo chão. O gol, porém, veio pelo lado botafoguense, numa belíssima e violenta cabeçada de Roberto, aos 23 minutos do segundo tempo, subindo mais que toda a zaga e cabeceando a bola pelo chão. O resultado se manteve até o fim e o Fluminense chegou a final da competição e não o Flamengo.


No fim, Nílton se despediu jogando o jogo inteiro numa partida onde seu Botafogo venceu. O último jogo da Enciclopédia pelo Glorioso marcou sua partida de número 723 pelo clube, um recorde ainda não batido. No total, o bom lateral marcou 11 gols com a Estrela Solitária, conquistando quatro títulos do Campeonato Carioca e um torneio Rio-São Paulo. Ele nos deixou há quase 10 anos, em 23 de novembro de 2013.

Quando a Vila Belmiro recebeu o seu recorde de público e teve queda do alambrado em 1964

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O clássico alvinegro teve recorde de público na Vila Belmiro em 1964

Neste dia 20 de setembro de 2022, se completam 58 anos em que o Estádio Urbano Caldeira, popularmente conhecido como Vila Belmiro, recebeu o maior público de sua história. Tal fato aconteceu em um clássico entre Santos e Corinthians, válido pelo Campeonato Paulista de 1964.

Naquele dia, a casa santista estava tão lotada em todos os lugares, que na marca dos 7′ da primeira etapa, o alambrado acabou caindo. O incidente fez com que Armando Marques, árbitro, interrompesse o jogo e não desse sequência ao clássico. Prontamente, a polícia conseguiu resolver o problema e os jogadores levaram os acidentados para os hospitais próximos ao estádio. Felizmente, não houve nenhuma morte. 

Para acompanhar aquele duelo, cerca de 32.986 pessoas pagaram suas entradas, fazendo com que a renda chegasse a Cr$ 19.397.600,00.

Todo este dinheiro acabou sendo doado para todas santas casas das cidades de Santos e São Paulo. Os clubes ficaram com os 10% restantes para pagarem as despesas. Mais tarde, este duelo dos alvinegros foi remarcado para o Pacaembu e terminou empatado em 1 a 1.

Após o ocorrido, o Santos soltou uma nota comentando o episódio: “O Santos Football Club, lamentando profundamente o acidente ocorrido na tarde de domingo, vem apresentar os seus mais sinceros agradecimentos às autoridades civis e militares, aos médicos, aos enfermeiros da Santa Casa de Misericórdia e dos Prontos-socorros e a todos que prestaram sua preciosa colaboração no atendimento dos acidentados. Ao mesmo tempo eleva sua prece de agradecimento a sua padroeira Nossa Senhora do Monte Serrat, por não ter acontecido caso fatal a lamentar”.


Um fato curioso sobre isso é que, com o cancelamento deste jogo, o maior público da história da Vila Belmiro foi registrado no dia 15 de fevereiro de 76, quando o Peixe encarou o Palmeiras. Nesta partida, tiveram 31.662 pagantes.

Libertadores 1964 - A primeira das sete do Independiente, o "Rey de Copas"

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Jogadores do Independiente entrando em campo

Há 58 anos, o Independiente da Argentina vencia pela primeira vez a Libertadores da América. Foi a quinta edição da competição, que tinha dominância uruguaia e brasileira até o momento, cada país com dois títulos. A equipe argentina começou a dominar o futebol sul-americano naquele 1964, depois do tão importante título internacional, e chegaria a sete conquistas.

A competição era completamente diferente do formato atual, participaram apenas 11 equipes. Apenas dois brasileiros participaram da competição, o Bahia e o Santos, a equipe baiana saiu na fase eliminar, após perder para o Deportivo Italia do Equador, já o Santos, como então campeão, entrou apenas na semifinal.

A equipe santista como era o atual Bicampeão, entrou na competição apenas na fase final por conta do regulamento. Na fase de grupos, o time da Argentina dominou no Grupo B, onde tinha o próprio Independiente, Millonarios e o Alianza Lima.

O Independiente passou com tranquilidade em seu grupo, com 7 pontos em 4 jogos, 3 vitórias e um empate. A equipe empatou apenas com o Alianza Lima fora de casa e ganhou todos seus outros confrontos, ainda teve algo peculiar naquela fase de grupo. Por conta das divergências entre a Conmebol e a Confederação Colombiana, a partida entre Millonarios e Independiente, na Colômbia, não aconteceu e foi dada vitória de 2 a 0 para o time Argentino.

Naquele antigo formato, só se passavam os primeiros colocados dos três grupos e o Independiente se classificava junto com o Nacional e o Colo-Colo. Nas semifinais, o Santos entrou para fechar os quatro semifinalistas da competição, para ver quem se classificou para as grandes finais.

O Independiente enfrentou o Santos e o Nacional jogou contra o Colo-Colo. A equipe brasileira e a uruguaia eram as grandes favoritas a chegar a mais uma decisão em busca de mais um título para ambas equipes, mas algumas coisas não aconteceram e os favoritos não ganharam.

Na semifinal foram dois jogos equilibrados entre Santos e Independiente, mas a equipe Argentina conseguiu vencer os dois jogos, tanto no Brasil quanto na Argentina. O primeiro jogo foi no Maracanã e acabou 3 a 2 para os visitantes e, em casa, a equipe venceu por 2 a 1.

O Santos não jogou com suas grandes estrelas, pois estavam viajando pelo mundo para atuar em alguns países. Mas mesmo assim houve algumas reclamações relacionada a arbitragem e, em 2014, a TV Argentina trouxe a tona um áudio telefônico entre Abel Gnecco, representante argentino no comitê de arbitragem da Conmebol e o ex-presidente da AFA, Julio Grondona, que dá a entender que comprar o árbitro da partida e os bandeirinhas. "Em 64, quando jogamos contra o Santos, ganhei o (árbitro) Leo Horn, que era holandês, com as duas bandeiras".

Porém, o famoso árbitro Leo Horn, não apitou em nenhuma das duas partidas e, sim, no primeiro jogo da final da competição, o que demonstra uma estranheza no áudio. Mas não houve uma comprovação de fato que houve essa manipulação dos árbitros de ambos os jogos.

Tirando isso, o Independiente passou a grande final contra o Nacional, que era o grande favorito a vencer novamente a competição. Porém, a equipe Argentina novamente se superou e conseguiu passar por cima das adversidades para se tornar campeão.

A primeira partida aconteceu no Uruguai, um jogo tenso e muito obrigado. O Independiente foi em busca de segurar a partida, para tentar trazer para sua casa com um bom resultado, com a intenção de definir o confronto com o apoio dos seus torcedores. O time Argentino conseguiu um ótimo resultado, segurou o 0 a 0 e deu muitas esperanças para o grande confronto de volta.


Jogando em sua casa, em Avellaneda, em 12 de agosto de 1964, a equipe do Independiente foi para cima em busca da vitória e, logo no primeiro tempo, conseguiu abrir o placar com o artilheiro da competição Mario Rodriguez. Após o gol, a equipe conseguiu segurar e esperar o apito final para se consagrar Campeão pela primeira vez da Libertadores.

Aquela equipe campeã entrou em campo no jogo final com: Santoro, Zerrillo, Rolan, Ferreiro e Acevedo (Mori); Maldonado e Bernardo; Mura, Luís Suárez, Mario Rodríguez e Savoy. Técnico: Manuel Giúdice.

Dorval no argentino Racing

Foto: arquivo

Dorval, com Pelé, enfrentando o Santos pelo Racing

Dorval Rodrigues, o Dorval, maior ponta da história do Santos (entre 1956 e 1966), completaria 87 anos neste 26 de fevereiro de 2022 se estivesse vivo. Porém, ele teve algumas saídas do Peixe no período em que defendeu o Alvinegro Praiano, em uma delas, em 1964, defendeu o Racing da Argentina e chegou a enfrentar o time da Vila Belmiro.

Dorval começou no gaúcho Força e Luz e chegou no Santos em 1956. No ano seguinte, chegou a ser emprestado ao Juventus, e também ao Bangu, este segundo em 1960. Porém entre 1961 e 1964 foi o ponta-direita titular de uma das maiores equipes que este planeta já viu.

Em 1964, Dorval acabou perdendo espaço no Santos FC e foi vendido junto com Batista e Luís Cláudio para o Racing da Argentina. Chegou no país vizinho com estatus de estrela e logo virou titular no time de Avellaneda. Em 7 de maio daquele ano, aconteceu algo curioso. O Racing recebeu o Santos para um amistoso e Dorval enfrentou sua ex-equipe.

No Cilindro de Avellaneda, um “econômico” 2 a 1 só definido aos 45 minutos do segundo tempo, quando Pelé converteu um pênalti. Coutinho havia aberto o placar empatado pelo futuro santista Menotti. Dorval saiu aos 25 minutos do primeiro tempo, machucado.

Porém, Dorval ficou pouco tempo no Racing. Mas não foi por conta de atuações ruins. Pelo contrário! O clube argentino não quitou o passe do trio e Dorval acabou retornando ao Santos em 1965, ficando até 1967. O ponta-direita ainda defenderia Palmeiras, Atlético Paranaense, Carabobo da Venezuela e Saad, onde encerrou a carreira em 1972.


Depois que poarou de jogar, chegou a viver na Vila Santa Catarina, zona sul de São Paulo. Foi professor do projeto da Prefeitura do governo de São Paulo, no Campo do CDM Ferradura, localizado na rua Adelino da Fontoura, 404, Jardim Jabaquara. Depois, voltou para a Baixada Santista e era comum vê-lo na Vila Belmiro em dias de jogos. Dorval morreu no dia 26 de dezembro de 2021, aos 86 anos, na Santa Casa de Santos, onde ficou internado.

Em 1964, arquibancada superlotada da Vila Belmiro desabava em clássico

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Arquibancada da Vila desaba em Santos x Corinthians

A Vila Belmiro não é um estádio exatamente conhecido por ser grande. Famosa por ser um caldeirão, o estádio santista sufoca os adversários quando lotado e a presença do torcedor claramente faz falta ao Alvinegro Praiano em 2021. Em 1964, mais especificamente num dia 20 de setembro como esta segunda, Santos e Corinthians faziam um jogo que receberia o recorde de público do "Alçapão", 32 mil pessoas, que derrubaram parte da arquibancada.

Em 1962, o Santos era um fenômeno estranho no futebol brasileiro, já que se tratava basicamente de um time do "interior" que de se tornou de uma hora pra outra a maior força do futebol sul-americano (e mundial provavelmente). Campeão da Libertadores menos de um mês antes deste clássico, o Peixe começava a ver muitos torcedores em seus jogos e atraia a atenção do país todo, num processo que o levaria a ter a terceira maior torcida do país nos anos 1970 e 1980. Naquele dia, a Vila recebeu uma superlotação.


No total, 32.986 torcedores ocupavam as arquibancadas da Vila Belmiro, parte delas ainda feitas de madeira na época. O clássico foi realizado na Vila Belmiro devido a pressão do presidente santista da época, o histórico Athiê Jorge Cury, um dos maiores dirigentes m toda a trajetória alvinegra. Foi com um clima de caldeirão que o jogo teve início naquele dia na Vila Belmiro, completamente lotada e aguardando mais um show de Pelé e cia. 

Só que a partida durou pouco. Com apenas seis minutos de jogo, parte das arquibancadas de madeira do estádio santista desabaram, fazendo com que 181 pessoas ficassem feridas, apesar de não haverem vítimas fatais. Instantaneamente, o lendário árbitro Armando Marques paralisou a partida e não cedeu a insistência do presidente do Santos para que o jogo continuasse. 


A partida acabou sendo reagendada para 10 dias depois, no Pacaembu, onde acabou terminando em um empate por 1 a 1. A Vila Belmiro acabou sofrendo ajustes e alguns anos depois deixou de possuir arquibancadas de madeira. Casa do lendário Santos de Pelé em diversas partidas menores, foi nessa época que o estádio recebeu o apelido de Alçapão, devido ao fato do Santos ser quase imbatível ali dentro. Apesar disso, ela ficou pequena demais para alguns jogos grandes do Alvinegro Praiano, que eram levados para São Paulo.

Por curiosidade, o maior público em um jogo que terminou do Santos foi numa goleada sofrida para o Palmeiras em 1976, quando 31662 pessoas estiveram no estádio. A vitória alvinegra com mais público foi em 1979, num 2 a 1 diante da Francana com 29.801 pessoas. Outros públicos grandes e famosos do estádio santista foram em partidas pelo Brasileirão de 1998, quando 25 mil pessoas acompanharam os jogos diante de Sport e Corinthians, pelo mata-mata da competição.  

A passagem de Alfredo Di Stéfano pelo Espanyol

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Di Stéfano fez duas temporadas pelo Espanyol

Neste dia 4 de julho de 2021, Alfredo Stéfano Di Stéfano estaria completando 95 anos de idade se estivesse vivo. No fim de sua carreira como jogador de futebol profissional, o atacante argentino, que também atuou nas seleções colombiana e espanhola, jogou por duas temporadas na equipe do Espanyol de Cornellà de Barcelona.

Após ser revelado pelo River Plate e passar por clubes como Huracán (emprestado pelo River), Millionarios (na Liga Pirata Colombiana) e Real Madrid, clube que defendeu por 11 anos, Di Stéfano chegou ao Espanyol para jogar as suas últimas temporadas como atleta na metade de 1964. Neste período em que se transferiu para a equipe da Catalunha, o já experiente atleta já tinha 38 anos de idade.

Em seu primeiro ano defendendo as cores do time dos Pericos, o Di Stéfano atuou em 24 partidas na temporada 1964-1965 e contribuiu com a equipe marcando sete gols durante toda a campanha. Nesta edição do Campeonato Espanhol, a tabela colocou justamente um confronto entre Espanyol e Real Madrid na primeira rodada, com a partida acontecendo no Estádio Sarriá, em Barcelona. Nesta oportunidade, o time Merengue saiu vitorioso após o apito final com o placar de 2 a 1. No segundo turno, quando seu time iria ao Santiago Bernabéu para novamente enfrentar o time de Madrid no dia 3 de janeiro de 1965, Di Stéfano foi desfalque por conta de lesão. Ao final do campeonato, o Espanyol terminou na 11ª colocação na tabela de classificação e conseguiu se manter na elite do futebol espanhol.

Já no dia 17 de outubro de 1965, no campeonato nacional da edição 1965-1966, o atleta mais uma vez não enfrentou seu ex-time no mesmo Santiago Bernabéu, já que sua mão estava imobilizada por conta de uma nova lesão. Di Stéfano já tinha 39 anos de idade e já estava em sua última temporada como jogador de futebol profissional. Atuou em 23 partidas e fez 4 gols durante toda a campanha do Campeonato Espanhol e a equipe encerrou a temporada mais uma vez no meio da tabela de classificação, mas desta vez o Espanyol ficou 12º posto após a realização das 38 rodadas.


No total de toda a sua passagem pelo Espanyol de Barcelona, La Saeta Rubia somou 60 jogos e marcou 14 gols, juntando amistosos e partidas oficiais com a camisa do clube catalão. Ao final da temporada 1965-1966, Alfredo anunciou sua aposentadoria como jogador de futebol profissional com 39 anos de idade. Após encerrar a sua carreira de atleta, continuou trabalhando com futebol e se tornou treinador.

Foi então que, já fora do mundo futebolístico, Alfredo Di Stéfano foi vítima de um ataque cardíaco sofrido no dia 7 de julho de 2014, aos 88 anos de idade no Hospital Gregorio Marañón, localizado na cidade de Madrid. Até os dias de hoje, Don Alfredo é considerado um dos melhores futebolistas da história.

Artilheiro do Timão nos anos 60, Flávio marcava seu primeiro gol há 57 anos

Com informações do Corinthians
Foto: Arquivo Corinthians

Flávio Minuano em ação pelo Corinthians

O dia 28 de março marca a data em que um dos grandes atacantes da história corinthiana marcou gol pela primeira vez com a camisa alvinegra. Flávio ‘Minuano’ decidiria a vitória da equipe do Parque São Jorge por 2 a 1 sobre o Fluminense há exatos 57 anos.

O Timão entrou em campo no Pacaembu naquela ocasião com um onze inicial escalado da seguinte forma por Paulo Amaral: Mauro; Ari Ercílio, Eduardo, Cláudio, Oreco; Edson Cegonha, Silva, Davi; Bazani e Flávio. Heitor substituiu a Mauro durante a partida, que terminou com um jogador a menos para a equipe alvinegra – Davi foi expulso.

Quinze mil torcedores viram o Coringão começar o confronto contra o time carioca meio desligado. A equipe da casa sofreu um gol logo aos sete minutos. A pressão pelo empate começou a partir dali, mas faltava pontaria para a conseguir voltar para o jogo. Somente aos 26 minutos do segundo tempo Silva igualou o placar. E aos 43, Flávio iria dar números finais.

Flávio ‘Minuano’ foi um dos grandes artilheiros da história do Corinthians. Nascido em 9 de junho de 1944 em Porto Alegre (RS), ele foi revelado pelo Internacional em 1961 com o nome de ‘Flávio Bicudo’, mas tornou-se ‘Minuano’ em seguida por causa do ‘vento minuano’ veloz e cortante da região sul do país.


Em 1964, Flávio foi contratado pelo Corinthians. Na equipe alvinegra, foi artilheiro do Rio-São Paulo em 1965 e do Paulistão em 1967. Venceu o torneio interestadual de 1966, na ocasião em que a taça foi dividida entre quatro equipes. Deixou o Timão em 1969 com uma incrível média de gols: foram 172 em 228 partidas.

Há 56 anos, o Independiente conquistava sua primeira Libertadores

Por Lucas Pas
Foto: Arquivo/Conmebol

Equipe do Independiente campeã da Libertadores de 1964

A Argentina tem diversos times de enorme relevância continental, não se limitando apenas a River e Boca. Um dos maiores clubes da Argentina, da América do Sul e do Mundo joga em Avellaneda e ganhou ao longo da história o apelido de "Rei de Copas", não a toa, já que é o maior campeão da Copa Libertadores da América. Esse caso de amor entre o Independiente e a Libertadores começou há muitas décadas, mais precisamente há 56 anos, no dia 12 de agosto, com primeiro título de "La Copa" dos Rojos.

O Independiente chegava como campeão argentino em 1963. Os Diablos Rojos tentavam quebrar a hegemonia de Santos e Peñarol na América do Sul e a campanha começou com uma goleada pra cima do Alianza Lima por 4 a 0, no dia 7 de maio. Logo depois, no Peru, o Rojo empatou por 2 a 2 contra o mesmo Alianza. A campanha termina com uma goleada por 5 a 1 diante do Millonarios. O jogo do returno diante dos colombianos acabou não acontecendo devido a divergências do clube com a Conmebol e os argentinos venceram por WO.

Na semifinal, veio um adversário duríssimo: um tal Santos, que estava desfalcado de Pelé, mas ainda tinha grande elenco. No Maracanã, o Peixe abriu 2 a 0, mas o Rojo foi guerreiro e virou o jogo. Na volta, jogando na Argentina, em sua casa, o Independiente saiu na frente, viu o Peixe empatar, mas buscou a vitória e se classificou para a final, que ocorreria diante do Nacional. Era certo que a hegemonia de santistas e carboneros havia terminado.


Em Montevidéu, no primeiro jogo, no Uruguai, empate sem gols, em um jogo extremamente tenso e disputado. Na volta, em Avellaneda, o jogo foi novamente tenso, mas um gol de Mario Rodriguez, artilheiro da competição, deu a taça aos comandados do excelente Manuel Giúdice. A Libertadores pela primeira vez ia para as terras albicelestes e ia de vermelho, embalada nas mãos do Independiente. 

Além de ter o título e o artilheiro, o Rojo ainda conseguiu a marca de ter o melhor ataque da competição, com 14 gols marcados. A Libertadores de 1964 começou uma história que teve um bicampeonato no ano seguinte e um tetra nos anos 1970, conquistado entre 1972 e 1975. Em 1984, o clube de Avellaneda conquistou pela sétima e última vez a principal competição de clubes da América do Sul. Mesmo depois de quase 40 anos, ninguém ainda conseguiu desbancar o trono de maior campeão dos Diablos Rojos, o Rei de Copas da América do Sul.

O São Paulo e a Taça Cidade de Florença de 1964

Com informações do São Paulo FC
Foto: arquivo histórico São Paulo FC

O São Paulo perfilado para o jogo contra a Fiorentina

No ano de 1964, o São Paulo viajou ao velho continente e realizou um feito inédito e jamais repetido na história do clube: uma campanha invicta de nove vitórias e três empates em partidas no exterior! Esse recorde proporcionou ao elenco são-paulino o apelido de "Furacão da Europa". No meio da façanha digna da famosa e tradicional Fita Azul, o Tricolor também abocanhou um título, e de uma maneira bem inusitada!

Nos dias 18 e 20 de junho de 1964, o São Paulo disputou o Troféu Cidade de Firenze - oficialmente "II Torneo Internazionale Cittá di Firenze" - com Fiorentina, anfitriã, Zenith, da União Soviética, e Benfica, de Portugal. Embalado e sabedor que, em 1963, o Palmeiras havia sido o campeão do certame, o Tricolor estava sedento por erguer a taça.

A competição de tiro curto teve como chaveamento os confrontos Zenith versus Benfica e São Paulo contra os donos da casa, na fase semifinal. No dia 16, os russos venceram o time de Eusébio pela contagem mínima e avançaram para a final. Dois dias depois o Tricolor foi a campo enfrentar os fiorentinos reforçados do brasileiro Amarildo, do Milan, emprestado para a ocasião.

Fiorentina - No primeiro tempo, o São Paulo dominou completamente o jogo com uma convincente atuação: muitas tabelas e jogadas rápidas que culminaram no primeiro gol, de Del Vecchio, aos 22 minutos, em que o jogador escorou de cabeça um cruzamento de Valdir Birigüi.

Apesar do gramado escorregadio, devido às fortes chuvas na região momentos antes do jogo, o São Paulo, mais técnico, seguiu no comando da partida. A situação dentro de campo também propiciou uma ação mais agressiva dos adversários, que abusavam das faltas. Em uma dessas, quase ao fim da partida e a 30 metros da meta fiorentina, Bazzaninho executou a cobrança com força e perfeição, sem chances para o goleiro: 2 a 0 para o Tricolor!

Aos 42 minutos, Seminário ainda diminuiu para os donos da casa, sem que, contudo, a vaga são-paulina à final do torneio fosse comprometida.


Zenit - Eis então que, na final do torneio, o inusitado acontece. A delegação são-paulina estava hospedada em um hotel na margem do rio Arno oposta à qual se encontrava o estádio Comunale Artemio Franchi. Após partir rumo ao estádio, choveu muito e repentinamente o rio transbordou. Nisso, o roupeiro Ferrari percebeu que havia esquecido os uniformes no hotel! Naquela situação não seria mais possível buscá-los...

Só restou ao Tricolor contar com a generosidade dos anfitriões. A Fiorentina fez o favor de emprestar seus jogos de camisas azuis para a equipe do São Paulo. Como na Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil enfrentou a Suécia com o manto dessa cor, os tricolores foram bem-sucedidos e venceram os soviéticos, mesmo desfalcados de Riberto, contundido. 1 a 0 foi o placar final da decisão truncada e muito prejudicada pela chuva. O gol do título foi marcado por Valdir Birigüi.

O início de Don Elias Figueroa no Union de La Calera

Por Lucas Paes


Elias Figueroa Brander, mais conhecido como Figueroa e apelidado com razão de Don Elias é um dos maiores ídolos da história do Internacional de Porto Alegre e um dos maiores jogadores (se não o maior) da história do futebol chileno. Completando 73 anos nesta sexta-feira, dia 25, era em campo um zagueiro de categoria imensa e de um jogo maduro desde cedo. Se consagrou com a camisa colorada devido ao gol iluminado contra o Cruzeiro, na final do Brasileirão de 1975. Porém, muito antes disso teve um inicio promissor de carreira no Union de La Calera, onde deu seus primeiros passos como jogador.

Figueroa teve uma infância complicada no aspecto de sua saúde, vivendo com problemas respiratórios que quase o impediram de jogar futebol e tendo também que superar uma poliomelite que o fez ter de praticamente reaprender à andar. Porém, na adolescência seu futebol começou a fluir. Aos 15 anos, durante a Copa de 1962, quando estava na base do Santiago Wanderers, treinou contra o Brasil de Pelé, Garrincha e cia. Que usaria a equipe juvenil do Wanderers como um "sparring" nos treinamentos. Já na época ganhou diversos elogios dos brasucas devido a imposição física e a qualidade de seu jogo.

Mas, sua primeira chance como profissional viria apenas em 1964 e não no Wanderers. Ainda na base, o treinador argentino José Perez o colocou para jogar de zagueiro devido a falta de altura de sua defesa. Porém, a presença de Raul Sanchez na equipe impediu que Figueroa entrasse como profissional no Wanderers, sendo emprestado em 1964 ao Union de La Calera, onde finalmente estrearia.

Teve sua primeira atuação como profissional no dia 26 de abril de 1964. Seria naquela temporada que ganharia o apelido que o tornaria conhecido no futebol. A eterna alcunha seria colocada em um duelo entre Colo-Colo e Union, no Estádio Nacional de Santiago. Naquele dia, num triunfo do Union, o narrador de rádio Hernán Sólis ficou impressionado com a atuação de Figueroa, que com apenas 17 anos impôs um imenso domínio sobre o ataque alvinegro, dando canetas dentro de sua área e fazendo cortes de letra, além de interceptações de cabeça e desarmes. Exaltado, Solis disse que estavam frente a um garoto de 17 anos que jogava como um craque e que desde aquele dia não poderia mais deixar de chama-lo de Don Elias. 

Acabou que não durou muito na modesta equipe. Jogou 30 jogos com a camisa dos Cementeros antes de retornar ao Wanderers, no ano seguinte. Seria a partir de 1967, no Peñarol, onde se tornou ídolo e principalmente nos cinco anos de Inter que se tornaria uma lenda ainda maior do futebol sul-americano. Jogaria até o ano de 1982, quando encerrou a carreira no Colo-Colo, depois de 18 anos de bom futebol, todos eles vividos em canchas latinas.

Em 1964, Santos FC homenageava clubes cariocas

Com informações do setor do Santos FC

Em pé: Campo Grande (Lima), Madureira (Ismael), Flamengo (Joel Camargo),
Vasco da Gama (Olavo), América (Mengálvio) e Santos FC (Gylmar)
Agachados: Bangu (Peixinho), São Cristóvão (Rossi),
Portuguesa Carioca (Toninho Guerreiro), Olaria (Pelé) e Fluminense (Pepe)

No dia 22 de março de 1964, o Santos FC entrava em campo pelo Torneio Rio-São Paulo para enfrentar o Fluminense. Porém, o resultado da partida (1 a 0 para o Alvinegro, gol de Pepe) não foi o mais importante e sim o que o Peixe fez antes do jogo: a agremiação homenageou os clubes cariocas, com um jogador entrando com uma camisa de uma equipe diferente do Rio, devido ao apoio que o Santos teve no Maracanã nos jogos da Libertadores e do Mundial de Clubes nos anos de 1962 e 1963.

Na homenagem prestada cada jogador santista entrou em campo vestindo a camisa de um dos clubes cariocas foi pelo reconhecimento aos torcedores cariocas que apoiaram e incentivaram o time santista nos jogos decisivos dos mundiais interclubes nos anos de 1962/93. O Alvinegro era considerado como sendo “O mais carioca dos times” e o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues assim se expressou:
“Vocês querem saber a última verdade sobre o Santos? Ei-la: — é o mais carioca dos times. Só por um equívoco crasso e ignaro nasceu em Vila Belmiro. Mas a verdade é que, por índole, por vocação, por fatalidade — ele encontra, no Maracanã, uma dimensão nova e decisiva. É ali, no colosso do Derby, que o Santos mereceu as suas aclamações mais formidáveis. A multidão só falta carregá-lo no colo e passear com Pelé na bandeja, triunfalmente.
Não me venham com explicações técnicas, táticas para seus fracassos. Esse time, que para em todas as pátrias, menos na própria, estourou o limite de saturação. Qualquer viagem o aniquila. Tem que deixar de ser um pobre e errante quadro internacional. E o pior é que até Vila Belmiro soa como um exílio porque o Santos nasceu no lugar errado. Sua verdadeira casa é o Maracanã. Ah, se ele conseguisse naturalizar-se carioca — seria uma equipe imbatível e eterna.”
Os clubes cariocas homenageados pelo Alvinegro foram: Campo Grande (Lima), Madureira (Ismael), Flamengo (Joel Camargo), Vasco da Gama (Olavo), América (Mengálvio), Bangu (Peixinho), São Cristóvão (Rossi), Portuguesa carioca (Toninho Guerreiro), Olaria (Pelé) e Fluminense (Pepe). O goleiro Gylmar usou a camisa com a qual sempre jogava, a camisa do Santos Futebol Clube que é o clube fora do Rio de Janeiro que mais títulos conquistou no Maracanã.

A partida - O jogo contra o Fluminense pelo Torneio Rio-São Paulo, foi vencido pelo Peixe pelo placar de 1 a 0, com um gol do ponta-esquerda Pepe. O Santos, naquele 22 de março jogou com: Gylmar; Ismael, Orlando e Lima (Cido); Joel e Mengálvio; Peixinho, Rossi (Lima), Toninho Guerreiro, Pelé (Coutinho) e Pepe (Batista), sendo Luis Alonso Perez, o Lula, o treinador.

Santos 11 x 0 Botafogo RP - Em 1964, oito gols de Pelé no mesmo jogo

O antigo placar da Vila Belmiro apontava a goleada do Santos FC

Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro. Em um sábado chuvoso, mais precisamente no dia 21 de novembro de 1964, o Santos FC encarava o Botafogo de Ribeirão Preto, por mais uma rodada do Campeonato Paulista. Em um dia iluminado, o Peixe fez incríveis 11 a 0!!! Só Pelé marcou oito vezes, o seu recorde pessoal.

A verdade é que o Santos entrou naquele dia com muita vontade de jogar. No primeiro turno, em Ribeirão Preto, o Peixe foi derrotado pelo Botafogo por 2 a 0. A vontade de vingar a derrota era grande. Além do Rei goleador também marcaram Pepe, Coutinho e Toninho Guerreiro. O detalhe maior é que o gol marcado pelo ponta-esquerda Pepe foi olímpico e não recebeu o merecido destaque da imprensa, que enalteceu apenas os oito gols de Pelé.

O “Pantera da Mogiana”, apelido do time botafoguense, era dirigido pelo técnico Osvaldo Brandão, o popular “Caçamba” que depois da goleada sofrida pediu demissão do cargo e foi dirigir a equipe do Corinthians, que depois sofreu impiedosamente. Foi goleado, no dia 5 de dezembro de 1964, no Pacaembu, pelo placar de 7 a 4, com o Rei marcando quatro e Coutinho três gols.

A imprensa destacou o feito de Pelé naquele 21 de novembro. O jornal A Gazeta Esportiva, no dia seguinte, publicou na primeira página a seguinte manchete: "'SACI' da Vila marcou oito gols! Pelé superou Fried depois de 35 anos".

Jornal no dia seguinte

Antes do Atleta do Século atingir essa marca fantástica de gols em uma só partida, o maior goleador do time santista era Araken Patusca, que marcou sete gols na vitória de 12 a 1 diante do CA Ipiranga da capital, na Vila Belmiro pelo campeonato paulista. Araken Patusca em homenagem ao Rei escreveu a ele a seguinte carta:

“Pelé você me suplantou. Você me venceu. Você marcou 8 tentos numa partida oficial de campeonato. Eu marquei 7. Meus olhos se turvaram. Eram lágrimas que os umedeciam, e que traduziam não a amargura pela perda de um recorde de 37 anos, mas que eram, e isso sim, o testemunho de uma recordação".

O recorde de gols em uma só partida no Brasil, do eterno Rei Pelé durou até o ano de 1976 sendo superado por Dário, o Dadá Maravilha, que marcou 10 gols na vitória do Sport Recife contra o Santo Amaro. Antes, o recorde do Rei tinha sido igualado por Jorge Mendonça, que marcou oito gols na vitória do Náutico contra o mesmo caixa de pancadas que atende pelo nome de Santo Amaro, no estado de Pernambuco.

Reportagem de 2014 sobre o feito

Ficha Técnica
SANTOS FC 11 X 0 BOTAFOGO RP

Data: 21 de novembro de 1964
Local: Vila Belmiro - Santos-SP
Público: 9.437 pagantes
Renda: Cr$ 14.210.800,00
Árbitro: Carlos Drumond da Costa

Gols
Santos FC: Pelé aos 3min, aos 8min, aos 16min, aos 38min e aos 40min, Pepe aos 19min e Coutinho aos 25min do primeiro tempo; Pelé aos 25min, aos 27min e aos 28min e Toninho Guerreiro aos 45min do segundo tempo.

Santos FC: Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Geraldino; Lima e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Pepe - Técnico: Lula

Botafogo RP: Galdino Machado; Ditinho, Élio Vieira e Tiri; Carlucci e Maciel; Zuino, Alex, Antoninho, Adalberto e Gazze - Técnico: Oswaldo Brandão

O título da Portuguesa Santista de 1964

O time campeão de 1964 da Portuguesa Santista

Neste 20 de novembro de 2016, a Portuguesa Santista está completando 99 anos de fundação. Para comemorar a data, O Curioso do Futebol recorda o título da mais Briosa do Campeonato Paulista da Intermediária de 1964, chamada de Primeira Divisão (a principal era conhecida como Especial), equivalente a atual Série A-2. A conquista da taça veio com uma vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta, em Campinas, já em março de 1965.

Na primeira fase, a Briosa caiu em um grupo com Bragantino, Nacional, Taubaté, Jabaquara, Paulista de Jundiaí e Irmãos Romano. Logo de cara, a Portuguesa mostrou que estava na briga pelo título, fazendo 17 pontos em 12 jogos, sendo sete vitórias, três empates e duas derrotas, passando em primeiro lugar em sua chave.

Na segunda fase, estavam os três melhores colocados das três chaves. Além da Portuguesa Santista, jogaram Bragantino, Nacional, Francana, Ponte Preta, Estrada Sorocabana, Rio Preto, Ferroviária e Votuporanguense. Em 16 jogos, a Briosa fez 25 pontos, sendo novamente a primeira, com 11 vitórias, três empates e duas derrotas.

Entrega das faixas para o time vencedor

O regulamento previa uma decisão com o segundo colocado da fase, que foi a Ponte Preta. Apenas o campeão conseguia o acesso para a divisão principal do Futebol Paulista. E não é que a Briosa nem precisou de um segundo jogo!

Em partida realizada no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, no dia 7 de março de 1965, logo aos 6 minutos, Lio tocou para Bába, que tocou para Samarone. O Diabo Loiro de Ulrico Mursa driblou o zagueiro, driblou o goleiro e fez o gol da Portuguesa, que venceu por 1 a 0 e conquistou o título da Intermediária de 1964.

Curiosidades

- Após a vitória contra a Ponte Preta, em Campinas, a terceira sobre o time na competição, criaram uma piada em Santos dizendo que a Portuguesa tinha a melhor panela de pressão do mundo, a única que conseguia cozinhar uma macaca em 90 minutos;

- Assim como no título deste ano, a Briosa fez dois clássicos contra o Jabaquara no campeonato de 1964, sendo que na partida com mando do Leão da Caneleira, o placar foi de 2 a 2, o mesmo de 2016.

- Outra coincidência interessante é que nos dois títulos estaduais da Portuguesa Santista, em 1964 e 2016, o time teve o artilheiro da competição. Na primeira conquista, Lio foi o goleador máximo do certame com 20 gols. Já em 2016, a honra ficou com William, com 19 tentos.

Vídeo com o gol de Samarone

Ficha Técnica

PONTE PRETA 0 X 1 PORTUGUESA SANTISTA

Data: 7 de março de 1965
Local: Estádio Moisés Lucarelli - Campinas-SP
Renda: Cr$ 31.901.000,00
Árbitro: Albino Zanferrari

Gol
Portuguesa Santista: Samarone, aos 6' do primeiro tempo.

Ponte Preta: Anibal (Fernandes), Valmir, Antoninho, Sebastião e Jurandir; Ivã e Urubatão; Jair, Da Silva, Almeida e Ari.

Portuguesa Santista: Cláudio; Alberto, Adelson, Osmar e Zé Carlos; Norberto e Pereirinha; Lio, Samarone, Valdir Teixeira e Babá.
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