Mostrando postagens com marcador Wembley. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wembley. Mostrar todas as postagens

Real Madrid marca duas vezes, vence o Borussia Dortmund e conquista a Champions League

Por Ricardo Pilotto
Foto: Divulgação/UEFA

Real venceu o Borussia

Na tarde deste sábado, 1, o Real Madrid conquistou a sua 15ª a Liga dos Campeões de 2024 da sua história ao bater o Borussia Dortmund por 2 a 0 no sagrado gramado de Wembley, em Londres. Os gols da vitória espanhola foram marcados por Carvajal e Vini Jr.

Embora tenha deixado a desejar no cenário nacional, a equipe alemã fez bonito na competição europeia. Passou como líder do chamado 'Grupo da Morte', e no mata-mata, despachou o PSV Eindhoven, o Atlético de Madrid e o Paris Saint-Germain, em jogos emocionantes. 

Já o time espanhol, que também terminou em primeiro da sua chave, teve um caminho um mais complicado para chegar a decisão. Afinal, os Merengues tiveram de passar por times como o RB Leipzig, o até então atual campeão Manchester City na disputa de pênaltis, e o Bayern de Munique.

O time aurinegro mostrou uma postura muito corajosa e foi superior aos Merengues em grande parte do primeiro tempo. Conseguiu pelo menos três grandes chances reais de gol e chegaram a acertar uma bola na trave do goleiro Cortouis através de Füllkrug.


Os madridistas, por sua vez, tiveram muitas dificuldades de partir para o ataque, apesar de ter ficado mais com a posse a bola.

Na etapa complementar, o Real Madrid melhorou e resolveu decidir o duelo já nos minutos finais. Em nove minutos, Carvajal, em jogada de bola parada, testou para o gol e abriu o placar. Nos 37', Vini Jr. aproveitou vacilo da defesa e fechou a vitória.

CBF anuncia Brasil x Inglaterra dia 23 de março de 2024

Com informações da CBF
Foto: divulgação

Wembley receberá a Seleção Brasileira

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já tem a data do primeiro jogo da Seleção Brasileira Masculina Principal no período da data FIFA de março de 2024. Será contra a Inglaterra, no dia 23 de março, no Estádio de Wembley.

Este será o primeiro jogo da Seleção Inglesa em seis anos contra uma equipe sul-americana. O último confronto entre Brasil e Inglaterra foi em 2017, em um empate sem gols.

Cumprindo uma promessa da atual gestão, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, já havia anunciado anteriormente que o Brasil irá jogar contra a Espanha, também em março de 2024.

Em março deste ano, houve ainda uma partida contra a Seleção do Marrocos, semifinalista da última Copa do Mundo FIFA, no Catar.


"O objetivo é sempre fechar jogos da Seleção Brasileira contra grandes equipes, especialmente equipes campeãs do mundo, para que possamos ter confrontos de alto nível técnico, que permitam também uma avaliação do desempenho da Seleção Brasileira em testes como estes. Nos jogos contra a Inglaterra e a Espanha, no ano que vem, teremos dois grandes clássicos do futebol mundial e, certamente, dois grandes espetáculos", afirmou Ednaldo Rodrigues.

Geoff Hurst e os três gols na final da Copa do Mundo de 1966

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Geoff Hurst foi o grande jogador da final da Copa do Mundo de 1966

Geoffrey Charles Hurst, mais conhecido como Geoff Hurst, nasceu em Ashton-under-Lyne, Reino Unido, no dia 8 de dezembro de 1940, fazendo história no futebol inglês e principalmente pela sua seleção. O atacante foi o herói do único título mundial inglês e também o único na história da competição a marcar três gols na decisão.

O atacante iniciou sua carreira profissional em 1959, com apenas 18 anos, atuando pelo West Ham, clube no qual ficou grande parte de sua carreira. Hurst desde o início já era convocado para a categoria de base da seleção, começou pelo sub-16 em 1959 e foi só progredindo,

O jogador fazia sucesso no futebol inglês, sendo uma grande estrela da sua equipe e mostrando todo seu potencial. Hurst decidiu grandes jogos pelo West Ham e ia a cada jogo se firmando mais no profissional. Em 1963, o atacante começou a ser chamado para a equipe profissional da seleção e começou a fazer parte do ciclo para a Copa do Mundo de 1966.

Hurst se firmou no time titular e se tornou a principal esperança de gol da seleção inglesa. A Copa de 1966 aconteceu na Inglaterra e todos tinham uma grande expectativa, pois a equipe tinha um bom time e entraria como uma das favoritas da competição.

Na primeira fase, a Inglaterra estava no Grupo A junto com Uruguai, México e França. Os ingleses se classificaram em primeiro lugar na chave, com duas vitórias e um empate. Nas quartas de finais, a Inglaterra enfrentou a Argentina e a partida foi muito complicada. O jogo foi muito pegado e sem grandes chances para os dois times, porém, na oportunidade que teve, Hurst conseguiu se decidir e marcou o gol da vitória aos 32 minutos do segundo tempo.

Já na semifinal, o time enfrentou Portugal, que seria uma partida complicada, pois o seu adversário tinha o artilheiro da competição e o melhor jogador do campeonato, que era o Eusébio. Porém, a Inglaterra conseguiu fazer um ótimo jogo, abrindo o placar na primeira etapa e consolidando a vitória no segundo tempo, garantiu a classificação para a decisão.

Na grande decisão, a Inglaterra enfrentou a Alemanha Ocidental, no Estádio Wembley, em Londres, com um público superior a 96 mil pessoas. A final foi muito agitada e com um grande equilíbrio, a Alemanha saiu na frente com Haller aos 12 minutos.

Logo na sequência a Inglaterra empatou com Hurst e o jogo ficou muito equilibrada. As duas equipes tiveram chances durante toda a final, mas algumas vezes ficaram com medo de arriscar. Aos 33 minutos, Peters virou a partida para os ingleses, mas aos 44 minutos, a Alemanha conseguiu o empate com Weber e levou o jogo para a prorrogação.


A prorrogação gerou uma grande polêmica e muitos dizem que mudou o rumo da decisão. Aos 6 minutos, Hurst chutou e a bola bateu no travessão, mas acabou quicando exatamente sobre a linha e o árbitro assinalou o gol para a Inglaterra. Com a desvantagem no placar, a Alemanha teve que se expor e isso prejudicou a equipe.

Com os alemães se expondo, a partida ficou com muitos espaços para a Inglaterra, que conseguiu aproveitar. Já no segundo tempo da prorrogação, aos 15 minutos, Hurst conseguiu um feito histórico, marcou mais um gol, consolidando o título e se tornando o primeiro e único jogador a marcar um hat-trick na final da Copa do Mundo.

Inglaterra vence Alemanha na prorrogação e é campeã da Euro Feminina

Com informações do GE.com
Foto: Shaun Botterill/Getty Images

Comemoração das inglesas

Em um Wembley lotado, neste domingo, a Inglaterra ganhou da Alemanha por 2 a 1, na prorrogação, e sagrou-se campeã da Eurocopa Feminina 2022. Este foi o primeiro título europeu das inglesas, que participaram do torneio apenas em três edições (1984, 2009 e 2022). Já as alemãs, vencedoras em 8 de 13 edições, amargaram pela primeira vez o vice-campeonato.

Além de ter sido o primeiro grande título das meninas inglesas, a conquista da Euro Feminina pôs fim em um longo de jejum da Inglaterra no futebol, que não era campeã desde a Copa do Mundo masculina de 1966, contra a Alemanha, também na prorrogação. Em 2021, também em Wembley lotado, os meninos da Inglaterra perderam nos pênaltis a Eurocopa para a Itália.

Inglaterra e Alemanha entregaram tudo o que se esperava de uma final de Eurocopa. Intensidade, velocidade, disposição e muita emoção. Impulsionadas por um Wembley absolutamente lotado, as Lioness começaram melhor, sendo mais agressivas, propondo o jogo e colocando a defesa alemã em perigo. Ellen White, por exemplo, perdeu duas grandes chances de abrir o placar. A Alemanha, que perdeu Alex Popp - artilheira da Eurocopa Feminina com seis gols, ao lado da inglesa Beth Mead - no aquecimento, por sua vez, tentava pressionar a saída de bola das anfitriãs, mas sem muita organização.

No segundo tempo, Wassmuth entrou na Alemanha e teve uma enorme chance de marcar, logo nos primeiros minutos, ao sair em velocidade na cara da goleira, mas finalizou muito mal. Em seguida, Magull deu de biquinho, que tirou tinta da trave.

Mas, através de um lindo lançamento de Walsh, Toone avançou em velocidade nas costas da zaga e mostrou frieza e extrema qualidade para dar um toquinho por cima da goleira para abrir o placar para a Inglaterra, aos 17 minutos.


Porém, a Alemanha não se abateu e passou a pressionar as anfitriãs. Magull acertou a trave, mas, aos 34 minutos, aproveitou o cruzamento perfeito de Wassmuth para desviar para o fundo do gol inglês e decretar o empate.

Na prorrogação, a Alemanha aumentou a sua posse de bola e exigiu demais do estado físico das inglesas, que precisaram correr ainda mais em campo. Mas, no segundo tempo do tempo extra, Hemp cobrou escanteio e, após- bate-rebate na área, Chloe Kelly - que entrou no lugar da artilheira Beth Mead - mostrou oportunismo para se esticar toda na pequena área, aos cinco minutos e garantir o triunfo da Inglaterra.

Nos pênaltis, Liverpool bate Chelsea em primeira final sem Abrahmovic e é campeão da Copa da Liga

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

Chelsea e Liverpool fizeram um 0 a 0 sensacional em Wembley

O Liverpool conquistou o primeiro título da temporada 2021/2022. Na primeira decisão do Chelsea sem Abrahmovic no comando, os Blues resistiram com Mendy aos ataques dos Reds, perderam chances também, num 0 a 0 mentiroso na tarde de domingo, dia 27, no Wembley. Nos pênaltis, uma eternidade, um jogo que parecia não terminar, até Kepa, que só entrou para a decisão nos penais, perder e dar a taça, a nona taça da Copa da Liga Inglesa ao Liverpool. É o primeiro título de copa doméstica de Jurgen Klopp no comando do maior clube inglês. 

O Chelsea, sempre forte em copas sob a batuta de Tuchel, havia chegado até esta final, a primeira da história dos Blues sem Romam Abrahmovic como principal dono do time desde que o russo comprou a instituição, após bater o Tottenham nas semifinais. Já o Liverpool, que sob Klopp sempre pareceu ter certo desprezo pelas copas nacionais, chegou após bater o Arsenal com certa facilidade nas semifinais, depois de uma classificação histórica na fase anterior sobre o Leicester. 

O Liverpool teve uma baixa fortíssima antes mesmo da bola rolar, com Thiago Alcântara sentido no aquecimento e ficando de fora da decisão. Goleiro jovem, mais usado nas copas, Kelleher teve seu primeiro teste de fogo com cinco minutos, tendo de defender de maneira espetacular um chute a queima roupa de Havertz. O Chelsea era melhor no início e o time de Klopp parecia nervoso e sem conexão. A primeira chance, aos 18', assustou muito, com um tradicional passe aéreo de Arnold para Mané cabecear muito mal, sozinho. Aos poucos, os Reds tomaram o controle e aos 29', Mendy praticou dois milagres para evitar o primeiro gol. Depois de vários minutos travados, Azpilicueta assustou muito num chute de fora aos 41 minutos. Aos 44', Mount perdeu uma chance inacreditável, sozinho, no meio da área. O primeiro tempo terminou sem gols

Na etapa final, o Chelsea voltou melhor e aos três minutos, Mount perdeu a chance mais clara do jogo, mandando na trave cara a cara com Kelleher. Aos 12', Mount teve outra boa chance, mas parou em Kelleher, o segundo tempo tinha tons azuis. Só que o Liverpool é perigoso e aos 18', Mendy errou feio, lançou muito mal e no contra-ataque, Salah faria o primeiro não fosse a intervenção certeira de Thiago Silva. Os Reds chegaram a marcar aos 20', numa combinação tripla perfeita entre Arnold, Mané e Matip, mas Van Djik, impedido, impediu Rudiguer de se movimentar, anulando o gol. Aos 30', Mendy parou outro gol certo, dessa vez do infernal Diaz. Aos 32', foi a vez do Chelsea ter um gol anulado, com a cabeçada de Havertz. Aos 40', Mendy evitou outro gol certo em chute de Diaz. O jogo era agitadíssimo e o 0 a 0 era mentiroso. Nos acréscimos, o goleiro senegalês do Chelsea fez outra defesa incrível, em uma cabeçada mortal de Salah. A prorrogação só existiu graças a Mendy. 

Na prorrogação, a primeira chance foi de Werner, quase marcando para o Chelsea. Aos 7', Lukaku chegou a marcar, mais novamente o gol foi anulado. No resto do primeiro tempo, domínio azul e pouca resistência vermelha, sem muitas boas chances além de um chute perigoso de Werner para longe da meta de Kelleher. Aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação, Havertz marcou, mas novamente o gol foi anulado por impedimento. O Chelsea estava muito mais inteiro. Mendy acabou saindo no final da prorrogação para Kepa vir para os pênaltis. 


Nos pênaltis, Milner abriu acertando, Marcos Alonso também, Fabinho cavou pro gol na segunda batida, Lukaku marcou também, Van Djik acertou a terceira, assim como Havertz, Arnold fez a quarta batida, a batida de James também foi perfeita, Salah bateu a quinta com muita categoria para acertar o quinto, Jorginho deixou tudo igual novamente. Nas alternadas, Jota mandou no meio do gol e acertou e Rudiguer também. Origi acertou, igualmente a Kanté. Robertson acertou, igualmente a Werner. Elliot marcou a nona, Thiago Silva marcou também. Na décima, Konaté bateu e Kepa quase pegou, mas ela entrou. Chalobah marcou, o que botou os goleiros pra batida. Kelleher fez uma cobrança espetacular e marcou, Kepa jogou na lua o título do Chelsea, e deu a taça ao Liverpool. 

Agora, ambos voltam as atenções para a outra copa doméstica, a antiga e tradicionalíssima Copa da Inglaterra. Os Blues visitam o Luton Town, na quarta, dia 2, as 16h15, no horário de Brasília. Os Reds jogam contra o Norwich, também como visitantes, uma hora mais tarde. 

It's Coming Rome! A Itália é campeã da Eurocopa batendo a Inglaterra nos pênaltis dentro de Londres

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Eurocopa

A Itália pela segunda vez é campeã europeia

Silêncio e tristeza em Wembley, pelo menos da maioria. O futebol não está voltando para casa, está indo a Roma. A Itália, renascida, forte de novo, que joga ofensivamente, que quer a bola, que quis o título é campeã da Eurocopa. Mesmo jogando em Wembley, diante de uma multidão torcendo pelo inédito título inglês, os italianos buscaram o empate por 1 a 1 no tempo normal e venceram por 3 a 2 nos pênaltis, fazendo a festa da minoria, colocando água no chopp da festa que estava pronta em Londres. Acima de tudo, dando um recado ao mundo: a Azzurra, gigante, forte, protagonista está de volta. 

A Inglaterra, desesperada por deixar a taça em Wembley, chegou a decisão ao bater a sensação dinamarquesa por 2 a 1 nas semifinais, com o gol de pênalti de Harry Kane na prorrogação. A Itália, de grande futebol ao longo da competição, sofreu mas deixou pelo caminho a Espanha, vencendo nos pênaltis a Fúria, que surpreendeu ao chegar tão longe. 

A Inglaterra começou o jogo como sonhava, com um gol logo no começo de jogo numa bela jogada armada pelo English Team e finalizada pelo ótimo Luke Shaw. A partir daí, o jogo ficou travado, truncado, disputado, sangrado como uma final deve ser. Poucas chances, de ambos os lados, mas quem crescia no final do primeiro tempo era o time italiano, que sofria para penetrar na bem armada defesa do time que genuinamente é o da casa. O primeiro tempo, disputado e pouco técnico terminou com a taça caminhando-se para ficar em Londres. 

Na etapa final, a equipe de Southgate abriu mão do jogo, passou a se defender e esperar a Itália, que hoje gosta da bola, gosta de atacar, gosta de ter a posse. Foram chances criadas e paradas por Pickford, chances onde a defesa dos Three Lions permaneceu, até que num escanteio, o goleirão do Everton chegou a fazer outra defesaça, mas a bola ainda estourou na trave antes de sobrar limpa para Bonucci deixar tudo igual. A partir daí, quem chegou mais perto de vencer a final foi a Azzurra, mas o jogo terminou empatado. O passeio estatístico italiano não se refletiu no placar, pelo menos nos 90 minutos. 

A prorrogação foi em sua integridade aberta. Pickford trabalhou mais, mas a equipe da casa tentou também "machucar" a Itália. O peso de uma temporada inteira e uma Eurocopa intensa começava a cobrar o preço a todos os jogadores e o corpo não respondia mais os comandos do cérebro. Era curioso, porém, o cenário que se formou no finalzinho do tempo extra, quando a Itália, sim, a Itália, passou a atacar e os inventores do futebol a se defender. A decisão seria mesmo nos pênaltis. 


Na marca da cal, Berardi abriu marcando para os italianos, assim como Kane para os ingleses. Belotti parou em Pickford, batendo muito mal e viu Maguire dar uma aula de cobrança de pênalti para colocar o time da casa na frente. A cobrança de Bonnucci só entrou pois ele bateu bem demais e na sequência Rashford, que entrou para bater, tirou demais, acertou a trave e deu a chance da Azzurra empatar, o que ocorreu com Bernadeschi. Sancho, que também entrou só para os pênaltis, parou em Donarumma. Jorginho, com categoria, foi bem, mas parou em Pickford também. Mas Sakha também perdeu, para festa dos italianos. It's coming Rome. A Itália é campeã europeia pela segunda vez.

Itália e Espanha voltaram as raízes, então foram os pênaltis que colocaram a Azzurra na final da Eurocopa

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/UEFA Euro 2020

Itália e Espanha voltaram as raízes para definirem as semifinais

A Itália se caracterizou nesta Eurocopa por um futebol envolvente, ofensivo e bonito. A Azzurra tinha uma das melhores médias de posse de bola, o melhor ataque, um dos maiores números de passes trocados. A Espanha, de Luis Henrique, cede pouco espaço aos adversários, pressiona e tem a bola. Nesta terça-feira, dia 6, em Wembley, a Azzurra foi defensiva e rápida no contra-ataque e a Espanha teve a bola e buscou a ofensividade. Os pênaltis, porém, classificaram a Itália, novamente na decisão depois de 9 anos.

Dando show em boa parte do torneio, os italianos chegavam a semifinal depois de bater o bom time belga por 2 a 1, enquanto a Espanha sofreu e precisou suar sangue para eliminar a Suíça nos pênaltis, contando com os erros do time da terra do relógio. Não havia, porém, como haver um favorito para conquistar a vaga na decisão.

No primeiro tempo, a Itália, no português claro, não viu a bola. A Fúria teve a posse da redonda, buscou o ataque, obrigou Donarumma a trabalhar, porém sofreu para entrar na defesa italiana. O lado azul tentava no contra-ataque e ofereceu perigo num lance de Barella onde o interista estava impedido, mas mandou um balaço na trave. No resto do jogo, na etapa inicial mais atacaram os espanhóis, que não chegaram perto do gol. Agitado, porém sem grandes chances na parte final.

Na etapa final, porém, o jogo foi mais aberto, com as duas equipes se atacando mutuamente. O que talvez sobrasse aos italianos faltou a Espanha e quando Chiesa acertou o gol de maneira maravilhosa é até injusto culpar Simón, que nada pode fazer no lindo chute do atleta da Fiorentina emprestado a Juventus. Ele, porém, evitou um gol certo italiano em outro momento, além de defender um ótimo chute de Berardi. Quando parecia que prevaleceria a Itália de raiz, que se defendia, que contra-atacava, Morata, redimido, marcou um gol típico de centro-avante para empatar o jogo. 1 a 1 e prorrogação em Londres.

No tempo extra, pouco ambos os times fizeram, parecendo aguardar a chegada dos pênaltis, seja pelo medo de se arriscar ou pelo cansaço, provavelmente pelos dois. Pelo cansaço, a Fúria tentou vencer, mas tampouco conseguia prevalecer já que faltava criatividade. Parecia claro que ia para os pênaltis e foi. Antes dele, a curiosa e bonita cena da resenha entre Chiellini e Alba, com risadas e distração, antes do momento mais tenso do futebol.


Pênaltis e Locatelli começou chutando para defesa de Simón, porém, na sequência, foi a vez de Olmo jogar a bola para o espaço. A partir daí, a perfeição veio em ambos os lados, com o deboche técnico de Thiago Alcântara batendo um pênalti como se fora caminhar para comprar pão. Até que chegou a vez de Morata, tão criticado, responsável por levar a Fúria até ali. Donarumma cresceu, defendeu o pênalti e Jorginho, com outra dose cavalar de deboche e de nojo praticamente rolou a bola para o gol e para a classificação italiana. Hoje é dia de Pizza e de Pasta em Londres.

A estreia de Raí pela Seleção Brasileira

Foto: Juha Tamminen

Raí, entre Edu Marangon e Valdo, em um de seus primeiros jogos pela Seleção

Raí Souza Vieira de Oliveira , o ex-meia revelado pelo Botafogo de Ribeirão Preto e um dos maiores ídolos da história do São Paulo e Paris Saint-Germain, está completando 56 anos neste 15 de maio de 2021. Dias depois de completar 22 anos, mais precisamente em 19 de maio de 1987, ainda como jogador do Pantera, ele faria sua estreia pela Seleção Brasileira, no Wembley, em um empate em 1 a 1 contra a Inglaterra, pela Copa Stanley Rous.

Nascido em 15 de maio de 1965, Raí, irmão mais novo do também meia e craque Sócrates, assim como seu "mano", começou nas categorias de base do Botafogo de Ribeirão Preto. Ele teve uma passagem-relâmpago pela Ponte Preta de Campinas: se contundiu várias vezes e acabou voltando para o Tricolor do Interior. Nessa época, foi treinado pelo uruguaio Pedro Rocha, que viu em Raí uma dinâmica de jogo diferente e apostou no seu talento.

Com o estímulo, Raí foi melhorando o futebol e mesmo ainda atuando no Botafogo, chamou a atenção do treinador Carlos Alberto Silva e acabou se tornando um dos poucos jogadores de futebol de um clube do interior a chegar à Seleção Brasileira.

E sua estreia não poderia ser em um palco mais brilhante: o Wembley. No dia 19 de maio de 1987, o Brasil estreava na Copa Stanley Rous enfrentando a Inglaterra. Raí, começou no banco de reservas e, ao longo da partida, entrou no lugar de Edu Marangon.

O jogo contou com a presença de 92 mil torcedores. e Gary Lineker abriu o placar para os donos da casa e, no minuto seguinte, Mirandinha empatou para o Brasil. O cearanse Mirandinha, da cidade de Chaval, foi o autor do gol que nem Pelé conseguiu fazer, em Wembley. Devido à façanha, foi o primeiro jogador brasileiro a ser contratado pelo futebol inglês. Ele abriu as portas para transferência que hoje são muitas para a Inglaterra.


Mas voltando a Raí, ele foi bem nos minutos que jogou e foi melhor ainda no amistoso contra a Irlanda do Norte quatro dias depois, quando a Seleção Brasileira acabou perdendo por 1 a 0. Mas no segundo jogo pela Copa Stanley Rous, contra a Escócia, em 26 de maio, ele foi titular e marcou um dos gols da vitória por 2 a 0, que deu o título do torneio ao Brasil. Era a primeira vez que um selecionado não britânico conquistava o título da competição.

Depois, a história de Raí só cresceu. Ele foi contratado pelo São Paulo, onde virou ídolo. Apesar de não ter ido à Copa de 1990, virou o principal jogador e capitão da Seleção no início do trabalho de Carlos Alberto Parreira, em 1991. Chegou ao Mundial de 1994, já como jogador do Paris Saint-Germain, como titular e "faixa", fez gol na estreia, mas foi para o banco ao longo do torneio. Porém, sagrou-se campeão mundial. E esta história começou em 19 de maio de 1987, no Wembley.

Djalma Santos e a Seleção da Fifa em 1963

Por Lucas Paes
Foto: arquivo Fifa

Djalma Santos foi o primeiro brasileiro à jogar por uma Seleção do Mundo


Idealizada ainda nos anos 1930, a Seleção do Resto do Mundo da FIFA é um time criado pela instituição máxima do futebol mundial para fazer jogos amistosos, principalmente nos últimos tempos em aspectos filantrópicos, mas inicialmente em jogos comemorativos. Apesar da idealização antiga, a ideia só entrou de fato em execução no ano de 1963, no dia 23 de outubro, quando um amistoso entre Inglaterra e Seleção do Resto do Mundo foi realizado no lendário Wembley para comemorar os 100 anos da criação das regras do futebol.

Naquele ano, o adversário da "Seleção do Mundo" foi a Inglaterra. Os ingleses, na época ainda buscando um primeiro titulo mundial, começavam a montar o esqueleto base do time que ganharia o Mundo jogando em casa em 1966. Diversos times tinham representantes naquela seleção, numa época em que a Liga Inglesa não tinha nenhum super time, mas tinha bons jogadores.

Djalma Santos era um dos jogadores mais leais que já houve na posição de lateral direito, morrendo sem conhecer uma expulsão em sua carreira. Acabou por ser o único brasileiro convocado pelo chileno Fernando Riera, fato que causou estranheza, pois o Brasil era o atual bi-campeão mundial. Pelé, por exemplo, não foi por lesão. O outro sul-americano do time era o chileno Eyzaguirre, da mesma posição de Djalma Santos. Di Stefano estava no time, mas já era naturalizado espanhol.

Entre os principais destaques da Seleção do Resto do Mundo tinhamos Yashin, da União Soviética, Masopust, da Tchecoslováquia, Kopa, da França, Eusébio e Gento. No banco, estava um tal de Puskas. Do lado inglês, o craque Bobby Charlton, Bobby Moore, Jimmy Greaves e, é claro, o paredão Gorgon Banks. Boa parte do time era a base do que seria campeão mundial três anos depois. Alf Ramsey era o comandante dos ingleses.


A Inglaterra entrou com seu tradicional uniforme com camisas brancas, calções azuis e meias brancas, enquanto o time do Resto do Mundo veio de camisa azul, calção branco e meias azuis, uniforme pelo qual ficaria conhecido. O jogo em sí foi bastante equilibrado, com chances para os dois lados. Porém, poucas de fato perigosas. Enquanto a Inglaterra, vendo Charlton ser bem marcado por Djalma Santos, não conseguia oferecer muitos problemas a Yashin, o time mundial também pouco fazia, apesar de conseguir obrigar Banks à fazer boa defesa. Foi Greaves quem criou a primeira boa chance inglesa, em chance defendida por Yashin. Djalma Santos se destacava com a marcação pelo seu lado.

Por sinal, as poucas chances que a Inglaterra conseguiu criar pararam em Banks, enquanto o time do resto do mundo teve, além da boa defesa de Banks, um gol incrivel perdido por Dennis Law, praticamente embaixo da meta, chutando para muito longe um cruzamento. A primeira etapa terminou sem gols e com o fim dela terminou a participação de Djalma Santos, substituido justamente por Eyzaguirre. O brasileiro fez bom jogo na primeira etapa, sendo responsável principal pela participação praticamente nula de Bobby Charlton no duelo. 

Na etapa final, com quatro mudanças em cada time, a Inglaterra poderia ter pulado na frente em linda jogada de Greaves, que, meio a là Messi, driblou três, sofrendo uma falta no meio do lance, o goleiro e fez o gol. Porém, o juiz já havia marcado a falta, anulando o gol. Depois, foi a vez de Di Stefano quase abrir o placar em uma pancada defendida a queima roupa por Banks. Aos 21', a Inglaterra finalmente pulou na frente, com Paine, após bola disputada por Greaves.

Melhores momentos do duelo

Depois dos ingleses desperdiçarem algumas chances, o empate veio com Law, em rebote da defesa. Após tanto insistir, os donos da casa só conseguiram o segundo aos 42' do segundo tempo, em rebote do goleiro Soskic, que substituiu Yashin, e chute de Greaves para as redes. O placar terminou em 2 a 1 para a Inglaterra contra a Seleção do Mundo. Seria o primeiro de diversos da Seleção do Resto do Mundo, que diminuiu muito o número de partidas em tempos mais recentes.

Djalma Santos foi o primeiro brasileiro à jogar nessa equipe. O país só voltaria a ter outro jogador na Seleção do Resto do Mundo em 1979. Antes, dos três jogos que a equipe fez, dois foram justamente contra a Seleção Brasileira. Ficou a marca na história para um lateral que terminou a carreira e deixou o legado de ser um dos jogadores mais leais da posição.

A defesa do escorpião de Higuita, no Wembley, em 1995

René Higuita fazendo o movimento para a defesa do escorpião, que ficou famosa

O goleiro colombiano René Higuita foi um dos mais famosos jogadores dos anos 80 e 90 na América do Sul. Tudo bem, ele não era um arqueiro fraco, longe disso, mas sua fama vinha mais do seu jeito folclórico, seu cabelo comprido e seu jeito de jogar, sempre adiantado, quase como um líbero, trabalhando muito com os pés, algo raríssimo na época.

Tudo bem que esta forma de jogar, às vezes irresponsável, já ajudou e também atrapalhou o Atlético Nacional, seu time em seu auge, e a Seleção Colombiana. René Higuita sempre cobrava pênaltis, o que não era comum, mas sair da área com a bola nos pés foi um dos responsáveis pela eliminação da Colômbia na Copa de 1990, quando René Higuita perdeu a bola para o atacante camaronês Roger Milla.

Mas o tema deste texto aconteceu mesmo em 1995. Acusado de ter feito parte de um sequestro, Higuita foi preso em 1993 mas, ao provar sua inocência, foi solto logo em seguida. Porém, isto lhe causou ficar de fora da Seleção Colombiana que disputou a Copa de 1994. Depois do vexame dos cafeeiros no Mundial, o exótico goleiro voltou para o time. Porém, ninguém imaginaria o que ele iria fazer no dia 6 de setembro de 1995, em pleno mítico Estádio Wembley.

A defesa que fez todos aplaudirem Higuita

A Colômbia enfrentava a Inglaterra, em um jogo morno, quando aos 21 minutos do primeiro tempo, uma defesa de Higuita entrava para a história do futebol. se aproveitou de um cruzamento mal feito de Jamie Redknapp que tomou o rumo do gol para se eternizar no mítico estádio britânico. O goleiro deu um passo para trás, calculou a altura da bola e jogou as pernas para trás, acertando a bola com os dois calcanhares, em um movimento de extrema plasticidade.

Todos os presentes aplaudiram a 'maluquice' do goleiro. Porém, isto não era novidade para os colombianos, mas não em uma partida, mesmo que amistosa. Em 1990, René Higuita foi o garoto propaganda do suco em pó Frutiño, onde no vídeo promocional, ele aparecia jogando futebol com as crianças e, acreditem, ele faz a mesma defesa.

Bom, voltando ao jogo, o mais interessante que aconteceu foi mesmo a defesa do colombiano e a partida terminou com o placar de 0 a 0. Já o vídeo do lance de Higuita no Wembley rodou o mundo e até hoje é lembrado como uma das imagens mais marcantes da história do futebol e a defesa ganhou o nome de "Escorpião", pois o movimento parece com o feito pelo animal. Porém, na Colômbia, por causa da propaganda, muitos a chamam de "defesa frutiño".

O comercial do suco Frutiño

Ficha Técnica
INGLATERRA 0 X 0 COLÔMBIA

Data: 6 de setembro de 1995
Local: Estádio Wembley - Londres - Inglaterra
Público: 20 mil pessoas
Árbitro: Marc Batta (França)

Inglaterra: David Seaman; Gary Neville, Tony Adams, Steve Howey e Graeme Le Saux; Paul Gascoine (Rob Lee), Steve McManaman, Jamie Redknapp (John Barnes) e Dennis Wise; Nick Barmby e Alan Shearer  (Teddy Sheringham) - Técnico: Terry Venables

Colômbia: René Higuita; Jorge Hernan Bermudez, Alexis Mendonza, Wilson Perez e José Fernando Santa; Leonel Alvarez, Harold Lozano (Luiz Manoel Quiñonez), Freddy Rincón e Carlos Valderrama; Faustino Asprilla e Ivan Valenciano - Técnico: Hernán Dario Gomez
Proxima  → Inicio

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações