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Há 60 anos, Santos batia o Milan e conquistava o bicampeonato mundial

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Santos bateu o Milan na final de 1963

Existem times de futebol que são quase como entidades sagradas do esporte bretão tamanha o nível de história que fizeram. Existem vários exemplos de clubes e seleções que entram nessa conta, como os casos do Brasil de 1970, a Holanda do Carrossel, o Ajax de Cruyff, o recente Barcelona de Guardiola. Uma dessas entidades do futebol foi o Santos de Pelé, que assombrou o planeta nos anos 1960. No dia 16 de novembro de 1963, o Alvinegro Praiano se sagrou bicampeão mundial, batendo o Milan no Maracanã. 

O Santos chegou para aquela competição vindo do início do apogeu do maior time de sua história (e do time que para muitos é o maior da história do esporte bretão). O Alvinegro Praiano fora campeão da Libertadores em 1962 diante do Peñarol e havia surrado o Benfica na decisão do Mundial do ano anterior. Em setembro daquele ano de 1963, derrotou o Boca na decisão da Libertadores e assim chegou a final diante do Milan.

O Rossonero por sua vez havia conquistado o título europeu pela primeira das sete vezes em que venceria ao longo de sua história. O time italiano tinha em sua equipe nomes como Trapattoni, Rivera, Altafini e os brasileiros Dino Sani e Amarildo. A equipe havia batido na decisão o Benfica, de Eusébio, que justamente havia perdido o mundial anterior para o Santos, em Londres. 

Naquela época, o Mundial era decidido com jogos de ida e volta que poderiam ainda gerar o terceiro jogo desempate, situação que ocorreria naquele torneio. Por sorteio, o segundo jogo foi no Brasil e o terceiro também seria. Na ida, em um San Siro lotado, o Rossonero venceu por 4 a 2, com Trapattoni, Amarildo e Mora marcando, enquanto Pelé fez os dois gols santistas. O Rei do Futebol, porém, não jogaria mais naquele ano devido as lesões que já enfrentava em 1963. 

No segundo jogo, diante de 130 mil presentes no Maracanã, o Milan não se intimidou e logo abriu 2 a 0, com Mazzolla e Mora. Na etapa final, o Peixe voltou mordendo e com gols de Pepe, Almir Pernambuquinho e Lima forçou o terceiro jogo ao bater o Milan pelo mesmo placar de 4 a 2. A final, então, acabaria ocorrendo no dia 16 de novembro, de novo no Maracanã, quase uma casa do Santos naqueles anos. 


Mais de 120 mil pessoas estiveram no Maracanã aquela noite e viram um jogo bastante disputado e travado entre santistas e milanistas. O Peixe sentia muito a ausência de Pelé, enquanto o Milan tinha suas ações travadas pela ótima atuação defensiva do Santos. O Peixe chegou a ficar com um a menos com a expulsão de Ismael, mas antes disso conseguiu abrir o placar ainda no primeiro tempo, num pênalti convertido pelo zagueiro Dalmo. Aquele seria o gol do título santista. O segundo e último do mundial. 

Até hoje há histórias sobre supostas situações envolvendo suborno de arbitragem ou de que jogadores do Santos jogaram dopados a decisão, mas nada foi comprovado. O Peixe voltaria a ganhar um título continental apenas em 2011, quando foi goleado pelo Barcelona na final do já novo Mundial de Clubes da FIFA. O Milan, por sua vez, venceria outras seis vezes a Liga dos Campeões e tem quatro títulos mundiais, mas sequer chega perto de vencer uma Liga dos Campeões desde 2007.  

Os títulos uruguaios de Zezé Moreira comandado o Nacional

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zezé Moreira teve grande carreira como treinador

Além de um jogador de grande história, principalmente vestindo a camisa do Botafogo, o carioca Zezé Moreira, que estaria completando 106 anos neste dia 16, teve uma enorme carreira fora das quatro linhas, sendo um dos grandes treinadores brasileiros na história do futebol, sendo inclusive campeão da Libertadores no comando do Cruzeiro. Além disso, outro time onde o brasuca teve sucesso foi no Nacional, onde conquistou dois títulos uruguaios.

A primeira passagem de Zezé Moreira no Bolso veio quando o brasileiro já havia passado pelo futebol chileno. Acabou por não conquistar títulos por lá, mas saiu bastante considerado pelo Nacional, que vivia um período complicado dentro do Uruguai, numa época dominada pelo seu arquirrival Penãrol, que dominava inclusive o cenário da América do Sul na Libertadores naqueles anos. 

Zezé teve no Nacional um ano iluminado. Conseguiu fazer com que um time que não tinha os mesmos valores técnicos que os rivais aurinegros fizesse grande campanha, com apenas duas derrotas e 15 vitórias ao longo da competição, além de um empate, em 18 jogos disputados. O título acabou vindo mesmo com as duas derrotas em clássicos para o Peñarol, que teve o artilheiro Pedro Rocha, mas não levou o título. No total, segundo números da Wikipedia, em sua primeira passagem, Zezé venceu 30 jogos, empatou quatro e perdeu cinco pelo Bolso.

Voltaria ao gigante uruguaio seis anos depois, depois de passar por Vasco, Corinthians e Sport. Voltou com grande expectativa do torcedor e em seu primeiro ano, já fez boa campanha, mas não conseguiu levar o Bolso ao título uruguaio. Acabou repetindo o feito de 1963 no ano seguinte, inclusive desta vez vencendo o clássico diante dos aurinegros. A conquista veio de forma invicta, com 16 vitórias e quatro empates em 20 jogos, num ano onde o argentino Artime foi infernal com 24 gols na artilharia, mais da metade dos 47 do Bolso na competição e uma média de mais de um por jogo.


No total, fechou sua segunda passagem com 35 vitórias, 17 empates e sete derrotas. É considerado um dos grandes nomes da história do clube entre os treinadores. Zezé Moreira foi treinador até 1981. O histórico jogador e treinador nos deixou no dia 10 de abril de 1998, aos 90 anos de idade, sendo homenageado por vários dos clubes pelos quais fez história, incluindo o Bolso. 

A marcante passagem de Didi no Sporting Cristal

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Didi no Sporting Cristal

Conhecido pelo marcante chute da "folha seca", que inclusive gerou seu apelido histórico pelo que ficou conhecido, o meia brasileiro Didi, que completaria seus 85 anos neste dia 7, foi um dos maiores nomes da Seleção Canarinho nas conquistas das Copas do Mundo de 1958 e 1962. Dono de grande qualidade técnica, além do chute pelo qual ficou conhecido, Didi passou por diversos clubes ao longo de sua carreira e viveu momento marcante e que mudou sua vida quando foi jogador e treinador do na época há pouco fundado Sporting Cristal ao mesmo tempo, em 1963.

Chegava já muito experiente ao time peruano, e com isso o tradicional clube resolveu matar "dois" coelhos com uma machadada só, como diz a expressão popular e trouxe o brasuca também para o comando do time. Ou seja, além de reforçar a equipe, Didi seria também de certa forma o comandante do time.

Dentro de campo, Didi teve grandes atuações com a camisa dos Cerveceros, marcando a torcida devido a seus gols e assistências. A idade não atrapalhou o desempenho do craque brasuca, que fez grandes partidas com a camisa da equipe e ainda comandou a equipe até um vice-campeonato nacional. Na época, não conseguiu superar o Alianza Lima na luta pelo título.


Encerrou sua passagem no Sporting Cristal ao fim de 1963, retornando ao futebol brasileiro para jogar pelo Botafogo. Segundo números da Wikipedia, Didi esteve em campo em 60 jogos pelo clube, marcando um total de 15 gols. O Folha Seca seguiria nas funções de treinador e jogador nas passagens seguintes da carreira, exceto no curto período em que esteve no São Paulo em 1964.

Sua ligação com os Celestes não se encerraria em 1964. Em 1967, já aposentado, retornaria na prancheta para comandar o clube rumo ao terceiro título peruano na temporada de 1968. Sua boa campanha o garantiu como comandante da Seleção Peruana que faria bonito em 1970 no México, caindo nas quartas da Copa do Mundo para o Brasil. 

Há 60 anos, Santos fazia história e vencia Boca na Bombonera para ganhar a sua segunda Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Coutinho marca na Bombonera

O Santos vive maus bocados nos tempos atuais, mas tem lembranças incríveis neste dia 11 de setembro. Com a geração de Pelé, Pepe, Coutinho e cia, há 60 anos, em uma noite intimidadora na La Bombonera, o maior time da história do Alvinegro Praiano (e talvez da história do futebol) não se intimidou e bateu o Boca Júniors dentro de sua casa para conquistar o seu segundo título da Libertadores seguido, numa das poucas vezes onde um brasileiro vitimou os Xeneizes lá dentro.

O Santos entrou naquela Libertadores diretamente na semifinal pelo fato de ser o atual campeão da competição, diferente do Boca que jogou a competição desde o início. O Alvinegro havia batido o Botafogo na semifinal simplesmente fazendo 4 a 0 dentro do Maracanã depois de um 1 a 1 que deixou o time botafoguense de Garrincha empolgado em São Paulo. O Boca passou primeiro por um grupo com Olímpia e Universidad de Chile antes de eliminar o Peñarol nas semifinais.

Naquele dia, na Bombonera, o time azul e amarelo jogava empolgado. Na ida, no Maracanã, o time Xeneizie havia saído perdendo por 3 a 0 em questão de poucos minutos e buscou com Sanfilippo um placar de 3 a 2 que era, pelo menos na teoria, tranquilo para se reverter dentro da Bombonera. O palco estava armado para festa de uma torcida que já naqueles idos fazia do acanhado estádio um verdadeiro inferno para qualquer adversário.

E o Boca, diante de uma pressão insana da torcida, foi para cima, mas o primeiro tempo foi travado e teve pouca criatividade de ambos os lados. Os dois times sabiam jogar, mas o Boca também sabia parar o Peixe na base das faltas. No início do segundo tempo, Sanfilippo aproveitou uma bola sobrada na área e explodiu o estádio abrindo o placar para o Boca.

Só que o Peixe precisou de apenas dois minutos para jogar um silenciador na Bombonera. O time argentino errou feio na saída de bola e rapidamente ela chegou em Pelé, que recebeu e achou Coutinho livre, leve e solto para empatar a partida. A partir daí, o time alvinegro foi ligeiramente melhor em campo e já no finalzinho, aos 37 minutos da etapa final, Pelé recebeu, deu um lindo corte em dois defensores adversários e tocou no cantinho de Errea, marcando o segundo, fechando o placar e o título santista.


Ao final do jogo, se confirmou o título do Peixe, silenciando um estádio abarrotado e deixando o Boca sem o título desejado da Copa Libertadores. Aquele seria o último título continental da geração de Pelé, já que o Peixe seria eliminado nas semis em 1964 e depois optaria por fazer turnês pelo mundo, que na época davam mais dinheiro que a Libertadores. Boca e Santos possuem hoje um histórico relativamente grande de confrontos, com o time argentino devolvendo a dolorosa derrota em 2003, mas sendo eliminado pelo Peixe em 2020 e com uma vitória para cada lado nos grupos no ano seguinte.

O técnico Zezé Moreira e os seus dois títulos uruguaios pelo Nacional

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Zezé Moreira foi um dos grandes treinadores brasileiros

Um dos grandes treinadores do século passado completa 24 anos da sua morte. Alfredo Moreira Júnior, mais conhecido como Zezé Moreira, que nasceu no dia 16 de outubro de 1908 e morreu no dia 10 de abril de 1998. O técnico e ex-jogador fez grande história no Brasil, mas também no Uruguai, ganhando dois títulos nacionais pelo Nacional.

A primeira passagem dele pelo Uruguai foi em 1963, quando ele saiu do Palestino foi para o Nacional e lá fez história. No primeiro ano, o técnico já conseguiu conquistar o elenco e mudar a filosofia do grupo. O time tinha um comportamento ofensivo, diferente da essência uruguaia.

Em 1963 o técnico conquistou seu primeiro título Nacional no Uruguai, com 15 vitórias, um empate e duas derrotas, mas mesmo com o bom trabalho ele deixou o clube. Zezé saiu do clube e ficou sem time por um ano,. até assumir o Vasco. O técnico ficou três temporadas no Brasil e logo depois retornou ao Uruguai.

Em 1968 ele voltou ao clube pelo qual fez história, mas também queria continuar o bom trabalho que deixou. Ele conseguiu, voltou e ajeitou o time, fazendo uma boa equipe para a competição Nacional novamente.

A equipe ajeitada pelo treinador conseguiu grandes resultados, começou o campeonato muito bem, mas não conseguiu o título. Na segunda temporada, o técnico manteve a equipe e sua forma de jogar e isso ajudou o elenco a fazer  um campeonato mais regular.


Em 1969, o técnico fez o time manter a regularidade por mais tempo e com isso conseguiu conquistar o título Nacional mais uma vez. Zezé manteve a base do time e trouxe alguns reforços pontuais para poder melhorar o time e com isso conquistou muito bem o título, de forma invicta, com 16 vitórias e quatro empates.

Os 80 anos de Lima, o Curinga da Vila

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Foto mostrando que fora a função de goleiro, o 'Curinga' poderia jogar em qualquer lugar do campo

Nascido no dia 18 de janeiro de 1942 na cidade do Rio de Janeiro, Antônio Lima dos Santos, popularmente conhecido como 'Curinga', está completando 80 anos de idade nesta terça-feira. Por isso, hoje vamos relembrar a vitoriosa e longeva passagem de 12 anos do Curinga pelo Santos.

O polivalente Lima foi revelado nas categorias de base do Juventus e acabou sendo levado ao time profissional com apenas 16 anos de idade. Ele foi descoberto por José Carlos Bauer, conhecido popularmente como "Gigante do Maracanã", quando atuava na equipe de aspirantes.

Antes de rumar para o Alvinegro Praiano, Lima chegou a jogar contra o poderoso Santos de Pelé em 1959. Este confronto aconteceu no dia 2 de agosto, em partida válida pelo Campeonato Paulista daquele ano, quando Pelé fez um dos gols mais bonitos da sua carreira. O Rei recebeu cruzamento vindo de Dorval, chapelou Julinho, Homero e Clóvis. Por fim ainda deu um lençol no goleiro Mão de Onça, deixando o arqueiro Grená com o rosto sujo de lama no chão, e deu um toque sutil de cabeça para marcar o seu terceiro gol na partida e sacramentar a goleada santista por 4 a 0, em plena Rua Javari. 

Nesse jogo, Lima estava jogando no meio de campo do Moleque Travesso e dois anos depois, Lula, treinador do Peixe na época, indicou a contratação do Curinga para que ele exercesse a mesma função com a camisa do Alvinegro da Vila. No dia 19 de abril de 1961, o jovem jogador debutou no time do litoral paulista em uma partida realizada no Pacaembu contra o Flamengo, válida pelo Torneio Rio-São Paulo daquele ano. O Santos acabou sendo goleado pelo placar de 5 a 1. 

Apesar do atleta ter começado a jogar na lateral direita, neste jogo diante do Mengão, Lula colocou Lima para atuar junto de Formiga no meio de campo da equipe santista. Porém, em um momento de improvisação necessária, o treinador Alvinegro colocou o jovem talento em diversas posições diferentes. Com o rendimento do atleta continuava muito bom, ele acabou sendo transformado no maior 'curinga' do nosso futebol.

Lima foi uma peça fundamental para a equipe do Santos nas conquistas dos dois títulos mundiais em 1962 e 1963, tendo ótimas atuações no meio de campo. Em 1966, cumpriu a mesma função na Copa de 1966 realizada na Inglaterra, defendendo a Seleção Brasileira. Foi tão bem, que foi um dos poucos jogadores que foi intocável dentro da equipe.

A última vez que o Curinga vestiu a camisa do Santos foi no dia 30 de outubro de 1971. O Peixe enfrentou o Corinthians no Pacaembu, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro e o versátil atleta atuou ao lado de Clodoaldo no meio de campo. O clássico alvinegro terminou empatado em 1 a 1.


Em 12 anos defendendo as cores do Santos, Lima jogou 692 partidas e anotou 63 gols. Curinga é o quarto jogador que mais atuou com a camisa santista, ficando atrás apenas de Pelé, Zito e Pepe. De quebra conquistou 22 títulos pelo Peixe, além dos torneios que o clube litorâneo também venceu. Foram eles:

Mundial: 1962 e 1963;
Libertadores: 1962 e 1963;
Brasileiro: 1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968;
Torneio Rio-São Paulo: 1963, 1964 e 1966;
Paulista: 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969;
Recopa Sul-Americana: 1968;
Recopa Mundial: 1968

Depois que seu vínculo com o Sanos terminou, foi jogar no futebol mexicano e por lá ficou até 1974. Quando retornou aos Brasil, defendeu o Fluminense, e em 1975, jogou também nos Estados Unidos. Para encerrar a sua carreira como jogador de futebol profissional, voltou para a Baixada Santista, mas desta vez, para defender a Portuguesa Santista.

O Flamengo campeão carioca de 1963 com recorde em jogo entre clubes no Maracanã

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

O Flamengo campeão de 1963

Nesta quarta-feira, dia 15 de dezembro, se completam 58 anos que o Flamengo empatou com o Fluminense em 0 a 0 na final do Campeonato Carioca de 1963. Por ter feito melhor campanha no decorrer da competição, o Mengão conquistou o troféu estadual com o empate sem gols.

Naquele dia, as arquibancadas do Maracanã contavam com 194.603 pessoas, sendo que 177.020 eram pagantes, para assistir aquele Fla-Flu que decidiria a competição. Simplesmente o terceiro maior público da história do futebol, superado apenas por Brasil 1 a 2 Uruguai, em 1950, e Brasil 4 a 1 Paraguai, no ano de 1954. Por outro lado, este é o recorde de público em um jogo disputado por clubes.

Comandados por Flávio Costa, os jogadores do Flamengo estavam prestes a trazer um troféu de campeão carioca para o clube depois de sete anos da última conquista. Com isso, o time rubro-negro entrou em campo para administrar o resultado que o favorecia, enquanto o Fluminense, que contava com nada mais nada menos do que Fleitas Solich como treinador, partiu para o ataque desde os primeiros minutos de bola rolando.


Mesmo com toda a pressão exercida pelo Tricolor das Laranjeiras, o Fla conseguiu segurar o resultado graças à Marcial, que foi o grande personagem do jogo e responsável pelo título, fazendo grandes defesas ao longo da partida. A mais simbólica de todas aconteceu já nos minutos finais, quando Escurinho atacante do Flu tentou fazer um gol de cobertura mas acabou sendo impedido pelo camisa 1 do Mengão de maneiras espetacular.

Após o apito final, o Flamengo se sagrava o grande campeão carioca de 1963. Com esta conquista, o time rubro-negro conquistou o campeonato estadual pela 14ª vez na sua história.

Os 58 anos do bicampeonato mundial de clubes do Santos

Com informações da CBF
Foto: Arquivo

Jogadores agradecem o apoio dos torcedores no Maracanã

Foram três jogos fantásticos, entre dois esquadrões do futebol. De um lado, o Santos bicampeão da Libertadores da América (1962/1963) e campeão do mundo de 1963, depois de duas vitórias sobre o campeão europeu Benfica, de Eusébio e Coluna.

Do outro, o Milan, primeiro clube italiano campeão da Liga da Europa, e que contava em seu time com grandes jogadores como Maldini (pai do também zagueiro Maldini dos anos 90/2000), Trapattoni e os brasileiros Mazzola (campeão do mundo pelo Brasil em 1958) e Amarildo (bicampeão mundial pelo Brasil em 1962).

O Mundial Interclubes era disputado em um sistema de melhor de três. A primeira partida foi disputada no dia 16 de outubro de 1963, no Estádio San Siro, e o Milan venceu por 4 a 2. O zagueiro Trapattoni, o ponta-direita Mora e Amarildo, duas vezes, fizeram os gols dos italianos. Pelé, mesmo muito bem marcado por Trapattoni, exibiu toda a sua genialidade e marcou os dois gols do Santos.

O segundo jogo seria na casa do Santos. Muito identificado com o público carioca e com o Maracanã, onde disputara os seus jogos na Libertadores e do Mundial anteriores, o clube repetiu o Maracanã como o estádio em que mandaria o jogo no dia 14 de novembro de 1963.


Não se arrependeu. 132 mil torcedores pagaram ingresso - havia muito mais gente lotando o Maracanã - para assistir a um dos maiores jogos de futebol que aconteceram no então Maior do Mundo. Pelé, contundido, dificilmente poderia entrar em campo, mas sua escalação foi guardada em suspense até o último instante.

Àquela época, a escalação oficial era divulgada pelo serviço de alto-falante do estádio. Zito e o zagueiro Calvet já eram desfalques certos. Quando o locutor divulgou o camisa 9 (Coutinho), o Maracanã ficou em absoluto silêncio para ouvir quem vestiria a camisa 10.

"Número 10", anunciou o lucutor: "Almir". Decepção e apreensão misturadas, afinal Pelé não iria jogar, o que parecia um prenúncio de que aquela noite não seria mesmo santista. O que tomou contornos de perversa realidade com pouco tempo de jogo. Com 17 minutos, o Milan já vencia por 2 a 0, gols de Mazzola e Mora, e dava um show de bola dominando completamente as ações.

Parecia que o título iria para Milão. Mas uma tempestade, dessas que inundaram várias ruas do Rio de Janeiro, desabou exatamente no intervalo do jogo. Com o estádio completamente tomado, não houve alternativa: a maioria dos torcedores assistiu o resto do jogo debaixo daquela chuva impressionante.

A cena do time do Santos voltando para o gramado e batendo bola sob o aguaceiro, enquanto os jogadores italianos relutavam em sair do vestiário, foi emblemática para a heroica reação que se anunciava.

Não demorou para a virada começar. Aos cinco minutos do segundo tempo, Pepe, o Canhão da Vila, pela potência do chute da sua canhota, bateu falta de longe e diminuiu para 2 a 1.

Quatro minutos depois, Almir, o substituto de Pelé, empatou. Aos 25 minutos, Lima desempatou, com um belo chute de fora da área - 3 a 2 para o Santos.

O público no Maracanã enlouqueceu. Os torcedores não paravam de gritar, empurrando o time paulista - afinal, a vitória no segundo jogo levaria a decisão para um terceiro que, pelo regulamento, seria realizado 48 horas depois no próprio Maracanã.

Foi quando três minutos depois do gol de Lima, houve uma falta no mesmo lugar que Pepe havia feito o primeiro gol do Santos. O que se seguiu foi impressionante: a massa gritou pelo nome do Canhão da Vila: "Pepe, Pepe, Pepe", era o coro que vinha da arquibancada.


Pepe tomou distância e cobrou do mesmo jeito, com a mesma precisão e violência; bola no fundo da rede e vitória decretada por 4 a 2.

O terceiro e decisivo jogo dois dias depois no Maracanã - Conforme mandava o regulamento, Santos e Milan voltaram ao Maracanã no dia 16 de novembro para decidir o Mundial de Clubes. Em um jogo duríssimo, muito disputado e cercado de polêmica, o juiz uruguaio Juan Brozzi marcou pênalti de Maldini em Almir - o lateral-esquerdo Dalmo cobrou para fazer o gol do 1 a 0 que deu ao Santos o bicampeonato mundial de clubes.

A marcação do juiz revoltou os jogadores italianos, e uma briga se formou no gramado. Mas não conseguiu tirar o brilho da conquista do título daquele time formado por Gilmar, Ismael, Mauro, Haroldo e Dalmo; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Almir e Pepe.

O Rio Preto campeão do terceiro escalão do futebol paulista de 1963

Com informações do Diário da Região
Foto: arquivo

De pé: Paulinho, Brandão, Palácio, Martin Mansano, Jacintho Angelone e Antônio João
Agachados, na mesma ordem: Colada, Milton, Joãozinho, Bulau e Noriva

O Rio Preto Esporte Clube está comemorando 102 anos de fundação neste 21 de abril de 2021. Como vários times do interior, o Jacaré vive de glórias e alguns anos de penúria. Porém os títulos são muito comemorados e a primeira destas conquistas veio no Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1963, equivalente à atual Série A3. A competição teve duas fases preliminares, com o Jacaré sendo campeão de todas.

O torneio só foi concluído na metade do ano seguinte. Também pudera, eram 43 equipes. Isso mesmo, 43, número extenso e ímpar. Na fase semifinal, a série "José de Castro Bigi", o Jacaré foi campeão invicto após goleada de 6 a 0 no Mirassol, se garantindo no hexagonal junto dos classificados nas outras duas séries.

Neste hexagonal, valendo vaga na Primeira Divisão (atual A-2), a equipe que tinha Jacintho Angelone, Colada, Bulau, Noriva e companhia fez uma campanha de recuperação. Estreou em casa com empate de 2 a 2 contra a Botucatuense, perdeu da Usina São João (mais tarde União São João de Araras) por 3 a 0, mas venceu o Palmeiras, de São João da Boa Vista, pela contagem mínima, e teve dois empates sem gols, frente ao Linense e o Hepacaré, de Lorena.

No returno, Palácio ganhou espaço na ponta esquerda do Jacaré do técnico Dicão, com Noriva sendo negociado ao Santos. E o Jacaré começou sua recuperação com vitória em Botucatu (1 a 0) e goleada de 4 a 0 sobre o Usina São João. Em São João da Boa Vista, empate de 1 a 1 e a confirmação do caneco com duas vitórias, 3 a 0 no Linense e 3 a 1 sobre o Hepacaré, com três gols do atacante Joãozinho.

No ano seguinte, foi bem na primeira fase do Estadual, sendo campeão da Série Ermínio de Moraes, se garantindo entre os nove finalistas que brigariam por um lugar na elite. Porém, na fase final o time foi mal e viu a Portuguesa Santista subir, sendo campeã batendo a Ponte Preta na final, em pleno Moisés Lucarelli.


No terceiro escalão do futebol paulista, o Rio Preto repetiria da dose em 1999, quando conquistou a competição com a nomenclatura que persiste até hoje: Campeonato Paulista da Série A3. Em 2007, foi vice da A2 e conquistou o acesso para a elite do futebol estadual, pela primeira e única vez. Atulamente, o Jacaré está na Série A3.

As finais do Santos na Copa Libertadores

Com informações de Luiz Minici / FPF
Foto: Mauricio Lima / AFP

Em 2003, Santos perdeu a decisão para o Boca Juniors

Ganhar uma Libertadores da América é muito difícil. Agora imagine ser tricampeão e ter a possibilidade de conquistar mais uma taça para se isolar como o time brasileiro com mais títulos na história da competição? Campeão em 1962, 1963 e 2011, o Santos chega à sua quinta decisão e faz o inédito clássico paulista contra o Palmeiras em busca do histórico quarto título.

Com 15 aparições na história da Libertadores, o Santos é, ao lado de São Paulo e Grêmio, o time brasileiro com o maior número de títulos -três no total. Bicampeão em 1962 e 1963, o time da Baixada Santista chegou ao tricampeonato em 2011. Antes disso, o Alvinegro Praiano já havia disputado uma decisão em 2003, a única perdida em sua história na competição sul-americana.

Criada em 1960, a Libertadores teve o Santos como o primeiro time brasileiro a ser campeão. Por ter conquistado o Campeonato Brasileiro em 1961, Pelé e companhia se classificaram para o certame. Na primeira fase, os santistas avançaram como líder do Grupo 1, que tinha Cerro Porteño-PAR e Deportivo Municipal-BOL. Na época, a competição era formada por nove equipes na primeira parte e os três líderes de cada chave avançavam para se juntar ao campeão Peñarol na semifinal.


Classificado à semifinal, o Santos empatou com a Universidad Católica-CHI, por 1 a 1, na ida e avançou à final contra os uruguaios do Peñarol -bicampeão sul-americano na época- com uma vitória simples com gol de Zito. Na primeira final, o Santos venceu no Uruguai por 2 a 1, com dois gols de Coutinho. Na volta, na Vila Belmiro, o time visitante venceu por 3 a 2. O jogo desempate aconteceu na Argentina e o time brasileiro contou com dois gols de Pelé e um contra do zagueiro Caetano para levantar o seu primeiro título.

Campeão do ano anterior, o Santos garantiu a vaga diretamente à semifinal da Libertadores em 1963. Apesar de “pular” a primeira fase, o time paulista não teve vida fácil e enfrentou o Botafogo na semifinal, um dos melhores times brasileiros da época ao lado do próprio alvinegro. Um empate por 1 a 1 no Maracanã, na ida, e uma goleada por 4 a 0, em São Paulo, carimbou a vaga santista em mais uma final.

O adversário da decisão foi o Boca Juniors-ARG. Com grande atuação, o Santos venceu o jogo de ida no Maracanã por 3 a 2, com dois gols de Coutinho e um de Lima e depois venceu os argentinos novamente na La Bombonera, mas por 2 a 1, com tentos de Coutinho e Pelé para chegar ao bicampeonato.

Após 40 anos longe da final da Libertadores, o Santos retornou à decisão em 2003, novamente contra o Boca Juniors-ARG. Campeão brasileiro em 2002, Diego, Robinho e companhia tiveram a segunda melhor campanha da fase de grupos e eliminou o Nacional-URU, Cruz Azul-MEX e Independiente Medellín-COL até a final. No embate derradeiro, os argentinos venceram a ida por 2 a 1 e a partida de volta, por 3 a 1, no Morumbi.


O terceiro título - Sob o comando de Muricy Ramalho e o talento de Neymar, o Santos chegou ao tricampeonato em 2011. Campeão da Copa do Brasil em 2010, o time praiano teve uma primeira fase apertada e avançou como vice-líder do Grupo 5, com 11 pontos, mesma pontuação do líder Cerro Porteño-PAR. Dono da nona melhor campanha, eliminou o América-MEX nas oitavas de final, o Once Caldas-COL nas quartas de final e o Cerro Porteño na semifinal.

Na grande decisão, o Santos teve o Peñarol-URU pela frente, adversário da sua primeira final em 1962. No Uruguai, o time paulista segurou uma igualdade sem gols e com a vitória por 2 a 1, no Pacaembu, com gols de Neymar e Danilo, chegou ao tricampeonato continental.

Em busca do tetracampeonato, o Santos enfrenta o Palmeiras na final da Libertadores da América 2020 neste sábado (30), às 17h, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Será a segunda vez que a competição é definida em jogo único. No ano passado, o Flamengo venceu o River Plate-ARG em Lima, no Peru.

Djalma Santos e a Seleção da Fifa em 1963

Por Lucas Paes
Foto: arquivo Fifa

Djalma Santos foi o primeiro brasileiro à jogar por uma Seleção do Mundo


Idealizada ainda nos anos 1930, a Seleção do Resto do Mundo da FIFA é um time criado pela instituição máxima do futebol mundial para fazer jogos amistosos, principalmente nos últimos tempos em aspectos filantrópicos, mas inicialmente em jogos comemorativos. Apesar da idealização antiga, a ideia só entrou de fato em execução no ano de 1963, no dia 23 de outubro, quando um amistoso entre Inglaterra e Seleção do Resto do Mundo foi realizado no lendário Wembley para comemorar os 100 anos da criação das regras do futebol.

Naquele ano, o adversário da "Seleção do Mundo" foi a Inglaterra. Os ingleses, na época ainda buscando um primeiro titulo mundial, começavam a montar o esqueleto base do time que ganharia o Mundo jogando em casa em 1966. Diversos times tinham representantes naquela seleção, numa época em que a Liga Inglesa não tinha nenhum super time, mas tinha bons jogadores.

Djalma Santos era um dos jogadores mais leais que já houve na posição de lateral direito, morrendo sem conhecer uma expulsão em sua carreira. Acabou por ser o único brasileiro convocado pelo chileno Fernando Riera, fato que causou estranheza, pois o Brasil era o atual bi-campeão mundial. Pelé, por exemplo, não foi por lesão. O outro sul-americano do time era o chileno Eyzaguirre, da mesma posição de Djalma Santos. Di Stefano estava no time, mas já era naturalizado espanhol.

Entre os principais destaques da Seleção do Resto do Mundo tinhamos Yashin, da União Soviética, Masopust, da Tchecoslováquia, Kopa, da França, Eusébio e Gento. No banco, estava um tal de Puskas. Do lado inglês, o craque Bobby Charlton, Bobby Moore, Jimmy Greaves e, é claro, o paredão Gorgon Banks. Boa parte do time era a base do que seria campeão mundial três anos depois. Alf Ramsey era o comandante dos ingleses.


A Inglaterra entrou com seu tradicional uniforme com camisas brancas, calções azuis e meias brancas, enquanto o time do Resto do Mundo veio de camisa azul, calção branco e meias azuis, uniforme pelo qual ficaria conhecido. O jogo em sí foi bastante equilibrado, com chances para os dois lados. Porém, poucas de fato perigosas. Enquanto a Inglaterra, vendo Charlton ser bem marcado por Djalma Santos, não conseguia oferecer muitos problemas a Yashin, o time mundial também pouco fazia, apesar de conseguir obrigar Banks à fazer boa defesa. Foi Greaves quem criou a primeira boa chance inglesa, em chance defendida por Yashin. Djalma Santos se destacava com a marcação pelo seu lado.

Por sinal, as poucas chances que a Inglaterra conseguiu criar pararam em Banks, enquanto o time do resto do mundo teve, além da boa defesa de Banks, um gol incrivel perdido por Dennis Law, praticamente embaixo da meta, chutando para muito longe um cruzamento. A primeira etapa terminou sem gols e com o fim dela terminou a participação de Djalma Santos, substituido justamente por Eyzaguirre. O brasileiro fez bom jogo na primeira etapa, sendo responsável principal pela participação praticamente nula de Bobby Charlton no duelo. 

Na etapa final, com quatro mudanças em cada time, a Inglaterra poderia ter pulado na frente em linda jogada de Greaves, que, meio a là Messi, driblou três, sofrendo uma falta no meio do lance, o goleiro e fez o gol. Porém, o juiz já havia marcado a falta, anulando o gol. Depois, foi a vez de Di Stefano quase abrir o placar em uma pancada defendida a queima roupa por Banks. Aos 21', a Inglaterra finalmente pulou na frente, com Paine, após bola disputada por Greaves.

Melhores momentos do duelo

Depois dos ingleses desperdiçarem algumas chances, o empate veio com Law, em rebote da defesa. Após tanto insistir, os donos da casa só conseguiram o segundo aos 42' do segundo tempo, em rebote do goleiro Soskic, que substituiu Yashin, e chute de Greaves para as redes. O placar terminou em 2 a 1 para a Inglaterra contra a Seleção do Mundo. Seria o primeiro de diversos da Seleção do Resto do Mundo, que diminuiu muito o número de partidas em tempos mais recentes.

Djalma Santos foi o primeiro brasileiro à jogar nessa equipe. O país só voltaria a ter outro jogador na Seleção do Resto do Mundo em 1979. Antes, dos três jogos que a equipe fez, dois foram justamente contra a Seleção Brasileira. Ficou a marca na história para um lateral que terminou a carreira e deixou o legado de ser um dos jogadores mais leais da posição.

Paulo Amaral como treinador da Juventus

Por Lucas Paes
Foto: arquivo Juventus

Paulo Amaral (à direita) foi um dos poucos brasileiros que treinou a Juventus de Turim

Por algum motivo ao qual ainda se buscam explicações satisfatórias, o Brasil, país do futebol, tem pouquíssimos treinadores que conseguiram sucesso na Europa. Com raras exceções, é raro ver que treinadores brasileiros sejam cogitados para comandarem equipes do Velho Continente. Hoje, é um motivo claro a defasagem dos métodos com relação aos cursos da UEFA e da Associação Argentina, esta última com qualificação semelhante a da UEFA, mas os canarinhos foram por muitos anos o país do futebol bonito e da ginga. Nessa época, quando o país era referência, a Juventus de Turim escolheu apostar em um brasuca: o rígido Paulo Amaral, que completaria 96 anos nesta sexta.

Treinador de perfil rígido e bastante esquentado, Paulo fez carreira como meio-campista, jogando por Flamengo e Botafogo, antes de assumir a prancheta. Começando como preparador físico, o sucesso do Brasil de 1958, campeão do mundo, que tinha ele como preparador, foi determinante para clubes brasileiros passarem a ter profissionais específicos para essa área. Depois de treinar Botafogo e Vasco, voltou a função de preparador do Brasil na Copa do Mundo de 1962. Depois dela, acabou acertando com a Juventus.

Curiosamente, trouxe ao futebol italiano algumas inovações. Foi o primeiro treinador a marcar por zona no país e surpreendeu, num país do futebol defensivo, ao montar um esquema de jogo ofensivo, que no momento ofensivo era um 4-2-4 e no momento defensivo um 4-3-3, variação que é até comum hoje em dia. Em sua primeira temporada, comandou uma equipe que tinha como destaques Luis de Sol e o eterno ídolo bianconero Omar Sívori. Ganhou a Copa dos Alpes naquela temporada. Não foi capaz, porém, de alcançar o grandíssimo time da Internazionale de Helenio Herrera na Série A, ficando com o vice-campeonato, quatro pontos atrás da Inter.


Sempre fora, porém, esquentado fora de campo, se envolvendo em confusões. Na temporada seguinte, começou o torneio com três vitórias em quatro jogos, mas seu jeito ríspido causou problemas com o elenco, o que acabou por ocasionar a sua demissão. Naquela temporada, os bianconeros estiveram longe de sua forma ideal e viram o Bologna surpreender e ganhar a competição, ficando a frente da campeã européia Inter.

Paulo Amaral, por sua vez, teve breve passagem pelo Corinthians antes de retornar a Bota, para treinar o Genoa, num período de vacas-magras. O próprio Paulo optou por deixar o time Gialloblu. Seguiu a carreira de treinador até 1980, quando se aposentou do futebol. Acabou nos deixando em 2008, quando faleceu em sua casa, ao lado de sua família.

As maiores goleadas da história da Libertadores

Por Lucas Paes

Tradicional, o Peñarol aplicou a maior goleada da história da Libertadores

Apesar de ser marcada pelos jogos complicados, pegados, decididos no detalhe, sendo que as vezes esse detalhe vem do extracampo, a Copa Libertadores também já teve algumas (muitas) goleadas bem "largas.". Veremos aqui as cinco maiores goleadas da história da competição e seu contexto na edição da Libertadores em que ocorreram.

07 de Julho de 1963 - Peñarol (Uruguai) 9 x 1 Everest (Equador) - Estádio Centenário

Empatado com algumas goleadas de oito gols de diferença, incluindo a do Santos contra o Bolívar em 2012, aparece a destruição aplicada por Spencer e cia. em cima do Everest, do Equador. Aliás, o gigante Spencer foi autor de cinco dos nove gols do Peñarol na partida. Matosas marcou outros dois, Pedro Rocha e Abbadie fizeram os outros gols do Peñarol. Gando descontou o placar. O resultado colocou os aurinegros a caminho da semifinal, onde acabariam batido pelo Boca Júniors. O Boca perderia a final para o Santos, de um tal de Pelé.

28 de fevereiro de 1962 - Santos (Brasil) 9 x 1 Cerro Porteño (Paraguai) - Vila Belmiro

O Santos de um tal de Pelé é justamente autor do quarto lugar da lista. Também válido pela primeira fase, o duelo ocorreu em 1962, diante de uma Vila Belmiro que, como até hoje é, não era muito convidativa á pelejadores de outros cantos do mundo. O tradicional Cerro Porteño descobriu isso de terrível maneira. Pepe abriu os trabalhos antes de Insfrán empatar. Porém, a partir daí foi um massacre. Coutinho, três vezes, Pepe, com outros dois, Pelé, com mais dois e Zito fecharam a conta para o Alvinegro Praiano, que rumava rumo a sua primeira aventura de sucesso na Libertadores.

11 de Março de 1970 - River Plate (Argentina) 9 x 0 Universitário La Paz (Bolívia) - Monumental de Nuñez

Em 1970, o ainda pouco exibido em terras continentais River Plate enfrentou o Universitário de La Paz pela primeira fase no Monumental e não tomou conhecimento dos bolivianos. Oscar Mas, marcou quatro vezes, sendo responsável pelo primeiro e pelo último gol do jogo. Daniel Onega fez outros três e Merlo e Montivero fecharam o marcador para os Millonarios. O River Plate foi até a semifinal naquela edição, perdendo para o Estudiantes, de La Bruja Verón, campeão da Libertadores em 1970.

22 de Março de 1971 - Peñarol (Uruguai) 9 x 0 The Strongest (Bolívia) - Estádio Centenário

Olha eles aqui de novo. O Peñarol carrega uma história gigantesca dentro de suas listras amarelas e pretas e as goleadas são partes dela. O bicho papão uruguaio apavorou pesadelos bolivianos neste jogo da primeira fase em 1971. Castronovo, cinco vezes, Corbo, com dois gols, Ermindo Onega (irmão do Daniel do jogo anterior) e Acuña marcarma os gols dessa achapante vitória. Porém, apesar do passeio, o Peñarol morreria curiosamente ainda na primeira fase naquele ano. Fica o registro porém, do chocolate aplicado em cima do aurinegro boliviano.

15 de Março de 1970 - Peñarol (Uruguai) 11 x 2 Valencia (Venezuela) - Estádio Centenário

Fechando a lista, de novo aparece o titã uruguaio. Curiosamente jogando para um público baixo, o Peñarol não tomou conhecimento do Valencia de Carabobo, da Venezuela. Aquele jogo valia pela última rodada da primeira fase e caso vencesse o time venezuelano poderia até classificar. Porém, o sonho foi logo destroçado pelo Manya. Spencer, Losada e Onega fizeram dois gols cada um. Pedro Rocha fez três e Acuña e Cáceres deixaram sua marca uma vez cada um. Os venezuelanos conseguiram marcar com Lovizutto e Roberto Salles, mas nada que mudasse o cruel e histórico destino de levarem a maior goleada da história da Libertadores, um recorde ainda não batido.

A conquista da Taça Brasil de 1962 pelo Santos FC no "jogo do século"

Com informações de Guilherme Guarche, do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: arquivo Santos FC

O Santos goleou o Botafogo, por 5 a 0, naquele que foi chamado de "jogo do século" na época

Dois dias antes, com um Maracanã lotado por mais de 100 mil pessoas, o Santos perdera para o Botafogo por 3 a 1, no jogo de volta da final da Taça Brasil de 1962. Naquela terça-feira à noite, 2 de abril de 1963, os dois times voltaram a campo para a decisão da Taça que dava ao vencedor o título de campeão brasileiro.

O estádio recebeu 70.324 torcedores para ver o duelo dos dois melhores times do mundo, aqueles que, juntos, congregavam quase todos os titulares da Seleção Brasileira bicampeã na Copa do Chile, nove meses antes. Intitulado “o jogo do século” pela crônica esportiva brasileira, aquele encontro entraria para a história.

O técnico Luiz Alonzo Peres, o popular Lula, escalou o Santos com Gylmar, Mauro e Dalmo; Lima, Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Coutinho (depois Tite), Pelé e Pepe. O treinador Marinho Rodrigues, do Botafogo, pôs em campo Manga, Rildo (depois Joel), Zé Maria, Nilton Santos (Jadir) e Ivan; Ayrton e Édison; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. A arbitragem foi de Eunápio de Queiroz.

Ou seja, oito titulares e quatro reservas da equipe brasileira campeã no Chile foram para o jogo. Mas era um jogo em que prevalecia a técnica e o fair play, bem diferente do que costumam ser as partidas decisivas de hoje. Com admirável equilíbrio técnico nos primeiros minutos, o primeiro gol só surgiu aos 24 minutos, após jogada individual de Dorval sobre o lendário Nilton Santos. Pepe, aos 39 minutos, ampliou para 2 a 0.

Na segunda etapa, Coutinho fez o terceiro aos 9 minutos, Pelé ampliou aos 30 e selou o marcador aos 35, em uma exibição de gala do Alvinegro Praiano. O jornalista Ney Bianchi, da revista Fatos & Fotos, definiu a partida como “O maior jogo do mundo”.

Realmente. Nos rankings da época o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha eram declarados os dois melhores times do mundo. Eduardo Gonçalves de Andrade, o genial Tostão, que formou na Seleção Brasileira tricampeão mundial no México, em 1970, e hoje é um conceituado cronista
esportivo, já se expressou assim sobre esse memorável encontro de alvinegros:
Os dois maiores times que eu vi no futebol brasileiro foram o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha. Eu era menino, já estava no juvenil, vi um Santos contra o Botafogo no Maracanã, que coisa espetacular! Pelé, Garrincha e outros craques inesquecíveis. Talvez fosse melhor do que é hoje Real Madrid e Barcelona. No mínimo, no mesmo nível. Imagina. O mundo hoje para pra ver Real Madrid e Barcelona. Todo mundo diz “que espetáculo”, e tinha aqui no Brasil o Santos e Botafogo no mesmo nível, espetacular. Eu lembro de um gol em que Pelé e Coutinho chegam trocando passes numa tabela, o Manga sai na entrada da área, aí tem o toque por cima dele . Emocionante lembrar disso. Esses duelos Santos e Botafogo estavam acima de todos.
Sobre este jogo dos 5 a 0, há outro detalhe que mestre Tostão não citou: o Santos vinha de uma derrota recente para o mesmo adversário, no mesmo estádio, com torcida totalmente contra. E voltou, triunfante, para vencer indiscutivelmente a partida mais importante, porque era decisiva. O Santos sempre teve na sua alma a coragem, a capacidade de se reinventar.

1963 – O Clássico em que o Santos de Pelé “fugiu” do São Paulo

Por Lucas Paes

Pelé sendo expulso por Armando Marques (foto: arquivo São Paulo FC)

O Santos sempre foi conhecido por suas batalhas memoráveis, mesmo em épocas de crise. Porém, há 55 anos, um clássico entre São Paulo e Santos, disputado no Pacaembu, no dia 15 de agosto de 1963, terminou antes do tempo. Numa dessas pitorescas histórias do futebol, o Santos de Pelé e cia, de certa forma, “fugiu” de campo quando levava 4 a 1, em embate válido pela 10ª rodada do Campeonato Paulista daquele ano. Uma história de uma derrota pitoresca no registro de uma equipe que é considerada por muitos a maior de todos os tempos no futebol. 

O Santos alinhava com a parte da escalação mais famosa que já vestiu a imaculada camisa branca de Vila Belmiro. No ataque, a única ausência era de Mengálvio, que era substituído por Lima, uma alteração que passava longe de piorar a qualidade do time praiano. Naquele dia, no Pacaembu, Armando Marques comandava o Sansão. O São Paulo de Osvaldo Brandão vinha focado em uma forte defesa, que tinha inclusive Dias, famoso por ser o melhor ser humano á marcar o Rei do Futebol. 

O Santos vinha só de um titulo mundial recente e pouco depois seria bi-campeão. O Tricolor Paulista tinha elenco econômico, pois tinha feito um gasto enorme com a construção do Morumbi. O Santos não era só favorito no clássico, mas também ao quarto título seguido da competição e estava na briga. 

O abarrotado Pacaembu viu o Tricolor Paulista começar com tudo. Fausto botou o Sâo Paulo na frente com apenas cinco minutos. Abrir o placar contra o Santos de Pelé era garantia de pouca coisa e essa impressão foi reforçada pelo gol de empate do caçado Rei do Futebol, logo aos 20 minutos, que dava a impressão que o jogo ficaria parelho, correto? Não. Aquele jogo não seria algo comum. 

A marcação são-paulina era implacável e por vezes, sim, violenta. Aos poucos, Pelé e Coutinho ficavam irritados e por vezes exageravam na reclamação com Armando Marques, árbitro da partida. Enquanto isso, aos 37 do primeiro tempo, Benê recebeu excelente lançamento de Pagão e deixou tudo igual no Pacaembu. Pouco depois, Cecílio Martinez cruzou para Sabino marcar mais um. Ai começou o problema. Já insatisfeitos com a ausência de cartões para os tricolores, Pelé e Coutinho peitaram Armando Marques, que ignorou sinalização de impedimento do bandeira e foram expulsos. Verbalmente, pois na época não havia cartões. 

No intervalo já havia gente prevendo que o jogo não acabaria, porque com dois a menos, o risco do escrete santista levar uma surra histórica era enorme. O Peixe já voltou com o lateral Aparecido não fazendo jus ao seu nome, devido a uma contusão. Depois, foi Pepe quem alegou não ter condições de seguir devido a um choque com o adversário. Ainda deu tempo de Pagão, num chute muito forte, marcar o quarto.

Narração da partida histórica

Então, foi a vez de Dorval, um dos pilares do famoso ataque alvinegro, cair ao gramado alegando contusão. A partir daí, o furdunço foi generalizado, com os são paulinos tentando fazer com que o Santos desistisse de “abandonar” a partida. O jogo teria que acabar com o Peixe tendo apenas sete atletas e na época ainda não eram permitidas substituições. 

Com o final da partida, restou uma mancha na história de um dos mais gloriosos times da história do Santos FC e uma das mais curiosas histórias do clássico entre os maiores campeões internacionais do estado. Independente de qualquer polêmica com a arbitragem, a atitude santista gerou uma repercussão extremamente negativa, mas as glórias seguiriam absurdas durante toda a década de um time que entrou para a história. Do outro lado, o São Paulo só se encontraria de fato nos anos 1970, mas seguia com uma história boa para brincar com os rivais santistas.

Em 1963, a Bolívia conquistava o Sul-Americano em casa

Por Victor de Andrade

A equipe que jogou o jogo final. Em pé: Oquendo, Arturo López, Wilfredo Camacho, Roberto Cainzo, Eulogio Vargas, Max Ramírez e Jesús Herbas.  
Agachados: Ramiro Blacutt, Máximo Alcócer, Ausberto García, Víctor Agustín Ugarte y Fortunato Castillo

Quem pega a lista de campeões da Copa América, ou Campeonato Sul-Americano de Seleções até a década de 1970, deve achar estranho que a Bolívia, um dos atuais saco de pancadas do continente, tem um título, na década de 60, enquanto a Colômbia só foi ganhar um em 2001, o Chile só ter ganho as duas últimas edições do torneio e o Equador nunca ter levantado a taça. Porém, é verdade! Os bolivianos sediaram a edição de 1963 da competição e conquistaram o título.

Porém, alguns fatores ajudaram na conquista boliviana. O primeiro deles foi a ausência do Uruguai, que desistiu da competição, além do Chile, que havia sido terceira colocada na Copa do Mundo no ano anterior (a Venezuela mal tinha uma seleção na época), ficando apenas sete equipes na disputa do título. Outra questão importante foi que tanto Brasil, então bicampeã mundial, como a Argentina levaram times que estavam longe de ser seus principais.

Todos os jogos da competição foram realizados entre La Paz e Cochabamba, sendo que os bolivianos sempre jogaram na capital, se aproveitando da altitude de 3.640 metros. Porém, na estreia, em 10 de março de 1963, jogando contra uma seleção também acostumada com a altitude, o Equador, a Bolívia apenas empatou em 4 a 4.

Grande festa dos bolivianos

O resultado na estreia fez com que os bolivianos acordassem. Depois de folgar na segunda rodada, a Bolívia, sempre jogando no Estádio Hernando Siles, emendou cinco vitórias seguidas: 2 a 1 na Colômbia, em 17 de março, 3 a 2 no Peru, dia 21, 2 a 0 no Paraguai (24), 3 a 2 na Argentina (28) e 5 a 4 no Brasil, no dia 31 de março. Estes resultados deram o título à Bolívia.

Desta forma, o Paraguai ficou com o vice-campeonato e Peru, Equador e Colômbia completaram os participantes. A conquista rendeu aos heróis bolivianos uma pensão vitalícia garantida pelo Congresso Nacional. Ramiro Blacut foi eleito o melhor jogador daquela Copa América e o equatoriano Carlos Raffo terminou como artilheiro, com seis gols anotados.

A Bolívia voltaria a sediar o evento apenas em 1997, quando novamente chegaria à final. Porém, nem a altitude foi capaz de ajudar os bolivianos na decisão, que acabaram perdendo para o Brasil pelo placar de 3 a 1.

O bicampeonato da Taça Brasil do Santos em cima do Botafogo

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC

O Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha protagonizaram duelos interessantes na década de 60

Em 2 de abril de 1963, o Santos FC conquistava a Taça Brasil referente ao ano anterior. Era o segundo título do Peixe na competição, já que o clube havia levantando o troféu em 1961. A decisão foi de arrepiar, já que foi contra o Botafogo, outra grande equipe da época, e foi definida em três jogos, com o último sendo 5 a 0 para o Alvinegro Praiano em pleno Maracanã. A partida foi apelidada de "O Jogo do Século".

Por ter sido campeão do ano anterior, o Santos FC entrou diretamente nas semifinais da competição, onde encarou o Sport de Recife. Apesar do empate na primeira partida, o Peixe goleou o Leão da Ilha do Retiro por 4 a 0 no segundo embate e garantiu sua vaga na decisão, contra o Botafogo.

O time que encantou o mundo dominou o futebol brasileiro

Como era comum até os anos 80, os campeonatos de um ano adentravam no outro e a decisão da Taça Brasil de 1962 aconteceu em 1963. Pois era um grande embate: de um lado, Gylmar, Mauro, Zito, Pelé, Coutinho, Pepe, entre outros. Do outro, Nilton Santos, Garrincha, Amarildo e Zagallo que participaram da Copa do Mundo, no Chile em 1962. Era uma verdadeira constelação de craques em campo.

Em 19 de março, as duas equipes iniciaram o embate pelo título no Pacaembu. Foi um jogo equilibrado, com o Botafogo saindo na frente aos 13 minutos, com Quarentinha. O Peixe virou com Pepe, aos 33', e Coutinho, já aos 2' da segunda etapa, e Dorval, aos 11'. Amoroso, aos 21', diminuiu para o Botafogo e Pepe, aos 28', fez o quarto do Santos. Amarildo, aos 44', marcou o último da partida e sacramentou o placar de 4 a 3 para o time da Baixada Santista.

O segundo confronto foi em 31 de março, no Maracanã. O empate dava o título ao Santos e, com isso, o Botafogo foi para cima, tentando a vitória. Édison, aos 31' da primeira etapa, abriu o marcador para o Glorioso. No segundo tempo, o time carioca sacramentou a vitória com gols de Quarentinha, aos 13', e Amarildo, aos 25'. Rildo, contra, ainda diminuiu para o Santos, aos 42', mas o 3 a 1 para o Fogão forçou a terceira partida.

Veja os gols da partida decisiva

O embate decisivo foi realizado no dia 2 de abril, no "campo neutro" do Maracanã. E nesta data, o Peixe não deu sopa para o azar e fez uma das melhores partidas de sua história. Dorval, aos 24 minutos e Pepe, aos 39', fizeram o Santos sair ganhando por 2 a 0 no primeiro tempo. Na etapa final, Coutinho, aos 9', e Pelé, aos 30' e 35', sacramentaram os 5 a 0 e o título de bicampeão da Taça Brasil para o Alvinegro Praiano.

Vale ressaltar que as duas equipes, no mesmo ano, protagonizaram outro grande embate, nas semifinais da Libertadores, onde o Santos também levou a melhor. Vale lembrar também que este foi o segundo dos nove títulos de nível nacional do Peixe, que completou o penta da Taça Brasil vencendo também em 1963, 1964 e 1965, mais o Robertão de 1968, os Brasileirões de 2002 e 2004 e a Copa do Brasil de 2010.

Os títulos baianos do Fluminense de Feira

Por Lucas Paes 

O time do Fluminense de Feira campeão em 1963: primeiro título baiano do clube

O Fluminense de Feira de Santana é uma das principais equipes do interior da Bahia. O Tricolor conseguiu alguns feitos históricos para times do interior da Boa Terra. Dois deles são as duas conquistas estaduais, em 1963 e 1969. 

A primeira conquista foi uma surpresa, considerando que o time tinha apenas nove anos de profissionalismo. Mesmo assim, a equipe já havia até sido vice estadual em 1956. A taça veio sete anos depois. 

 Naquele ano, o time foi campeão do primeiro turno de forma invicta, mas no segundo perdeu força já que fazia uma excursão por Sergipe. Acabou por fazer a final do campeonato com o Bahia, já em 1964. Depois de dois jogos e dois empates, por 0 a 0 em Salvador e 1 a 1 em Feira de Santana, o Touro bateu o Bahia no terceiro jogo por 2 a 1, em plena Fonte Nova e saiu campeão. Os dois gols foram de Renato, um dos destaques e artilheiro do time. Em 19 jogos, foram dez vitórias, cinco empates e quatro derrotas. O Flu de Feira marcou 23 gols e sofreu 19.

O time que conquistou o título em 1969

A conquista deu vaga na Taça Brasil de 1964, o Campeonato Brasileiro da época, que além de qualquer coisa tinha participantes da galhardia do Santos de Pelé. Na estreia, até veio uma vitória diante do Ceará por 2 a 1, mas outras duas derrotas por 2 a 0 levaram a eliminação nas quartas-de-final. 

Seis anos depois, o segundo título veio de forma avassaladora, com um time que encantou o estado. Após o vice em 1968, em 1969 a equipe fez uma campanha espetacular. Com um ataque destruidor, que marcou 61 gols em 32 jogos, contando com um iluminado Freitas, o Tricolor de Feira foi campeão antecipadamente, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Vitória, gol justamente de Freitas. O atacante foi artilheiro do torneio com 22 gols e principal destaque do clube. É um dos maiores ídolos da história tricolor.

O saldo final foram 32 jogos, 20 vitórias, nove empates e três derrotas. Dificilmente batido, o Touro de 1969 tinha em Mário Chinês e no artilheiro Freitas uma dupla que causava pesadelos nos adversários. Na defesa, o lateral Ubaldo, que passaria depois por times como Sport e Flamengo seria responsável por um dos gols mais rápidos da história do Brasileirão posteriormente em sua carreira.

Freitas, o grande jogador da história do Flu de Feira

O Fluminense de Feira foi o primeiro time do interior campeão da Bahia, porém teve a "exclusividade" quebrada depois pelo Palmeiras do Nordeste, em 2002, num ano em que o torneio não contou com a dupla Ba-Vi ( e nem com o próprio Touro.). O primeiro time interiorano a ganhar o Campeonato Baiano depois do Flu com a dupla jogando foi o Colo-Colo, em 2006. 

O Touro ainda seria vice campeão em 1990 e 1991. A história dos dois gritos de campeão, das duas vezes em que ninguém foi capaz de parar o tricolor dentro do estado jamais serão esquecidas pelo seu torcedor.
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