Mostrando postagens com marcador AC Milan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AC Milan. Mostrar todas as postagens

A passagem apagada de Michael Reiziger pelo Milan

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Michael Reiziger atuando pelo Milan

Michael John Reiziger foi um bom lateral holandês, construindo uma belíssima carreira, conquistando títulos e atuando em alto nível em grandes equipes do futebol europeu. Porém, no Milan não conseguiu atuar muito, pois acabou sofrendo com diversas lesões. 

O jogador nasceu em Amstelveen, nos Países Baixos, no dia 3 de maio de 1973, e começou a atuar na base do Sporting Martinus, aos 7 anos de idade. Aos 12 foi levado ao Ajax e passou no teste, ficando na categoria de base do grande clube holandês. 

Depois de 5 anos, ainda aos 16, subiu para o profissional, mas não foi muito aproveitado nas primeiras temporadas. O jovem ainda estava sem experiência e sentia o ritmo diferente da equipe principal, então acabou ficando no banco de reservas. 

Em 1992, o lateral foi emprestado ao Volendam, onde ficou durante uma temporada, para ganhar mais rodagem e experiência. Assim que retornou ao Ajax, acabou sendo emprestado mais uma vez, dessa vez para o Groningen. 

Após mais uma temporada emprestada, John retornou ao Ajax em definitivo em 1994, e começou a ter mais oportunidades. O lateral conseguiu conquistar a vaga de titular e foi muito importante para equipe durante todo o período que esteve no time. 

Pelo clube holandês conquistou títulos importantes, como a Champions League, Campeonato Holandês, Mundial de Clubes e Supercopa Europeia. Em 1996 foi negociado com o Milan, que era um dos grandes times do continente na época, e também brigava por todos os títulos. 


A sua contratação foi muito celebrada, pois seria uma peça importante para a equipe, tanto defensivamente quanto ofensivamente. Porém, as coisas não aconteceram como o planejado e John pouco atuou com a camisa do Milan, ficou a maior parte do tempo no departamento médico. 

O jogador não conseguiu ter sequência e sofreu com diversas lesões durante a temporada, atuando apenas em 10 jogos pela equipe italiana. Com o momento ruim, o jogador acabou deixando o Milan, sendo contratado pelo Barcelona, por indicação do treinador holandês Louis van Gaal.

O racismo não pode mais ter a complacência do futebol europeu

Por Lucas Paes
Foto: EFE/EPA/Gabriele Menis

Maignan foi vítima de mais um caso de racismo na Itália

Em pleno 2024, é um absurdo indescritível que ainda precisamos discutir racismo dentro da sociedade e do mundo e o futebol não consegue, infelizmente, escapar disso. Diversos lugares do mundo tem conseguido pelo menos combater esse crime nojento através de ações mais fortes contra quem comete esse ato, mas o futebol europeu e a sociedade europeia como um todo ainda tem um problema enorme com o racismo, incluindo lugares que nem consideram isso um crime (muito ainda dão espaço ao neonazismo e neofacismo.). Neste fim de semana, o excelente goleiro Maignan foi mais uma vítima desse absurdo em um jogo do Milan, mais uma vez na Itália.

A primeira coisa a se dizer é que a Itália é um dos países que trata esse assunto de maneira muito leve e isso, queira você ou não, seja você de esquerda ou direita, tem a ver com a política local, já que o partido que hoje governa o país tem em suas colunas descedentes diretos de Mussolini. A Bota, a despeito das várias qualidades que possuí, inclusive de seu povo, jamais levou o racismo como um problema sério como deveria. Há poucos anos, Lukaku sofreu represálias da própria Curva Nord da Inter após sofrer um ataque deste tipo e a Liga Italiana pouco faz de eficiente contra isso.

O goleiro francês fez um imenso desabafo nas redes sociais, acusando a todos que se omitem de ação nesse momento de cúmplices e está correto. A falta de ação da Itália, da Espanha e de vários outros países, principalmente mais ao Leste Europeu é cúmplice do racismo que ainda acontece naquele continente, de uma postura nojenta de um lugar onde vários países são culpados diretos pelo inferno que vive a população preta africana, sul-americana e de todo mundo até os dias atuais. 

Infantino, que é italiano e preside a FIFA declarou que é a favor de derrota automática em casos do tipo e talvez essa medida seja necessária para que pelo menos nos estádios o racismo pare de ser algo aceito, mas para mudar uma sociedade como um todo a FIFA não tem muito o que fazer. Dentro do futebol, porém, a derrota automática já seria uma ação imensamente grande diante desse tipo de ato. Quem reclamasse dessa direção de certa forma já se revelaria como um colaborador do racismo. 

No continente europeu como um todo os países que melhor combatem o racismo são, de longe inclusive, Inglaterra, de certa forma Reino Unido como um todo e Alemanha. No que se refere a terra do Rei Charles, a tolerância da Premier League com esse tipo de situação é zero e os casos não acontecem a anos. Vale o mesmo para divisões inferiores e para a Scottish Premier League e a Northern Ireland Football League. A Alemanha também trata casos desse tipo com tolerância zero na sociedade como um todo e isso acaba por se estender ao futebol. 

Fora do futebol, o problema do racismo provavelmente vai existir enquanto o mundo existir, restando lutar e combater essa ação inaceitável no dia a dia. No futebol, porém, passou da hora desse tipo de coisa acabar, não mais existir e não ser aceito. Se um país quer aceitar esse tipo de coisa, ele deveria tomar sanções, mas essa é outra discussão, mas dentro do futebol isso não pode mais ser aceito.

Goleiro do Milan deixa o campo após gritos racistas em jogo contra a Udinense

Com informações da Agência Estado
Foto: reprodução

Mike Maignan sofreu ataques racistas

O francês Mike Maignan, goleiro do Milan, saiu de campo neste sábado depois de ser alvo de gritos racistas de torcedores da Udinese, no estádio Friuli, em Údine, em jogo da 21ª rodada do Campeonato Italiano. A partida ficou paralisada por cinco minutos, foi retomada e terminou com a vitória milanista por 3 a 2, com o gol da vitória marcado nos acréscimos da segunda etapa.

No primeiro tempo, o Milan vencia a Udinese por 1 a 0 (gol de Loftus-Cheek) e tinha um tiro de meta a seu favor. Antes da cobrança, Maignan sinalizou para os companheiros, caminhou até o árbitro e depois para a linha lateral. Os jogadores do Milan conversaram com Maignan, que tirou as luvas e desceu o túnel para o vestiário. O goleiro também contou ao árbitro sobre torcedores imitando macacos no início da partida, o que gerou um anúncio no estádio pedindo que as ofensas parassem.

“Não há absolutamente nenhum lugar para o racismo em nosso jogo: estamos horrorizados”, publicou o Milan nas redes sociais com uma foto de Maignan conversando o árbitro. “Estamos com você, Mike.”

O time do Milan voltou ao campo, e Samardzic empatou antes do fim do primeiro tempo. A Udinese virou no início do segundo tempo com Thauvin. O Milan chegou ao novo empate aos 38 minutos, com Jovic, que tinha entrado sete minutos antes. O gol da vitória saiu aos 48 minutos com Okafor.


Com a vitória, o Milan chegou aos 45 pontos e está em terceiro lugar. O time volta jogar no sábado que vem, contra o Bologna, em Milão. Já a Udinese, que deve ser punida pelo episódio de racismo, enfrenta a Atalanta, também no sábado. A Udinese está na 16ª posição, com 18 pontos, e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento.

Há 60 anos, Santos batia o Milan e conquistava o bicampeonato mundial

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Santos bateu o Milan na final de 1963

Existem times de futebol que são quase como entidades sagradas do esporte bretão tamanha o nível de história que fizeram. Existem vários exemplos de clubes e seleções que entram nessa conta, como os casos do Brasil de 1970, a Holanda do Carrossel, o Ajax de Cruyff, o recente Barcelona de Guardiola. Uma dessas entidades do futebol foi o Santos de Pelé, que assombrou o planeta nos anos 1960. No dia 16 de novembro de 1963, o Alvinegro Praiano se sagrou bicampeão mundial, batendo o Milan no Maracanã. 

O Santos chegou para aquela competição vindo do início do apogeu do maior time de sua história (e do time que para muitos é o maior da história do esporte bretão). O Alvinegro Praiano fora campeão da Libertadores em 1962 diante do Peñarol e havia surrado o Benfica na decisão do Mundial do ano anterior. Em setembro daquele ano de 1963, derrotou o Boca na decisão da Libertadores e assim chegou a final diante do Milan.

O Rossonero por sua vez havia conquistado o título europeu pela primeira das sete vezes em que venceria ao longo de sua história. O time italiano tinha em sua equipe nomes como Trapattoni, Rivera, Altafini e os brasileiros Dino Sani e Amarildo. A equipe havia batido na decisão o Benfica, de Eusébio, que justamente havia perdido o mundial anterior para o Santos, em Londres. 

Naquela época, o Mundial era decidido com jogos de ida e volta que poderiam ainda gerar o terceiro jogo desempate, situação que ocorreria naquele torneio. Por sorteio, o segundo jogo foi no Brasil e o terceiro também seria. Na ida, em um San Siro lotado, o Rossonero venceu por 4 a 2, com Trapattoni, Amarildo e Mora marcando, enquanto Pelé fez os dois gols santistas. O Rei do Futebol, porém, não jogaria mais naquele ano devido as lesões que já enfrentava em 1963. 

No segundo jogo, diante de 130 mil presentes no Maracanã, o Milan não se intimidou e logo abriu 2 a 0, com Mazzolla e Mora. Na etapa final, o Peixe voltou mordendo e com gols de Pepe, Almir Pernambuquinho e Lima forçou o terceiro jogo ao bater o Milan pelo mesmo placar de 4 a 2. A final, então, acabaria ocorrendo no dia 16 de novembro, de novo no Maracanã, quase uma casa do Santos naqueles anos. 


Mais de 120 mil pessoas estiveram no Maracanã aquela noite e viram um jogo bastante disputado e travado entre santistas e milanistas. O Peixe sentia muito a ausência de Pelé, enquanto o Milan tinha suas ações travadas pela ótima atuação defensiva do Santos. O Peixe chegou a ficar com um a menos com a expulsão de Ismael, mas antes disso conseguiu abrir o placar ainda no primeiro tempo, num pênalti convertido pelo zagueiro Dalmo. Aquele seria o gol do título santista. O segundo e último do mundial. 

Até hoje há histórias sobre supostas situações envolvendo suborno de arbitragem ou de que jogadores do Santos jogaram dopados a decisão, mas nada foi comprovado. O Peixe voltaria a ganhar um título continental apenas em 2011, quando foi goleado pelo Barcelona na final do já novo Mundial de Clubes da FIFA. O Milan, por sua vez, venceria outras seis vezes a Liga dos Campeões e tem quatro títulos mundiais, mas sequer chega perto de vencer uma Liga dos Campeões desde 2007.  

Lateral do Milan, Florenzi é investigado por envolvimento em apostas ilegais na Itália

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Arquivo Pessoal / @florenzi

Florenzi em ação pelo Milan

Alessandro Florenzi, lateral do Milan, está sob a mira dos promotores de Turim que investigam jogadores de futebol que usam sites ilegais para apostar em jogos. O assunto ganhou as manchetes dos jornais italianos nesta quarta-feira.

Florenzi, que preferiu não comentar sobre a acusação, poderá ser chamado para prestar depoimento aos promotores nos próximos dias, de acordo com a Agência de Notícias LaPresse. A Federação de Futebol Italiana também estuda a possibilidade de abrir um inquérito.

Florenzi, de 32 anos, e ingressou no Milan na última temporada e tem contrato vigente até 2025. Atleta com participação na seleção da Itália, ele esteve no elenco que conquistou a Eurocopa em 2021.

Dois atletas já foram punidos por essa linha de investigação. Sandro Tonali, do Newcastle, pegou um gancho de dez meses. Nicoló Fagiolo, da Juventus, também foi suspenso e ficará fora dos gramados por sete meses. Nicolò Zaniolo, do Aston Villa, também está sendo investigado.

O caso vem ganhando repercussão no meio esportivo e autoridades já se manifestaram sobre essa onda de investigações. Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol, disse ser a favor de medidas educativas ao invés do banimento ou outros tipos de punições mais severas. “Nossos filhos devem ser sancionados, mas não abandonados”, defendeu o dirigente.


Documentos divulgados pelo jornal italiano “Gazzetta Dello Sport” revelaram trechos do depoimento de Fagioli, que afirmou ter feito dívidas com sites de apostas, causa de ameaças à sua integridade física. “Disseram-me: ‘ou você paga, ou vamos quebrar as suas pernas'”, relatou o jogador, que também disse ter sido introduzido ao mundo das apostas por Tonali.

A apagada passagem de Lehmann no Milan

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Lehman atuando no Milan

A Alemanha teve e segue tendo uma enorme tradição na formação de excelentes goleiros em sua história no futebol. Caminhando de Sepp Mayer até o gigantesco Neuer, os germânicos já formaram vários nomes que fizeram história e mudaram a forma de como se jogava na posição. Entre os vários nomes que os tedescos criaram está o de Jans Lehmann, que completa 54 anos neste dia 10 e teve grande história no esporte tanto por clubes como pela seleção. Entre todos os clubes, a única passagem que ficou aquém da história do arqueiro foi a pelo Milan. 

Lehmann chegou ao Milan depois de um começo histórico no Schalke, onde foi muito bem durante os anos que iniciou sua trajetória no futebol. Foram quase 300 jogos pelo clube de Gelsenkirchen antes de desembarcar no Rossonero, que na época vivia uma espécie de crise na posição. Foi uma das grandes contratações do time italiano antes da temporada 1998/1999, no que na época era o campeonato mais badalado do planeta. 

Só que o começo no Milan não foi nada positivo. Não convenceu nas vitórias diante da Salernitana e do Bologna, mesmo sem ter sofrido gols diante do time de Salerno. Acabou na reserva para Rossi diante do Torino na Copa Itália e viveu um particular inferno astral na partida diante da Fiorentina, quando tomou três gols de Batistuta com direito a um onde cometeu falta após pegar um recuo com a mão. 


A pá de cal em sua curta passagem pelo Rossonero veio em uma derrota diante do Cagliari fora de casa, onde foi substituído ainda no primeiro tempo após cometer um pênalti bobo que gerou o gol do time da Sardenha. Passou a reserva depois e julgou que não teria mais chances com o Diavolo, o que fez com que pedisse a transferência na janela de inverno. Acabou encerrando sua passagem por Milanello já no início de 1999, se transferindo curiosamente para o Borussia Dortmund, arquirrival do Schalke, onde havia começado.

No total, Lehmann atuou em apenas seis partidas pelo Rossonero, deixando o clube para atuar pelo Dortmund a partir de 1999. Apesar disso, é creditado como um dos campeões da Série A daquele ano, já que atuou na competição, inclusive. O alemão ainda faria história atuando pelo Arsenal, tendo passado também pelo Stuttgart antes de pendurar as luvas. O Milan, por sua vez, se encontraria na posição alguns anos depois, com um tal de Dida chegando e virando um dos maiores goleiros da história do Milan. 

Demetrio Albertini e sua passagem de 14 anos pelo Milan

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Albertini em ação pelo Milan

Um dos maiores jogadores da história do Milan, conquistando diversos títulos e atuando por 14 anos no clube, completa 52 anos hoje. Demetrio Albertini ficou conhecido por sua passagem pelo clube italiano, onde ficou quase toda sua carreira, mas chegou a atuar por outras grandes equipes do futebol europeu. 

Albertini nasceu em Besana in Brianza, na Itália, no dia 23 de agosto de 1971, e aos 17 anos iniciou sua carreira como jogador. O volante era muito jovem, mas se destacou nas categorias de base do clube, e a comissão técnica decidiu subir o jogador para o profissional.

A sua primeira partida como profissional foi em janeiro de 1989, meses depois da sua subida ao time principal, e foi contra o Calcio Como. Mas ainda muito jovem, não conseguiu ter muitas oportunidades, apenas entrou em mais uma partida, até ser empregado em novembro de 1990.

O volante foi emprestado ao Padova, uma equipe pequena da Itália, que disputava a segunda divisão do campeonato nacional, mas que seria muito bom para o desenvolvimento do atleta. Albertini conseguiu ser titular da equipe, fazendo uma boa temporada e mostrando seu potencial.

A equipe brigou para tentar o acesso à primeira divisão, mas acabou não conseguindo, porém, Albertini foi uma das grandes revelações do campeonato, conseguindo mostrar que poderia voltar ao Milan.

Com o final do empréstimo, o jogador retornou ao Milan no início de 1992, e logo ganhou seu espaço. A equipe comandada pelo Fabio Capello, estava indo muito bem, e o jogador conseguiu entrar bem no meio-campo, ganhando seu espaço e mostrando seu talento.

A sua classe e a precisão nos passes chamavam a atenção, e isso gerou o apelido de “Metrônomo”. Desde quando assumiu a titularidade, o jogador não saiu mais, tendo um grande destaque pela equipe, conquistando diversos títulos importantes no clube.


Ao longo dos seus 14 anos pelo clube, Albertini conquistou quinze títulos, um número impressionante. Foram cinco títulos da Série A, três da Liga dos Campeões, três Supercopa da UEFA, três Supercopa da Itália e uma Copa Intercontinental. Além disso, foram 293 partidas e 21 gols marcados.

O jogador conseguiu marcar seu nome na história do clube, sendo considerado ídolo. Em 2002 deixou a equipe, quando foi para o futebol espanhol para atuar no Atlético de Madrid.

A curta passagem de Patrick Vieira no Milan

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Patrick Vieira no Milan

Poucos jogadores tem o privilégio de jogar em um dos três maiores times da Itália, menos ainda em dois e a lista é quase restrita nos jogadores que atuaram pelos três gigantes da Bota. A lista possuí um total de apenas onze nomes, com pouquíssimos conseguindo jogar um grande futebol nas três equipes, como foi o caso de Baggio. Um dos que fazem parte dessa listagem é o ex-volante e hoje treinador Patrick Vieira, que completa 47 anos neste dia 23 de junho e teve uma curta passagem pelo Milan como a sua primeira em terras italianas.

Vieira chegou ao Milan ainda longe de ser o volante histórico que seria vestindo principalmente as camisas de Arsenal, Juventus e Internazionale. Na época, o francês era apenas uma jovem promessa surgida há pouco tempo no Cannes, tendo inclusive capitaneado o time já aos 19 anos de idade. Foi contratado pelo Milan na temporada 1995/1996

Chegou ao Rossonero já no final do ano de 1995, voltando de um empréstimo que havia o mantido ainda no Cannes naqueles primeiros momentos do ano, estreando em partida diante do Bologna na Copa Itália, onde acabou sendo titular da equipe. Depois, apenas retornou a equipe num jogo da Copa da UEFA, hoje Liga Europa, em Março, diante do Bordeaux, onde esteve presente nos dois jogos da eliminatória que terminou com o time francês revertendo o 2 a 0 milanista em San Siro no jogo em casa para um 3 a 0. 

Sua estreia pela Série A se deu em um jogo fora de casa contra o Piacenza, válido pela 27ª rodada da competição, que terminou com vitória milanista por 2 a 0 e ainda atuou oito minutos na rodada seguinte, em San Siro, diante da Lazio, antes de perder espaço de vez no elenco rossonero e acabar não atuando mais no resto da temporada. 


Sem conseguir espaço no Milan, Vieira acabou analisando diversas propostas e por muito pouco não foi negociado com o Ajax, porém acabou fechando com o Arsenal e a partir daí começando a caminhada para virar um dos maiores nomes da história dos Gunners. Em Milanello, entrou em campo em apenas cinco oportunidades, não marcando nenhum gol.  

Milan, Monza e futebol italiano lamentam a morte de Silvio Berlusconi

Com informações da Agência Folha
Foto: John Sibley/Action Images via Reuters

Silvio Berlusconi levanta a taça de campeão da Liga dos Campeões em 2007, na Grécia

O Milan, comandado por mais de 30 anos por Silvio Berlusconi, declarou em nota estar "profundamente triste" com a morte de seu "inesquecível" ex-presidente. O cartola e político italiano morreu nesta segunda-feira (12), aos 86 anos.

O Monza, clube que Berlusconi possuía desde 2018, e o futebol italiano como um todo também expressaram seu pesar. O clube rossoneri viveu um de seus momentos mais gloriosos quando o ex-primeiro-ministro italiano era seu presidente.

"Obrigado presidente, sempre conosco", acrescentou o clube que, sob o comando do 'Cavaliere', conquistou 29 títulos, incluindo cinco Ligas dos Campeões e oito títulos do Campeonato Italiano. Durante o período do cartola, o Milan atraiu algumas das maiores estrelas do futebol mundial, como Maldini, Van Basten, Gullit, Papin, Weah, Shevchenko, Ronaldinho e Ibrahimovic.

O AC Monza, clube de futebol que Berlusconi assumiu em parceria com Adriano Galliani, seu braço direito, também prestou homenagem. "Este é um vazio que nunca poderá ser preenchido, para sempre conosco. Obrigado por tudo, presidente", disse o clube lombardo. O time, cujo estádio fica a dez minutos da cidade de Berlusconi, em Arcore, subia os degraus para passar da terceira divisão para a Série A no último verão europeu.

Gratidão - O treinador do Real Madrid, Carlo Ancelotti, manifestou esta segunda a sua "gratidão infinita" a Silvio Berlusconi, que foi "fundamental" na sua carreira como jogador e como treinador. "A tristeza de hoje não apaga os momentos felizes que passamos juntos", escreveu o ex-jogador (1987-1992) e treinador (2001-2009) do clube rossonero em sua conta no Twitter.

"Fico infinitamente grato ao presidente, mas acima de tudo a um homem irônico, leal, inteligente, sincero, fundamental na minha aventura primeiro como jogador de futebol e depois como treinador", acrescentou, concluindo com um "obrigado, presidente".


Outro antigo treinador emblemático do Milan, Arrigo Sacchi, homenageou a memória de um "amigo fabuloso, a quem tudo devo", segundo a agência italiana Ansa. Outros clubes e personalidades do futebol italiano prestaram homenagens a Berlusconi, como o novo campeão italiano, Napoli, que expressou as "condolências" de seu presidente Aurelio de Laurentiis.

"Silvio Berlusconi mudou a história do futebol italiano", disse o presidente da Federação Italiana de Futebol, Gabriele Gravina, em um comunicado. "Ele fez história neste esporte (...) levando o futebol italiano ao topo da Europa e do mundo", disse Lorenzo Casini, presidente da Serie A.

A história de Costacurta com o Milan

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Costacurta atuando no Milan 

Completando seus 57 anos neste dia 24, o ex-defensor Alessandro Costacurta é um dos grandes nomes do futebol italiano que surgiu entre os anos 1980 e 1990. Dono de imensa categoria e ótimo defensor, o italiano, natural de Jerago con Orago, uma pequena comuna italiana próxima a Milão e Varese, passou a vida inteira praticamente defendendo um único clube, à exemplo de seu colega de defesa Maldini, que era, é claro, o Milan. 

Chegou as categorias de base do Diavolo ainda criança. Era apenas um garoto de 13 anos quando ingressou na formação milanista, ascendendo rapidamente devido a sua força física. Curiosamente, Costacurta também era muito bom no basquete e foi de lá que surgiu o apelido Billy, que tinha na juventude, já que era também apelido do Olimpia Milano. 

Apesar de estrear no time profissional do Milan em 1986, jogando duas vezes pela Copa Itália antes de acabar emprestado ao Monza, que na época frequentava a Série C1 italiana. Por lá, atuou durante 30 jogos na temporada e voltou ao Milan para se tornar já peça importante do time sob Arrigo Sacchi no ano seguinte, numa das eras mais gloriosas do Diavolo.

Jogou alguns poucos jogos na temporada 1987/1988, que já serviram para o creditar como campeão da Série A naquele ano, estreando contra o Hellas Verona na sétima partida da temporada. Porém, aquele ano na reserva de Galli permitiu ao ótimo zagueiro aprender e ganhar muita experiência, tendo inclusive entrado bem quando foi chamado ao serviço. 

Na temporada 1988/1989, passa a ser uma peça chave no elenco e vira titular da equipe, atuando bastante durante a temporada. Era titular na final da Liga dos Campeões daquela temporada, quando os milanistas ganham a orelhuda novamente. Foi um dos grandes destaques defensivos do time e a partir daí se firmou. No ano seguinte, marca seu primeiro gol pelo Milan, num derby contra a Inter, que de nada adianta na derrota por 3 a 1, mas novamente é peça importante numa conquista europeia. 

Além do Milan, segue sendo importante na Seleção Italiana nas temporadas seguintes, fazendo parte do time vice-campeão da Copa do Mundo em 1994 e ajudando o Rossonero na conquista de um tricampeonato da Série A, além da vinda de mais um troféu da Liga dos Campeões. Marcou seu segundo gol pelo Milan em 1991, diante da Roma, numa vitória por 4 a 1 em San Siro. 

Faz sua última atuação pela Azzurra em 1998, justamente na Copa do Mundo, na eliminação para os Franceses e passa então a dedicar os últimos anos da carreira ao Milan, onde continuava sendo peça importante. Nos anos 2000, mesmo já experiente e com o peso da idade podendo "atrapalhar", se torna importante nas disputas e ajuda novamente a equipe a ganhar uma Liga dos Campeões em 2003. Passa a perder espaço apenas em 2004, quando o Milan tinha Nesta e Maldini em sua defesa.


Sua última temporada pelo Milan é justamente na última vez onde o Rossonero havia ido tão longe na maior competição de clubes da Europa antes da atual, em 2006/2007. Já atuando menos, entra esporadicamente em alguns jogos e é parte do elenco que garante o sétimo título continental aos milanistas. Faz seu último gol justamente no último jogo da carreira, diante da Udinese, de pênalti, na penúltima rodada daquele italiano. 

Costacurta encerrou sua trajetória com a camisa milanista atuando em 663 jogos e marcando, como já citado inclusive no texto, três gols (fez outros dois com a camisa da Seleção Italiana.) Chegou a trabalhar como treinador depois de pendurar as chuteiras, mas sua trajetória no banco de reservas não durou muito, tendo trabalhado pela última vez em 2009, no Montova.   

Depois de 18 anos, Inter e Milan farão o "Derby de uma geração" na Champions League

Por Lucas Paes
Foto: Mike Hewitt/Getty Images

Último confronto entre Inter e Milan em 2005

Esta foto que abre o texto, do dia 12 de abril de 2005, é da última vez onde Inter e Milan se enfrentaram pela competição de clubes mais importante da Europa (e do Mundo). Naquele dia, o Rossonero vencia por 1 a 0, com a vantagem de 2 a 0 na ida, quando sinalizadores foram atacados no campo a 15 minutos do fim do jogo e atingiram inclusive o goleiro Dida. Jogo paralisado e vitória por 3 a 0 dos milanistas. Pois bem, depois de 18 anos, tempo de mais de uma geração crescerem, muita gente vai testemunhar pela primeira vez um Derby Della Madonnina na Liga dos Campeões e ele vale vaga na decisão.

Ninguém apostaria nesta semifinal no início da edição 2022/2023 da Liga dos Campeões da Europa. Antes do começo da competição, os favoritos eram times como Real Madrid, Manchester City, que de fato chegaram e outros como PSG, Liverpool e Bayern. Durante a temporada, foram entrando no bloquinho o Napoli e o Benfica, que curiosamente ficaram pelo caminho para a dupla de Milão. Depois de 20 anos, os dois rivais eternos voltarão a se enfrentar numa semifinal da competição.

A primeira e até hoje única vez em que Inter e Milan se enfrentaram numa semifinal europeia foi palco de uma das situações mais bizarras da história do futebol: depois de empates por 0 a 0 e 1 a 1, o Milan se classificou por, atenção: gols marcados fora de casa. (Os jogos foram na mesma cidade e no mesmo estádio). Neste ano, o gol qualificado já não existe mais na disputa pela orelhuda. Desta vez, se tivermos empate no jogo, rolarão pênaltis.

Tanto a Inter quanto o Milan derrubaram nas quartas equipes que tinham algum favoritismo contra eles. Os Nerazzurri tiveram pela frente o Benfica, que jogava um grande futebol e era de certa forma favorito e de maneira madura e concreta, bateram os portugueses dentro da Luz por 2 a 0 e empataram por 3 a 3 em Milão (venciam por 3 a 1 até simplesmente relaxarem e tomarem dois gols nos últimos minutos.). O Milan, por sua vez, pegou o Napoli, futuro campeão italiano, foi pressionado, segurou os Partenopei, venceu em San Siro por 1 a 0 e empatou por 1 a 1 no Diego Maradona para chegar até aqui. Ambos os times contaram com atuação dos seus goleiros, Onana, pelos interistas e o incrível Maingnan pelos milanistas.


Curiosamente, nenhum dos dois gigantes italianos está fazendo grande campanha na Série A. A Inter não vence há meses na competição e já esta fora do G4, enquanto o Milan também vive fase ruim e é ameaçado de sair do grupo dos quatro classificados para a próxima UCL. Independente disso, um dos dois será finalista da competição depois de muito tempo. Ambos venceram em suas últimas decisões, a Inter contra o Bayern, em 2010, naquela atuação divina de Milito e o Milan em 2007, quando se vingou do Liverpool em dia de Inzaghi (o Pippo) e venceu por 2 a 1. 

Os jogos ocorrerão em maio e até lá muita água vai rolar, mas o favoritismo nesse momento não existe. Os dois times tem equilíbrio entre si e nenhum resultado surpreenderá. O que é louvável é o fato da Itália levar um time a decisão da Liga dos Campeões depois de seis anos. Outra coisa certa: dois derbys históricos nos aguardam. 

Sorteio define confrontos das quartas da Champions League

Com informações do GE.com
Arte: UEFA


A Uefa definiu nesta sexta-feira os confrontos das quartas de final da Champions League 2022/23. O sorteio também apontou qual será o caminho das equipes até a final, com o chaveamento da semifinal e quem será o mandante na decisão no Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul, na Turquia, no dia 10 de junho.

Confira os confrontos:

Real Madrid x Chelsea
Inter de Milão x Benfica
Manchester City x Bayern de Munique
Milan x Napoli

Não havia qualquer restrição de país ou times que já tivessem se enfrentado na fase de grupos da Liga dos Campeões. Entre as equipes que disputarão as quartas de final, apenas o Napoli, estreante nesta fase, e o Manchester City nunca conquistaram um título do torneio.


Quem vencer o confronto entre Milan e Napoli vai encarar na semifinal o time que passar entre Benfica e Inter de Milão. Do outro lado, Manchester City ou Bayern de Munique terão pela frente quem ganhar de Real Madrid x Chelsea. O mandante na decisão sairá da segunda semifinal, que poderá envolver City, Bayern, Real Madrid ou Chelsea.

Quando serão os jogos?

Quartas de final (ida): terça, 11 de abril, e quarta, 12 de abril;
Quartas de final (volta): terça, 18 de abril, e quarta, 19 de abril;
Semifinal (ida): terça, 9 de maio, e quarta, 10 de maio;
Semifinal (volta): terça, 16 de maio, e quarta, 17 de maio;
Final: 10 de junho, no Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul.


Real Madrid e Chelsea se enfrentaram nas duas últimas edições da Champions: na passada, o time espanhol levou a melhor nas quartas de final, e na outra quem passou foi a equipe inglesa. Além disso, Inter de Milão e Benfica já decidiram o título de campeão europeu na temporada 1964/65.

Quartas de final da Champions - Relembre a campanha do Milan até o momento

Foto: Imagem de jcomp no Freepik

O clube italiano eliminou o Tottenham na última fase da competição

O Milan é um dos classificados para a fase de quartas de final da Champions League e deverá atrair a atenção dos fãs de futebol na próxima fase da competição. Neste texto, você vai relembrar como tem sido a campanha da equipe até o momento.

Fase de Grupos

O Milan somou um ponto em seu primeiro desafio na fase de grupos. A equipe italiana foi a campo contra o RB Salzburg em um duelo promovido na casa do clube alemão. Ao longo dos 90 minutos, cada clube balançou as redes adversárias uma vez e o resultado final foi um empate por 1 a 1.

No segundo desafio, contra o Dinamo Zagreb, veio a primeira vitória na competição. Desta vez, o placar foi de 3 a 1 para o clube italiano.

Na metade da fase de grupos, na terceira rodada, a primeira derrota. O resultado foi um infeliz 3 a 0 a favor do Chelsea.

No quarto jogo, novamente contra o Chelsea, mais uma derrota, desta vez pelo placar de 2 a 0.

Na quinta rodada, uma goleada para elevar os ânimos - vitória por 4 a 0 contra o Dinamo Zagreb.

Já na última rodada, mais uma goleada. O resultado no segundo confronto contra o RB Salzburg foi uma vitória por 4 a 0.

Com essa sequência, o Milan encerrou a fase de grupos na segunda colocação da Chave E, com um total de 10 pontos somados.

Oitavas de final

Em seu primeiro desafio na fase de mata-mata, em um duelo contra o Tottenham, o Milan conquistou mais uma vitória. A partida, que foi disputada no estádio Giuseppe Meazza, terminou em 1 a 0 para o time italiano.

Já no último dia 8, no Tottenham Hotspur Stadium, a classificação para as quartas de final foi assegurada com um empate por 0 a 0 no confronto de volta.

Façam seus lances

No mundo das apostas esportivas, uma plataforma se destaca para quem deseja fazer seus lances nos grandes jogos, é a Apostaquente.

Em seu site, você pode apostar no basquete, no futebol, no futsal e em vários outros esportes. A Apostaquente também conta com um cassino online.

Sobre a Apostaquente

Com experiência internacional e diferentes opções de modalidades esportivas em sua plataforma, o site de apostas esportivas e cassino online Apostaquente tem como objetivo entregar uma grande experiência para os usuários brasileiros em seus lances.

Na Apostaquente, você encontra odds e taxas atrativas, além de muita emoção.

Frank Rijkaard e sua passagem repleta de títulos pelo Milan

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Frank Rijkaard teve seu auge como jogador no Milan

Um dos maiores volantes da história do futebol mundial completa 60 anos hoje. Franklin Edmundo Rijkaard, mais conhecido como Frank Rijkaard, nasceu no dia 30 de setembro de 1962, em Amsterdam, na Holanda. O jogador teve passagem por grandes times e conquistou títulos importantíssimos.

O jogador começou já no grande clube de seu país, o Ajax, ficou lá por muitos anos até deixar com diversos títulos e como ídolo. O volante foi para o Sporting, mas acabou não ficando por muito tempo, ficou por apenas uma temporada e logo depois foi para o futebol Italiano.

Frank foi contratado pelo Milan, que no começo da década sofreu com dois rebaixamentos, mas em 1987/88 ganhou o título nacional e estava em um processo de retoma. A equipe estava voltando a contratar grandes estrelas e estava em busca de mais títulos.

Ele chegou no clube em 1988/89, em uma situação já mais tranquila, porém a torcida queria mais títulos e estava cobrando por mais. O Milan começou a montar uma seleção, com grandes estrelas do futebol mundial, e o projeto não demorou para dar certo.

Logo em sua primeira temporada no clube, o jogador já ajudou com toda sua experiência e futebol, a conquistar a Champions League. O título foi importantíssimo, pois superou o seu rival Internazionale, que tinha dois títulos e o Milan conquistou o terceiro.

Duas semanas depois, Frank iria viajar para o torneio amistoso no Suriname, com a Seleção Holandesa, mas acabou não sendo liberado Milan, para sua sorte. Pois o avião acabou se acidentando e provocou a morte de quase todos os passageiros.

Na temporada seguinte, o Milan conseguiu o bicampeonato e dessa vez foi muito mais decisivo. Frank marcou o único gol da partida, que terminou em 1 a 0 contra o Benfica, outro título importantíssimo para a equipe e jogador.

Além desses títulos, o Milan conquistou o bicampeonato da Supercopa Europeia e o Mundial de Clubes. Mesmo com todos esses títulos, o jogador continuou na equipe e manteve o alto nível junto com os seus companheiros. A cada temporada a equipe evoluiu mais, mas ainda faltava um título importante para jogador, que era o campeonato nacional.

Acabou demorando um pouco, mas veio o título, após quatro temporadas o jogador conseguiu. Na temporada 1991-92, o Milan conseguiu voltar a conquistar o Campeonato Italiano, com uma ótima campanha, mas o melhor ainda estava por vir no ano seguinte.


Na temporada de 1992-93, o Milan conquistou novamente o campeonato nacional, porém dessa vez venceu de forma invicta, algo inédito no futebol italiano. E o Frank foi considerado o melhor jogador estrangeiro da temporada italiana. Além desses troféus, o Milan ainda venceu em 1988 e 1992 o título da Supercopa Itália.

Chegando no final do campeonato italiano, o Milan começou a fazer uma renovação com alguns jogadores e alguns já estavam em fase final de carreira, Frank era um deles. O volante acabou preferindo voltar ao Ajax para poder encerrar a carreira na equipe holandesa. Ele deixou o Milan com 201 jogos e 26 gols marcados.

Milan quebra jejum de 11 anos e é campeão italiano pela 19ª vez

Por Lucas Paes
Foto: Tiziana Fabi / AFP

O Milan conquistou mais um Scudetto

Há quem possa argumentar que a falha maior foi da Inter pelos pontos bobos perdidos, há quem possa argumentar que os Rossoneri deram muita sorte, mas o fato é que, de maneira merecidíssima, inquestionável e concreta, o Milan quebrou o jejum de 11 anos sem ganhar um título italiano e garantiu o Scudetto com uma vitória inquestionável sobre o Sassuolo, num Mapei Stadium que mais parecia um San Siro de tanta torcida do Milan presente. A conquista veio com justiça, numa temporada em que o time rubro-negro foi forte quando precisou.

A Inter, rival do Milan, dava toda a pinta que seria bicampeã. Fez muitos gols ao longo do campeonato, era concreta, concisa, mas falhou nos clássicos. O confronto que decidiu no fim das contas o campeonato foi o derby do segundo turno. Dentro de campo, a Inter abriu o placar, atropelou, viu Maingnan defender tudo que veio pela frente e Giroud decidiu em favor do time rossonero. A partir daí, o Milan foi conciso, seguro e ainda contou com a sorte quando precisou.

O que acabou decidindo o título foi principalmente méritos defensivos. A Inter, que muito criou, que é o melhor time italiano hoje, que quase causou uma tragédia ao possível campeão europeu dentro da casa dele, contou com falhas graves tanto de Handanovic quanto principalmente de Radu no jogo com o Bologna, que poderia ter retornado os nerazzurri a liderança. O Milan de Pioli, além de bom ofensivamente, foi também concretíssimo na defesa quando precisou, com Maignan iluminado. 

É importante citar também o retorno de Ibrahimovic. Ele voltou no meio da temporada 2020/2021 e avisou que se tivesse chego em agosto seria campeão. Por mais falastrão que seja, o sueco tem mérito de ensinar ao jovem time milanista a mentalidade vencedora que ele teve durante toda a carreira. Jogador com passagens excelentes pelos três gigantes da bota, o experiente atacante ficou muito mais marcado pelas passagens no Milan. Se despede da carreira com o Scudetto.


A torcida do Milan faz uma justa festa por um time que foi como poucos comprometido com a camisa que vestiam. A temporada do rossonero foi inquestionável. Pouco importa os escorregões de Inter e Napoli, o gigante rubro-negro mereceu a taça e a conquistou com enormes méritos. Milão, hoje vermelha e preta, terá uma noite que não acabará, pois com justiça o Milan é campeão italiano de novo. 

Inter e Milan fazem praticamente uma final antecipada da Série A neste sábado

Por Lucas Paes
Foto: Inter/Getty Images

No primeiro turno, duelo terminou empatado

Sozinhos, os clássicos entre Internazionale e Milan, o famoso Derby Della Madonninna, por si só, já são um campeonato a parte para ambos os clubes envolvidos. Neste sábado, dia 5, porém, a partir das 14 horas, no horário de Brasília, ocorrerá um dos clássicos mais decisivos de toda a história dos confrontos entre nerazzurris e rossoneros. No San Siro, palco que ainda terá alguns jogos entre os dois rivais antes de seu inevitável fim, os dois times fazem praticamente uma final antecipada do Campeonato Italiano.

Na temporada 2021/2022 a Inter de Simone Inzaghi estava claramente à frente de seus rivais na briga pelo Scudetto. Com um time consolidado, mesmo as perdas de Hakimi e Lukaku pouco foram sentidas com as chegadas de nomes como Dunfries, Dzeko e Correa. Agora, os Nerazzurri ainda trouxeram Gosens e Caicedo para reforçar o elenco. A equipe conseguiu evoluir ainda mais depois da saída de Conte e sob o comando do ex-Laziale se mostram um time capaz de muitas variações e de formas diferentes de ataque e defesa.

Já o Milan de Piolli segue tentando retornar o gigante rubro-negro de volta as glórias, porém ainda não consegue ser tão consolidado como seus rivais. Mesmo com o bom futebol mostrado por nomes como Kessié, Tomori, Theo Hernandez e o interminável Ibrahimovic, o Diavolo ainda sofre para alcançar o nível de futebol praticado pelos seus rivais citadinos, que hoje estão claramente à alguns pés de distância do resto do país em qualidade e capacidade de jogo. 

Neste momento, a classificação mostra os milanistas e o Napoli à apenas quatro pontos da Inter de Inzaghi. Os números, porém, de certa forma são mentirosos, já que a Beneamata tem um jogo a menos, contra o Bologna, que ainda será agendado e portanto pode ainda abrir mais pontos. Caso vença o derby deste sábado, a equipe nerazzurri abrirá um oceano de 7 pontos que podem virar 10 sobre o rival citadino. Contra um time que mostra uma regularidade impressionante, é uma distância quase impossível de alcançar.

Porém, caso os milanistas vençam o derby farão o final do Campeonato Italiano pegar fogo. Diminuirão a distância para a rival para apenas um pontinho, que mesmo que se tornem quatro caso a Inter faça o óbvio e vença o Bologna, são ainda uma margem pequena e permissiva. Porém, para alcançar o Scudetto, mesmo que vença o derby, o Milan terá de lutar contra os próprios fantasmas de um time que parece não conseguir engrenar na hora do "vamo ver".

É claro que nada disso pode acontecer também, o que poderia igualmente ser decisivo. Um empate, algo não tão difícil, entre os dois times deixaria o Napoli esfregando as mãos podendo diminuir a distância e sonhar com o destronar dos gigantes da Lombardia. Quem também pode ter uma esperança com a igualdade é o brilhante time da Atalanta, já que a Dea poderia pelo menos voltar a sonhar. Uma igualdade no clássico colocaria a faca e o queijo na mão do time onde Maradona foi ídolo para buscar finalmente o Scudetto.


O certo é que clássico citadino mais charmoso do futebol europeu terá mais um capítulo histórico neste sábado. O estádio terá 50 por cento dos assentos ocupados, o que permitirá a presença de 37 mil pessoas, a imensa maioria de interistas. Torcedores do Milan, porém, poderão estar presentes. Será, certamente um clima de final no San Siro. O duelo será transmitido pela ESPN e pelo Star Plus, para quem quiser acompanhar. 

Alberigo Evani e sua ótima passagem pelo Milan, com títulos e gols importantes

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Evani atuando pelo Milan

Um dos grandes jogadores da história do Milan faz aniversário. Alberigo Evani, que completa 59 anos, é nascido no dia 1 de janeiro de 1963, em Massa, na Itália, foi achado pelo Milan logo aos seus 14 anos, e começou a chamar a atenção na base do clube. A partir de 1980 o jogador subiu para o profissional, e começou a construir sua história no clube.

Com a subida do jovem profissional, o Milan não passava por uma fase de vitória, pelo contrário, vivia momentos difíceis. O grande time passava por uma situação complicada, jogando a Série B do Campeonato Italiano, após a punição por envolvimentos de jogadores no escândalo Totonero.

Após uma ano na série B, o clube voltou, e o no ano seguinte novamente caiu, nesse período Evani começou ganhar seu espaço na lateral esquerda, se tornando titular da equipe. A partir desse momento, o jovem de 19 anos começou a ser chamado para a Seleção Italiana Sub-21, por onde disputou a Eurocopa da categoria, em 1984.

Com a fase do Milan ruim, o jogador continua chamando a atenção, e as coisas começaram a tomar novos rumos com a chegada Berlusconi no poder em 1986 ao clube. Mas nesse mesmo ano o lateral acabou sofrendo com uma lesão, que o tirou por bastante tempo dos gramados. Com a sua ida ao departamento médico, abriu espaço para outra jóia revelado pelo clube: Paolo Maldini.

Mesmo com a volta de lesão, e Paolo tendo um bom desempenho, Evani não perdeu espaço, mas acabou trocando de posição para se manter como titular. O lateral passou a jogar no meio campo, e teve aí começou os melhores momentos de sua carreira. O novo meia se adaptou muito bem com a forma de jogar de Sacchi no 4-4-2.

Com o novo momento do Milan, a fase vitoriosa voltou, e nesse período os grandes títulos vieram. Na temporada de 1989 aconteceram os dois principais gols da carreira de Evani. Os dois foram de falta, com a alta potência no chute, o primeiro ocorreu contra o Barcelona, no jogo da decisão Supercopa da UEFA e, dias depois, na final do Mundial de Clubes, contra o Atlético Nacional, a partida já na prorrogação, o meia acertou uma excelente batida e marcou o gol do título.

No ciclo do treinador Sacchi, onde ocorreu os melhores momentos da carreira de Evani, e sua ida para o meio, o jogador conquistou muitos títulos. Foram duas vezes campeão da Copa dos Campeões, da Supercopa Europeia e do Mundial, em 1989 e 1990, além do título da Série A e uma Supercopa Italiana em 1988.

Com a chegada do novo treinador, Capello, em 1991, o jogador novamente foi mudado de função, agora passaria a jogar como meia centralizado. Com a mudança, Evani não conseguiu se adaptar muito bem, e acabou perdendo espaço no time titular do Milan. A falta de minutos, afetaria o jogador na Seleção Italiana, pois o jogador queria disputar a Copa do Mundo de 1994, e estava fazendo parte daquele elenco.


Com todos os problemas no Milan, pela falta de espaço depois da chegada do novo treinador, o meia acabou tendo que procurar outro clube para poder jogar, e continuar a ser convocado para seleção. O jogador se transferiu para a Sampdoria em 1993, o atleta deixou o Milan após 393 partidas.

O técnico da seleção era o Sacchi, e com a ida do jogador para a Sampdoria, continuou sendo convocado e conseguiu ir para a Copa do Mundo, conseguindo chegar até a final contra o Brasil, onde acabou perdendo nos fatidicos pênaltis, o meia bateu e converteu o dele.
Proxima  → Inicio

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações