Mostrando postagens com marcador Chelsea FC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chelsea FC. Mostrar todas as postagens

Com grande primeiro tempo, Chelsea faz 3 a 0 no PSG e conquista a Copa do Mundo de Clubes

Foto: divulgação / Chelsea FC

Primeiro tempo impecável do Chelsea no MetLife Stadium

O Chelsea conquistou a primeira Copa do Mundo de Clubes! Neste domingo, dia 13, no MetLife Stadium, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos, o time inglês com uma etapa inicial impecável, fez 3 a 0 no Paris Saint-Germain e ficou com o título da competição.

O Chelsea começou melhor no jogo e quase abriu o marcador aos 7'. Após bela troca de passes, João Pedro ajeitou bonito para Palmer, que bateu colocado e a bola passou raspando a trave. Aos 15', o PSG teve a chance com Doué, que recebeu sob medida para finalizar, mas quis tocar para Hakimi e Cucurella fez o corte. Três minutos depois, Douê finalizou o cantinho, mas Sánchez se esticou todo e fez a defesa.

O jogo estava aberto e aos 21 minutos, o Chelsea abriu o marcador. Sánchez lançou Malo Gusto pela direita, que ganhou de Nuno Mendes, invadiu a área, chutou e foi travado por Beraldo. Ele mesmo pegou a sobra e ajeitou para Palmer, que deu um tapa sútil, no canto, com muita frieza, fazendo 1 a 0 para o time inglês.

O gol deu ânimo ao Chelsea, que foi para cima e fez o segundo aos 29'. Em contra-ataque rápido, Palmer recebeu, fingiu que ia passar para Gusto e nesse movimento se livrou de Vitinha e bateu colocado, de um jeito bem similar ao primeiro gol: 2 a 0.

O Paris Saint-Germain pareceu dar uma acordada, indo para cima tentando reverter a situação, mas aos 42 minutos, o Chelsea fez o terceiro. Em outro contra-ataque, Palmer carregou a bola e deu um passe preciso para João Pedro, que invadiu a área e finalizou cavando na saída de Donnarumma: 3 a 0 pra o time inglês e assim terminou o primeiro tempo.

O PSG foi para o 'tudo ou nada' no segundo tempo e aos 6', Dembélé quase diminuiu, após jogada de Doué, mas Sánchez fez boa defesa. Depois dis 15 minutos, o Chelsea voltou a ter mais ações e aos 22', Liam Delap fez Donnarumma se esticar todo para fazer a defesa.


Com a aproximação do fim da partida, a afobação do Paris Saint-Germain foi aumentando. O time francês até tentava pressionar, mas errava demais no ataque. Assim, o Chelsea conseguia evitar os lances de perigo e ainda ia ao ataque, como com Delap, aos 34', quando Donnarumma evitou o gol com o pé.

Aos 39', João Neves foi expulso, após ação do VAR, ao puxar o cabelo de Cucurella, deixando o PSG com um atleta a menos em campo. Depois, o Chelsea controlou o tempo e manteve o placar, comemorando o título mundial.

Após o apito final, o jogo terminou em pancadaria. Até o treinador do PSG, Luiz Enrique, agrediu jogador do Chelsea. Agora, as duas equipes vão se preparar para a temporada 2025/2026 do futebol europeu.

Fluminense perde para o Chelsea e é eliminado na semifinal da Copa do Mundo de Clubes

Foto: Fifa.com

Fluminense não conseguiu segurar o Chelsea

Com 'Lei do Ex', o Fluminense caiu na Copa do Mundo de Clubes. Nesta terça-feira, dia 8, no MetLife Stadiu, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos, o Tricolor foi derrotado pelo Chelsea, por 2 a 0, pela semifinal do certame. Os dois gols do jogo foram de João Pedro, 'cria de Xerém'.

O jogo começou com o Fluminense tentando pressionar. Porém, depois dos 5 minutos, o Chelsea dominou as ações e abriu o marcador aos 18', tendo Lei do Ex. Cano errou na saída e João Pedro tocou para Pedro Neto, que saiu pela esquerda. Ele cruzou na área, Thiago Silva afastou, mas João Pedro apareceu em boa condição de finalizar no gol e superar Fábio.

O gol deu ainda mais ânimo ao time ingês. Aos 20', Malo Gusto, de cabeça, levou perigo, mas Fábio fez firme defesa. Aos 25', quase o Fluminense empata. Arias tabelou com Cano e tocou na saída do goleiro, mas Cucurella, em cima da linha, salvou o Chelsea de levar gol.

Aos 34', após cobrança de falta de Renê, a bola bateu no braço de Chalobah e a arbitragem marcou pênalti, mas voltou atrás após consulta ao VAR. Aos 46', depois de escanteio, Nkunku subiu sozinho, mas cabeceou para fora. E o Chelsea foi para o intervalo com a vantagem.

No segundo tempo, quem começou pressionando foi o Chelsea, mas a primeira chance foi do Fluminense, com Everaldo, aos 9', mas o goleiro Sánchez fez a defesa. Mas, aos 11', o time inglês fez o segundo, novamente com João Pedro, com um chutaço, a bola ainda bateu no travessão antes de balançar as redes.

O Chelsea continuou dominando. Aos 18', Nkunku arriscou chute, que foi desviado. No minuto seguinte, ele teve outra chance, mas Thiago Silva salvou depois que a bola passou por Fábio. Aos 21', Gusto bateu colocado e a bola passou perto da trave.


O Fluminense respondeu com Lima, aos 25', depois de jogada de Soteldo. O Tricolor ainda tentou de várias formas marcar ao menos o seu gol de honra, mas suas ações no ataque não eram precisas. Jackson, aos 34', quase fez o terceiro. Já nos acréscimos, o Flu teve chances com Cannobio, Keno e Everaldo, este de bicicleta. Mas, a vitória ficou com o Chelsea por 2 a 0.

Com o resultado, o Chelsea está na decisão da Copa do Mundo de Clubes, onde vai encarar o vencedor de Paris Saint-Germain e Real Madrid, que jogam na quarta-feira. A decisão será no domingo, dia 13, às 16 horas, no MetLife Stadium, em Nova Jérsei. Já o Flumiense volta as suas atenções para o Brasileirão.

Palmeiras perde para o Chelsea e é eliminado da Copa do Mundo de Clubes

Foto: Fifa.com

Palmeiras foi derrotado por 2 a 1

Não deu para o Palmerias nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes. Na noite desta sexta-feira, dia 4, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, o Verdão acabou derrotado por 2 a 1 pelo Chelsea, que enfrentará o Fluminense na semifinal.

Jogo bem corrido nos primeiros minutos. Aos 4', Palmer fez Weverton trabalhar. Aos 10', o Verdão respondeu com Estêvão, que finalizou na rede, mas pelo lado de fora. Aos 15', o Chelsea abriu o marcador. Sobrando espaço na marcação do Palmeiras pelo meio de campo, a bola chegou fácil em Cole Palmer, que a carregou contra Micael e Giay na marcação até achar o ângulo de finalizar rasteiro no cantinho de Weverton.

O Chelsea seguia melhor e aos 19', Enzo Fernandéz finalizou, mas Wevertor defendeu firme. Aos 24', Chalobah bateu rasteiro, mas a bola foi para fora. Já aos 34', Palmer entra na área com a bola, mas tocou em Nkunku, que bateu para fora. Aos 41', na melhor chegava do Palmeiras, Vanderlan cabeceou para a defesa de Robert Sánchez. Assim, o time inglês foi para o intervalo vencendo.

O Palmeiras voltou melhor no segundo tempo e empatou aos 7 minutos. Allan subiu com tranquilidade na ponta direita, fez o passe no meio da área para Estêvão, que levou a melhor contra a marcação de Colwill e finalizou. A bola bateu na trave e caiu dentro das redes: 1 a 1!

A partida ficou equilibrada após o gol do Verdão. Aos 18', Allan arriscou da entrada da área, mas a bola foi para fora. O Chelsea, que tinha mais posse de bola, não conseguia finalizar as jogadas. Aos 28', após passe de João Pedro, Cucurella finalizou para fora.


Aos 37', o Chelsea fez o segundo. Após cobrança de escanteio curto pela esquerda, Gusto cruzou rasteiro, a bola desviou em Giay e em Richard Ríos e enganou o goleiro Weverton, indo parar no fundo das redes: 2 a 1 para o time inglês.

O Palmeiras, na reta final, se lançou ao ataque e aos 39', Paulinho quase empatou, com a bola passando perto. Nos acréscimos, Mandueke mandou a bola na trave e João Pedro obrigou a Weverton fazer boa defesa. Mas, como não houve gol, o Chelsea conquistou a classificação.

Com o resultado, o Chelsea encara o Fluminense, que nesta sexta eliminou o Al Hilal, na terça-feira, dia 8, às 16 horas, no MetLife Stadium, em Nova Jérsei, pela semifinal da Copa do Mundo de Clubes. Já o Palmeiras volta as suas atenções para o Brasileirão e Libertadores.

Chelsea faz 3 a 0 no Espérance e avança na Copa do Mundo de Clubes

Foto: divulgação / Chelsea FC

Chelsea garantiu a classificação com vitória por 3 a 0

O Chelsea está classificado para as oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes. Mesmo mandando a campo sua equipe alternativa, os Blues confirmaram o favoritismo sobre o Espérance nesta terça-feira, venceram por 3 a 0, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e carimbaram a vaga para enfrentar o Benfica na próxima fase. Os gols foram marcados por Adarabiyo, Delap e Tyrique George.

O Chelsea desde o início, teve mais a bola e criou bastante, mas não teve vida fácil para passar pela defesa tunisiana, que por sua vez assustou em contragolpes. O time inglês aumentava a pressão, mas não maracava gol.

Mas, no fim, Adarabiyo abriu o placar, aos 47', marcando de cabeça, após cobrança de falta de Enzo Fernadez. Dois minutos depois, Delap, em linda jogada individual, aumentou a vantagem e sacramentou a vitória do Chelsea no primeiro tempo.

O Chelsea foi melhor no segundo tempo, até porque o Espérance não esboçava reação. O time inglês chegou a ter um pênalti a favor marcado aos 30', mas o lance foi revisado pelo VAR e a infração foi anulada pela arbitragem.


O terceiro gol do Chelsea só saiu aos 51'. No contra-ataque veloz, Tyrique George recebeu de Andrey na entrada da área e bateu firme de direita. Ben Said caiu no canto, mas aceitou o chute. Final de jogo e 3 a 0 para o time inglês.

Com o resultado, o Chelsea ficou com o segundo lugar da chave, com seis pontos, e vai encarar o Benfica nas oitavas, em jogo marcado para às 17 horas do sábado, dia 28. Já o Espérance de Tunis acabou se despedindo do certame.

De virada, Flamengo faz 3 a 1 no Chelsea e vence a segunda na Copa do Mundo de Clubes

Foto: divulgação / Fifa.com

Partida foi realizada na Filadélfia

O Flamengo conquistou um importante triunfo na Copa do Mundo de Clubes de 2025. Nesta sexta-feira, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, o Rubro Negro, com um excelente segundo tempo, venceu o Chelse, de virada, pelo placar de 3 a 1.

O jogo começou em ritmo forte, com as duas equipes procurando o ataque. E quem abriu o marcador foi o Chelsea, aos 12 minutos, quando Arrascaeta cobrou a falta na área, Léo Pereira tocou de cabeça, mas a bola sobrou com o Chelsea. Wesley tentou passar para o Pulgar, a bola voltou no lateral, que cortou mal. Pedro Neto partiu em velocidade desde o meio de campo e chutou na saída do Rossi: 1 a 0 pra o time inglês.

O Flamengo, depois de ter tomado gol, teve sua melhor chance aos 42'. De Arrascaeta cobrou falta do lado direito e alçou a bola na área. Gerson finalizou de primeira e Colwill tirou em cima da linha, salvando o Chelsea de ser vazado. Assim, o primeiro tempo foi para o intervalo com a vantagem da equipe de Londres.

O Flamengo foi em busca do gol de empate no segundo tempo e perdeu uma grande chance aos 8 minutos. Rossi lançou Gerson no ataque, Reece James errou o corte, e o volante avançou, driblou Colwill, que ficou no chão e chutou de direita. A bola desviou em Reece James, Plata tentou chutar, mas não chegou bem. Aos 11', por muito pouco, Léo Pereira não fez um gol contra bizarro.

O Rubro Negro continuou pressionando. Aos 15', o goleiro Robert Sánchez se esticou todo para defender chute de Plata. No minuto seguinte, saiu o gol de empate: depois de cruzamento pela direita, Plata ajeito de cabeça e Bruno Henrique, que tinha acabado de entrar, marcou: 1 a 1.

E a virada do Flamengo veio aos 19 minutos. Após cobrança de escanteio pelo lado direito, dessa vez quem ajeitou de cabeça foi Bruno Henrique e Danilo apareceu para completar para as redes na Filadélfia: 2 a 1 para o time carioca.

Aos 22', o Chelsea ficou com um menos: Jackson, que tinha acabado de entrar, deu entrada forte em Ayrton Lucas e levou cartão vermelho direto. Aos 35', o Chelsea chegou com perigo em cabeçada de Enzo Fernandez.


Mas, quem marcou foi o Flamengo. Aos 37 minutos, após bela jogada pela direita, Plata tabelou com Wallace Yan, entrou na área e chutou. A bola bateu em Wallace Yan e sobrou para ele mesmo marcar: 3 a 1 para o Mengão e assim terminou o jogo.

A última rodada do Grupo D da competição será toda ela na terça-feira, dia 24, com os jogos começando às 22 horas. O Flamengo encara o Los Angeles FC no Camping World Stadium, em Orlando. Já o Chelsea enfrenta o Espérance de Tunis no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

Estreando na Copa do Mundo de Clubes, Chelsea faz 2 a 0 no Los Angeles FC

Foto: divulgação / Chelsea FC

Pedro Neto abriu o placar em Atlanta

Na tarde desta segunda-feira, dia 16, abrindo o Grupo D da Copa do Mundo de Clubes, o Chelsea estreou na competição vencendo o Los Angeles FC pelo placar de 2 a 0. O jogo foi no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

O time inglês dominou maior parte das ações do primeiro tempo, com mais ímpeto ofensivo, com o adversário tendo dificuldades. Aos 33 minutos, Pedro Neto conseguiu abrir o placar para o Chelsea após receber um belo passe de Nicolas Jackson.

O time da casa até ensaiou algumas chegadas, mas a melhor chance foi em uma cobrança de falta de Bouanaga, praticamente sem ângulo, que Robert Sánchez afastou. Os Blues têm 65% de posse de bola contra 35% do Los Angeles, com nove finalizações contra apenas uma.

Na segunda etapa, o Los Angeles foi para cima e teve boas chances para empatar o jogo. Uma delas, aos 11', Bouanga finalizou bem, mas Robert Sánchez fez grande defesa. Aos 32', o LAFC chegou duas vezes, com Tillman e Bouanga.

Porém, aos 34 minutos, o Chelsea fez o segundo. Palmer acionou Delap em profundidade pela direita da área. Ele cruzou e encontrou Enzo Fernandez na área, que dominou e finalizou com precisão: 2 a 0 para a equipe inglesa, que ficou com a vitória.


As duas equipes voltam a campo na sexta-feira, dia 20. Às 15 horas, o Chelsea encara o Flamengo, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Já às 19 horas, o Los Angeles FC encara o Espérance de Túnis, no Goedis Park, em Nashville.

George Weah e sua curta passagem pelo Chelsea

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

George Weah em sua passagem pelo Chelsea

George Tawlon Manneh Oppong Ousman Weah, mais conhecido como George Weah, foi um grande atacante e atualmente é presidente da Libéria. Como jogador foi espetacular, batendo recordes, sendo o primeiro africano a ganhar o prêmio de melhor jogador do mundo em 1995, pelo Milan, mas não teve o mesmo sucesso no Chelsea, na temporada 1999/2000.

O atacante nasceu na Monróvia, capital da Libéria, no dia 1 de outubro de 1966, e a sua carreira profissional no futebol começou 20 anos depois. George teve seu início no Mighty Barrolle, um clube de seus país, e depois rodou por outros clubes do seu continente. 

A sua carreira começou a alavancar em 1988, quando chegou para atuar no Mônaco. Lembrando que muitos jogadores são naturalizados franceses, por causa da proximidade, e tem o país europeu como uma grande porta de entrada das outras grandes equipes. 

George ficou durante quatro temporadas no clube, conseguindo se desenvolver e potencializar seu futebol. O atacante foi contratado pelo Paris Saint Germain em 1992, uma grande equipe do futebol francês, que na época contava com alguns grandes jogadores. 

Pela equipe conseguiu se destacar, e depois de três temporadas foi negociado com o Milan, uma das maiores equipes do futebol europeu. Em 1995 chegou ao clube, e rapidamente ganhou a vaga de titular na equipe, conseguindo se tornar uma grande estrela. 

Em pouco tempo ganhou a simpatia e o amor de todos no clube e na torcida, ajudando a equipe em diversos jogos. George era conhecido pelo domínio, as arrancadas e o chute fatal, mostrando que era um atleta completo. 

Em sua primeira temporada pelo clube ajudou na conquista do campeonato nacional, sendo a grande estrela do time, fazendo gols importantíssimos. Tanto que ganhou o prêmio de Melhor jogador do mundo pela FIFA, e a Bola de Ouro da France Football, sendo o primeiro e único afriacano a receber os prêmios. 


Depois de cinco temporadas pelo clube italiano, com diversas conquistas, o Milan resolveu emprestar o jogador para o Chelsea, para atuar no segundo semestre da temporada 99/00.

O jogador chegou ao clube em janeiro de 2000, ainda em uma época que o Chelsea não era milionário. A equipe não brigava muito por títulos, mas a chegada do atacante poderia mudar esse cenário, e o atacante conseguiu ajudar o clube a conquistar um título. 

George foi importante na conquista da Taça da Inglaterra, mas foi seu único troféu pelo clube. No fim da temporada de 99/00, o jogador acabou retornando ao Milan, mas não permaneceu no clube para a próxima temporada e foi vendido para o Manchester City.

Sorteio define confrontos das quartas da Champions League

Com informações do GE.com
Arte: UEFA


A Uefa definiu nesta sexta-feira os confrontos das quartas de final da Champions League 2022/23. O sorteio também apontou qual será o caminho das equipes até a final, com o chaveamento da semifinal e quem será o mandante na decisão no Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul, na Turquia, no dia 10 de junho.

Confira os confrontos:

Real Madrid x Chelsea
Inter de Milão x Benfica
Manchester City x Bayern de Munique
Milan x Napoli

Não havia qualquer restrição de país ou times que já tivessem se enfrentado na fase de grupos da Liga dos Campeões. Entre as equipes que disputarão as quartas de final, apenas o Napoli, estreante nesta fase, e o Manchester City nunca conquistaram um título do torneio.


Quem vencer o confronto entre Milan e Napoli vai encarar na semifinal o time que passar entre Benfica e Inter de Milão. Do outro lado, Manchester City ou Bayern de Munique terão pela frente quem ganhar de Real Madrid x Chelsea. O mandante na decisão sairá da segunda semifinal, que poderá envolver City, Bayern, Real Madrid ou Chelsea.

Quando serão os jogos?

Quartas de final (ida): terça, 11 de abril, e quarta, 12 de abril;
Quartas de final (volta): terça, 18 de abril, e quarta, 19 de abril;
Semifinal (ida): terça, 9 de maio, e quarta, 10 de maio;
Semifinal (volta): terça, 16 de maio, e quarta, 17 de maio;
Final: 10 de junho, no Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul.


Real Madrid e Chelsea se enfrentaram nas duas últimas edições da Champions: na passada, o time espanhol levou a melhor nas quartas de final, e na outra quem passou foi a equipe inglesa. Além disso, Inter de Milão e Benfica já decidiram o título de campeão europeu na temporada 1964/65.

Gol de Guerrero dava Mundial de Clubes ao Corinthians há 10 anos

Por Bruno Filandra Lopes
Foto: arquivo

Lance do gol de Paolo Guerrero

O ano de 2012 foi praticamente perfeito para o Corinthians. No meio do ano, conquistou a tão sonhada Copa Libertadores. Já no fim do ano, mais precisamente em 16 de dezembro, o Timão, no Estádio Internacional de Yokohama, no Japão, derrotava o Chelsea, por 1 a 0, gol do peruano Paolo Guerrero e conquistava o segundo Mundial de Clubes da sua história.

Não existia um corintiano na face da terra que não tenha esperado por aquele momento. Alguns, inclusive, já haviam sentido o gosto de ver o Corinthians conquistar o título mundial, quase 13 anos antes. Mas era a primeira vez que a fiel acordava cedo num domingo para torcer por isso, diferente de todos seus rivais.

O alvinegro do Parque São Jorge teria pela frente o Chelsea, clube inglês campeão da Europa, que venceu o Monterrey, do México, por 3 a 1, na outra semifinal da competição. Em meio a tantas dúvidas de onde assistiria o jogo, acabei assistindo em casa com meu irmão e sua namorada. E pela Band, uma superstição, já que foi por essa emissora que assisti a conquista de 2000.

Na partida, o Chelsea quase abre o placar aos 9 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, Cahill escora de cabeça, Chicão afasta e Cahill chuta. Cássio evita o gol com as pernas. O Corinthians arrisca aos 18', num chute de longa distância de Jorge Henrique. Cech faz defesa segura. No minuto seguinte, foi a vez de Paulinho arriscar de longe. Mas a bola vai pra fora.

Aos 28', nova chance corintiana. Emerson Sheik recebe de Guerrero, chuta da meia-lua e a bola vai pra fora. Aos 37', o onze inglês cria uma chance no chute de Fernando Torres, que Cássio defende. Mas foi aos 38' a grande chance do Chelsea. Moses bate colocado e Cássio, com a ponta dos dedos, espalma pra fora. O primeiro tempo termina em 0 a 0.

Na etapa final, o Chelsea chega com perigo aos 8 minutos. Hazard avança pela área e Cássio evita a finalização. Aos 18', uma chance corintiana. Guerrero toca para Paulinho, que domina a bola e chuta pra fora. Mas foi aos 23' que o torcedor corintiano acordou quem dormia naquela manhã. Chicão toca para Paulinho, que tabela com Jorge Henrique. Danilo chega na bola, limpa a marcação e chuta. Cahill afasta a bola, ela sobe, e Guerrero de cabeça manda para o gol. 1 a 0 Corinthians.

Os meus berros e de minha cunhada se misturavam com os rojões na rua. Já alterado de cerveja, começo a andar pela sala, na ansiedade do jogo acabar logo. Mas ainda tinha tempo. Aos 29', Fernando Torres recebe pela esquerda e cabeceia pra fora. Aos 40', após bola escorada por Fernando Torres, ela bate em Alessandro e volta para o atacante do Chelsea, que chuta, e Cássio salva com a perna direita.

O Chelsea continua a pressão nos minutos finais. Aos 46', Oscar manda a bola para a área e Fernando Torres cabeceia a bola, que entra no gol. Mas antes que qualquer corintiano sofresse um ataque cardíaco, o impedimento foi sinalizado. Aos 49', após lançamento pela esquerda, Mata chuta cruzado, a bola bate na trave e sai. Foi a última chance londrina. Acabava o sofrimento do torcedor alvinegro. Pela segunda vez, o Corinthians conquistava o mundo.

Um choro compulsivo tomou conta de mim. Lembrava do rebaixamento e de tudo que o Corinthians tinha passado pra chegar até ali. Começo a receber ligações. Primeiro de um colega de trabalho, depois da avó, seguido pela mãe. A TV exibia Cássio sendo eleito o melhor jogador da partida e do campeonato. Posteriormente, Alessandro recebeu o troféu e o ergueu. Aí resolvi sair de casa.


Tudo que lembro era de encontrar amigos, conhecidos e de perder a carteira por um breve momento. O dinheiro que tinha na carteira foi torrado em comida e bebida. No meio da tarde volto pra casa e apago, só acordando no início da noite, já melhor. No Facebook, um texto agradecendo não só pelos momentos que tive com o Corinthians ao longo do ano, mas na minha vida também. 2012 foi um ano inesquecível. Para mim, para o Corinthians e para todos os corintianos.

O primeiro título inglês do Chelsea em 1955

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O time do Chelsea de 1955

O Chelsea Football Club é uma das maiores forças do futebol inglês nos dias atuais. Antes com Abrahmovic e hoje o americano Todd Boehly, os Blues possuem um dos maiores investimentos do futebol mundial e recentemente ganharam pela segunda vez a Liga dos Campeões, coisa que times de mais tradição desde muito tempo como o Arsenal nunca ganharam. Porém, muito antes da era endinheirada, o clube era apenas periférico no futebol inglês e apenas em 1955 conquistou seu primeiro título do Campeonato Inglês, na antiga First Division.

Até então, o Chelsea era um modesto clube que sequer tinha algum título em sua galeria. Os Blues tinham uma torcida bem fanática, algo aliás que era bem característico da equipe londrina ao longo da maior parte de sua história. Ao início daquela temporada, o time contava com algumas peças bem interessantes, como o lateral Ken Amstrong, Derek Saunders, Les Stubs e o matador Roy Bentley, que seria artilheiro do time, que era comandado por Ted Drake.

O Chelsea começou a temporada com um empate com o Leicester City em 1 a 1 fora de casa, vencendo na sequência Burnley e Bolton em casa. A sequência de resultados seguintes não foi lá grande coisa e os Blues tiveram um desempenho apenas mediano até o mês de outubro, chegando naquele período estando apenas na 12ª posição, muito longe do topo da tabela e de sequer sonhar com o primeiro título de sua história.

Porém, dali a frente o Chelsea, de certa forma, engrenou. Nos 25 jogos seguintes, o Chelsea perdeu apenas três vezes. As chaves para o título foram justamente as duas vitórias sobre o Wolverhampton, que foi o concorrente pelo título, por 4 a 3 em Molineux, no dia 4 de dezembro e 1 a 0 em Stanford Bridge já em abril, sob mais de 75 mil testemunhas que abarrotavam as arquibancadas do antigo estádio.


O título viria a ser conquistado duas rodadas depois, com uma vitória por 3 a 0 contra o Sheffield Wednesday em casa, com gols de Sillet, duas vezes e Parson. A campanha final foi de 20 vitórias, 12 empates e 10 derrotas, com 81 gols feitos e até altos 57 sofridos. Uma campanha que parece até baixa, mas foi suficiente para que viesse o primeiro título da história dos Blues.

Este foi por muito tempo o único título inglês do Chelsea, situação que só viria a mudar na temporada 2004/2005, com a conquista já sob o comando de Mourinho, curiosamente já numa época onde os londrinos tinham outras grandes conquistas, como a Recopa Europeia e a FA Cup e a Copa da Liga. A lembrança da primeira conquista, porém, fica na história para sempre, já que ela mudou a trajetória do Chelsea naquele momento. 

Lewis Hamilton e Serena Williams se juntam em oferta para comprar o Chelsea

Com informações do GE.com e Lance!
Foto: reprodução

Serena Williams e Lewis Hamilton

Lewis Hamilton e Serena Williams se juntaram em uma oferta para comprar o Chelsea. O heptacampeão da Fórmula 1 e a tenista dona de 23 títulos de Grand Slam se comprometeram a investir cada um £ 10 milhões (pouco mais de R$ 60 milhões) para adquirir o time inglês de futebol. As informações são do jornal britânico "The Mirror".

O Chelsea está à venda sob administração do banco comercial americano Raine Group em nome de Roman Abramovich. O oligarca russo está sofrendo sanções por causa da invasão da Rússia à Ucrânia e, por isso, colocou o time em leilão.

Lewis e Serena entraram como possíveis investidores na oferta de Martin Broughton, ex-presidente da companhia aérea British Airways. Presidente da federação internacional de atletismo (World Athletics), o campeão olímpico Sebastian Coe é mais um coinvestidor. A proposta do grupo é uma das três finalistas, mas não está claro quando a venda vai ser efetivada. Serena Williams já é investidora do Los Angeles' Angel City FC, time americano feminino de futebol.

O Raine Group, banco que está supervisionando a venda do Chelsea, pode apresentar seu ofertante preferido ainda nesta semana. Broughton, que está liderando a oferta, é torcedor dos Blues e possui diversos investidores para arrecadar fundos.


Desde março, Roman Abramovich, empresário russo e atual dono do Chelsea, vem sofrendo sanções do Reino Unido por supostas ligações com Vladimir Putin, presidente da Rússia. O país está sendo alvo de boicotes por outras nações devido a guerra na Ucrânia.

Lei da SAF protege clube-empresa do Brasil de riscos como os do Chelsea

Foto: reprodução

Exigências como governança, conselho de administração e CNPJ distinto garantem independência entre finanças do investidor e o caixa do time de futebol

Os impactos da guerra na Ucrânia e das sanções econômicas à Rússia na gestão do Chelsea, atual campeão mundial de futebol, trouxeram à tona o debate quanto à segurança de um modelo de negócio em expansão no Brasil: a transformação de clubes em empresas.

No caso dos Blues, as restrições à Rússia adotadas na Europa levaram o bilionário Roman Abramovich, dono do time inglês desde 2003, a virar alvo de pressão da opinião pública. O resultado foi a decisão do empresário em entregar o comando do Chelsea à fundação de caridade e anunciar que vai vender o clube.

No Brasil, entretanto, problemas como esse são protegidos pela Lei 14.193/2021, que trata da transformação dos times em empresas por meio da criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Especializado no tema e responsável pela transição no clube paulista União São João de Araras, o advogado Jean Cioffi, observa que a legislação resguarda os clubes caso o investidor tenha problemas econômicos.

“A lei prevê a exigência de um conselho de administração e de um conselho fiscal permanentes. Além disso, determina que a SAF tenha uma diretoria profissional e com dedicação exclusiva. Ou seja, a SAF obrigatoriamente deve ser gerida por meio de governança bem organizada e profissional, sem interferências políticas dos clubes e preservando as regras de transparência e responsabilidade corporativa”, explica Cioffi, que é CEO do escritório JRCLaw.

Grandes times brasileiros se transformaram em SAF recentemente, como Botafogo, Vasco e Cruzeiro, este que foi comprado pelo ex-atacante Ronaldo Nazário. Além deles, o Atlético Mineiro, atual campeão brasileiro e da Copa do Brasil, encaminha a venda para este ano como saída para solucionar seu endividamento bilionário.

Cioffi observa que a “pessoa jurídica” da SAF é distinta da dos acionistas, pois é criado um novo CNPJ, e que o clube-empresa precisa criar estruturas internas de administração, o que afasta risco de situações pessoais do investidor afetarem diretamente a gestão do time de futebol. No entanto, o advogado alerta para importância de os contratos serem pensados minuciosamente antes da mudança.


“É importante formalizar instrumentos societários bem elaborados, prevendo regras de proteção, como cláusula de impenhorabilidade das ações, por exemplo”, ressalta.

Além de proteger o clube de problemas pessoais do investidor, a SAF traz mais possibilidades de superar as dificuldades financeiras, já que permite o uso de apenas 20% da nova receita para cobrir as dívidas.

“O modelo atual de gestão, muitas vezes sendo uma associação civil sem fins lucrativos, resultou em vários contratos rompidos e no acúmulo de dívidas feito por presidências anteriores. Com a SAF, os clubes passarão a ser administrados de forma profissional, transparente e auditável”, acredita Cioffi.

Mais sobre o Chelsea - Dúvidas sobre o futuro em meio a venda autorizada

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução/Sky Sport HD

Havertz pode ser um dos que sairá

Em meio a uma temporada onde ainda compete forte pelo bicampeonato europeu, o Chelsea viu se enforcado por uma crise sem precedentes com as sanções governamentais ao time nos últimos dias. Finalmente, uma luz começa a se abrir no horizonte dos Blues, já que o governo pelo menos decidiu que facilitará a venda do clube. Porém, mesmo a venda deixa o futuro da principal força do futebol de Londres nos últimos anos mais lotada de dúvidas do que de certezas. 

Para entender o futuro dos Blues é preciso entender o passado. O Chelsea nunca foi exatamente um dos grandes do futebol inglês. Apesar de ter uma torcida grande, o time londrino só foi começar a se acomodar ao topo e brigas por título, mas era presença constante na divisão do topo até se complicar por dívidas adquiridas ao reformar o Stamford Brige nos anos 1970. A década seguinte foi de quedas e quase falência, até Ken Bates comprar e reconstruir, na medida do possível, o clube. Nos anos 1990, primeiro sob a batuta de Gullit e depois sob Vialli, o clube obteve algum sucesso nacional e continental, até sua história ser transformada com a chegada de Abrahmovic.

Com o dinheiro do magnata russo, aproveitando uma estrutura já melhorada e transformando ela em algo de elite, os Blues viveram o melhor período de sua história nos últimos 20 anos, mas agora Abrahmovic terá de abrir mão do clube e a torcida pode passar por um período que muitos torcedores atuais nunca viveram, com as incertezas sobre o novo dono e sobre o que será do clube. 

O Chelsea tem um valor bilionário de mercado para quem quiser comprá-lo e, é necessário afirmar, uma estrutura pronta para fazer quem comprar o clube faturar um bom dinheiro com o investimento. O problema é que as sanções balançaram essa fundação e uma possível demora na definição da situação pode definhar todo o legado que levou o time ao recente titulo mundial, por exemplo. Jogadores já procuram meios legais para romper contrato e certamente rivais ingleses estarão de olhos nas oportunidades de mercado. Reconstruir o elenco pode complicar muito a vida do atual campeão europeu.

O problema do futuro dos Blues é, sem sombra de dúvida, a incerteza que vem com um novo dono. Não há garantias que quem compre a instituição seja habilidoso como era Abrahmovic nas questões envolvidas em ser dono de um clube, a despeito de o que o russo representa. Mesmo sendo, tecnicamente, uma máquina eficaz de fazer dinheiro, passos errados podem fazer os Blues retornarem aos terríveis tempos anteriores aos anos 1990. 


É complicado demais fazer um exercício de futurologia e imaginar o que virá no amanhã do time que caminhava para se tornar um dos gigantes da Inglaterra. É difícil sim imaginar que o time deixe de ser uma força, já que a estrutura ajudará quem quer que seja o novo dono, mas passos administrativos errados podem simplesmente destruir esse legado e a gestão das possíveis perdas que virão, seja de jogadores ou de dinheiro, terá de ser extremamente competente para não dar passos atrás. Difícil não é impossível, e por mais difícil que seja, existe a possibilidade de estarmos testemunhando um fim de uma era. Este com certeza é o aspecto mais assustador para a torcida. 

Patrocínio, renovações e outras situações - Sanções 'enforcam' o Chelsea

Por Lucas Paes
Foto: AFP

O Chelsea está sofrendo sanções terríveis do governo britânico

Para quem tem entre 20 e 30 anos de idade e acompanha futebol inglês desde novo, é costume ver a presença de um time azul chato de Londres que chutou a porta e se colocou entre os gigantes do futebol mundial sem pedir licença. O Chelsea cresceu absurdos após todo o investimento feito por Romam Abrahmovic e hoje é um dos gigantes ingleses. Todo esse legado e história, porém, estão sendo enforcados e vivendo um momento terrível em meio a uma ofensiva do governo inglês contra Abrahmovic, que atingiram de vez os Blues e podem destruir o clube como o conhecemos.

Nesta quinta, o governo de Boris Johnson anunciou sanções pesadas a diversos investimentos de russos no país e o Chelsea está entre eles. O clube não poderá mais operar comercialmente, sendo proibido de vender produtos, ingressos e basicamente podendo apenas sobreviver no futebol sem poder renovar contratos com jogadores (o que pode complicar as permanências de Rudiguer e Christensen). A lei da verdade, o que o governo faz parece até uma pilhagem, já que acerta a mão muito além de um bem de Roman Abrahmovic.

O russo já havia colocado o Chelsea à venda, mas a ofensiva governamental se dá para evitar até que ele receba o dinheiro desta venda (que aliás, Roman havia dito que doaria para ações humanitárias na Ucrânia). Se verdade ou não, politicamente a manobra arrisca uma perda de apoio significativa de Boris Johnson. Muito além de representar um bem de um russo, o Chelsea é uma empresa que emprega milhares de pessoas, que movimenta a economia do país e, é claro, possuí uma enorme torcida, este fato sendo reconhecido muito antes do clube sequer chegar ao topo. A ação já gera insatisfação.

Em meio a isso tudo, os Blues também perderam sua patrocinadora de camisa, a empresa Three, que pediu rompimento do contrato. Breve, mais marcas poderão e talvez farão o mesmo, enforcando o time em meio a uma temporada onde tudo navegava relativamente bem, com direito à um vice-campeonato na Copa da Liga, a uma perseguição a Liverpool e City no Campeonato Inglês e, é claro, a plena vida do time na Liga dos Campeões, onde são um dos favoritos.

A verdade é que as sanções que essencialmente impedem o funcionamento do Chelsea parecem e são mesmo um pouco exageradas. Era possível que o governo inglês permitisse a venda do clube e então tomasse o dinheiro, ou mesmo a operasse. Da forma que está fazendo, ele está apenas prejudicando um clube de futebol, seus jogadores, funcionários e torcedores que poderiam tranquilamente sobreviver sem a mão de um bilionário questionável russo. É preciso lembrar, por exemplo, que através da Chelsea Foundation o clube londrino inclusive arrumou hospedagem nos hotéis de concentração para funcionários do NHS em meio a pandemia do coronavírus e que os Blues, como qualquer time de futebol, movimentam a economia do país.

Na prática, essa situação que enforca o Chelsea atingirá também outras torcidas e pessoas que não tem tanto a ver com a história. A proibição de venda de ingressos para torcedores visitantes impedirá que fãs de diversos clubes da Premier League possam ver seus times em Stamford Bridge. O veto de venda de merchandising do clube certamente imputará numa massiva perda de empregos, que continuará à depender da sequência e da longevidade das medidas. Nada adianta uma resposta de guerra ser uma sanção se esta sanção acaba atingindo mais sua população do que a do país que teria de ser atingido.


Incomoda, e aqui vai uma dose de opinião, a pequena hipocrisia vinda do governo de Johson. Há pouquíssimos meses, este mesmo governo permitiu a família real da Arábia Saudita, acusada de matar um jornalista dentro de uma embaixada recentemente, que comprasse o Newcastle United. Este mesmo governo permite, sem problema nenhum, que os Emirados Árabes Únidos sejam donos do principal time do país hoje, sendo aquele país outro questionável governo ditatorial. É claro, é preciso entender o contexto de guerra, mas incomoda que nada foi feito contra estes dois casos tão graves quanto o do time londrino. 

Restará agora aguardar as cenas dos próximos capítulos para entender como o atual campeão europeu sobreviverá em meio a ofensiva de toda a Europa frente a Rússia e em meio ao apertar das cordas do governo inglês sobre o clube. Provavelmente, porém, é certo dizer que talvez não vejamos mais aquele time azul chatíssimo incomodando e aparecendo como protagonista nas noites de Liga dos Campeões. O futuro não parece ser azul em Londres.

Nos pênaltis, Liverpool bate Chelsea em primeira final sem Abrahmovic e é campeão da Copa da Liga

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

Chelsea e Liverpool fizeram um 0 a 0 sensacional em Wembley

O Liverpool conquistou o primeiro título da temporada 2021/2022. Na primeira decisão do Chelsea sem Abrahmovic no comando, os Blues resistiram com Mendy aos ataques dos Reds, perderam chances também, num 0 a 0 mentiroso na tarde de domingo, dia 27, no Wembley. Nos pênaltis, uma eternidade, um jogo que parecia não terminar, até Kepa, que só entrou para a decisão nos penais, perder e dar a taça, a nona taça da Copa da Liga Inglesa ao Liverpool. É o primeiro título de copa doméstica de Jurgen Klopp no comando do maior clube inglês. 

O Chelsea, sempre forte em copas sob a batuta de Tuchel, havia chegado até esta final, a primeira da história dos Blues sem Romam Abrahmovic como principal dono do time desde que o russo comprou a instituição, após bater o Tottenham nas semifinais. Já o Liverpool, que sob Klopp sempre pareceu ter certo desprezo pelas copas nacionais, chegou após bater o Arsenal com certa facilidade nas semifinais, depois de uma classificação histórica na fase anterior sobre o Leicester. 

O Liverpool teve uma baixa fortíssima antes mesmo da bola rolar, com Thiago Alcântara sentido no aquecimento e ficando de fora da decisão. Goleiro jovem, mais usado nas copas, Kelleher teve seu primeiro teste de fogo com cinco minutos, tendo de defender de maneira espetacular um chute a queima roupa de Havertz. O Chelsea era melhor no início e o time de Klopp parecia nervoso e sem conexão. A primeira chance, aos 18', assustou muito, com um tradicional passe aéreo de Arnold para Mané cabecear muito mal, sozinho. Aos poucos, os Reds tomaram o controle e aos 29', Mendy praticou dois milagres para evitar o primeiro gol. Depois de vários minutos travados, Azpilicueta assustou muito num chute de fora aos 41 minutos. Aos 44', Mount perdeu uma chance inacreditável, sozinho, no meio da área. O primeiro tempo terminou sem gols

Na etapa final, o Chelsea voltou melhor e aos três minutos, Mount perdeu a chance mais clara do jogo, mandando na trave cara a cara com Kelleher. Aos 12', Mount teve outra boa chance, mas parou em Kelleher, o segundo tempo tinha tons azuis. Só que o Liverpool é perigoso e aos 18', Mendy errou feio, lançou muito mal e no contra-ataque, Salah faria o primeiro não fosse a intervenção certeira de Thiago Silva. Os Reds chegaram a marcar aos 20', numa combinação tripla perfeita entre Arnold, Mané e Matip, mas Van Djik, impedido, impediu Rudiguer de se movimentar, anulando o gol. Aos 30', Mendy parou outro gol certo, dessa vez do infernal Diaz. Aos 32', foi a vez do Chelsea ter um gol anulado, com a cabeçada de Havertz. Aos 40', Mendy evitou outro gol certo em chute de Diaz. O jogo era agitadíssimo e o 0 a 0 era mentiroso. Nos acréscimos, o goleiro senegalês do Chelsea fez outra defesa incrível, em uma cabeçada mortal de Salah. A prorrogação só existiu graças a Mendy. 

Na prorrogação, a primeira chance foi de Werner, quase marcando para o Chelsea. Aos 7', Lukaku chegou a marcar, mais novamente o gol foi anulado. No resto do primeiro tempo, domínio azul e pouca resistência vermelha, sem muitas boas chances além de um chute perigoso de Werner para longe da meta de Kelleher. Aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação, Havertz marcou, mas novamente o gol foi anulado por impedimento. O Chelsea estava muito mais inteiro. Mendy acabou saindo no final da prorrogação para Kepa vir para os pênaltis. 


Nos pênaltis, Milner abriu acertando, Marcos Alonso também, Fabinho cavou pro gol na segunda batida, Lukaku marcou também, Van Djik acertou a terceira, assim como Havertz, Arnold fez a quarta batida, a batida de James também foi perfeita, Salah bateu a quinta com muita categoria para acertar o quinto, Jorginho deixou tudo igual novamente. Nas alternadas, Jota mandou no meio do gol e acertou e Rudiguer também. Origi acertou, igualmente a Kanté. Robertson acertou, igualmente a Werner. Elliot marcou a nona, Thiago Silva marcou também. Na décima, Konaté bateu e Kepa quase pegou, mas ela entrou. Chalobah marcou, o que botou os goleiros pra batida. Kelleher fez uma cobrança espetacular e marcou, Kepa jogou na lua o título do Chelsea, e deu a taça ao Liverpool. 

Agora, ambos voltam as atenções para a outra copa doméstica, a antiga e tradicionalíssima Copa da Inglaterra. Os Blues visitam o Luton Town, na quarta, dia 2, as 16h15, no horário de Brasília. Os Reds jogam contra o Norwich, também como visitantes, uma hora mais tarde. 

O primeiro título continental do Chelsea - A Recopa Europeia de 1971

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Jogadores do Chelsea com a taça da Recopa em Stamford Bridge

O Chelsea é hoje uma das maiores forças do futebol inglês. Desde a chegada de Abrahmovic, um trabalho de reconstrução que já havia começado antes, os Blues vivem constantemente no topo da Premier League e do futebol europeu e hoje novamente estão numa decisão de Liga dos Campeões da Europa, a terceira da história do time londrino. Muito antes de se tornarem a força que são hoje, eles venceram seu primeiro título continental, a Recopa Europeia de 1971.

Competição que reunia os vencedores de todas as copas nacionais da Europa, a Recopa foi um torneio onde vários times ingleses se deram bem, como casos de Everton, West Ham, Tottenham e, é claro, o Chelsea. A Recopa Europeia durou até 1999, quando foi suprimida pela Copa da UEFA. Curiosamente, pelo menos pelo lado inglês, nunca despertou o interesse que a Recopa despertava.

Na época, os Blues eram um clube bem pequeno, com apenas um título inglês e se classificaram justamente na sua primeira conquista da Copa da Inglaterra. Sob a batuta de de Dave Sexton, a campanha começou com um empate por 1 a 1 com o Aris na Grécia, seguido por uma goleada por 5 a 1 em Stamford Bridge, que o classificou para a fase seguinte.

Na segunda fase, o adversário foi o CSKA de Sofia, na Bulgária e a classificação veio com duas vitórias simples por 1 a 0, fora e dentro de casa. Nas quartas de final veio um duro confronto contra o Brugge, que venceu o Chelsea na Bélgica por 2 a 0, mas acabou goleado por 4 a 0 em Londres. Nas semifinais, o adversário foi justamente o Manchester City, atual campeão, contra quem os Blues venceram por 1 a 0 em Londres e por 1 a 0 em Manchester, no antigo Maine Road.


A decisão, disputada no Georgios Karaiskaskis, em Pireu, foi entre Chelsea e Real Madrid. No dia 19 de maio daquele ano, as duas equipes entraram em campo e o Chelsea pulou na frente com Osgood, mas Zoco empatou no apagar das luzes, levando o jogo para a prorrogação, onde o empate obrigou um replay, já que não haviam pênaltis na época. Dois dias depois, Dempsey e Osgood ajudaram os Blues á abrirem 2 a 0 e o gol de Fleitas não foi suficiente para os madridistas. O título era do Chelsea. 

A conquista da Recopa Europeia foi a primeira continental da história do Chelsea, na época um dos poucos títulos de primeira grandeza do time azul londrino. Eles venceriam novamente a competição em 1998 e a partir dos anos 2000 passariam a ganhar cada vez mais força, culminando no título da Liga dos Campeões de 2012. Hoje, os azuis possuem sete títulos continentais em sua galeria, entre Liga dos Campeões, Liga Europa (2), Recopa (2) e Supercopa. No sábado, diante do Manchester City, tentarão mais uma conquista, a segunda na mais importante competição de clubes da Europa.
Proxima  → Inicio

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações