Mostrando postagens com marcador Blues. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Blues. Mostrar todas as postagens

O primeiro título inglês do Chelsea em 1955

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O time do Chelsea de 1955

O Chelsea Football Club é uma das maiores forças do futebol inglês nos dias atuais. Antes com Abrahmovic e hoje o americano Todd Boehly, os Blues possuem um dos maiores investimentos do futebol mundial e recentemente ganharam pela segunda vez a Liga dos Campeões, coisa que times de mais tradição desde muito tempo como o Arsenal nunca ganharam. Porém, muito antes da era endinheirada, o clube era apenas periférico no futebol inglês e apenas em 1955 conquistou seu primeiro título do Campeonato Inglês, na antiga First Division.

Até então, o Chelsea era um modesto clube que sequer tinha algum título em sua galeria. Os Blues tinham uma torcida bem fanática, algo aliás que era bem característico da equipe londrina ao longo da maior parte de sua história. Ao início daquela temporada, o time contava com algumas peças bem interessantes, como o lateral Ken Amstrong, Derek Saunders, Les Stubs e o matador Roy Bentley, que seria artilheiro do time, que era comandado por Ted Drake.

O Chelsea começou a temporada com um empate com o Leicester City em 1 a 1 fora de casa, vencendo na sequência Burnley e Bolton em casa. A sequência de resultados seguintes não foi lá grande coisa e os Blues tiveram um desempenho apenas mediano até o mês de outubro, chegando naquele período estando apenas na 12ª posição, muito longe do topo da tabela e de sequer sonhar com o primeiro título de sua história.

Porém, dali a frente o Chelsea, de certa forma, engrenou. Nos 25 jogos seguintes, o Chelsea perdeu apenas três vezes. As chaves para o título foram justamente as duas vitórias sobre o Wolverhampton, que foi o concorrente pelo título, por 4 a 3 em Molineux, no dia 4 de dezembro e 1 a 0 em Stanford Bridge já em abril, sob mais de 75 mil testemunhas que abarrotavam as arquibancadas do antigo estádio.


O título viria a ser conquistado duas rodadas depois, com uma vitória por 3 a 0 contra o Sheffield Wednesday em casa, com gols de Sillet, duas vezes e Parson. A campanha final foi de 20 vitórias, 12 empates e 10 derrotas, com 81 gols feitos e até altos 57 sofridos. Uma campanha que parece até baixa, mas foi suficiente para que viesse o primeiro título da história dos Blues.

Este foi por muito tempo o único título inglês do Chelsea, situação que só viria a mudar na temporada 2004/2005, com a conquista já sob o comando de Mourinho, curiosamente já numa época onde os londrinos tinham outras grandes conquistas, como a Recopa Europeia e a FA Cup e a Copa da Liga. A lembrança da primeira conquista, porém, fica na história para sempre, já que ela mudou a trajetória do Chelsea naquele momento. 

Mais sobre o Chelsea - Dúvidas sobre o futuro em meio a venda autorizada

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução/Sky Sport HD

Havertz pode ser um dos que sairá

Em meio a uma temporada onde ainda compete forte pelo bicampeonato europeu, o Chelsea viu se enforcado por uma crise sem precedentes com as sanções governamentais ao time nos últimos dias. Finalmente, uma luz começa a se abrir no horizonte dos Blues, já que o governo pelo menos decidiu que facilitará a venda do clube. Porém, mesmo a venda deixa o futuro da principal força do futebol de Londres nos últimos anos mais lotada de dúvidas do que de certezas. 

Para entender o futuro dos Blues é preciso entender o passado. O Chelsea nunca foi exatamente um dos grandes do futebol inglês. Apesar de ter uma torcida grande, o time londrino só foi começar a se acomodar ao topo e brigas por título, mas era presença constante na divisão do topo até se complicar por dívidas adquiridas ao reformar o Stamford Brige nos anos 1970. A década seguinte foi de quedas e quase falência, até Ken Bates comprar e reconstruir, na medida do possível, o clube. Nos anos 1990, primeiro sob a batuta de Gullit e depois sob Vialli, o clube obteve algum sucesso nacional e continental, até sua história ser transformada com a chegada de Abrahmovic.

Com o dinheiro do magnata russo, aproveitando uma estrutura já melhorada e transformando ela em algo de elite, os Blues viveram o melhor período de sua história nos últimos 20 anos, mas agora Abrahmovic terá de abrir mão do clube e a torcida pode passar por um período que muitos torcedores atuais nunca viveram, com as incertezas sobre o novo dono e sobre o que será do clube. 

O Chelsea tem um valor bilionário de mercado para quem quiser comprá-lo e, é necessário afirmar, uma estrutura pronta para fazer quem comprar o clube faturar um bom dinheiro com o investimento. O problema é que as sanções balançaram essa fundação e uma possível demora na definição da situação pode definhar todo o legado que levou o time ao recente titulo mundial, por exemplo. Jogadores já procuram meios legais para romper contrato e certamente rivais ingleses estarão de olhos nas oportunidades de mercado. Reconstruir o elenco pode complicar muito a vida do atual campeão europeu.

O problema do futuro dos Blues é, sem sombra de dúvida, a incerteza que vem com um novo dono. Não há garantias que quem compre a instituição seja habilidoso como era Abrahmovic nas questões envolvidas em ser dono de um clube, a despeito de o que o russo representa. Mesmo sendo, tecnicamente, uma máquina eficaz de fazer dinheiro, passos errados podem fazer os Blues retornarem aos terríveis tempos anteriores aos anos 1990. 


É complicado demais fazer um exercício de futurologia e imaginar o que virá no amanhã do time que caminhava para se tornar um dos gigantes da Inglaterra. É difícil sim imaginar que o time deixe de ser uma força, já que a estrutura ajudará quem quer que seja o novo dono, mas passos administrativos errados podem simplesmente destruir esse legado e a gestão das possíveis perdas que virão, seja de jogadores ou de dinheiro, terá de ser extremamente competente para não dar passos atrás. Difícil não é impossível, e por mais difícil que seja, existe a possibilidade de estarmos testemunhando um fim de uma era. Este com certeza é o aspecto mais assustador para a torcida. 

Patrocínio, renovações e outras situações - Sanções 'enforcam' o Chelsea

Por Lucas Paes
Foto: AFP

O Chelsea está sofrendo sanções terríveis do governo britânico

Para quem tem entre 20 e 30 anos de idade e acompanha futebol inglês desde novo, é costume ver a presença de um time azul chato de Londres que chutou a porta e se colocou entre os gigantes do futebol mundial sem pedir licença. O Chelsea cresceu absurdos após todo o investimento feito por Romam Abrahmovic e hoje é um dos gigantes ingleses. Todo esse legado e história, porém, estão sendo enforcados e vivendo um momento terrível em meio a uma ofensiva do governo inglês contra Abrahmovic, que atingiram de vez os Blues e podem destruir o clube como o conhecemos.

Nesta quinta, o governo de Boris Johnson anunciou sanções pesadas a diversos investimentos de russos no país e o Chelsea está entre eles. O clube não poderá mais operar comercialmente, sendo proibido de vender produtos, ingressos e basicamente podendo apenas sobreviver no futebol sem poder renovar contratos com jogadores (o que pode complicar as permanências de Rudiguer e Christensen). A lei da verdade, o que o governo faz parece até uma pilhagem, já que acerta a mão muito além de um bem de Roman Abrahmovic.

O russo já havia colocado o Chelsea à venda, mas a ofensiva governamental se dá para evitar até que ele receba o dinheiro desta venda (que aliás, Roman havia dito que doaria para ações humanitárias na Ucrânia). Se verdade ou não, politicamente a manobra arrisca uma perda de apoio significativa de Boris Johnson. Muito além de representar um bem de um russo, o Chelsea é uma empresa que emprega milhares de pessoas, que movimenta a economia do país e, é claro, possuí uma enorme torcida, este fato sendo reconhecido muito antes do clube sequer chegar ao topo. A ação já gera insatisfação.

Em meio a isso tudo, os Blues também perderam sua patrocinadora de camisa, a empresa Three, que pediu rompimento do contrato. Breve, mais marcas poderão e talvez farão o mesmo, enforcando o time em meio a uma temporada onde tudo navegava relativamente bem, com direito à um vice-campeonato na Copa da Liga, a uma perseguição a Liverpool e City no Campeonato Inglês e, é claro, a plena vida do time na Liga dos Campeões, onde são um dos favoritos.

A verdade é que as sanções que essencialmente impedem o funcionamento do Chelsea parecem e são mesmo um pouco exageradas. Era possível que o governo inglês permitisse a venda do clube e então tomasse o dinheiro, ou mesmo a operasse. Da forma que está fazendo, ele está apenas prejudicando um clube de futebol, seus jogadores, funcionários e torcedores que poderiam tranquilamente sobreviver sem a mão de um bilionário questionável russo. É preciso lembrar, por exemplo, que através da Chelsea Foundation o clube londrino inclusive arrumou hospedagem nos hotéis de concentração para funcionários do NHS em meio a pandemia do coronavírus e que os Blues, como qualquer time de futebol, movimentam a economia do país.

Na prática, essa situação que enforca o Chelsea atingirá também outras torcidas e pessoas que não tem tanto a ver com a história. A proibição de venda de ingressos para torcedores visitantes impedirá que fãs de diversos clubes da Premier League possam ver seus times em Stamford Bridge. O veto de venda de merchandising do clube certamente imputará numa massiva perda de empregos, que continuará à depender da sequência e da longevidade das medidas. Nada adianta uma resposta de guerra ser uma sanção se esta sanção acaba atingindo mais sua população do que a do país que teria de ser atingido.


Incomoda, e aqui vai uma dose de opinião, a pequena hipocrisia vinda do governo de Johson. Há pouquíssimos meses, este mesmo governo permitiu a família real da Arábia Saudita, acusada de matar um jornalista dentro de uma embaixada recentemente, que comprasse o Newcastle United. Este mesmo governo permite, sem problema nenhum, que os Emirados Árabes Únidos sejam donos do principal time do país hoje, sendo aquele país outro questionável governo ditatorial. É claro, é preciso entender o contexto de guerra, mas incomoda que nada foi feito contra estes dois casos tão graves quanto o do time londrino. 

Restará agora aguardar as cenas dos próximos capítulos para entender como o atual campeão europeu sobreviverá em meio a ofensiva de toda a Europa frente a Rússia e em meio ao apertar das cordas do governo inglês sobre o clube. Provavelmente, porém, é certo dizer que talvez não vejamos mais aquele time azul chatíssimo incomodando e aparecendo como protagonista nas noites de Liga dos Campeões. O futuro não parece ser azul em Londres.

Nos pênaltis, Liverpool bate Chelsea em primeira final sem Abrahmovic e é campeão da Copa da Liga

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Liverpool FC

Chelsea e Liverpool fizeram um 0 a 0 sensacional em Wembley

O Liverpool conquistou o primeiro título da temporada 2021/2022. Na primeira decisão do Chelsea sem Abrahmovic no comando, os Blues resistiram com Mendy aos ataques dos Reds, perderam chances também, num 0 a 0 mentiroso na tarde de domingo, dia 27, no Wembley. Nos pênaltis, uma eternidade, um jogo que parecia não terminar, até Kepa, que só entrou para a decisão nos penais, perder e dar a taça, a nona taça da Copa da Liga Inglesa ao Liverpool. É o primeiro título de copa doméstica de Jurgen Klopp no comando do maior clube inglês. 

O Chelsea, sempre forte em copas sob a batuta de Tuchel, havia chegado até esta final, a primeira da história dos Blues sem Romam Abrahmovic como principal dono do time desde que o russo comprou a instituição, após bater o Tottenham nas semifinais. Já o Liverpool, que sob Klopp sempre pareceu ter certo desprezo pelas copas nacionais, chegou após bater o Arsenal com certa facilidade nas semifinais, depois de uma classificação histórica na fase anterior sobre o Leicester. 

O Liverpool teve uma baixa fortíssima antes mesmo da bola rolar, com Thiago Alcântara sentido no aquecimento e ficando de fora da decisão. Goleiro jovem, mais usado nas copas, Kelleher teve seu primeiro teste de fogo com cinco minutos, tendo de defender de maneira espetacular um chute a queima roupa de Havertz. O Chelsea era melhor no início e o time de Klopp parecia nervoso e sem conexão. A primeira chance, aos 18', assustou muito, com um tradicional passe aéreo de Arnold para Mané cabecear muito mal, sozinho. Aos poucos, os Reds tomaram o controle e aos 29', Mendy praticou dois milagres para evitar o primeiro gol. Depois de vários minutos travados, Azpilicueta assustou muito num chute de fora aos 41 minutos. Aos 44', Mount perdeu uma chance inacreditável, sozinho, no meio da área. O primeiro tempo terminou sem gols

Na etapa final, o Chelsea voltou melhor e aos três minutos, Mount perdeu a chance mais clara do jogo, mandando na trave cara a cara com Kelleher. Aos 12', Mount teve outra boa chance, mas parou em Kelleher, o segundo tempo tinha tons azuis. Só que o Liverpool é perigoso e aos 18', Mendy errou feio, lançou muito mal e no contra-ataque, Salah faria o primeiro não fosse a intervenção certeira de Thiago Silva. Os Reds chegaram a marcar aos 20', numa combinação tripla perfeita entre Arnold, Mané e Matip, mas Van Djik, impedido, impediu Rudiguer de se movimentar, anulando o gol. Aos 30', Mendy parou outro gol certo, dessa vez do infernal Diaz. Aos 32', foi a vez do Chelsea ter um gol anulado, com a cabeçada de Havertz. Aos 40', Mendy evitou outro gol certo em chute de Diaz. O jogo era agitadíssimo e o 0 a 0 era mentiroso. Nos acréscimos, o goleiro senegalês do Chelsea fez outra defesa incrível, em uma cabeçada mortal de Salah. A prorrogação só existiu graças a Mendy. 

Na prorrogação, a primeira chance foi de Werner, quase marcando para o Chelsea. Aos 7', Lukaku chegou a marcar, mais novamente o gol foi anulado. No resto do primeiro tempo, domínio azul e pouca resistência vermelha, sem muitas boas chances além de um chute perigoso de Werner para longe da meta de Kelleher. Aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação, Havertz marcou, mas novamente o gol foi anulado por impedimento. O Chelsea estava muito mais inteiro. Mendy acabou saindo no final da prorrogação para Kepa vir para os pênaltis. 


Nos pênaltis, Milner abriu acertando, Marcos Alonso também, Fabinho cavou pro gol na segunda batida, Lukaku marcou também, Van Djik acertou a terceira, assim como Havertz, Arnold fez a quarta batida, a batida de James também foi perfeita, Salah bateu a quinta com muita categoria para acertar o quinto, Jorginho deixou tudo igual novamente. Nas alternadas, Jota mandou no meio do gol e acertou e Rudiguer também. Origi acertou, igualmente a Kanté. Robertson acertou, igualmente a Werner. Elliot marcou a nona, Thiago Silva marcou também. Na décima, Konaté bateu e Kepa quase pegou, mas ela entrou. Chalobah marcou, o que botou os goleiros pra batida. Kelleher fez uma cobrança espetacular e marcou, Kepa jogou na lua o título do Chelsea, e deu a taça ao Liverpool. 

Agora, ambos voltam as atenções para a outra copa doméstica, a antiga e tradicionalíssima Copa da Inglaterra. Os Blues visitam o Luton Town, na quarta, dia 2, as 16h15, no horário de Brasília. Os Reds jogam contra o Norwich, também como visitantes, uma hora mais tarde. 

Chelsea chega para o Mundial em meio a dúvidas e futebol instável

Por Lucas Paes
Foto: Reuters

Ataque do Chelsea tem decepcionado na temporada

A primeira afirmação deste artigo é um fato para animar os palmeirenses: o Chelsea não vive seu melhor momento na temporada e às vésperas do Mundial de Clubes parece ter um desempenho cada vez pior. Os Blues decepcionam no ataque e vem de partidas ruins as vésperas de tentar um título inédito na história do clube. O time de Stamford Bridge tem desempenho risório no ataque recentemente e chega aos Emirados Árabes com dúvidas.

O elenco chega com diversos nomes de pesos para a competição, mas com um futebol que não condiz com o elenco que possui. São cinco empates nos últimos sete jogos e alguns resultados que complicaram a situação dos Blues na Premier League como a derrota no confronto direto com o Manchester City. No último duelo, diante do Plymonth, da terceira divisão, na Copa da Inglaterra, o time de Tuchel suou sangue para vencer o jogo.

Tuchel, aliás, é um desfalque certo pelo menos no jogo da semifinal diante do Al-Hilal. O treinador alemão testou positivo para o coronavírus e já não acompanhou a equipe na partida da Copa da Inglaterra. Outro que provavelmente não atuará nas semifinais é o goleiraço Mendy, que chega ainda da Copa das Nações Africanas, onde foi campeão com a seleção de Senegal. De resto, pelo menos por enquanto, os azuis vão completos.

É difícil imaginar que o time londrino consiga a proeza de se complicar com o Al Hilal, mas não é exatamente impossível que isso aconteça. Os Blues tem dificuldades claríssimas de converter a posse de bola em gols e vão enfrentar um time que tem um ótimo Matheus Pereira como o jogador cerebral, um atleta claramente de nível europeu. O Hilal é muito bem organizado e perfeitamente capaz de ferir o Chelsea se este estiver num dia ruim. 

Mas, caso a final esperada se confirme e Palmeiras e Chelsea se enfrentem, como o Verdão pode "farpar" os ingleses? Na verdade a resposta pode estar na própria ineficiência azul em converter a posse de bola em gols. O Palmeiras pode usar a sua especialidade em defender e fazer com que o time de Tuchel tenha uma posse inútil, ao mesmo tempo que usa seu bom contra-ataque para ferir o time inglês, podendo marcar numa dessas ocasiões.


O fato é que o atual campeão europeu, apesar de chegar melhor do que chegou em 2012, chega ao Mundial novamente cercado de dúvidas e problemas. Outra vez, o time inglês terá que se cuidar para não ficar sem a conquista do Mundial, que apesar de não ser tão importante assim para seus torcedores, ainda é um título inédito que os torcedores e os jogadores querem ganhar. 

O primeiro título continental do Chelsea - A Recopa Europeia de 1971

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Jogadores do Chelsea com a taça da Recopa em Stamford Bridge

O Chelsea é hoje uma das maiores forças do futebol inglês. Desde a chegada de Abrahmovic, um trabalho de reconstrução que já havia começado antes, os Blues vivem constantemente no topo da Premier League e do futebol europeu e hoje novamente estão numa decisão de Liga dos Campeões da Europa, a terceira da história do time londrino. Muito antes de se tornarem a força que são hoje, eles venceram seu primeiro título continental, a Recopa Europeia de 1971.

Competição que reunia os vencedores de todas as copas nacionais da Europa, a Recopa foi um torneio onde vários times ingleses se deram bem, como casos de Everton, West Ham, Tottenham e, é claro, o Chelsea. A Recopa Europeia durou até 1999, quando foi suprimida pela Copa da UEFA. Curiosamente, pelo menos pelo lado inglês, nunca despertou o interesse que a Recopa despertava.

Na época, os Blues eram um clube bem pequeno, com apenas um título inglês e se classificaram justamente na sua primeira conquista da Copa da Inglaterra. Sob a batuta de de Dave Sexton, a campanha começou com um empate por 1 a 1 com o Aris na Grécia, seguido por uma goleada por 5 a 1 em Stamford Bridge, que o classificou para a fase seguinte.

Na segunda fase, o adversário foi o CSKA de Sofia, na Bulgária e a classificação veio com duas vitórias simples por 1 a 0, fora e dentro de casa. Nas quartas de final veio um duro confronto contra o Brugge, que venceu o Chelsea na Bélgica por 2 a 0, mas acabou goleado por 4 a 0 em Londres. Nas semifinais, o adversário foi justamente o Manchester City, atual campeão, contra quem os Blues venceram por 1 a 0 em Londres e por 1 a 0 em Manchester, no antigo Maine Road.


A decisão, disputada no Georgios Karaiskaskis, em Pireu, foi entre Chelsea e Real Madrid. No dia 19 de maio daquele ano, as duas equipes entraram em campo e o Chelsea pulou na frente com Osgood, mas Zoco empatou no apagar das luzes, levando o jogo para a prorrogação, onde o empate obrigou um replay, já que não haviam pênaltis na época. Dois dias depois, Dempsey e Osgood ajudaram os Blues á abrirem 2 a 0 e o gol de Fleitas não foi suficiente para os madridistas. O título era do Chelsea. 

A conquista da Recopa Europeia foi a primeira continental da história do Chelsea, na época um dos poucos títulos de primeira grandeza do time azul londrino. Eles venceriam novamente a competição em 1998 e a partir dos anos 2000 passariam a ganhar cada vez mais força, culminando no título da Liga dos Campeões de 2012. Hoje, os azuis possuem sete títulos continentais em sua galeria, entre Liga dos Campeões, Liga Europa (2), Recopa (2) e Supercopa. No sábado, diante do Manchester City, tentarão mais uma conquista, a segunda na mais importante competição de clubes da Europa.
Proxima  → Inicio

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações